VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Saul Leblon aplica a matemática de Bill Clinton ao Brasil


10/09/2012 - 14h19

09/09/2012

A matemática de Clinton obriga Serra a falar do mensalão

por Saul Leblon, da Carta Maior

Bill Clinton, que os tucanos adoram, disparou a seguinte aritmética na convenção que aclamou Obama a buscar um segundo mandato na Casa Branca: “De 1961 para cá, os republicanos governaram o país por 28 anos, e os democratas, por 24 anos. Nesse período, foram criados 66 milhões de empregos, assim: 24 milhões pelos republicanos e 42 milhões pelos democratas”. Curto e grosso, Clinton atingiu o fígado adversário.

Se fosse manejar a mesma aritmética demolidora no Brasil, Clinton ( que os tucanos adoram, repita-se) diria o seguinte: “De 1994 para cá, o PSDB governou o Brasil por oito anos, e o PT, por 9 anos e meio — 8 de Lula, e um ano e meio de Dilma. Nesse período, foram criados 18 milhões e oitocentos mil empregos: 800 mil pelos tucanos; 15 milhões por Lula e 3 milhões por Dilma”.

É por isso que FHC quando se manifesta é prolixo, mas foge dos números. Por isso, também, Serra recorre ao ‘mensalão’, na falta do que dizer diante do esfarelamento de sua candidatura.

Por conta desse flanco aritmético o PSDB, igualmente, quer interpelar Dilma que anunciou um corte de 16% da tarifa elétrica residencial e de 28% na indústrial em pleno Sete de Setembro. Pudera: no governo FHC, em 2001 – -diria a matemática de Clinton — o corte que houve foi no fornecimento.

O ‘apagão’, conforme cálculos insuspeitos de Delfim Netto, custou R$ 60 bi aos brasileiros. O equivalente a um salário mínimo da época extraído de cada cidadão, assim: perda de 2 pontos do PIB ($ 50 bi, em valores de 2001, em empregos, produção, renda) e mais R$ 10 bi de ‘imposto apagão’ para financiar termoelétricas.

Hoje, no bunker do tucanato em SP, nem o setor industrial embarca no livre mercadismo anacrônico do PSDB, afrontado por uma saraivada de medidas do governo Dilma em defesa da industrialização brasileira.

Além do corte no preço da tarifa elétrica, 15 setores fabris já foram beneficiados pela desoneração na folha salarial; o financiamento do BNDES hoje tem juro real zero (TJLP de 5,5%) para incetivar o investimento; a Selic registrou uma qqueda de cinco pontos percentuais desde agosto de 2011; 100 itens importados sofreram taxação para defender a produção local; o corte no IPI da linha branca e setor do setor automobilístico foi prorrogado.

O governo Dilma exercer assim a sua discordância esférica em relação ao simplismo tucano, segundo o qual basta a ‘abertura dos portos’ para que a concorrência internacional promova automaticamengre a ‘purga’ da eficiência na atividade manufatureira do país.

De novo, aqui, o que se evidencia é o conflito entre os que acham que os mercados são autossuficientes para promover ajustes e retificações de rota , e os que, a exemplo de Dilma, entendem que nada se fará sem políticas públicas ativas, comandadas por um Estado indutor e democrático.

Sobrou o quê ao discurso tucano? A agenda de uma desregulação financeira indefensável e o denuncismo udenista anti-PT, ao qual Serra se agarra com o desespero dos afogados em rejeição.

Leia também:

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33 comentários

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Requião: Não me arrependo de ter extinto a publicidade oficial quando governador do Paraná « Viomundo – O que você não vê na mídia

17 de setembro de 2012 às 12h28

[…] Saul Leblon aplica a matemática de Bill Clinton ao Brasil […]

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Donato: Foco do PT é mostrar o que Serra-Kassab prometeram e não fizeram « Viomundo – O que você não vê na mídia

12 de setembro de 2012 às 17h50

[…] Saul Leblon aplica a matemática de Bill Clinton ao Brasil […]

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Luca K

11 de setembro de 2012 às 23h30

Só tem uma coisa; Nos EUA, democ-rats e republicanos são basicamente a mesma M..
E o safado do Bill Clinton?! Que piada… Quem era o presidente quando o ato Glass-Steagall foi revogado? Bill Clinton, ele mesmo, o marido da Hilária Clinton, aquela mesma que ao saber do assassinato do líder líbio Gadaffi, declarou “we came, we saw, he died” e gargalhou histericamente…
Tanto os democ-rats como os ‘republicanos’ são comprometidos com a máfia financeira(Wall Street), complexo industrial militar, sionismo e grandes corporações. As eleicções americanas são fajutas assim como sua ridícula ‘democracia’. A massa americana, incluindo a classe média q vem sendo destruida, não tem representação! E aqui no Brasilsilsil, temos é q ficar ligados ou acabamos do mesmo jeito pq esse PT já demonstrou X vezes q é bem ordinário…

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Aroldo

11 de setembro de 2012 às 09h28

SÓ DO EMBROMATION?

10/09/201213h39
Marta chama Serra de ‘rei do embromation’;

Serra é o rei do embromation e de muitas outras coisas ruins. Ele é rei, por exemplo, da Privataria Tucana, e sua filha, a Vevé, é a rainha dos paraísos fiscais. Só tem artista na família mafiosa do Serra, Amaury Ribeiro Jr. que o diga.

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Eugênio L. da Costa

11 de setembro de 2012 às 08h34

A matematica de Clinton: Ora, quando a economia vai bem, basta o candidato do governo perguntar ao eleitor: Vocês querem perder o emprego?
Ai não há argumento, nem PIG que eleja um tucano, os que venderam o nosso patrimonio.

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anac

10 de setembro de 2012 às 23h15

Aritmetica pura!
Sem odio ou preconceito de classe.
É simples.
Tucanos são os joaquins silverios dos reis do seculo 21. Os tucanos representantes da casagrande são mmovido pelo ódio e preconceito ao Brasil e principalmente ao povo brasileiro.

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Mônica

10 de setembro de 2012 às 22h22

Porque a Privataria TUCANA não está nos noticiários?
Porque os tucanalhas são poupados pela Imprensa Golpista?

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Fabio Passos

10 de setembro de 2012 às 21h00

Árdua é a tarefa do PiG: Lutam contra Lula, Dilma e o PT… e também contra a história e a matemática. rsrs
Não há como derrotar realidade tão evidente.

Uma pena que a esquerda, ao invés de utilizar tais resultados como ponta de lança p/ avanços ainda mais significativos, acomodou-se ao sistema político brasileiro e abdicou da politização.

O risco de retrocesso promovido pela “elite” branca e rica espreita a cada eleição.

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Santayana: Em nenhum governo agentes públicos enriqueceram tão rápido quanto no de FHC « Viomundo – O que você não vê na mídia

10 de setembro de 2012 às 20h33

[…] Saul Leblon aplica a matemática de Bill Clinton ao Brasil […]

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Fabio Martins

10 de setembro de 2012 às 20h05

Mais por aprendizagem e exercitação do que por temperamento, aprendi ser a leniência e a conciliação um dos mais proficientes predicados na conduta individual, pessoal e social. E empenho-me em seguir a rigor tal princípio e prática. Todavia, há momentos e fatos nos quais importa, sob pena de omissão e de capitulação, etc., a gente tem de tomar como diapasão um fortíssimo toque de ira e de repúdio. E até expressar este estado psíquico e físico através de palavras duras, nuas e cruas. Portanto, ao referir-me em particular às descomposturas de toda a “oposição” no Brasil contra os Governos do Lula e da Dilma, nos quais se incluem milhões de eleitores que os elegem e re-elegem,tenho de tomar como sinal e símbolo das mesmas o que andam tramando, no horário eleitoral, José Serra e FHC. E carimba-los como péssimos esgrimistas. Espécie de tipos que , na melhor das hipóteses, só se revelam mentores de “pronunciamentos” asquerosos, revanchistas,na verdade, lesivos e ofensivos às mínimas regras da mais simples e primária boa educação.

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Francisco

10 de setembro de 2012 às 19h36

Vamos falar claro: o Brasil precisa e merece um partido de oposição melhor que o PSDB.

O PT precisa de um partido de qualidades para lhe fazer frente. O PT renderá muito mais se for contrastado com qualidade.

Esse tempo de mostrar que é melhor “falando” é totalmente superado. A única maneira de mostrar isso que o brasileiro anda tolera é FAZENDO.

Os tucanos não fazem, não sabem fazer, não deixam fazer e não aplaudem quem faz. Em bom português: são bons para nada.

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    Julio Silveira

    11 de setembro de 2012 às 17h25

    O PT atual precisa daquele PT inicial para lhe fazer oposição.
    O PT de hoje e o PSDB parecem-se cada dia mais com os Democratas e Republicanos americanos, são gemeos univitelinos com alguma diferença de personalidade.

    Luca K

    11 de setembro de 2012 às 23h11

    @Julio Silveira; Na Mosca mano!!

Taiguara

10 de setembro de 2012 às 19h10

Há ainda um outros números que levam os demofrênicos tucanopatas a perderem a voz e a vontade de lidar com a aritmética, como já bem demonstrado pelo “engenheiro” Zéperdeu: é a medalha de ouro em FICHAS SUJAS.

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joão

10 de setembro de 2012 às 18h53

Denúncia diz que PSDB opera ‘mensalão universitário’ para fazer caixa dois
Ex-prefeito de Anápolis (GO), Ernani de Paula denunciou ao Ministério Público a concessão de bolsas-fantasma a instituições de ensino que repassariam o dinheiro para campanhas tucanas

Por: Redação da Rede Brasil Atual
Publicado em 10/09/2012, 13:31
Última atualização às 13:31

Rio de Janeiro – Logo depois de o PSDB ter começado a incluir citações ao julgamento do mensalão nas propagandas eleitorais de seus candidatos a prefeito veiculadas em todo o país e após o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ter dito que “a Justiça está despertando o Brasil”, uma denúncia feita ao Ministério Público Estadual de São Paulo afirma que o partido operaria um esquema de desvio de recursos públicos com o objetivo de fazer caixa dois para suas campanhas eleitorais. Segundo a denúncia, nestas eleições o esquema já teria beneficiado o candidato tucano à prefeitura de São Paulo, José Serra, entre outros.

A denúncia, feita pelo ex-prefeito de Anápolis (GO) e empresário do setor de educação, Ernani de Paula, aponta que o suposto esquema funcionaria a partir da concessão de bolsas de estudo a alunos-fantasma em instituições de ensino pouco conhecidas e ligadas às administrações tucanas. Após o recebimento, segundo a denúncia, o dinheiro das bolsas-fantasma era repassado ao PSDB para a cobertura de gastos de campanha.

Ex-proprietário da Universidade São Marcos, hoje sob intervenção do Ministério da Educação, de Paula, segundo reportagem publicada no jornal digital Brasil 247, afirma que desde 2006, ano da chegada de Serra ao governo de São Paulo, cerca de R$ 800 milhões já teriam sido repassados a instituições de ensino que fariam parte do esquema de arrecadação ilegal de fundos para o PSDB.

O principal braço do esquema seria a concessão de bolsas-fantasma para o ensino superior, iniciada no governo de FHC. Segundo Ernani de Paula, o mentor desse sistema de arrecadação ilegal teria sido o ex-ministro da Educação – e também ex-secretário de Educação de Serra no governo paulista – Paulo Renato de Souza, já falecido.

O denunciante disse ao MP Estadual que a São Marcos passou a enfrentar dificuldades financeiras por não ter aceitado aderir ao esquema. Em seguida, Paulo Renato – e mais tarde o seu filho, Renato Souza Neto – o teriam pressionado a vender a universidade para um “grupo de interessados” próximos ao governo tucano. O negócio não chegou a ser concretizado.

Durante a denúncia, de Paula citou como emblemáticos os casos da Faculdade Sumaré, que, embora não tenha renome, é a principal beneficiada pelo repasse de verbas para a concessão de bolsas de estudo, e da Uniesp, que administra 51 faculdades em São Paulo, além de outras no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, na Bahia e no Tocantins. Juntas, as duas instituições já teriam recebido quase R$ 140 milhões, segundo o denunciante: “Essa faculdade [a Sumaré], que ninguém sabe o que faz ou quem é o dono, já recebeu mais de R$ 70 milhões. É o mensalão universitário”.

Demóstenes e Cachoeira
Em abril deste ano, Ernani de Paula já havia denunciado que o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, teria doado R$ 3 milhões para a campanha do ex-senador Demóstenes Torres, então no DEM, para o governo de Goiás em 2006. Ex-aliado de Cachoeira e Demóstenes, com os quais agora se diz rompido, de Paula também afirmou na ocasião que os dois seriam os responsáveis pela produção e divulgação do vídeo em que um funcionário dos Correios, Maurício Marinho, recebe R$ 3 mil de propina.

O vídeo, divulgado em 2005, teria, segundo Ernani de Paula, o intuito de desestabilizar o governo Lula e seria uma represália ao então chefe da Casa Civil, José Dirceu, que teria vetado a indicação de Demóstenes para o Ministério da Justiça, articulação que vinha sendo tentada pelo grupo de Cachoeira. A divulgação do vídeo precedeu a célebre entrevista do então deputado Roberto Jefferson (PTB) que deu início ao escândalo do mensalão.

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FrancoAtirador

10 de setembro de 2012 às 18h49

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Cheiro do povo afasta Serra da campanha

Para aliados, Serra ignora militância

Por Vandson Lima e Raphael Di Cunto, no Jornal Valor, via Luis Nassif

Uma campanha centralizada e que ignora a militância. Esse é o diagnóstico de aliados que se sentem excluídos da campanha do candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra.

Dos poucos que aceitam falar abertamente sobre a questão, Rosalvo Salgueiro, candidato a vereador e representante de movimentos sociais na executiva do PSDB municipal, diz que Serra só chegará ao segundo turno se passar a ouvir a base do partido e ir à periferia, o que não acontece hoje, alega.
“A campanha está errada. Serra não pode se encastelar e esperar que os tucanos trabalhem por ele. Não se empolga militância à distância. Tem que ir junto na favela, ouvir as pessoas”.

Próximo do governador Geraldo Alckmin (PSDB), com quem conversa frequentemente, e do secretário estadual de Energia, José Aníbal (PSDB), derrotado nas prévias do partido, Salgueiro diz ter proposto algumas vezes a integrantes da campanha uma mudança de rumos que aproxime o candidato de postulantes à vereança com boa inserção nos bairros mais pobres da cidade, sem sucesso.
“Estive na favela da Vila Nair [zona leste] que foi até afetada por um incêndio esses dias. Você só encontra cartaz do PT”, conta.

Um incômodo que persiste nos candidatos tucanos é a formação do “chapão” na coligação para vereador, que inclui PSD, DEM e PR.
“Estou há anos na luta junto aos movimentos sociais, sou respeitado por eles. E agora peço votos para mim sabendo que vou dividi-los com gente ligada ao [deputado federal do PR] Valdemar Costa Neto. É complicado”, avalia Salgueiro.
Ele diz que, de fato, há tucanos que já nem vinculam mais suas candidaturas à de Serra.
“Sou uma pessoa de partido, vou lutar sempre pelo meu candidato, que é o Serra. Mas eu soube que, principalmente na periferia, tem muita gente que já está trabalhando apenas por si”, avalia, sem citar nomes.

O sentimento é o mesmo de vereadores que buscam a reeleição e ainda não receberam suporte financeiro do partido.
“Já avisei a coordenação do Serra, mas até agora não ouviram. Precisa popularizar a campanha, produzir cavaletes do Serra com os candidatos, assim ninguém esconde ele”, afirma um parlamentar da base aliada.

A preocupação aumenta porque, com a queda das intenções de voto do tucano, tende a cair também o voto de legenda, o que reduz o número de vereadores eleitos pela chapa PSDB-PSD-PR-DEM.
“Temos 24 vereadores candidatos à reeleição, mais seis ou sete nomes com capacidade de obter vaga. É praticamente impossível eleger tanta gente assim com a candidatura majoritária em baixa”, avalia outro vereador.

CHUPA CABRA !!!

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/cheiro-do-povo-afasta-serra-da-campanha

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Julio Silveira

10 de setembro de 2012 às 17h23

Qualquer cidadão minimamente bem intencionado sabe que os tucanos são ousados no País. Ousados por ainda postularem, na maior cara de pau, postos de administração de escalões mais elevados. Cidadãos minimamente bem intencionado sabem que essa comparação de numeros, por si só, alijaria os Tucanos do poder no Brasil, pelo menos até que um milagre ocorresse. Por tudo o que fizeram, contra o Brasil, ou dexaram de fazer pelos seus cidadãos, até o nosso, já vai tarde, passado recente, os impediria. O aspecto da incompetência tucana só não é mais latente pela competência, por mais controverso que possa parecer, em fazer aliados nos pontos estratégicos trocando favores pela manutenção da imagem, ou seja nos meios midiaticos corporativos, como atores cercados de assistentes para compor o personagem, fracos atores por sinal. Não fosse isso, uma frase lapidar utilizada pelo PH Amorim serviria como uma luva para descrever até aonde poderiam no máximo ter ido, e de onde não teriam passado, no máximo a Resende.

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Cibele

10 de setembro de 2012 às 16h56

Chama o latorre pra dizer o que se faz com a hipocrisia desse senhor ex-presidente.

Responder

FrancoAtirador

10 de setembro de 2012 às 16h54

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O Saul Leblon, baseado nos cálculos de Delfim Neto, foi até condescendente com os tucanos, em relação ao percentual do PIB desperdiçado pelo país, em 2001, devido ao apagão no governo FHC (PSDB/PFL).

O PIB do Brasil, em 2001, foi de R$ 1,184 trilhão (isso, sim, foi “pibinho”!).
Portanto o custo de R$ 60 bilhões com o apagão correspondeu, à época, a mais de 5% do PIB.
Só no último trimestre de 2001, a queda do PIB foi de 0,69% em relação ao 4º trimestre do ano 2000. E CAIU 1,67% EM RELAÇÃO AO TRIMESTRE IMEDIATAMENTE ANTERIOR.

Para efeito de comparação, 10 anos depois, em 2011, no primeiro ano do governo Dilma (PT/PMDB), o PIB do Brasil atingiu R$ 4,143 trilhões, isto é:
3,5 vezes mais que o alcançado no penúltimo ano do governo tucano.

O FHC, por soberba e arrogância, vai morrer sem se dar conta de que, historicamente, a população brasileira não avalia o início do governo dele, mas o final, que foi trágico para o Brasil.

Aliás, o PSDB só se mantém vivo em alguns estados, especialmente em São Paulo, graças ao governo Lula, pois todos os indicadores sociais atualmente positivos e favoráveis aos paulistas e paulistanos, como o aumento do emprego e da renda, são graças ao governo federal, do PT.

http://grupobeatrice.blogspot.com.br/2006/06/crescimento-e-apago-apago-de-fhc-tomou.html

http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/28022002pib.shtm

http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=2093

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    xacal

    10 de setembro de 2012 às 17h41

    Putz, Franco,

    Eu tinha dúvidas, mas agora tenho certeza: O cenário pós-ffhhcc estava bem pior que os EEUU em 1929, rsrsr…

    FrancoAtirador

    10 de setembro de 2012 às 20h07

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    Pois é, xacal.

    O PSDB só não levou o Brasil ao fundo do poço,

    porque o neoliberalismo tucano é um poço sem fundo.
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    FrancoAtirador

    10 de setembro de 2012 às 18h02

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    MERCADO DE TRABALHO NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO (RMSP)
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    Governo FHC (PSDB/PFL=DEM+PSD)

    Em 2001, a taxa de desemprego anual média da Região Metropolitana de São Paulo permaneceu em 17,6% da População Economicamente Ativa – PEA.

    Esse resultado corresponde à terceira maior taxa registrada para a Região desde 1985, estimando-se em 1.622.000 pessoas o número de desempregados.

    O rendimento anual médio dos ocupados manteve a trajetória de declínio iniciada em 1998, observando-se que a redução de 8,9% nos valores médios foi a maior registrada nos últimos quatro anos.

    Com isso, o rendimento médio anual passou a corresponder a R$ 880, valor 21,9% menor que o de 1995.

    O resultado negativo de 2001 deveu-se aos decréscimos generalizados do rendimento médio nos diversos segmentos de ocupados: 7,2% entre os assalariados, 9,4% entre os trabalhadores autônomos, 10,5% entre os empregadores, 4,6% entre os empregados domésticos e 4,7% nas demais ocupações (dono de negócio familiar, profissional universitário autônomo, entre outros).

    A remuneração média dos assalariados no setor privado apresentou retração semelhante à daqueles que trabalham no setor público (6,9% e 7,1%, respectivamente).
    Entre os primeiros, diminuíram os valores médios recebidos por assalariados subcontratados (2,3%) e pessoas com e sem carteira de trabalho assinada (6,5% e 9,5%, respectivamente).

    Note-se que, em 2001, o salário médio das pessoas que não possuíam carteira assinada correspondia a 62,3% do salário daquelas que tinham a carteira assinada, relação menor que a registrada em 2000 (64,3%), mas ainda superior à de 1995 (55,0%).

    http://www.seade.gov.br/produtos/ped/index.php
    .
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    Governo DILMA (PT/PMDB)

    2011

    A taxa média de desemprego total diminuiu de 11,9% para 10,5%, entre 2010 e 2011, menor taxa desde 1991.

    Cresceram os rendimentos médios reais dos ocupados (1,1%) e assalariados (1,3%), que passaram a equivaler a R$ 1.527 e R$ 1.561, respectivamente. No período em análise, também se elevaram os rendimentos médios dos autônomos (2,7%) e dos empregados domésticos (5,7%).

    A massa de rendimentos reais dos ocupados cresceu 3,1%, resultado de aumentos do nível de ocupação e do rendimento médio.

    A massa salarial cresceu 4,1%, também devido à elevação do nível de emprego e, em menor proporção, do salário médio real.

    No período analisado, a distribuição dos rendimentos do trabalho, embora ainda muito concentrada, manteve a tendência de desconcentração verificada desde 2005, na RMSP.
    Em 2011, os 50% dos ocupados com menor renda se apropriaram de 21,2% da massa de rendimentos do trabalho, percentual superior ao registrado em 2010 (20,8%).
    Por seu turno, reduziu-se a parcela apropriada pelos 10% mais ricos (de 38,5%, em 2010, para 37,8%, em 2011).

    http://www.seade.gov.br/produtos/ped/pedmv98/estudo/ano11/ped_anual_2011.pdf
    .
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    Fonte: Secretaria do Planejamento do Governo do Estado de São Paulo (!!!)

José Ricardo Romero

10 de setembro de 2012 às 16h32

Os tucanos só sobrevivem e bem, ninguém pode negar, porque fazem a oposição a um governo e a um partido de frouchos. É a mais fácil oposição do mundo, porque os atingidos pelas mentiras e acusações nunca se defendem e sempre que podem se associam ao inimigo. Todas as oportunidades de denunciarem a oposição pelos descalabros cometidos passam debaixo do nariz do PT, do Lula e da Dilma e eles continuam se comportando com bom-mocismo, respeitando aqueles que não os respeitam em nome de uma tal de democracia e liberdade de imprensa que é lorota prá boi dormir e disfarça uma nauseante covardia. Os resultados das próximas eleições vão dar o troco e o PT vai despencar para a posição de um partido nanico.

Responder

xacal

10 de setembro de 2012 às 16h18

Aí que mora o perigo.

O surgimento de um tea party tupinambá, sem as motivações estruturais da sociedade estadunidense, tornam este bando de malucos muito mais perigosos.

Toda vigilância é necessária pelos setores de inteligência do governo, inclusive para detectar os setores mais moderados que devem ser mantidos na esfera pública e institucional de debates.

Embora o contexto seja outro, cuidado nunca é demais. Não é por sermos paranoicos que não estejam nos perseguindo.

Responder

Vinicius Garcia

10 de setembro de 2012 às 15h38

Eles estão sem discurso faz tempo, o neoliberal é uma constante de discurso já cansado, vira e mexe falam em ajuste fiscal, ajuste de taxas, “enxugamento” do Estado (desemprego e entreguismo) e há quem veja nessas fórmulas, soluções à crise eterna que vive o “mercado”. Ainda bem que para o povão o discurso não está colando…

Responder

Carlos Marins

10 de setembro de 2012 às 15h29

“””800 mil pelos tucanos; 15 milhões por Lula e 3 milhões por Dilma”.”

Mentira. No período de Fernando Henrique foram criados pouco mais de 5 milhões de empregos, e no final do governo Lula essa conta era de pouco mais de 9 milhões, o dobro, se levadas em conta a realidade mundial, Lula ainda que tenha sido melhor ficou devendo.

Onde eu vi isso? no programa político do PT no final do governo Lula, bem como os dados oficiais atestam isso… essa era a comparação… FHC 5 milhões e Lula 9 milhões de empregos…

Me Deus, vocês não têm mesmo a menor compostura e nem piscam antes de inventar “dados” ao léu…vocês mentem mesmo descaradamente, é por isso que ninguém os leva a sério…

É na mesma linha do: FHC aumentou a dívida interna em 10 vezes – tem um tipo aí de vocês dizendo 11 vezes – quando na verdade Fernando Henrique unificou toda a dívida do estado brasileiro e a transformou em “dívida da União”, só aí foram mais de 450 BI de aumento na margem.

Na verdade vocês precisam contar uma mentira 1000 vezes a fim de que ela se torne verdade, pior de tudo que com uma massa amorfa sem cultura e facilmente manipulável, como são aqueles que os seguem, fica fácil entender o motivo de se ver tanta mentira na internete, as mentiras começam em ambientes como este e daqui se propagam.

Com uma taxa de crescimento vegetativo da população de vamos supor 3% ao ano, sobre uma base de 180 milhões de habitantes por exemplo, e com uma geração de empregos de apenas 800 mil postos, o desemprego atingiria níveis da europa da crise de 29… coisa que jamais aconteceu nem de perto.

Outra coisa meu camarada Saul, ver você se ancorando em Delfim Neto, aquele que produziu a maior concentração de renda jamais vista na história do capitalismo moderno, algo hediondo mesmo, sendo vocês auto proclamados progressistas e de esquerda… aí não tem preço.

No fundo com tantas mentiras e completa falta de coerência, vocês não passam mesmo de caricatos de si mesmo e se auto ridicularizam.

Falando sério mesmo, citar Delfim Neto como exemplo para suas “teses” é um chute no escroto.

Responder

    xacal

    10 de setembro de 2012 às 16h30

    Carlos, caro Carlos, boa tentativa…

    Porém, não adiantar torturar (desculpe meu trocadilho infame)os fatos para que estes confessem estar errados.

    Ainda que consideremos as crises estruturais cíclicas do capitalismo, entre 1998 e 2009, não dá para comparar os contextos externos de ffhhcc com a crise do subprime, enfrentada por Lula e Dilma.

    Entre 1998 e 2002, enfrentamos uma fuga de capitais que ejetou o dólar a 3,97, que corroeu nossa balança de pagamentos e as contas correntes, ocasião em que ficamos com as calças nas mãos e algo entre 10 ou 15 bi de reservas em caixa.

    Foram só soluços frente ao tsunami de 2009/2011, que atingiu em cheio o centro do capitalismo mundial (Europa e EEUU), e não só mercados periféricos, como Rússia, México e Malásia.

    Veio o FMI e segurou a onda de ffhcc, que teve que ajoelhar, rezar, e deus sabe mais lá o quê…

    Se ainda queres comparar, basta deduzir a taxa de crescimento do período ffhhcc do surto inflacionário do fim da sua octaéride fernandista(Delfim adora este termo), junto com a taxa de juros nominais estratosféricas.

    Isto tudo após um feirão de estatais que deveria ter injetado algum no caixa, mas que foi corroído pela necessidade de manter o real sobrevalorizado, sustentáculo do populismo cambial que deu sobrevida eleitoral ao demotucanato.

    A relação dívida pública X PIB, que hoje é decrescente. Antes era crescente.

    Qualquer item o variável econômica que você cite, somos capazes de demonstrar (sem espancar os números)que a coisa melhorou.

    Mas uma é especial: salário mínimo em ffhcc 60 dólares. E agora, alguém faz a conta aí para mim…passou de 250 dólares?

    xacal

    10 de setembro de 2012 às 17h08

    PS: Caro Carlos,

    Outro defeito nos números, ahhh, estes números…me perdoe, como bom petista detesto planilhas, estatísticas, mas ainda assim, vamos lá, nas suas palavras:

    “(…)Com uma taxa de crescimento vegetativo da população de vamos supor 3% ao ano, sobre uma base de 180 milhões de habitantes por exemplo, e com uma geração de empregos de apenas 800 mil postos, o desemprego atingiria níveis da europa da crise de 29… coisa que jamais aconteceu nem de perto.(…)”

    01- Nossa taxa de crescimento no período não foi de 3% NUNCA. 3% de crescimento populacional é taxa chinesa, quase…

    02- Para este cálculo você desprezou as variáveis de população economicamente ativa, que complicam um pouco esta lógica simplista: aposentadorias, pessoas a busca do primeiro emprego, re-contratações e demissões, etc, como manda a boa metodologia. Não dá para ser tão resumido em um debate em um blog.

    03- Mesmo assim, se você considerar, e eu concordar, que Lula criou 9 milhões e Dilma outros 3 milhões de postos de emprego, e estamos em situação inercial de 6% de taxa de desocupação há 3 anos, mais ou menos, com alterações sazonais, eu diria que pelo seu cálculo demográfico está faltando gente, sim, pois de ffhhcc criou o tanto que você disse (5 milhões), e nós o outro tanto, estaria sobrando emprego e faltando desempregado, não é não?

    Será que nós dois estamos mentindo?

    De fato, quando Lula recebeu o país, estávamos algo parecido com 1929, com uma diferença ímpar: Roosevelt herdou um país em ruínas,mas reuniu um consenso até entre seus opositores diante da gravidade da situação.

    Já o Lula, só porque ousou alocar 60 ou 80 reais per capita a quem só comia calango no agreste, e girou a roda da economia emperrada em anos de desindustrialização promovida pela paridade irresponsável 1 dólar 1 real (lembra?), enfrentou o maior estoque de ódio de classes do planeta.

    Decio Julio Vicentin Braga

    10 de setembro de 2012 às 20h34

    caro trolzinho…
    chute no saco…assim você terminou. É realmente isso mesmo. Como entender um cara que fica pegando um monte de números, fazendo uma baita ginástica para tentar provar o improvável.
    Seu governinho tucaninho/deminho ferrou com o Brasil e pronto. Sua elite preconceituosa conseguiu levar o país à uma de suas experiências mais colonialistas possível. Todos branquinhos, cheirosos (eita catanhede), de origem “quatrocentona”, que sempre souberam o que fazer pelo Brasil. E o “mais preparado” então?
    E o pobres? Ha…eles que se explodam né? Afinal de contas, desde a colonização, as Capitanias Hereditárias já moldavam o país dos que tinham e dos que não tinham…com a vinda dos escravos então…
    Aí né, vem um analfabeto calango do nordeste, que não sabe falar inglês, não almoça com os dirigentes dos grandes jornalões, e simplesmente faz o que vocês nunca imaginariam: conserta o pais.
    Credo. Vocês levaram 502 de história para armar um esquema de lapidação e exploração do povo, e o “CARA” simplesmente destrói tudo. “Assim não dá”, como diria seu guru de Higienópolis.
    Então vamos ao números. Eles são incontestáveis, mesmo que você pegue alguns números, escolhidos para satisfazer seu preconceito, e desce o cacete no atual governo.
    É. Ficou legal. Como a maioria não entende a porcaria que você escreveu, então até parece que cola.
    ENTENDE DE UMA VEZ, TROLZINHO, VOCÊS PERDERAM…
    O ANALFABETO FEZ MAIS PELO PAÍS DO QUE VOCÊS EM 502 ANOS DE EXPLORAÇÃO.
    Pé no saco é gastar tempo para responder pra você.
    (inclusive eu creio que você nem da elite é, mas tem um vidinha meio classe média, talvez média-alta, e pensa que é rico. Aí, assista o clip da música “classe média”, que concorreu ao festival de musica, certamente você se identificará nele).
    tchau trolzinho…

Aline C Pavia

10 de setembro de 2012 às 15h20

Estamos assistindo aos estertores dessa raça de pulhas,
é sabido que o porco berra mais alto quando sabe que vai morrer.
FHC, Serra, Aécio, Alckmin, Sérgio Guerra, Anastasia, Beto Richa, deixe-os berrarem.
São os anciãos morrendo estéreis, sem descendência, sem gerar prole.
Não vão conseguir devolver o leite vencido da fila dos fundos do supermercado, a quem se acostumou com Danone. Deixe-os ficarem disputando alguns votinhos na porta de igrejinhas, aqui, acolá. São os últimos cartuchos. É um espetáculo digno de pena de notórios rodapés de página. FHC, Serra, Alckmin, Covas. Logo serão nome de rua, avenida, ponte, rodoanel. O Brasil mudou e eles não viram. Pena é que muita gente ainda os defende, sustenta, acredita, lambe-lhes as botas.
“Pena que a natureza fizeste de ti UM só indivíduo; pois havia mais matéria para um homem normal e um patife”. Goethe nunca esteve tão moderno. Descreve à perfeição a raça de pseudo-cidadãos chamados “viúvas de FHC” ou ainda “trolhas de blogs progressistas” – mas sem eles, nem mesmo a dura tarefa de comentar por aqui seria tão interessante.

Responder

    francisco.latorre

    10 de setembro de 2012 às 17h33

    esses vão tarde.

    aliás.. foram.

    não sabem. mas foram.

    pobres. espectros.

    ..

    seja piedoso.

    abrevie o sofrimento. dos condenados pela história. a agonia. o desespero.

    vote adeus reação. o voto eutanásia.

    ..

    afinal. mesmo crápulas.

    merecem boa morte.

    ..

Dialética

10 de setembro de 2012 às 15h09

1) Qual o meio de vida de um tucano, em geral?

2) Qual a causa da perplexidade tucana com o PT e agora com Russomano?

3) Os blogues sujos têm de se aproximar mais das Assembléias estaduais pois o PIG só fala do Congresso ( eu quero que falem de tudo)

Responder

Dialética

10 de setembro de 2012 às 15h06

É sim, muito bico-de-pau tucano.

Responder

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