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Diário da Resistência


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Relatório da Secretaria de Direitos Humanos confirma: Reitor da USP votou contra vítimas da ditadura


14/11/2011 - 20h49

por Conceição Lemes

A Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República lançou em agosto de 2007 o livro-relatório Direito à Memória e à Verdade: Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. Assinam a apresentação Paulo Vannuchi e Marco Antônio Rodrigues Barbosa, na época, ministro da Secretaria de Direitos Humanos e presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), respectivamente. Lá, afirmam:

“A violência, que ainda hoje assusta o País como ameaça ao impulso de crescimento e de inclusão social em curso deita raízes em nosso passado escravista e paga tributo às duas ditaduras do século 20. Jogar luz no período de sombras e abrir todas as informações sobre violações de Direitos Humanos ocorridas no último ciclo ditatorial são imperativos urgentes de uma nação que reivindica, com legitimidade, novo status no cenário internacional e nos mecanismos dirigentes da ONU”.

O livro é o resultado do trabalho desenvolvido ao longo de 11 anos (janeiro de 1996 a dezembro de 2006) pela CEMDP, que foi criada para três tarefas: reconhecer formalmente caso por caso, aprovar a reparação indenizatória e buscar a localização dos restos mortais que nunca foram entregues para sepultamento.

Instituída por lei, era composta de sete integrantes: um deputado da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, uma pessoa ligada às vítimas da ditadura, um representante das Forças Armadas, um membro do Ministério Público Federal e três pessoas livremente escolhidas pelo presidente da República.

Entre as pessoas escolhidas pelo então presidente Fernando Henrique, o jurista João Grandino Rodas, atual reitor da Universidade de São Paulo (USP). Ele integrou a CEMDP desde a sua criação, em dezembro de 1995, a dezembro de 2002, representando o Ministério das Relações Exteriores.

“O mesmo Rodas que permitiu a ação truculenta da PM no campus da USP há uma semana [8 de novembro] deu uma mãozinha para os carrascos das vítimas da ditadura de 1964 a 1985”, observa Carlos Lungarzo, membro da Anistia Internacional. “Na CEMDP, ele votou contra a culpabilidade do Estado pela morte e desaparecimento de vários presos políticos.”

Essa informação levou esta repórter a pesquisar os votos de João Grandino Rodas no livro-relatório Direito à Memória e à Verdade. E, de fato, dos pedidos em que ele foi desfavorável, pelo menos 11 acabaram sendo deferidos pela CEMDP. Nesses casos, curiosamente, Rodas votou como o general Oswaldo Pereira Gomes, representante das Forças Armadas, e/ou promotor Paulo Gustavo Gonet Branco, representante do Ministério Público Federal.

ZUZU ANGEL: “OBRA DOS MESMOS ASSASSINOS DO MEU AMADO FILHO”

O caso da estilista Zuleika Angel Jones, conhecida como Zuzu Angel, é um deles. Mãe da jornalista Hildegard Angel, sua morte foi desdobramento da morte de seu filho Stuart Edgard Angel Jones, assassinado sob terríveis torturas na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro,em 1971.

Sobre o caso de Zuzu Angel, o livro Direito à Memória e à Verdade revela:

Zuleika Angel Jones (1923 – 1976)

Número do processo: 237/96

Data e local de nascimento: 05/06/1923, Curvelo (MG)

Filiação: Francisca Gomes Netto e Pedro Netto

Organização política ou atividade: denúncia da morte do filho como resultado de torturas.

Data e local da morte: 14/04/1976, Rio de Janeiro (RJ)

Relator: Luís Francisco Carvalho Filho

Deferido em: 25/03/1998 por 4×3 (votos contra do general Oswaldo Pereira Gomes, Paulo Gonet Branco e João Grandino Rodas)

“Se algo vier a acontecer comigo, se eu aparecer morta, por acidente, assalto ou qualquer outro meio, terá sido obra dos mesmos assassinos do meu amado filho”. O trecho da carta escrita em 23/04/1975 pela estilista Zuleika Angel Jones, conhecida como Zuzu Angel, entregue ao compositor Chico Buarque e outros amigos, representou uma verdadeira premonição a respeito de sua morte um ano depois.

Zuzu Angel morreu em 14/04/1976, num acidente automobilístico à saída do túnel Dois Irmãos, no Rio de Janeiro. A suspeita de que esse acidente tivesse sido provocado envolveu imediatamente todas as pessoas bem informadas sobre o que era o aparelho de repressão política do regime militar. Mas foi somente através da CEMDP que se tornou possível elucidar os fatos. Restou provado que sua morte foi desdobramentoe conseqüência da morte de seu filho Stuart Edgard Angel Jones, em 1971, caso já apresentado neste livro-relatório.

Profissional de sucesso – vestia atrizes como Liza Minnelli e Joan Crawford –, Zuzu conseguiu transformar o desaparecimento de seu filho Stuart num acontecimento que provocou forte desgaste internacional para o regime militar brasileiro. Com isso, despertou a ira dos porões da ditadura, que passaram a vê-la como ameaça. Buscando incansavelmente o paradeiro do filho, esteve nos Estados Unidos com o senador Edward Kennedy; furou o cerco da segurança norte-americana e conversou com Henry Kissinger, em visita ao Brasil; prestou detalhado depoimento ao historiador Hélio Silva; escreveu ao presidente Ernesto Geisel, ao ministro do Exército Sylvio Frota, ao cardeal Dom Paulo Evaristo Arns e à Anistia Internacional. Em um de seus desfiles, estampou os figurinos com tanques de guerra e anjos tristes. Quando começou a receber ameaças de morte, alertou os amigos.

Zuzu estava absolutamente sóbria na noite do acidente e uma semana antes tinha feito revisão completa em seu carro que, sem aparente motivo, desviou-se da estrada, capotando diversas vezes em um barranco. A análise das fotos e dos laudos periciais, as inúmeras contradições e omissões encontradas no inquérito e depoimentos de testemunhas oculares compuseram uma base robusta para a decisão da CEMDP reconhecendo a responsabilidade do regime militar por mais essa morte de opositor político.

De início, o relator do caso na Comissão Especial recomendou o indeferimento, que só recebeu dois votos contrários. Mas a família de Zuzu decidiu exumar o corpo e entrou com recurso, levando o relator a mergulhar na investigação dos novos dados. A exumação foi realizada por Luís Fondebrider, da Equipe Argentina de Antropologia Forense. Foram também apresentadas novas testemunhas, entre elas o advogado Carlos Machado Medeiros – filho de um ex-ministro da Justiça de Castello Branco – que trafegava pela estrada Lagoa-Barra da Tijuca e forneceu uma declaração escrita afirmando que : “(…) dois veículos abalroaram o Karmann Ghia azul de uma pessoa que, logo depois, na manhã seguinte, constatei ser Zuzu Angel”.

Com medo de represálias, contou apenas aos amigos. Três deles confirmaram integralmente essa declaração perante o relator, Luís Francisco Carvalho Filho, que não conseguiu falar pessoalmente com o advogado Carlos Medeiros, que também sofreu um acidente automobilístico causador de graves seqüelas e problemas de memória.

Outros depoimentos, recolhidos na segunda fase do processo, foram o da psiquiatra Germana Lamare – a quem Zuzu contou estar sendo ameaçada de morte – e de Marcos Pires, estudante residente na Barra da Tijuca que escutou o ruído do acidente e, ao chegar ao local, já encontrou uma dúzia de carros oficiais, a maioria da polícia, ao redor do automóvel destruído de Zuzu. As informações foram relatadas em uma carta enviada a Hildegard, filha de Zuzu e colunista do jornal O Globo. Mais tarde, em depoimento prestado a Nilmário Miranda em 12/02/1996, ele admitiu ter presenciado o acidente:

“Eu só vi um carro saindo (do túnel) e logo em seguida um outro carro que emparelha com esse carro. (…) Eu vi quando o carro que ultrapassa o carro da direita (…) abalroa este carro (…) e faz com que ele caia a uma distância que estimei na hora em cinco metros (…)”. A versão de Marcos Pires contrariava frontalmente o laudo oficial do acidente e praticamente dirimiu todas as dúvidas.

Em seu voto final pela aprovação do requerimento, Luís Francisco recuperou as inúmeras contradições do caso, que o levaram a contratar Valdir Florenzo e Ventura Raphael Martello Filho, especialistas em perícias de trânsito em São Paulo, para analisar os documentos policiais.

Em relatório minucioso eles argumentam: “Ao reexaminar o laudo original, duas circunstâncias chamaram minha atenção. Em primeiro lugar, o documento é instruído com 16 fotografias mas, aparentemente, nenhuma delas se destinava a mostrar, especificamente, as marcas da derrapagem (28 metros) na pista e as marcas da atritagem nos pneus dianteiros. Em algum lugar, na perspectiva de um observador leigo, surgiram as seguintes indagações: o meio-fio da direita seria um obstáculo capaz de provocar uma mudança de trajetória tão drástica como a que foi descrita? Levando-se em consideração que, segundo os próprios peritos, o meio-fio é de altura normal e que, segundo as fotos que instruem o laudo da época estava visivelmente coberto por vegetação rasteira, o veículo, naquela trajetória, não iria simplesmente transpor o obstáculo? (…)”.

Os peritos também descartaram a possibilidade de Zuzu ter dormido ao volante: “a dinâmica pretendida pelo laudo correspondente ao exame do local é absolutamente inverossímil. Primeiro porque um veículo jamais mudaria de direção abruptamente única e tão somente por conta do impacto de qualquer de suas rodagens contra o meio-fio, qual seria galgado facilmente, projetando-se o veículo pelo talude antes de chegar ao guarda-corpo do viaduto.

Segundo porque, sendo o meio-fio direito da auto-estrada perfeita e justamente alinhado com o guarda-corpo do viaduto, mesmo que o veículo se desviasse à esquerda, tal como o sugerido pelo laudo, desviar-se-ia do guarda-corpo, podendo, se muito, chocar o extremo direito da dianteira. Terceiro porque, mesmo que se admitisse a trajetória retilínea final, nos nove metros consignados pelo laudo, tendo-se em conta que o veículo chocou a dianteira esquerda e que não havia mais nada à direita, a não ser a rampa inclinada da superfície do talude, teríamos que aceitar que as rodas do lado direito ficariam no ar e o veículo perfeitamente em nível até que batesse no guarda-corpo, o que, evidentemente seria impossível”.

Em 1987, Virgínia Valli, publicou o livro “Eu, Zuzu Angel, procuro meu filho – a verdadeira história de um assassinato político”.

Em 2006, o diretor Sérgio Rezende levou às telas a cine-biografia da estilista Zuzu Angel, interpretada pela atriz Patrícia Pilar. A música que Chico Buarque e Miltinho compuseram, em 1977, em sua homenagem, evoca a dor de Zuzu e uma das versões existentes para o desaparecimento do corpo do filho Stuart – jogado de helicóptero no Atlântico –, mencionando também os figurinos que ela apresentou no desfile com o motivo de anjos:

Quem é essa mulher

Que canta sempre esse estribilho

Só queria embalar meu filho

Que mora na escuridão do mar

Quem é essa mulher

Que canta sempre esse lamento

Só queria lembrar o tormento

Que fez o meu filho suspirar

Quem é essa mulher

Que canta sempre o mesmo arranjo

Só queria agasalhar meu anjo

E deixar seu corpo descansar

Quem é essa mulher

Que canta como dobra um sino

Queria cantar por meu menino

Que ele já não pode mais cantar

EDSON LUIZ, SECUNDARISTA MORTO NO CALABOUÇO

Outro caso emblemático em que Rodas votou contra foi o de secundarista Edson Luiz Lima Souto, morto com um tiro no peito, no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro.  A sua morte ficou como grande marco histórico das mobilizações estudantis de 1968.

Sobre o caso, o livro Direito à Memória e à Verdade afirma:

Edson Luiz Lima Souto (1950 – 1968)

Número do processo: 310/96

Filiação: Maria de Belém Lima Souto

Data e local de nascimento: 22/08/1956, Belém (PA)

Organização política ou atividade: Movimento Estudantil

Data e local da morte: 28/03/1968, Rio de Janeiro (RJ)

Relator: João Grandino Rodas (1º) e Nilmário Miranda (2º)

Deferido em: 24/04/1997 por 4×3 (votos contra João Grandino Rodas, Paulo Gonet Branco e o general Osvaldo Gomes)

A morte do secundarista Edson Luiz Lima Souto ficou como grande marco histórico das mobilizações estudantis de 1968. Com 18 anos recém-completados, 1m59 de altura e armado apenas com o sonho de conquistar condições dignas na escola onde estudava, foi morto com um tiro certeiro no peito, disparado à queima-roupa por um tenente da PM, em 28/03/1968, contra estudantes que se manifestavam no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro. A bala varou seu coração e alojou-se na espinha, provocando morte imediata.

Indignados, seus colegas não permitiram que o corpo fosse levado ao IML, conduzindo-o para a Assembléia Legislativa em passeata. Lá, sob cerco de polícias civis e militares, foi realizada a autópsia e aconteceu o velório. O caixão chegou ao cemitério João Batista nos braços de milhares de estudantes.

Nascido em Belém do Pará, Edson era filho de uma família muito pobre que se empenhou para enviá-lo ao Rio de Janeiro, a fim de que concluísse os estudos secundários. Matriculou-se no Instituto Cooperativo de Ensino, nas proximidades da Secretaria de Economia do Estado.

Conforme entrevistas concedidas à revista Fatos e Fotos por integrantes da Frente Unida dos Estudantes do Calabouço, o garoto não chegava a ser um líder estudantil. Falava pouco e ainda estava meio desconfiado, mas colaborava colando jornais murais e dando recados, contaram os colegas.

Estava programada mais uma passeata e Edson resolveu jantar mais cedo, naquele 28 de março, para ter tempo de preparar alguns cartazes. Segurava a bandeja na mão quando começou uma correria e foi atingido por um cassetete no ombro. Os policiais militares, que tinham invadido o local, começaram a atirar. Os estudantes armaram-se de paus e pedras para responder. Foi quando Edson caiu.

Na mesma ocasião, tiros atingiram o comerciário Telmo Matos Henrique e o estudante Benedito Frazão Dutra. Conforme a versão de algumas testemunhas, o tenente PM Alcindo Costa teria ficado enraivecido ao ser atingido por uma pedrada na cabeça.

Outros jovens presentes no local afirmaram que Edson foi atingido por se encontrar à porta quando a tropa chefiada por Alcindo entrou em formação fechada de ataque.

O local da morte foi o principal motivo que levou o relator do processo na CEMDP a propor o indeferimento do caso. No seu entendimento, o Calabouço não configurava “dependências policiais ou assemelhadas”, conforme exigido na Lei nº 9.140/95.

Houve um pedido de vistas e, no novo relatório, prevaleceu por estreita margem a argumentação de que o restaurante estava invadido pelas forças policiais e, portanto, poderia perfeitamente ser considerado um local assemelhado às dependências exigidas legalmente para configurar a responsabilidade do Estado na morte. Com base nisso, o processo foi deferido.

AUGUSTO E OTÁVIO, IPM HOMOLOGOU FARSA JURÍDICA INICIAL

O processo de filho (Augusto Soares da Cunha) e pai (Otávio Soares Ferreira da Cunha) tramitaram juntos e ambos foram aprovados por 4 a 3 pela CEMDP, com votos contrários do general Osvaldo Gomes, de João Grandino Rodas e de Paulo Gonet.

Augusto (não há foto) e Otávio Soares

Sobre eles, o livro Direito à Memória e à Verdade publica:

Augusto Soares da Cunha (1931-1964)

Número do processo: 345/96

Data e local de nascimento: 03/06/1931, Governador Valadares (MG)

Filiação: Guiomar Soares da Cunha e Otávio Soares Ferreira da Cunha

Organização política ou atividade: não definida

Data e local da morte: 01/04/1964, Governador Valadares (MG)

Relator: Nilmário Miranda

Deferido em: 10/04/1997 por 4×3

Otávio Soares Ferreira da Cunha (1898 – 1964)

Número do processo: 345/96

Filiação: Anna Soares de Almeida e Roberto Soares Ferreira

Data e local de nascimento: 1898,  Minas Gerais

Organização política ou atividade: não definida

Data e local da morte: 04/04/1964, Governador Valadares (MG)

Relator: Nilmário Miranda

Deferido em: 10/04/1997 por 4×3

Em Governador Valadares, norte de Minas Gerais, na véspera do movimento que depôs João Goulart, ruralistas radicalizados haviam cercado e metralhado a residência de Francisco Raimundo da Paixão, conhecido nacionalmente como Chicão, sapateiro e presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, líder das mobilizações regionais em defesa da Reforma Agrária. Nesse cerco, houve troca de tiros e restou morto um dos atacantes, genro do coronel Altino Machado. No dia do Golpe de Estado, o clima entre fazendeiros da cidade era, portanto, de mobilização por vingança.

Nesse ambiente tenso, Augusto Soares da Cunha e seu pai Otávio Soares Ferreira da Cunha morreram também como vítimas do novo regime em seus primeiros momentos. O filho morreu no próprio dia 1º de abril de 1964 e o pai três dias depois, conseguindo sobreviver seu outro filho, Wilson, gravemente ferido no mesmo ataque.

Segundo o processo nº 35.679, do Superior Tribunal Militar, no dia 1º de abril de 1964, o tenente coronel delegado de Polícia na cidade de Governador Valadares declarou que:

“devido à falta de elementos no destacamento policial convocou Maurílio Avelino de Oliveira, Lindolfo Rodrigues Coelho e Wander Campos, todos reservistas, para prestarem serviços localizando e interceptando elementos comunistas e conduzindo-os  à Delegacia em virtude do ‘Estado de Guerra’ em que se encontrava o Estado de Minas Gerais, aliás expressamente declarado pelo general Olímpio Mourão Filho, comandante, da 4ª Região Militar, a cujo mando foi incorporada a PMMG”.

A “convocação” dos três fazendeiros para prestar serviços de natureza policial pelo delegado coronel Paulo Reis teria ocorrido às 8h da manhã do dia 1º/04/1964, apenas uma hora antes da ocorrência criminosa, cabendo deixar em aberto, portanto, a possibilidade de essa convocação ter sido tão-somente um expediente formal forjado a posteriori.

Segundo o testemunho de Zalfa de Lima Soares, esposa de Wilson, e de Eunice Ferreira da Silva, empregada doméstica na residência da família, e levando em conta as declarações dos próprios assassinos, sabe-se que às 9 horas do mesmo dia, os três dirigiram-se à casa de Wilson Soares da Cunha, na rua Osvaldo Cruz, 203, naquela cidade mineira. Maurilio Avelino de Oliveira aproximou-se dos três ocupantes de um Jeep Land Rover – o pai Otávio e os filhos Augusto e Wilson – fazendo-se passar por amigo.

Depois de retirarem a chave do jipe, os fazendeiros passaram a atirar. Augusto teve morte imediata. O pai, Otávio, então com 70 anos, já alvejado, ainda conseguiu sair do veículo, engatinhou tentando refugiar-se no interior da casa, mas foi perseguido por Lindolfo, que o atingiu no rosto. Faleceu três dias depois, no hospital. Wilson Soares da Cunha, gravemente ferido, sobreviveu. Os assassinos ainda foram ao hospital procurar o outro filho de Otávio, o médico Milton Soares, que foi protegido pelos colegas médicos e enfermeiros.

O alvo principal da incursão seria o filho Wilson, que sobreviveu aos disparos, e sabidamente apoiava as atividades de Chicão em defesa da Reforma Agrária, tendo também ligações políticas com o jornalista Carlos Olavo, conhecido nacionalmente por defender as Reformas de Base e o governo João Goulart por meio do jornal tablóide O Combate, de Governador Valadares. O jornalista Carlos Olavo conseguiu escapar da cidade com a família, obteve exílio no Uruguai e só retornou ao Brasil em 1979, com a decretação da anistia.

A viúva Guiomar Soares da Cunha conseguiu do delegado Paulo Reis a abertura de Inquérito Policial. Segundo o jornal Última Hora, em 72 horas o delegado Bastos Guimarães tinha o nome dos criminosos e os denunciou ao juiz Alves Peito, que decretou a prisão preventiva dos mesmos. Os assassinos passaram à condição de foragidos. A partir daí travou-se uma batalha política envolvendo os coronéis Pedro Ferreira e Altino Machado, o major do exército Henrique Ferreira da Silva, a Associação Ruralista de Governador Valadares e outros apoiadores do novo governo, resultando na decisão do coronel Dióscoro Gonçalves do Vale, comandante do ID-4, de requisitar, com base no primeiro Ato Institucional, que o processo das mortes fosse transferido para a Justiça Militar.

O Inquérito Policial Militar (IPM) foi chefiado pelo Major Célio Falheiros. Em 19/08/1966, o Conselho Extraordinário de Justiça do Exército, na sede da Auditoria da 4ª Região Militar, homologou a farsa jurídica inicial.

O promotor Joaquim Simeão de Faria pediu ao Conselho que decidisse se, “no dia do crime ainda se considerava em Estado Revolucionário, pois apesar dos tiros terem sido desfechados pelas costas, se estivessem em estado Revolucionário haveria de ser considerada a situação em que tais tiros foram desfechados” ou se os acusados simplesmente cometeram homicídio doloso. Os advogados dos criminosos alegaram que os três acusados “estavam no estrito cumprimento do dever legal”, que a “situação era revolucionária e estavam em guerra”, que “os acusados, ao receberem voz de prisão, tentaram a fuga, o que determinara a reação dos acusados, que somente poderiam tomar atitude enérgica e viril eis que de dentro da casa onde tentaram refugiar não se sabia o que de lá viria”.

Na decisão, o conselho mandou apurar as responsabilidades das pessoas apontadas como subversivas e, por maioria de votos, 4 contra 1, absolveu os acusados Wander Campos e Lindolfo Rodrigues Coelho e, por 3 a 2, absolveu o acusado Maurílio Avelino de Oliveira. O Ministério  Público recorreu ao STM, que reformou a sentença.

Em Governador Valadares, havia sido oferecida denúncia contra os assassinos em 17/05/1965. Os réus obtiveram no STF habeas-corpus recolhendo os mandados de prisão. Depois de uma série de tramitações judiciais, o STM, em 11/1/1967, condenou os três criminosos a 17 anos e meio de reclusão, por unanimidade.

O jornal Estado de Minas de 03/11/1996, com o titulo Memória de um crime em matéria assinada por Tim Filho, informa que os criminosos foram indultados por intermediação do governador Rondon Pacheco.

O relator na CEMDP concluiu que:

“há decisões jurídicas comprovando que os três criminosos desempenhavam serviço de natureza policial convocados por autoridades militares. Tanto é que foram julgados, absolvidos e condenados no âmbito da Justiça Militar. Comprovada está também, fartamente, a motivação política dos crimes. Duas pessoas foram mortas, com tiros pelas costas e uma ferida, estando todas desarmadas, após receberem ordem de prisão. Preenchidos estão todos os requisitos exigidos pela Lei nº 9.140/95”, e votou pelo deferimento do processo.

O general Oswaldo Pereira Gomes solicitou vistas ao processo e lavrou o seguinte voto vencido:

“Verificamos que o STF tomou uma decisão política por 4 a 3 votos, mandando julgar pela Justiça Militar um ato Revolucionário de civis que obviamente não poderiam ser punidos, por terem sido vitoriosos e, se fosse o caso de punir, o julgamento deveria ter-se realizado na Justiça Comum. Ao final de tudo e para reparar o absurdo, a pedido do austero governador Rondon Pacheco e sob a responsabilidade do inatacável homem público que foi o presidente Castelo Branco, os homicidas foram indultados. Essa Comissão não deve e não pode julgar com critérios políticos, sobretudo revanchistas; estaremos, se assim fizermos, cometendo atos ilegais e contrariando frontalmente a Lei nº 9.140/95, que nos obriga no art 2º a acatar o princípio da reconciliação e pacificação nacional, expresso na Lei nº 6.683,de 28/08/1979 – Lei de Anistia. Inaplica-se, pois, a Lei nº 9.140/95, no caso de pessoas baleadas em via pública, no dia 01/04/1964, às 9h no quadro de um movimento revolucionário, vez que esses indivíduos não eram agentes públicos, nem poderiam sê-lo naquele momento quando o movimento não era ainda vitorioso; no caso os agentes eram simplesmente rebeldes”.

Os processos de Augusto e Otávio Soares Ferreira da Cunha tramitaram juntos e ambos foram aprovados por 4 votos a três pela CEMDP com votos contrários do general Osvaldo Gomes, de João Grandino Rodas e de Paulo Gonet.

MARCOS ANTÔNIO, ORNALINO, ALCERI, EIRALDO, QUARESMA, JEOVÁ E ALMIR

Rodas também votou contra Marcos Antônio da Silva Lima, Ornalino Cândido da Silva, Alceri Maria Gomes da Silva, Eiraldo de Palha Freire, Edson Neves Quaresma, Jeová Assis Gomes e Almir Custódio de Lima. Só que, apesar dele, a CEMPD deferiu os processos dos sete militantes.

Seguem os relatos sobre cada um deles no livro-relatório Direito à Memória e à Verdade.

Marcos Antônio da Silva Lima (1941-1970)

Número do processo: 285/96

Filiação: Clarice da Silva Lima e Joaquim Lucas de Lima

Data e local de nascimento: 21/10/1941, João Pessoa (PB)

Organização política ou atividade: PCBR

Data e local da morte: 14/01/1970, Rio de Janeiro (RJ)

Relator: Luís Francisco Carvalho Filho

Deferido em: 09/02/1998 por 4×3 (votos contra de Paulo Gustavo Gonet Branco, João Grandino Rodas e general Oswaldo Pereira Gomes)

Paraibano de João Pessoa, afrodescendente e ex-sargento da Marinha, Marcos Antônio da Silva Lima foi um dos fundadores e, por duas vezes, vice-presidente da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil, entidade que comandou importantes mobilizações reivindicatórias e políticas no âmbito da Armada, no período entre 1962 e março de 1964.

Já nas vésperas do movimento que depôs João Goulart, 1113 marinheiros, reunidos em vigília no Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, tiveram a prisão decretada por insubordinação aos seus comandantes militares, que já ultimavam, àquela altura do calendário, os últimos preparativos para o Golpe de Estado.

Marcos Antônio estudou no Colégio Lins de Vasconcelos, em João Pessoa, na Escola Técnica de Comércio, em Campina Grande, e no Colégio Estadual Liceu Paraibano, também em João Pessoa. Ainda na Paraíba, foi jogador de futebol pelo time Estrela do Mar. Em 1958, iniciou sua formação de marinheiro na Escola de Aprendizes de Pernambuco. Trabalhou no navio Ary Parreiras e no Porta Aviões Minas Gerais. Como marinheiro de 1ª classe, viajou pelo mundo: Itália, Egito, França, Japão.

Nos primeiros dias de abril de 1964, logo após ouvir pelo rádio a notícia de que havia sido expulso da Marinha por força do primeiro Ato Institucional, buscou asilo na Embaixada do México, deixou o País e transferiu-se para Cuba, onde recebeu treinamento de guerrilha num primeiro grupo de ex-militares que, sob a liderança de Leonel Brizola, constituíram o MNR, sigla às vezes traduzida como Movimento Nacional Revolucionário e, outras vezes, como Movimento Nacionalista Revolucionário. Em outubro de 1964, foi condenado a nove anos de prisão e, em 1966, a mais três anos.

Retornando ao Brasil para engajar-se na resistência clandestina, instalou-se no Mato Grosso, em articulação com os militantes do MNR que tentaram organizar uma guerrilha na Serra do Caparaó entre fins de 1966 e abril de 1967. Nesse período, Marcos Antônio foi preso em São Paulo e transferido para a Penitenciária Lemos Brito, no Rio de Janeiro, ali chegando em março de 1967.

Marinheiros e outros militantes ali reunidos, em boa parte militares, recrutaram alguns presos comuns e constituíram nova organização, denominada Movimento de Ação Revolucionária – MAR, que protagonizou audaciosa fuga daquele presídio, em 26/05/1969, escondendo-se o grupo na área rural de Angra dos Reis, até romper o cerco militar após algumas semanas. Mesmo assim, o MAR durou poucos meses, sendo que Marcos Antônio e a maioria de seus integrantes se engajaram no PCBR.

Na noite do dia 14/01/1970, já moribundo, com uma bala na cabeça, foi deixado no Hospital Souza Aguiar, como desconhecido, morrendo em poucos minutos. Sua mulher recebeu por telefone a notícia da morte, com a orientação de aguardar a publicação do fato, para que não viesse a ser interrogada sobre suas próprias atividades e sobre como recebera a informação. A notícia somente foi divulgada uma semana depois, através de nota do comando da 1ª Região Militar, informando que Marcos Antônio morrera num tiroteio onde foi ferida e presa Ângela Camargo Seixas, também do PCBR, e dois agentes dos órgãos de segurança.

O laudo de necropsia é assinado pelo legista Nilo Ramos de Assis, que definiu como causa mortis “ferida transfixante do crânio com destruição parcial do encéfalo”. A irmã de Marcos Antônio, Marlene Lucas de Lima, só conseguiu retirar o corpo no dia 20 de janeiro, levando-o para sepultamento no Cemitério de Inhaúma.

A CEMDP fez diligências ao Hospital Souza Aguiar, que respondeu não possuir qualquer registro do fato, e também às autoridades militares, buscando mais detalhes sobre a operação e a identificação dos agentes feridos. Não recebeu resposta.

Depoimento de Ângela Camargo Seixas, em declaração pública enviada da Irlanda, onde vivia depois de exilar-se na Inglaterra, esclareceu amplamente os fatos. Relatou que Marcos Antônio e ela chegavam a sua casa, por volta das 23 horas do dia 13, e Marcos estava colocando a chave na porta quando os agentes de segurança, que já estavam no apartamento, começaram a atirar. O prédio estava cercado e, ao buscarem fugir pelas escadas, viu quando Marcos foi atingido. Ferida, perdeu a consciência e não sabe quanto tempo depois acordou, ainda no corredor, sendo presa.

O relator do processo junto à CEMDP considerou que as provas apresentadas apontavam para a eliminação do militante, tomando como base esse depoimento, onde ficava claro que Marcos portava, mas não empunhava arma, e que não fora feita perícia de local, prática comum no Rio de Janeiro e, neste caso, do interesse dos agentes, já que houve policiais feridos. Considerou também significativo o silêncio das autoridades militares, que não ofereceram qualquer informação ou esclarecimento às indagações da Comissão Especial.

Ornalino Cândido da Silva (1949 – 1968)

Número do processo: 004/96

Filiação: Dorcília Cândida da Silva e Sebastião Cândido da Silva

Data e local de nascimento: 1949, Pires do Rio (GO)

Organização política ou atividade: Movimento Estudantil

Data e local da morte: 01/04/1968, em Goiânia

Relator: João Grandino Rodas, com vistas de Nilmário Miranda e do general Oswaldo Pereira Gomes

Deferido em: 15/05/97, por 4×3 (contra João Grandino Rodas, Paulo Gustavo Gonet e general Oswaldo Pereira)

Ornalino Cândido da Silva foi morto aos 19 anos, numa outra manifestação estudantil em protesto contra o assassinato de Edson Luiz Lima Souto, no quarto aniversário do regime ditatorial, desta vez em Goiânia (GO), dia 01/04/1968, com um tiro na cabeça disparado por policiais que o confundiram com outro estudante. Filho de família pobre, começou a trabalhar desde cedo como lavador de carros. Era casado com Maria Divina da Silva Silvestre, com quem teve um filho.

Na noite anterior à passeata, Ornalino havia ajudado a confeccionar os cartazes de protesto no Diretório Central dos Estudantes, e convocou seus amigos para a manifestação. No dia seguinte à sua morte, o jornal O Social informou:

“Traindo a palavra empenhada ao arcebispo metropolitano e ao bispo auxiliar de Goiânia, o coronel Pitanga, secretário de Segurança Pública de Goiás e comandante da Polícia Militar, determinou que seus comandados armassem criminosa cilada contra os estudantes, que após o comício retiravam-se pacificamente, rumo à Faculdade de Direito.(…) Armados com fuzis, metralhadoras, bombas, cassetetes e revólveres, os militares cometeram toda sorte de violências, culminando com o fuzilamento de um transeunte, que, alheio ao Movimento Estudantil, postava-se nas imediações do Mercado Central, quando foi mortalmente atingido por um sargento da Polícia Militar, que, deliberadamente, sacou seu revólver, apontou para o jovem desconhecido e acionou o gatilho, julgando, talvez, tratar-se do líder estudantil Euler Vieira, dada a semelhança física entre o desconhecido e o estudante”.

Com efeito, depoimentos incorporados ao processo na CEMDP confirmam a grande semelhança física entre Ornalino e Euler Ivo Vieira, destacada liderança estudantil de Goiás naquela época, bem como registram ameaças explícitas que foram dirigidas a Euler nas vésperas, que chegou a receber pedidos para não participar da mobilização porque seria morto pelos policiais.

Autoridades do Estado sustentaram que houve tiroteio. Mas o tiro foi certeiro, na região temporal esquerda da cabeça, o que seria difícil se Ornalino estivesse correndo. O presidente do Grêmio Literário Felix de Bulhões, do Colégio Estadual de Goiânia, Allan Kardek Pimentel, disse que o estudante, mesmo precisando trabalhar para se sustentar, não deixava de participar das mobilizações, e tinha consciência do momento político. “Ele tinha uma profunda percepção do papel da juventude naquele ano difícil. Ele era o mascote do grupo”, contou Allan.

Seu enterro teve a participação de muitos estudantes. Documentos particulares do morto não foram juntados, sob a alegação de terem desaparecido. Buscas empreendidas pela família em cartórios e na Secretaria de Segurança Pública, com o intuito de obter 2ª via, resultaram infrutíferas. O único documento anexado foi o atestado de óbito.

O relator do processo na CEMDP votou pelo indeferimento, por considerar que o caso não se enquadrava na Lei nº 9.140/95, em virtude de não ter havido qualquer comprovação de participação ou acusação de participação em atividades políticas. Foi feito um pedido de vistas ao processo, para ser anexados documentos confirmando a participação política de Ornalino. O relatório foi apresentado em 24/04/1997, e houve novo pedido de vistas. Mesmo com o voto contrário do novo relatório, em 15/05/1997 a CEMDP deferiu o processo em votação apertada, de 4 a 3.

Alceri Maria Gomes da Silva  (1943-1970)

Número do processo: 060/96

Data e local de nascimento: 25/05/1943, Cachoeira do Sul (RS)

Filiação: Odila Gomes da Silva e Oscar Tomaz da Silva

Organização política ou atividade: VPR

Data e local da morte: 17/05/1970, São Paulo (SP)

Relator: Paulo Gustavo Gonet Branco

Deferido em: 18/03/1996 por 5×2 (votos contra do general Oswaldo Pereira Gomes e João Grandino Rodas)

Embora militante de organização clandestina distinta, Alceri Maria Gomes da Silva foi morta junto com Antônio dos Três Reis de Oliveira (ALN, 22 anos) no dia 17/05/1970, em São Paulo. Ambos os nomes constam do Dossiê dos Mortos e Desaparecidos, Alceri na lista de mortos e Antonio como desaparecido.

Alceri, gaúcha de Porto Alegre e afrodescendente, trabalhava no escritório da fábrica Michelletto, em Canoas, onde começou a participar do movimento operário e filiou-se ao Sindicato dos Metalúrgicos. Em setembro de 1969, visitou sua família em Cachoeira do Sul para informar que estava de mudança para São Paulo, engajada na luta contra o regime militar. Após sua morte, a família viveu um verdadeiro processo de desestruturação. O pai, desgostoso, morreu menos de um ano depois de saber, por um delegado de Canoas, que a filha fora morta em São Paulo. Uma de suas irmãs, Valmira, também militante política, não suportou a culpa que passou a sentir por ter permitido que a irmã saísse de sua casa. Suicidou-se ingerindo soda cáustica.

Antônio era natural de Tiros, Minas Gerais. Fez o curso ginasial no Colégio Nilo Cairo e estudava Economia na Faculdade de Apucarana. Foi membro da União Paranaense de Estudantes e produzia programas para a rádio local, junto com José Idésio Brianesi, também militante da ALN. Foi processado por participar do 30º Congresso da UNE, em 1968, em Ibiúna (SP).

Depoimento dos presos políticos de São Paulo denunciou a morte desses dois militantes por agentes da OBAN, chefiados pelo capitão Maurício Lopes Lima. Ambos foram enterrados no Cemitério de Vila Formosa e os corpos nunca foram resgatados, apesar das tentativas feitas em 1991, a cargo da Comissão de Investigação da Vala de Perus.

As modificações na quadra do cemitério, feitas em 1976, não deixaram registros de para onde foram os corpos dali exumados. Apesar da prisão ou morte de Antônio ter sido negada pelas autoridades de segurança, no Relatório do Ministério da Aeronáutica de 1993 consta que ele morreu no dia 17/05/1970, no bairro do Tatuapé, em São Paulo, quando uma equipe dos órgãos de segurança averiguava a existência de um “aparelho”. Os documentos acerca de sua morte somente foram encontrados na pesquisa feita no IML/SP em 1991. Ali, foi localizada uma requisição de exame, assinada pelo delegado do DOPS Alcides Cintra Bueno Filho, determinando que o corpo somente fosse enterrado após a autorização do órgão. Os legistas João Pagenoto e Albeylard Queiroz Orsini assinaram a certidão de óbito, dando como causa da morte lesões traumáticas crânio-encefálicas, causadas por um tiro que penetrou no olho direito e saiu pela nuca. Apesar da confirmação da morte após tantosanos de busca, seu nome continuou a fazer parte da lista de desaparecidos políticos por decisão da Comissão de Familiares.

Alceri foi morta com quatro tiros, de acordo com o laudo necroscópico assinado pelos legistas João Pagenotto e Paulo Augusto Queiroz Rocha, que descrevem ferimentos no braço, no peito e dois que penetraram pelas costas, na coluna. Ao examinar o processo de Alceri, considerou o relator na CEMDP que as circunstâncias de sua morte foram exatamente as mesmas de Antônio, invocando o reconhecimento, por analogia, de que se o falecimento de Antonio atraiu o benefício previsto na lei, a Comissão Especial tivesse como satisfeitos, também em relação a Alceri, os pressupostos para que sua morte fosse enquadrada na Lei nº 9.140/95.

Eiraldo de Palha Freire (1946-1970)

Número do processo: 329/96

Filiação: Walkyria Sylvete de Palha Freire e Almerindo de Campos Freire

Data e local de nascimento: 15/05/1946, Belém (PA)

Organização política ou atividade: ALN

Data e local da morte: 04/07/1970, Rio de Janeiro (RJ)

Relator: Suzana Keniger Lisbôa

Deferido em: 05/05/1998 por 5×2 (votos contra de João Grandino Rodas e Oswaldo Pereira Gomes)

Eiraldo de Palha Freire foi baleado e preso no dia 01/07/1970, no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, por militares da Aeronáutica, quando tentava seqüestrar um avião de passageiros da empresa Cruzeiro do Sul para libertar presos políticos. Também foram presos na mesma operação seu irmão Fernando Palha Freire e o casal Colombo Vieira de Souza Junior e Jessie Jane, militantes da ALN que teriam decidido realizar o seqüestro para libertar o pai de Jessie, preso político em São Paulo como militante da mesma organização. Eiraldo morreu em 04/07/70, no Hospital da Aeronáutica, sendo sepultado pela família no dia seguinte, no Cemitério São Francisco Xavier, no Rio de Janeiro.

Os três presos sobreviventes da tentativa de seqüestro do avião foram formalmente acusados pela morte de Eiraldo, e Colombo indiciado por tê-lo atingido. No decorrer do julgamento, a Promotoria concordou com a versão da defesa de que Eiraldo havia cometido suicídio.

No processo junto à CEMDP, o relatório salienta as diferentes versões contidas nos jornais e documentos oficiais. Numa delas, Eiraldo foi morto por Colombo; em outra, suicidou-se, tendo morte imediata ainda dentro do avião; numa terceira, foi socorrido, morrendo posteriormente.

Na verdade, ficou provado que ele chegou a ser acareado com Jessie Jane no DOI-CODI, na rua Barão de Mesquita, onde estava sendo interrogado. O exame de corpo de delito, realizado um dia antes da morte, no Hospital da Aeronáutica, no Galeão, quando Eiraldo já se encontrava em coma, foi firmado por Fausto José dos Santos Soares e Paulo Erital Jardim, que simplesmente registraram estar baleado. A necropsia, firmada por José Alves de Assunção Menezes e Ivan Nogueira Bastos, descreve algumas escoriações no seu corpo, como na fronte, nariz, incisões cirúrgicas nas regiões temporais e traqueostomia.

O fato inquestionável é que foi visto por Jessie Jane no DOI-CODI e somente foi levado a exame de corpo de delito dois dias depois da prisão. Além disso, tinha, após o exame de corpo de delito, outros ferimentos não descritos no laudo, mas referidos na necropsia.

Em decisão tomada na reunião de 05/05/1998, a CEMDP aprovou o requerimento, por maioria de votos, tendo prevalecido o entendimento de que a soma de contradições entre documentos oficiais, o desencontro entre versões, a prova taxativa de que Eiraldo foi interrogado no DOI-CODI e vários outros indícios convergiam no sentido de recomendar o deferimento.

Edson Neves Quaresma (1939-1970)

Número do processo: 222/96

Filiação: Josefa Miranda Neves e Raimundo Agostinho Quaresma

Data e local de nascimento: 11/12/1939, Apodi (RN)

Organização política ou atividade: VPR

Data e local da morte: 05/12/1970, São Paulo (SP)

Relator: Suzana Keniger Lisbôa

Deferido em: 30/01/1997 por 4×3 (votos contra do general Oswaldo Pereira Gomes, Paulo Gustavo Gonet Branco e João Grandino Rodas)

No dia 05/12/1970, Edson Neves Quaresma e Yoshitane Fujimori (26 anos), militantes da VPR, trafegavam de carro pela Praça Santa Rita de Cássia, na capital paulista, quando foram interceptados por uma patrulha do DOI-CODI/SP. Os fatos foram relatados à CEMDP por Ivan Akselrud de Seixas, que por sua vez colheu depoimento, na época, de um motorista de táxi que presenciara o ocorrido.

O taxista descreveu, detalhadamente, que Fujimori caiu no meio da praça e Quaresma numa rua de acesso, sendo carregado por dois policiais e agredido na Praça até a morte. Fujimori chegou com vida ao DOI-CODI/SP, fato declarado a Ivan pelos policiais Dirceu Gravina e “Oberdan” durante seu interrogatório naquela unidade de repressão política, em 1971.

Nascido em Itaú, que naquela época pertencia ao município de Apodi (RN), Quaresma era afrodescendente e estudou até a quinta série do curso primário em Natal. Em 1958, ingressou na Escola de Aprendizes de Marinheiros, em Recife (PE), da qual saiu como grumete em 1959. Logo em seguida, foi deslocado para o Rio de Janeiro, tendo servido no cruzador Tamandaré. Foi tesoureiro da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil. Após a deposição de João Goulart, ficou preso na Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, durante um ano e dois meses. Em 31/12/1964 foi expulso da Armada. A partir de 1965, passou a atuar na clandestinidade, vinculado ao MNR. Viajou para Cuba e lá recebeu treinamento de guerrilha. Teria regressado ao Brasil em julho de 1970, já integrado à VPR.

Quaresma mantinha estreita ligação com o agente infiltrado cabo Anselmo. Depoimento prestado pelo cabo ao DOPS, localizado nos arquivos secretos desse departamento policial, explica que Quaresma tinha retornado de Cuba ao Brasil com a missão de preparar a chegada de próprio Anselmo. No voto da relatora do processo junto à CEMDP existem referências à possibilidade de que a eliminação sumária desses dois militantes, de elevada importância na estrutura da VPR, tenha nexo com a necessidade de manter sob segredo a atuação infiltrada do cabo Anselmo.

Natural de Mirandópolis, interior paulista, Fujimori era técnico em eletrônica e, nas atividades da VPR, os órgãos de segurança já sabiam de sua estreita ligação com Carlos Lamarca, que nessa altura do calendário era considerado o inimigo número 1 do regime militar. Fujimori foi um dos militantes que acompanharam Lamarca no rompimento do cerco imposto a uma área de treinamento da VPR no Vale do Ribeira, em São Paulo, no primeiro semestre daquele ano e um dos acusados de executar a coronhadas o tenente da PM paulista Alberto Mendes Junior.

Ambos foram sepultados como indigentes no Cemitério de Vila Formosa, Quaresma, sob nome falso. Os laudos de necropsia foram assinados por Harry Shibata e Armando Canger Rodrigues. A solicitação de exame necroscópico de Quaresma foi feita pelo delegado do DOPS Alcides Cintra Bueno Filho e registra que o corpo deveria ser fotografado de frente e perfil. Mas não foram encontradas fotos de seu corpo, que deu entrada no IML quatro horas depois do suposto horário da morte. O laudo registra que uma das cinco balas encontradas em seu corpo atingiu as costas e as outras quatro foram disparadas na cabeça, uma na região auricular direita. A relatora argumentou, em seu parecer, que era praticamente impossível uma pessoa morrer em tiroteio com quatro tiros na cabeça.

A CEMDP encaminhou os documentos relativos à morte de Fujimori para laudo do perito Celso Nenevê, que produziu a prova mais importante utilizada pela relatora. Analisando a trajetória dos tiros, o perito concluiu que três dos quatro projéteis que penetraram na face direita foram dados com o corpo de Fujimori em posição inferior, ou seja, caído ou deitado. Por maioria de votos, a CEMDP considerou que Edson e Yoshitane foram executados sob a guarda do Estado. Os processos foram relatados em conjunto, mas as discussões foram feitas em separado, resultando em votações diferenciadas. Votou contra o processo de Fujimori o general Oswaldo Pereira Gomes.

Jeová Assis Gomes (1948-1972)

Número do processo: 171/96

Filiação: Maria José Assis Gomes e Luiz Gomes Filho

Data e local de nascimento: 24/08/1943, Araxá (MG)

Organização política: MOLIPO

Data e local da morte: 09/01/972, Guaraí (GO, hoje TO)

Relator: Nilmário Miranda

Deferido em: 10/12/1996 por 4×3 (votos contra do general Oswaldo Pereira Gomes, Paulo Gustavo Gonet Branco e João Grandino Rodas)

Jeová Assis Gomes foi o terceiro banido a ser morto depois de retornar clandestinamente ao Brasil, engajado na resistência armada ao regime militar. Já tinham encontrado o mesmo destino, em 1971, Aderval Alves Coqueiro e Carlos Eduardo Pires Fleury. Começa a se caracterizar, dessa forma, a existência de uma possível sentença extra-judicial de condenação à morte dos banidos que retornassem. O jornalista Elio Gaspari escreveria muitos anos depois, em A Ditadura Escancarada: “A sentença de morte contra os banidos autodocumenta-se. Entre 1971 e 1973 foram capturados dez. Nenhum sobreviveu”.

Nascido em Araxá (MG), Jeová era uma liderança entre os estudantes de Física na USP, destacando-se também nas mobilizações dos moradores no CRUSP – conjunto residencial da Universidade. Em 1966, liderou a “Greve das Panelas”, que se realizou no CRUSP e precedeu a efervescência de 1968. Com a decretação do AI-5, em dezembro desse ano, o CRUSP, onde moravam 1.500 universitários, foi cercado, os prédios desocupados e muitos estudantes foram presos. Jeová, que na época era um dos dirigentes da DISP – Dissidência Estudantil do PCB/SP, foi expulso do CRUSP e da USP, já procurado pelos órgãos de segurança. Passou a atuar em Brasília e Goiás, transferindo-se com muitos outros militantes daquele agrupamento dissidente para a ALN, em 1969.

Preso em 12/11/1969 em Goiás, pela militância na ALN, foi transferido para a OBAN, onde sofreu torturas que lhe causaram fraturas nas duas pernas. Permaneceu preso até junho de 1970, quando foi banido para a Argélia em troca do embaixador alemão Von Holeben, seqüestrado numa operação conjunta entre VPR e ALN. Da Argélia viajou para Cuba, recebeu treinamento militar naquele país e retornou clandestinamente ao Brasil em 1971, como militante do MOLIPO, com a tarefa de construir uma base de guerrilha na área rural. Em 09/01/1972, Jeová foi localizado e morto em um campo de futebol em Guaraí (Goiás na época, hoje Tocantins). Documentos dos órgãos de segurança o apontavam como coordenador nacional do Molipo, ao lado de Antonio Benetazzo e Carlos Eduardo Pires Fleury.

A família recebeu a notícia da morte de Jeová por meio da imprensa, na noite do dia 16/01/1972. Seu irmão foi até Guaraí, onde obteve informações de que Jeová fora morto com um tiro pelas costas e estava enterrado num cerrado na periferia da cidade. Não conseguiu o laudo, tampouco certidão de óbito e a remoção dos restos mortais. No primeiro comunicado oficial dos órgãos de segurança sobre o caso, distribuído à imprensa, as autoridades do regime militar afirmaram: “no último domingo, foi morto a tiros, na cidade de Guaraí, norte de Goiás, o terrorista Jeová Assis Gomes, ao tentar resistir à voz de prisão que lhe fora dada por agentes policiais”.

Uma segunda versão, divulgada em Brasília três dias depois, relata que:

“A equipe de segurança abordou o referido elemento, convidando-o discretamente a acompanhá-la para fora do pequeno estádio. Aquiesceu, deslocando- se cerca de 15 metros, quando se jogou no chão, puxando do bolso uma granada, na tentativa de acioná-la, no que foi impedido a tiros pelos agentes, no interesse de evitar um morticínio de largas proporções de populares inocentes”.

Nilmário Miranda, relator do processo na CEMDP, apresentou o relatório do então delegado de Guaraí, 2º Sargento da PM, José do Bonfim Pinto que informava:

“aos nove dias de janeiro de 1972, por volta das 15h30min, desembarcou nesta cidade, procedente do sul, um indivíduo que, mais tarde foi identificado como Jeová Assis Gomes, terrorista de destaque da ALN. Tomou quarto num hotel local, onde deixou uma pasta que trazia ao desembarcar. Mais ou menos às 16h, rumou para o acampamento da Rodobrás, em cuja quadra de esportes era disputada uma partida de futebol. Ali se misturou com o povo. Por volta das 16h30min foi abordado por uns senhores, que mais tarde se identificaram como agentes do DOI-CODI/11º RM, os quais, procurando afastá-lo do meio do povo, deram-lhe voz de prisão, chamando-o pelo nome. Vendo- se identificado, empurrou dois dos agentes e tentou empreender fuga, forçando um dos agentes a alvejá-lo. Dado a posição que recebeu o projétil (tórax), teve morte instantânea”.

O delegado conclui descrevendo o que fora encontrado na pasta: mapas de Goiás, bússola, roupas, documentos, um revólver 38, munição, e uma bomba de fabricação caseira. Posteriormente, em 15 de setembro, o mesmo delegado encaminhou correspondência ao Secretário de Segurança de Goiás, dizendo que, estando impossibilitado de abrir inquérito para investigar a morte de Jeová, remetia todo o material existente em sua Delegacia.

No voto na CEMDP, Nilmário Miranda construiu uma detalhada comparação entre o relatório do delegado local e a versão divulgada pelos órgãos de segurança, realçando cada uma das inúmeras contradições entre ambos. Ressaltou que os agentes que ali desembarcados, procedentes de Brasília, sabiam que Jeová estaria no campo de futebol; e que a versão divulgada, três dias depois fora preparada para justificar uma execução.

Considerando a evidente política de extermínio dos banidos que voltassem ao país, Nilmário concluiu:

“os agentes repressivos foram a Guaraí para eliminá-lo; caso contrário, teriam-no algemado no ato da prisão. Se era considerado ‘perigoso terrorista’, provável chefe da futura guerrilha, não iriam convidá-lo ‘discretamente’, e sim imobilizá-lo imediatamente para prendê-lo, algemá-lo e revistá-lo”.

Na sessão em que a CEMDP julgou o caso, após discussão ampla, ocorreu empate na votação do processo referente a Jeová. O presidente Miguel Reale Jr. desempatou a votação: “ninguém iria levar uma granada para um campo de futebol e deixar a arma no hotel. Estava desarmado e a possibilidade de domínio era grande. Voto com o relator”.

Com toda a reserva que deve recobrir a credibilidade de um texto como o “livro secreto do Exército”, divulgado em abril de 2007 pelo jornalista Lucas Figueiredo, cabe registrar neste livro-relatório um pequeno trecho de sua página 694: “Boanerges de Souza Massa continuou entregando tudo. Abriu um ‘ponto’ que teria com Jeová Assis Gomes, em Guaraí, no Estado de Goiás, no dia 10 de janeiro de 1972. A equipe policial chegou à localidade no dia 9 de janeiro e, com a ajuda de Boanerges, Jeová foi localizado nas arquibancadas de um campo de futebol, assistindo a uma partida. Ao receber voz de prisão, Jeová retirou uma granada de uma sacola e tentou sacar o grampo de segurança para lançá-la. Pressentindo a tragédia que a explosão causaria no estádio, a equipe policial atirou matando Jeová”

Em 2 de junho 2005 o então presidente da CEMDP, Augustino Veit, juntamente com a assessora Iara Xavier foram à cidade de Guaraí com a finalidade de buscar informações sobre as circunstâncias da morte de Jeová e localizar sua sepultura para posterior exumação e identificação. As informações obtidas confirmaram que Jeová foi abordado no campo de futebol da Rodobrás. Ficou confirmado que as autoridades policiais vindas de Brasília poderiam ter efetuado a prisão de Jeová, mas preferiram fuzilá-lo perante centenas de pessoas que assistiam a um jogo de futebol. A versão foi confirmada pelo soldado militar Sebastião de Abreu, que realizou o enterro. A partir de diversos depoimentos, conseguiu-se localizar a possível sepultura.

Em 12 de outubro de 2005, a polícia técnica de Brasília fez escavações para exumar os restos mortais de Jeová. As escavações foram acompanhadas pelo irmão de Jeová, Luís Antonio Assis Gomes que foi à cidade de Guaraí uma semana depois do assassinato, mas nem o soldado Sebastião Abreu e tampouco o irmão souberam precisar o local da sepultura. Ficou confirmado, no entanto, que Jeová foi assassinado em 09/01/1972, por volta das 16h, numa demonstração de força dos agentes federais. É certo também que Jeová foi enterrado no cemitério da cidade.

Almir Custódio de Lima (1950-1973)

Número do processo: 123/96

Filiação: Maria de Lourdes Guedes de Lima e João Custódio de Lima

Data e local de nascimento: 24/05/1950, Recife (PE)

Organização política ou atividade: PCBR

Data e local da morte: 27/10/1973, Rio de Janeiro (RJ)

Relator: general Oswaldo Pereira Gomes

Deferido em: 18/03/1996 por 5×2 (votos contra do general Oswaldo Pereira Gomes e de João Grandino Rodas)

Almir foi morto pelos órgãos de segurança do regime militar em 27/10/1973, no Rio de Janeiro, com outros três militantes do PCBR: Ramires Maranhão do Valle (23 anos), Ranúsia Alves Rodrigues (28 anos) e Vitorino Alves Moitinho (24 anos).

A cena para legalização das execuções foi montada na Praça Sentinela, em Jacarepaguá. Ramires, Almir e Vitorino aparecem totalmente carbonizados dentro de um Volkswagen, enquanto o corpo de Ranúsia jaz baleado, embora não queimado. Foram esses os últimos membros do PCBR a serem mortos no longo ciclo do regime militar, encerrando a série iniciada com o assassinato sob torturas de Mário Alves, principal dirigente e fundador do partido, em janeiro de 1970, no DOI-CODI/RJ. Em outubro de 1973, quando dessas últimas quatro mortes, o PCBR já estava reduzido a um pequeno círculo de militantes.

Os documentos oficiais dos arquivos dos Ministérios do Exército, Marinha e Aeronáutica mostram versões desencontradas sobre a morte dos quatro militantes. Alguns fatos só começaram a ser esclarecidos com a abertura dos arquivos secretos do DOPS, no Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco.

No dia 29/10/1973, a imprensa carioca apenas noticiou a morte de dois casais em Jacarepaguá. O Jornal do Brasil estampou “Polícia especula, mas nada sabe ainda sobre os casais executados em Jacarepaguá”, enquanto O Globo noticiou: “Metralhados dois casais em Jacarepaguá”.

Nenhum dos jornais citou nomes dos mortos. O mesmo ocorreu na matéria da revista Veja, de 07/11/1973, “Quem Matou Quem?”. Somente em 17/11/1973, tanto em O Globo, quanto no Jornal do Brasil, respectivamente, sob os títulos “Terroristas Morrem em Tiroteio com as Forças de Segurança” e “Terroristas São Mortos em Tiroteio”, se lê: “em encontro com forças de segurança, vieram a falecer, após travarem cerrado tiroteio, quatro terroristas, dois dos quais identificados como Ranúsia Alves Rodrigues, ‘Florinda’, e Almir Custódio de Lima, ‘Otávio’, pertencentes à organização clandestina subversiva intitulada PCBR”.

Os nomes de Vitorino e Ramirez não foram citados nas matérias e, como conseqüência, esses dois militantes passaram a figurar nas relações de desaparecidos políticos, integrando a lista anexa à Lei nº 9.140/95.

No livro Dos Filhos Deste Solo, Nilmário Miranda e Carlos Tibúrcio assim registraram o episódio:

“Chovia na noite de 27 de outubro de 1973, um sábado. Alguns poucos casais escondiam-se da chuva junto do muro do Colégio de Jacarepaguá, no Rio. Por volta das 22h um homem desceu de um Opala e avisou: ‘Afastem-se porque a barra vai pesar’. O repórter de Veja (7/11/73) localizou alguém que testemunhou o significado desse aviso: ‘Não ouvimos um gemido, só os tiros, o estrondo e a correria dos carros’. (…) Vindos de todas as ruas que levam à Praça, oito ou nove carros foram chegando, cercando um fusca vermelho (AA 6960) e despejando tiros. Depois jogaram uma bomba dentro do carro. No final, havia uma mulher morta com quatro tiros no rosto e peito e três homens carbonizados”.

Todos os corpos deram entrada no IML como desconhecidos e foram necropsiados por Hélder Machado Paupério e Roberto Blanco dos Santos, que confirmaram a versão oficial. A partir de 1991, com os documentos encontrados em arquivos do DOPS foi comprovada a morte dos dois desaparecidos. Documento de informação do Ministério da Aeronáutica de 22/11/1973, de nº 575, encontrado no arquivo do antigo DOPS/SP, afirma:

“dia 27/10/1973, em tiroteio com elementos dos órgãos de segurança da Guanabara, foram mortos os seguintes militantes do PCBR: Ranúsia Alves Rodrigues, Ramires Maranhão do Valle, Almir Custódio de Lima e Vitorino Alves Moitinho”.

Apesar de os quatro militantes estarem perfeitamente identificados, os órgãos de segurança omitiram as mortes de Ramirez e Vitorino e ainda enterraram todos sem identificação, como indigentes, no cemitério Ricardo deAlbuquerque, Rio de Janeiro.

Em 02/04/1979, seus restos mortais foram transferidos para o ossuário geral e, por volta de 1980 ou 1981, para uma vala clandestina com cerca de duas mil outras ossadas.

No arquivo do DOPS/RJ foi encontrado um documento do I Exército, de 29/10/1973, que narra o cerco aos quatro militantes desde o dia 08/10/1973, culminando com a prisão de Ranúsia na manhã do dia 27/10/1973. O documento inclui interrogatório e declarações de Ranúsia no DOI-CODI/RJ.

O relatório fala de farta documentação encontrada com ela e menciona a morte dos quatro militantes, dando-lhes os nomes completos. A versão divulgada pelo DOPS é que os militantes do PCBR perceberam a presença de “elementos suspeitos” e tentaram fugir, acionando suas armas. Como o carro teria começado a pegar fogo, não foi possível retirar as pessoas que estavam dentro. Laudo e fotos da perícia no local mostram Ranúsia morta perto do carro, tendo ao fundo um Volkswagen incendiado, onde estavam carbonizados Ramires, Vitorino e Almir.

A CEMDP analisou os processos de Almir e Ranúsia, visto que os outros dois casos já foram reconhecidos automaticamente pela inclusão no Anexo da Lei nº 9.140/95. Em seu parecer, o relator general Osvaldo Pereira Gomes considerou que a versão oficial era verdadeira, apesar de alguns pontos considerados obscuros. Propôs aprovação somente do processo de Ranúsia, que nos documentos resgatados dos arquivos policiais aparecia como presa, e o indeferimento no caso de Almir.

No entanto, a maioria da CEMDP aprovou os dois processos, considerando que todos foram mortos nas mesmas circunstâncias e que a versão oficial não se sustentava após exame das provas anexadas.

Em tempo 1: Os votos referem-se apenas aos 11 pedidos que foram deferidos pela Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, apesar do voto contrário de João Grandino Rodas.

Sobre esses 11 militantes mortos ou desaparecidos, transcrevi exatamente o que está publicado no livro Direito à Memória e à Verdade. Para acessar o relatório na íntegra, basta clicar aqui.

Em tempo 2: Exceto as fotos de Zuzu Angel (Instituto Zuzu Angel) e de Stuart Angel, as demais são as publicadas no livro Direito à Memória e à Verdade.

Resgatar a história desses 11 militantes políticos é importante para que essa tragédia não se repita nunca mais.

Leia também:

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RODAS A GIRAR SEMPRE PARA A DIREITA | Náufrago da Utopia

01 de novembro de 2014 às 22h21

[…] Carlos Lungarzo, sobre os antecedentes ultradireitistas do reitor João Grandino Rodas, na notícia Relatório da Secretaria de Direitos Humanos confirma: reitor da USP votou contra vítimas da ditadu…, que o Viomundo publicou.  Como os leitores devem estar lembrados, o Carlos levantou a lebre no […]

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Mariana Gomes: Brasil deve rejeitar seu papel no imaginário racista e colonizador « Viomundo – O que você não vê na mídia

15 de agosto de 2012 às 15h04

[…] Relatório da Secretaria de Direitos Humanos confirma: Reitor da USP votou contra vítimas da ditadu… […]

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Pedro Serrano: Condenação de Ustra abre portas para novas ações « Viomundo – O que você não vê na mídia

15 de agosto de 2012 às 11h39

[…] Relatório da Secretaria de Direitos Humanos confirma: Reitor da USP votou contra vítimas da ditadu… […]

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Amelinha Teles: “É preciso botar um fim na impunidade” « Viomundo – O que você não vê na mídia

14 de agosto de 2012 às 12h12

[…] Relatório da Secretaria de Direitos Humanos confirma: Reitor da USP votou contra vítimas da ditadu… […]

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Azuir Ferreira Tavares Filho

19 de junho de 2012 às 13h59

SÃO PAULO VAI MUDAR COM A ELEIÇÃO

São Paulo é Pinheirinho, é força Divina no caminhar.
É Deus com benção e carinho, e nunca faz desanimar.
Povo de Mobilizar, com justiça Social comprometido.
Vamos a São Paulo abraçar, e Deus Pai seja Contigo.

O NOVO BRASIL POPULAR, E NOSSO SÃO PAULO ENVELHECIDO.

O Brasil Transformou, o mundo aplaudiu e reconheceu.
Só São Paulo não mudou, e o São Paulo até retrocedeu.
Temos de São Paulo mudar, ir junto do Brasil querido.
É Novo Brasil Popular, e Nosso São Paulo Envelhecido.

O Brasil matou a fome, e São Paulo não se comoveu.
No mundo com outro nome, Brasil Pais que venceu.
Isso é pra nos irmanar, num contentamento querido.
É Novo Brasil Popular, e Nosso São Paulo Envelhecido.

A Dívida foi toda paga, e todo mundo se admirou.
Em meio a energia danada, nosso São Paulo estancou.
São Paulo não pode tarar, tem de avançar decidido.
É Novo Brasil Popular, e Nosso São Paulo Envelhecido.

O Brasil criou emprego, todo Brasil esta estudando.
Prouni e Enem sem medo, São Paulo não ta gostando.
São Paulo não faz avançar, São Paulo esta aborrecido.
É Novo Brasil Popular, e Nosso São Paulo Envelhecido.

A Crise assola o mundo, e todo o Brasil não faz parar.
Há um perigo profundo, São Paulo faz a crise chamar.
São Paulo sem animar, de desendustrialização ferido.
É Novo Brasil Popular, e Nosso São Paulo Envelhecido.

Ta uma luta muito dura, querem voltar a Privatização.
Como gostasse da Ditadura, de Tortura e Crucificação.
Como fizessem lhe amordaçar, povo heróico contido.
É Novo Brasil Popular, e Nosso São Paulo Envelhecido.

Nossa alma fica ferida, Brasil quer São Paulo irmão.
São Paulo a Locomotiva, o orgulho da nossa Nação.
São Paulo querido é pra somar, nosso irmão e Amigo.
É Novo Brasil Popular, e Nosso São Paulo Envelhecido.

Humanizar essa nossa gente, sempre foi batalhadora.
É nossa Classe C Valente, nossa Classe Trabalhadora,
São Paulo é pra liderar, não pode ficar ali encolhido
É Novo Brasil Popular, e Nosso São Paulo Envelhecido.

São Paulo operário presente, combatendo a exploração.
Nossa irmandade candente, cada vez mais dando a mão.
São Paulo vamos cuidar, pra sair desse Crack perdido.
É Novo Brasil Popular, e Nosso São Paulo Envelhecido.

Os ancestrais conclamando, a Justiça Social defender.
Pinheirinho nos clamando, nunca faremos esquecer.
Vamos São Paulo Abraçar, tempo não pode ser perdido.
Eleição no Brasil Popular, São Paulo já esta imbuído.

Azuir e Turmas: do Social da Unicamp, Campinas, SP, Amigos de Rocha Miranda,
Rio de Janeiro, RJ e de Amigos de Mosqueiro, Belém , PA.

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Por uma Comissão da Verdade da USP. Participe! « Viomundo – O que você não vê na mídia

07 de junho de 2012 às 15h19

[…] Relatório da Secretaria de Direitos Humanos confirma: Reitor da USP votou contra vítimas da ditadu… […]

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Hélio

06 de junho de 2012 às 12h28

Os assassinos livres e ricos. Justiça brasileira não serve pra nada, a não ser defender membros exterminadores do Estado. Cadeias para pobres tem aos montes, e mais sendo construídas. Castraram as mentes de toda uma geração que aceitam passivamente que os assassinos vivam livres. Não sou favorável a vingança, e justiçamento. mais no minimo justiça tem que ter.
Não é fácil entender como Vira reitor uma pessoa com este perfil. Um juiz do Supremo como Gilmar Mendes ou Peluso. Eu choro quando leio reportagem como estas, e olha que sou filho de boia fria, e quando tudo isso aconteceu eu vivia numa favela da zona sul de São Paulo,e emu pai assalariado em uma metalúrgica. Muito triste saber que todos estão soltos,e que provavelmente nunca serão punidos. Assim como os grupos de extermínio da periferia de São Paulo nos anos 80 nunca serão, pois eram parceiros do Governo de São Paulo no terror ao povo da periferia. Outra coisa, precisamos falar na resistencia camponesa e operária também. As vezes tenho a sensação que os toturados da classe média parecem mais importante do que outras pessoas que também lutaram contra o terror do Estado Brasileiro, eles também merecem recompensas, também tem familiares, filhos que sofrem a perda de seus entes queridos

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Relatório da Secretaria de Direitos Humanos confirma: Reitor da USP votou contra vítimas da ditadura | Viomundo – O que você não vê na mídia | USP Livre! Fora Rodas! Fora PM!

15 de março de 2012 às 14h35

[…] Relatório da Secretaria de Direitos Humanos confirma: Reitor da USP votou contra vítimas da ditadu…. […]

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CHICO

20 de dezembro de 2011 às 10h18

Tudo isso porque com a entrada da polícia no Campus passou a coibir as bandalheiras existentes lá, com proteção de marginais, a USP é um bem público e compete ao Estado a sua segurança, ou de onde sai o dinheiro para pagar todos os investimentos lá efetuados????
O que esses baderneiros profissionais (Sim, pagos por ONGs para atuarem dessa forma) fazem é tentar desmoiralizar as instituições com quais objetivos não ficaram claros, destruir patrimonio do povo paulista em troca de que favores ???? Atuam aqui e fora do país, porque não se faz uma investigação minuciosa sobre esses "meninos" de 29, 30 anos que ainda estão na universidade, que foram expulsos e depois retornaram com novo vestibular e até como ajudante de cozinha, pra exercer a função ?????? Universidade é pra quem quer estudar, evoluir na vida, e ajudar no desenvolvimento e formação de pessoas, não pra fazer baderna, fazer backing e outras ……

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    abolicionista

    10 de junho de 2012 às 01h00

    Isso, Chico, mostra toda a ignorância que deus lhe deu. Espero que voce ainda sofra nas mãos do autoritarismo uspiano. Ou quem sabe nas mãos da PM de São Paulo.

Relatório da Secretaria de Direitos Humanos confirma: Reitor da USP votou contra vítimas da ditadura | Viomundo | USP Livre! Fora Rodas! Fora PM!

23 de novembro de 2011 às 09h10

[…] Relatório da Secretaria de Direitos Humanos confirma: Reitor da USP votou contra vítimas da ditadu…. […]

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Jair

21 de novembro de 2011 às 14h12

Informação incorreta?

Otávio Soares Ferreira da Cunha (1898 – 1964)
"O pai, Otávio, então com 70 anos, já alvejado, ainda conseguiu sair do veículo, engatinhou…"
Tem algo errado nessa informação. Se ele foi assassinado em 1964, então a idade correta é 66 anos e não 70 como informado.

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USP-FEA

19 de novembro de 2011 às 10h49

a "denuncia" apresenta apenas dados PUBLICOS e conhecidos…

o q a "denuncia" está denunciando

eram 7 votos, mas deveria ser proibido votar "contra as vitimas"

então pra q fazer a comissão

bastaria culpar todos os acusados e nada mais!

qual a diferença entre materias como essa e a postura do PIG q vcs tanto condenam

Responder

    Marcos Virgílio

    22 de novembro de 2011 às 15h42

    Cada um vota como acha que deve, mas que depois assuma as consequências. E não saia por aí pagando de democrático, como Rodas vem fazendo. Ele não acredita, não apoia, não defende a democracia, e pronto. O que esta denúncia está fazendo é, antes de tudo, furar a "blindagem" que o PIG criou para proteger seu capataz. Os dados são públicos, mas são mesmo conhecidos? Quem sabia, antes desta matéria, da atuação do Rodas nesses processos, e o voto que ele deu em cada caso.
    A diferença é basicamente uma: aqui a gente reconhece que houve uma ditadura no Brasil, enquanto o PIG defende que houve só uma "ditabranda". Vc também deve achar isso, né?

    abolicionista

    10 de junho de 2012 às 01h02

    Os reaças apoiam tanto a polícia porque sabem que ela só mata negros e pobres. Se ela começasse a aplicar os mesmos critérios aos brancos de classe média e alta, a coisa mudava de figura…

Nei Simas

17 de novembro de 2011 às 19h04

não foi à toa que o vampiro da bolinha de papel escolheu este senhor para reitor da usp, desrespeitando a ordem da lista tríplice

Responder

Mauricio

17 de novembro de 2011 às 01h06

Entrevista do Rodas no Linha Direta Justiça dizendo defendendo os militares.
E pensar que o Serra que "sofreu" tanto na ditadura empurrou esse cara pra dentro da USP

Digite o texto aqui![youtube _RLUf9CCa2w&feature=share http://www.youtube.com/watch?v=_RLUf9CCa2w&feature=share youtube]

Responder

Luiz

16 de novembro de 2011 às 11h26

Com um reitor desses (quinta coluna) até se desconfia se as pesquisas de ponta dos acadêmicos não vai parar em outros endreços, bem lá no Norte do Planeta?

Responder

monge scéptico

16 de novembro de 2011 às 11h22

O diretor é substituível. O que não é ossível é ter de suportar maconheiros dentro
do campus, querendo ser proprietários do lugar. Fumem em casa com papai e
mamãe se eles admitirem essa baderna.
Voltando ao reitor, se votou a favor ou contra isso ou aquilo, não vem ao caso;
substituam-no e pronto!.

Responder

    cronopio

    16 de novembro de 2011 às 22h56

    Você pode substituir ele para gente? Vai poupar-nos um bocado de trabalho e ficaríamos eternamente gratos.

    Nataly

    22 de novembro de 2011 às 22h36

    Nunca vem ao caso. Só o que é conveniente que vem ao caso. É sempre assim para aqueles que não possuem argumentos.

    @wandomendes13

    20 de dezembro de 2011 às 16h17

    O Problema é que por mais que a comunidade escolar vote em um determinado candidato ao cargo de reitor, o Governador tucano de plantão sempre nomeia o que perdeu, como no caso do Rodas (Nomeado por Serra) e de seu antecessor…

    Antonio Nunes

    28 de dezembro de 2011 às 15h11

    O Sr conhece o critério da "lista trílpice"?

Grandino Rodas deu uma mãozinha aos carrascos de Zuzu Angel | Trezentos

15 de novembro de 2011 às 15h52

[…] Matéria tirada do Viomundo – O que você não vê na mídia – https://www.viomundo.com.br Link da matéria: https://www.viomundo.com.br/denuncias/rodas-deu-uma-maozinha-aos-carrascos-de-zuzu-angel.html […]

Responder

luparime

15 de novembro de 2011 às 13h32

Credo! os comentaristas reprimem mesmo!
Falava do Brasil. Digo ditadura como a de 1964 com intervenção militar, repressão sobre os meios de comunicação, manipulações de informações, perseguições políticas, torturas, prisões e assassinatos.
_
E se fosse acontecer que pretexto usariam ?
Não quero que concordem comigo, discordem mas me façam pensar!
*obs: Não sou o cretino do Rodas.

Responder

    Lu_Witovisk

    15 de novembro de 2011 às 13h51

    Não é repressão. Mas observe que

    "Falava do Brasil. Digo ditadura como a de 1964 com intervenção militar (isso vc encontra na USP, nas passeatas dos camelôs, professores, profissionais da saude, bombeiros, MST…), repressão sobre os meios de comunicação (a repressão é feita nas ilhas de edição, o jornalista so pode escrever o que a EMPRESA quer), manipulações de informações (é só o que tem na Globo, Veja, Folha, Estadão, etc.. ), perseguições políticas (qualquer um que fale contra o sistema, sofre perseguição, o que vc acha que foram as prisões dos alunos da USP? nem todos portavam maconha, nem todos picharam a reitoria), torturas, prisões e assassinatos (isso vc encontra entre os pobres, ja leu que de cada 5 assassinatos em SP, 1 é praticado pela policia?? atiram antes pra depois perguntar)"

    Perceba, o pretexto é sempre o mesmo: a midia criminaliza quem se opõe e faz com que a sociedade aplauda a repressão.

    Para pensar, continue lendo e falando aqui no viomundo, procure tb o barão de itararé – lá vai se abrir um leque de informações. Leia, pense, questione.

    “Se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo.” Malcolm X

    Estamos numa Matrix, meu caro… feliz pq vc está acordando. Vc não precisa concordar comigo, mas o importante é que deve ter argumentos para discordar.

    luparime

    15 de novembro de 2011 às 14h44

    concordo com você.
    E mais, esse controle de informações para as massas me deixa indignado.

    Lu_Witovisk

    15 de novembro de 2011 às 15h03

    Então, transforme essa indignação em ação. Converse com seus amigos, com quem conhece… vá falando dos blogs sujos… Vc me parece bastante jovem, é uma alegria, qto mais cedo se acorda, melhor.

    Não pense que falo de ditadura por ter vivido, tenho 31, sou da geração atari, bozo, o auge dos enlatados estadounidenses… mas a gente enxerga, alienação tem limite. Uma dica, assista este video e espalhe pra quem puder:
    http://video.google.com/videoplay?docid=-57034000

    ajuda a gente que não viveu 64 a entender "a coisa toda" como se processa hoje.

Bernardino

15 de novembro de 2011 às 13h06

O LIXAO PAULISTA começa a feder- REITOR USP,CHUCHU,governador,tucanato paulista,todos destruidos pelo furacao LULA.Onde ja se viu jogar 400 milicos para desalojar Meia duzia de estudantes ocupando um predio,somente na cultura portuguesa pra isso e a MIDIA canalha fazendo o jogo deles.O maior inimigo nao sao eles e sim a IMPRENSA tupiniquim.É preciso bater dura nela pregando SLOGANs e divulgando cartazes por tida parte contra a mesma.Belo slogan: REDE GLOBO , RAINHA DA CANALHICE.fora BAND lixo,CB lixo e outras lixeiras mais..A Libertinagem de Imprensa é o porto segura deles para mentir caluniar e difamar

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Rodrigo Falcon

15 de novembro de 2011 às 13h05

É impressão minha ou o termo "cidadão do bem" já foi cooptado pelas corporações midiáticas tupiniquins e exposta diariamente na cabecinha do reprodutor/espectador brasileiro?
É globonews, jovempan, cbn, record, sbt, tv cultura, bandeirantes/UDR, rede tv, folha, estado, o globo e todo o entulho midiático vomitando o termo a cada 10 minutos nos noticiários. Mais um tempo e logo aparecerão dos porões alguns vermes saudosistas do integralismo e TFP vestindo "camicie nere" correndo pelas ruas de São Paulo junto das "mulheres de bem", do movimento "cansei" e do sr. Rodas.

Berlusconi, Berlusconi…estás perdendo tempo precioso em Milão, venha pra São Paulo! Aqui será adulado como nunca foi em Roma! Aqui tens lugar cativo no coração paulistano!

Segue abaixo a cartilha divulgada no orkut do tal "cidadão de bem" midiático: melhor rir pra não chorar…

"O cidadão de bem, personagem do filme "A indústria do medo", é trabalhador, tem uma família saudável e feliz.
Seus filhos estudam nos melhores colégios tradicionais onde recebem uma formação religiosa da moral e dos bons costumes.
Todo domingo, no conforto de seu lar, ele e sua família assistem ao Fantástico.
O cidadão de bem é a favor da pena de morte, nunca abandona suas convicções de direita, chama pobre de vagabundo, acha que homosexualismo é doença e avança sinal vermelho porque é muito ocupado e tempo é dinheiro.
Ele guarda sua arma ao alcance das mãos para defender sua família feliz do bandido que entrará de madrugada e com toda sua bravura o matará antes que o bandido exploda sua casa.
Ele também acha aborto uma coisa muito ruim (até sua filha ficar adolescente, é claro).
O cidadão de bem é fã do futebol e, enquanto assiste aos jogos e toma cerveja, sua alegre esposa cozinha a janta.
O cidadão de bem é feliz e o será até que um bandido roube sua arma."

Responder

Hiro

15 de novembro de 2011 às 13h04

As "aulas de democracia" na universidade então acontecem com
um representante direto do golpe e da ditadura militar no Brasil?
Tragédia ou comédia?

Responder

pedro de oliveira

15 de novembro de 2011 às 12h58

boa tarde quero pedir para q revejam as datas apresentadas do nascimento do martir edson pois as mesmas não fecham com a sua idade pois 1956 não dezoito anos para 1968 obrigado e desculpe pela minha imtromissão

Responder

    Conceição Lemes

    15 de novembro de 2011 às 13h31

    Obrigadíssima, Pedro. Já corrigi. abs

maraina

15 de novembro de 2011 às 12h30

Conceição, procura no youtube, há um vídeo de um ano atrás, do Rodas sendo entrevistado pelo Abujamra, no Provocações da TV Cultura.

Responder

Para conhecer mais o Reitor da USP, João Grandino Rodas | Ativando Neurônios

15 de novembro de 2011 às 11h54

[…] mais sobre o assunto no artigo Rodas deu uma mãozinha aos carrascos de Zuzu Angel. Compartilhe!FacebookTwitterMaisDiggStumbleUponLinkedInRedditPrintEmailLike this:LikeBe the first […]

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m cruz

15 de novembro de 2011 às 11h41

Parabéns Azenha e Conceição! Aquela força para que continuem sendo uma alternativa à reacionária grande (pequena) mídia! Agora; o grupo Folha parece que quer reavivar seu passado nebuloso durante a ditadura ao tentar dar uma força ao Reitor Rodas por meio de manobras midiáticas e de manipulação de dados da própria Datafolha! (vejam "observatório da imprensa", artigo de Mauro Malin). E isto sem contar as denúncias diárias envolvendo ministros, visando desestabilização de um governo eleito democraticamente, numa corrida desenfreada com a Veja … E vai se pedir à Folha/UOL VERDADE e isonomia no tratamento de notícias referentes a todas esferas de governo (e de público) para ver se ela publica. No entanto, comentários com expressões neonazistas do tipo "que morra", " a fantoche do canceroso" e "prostíbulo institucional" "vamos arrancar essa gente (PTralhas) do poder" são até destaques. Que mal termos uma imprensa assim que, para defender seus interesses, pratica um antijornalismo e incita novos "skinheads"!

Responder

Luiz Fortaleza

15 de novembro de 2011 às 11h41

Sabem por que a mídia e os seus jornalistas têm a maior liberdade de contra-atacar o governo e o PT do jeito que quer? Porque sabem que não vão ter retaliação econômica; porque sabem que o governo federal e o PT não são, na verdade o poder econômico, embora os representem. Porque sabem que o PT e o governo federal jamais deixarão de patrocinar suas mídias ou órgãos de comunicação; porque sabem que jamais a esquerda usará de métodos criminosos para inibir ou ameaçar qualquer jornalista ou órgão de imprensa, como é praxe da direita na história deste país. Essa é a verdade. Os patrões da redação dão toda a liberdade aos jornalistas falarem mal do governo. Exceção qdo o PSDB era poder federal.

Responder

Pardalzinho

15 de novembro de 2011 às 11h30

O Mundo gira; e a USP Rodas…

Responder

Fabio SP

15 de novembro de 2011 às 11h12

Como este post possui , claramente, um viés ideológico, não foram elencados os inquéritos em que ele votou a favor… mas, fazer o quê!

Responder

    José Henrique

    17 de novembro de 2011 às 00h07

    ahh, pelo amor de deus, meu irmão, caráter ideológico??? Caráter ideológico deve ter você, deixe-me ver, um caráter ideológico bem do fascista. Meu irmão, tortura, repressão, seguido de assassinato, não é ideologia não é atentado aos direitos humanos, à liberdade, à democracia. O Rodas tem uma ideologia: a de um ditador! Abre o olho!!

Ceiça Araújo

15 de novembro de 2011 às 10h20

Zuzu Angel: Mamãe Coragem!
Pelo amor de Deus, "tortura nunca mais!" Queremos embalar nossos filhos e netos. Queremos ver o sol nascer e se pôr todos os dias de nossa vida. Queremos ver nossos filhos e netos crescerem. Queremos morrer de velhice, de doença. De morte morrida, e não, de morte matada.
De tortura, nunca mais!

Responder

Alberto Dias

15 de novembro de 2011 às 09h58

Azenha: quero perguntar para o Marco Aurélio Garcia: O senhor disse uma vez que o "PT ou a esquerda brasileira não devem ter seu veículo de informação de massas porque não se deve inventar a imprensa de novo.Ela já existe e está aí".Isso significa que o senhor acha que a midia corporativa, é isenta ou pode vir a sê-lo? Porque o Senhor é contra que a Midia Golpista tenha como contraponto, um Jornal de Massas de Esquerda, como o "L'Unitá", da Itália, o "Avante!", de Portugal e como acontece em todos os países do mundo? Existe algum acordo entre a corrente interna do PT, à qual o senhor pertence, a CNB, com a mídia corporativa para que vocês combatam qualquer ideia de que,a esquerda tenha um jornal de massas, como a o MOVIMENTO, a Ultima Hora, o Opinião? Porque o PT não possui um veículo impresso e on-line vibrante e atualizado, como um Jornal de Massas? Falta dinheiro ou falta vontade política?

Responder

Silvio I

15 de novembro de 2011 às 09h53

Estimada Conceição Lemes:
Todas as ditaduras, e governos de extrema direita, como de extrema esquerda são maus. Estes governos tratam de reduzir poder a sindicatos ou organizações de classe. Para isto, tratam, por exemplo, nos sindicatos, dividir eles assim terá menos força, e a utilização de forças policiais, para inclusive plantar o maior medo, em toda a população. E o caso atual nos estamos com um governo em São Paulo que já e de extrema direita, não sô por ele entre uns e outros, leva mais o menos 27 anos.Si não por ser o governador um braço do esse grupo que leva por nome OPUS DEI.Todos sabemos que e um grupo obscurantista,retrógrado, e ditatorial.Temos um provável candidato a Prefeitura de São Paulo,que também pertence a esse grupo e é o Chalita. Já imaginarão Governo de Estado, e Prefeitura nas mãos da OPUS DEI. Este e um caso típico. O Governo do Estado manda a suas Forças Policiais, e em uma ação preparada e truculenta, em onde não se deixa entrar jornalistas, para poder plantar algumas coisas (caso das bombas Molotov) para poder posteriormente acusar aos estudantes, quebrar e amontoar cadeiras, e fazer uma bagunça general, a efeitos de mostrar por a TV, o prejuízo causado por esses malfeitores da sociedade, que são os estudantes. Sai posteriormente o Governador a TV apoiando a operação e a dizer que se tem que manter o estado de direito,enganando ao povo, para que culpe a os estudantes, e não pense em o que se está querendo transformar a USP.Depois a Folha por sua TV mostra a opinião de mulheres, que não tem, nem sabem fazer outra cosa em suas vidas, que não seja gastar dinheiro,o aparecer na revista Caras, dando a suas tristes opiniões, todo isto para chegar a desinformados, ou para que uma determinada elite social, veja o que ela gosta.E que passa, os sindicatos quietos, quando si todo o mundo estivesse unido, se dizia ao governador o u senhor tira esse entulho da ditadura, da Reitoria da Universidade, o nos paramos o Estado.Mais não, estamos todos tranqüilos, e não pensam que amanha será pior.Hoje e uma, amanha será dois, o três.Esse senhor Rodas tem que ser retirado de ai ,não pode continuar a prestar serviço na sociedade, quem colaborou com a ditadura militar.Os Campos Universitários devem ter sua Guardiã de segurança própria e, não a policia civil e muito menos a militar.Ali e um lugar que deve existir a liberdade (não confundir com libertinagem) porque ali se formam em suas lutas de ideais, o futuros lideres do Brasil.A esse senhor Rodas, tem que se colocar para rodar.

Responder

Operante Livre

15 de novembro de 2011 às 09h49

Livros assim fazem a mais difícil exumação: a da história.

Esta mesma história morta que a grande mídia enterra todos os dias ajudada por pessoas como Rodas; essa história que parece ter vida de mosca, curta e atemporal; parecido com as relações de trabalho: podem durar décadas, mas se apagam em poucas horas depois da demissão. Vida de mosca.

Responder

cronopio

15 de novembro de 2011 às 09h46

Essa anomalia foi mesmo laureada pela ditadura. No currículo lattes desse monstro ostenta a Medalha de Mérito Marechal Castello Branco, conferida pela Associação Campineira de Oficinas da Reserva do Exército (R/2) do NPOR do 28º BIB. Essa criatura deveria ser colocada atrás das grades o quanto antes, pelo bem do povo e do país.

Responder

GilTeixeira

15 de novembro de 2011 às 08h08

Tenho nojo desse homem.

P.S.:
Conceição, no sub título de Zuzu esta escrito: "…MEIO amado filho", erro de digitação, claro!

Responder

    Conceição Lemes

    15 de novembro de 2011 às 10h41

    Oi, Gil, obrigada, mesmo. Erro de digitação. Corrigirei já. abs

Avelino

15 de novembro de 2011 às 05h47

Caro Azenha
E alguém ainda acha que um governo tucano iria convocar alguém realmente preocupado com a Educação???!!!
Não é esse o propósito desse grupo.
Saudações

Responder

FrancoAtirador

15 de novembro de 2011 às 04h01

DITADURA NUNCA MAIS !!!
[youtube TRX2CuuuDlo http://www.youtube.com/watch?v=TRX2CuuuDlo youtube]

Responder

    Pedro

    17 de novembro de 2011 às 18h26

    NEm em Cuba?

    cronopio

    17 de novembro de 2011 às 21h27

    Nem em Wall Street!

    Tobias Reis O. LLory

    25 de novembro de 2011 às 10h46

    em Cuba não há ditadura!

    o q existe em Cuba é uma "democracia especial", onde muito poucos podem votar…

    entendeu a diferença?

    rsrsrsrsrs

SILOÉ-RJ

15 de novembro de 2011 às 03h19

Ditadura no Brasil??? Nunca mais!!!
Mas que eles vão tentar, ah!!! Isso vão!!!
Se tentarem na marra, provocarão uma guerra civil jamais vista nesse país!!! Eles sabem muito bem disso.
Por isso esse BATE-ESTACA incessante, para desacreditar e desestabilizar o governo. O ato terrorista disfaçado de acidente, um vasamento criminoso de grandes proporções da Chevron, que o PIG pouco fala, e nós sabemos muito bem porque, É um, entre outros golpes mais que virão.
Só que: Agora os tempos são outros.
A internet é uma arma poderosíssima, que DESMASCARA.
Quanto mais acesso, mais e melhor informação para o POVÃO.
PIG e DIREITA reune o que há de mais reacionário e facista. Da elite as multi- nacionais tipo (CHEVRON ).
TODOS RAIVOSOS porque perderam a bocada das mamatas, achando que eram sem fim.
Todos sem exeção, se articulando de todas as maneiras, de sol a pino a calada da noite, como HIENAS.
Até as mocréias do vídeo, Pode??? Que além de me fazer rir, me deixou bastante preocupada.

Responder

Wolf Great

15 de novembro de 2011 às 02h25

A questão mais importante do movimento estudantil em relação a Rodas, que não tem a visibilidade necessária, mas está latente na reivindicação do fim da parceria de segurança USP-PM, é a falta de diálogo. Rodas provou em várias de suas decisões que não está a fim de dialogar. Prefere a repressão. Demostrou isso com demissões de funcionários, expulsões de alunos, processos ilegítimos contra sindicalistas e membros do movimento estudantil. Qualquer estudante de filosofia, sociologia ou história que é mais esclarecido sabe que quem é vítima constante de injustiça vai pegar uma pedra e jogá-la em seu opressor. Sabe que se não fosse um longo histórico de minorias silenciadas, mas enraivecidas, não haveria hoje democracia. Sabe também que os donos do poder, sentindo-se ameaçados, vão partir para a repressão, sob os aplausos dos que ainda não se perceberam vítimas da lei e da ordem.
O Rodas só conseguiu ser nomeado reitor biônico da USP porque mostrou-se um bom agente repressor e um excelente canalha, ocultador dos malfeitos do Estado.

Responder

    cronopio

    15 de novembro de 2011 às 11h22

    Caro Wolf, desculpe, mas com um monstro como esse eu não quero negociar. Quero que ele seja afastado do convívio social com outros seres humanos, para o qual não está preparado. Contra alguém que acobertou crimes da ditadura, que apoiou e apóia um regime militar, a ação tem que ser mais radical. Nenhuma violência seria excessiva contra esse porco fascista que usurpou o cargo de reitor da nossa universidade.

Elza

15 de novembro de 2011 às 01h58

Nossa! Como o governo brasileiro, nós brasileiros devemos a essas pessoas, que deram suas vidas lutando por democracia.
Fico pensando nos pobres, negros, adolescentes, que são assassinados pela banda podre da polícia, a qual forjam provas p/ incriminá-los, td resquício da ditadura.

Responder

Scan

15 de novembro de 2011 às 01h24

O que esperávamos?
Um sujeito indicado pelo SSerra podia ser algo diferente disso aí?
Acham que algo menos do que um acobertador de assassinos teria SSerra como padrinho?
SSerra foi parte integrante da ditadura neste país (e quem sabe o que ele fez no Chile…). Ou alguém ainda acredita na baboseira dele ter se "exilado"? (Que estorinha mal contada, hein?)
SSerra é o cabo Anselmo que deu certo: um agente provocador que se manteve no anonimato até pouco tempo atrás.
Um dia essa estória vai ser contada. Os ecos do passado do sr. SSerra foram apenas temporariamente abafados, mas estão vivos na memória de alguém, em documentos sigilosos e aparecerão cedo ou tarde.
O mesmo ocorrerá com o FHC, pago pela CIA via Fundação Ford, Farfield, etc.

Imaginem o susto desses dois cada vez que o Wikileaks abre o bico. Será agora?…Não será…Será amanhã?…Será…não será?
Se você estivesse nessa situação, você dormiria uma noite de sono?
Não? Pois é, já viu as olheiras do SSerra?

Responder

    Silvio I

    15 de novembro de 2011 às 10h15

    Scan;
    Como e possível que um Presidente da UNE fizesse o discurso que este cara fez na Central do Brasil junto com Goulart. Sai do Brasil vai a Chile trabalha fazendo o mesmo barulho que fez aqui.Cai o governo de Allende ,ele vai preso, levado para o estádio onde foram fuzilados todos,ele não e fuzilado,sai de Chile e vai para EUA,entra nos EUA um cara que deveria ter uma ficha do tamanho de um bonde, na CIA e no FBI.Isto meu amigo realmente está muito mal contado.

    Scan

    15 de novembro de 2011 às 10h47

    Eh, eh, eh.
    E ainda vai se "exilar" nos EUA com uma mulher de sobrenome Allende a tiracolo?
    É sabido que a CIA e o FBI são incompetentes, mas aí já é forçar muito a barra, né não?
    []'s

    GilTeixeira

    15 de novembro de 2011 às 11h23

    "SSerra" é um achado. Peço licença para utilizar de agora em diante!

    Lu_Witovisk

    15 de novembro de 2011 às 15h19

    Isso ai Scan! Quase tive um treco qdo vi "na tv do onibus" aqui no Rio… SSerra ve a possibilidade de escrever autobiografia!!!!

    pensei.. nossa, que importante!! a auto-biografia de um quase-presidente, de um quase-lesado-pela-bolinha, de um quase-militante-da-democracia…

    agora vcs (Scan + Silvio I) vem e falam isso… eu sempre pensei.. como esse cara vende esta estoria de exilio?? tem q ser mto cara de pau.

    M. S. Romares

    16 de novembro de 2011 às 07h55

    Scan, voce precisa trocar esse maldito teclado da microsoft!! Ou ele já descobriu semelhanças entre a SS e o Çerra?

cronopio

15 de novembro de 2011 às 01h00

Parabéns ao Viomundo, mostrando mais uma vez que o jornalismo de alto nível, ético e democrático, ainda continua vivo no Brasil. Um primor de matéria que retrata, de modo claro e objetivo, o tipo de monstro que rege a Universidade de São Paulo. Só não vê quem não quer. É por essas e por outras que volto sempre ao Viomundo.

Responder

Luiz Fortaleza

15 de novembro de 2011 às 00h43

Saiu no jornal O POVO do Ceará:O Ministério das Comunicações investiga se o grupo americano Disney ABC – um dos maiores conglomerados de entretenimento do mundo – controla ilegalmente a rádio Itapema FM, de São Paulo, que usa o nome fantasia de “Rádio Disney”. A emissora pertence a Paulo Henrique Cardoso, filho do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, em sociedade com a Disney. Oficialmente, Paulo tem 71% da emissora, e a Disney estaria dentro do limite de 30% de participação estrangeira permitido pela Constituição. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que o envolvimento do filho do ex-presidente não influenciou na investigação. Procurado pela Folha, Paulo Henrique não quis dar entrevista, e delegou à Disney esclarecer sobre a gestão. O grupo disse que o comando da emissora é nacional.

Responder

carlos antonio lopes

15 de novembro de 2011 às 00h32

É os tucanos estão rodeando pra fazer tudo voltar ao que era.

Responder

Armando do Prado

15 de novembro de 2011 às 00h31

Rodas: cínico canalha e covarde (ccc). Fora rodas!

Responder

FrancoAtirador

15 de novembro de 2011 às 00h15

.
.
Eu tenho uma curiosidade em saber como

JOAO GRANDINO RODAS foi contratado em 1970,

pelo então governador Abreu Sodré (ARENA-SP),

para lecionar na Faculdade de Educação da USP.
.
.
X9
.
.

Responder

    Silvio I

    15 de novembro de 2011 às 10h18

    Franco Atirador:
    E muito fácil, o Roberto de Abreu Sodre, pertecia ao Grupo da ditadura.

    cronopio

    15 de novembro de 2011 às 10h32

    Abreu Sodré foi um dos fundadores da União Democrática Nacional (UDN) em 1945 e posteriormente integrante da Arena, a partir de 1966. Abreu Sodré foi o primeiro governador a ser eleito indiretamente, para o período de 1967 a 1971, durante o período da ditadura militar brasileira. Durante seu governo, a força de segurança do estado chamada Força Pública foi rebatizada de Polícia Militar; além do nome, a instituição começou a receber instruções e aparato do Exército, DOI-CODI e outras instituições vinculadas ao regime militar da época. Vem daí a truculência da Polícia Militar paulista, em alguns casos com reflexos posteriores, como o Massacre do Carandiru, em 1992, e reflexos de menor monta que seguem até os dias atuais. Em 1980 Abreu Sodré foi um dos fundadores do Partido Democrático Social (PDS), o PDS fundiu-se ao PDC para criar o Partido Progressista Reformador. De uma dissenção nos seus quadros surgiu o Partido da Frente Liberal (PFL), hoje o atual Democratas (DEM) em meados dos anos oitenta.

Mari

14 de novembro de 2011 às 23h55

João Grandino Rodas é um jurista brasileiro, professor titular e antigo diretor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDUSP). Foi nomeado reitor da USP pelo governador José Serra [1] a partir de lista tríplice, em que figurava como segundo colocado nas eleições da universidade[2] e foi empossado no dia 25 de Janeiro, aniversário da universidade. Desde 2006, é Membro da Comissão Jurídica Interamericana da Organização dos Estados Americanos (OEA) havendo a presidido entre 2000 e 2002.[3] Atualmente, também é membro da Comissão Fulbright para o Intercâmbio entre os Estados Unidos e o Brasil e membro titular, indicado pelo Brasil, do Tribunal Arbitral Permanente de Revisão do Mercosul.[3]

Responder

    H Aljubarrota

    15 de novembro de 2011 às 05h26

    Ou seja… afinadíssimo com os interesses americanos no Brasil e América Latina. Aliás, como José Serra e os tucanos em geral.

    GilTeixeira

    15 de novembro de 2011 às 08h04

    completando o curriculo: e PERSONA NON GRATA (a única, diga-se de passagem) na histórica Faculdade de Direito do Largo São Francisco!

Fabio_Passos

14 de novembro de 2011 às 23h50

Olha só.
Então o reitor rodas já tem uma ficha corrida de serviços prestados a direita fascista no Brasil.

Responder

    Scan

    15 de novembro de 2011 às 01h31

    Aquele que o indicou também.
    A Ministra Maria do Rosário quando insinuou que os documentos da ditadura foram destruídos no governo FHC, acertou em cheio.
    Quem seriam os maiores interessados na queima de arquivos?
    SSerra e FHC tentam apagar as pegadas.

    will

    15 de novembro de 2011 às 02h29

    talvez tenha sido moeda de troca, já que os velhacos de quepe permitiam sem objeções as privatizações, a vigilância da amazônia…
    se tiver comprovação de que os molotovs foram plantados, aí eu chego na seguinte conclusão.

    eles querem sucatear a usp para privatizá-la. assim como fizeram com a vale.

    Aline C Pavia

    15 de novembro de 2011 às 08h29

    Aqui em SP se homenageia Romeu Tuma, Quércia, Fleury, Maluf.
    Parece que a imprensa acha que todo mundo nasceu depois de 1985.
    Ou que a memória de todo mundo apagou as décadas de 60 e 70.

ZePovinho

14 de novembro de 2011 às 23h43

Ventos de novas ditaduras começas a se formar sobre a América do Sul.Vão derrubar Chávez e,depois,virão para cima do Brasil.A técnica é mesma que usaram na Líbia(armar bandidos e sabotagem):
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va

The Destabilization of Venezuela? Applying Washington's “Benghazi Formula”
US Nuclear-Powered Submarine in Venezuelan territorial waters

by Nil Nikandrov

"….
The Venezuelan leadership is making maximal efforts to prevent the aggression. Currently UNASUR – the Union of South American Nations – is equipped with its own defense council. Brazil's military planners are no doubt mindful of the growing activity of the US Fourth Fleet and the maneuvers performed by US nuclear-powered submarines in the Atlantic Ocean. It is an easy guess that, on top of keeping the populist regimes at gunpoint, the Pentagon is keenly interested in the offshore energy resources in the proximity of the state of Rio de Janeiro and in the Espiritu Santo marine shelf deposits which, according to Petrobras, total 35 billion barrels of crude.

Therefore, Venezuela can count on the backing from its allies across the continent. Recently, Venezuelan defense minister Carlos Mata Figueroa attended a regular conference of the South American Defense Council, with establishing a zone of peace across the continent featuring on the agenda.
Recently the Venezuelan parliament instructed the country's defense agency to open a probe into the recent submarine invasion. Adm. Diego Molero announced synchronously that Venezuela's navy would hold a round of exercises meant to ensure better protection of the national territorial waters, one of the objectives being to improve coordination between the Venezuelan submarine fleet and drones in the hunt for intruders'….

Até já apareceu um cachorro golpista do Departamento de Estado,na VEJA,fazendo ameaças ao Brasil:
http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/11/um-pr

domingo, 13 de novembro de 2011
Um pregador de golpes de Estado

Publicado em 13/11/2011por Mário Augusto Jacobskind

O nome dele é Roger Noriega (foto), um linha-dura que ocupou o cargo de subsecretário do Departamento de Estado no governo de George W. Bush e de embaixador dos Estados Unidos na Organização dos Estados Americanos (OEA).

Notoriamente vinculado ao complexo industrial militar norte-americano, Noriega volta e meia é convocado pela mídia de mercado para dar recados de grupos que se utilizam de expedientes de todos os tipos na defesa de poderosos interesses econômicos.

Pois bem, a revista Veja, sempre ela, divulgou entrevista em que Noriega faz previsões suspeitas envolvendo o Brasil. Segundo este estimulador de golpes nas Américas, o Brasil dá cobertura e serve de base para o terrorismo internacional…………………..

Responder

Pedro

14 de novembro de 2011 às 23h16

E quantos inocentes os terroristas da esquerda mataram?

Responder

    Lucas

    16 de novembro de 2011 às 21h54

    1029401982031,14 milhões no brasil, segundo os militares

    Zé SP

    17 de novembro de 2011 às 00h25

    Lutar pela liberdade, contra a tortura, contra ditadores, pelos direitos humanos não é terrorismo meu irmão, se fosse assim, a revolução francesa teria sido puro terrorismo, assim como tantos outros movimentos. Esquerda e direita, as duas já tiveram os seus momentos negros na história, mas entre esquerdistas há muitas posições e entre direitistas também, não julgue assim tão superficialmente. Abre o olho e comece a pensar um pouquinho mais do que "terroristas de esquerda", é vazio demais isso.

edv

14 de novembro de 2011 às 22h52

Por isso tudo aí foi indicado pelo Serra, aquele presidente da UNE "esquerdista" foragido"…

Responder

Renan

14 de novembro de 2011 às 22h46

O indivíduo chamado Paulo Gonet Branco é (ou era) sócio do Gilmar Dantas na escolinha de direito em Brasília

Responder

Alberto Dias

14 de novembro de 2011 às 22h44

Porra! E esse anormal, essa besta fera é o Reitor da Universidade de São Paulo? Onde estão os paulistas? Onde estão os paulistanos que deixam um animal desses, um torturador e assassino honorário, um acobertador de crimes contra a Humanidade ser REITOR DE SUA UNIVERSIDADE? Quem te viu e quem te vê hein São Paulo da Garôa…Que vergonha! Se eu fosse paulista começava já um processo de coleta de assinaturas para exigir desse Opus Dei, desse Inquisidor-Mor chamado Alkmin, a demissão, e julgamento desse monstro!!!

Responder

    H Aljubarrota

    15 de novembro de 2011 às 05h30

    AD, este é o problema; a maioria dos paulistanos, alguns na surdina, simpatizam com gente com esse perfil. O porta-voz dessa gente chama-se Reinaldo Cabeção e a Veja sua revista preferida (bem secundada pela Folha e Estadão). Não por acaso elegem e reelegem os tucanos há tanto tempo…

    Cenossaum

    15 de novembro de 2011 às 09h48

    Os atos de rua contra o Rodas não são exclusivos dos estudantes da USP. Está claro que a queda do Rodas é de interesse de todos que sabem que as cicatrizes da barbárie assassina dos militares não estão abertas, e também dos que não aceitam que se pinte de santo essa curriola do serra que, acobertado pela mídia, faz contratação ilegal, compra tapete de R$ 32 mil pro seu gabinete.
    Pela memória de Zuzu Angel, Florestan Fernandes, Alexandre Vannucchi Leme entre muitos outros mortos pelo lado de lá… ÀS RUAS!

    Cláudia M.

    15 de novembro de 2011 às 18h30

    Alberto Dias, meu caro, é um vexame inominável, mas é verdade. Falo, infelizmente, com conhecimento de causa: a maioria esmagadora dos meus conterrâneos adora uma repressão bem ao estilo 64, sabe? A boca dos reacionários paulistas espuma de prazer quando veem o cacetete comendo solto contra os movimentos populares. Para além da ação insidiosa da mídia corporativa, há neste meu pobre estado um reacionarismo atávico que faria corar os expoentes do Tea Party. E a minha pobre USP não foge à regra. Penso que pra quem não compartilha com o ideário da extrema direita, só nos resta pegar o caminho do aeroporto, rodoviária ou rodovia…

    Lauzem

    22 de dezembro de 2011 às 23h15

    Só para constar: Quem colocou esse senhor como Reitor da USP, foi o nosso ilustre Governador à época, José Serra, passando por cima da listra tríplice. Não venha dizer que os paulistas são reacionários, quando, na verdade, muitos, infelizmente, simplesmente não tem informação suficiente para apoiar uma causa que foi distorcida pela imprensa que noticia apenas o que lhe é conveniente (isso tanto por parte da direita tucana, quanto da esquerda ultra-revolucionária). Ninguém compra uma causa a qual desconhece, quem dirá uma causa com a qual não concorda (seja por pontos de vista opostos, seja por falta de informação de credibilidade). Existem coisas pelas quais vale a pena lutar, desde que os motivos certos estejam intrínsecos em nossas mentes e, principalmente, em nossos corações. Sou aluna da USP e com tudo o que vi e ouvi durante esses últimos tempos posso dizer que não estou de lado nenhum. Não porque sou covarde ou acomodada. Sou assim porque, simplesmente, quem quer mudanças não consegue expressar claramente o porque de sua luta e, assim, não conseguem o apoio necessário.
    Concluindo, sou a favor da saída do Rodas da Reitoria, sou a favor de alguns eixos do M.E., mas infelizmente, tem eixos deste com os quais não concordo.

    Fico por aqui, esperando que a imagem "reacionária" dos paulistas seja repensada.

    Antonio Nunes

    27 de dezembro de 2011 às 11h01

    como assim, "passando por cima da listra triplice"?

    a Sra sabe o q é uma "lista trílpice"?

    é uma lista com 3 nomes (os 3 mais votados) e o Governador tem o direito de escolher QUALQUER UM desta lista…

    Rodas foi o SEGUNDO mais votado, estando por tanto, perfeitamente apto a ser escolhido, como aconteceu!

Luiz Fortaleza

14 de novembro de 2011 às 22h37

Veja o texto que fez com que a folha on line me bloqueasse, dizendo que infringi as regras, se a notícia saiu nos jornais do ceará:Icapuí/CE é uma cidade litorânea, turística, conhecida internacionalmente por ganhar vários prêmios da UNICEF em relação à educação e saúde, onde os vinte anos de governo do PT, reduziu a mortalidade infantil, aboliu o analfabetismo e aumentou a renda dos pescadores, cadastrando-os em cooperativas para vender seus produtos do mar. Foram ao todo uns cinco prêmios da Unicef, se não me engano. Pois bem, o prefeito do PSDB e seu vice foram cassados neste ano por CORRUPÇÃO.

Responder

    Carmen

    14 de novembro de 2011 às 23h53

    Luiz…qualquer texto que não seja de ofensa ao Lula e PT é bloqueado. Eu escrevo só de gozação, pois sei que não vai passar, rsrsrs. Porisso você só encontra os textos dos 4% raivosos e histéricos. Quem não sabe acha que o povo ODEIA o Lula e o PT

    H Aljubarrota

    15 de novembro de 2011 às 07h41

    É o estilo Reinaldo Cabeção de brincar de Blog… e o pior é que eles vem tirar onda por aqui e passam. Entendo o critério democrático do Viomundo, mas às vezes a trollada irrita mais do que diverte.

    GilTeixeira

    15 de novembro de 2011 às 09h42

    Eu também escrevo só pela satisfação de saber que pra bloquear terão de ler!, de mais de uma centena que escrevi passaram cinco se muito, e olha que lá eu tenho um email uol (por conta de meu empregador que é assinante, fora isso nunca uso o email pra nada)

    Luiz Fortaleza

    15 de novembro de 2011 às 00h45

    Um tal de Ivo Antonio e Demócrito dizem absurdos, um verdadeiro discurso neonazista e não saem de lá com o mesmo apelido. Eles apenas bloqueiam o email da pessoa e não o IP, ou seja, basta vc fazer outro email e pôr os mesmos dados cpf, data de nascimento, que vc volta a participar novamente da folha on line…

Mari

14 de novembro de 2011 às 22h19

Conceição, a benção!
Os podres começam a feder mais ainda.

Responder

Marat

14 de novembro de 2011 às 22h06

Ele deveria chamar-se Grandessíssimo…

Responder

trombeta

14 de novembro de 2011 às 21h41

Um tipo como esse reitor da USP não é cara do tucanato reaça de SP e seu ídolo maior Serra Malafaia?

Responder

H Aljubarrota

14 de novembro de 2011 às 21h37

Alguém ainda tem alguma dúvida de quem foi a idéia de colocar o outdoor na USP chamando o Golpe Militar de Revolução? Fora, Rodas…

Responder

Mauro A. Silva

14 de novembro de 2011 às 21h17

[youtube bxsix8bNfFE http://www.youtube.com/watch?v=bxsix8bNfFE youtube]

Responder

luparime

14 de novembro de 2011 às 21h07

Acho meio improvável uma ditadura declarada nos dias atuais.

Responder

    Scan

    15 de novembro de 2011 às 01h36

    Oba!
    Tu achas? Ah, bom, já me sinto mais tranquilo…

    Rodrigo Falcon

    15 de novembro de 2011 às 06h05

    E quem disse que uma ditadura precisa declarar-se nos dias atuais?
    Cega é a sociedade que permanece impenitente na caverna, se contentando com meras imagens da verdade. Nalgum lugar, nalgum tempo, mais cedo ou mais tarde, a carne putrefata que escondemos debaixo do tapete da história reproduzirá os vermes despóticos que se alimentam da intolerância. Melhor revelar e limpar toda essa sujeira antes que os vermes devorem toda casa.
    Seja bem vindo, passageiro do atulhado expresso caverna…

    Lu_Witovisk

    15 de novembro de 2011 às 11h55

    Menino (te chamo assim pela foto), procure informações sobre a Grecia, a Italia, a atual Libia, Iraque, EUA, os Ocuppy… lá vc verá a ditadura declarada nos dias atuais. Aqui mesmo, no Brasil, vc tem em SP ditadura mais que declarada, no PR também, em MG só se pode contradizer o governo em blogs. No Rio o Cabral é um ditador, vide como se comporta com os bombeiro, os, professores… na UNIR a ditadura tb está a todo vapor neste momento.

    Estamos servindo de laboratorios de ditadura, tb vivemos na ditadura midiatica declaradíssima.

    Mas continua, o importante é vc continuar lendo, se informando e formando alguma opinião. Não pare! cabeça parada mofa. :D

    Hiro

    15 de novembro de 2011 às 12h56

    Já a vivemos, infelizmente, no SP.
    Qual a diferença das imagens de tropas de choque na ditadura de 64 e de agora?
    E da ocupação militar da universidade por razão de "segurança"…?
    Não soa repetitivo?

Lu_Witovisk

14 de novembro de 2011 às 21h07

Esse é o cara que ajudará o Alckmin a "ensinar democracia". Divulgando pra ver se o povo abre o olho.

Responder

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