VIOMUNDO

Diário da Resistência


Entrevistas

Leandro Fortes: O crime no poder


02/04/2012 - 12h43

por Leandro Fortes, em CartaCapital

Restritas ao noticiário local de Goiânia, as informações sobre uma “minirreforma” no secretariado do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), são o primeiro sinal de que suas ligações com o esquema conjunto do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, prometem levar a crise para dentro do governo goiano.

Transformado em menos de um mês em zumbi político, Torres agoniza pelos corredores do Senado, agora sob risco de ser cassado. Mas não deve naufragar sozinho, se as investigações da Polícia Federal forem aprofundadas. Novos documentos, gravações e perícias que integram o relatório da Operação Monte Carlo, revelados com exclusividade por CartaCapital, apontam uma total sinergia entre o esquema do bicheiro, o senador e o governo de Marconi Perillo.

Em uma interceptação telefônica de 5 de janeiro de 2011, os agentes federais registraram uma conversa entre Cachoeira e seu principal auxiliar, Lenine Araújo de Souza, vulgo Baixinho. Na conversa, o bicheiro, a partir de um telefone em Miami, recebe a notícia de que um de seus indicados para o governo de Goiás, identificado apenas por Caolho, acabou preterido, sem maiores explicações e aparentemente sem o conhecimento do governador. Segundo homem na hierarquia e braço operacional de Cachoeira, Souza administrava e operava o sistema de contabilidade da quadrilha. Também era responsável pelo pagamento de boa parte das propinas a agentes públicos, em troca de proteção e informação.

“Marconi, hora que souber disso (sic), vai ficar puto”, reclama o bicheiro, no telefonema a Souza. E acrescenta, a seguir: “Já mandei avisar ele (sic)”. Mas adiante, revela, por duas vezes, a ordem dada ao senador Torres para entrar no caso e falar diretamente com o governador. “O Demóstenes já está ligando para ele”, garante Cachoeira.

Mais adiante, no mesmo grampo, o bicheiro pede a Souza para tomar providências e entrar em contato com Eliane Gonçalves Pinheiro, chefe de gabinete do governador. Ela chegou ao cargo no início do ano passado, depois das eleições de 2010, na qual foi responsável pela articulação do tucano para que prefeitos do PP aderissem à campanha do PSDB ao governo estadual. Até então, era ligada ao ex–secretário extraordinário de Assuntos Estratégicos de Goiás Fernando Cunha, importante liderança tucana no estado, falecido em novembro de 2011. Segundo as investigações da PF, uma filha de Cunha é casada com um irmão de Cachoeira.

Outra interferência direta do bicheiro no governo, revelada nos grampos da PF, tem relação com a atuação do coronel Vicente Ferreira Filho, comandante do 3º Comando Regional da Polícia Militar, em Anápolis. Souza refere-se à preocupação de um certo “Ananias”, provavelmente um dos prepostos da jogatina na cidade, com a atuação do oficial. “O Ananias está demonstrando preocupação com o Vicente em Anápolis, hein”, avisa.

Cachoeira informa então a providência tomada. “Já mandei (inaudível), inclusive vai falar com Marconi, hoje à tarde”, diz o bicheiro. Em seguida, tranquiliza o auxiliar sobre a possibilidade de o coronel da PM atrapalhar os negócios em Anápolis, segundo a transcrição da PF. “Não vai, não. Esse comandante pra nóis (sic), ainda vai ser bom. Cê vai ver (sic).” Não há, contudo, nenhuma acusação contra o coronel nos autos da Operação Monte Carlo.

Ciente da encrenca em que está metido, Perillo decidiu usar como desculpa a desincompatibilização do atual secretário de Meio Ambiente, Leonardo Vilela, candidato do PSDB à prefeitura de Goiânia, para mexer na equipe e apagar os rastros de Torres e Cachoeira em seus domínios. Assim, a amiga do bicheiro, Eliane Pinheiro, chefe de gabinete de Perillo, deverá deixar o cargo em breve, sob a improvável promessa de mudar de função. Outro que deve sair e colocar as barbas de molho é o secretário de Infraestrutura, Wilder Morais. Suplente de Torres, poderá assumir a vaga no Senado caso o titular venha a ser cassado.

Será uma vingança e tanto. A mulher de Morais, Andressa, o abandonou no ano passado para viver com Cachoeira. O drama matrimonial chegou a servir de desculpa para o senador Torres justificar os 298 telefonemas que trocou com o bicheiro nos últimos seis meses. Morais também tomou medidas preventivas e afastou Leandro Gomes Candido do cargo de secretário-executivo da pasta. Candido é marido de uma irmã de Andressa.

Outro da lista é o secretário da Indústria e Comércio, Alexandre Baldy, indicação pessoal de Torres. Baldy é genro do empresário Marcelo Limírio, sócio do senador do DEM em uma faculdade em Goiás.  Ex-dono do Laboratório Neo Química, em Anápolis, segunda maior cidade do estado, o secretário mantém ainda uma sociedade com Cachoeira na ICF, empresa fornecedora de testes para laboratórios. Um deles, o Vitapan, de propriedade do bicheiro, era utilizado para lavagem de dinheiro do esquema de jogatina, segundo informações da PF.

“É assustador o alcance dos tentáculos da organização criminosa”, escreveu em 23 de fevereiro deste ano o juiz Paulo Augusto Moreira Lima, da Vara Federal de Anápolis, responsável pela condução processual do inquérito. Segundo o magistrado, “para dar suporte à exploração ilegal de máquinas caça-níqueis, bingos de cartelas e jogo do bicho em Goiás” a quadrilha de Cachoeira montou um incrível esquema de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, contrabando, corrupção, -pe-culato, prevaricação e violação de sigilos.

Ainda de acordo com Lima, o grupo de Cachoeira era altamente “profissionalizado, estável, permanente, habitual, estruturado, montado para cometer crimes graves”. Para tal, mantinha uma “estrutura organizacional e piramidal -complexa” que funcionava graças a uma “estrutura estável, entranhada no seio do estado com, inclusive, a distribuição centralizada de meios de comunicação para o desenvolvimento das atividades, com o objetivo de inviabilizar a interferência das agências sérias de persecução”.

Logo após ser preso, o juiz determinou que Cachoeira fosse transferido para um presídio federal de Mossoró (RN) porque, na petição à Justiça Federal, os procuradores do caso temiam que ele continuasse a comandar o esquema criminoso de dentro de uma prisão de Goiás. “Em mais de uma década, Carlinhos Cachoeira dedicou-se a comprar informações e proteção de agentes do estado vendíveis. Em outras palavras, tornou a sociedade e o próprio estado mais vulneráveis ao crime”, escreveu Lima.

Os números listados na Justiça Federal falam por si só do tamanho da investigação que une os negócios de Cachoeira com a rotina do governo de Goiás. Ao todo foram identificados como integrantes da quadrilha do bicheiro 43 agentes públicos. Desses, seis delegados da Polícia Civil, 30 policiais militares, dois delegados da PF, um administrativo da PF, um policial rodoviário federal, dois agentes da Polícia Civil e dois servidores municipais. A Monte Carlo gerou 36 volumes de interceptação telefônica, 14 volumes de inquérito policial, três volumes de sigilo bancário e fiscal, além de uma centena de relatórios produzidos pela PF.

Procurado por CartaCapital, o governador Perillo respondeu, via assessoria de imprensa, não possuir nenhuma ligação com o bicheiro. Sobre indicações de Cachoeira para cargos no governo, saiu-se com essa: “Que eu tenha sido informado, não”. Também negou ter havido pressão de Demóstenes Torres para a nomeação de apadrinhados do bicheiro no governo estadual. Por fim, negou ter iniciado uma reforma no secretariado. Seriam “apenas substituições pontuais de auxiliares que serão candidatos nas próximas eleições”.

Enquanto isso, a agonia de Torres parece não ter fim. Na sexta-feira 23, CartaCapital revelou em seu site que a Polícia Federal sabia desde 2006 de suas ligações com Cachoeira. Três relatórios assinados pelo delegado Deuselino Valadares dos Santos, então chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros da Superintendência da PF em Goiânia, revelam que Torres tinha direito a 30% da arrecadação geral do esquema de jogo clandestino, calculada em aproximadamente 170 milhões de reais nos últimos seis anos. A informação consta de um Relatório Sigiloso de Análise da Operação Monte Carlo, sob os cuidados do Núcleo de Inteligência Policial da Superintendência da PF em Brasília.

Valadares foi um dos 35 presos em 29 de fevereiro na esteira da operação. Nas interceptações telefônicas feitas pela PF com autorização da Justiça, ele é chamado de Neguinho pelo bicheiro. Por estar lotado na delegacia de repressão a crimes financeiros, era responsável pelas operações policiais da Superintendência da PF em todo o estado. Ao que tudo indica, foi cooptado para a quadrilha após descobrir os esquemas de Cachoeira, Torres e mais três políticos goianos também citados por ele na investigação: os deputados federais Carlos Alberto Lereia (PSDB), Jovair Arantes (PTB) e Rubens Otoni (PT).

Em outro grampo da PF, revelado agora por CartaCapital, de 13 de março de 2011, Cachoeira conversa com Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, sargento da reserva da Aeronáutica, também preso durante a Operação Monte Carlo. Ele era responsável por obter informações sigilosas de interesse da quadrilha de Cachoeira em troca de um pagamento mensal de 5 mil reais. No grampo, Dadá manda o bicheiro “tranquilizar” Torres. Falava possivelmente da investigação da PF sobre o esquema criminoso.

A informação, proveniente de uma mulher não identificada na conversa, é tachada de “exagerada” pelo araponga da Aeronáutica. “Investigações a baixo nível, entendeu, só a termos de conhecimento”, diz Dadá. “Então, excelente, vou passar para o GORDINHO a informação”, diz o bicheiro. O apelido, segundo a PF, era o código para se referir ao senador do DEM nas conversas entre os dois. Até 2009, Torres pesava 103 quilos. Perdeu 30 quilos após se submeter a uma cirurgia de redução do estômago.

Uma série de outras reportagens divulgada nos últimos dias complicou ainda mais a vida do senador. O jornal O Globo publicou transcrições de interceptações telefônicas nas quais Torres pede ao bicheiro, com quem se comunicava por meio de um aparelho de rádio registrado em Miami, 3 mil reais para pagar despesas de táxi aéreo.

O diário carioca revelou ainda que o parlamentar do DEM usou de seu prestígio para tentar remover, em 2009, um dos principais agentes de uma das investigações sobre a exploração ilegal de máquinas caça níqueis e videopôquer chefiada por Cachoeira. Tratava-se do policial federal José Luiz da Silva. Torres solicitou ao então secretário Nacional de Justiça, Pedro Abramovay, a transferência do agente de Anápolis, área de atuação de Cachoeira, para Goiânia.

Uma reportagem do Jornal Nacional jogou mais cal sobre a cova do senador, que já admitiu estar “morto politicamente” por causa das denúncias. Trechos de interceptações da Monte Carlo revelam que Cachoeira, em conversa com o contador Giovani Pereira da Silva, pode ter repassado mais de 3 milhões de reais ao senador do DEM.

É possível que em breve venha à tona outra faceta do grupo: o uso de meios de comunicação para atacar adversários. Sabe-se das boas relações de Cachoeira com jornalistas de Brasília, em especial o diretor da sucursal da revista Veja, Policarpo Jr. Segundo blogs da internet, a Polícia Federal teria interceptado mais de 200 telefonemas entre o jornalista e o bicheiro durante o curso das investigações.

Nos inquéritos aos quais CartaCapital teve acesso, Policarpo Jr. é citado mais de uma vez. Em um grampo de 8 de julho de 2011, Cachoeira instrui o sargento Jairo Martins, da PM de Brasília, para estancar as informações repassadas ao jornalista. O bicheiro teria se chateado com algum texto publicado na revista. Martins é um famoso araponga brasiliense, acostumado a prestar serviços clandestinos no submundo da comunidade de informações. Foi ele quem, por exemplo, gravou o vídeo em que  o ex-funcionário dos Correios Maurício Marinho aparece a embolsar 3 mil reais de propina. Indicado pelo PTB, Marinho foi o estopim do escândalo do chamado mensalão.

O futuro de Torres depende da Procuradoria-Geral da República e do Congresso Nacional. Desde 2009, sem nenhuma explicação plausível, o procurador-geral Roberto Gurgel mantinha engavetado um relatório da PF referente à Operação Las Vegas, de 2008, na qual a ligação entre Cachoeira e o senador era -explicitada pela primeira vez em interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça de Goiás. Diante da pressão provocada pelas revelações da Operação Monte Carlo, Gurgel foi obrigado, na quarta-feira 28, a dar seguimento à denúncia, enviada ao Supremo Tribunal Federal.

No Congresso, o destino de Torres está nas mãos do líder do PMDB, Renan Calheiros, e do presidente do Senado, José Sarney, que precisam recompor o Conselho de Ética do Senado. O órgão está acéfalo desde setembro de 2011, razão pela qual ainda não se pode apreciar a representação contra Torres apresentada na quarta-feira 28 pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL). Segundo Rodrigues, está claro que Cachoeira mantém relações “amplas, gerais e irrestritas” com Torres e outras autoridades.

Tão logo o impasse burocrático seja resolvido, o processo de cassação do senador goiano, dado como certo até pelos aliados mais próximos, vai ser iniciado. Torres renunciou à liderança do DEM no Senado e corre risco de ser expulso do partido.

Leia também:

Luis Nassif: Operação Monte Carlo chegou na Veja





36 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Robinson Dias

07 de junho de 2012 às 11h53

O muito estranho em todo esse embate contra os verdadeiros corruptos e corruptores do Brasil, é a falta de veiculação das reais informações. O povo não esta sabendo o que esta acontecendo em locais como os que mostro no video abaixo……
http://youtu.be/8ax9KGfiVkE

Responder

Maria Inês Nassif e Najla Passos: O que vem aí na CPI « Viomundo – O que você não vê na mídia

01 de maio de 2012 às 23h17

[…] Leandro Fortes: O crime no poder […]

Responder

PedroAurelioZabaleta

02 de abril de 2012 às 23h48

Acorda aí, ô Brindeiro Gurgel!
Fiz uma visita ao site da PGR e descobri que tiraram os e-mails de contato com chefe de gabinete e secretárias.
Em dezembro de 2011, quando do lançamento do livro "A Privataria…", os e-mails estavam lá.
Agora só por telefone e fax.
Vai ver esse tal de "fax" é muito mais moderno que e-mail, e facilita pra gente (não) conseguir mandar um "Acorda aí, ô Brindeiro Gurgel!".

Responder

Regina Braga

02 de abril de 2012 às 23h41

Em Goiás ainda quem manda é cachoeira…Em Sampa é uma sigla PCC. De toda a forma é o crime organizado.Que máfia!!!

Responder

Luiz Fortaleza

02 de abril de 2012 às 23h40

Uma verdadeira máfia entre a DIREITA – CRIME ORGANIZADO – PIG.

Responder

eujasabia

02 de abril de 2012 às 23h26

Ser expulso do demo… o cúmulo da patifaria!

Responder

    Luiz Fortaleza

    03 de abril de 2012 às 10h31

    é pra passar a imagem que eles não são iguais ao PT… que não expulsou o Dirceu
    e cia.

    RicardãoCarioca

    05 de abril de 2012 às 16h39

    O DEMO também não expulsou o DEMÓstenes, ele foi quem pediu para sair. E ainda por cima, não irá pedir seu mandato, como teria direito. Por que será? Por bondade, com certeza, é que não foi.

Armando do Prado

02 de abril de 2012 às 21h39

Malandro. Realmente, é o crime no poder.

Responder

José X.

02 de abril de 2012 às 20h05

E não acontece nada com o Brindeiro Gurgel ? O sujeito é intocável, está acima das leis ?

Responder

Armando do Prado

02 de abril de 2012 às 17h26

É preciso avançar, pois além de demóstenes cachoeira, e outros políticos, tem também gente do poder judiciário. Quando que o sargento Garcia vai apanhar o Zorro?

Responder

RicardãoCarioca

02 de abril de 2012 às 16h42

Mar de lama! Mar de lama! Mar de lama! E o Jô Gurgel sentado em cima disso desde 2006 ou 2009, heim!? É mais do que leniência: é prevaricação!

Responder

Operante Livre

02 de abril de 2012 às 16h29

Quando é que estes ventos do centro-oeste vão sacudir a poeira, mais poeira paulista?

Responder

Antonio Carlos

02 de abril de 2012 às 16h12

Já disse aqui e em outros blogs: temos que mudar as regras do sistema político do pais. Tá mais do que provado que nosso sistema político acoberta os políticos espertos, os juízes. Nem aqueles que deixam muitos, mas muitos rastros e provas são punidos.
Um político corrupto é o que? Ladrão! Claro que é ladrão! Ele não vai “dar sem receber”.
Um empresário corruptor é o que ? Ladrão! Ninguém dá dinheiro pra campanha sem ter garantias (além do privilégio das concorrências arranjadas eles cobram mais do que gastam, o que é um roubo).
Quantos estão condenados e na cadeia ? Deve haver um ou outro nessas já quase três décadas de democracia. Isto é a prova que o sistema protege os corruptos. Quem protege? A mídia, o judiciário, eles mesmos elaborando leis em causa própria e os governantes que compram apoios políticos.
Então, nossa democracia é ruim. Temos que aprimorá-la! Torná-la dinâmica!
Como pode o Judiciário ser indicado pelo Executivo ?!?!? Isto tem que acabar.
A Sociedade Civil está sempre correndo atrás, pedindo, implorando, protestando das mais variadas maneiras. Isto quando tem algum apoio na mídia, se de interesse dela, já sabemos disso.
Hoje, como não nos resta Poder que nos represente verdadeiramente nessas situações, que nos permitisse interferir no processo, a qualquer instante, só a RUA nos resta.
VAMOS PRA RUA PEDIR MUDANÇAS NO SISTEMA POLÍTICO!!!
Não a prisão destes ou daqueles.
Isto vai vai acontecer!!!

Responder

Abdula Aziz

02 de abril de 2012 às 15h56

Tô prevendo que logo será lançada a 2ª, 3 ª e outras edições da Privataria Tucana. Essa sujeira no Brasil não tem fim.

Responder

Diniz

02 de abril de 2012 às 15h11

Parece que o Senador Demóstenes Torres tombou na "cachoeira" da imoralidade, revelando que o até então reservatório da ética não passava de cascata. É "para lamentar que o parlamentar", em fluência com um bicheiro ilegal, fez fluir para si um fogão legal. Mas na geladeira está o povo brasileiro com um parlamento que bichado também está, com frequentes denúncias de afluentes negociatas que concorrem para rios de dinheiro público que, sem nenhum dique, são desviados por diversos canais. Enquanto isto, projetos importantes atolam-se no pântano da fisiologia ou congelam-se no freezer da morosidade. Neste mar de lama, o bicheiro sorteia o "22" para mim e para você, caro internauta: somos os dois patinhos na lagoa repleta de piranhas.

Responder

oswaldo j. baldo

02 de abril de 2012 às 14h52

Exatamente isso, O CRIME NO PODER.
Com tanta merda no ventilador a impressão que se tem é nada vai acontecer ou melhor vai mas empurrando com a barriga.

Responder

Sr_Andante

02 de abril de 2012 às 14h42

Marconi mandou recolher todos os exemplares de CC. Mas abaixo encontra-se a reportagem em pdf. Para compartilhar com todos.
http://www.wupload.com/file/2683273322/Carta_Capi…
http://www.crocko.com/98C4D552A7E0479E829FE38C199…
http://www.filejungle.com/f/yWRGeU/Carta Capital – O Crime no Poder em Goias.pdf
http://bitshare.com/files/44vraw1a/Carta-Capital-…
http://oron.com/6ndxy8rizqxu
http://netload.in/dateiyqNOH00vbX/Carta Capital – O Crime no Poder em Goias.pdf.htm

Responder

    Mariano Bonfin

    02 de abril de 2012 às 17h56

    Pode recolher o que quiser, pois pelo andar da carruagem todo mundo já está a par com o apoio dos Blog sujos.
    Eta, Nóis na fita!

José DF

02 de abril de 2012 às 14h26

Por que o ministro gilmar mendes esta preocupado com o julgamento do mensalão?
Debaixo desse angu tem caroço.

Responder

LULA VESCOVI

02 de abril de 2012 às 14h05

Para o Gerson Carneiro,que vive tentando vincular a oposição de esquerda ao DEM,PSDB e assemelhados,a representação ao conselho de ética foi feita pelo PSOL.

Responder

Jairo_Beraldo

02 de abril de 2012 às 13h59

Uma correção – Anápolis é a 3ª maior cidade de Goiás…a 2ª é Aparecida de Goiania com quase 500 mil habitantes.

Mas a coisa está encostando na realeza M. Perigo. Isso é bom!!! Tem que encostar também no judiciário goiano.

PS-uma amiga, moradora em uma cidade paulista, me falou no final de 2011(ela é adepta do REIKE) que 2012 seria um ano, que será para extirpar a podridão no mundo. "As forças ocultas que regem o universo não aguenta mais tanta podridão, tanta maldade, tanta mazela", me diise ela. Eu agora acredito nesta previsão.

Responder

    Abdula Aziz

    02 de abril de 2012 às 15h55

    Caro Jairo!
    O problema é que a grande mídia não citou o nome, nada santo, do governador, mais do que corrupto, Marconi Pirilo (PSDB) O jornal Nacional nada falou. Porque será?. Esse já nasceu com as mãos sujas. E a podridão dessa criatura é que tinha de ser extirpada já. Ai sim teríamos um 2012 com uma ótima previsão.

    Mariano Bonfin

    02 de abril de 2012 às 17h54

    Mas, me digam uma coisita só!
    E o Brindeiro Gurgel sentado em cima destas informações desde 2006 não tem que pedir demissão do cargo não?
    O Demostenes pelo que andei informando já avisou:
    Eu vou, mas não vou só. Tem muito neguinho ai enrolado que irá comigo. Tem até um MinistrodoSupremo, tem o Brindeiro!
    Putz!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Horridus Bendegó

    02 de abril de 2012 às 21h11

    Dem óstenes expulso pelos arautos do DEM?

    KaKaKaKaKaKaKayyyyyyyyyyyyy….

    Demóstenes, bote a boca no trombone e conte tudo que sabe do submundo da política!

    Faça esse bem ao Brasil!!!!!!!!!!

    pperez

    02 de abril de 2012 às 21h24

    O problema é que a classe politica só pensa nas eleições e nos votos!
    Se esquecem que nós vamos dar a resposta lá também caso as manobras para não sair as CPIS do Privataria e do Demostenes vingue!!

    Jairo_Beraldo

    02 de abril de 2012 às 18h05

    Calma, foi assim com o Demonio (TORRES), e assim será com Satanás (M.PERIGO)

Jair

02 de abril de 2012 às 13h50

Marconi PERIGO, em vez de Perillo. Esta mudança de nome já tinha sido sugerida por um internauta anteriormente.

Quer dizer então que a Revista Carta Capital não circula mais em Goiás? Mas a Veja pode, não é?

Ao que o governador daquele Estado teria respondido:

– Aqui em Goiás quem manda primeiro é o Cachoeira, depois eu e mais ninguém – teria respondido o Perigoso Perilloso.

E o Marconi Perigo era considerado um dos
melhores quadros do PSDB nacional. Só perdia para o Serra. Que tal a dobradinha Serra-Cachoeira, mas deixando uma porta aberta para o Perigo?

Responder

Joao Da Silva

02 de abril de 2012 às 13h48

Extra no Tijolaço: 10:24 minutos de Audio revelador mostrando que Policarpo só queria comunicação com o Cachoeira Chefe. Os Cachoeiras Subordinados eram despachados na hora por Policarpo.

Responder

Jicxjo

02 de abril de 2012 às 13h25

Um detalhe importante que tem passado despercebido: o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), um dos parlamentares ligados ao Cachoeira, foi até meados de março o PRESIDENTE da CCAI – Comissão de Controle de Atividades de Inteligência do Congresso Nacional, ou seja, a comissão parlamentar mista que tem acesso a tudo que a ABIN sabe.

Cachoeira sabia colocar seus homens nos cargos certos. O deputado Lereia fazia questão de dizer que a comissão tem que saber em primeira mão o que a agência está fazendo, para exercício de controle externo. Tentou ainda, sem sucesso, mais que dobrar o número de membros da comissão (de 6 para 13), o que dobraria também a probabilidade de vazamentos para a mídia e transformaria nosso serviço secreto em piada.

[A comissão é formada pelos presidentes das comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional e pelos líderes do governo e da minoria da Câmara e do Senado]

Responder

CLP

02 de abril de 2012 às 13h09

Impressionante este Carlinhos Cachoeira, muita coisa ainda vai aparecer, Brasilia deve estar em polvorosa…

Responder

antonio Simas

02 de abril de 2012 às 13h09

E o PCC domina São Paulo!

Responder

    Wladimir

    02 de abril de 2012 às 17h29

    É Antonio, lá em Goiás quem manda também é o PCC, Partido do Carlinhos Cachoeira!

Marcio H Silva

02 de abril de 2012 às 13h07

Este Gurgel também faz parte do esquema de cachoeira…….

Responder

    Mariano Bonfin

    02 de abril de 2012 às 18h00

    Porque será que o Brindeiro Gurgel ficou sentado em cima destas denuncias e não tomou nenhuma providencia:
    Ai tem!

jaime

02 de abril de 2012 às 13h04

Rapaz! Teñ que ler c'o dariz tãpado!

Responder

Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding