VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Luis Nassif: O Procurador Geral, o Senador e o bicheiro


27/03/2012 - 09h43

A revelação das ligações do senador Demóstenes Torres com o bicheiro Carlinhos Cachoeira lança uma sombra de suspeita sobre o procurador geral Roberto Gurgel.

Demóstenes foi elemento central na recondução de Gurgel ao cargo de Procurador Geral, desempenhando papel bastante conhecido em assembléias de acionistas.

Nessas assembléias há um estratagema corporativo que consiste em canalizar as insatisfações dos minoritários para um deles. O sujeito esbraveja, fala alto e torna-se o líder da resistência contra os controladores. Depois, à medida em que a AGE avança, ele cede rapidamente aos argumentos dos controladores, esvaziando a reação dos demais.

Demóstenes desempenhou esse papel no processo de recondução de Gurgel ao cargo de Procurador Geral.

Primeiro esbravejou, exigindo de Gurgel a abertura de processo contra Antonio Palocci, ameaçando não votar a favor da sua recondução ao cargo. Depois, recuou, disse que, infelizmente, as alegações de Gurgel – de que não havia nenhum elemento que comprovasse origem ilícita dos recursos de Palocci – eram corretas e só lhe restava acatar a lei.

Independentemente do mérito dos argumentos de Gurgel, os movimentos iniciais de Demóstenes lhe conferiram o papel de líder dos minoritários; e seu convencimento final matou toda a reação contra a indicação do Procurador Geral.

Poderia ser apenas um caso de um Senador procurador reconhecendo o mérito da alegação de outro, não fosse a circunstância de que Gurgel há dois anos estava sentado em cima de um inquérito que denunciava as ligações espúrias de Demóstenes com Cachoeira.

Demóstenes só chegou a essa posição de destaque no Senado, a ponto de ser figura chave na aprovação do Procurador Geral, graças à cobertura que recebia da revista Veja – que, por sua vez, se associou ao bicheiro Carlinhos Cachoeira em diversas denúncias. E foi graças a essa posição de destaque que Demóstenes tornou-se suspeito da mais grave armação contra as instituições desde o Plano Cohen: a farsa do grampo sem áudio.

É importante entender que essa promiscuidade mídia-político-criminoso – que não é generalizada na velha mídia, mas específica da revista Veja – não é apenas um caso de exorbitância jornalística: é algo que ameaça a própria normalidade institucional do país, abrindo espaço inédito para que o crime organizado ascenda aos mais altos escalões da República, constrangendo autoridades diversas. No caso Daniel Dantas, a revista fuzilou reputação de Ministro do STJ que havia confirmado uma liminar contra o banqueiro.

Até agora, apenas alguns blogs, isoladamente, têm atuado como contrapeso a esse poder avassalador de um jornalismo sem limites. Mas somos vítimas de uma judicialização da discussão – com torrentes de ações desabando sobre nós. Em nome de uma visão equivocada sobre os limites da liberdade de imprensa, o Judiciário é condescendente. Quando age, sempre é com enorme atraso, devido aos problemas processuais conhecidos. Os demais veículos se calam ante os abusos da Veja.

Gurgel terá que provar, daqui para diante, sua independência – e não propriamente em relação ao Executivo. E os poderes públicos – especialmente o Judiciário – terão que acordar para a realidade de que, hoje em dia, são reféns da escandalização praticada pelo mau jornalismo. E que a melhor maneira de defender a liberdade de imprensa é expurgar as práticas criminosas que se escondem debaixo do seu manto.





60 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Laços que envolvem o senador do DEM Demóstenes Torres, o procurador geral, mídia e o bicheiro Carlinhos Cachoeira - Blog do Bordalo

05 de abril de 2019 às 12h46

[…] Luis Nassif: O Procurador Geral, o Senador e o bicheiro […]

Responder

Abelardo Silva

31 de março de 2012 às 14h43

Por favor Luiz Nassif , comente um pouco sobre as lanchas ,compradas pelo Ministério da `Pesca . Explique o motivo pelo qual elas foram compradas o povo quer saber , pois foram milhões jogados fora num pais onde morrem centenas de pacientes por falta de UTIs.

Responder

Nelson Menezes

31 de março de 2012 às 12h17

Do jeito que as coisas estão, provavelmente com o apoio da grande midia e de alguns Juizes e procuradores teriamos um candidato contraventor(bicheiro) a presidente da República com possiveis possibilidadede ser eleito já em dois mil e quatorze,alguem paga pra ver!

Responder

Roberto Ferreira

28 de março de 2012 às 08h28

O Nassif … Tenham piedade da minha inteligencia… O eterno refem da justiça do lula. Só poderia escrever isto, isto é , aquilo que o deixam falar.

Responder

Marat

27 de março de 2012 às 22h17

Geisel, Figueiredo, Curió, Collor, Demóstenes, ACM Neto, Serra, Kassab, Gurgel etc., etc., etc… todos os ídolos do PIG são desmascarados, e eles sempre elegem novos modelos de "virtude"… quem será o próximo "santo" que eles elegerão?

Responder

    beattrice

    28 de março de 2012 às 01h36

    Bruno Covas?

FrancoAtirador

27 de março de 2012 às 21h59

.
.
PSOL quer levar Demóstenes ao Conselho de Ética

Agência Estado, via Diário do ABC

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) afirmou nesta terça que seu partido vai pedir a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado contra o ex-líder do Democratas na Casa, Demóstenes Torres (GO). Randolfe, que esteve nesta terça com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse que tomará esta decisão se o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), não encaminhar o caso envolvendo Demóstenes ao colegiado.

Demóstenes é suspeito de envolvimento em negociatas com o empresário do ramo de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Escutas telefônicas mostraram, por exemplo, o senador pedindo dinheiro a Cachoeira para bancar uma viagem de táxi aéreo.

"Se o presidente Sarney não pedir, torna-se inevitável. O PSOL pedirá e vou convidar outros colegas a assinarem conosco", afirmou Randolfe. Ele disse que chegou à reunião com Gurgel "cético" e saiu "satisfeito". O procurador-geral da República anunciou no encontro com os parlamentares que pediria nas próximas horas a abertura de inquérito contra Demóstenes no Supremo Tribunal Federal (STF).

O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), disse que, se ficar comprovado o envolvimento de parlamentares em negócios ilícitos com o bicheiro, não haverá como o partido deixar de apoiar o pedido de abertura de processo no Conselho de Ética. "Nós não temos dois pesos e duas medidas", afirmou.
.
.

Responder

Riba

27 de março de 2012 às 21h54

Com essas e outras provas que virão,o GURGEL além de ter saído de linha há alguns anos,também PREVARICOU! Impeachment já! Quanto ao DEMóstenes Cachoeira Torres,nada a acrescentar pois os frutos da velha ARENA de guerra,antes de florir…APODRECE!

Responder

FrancoAtirador

27 de março de 2012 às 21h14

Veja, Demóstenes e o caso Francisco Escórcio

Por Luis Nassif, no Blog do Nassif, via Carta Maior

No momento em que o senador Demóstenes Torres pede aos seus pares – e a Renan Calheiros – para não ser julgado politicamente, um dos capítulos de sua parceria com a revista Veja – o caso Francisco Escórcio – revela bem os métodos utilizados, posteriormente, no caso do grampo sem áudio.
Coube a Demóstenes, em combinação com a revista, deflagrar a manipulação, ao dizer que tinha sido informado – por telefonema de Pedrinho Abrão – sobre as intenções de Escórcio.
Nas investigações posteriores, Abrão negou peremptoriamente e informou que a razão do telefonema foi outra.

Capítulo 1: cria-se a história de que assessor de Renan teria ido a Goiania espionar Demóstenes.
No auge das denúncias contra o então presidente do Senado Renan Calheiros, Veja (edição 2029, 10 de outubro de 2007) publica que Francisco Escórcio, assessor de Renan, foi a Goiânia montar um esquema de espionagem contra os senadores Demóstenes Torres (DEM) e Marconi Perillo (PSDB).
A testemunha chave seria o empresário e ex-deputado Pedrinho Abrão, a quem Escórcio teria pedido para filmar embarques dos dois senadores no hangar da empresa de Abrão.
O pedido teria sido feito na presença de dois advogados, Heli Dourado e Wilson Azevedo.
Só no último parágrafo da matéria se descobre que nem os advogados nem o empresário confirmam a denúncia: " Pedro Abrão, por sua vez, confirma que os senadores usam seu hangar, que conhece os personagens citados, mas que não participou de nenhuma reunião", diz a revista.

A matéria "O jogo sujo de Renan Calheiros" (http://veja.abril.com.br/101007/p_060.shtml) é assinada, no alto, pelo chefe da sucursal, Policarpo Junior,
e no pé, pelo repórter Alexandre Oltramari, que viria a ser assessor de Perilo na eleição de 2010.
O avalista principal é Demóstenes Torres.

Capítulo 2: Folha compra a história e repercute, apesar dos desmentidos das testemunhas
Naquele mesmo fim de semana, a Folha de S. Paulo compra a história da revista e ouve um dos advogados citados: Heli Dourado conta que recebeu Escórcio para tratar de processos políticos do Maranhão (foi ele quem redigiu a representação, acolhida um ano depois pelo TSE, que levou à cassação do governador Jackson Lago, adversário de José Sarney, que é o padrinho político de Escórcio).
Dourado diz também que foi Pedrinho Abrão, e não Escórcio, quem falou em filmar Perilo: "E aí o Pedrinho Abrão disse que o senador Marconi Perillo sempre saía do hangar dele e que, se [Escórcio] quisesse, podiam fotografar, filmar ele [Perillo] entrando e saindo", contou Dourado.
A matéria da Folha (http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u334551.shtml) não informa se a sugestão teria sido aceita, mas afirma no título: "Assessor de Renan tratou de espionagem, diz advogado"

Capítulo 3: repórter cede gravação para Demóstenes transmitir no som do Senado
O trecho da gravação da entrevista da Folha, cedido a Demóstenes pelo repórter Leonardo Souza, é reproduzido no sistema de som do Senado, numa das sessões mais vergonhosas da história da casa (aqui o relato da Agência Senado: http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2007
Uma semana depois, o então corregedor da Câmara, Romeu Tuma, decide ir a Goiânia para ouvir a testemunha-chave, Pedrinho Abrão.

Capítulo 4: testemunha nega formalmente o episódio, mas desmentido não é publicado.
Ouvido formalmente, Abrão nega tudo.
"Não tratamos de fotos e filmagens" disse Abrão ao corregedor, "mas o senhor pode ver que tenho 18 câmeras aqui, todas elas instaladas como medida de segurança". " Ele me disse também que não ligou para Demóstenes com o intuito de avisá-lo do plano de espionagem, mas para falar de obras no aeroporto de Goiânia, uma vez que Demóstenes é o relator da CPI do Apagão Aéreo" – disse Tuma.
O registro está apenas na Agência Senado (replicado aqui no site Direito 2: http://direito2.com/asen/2007/out/17/tuma-vai-con
Nem a Veja nem a Folha deram uma linha registrando a negativa de mais um escândalo em off.
A encenação de Demóstenes na sessão do Senado, tratando como escândalo uma mentira, denota o mesmo modus operandi do caso do grampo sem áudio.
Na ponta midiática, impreterivelmente, a revista Veja.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/veja-dem
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

Responder

FrancoAtirador

27 de março de 2012 às 20h46

.
.
DEMÓSTENES RENUNCIOU À LIDERANÇA DO DEM NO SENADO.

Estamos chegando lá.
Falta pouco.
Só mais um empurrãozinho
.
.
PGR solicitará ao STF abertura de inquérito contra Demóstenes

Acuado, o senador renunciou à liderança do DEM no Senado, com o objetivo de “acompanhar a evolução dos fatos noticiados nos últimos dias”.

Esses “fatos” são as denúncias das suas relações com Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal, durante a Operação Monte Carlo, em fevereiro.

Segundo matéria da Carta Capital, Demóstenes recebia 30% da arrecadação total do esquema de jogos clandestinos comandados por Cachoeira que, em seis anos, movimentou R$ 170 milhões.

Por Najla Passos, na Carta Maior

Brasília – O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse aos representantes da Frente Parlamentar Mista de Combate à Corrupção, em audiência na tarde desta terça (27), que deverá solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF), nas próximas 48 horas, a abertura de inquérito contra o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), suspeito de envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Monte Carlo, em fevereiro.

“São muitos os fatos que pesam contra Demóstenes. Em 2009, já havia denúncias contra ele, agora complementadas pelas oriundas da Operação Monte Carlo. Tudo isso é suficiente para o procurador-geral decidir o que fazer. E pelo teor da conversa dele conosco, parece que as investigações serão abertas muito em breve”, disse à Carta Maior o coordenador da Frente, deputado Francisco Praciano (PT-AM).

Acuado com as denúncias cada vez mais contundentes, Demóstenes Torres renunciou, momentos antes, à liderança do Democratas no Senado.
Em carta telegráfica ao presidente do partido, senador José Agripino Maia (RN), ele comunicou seu afastamento, em 173 caracteres, com o objetivo de “acompanhar a evolução dos fatos noticiados nos últimos dias”.

Estes “fatos” são as denúncias publicadas pela imprensa que tornam sua situação cada vez mais insustentável. Matéria publicada pela revista Carta Capital, no final de semana, revelou, com base nos relatórios da PF, que ele teria direito a 30% da arrecadação total do esquema de jogos clandestinos comandados por Cachoeira. Em seis anos, o esquema teria movimentado R$ 170 milhões.

Já o jornal O Globo acusou o senador de ter recebido do contraventor um rádio nextel habilitado nos Estados Unidos, para que pudessem conversar com mais privacidade. No período de oito meses, a PF interceptou mais de 300 conversas entre os dois. Também pesa contra Demóstenes a denúncia revelada pelo jornal de que ele teria solicitado à Cachoeira o pagamento das suas despesas com serviços de táxi aéreo, no valor de R$ 3 mil.

Desde a deflagração da Operação Monte Carlo, em fevereiro, o senador vem sendo alvo de diversas denúncias sobre seu envolvimento com Cachoeira. Em pronunciamento no Senado, chegou a admitir que mantinha “relações de amizade” com o contraventor e que havia recebido dele, como “presente de casamento”, um conjunto importado de fogão e geladeira.

Isolamento político
Até a sexta passada, Demóstenes vinha rebatendo as acusações, com o apoio de colegas parlamentares. Mas as denúncias deste final de semana o deixaram praticamente isolado. O senador Jorge Viana (PT-AC), que havia manifestado apoio a ele no início de março, mudou o posicionamento. Segundo ele, as coisas se agravaram muito deste então.

O senador Pedro Taques (PDT-MT), que também saíra em defesa do colega no início da crise, subiu o tom. “Nós não podemos tapar o sol com a peneira. Esta casa da Federação não terá moral para notificar, para convidar, para intimar qualquer cidadão a depor em suas comissões, se nós não ouvirmos os esclarecimentos do senador Demóstenes”, discursou, em plenário, na segunda (26).

Até mesmo o presidente do Democratas se definiu “incomodado” com as denúncias contra o colega de senado, em entrevsitas concedidas nesta terça. José Agripino Maia disse que o partido vai aguardar a definição do STF sobre o pedido de investigação para decidir sobre o futuro de Demóstenes na legenda.

O corregedor do Senado, Vital do Rêgo (PMDB-PB), também pediu informações ao Ministério Público sobre as investigações realizadas pela PF e as denúncias que pesam contra Demóstenes.
De acordo com ele, essas informações são primordiais para ele decidir se encaminhará ou não denúncia ao Conselho de Ética da casa.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

Responder

SILOÉ-RJ

27 de março de 2012 às 20h27

A quantidade de gente "acima de qualquer suspeita" e de "reputação ilibada", envolvidas nessa operação é tão grande, que o caso já se tornou um problema de SOBERANIA NACIONAL.
Os laudos que foram liberados e que tevemos acesso através do BLOG DO NASSIF, não é nem um terço dessa suja realidade que estende seus tentáculos a todos os estados do PAÍS.
Ou alguém acha que a MÁFIA do RIO DE JANEIRO, não é ligada com ESSA e ou com as DEMAIS.
Vide CORTINA DE FUMAÇA que os noticiários do PIG jogam nos nossos olhos, dando ênfase dioturnamente as corrupções de empresas com os orgãos de governos municipais, estaduais e federais. Até as corrupões da INGLATERRA, numa tentativa abusiva e absurda de tapar o sol com a peneira.
Ou se toma uma providência AGORA, ou viraremos uma ITÁLIA que elegeu o BERLUSCONI. dono do PIG de lá com a ajuda da MÁFIA que domina os 4 poderes.
CADEIA NELES JÁ!!!

Responder

    Aldemiro Ricardo

    29 de março de 2012 às 19h51

    O Demostenes foi buscar fogo e voltou chamuscado.
    Isto é o que dá dar uma de vestal.
    Ele sempre gostou de apontar o seu dedo acusador para os outros (com o beneplácito da Mídia), mas pensou que seu malfeitos nãos seriam descobertos e se deu mal!

Aldemiro Ricardo

27 de março de 2012 às 17h58

O Diabo é que eles tinham a certeza de que não poderiam ser Grampeados e falaram o que deviam e o que não deviam. Resta agora abrir uma CPi ou melhor duas a da Pirvataria e a do Cachoeira. Só assim vamos descobrir quem são estes "santos de pau óco". Deve ter muitos figurões metidos neste enrosco e talvez seja por isto esta hesitação do Brindeiro em tomar qualquer atitude.

Responder

Vinicius Garcia

27 de março de 2012 às 17h42

Veja bem se procura "desinvestigar" fatos é porque lucra de alguma forma com o modo de ação, e pelo jeito tem gente que gosta da blindagem, pois não cobra ação efetiva, isso me lembra a CPI da Privataria, assinada mas sem entrar em pauta, só cegos não veem que há "acertos" demasiados na conduta politica desse país.

Responder

JC Tavares

27 de março de 2012 às 16h54

A única coisa que esse tal brindeiro sabe fazer, é "blindar" os tucanalhas e Demos(tenes) que de democratas não tem nada. Estão mais para Demo(níacos) e, ponto final.

Responder

Laurindo

27 de março de 2012 às 16h40

Em que mãos estarão os 14 aparelhos telefônicos? Podíamos abrir um concurso pra ver quem acerta mais nomes que têm o equipamento. Civita é bem provável. No STF, alguém? O Gurgel? E o Perillo? Os quatro do PT que defenderam o malandrão do DEMO também são suspeitos. No mínimo desrespeitaram/traíram seus eleitores.

Responder

    SILOÉ-RJ

    27 de março de 2012 às 19h43

    Essa seria uma nova modalidade de BINGO:
    Quem acertar 5 nomes, leva a cassação do DEMÓSTENES.
    Quem acertar 10, leva o GURGEL e o PIRILLO.
    E quem acertar os 15 leva o MENDES E O TOFFOLI.
    SENHORES, FAÇAM, AS SUAS APOSTAS!!!

    Aldemiro Ricardo

    29 de março de 2012 às 19h57

    Cinco eu garanto: Perilo, Mendes, Demostenes, Lereia e o ex Presidente da Cámara Municipal de Goiânia (não sei o nome dele, parece Garcez) Podem anotar ai o meu palpite.

Leonardo

27 de março de 2012 às 16h17

Mas quem indicou ele para mais um mandato??? Será que nos 2 anos que passou ele demonstrou que era tão bom assim???

Responder

Luiz Rogerio

27 de março de 2012 às 16h01

Não vai dar em nada… como sempre… daqui a pouco é outro roubando e a metralhadora vira de lado… Gurgel em Brasília só poderia dar nisso… (Pelo menos se meu "Fusca falasse"…)

Responder

Marat

27 de março de 2012 às 15h54

Gurgel poderia licenciar-se do cargo e arranjar uma vaguinha no programa do Jô…

Responder

    Geysa Guimarães

    27 de março de 2012 às 16h24

    Quem acaba de pedir licença da liderança do DEM é o senadeiro Demóstenes.

    Marat

    27 de março de 2012 às 20h05

    Já vai tarde – rsrsrs – Sobre o Gurgel, ele poderia ser "o menino do Jô"

Luciano Prado

27 de março de 2012 às 15h38

O Procurador prevaricou.

Responder

Armando do Prado

27 de março de 2012 às 15h18

Acorda Senado! Até quando teremos que aturar o cinismo como política pública?

Responder

Rodrigo Leme

27 de março de 2012 às 14h31

A partir de uma "sombra de dúvida" (que pra ser sombra precisa de muito, baseada na argumentação canhestra e ligações frágeis entre fatos), condena-se o procurador geral. É aquele recurso que TANTO se condena nas Vejas e Folhas.

Tenho uma "sombra de dúvida" se o objetivo dessa "acusação" não é desqualificar o caso do mensalão, obra do procurador.

Responder

    Jorge Nunes

    27 de março de 2012 às 17h35

    Sobre Gurgel não há teste de hipóteses, que é uma tecnologia da própria Veja e Kamel. O que há é fatos estranhos demais, não apenas hipóteses.

    Mas sua reação é hipócrita demais, por muito menos você desejava o pior para membros do governo.

    Rodrigo Leme

    27 de março de 2012 às 18h32

    Sabe a diferença entre "hipóteses" e "fatos estranhos demais"? O time para o qual vc torce.

    Jorge Nunes

    28 de março de 2012 às 00h06

    Hipótese – Uma hipótese é uma formulação provisória, com intenções de ser
    posteriormente demonstrada ou verificada, constituindo uma suposição
    admissível.

    Fato – Ação, coisa feita. Acontecimento, episódio: um fato singular. O que é verdadeiro, real: muitas vezes os fatos destroem as teorias. Ir aos fatos, ir ao essencial, ao que interessa. É fato, é verdade.
    De fato, realmente, verdadeiramente. Ir às vias de fato, agredir fisicamente.

    Rodrigo Leme

    28 de março de 2012 às 18h57

    Agora explica pq as insinuações do Nassif sobre o PGR são fatos. Dentro da sua definição.

    Não existe dicionário que transforma essas insinuações contra o PGR em fatos. Existe a boa e velha ginástica retórica.

José DF

27 de março de 2012 às 13h12

São patéticas as demonstrações de apreço dos senadores governistas ao parlamentar goiano.
Os ministros varridos pela faxina cairam por muito menos. A cada nova denúncia, a oposição cerra fileiras frente aos holofotes e microfones para atacar o governo e acusar a presidenta de patrocínio à corrupção.
Como o douto procurador geral da república explica sua omissão diante das denúncias que envolvem o senador "democrata"?
E aquele livro que manda para cadeia a quadrilha das privatizações tucanas? Sua excelência parece ter ignorado. É assim que o sujeito pretende demonstrar independencia?
Oremos.

Responder

Carlos

27 de março de 2012 às 13h01

Engraçado que os engavetadores estão sempre a serviço da Direita, esteja ela no governo ou na oposição.
Brindeiro engavetava por ordem de FHC. Gurgel recebe ordens de quem? De Dilma não é!….

Responder

    beattrice

    28 de março de 2012 às 01h39

    Mas foi ela a responsável pela recondução dele ao cargo.

Carlos

27 de março de 2012 às 12h53

O brindeiro gurgel (com minúsculas mesmo) vai invocar os podres poderes trsloucados da dra. Sangra Curral.

Responder

Paulo Roberto

27 de março de 2012 às 12h15

Para o mal triunfar, basta que os bons se omitam. E pelo jeito que as coisas vão, a sensação que se tem é de que os bons e honestos são minoria.

Responder

    JOSE DANTAS

    27 de março de 2012 às 16h28

    E além de minoria não possuem ONGs que os defendam, como outras minorias que mandam nesse País em nome de um preconceito ao contrário.

Solando

27 de março de 2012 às 12h06

Seria por acaso o procurador Roberto Gurgel, um dos que tem em seu poder um dos 15 aparelhos de nextel, habilitados em Miami?

Responder

    Aldemiro Ricardo

    27 de março de 2012 às 17h50

    Ele e mais um do STF.
    Para ele ficar livre desta pecha terá de abrir com urgencia invesitgação na Procuradoria contra o Demostenes e abrir o Sigilo telefônicos dos envolvidos . Mostrar tudo numa CPI

Marat

27 de março de 2012 às 11h59

Perguntinha básica: Quantos malandros cabem num gurgel?

Responder

    Caracol

    27 de março de 2012 às 15h44

    Minha terra tem cachoeiras
    onde canta o sabiá
    as aves que lá gorgeliam,
    não gorgeliam como cá.

    Marat

    27 de março de 2012 às 22h18

    Eu acho que é "onde canta o curió" – rsrsrs

Marat

27 de março de 2012 às 11h59

Esse estado de coisas é conveniente para muita gente. Acho até que para mais pessoas do que imagina nossa vã filosofia!

Responder

Rafael

27 de março de 2012 às 11h56

Cada vez eu vejo isso como normal. Esse Gurgel não vai fazer nada. Podem ter certeza. Ele sai do cargo, mas não abre inquérito.

Responder

    JOSE DANTAS

    27 de março de 2012 às 16h29

    Claro! Ou alguém acha que ele vai cavar a própria sepultura?

adhemir martins

27 de março de 2012 às 11h45

nada mais a falar .
irei retornar a este assunto depois que o senador demostenes nextel for cassado e o gurgel substituido.

Responder

    carneirouece

    27 de março de 2012 às 12h12

    Pois nunca mais você falará disso heehhheh

FrancoAtirador

27 de março de 2012 às 11h41

.
.
Carlinhos Cachoeira e o clube dos 15

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania

O bicheiro goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o “Carlinhos Cachoeira”, adquiriu da provedora de telefonia norte-americana Nextel 15 aparelhos, os quais cedeu a pessoas de sua confiança. Segundo as investigações da Operação Monte Carlo, levada a cabo pela Policia Federal, um policial corrupto dessa corporação orientou o bicheiro a habilitar os aparelhos nos Estados Unidos de forma a que ficassem imunes a grampos legais e ilegais.

Há três semanas, a Polícia Federal prendeu Cachoeira durante a Operação Monte Carlo, sob acusação de liderar uma quadrilha que operava máquinas caça-níqueis em Brasília e Goiás. E descobriu que, dentre os 15 telefones que ele distribuíra, um fora entregue ao líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), promotor de carreira que ficou conhecido por acusar seguidamente de corrupção o governo do PT, seus membros e aliados.

Em um primeiro momento, de jornalistas a políticos (do governo e da oposição) saíram em defesa do líder do DEM no Senado – que, até o momento, ainda ocupa o cargo, apesar das denúncias arrasadoras.

Logo após a revelação de que o bicheiro havia dado presentes caríssimos a Demóstenes, este subiu à tribuna do Senado para dar suas explicações, ao que 43 senadores o apartearam prestando solidariedade e apoio. Quatro adversários petistas – Eduardo Suplicy (SP), Paulo Paim (RS), Jorge Viana (AC) e Marta Suplicy (SP) – foram à tribuna defendê-lo.

Em seguida, jornalistas como Reinaldo Azevedo, da revista Veja, também fizeram questão de lembrar ao distinto público a “gloriosa” trajetória de Demóstenes, que, até poucos dias atrás, dispunha de grande espaço na grande mídia para acusar os adversários de envolvimento com corrupção (!).

Como se fosse pouco, no fim de semana vieram à tona denúncias como a da Carta Capital, de que Demóstenes teria faturado incríveis 50 milhões de reais no esquema de Cachoeira. E, para coroar tudo, o jornalista Luis Nassif denunciou no domingo, em seu blog, que a operação Montecarlo, da Polícia Federal, teria encontrado mais de 200 ligações entre o bicheiro e pessoas da direção da revista Veja.

O silêncio ensurdecedor da classe política em relação a Demóstenes, seu possível envolvimento até com meios de comunicação, tudo isso é afetado por um número cabalístico: o número 15.

O trabalho que o criminoso teve para habilitar os aparelhos fora do país de forma a imunizá-los contra escutas e o fato de um desses aparelhos ter ido parar nas mãos – ou nos ouvidos – de um político do peso do senador do DEM de Goiás, sugerem que os outros 14 aparelhos não devem ter ido parar nas mãos de qualquer um.

A Operação Monte Carlo flagrou ligações de Cachoeira para autoridades do governo de Goiás, sob comando do tucano Marconi Perillo, e detectou que, ano passado, um relatório de quase 500 páginas com endereços e nomes de integrantes da quadrilha que explorava jogos ilegais fora entregue ao então diretor-geral da polícia do governo do Estado. E nada aconteceu. Se não fosse a Polícia Federal, Cachoeira continuaria livre.A polícia de Perillo sentou sobre o caso.

A PF também captou conversa telefônica em que Cachoeira pede ao ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia Wladimir Garcez (PSDB) que interfira em operações da Polícia Civil para combater jogos ilegais. De acordo com a Polícia Federal, o ex-vereador Garcez intermediava os contatos entre Carlinhos Cachoeira e o governador Perillo. A PF apurou que Garcez trocava torpedos com Perillo.

Ainda não foram divulgados os nomes dos outros beneficiados – ou, agora, amaldiçoados – pelos outros 14 aparelhos Nextel.
Não parece difícil intuir, no entanto, que Cachoeira deve ter dado a pessoas que de forma alguma poderiam ser flagradas conversando consigo por ocuparem posições de importância análoga à do senador da República Demóstenes Torres.

Assim como se descobriu que o ex-publicitário Marcos Valério estendeu tentáculos por PT, PSDB, DEM etc., supõe-se que o silêncio da classe política em relação a Cachoeira pode decorrer de situação parecida com a do pivô do escândalo do mensalão, mas não só. A notícia divulgada ontem por Luis Nassif, de que membros da direção da Veja teriam mantido centenas de contatos com o bicheiro, dá a dimensão daquilo em que esse escândalo pode se converter.

Após a descoberta das relações de Cachoeira com um senador e um grande meio de comunicação, não parece exagero suspeitar de que um dos 14 celulares pode ter ido parar em mãos impensáveis como, por exemplo, a de um importantíssimo membro do Judiciário. Ou que tenha sido usado para ligar para essa pessoa. Enquanto isso, iniciativas no Congresso para abrir uma CPI encontram resistência em quase todos os partidos.

http://www.blogcidadania.com.br/2012/03/cachoeira

Responder

Gerson Carneiro

27 de março de 2012 às 11h38

A Santíssima Trindade.

É o mal que a água faz quando se afoga, e o salva vidas não está lá, porque não vemos.

Responder

pretextato

27 de março de 2012 às 11h21

A essas alturas o Gurgel "tá torando um aço", como dizemos aqui no Ceará. Quer dizer que o negócio tá ficando bem "acochado" pro lado dele.

Responder

Glauco Lima

27 de março de 2012 às 11h12

O Gurgel com toda certeza é discípulo do Brindeiro.
Dois malandros!

Responder

Bertold

27 de março de 2012 às 10h59

Falou tudo e direitinho Nassif. Convenhamos, o procurador (para mim agora será sempre minúsculo) roberto gurgel já não serve moralmente para o importante cargo que ocupa.

Responder

Armando do Prado

27 de março de 2012 às 10h29

As vestais estão ficando nuas. Cínicos da razão. Covardes.

Responder

beattrice

27 de março de 2012 às 09h51

O CNJ não tem plenos poderes para investigar o Gurgel?
Enquanto isso a Presidencia não tem plenos poderes para pelo menos licencia-lo do cargo?

Responder

    FrancoAtirador

    27 de março de 2012 às 12h30

    .
    .
    Assim como os Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF),

    o Procurador-Geral da República (PGR) só perde o cargo,

    em processo de impeachment instaurado no SENADO FEDERAL.
    .
    .
    Constituição Federal de 1988

    Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal:

    II – processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

    http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/anotada/10
    http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/128811/lei

    Ronaldo Marques

    27 de março de 2012 às 12h53

    CNJ não. Nem mesmo o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público). A única maneira constitucional de se exonerar o Procurador Geral da República antes do término de seu mandato é por voto secreto da maioria absoluta do Senado (CF/88 Art. 52, XI). Trata-se de atribuição privativa do Senado.

    PedroAurelioZabaleta

    27 de março de 2012 às 13h53

    Putz!
    Então "tâmo ferrádu"!

    Aldemiro Ricardo

    27 de março de 2012 às 17h46

    Pelo menos há alguma Instituição (Senado) que pode destituí-lo) Do contrário seria uma Ditadura, o Cidadão apronta e não tem ninguém para puní-lo. Ai seria ofim da "Picada"

    lulipe

    27 de março de 2012 às 13h10

    Não.O CNJ trata do judiciário e não do Ministério Público.
    Não.A presidente não tem nenhum poder sobre o Procurador após sua condução ao cargo.

    beattrice

    28 de março de 2012 às 01h38

    Mas e a Corregedoria do Ministerio Publico?
    Por sinal, o sujeito não pode ser denunciado também na OAB?

    Vlad

    27 de março de 2012 às 14h35

    Não sei.
    Caberia uma investigação no sentido de apurar-se se o CNJ pode investigar o Gurgel por não investigar.


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding