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Grupo de Nicolelis publica 25 trabalhos em 18 meses: ‘Apagão científico’?


18/12/2012 - 19h39

por Conceição Lemes

No último domingo, o jornal O Estado de S. Paulo publicou a reportagem Instituto de Nicolelis enfrenta “apagão científico” . O alvo é o neurocientista Miguel Nicolelis, professor da Duke University (EUA),  e que, desde 2004, dirige no Brasil o Instituto Internacional de Neurociências de Natal (IINN).

 A matéria afirma:

No último um ano e meio, desde o “racha”, Nicolelis publicou 13 trabalhos científicos, segundo os dados disponíveis no seu currículo Lattes. Em 12, ele é o único autor afiliado ao IINN. Dentre os vários coautores estrangeiros que assinam os artigos com ele, 5 fazem parte da lista de 31 colaboradores internacionais anunciada por Nicolelis em agosto de 2011, mas seus créditos não mencionam afiliação ao IINN – apenas à Duke. Considerando a ausência de Nicolelis em Natal, muitos cientistas questionam se alguma parte dos trabalhos foi produzida no IINN.

O “racha” refere-se à saída, em julho de 2011, de pesquisadores, técnicos e alunos do projeto. A matéria diz que, “desde então, o IINN não publicou nenhum trabalho científico novo”.

O professor Nicolelis é um dos pesquisadores brasileiros com maior produção científica. É também um dos com mais trabalhos publicados nas mais  prestigiosas revistas científicas internacionais.

Só que qualidade de ciência produzida — todo cientista sabe disso — não se mede exclusivamente pela quantidade de trabalhos publicados. Há anos em que se publica e anos que não. Albert Einstein é a prova.

Além disso, exigir que uma nova equipe de pesquisadores publique trabalhos no seu primeiro ano de colaboração não é razoável. Todo cientista sabe muito bem, também, que só o processo de revisão de um manuscrito por uma revista internacional leva de vários meses a um ano. Nesse contexto, a apresentação de 16 trabalhos em congressos nacionais e internacionais (veja a lista abaixo) demonstra objetivamente que o grupo está caminho de novas publicações.

De qualquer forma,segundo levantamento postado hoje no portal do IINN, a instituição publicou sete trabalhos nesse último ano e meio.

Nesse mesmo período, 18 trabalhos foram publicados pelo Laboratório de Nicolelis na Duke. Todos com menção ao Instituto Internacional de Neurociências de  Natal.

Além disso, 10 resumos de trabalhos científicos foram apresentados no congresso internacional da Society for Neuroscience de 2012. No congresso nacional da Federação das Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE) de 2012, somaram seis trabalhos.

A propósito:

1. Toda vez que um trabalho de Nicolelis é publicado conta automaticamente para o Brasil e o EUA, já que ele é filiado ao Instituto Internacional de Neurociências de Natal e à Duke University.

2. Hoje em dia, devido aos avanços da internet, a colaboração científica entre pesquisadores se dá virtualmente o tempo todo; não é necessário o pesquisador estar pessoalmente, direto, na instituição.

3. A matéria do Estadão menciona que, em 2008, o professor Miguel Nicolelis foi um dos palestrantes do Simpósio Nobel, realizado em Estocolmo, Suécia. Omitiu a participação em 2011, cujo tema era justamente a sua área de pesquisa.

Os Simpósios Nobel, afora os prêmios anuais, são o evento mais importante da Fundação Nobel. São dedicados às áreas da ciência onde avanços estão ocorrendo. O de 2011 — 3M:  Mente, Máquinas e Moléculasaconteceu de 26 a 29 de maio. A palestra de Nicolelis — Princípios da Fisiologia do conjunto de neurônios e como podem ser usados ​​para libertar o cérebro foi no dia 27.

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37 comentários

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Rômulo Gondim – Nicolelis mais perto de levar garoto paraplégico a dar o chute inaugural da Copa de 2014

04 de setembro de 2013 às 00h33

[…] de Nicolelis desenvolve “sexto” sentido em animais Grupo de Nicolelis publica 25 trabalhos em 18 meses: ‘Apagão científico’? Fonte: Vi o […]

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Nicolelis mais perto de levar garoto paraplégico a dar o chute inaugural da Copa de 2014 - Viomundo - O que você não vê na mídia

03 de setembro de 2013 às 01h14

[…] Grupo de Nicolelis desenvolve “sexto” sentido em animais Grupo de Nicolelis publica 25 trabalhos em 18 meses: ‘Apagão científico’? […]

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Rômulo Gondim – “Nós criamos outra forma de comunicação entre cérebros de animais”

11 de março de 2013 às 22h13

[…] Grupo de Nicolelis publica 25 trabalhos em 18 meses: ‘Apagão científico’? […]

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Nicolelis: “Nós criamos outra forma de comunicação entre cérebros” « Viomundo – O que você não vê na mídia

11 de março de 2013 às 19h52

[…] Grupo de Nicolelis publica 25 trabalhos em 18 meses: ‘Apagão científico’? […]

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Tentativa de difamar Nicolelis às vésperas de sair pesquisa revolucionária « Viomundo – O que você não vê na mídia

26 de fevereiro de 2013 às 16h46

[…] Grupo de Nicolelis publica 25 trabalhos em 18 meses: ‘Apagão científico’? […]

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Nicolelis e o sexto sentido « ZÉducando

20 de fevereiro de 2013 às 03h34

[…] pela localização do Instituto ? Como dizer que um grupo de pesquisadores passa por um ‘apagão científico‘ quando publica 25 trabalhos em 18 meses ? A quem aproveita isso […]

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Rômulo Gondim – Desenvolvendo o “sexto” sentido em animais

16 de fevereiro de 2013 às 21h26

[…] A lista da Science saiu pouco depois de o Estadão dizer que o Instituto Internacional de Neurociências de Natal (IINN) sofria um “apagão …. […]

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Grupo de Nicolelis consegue proeza: desenvolve “sexto” sentido em animais « Viomundo – O que você não vê na mídia

15 de fevereiro de 2013 às 10h12

[…] Grupo de Nicolelis publica 25 trabalhos em 18 meses: ‘Apagão científico’? […]

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Rafael

26 de dezembro de 2012 às 21h41

Mesmo com a divulgação da produção (e claro que tem que ser menor do que a do tal ICE já uqe há mais gente lá no momento – e mais dados de fora do país que se diz que são da UFRN…) o cara do Estadão continua falando em apagão, dizendo que os dados são anteriores a 2012.
Ele está sendo bem instruído pelo grupo do Ribeiro, sem dúvida.

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Gerson Carneiro

19 de dezembro de 2012 às 18h49

A reportagem começa dizendo que o Miguel Nicolelis “recebe vultuosas quantias do governo”.

Tadinho do jornal O Estado de São Paulo, não recebe nada dos tucanos.

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Gerson Carneiro

19 de dezembro de 2012 às 18h16

Pergunto basicamento o seguinte: O que o jornal O Estado de São Paulo faz de bem para a população atendida pelo projeto do cientista Miguel Nicolelis, no Nordeste, que supera a obra do mestre?

No mais, a reportagem é desonesta no sentido de que cita fontes não identificadas. Qual garantia temos de que não se passa de invenção?

É tão medíocre a reportagem que afirma que perguntou ao porteiro do instituto pelo doutor Miguel Nicolelis e o porteiro disse que não conhecia o doutor. Oras, o porteiro do meu prédio é capaz de dizer que não me conhece.

Enfim, apagão moral no jornal O Estado de São Paulo.

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    renato

    19 de dezembro de 2012 às 19h02

    Se você disse tá falado!

Carlos

19 de dezembro de 2012 às 18h14

Quem são esses caras pra falarem do Nocolelis um dos maiores patrimônios que o Brasil possui. deveriam lavar a língua com sabão de cinza pra falarem do maior cientista que nós temos…gente porca….nojenta, asquerosa….odiosa…gente que existe só pra ganhar dinheiro no atraso do país e fazer politicagem….ao inferno com esse PIG….ao inferno com essa elite do cão…

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ADILSON SANTOS

19 de dezembro de 2012 às 16h56

A especie ainda á ser catalogada pelo exobiologia denominada ” Pestilnentus Mesquitas ” , segundo alguns cientistas que se debruçaram no mister de classifica-lo é de natureza inferior intelecto moral e provavelmente é uma mutação genética de carater teratológico e altamente contagiosa .

Ao que parece o habit natural destas criaturas são fossas sépticas ou as margens plácidas do Rio Tiête.

Sua reprodução é assexuada , por este motivos nenhuma delas conhece o proprio pai biológico .

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Matheus

19 de dezembro de 2012 às 16h33

Nicolelis é um orgulho para todos os brasileiros. Mas para a grande mídia ele cometeu o “pecado” de manifestar opiniões políticas de esquerda. Isso já é um motivo para que os oligarcas ponham o eminente cientista na lista de agentes do “Perigo Vermelho Bolivariano”.

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abolicionista

19 de dezembro de 2012 às 16h29

Mais uma escrotice de nossa mídia pelega.

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Lali

19 de dezembro de 2012 às 12h28

Conceição, você que é sempre tão cuidadosa, deveria ter ouvido os dois lados da história. Sou eleitora do PT e sempre gostei de ouvir falar o Nicolelis nas matérias e vídeos em que pude acompanhá-lo, especialmente quando elogia o desempenho do governo Lula. Sei que o Estadão não possui nenhuma credibilidade, mas nesta história, você não acha estranho que todo um corpo de pesquisadores tenha abandonado o instituto “do” Nicolelis? Tenho informações confiáveis de que o Nicolelis não age honestamente quanto à autoria dos trabalhos que publica e é portador de um distúrbio megalomaníaco. Se quiser, posso pedir autorização de uma pessoa insuspeita que possui informações sobre o caso para que você entre em contato. Um abraço.

Responder

    Conceição Lemes

    19 de dezembro de 2012 às 14h59

    Lali, vamos por partes:

    * Eu me ative aos trabalhos publicados, uma informação factual que pode ser facilmente comprovada por todos nós.

    * Se eu tivesse entrado na discussão do “racha”, aí, sim, teria de ouvir o outro lado. Só que identificando as fontes. Ou seja, em on e não off the record

    * O que a matéria do Estadão fez foi assassinato de reputação, baseado principalmente em fontes não identificadas. Valer-se desse recurso para tentar destruir o professor Miguel Nicolelis não é digno de jornalismo sério, não é ético. É covardia, inclusive dessas tais “fontes”, para dizer o mínimo.

    * Aliás, como saber se as fontes ouvidas são realmente representativas, já que são anônimas? Como saber se não foram selecionadas aquelas que, além das divergências científicas, são também adversárias políticas? Considerando ainda que a matéria do Estadão tem alguns dados factuais errados, como saber do restante?

    abs

    Rafael

    20 de dezembro de 2012 às 10h06

    Fonte confiável? Hum…
    Pergunte a esta ‘fonte’ por que alguns trabalharam anos com ele antes de saírem. Pergunte aos antigos alunos do antigo diretor científico o que acham dele como orientador.

    Lewis

    20 de janeiro de 2016 às 04h40

    Sei que é “tarde”, mas por pura curiosidade gostaria de saber mais sobre isto, estou escrevendo uma resenha sobre as últimas pesquisas dele.

Natalense

19 de dezembro de 2012 às 10h35

Bom, como um natalense, eu vi de perto essa confusão entre os professores da UFRN e o Nicolelis. A verdade é que não tem ninguém realmente certo nessa história. Ambos os lados tiveram culpa na confusão e a cisma acabou gerando problemas para ambos os grupos.
O maior dano foi causado ao IINN-ELS, uma vez que este perdeu boa parte da sua massa de pesquisadores. Assim, o instituto passa hoje por um processo de reampliação da sua massa pensante. E isso leva tempo. Aguardem um pouco e vocês verão alguma Nature/Science vindo do NE brasileiro.
O mérito científico do Nicolelis é inegavél. E, apesar de criticar seu comportamento, acredito que ele já é um fator transformador. Até porque, sem os seus esforços, nenhum dos professores do atual Instituto do Cérebro estariam hoje em Natal.
Tudo indica que o que houve foi uma mitose. Em breve, ao invés de instituto de ponta em Natal, haverão 2.

Responder

    Natalense 2

    19 de dezembro de 2012 às 13h08

    Os danos foram iguais, em ambas as partes. Li, em algum lugar, que é triste que neurocientistas de ponta que não consigam manter uma interface cérebro-cérebro e corram o risco de gerar uma burrice artificial… Hoje, a UFRN tem de pagar um aluguel, em uma área nobre, para comportar a diáspora do IINN… As instalações em Macaíba irão ficar subutilizadas até que os pombinhos resolvam sentar e ter uma DR de respeito. Equipamentos adquiridos com os esforços de todos só poderão ser utilizado pelo IINN e os exilados do IINN estão tendo de se esforçar para adquirir equipamentos idênticos… Mas, isso é comum nas universidade brasileiras. Departamentos que ocupam corredores vizinhos, laboratórios que ocupam salas vizinhas compram dúzias de equipamentos idênticos, porque as madames não se entendem… Querem denunciar prejuízos ao erário? Batam nas portas de todos os departamentos das universidades públicas do Brasil e verão…

Mardones Ferreira

19 de dezembro de 2012 às 09h21

Se o Nicollelis fosse admirador do FHC o tratamento seria outro.

O problema do PIG é que Lula não nasceu para Brizola.

O problema do PIG é que o PT o trata como filé mignon.

E vai ser assim até apareça outro Brizola ou uma Cristina brasileira.

Responder

CNunes

19 de dezembro de 2012 às 09h00

O Estadao não lembrou de mencionar na matéria, mas com certeza não esqueceu a posição política do pesquisador.
https://www.viomundo.com.br/politica/miguel-nicolelis-que-defende-soberania-intelectual-do-brasil-anuncia-apoio-a-dilma-rousseff.html

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Jose Mario HRP

19 de dezembro de 2012 às 08h10

O problema é que o Lula apoiou o INN e que o instituto faria o país sair dum grupo mediano em ciencia e passaria ao grupo de excelencia!
O estadão é sabujo bom do capital internacional e jamais aceitaria paiseco de terceiro mundo com instituto desse patamar de excelencia em territorio nacional e bem sucedido!
Estadão, um jornal , lacaiamente, a serviço dos que nos “acabrestaram” por 300 anos!
Fala estadão, soa como o latido de um cão desdentado!

Responder

Francisco Nogueira

19 de dezembro de 2012 às 00h23

Só tenho uma coisa a dizer: não leio O Globo, Estado de São Paulo (nem de Minas), Folha de S Paulo, Época, Veja entre outros. Não vejo a Globo, Band nem SBT. Leio os blogs sujos. Há alguns anos atrás era o contrário. Hoje sou feliz!

Responder

    Julio Silveira

    19 de dezembro de 2012 às 08h05

    Fiz durante um bom tempo como voce, mas atualmente hoje já consigo olhar, logico que não pago por isso, só o faço nas oportunidades que surgem, tipo banco da praça, sala de dentista, barbeiro. E passei a fazê-lo depois comecei a perceber que ignorando-os estava perdendo o senso critico, e com isso a capacidade de reação, ou seja o anti virus. Percebi que o ruim de se ignorá-los é correr o risco de ficar emburrecido numa visão centralizada, unilateral, o que também não me ajudaria.

Abraao Dias

18 de dezembro de 2012 às 23h11

Parece (não parece não, é) uma propaganda difamatória:

Primeiro, fofocas:
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,colegas-o-descrevem-como-manipulador-,974241,0.htm

Nicolelis é chamado de truculento, manipulador e perigoso. Dito detentor de um ego insaciável. Esses seriam os traços “por trás das câmeras”.

Engraçado tentar desabonar o trabalho alheio sem fazer críticas ao trabalho, sem apresentar argumentos. Ah, esqueci, agora adjetivos são usados como argumentos…

Segundo, o “crime político”:
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,cientista-fez-fama-no-exterior-e-se-aproximou-de-lideres-do-pt–,974233,0.htm

Suponhamos que Nicolelis tenha vendido a ideia de um prêmio Nobel. O que há de errado nisso? Quer dizer que é proibido ter um projeto ambicioso?

Depois, o “Estadao” cita opinião de “cientistas de ponta” dadas em “conversas reservadas”. Acusam Nicolelis de: “prometer muito mais do que é capaz de entregar” e fazer sensacionalismo de suas pesquisas para ganhar apoio político e financeiro para seus projetos.

Se for por essa medida, a medida do “prometer e não ter como entregar”, podemos cancelar muitos (ou mesmo todos) os projetos de pesquisa em andamento nas universidades brasileiras, porque o dinheiro para esses projetos são obtidos após um monte de conversa fiada, propaganda sobre a importância da ciência para o futuro do país, blá blá blá, e no fim, o dinheiro só rende o que chamo de ciência de papel, que só serve para encher currículo e inflar o ego dos autores.

E ainda tem gente que acredita que a mídia não joga contra o país. Francamente.

PS: Quem se doer com minha opinião, que tome um analgésico. Sou estudante, conheço o mundo acadêmico.

Responder

Larissa

18 de dezembro de 2012 às 21h33

Como resposta inicial ao suposto “apagão” a matéria é muito boa. De primeira qualidade.
Mas acho que não é suficiente quanto resposta do cientista às graves acusações feitas pela matéria do Estadão, que penetrou inclusive no campo da moral. Considero que naquela matéria há muita coisa a responder. Acho estranho que o grupo de cientista inicial, com pesquisadores de Natal, tenha se fastado da proposta do professor Nicolellis e atualmente se referem a ele até com palavras de baixo calão, assim como outros cientistas brasileiros também demonstraram o ódio que cultivam contra ele.
Como cidadã e admiradora do professor Nicolellis, que não deve ser nenhum santo, porque se fosse não teria sobrevivido no mundo acadêmico, mereço uam resposta que permita que eu continue sua admiradora. Claro que sei que no mundo da ciência os ciúmes e os fuxicos são sem fim. Eita povinho medíocre! Só tem cobra criada! Numa universidade, cada Departamento é propriedade privada de alguns deuses da ciência. E poir ai vai.
Finalmente, o professor Nicolellis deve responder ao dito no Estadão com vistas, primeiramente, a dar uma satisfação a quem acredita na boa-fé dele como cientista, porque para os inimigos que ele tem, e que o invejam, nada adiantará.

Responder

    Daniel

    19 de dezembro de 2012 às 14h46

    Larissa, há muito de ego ferido nessa história. Veja que esses professores, incluindo seu líder, Sidarta Ribeiro (que passou anos e anos idolatrando Nicolelis), só estão no RN por causa de Nicolelis. Foi Nicolelis quem conseguiu que a UFRN montasse um grupo de neurociências. E todos eles sabiam como seria quando foram para lá. Ninguém foi enganado. Porque Ribeiro resolveu brigar com Nicolelis apenas depois que virou professor? Porque Ribeiro usou toda a estrutura por anos e não reclamou? Porque todos que chegam para o grupo de Ribeiro tem algum grau de proximidade anterior com ele (e só eles entram nas vagas)? Porque Ribeiro conseguiu mais de um milhão de reais recentemente enquanto tem professor de outros departamentos que nem tem sala para atender alunos? Essas perguntas precisariam ser respondidas.

Julio Silveira

18 de dezembro de 2012 às 21h08

O problema do estadão é que o Nicolelis fez uma opção politica pela situação, ou seja pelo governo petista. Então, para essa turma de anencefalos simpatizantes silenciosos do Bush, essa postura critica sem pé nem cabeça é como se dissessem: se não estão comigo estão contra mim. Já vi isso com o Sarney, com o Collor, que eram seus parceiros umbilicais, e verei com qualquer um que se atravesse contra a pretensão dessa gente, que teima tentar mostrar aos cidadãos que não existe liberdade fora do clube exclusivo que pretendem esses barões sem titulo, barões de m.
É uma turma mediocre que adora exaltar a inteligencia estrangeira, para esses, a inteligência brasileira incomoda, fazem de tudo para provar que no Brasil não existe inteligência, fazem de tudo, mesmo com mistificação, seus egos não aceitam confrontação nem ofuscamento.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    18 de dezembro de 2012 às 21h11

    É por aí. abs

José X.

18 de dezembro de 2012 às 21h02

Não sei porque os blogs sujos perdem tempo com o lixo escrito do PIG.
O único componente do PIG que conta é a Globo, que “atinge” milhões de brasileiros.

Responder

leprechaun souza

18 de dezembro de 2012 às 20h31

Não sei quanto ao Nicolelis, não conheço o trabalho, não sou da área, mas que o produtivismo instalou-se nas universidades daqui e do mundo gerando um monte de besteiras, normalmente besteiras repetidas, isso lá é verdade. Aliado ao nosso já tradicional corporativismo, nepotismo, falcatrua, ‘reserva de vagas’ para os amigos mestrandos e doutorandos, mais a subserviência ao mercado torna nossa produção acadêmica praticamente insignificante, com alguns nichos de excelência

Responder

LUIS

18 de dezembro de 2012 às 19h54

É muita pretensão de um jornal querer avaliar a produção de um cientista renomado. Qual é o interesse político por trás disso, além de atingir a imagem do cientista?

Responder

ZePovinho

18 de dezembro de 2012 às 19h54

É porque o Nicolelis não publicou nada no Estadão,que é muito mais importante do que a Science,Nature ou qualquer revista científica mundial.

Responder

    JoãoP

    19 de dezembro de 2012 às 11h01

    É porque ele apoia Lula, Dilma, Haddad…e o apoio dele tem peso… simples assim!


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