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Maria Inês Nassif: O caso Demóstenes e as raposas no galinheiro


03/04/2012 - 10h20

Maria Inês Nassif, em Carta Maior

O rumoroso caso Demóstenes Torres (DEM-GO) não é apenas mais um caso de corrupção denunciado pelo Ministério Público. É uma chance única de reavaliar o que foi a política brasileira na última década, e de como ela – venal, hipócrita e manipuladora – foi viabilizada por um estilo de cobertura política irresponsável, manipuladora e, em alguns casos, venal. E hipócrita também.

Teoricamente, todos os jornais e jornalistas sabiam quem foram os arautos da moralidade por eles eleitos nos últimos anos: representantes da política tradicional, que fizeram suas carreiras políticas à base de dominação da política local, que ocuparam cargos de governos passados sem nenhuma honra, que construíram seus impérios políticos e suas riquezas pessoais com favores de Estado, que estabeleceram relações profícuas e férteis com setores do empresariado com interesses diretos em assuntos de governo.

Foram políticos com esse perfil os escolhidos pelos meios de comunicação para vigiar a lisura de governos. Botaram raposas no galinheiro.

Nesse período, algumas denúncias eram verdadeiras, outras, não. Mas os mecanismos de produção de sensos comuns foram acionados independentemente da realidade dos fatos. Demóstenes Torres, o amigo íntimo do bicheiro, tornou-se autoridade máxima em assuntos éticos. Produziu os escândalos que quis, divulgou-os com estardalhaço. Sem ir muito longe, basta lembrar a “denúncia” de grampo supostamente feita pelo Poder Executivo no gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, então presidente da mais alta Corte do país. Era inverossímil: jamais alguém ouviu a escuta supostamente feita de uma conversa telefônica entre Demóstenes, o amigo do bicheiro, e Mendes, o amigo de Demóstenes.

Os meios de comunicação receberam a suposta transcrição de um grampo, onde Demóstenes elogia o amigo Mendes, e Mendes elogia o amigo Demóstenes, e ambos se auto-elegem os guardiões da moralidade contra um governo ditatorial e corrupto. Contando a história depois de tanto tempo, e depois de tantos escândalos Demóstenes correndo por baixo da ponte, parece piada. Mas os meios de comunicação engoliram a estória sem precisar de água. O show midiático produzido em torno do episódio transformou uma ridícula encenação em verdade.

A estratégia do show midiático é conhecida desde os primórdios da imprensa. Joga-se uma notícia de forma sensacionalista (já dizia isso Antonio Gramsci, no início do século passado, atribuindo essa prática a uma “ imprensa marrom”), que é alimentada durante o período seguinte com novos pequenos fatos que não dizem nada, mas tornam-se um show à parte; são escolhidos personagens e conferido a ele credibilidade de oráculos, e cada frase de um deles é apresentada como prova da venalidade alheia. No final de uma explosão de pânico como essa, o consumo de uma tapioca torna-se crime contra o Estado, e é colocado no mesmo nível do que uma licitação fraudulenta. A mentira torna-se verdade pela repetição. E a verdade é o segredo que Demóstenes – aquele que decide, com seus amigos, quem vai ser o alvo da vez – não revela.

Convenha-se que, nos últimos anos, no mínimo ficou confusa a medida de gravidade dos fatos; no outro limite, tornou-se duvidosa a veracidade das denúncias. A participação da mídia na construção e destruição de reputações foi imensa. Demóstenes não seria Demóstenes se não tivesse tanto espaço para divulgação de suas armações. Os jornais, tevês e revistas não teriam construído um Demóstenes se não tivessem caído em todas as armadilhas construídas por ele para destruir inimigos, favorecer amigos ou chantagear governos. Os interesses econômicos e ideológicos da mídia construíram relações de cumplicidade onde a última coisa que contou foi a verdade.

Ao final dos fatos, constata-se que, ao longo de um mandato de oito anos, mais um ano do segundo mandato, uma sólida relação entre Demóstenes e a mídia que, com ou sem consciência dos profissionais de imprensa, conseguiu curvar um país inteiro aos interesses de uma quadrilha sediada em Goiás.

Interesses da máfia dos jogos transitaram por esse esquema de poder. E os interesses abarcavam os mais variados negócios que se possa fazer com governos, parlamentos e Justiça: aprovação de leis, regras de licitação, empregos públicos, acompanhamento de ações no Judiciário. Por conta de um interesse político da grande mídia, o Brasil tornou-se refém de Demóstenes, do bicheiro e dos amigos de ambos no poder.

Não foi a mídia que desmascarou Demóstenes: a investigação sobre ele acontece há um bom tempo no âmbito da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Nesse meio tempo, os meios de comunicação foram reféns de um desconhecido personagem de Goiás, que se tornou em pouco tempo o porta-voz da moralidade. A criatura depõe contra seus criadores.

Leia também:

Luis Nassif: Operação Monte Carlo chegou na Veja





108 comentários

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AlvaroTadeu

05 de abril de 2012 às 23h36

Demóstenes não pode cair sozinho. Gilmar Dantas fez parte do grampo sem áudio, Veja divulgou, outros setores da imprensa também fizeram o maior escarcéu. Demóstenes diz para Gilmar que ele é um homem honrado, Gilmar diz para Demóstenes que ele também é honrado. "Homens de honra", resumindo. Cadeia para todos!

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H. Back™

05 de abril de 2012 às 23h22

Não!! Não acredito!! Isso é impossível!! Quem, em sã consciência, poderia imaginar uma coisa dessas?? Continuo não acreditando nisso!! Isso não é verdade. Se for uma brincadeira do dia da mentira (dia 01/04), está atrasada quase uma semana. Uma revista igual a essa, que trabalha com informações de fontes fidedignas – pois nada ali é inventado – não poderia estar envolvida com o crime organizado desse jeito!!
PS.: Espero que vocês tenham entendido o sarcasmo. K K K K K K K

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    Pedro Santos

    15 de abril de 2012 às 16h55

    Nun dá pra acreditar! O Mendes ai, tão probo! Ele aparece na Inveja desta Semana trombeteando que o Julgamento do Mensalão tem de ser neste primeiro Semestre etc e tal! Como pode um Ministro ocupando uma Cadeira do STF estar envolvido em uma maracutaia desta e querer dar uma de Santo?

Sávio Sá

04 de abril de 2012 às 09h49

Parabéns Inez Nassif pela materia. Para ser político bem sucedido no Brasil, tem que vender primeiro a alma ao diabo. Felizmente, temos ainda alguma reserva moral no congresso brasileiro à exemplo de Cristovão Buarque, Eduardo Suplicy e alguns poucos.

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Marat

04 de abril de 2012 às 09h27

Maria Inês Nassif SEMPRE escreve verdades nuas e cruas! Parabéns! Precisamos de muitas e muitas mais Maria Inês Nassif…

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CLP

04 de abril de 2012 às 09h07

A queda deste senador revela a farsa da cobertura midiática dos ultimo anos.Agora, imaginem a manipulação que fazem de outros assuntos, tais como , "rombo da previdência", "aumento de gastos públicos", "inchaço da maquinha publica", "privilégios do funcionalismo", "republica sindical" e outras.E pior , nestes assuntos, ha conivência do próprio PT…

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Alexei_Alves

04 de abril de 2012 às 01h52

Demóstenes era só o portavoz.
Tudo bem que um grande investimento da direita havia sido feito nele, mas o verdadeiro triunfo da verdade ocorrerá somente quando as investigações revelarem a podridão por trás de nossa mídia comercial.

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Renato Lira

04 de abril de 2012 às 01h26

Texto definitivo.

Mais uma aula da Maria Inês.

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Wilson Nascimento

04 de abril de 2012 às 00h38

Rotineiramente cristalina, Maria Inês Nassif, neste artigo, tange das tocas da mídia nativa para a luz do sol,rapozonas mocosadas que associadas a esse torpe e nefando Senador,conseguiram " curvar um pais inteiro aos interesses de uma quadrilha sediada em Goiás".

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Lenin

03 de abril de 2012 às 23h23

Maria Inês fez n um artigo,mas uma autópsia.

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renato

03 de abril de 2012 às 22h05

Meu Deus mulher, você escreve bem para dedéu! Fiquei fâ mesmo.
Agora é assim saiu texto teu, lá tô eu.

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orley

03 de abril de 2012 às 21h22

Queriam o que quanto a Gurgel? Não existe nada mais corporativista do que o Ministério Público. Quanto ao Demóstenes, preocupa não, se perder a vaga no Senado, volta para o Ministério Público goiano, com salário de mais de vinte mil por mês.

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Cleverton_Silva

03 de abril de 2012 às 20h57

E o pig segue aliado ao que há de pior no país: complexo de vira-lata, entreguismo, privataria, mentiras, relações com o crime organizado, hipocrisia e outras coisinhas. Eita oposição de contra-mão! Vai se esborrachar contra o Brasil que prospera e evolui.

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FrancoAtirador

03 de abril de 2012 às 20h50

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Imprensa permanece blindada no caso “Cachoeira”

Por Vinicius Mansur, na Carta Maior

Brasília – A Operação Monte Carlo resultou na prisão de 35 pessoas acusadas de envolvimento com a quadrilha da jogatina de Carlinhos Cachoeira, em Goiás. Entre os acusados, dois delegados da Polícia Federal, seis delegados da Polícia Civil goiana, um agente da Polícia Rodoviária Federal e 29 soldados, cabos e oficiais da Polícia Militar de Goiás.

A classe política também sangra com a operação. Após terem seus nomes mencionados nas investigações do Ministério Público e da Polícia Federal, os deputados Carlos Leréia (PSDB-GO), João Sandes Júnior (PP-GO) e Rubens Otoni (PT-GO) e, especialmente, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) já são alvos de diversas reportagens e de um inquérito encaminhado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Caminho parecido deve seguir o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), dadas as denúncias crescentes na mídia que expõe seus vínculos com Cachoeira.

Mais complicado, entretanto, é vir a público quais são os setores da imprensa envolvidos com a organização criminosa.

Conforme noticiou Carta Maior, partes do inquérito que deram origem a Operação Monte Carlo – publicadas na internet – citam relações promíscuas de jornalistas com a quadrilha de Cachoeira. Porém, apenas o nome de Wagner Relâmpago, repórter do programa DF Alerta, da TV Brasília/Rede TV, é explicitado.

Os três procuradores federais do Ministério Público responsáveis pelo caso – Daniel de Resende Salgado, Léa Batista de Oliveira e Marcelo Ribeiro de Oliveira – não deram maiores informações sobre o envolvimento de jornalistas. “Vamos ter que estudar isso”, limitou-se a dizer o procurador Marcelo Ribeiro.

Por meio de sua assessoria, o juiz da 11ª Vara da Justiça Federal em Goiás, Paulo Augusto Moreira Lima, que expediu os mandados da operação Monte Carlo, disse que não vai se pronunciar porque o processo corre em segredo de Justiça e só quem tem acesso a ele são as partes envolvidas e seus procuradores.

Porém, diversas outras informações, além daquelas que já são públicas devido ao vazamento de trechos do inquérito citado acima, seguem sendo meticulosamente reveladas por veículos de comunicação. Mas, praticamente nada diz respeito aos jornalistas envolvidos.

Rara exceção foi o jornalista Luis Nassif, que obteve a informação de que as investigações registraram mais de 200 telefonemas entre Cachoeira e o diretor da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior.

No intuito de se defender, no último sábado (31), a revista tornou pública a gravação de uma conversa, que teria sido feita em 8 de julho de 2011, entre Cachoeira e o ex-agente da Abin, Jairo Martins, acusado pela Justiça de pertencer à quadrilha. Na conversa, Cachoeira cita Policarpo como “alguém que nunca vai ser nosso” e ainda afirma que foi seu grupo quem deu “os grande furos do Policarpo”,“limpando esse Brasil, rapaz, fazendo um bem do caralho pro Brasil, essa corrupção aí”.

Para Nassif, esta gravação não é suficiente para desfazer a associação da quadrilha com a revista, entre outras razões, porque foi registrada em uma época em que a antiga relação entre elas já estava esgarçada. “Há um vazamento seletivo. Por que não divulgam os demais grampos?”, indaga.

Procurada pela reportagem, a revista Veja alegou que o assunto deveria ser tratado com seu departamento jurídico. Entretanto, no telefone informado, a Novoa Prado Consultoria Jurídica afirmou que, apesar de já ter prestado serviços para a Editora Abril, nunca trabalhou em nada relativo à revista Veja

O assunto parece mesmo proibido nos veículos da mídia tradicional, ainda que em mínimas proporções. O blog “Rádio do Moreno”, que faz parte da edição digital do jornal O Globo, teve que retirar do ar, na última sexta-feira (30), um texto do colaborador Théofilo Silva. O artigo mencionava que “o poderoso editor da revista Veja” estaria envolvido com Cachoeira e indagava “se você compra a imprensa e as autoridades públicas, o que mais falta para ser o dono do Estado?”

Na nota em que comunicou a retirada do texto, Jorge Moreno disse ter recebido “uma grave e merecida advertência do diretor de redação, Ascânio Seleme”, alegou falta de apuração e concluiu “não considero correto que um blog de jornalista agrida outro jornalista”.

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FrancoAtirador

03 de abril de 2012 às 20h44

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MÍDIA E ECONOMIA: O PAÍS MERECE DESCULPAS

Por Saul Leblon, no Blog das Frases, na Carta Maior

Durante décadas, o discernimento histórico da sociedade brasileira foi entorpecido por um barbitúrico de alta toxicidade chamado 'jornalismo econômico'.
Entre outras, sua especialidade era convencer o país de que o assim chamado 'custo Brasil' interpunha-se como um Everest no acesso dos nativos aos bens da civilização.
Somente a entrega dos destinos nacionais à eficiência emanada dos livres mercados destravaria a catraca de acesso ao futuro virtuoso.

Desregulação era a palavra-chave.
Dois obstáculos se superpunham: os direitos trabalhistas resumidos no pejorativo bordão da 'herança getulista' e os direitos cidadãos, consagrados na Constituição de 1988, que universalizou 'coisas' como licença maternidade, direito à saúde, aposentadoria rural, entre outras temeridades e precipitações.
Os especialistas em suas colunas diárias e emissões intermitentes não poupavam os incrédulos e/ou jurássicos: o país não cresceria, os capitais não ingressariam, o mel não jorraria nos rios tropicais enquanto a arquitetura de proteção do trabalhador e a cidadania precoce não fossem erradicadas do leito pátrio.

Nesta 3ª feira, a Presidenta Dilma reduziu o custo das folhas salariais das empresas sem remover direitos constitucionais, nem afanar trabalhadores, como reclamou por décadas o jornalismo dos menestréis do mercadismo.
Como? A retomada do crescimento criou mais de 15 milhões de novos empregos nos dois governos de Lula. Entre 2003 e 2010 o número de contribuintes da Previdência aumentou 16,8%.
Em vez de sucatear a sociedade, extraiu-se do crescimento e da disseminação de direitos as energias para cortar custos e ampliar a competitividade industrial.

Nada afasta a percepção de que os dogmas embutidos na narrativa 'jornalística' dos anos 80/90 — entre eles o credo anti-estatal, a furiosa defesa da livre circulação de capitais e a panacéia dos juros altos associados às metas de inflação — incluem em sua composição doses variáveis de fraude ideológica, interesses endinheirados e genuflexão obsequiosa de profissionais da imprensa, repartidos entre a má fé, a soberba e a ignorância.

Trata-se de um antepasto incompatível com a renovação do cardápio de desenvolvimento brasileiro.
É hora de uma autocrítica de profissionais e associações de classe.
Pouca dúvida pode haver, cedo ou tarde, um escândalo vai desvelar a rede de 'Cachoeiras e Desmóstenes' nesse braço da desfaçatez midiática.

Íntegra em:

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FrancoAtirador

03 de abril de 2012 às 20h31

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A grande mídia a serviço de quadrilhas organizadas

No Brasil, estamos assistindo estupefatos ao descortinamento do conúbio inacreditável entre setores da mídia e crime organizado: gravações feitas pela Polícia Federal com autorização da Justiça revelam que a maior revista do pais, “Veja”, teria sido regularmente pautada por bandidos que usam espiões privados, alguns egressos do antigo SNI, para muitas vezes forjar escândalos.

O artigo é de J. Carlos de Assis*, na Carta Maior

(…)
O que foi feito do imenso aparato de espionagem, informação e contra-informação soviético, deixado sem pai nem mãe enquanto o Estado se desestruturava no desgoverno Yeltsin? Sabemos que algo dele sobreviveu nas mãos de Putin, mas até que este antigo homem de informação assumisse o poder dezenas de milhares de espiões de dentro e de fora da União Soviética perderam privilégios e rendas, sendo forçados a buscar outros meios de vida.

Minha intuição é que essa rede universal de espionagem deserdada, não tendo em seu comando um general Gehlen que a negociasse em bloco com um novo patrão – os americanos não se interessariam, a não ser pelos cabeças -, tem sido comprada no varejo por duas estruturas poderosas, que podem pagar por ela: o sistema financeiro e a grande mídia. O sistema financeiro usa a espionagem privada para manipular e chantagear políticos na busca de decisões legislativas a seu favor. É uma forma agressiva de lobby, que funciona sobretudo nos Estados Unidos.

Quanto à utilização pela mídia de espiões descolados das estruturas formais de espionagem, tivemos a primeira evidência mundial com o caso Murdoch na Inglaterra: esse mega-empresário das comunicações, dono do Wall Street Journal, dentre outros jornais de direita, foi pego com a boca na botija ao empregar espiões para grampear personalidades de várias áreas na Inglaterra para chantageá-los com seu jornal de escâncalos. Isso sugere o cruzamento de interesses financeiros com interesses midiáticos espúrios, numa conspiração gigantesca, em escala global, contra a democracia.

No Brasil, estamos assistindo estupefatos ao descortinamento do conúbio inacreditável entre mídia e crime organizado: gravações feitas pela Polícia Federal com autorização da Justiça revelam que a maior revista do pais, “Veja”, teria sido regularmente pautada por bandidos que usam espiões privados, alguns egressos do antigo SNI, para muitas vezes forjar escândalos. Note-se que o SNI, Serviço Nacional de Informações, foi extinto por Collor anos atrás, e seus espiões, assim como os soviéticos, foram deixados à solta no mundo para quem pagasse melhor.

Em relação à “Veja” havia outros indícios de utilização de espiões, como tem sido bem documentado pelos jornalistas Luís Nassif e Paulo Henrique Amorim. Com minha experiência de mais de 30 anos de jornalismo ativo, e tendo eu próprio sido um dos introdutores do jornalismo econômico investigativo na área econômica no início dos anos 80 – portanto, ainda sob a ditadura -, desconfio de reportagens com excesso de detalhes cronológicos, minuto a minuto – como recentemente fizeram com José Dirceu. Nenhum repórter consegue esses detalhes relativamente a fatos passados a não ser pela mão de um espião. Alguém os colhe, e a maioria que os colhe, colhe-os para vender.

Como outras revistas de direita, “Veja” paga pelo material, na medida em que rende aumento de circulação, pondo um laranja para assinar. Tudo se faz, claro, sob o manto protetor da liberdade de imprensa!

*Economista e professor, presidente do Intersul, autor, junto com o físico-matemático Francisco Antonio Doria, do recém-lançado “O universo neoliberal em desencanto”, pela editora Civilização Brasileira. Esta coluna é publicada também no site “Rumos do Brasil” e, às terças, no jornal carioca Monitor Mercantil.

Íntegra em:

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Fátima

03 de abril de 2012 às 19h06

Amigos, vamos dar uma força ao Edu Guimarães, a Vitória (filha dele) deu uma recaída. abs a todos.

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Julio Silveira

03 de abril de 2012 às 18h44

Em que pese a gravidade pelas mentiras orquestradas, que poderão ser reparadas através de uma justiça (que acredito ainda precisa se mostrar) que mereça essa denominação, o mais vil nisso tudo foi ter produzido vitimas entre gente realmente de bem, gente que buscou trabalhar para colocar o Brasil na posição de respeitavel cobrador de irregularidades, caso do chefe da policia federal á época, o Delegado Federal Paulo Lacerda, houveram outros como o Delegado Protogenes, que entraram no rio das inconsequencias criminosas, mas ainda o nome do Delegado Paulo Lacerda é simbolico para o periodo em que a treva teve força de inquisição nas nossas instituições.

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Armando do Prado

03 de abril de 2012 às 17h29

É o crime no poder. E o irmão dessa vestal na lama é o chefe do MP em Goiás.

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Emília

03 de abril de 2012 às 17h27

A relação da mídia com os políticos é, no mínimo, promíscua. Não dá pra confiar em nenhum.

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Guilherme Souto

03 de abril de 2012 às 17h20

Acredito que existem política sérios, mas os que sacanas borram na retranca deixando a sensação de que todos são fdp. Agora, quando constatamos que parte do judiciário serve a esses canalhas aí sim, dá para desistir da vida!!!!

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fabio

03 de abril de 2012 às 17h04

O caso Demóstenes é para avaliar como foi a política brasileira desde que nós conhecemos por república.Esquece o império porque aquilo lá era pilhagem pura, não conta como estado.

Os militares tomaram o poder e foram taxados como ditadores inimigos da liberdade e da democracia.Justificavam os atos para defender a "nação" do risco de ideologias de esquerda .

As nações de esquerda se tornaram também extremamente opressoras com a justificativa de proteger a nação do imperialismo capitalista selvagem.

O tempo passou, a guerra fria começava a congelar, o risco vermelho amarelou, permitiram então que que o Brasil e outros emergentes americanos entrassem na tão sonhada era democrática.

Eleiçoes diretas para tudo.

Quem no momento esta fora do poder tem como efeito colateral uma crise de aminésia dos tempos em que era governo. Essa crise de aminésia "posiciona" como embaixador da ética moral e dos bons costumes.

Quem no momento esta dentro do poder também sofre crises de aminésia e "oposiciona" da ética, moral e bons constumes.

Como não existe mais imperialistas selvanges nem comunistas comedores de criancinha. Justifica-se tudo como "em nome da governabilidade".

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Marcelo de Matos

03 de abril de 2012 às 16h42

Amigo é a melhor coisa do mundo, para o bem ou para o mal. Nas horas difíceis os amigos costumam sumir. A mídia gostava de encontrar indivíduos metidos em maracutaias e dizer que eram amigos do Lula. O ex-presidente nunca confirmava se eram amigos ou não porque a mídia cairia de pau. Demóstenes e Stepam Nercessian já não tiveram medo dessa pressão e admitiram, sem constrangimento, que eram amigos de Carlinhos Cachoeira. Afinal, a mídia é extremamente cordial com a oposição porque faz parte dela. Nas horas difíceis, porém, não há amigo que queira ficar por perto. Mídia e políticos vão esquecer Demóstenes. Nem o poderoso Carlinhos Cachoeira vai querer saber dele.

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jaime

03 de abril de 2012 às 16h13

Sim, texto perfeito; parabéns à Maria Inês Nassif. E parabéns pela foto escolhida, onde se esconde ao fundo o personagem mais importante do grampo sem áudio. Esse sim, deveria mesmo temer por esse "estado policialesco", só acho que vai ser muito difícil que alguma coisa lhe aconteça. Além da vitaliciedade no cargo, a PF não pode investigá-lo. Rastros do FHC…

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Paulo Chacon

03 de abril de 2012 às 15h57

O EU NÃO SABIA está sabendo de alguma coisa?

Responder

    Willians Junior

    03 de abril de 2012 às 18h00

    Também estou sentindo a falta do "CERRA"…,ops…, "SONINHA"…, ops…, "EU NÃO SABIA" por aqui. O que será que aconteceu?

    Sr_Andante

    03 de abril de 2012 às 20h18

    A Soninha depois daquela entrevista (na qual ela começa respondendo uma pergunta dando uma gargalhada dos seus eleitores) onde tergiversa após ser questionada sobre o aparelhamento do governo com SEUS PARENTES, ela anda com a cabeça embaixo da terra, igual avestruz. Aliás, tomara que ela nunca mais tire a cabeça de lá.

luiz pinheiro

03 de abril de 2012 às 15h50

Extraordinário o texto da Inês Nassif. Começa a ficar mais clara a sórdida conspiração do chamado "mensalão" – nome fantasia inventado pelo Roberto Jeferson e pela mídia golpista, porque se usassem o nome usual – caixa dois eleitoral – ninguém daria importância, não provocaria o escandalo almejado.. O fato é que por trás da grande cascata armada contra o governo Lula, que tanto bem fez ao Brasil, quem é que estava? O Cachoeira, rico e vulgar empresário do jogo sujo. E essa turma do politicos desclassificadios, elitistas, corruptos, como o Demóstenes e outros comparsas presentes na foto postada aí pelo Gerson Carneiro.

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alex

03 de abril de 2012 às 15h21

Azenha e Blognautas, olhem que bela capa: http://www.ocafezinho.com/2012/04/03/veja-se-alia

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trombeta

03 de abril de 2012 às 15h05

Excelente análise, faltou examinar a conduta do procurador-geral Gurgel que sabendo dos fatos engavetou a investigação da PF; Gurgel, que a meu juízo, perdeu as condições morais e éticas de permanecer no importante cargo de chefe do MPF.

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Augusto Pinheiro

03 de abril de 2012 às 14h42

Texto brilhante. Exemplo de jornalismo sério e competente.

Responder

alex

03 de abril de 2012 às 14h28

BLOGUEIRO DA VEJA NÃO VENCE NEM ELEIÇÃO EM DCE

Blogueiro da Veja: “Não vou me adaptar”

O blogueiro da Veja, Reinaldo Azevedo, era o candidato oculto de uma chapa de direita (o nome já diz tudo, Reação) que disputou o DCE da USP em eleição que se encerrou ontem.

A chapa, inflada por seus posts, numa ação que mostra em que nível a Veja chegou, o de ficar disputando eleição em DCE, teve apenas 2.660 votos de um conjunto de 13.134. Todas as outras chapas eram vinculadas a movimentos de esquerda, sendo que a vencedora, “Não vou me adaptar”, recebeu 6.964 votos.

A forma como a revista Veja e seu blogueiro “disputaram” a eleição foi o que motivou o recorde de votos neste processo eleitoral. Em média, participam de 7 a 8 mil alunos. Neste ano os votantes quase dobraram.

Como não há segundo turno nas eleições do DCE, houve um voto útil compreensível para derrotar a direita para a chapa “Não vou me adaptar”, onde boa parte dos integrantes têm vínculos com o PSoL e o PSTU.

Fonte: Revista Forum http://www.revistaforum.com.br/blog/

Responder

Darcy Faria

03 de abril de 2012 às 14h28

Atenção Azenha e demais blogueiros sujos!!!
O blog do Nassif está sendo atacado. Estava totalmente instável
e agora está inacessível.
Vamos expor a situação.

Responder

italo

03 de abril de 2012 às 14h20

Só agora deu para entender que o grampo em que Gilmar Mendes e Demóstenes foram flagrados não podia aparecer para prejudicá-los e sim para tirar a PF e a ABIN das operações que combatem corrupção e roubo de dinheiro público. Corrupção não encontra entraves encontra amparo nas Instituições brasileiras.

Responder

Avelino

03 de abril de 2012 às 14h15

Caro Azenha
O blog do Nassif está fora do ar????
Saudações

Responder

    Conceição Lemes

    03 de abril de 2012 às 16h55

    Avelino, não está, não. Acabei de checar. De qualquer forma, vou ligar pro Nassif. abs

Mario Alex

03 de abril de 2012 às 14h06

Carreiras na PF, foram destroçadas e manchadas por causa desses crápulas.

Responder

alex

03 de abril de 2012 às 14h00

GRANDE MÍDIA ESTÁ PAUTADA POR QUADRILHAS ORGANIZADAS

No Brasil, estamos assistindo estupefatos ao descortinamento do conúbio inacreditável entre setores da mídia e crime organizado: gravações feitas pela Polícia Federal com autorização da Justiça revelam que a maior revista do pais, “Veja”, teria sido regularmente pautada por bandidos que usam espiões privados, alguns egressos do antigo SNI, para muitas vezes forjar escândalos. O artigo é de J. Carlos de Assis.
J. Carlos de Assis (*) – – da CartaMaior
Décadas atrás li a autobiografia do general Reinhard Gehlen, o chefe da espionagem alemã no Leste europeu durante a Segunda Guerra, o qual, com o fim desta e a derrota de Hitler, salvou a própria cabeça e as cabeças de seus auxiliares mais próximos vendendo aos americanos seus arquivos e sua rede de contatos no coração da União Soviética. Tornou-se uma legenda, pela eficiência com que organizou, nas duas situações – sob Hitler, e sob os americanos -, sua excepcional rede de espionagem contra os soviéticos.

No Brasil, estamos assistindo estupefatos ao descortinamento do conúbio inacreditável entre mídia e crime organizado: gravações feitas pela Polícia Federal com autorização da Justiça revelam que a maior revista do pais, “Veja”, teria sido regularmente pautada por bandidos que usam espiões privados, alguns egressos do antigo SNI, para muitas vezes forjar escândalos.

Note-se que o SNI, Serviço Nacional de Informações, foi extinto por Collor anos atrás, e seus espiões, assim como os soviéticos, foram deixados à solta no mundo para quem pagasse melhor.

Em relação à “Veja” havia outros indícios de utilização de espiões, como tem sido bem documentado pelos jornalistas Luís Nassif e Paulo Henrique Amorim. Com minha experiência de mais de 30 anos de jornalismo ativo, e tendo eu próprio sido um dos introdutores do jornalismo econômico investigativo na área econômica no início dos anos 80 – portanto, ainda sob a ditadura -, desconfio de reportagens com excesso de detalhes cronológicos, minuto a minuto – como recentemente fizeram com José Dirceu. Nenhum repórter consegue esses detalhes relativamente a fatos passados a não ser pela mão de um espião. Alguém os colhe, e a maioria que os colhe, colhe-os para vender.

Como outras revistas de direita, “Veja” paga pelo material, na medida em que rende aumento de circulação, pondo um laranja para assinar. Tudo se faz, claro, sob o manto protetor da liberdade de imprensa!

(*) Economista e professor, presidente do Intersul, autor, junto com o físico-matemático Francisco Antonio Doria, do recém-lançado “O universo neoliberal em desencanto”, pela editora Civilização Brasileira. Esta coluna é publicada também no site “Rumos do Brasil” e, às terças, no jornal carioca Monitor Mercantil.

LEIA ARTIGO COMPLETO: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

Responder

Paulo Barcala

03 de abril de 2012 às 13h51

Um único reparo ao sempre ótimo texto da Maria Inês: a verdade não foi a última coisa que contou. Nesse caso, ela (a verdade) simplesmente não contou.

Responder

O_Brasileiro

03 de abril de 2012 às 13h42

Está tudo bem! Às mil maravilhas!
O importante é que o governo Dilma está subsidiando as empresas com dinheiro público, e à custa do sacrifício dos funcionários públicos!
Afinal de contas, pra que os brasileiros precisam de educação, saúde e segurança?
O importante é os brasileiros terem carros e celulares!

Responder

    Aline C Pavia

    03 de abril de 2012 às 20h34

    Bem dito!!
    Educação, saúde e segurança são obrigações de ESTADOS E MUNICÍPIOS, reza a Constituição.
    Vá cobrar do seu prefeito e do seu governador. Boa noite.

    O_Brasileiro

    03 de abril de 2012 às 21h51

    Pode deixar!
    Vou cobrar dos governadores e dos prefeitos os aumentos para os professores das universidades federais, para os policiais federais e para os servidores da saúde dos hospitais universitários federais…
    E então, por esse "raciocínio", parabéns aos governadores e prefeitos por estes órgãos federais estarem funcionando!

    renato

    04 de abril de 2012 às 00h47

    Viu brasileiro em cobrando tudo dá.
    Imagine o que o pessoal que trabalhou a vida inteira no chão de fábrica, pensava dos funcionários públicos, aqueles que quando vão nos atender fazem questão de mostrar a placa atrás deles , de, se mexer comigo vai preso!
    Comporte-se vá para o fim da fila
    Não..Não.. não é aqui Senhor.Próximo! cri…cri…cri..
    Os industriários, comerciários, pagam o pato até hoje.
    Mas não fique nervoso vc tem a placa atras de vc.

    O_Brasileiro

    03 de abril de 2012 às 22h28

    Pode deixar!
    E aproveito para dar os parabéns aos governadores e prefeitos pelo funcionamento das universidades federais, da polícia federal e dos hospitais universitários federais!

    Julio Mattos

    04 de abril de 2012 às 09h21

    Vc quiz dizer às custas da aposentadoria previlégiada dos funcionários públicos que sagram os cofres da previdencia e estrangulam o valor da aposentadoria do setor privado. Viva Dilma por ter iniciado o término desta imoralidade.

Antonio Valadão

03 de abril de 2012 às 13h11

Faltou o Pedro Simon para completar o time nessa foto.

Responder

Paulo Preto

03 de abril de 2012 às 13h11

O cerco se fecha contra o IMPRENSALÃO…A crise esta lançada. É hora de bater sem dó até que eles desapareçam. E ao final, possa crescer a imprensa livre no Brasil

Responder

fatima

03 de abril de 2012 às 12h42

Cachoeira.impresario não,um bandido e traficante isso simmmmmmmmmmmmm

Responder

José DF

03 de abril de 2012 às 12h34

A fraude do grampo produzido pela veja em parceria com o (ainda) senador e um ministro do STF prova que, no Brasil, algumas pessoas e instituições julgam-se acima das leis. Investigações policiais desnudam a associação entre a revista, o parlamentar da oposição e um bicheiro. O "empresário" dos jogos ilegais foi recolhido ao cárcere em presídio federal e, neste momento, talvez esteja aguardando não visitas, mas novos colegas de quarto. Candidatos não faltam.

Responder

Gilson Raslan

03 de abril de 2012 às 12h13

Esse embroglio em que se meteu o Demóstenes fez um enorme bem ao Brasil, porque trouxe à lume o que se passa nos porões da mídia brasileira, como bem retratado pelo esclarecido artigo da Maria Inez.

Responder

Maria Thereza

03 de abril de 2012 às 11h57

De lavar a alma o texto da Maria Inês. Foi ao ponto que considero crucial: essa moralidade midiática e seletiva só serve bem a alguns interesses privados. Esse texto eu gostaria de ter a competência de escrever. Parabéns e vamos em frente, desmascarando os que ainda restam com pose e pretensão de arautos da moral e dos bons costumes.

Responder

Horridus Bendegó

03 de abril de 2012 às 11h52

Texto brilhantemente elucidadito.

Todo brasileiro deveria lê-lo.

Estou divulgando-o no facebook.

Responder

Attila Louzada

03 de abril de 2012 às 11h50

Ando pensando: a imprensa, tão pródiga em obter informações de corrupção no governo, com tantas facilidades para conseguir gravações (que nem sempre exibe), declarações, imagens, esta imprensa não sabia nadinha de nada das estripulias do DEMóstenes? Será que o Plicarpo Jr, competente editor da Veja que administra muito bem as sessões de denúncias da revista, não tinha nada? Ando pensando…

Responder

beattrice

03 de abril de 2012 às 11h48

A análise é perfeita e cerca toda o zoologico,
resta um ponto.
Por que a mídia venal faz isto?
Porque pela enésima vez
NÓS NÃO TEMOS um MARCO REGULATÓRIO!
E com o Bernardo lamentavelmente não vamos ter.

Responder

    Bonifa

    03 de abril de 2012 às 15h14

    Infelizmente o Bernardo é um bagrinho. Precisaríamos de um tubarão branco para fazer este marco regulatório.

    Luc

    03 de abril de 2012 às 18h11

    Beattrice,

    Jornais regionais = R$ 550.205,00
    Os de sempre = R$ 8.759.296,00
    R$ 9.309.501,00

    detalhes no Link
    https://www.viomundo.com.br/denuncias/namaria-o-to

João

03 de abril de 2012 às 11h45

Azenha , Conceição,

o que acontecerá com o Demóstenes caso seja cassado o seu mandato?

Ficará inelegível até 2027, certo.

Mas e seus bens?

Os salários recebidos, serão devolvidos?

Ele receberá a aposentadoria integral até 2019, ano que termina seu mandato?

Deverá pagar indenização à república, ao seus eleitores?

Responder

Walter Cesar

03 de abril de 2012 às 11h44

A jornalista acertou em cheio. Muito bom.

Responder

grilo

03 de abril de 2012 às 11h34

Vamos prestigiar essa revista (Carta Maior) e esquecer a existência da outra, sabidamente golpista.

Responder

Fernando Moreno

03 de abril de 2012 às 11h33

Sensacional artigo. A sociedade brasileira precisa tomar providências contra esse tipo de imprensa que torna notícia somente o que interessa a uma elite de direita corrupta, bandida e nefasta ao país. Esqueçamos os partidos políticos, porque nada vai sair deles mesmo, com raras exceções. A resposta tem que vir do povo.

Responder

Douglas O. Tôrres

03 de abril de 2012 às 11h29

as instituições da democracia,da república,hoje mais do que nunca estão em cheque.A politica,a jurídica e a mídia,que apesar da operação abafa que já deve estar em curso,mas não vai salva-los da perda de poder,de manter privilégios,seus "rugidos" que tanto intimidam,agora não passaram de miados,pois terão que ser assim,agora que seus bastidores fétidos e imundos estão revelados.Se este governo,junto com seu partido não ousam tocar nesta m…. porque certamente haverá vitimas no último,porque esta teia se estende ha uma gama de políticos ,se não de todos,mas da maioria dos partidos.Resta a noa sociedades civis organizadas,movimentos sociais,sindicatos aproveitarmos este momento e avançarmos para fortalecer as instuições,torna-las realmente democráticas,republicanas,transparentes e principalmente públicas.

Responder

Marcelo de Matos

03 de abril de 2012 às 11h29

Aproveitando o gancho da Maria Inês que nos dá uma aula de "ética" na política, gostaria de lembrar que o afastamento de Demóstenes será bem diferente do afastamento de Dirceu. Diferente em que? O PT não queria (nem nós meros simpatizantes) o afastamento de seu líder. O PIG teve de fazer uma pressão inaudita para afastá-lo: o monitor de escândalos do UOL foi colocado no piloto automático. Vomitava, a espaços programados, denúncias contra o governo. A pressão midiática foi tanta que Dirceu e o PT não puderam resistir. No caso vertente a mídia nem precisará fazer pressão. Seria até constrangedor um blog como o do Noblat, que tinha em Demóstenes um de seus principais colaboradores, fazer pressão pela sua queda. Isso ficará a cargo de seus próprios pares. O DEM irá defenestrá-lo, como faz o pessoal do tráfico que expulsa pequenos meliantes do morro para não atrair a atenção da polícia.

Responder

    Noir

    03 de abril de 2012 às 13h02

    Pois é, mas vai durar pouco tempo. A mídia demo-tucana vai arranjar alguém para ocupar o lugar do demóstenes, rapidinho. Aguarde.

    Bley

    04 de abril de 2012 às 01h28

    Isso mesmo! A personagem substituta, no caso, é a senadora gaúcha da RBS Ana Amélia, a Pedro Simon de saias. Basta observar como ela teve microfones e câmeras do PIG a sua disposição nesta semana.

    M. S. Romares

    04 de abril de 2012 às 04h38

    A logística desse " partido", juntamente com "aquele" outro, é quase inesgotavel para suprir hipocrisia e preencher cargos desocupados devido a esses "acidentes de percurso".

LuizCarlosDias

03 de abril de 2012 às 11h26

Imoral, totalmente sujo, é obvio que meio mundo sabe da lama que esta em volta de quase tudo, se cala, se junta, alardeiam, so com o objetivo de destruir um governo trabalhista e voltar ao dominio da elite branca, essa mesma exposta, sabe-se Deus por qual mistério. Agora a porteira esta reganhada, totalmente aberta, vamos saber quase tudo, o total seria uma revolução, isso não vai acontecer porque somos pacificos.Viva LULA e DILMA

Responder

    Noir

    03 de abril de 2012 às 12h41

    Discordo totalmente quando a frase, "somos pacíficos".
    Examine a história um pouco mais e verá que seu engano é imenso.
    "Povo de índole pacífica", diziam os milicos, pois tinham a força e à tortura a seu lado.
    Antes do estupro constitucional em 64, o povo estava nas ruas e era muito mais politizado que hoje.
    Verifique e conclua.

Gustavo Pamplona

03 de abril de 2012 às 11h25

Divirtam-se! =D

[youtube nD9x-BThlQg http://www.youtube.com/watch?v=nD9x-BThlQg youtube]

—-
Desde Jun/2007 divertindo no "Vi o Mundo"! ;-)

Responder

    PAP

    03 de abril de 2012 às 13h56

    Oi gustavo

    blz de video. Um show de deboches, sintetizado pela aparição piada-pronta que diz tudo , stefan necessian!

    A pergunta que eu faço: A globo vai demitir o stefan necessian?

    renato

    03 de abril de 2012 às 22h03

    Legal Gustavo, apesar que não assisto estes caras.
    Me diga lá, o que o FAGNER esta fazendo no senado!
    Estes dias vi ele também num evento da Dilma!
    Ou sou tão desinformado assim!

    El Cid

    04 de abril de 2012 às 09h58

    que coisa, não? agora tome facada nas costas, DEM !!!
    http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/parti

    A juventude do DEM e o CQC…

    Você já ouviu falar da juventude do DEM? Nem eu. Mas o partido crê firmemente que ela existe e quer motivá-la.

    Como? Está preparando um megaevento para a juventude do partido para este feriado de…finados. Será Blumenau, Santa Catarina.

    Com o objetivo de reunir mais de 800 militantes, o partido, que vem perdendo parlamentares ano após ano, convidou o âncora do CQC, Marcelo Tas, o consultor de imagem Mario Rosa, o cientista político Antonio Lavareda, e até um líder estudantil anti-chavista da Venezuela.

    Os temas anunciados são basicamente: internet, a imagem dos políticos e a militância de oposição.

    Por Lauro Jardim

    El Cid

    04 de abril de 2012 às 10h07

    recordando: é uma sequência de 5 vídeos do Marcelo Tas em 02/11/2009

    tome facada nas costas, DEM !!

    [youtube nA80hssMfHI&feature=player_embedded http://www.youtube.com/watch?v=nA80hssMfHI&feature=player_embedded youtube]

FrancoAtirador

03 de abril de 2012 às 11h24

.
.
LIBERDADE DE IMPRENÇA DEMOTUCANA

O procurador-geral do Estado de Goiás, Ronald Bicca, confirmou nessa segunda-feira que vai acionar judicialmente a revista Carta Capital por considerar a capa e a matéria principal da edição semanal da publicação ofensivas ao Estado e ao governador Marconi Perillo (PSDB).

Segundo Ronald Bicca, o Estado de Goiás vai pedir direito de resposta e que a revista publique, com o mesmo espaço, material de desagravo ao governador…

Íntegra em:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/goias-qu

Responder

    beattrice

    03 de abril de 2012 às 11h45

    A pergunta que não quer calar:
    no caso hipotético e absolutamente improvável que houvesse tal retratação
    os exemplares "retratados" iriam circular livremente por GO
    ou também seriam reféns de sequestro?
    Se circulassem livremente seria a máxima do FEBEAPÁ
    uma retratação de uma matéria que ninguém conseguiu comprar nas bancas!

    FrancoAtirador

    03 de abril de 2012 às 21h01

    .
    .
    Parece que, como de praxe,

    a resposta à Carta Capital

    vai ser publicada na Veja.
    .
    .

    Horridus Bendegó

    03 de abril de 2012 às 11h50

    Ingênuo e bairrista procurador.

    Deveria agradecer Carta Capital por dar o alarme sobre os cupins que agem no Estado de Goiás.

    Bonifa

    03 de abril de 2012 às 15h11

    Está louco. Precisa se aconselhar com seus pares. Tudo o que o Perillo não quer agora é aparecer destacadamente neste imbróglio, ainda mais acionando a justiça. Qualquer perna que eles dêem à investigação, vai parar em cima deles próprios.

    luiz pinheiro

    03 de abril de 2012 às 15h27

    O Perilo está tão associado com o Cachoeira quanto o Demóstenes. Quem tem que ser explicar é o governador de Goiás, que colocou em seu governo vários cupinchas do Cachoeira.

sergio

03 de abril de 2012 às 11h22

O senador cachoeira pautou a política nacional , com o conhecimento e anuência do baronato midiático. Sempre contra os governos trabalhistas de Lula e Dilma.

Responder

Fernando Alvares

03 de abril de 2012 às 11h21

O texto mostra de forma clara como a midia ajudou a "construir" este esquema de poder e grana que tantos estragos causaram ao Brasil.
Gostaria apenas de perguntar se nossa classe politica tem interesse e coragem de fazer no brasil o que fizeram na Inglaterra.
Uma revista facista como a Veja, que manipula a opnião pública atendento aos interesses de criminosos, que destroi reputações de adversários ao mesmo tempo em que transforma quadrilheiros em arautos da ética e da moral, que estimula e facilita a corrupção ao acobertar as falcatruas de seus aliados, têm de ser fechada e seus responsaveis responderem a inquéritos criminais, afinal, ladrão e quem rouba e quem segura a escada.

Responder

Machado de Almeida

03 de abril de 2012 às 11h14

Como de praxe, perfeita análise.
E mais: um desabafo em nome de todos nós que nunca nos enganamos!

Machado de Almeida – Porto Velho – RO

Responder

luis

03 de abril de 2012 às 11h08

As instituições estão com a palavra, em especial o Congresso e o STF. O que querem para o Brasil? Se for para dar um saldo de qualidade enquanto nação vai ser preciso ter coragem, senão deixa como está

Responder

Maria Tereza

03 de abril de 2012 às 11h06

Como sempre certeira a Maria Inêz .

Responder

luis

03 de abril de 2012 às 11h05

Existe nesta certa elite, a idéia de que o que a Globo diz é o que vale! E de todo não estão errados!
Alguém dúvida que boa parte do Congresso, e do STF, morrem de medo dela?
Muitos creem que foi um erro não ter sido pedido ao STF autorização para investigar Demóstenes, será? Não teria vazado?
O que está em jogo é a nossa débil democracia! Como pode um governo eleito com legitimidade ficar nas mãos de bicheiro? Como pode essa gente ter a maior revista do Brasil, o maior canal de TV, parte do MP e dizem, até juízes da alta corte?Segue…

Responder

VLO

03 de abril de 2012 às 11h04

É um texto brilhante, como todos os demais escrito por Maria Inês Nassif. A imprensa marrom não vai noticiar esse caso com a devida importância que ele tem e logo, logo, uma cortina de silêncio cairá sobre o assunto.

Responder

luis

03 de abril de 2012 às 11h02

Lula não caiu porque FH discordou de Agripino ou coisa e tal, até porque nã sei se isso é verdade. Isso não ocrreu porque, ao contrário de seus adversários, tem poder popular. Lembremos que Lula não é João Goulart e nem os golpitas estão encastelados nas forças armandas como em 1964. Segue…

Responder

Regina Braga

03 de abril de 2012 às 11h00

A criatura depõe contra os criadores…maravilhoso.Tanto depõe que estão sobre o efeito de calmantes…Mais PT,cadê vc?

Responder

Gerson Carneiro

03 de abril de 2012 às 10h58

Agora a coisa ficou séria !!!

<img src=http://a4.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash3/530297_1987795270312_1706248172_942621_736598712_n.jpg>

Agora vai! O micro deputado não perde uma farra.

Responder

    Marcelo de Matos

    03 de abril de 2012 às 12h11

    Muito boa essa Gerson. Tem outra que saiu no blog do Noblat: Demóstenes, no horário eleitoral, dizendo que corrupto e bandido perigoso tem de ir para a cadeia. Veja se você consegue postar o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=3wVOiv2uIAo&fe

    Gerson Carneiro

    03 de abril de 2012 às 18h11

    Boa, Marcelo. Excelente sugestão.

    Nesse vídeo o Demóstenes pede "cadeia para crimonoso seja ele quem for". E ainda pergunta se "você acha que o Governo está combatendo o crime da maneira que o Brasil precisa?"

    [youtube 3wVOiv2uIAo&feature=player_embedded http://www.youtube.com/watch?v=3wVOiv2uIAo&feature=player_embedded youtube]

    renato

    03 de abril de 2012 às 21h48

    Não vou assistir, eu tenho medo deste cara!!!
    Eu só assisto o meu presidente e o PT e o PCdoB.
    O Inter, o sol no ocaso,a rosa no jardim, o sangue de sexta feira santa.
    Mas não quero ver este cara.Desculpe.

    Noir

    03 de abril de 2012 às 12h49

    Muito bom, Gerson.
    E se gritar "pega ladrão" ?

    pperez

    03 de abril de 2012 às 19h35

    Taí uma boa campanha para os partidos de esquerda no programa gratuito da TV!.
    Nem precisa fazer faixa!

    Gerson Carneiro

    03 de abril de 2012 às 22h02

    Não fica um, meu irmão!

    Fátima

    03 de abril de 2012 às 13h35

    Gerson, isso é que uma verdadeira fotografia póstuma … os enganadores na nação.

    Márcio Gaspar

    03 de abril de 2012 às 20h28

    Esta é uma ótima foto para ilustrar excelente texto da Maria Inês. Vou repassar o texto com esta foto. Valeu Gerson.

    Panambi

    03 de abril de 2012 às 21h12

    A visão do INFERNO…

    Clóvis

    04 de abril de 2012 às 01h26

    Olha aí a nosso oposição….!!! Os baluartes da ética e da moral…..!Que ópera bufa…! cruzes…..

    Renato Lira

    04 de abril de 2012 às 01h39

    "Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão…"

    Mariano Bonfin

    04 de abril de 2012 às 08h11

    Como fica a cara do Senador ai do Botox participando desta farsa?
    Tá faltando a turma dos CANSADOS nesta foto!

Teo Ponciano

03 de abril de 2012 às 10h57

Perfeito!

Responder

josé maria de souza

03 de abril de 2012 às 10h56

Enquanto isto, a imprensa tradicional continua chamando o Cachoeira de "empresário"!
josé maria de souza

Responder

luis

03 de abril de 2012 às 10h52

Dito isso, o que ocorreu não foi que a mídia se tornou refém de Demóstenes e Cachoeira. O que sempre existiu foi uma parceria com objetivos que se completavam. Quem disse que a mídia está preocupada com um Brasil melhor?
Lembremos que o então presidente FH e o Serra conversaram com Cachoeira em Anápolis? Porque um presidente se permitiria aparecer com um cidadão desses? Isso é emblemático! Segue…

Responder

luis

03 de abril de 2012 às 10h49

Gostaria de fazer reparos a brilhante Maria Inez.
A eleição de Lula, foi um divisor de águas que impôs uma mudança importante para aqueles que sempre entenderam o Estado como algo para servi-los. Diante disso, a grande imprensa por fazer parte desses antigos empreendedores, e por fragilidade da oposição adotou como único caminho a derrubada do adversário. Segue…

Responder

eunice

03 de abril de 2012 às 10h45

E estava lá, domingo último, o Nêumane, com a sua estudada retórica a culpar o PT de aparelhamento. É um tratado de retórica, sim. Ela cria a premissa e a justifica. Mas num país de analfabetos que diferença faz? Agora, para os semi alfabetizados faz muita diferença, ao menos como auto convencimento de que o que fazem não são mal-feitos.

Responder

nando

03 de abril de 2012 às 10h42

Aqui no RN, o senador e o esposo da governadora estão blindado pela imprensa comprada.Só aparece o ex e a ex governadora como reponsaveis.

Responder

Benedito

03 de abril de 2012 às 10h30

Perfeito!

Responder

    Marcelo de Matos

    03 de abril de 2012 às 11h15

    Concordo Benedito. A gente tem de tirar o chapéu para essa jornalista.


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