VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Santayana: O beijo de morte na campanha de Serra


09/09/2012 - 11h25

Colunistas| 09/09/2012 | Copyleft

DEBATE ABERTO

FHC, Serra e a campanha municipal

A entrada do ex-presidente na campanha para a prefeitura de São Paulo, mesmo que seja com um simples depoimento no programa eleitoral, pode significar o beijo da morte na candidatura tucana, conforme o conhecido código de Palermo. Não acrescenta ao candidato os votos das elites de São Paulo, mas reduz os que possa angariar na periferia.

Mauro Santayana, na Carta Maior

Todos os que conhecem de perto a política paulista sabem que Fernando Henrique Cardoso e José Serra são cordiais adversários.

A entrada do ex-presidente na campanha para a prefeitura de São Paulo, mesmo que seja com um simples depoimento no programa eleitoral, pode significar o beijo da morte na candidatura tucana, conforme o conhecido código de Palermo.

Serra e Fernando Henrique caminharam juntos, quando se encontravam no lado esquerdo da estrada. Suas idéias, ainda que não fossem exatamente as mesmas, eram muito próximas, quando buscavam o poder possível. Tinham, naquele tempo, a consciência de que dificilmente seriam protagonistas do processo político no futuro estado democrático. 

Esperavam, quando muito, obter algum mandato parlamentar, em nome da relativa perseguição sofrida durante o regime ditatorial.

É certo que, uma vez portadores desse mandato, naturalmente encontrariam aberta a via para trechos mais amplos em sua biografia. 

O fato é que ambos foram favorecidos pelas circunstâncias. Com prestígio nas elites intelectuais e sociais de São Paulo, Fernando Henrique foi candidato em uma sublegenda para o Senado em 1978 – e perdeu para o cabeça da chapa, Franco Montoro.

Quando Montoro se elegeu governador em l982, ele, como suplente, chegou ao Senado, conforme as regras eleitorais de então. 

José Serra, filho de imigrante italiano que trabalhava como feirante, tinha todas as condições para tornar-se um grande líder de esquerda no Brasil: origem de classe, capacidade de mobilização da juventude e conhecimento dos fundamentos da economia.

Em certo trecho de sua vida, no entanto, Serra passou a ser apoiado pelos banqueiros e grandes empresários de São Paulo – a mesma clientela de Fernando Henrique. 

Nisso, talvez, resida a discreta rivalidade entre ambos: jogam no mesmo time e na mesma posição. Servidores da hegemonia paulista na vida nacional, os dois sempre contribuíram para o enfraquecimento do sistema federativo.

José Serra se orgulha de haver impedido, na Assembléia Constituinte de 1988, a descentralização do sistema tributário nacional, que daria mais recursos aos estados. Fernando Henrique acabou, de fato, com a autonomia dos Estados em seu mandato. Serviram, assim, aos interesses de São Paulo, ao dificultar o desenvolvimento das demais regiões brasileiras.

Minas foi mais prejudicada, por ser o segundo estado da federação, mas se reconheça que, ao servir aos interesses econômicos de São Paulo, os dois serviram aos seus patrocinadores. 

Fernando Henrique não renuncia a ser reverenciado não só pelo auto proclamado excelso e universal saber, mas também por sua presumida liderança política sobre os neoliberais.

Não lhe convém a ascensão de Serra, onze anos mais moço. Há pouco, FHC jogava nas costas do outro a privatização das empresas estatais. Agora, apóia a sua postulação à Prefeitura. Não acrescenta ao candidato os votos das elites de São Paulo, mas reduz os que possa angariar na periferia.

Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.

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43 comentários

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anac

10 de setembro de 2012 às 14h49

Na realidade, fhc e cirico representam a elite que odeia o Brasil e o povo brasileiro, a quem reputa sub-raça destinada a servir a raça superior. São os joaquins silverios dos reis do seculo 21.

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MARINALVA

10 de setembro de 2012 às 11h03

No comentário A POLÍTICA CEARENSE, eu cometi uma tragédia, ao grafar esta palavra com “j”.

E complementando aquele comentário, eu ainda gostaria de dizer o seguinte: o Sr. Tasso Jereissati está de “namoreco” com a atual prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins. Mas o “namoreco deles é de natureza política.

O problema (para os cearenses) é que o Tasso quer voltar a ser governador do Ceará a partir de janeiro de 2015. E o homem já está tentando fazer alianças com Deus e o Diabo. Compreenderam agora porque ele apoia DOIS (02) candidatos à prefeitura de Fortaleza? O candidato do PDT e o candidato do PSDB?

Mas ele também está de olho na possibilidade do Moroni (DEM) ser eleito e ajudá-lo a superar a forte rejeição (agora é com “j” mesmo, revisor) que o Tasso tem na capital Cearense.

Não se surpreendam, portanto, se aparecer uma foto do Tasso apertando a mão do Moroni, em clima de festa, na internet. Por essas e outras o Tasso Jereissati também merece ser chamado de político VASELINA.

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LEANDRO

10 de setembro de 2012 às 09h58

Estão tão preocupados com o Serra que esquecem que o resto do país está dando a resposta nas urnas. Chega de desgoverno.
“Mercado baixa previsão de alta
do PIB para 1,62%”

A pesquisa Ibope divulgada segunda-feira em Recife demonstrou a queda da última candidatura petista que liderava as pesquisas de intenção de votos nas 10 capitais com os maiores eleitorados do país, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Bonifa

10 de setembro de 2012 às 09h34

A elite paulista e sua mídia estão sofrendo de esquizofrenia galopante, e sua proverbial alienação está se aprofundando. Imaginam que algum mundinho restrito tenha a dimensão do próprio Universo. O DEM, mais antenado na realidade, abastecia a aliança conservadora de lampejos de prática política, mas agora está enfraquecido e quase cortando os laços de uma parceria que não lhe tem sido em nada benéfica. Dentro deste quadro doentio de isolamento, aquela elite e seu partido desgastado, o PSDB, são entretanto capazes de pensar que o intolerável Fernando Henrique é um homem respeitável e admirado pela população. Empenham até setores de sua mídia nesta quimera, como se o povo desconfiadíssimo ainda tomasse aquela desmoralizada mídia ao pé da letra. Tudo isto está passando, com o tempo inexorável moendo toda esta velharia.

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MARINALVA

10 de setembro de 2012 às 09h12

A POLÍTICA CEARENSE

Lúcio Alcântara é um politico cearense que já integrou os quadros da Arena, PSD, PFL e PSDB. Já foi Governador do Ceará, Senador, Deputado Federal e Prefeito de Fortaleza. Atualmente eu não sei em que partido ele se encontra, mas sei que ele está apoiando o Elmano de Freitas, candidato do PT à prefeitura de Fortaleza.

Lúcio Alcântara foi prefeito no período 1979-1982, e não foi reeleito para o cargo porque o Senhor Tasso Jereissati não apoiou a sua reeleição pelo PSDB, e ele concorreu por um outro partido político menor e perdeu.

Lúcio Alcântara imortalizou-se na famosa foto (ao lado de Jose Serra e o próprio Tasso Jereissati), tirada no interior da Igreja de Canindé, interior do Ceará, quando da romaria de Serra àquele templo, durante a campanha de 2010. Naquela oportunidade, o trio estava fazendo propaganda política no interior da Igreja, o padre criticou a ação dos “três mosqueteiros”, o Sr. Tasso Jereissati não gostou, chamou o padre de PTista e partiu para lhe dar umas porradas. Foi contido pela esposa, Dona Renata, que evitou uma trajédia. Veja o vídeo “imparcial” que a TV Jangadeiro (de propriedade do Senhor Tasso Jereissati) “mostrou do incidente” em http://nenecarneiro.blogspot.com.br/2010_10_01_archive.html

Ao aceitar o “convite” para “orar” na Igreja de Canindé, Lúcio Alcântara tentava uma reaproximação com o Sr. Tasso Jereissati, pensando que o cacique do partido voltaria a apoiá-lo nas eleições de 2014 para prefeito. Mas o Tasso foi derrotado pelo Lula em 2012, quando concorria a uma vaga ao senado pelo Estado do Ceará, e Lula não era candidato a coisíssima nenhuma. Com a derrota, Tasso perdeu muito do prestígio que tinha no PSDB, mas ficou com prestígio suficiente para preterir denovo a candidatura de Lúcio Alcântra como candidato do PSDB nas eleições deste ano.

Hoje, Lúcio Alcântara se vinga do ex-cacique do PSDB, apoiando o candidato do PT, Elmano de Freitas. E o Sr. Tasso Jereissati que nada tem de beste, apoia DOIS (02) candidatos à sucessão da prefeita Luiziane Lins em Fortaleza: o candidato do PSDB, Marcos Cals, e o candidato do PDT, Heitor Férrer.

Conclusão: esse tal de Lúcio Alcântara é um grande VASELINA e merece continuar levando rasteira do Jereissati enquanto for político no Estado do Ceará.

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Apavorado por Vírus e Bactérias

09 de setembro de 2012 às 23h55

Ao meu ver FHC e Serra trabalham para o mesmo lado: a hegemonia ianque na AL. E no Desgoverno FHC e depois nos Desgovernos Estaduais isso ficou mostrado no modus operandi dos pilantras. Fazem desmoronar os estados, alijam o povo à marginalização e vendem tudo e terceirizam tudo para os amigos nacionais e internacionais. São os insetos das pragas bíblicas, que devoram tudo e trazem desgraça e fome para o povo.

Responder

Fabio Passos

09 de setembro de 2012 às 19h44

Muito bom.
fhc aparecer na campanha do serra é mesmo o beijo da morte. rsrs

Responder

Hélio Pereira

09 de setembro de 2012 às 19h42

Eu já percebi uma coisa:Serra causa mais medo quando fala na ameaça de ficar os 4 anos na Prefeitura do que quando é citada a possibilidade dele novamente renunciar ao mandato de Prefeito,mas sem duvida perde votos dos que acham que ira renunciar e mais ainda dos que imaginam ele 4 anos comandando SAMPA!
FHC e Serra vão “morrer abraçados”.

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Tiago Tobias

09 de setembro de 2012 às 18h34

Beijo do boquinha de sovaco…

Responder

Hiro

09 de setembro de 2012 às 16h26

A ascensão sombria do “tá russo mano” demonstra de uma vez por todas que o “paulistano”/”paulista”, não é “tucano” como muitos acreditam. Isso é um mito.
“Paulistanos”/”paulistas” são na realidade massas de milhões de trabalhadores ultra-alienados e ultra-explorados, confinados em ônibus e trens péssimos, kitchnetes e sobrados alugados, cortiços e favelas, cujo único “meio de comunicação” é a rede troglo e programas evangélicos medievais.
Massas de desesperados, o lumpenproletariado “paulistano”/”paulista”, hoje com acesso a frango e iogurte, sentem-se “representados” por figuras midiáticas deprimentes na linha “aqui e agora” ou em çerras/picolés ultra-direitistas da vida.
A ideia do “salvador messiânico” ou “senhor de engenho competente”, diante de multidões de ultra-explorados, constitui “refresco” fatal para o sofrimento dessas massas trabalhadoras, em situação de total degradação e alienação.
PS: tunganos não ajudaram SP: pelo contrário, destruíram-no de vez entregando todos os equipamentos públicos para o setor privado (a privataria tucana). Sepultaram a cultura industrial, modernista e do trabalho. O ódio elitista dessas extrema-direitas massacrou a cultura popular, a identidade regional paulista/paulista, para destruir qualquer base para uma consciência crítica e coletiva.

Responder

    maria olimpia

    09 de setembro de 2012 às 19h30

    Hiro,
    Concordo.

    Magali

    09 de setembro de 2012 às 23h49

    Há estudos que demonstram que a base eleitoral do PT é formada pelas classes populares. Procure um trabalho de Diogo Frizzo intitulado “Entre a classe média e a periferia: o caso do PT nas eleições municipais paulistanas”. Nao é achismo: ele analisa dados.
    Fernando Limongi e Lara Mesquita usam dados do TRE para demonstrar que o PT cresceu nas eleicoes de 1995, 2000 e 2004 a partir da periferia. Procure também o mapa do resultado da eleicao de 2008.
    O seu comentário simplifica muito as coisas e nao corresponde ao que se pode averiguar observando os mapas dos resultados das eleicoes passadas.
    Bom, o que eu queria dizer mesmo é o seguinte: seu comentário é reducionista e preconceituoso. Pronto: falei!

    Hiro

    10 de setembro de 2012 às 03h37

    Minha nossa! Leu mesmo o meu post? Era sobre isso?
    A crescente aprovação popular dos nossos queridos Lula e Dilma no Brasil, comprova sim o progressismo e consciência popular no Brasil. Graças.
    MAS em SP em quase 3 décadas, elege-se apenas 2 prefeitos voltados ao Povo. E NUNCA, tragicamente, houve no EST. de SP um governo popular, desde a redemocratização!!!
    O sofrido povo de SP é vítima dessa dominação terrível (e NÃO protagonista, como alguns acreditam), devido às condições precárias de trabalho-renda, saúde, cultura, comunicação, ambiente em SP.
    Conviver com o sofrido povo de SP e lembrar quem está no poder há tantas décadas (SP), permite conscientizar-se claramente sobre as consequências dessa contradição tão profunda e degradante: o ultra-conservadorismo.
    Pronto, tb respondo ao vosso discurso competente.

    Roger Bacon

    10 de setembro de 2012 às 09h01

    Sensacional observação. Parabéns!

assalariado.

09 de setembro de 2012 às 16h18

Calma pessoal, eles (Serra e FHC), morrerão abraçados. Assim como os partidos politicos, representantes ideológicos do capital, vão murchando um por um. Dessa forma, como nessas eleições municipais, em 2014, só vai sobrar um representante do capital na arena de disputa politica para governar o Brasil ou o que valha.

Este representante será, e é, o último obstáculo a que teremos que enfrentar e derrotar para que a democracia no Brasil ultrapasse as barreiras impostas pelos ideologos de plantão/ defensores do interesses das elites do capital. ADVINHEM QUEM É ESTA MURALHA? Sim, assim como a classe média hipócrita e reacionária também, a burguesia capitalista ficarão viuvas. Esta e as demais eleições, será o momento de revertermos a correlação de forças e quem sabe conseguirmos a hegemonia politica tão desejada. Tudo isso para quem pensa socialista, de fato.

Saudações Socialistas.

Responder

Jorge Nunes

09 de setembro de 2012 às 15h32

Tem isso, aqui no Rio de Janeiro FHC gravou depoimento em favor de Otávio Leite e ele não decolou.

O bom para o PSDB se as urnas enterrarem o Serra agora as campanhas futuras terão novidades com novos nomes e renovação no PSDB.

Responder

Carlos Marins

09 de setembro de 2012 às 15h07

“””800 mil pelos tucanos; 15 milhões por Lula e 3 milhões por Dilma”.

Mas como vocês são mentirosos mesmo hein rapaz??? tenham um pouco mais de compustara…esse tipo de “Informação” so se cria mesmo neste ambiente, onde não há contestação alguma… normalmente as mentiras de foristas correm solta.. isso deve lhes fazer bem, pois nunca param de mentir…

Fernando Henrique gerou 5 milhões de empregos e o governo Lula pouco mais de 9 milhões…levadas em conta a realidade mundial de um e outro, Lula foi muito pior.. onde eu vi isto?? na propaganda eleitoral do PT no programa da Dilma..entre outras fontes claro.

Rapaz… o problema é que vocês acham que as mentiras de vocês podem se transformar em verdade….num forum onde ninguém contesta… deve ser o máximo…

Que mais um dado?? Fernando Henrique aumentou a dívida pública em 10 vezes.. eu já até li um artigo aqui de alguém dizendo que foi em 11 vezes.. como se isso fosse econômicamente possível num período de 8 anos…

Fernando Henrique aumentou a dívida interna em 10 vezes e gerou 800 mil empregos, e nao cinco milhões como atestam os dados oficiais, foi bom prá você?

aah…. e o Lula pagou todinha nossa dívida externa viu… vem pra Caixa vem…

Responder

    Ximene

    09 de setembro de 2012 às 19h41

    KKKKKKKKKKKKkk e vc está aqui TrOLLLETe para tirar todo mundo da ignorância, né ?? Pra fazer o “contraponto ” , a campanha do Çerra….Aliás Serra 45% ( de rejeição)…. Uma das minhas maiores diversões é ver gente com as suas “argumentações” se debatendo nos comentários dos Blogs sujinhos… Tá ficando difícil, né ?…
    Perdeu playboy…Deixa pra 2014…

Elias

09 de setembro de 2012 às 13h53

O bejo da morte terá efeito retardado em 2014 quando reaparecer nas redes o beijo vampiresco de Serra no pescoço de Aécio. Lembram?

Responder

    Davi Lemos

    09 de setembro de 2012 às 15h31

    E nas veias do Aébrio corre muito álcool, y otras cositas mas…

FrancoAtirador

09 de setembro de 2012 às 13h46

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Por que Serra precisa falar do mensalão

Por Saul Leblon, no Blog das Frases – Carta Maior

Bill Clinton, que os tucanos adoram, disparou a seguinte aritmética na convenção que aclamou Obama a buscar um segundo mandato na Casa Branca: “De 1961 para cá, os republicanos governaram o país por 28 anos, e os democratas, por 24 anos. Nesse período, foram criados 66 milhões de empregos, assim: 24 milhões pelos republicanos e 42 milhões pelos democratas”.
Curto e grosso, Clinton atingiu o fígado adversário.

Se fosse manejar a mesma aritmética demolidora no Brasil, Clinton (que os tucanos adoram, repita-se) diria o seguinte:
“De 1994 para cá, o PSDB governou o Brasil por oito anos, e o PT, por 9 anos e meio — 8 de Lula, e um ano e meio de Dilma.
Nesse período, foram criados 18 milhões e oitocentos mil empregos:
800 mil pelos tucanos; 15 milhões por Lula e 3 milhões por Dilma”.

É por isso que FHC quando se manifesta é prolixo, mas foge dos números.

Por isso, também, Serra recorre ao Gurgel, na falta do que dizer diante do esfarelamento de sua candidatura.

Por conta desse flanco aritmético o PSDB, igualmente, quer interpelar Dilma que anunciou um corte de 16% da tarifa elétrica residencial e de 28% na indústrial em pleno Sete de Setembro.

Pudera: no governo FHC, em 2001 –diria Clinton– o corte que houve foi no fornecimento [de energia elétrica].

O ‘apagão’, conforme cálculos insuspeitos de Delfim Netto, custou R$ 60 bilhões aos brasileiros.
Na época, o equivalente a um salário mínimo extraído de cada cidadão, assim: perda de 2% do PIB –R$ 50 bilhões (em valores de 2001), em empregos, produção, renda, e mais R$ 10 bilhões de ‘imposto apagão’ para financiar termoelétricas.

Vai falar do quê, Serra?

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1084

Responder

    FrancoAtirador

    09 de setembro de 2012 às 14h43

    .
    .
    Em relação ao percentual do PIB desperdiçado pelo país, em 2001, devido ao apagão no governo FHC (PSDB/PFL), o Saul Leblon, baseado nos cálculos de Delfim Neto, foi até condescendente com os tucanos:

    O PIB do Brasil, em 2001, foi de R$ 1,184 trilhão (isso, sim, foi “pibinho”!).
    Portanto o custo de R$ 60 bilhões com o apagão correspondeu, à época, a mais de 5% do PIB.
    Só no último trimestre daquele ano, a queda do PIB foi de 0,69%.

    Para efeito de comparação, 10 anos depois, em 2011, no primeiro ano do governo Dilma (PT/PMDB), o PIB do Brasil atingiu R$ 4,143 trilhões, isto é: 3,5 vezes mais que o alcançado no penúltimo ano do governo tucano.

    http://grupobeatrice.blogspot.com.br/2006/06/crescimento-e-apago-apago-de-fhc-tomou.html

    http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/28022002pib.shtm

    http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=2093

    FrancoAtirador

    09 de setembro de 2012 às 16h38

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    Adendo.

    Só no último trimestre de 2001, a queda do PIB foi de 0,69% em relação ao 4º trimestre do ano 2000.

    E CAIU 1,67% EM RELAÇÃO AO TRIMESTRE IMEDIATAMENTE ANTERIOR.

    O FHC, por soberba e arrogância, vai morrer sem se dar conta de que, historicamente, a população brasileira não avalia o início do governo dele, mas o final, que foi trágico para o Brasil.

    Aliás, o PSDB só se mantém vivo em alguns estados, especialmente em São Paulo, graças ao governo Lula, pois todos os indicadores sociais atualmente positivos e favoráveis aos paulistas e paulistanos, como o aumento do emprego e da renda, são graças ao governo federal, do PT.

    http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/28022002pib.shtm

    Roberto Locatelli

    09 de setembro de 2012 às 15h00

    Essa tirada do Saul Leblon foi genial: Dilma cortou o preço da energia elétrica. FHC, quando presidente, cortou o fornecimento.

    Fabio

    09 de setembro de 2012 às 21h00

    Otimo argumento

Carlos Marins

09 de setembro de 2012 às 13h18

“Serra passou a ser apoiado pelos banqueiros e grandes empresários de São Paulo”….

Vocês podem me dizer quem foi que apoiou Lula?

Responder

    FrancoAtirador

    09 de setembro de 2012 às 13h37

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    A maioria dos empresários que apoiou Lula, em 2002, não era de São Paulo.
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    Taques

    09 de setembro de 2012 às 14h05

    Sei …

    Carlos Marins

    09 de setembro de 2012 às 14h20

    Não diga bobagens rapaz ou pense que alguém aqui é desinformado.

    Quem aopoiou Lula foram os banqueiros e grandes empreiteiras, todos com suas matrizes físicas e financeiras em São Paulo, Lula foi eleito pelos habitantes dos escritórios refrigerados da Paulista.

    Lula depois de perder três eleições jogou na lata do lixo tudo o que pregou na vida, se tornou um pragmático, sabia que seu discurso estalinista jamais o elegeria, daí a famosa carta onde disse textualmente..”não foi mudar nada”, deu completa sequência a política econômica e principalmente monetária do governo Fernando Henrique, onde o único instrumento para o combate a inflação eram as taxas de juros, claro, isso faz a alegria dos banqueiros, ou como diria Eike “um Kit felicidade”.

    Lula recebeu as mais altas taxas de juros do mundo e depois de oito anos no poder continuaram na mesma, as mais altas do mundo, as taxas de lucros dos bancos privados foram mais altas no período Lula que no governo anterior.

    Política monetária, fiscal e cambial mantidas 100%.

    O governo Lula é o governo FHC + China, ou, “o nível do mar subiu e o Brasil subiu junto”.

    Serra era muito mais temido pelo mercado do que Lula. Quem quer um presidente que é contra a “autonomia” do Banco Central??

    assalariado.

    09 de setembro de 2012 às 15h37

    Camarada Franco, baixa um pouco sua bola. Defesa cega é perigoso para quem pensa socialista. Quais são os interesses politicos e ideológicos, do capital industrial/ financeiro, seja daqui ou de outro lugar? Neste debate prefiro concordar com os argumentos do internauta Carlos Marins as 14; 20 hs.

    A social democracia petista a nivel nacional, está com o rabo preso lá em 2002, quando do acordo feito com as elites do capital. Sim, mudar tudo para não mexer em nada, entende? Ou seja, a proposta ficou desta forma, voces petistas desenvolvem a economia, sem mudar as regras do jogo, segundo os preceitos do capital e lhe daremos o direito de voces darem algumas quirelas do nosso banquete para os miseraveis da nação. Se sairem da linha capitalista, daremos mais um golpe de Estado. Assim seja!

    Saudações Comunistas.

    FrancoAtirador

    09 de setembro de 2012 às 17h11

    .
    .
    Camarada assalariado.

    Não tenho por que baixar a bola, por que não a levantei,

    e nem, muito menos, estou fazendo defesa cega para ninguém,

    apenas fiz uma afirmação com base no conhecimento histórico.

    E reafirmo:

    Em 2002, no eleição para Presidente,
    quando Lula concorreu com Serra,
    a FEBRABAN E A FIESP APOIARAM O PSDB.

    E outra:

    Mil vezes a social democracia trabalhista brasileira

    do que o neoliberalismo tucano entreguista e apátrida.

    Um abraço libertário.
    .
    .
    PS:
    Sabes pra quem tu deste razão?
    Para o TROLL TUCANO-SERRISTA Carlos Carmen Leporace Eunaosabia Marins…
    .
    .

    assalariado.

    09 de setembro de 2012 às 19h41

    Camarada Franco, entendi seu recado. Geralmente, costumo nas entre linhas dos comentários, perceber quem é trolha ou que valha. Observarei melhor.

    No entanto, o acordo feito em 2002, pela direção nacional do PT com a ‘burguesia nacionalista’, foi um erro tático, isto porque era um acordo interno partidário desde sua fundação, consultar suas bases. O que acabou por afastar do partido, massas mais politizadas. Funcionava com a seguinte regra estatutária: consultar as bases, em caso de acordos extra partido. Outra situação embaraçossa foi que, houve intervenção no diretório do RJ, quando das eleiçoes estaduais, não lembro o ano.

    Ou seja, mais uma vez, houve uma verticalização das decisões dentro do partido ‘dos trabalhadores’. Outra vez, em 2002, foi feito um acordo com a burguesia para desenvolver o ‘capitalismo nacional’. Logo de cara, para garantir este acordo 2002, o governo da vez, teve que vestir a camisa do Estado burgues que, para não ‘quebrar’ o bolso da previdencia, quebraram os bolsos do funcionalismo publico na época, em vez de fazer uma auditoria das dividas publicas. Esta era a prova dos nove que o capital queria como garantia, sobre o ‘cumprir os contratos’, com o Estado capitalista. Lembra? E assim vai até hoje, …

    Eu enquanto assalariado (de fato) sobre o meu voto, também não tenho duvidas, a social democracia do século 21, é menos ruim.

    Saudações Comunistas.

    FrancoAtirador

    09 de setembro de 2012 às 21h31

    .
    .
    Valeu, camarada assalariado.

    “Os homens fazem a sua própria história,
    mas não a fazem como querem,
    não a fazem sob circunstâncias de sua escolha
    e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente,
    legadas e transmitidas pelo passado…
    A tradição de todas as gerações mortas
    oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos.”

    (Karl Marx; O 18 Brumário de Louis Bonaparte, 1852)

    http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/brumario.html

    carvalho filho

    10 de setembro de 2012 às 08h00

    Sempre esse pessoal do PCzão sabe: 1) as táticas mais corretas na política; 2) O que é politicamente correto fazer (mas dão com burros n’água; 3) Se acham os timoneiros, ainda delirando com as propostas da III Internacional; 4) Não aprendem com a história que dizem conhecer e sempre se acham os mais experts em política.

leo

09 de setembro de 2012 às 13h18

1. FHC criou o o plano real, um segundo plano que não tinha esse nome de real embrionado na presidencia da era sarney caso os planos cruzados não dessem certo( procurem nos arquivos do site da camara);
2. FHC é uma imagem e legadado de um coisa só submissão ao tio SAM, ficamos conhecidos como país incapaz durante seus 8 no no governo, sendo os 4 1º de euforia no mercado e os 4 anos viu-se um Brasil manco e sem muletas;
3. Serra é o cara de niveis superiores incompletos, que criou projetos cuja autoria não era dele;
4. governa a cidade em que misteriosamente favelados resolveram incendiar suas proprias moradias de 2 anos pra cá e concidencia ou não é uma das cidades que vão sedir copa.

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    Ximene

    09 de setembro de 2012 às 19h55

    Pelo menos um dos carros-chefe dele como auto proclamado ” melhor ministro da saúde de todos os tempos” , tem nome e sobrenome _ Jamil Haddad , que foi Ministro da Saúde de 1992 a 1993. Outra falácia ( mentira mesmo !) d mais preparado, foi que ele “inventou” o Mutirão da catarata… desde 1990 a Unifesp ( Escola Paulista de medicina) já fazia este trabalho aqui na capital e em diversos outros municípios…e continua fazendo, aliás… Aí O 45% chegou e inventou a roda…
    Não se esqueçam Çerra é 45(%), rsrsrsrsrs….

sandro

09 de setembro de 2012 às 13h17

Mas FHC aparece no meio de feriadão com a galera se divertindo e já com rejeição a Cerra no bolso etc?? Que “fura-olho” cara chato , nem em higienólis lembram dele. Comprou votos , fraudou doou..e ainda quer chamar a populaão de idiota.FHC descanse em paz!

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FrancoAtirador

09 de setembro de 2012 às 13h11

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A propósito, uma crônica épico-futebolística, que correu na rede, em 2010:

COISAS DO FUTEBOL

Em 1964, um jogador popularmente conhecido pela torcida como
Zé Pé-d’ágil, jogava na ponta esquerda do time da União Nacional do Esporte (UNE).

Na partida decisiva do campeonato brasileiro daquele ano, Zé Pé-d’ágil não apareceu para jogar, porque teve medo das habituais faltas desleais cometidas pelos jogadores do time adversário, o Coturno Futebol Clube.

Depois disso Zé Pé-d’ágil fugiu para o exterior e sumiu dos gramados brasileiros por mais de 13 anos.

Em 1977, Zé Pé-d’ágil voltou para o Brasil para jogar na meia-direita de um time da segunda divisão do campeonato paulista, onde já jogava seu parceiro, o Fernão Henriques, apelidado de “Neobobo”, que também era dono do time, o “FHC Futebol Clube”.

Nessa época, o FHC Futebol Clube era patrocinado pela Fundação Ford, entidade que, segundo o prestigiado comentarista de futebol James Petras, pertencia a uma liga esportiva norte-americana chamada “CIA”.

Em meados da década de 1980, o FHC Futebol Clube subiu para a primeira divisão de São Paulo. Alguns comentaristas futebolísticos dizem até hoje que a conquista ocorreu com um gol irregular, na partida final, contra o time de um famoso jogador da época chamado Ulisses.

Estando o FHC Futebol Clube na elite do futebol paulista, os jogadores do time foram muito valorizados e, em 1990, um poderoso grupo de empresários do futebol, a FEBRABAN, comprou o passe de Zé Pé-d’ágil.

Logo em seguida, em 1994, um consórcio empresarial mais poderoso ainda, formado por FEBRABAN, FIESP, Construtoras, Cafeicultores e Empresários de Mídia, comprou o FHC Futebol Clube.

Com esse alto investimento empresarial não poderia dar outra: o FHC Futebol Clube foi bicampeão brasileiro.

Aconteceu, porém, que um time pequeno do interior de São Paulo, o ABC, que já vinha se estruturando desde 1980, e já tinha conquistado 3 vice-campeonatos consecutivos, sob a liderança de um jogador que trabalhava numa metalúrgica, carinhosamente apelidado pela torcida de Lula Nove-Dedos, conseguiu derrotar o poderoso FHC Futebol Clube, com duas estupendas vitórias na finalíssima do campeonato de 2002.

A partir daí, o time do ABC deslanchou e a torcida brasileira passou a apoiar cada vez mais o clube do interior paulista e o levou à conquista do bicampeonato brasileiro, derrotando, mais uma vez, nas duas partidas finais, o FHC Futebol Clube.
Feito inédito para um time interiorano relativamente pobre, se comparado ao FHC Futebol Clube, o time dos ricos.

Em 2009, Lula Nove-Dedos foi escolhido o melhor jogador mundo.

E, este ano, uma pesquisa mostrou que o time do ABC tem a maior torcida do Brasil, obtendo o apoio de 83% da população brasileira.

Além disso, o time do ABC revelou a jogadora Dilma, craque do futebol feminino, que este ano já é a goleadora do campeonato em curso, com grandes chances de levar o seu clube à mais uma conquista nacional.

E o Zé Pé-d’ágil?

Bem, o Zé Pé-d’ágil está brigando com o FHC Futebol Clube para obter passe livre, mas parece que o consórcio patrocinador do time rico não vai liberá-lo não.

http://tiacarmela.wordpress.com/2010/11/01/o-melhor-da-rodada-apesar-do-jogo-sujo-brasil-derrota-a-udn-de-novo/

Responder

Almerindo

09 de setembro de 2012 às 12h40

São Paulo elege o psdb há 16 anos e o Fernando Henrique AINDA declara que “São Paulo não aguenta mais injustiça”!!! KKK!!! Esse cara é um “jênio”!!! Que nem o Padim Pade Çerra!!!

Responder

João M. Lima

09 de setembro de 2012 às 12h40

Que assim seja! Como gostaria de ver ambos soterrados pela enorme língua!

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José Tadeu

09 de setembro de 2012 às 12h07

Caro Azenha;

O Santayana mais uma vez perfeito. Não há o que tirar nem por.

sds

José Tadeu

Responder

    simas

    10 de setembro de 2012 às 05h17

    Mas,,, Tadeu: o nosso Santayana está contando a história, pela metade. Ele não foi claro, não disse q em 1929 o Getúlio livrou o baronato do afogamento, às expensas da grana do resto… E q, agora, o Partido dos Trabalhadores, “mensaleiro”, vai livrar Sampa do mega-congestionamento advindo, desde aqueles tempos do Velhinho, passando pelo pelo Peixe-Vivo, seguindo pela “redentora” e, à terminar, brilhantemente, na Era-Collorido/Higienopolitana. Só, não disse; foi… brando. Abraço, fraterno


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