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Paulo Kliass: Tirem as mãos da Embrapa!


07/09/2012 - 09h12

DEBATE ABERTO

Oferecer a possibilidade de participação do capital privado até o limite de 49% das ações, ainda com a alternativa delas serem negociadas em Bolsa, é de uma irresponsabilidade atroz. Esse cenário abriria a estratégia de presença no interior da direção e da administração da empresa para suas poderosas concorrentes multinacionais.

por Paulo Kliass, em Carta Maior

Alguém poderia nos explicar as razões que levariam um parlamentar eleito pelo Partido dos Trabalhadores a propor o caminho da privatização para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária? Sim, a nossa conhecida EMBRAPA, referência em todo o mundo quando o assunto é pesquisa agropecuária. Para quem tiver pistas ou respostas, cartas para redação.

Mas o fato é que foi apresentado no Senado Federal o PLS n° 222/2008, projeto nessa linha, de autoria de Delcídio Amaral, senador eleito pelo PT do Mato Grosso do Sul. Como a maioria das matérias no Congresso Nacional tem o ritmo de sua tramitação condicionado pelas marés da grande política, só agora nesse ano o projeto passou a receber maior destaque da imprensa e demais atores envolvidos.

Em 2009, a Comissão de Agricultura do Senado aprovou um relatório contrário ao projeto. A matéria ficou esse tempo todo esquecida, mas eis que no começo de 2012, ao passar pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), quase foi aprovada pelo Parecer do Relator nesse colegiado, o Senador Gim Argello – suplente do conhecido Joaquim Roriz do PMDB/DF, um dos grandes representantes do agronegócio no parlamento. O Parecer retornou ao Relator e aguarda o momento de voltar à pauta da CAE.

Permanece o mistério a respeito de sua eventual mudança de opinião. De qualquer maneira, os dois partidos aqui mencionados pertencem à base de apoio do governo e, em tese, bastaria uma sinalização clara do Palácio do Planalto para que a discussão fosse encerrada de forma definitiva. A dúvida que muitos se colocam é a respeito das razões que estariam levando o governo a se calar diante de tão grave risco.

Criada em 1973, a EMBRAPA deverá completar 4 décadas de existência no início do próximo ano. Ao longo de sua história, tem deixado um vasto elenco de contribuições para o desenvolvimento de nosso País nos setores da agricultura e da pecuária. A preocupação com a pesquisa de novas técnicas de sementes, lavoura e cultivo permitiu que o Brasil alcançasse importante grau de autonomia em relação aos países mais desenvolvidos. A inovação se fez presente também na busca de aperfeiçoamento de raças e espécies para nosso plantel tradicional de carne e leite, mas ampliando para outros campos da produção animal (aves, abelhas, peixes, entre outros).

Constituída desde sua criação sob a adequada forma de empresa estatal do governo federal, a EMBRAPA sempre buscou manter uma estreita parceria com as linhas de trabalho desenvolvidas no interior das universidades brasileiras e demais centros de pesquisa similares. Por outro lado, sua proximidade com a realidade concreta do campo se baseava na formação e capacitação de seu quadro funcional, de maneira a sempre buscar converter os resultados das pesquisas em verdadeiras conquistas para a atividade agropecuária nacional. Exatamente em função de sua característica pública e estatal, a empresa logrou manter sua independência face aos grandes grupos do agronegócio multinacional e foi exitosa em estabelecer uma forma bem brasileira de operar com a agropecuária.

Enquanto o paradigma da abertura de mercado, por meio da internacionalização da economia, se generalizava por todas as áreas, a EMBRAPA lutava para preservar sua autonomia de pesquisa e de resultados. Com isso, conseguiu demonstrar ao Brasil e ao mundo que era possível ser eficiente e propor uma forma específica, particular, nossa, de operar no mundo vegetal e animal com vistas a aumentar a oferta de meios para assegurar a alimentação da população. E tudo isso em um modelo jurídico de “empresa pública”, em que a totalidade do capital é propriedade da União.

Na verdade, um dos problemas que a empresa atravessa é a política de corte de verbas ao longo dos últimos anos. A obsessão dos sucessivos governos com a obtenção de superávit primário a qualquer custo provocou a redução paulatina dos gastos nas chamadas áreas socais. No caso da EMBRAPA, a capacidade de investimento e de atualização de suas pesquisas foi seriamente comprometida com tal irresponsabilidade. No entanto, o que surpreende os analistas é a incrível capacidade de seu corpo funcional em permanecer fiel ao projeto original e oferecer um maravilhoso exemplo de resistência, não obstante as dificuldades enfrentadas em seu cotidiano.

Mas, então, afinal o que nos propõe o Senador Delcídio? Desde logo já vou avisando: não, não se trata daquela privatização clássica, de venda total do patrimônio da empresa. Ele “apenas” sugere a sutil transformação do estatuto jurídico da EMBRAPA – que deixaria de ser empresa pública e passaria a ser empresa de economia mista. Além disso, um artigo de seu projeto permite que 49% do capital da empresa sejam de propriedade do capital privado e negociados nas bolsas de valores. O transformismo retórico já viria nos argumentar que – ora, veja bem, Paulo! – não se trata de privatização, mas tão somente de abertura da participação acionária ao capital privado. Mais ou menos como tentam nos convencer de que a concessão por 30 anos de uma ferrovia tampouco se caracteriza como uma forma sutil de privatização. Ou que a concessão de exploração de poços de petróleo, por décadas pelas grandes corporações estrangeiras, também escapa à definição de privatização.

De acordo com as palavras do próprio autor do Projeto,

“Para buscar solução aos problemas orçamentários da empresa, bem como para modernizar sua estrutura operacional, reduzindo o excesso de burocracia, apresentamos a proposta de alteração de seu regime jurídico, tornando a Embrapa uma empresa de economia mista, com ações negociadas em bolsa. Esse procedimento permitirá que a empresa capte recursos de grandes companhias de pesquisas em produção agrícola, dando condições para que se torne competitiva, sem qualquer risco de perda, por parte do Brasil, de todo o conhecimento já adquirido e do que ainda há de ser desenvolvido pela Embrapa.”

Ora, se por um lado o Senador Delcídio acerta a respeito da necessidade de medidas para superar os citados “problemas orçamentários da empresa”, por outro lado ele se equivoca profundamente com a solução apontada – a privatização. A eficiência da EMBRAPA em sua área de atuação é fenômeno de amplo reconhecimento em nosso País e mesmo no exterior.

Se o governo considera estratégico para o desenvolvimento sustentável um órgão público com tal experiência acumulada e capacidade técnica qualificada, basta fazer com a nossa empresa de excelência em agropecuária o mesmo que tem feito com o BNDES, o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Petrobrás.

Trata-se de uma operação singela de aporte de recursos e capitalização, uma vez que a União é detentora de 100% do capital da EMBRAPA. No caso das estatais mencionadas, são freqüentemente anunciadas operações de injeção de recursos por parte do Tesouro Nacional da ordem de muitas dezenas de bilhões de reais. A intenção é capitalizar a empresa, reforçar seu caixa no curto prazo e aumentar sua capacidade de investimento para o médio e o longo prazos. Exatamente o que se faz necessário e urgente também com a EMBRAPA, para evitar seu sucateamento e permitir que ela se recoloque em condições de continuar apresentando no futuro o que sempre fez muito bem até recentemente.

Oferecer a possibilidade de participação do capital privado até o limite de 49% das ações, ainda com a alternativa delas serem negociadas em Bolsa, é de uma irresponsabilidade atroz. Esse cenário abriria a estratégia de presença no interior da direção e da administração da empresa para suas poderosas concorrentes multinacionais. Afinal qual seria o interesse das empresas estrangeiras do oligopólio global de sementes, transgênicos, fertilizantes e agrotóxicos em participar de eventual abertura oferecida pelo governo brasileiro? Obviamente que o objetivo seria criar dificuldades para aquela que vem representando uma alternativa a seus mega-negócios, ou seja, inviabilizar a EMBRAPA como empresa.

Ou alguém tem alguma ilusão a respeito das boas intenções de Monsanto, Syngenta, Dow Chemical, Bayer, Basf e Dupont, entre tantas outras candidatas a essa generosidade a elas oferecida, quanto à continuidade dos programas desenvolvidos até agora pela EMBRAPA? Os resultados das pesquisas e o desenvolvimento tecnológico alcançado pela empresa brasileira caminham no sentido contrário aos interesses desses gigantes do complexo econômico do agronegócio. Por que desenvolver cultivares adaptados aos biomas brasileiros? Por que se preocupar com aspectos “secundários” como tecnologia social, inclusão social e respeito à sustentabilidade? Por que estabelecer programas de cooperação internacional com países latino-americanos, africanos ou asiáticos?

Se o governo pretende retirar qualquer dúvida a respeito da privatização da EMBRAPA, esse é o momento. Afinal, depois de estimular a concessão de setores especiais para a exploração pelo capital privado – como fez recentemente com ferrovias, aeroportos, portos, hidrovias e rodovias – paira no ar um certo desconforto político junto aos grupos que defendem a importância da presença do Estado em setores estratégicos de nossa economia. Além disso, é bom lembrar também que a Senadora Kátia Abreu (TO), presidente da Confederação Nacional de Agricultura, acabou de sair do DEM e agora faz parte da base de apoio do governo no Congresso (sic). E o Palácio do Planalto tem demonstrado receio em contrariar os interesses da bancada ruralista, como ocorreu com a votação do Código Florestal.

O que se pede é muito simples: basta que a Presidenta Dilma desautorize a intenção de apoiar esse PLS privatizante e anuncie claramente que seu governo não pretende autorizar a participação do capital privado na EMBRAPA. E, claro, que apresente, ao mesmo tempo, uma estratégia efetiva de recomposição da capacidade de investimento da empresa, por meio de aportes do Tesouro Nacional. Afinal, como diz o poeta, o tempo não pára e a empresa não pode correr o risco de ficar para trás.

Paulo Kliass é Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal e doutor em Economia pela Universidade de Paris 10.

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Paulo Kliass: Kátia Abreu, mais uma “companheira” no Ministério Dilma? « Viomundo – O que você não vê na mídia

03 de janeiro de 2013 às 21h31

[…] Paulo Kliass: Tirem as mãos da Embrapa! […]

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Hidrelétricas devem ser instaladas ou não no Pantanal Matogrossense? « Viomundo – O que você não vê na mídia

20 de novembro de 2012 às 21h33

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Não à Monsanto e aos seus transgênicos: Nesta segunda, em vários países « Viomundo – O que você não vê na mídia

15 de setembro de 2012 às 23h27

[…] Paulo Kliass: Tirem as mãos da Embrapa! […]

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Jotace

09 de setembro de 2012 às 14h12

Caro Juan Henrique,

Comentando aqui seu post sobre a esdrúxula localização da Embrapa Internacional diria que, sem explicação convincente por parte do Pedro Arrais, tudo leva a crer que se trata mesmo de uma decisão do Ministério das Colônias. Assim ele fará melhor controle.Sem mais comentários, como tem finalizado o ‘índio’ alguns dos seus cansativos blá-blá-blás. Jotace

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Indio Tupi

08 de setembro de 2012 às 20h24

Aqui do Alto Xingu, os índios retransmitem parte de recente entrevista do Presidente da Embrapa, Pedro Arraes:

“RURAL – Abrir o capital não está nos planos, já que esses ativos inovadores demandam mais recursos?

ARRAES – Não seria compatível com a Embrapa. É importante lembrar que o nosso orçamento tem crescido e sido suficiente. Também estamos num processo de reestruturação interna e de inovação, sempre buscando a melhor eficiência em PPPs. Fizemos uma parceria extremamente interessante com algumas empresas no arranjo de integração lavoura-pecuária-floresta. Agora, transformar a Embrapa inteira em empresa privada é inviável. Ela é uma empresa social, trabalha para todos, desde o grande até o pequeno produtor.

RURAL – Alguns especialistas acham que a Embrapa deveria ser uma Petrobras, com ações em bolsa e foco no lucro.

ARRAES – A Embrapa talvez seja até mais importante para o governo do que a Petrobras, em termos de política e estratégia externa brasileira. Por exemplo: eu estava recentemente no semiárido, que enfrenta uma grande seca, com a presidenta Dilma Rousseff, acompanhando um programa do governo de cisternas públicas. No meio da seca, havia uma plantação de 16 tipos de frutas, em 900 hectares. Havia cisternas de 16 mil litros de água a 32 mil litros, que tinham sido recolhidos na chuva. Como entrar num negócio desses sendo uma S/A? Mas, como política de governo, é extremamente importante. Temos todas as condições de nos voltar para os negócios sem problema nenhum, alavancando a indústria nacional. Se tivermos só metas de curto prazo, deixamos de investir no longo prazo. É preciso manter o equilíbrio. Se a Embrapa for uma empresa privada, o Brasil perde com isso. Essa não é a intenção do governo, nem da maioria dos nossos pesquisadores.

RURAL – Como vai funcionar a Embrapa Internacional? A empresa poderá usar seu know-how em cooperação internacional para explorar novos mercados?

ARRAES – A Embrapa Internacional vai ajudar a ampliar todos os nossos pilares de atuação internacional, que são três: científico, de cooperação tecnológica e de negócios. O primeiro – e mais importante para nós – nos permite criar os Laboratórios Virtuais no Exterior (Labex), em áreas de excelência como os Estados Unidos, a França, Inglaterra, Coreia do Sul e, recentemente, a Alemanha; em junho, a China; e, em breve, o Japão. Como temos um know-how muito grande, eles também têm interesse em vir para cá. “”

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Indio Tupi

08 de setembro de 2012 às 20h16

Aqui do Alto Xingu, os índios transcrevem entrevista em que o Presidente da Embrapa diz textualmente “Se a Embrapa for privatizada o Brasil perde.”:

O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Pedro Arraes, diz que a instituição não visa o lucro, mas que recursos privados seriam muito bem-vindos

Por Cristiano Zaia

Ao mesmo tempo que se entusiasma com novos flancos de atuação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), como o estudo de novas técnicas geoespaciais ou o vasto potencial para pesquisas em cana-de-açúcar e fertilizantes, o engenheiro agrônomo Pedro Arraes, presidente da estatal há quase quatro anos, defende fervorosamente que a empresa continue 100% pública. “O nosso objetivo não é o lucro imediato”, afirma Arraes. Mas ele não desconsidera a importância dos recursos privados no aumento da autonomia da empresa. “Como empresa pública, é lógico que temos de arrecadar, isso nos dá flexibilidade”, afirma em entrevista à DINHEIRO RURAL .

Foto: Pedro DiasDINHEIRO RURAL – O orçamento da Embrapa é suficiente para as suas pesquisas?
PEDRO ARRAES – Estamos com problemas no orçamento, por conta do contingenciamento de verbas do governo, que cortou R$ 140 milhões em emendas parlamentares da nossa previsão de R$ 2 bilhões. Mas acabamos de receber uma liberação de recursos, que deve resolver até o meio do ano. A Embrapa teve um orçamento bastante ampliado nos últimos três anos. Mas, para pesquisa, sempre há carência de recursos.

RURAL – Há recursos suficientes para investir em negócios que tragam mais receita para a empresa?
ARRAES – Fizemos em abril uma reformulação da Secretaria de Negócios. Obviamente que nosso maior negócio está na pesquisa. Hoje, temos projetos com a Vale, Petrobras, Bunge e pequenas queijeiras do Nordeste. Nosso negócio é muito mais amplo que o da Petrobras, por exemplo. Mas também há o papel da Embrapa como empresa pública: temos uma participação fundamental em tecnologias de qualidade; em não deixar o Brasil alheio a pesquisas de ponta no Exterior; e em criar diversidade na indústria do agronegócio. A concentração que existe em algumas áreas do agronegócio não é boa para o Brasil, e temos um envolvimento fundamental do fortalecimento da empresa nacional.

RURAL – Quanto do orçamento da Embrapa é destinado a pesquisas?
ARRAES – Cerca de 70% do nosso orçamento é para pagamento de pessoal. Cerca de R$ 100 milhões a R$ 150 milhões são aplicados diretamente em pesquisa. Outros R$ 70/80 milhões vêm de agências do governo para fomento científico como Finep, Faperj, Fapesp e CNPq, bem como de fundos setoriais. Ainda recebemos o pagamento de royalties, que geram em torno de R$ 30 milhões. Esse valor às vezes cai, mas é praticamente estável. Esperamos aumentar a receita com a Secretaria de Negócios. Se chegarmos a 5% do nosso orçamento total, nos próximos três anos, seria bastante interessante. Como empresa pública, é lógico que temos que arrecadar, isso nos dá flexibilidade.

RURAL – A Embrapa tem sido muito criticada por ter perdido participação no mercado de sementes.
ARRAES – Acho que a Embrapa não pode mais ter 70% de participação no mercado de sementes de milho, algodão e soja, como tínhamos há 15 anos, quando não havia mais ninguém além de nós. As empresas que estão aí têm todo um arcabouço genético que foi desenvolvido pela Embrapa. Não podemos nos abster de ser marca de qualidade e inovação. Temos é que fazer Parcerias Público Privada (PPPs). Nosso objetivo não é o lucro imediato. Se for assim, não fazemos inovações estratégicas, um investimento de longo prazo. Então, teremos de trabalhar mais em ativos de inovação em nanotecnologia, biotecnologia, de onde podemos ganhar para ter flexibilidade de orçamento.

RURAL – Abrir o capital não está nos planos, já que esses ativos inovadores demandam mais recursos?
ARRAES – Não seria compatível com a Embrapa. É importante lembrar que o nosso orçamento tem crescido e sido suficiente. Também estamos num processo de reestruturação interna e de inovação, sempre buscando a melhor eficiência em PPPs. Fizemos uma parceria extremamente interessante com algumas empresas no arranjo de integração lavoura-pecuária-floresta. Agora, transformar a Embrapa inteira em empresa privada é inviável. Ela é uma empresa social, trabalha para todos, desde o grande até o pequeno produtor.

RURAL – Alguns especialistas acham que a Embrapa deveria ser uma Petrobras, com ações em bolsa e foco no lucro.
ARRAES – A Embrapa talvez seja até mais importante para o governo do que a Petrobras, em termos de política e estratégia externa brasileira. Por exemplo: eu estava recentemente no semiárido, que enfrenta uma grande seca, com a presidenta Dilma Rousseff, acompanhando um programa do governo de cisternas públicas. No meio da seca, havia uma plantação de 16 tipos de frutas, em 900 hectares. Havia cisternas de 16 mil litros de água a 32 mil litros, que tinham sido recolhidos na chuva. Como entrar num negócio desses sendo uma S/A? Mas, como política de governo, é extremamente importante. Temos todas as condições de nos voltar para os negócios sem problema nenhum, alavancando a indústria nacional. Se tivermos só metas de curto prazo, deixamos de investir no longo prazo. É preciso manter o equilíbrio. Se a Embrapa for uma empresa privada, o Brasil perde com isso. Essa não é a intenção do governo, nem da maioria dos nossos pesquisadores.

AFP Photo / Mahmud Hams

RURAL – Mas, muitas pesquisas não produzem resultados objetivos. Como resolver isso?
ARRAES – Temos 1.180 projetos de pesquisa, divididos em seis macroprogramas. Por mais que a Embrapa tenha mecanismos gerenciais para agregar, buscar resultados e inovação que façam diferença em toda a cadeia produtiva, existe mesmo uma dispersão inerente no processo de pesquisa. Criamos então o que estamos chamando de portfólios de pesquisa. E o primeiro é numa área em que não temos muita tradição de trabalho, que é a cana-de-açúcar, uma demanda do setor produtivo. Temos 189 pessoas que estão trabalhando de alguma forma com a cultura.

RURAL – Há orientação clara do governo para ampliar a pesquisa em etanol?
ARRAES – Há hoje um problema de preço e oferta e acho que podemos contribuir na pesquisa, solucionando alguns desses problemas. Há certos paradigmas muito importantes na questão do álcool. A partir de 2014, não se poderá mais queimar cana-de-açúcar em São Paulo e em vários Estados. É um problema que parece relativamente simples, porque a queima tem seus efeitos ruins, pois aumenta o CO² no ar. Mas também tem seus efeitos benéficos. Há mais de 100 anos se queima cana e isso diminuiu as pragas. Será necessário fazer uma série de ajustes agronômicos.

RURAL – Em quais projetos a Embrapa deve se debruçar nos próximos anos?
ARRAES – Uma área com grande ênfase no nosso plano estratégico é a de técnicas de georreferenciamento. Talvez a discussão que temos hoje entre ruralistas e ambientalistas fosse bem menor se já tivéssemos a real dinâmica da agricultura no território. Você pode pegar primeiro a vegetação, depois os mapas de solo, precipitação, infraestrutura e, ao montar esse quebra-cabeça, ter uma visão desse território e suas potencialidades. Outra grande área é um centro que foi criado em 2010, a Embrapa Estudos e Capacitação, um núcleo de inteligência estratégica para responder a perguntas como: para que rumo vai a pesquisa na Amazônia? Qual o papel da agricultura orgânica daqui a 10 anos?

RURAL – Como vai funcionar a Embrapa Internacional? A empresa poderá usar seu know-how em cooperação internacional para explorar novos mercados?
ARRAES – A Embrapa Internacional vai ajudar a ampliar todos os nossos pilares de atuação internacional, que são três: científico, de cooperação tecnológica e de negócios. O primeiro – e mais importante para nós – nos permite criar os Laboratórios Virtuais no Exterior (Labex), em áreas de excelência como os Estados Unidos, a França, Inglaterra, Coreia do Sul e, recentemente, a Alemanha; em junho, a China; e, em breve, o Japão. Como temos um know-how muito grande, eles também têm interesse em vir para cá. Todos os nossos projetos lá fora têm objetivo muito claro de capacitar a instituição local de pesquisa. Mas também recebemos US$ 2,5 milhões da Fundação Bill Gates para nossos projetos na África, uma forma inteligente de fazer interação em pesquisa.

Fonte: Terra

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Indio Tupi

08 de setembro de 2012 às 20h04

Aqui do Alto Xingu, os índios retransmitem algumas informações aos que desconhecem as atividades internacionais da Embrapa:

A Embrapa, em seus 35 anos, já extrapola as fronteiras do Brasil por meio de atividades de cooperação científica e tecnológica internacional, atuando em países como os Estados Unidos, França e Holanda, com os laboratórios virtuais (Labex) e Gana, através da Embrapa África. Entretanto, as ações da Empresa não se restringem aos laboratórios virtuais, as unidades, cada uma em seu âmbito e de acordo com sua missão, realizam acordos em projetos de pesquisa e transferência de tecnologia.

A gama de países onde atua é vasta, assim como, as organizações parceiras. As Unidades localizadas no Centro-Oeste possuem acordos com universidades, entidades e institutos de pesquisa e fomento da América Latina, Central e do Norte, África, Ásia e Europa.

Do Canadá, descendo aos Estados Unidos, México, Haiti, Venezuela e Argentina, subindo para Portugal, França e Itália, voltando para o Quênia, Etiópia e Moçambique, partindo para a Austrália, com escala em Timor Leste e no Japão, os roteiros científicos que os centros da Embrapa realizam são muitos e em todos os continentes.

A Embrapa Arroz e Feijão, por exemplo, situada em Santo Antônio de Goiás-GO, tem projetos de pesquisa em exploração de recursos genéticos, intercâmbio de germoplasma, biofortificação, híbridos, caracterização ambiental, nutrição de plantas, modelagem e simulação matemática e outras linhas, em sua maioria, ligadas à cultura do arroz que visam a melhor qualidade dos grãos.

Brasília – responsável pela coordenação do Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, a Embrapa Café tem acordos em biologia avançada, genômica funcional, mapeamento de genes comparativos, melhoria da qualidade do café, segurança alimentar, treinamento, formulação e supervisão de projetos relativos à cultura, manejo, troca de material genético e difusão de informações.

A Embrapa Cerrados (Planaltina-DF), unidade que recebe várias delegações estrangeiras, tem um programa de boas-vindas e, atualmente, uma forte atuação com instituições internacionais no que diz respeito à geoquímica, impactos ambientais e modelagem matemática e pelo fato de a África apresentar países com características semelhantes ao Cerrado Brasileiro, o centro é peça-chave no desenvolvimento de tecnologias adaptadas ao Cerrado Africano.

Já a Embrapa Hortaliças é reconhecida por realizar um tour técnico pós-colheita ao lado da Universidade da Flórida (EUA), onde os participantes visitam processadoras, mercado varejista e atacadista, produtores americanos e empresas de embalagem. Além disso, seu programa inclui capacitações, difusão de tecnologia, seqüenciamento do cromossomo III da batata, intercâmbio de germoplasma de algumas hortaliças, clones avançados de batata, biofortificação da batata doce e produção de hortaliças, com foco no abastecimento interno dos países, e na grande maioria, em busca de segurança alimentar.

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia acompanha de perto a relação Brasil – Austrália, por meio de um acordo, em fase de negociação, prevê trabalhos de pesquisa em genômica vegetal e seu desenvolvimento, biologia computacional, nanotecnologia aplicada à agricultura, reprodução animal, ferramentas moleculares para o melhoramento e conservação de plantas e melhoramento molecular da cana-de-açúcar. A iniciativa tem a contribuição efetiva de outras Unidades da Empresa.

Com a missão de transferir tecnologia Embrapa, a Embrapa Transferência de Tecnologia atua em negócios tecnológicos e na produção e distribuição de sementes e mudas para diversos países da África e América Latina, atendendo às demandas de cada um e para isso articula o envolvimento dos demais centros nessas funções. Sua linha de frente é a Embrapa África e Embrapa Venezuela.

Responder

Nelson

08 de setembro de 2012 às 19h31

O que está a propor o tal senador em nada difere do que foi implantando aqui no Rio Grande do Sul, sem consulta a seu povo, pela governadora Yeda Crusius. Yeda vendeu 40% das ações do Banrisul pertencentes ao Estado.

Foi como se os chamados investidores privados enfiassem uma seringa na veia de cada gaúcho, cada funcionário do banco, fazendo verter gotas de nosso sangue e forma de lucros. Em suma, é nisso que vai dar o projeto do senador; lucros para as empresas privadas e custos para o Estado, leia-se povo brasileiro.

Escrevendo em linguajar bem gaúcho, vai acontecer novamente o que sempre acontece: o Estado (povo) entra com a picanha, a maminha e o filé e o grande empresariado entra com o par de beiço e a dentadura.

É preciso lembrar que Lula e Dilma foram eleitos com a promessa de acabar com essa farra.

Responder

Nelson

08 de setembro de 2012 às 19h23

É impressionante constatar como a corrente majoritária do PT, com raras exceções, aderiu ao credo neoliberal de que o lucro privado é sagrado, que deve ser a prioridade máxima. E, desta forma, faz o que pode para garantir a continuidade de ganhos fartos para o grande empresariado.

Responder

O_Brasileiro

08 de setembro de 2012 às 14h41

Eles já controlam a energia elétrica e a água que utilizamos, já controlam as rodovias, ônibus e aeroportos por onde andamos, já controlam boa parte da Educação de nossos filhos. Por que alguém duvidava que iriam querer controlar o que comemos? E por quanto comemos?
Controlando a produção de alimentos, terão o poder de baixar ou aumentar os preços na hora em que lhes for conveniente. Poderão iniciar e acabar com revoltas em questões de poucos dias.
O que eles querem é o que sempre quiseram: brincar de deuses usando as pessoas…

Responder

Indio Tupi

08 de setembro de 2012 às 14h10

Aqui do Alto Xingu, os índios informam sobre os partidos que têm mais candidatos impugnados às presentes eleições, conforme noticiado hoje por toda a imprensa:

“” Os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) barraram até agora a candidatura a prefeito de 317 políticos com base na Lei da Ficha Limpa, mostra levantamento da Folha nos 26 Estados do país.

O número deve aumentar, já que em 16 tribunais ainda há casos a serem julgados.

Análise: Sem a ‘grande reforma’, Ficha Limpa ajuda a depurar classe política

Entre esses fichas-sujas, 53 estão no Estado de SP.

Na divisão por partido, o PSDB é o que possui a maior “bancada” de barrados, com 56 candidatos –o equivalente a 3,5% dos tucanos que disputam uma prefeitura. O PMDB vem logo atrás (49). O PT aparece na oitava posição, com 18 –1% do total de seus postulantes a prefeito. “”

Como se pode ver, lidera o “ranking”, o partido do falso moralismo, ou seja, o PSDB. E estamos conversados.

Responder

    Jotace

    09 de setembro de 2012 às 16h03

    ‘Alguém poderia nos explicar as razões que levariam um parlamentar eleito pelo Partido dos Trabalhadores a propor o caminho da privatização para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária? Sim, a nossa conhecida EMBRAPA, referência em todo o mundo quando o assunto é pesquisa agropecuária. Para quem tiver pistas ou respostas, cartas para redação.’

    De Paulo Kliass, em Carta Maior/Viomundo

Indio Tupi

08 de setembro de 2012 às 13h01

qui do Alto Xingu, os índios transcrevem informação constante do blog da Presidenta sobre o Projeto Embrapa Internacional:

“”Governo se prepara para lançar Embrapa Internacional até o fim do mês
Publicado em 06/04/2012

Brasília – Um ano e meio após a publicação da medida provisória que deu nova redação ao Artigo 1º da lei de criação da Embrapa, para permitir que a estatal exerça suas atividades também fora do Brasil, deve ser lançada no fim do mês a Embrapa Internacional. Segundo o presidente da empresa, Pedro Arraes, a intenção é fazer o lançamento no dia 26, aniversário da Embrapa, com a presença da presidenta Dilma Rousseff.

A medida provisória, do final do governo Lula, foi aprovada pelo Senado no dia 1º de março de 2011 e promulgada no mesmo dia. Enquanto a Lei 5.851, de 1972, que autorizou a criação da Embrapa como empresa pública não permitia sua atuação no exterior, a nova redação autoriza a Embrapa a “exercer qualquer das atividades integrantes de seu objeto social fora do território nacional, em conformidade com o que dispuser seu estatuto social”.

Arraes disse que um dos objetivos é ajudar outros países com a experiência adquirida ao longo dos 39 anos de existência da Embrapa, “mas também é, e talvez esse seja o principal, trazer inovações dessas relações para o nosso país”.

O novo estatuto, que autoriza a atuação internacional da Embrapa, está em fase final de aprovação, precisando passar pelos ministérios da Fazenda, do Planejamento, da Agricultura e pela Casa Civil. “É o calvário final para a gente obter o nosso estatuto”, comentou Arraes, ressaltando que as pastas já têm ciência do conteúdo e já houve acordo para a sua aprovação.

O presidente disse que a Embrapa Internacional terá uma estrutura com capacidade de captar recursos de fontes do exterior, como Banco Mundial (Bird), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e agências de fomento, como a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e Fundação Bill Gates. “A Fundação Bill Gates fez, recentemente, um aporte de US$ 2,5 bilhões para a Embrapa, e esse recurso, obviamente, não pode entrar na conta da Embrapa aqui no Tesouro, como arrecadação, porque eu vou ter que encaminhar para outros países”, explicou Arraes.

O presidente da estatal disse que, atualmente, toda vez que vai se realizar um projeto no exterior, é necessário fazer “uma ginástica imensa”. “Não quer dizer que não se possa fazer, mas tem uma forma complicada de fazer essa transferência. Não é fácil. O dinheiro não pode entrar na Embrapa, às vezes entra numa fundação. As fundações também têm dificuldades porque trabalham apenas no Brasil”.

Para facilitar a operação, a Embrapa Internacional será aberta nos Estados Unidos. “Dependendo da dimensão que esse negócio tomar, e as perspectivas são de dimensões imensas, talvez tenhamos que ter uma estrutura mínima lá, mas sempre mínima, porque a competência técnica vai estar sempre aqui, na Embrapa. Lá é simplesmente uma forma que a gente tem de agilizar essa captação de recursos internacionais”, informou Arraes, acrescentando que pessoas físicas também poderão fazer doações para algum projeto específico, no qual tenham interesse.

Fonte : Blog do Planalto , 06.04.2012 , Postado por Kelly Girão””

Responder

    Jotace

    08 de setembro de 2012 às 18h24

    Por que razão a Embrapa Internacional, segundo o Pedro Arrais, será instalada nos Estados Unidos? Esta é um pergunta que milhões de brasileiros vão se fazer e que necessita de uma explicação que realmente tenha sentido. Se localizada a entidade no Brasil, como a lógica dos fatos induziria a crer, evidentemente terá a mesma maior facilidade de conexão com sua base técnica em todo o território nacional, além de dar ao Brasil a devida importância no cenário internacional. Por outro lado, sabe o Pedro Arrais muito bem, os Estados Unidos não têm as condições de meio físico ou uma agricultura semelhantes às do Brasil, que justifiquem tão estranha decisão. Jotace

    Jotace

    08 de setembro de 2012 às 18h43

    É bom recordar que existem no Brasil escritórios ou representações dos organismos mencionados no press-release postado acima pelo ‘indigenista’. Por outro lado é sobremodo curioso e até inusitado que ao ‘prestador de serviços’ a outros países – no caso a Embrapa – caiba a exclusividade da captação de recursos para eles, que irão ser os beneficiários. De todas as formas todos eles têm – ou poderiam deslocar ao Brasil, técnicos ou comissões, para a discussão das questões relativas às exigências da Embrapa como prestadora de serviços. Jotace

    Juan Henrique

    09 de setembro de 2012 às 02h47

    Me parece que foi explicado isso, mas também não consegui entender exatamente o motivo de fazer a sede da Embrapa Internacional nos EUA.

    Poderiam nos elucidar um pouco sobre essa questão??

Indio Tupi

08 de setembro de 2012 às 12h55

Aqui do Alto Xingu, os índios transcrevem o item 3 do Programa de Governo da Presidenta Dilma Rousseff:

“”3. Dar seguimento a um projeto nacional de desenvolvimento que assegure grande e sustentável transformação produtiva do Brasil:

As políticas industrial, agrícola, energética e de infraestrutura serão instrumentos centrais para transformação produtiva do País. A política industrial vai conciliar o desenvolvimento das grandes com as micro, pequenas e médias empresas, responsáveis pela geração da maior parte dos empregos do Brasil. Para estimular o empreendedorismo, serão definidas políticas especiais tributárias, projetos de qualificação profissional e ampliação de mercados nacionais e internacionais. Já a política agrícola fortalecerá a agricultura familiar e o agronegócio, ampliará o crédito e o apoio científico e tecnológicos a organizações como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e dará prosseguimento à reforma agrária em andamento. Além disso, o aprofundamento do atendimento às demandas logísticas terão o objetivo de acelerar e baratear o escoamento e o armazenamento da produção agrícola tanto para o mercado interno quanto para o externo. A política energética, por sua vez, dará ênfase à produção de energia renovável e à pesquisa de novas fontes limpas, além de prosseguir com a internacionalização de sua política energética. Por fim, para mudança da infraestrutura, como já vem sendo tratada no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), eliminará os obstáculos que limitam o crescimento econômico, especialmente no transporte ferroviário e rodoviário, nos portos, aeroportos e nas condições de armazenagem. Outras questões relacionadas à maioria da população brasileira como saneamento básico, transporte e habitação também receberão atenção especial.””

Sem mais comentários.

Responder

Indio Tupi

08 de setembro de 2012 às 12h39

Aqui do Alto Xingu, os indios informam sobre mais uma medida recente do Governo que envolve a Embrapa, desta vez fortalecendo seu papel na formulação da Política Nacional de Agroecologia e Produção Organica.

A presidenta Dilma Rousseff instituiu em 21/8/12 a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. O documento prevê a elaboração de um plano com metas e prazos a serem cumpridos pelo governo federal, além de determinar elementos como a concessão de crédito, seguro, assistência técnica e pesquisa para ampliar a oferta dos produtos agroecológicos no Brasil.

“Hoje, temos aproximadamente 90 mil produtores agroecológicos no país. Destes, 85% são agricultores familiares. Com a política, ganham estes agricultores, ganha o meio ambiente com práticas mais adequadas à sustentabilidade e ganham os consumidores porque a oferta de alimentos saudáveis deve aumentar” avalia o Secretário Agrário Nacional Dep.Elvino Bohn Gass.

O Secretário destaca que a nova política nasce com a marca da participação social. “Durante meses as organizações não-governamentais, os movimentos sociais, representantes do setor privado e o governo federal promoveram um debate virtuoso que deu origem às medidas agora oficializadas”, conta Bohn Gass.

Internamente, o governo formou, em 2011, um Grupo de Trabalho Interministerial (GTI), composto pelos Ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA), Meio Ambiente (MMA), Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), além do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O decreto atende reivindicações de organizações do campo ligadas à agroecologia e à produção orgânica, como a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), que aposta em uma política nacional como forma de fortalecer a agricultura familiar camponesa e de povos e comunidades tradicionais. Os movimentos buscam formas de produção ecologicamente corretas, com usos racionais dos solos e das águas, além da eliminação do uso de agrotóxicos. O objetivo da nova política é orientar a ação dos agricultores, de modo a produzir alimentos em maior quantidade e qualidade, de forma sustentável, sem agredir a saúde dos consumidores e o meio ambiente. Os movimentos sociais reivindicam ainda que a Política Nacional os ajude na preservação do patrimônio cultural e natural e na dinamização de redes locais de economia solidária.

Responder

Indio Tupi

08 de setembro de 2012 às 12h23

Aqui do Alto Xingu, os índios informam sobre os esclarecimentos que o próprio Presidente da Embrapa deu em 6.3.12, sobre os boatos que surgem em períodos eleitorais acerca de uma suposta privatização da Embrapa:

“Em audiência realizada na tarde desta terça-feira (6/3) com integrantes da Via Campesina e do SINPAF, em Brasília (DF), o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Pedro Arraes, assegurou aos trabalhadores que o governo não permitirá que o Projeto de Lei 222/08 – que propõe transformar a Embrapa em empresa de economia mista com ações negociadas na bolsa – avance para além do Congresso.

A pauta é uma das principais reivindicações da Jornada das Mulheres da Via Campesina em Goiás, que desde ontem ocupam a unidade Arroz e Feijão da empresa, no município de Santo Antonio de Goiás.

Segundo o presidente da empresa, a proposta não tem respaldo do governo federal. “Conversei hoje com deputados e com a ministra Ideli (Salvatti), e nossa posição é de defesa da Embrapa pública. A empresa é patrimônio do povo brasileiro, e garanto que não deixará de ser”, afirmou Arraes.””

Responder

Indio Tupi

08 de setembro de 2012 às 12h18

Aqui do Alto Xingu, os índios informam que o Decreto N. 7.766, de 25.6.12, assinado pela Presidente Dilma Rousseff, aprovou os Estatutos da Embrapa, definindo-a como”empresa pública”.

Senão, vejamos o que se contém logo no Art. 1:

“” Art. 1o A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA, instituída com fundamento na Lei no 5.851, de 7 de dezembro de 1972, é uma empresa pública, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.””

Portanto, estão ou estão procurando cabelo em bola de bilhar ou uns 15 segundos de fama.

Responder

Bernardino

08 de setembro de 2012 às 10h52

Gostei THIAGO Carneiro e JOTACE,voces foram na jugular. A JOtace fez uma anatomia dissecando o mau caratismo Petista que eu ja falei aqui eles sao covardes porque estao embevecidos com o poder e nao querem largar a Boquimha.Quanto a jK de saias,ela é medrosa e esta encurralada pela midia Bandida que faz a PAUTA do seu GOVERNO;Acredito que aquela resposta dela ao FHC so saiu porque ela foi atingida junto com o Lula,pois era da casa Civil e parceira do governo.AS simpatias com frouxo FHC ja estavam adiantadas.Por essas e outras conclui=se que oPT inaugurou uma nova terminologia no país os EUFEMISMOS como falou o REQUIAO nao é Privatizaçaao e sim CONCESSAO,isto é os Tucanos venderam a MAMAE e nós apenas ALUGAMOS!!!!!

Responder

lia vinhas

08 de setembro de 2012 às 00h21

Impressionante! Basta um comentário, ainda sem maiores informações para que, mesmo sem conhecimento de causa, se despeje aqui uma avalanche de besteiras e ataques injustos contra a Presidtnta Dilma e o PT.Eita. trollzada ignorante!
DEIXEM A MULHER TRABALHAR!

Responder

    Jotace

    08 de setembro de 2012 às 02h11

    Caríssima Defensora dos Inocentes,

    Não tenha qualquer dúvida, pois ela tem trabalhado! E agora tudo ficou mais fácil, pois conta com a ajuda da inefável mas bondosa patriota Kátia Abreu, ‘que deixou o DEM para dar apoio ao governo’. Por isso não há razão para nos preocuparmos com a Dilma, com o governo do PT. Ainda que este partido sequer faça mais qualquer sentido. Vem operando como fez o PSDB de fhc e de serra. E não mais existirá depois da próxima eleição presidencial, pois dele não mais precisarão os comandos petistas que, depois de abandonar o povo, farão o mesmo com um partido desmoralizado pela corrupcão, pelo entreguismo. Pois não deixarão uma palha no território brasileiro, tudo terá sido entregue ao capital (e ao domínio) estrangeiro. Jotace

    Luís

    08 de setembro de 2012 às 09h05

    Eita governista boçal.

    Julio Silveira

    08 de setembro de 2012 às 09h40

    Sejamos justos Luis, boçais como essa governista parece uma praga que acomete grande parte dos governistas de qualquer partido. Quando esquecem que o primeiro compromisso deve ser com seu país e com a maioria de sua gente, eu digo maioria. Como hipnotisados justificam todos os atos, mesmo os nefandos, dos partidos que apoiam.

    Bonifa

    08 de setembro de 2012 às 12h03

    Nem tudo o que ocorre no país está nas mãos da Dilma para resolver, esta é uma visão de afilhadismo ultrapassado. E nem no Céu todos os anjos são fiéis a Deus.

    Nelson

    08 de setembro de 2012 às 19h18

    Não, minha cara Lia. Não se trata de somente “um comentário sem maiores informações”.

    Há já uma série de precedentes, protagonizados pelos governos Lula/Dilma, de entrega do patrimônio público à sanha dos lucros privados e de capitulação dos mesmos antes o grande capital. Tudo contrariando radicalmente a esperança que o povo brasileiro mantinha nestes governos de que isto não mais ocorreria.
    Privatização de bancos públicos estaduais, TV Digital, privatização de aeroportos, de rodovias, transgênicos, não derrubada do fator previdenciário.

    É… a lista já é bastante grande, Lia. Então, quem está a nos dever uma explicação clara e inequívoca sobre mais esta questão, a privatização da Embrapa, é a Dona Dilma.

    mpressionante! Basta um comentário, ainda sem maiores informações para que, mesmo sem conhecimento de causa, se despeje aqui uma avalanche de besteiras e ataques injustos contra a Presidtnta Dilma e o PT.Eita. trollzada ignorante!
    DEIXEM A MULHER TRABALHAR!

JOSÉ CARLOS

07 de setembro de 2012 às 20h31

ESTE DELCIDIO AMARAL VEIO DO PSDB , É UM INFILTRADO , COMO OUTROS

Responder

emerson57

07 de setembro de 2012 às 19h28

o dinheiro da embrapa está aqui:
http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Sala_de_Imprensa/Noticias/2011/industria/20110920_VIVO.html
se tem dinheiro para os gringos que receberam “de grátis” o patrimônio brasileiro e que prestam um péssimo serviço porque para a embrapa que é referência não?

Responder

ITALO

07 de setembro de 2012 às 19h22

Isto é privatizar conhecimento. daqui a pouco ele vai querer privatizar as universidades
Ainda bem que moro em MS….esse cara perdeu meu voto

Responder

Joel Miranda

07 de setembro de 2012 às 18h48

Azenha, este senador está doido? A Embrapa é a nossa Petrobras do campo, não já basta o que fez FHC, retirando o monopólio da extração? Somos hoje uma potência no campo graças à Embrapa.

Responder

Robusto

07 de setembro de 2012 às 17h59

A embrapa representa um símbolo nacional. Vejo que a maioria dos comentários aqui expostos tem esse perfil nacionalista. Como assim entregar a embrapa ao capital financeiro? às multinacionais? o PT ainda? estamos perdidos!! rsrs

Contudo para bom entendedor, conhecedor do assunto e fã Azenha, vale a pena expor minha opinião.

Para aqueles que nao sabem, a embrapa foi criada pelos milicos com total apoio das multinacionais e do governo americano.

Até antes de sua criacao, os processos de assistencia técnica eram locais, via casas da agricultura em que os técnicos acompanhavam de perto a introducao de “novas” tecnologias com a participacao dos produtores rurais familiares. Era uma assistencia voltada a producao de comida para abastecimento de mercados locais até de subsistência, agricultura diversificada etc. com bases mais ecológicas etc.

A criacao da embrapa se deu com vistas na implementacao/adaptacao de tecnologias visando o estabelecimento dos pacotes tecnológicos, da agricultura de larga escala/monocultura, dependente de insumos químicos e pesticidas.

Isso gerou uma modernizacao desigual da agricultura com efeitos nefastos à agricultura familiar. Em 1986, Ronaldo Conde Aguiar publicou o livro intitulado “abrindo o pacote tecnológico” em que decifra claramente a estratégia do governo militar com a criacao da empresa brasileira de pesquisa agropecuária e sua ligacao umbilical com a política agricola recém criada (empréstimos bancários estariam vinculados ao uso dos insumos necessários exigidos pelos pacotes tecnológicos – uso de máquinas, fertilizantes químicos e sementes).

Atualmente (dados de 2010/2011 – dados são públicos), menos de 5% do orcamento anual da embrapa foi destinado à pesquisa relacionada à agricultura familiar. Como o autor do texto bem disse

…” o que surpreende os analistas é a incrível capacidade de seu corpo funcional em permanecer fiel ao projeto original”

Já que a embrapa desenvlove pesquisa para o agronegócio de escala comercial/monoculturas/dependentes de insumos/médio-grandes produtores, acredito ser justo que tais empresas (multinacionais) financiem parte das pesquisas com que elas estarao se beneficiando, nõ é mesmo?

Com isto, sobraria recurso para que o governo possa destinar recursos para pesquisas em agroecologia, agricultura familiar, em sistemas organicos e de base ecológica que estariam abastecendo a mesa dos brasileiros.

Com o avanco neoliberal da década de 1990 e das brigas político-partidárias pelo controle do estado, a embrapa acabou sendo incorporada pelo mais fisiológico dos partidos políticos brasileiros. Passou a ser moeda de troca e não uma empresa estratégica para o país. Continua defendendo os interesses da casa grande, infelizmente. A partir de entõ, com uma sociedade em transicõ e com um governo mais social, a embrapa passa a conviver com uma crise de existência. POr onde ir?

Nada mais necessário, neste momento, do que promover um choque de gestõ na embrapa.

E para isto, abrir o capital da empresa seria uma estratégia em que um CEO (desvinculado do partido fisiologista) conduziria a empresa dentro de uma estratégia pré-estabelecida pelos acionários sendo o caminho a ser seguido determinado pelo seu maior acionário (o povo brasileiro) atuando no pioneirismo de buscar inovar num modelo produtivo em busca da ecologizacao da agricultura brasileira.

E sobraria recurso suficiente para criar a AgrEcobras (empresa brasileira de pesquisa em agroecologia) ou financiar centros de excelencias nas universidades brasileiras.

Daí viabilizaríamos a reforma agrária brasileira.

Talvez seja essa a idéia do PT.

Pronto…falei..

iiii…

ciao

Responder

Djalma

07 de setembro de 2012 às 16h49

Escrevi que o Processo, o Sistema estava empurrando o Brasil para uma mexicanização e mais algumas coisas que vinham implementando para que nossas empresas e riquezas escoassem sem reação do Povo.
Não foi recepcionado minha mensagem

Responder

Djalma

07 de setembro de 2012 às 16h42

Fiz um comnetário e não foi recepcionado, estou começando a desconfiar que estou sendo censurado pela internet.

Responder

    Conceição Lemes

    07 de setembro de 2012 às 17h40

    Djalma, antes de levantar suspeitas é melhor se assegurar de que a acusação tem alguma procedência. O comentário a que vc se refere é o das 16h29? sds

Indio Tupi

07 de setembro de 2012 às 16h38

Aqui do Alto Xingu, os índios, enquanto a caravana passa, retransmitem discurso da Presidenta Dilma Rousseff neste 7 de setembro:

“”Queridas brasileiras e queridos brasileiros,
]
Com especial alegria, escolhi esta véspera do 7 de Setembro para dar uma excelente notícia a todos vocês. Estou aqui esta noite para dizer que o Brasil, depois de conseguir retirar 40 milhões de brasileiros da pobreza e se transformar na sexta maior economia do mundo, prepara-se para dar um novo salto – e para crescer mais e melhor.

Não se surpreendam que esta nova arrancada se dê no mesmo momento em que o mundo se debate em um mar de incertezas. Isso não ocorre por acaso.
Ao contrário de outros países, o Brasil criou, nos últimos anos, um modelo de desenvolvimento inédito, baseado no crescimento com estabilidade, no equilíbrio fiscal e na distribuição de renda.
Este modelo produziu efeitos tão poderosos na economia – e na vida das pessoas – que nem mesmo a maior crise financeira da história conseguiu nos abalar fortemente.

Como a maioria dos países, tivemos uma redução temporária no índice de crescimento. Mas já temos as condições objetivas, agora, para iniciar este novo e decisivo salto, cujos primeiros efeitos já serão percebidos no próximo ano e que vão se ampliar fortemente nos anos seguintes.
Uma coincidência me deixa feliz: ser justamente em setembro, mês da primavera e da Independência, o momento em que estamos a plantar as novas bases desse ciclo de desenvolvimento. Porque ele vai alargar bastante o caminho de afirmação e independência que nosso país vem construindo, com muita garra, nos últimos dez anos.

Minhas amigas e meus amigos,

O nosso bem-sucedido modelo de desenvolvimento tem se apoiado em três palavrinhas mágicas: estabilidade, crescimento e inclusão.
Com elas, o Brasil tem conseguido crescer e, ao mesmo tempo, distribuir renda. Tem conseguido, como poucos países no mundo, reduzir a desigualdade entre as pessoas e entre as regiões.
Para tornar nosso modelo mais vigoroso e abrir este novo ciclo de desenvolvimento, vamos, a partir de agora, incorporar uma nova palavra a este tripé. A palavra é competitividade.

Na verdade, é mais que uma nova palavra: é um novo conceito, uma nova atitude. Uma forma simples de definir competitividade é dizer que ela significa baixar custos de produção e baixar preços de produtos para gerar emprego e gerar renda.

Mas para chegar aí é preciso melhorar a infraestrutura, avançar na produção de tecnologia e aprimorar os vários níveis de educação, saber e conhecimento.

Portanto, para ser competitivo, um país precisa de tudo isso.
É deste conjunto de atributos que o Brasil necessita para aperfeiçoar e consolidar nosso modelo de desenvolvimento.
Por isso, estamos lançando um conjunto de medidas que irão baixar o custo da nossa energia e do nosso transporte, e reforçar, com vigor, a capacidade de investimento do nosso país.
De forma simultânea, criamos – e estamos a ampliar – as condições para baixar juros, diminuir impostos e equilibrar o câmbio.

Este novo ciclo que agora se inicia não é fruto de nenhuma mágica. É a evolução dos bons resultados que conseguimos até aqui e uma necessidade imperiosa para podermos continuar crescendo e distribuindo renda.
Já somos o país que tem a melhor tecnologia social do mundo e nossos instrumentos de política social são copiados em dezenas de países.

Estamos, agora, lançando as bases concretas para sermos, no médio e no longo prazo, um dos países com melhor infraestrutura, com melhor tecnologia industrial, melhor eficiência produtiva e menor custo de produção.

Minhas amigas e meus amigos,

Na próxima terça-feira vamos dar um importante passo nesta direção. Vou ter o prazer de anunciar a mais forte redução de que se tem notícia, neste país, nas tarifas de energia elétrica das indústrias e dos consumidores domésticos. A medida vai entrar em vigor no início de 2013.
A partir daí todos os consumidores terão sua tarifa de energia elétrica reduzida, ou seja, sua conta de luz vai ficar mais barata. Os consumidores residenciais terão uma redução média de 16,2%. A redução para o setor produtivo vai chegar a 28%, porque neste setor os custos de distribuição são menores, já que opera na alta tensão.
Esta queda no custo da energia elétrica tornará o setor produtivo ainda mais competitivo.

Os ganhos, sem dúvida, serão usados tanto para redução de preços para o consumidor brasileiro, como para os produtos de exportação, o que vai abrir mais mercados, dentro e fora do país.
A redução da tarifa de energia elétrica vai ajudar também, de forma especial, as indústrias que estejam em dificuldades, evitando as demissões de empregados.

Minhas amigas e meus amigos,

A redução do custo da energia elétrica não é a única importante decisão que estamos tomando para baixar o custo de produção e, por consequência, aumentar o emprego e diminuir o preço dos produtos brasileiros.
Também acabamos de assinar um conjunto de medidas que vai provocar, no médio e no longo prazo, uma verdadeira revolução no setor de transportes no nosso país.

Criamos a Empresa de Planejamento e Logística que, em parceria com a iniciativa privada, vai promover uma completa reformulação no setor de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.
Além de restabelecer a capacidade de planejamento do sistema de transporte, o novo modelo vai promover a integração e acelerar a construção e modernização de ferrovias, rodovias, portos e aeroportos.

Para que vocês tenham uma ideia, vamos investir 133 bilhões de reais em rodovias e ferrovias. Isso significa ampliação e melhorias em 10 mil quilômetros de ferrovias e quase 8 mil quilômetros de rodovias.
Este plano significa, também, um novo tipo de parceria entre o poder público e a iniciativa privada, que trará benefícios para todos os setores da economia e para todo o povo brasileiro.

Ao contrário do antigo e questionável modelo de privatização de ferrovias, que torrou patrimônio público para pagar dívida, e ainda terminou por gerar monopólios, privilégios, frete elevado e baixa eficiência, o nosso sistema de concessão vai reforçar o poder regulador do Estado para garantir qualidade, acabar com os monopólios, e assegurar o mais baixo custo de frete possível.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

Um novo ciclo de desenvolvimento só se inicia com mudanças na economia e na forma de gestão, e fazendo avançar a inclusão social. É isso que temos feito nos últimos tempos.

Revigoramos os fundamentos da nossa política econômica exitosa, mas, ao mesmo tempo, iniciamos uma mudança estrutural que tem, como sustentação, uma taxa de juros baixa, o câmbio competitivo e a redução da carga tributária.

Estamos conseguindo, por exemplo, uma marcha inédita de redução constante e vigorosa nos juros, que fez a Selic baixar para cerca de 2% ao ano, em termos reais. E fez a taxa de juros de longo prazo cair para menos de 1% ao ano, também em termos reais. Isso me alegra, mas confesso que ainda não estou satisfeita. Porque os bancos, as financeiras e, de forma muito especial, os cartões de crédito podem reduzir, ainda mais, as taxas cobradas ao consumidor final, diminuindo para níveis civilizados seus ganhos.

Sei que não é uma luta fácil. Mas garanto a vocês que não descansarei enquanto não vir isso se tornar realidade. Como também não descansarei na busca de novas formas para diminuir impostos e tarifas sem causar desequilíbrio às contas públicas, e, notadamente, sem trazer prejuízos a nossa política social.

E quero ressaltar que estou disposta a abrir um amplo diálogo com todas as forças políticas e produtivas para aprimorarmos o nosso sistema tributário.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

O Brasil, mais que nunca, tem um presente próspero e excelentes perspectivas para o futuro. Estamos conseguindo isso graças ao talento, ao esforço e à coragem de todos vocês. Também porque o governo tem agido certo e na hora certa.

O nosso governo está preocupado, mais que nunca, com a garantia do emprego e o ganho salarial do trabalhador. A prova disso é que, ao contrário da maioria dos países do mundo, aqui não houve desemprego nem perda de direitos dos trabalhadores. E somos um dos países, um dos poucos países do mundo, onde houve ganho real de salários.

Entre outras medidas, estamos incentivando o emprego por meio da diminuição dos impostos sobre a folha de pagamento das empresas.
Existe uma coisa mais importante que tudo: aumentamos, a cada dia, a fé e o orgulho no nosso querido Brasil.

Somos, cada vez mais, um país que olha para o presente e para o futuro com um mesmo olhar de alegria, conforto e esperança.

Viva o Sete de Setembro!
Viva o Brasil!
Viva o povo brasileiro!

Dilma Rousseff””
Obrigada e boa noite.””

Responder

    Jotace

    09 de setembro de 2012 às 00h23

    Esse discurso da Presidente, mais uma vez repleto de promessas vãs, poderia ser substituído por uma simples frase que refletiria as maiores aspirações dos brasileiros, especialmente daqueles que nela votaram preocupados com a onda entreguista que avassala a nação e está pondo em risco sua soberania: “Assinei hoje, neste dia da Pátria, o ato que reestatiza a Companhia Vale do Rio Doce o qual inicia a seqüência da reintegração ao povo do enorme patrimônio que lhe foi saqueado nas mais diferentes áreas”…Jotace

Leonardo Meireles Câmara

07 de setembro de 2012 às 16h34

Como sou da filosofia que devemos conhecer bem nossos adversários (sim, hoje eu a considero do lado de lá, do lado dos endinheirados), estou lendo sua biografia.

Parece que desde cedo ela vem com essa ladainha de parceria publico-privada, fez isso no sul com a energia e repetiu no MME gerando enormes prejuízos para as estatais e consumidores (ver entrevista do Prof. Ildo Sauer).

Esse negócio raramente funciona (ainda menos em setores sensíveis como esse), pois onde o capital privado tem força para impor sua vontade, ele não negocia e passa por sobre todo o resto. Só o lucro é sua meta.

Esse governo Dilma e o PT estão brincando com fogo.

Responder

Djalma

07 de setembro de 2012 às 16h29

Caminhamos a passos largos para a mexicanização do Brasil.
O Processo, o Sistema, arquitetou a degringolada do País, com a máxima do quanto pior melhor, com isto, nossas riquezs fluirão com facilidade, sem a menor reação.
Ficaremos sem o patrimônio, mas, com a imensa crise social resultante da abdicação da defesa do nacional, do País.
E,dos militares, só se fala das suas mazelas, não se fala ao menos da criação e implementação da EMBRAPA empresa que nos orgulha.
Vale dizer que não sou militar nem militarista.

Responder

    FrancoAtirador

    08 de setembro de 2012 às 13h14

    .
    .
    Então vamos ser justos, Djalma.

    Vamos falar de algo que consta da nossa legislação, ainda em vigor, e que os saudosistas da ditadura militar não gostam nem de lembrar:

    O Estatuto da Terra (Lei 4.504) que foi editado em novembro de 1964 pelo marechal “comunista” Humberto de Alencar Castello Branco, um nordestino “lulo-petista” de carteirinha que traiu os princípios da tradição, da família e da propriedade, fundamentalmente paulistanas, que nortearam e sustentaram o Golpe de Estado impetrado em março daquele mesmo ano, com apoio integral das Organizações Globo, do Estadão e do Grupo Folha.

    Por tais razões o “terrorista subversivo” Castelo Branco foi deposto e substituído pelo marechal tucano-xuxu-serrista Artur da Costa e Silva por indicação do Bispo de Guarulhos Luiz Gonzaga Bergonzini, graças a Deus, já falecido.
    .
    .
    LEI Nº 4.504, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1964.

    Dispõe sobre o Estatuto da Terra, e dá outras providências.

    TÍTULO I
    Disposições Preliminares

    CAPÍTULO I
    Princípios e Definições

    Art. 1° Esta Lei regula os direitos e obrigações concernentes aos bens imóveis rurais, para os fins de execução da REFORMA AGRÁRIA e promoção da Política Agrícola.

    § 1° CONSIDERA-SE REFORMA AGRÁRIA O CONJUNTO DE MEDIDAS QUE VISEM A PROMOVER MELHOR DISTRIBUIÇÃO DA TERRA, MEDIANTE MODIFICAÇÕES NO REGIME DE SUA POSSE E USO, A FIM DE ATENDER AOS PRINCÍPIOS DE JUSTIÇA SOCIAL E AO AUMENTO DE PRODUTIVIDADE.

    § 2º Entende-se por Política Agrícola o conjunto de providências de amparo à propriedade da terra, que se destinem a orientar, no interesse da economia rural, as atividades agropecuárias, seja no sentido de garantir-lhes o pleno emprego, seja no de harmonizá-las com o processo de industrialização do país.

    Art. 2° É assegurada a todos a oportunidade de acesso à propriedade da terra, condicionada pela sua função social, na forma prevista nesta Lei.

    § 1° A propriedade da terra desempenha integralmente a sua função social quando, simultaneamente:

    a) favorece o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores que nela labutam, assim como de suas famílias;

    b) mantém níveis satisfatórios de produtividade;

    c) assegura a conservação dos recursos naturais;

    d) observa as disposições legais que regulam as justas relações de trabalho entre os que a possuem e a cultivem.

    § 2° É dever do Poder Público:

    a) promover e criar as condições de acesso do trabalhador rural à propriedade da terra economicamente útil, de preferência nas regiões onde habita, ou, quando as circunstâncias regionais, o aconselhem em zonas previamente ajustadas na forma do disposto na regulamentação desta Lei;

    b) zelar para que a propriedade da terra desempenhe sua função social, estimulando planos para a sua racional utilização, promovendo a justa remuneração e o acesso do trabalhador aos benefícios do aumento da produtividade e ao bem-estar coletivo.

    § 3º A todo agricultor assiste o direito de permanecer na terra que cultive, dentro dos termos e limitações desta Lei, observadas sempre que for o caso, as normas dos contratos de trabalho.

    § 4º É assegurado às populações indígenas o direito à posse das terras que ocupam ou que lhes sejam atribuídas de acordo com a legislação especial que disciplina o regime tutelar a que estão sujeitas.

    Art. 4º Para os efeitos desta Lei, definem-se:

    I – “Imóvel Rural”, o prédio rústico, de área contínua qualquer que seja a sua localização que se destina à exploração extrativa agrícola, pecuária ou agro-industrial, quer através de planos públicos de valorização, quer através de iniciativa privada;

    II – “Propriedade Familiar”, o imóvel rural que, direta e pessoalmente explorado pelo agricultor e sua família, lhes absorva toda a força de trabalho, garantindo-lhes a subsistência e o progresso social e econômico, com área máxima fixada para cada região e tipo de exploração, e eventualmente trabalho com a ajuda de terceiros;

    III – “Módulo Rural”, a área fixada nos termos do inciso anterior;

    IV – “Minifúndio”, o imóvel rural de área e possibilidades inferiores às da propriedade familiar;

    V – “Latifúndio”, o imóvel rural que:

    a) exceda a dimensão máxima fixada na forma do artigo 46, § 1°, alínea b, desta Lei, tendo-se em vista as condições ecológicas, sistemas agrícolas regionais e o fim a que se destine;

    b) não excedendo o limite referido na alínea anterior, e tendo área igual ou superior à dimensão do módulo de propriedade rural, seja mantido inexplorado em relação às possibilidades físicas, econômicas e sociais do meio, com fins especulativos, ou seja deficiente ou inadequadamente explorado, de modo a vedar-lhe a inclusão no conceito de empresa rural;

    VI – “Empresa Rural” é o empreendimento de pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que explore econômica e racionalmente imóvel rural, dentro de condição de rendimento econômico …Vetado… da região em que se situe e que explore área mínima agricultável do imóvel segundo padrões fixados, pública e previamente, pelo Poder Executivo. Para esse fim, equiparam-se às áreas cultivadas, as pastagens, as matas naturais e artificiais e as áreas ocupadas com benfeitorias;

    VII – “Parceleiro”, aquele que venha a adquirir lotes ou parcelas em área destinada à Reforma Agrária ou à colonização pública ou privada;

    VIII – “Cooperativa Integral de Reforma Agrária (C.I.R.A.)”, toda sociedade cooperativa mista, de natureza civil, criada nas áreas prioritárias de Reforma Agrária, contando temporariamente com a contribuição financeira e técnica do Poder Público, através do Instituto Brasileiro de Reforma Agrária, com a finalidade de industrializar, beneficiar, preparar e padronizar a produção agropecuária, bem como realizar os demais objetivos previstos na legislação vigente;

    IX – “Colonização”, toda a atividade oficial ou particular, que se destine a promover o aproveitamento econômico da terra, pela sua divisão em propriedade familiar ou através de Cooperativas.

    Art. 5° A dimensão da área dos módulos de propriedade rural será fixada para cada zona de características econômicas e ecológicas homogêneas, distintamente, por tipos de exploração rural que nela possam ocorrer.

    CAPÍTULO III
    Das Terras Públicas e Particulares

    SEÇÃO I
    Das Terras Públicas

    Art. 9º Dentre as terras públicas, terão prioridade, subordinando-se aos itens previstos nesta Lei, as seguintes:

    I – as de propriedade da União, que não tenham outra destinação específica;

    II – as reservadas pelo Poder Público para serviços ou obras de qualquer natureza, ressalvadas as pertinentes à segurança nacional, desde que o órgão competente considere sua utilização econômica compatível com a atividade principal, sob a forma de exploração agrícola;

    III – as devolutas da União, dos Estados e dos Municípios.

    SEÇÃO II
    Das Terras Particulares

    Art. 12. À propriedade privada da terra cabe intrinsecamente uma função social e seu uso é condicionado ao bem-estar coletivo previsto na Constituição Federal e caracterizado nesta Lei.

    Art. 13. O Poder Público promoverá a gradativa extinção das formas de ocupação e de exploração da terra que contrariem sua função social.

    Art. 15. A implantação da Reforma Agrária em terras particulares será feita em caráter prioritário, quando se tratar de zonas críticas ou de tensão social.

    TÍTULO II
    Da Reforma Agrária

    CAPÍTULO I
    Dos Objetivos e dos Meios de Acesso à Propriedade Rural

    Art. 16. A Reforma Agrária visa a estabelecer um sistema de relações entre o homem, a propriedade rural e o uso da terra, capaz de promover a justiça social, o progresso e o bem-estar do trabalhador rural e o desenvolvimento econômico do país

    Parágrafo único. O Instituto Brasileiro de Reforma Agrária será o órgão competente para promover e coordenar a execução dessa reforma, observadas as normas gerais da presente Lei e do seu regulamento.
    (…)
    Art. 46. O Instituto Brasileiro de Reforma Agrária promoverá levantamentos, com utilização, nos casos indicados, dos meios previstos no Capítulo II do Título I, para a elaboração do cadastro dos imóveis rurais em todo o país, mencionando:

    I – dados para caracterização dos imóveis rurais com indicação:

    a) do proprietário e de sua família;

    b) dos títulos de domínio, da natureza da posse e da forma de administração;

    c) da localização geográfica;

    d) da área com descrição das linhas de divisas e nome dos respectivos confrontantes;

    e) das dimensões das testadas para vias públicas;

    f) do valor das terras, das benfeitorias, dos equipamentos e das instalações existentes discriminadamente;

    II – natureza e condições das vias de acesso e respectivas distâncias dos centros demográficos mais próximos com população:

    a) até 5.000 habitantes;

    b) de mais de 5.000 a 10.000 habitantes;

    c) de mais de 10.000 a 20.000 habitantes;

    d) de mais de 20.000 a 50.000 habitantes;

    e) de mais de 50.000 a 100.000 habitantes;

    f) de mais de 100.000 habitantes;

    III – condições da exploração e do uso da terra, indicando:

    a) as percentagens da superfície total em cerrados, matas, pastagens, glebas de cultivo (especificadamente em exploração e inexplorados) e em áreas inaproveitáveis;

    b) os tipos de cultivo e de criação, as formas de proteção e comercialização dos produtos;

    c) os sistemas de contrato de trabalho, com discriminação de arrendatários, parceiros e trabalhadores rurais;

    d) as práticas conservacionistas empregadas e o grau de mecanização;

    e) os volumes e os índices médios relativos à produção obtida;

    f) as condições para o beneficiamento dos produtos agropecuários.
    (…)
    Brasília, 30 de novembro de 1964

    H. CASTELLO BRANCO
    Presidente da República (SIC)

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4504.htm

    FrancoAtirador

    08 de setembro de 2012 às 13h39

    .
    .
    LEI 4.504/64

    Art. 46.

    § 1° Nas áreas prioritárias de reforma agrária serão complementadas as fichas cadastrais elaboradas para atender às finalidades fiscais, com dados relativos ao relevo, às pendentes, à drenagem, aos solos e a outras características ecológicas que permitam avaliar a capacidade do uso atual e potencial, e fixar uma classificação das terras para os fins de realização de estudos micro-econômicos, visando, essencialmente, à determinação por amostragem para cada zona e forma de exploração:

    a) das áreas mínimas ou módulos de propriedade rural determinados de acordo com elementos enumerados neste parágrafo e, mais a força de trabalho do conjunto familiar médio, o nível tecnológico predominante e a renda familiar a ser obtida;

    b) DOS LIMITES MÁXIMOS PERMITIDOS DE ÁREAS DOS IMÓVEIS RURAIS, OS QUAIS NÃO EXCEDERÃO A SEISCENTAS VEZES O MÓDULO MÉDIO DA PROPRIEDADE RURAL NEM A SEISCENTAS VEZES A ÁREA MÉDIA DOS IMÓVEIS RURAIS, NA RESPECTIVA ZONA;

    c) das dimensões ótimas do imóvel rural do ponto de vista do rendimento econômico;

    d) do valor das terras em função das características do imóvel rural, da classificação da capacidade potencial de uso e da vocação agrícola das terras;

    e) dos limites mínimos de produtividade agrícola para confronto com os mesmos índices obtidos em cada imóvel nas áreas prioritárias de reforma agrária.

    http://www.dji.com.br/leis_ordinarias/1964-004504-et/et043a046.htm

Vicente

07 de setembro de 2012 às 16h26

Inquietante e revoltante. Isso é puro entreguismo. Por que esse cara não muda logo para o PSDB, PMDB ou qualquer outra sigla que não tenha qualquer compromisso com o povo brasileiro?

Responder

Fred

07 de setembro de 2012 às 16h22

Delcídio do Amaral:

“Depois de viver dois anos na Europa, trabalhando para a Shell, Delcído Amaral voltou ao Brasil. Foi diretor da Eletrosul em 1991, responsável pelo planejamento energético da região sul.

Em março de 1994 ocupou a secretaria executiva do Ministério das Minas e Energia, onde permaneceu até setembro. No final do governo Itamar Franco foi ministro de Minas e Energia, de setembro de 1994 a janeiro de 1995.

Fez parte da diretoria de Gás e Energia da Petrobrás durante o Escândalo do apagão, a crise de energia de 2000/2001.”
——————-

Este sujeito tem expresso em seu rosto o seu (mau)caráter cúpido, que se vende fácil em troca de ganhos…

Responder

    Fred

    07 de setembro de 2012 às 16h25

Urbano

07 de setembro de 2012 às 15h01

A Embrapa que nas mãos do Eterno Presidente Lula foi utilizado até para ajudar ao povo amigo e irmão da África, e agora querem entregar nas mãos dos criminosos gringos e dos seus aliados quintas-colunas internos, a fim de que devastem de vez com a fauna e a flora. Aí é dar uma do fred henrique danoso. Afinal, a coisa está ocorrendo e não é porque nós, que sempre apoiamos, queiramos ou não queiramos ver infedilidade. Além do mais, essa infidelidade que imaginamos não é tão-somente em relação a A ou a B, não; é em relação a toda a Nação e ao seu povo, principalmente em relação àqueles que votaram contra uma política danosa como a que ocorreu com os privateiros tunganos. O povo respeita seja lá quem for, mas na mesma proporção em que é respeitado. A coisa é mais ou menos assim.

Responder

jaime

07 de setembro de 2012 às 14h09

Uma privatizaçãozinha aqui, uma concessão ali, e um dia você acorda cantando o hino da empresa ao invés do hino nacional. O lado bom é que não precisará mais estudar em História da Idade Média a parte do feudalismo. Vai estar no capítulo História Contemporânea.

Honduras aprova privatização de cidades com a justificativa de combater a desigualdade social
Regiões serão vendidas em no máximo seis meses e terão poder Executivo, Legislativo e Judiciário próprios

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/24166/honduras+aprova+privatizacao+de+cidades+com+a+justificativa+de+combater+a+desigualdade+social.shtml

Responder

    Luís

    08 de setembro de 2012 às 09h15

    Cara, esconde esse texto. Vai que dona Dilma privateira leia esse texto e acaba tendo a mesma idéia?

    Bonifa

    08 de setembro de 2012 às 12h14

    Para quê serve uma cidade em Honduras? Que lucro dará? Só se for para servir de valhacouto de piratas e traficantes, superparaíso fiscal, hiper prostíbulo caribenho. Mesmo assim, necessitará da vigilância eterna da marinha americana, porque em médio prazo estará sujeita a ferozes atentados de nacionalistas de vários matizes.

tiago carneiro

07 de setembro de 2012 às 14h08

Comitiva vai à Europa oferecer aeroportos a monopólios privados: http://www.horadopovo.com.br/2012/09Set/3089-07-09-2012/P2/pag2c.htm

Só não vê quem nao quer: Dilma está aqui para dar continuidade ao desmonte do FHC.

“fica a Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC responsável por executar e acompanhar o processo de desestatização dos serviços públicos de que trata o art. 1º, nos termos do § 1º do art 6º da Lei no 9.491, de 1997, observada a supervisão da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República”

Responder

tiago carneiro

07 de setembro de 2012 às 13h14

“O que se pede é muito simples: basta que a Presidenta Dilma desautorize a intenção de apoiar esse PLS privatizante e anuncie claramente que seu governo não pretende autorizar a participação do capital privado na EMBRAPA”

Vocês acham mesmo que a FHC de SAIAS, a responsável pelo ”pacote de bondades” aos ricaços, pelo fiasco do plano nacional de banda larga, pela venda dos aeroportos, cacete nos servidores, vocês acham que ela fará isso?

Já vejo a matéria do Conversa Afiada: “JK de saias abre o capital da EMBRAPA e combate a privataria tucana! GASTA, DILMA, GASTA!!!”.

Lula estava certo: a Dilma me surpreendeu….

Responder

Rafael

07 de setembro de 2012 às 13h12

Delcídio Amaral, do Mato Grosso do Sul, há aposto que vai ganhar muito dinheiro se aprovar isso. Isso é privataria. Pode ter certeza que tem uns poderosos prometendo mundos e fundos para campanha eleitoral se aprovar esse absurdo. Esse cara não faz isso por ideologia, é POR DINHEIRO. Imagina se esse senador fosse grampeado, seria interessante ouvir as negociatas.

Responder

    tiago carneiro

    07 de setembro de 2012 às 23h09

    Opa, não fale isso em voz alta. Alguns petistas ficarão indignados.

Ulisses

07 de setembro de 2012 às 12h48

Este senador do MS traiu o candidato Zeca nas eleições de 2010, não o apoiando contra o governador Pucinelli que tentava a reeleição. Zeca, governador em 1998 e 2002, salvou o estado, anteriormente governado por Wilson Barbosa Martins, da insolvência pela roubalheira generalizada. Delcídio foi eleito senador com o apoio do Zeca e sua resposta foi uma facada na costas do Zeca. Dizem aqui no estado do MS que ele fez acordo com Pucinelli para não não apoiar o Zeca, ele teria garantido apoio do Pucinelli para ser governador em 2014 do MS. Como Pucinelli é bem conhecido, é capaz de ser o Delcídio a ser o próximo traído. Mas eu já o conhecia desde a década de 80, quando o mesmo era diretor da eletronorte e trabalhava naquele escândalo que foi a represa de Balbina. Sempre foi cria da ditadura.

Responder

    Nilo

    07 de setembro de 2012 às 14h30

    E o mesmo que na CPI dos correios todos os dias dava entrevistas no PIG falando mal do governo. Pensei que já tinha sido expulso do PT e se filiado ao DEM.

    Marcos C. Campos

    07 de setembro de 2012 às 16h03

    Tá no PT ainda.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Delc%C3%ADdio_do_Amaral

    Agora , vamos falar a verdade. O Senador Requião criticar o PT como partido por este projeto de lei não é tão correto. Muitos do partido dele, PMDB, votariam a favor se este “troço” for avante.

    Qual a opinião da Dilma e do Lula sobre este projeto ?

    tiago carneiro

    08 de setembro de 2012 às 12h44

    O negoço é que do PMDB você pode esperar tudo, uma vez que é um partidinho amigo de todos, tal qual o PSB.

    Do PT, teoricamente, não. Mas agora, com nossa querida Russerra, a Privatizadora, esperamos coisas bem piores.

Porco Rosso

07 de setembro de 2012 às 12h47

Ué, mas se for só concessão não tem problema, não é mesmo, caros amigos governistas?

Responder

    Marcos C. Campos

    07 de setembro de 2012 às 16h04

    Neste caso não é concessão é privataria mesmo.

    Luís

    08 de setembro de 2012 às 09h14

    Nesse caso?

Pimon

07 de setembro de 2012 às 12h40

Sob pressão dos movimentos sociais e sindicais, o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Pedro Arraes, assegurou, nesta quinta-feira (8), aos trabalhadores que o governo não permitirá que a Embrapa se torne uma empresa de economia mista.

FIM!

Responder

lando carlos

07 de setembro de 2012 às 12h23

Lando Carlos Gonçalves · Taboão da Serra
esse senador delcidio e um pulha um traidor da patria querer entregar o conhecimento cientifico brasileiro feito com o dinheiro suado do povo brasileiro deveria ser preso por traição. querer entregar esse patrimonio nas mãos da monsanto e sua congeneres.presidenta dilma diga aos nossos cientistas que a embrapa pertence ao povo brasileiro, e que eles continuem pesquisando em paz.
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Leo V

07 de setembro de 2012 às 12h12

Greve na Alemanha e na Europa é assim: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1149986-maior-greve-da-lufthansa-causa-cancelamento-de-quase-mil-voos.shtml

Não tem xororô, pára tudo mesmo. Direito de greve lá é direito de greve. No Brasil greve ainda é tratado como caso de polícia. É do direito puramente formal, já que imprensa e governo semre atacam as greves e a Justiça a torna ilegal.

Responder

Dinha

07 de setembro de 2012 às 12h10

É tudo um bando de Chicago boy mesmo! Mandei um e-mail cobrando explicação. Agora estou assim, encho a caixa de e-mail desses farsantes.

Responder

    Marcos C. Campos

    07 de setembro de 2012 às 16h05

    Excelente idéia.

    Julio Silveira

    07 de setembro de 2012 às 20h51

    A Monsanto deve estar esfregando as mãos e pedindo pressa.

Bonifa

07 de setembro de 2012 às 11h53

Este é talvez o maior e mais sério ataque sofrido pelo Brasil por interesses externos ligados ao domínio internacional de produtos estratégicos. Tratamos do domínio da alimentação no mundo. E antes disso, do domínio da tecnologia de produção de alimentos e outros derivados agropecuários. Sabemos que este setor está disposto a usar todas as armas possíveis e impossíveis para conseguir seu intento, porque é isso que o tem caracterizado. A corrupção de agentes polícos, administrativos e de jornalistas está entre estas armas. Temos uma empresa maravilhosa, estratégica, que estuda o que temos em potencial na agricultura e pecuária não apenas do ponto de vista exclusivo do lucro a qualquer custo. Uma empresa que em seu desempenho põe em perspectiva valores ambientais, sociais e culturais, além da ajuda internacional desinteressada a quem precisa. E estamos sob ataque para entregar esta empresa às unhas desumanas dos abutres internacionais, destruindo com toda a certeza as bases de princípios sobre as quais foi fundada. Conseguiremos resistir? Conseguiremos repelir as visitações dos senhores da guerra pelo lucro através do domínio da comida?

Responder

Julio Silveira

07 de setembro de 2012 às 09h59

Sou contra abrir a Embrapa para o capital privado. Primeiro por que sempre desconfio de bondades e boas intenções, vinda de gente suspeita, naquilo que funciona muito bem no Brasil. Me lembra a Vale. Ninguem quer o que não presta, ninguem quer ser solidário na divisão de problemas. Pode ser um primeiro passo para que essa empresa impar em nosso desenvolvimento, de tecnologias inovadoras no campo agro, invejada sob diversos aspectos, por países estrangeiros, possam logo logo estar sendo controladas de fora, tirando de nós suas potencialidades. Reitero, sempre desconfio do que possa ter por trás desses subitos interesses, até da brasilidade de quem propõe algo nesse sentido. Haverá comprometimento verdadeiro com o nosso País? estamos infestados de X9, inimaginaveis, a serviço do estrangeiro. Devemos cuidar mais de nossos patrimonios, ficarmos mais atentos para deixarmos de ser chacota de nós mesmos, que rimos ca piada de sermos muito bonzinhos, quando estamos sendo é idiotas. Nesse mundo de jogo pesado e dinheiro pesado circulando as aparencias enganam.

Responder

FrancoAtirador

07 de setembro de 2012 às 09h44

.
.
Aos agronegociantes não basta usufruir gratuitamente e por vezes privilegiadamente dos resultados das pesquisas da EMBRAPA.

O que esse grupo de ruralistas apátridas gananciosos quer mesmo é se apropriar da própria EMBRAPA e, por consequência, do conhecimento científico agropecuário desenvolvido durante décadas pela estatal, para que a empresa sirva exclusivamente aos interesses privados desses latifundiários que visam prioritariamente o lucro às custas do financiamento público e do trabalho alheio.
.
.

Responder

    Lu Witovisk

    07 de setembro de 2012 às 11h47

    Pois olhe, nunca imaginei que num governo como deveria ser este, nos preocuparíamos com uma coisa tão surreal como esta.

    Pra variar, na contramão dos interesses do país.

    FrancoAtirador

    07 de setembro de 2012 às 15h10

    .
    .
    Deveras decepcionante, minha cara Lu.

    Sinal que há mais coisas entre o garfo e a faca

    do que possa imaginar nossa vã agrotoxicologia.
    .
    .

Marcus Netto

07 de setembro de 2012 às 09h40

Não sei não , mas este Senador Delcidio Amaral, baseado no histórico dele , no meu tempo de Movimento Estudantil seria denunciado como contra-revolucionário ou agente da Direita infiltrado nas estruturas partidárias de esquerda . Sua atuação envergonha os militantes históricos do PT. Porque ele não se muda para o PSDB ou se candidata a vice do Aécio Saideira ? Talvez ele esteja almejando um cargo na Liga Ruralista Brasileira ou até mesmo conste da folha de pagamento da Fundação Ford . Não me admiro se vermos algum dado sobre ele vazado pelo Wikileaks tendo reuniões com empresários da Monsanto na Embaixada Americana em Brasília.
O PT precisa tomar providências com relação a este tipo de pusilanimidade . Me lembra o Deputado José Mentor na CPI do Banestado .

Responder

    FrancoAtirador

    07 de setembro de 2012 às 10h31

    .
    .
    E esse senador foi o presidente da CPI dos Correios, aquela comissão parlamentar que humilhou e desonrou irreversivelmente o senhor Luiz Gushiken que ainda teve de suportar por 5 anos a degradação moral promovida pela oligarquia famigliar mafio-midiática baseada numa denúncia tecnicamente infundada e politicamente tendenciosa de um procurador-geral, inclusive inicialmente recebida pela maioria dos ministros do STF, para depois ser tardiamente absolvido por unanimidade pelo mesmo Supremo Tribunal Federal sem sequer uma menção de desagravo.

    Além disso, esse senador é um dos que articula internamente no PT e no governo federal a defesa dos interesses dos agronegociantes, como no caso das votações do Código de Desmatamento no Congresso Nacional, por exemplo.
    .
    .

    FrancoAtirador

    07 de setembro de 2012 às 13h04

    .
    .
    E não é por acaso que esse mesmo senador é contra inclusive a regulamentação social das outorgas públicas de radiodifusão, como, por exemplo, a que foi recomendada através do trabalho brilhantemente elaborado, em 2009, pela Consultoria Legislativa da Área de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara do Deputados, que pode ser lido a seguir:

    http://bd.camara.gov.br/bd/bitstream/handle/bdcamara/5404/regulacao_outorgas_lopes.pdf?sequence=3

    Vlad

    07 de setembro de 2012 às 12h53

    Vai ver o PT mudou e agora quem está fora do script são os históricos.
    Mas convenhamos que o novo PT de bobo não tem nada. Domesticou o MST, subjugou a UNE, concede por 200 anos mas não privatiza, e elege a redução dos impostos e o superávit nas contas públicas como prioridades, para vencer eleição coliga com o capeta e sobe em palanque de bandido.

    Aliás, não seria essa insidiosa mas já detectada mudança de foco da EMBRAPA mais um golpe dos poderosos no sentido de concentrar ainda mais as terras nas mãos dos latifundiários e das multis, acabando até com os médios produtores, por inviabilidade de produção?

    Quem será o dono do poder real no futuro, já que a mídia está inexoravelmente se pulverizando e tecnologia não é mais monopólio do vale do silício? Será quem domina o mercado de alimentos?

    tiago carneiro

    07 de setembro de 2012 às 14h10

    “Mas convenhamos que o novo PT de bobo não tem nada”

    Verdade. Bobo são os troxas, ao melhor estilo Paulo Henrique AMorim, que ficam defendendo cada tucanada da Russerra, como se fosse uma nova versão moderna e descolada de um governo de esquerda.

    Luís

    08 de setembro de 2012 às 09h13

    Paulo Henrique Amorim bobo e trouxa? Acho que não. É só olhar os banners do bloguinho dele.

    tiago carneiro

    08 de setembro de 2012 às 12h45

    Claro, os 40 mil reais mensais que ele ganha do governo fazem com que ele transforme as tucanagens da nossa amada presidenta em um ”jeitao moderno e descolado” de governar.


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