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Diário da Resistência


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Mário Maestri: Pela volta da Idade Média à USP


08/11/2011 - 15h00

por Mário Maestri, sugestão do professor Caio Toledo

Na Idade Média, era uma enorme conquista quando uma cidade obtinha uma universidade. Comumente, com ela, vinha o direito a uma ampla autonomia quando à autocracia do príncipe. Tratava-se de liberdade considerada indispensável para o novo templo do saber. Devido a isso, o campus universitário medieval possuía sua polícia própria e julgava seus alunos, funcionários, professores.

Aprendi isso, no curso de História da UCL, na Bélgica, onde fui recebido de braços abertos, em 1974, fugido da ditadura brasileira e chilena. No Brasil de então, não tinha nada daquilo. A polícia e o exército entravam, revistavam, espancavam, prendiam, torturavam e, até mesmo, matavam professores, funcionários e sobretudo alunos que não se rendiam ao tacão da ditadura cívico-militar.

Uma aluna sul-rio-grandense, mestranda em História da USP, escreveu-me um longo e-mail, pedindo-me quase desesperada solidariedade para com ela e seus colegas daquela universidade.

A carta da estudante registra a angústia de jovens que se assustam com a regressão dos espaços de liberdade conquistados quando da versão de redemocratização brasileira, onde os criminosos civis e militares de 1964-1985 seguiram em seus postos ou com suas pensões e aposentadorias, homenageados com nomes de praças, avenidas, ruas, ao morrerem.

A aluna relata a degradação das condições de convivência, de trabalho e de estudo naquela instituição, a mais destacada do Brasil.

Lembra que há muito se instauram processos administrativos contra alunos, funcionários e professores, eventuais motivos de demissão e de expulsão, por expressarem em manifestos, panfletos, ocupações, etc. suas idéias contra a política universitária dos governadores de São Paulo e dos dirigentes máximos daquela instituição.

Há cerca de dois meses, lembra a jovem, o senhor reitor lançou pelo retrete a autonomia universitária e escancarou o campus à Polícia Militar, sub a justificativa de reprimir a criminalidade.

Desde então, a Polícia Militar reina no campus – abordando, inquirindo, revistando funcionários, professores e sobretudo alunos. Certamente os principais objetos desses atos de intimidação são os alunos e alunas mais agitados ou de cabelo, roupas, adereços e comportamentos tidos como estranhos!

Conhecemos o resultado da política liberticida do senhor reitor – em 27 de outubro, alunos foram revistados por policiais militares, como sempre, na frente da Biblioteca da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, onde se reúnem, tradicionalmente, os universitários suspeitos de pensarem em demasia!

A revista deu resultado. Três estudantes de Geografia foram encontrados com alguns baseados, motivos de pronta prisão e imediata resposta dos seus colegas, todos pertinentemente surrados, pois universitárias e universitários comumente magricelos, armados com canetas, livros e laptops, pouco podem contra os parrudos PM, com os seus tradicionais instrumento de trabalho – cassetetes, revólveres, escopetas, bombas dissuasivas ...

A resposta previsível dos estudantes foi uma festa para a grande mídia conservadora, sobretudo televisiva. A ocupação do prédio da FFLCH e depois da Reitoria, por estudantes encapuzados – ninguém quer ser objeto de processo e eventual expulsão – foi mostrada como a ação de bárbaros desordeiros no templo do conhecimento!

Isolada, sob o silêncio dos grandes e pequenos partidos, a garotada está sendo obrigada a retroceder. Até segunda-feira, tem que entregar o prédio. Se não, vão conhecer pancadaria grande, prisões e os pertinentes processos. Não conseguem, nem mesmo, apresentar suas mais do que justas reivindicações: fins dos processos contra estudantes e servidores e a interdição do Campus à Polícia Militar.

Por razões óbvias não registro o nome da autora da carta. Com minha total solidariedade ao movimento, faço uma derradeira reflexão. Se, na Idade Média, um senhor reitor atirasse pela janela do seu palácio a valiosa autonomia conquistada pela cidade, chamando a polícia para atuar livremente no campus, certamente seria destituído por seus pares e, possivelmente, mandado para a masmorra da Universidade, para refletir melhor sobre sua vontade de subserviência ao príncipe! Coisas da Idade Média.

Mário Maestri, é doutor em Ciências Históricas pela UCL, Bélgica, e professor do Programa de Pós-Graduação em História da UPF, RS. E-mail: [email protected]

Leia também:

Ricardo Maciel: Abusos da PM nas ruas se reproduzem na USP

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



106 comentários

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Relatório da Secretaria de Direitos Humanos confirma: Reitor da USP votou contra vítimas da ditadura « Mundo de Oz

21 de dezembro de 2011 às 21h44

[…] Mário Maestri: Pela volta da Idade Média à USP […]

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Pela volta da Idade Média à USP – Mário Maestri « Ágora

06 de dezembro de 2011 às 06h15

[…] de Pós-Graduação em História da UPF, RS. E-mail: [email protected] Originalmente publicado no VI O MUNDO, em 8 de novembro de 2011 às 15:00, por sugestão do professor Caio Toledo Share […]

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Pela volta da Idade Média à USP – Mário Maestri « Ágora

06 de dezembro de 2011 às 06h13

[…] publicado no VI O MUNDO, em 8 de novembro de 2011 às 15:00, por sugestão do professor Caio Toledo Share […]

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Homeopatia, USP e a tristeza do mundo(demariarita) | mundodemariarita

10 de novembro de 2011 às 23h29

[…] Mario Maestri […]

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filho

09 de novembro de 2011 às 15h15

Ei , esta matéria é requentada, já foi divulgada em 1982.

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antonio

09 de novembro de 2011 às 15h13

enquanto 90% do efetivo policial de Sampa está na USP hoje, sugiro a ninguém sair para jantar nos restaurantes de SP hoje, pois os bandidos vão fazer a festa mais tarde nos Jardins e arredores.

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José Vitor

09 de novembro de 2011 às 15h01

Quem é o comandante PM do policiamento na USP ? Alguém foi atrás do sujeito, pra ver as ordens que ele deu para seus subordinados, e pra ver as ordens que ele recebeu de seus superiores ?

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Rafael

09 de novembro de 2011 às 11h53

Ver maconheiro, e cocaleiro usar de falsos pretextos para defender a libertinagem descabida dentro de um local de ensino e não de lazer chega a ser um retrato do brasil. eu aposto que ninguem aqui quer ser operado por um médico dependente de drogas, muito menos topar com um chapado no transito, ou ser julgado por um juiz que tem o Anus sob posse do trafico, mas mesmo assim, tem gente que pensa com as visceras, não com o cérebro, querem prazer, não querem compromisso, querem drogas, não querem aula, saiam da USP, vão ocupar as favelas, os quartos dos seus apartamentos de playboy, não uma instituição de ensino, que é tão disputada. saiam e deixem seus lugares para gente série e interessada aprender

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    Bruno

    10 de novembro de 2011 às 10h38

    Agora o termo 'cocalero' utilizado para designar aqueles que plantam coca se tornou sinônimo de dependentes de drogas e assim se criminaliza e desmoraliza uma atividade secular nos nossos países vizinhos.

JOSE MARIO HRP

09 de novembro de 2011 às 10h52

Enquanto na USP naquela madrugada víamos a meganha prender e arrebentar os estudantes corajosos, do outro lado lá na favelinha que fica há anos do lado da USP os malas traficas vendem adoidado, crack , cocaína, extase, e até uns baseadinhos, planejam também uns assaltos nos pontos de onibus próximos e quem sabe se vacilarem sequestro relampago!
E a meganha ou a civil NUNCA entram na favelinha, sabe porque?
Porque?
Porque o pauzinho vai todo mes para o batalhaão e o distrito policial!
Todo mundo ganha e a festa continua.
AH! , " -mas pra variar vamos dar uns estarros na molecada na USP pra flexionar os musculos e humilhar esses comunistas!"!
Meu São Paulo, quanta vergonha!

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Adilla

09 de novembro de 2011 às 09h33

Posso até enteder que no começo a causa deles era nobre, mas do jeito que eles reivindicaram perderam totalmente a moral.

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Bonifa

09 de novembro de 2011 às 09h21

A USP já foi uuma grande universidade, antes dos governos tucanos. Hoje, a maioria dos estudantes da USP não sabe sequer o que é autonomia universitária, o seu significado. Não espanta que eles não entendam porque a segurança da Universidade deva ser diferente da segurança da cidade como um todo. Alkmim, desinformado, falou que a USP é a maior universidade da América Latina, mas não é. Seguramente, é a Universidade do México, com mais de 100 pontos acima da USP. E uma melhor avaliação verá que há universidades melhores no Chile, na Argentina e no Perú. E em breve, sem qualquer exagero, até no Nordeste do Brasil haverá universidades melhores que a USP.

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    Bruno

    10 de novembro de 2011 às 10h45

    Apesar de detestar os tucanos tanto quanto vc, a posição da USP em diversos rankings é superior a da UNAM. Há alguns anos foi divulgado que a USP, inclusive, é a maior universidade Iberoamericana. Mas, concordo contigo qdo. se refere ao esforço de anos e anos pela desinformação, sucateamento e subserviência da universidade ao tal 'mercado'.

    Bonifa

    10 de novembro de 2011 às 17h49

    A USP foi uma resposta dos barões paulistas destronados por Getúlio à derrota na tentativa de recuperação do poder através da auto-mal-denominada Revolução Constitucionalista de 1932. Perdendo o tesouro nacional, resolveram fundar uma excelente universidade para os filhos da elite paulista com o recurso do tesouro estadual de São Paulo, que ainda dominavam. Não economizaram. A idéia era construir em São Paulo um santuário de conhecimento que empalidecesse o resto ignorante do país. O problema inesperado aconteceu nos departamentos de ciências humanas e sociais. Vieram grabdes sociólogos e pensadores europeus que não só iniciaram estudos profundos sobre o país como também fizeram escola e deixaram sementes, quando partiram. E para completo espanto, o grande estudioso que continuou brilhantemente o legado recebido não foi um filho da elite. Florestan Fernandes era filho de uma humilde lavadeira. Desde então, a bauxa classe média tem ampliado sua presença na USP, causando o desinteresse das elites, que se reflete no desinteresse dos governos paulistas, expressões quase exclusiva dos interesses das elites paulistas. Creio que o grande momento da USP aconteceu nos anos 70, apesar de figuras pequenas como Fernando Henrique Cardoso começarem por aí a tentar dominar a cena intelctual da universidade. Pela elite e pelos governos, a USP já teria sido privatizada. E com o desinteresse (quase desprezo, quase raiva) cavando a decadência, não nos iludimos quanto a seu futuro. Quanto à alienação dos estudantes que não sabem a importância da autonomia universitária, é fenômeno universal que atinge os universitários de países com longos governos neoliberais. Impressiona os estudos realizados em Paris, onde estudantes de História desenham a Faixa de Gaza com um território bem maior que Israel e afirmam que seus habitantes são todos terroristas. Não há grande universidade sem permanente e renovado entusiasmo. E bem possível que este entusiasmo prospere no Nordeste, porque não? Deixando a USP para trás.

Wilson Nascimento

09 de novembro de 2011 às 01h08

Estarrecedor!
A" poderosa" policia do governador Alckmin,na calada da madrugada,de maneira tosca e covarde, baixou cacete nos estudantes da USP.
Mas,todavia,porem, contudo, sob a luz do sol a PM de São Paulo se acovarda e baixa as calças para do PCC.
Governador " policia para que precisa de policia"
Fala sério…..

Responder

FrancoAtirador

09 de novembro de 2011 às 00h59

.
.
Idade Média, em São Paulo, é avanço.

Vocês não ouviram o governador do PSDB

pronunciar,por inteiro, aquela famosa frase.

Cortaram o microfone dele antes do fim.

O que ele disse, integralmente, foi o seguinte:

"NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA LEI DE TALIÃO"

Isso remonta ao tempo dos sumérios, na Antiguidade.
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Responder

Marcelo Alves

09 de novembro de 2011 às 00h42

Cara,

eu não sei por que aluno acha que tem o direito de "errar", vulgo fazer merda. Sério, alguém tem? Se você faz alguma coisa "errada" (por exemplo, fumando maconha) no seu trabalho, qual é o seu prêmio? Demissão. Agora, se um funcionário público faz alguma coisa errada, o que acontece com ele? Processo administrativo, essa é a forma do governo de demitir uma célula imprestável, prejudicial. Ou nós vamos fingir que os funcionários são bonzinhos e que não têm más intenções, nem os professores, e que na universidade, esse grande espaço de saber, só atuam entes perfeitos?

Eu não entendo por que os estudantes protestaram quanto à prisão dos outros com alguns "becks" (não foi divulgada a quantidade, mas se foram presos pode saber que não era pouco). Não sabiam que era errado quando começaram a usar? Sinceramente, ouvi dizendo aí em cima: Qual estudante que nunca fumou um beck, nunca cheirou pó, nunca fumou uma pedra, tomou uma "balinha". Qual é mermão, balinha? Pó, crack? Isso era pra ser uma coisa normal? Um item indispensável para um estudante? Sério, me pergunto quem aceitaria ser operado por um médico sobre o efeito de uma balinha, ou uma pedrinha (ou então eu não entendi o sarcasmo do comentário).

Eu não acho, devido a motivos de controle do desenvolvimento científico, e a obediência a interesses políticos, que a polícia militar, braço fundamental da coerção pela força, deveria freqüentar o campus universitário. Sim, acho que deveria existir uma segurança própria. Mas não acho que essa segurança deveria ser conivente com as asneiras que os estudantes fazem como se fossem normais. Trotes, drogas, "festas", vandalismo, turmas… esse é o meio mais medieval possível para extravasar, e sinceramente, os maiores praticantes desses são os piores estudantes. O que eles querem é um lugar com leis diferenciadas, onde os estudantes podem tudo.

Sinceramente, uma pessoa morta e outra estuprada (estudo na unb e isso acontece constantemente, e ainda esqueci de contar alguns assaltos) não são uma causa válida? Era só tempo de eles perceberem que não tem policiamento dentro dos campus e que a maioria dos estudantes são playboys de classe alta chapadinhos voltando para casa (e não me venham me dizer que não são). Ou seja, enquanto não existe a possibilidade de uma segurança própria, prefiro a pm. Primeiro que nunca vi pm nenhum entrando em sala de aula impedindo você de ter aula de um determinado professor. Nunca vi pm batendo em estudante lendo, estudante na biblioteca, estudante trabalhando no laptop. Pelo contrário, já precisei e recebi ajuda, e mais, todas as vezes que levei um bacu realmente tava no lugar errado na hora errada. Quanto aos esteriótipos, se os próprios estudantes os vestem, como a polícia que precisa deles para o seu trabalho, não os usaria?

Agora, uma coisa é certa, é impressionante como a polícia quer coibir qualquer ação estudantil. Cavalaria, tropa de choque, 500 policiais para 70 estudantes… Nós já vivemos numa ditadura, a diferença é que ela é respaldada pelas classes. Para você descobrir, basta você ir contra alguma decisão do governo…

Responder

Paulo

09 de novembro de 2011 às 00h35

Cena YouTube da Polícia de Choque no Crusp: &lt ;http://www.youtube.com/watch?v=LSwrqEiVOv4>.

Responder

beattrice

09 de novembro de 2011 às 00h09

Uma pergunta não quer calar:
CADE O PT-SP?
CADE representantes da OAB?
CADE quem reconhece até por ofício de cargo que o que ocorre é uma transgressão descarada do EDD e nãof az absolutamente nada?
Que tal uma manifestação do MINISTRO da JUSTIÇA?
É um silêncio retumbante né não?

Responder

    FrancoAtirador

    09 de novembro de 2011 às 02h58

    .
    .
    Como diria Manuel Bandeira:

    "Estão todos dormindo
    Estão todos deitados
    Dormindo
    Profundamente"
    .
    .
    E O BERNARDO HIBERNANDO.
    .
    .

Paulo

08 de novembro de 2011 às 23h42

Colo aqui um comentário que fiz em outro post deste blog, pedindo para que [divulguem]. Mais do que colocar pontos positivos e negativos ao comentário, o que importa é o que você fará com a informação.

Que tal sair do "arco reflexo", a resposta condicionada ao post (desculpem, mas não estou em condições…) e fazer alguma coisa útil?

Amanhã, 9/11, às 19h, haverá um encontro promovido pela Reitoria. Chama-se "Encontro de Gerações". O encontro é uma espécie de grande confraternização entre docentes – e onde estará o seu Rodas – na Sala São Paulo, na Pça. Julio Prestes, Centro de São Paulo. Parece que haverá uma espécie de coquetel com belisques diversos (olha o dinheiro público jogado fora) e apresentação de música clássica. A informação é quente.

Aos CAs, DCEs (se houver algum em solidariedade aos alunos da USP), partidos políticos, grupos diversos: é preciso deixar de lado algumas diferenças e se unir em torno daquilo que é fundamental, a autonomia universitária, cuja perspectiva está além da questão da polícia no campus ("além", pois a autonomia pressupõe gerir a própria segurança). É simples: desça na estação Luz do Metrô (linhas azul e amarela do metrô, moleza) e vá à pé, é pertinho. Ligue para o seu amigo, para o Centro Acadêmico, divulgue em sua Unidade, use o e-mail, Twitter. Não se tranque na universidade, ganhe a rua…

Responder

ZePovinho

08 de novembro de 2011 às 22h13

Paulistas e pulistanos: VOTEM NO PSDB!!!!!!!!!!!!!!!O Brasil agradece.

Responder

José do ceará

08 de novembro de 2011 às 22h02

Azenha,Dentre os temas discutidos pelos tucanos ,ontem, no Instituto Teontonio vilela,está a Reforma da Previdencia. Nas propostas tucanas, está além da retirada dos direitos previdenciários dos trabalhadores que os tucanos sonham em fazer,há um item que gostaria de chamar a atençao de todos: A PENSÃO POR MORTE. Os tucanos preconizam que a pensão por morte seja TEMPORÁRIA, ou seja, paga só por algum tempo e depois suspensa. Imagina uma familia de um profissional liberal assassinado e depois de algum tempo, esta familia além de perder seu ente querido e provedor ,vai ser lançada na miséria literalmente. Mais NEOLIBERAL do que isso é impossível.. Para os tucanos ,a Grécia não existe…

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    beattrice

    09 de novembro de 2011 às 00h04

    E o lema do FHC?
    Não não o da maconha, o outro lema… YES, WE CARE>
    É um Jênio!

Marcius Cortez

08 de novembro de 2011 às 21h03

Estranho a polícia não ter levado testemunhas para documentar o levantamento dos danos causados ao prédio da Reitoria e a tão comentada presença de "coquetéis molotov". Não há prova confiável quanto a isso. Portanto, é a palavra da Repressão contra a palavra dos acusados. O Governador tem razão. A Polícia precisa tomar aula de democracia. Se o meu testemunho valer alguma coisa, quero dizer que estive domingo no Prédio da Reitoria e conversei com os estudantes. A idéia era permanecer no prédio e se entregar pacificamente.

Responder

José Honorato

08 de novembro de 2011 às 20h50

Passada a ocupação, fica a certeza de que o Brasil (e o mundo?) anda pra trás. Basta olhar o teor dos comentários postados pela internet a fora. Nem mesmo em um blog como este, minimamente esclarecido, há uma maioria de comentários minimamente sensatos. A conclusão inescapável: a maioria (também a maioria dos estudantes da USP, e talvez até a maioria dos da FFLCH) quer a PM instalada dentro das universidades a caçar maconheiros (e demais "meliantes"!…). Trata-se de uma marca típica dos tempos da hegemonia capitalista: é democraticamte que se adotam medidas ditatoriais. Essa é a definição de fascismo… Pra frente, Brasil!!!

Responder

GilTeixeira

08 de novembro de 2011 às 20h31

De Marrcelo Rubens Paiva
http://blogs.estadao.com.br/marcelo-rubens-paiva/

posse de maconha não é crime

Num estado autoritário, o grupo que toma o poder considera seus opositores inimigos.

A matemática é simples: utiliza todos os meios de repressão para manter a ordem interna. A polícia passa a agir não a favor do cidadão, mas contra.

Durante a ditadura brasileira, a ausência da PM nos campi universitários foi a munição que precisávamos para acabar com ela. Neles, iniciamos os movimentos pela Anistia e Liberdades Democráticas.

As primeiras passeatas e manifestações saíram dos campi. A sociedade civil, inclusive a Igreja, rompeu com o regime depois do movimento estudantil reorganizado.

Num estado democrático, deveríamos dar boas-vindas à presença da PM na USP, para combater a epidêmica violência urbana e dar segurança aos alunos.

No entanto, herança de tempos atrás, as rondas passaram a dar batidas em estudantes a procura de entorpecentes. E flagrou três deles com maconha. A prisão causou protestos, quebra-quebra e a ocupação de prédios da administração.

Não é de hoje que a polícia passa muito tempo revistando a juventude em busca de uma ponta de maconha, para um achaque. A prática existe desde que sou jovem.

Nas ruas e estradas.

Nos postos policiais rodoviários, em que dão uma geral em nossos carros, enquanto passam carros e cargas roubadas, armas e contrabando.

Quem já não foi parado nos postos de Paraty e Penedo e não levou uma geral?

No Rio, basta ver uma placa de São Paulo que a PM faz uma revista dura. E se acha algo, extorsão na certa. A sociedade brasileira quer que parte da força policial continue “perdendo tempo” com usuários comuns?

Os três estudantes da USP foram levados para a delegacia e liberados horas depois.

Alguns defenderam a ação da polícia.

Afinal, fumar maconha é crime, e uspianos não deveriam se sentir acima da lei.

Errado.

A Lei 11.343/06, que entrou em vigor em 2006, revogou a n° 6.368/76 e instituiu novas normas reguladoras quanto à posse de tóxicos (artigo 28).

O crime de porte de substância entorpecente para uso próprio não impõe mais pena de detenção ou reclusão. As sanções previstas são de cunho sócio educativo, como prestação de serviços e admoestação verbal.

Se o artigo 28 não prevê pena de detenção ou reclusão, está descriminalizada a conduta do porte de entorpecentes para uso próprio.

O jurista Luiz Flávio Gomes escreveu: “Se legalmente, no Brasil, crime é a infração penal punida com reclusão ou detenção, não há dúvida que a posse de droga para consumo pessoal com a nova lei deixou de ser crime, porque as sanções impostas para essa conduta, advertência, prestação de serviços à comunidade e comparecimento a programas educativos, não conduzem a nenhum tipo de prisão. Aliás, justamente por isso, tampouco essa conduta passou a ser contravenção penal, que se caracteriza pela imposição de prisão simples ou multa.”

“Em outras palavras: a nova lei de tóxicos, no art. 28, descriminalizou a conduta da posse de droga para consumo pessoal. Retirou-lhe a etiqueta de infração penal, porque de modo algum permite a pena de prisão. E sem pena de prisão não se pode admitir a existência de infração penal no nosso país”, completou.

Sua tese está disponível no site http://www.jusnavegandi.com.br.

Não é melhor avisar a PM? Não prestaria um serviço melhor se estivesse atrás dos verdadeiros criminosos?

Responder

    Aline C Pavia

    08 de novembro de 2011 às 23h21

    Irretocável.

FrancoAtirador

08 de novembro de 2011 às 20h17

Movimento estudantil organiza reação à ação policial na USP

Após ação que envolveu cerca de 400 policiais, 50 viaturas e terminou com 73 estudantes detidos, movimento estudantil volta a se unir em manifestação em defesa da autonomia universitária.
A reintegração de posse pela polícia reforça justamente o principal motivo de indignação dos estudantes:
a presença da Polícia Militar no campus.
O conteúdo do contrato da reitoria com a OM permite a atuação livre “nos termos constitucionais e legais” de uma das polícias mais violentas do mundo.

Reportagem de Fábio Nassif para a Carta Maior

Independente das polêmicas, o movimento estudantil como um todo defende o fim do convênio da USP com a PM e a SSP segundo o diretor do Diretório Central dos Estudantes (DCE), João Victor Pavesi. Ele afirma que “os estudantes seguem com unidade para defender a autonomia da universidade, contra a presença da PM no campus”.

João Victor acredita que além da crítica à polícia militar, a comunidade pode provar que tem condições de apresentar por si mesma uma proposta de segurança para o local. Em nota, o DCE propõe a “melhoria da iluminação, aumento do número de ônibus, itinerários e circulares, guarda universitária constituída por funcionários de carreira, de caráter preventivo e com formação compatível com direitos humanos, criação de um efetivo feminino de guardas, capacitadas para o atendimento de vítimas de assédio sexual e estupro”.

O diretor da entidade lembra que o atual convênio foi firmado diante da repercussão do assassinato do estudante Felipe Ramos Paiva após reação a um assalto. A PM estava no campus no momento da morte.

O reitor
João Grandino Rodas ficou marcado por ter sido escolhido o segundo reitor da USP que não obteve a maioria dos votos. Com um sistema que não permite participação estudantil na escolha dos gestores, a universidade assistiu a indicação do governador da época, José Serra (PSDB), para que Rodas assumisse o cargo.

Se a indicação do nome do reitor já causou polêmica e foi considerada pelo movimento estudantil como uma intervenção, Rodas tem outra passagem que marcou sua atuação na universidade. No dia 22 de setembro de 2007, o então diretor da Faculdade de Direito, autorizou a entrada da Tropa de Choque para retirar movimentos sociais que faziam uma ocupação do local. A manifestação era pacífica e tinha prazo de 24 horas, pois marcava uma jornada em defesa da educação.

A parceria de Rodas com Serra iniciou um novo período, já que a polícia não invadia o local desde a ditadura militar. A intervenção policial também ocorreu na PUC-SP naquele ano, pois os estudantes de lá também correspondiam a uma onda de ocupações que atingiu mais de 17 universidades do país.

Um outro personagem esteve presente nos casos citados. Na reintegração de posse de 2007, enquanto os soldados apontavam armas de fogo aos militantes localizados na sala do Estudante na Faculdade de Direito da USP, o comandante Álvaro Camilo dirigia a operação.
Sem nenhuma abertura ao diálogo com os manifestantes, ele foi responsável por colocar em prática o desejo de Serra e Rodas ao retirar e deter os manifestantes.
E foi agraciado em 2011, pelo também tucano Geraldo Alckmin, atual governador.
Hoje o comandante é Secretário de Segurança de São Paulo, e volta a atuar com Rodas e um governador tucano contra o movimento estudantil.

Íntegra em:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

Responder

    beattrice

    09 de novembro de 2011 às 00h05

    Vai ter greve, a asembléia decretou
    vamo lá Azenha, cobertura da greve?

    FrancoAtirador

    09 de novembro de 2011 às 02h51

    .
    .
    GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO.
    .
    .

    Jason_Kay

    09 de novembro de 2011 às 00h18

    Que "movimento estudantil"?

    Esse pessoal aí que não representa nem 1% dos estudantes da USP?

    FrancoAtirador

    09 de novembro de 2011 às 02h51

    .
    .
    Descobri que teu apelido é "Jay".
    .
    .
    Dicionário Michaelis

    jay
    n 1 Zool. gaio (Garrulus glandarius). 2 Fig. tagarela, falador importuno. 3 Gír. pessoa inexperiente, jeca, simplório. 4 Gír. maconha, cigarro de maconha.
    .
    .

    Bruno

    10 de novembro de 2011 às 10h46

    Nem o reitor.

francisco p. neto

08 de novembro de 2011 às 19h59

Muitos, e bota muito nisso dos que estão fazendo esse movimento votaram no senhor Alckmin.
Agora não adiata chorar.
Elegeram o representante mor da opus dei no Brasil

Responder

    Aline C Pavia

    08 de novembro de 2011 às 23h23

    Aquele que lambeu o saco do Marcola em Presidente Bernardes em 2006.
    Até parece que Alckmin, Kassab, Serra e a PM estão muitíssimo preocupados com porte de entorpecente.

Jorsom

08 de novembro de 2011 às 19h33

Aqui no Ceará a Polícia do governo PT/PSB/PCdoB desceu o porrete nos professores que acampavam na Assembléia
Legislativa ferindo vários deles gravemente.Eu não vi nenhum blogueiro comentar o assunto, dizendo que isto era retrocesso ou uma volta a idade média.

Responder

    Carolina Macedo

    08 de novembro de 2011 às 22h12

    Claro que não, mas para defender os infratores/consumidores de maconha, rapidamente uma legião se rebela contra o sistema, acampa dias a fio em frente à reitoria (provavelmente perdendo aulas e desperdiçando o dinheiro público), destroi o patrimônio da universidade etc. Muito politizados, me parece. Engraçado que os estudantes dessa mesma universidade, em sua luta pela liberdade, sequer notaram a placa sobre o Monumento em Homenagem aos Mortos e Cassados na "Revolução" de 1964.

    Conceição Lemes

    08 de novembro de 2011 às 22h30

    Carolina, foram os alunos da FFCLH que denunciaram a placa. Foram também eles que depois fizeram no local uma manifestação contra os dizeres da placa. abs

    Carolina Macedo

    08 de novembro de 2011 às 22h57

    Quantos dias depois, mesmo?

    JOSE MARIO HRP

    09 de novembro de 2011 às 08h35

    Pois é , mas eu vi o massacre e aqui em Mogi das Cruzes, cidade onde moro também ficamos estupefatos, não importa ser do PT, tem que ser punido e criticado!

Ramalho

08 de novembro de 2011 às 19h28

Parodiando a história do México, pobre paulista, tão longe de Deus, e tão perto de Alkmin e Serra.

Responder

    José Vitor

    08 de novembro de 2011 às 23h50

    Pobre ? Usaria outro adjetivo, mas deixa prá lá. :)

    Afinal, elegeram o Serra e o Alckmin. E não só isso: provavelmente a maioria dos paulistas deve estar apoiando a ocupação da USP pela PM.

Polengo

08 de novembro de 2011 às 18h47

"Vamos entrar na USP e mostrar que somos os gostosos, assim no ano que vem, que é eleição, não vem nenhum desses vagabundos manifestar contra o governo nas ruas pra gente ganhar de novo em sp e continuar cobrando pedágio, privatizando tudo."

Ass. Governador de SP.
Com o auxílio do amigo reitor da usp.

Responder

will

08 de novembro de 2011 às 18h36

Gostaria de parabenizar os valentes e as valentes estudantes, que honraram o espírito juvenil e defenderam o movimento estudantil ! Perderam a batalha, mas não a guerra. A caravana segue.

Responder

    will

    08 de novembro de 2011 às 19h41

    vou te alimentar troll.
    antes, terei que corrigi-lo.
    a usp tem 50 mil estudantes somente na cidade universitária. a decisão destes estudantes é referente a ocupação.
    se for o "fora pm" , como sugerido, e recusado pela reitoria, o número de estudantes na ocupação seria apenas a ponta do iceberg.

cronopio

08 de novembro de 2011 às 18h21

"Recentemente, a Congregação da Faculdade de Direito da USP declarou o reitor João Grandino Rodas “persona non grata”.
Reconhecer os problemas da gestão Rodas é, sem dúvida, um passo importante.
É fundamental, todavia, entendermos que o reitor que está sob investigação do Ministério Público encontrou na estrutura da própria universidade as possibilidades para assim atuar.
Mais do que uma “persona non grata”, há na USP toda uma “estrutura non grata”.
E no caso da Cidade Universitária, além da estrutura decisória, também a estrutura física precisa ser rearquitetada."

link: http://blogdojuca.uol.com.br/

Responder

Tássio

08 de novembro de 2011 às 18h18

É um alento ler um artigo ponderado pelo bom senso e livre das insolências observadas na mídia de ampla abrangência.

Responder

joão33

08 de novembro de 2011 às 18h11

acho que não devem pagar fiança , agora era a hora de sindicatos , une , a usp , professores funcionarios terminarem o que os alunos começaram , todos irem em frente a delegacia pedir a soltura dos alunos e a renuncia do reitor que todos sabem que é flor que não se cheira , e uma boa auditoria nos atos deste reitor e sua turma ,por que do grupo do reitor com certeza encontraram motivos de sobra para sim ser indiciado .

Responder

    Ramalho

    08 de novembro de 2011 às 19h26

    É por aí.

Gustavo Pamplona

08 de novembro de 2011 às 18h07

Não estou nem aí para isto… só faço uma pergunta:

Quanto tempo dura o cargo do Ministro Carlos Lupi agora? hahahahhahaa

Responder

    cronopio

    09 de novembro de 2011 às 10h24

    Esse aí é baixo nível…

Roberto Locatelli

08 de novembro de 2011 às 17h53

Em 2014, poderemos ter a volta da Idade Média no Brasil…

Responder

    Daniel

    08 de novembro de 2011 às 20h30

    Para chegarmos à Idade Média faltam uns mil anos. Em 2014 talvez consigamos chegar ao Neolítco.

    Daniel

    09 de novembro de 2011 às 13h47

    Me positivaram. Devo ter escrito besteira.

    Tobias Reis O. LLory

    09 de novembro de 2011 às 21h50

    eles simplesmente não entenderam…

    rsrsrs

Polengo

08 de novembro de 2011 às 17h51

Nos jornalzinhos, a polícia sempre tá certa.

Responder

    Fabio_Passos

    08 de novembro de 2011 às 19h50

    Exato.
    É aí que a mídia-corrupta mostra que morre de saudades da ditadura.

    rede globo, veja, estadão, fsp = filhotes da ditadura!

Alexandre Felix

08 de novembro de 2011 às 17h40

Como paulista tenho que admitir, com o coração cheio de tristeza: São Paulo, hoje, é o principal núcleo reacionário do Brasil. Como escreveu Edgard Scandurra – "Pobre paulista…" Pior é ver a reação da sociedade sobre o ocorrido. Acho estranho ver tantos arautos da moral com dedo erguido, os mesmos dedos que já vi segurando um baseado. Quero ver o governador falar que o PCC precisa de aula de democracia . . . esse sim é um problema de segurança pública…

Responder

Molina

08 de novembro de 2011 às 17h16

Mario Maestri é um historiador de alto nível, porém deveria se informar melhor dos acontecimentos no campus da USP. O que aconteceu foi um desperdício de energia que poderia ser direcionada para causas mais relevantes do que a particularidade de alguns (consumir maconha impunemente). E ainda acaba por trazer uma imagem negativa para a FFLCH, como se todos fossem radicais festivos que só estão interessados em consumir um baseado tranquilamente…

Responder

    cronopio

    08 de novembro de 2011 às 18h18

    Caro, Molina, a maconha nem mesmo é pauta nas reivindicações, leia o texto do Pablo Ortellado para maiores informações. Grato.

Antonio Edemberg

08 de novembro de 2011 às 17h05

Li vários comentários e em diferentes blogs, coisas do tipo:

Por que não protestam por algo útil que beneficie a população?
São baderneiros, maconheiros, e blá blá blá…

Quando fomos para as ruas protestar contra o aumento abusivo das passagens de ônibus, sabe o que nos aconteceu?
Tomamos porrada, cacetada, bala de borracha, gás de pimenta, gás lacrimogêneo, todo mundo apanhou, até vereador apanhou.
Aqui em São Paulo o que manda é o fascismo, não tem conversa.
Hoje o que vimos na USP foi um completo absurdo, uma verdadeira amostra de intolerância e abuso de poder, de força.
400 policiais, entre eles a Tropa de Choque e Cavalaria, 50 viaturas, apoio de dois helicópteros, para retirar 73 alunos da reitoria, foi um absurdo.

Responder

leandro

08 de novembro de 2011 às 17h03

Aos meu amigos ultrarrevolucionários da USP: se quiserem um lugar sem policiamento podem vir aqui no Jd Marilu na zona leste …

Responder

    Fabio SP

    08 de novembro de 2011 às 17h49

    Devia levar a Fefeleche prá lá…só ela! Pronto. Tava resolvida a questão. Os outros 99.000 estudantes agradeceriam.

    ramos_toledo

    08 de novembro de 2011 às 21h14

    O problema é que se retirar a FFLCH, meu caro, sua maraviosa USP vai pra baixo de 500º lugar nos rankings internacionais. Aí eu queria ver toda essa soberba de "Estudante da USP".

    cronopio

    09 de novembro de 2011 às 10h22

    Pois é, mas quem tem seis entre os melhores cursos da USP? Quer que eu soletre para você?

leandro

08 de novembro de 2011 às 16h53

Depredação de patrimonio pago com dinheiro de nossos impostos. Pobre não estuda na usp, quando consegue entrar, não consegue se manter porque tem que trabalhar e o tempo não permite. Que contra partida social esses caras dão para o país que paga o estudo deles? Eles vão trabalhar em bairros nobres ou arranjar emprego numa multi no exterior e o dinheiro que gastamos com eles nunca retorna. Só querem o bonus nunca o onus. Filhinhos de papai, era só falar que iam cortar a mesada que eles desocupavam rápido.

Responder

    Aline C Pavia

    08 de novembro de 2011 às 23h27

    Acorde filho. Em Itaquera 6 horas de busão tem aluno da USP.
    SP é bem maior que Butantã, Vila Madalena e Praça Panamericana.

    beattrice

    08 de novembro de 2011 às 23h59

    Quem documentou e testemunhou a depredação?
    As portas arrebentadas da PM favor colocar na conta do des-governador e do RODAS.
    Feitos um para o outro.

    cronopio

    09 de novembro de 2011 às 10h15

    Acho que aquele tapete de 32 mil reais que o Rodas adquiriu dá e sobra para pagar os móveis que a PM quebrou.

    Bruno

    10 de novembro de 2011 às 10h43

    Não fale besteira. Eu não tenho dinheiro, estudei e continuo estudando lá. Tenho diversos amigos que são tem a mesma condição.

leandro

08 de novembro de 2011 às 16h47

"Polícia recua e reduz valor da fiança de estudantes da USP para R$ 545"
desconto de 50%, sabia que estudante pagava meia entrada, mas, meia saída é novidade.

Responder

Pedro

08 de novembro de 2011 às 16h26

Não houve violência policial alguma, houve violência por partes do estudantes(?) contra jornalistas que cobriam o ocorrido. A PM usou os instrumentos democráticos e tudo terminou sem grandes problemas.

Responder

    Aline C Pavia

    08 de novembro de 2011 às 23h27

    Vc acredita mesmo nisso ou é um papagaio amestrado na gaiola?

    Alexandre Felix

    09 de novembro de 2011 às 12h46

    Mais um "FAZMERIR" por aqui…EUNAOSABIA tá fazendo escola…

    Pedro

    09 de novembro de 2011 às 13h57

    Argumentar não é o seu forte…

    Pedro

    09 de novembro de 2011 às 14h44

    Argumento, rpz!

    beattrice

    08 de novembro de 2011 às 23h58

    Instrumento democrático é escopeta 12 engatilhada na cara de estudante desarmado???
    Sei.

Konrad

08 de novembro de 2011 às 16h19

>Há cerca de dois meses, lembra a jovem, o senhor reitor lançou pelo retrete a autonomia universitária e escancarou o campus à Polícia Militar, sub a justificativa de reprimir a criminalidade.

Certo, um cadáver, uma vítima fatal de assalto dentro do campus não é justificativa. As maldades do reitor é que são a causa.

>Desde então, a Polícia Militar reina no campus – abordando, inquirindo, revistando funcionários, professores e sobretudo alunos. Certamente os principais objetos desses atos de intimidação são os alunos e alunas mais agitados ou de cabelo, roupas, adereços e comportamentos tidos como estranhos!

É o que a PM faz. Policiamento ostensivo.

>Conhecemos o resultado da política liberticida do senhor reitor – em 27 de outubro, alunos foram revistados por policiais militares, como sempre, na frente da Biblioteca da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, onde se reúnem, tradicionalmente, os universitários suspeitos de pensarem em demasia!

E a PM lá está preocupada com o discurso retardado de alunos de humanas? Ou se eles se sequer pensam?

>A resposta previsível dos estudantes foi uma festa para a grande mídia conservadora, sobretudo televisiva. A ocupação do prédio da FFLCH e depois da Reitoria, por estudantes encapuzados – ninguém quer ser objeto de processo e eventual expulsão – foi mostrada como a ação de bárbaros desordeiros no templo do conhecimento!

É isso, até os "estudantes" reconhecem que as ações deles causam sanções. Sabem que estão violando a lei e temem as consequências.

>Isolada, sob o silêncio dos grandes e pequenos partidos, a garotada está sendo obrigada a retroceder. Até segunda-feira, tem que entregar o prédio. Se não, vão conhecer pancadaria grande, prisões e os pertinentes processos. Não conseguem, nem mesmo, apresentar suas mais do que justas reivindicações: fins dos processos contra estudantes e servidores e a interdição do Campus à Polícia Militar.

Garotada. Marmanjos com mais de 20 anos, e uma porrada de pelegos de sindicato e "estudantes profissionais" aka vagabundos. Essa é boa. Garotada.

É isso ai. Tem uma coisa chamada lei, e outra monopólio do uso da força. Você viola a lei e desobedeçe o Estado, ele usa a força para você entrar na linha.

Responder

trombeta

08 de novembro de 2011 às 16h10

Típica solução tucana: violência policial.

Típica manchete do PIG: retiraram os baderneiros.

Típico comentário de um moderninho reaça: eles mereceram.

Responder

Paulo P.

08 de novembro de 2011 às 16h05

Vivi todo esse horror na UFRJ. Há 40 anos.

Responder

Aline C Pavia

08 de novembro de 2011 às 15h54

Falei em Idade Média aqui hoje cedo, no post sobre o câncer de Lula, ainda.

Tristes tempos em que vemos tropa de choque e cavalaria contra estudantes.

Todo mundo que já cursou faculdade sabe, universitário fuma, bebe, puxa um beck, uma balinha, um eppendorfzinho de pó, uma pedrinha. Tem lá nas festas, nos estacionamentos, nos cantos escuros, daquela turminha "barra-pesada". Livre-arbítrio. A gente vai na faculdade pra estudar e ter diploma, alguns seguem carreira acadêmica, outros vão pra iniciação, outros vão trabalhar, e uns poucos são jubilados ou trancam ou desistem.

Responder

    Aline C Pavia

    08 de novembro de 2011 às 15h54

    Tenho hoje amigos cujo passado seria uma extensa ficha corrida por porte de entorpecente, e estão aí, trabalhando, se dando bem, tocando a vida.
    Um colega – primeiro da turma do meu colégio técnico de química – não passou nos vestibulares da USP, UNESP e UNICAMP, e sem estágio e sem namorada, se suicidou aos 18 anos. Não me recordo de ter visto esse colega nenhuma vez tomando um porre de "capeta" em festa junina.

    Enquanto isso mais de 2000 pessoas seguem lá na Cracolândia se entupindo de crack todos os dias e a PM não manda tropa de choque nem cavalaria lá. Então o problema não são as drogas, óbvio.

    Agora, quem diria, os alunos da USP são os vagabundos, vilões, culpados de toda a criminalidade que assola o campus. Os maconheiros baderneiros tinham mesmo que sair debaixo de porrada, não é mesmo?

    Que ano é hoje gente? Dá uma canseira, meu Deus do céu.

    Carolina Macedo

    08 de novembro de 2011 às 22h24

    A questão é justamente essa: na cracolândia provavelmente os usuários não tiveram estrutura familiar, não tiveram acesso à escolarização, não tiveram o privilégio de conseguir entrar na maior, mais rica e renomada universidade do país e receber o investimento do Estado para se tornarem brilhantes profissionais… Enfim, se os estudantes tiveram tudo isso e ainda assim preferem " fumar, beber, puxar um beck, uma balinha, um eppendorfzinho de pó, uma pedrinha", isso os qualifica como vagabundos. Deveriam estar aproveitando melhor o investimento e pensando em uma forma de fornecer a contrapartida social, que obviamente tem de ser o contrário de sustentar e contribuir para o tráfico. Tremendo desperdício de investimento…

    luiz pinheiro

    09 de novembro de 2011 às 00h25

    Resumindo a visão de mundo do bruno e da carolina: os usuários de crack, esses miseráveis, estão perdidos mesmo, sem saída, sem poder de escolha, não há porque importar-se com eles. Já o privilegiado estudante que consome alguma droga é culpado de desperdiçar o esforço da família e o dinheiro público. Tem mais que ser preso, levar porrada. Assim a gloriosa PM ajudaria a evitar o aparecimento deoutros inúteis como Vinicius de Morais, Tom Jobim, Gilberto Gil e tantos anônimos perigosos por aí.
    Enquanto isso, o nosso mestre querido FHC continuaria seu acadêmico blá-blá-blá pela liberação da maconha…

    Carolina Macedo

    09 de novembro de 2011 às 16h06

    Sério que você entendeu isso? Como conseguiu passar no vestibular?
    Um estudante de uma universidade pública, por ter usufruído de um benefício que infelizmente não é concedido a todos (mesmo sendo custeado por toda a sociedade), tem a obrigação de retornar o investimento de uma forma que seja benéfica para todos. É se tornando um bom médico, um bom assistente social, um bom professor, um bom político e até mesmo um bom empresário (com "bom" quero dizer ético e humano) – desde que não cobre fortunas para prestar os seus serviços, é claro – , é que um estudante vai poder contribuir para que os usuários da Cracolândia possam ter alguma perspectiva. É assim que você pode demonstrar que se importa com ele – e não sustentando o traficante que os alicia desde crianças. Um estudante de uma universidade pública usar drogas é um verdadeiro desserviço social. É justamente tudo o que não se espera dele. É vergonhoso.
    Quantos aos ilustres que você citou, arrisco dizer que os pais deles não eram usuários de drogas.

    bruno alves

    08 de novembro de 2011 às 23h06

    Na cracolândia as pessoas não tiveram educação/estrutura familiar para ESCOLHER usar drogas ou não.

    Aline C Pavia

    08 de novembro de 2011 às 23h19

    Alguns ex-cantores, ex-jogadores de futebol, ex-sub-celebridades vão lá na Cracolândia também.
    Entre outras, já vi empresário de Honda Fit e terno e gravata levando suas pedrinhas.
    Acorde filho.

    Carolina Macedo

    09 de novembro de 2011 às 15h18

    Ah, desculpa, eu não sabia que o Estado também investia no conhecimento e na carreira de ex-jogadores de futebol e de ex-sub-celebridades… Agora, na dos empresários (e na dos médicos, advogados, engenheiros…) não tenho dúvida. É o que boa parte dos universitários da USP vão se tornar (com o dinheiro do Estado, não se esqueçam), cobrando centenas de reais por seus honorários, consultas, projetos etc. e visitando a Cracolândia vez por outra, como nos velhos tempos da faculdade…

    beattrice

    09 de novembro de 2011 às 00h01

    |Canseira dá ver parte da dita "esquerda" abraçada com a direita franquista do OPUS DEI defendendo o falso democrata ALCKMIN no twitter, tu nem imagina.

_Rorschach_

08 de novembro de 2011 às 15h49

Sei lá.

Há poucos anos os alunos da USP fizeram uma grande greve reinvidicando verbas. Minha esposa cursava história nessa época. Conseguiram verbas, contratação de professores, etc.

Não houve, como agora, agressão a jornalistas, depredação da reitorias, etc.

Penso que há formas de pressionar por mudanças: façam greve, acampem em frente a algum lugar simbólico, acorrentem-se, façam greve de fome…São iniciativas pacíficas e que granjeiam apoio popular.

Fora que 70 falando em nome 20.000 (este número está certo mesmo?) soa meio esquisito…

Responder

    Tobias Reis O. LLory

    09 de novembro de 2011 às 21h57

    20 mil não… são cerca de 80 mil!!!!!!!!

    o q só piora as coisas pra esse suposto "movimento estudantil"…

Roberto Leão

08 de novembro de 2011 às 15h48

Caramba!!!! Quanto drama. Eu penso assim: se querem mudar alguma coisa, mudem primeiro na urna.
Esperem mais 3 anos e façam a parte de vocês. Aposto que a maioria desses estudantes playboyzinhos e seus familiares votaram no PSDB.
Será que nas eleições municipais irão lembrar de votar contra esse Governo? Será que vão votar novamente no PSDB daqui a 3 anos?
Pois é. Se a questão é política lutem democraticamente sem fazer toda essa baderna.
Precisam destruir o patrimonio público? Precisam se drogar na frente de todos para aparecer?
Lembrando que a PM só está lá porque pediram mais segurança. Quando morre alguém a culpa é do Governador. Quando coloca a polícia a culpa é do Governador. Que ele tem participação tem. Mas não podem generalizar.
Esse pessoal não sabe mesmo o que quer. Deveriam parar e estudar um pouco. Só um pouco. Aliás, para que entraram na faculdade mais cobiçada do Brasil?
Apenas para tirar vaga de um monte de estudantes esforçados mas sem condições financeiras, que foram formados por escolas Estaduais e Municipais.

Responder

    Leider_Lincoln

    08 de novembro de 2011 às 18h47

    Voilá!

    Blind Guardian

    08 de novembro de 2011 às 23h24

    É muito fácil manifestar-se escondido sob falsos pretextos. Quer puxar um beck na frente da polícia e quer que ela não faça nada? Depois, ocupam a reitoria sob o pretexto de que o governo está sendo autoritário e de que está usando a polícia para fins próprios, quando na verdade o que querem é usar drogas no campus (incluindo álcool). Mas não podem dizer isso, pois seriam rechaçados pela opinião pública (controlada pela mídia, mas isso não vem ao caso). Essa invasão da reitoria é uma PALHAÇADA!. Rebelião de estudantes que não tem contra o quê rebelar-se. Acorda, minha gente. O brasil tem graves problemas sociais, muitos deles agravados pelo tráfico e pelo crime organizado. Eu sou professor de uma comunidade de baixa renda aqui no DF e tenho vários alunos orfãos, que perderam os pais em disputas de tráfico de drogas. Essa invasão prova que ter conhecimento científico não implica não ser alienado.

    cronopio

    09 de novembro de 2011 às 10h19

    Pessoal, a legalização da maconha nem é pauta do movimento estudantil. Que tal informar-se um pouco antes de comentar?

    Bruno

    10 de novembro de 2011 às 10h42

    E o pessoal de Wallstreet? Também não têm do que reclamar? É a lógica do 'não posso reclamar porque tem alguém pior que eu'. Pois é, acorda, sempre vai ter alguém numa situação pior do que a sua e não é por isso que vc deve deixar de prestar solidariedade e de protestar por melhores condições de vida, de estudo, de trabalho, etc.

    Ramalho

    08 de novembro de 2011 às 19h23

    Pôr a culpa no governador é generalizar? Como assim?

    Quem deveria estudar é a USP, por determinação de sua direção, uma solução para o caso, levando em conta toda a complexidade dele. A USP tem departamentos de sociologia, história, antropologia, política, direito e provavelmente cadeira de negociação, está instrumentalizada para ajudar a Sociedade a partir deste episódio.

    A direção da USP, no entanto, preferiu o caminho da época da ditadura sob a mínima "estudante tem de estudar", coisa de imobilista rude e de poucas luzes.

    Não acredito que os estudantes rebelados tenham votado no PSDB, e, se votaram, não votarão mais. Portanto, se oriente, rapaz, pois os desdobramentos dos acontecimentos da USP vão muito além do horizonte visível.

    Abço.

Bruno

08 de novembro de 2011 às 15h44

Realmente, temos que parar com processos administrativos contra alunos, professores e funcionários. Tem que demitir e expulsar sem ter um devido processo legal. Uhum…"cês tão certos"…

Responder

Jason_Kay

08 de novembro de 2011 às 15h41

Pífia defesa (eivada de MENTIRAS) em favor desses delinquentes que agiram como terroristas encapuzados, agrediram jornalistas com pedradas, fizeram coquetéis molotov e querem usar drogas dentro da universidade.

Estão a serviço de partidos fundamentalistas de esquerda que fazem doutrinação marxista-leninista dentro da USP.

Depredaram a reitoria. Espero que sejam processados e paguem pelo que destruíram.

Tem até uns "líderes" de idade avançada, como se fossem "alunos profissionais", aqueles que nunca saem da Universidade, pois vivem de verbas de D.A etc, tipo pessoal da UNE.

Responder

    Pedro

    08 de novembro de 2011 às 16h25

    Pois é, uma coisa é reinvidicar melhorias na educação. Outra coisa é querer consumir drogas e ficar impune.

    A PM vai continuar no Campus, pelo bem da maioria.

    Bruno

    10 de novembro de 2011 às 10h56

    Assim como ocupou o poder no Brasil por 20 anos: para o bem da 'maioria'.

    Sam Spade

    08 de novembro de 2011 às 16h44

    Concordo 101,839% contigo Jason_Kay. Essa gente só entende a doce música da borracha democrática no lombo.

    "A revista deu resultado. Três estudantes de Geografia foram encontrados com alguns baseados, motivos de pronta prisão e imediata resposta dos seus colegas, todos pertinentemente surrados, pois universitárias e universitários comumente magricelos, armados com canetas, livros e laptops, pouco podem contra os parrudos PM, com os seus tradicionais instrumento de trabalho – cassetetes, revólveres, escopetas, bombas dissuasivas …" . E os coquetéis Molotov e os garrafões da gasolina encontrados na dentro da Reitoria? O articulista é um PIADISTA!!!!

    Felipe

    11 de novembro de 2011 às 14h46

    Não havia gasolina, e sim diesel para a manutenção do gerador de energia elétrica, que havia sido cortada. O coquetel molotov foi obviamente plantado, ninguém é trouxa de de fato encarar a força policial, medindo forças. Você viu a cor do pano dentro das garrafas? Branquinho… mal tinham comida, panos velhos para limpeza, patético forjar bombas com panos limpos..

    cronopio

    13 de novembro de 2011 às 22h56

    Esses Trolls precisam de uma aula de estatística!rs


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A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.