VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Marcos Coimbra: O Paraíso, o Inferno e o mensalão


16/09/2012 - 09h20

por Marcos Coimbra, em CartaCapital

Na mitologia de muitas culturas, existem narrativas sobre os caminhos que se abrem em função das escolhas que fazemos.

Em algumas versões, são lendas que nos levam a pensar nas consequências práticas das ações presentes, no modo como determinam nosso futuro no mundo. Em outras, referem-se ao que nos aguarda no além-túmulo.

Na tradição do catolicismo popular, por exemplo, temos a crença do encontro da alma com São Pedro, que, zelando pelas chaves da Porta do Céu, só deixa entrar no Paraíso quem tiver mantido vida justa na Terra. Quem não, endereça ao Inferno.

Para muitos muçulmanos, o primeiro destino da alma é determinado nos instantes que sucedem a morte. Chegam os anjos Munkar e Nakir e a interrogam, fazendo três perguntas: “Quem é teu Senhor? Quem é teu Profeta? Qual é tua religião?”. Os que acertam ficam à espera da ressurreição em alegria, os que erram são torturados até o Dia do Julgamento.

São muitas histórias semelhantes e, em todas, um mesmo recado: quem faz a coisa certa é recompensado, quem se desvia paga. Nas labaredas do Inferno.

A ansiedade dos ministros do Supremo Tribunal Federal perante o julgamento do “mensalão” é compreensível.

Receberam da Procuradoria-Geral da República uma denúncia que os especialistas consideram mais frágil que a que foi feita contra Fernando Collor.

E aquela foi tão inepta que caiu por terra na primeira análise!

O fulcro da acusação é uma palavra inventada por um personagem famoso pela falta de seriedade. Nada, nem uma única evidência foi produzida em sete anos de investigações que demonstrasse que funcionou no Congresso Nacional, entre 2004 e 2005, um esquema de compra de votos para aprovar medidas de interesse do governo Lula.

O que torna a existência da “quadrilha do mensalão” uma fantasia.

Quem duvidar, que leia a denúncia e verifique com seus olhos se ela aponta as votações e os votos que teriam sido negociados (o número do inquérito é 2245 e está disponível no site da PGR)

Mas nem a fragilidade da denúncia, nem sua falta de sentido, estiveram em discussão em algum momento.

Quando chegou ao Supremo, o julgamento já estava concluído. O veredicto havia sido dado e transitado em julgado.

Exercendo o papel auto-assumido de vanguarda da oposição ao “lulopetismo”, os proprietários e funcionários da grande indústria de comunicação tinham o script pronto. E ai de quem o contrariasse!

O que não quer dizer que o argumento mais forte que usassem fosse o porrete. Uma dosagem equilibrada de ameaça e adulação é sempre mais eficaz.

Se os ministros fizessem o que ela queria, as portas do Paraíso se abririam para eles. Se teimassem em discutir coisas menores – como provas, depoimentos e outros detalhes – a fogueira começaria a arder.

Há alguns meses, o ministro Luiz Fux publicou um livro. Como toda obra técnica, de interesse restrito. Seu título bastaria para afugentar os leigos: “Jurisdição Constitucional”.

O lançamento no Rio de Janeiro, cidade natal do autor, mereceu tratamento vip da TV Globo. Com direito a matéria de 1m30seg nos telejornais da emissora, tempo reservado a assuntos relevantes.

Talvez alguém se perguntasse o porquê do salamaleque. Mas é fácil entendê-lo.

Quem não gosta de ser bem tratado? Quem não aprecia saber que sua família e seus amigos acabam de vê-lo na televisão? Quem não fica feliz quando recebe um cafuné?

O Paraíso é assim, cheio de carinhos. E quem pode proporcioná-lo pode o oposto. Como dizia Augusto dos Anjos: “A mão que afaga é a mesma que apedreja”.

Se fôssemos como os Estados Unidos, onde os juízes da Suprema Corte são figuras inacessíveis, quase desconhecidas do grande público, seria uma coisa. Mas não somos. Aqui, nossos ministros adoram o reconhecimento e não hesitam em se revelar. Amam os holofotes.

Uns fazem saber que andam de motocicleta, outros que são exímios músicos, alguns se apresentam como poliglotas. Identificamos seus times de futebol, os restaurantes que frequentam. Às vezes, até seus negócios e os ambientes inadequados que frequentam.

Do julgamento do “mensalão”, poderiam sair endeusados, merecendo estátuas e concedendo autógrafos. Bastava que cumprissem o papel que lhes estava reservado.

Ou achincalhados. Tornados vilões.

Cabia a eles escolher o caminho, o fácil ou o difícil.

No fundo, estão fazendo o que a maioria das pessoas faria na mesma situação. Talvez não o que se esperaria deles.

Mas, quem mandou esperar, conhecendo-os?

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84 comentários

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Sérgio Vianna

18 de setembro de 2012 às 09h52

Ortodoxo ou Heterodoxo ?

Disse o ministro Ricardo Lewandowski que o julgamento do chamado “mensalão” não é nada ortodoxo.
Logo, pode-se interpretar que o julgamento está sendo heterodoxo.

Não custa nada lembrar o que define o dicionário para essas duas expressões, vejamos:

Ortodoxo: De estrita conformidade com a doutrina; que obedece estritamente à Lei.
Heterodoxo: O que é contrário aos padrões tradicionais; o que contraria os princípios ortodoxos.

O julgamento da ação penal 470 vai fazendo história, para o bem ou para o mal.

Reclama o advogado Hermes Guerrero, que defende o publicitário Ramon Hollerbach, que o fatiamento adotado por Joaquim Barbosa “prolonga a angústia dos réus” e se revelou “cruel e desumano”. Explica o advogado que o método “atrapalha a Justiça”, na medida em que distancia os argumentos da defesa do momento de manifestação do entendimento de cada Ministro do Supremo.

Decerto, lá se vão mais de trinta dias em que o advogado pode usar uma hora para defender seu cliente. Enquanto que os ministros votam logo após o longo relato de Barbosa condenando os réus, fatiando a condenação em vários capítulos, sem que, contudo, utilize ele os argumentos da defesa, no mais das vezes repetindo à exaustão os argumentos do Procurador Geral da República, e seus próprios, pois que Barbosa vem cumprindo esse papel de retificar e ampliar as acusações do PGR.

Teria sido mais honesto Joaquim Barbosa propor o fatiamento antes do início do julgamento, e uma vez acertado o roteiro ter permitido que antes de cada acusação fatiada pudessem os advogados apresentar suas defesas para cada capítulo. Teríamos então uma defesa se apresentando no momento em que fosse iniciada cada fatia, e assim permitir a apresentação do contraditório de forma clara e precisa, possibilitando a todos os demais ministros avaliarem acusação e defesa numa mesma empreitada.

Do jeito que ficou, é clara a ausência do direito da defesa expor seus argumentos no momento anterior em que se apresenta o voto do relator. O hiato de mais de trinta dias faz a defesa perder força em seus argumentos, já distantes e desconexos com o momento em que os demais ministros, chamados de vogais (exatamente aqueles que não tiveram tanto tempo exclusivo para exame da matéria em julgamento, como tiveram relator e revisor), manifestem seus entendimentos.
Temos assistido a muitos vogais correrem com suas obrigações e votando com o relator, sem muita fundamentação teórica e sem exame vertical de cada fato. Há até uma ministra que inicia seu pronunciamento com o voto condenatório, para depois expor algum argumento de sustentação, muitas vezes usando juízos de valores pessoais, se distanciando do Código Penal e mais ainda, da presunção de inocência e do direito ao contraditório, garantias constitucionais que vão sendo relevadas a plano secundário.

Claro está que o fatiamento é mais uma artimanha utilizada para dar menor valor ao direito de defesa. Caso fosse adotada a sistemática de manifestação da defesa exatamente antes do início do relatório de cada capítulo, os vícios anotados de alguns ministros no primeiro voto seriam combatidos com mais ênfase no segundo capítulo e assim por diante. E mais ainda, o juízo de valor do relator seria contraditado mais vezes pelos absurdos paradigmas que vem adotando. Manifestação do ministro Luiz Fux, por exemplo, – de que a defesa tem que provar a inocência dos réus – seria combatida com a veemência que a aberração constitucional exigiria.

Como se vê, a heterodoxia desse julgamento ainda vai produzir muitos estudos e análises. A presunção de inocência, o direito ao contraditório, as provas e contraprovas constituídas na fase do contraditório, as teses do domínio do fato e do ato de oficio, conceitos que os ministros deveriam reverenciar, vão sendo deformados nas diversas fatias do julgamento.

E você, é ortodoxo ou heterodoxo?

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abolicionista

18 de setembro de 2012 às 08h02

Isso é para o PT aprender que não se deve abandonar a luta de classes! O estado burguês é um instrumento da burguesia, um instrumento de opressão. Parte do pressuposto de uma igualdade puramente abstrata e aberrantemente falsa. Quem sabe assim o PT resolve tornar-se algo mais próximo de um partido de esquerda?

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Leonardo Boff: Por que tentam ferir letalmente o PT? « Viomundo – O que você não vê na mídia

18 de setembro de 2012 às 00h08

[…] Marcos Coimbra: O Paraíso, o Inferno e o mensalão […]

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Coimbra: Mensalão foi julgado há muito tempo | Conversa Afiada

17 de setembro de 2012 às 18h42

[…] Marcos Coimbra: O Paraíso, o Inferno e o mensalão […]

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cid cabeça

17 de setembro de 2012 às 12h47

Muiro boa a análise! A grobo mais uma vez mandando no braZil, Zil zil…

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Jose Mario HRP

17 de setembro de 2012 às 10h37

Caras com O J.Barbosa, Fux, Gilmar são decididamente o mau exemplo do juiz independente e neutro!
Barbosa é um maníaco depressivo num mix com comportamento dum inseguro crônico!
Faz muito mal a corte ele estar nela.

Responder

    Vlad

    17 de setembro de 2012 às 10h58

    E, nesse caso, é muito fácil ele ficar curado de tudo isso e passar a ser um exemplo de dignidade, honradez, espírito público, alma republicana, exemplo para a juventude, esperança para a humanidade e herói nacional: basta absolver a galera do PT.
    Os outros réus, despachantes, mequetrefes, intermediários, insignificantes não-políticos, pode condenar que “esses merecem”.

    augusto2

    17 de setembro de 2012 às 16h46

    engano teu, vlad.
    Ledo e inglório.
    bastava usar os mesmo criterios que usam para os ‘outros’.
    Ou, no limite, bastava ao sr barbosa ter a linear vergonha.na.cara de nao ter pedido, eu disse NAO ter, sessões extras que o farao coincidir com as decisoes eleitorais.
    Nem precisava disfarçar um corar do rosto mesmo porque a cor preta nem aparece ao corar…

    Jose Mario HRP

    18 de setembro de 2012 às 08h55

    Vlad patrióta de ocasião, creio que o bom juiz condena ou absolve, sem ser midiático, autoritário e seletivo de conveniencia.
    Até porque TÔ pouco me lixando para Zé Dirceu!
    Mas o bom juiz não é o que Barbosa, Fux e Gilmar o são!
    Um dia teu parente pode ser julgado por esses mesmo maus juizes e aí???????

Pedro

17 de setembro de 2012 às 10h29

Coimbra, não consigo dizer muito mais além de que seu artigo é uma obra-prima. Considero, além disso, que ela é um chamamento correto à luta que a história está a exigir de nós.

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Jose Mario HRP

17 de setembro de 2012 às 09h55

Veja já admitiu que não houve entrevista com Valério e que o texto é só um somatório de ouvi dizer!
Aonde vai chegar a desfaçatez dessa gente??

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Julio Silveira

17 de setembro de 2012 às 09h20

Prezado Xacal, gosto muito de provocar, para ver as reações. Veja, não sou partidarizado como muitos, que aqui chegam e palpitam desprovidos de cerebro apenas com coração. Mas tenho uma convicção humanista, que me torna, na visão dos que escolhem lados, um alinhado à esquerda, apesar de não fazer força para sê-lo, até me identifico com este lado teorico ideologico. Mas prefiro buscar coerência com o ideal humanista. Mas, voltando a teorização para meu intento de provocar; acredito que neste caso e em diversos outros, que se espera essa isonomia nos julgamentos, haja uma ingenuidade latente nesses grupos politicos, que se proclamam de esquerda, que esperam fazer revolução, sem mudar uma virgula nos instrumentos que fizeram o operadores da direita serem tão prevalentes, quando não governam ainda assim comandam, defendendo suas prerrogativas. Diferente da maioria, acredito que isso acontece por puro interesse, ou desinteresse como preferirem, da propria dita “esquerda”. Ainda que muitos representantes desse conceito se insiram numa burguesia, que fica evidente diante de uma leitura mais apurada desse estado ideologico, e assim não poderiam serem qualificados como tal. Mas vá lá, esses “esquerdistas”, que eu qualifico como de araque, espertos para chegar ao poder, demonstram uma candura maquivélica, que beira as raias da burrice (digo isso como provocação aos leitores ingenuos, esses sim, por que sei os buscadores de poder não são), quando sequer pensam em atualizar o sistema quando chegam ao poder. E tem poder para isso, apesar de muitos ingenuos não acreditarem. Abdicam, e essa é a verdade (e é isso que me indiguina), abdicam de seu papel reformador. Acomodam-se por que estão satisfeitos com o apice a que chegaram. Por que não buscavam, ou não queriam, de fato, alterar aquilo que, todos sabemos, faz mal a sociedade e a cidadania no sistema. É esse o aspecto de minha critica. Se pudermos olhar de forma racional, veremos as oportunidades, pacificas (por que creio ser a unica forma possivel de se mudar efetivamente) que são perdidas pelos governos mais alinhados com o chamado ideário da “esquerda” nacional. Não fazem a revolução legal, nada fazem, alem de proclamar junto com seus porta vozes e aliados no interesse, as inconsistências do sistema. Conquistam simpatias é verdade, mas para a continuidade da embromação. Ora, analisando a história aprendi que, mesmo em impérios, reis incompetentes não faziam dinastias, e que, geralmente, quando aconteciam as trocas de poder, o povo pagava. E ainda continuará pagando, com nada de bom sendo trazido para solidificar a estrutura social e criar uma verdadeira nação igualitária.
Posso até ser enganado uma vez, mas me recusarei a ser desrespeitado fornecendo motivos para tornar isso uma marca.

Responder

Aroldo

17 de setembro de 2012 às 08h56

FORA DE PAUTA, MAS NEM TANTO

Mônica Bergamo, na Folha (sempre a Folha) em seus contatos diários com o além:

‘Eu não vou fugir do Brasil’, diz Dirceu
“A burguesia acorda tarde. Eu saí da cama faz tempo e estou morrendo de fome”, diz José Dirceu ao abrir a porta de seu apartamento, em SP, às 9h de sexta-feira.
Mônica Bérgamo aparentemente passou a noite de vigília na porta do apartamento do Dirceu, do lado de fora, imagino, (não sei se ela é casada e o Dirceu é solteiro), esperando por essa frase lapidar. Dirceu poderia muito bem ter pensado que ela era uma assaltante e telefonado para a polícia, não?

Veja a matéria completa em http://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/1154432-eu-nao-vou-fugir-do-brasil-diz-dirceu.shtml

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Roberto Locatelli

17 de setembro de 2012 às 06h25

Excelente texto. O STF está se mostrando disposto a referendar um possível golpe de estado.

A alegação dos nobres juízes de que a ausência de provas é sinal de culpa é estarrecedora. A partir daí, vale tudo. Lembra-me dos julgamentos da santa inquisição. Em alguns casos, o réu suspeito de bruxaria era jogado na água com as mãos amarradas. Se morresse afogado, era sinal de inocência. Se conseguisse chegar à margem e se salvar, era sinal de que tinha recebido ajuda do diabo e, assim, ia para a fogueira.

Responder

Dionísio

16 de setembro de 2012 às 22h58 Responder

FrancoAtirador

16 de setembro de 2012 às 21h44

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Ritual da decapitação

Por Mauricio Dias, na CartaCapital

O novo desentendimento público entre os ministros Joaquim Barbosa, relator, e Ricardo Lewandowski, revisor, expôs a ponta de uma questão que pode se tornar a mais grave deformação no julgamento da Ação Penal 470, chamada de mensalão.

Wanderley. Na perspectiva de um julgamento de exceção
“Esse julgamento não é dos mais ortodoxos que já se processaram neste Supremo”, observou Lewandowski, gravemente, ao longo do bate-boca para o qual foi puxado por Joaquim Barbosa na quarta-feira 12.

O ministro não desvendou a insinuação que fez. Mas há ocorrências que conduzem a uma heterodoxia que projeta um futuro diferente. Ou seja, embora o tribunal não seja de exceção, o julgamento poderá vir a ser se forem consumados indícios formados a partir de alguns votos.

“Não sei se o ex-ministro José Dirceu é inocente ou se, como outros, cometeu algum crime à sombra do ilícito caixa 2. Os autos devem esclarecer isso. Há algo, todavia, independente dos autos: será um julgamento de exceção se for condenado por não haver provas contra ele”, observa Wanderley Guilherme do Santos, o maior cientista político brasileiro vivo, que a Universidade Autônoma Nacional do México considerou um dos cinco mais importantes da América Latina.

Ele observa: “Alguns magistrados estão prontos a contorcionismos chineses para escapar à evidência de que a legislação eleitoral é causa eficiente do caixa 2 que, por sua vez, proporciona a oportunidade para diversos outros crimes”.

Wanderley Guilherme acredita que comentários antecipando votos condenatórios, com base em provas nos autos, abrem estranhamente caminho para “condenações sem provas”. Essa contradição se explica assim:

A premissa – sustentada pela ministra Rosa Weber – de que chefes de quadrilha, homens poderosos, não deixam rastros é interpretação peculiar da tese do domínio do fato. “Pode ser defensável, mas requer comprovação”, contrapõe Wanderley.

Até agora, constata, nenhuma condenação se apoiou em tal tese ou, ainda, na versão mais amena de que, quanto mais elevado nas hierarquias de poder, maior a possibilidade de que criminosos eliminem indícios. Todas as condenações se sustentaram em provas.

João Paulo Cunha e Henrique Pizzolato foram condenados com provas toscas. Eram, no entanto, homens de poder e influência. O primeiro, presidente da Câmara na ocasião, era o terceiro homem na linha da sucessão presidencial. O segundo integrava a alta administração do Banco do Brasil.

“A interpretação do domínio do fato é a espinha dorsal para a condenação sem provas”, sustenta o cientista político.

“O procurador e o ministro, paralelamente aos autos, construíram um enredo perverso que ligaria todos os ilícitos como se tudo fosse uma coisa só”, afirma ele.

Essa conexão é o eixo em torno do qual gira o raciocínio de que, quanto mais elevada for a posição do criminoso nas hierarquias sociais, mais fácil a ocultação de provas. Por consequência, como diz Wanderley Guilherme, “não havendo provas é forte o indício de que há o mando de uma autoridade”.

Ele denuncia: “O discurso abstrato sobre o domínio do fato nada tem a ver com o voto real, sendo apenas preparatório para o momento em que não houver prova alguma e os juízes condenarem assim mesmo. Um julgamento de exceção”.

Ou seja, tudo indica que está preparado o ritual de decapitação de José Dirceu. E dane-se se não houver provas.

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/ritual-da-decapitacao/

Responder

Sagarana

16 de setembro de 2012 às 21h09

Noosssaaa, o irônico Comimbra ficou nervosinho. Sugiro que o missivista va pescar.

Responder

Francisco

16 de setembro de 2012 às 21h01

Jogo ilegal é contravenção = Cachoeira é “capo” do jogo ilegal = Cachoeira é contraventor.

Cachoeira determina o que é publicado na Veja = Veja municia mídia corporativa de conteúdo = Conteúdo da mídia corporativa determina o que e como os juizes do Supremo Tribunal Federal julgam.

Logo…

O Supremo Tribunal Federal é regido pela contravenção.

A pátria, enfim, nua.

Responder

Maria Thereza

16 de setembro de 2012 às 19h54

Tá tudo muito bom, o PT se descuidou em muitas coisas e também de sua base no congresso, pois não vejo uma tropa de choque como a que o farolete tinha. Mas, convenhamos: é uma junção avassaladora de forças retrógadas, predadoras, mesquinhas, a começar pelos integrantes do supremo que pensam que basta usar uma capinha para se tornar magistrado. Dilma enfrentou os bancos (não podemos esquecer isso) e devia saber que haveria reação de mais um grupo de “cansados” (de não trabalhar eviver de “renda”). A Secretaria de Comunicação do governo está morta. E essa visão de que o povo não se interessa pelo julgamento é muito perigosa: 1º porque reforça a alienação e 2º porque quem não se interessa minimante fica muito mais vulnerável às manchetes escandalosas e repetidas à exaustão. Quem não acompanha não sabe que não houve a entrevista do M Valério. Estou meio desanimada, porque não sei como reagir a isso

Responder

    Bonifa

    16 de setembro de 2012 às 20h41

    Tenha calma. As ofensivas midiáticas têm um grande inimigo: O Tempo. Diante da impossibilidade de gestação de um golpe militar, os gritos da extrema direita serão estéreis. O tempo passará rápidamente, e toda esta infernal ofensiva política da elite retrógrada enfrentará o mesmo esquecimento com que o povo brinda a tudo o que não lhe interessa diretamente. Só falta mesmo programas de TV onde se sortearão carros e passagens aéreas para quem mais espinafrar com o José Dirceu. Esquecimento, é a tragédia das explosões de fúria mentirosa da direita. Ao PT, cabe assumir cada vez mais os símbolos do partido e deles se orgulhar públicamente, a cada oportunidade. Sua estrela brilhará entre a fumaceira, que se dispersará rapidamente.

Messias Franca de Macedo

16 de setembro de 2012 às 19h21

(S)erra EXIGE DA JUSTIÇA ELEITORAL A RETIRADA DA INFORMAÇÃO DE QUE ELE NÃO RENUNCIOU AO CARGO DE PREFEITO! A JUSTIÇA ACATA A EXIGÊNCIA! ENTENDA

O juiz da 1ª zona eleitoral de São Paulo, Henrique Harris Júnior, concedeu liminar (decisão provisória) para suspender imediatamente a veiculação de uma das inserções de TV da campanha do candidato Fernando Haddad (PT). No vídeo de 30 segundos, a campanha de Haddad faz referência à saída do candidato do PSDB, José Serra, da prefeitura, em 2006, quando deixou o cargo para concorrer ao governo do Estado.
“Um certo candidato prometeu resolver os problemas dos paulistanos, em especial a saúde. Eleito, traiu seus compromissos e abandonou a prefeitura pela ambição de subir na vida. Com um gesto egoísta despedaçou a esperança de quem votou nele. Agora, aprende uma dura lição: confiança é como cristal, depois que quebra, nunca mais volta a ser igual”, diz o narrador.

[SOBRE O ‘DOMÌNIO DO FATO’]

De acordo com o juiz, “a propaganda tem, pelo menos em tese, conteúdo degradante”.

ORA BOLAS, em tese uma ova! Ademais, degradante é assinar um documento público e rasgá-lo ao não cumprir o que foi consignado ou punir a verdade factual?!…

Ademais II: ‘bilhete mensaleiro’, pode?!

Viva a Justiça ‘nacioná’! Daniel Dantas que o diga!

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

    Messias Franca de Macedo

    16 de setembro de 2012 às 19h23

    errata: (S)erra EXIGE DA JUSTIÇA ELEITORAL A RETIRADA DA INFORMAÇÃO DE QUE ELE RENUNCIOU AO CARGO DE PREFEITO!

    Saudações democráticas, progressistas e civilizatórias,

    República de ‘Nois’ Bananas
    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

    Messias Franca de Macedo

    16 de setembro de 2012 às 19h27

    errata II: [SOBRE ‘O DOMÍNIO DO FATO’]

    República de ‘Nois’ Bananas
    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

Fabio Passos

16 de setembro de 2012 às 19h13

Assustador.
O stf julgando com base no que a revista veja publica e o que aparece no jn.

Responder

Messias Franca de Macedo

16 de setembro de 2012 às 18h54

Próxima capa da ‘Veja’:

‘Em meio a uma crise de ciúme, dona Marisa acusa o marido Lula de ser o chefe do mensalão’

Por Policarpo Junior – da sucursal de Brasília(!)

Fonte: uma cozinheira do Palácio do Planalto que pediu à reportagem para não ser identificada.

DUVIDAM?!

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Bonifa

16 de setembro de 2012 às 18h09

Eis aí o último ato do teatro do Mensalão, esquema de alcance internacional para tentar destruir o prestígio de Lula. Vejam como a imprensa conservadora internacional repercute com muito gosto as palavras da criminosa revista Veja. Deu no blog do Le Monde de hoje:
.
No Brasil, o operador do escândalo dos anos Lula afirma que o chefe de Estado foi informado
.
O operador do “mensalão”, o escândalo que quase custou a reeleição para presidente de Luiz Inácio Lula da Silva, decidiu envolver o ex-chefe de Estado em práticas ilícitas para abastecer o caixa dois do Partido dos Trabalhadores (PT, esquerda), agremiação presidencial.
De acordo com o semanário Veja de sábado, 15 de setembro, o publicitário Marcos Valério, operador do financiamento ilegal do PT, garante que Lula estava ciente da coisa toda. E que até participou da solicitação de fundos.
http://america-latina.blog.lemonde.fr/2012/09/15/au-bresil-loperateur-du-scandale-des-annees-lula-pretend-que-le-chef-de-letat-etait-au-courant/

Responder

    Bonifa

    16 de setembro de 2012 às 18h12

    Provavelmente, a idéia é oferecer algo ao desesperado Marcos Valério, condenado a uma eternidade na cadeia, em troca desta infame declaração. A sanha dos abutres da direita brasileira não tem limites.

João Pedro

16 de setembro de 2012 às 17h26

Mais um petista revoltado com a condenação dos seus entes queridos.

Responder

    Wladimir

    17 de setembro de 2012 às 09h26

    Mais uma viúva do FHC – “O Ressentido”, feliz com as manchetes e “reporcagem” do PiG!

    MARCELO

    17 de setembro de 2012 às 10h41

    Reporcagem?????kkkkkkkkkk……50 milhõeszinhos
    de reais pra Globo em verbas de propaganda do
    governo federal.Conta outra,Wladimir.

Messias Franca de Macedo

16 de setembro de 2012 às 17h06

JORNALISTA BAIANO – DO TIME QUE ACREDITA NO MENSALÃO (o do PT!) – “CHAMA OS CIVITAS ÀS FALAS!”

A resposta [de Marcos Valério], negando [a entrevista à revista ‘Veja’], veio através do seu advogado, o criminalista Marcelo Leonardo, segundo quem o publicitário não concedeu a entrevista e negou as declarações atribuídas a ele, acusando o ex-presidente Lula de ser o chefe do mensalão. Disse que “desde 2005, Marcos Valério não dá entrevistas e não deu nenhuma entrevista para a revista Veja agora.” Compete à revista Veja comprovar a veracidade de entrevista de Valério, com dados que alicercem, efetivamente, o relato do publicitário. É obrigação da revista e exigência do bom jornalismo.

Por Samuel Celestino – em ‘Veja tem que provar que Valério falou’
http://www.bahianoticias.com.br/
Com a palavra a ‘Veja’ “de Policarpo Junior ‘dos Civitas’” – e a Polícia Federal!

EM TEMPO: será que “os supremos” do STF irão considerar as informações da [famigerada e nefasta] revista ‘Veja’ “provas tênues” capazes de gerar uma ação penal contra o ex-presidente Lula?!

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Marcelo

16 de setembro de 2012 às 16h53

Falar sobre justiça no Brasil é como falar sobre água no deserto . Desejavel , necessaria , mas infelizmente não existe aqui .

Responder

Vlad

16 de setembro de 2012 às 16h47

Mais corruptos que os antecessores não foram, mas deixaram a janela mais aberta.
Agora é só chorar e torcer.

Responder

assalariado.

16 de setembro de 2012 às 16h34

Sem entrar no merito de valores (culpados ou inocentes), vamos convidar os companheiros (Karl Marx e Friedrich Engels), para nos ajudar entender esta peleja que ocorre dentro da casa grande juridica a serviço do capital e sua casa adjacente classista.

Assim escreveram:

“A Burguesia converteu o jurista em seu trabalhador, pago com salário: O direito burguês é apenas a vontade da classe burguesa, elevada à condição de lei, uma vontade cujo conteúdo está dado nas condições materiais de vida dessa.”

Precisamente por demonstrar encontrar-se munido de plena compreensão acerca do importante significado da lei, é que Marx foi capaz de revelar corretamente qual o mistério jurídico supostamente indesvendável que envolve os malfadados conceitos de juiz apartidário, julgamento apartidário e autonomia do processo judicial, ao destacar:

“Que tipo de ilusão estúpida e complicada é, em geral, essa de um juiz apartidário, dado que o próprio legislador é partidário?

O que significa um julgamento imparcial, se a própria lei é parcial?

O juiz pode formular a parcialidade da lei apenas de maneira puritana, apenas aplicá-la desconsideradamente.

A imparcialidade é, pois, a forma, não o conteúdo do julgamento.

A lei antecipou o conteúdo.

Se o processo judicial nada é senão uma forma despida de conteúdo, essa bagatela formal não possui, então, nenhum valor autônomo. ”

Sugestão de leitura, retirei quase tudo daqui:

http://www.scientific-socialism.de/KMFEDireitoIntrod.htm

Abraços juridicos.

Responder

FrancoAtirador

16 de setembro de 2012 às 16h29

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Dilma cancela almoço com Civita e Mantega se retira de evento da Abril

247, via Vermelho

A presidenta Dilma Rousseff cancelou, à última hora, um almoço com Roberto Civita.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também se retirou, sem prévio aviso, de uma mesa de debates com o dono do Grupo Abril.

O constrangimento foi geral, a ponto de o presidente do Grupo Abril, Roberto Civita, no melhor estilo dos jogadores de futebol que reprovam o técnico ao serem preteridos, sair do salão de eventos do hotel Unique, em São Paulo, na sexta-feira (14), meneando a cabeça.

Pela manhã, por volta das 10 horas, sob a elegante justificativa de não ter um membro de sua família para acompanhá-la, a presidente Dilma Rousseff cancelou compromisso pré-agendado com Civita para o almoço.

Pouco mais tarde, durante o evento Maiores e Melhores, da revista Exame do mesmo Civita, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, levatou-se sem prévio aviso da mesa de debates da qual participava, ao lado do prêmio Nobel de Economia, Paul Krugman, e, outra vez, do próprio Civita, para se retirar em definitivo do recinto, diante de dezenas de empresários.

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=193831&id_secao=1

Responder

    FrancoAtirador

    16 de setembro de 2012 às 17h20

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    Dilma cancela almoço com Civita e Mantega se retira de evento da Abril (2)

    Os fatos acima reportados ocorreram na sexta-feira, dia 14/9/2012.

    Assim, de 2 dias atrás até agora, dia 16/09/2012, domingo, às 17 horas,

    NENHUM ÓRGÃO DA OLIGARQUIA FAMIGLIAR MÁFIO-MIDIÁTICA PUBLICOU A NOTÍCIA.

    Portanto, para todos os efeitos, os respectivos fatos não existiram.
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    Entretanto a “cachoeirada” de capa da Veja repercute a todo vapor.

    Significa que a entrevista, que não houve, realmente aconteceu…
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    FrancoAtirador

    16 de setembro de 2012 às 22h53

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    REVISTA VEJA E A ENTREVISTA SEM ENTREVISTADO
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    A guerra da Veja contra o retorno de Lula

    Por Marco Aurélio Weissheimer, na Carta Maior

    A revista Veja publicou neste final de semana mais uma de suas bombásticas “denúncias” contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva:
    “Marcos Valério envolve Lula no mensalão”, diz a publicação.

    Quase que imediatamente, os colunistas políticos de sempre passaram a reproduzir a “informação” da revista.

    Cristiana Lôbo tuitou sábado à tarde:
    “Está instalada a polêmica sobre entrevista de Marcos Valério à Veja. Diz que Lula sabia e que PT deu garantias de punição branda por silêncio”.

    Detalhe: não havia nenhuma “entrevista de Marcos Valério” na revista.

    E a própria Veja dizia isso: a reportagem foi “feita com base em revelações de parentes, amigos e associados”.

    O jornalista Ricardo Noblat foi outro que passou a tarde de sábado repercutindo a “denúncia” da revista.
    Ainda no sábado veio o desmentido do advogado de Valério:
    “O Marcos Valério não dá entrevistas desde 2005 e confirmou para mim hoje que não deu entrevista para a Veja e também não confirma o conteúdo da matéria”, disse Marcelo Leonardo.
    Noblat não seu deu por vencido e, pelo twitter, reclamou dos termos do desmentido:
    “O advogado de Valério diz que seu cliente não confirma as informações publicadas pela Veja. Por que não disse que Valério as desmente?”.

    Entusiasmado, o imortal Merval Pereira (O Globo) afirmou em um artigo intitulado “Valério acusa Lula”:
    “os estragos políticos são devastadores, e nada impede que uma denúncia seja feita contra Lula mais adiante”. Merval não mencionou o desmentido oficial do advogado de Valério.

    A tese do “domínio final do fato”

    A Folha de S.Paulo correu para dar voz a José Serra que classificou as “denúncias” como graves e defendeu a abertura de investigações.

    Merval Pereira, fazendo às vezes de jurista, manifestou esperança na tese do “domínio final do fato”, que levou o Procurador-geral Roberto Gurgel a acusar José Dirceu como “o chefe da quadrilha do mensalão”.

    O jornalista de O Globo escreveu:
    “Alguns ministros do Supremo deixaram escapar, no início do julgamento, que pela tese do domínio final do fato, se a cadeia de comando não terminasse no ex-ministro José Dirceu, teria forçosamente que subir um patamar e atingir o ex-presidente Lula”.

    Já o colunista político Fernando Rodrigues, da Folha de S.Paulo preferiu explorar as possíveis consequências políticas da matéria nas eleições municipais deste ano. Ele escreveu sábado em seu blog:
    “Do ponto de vista jurídico, o efeito pode ser nulo. O processo do mensalão está em fase de julgamento e não serão mais acrescentadas provas. Do ponto de vista político, a reportagem da revista Veja desta semana pode ter grande impacto na reta final das eleições municipais, sobretudo nas grandes cidades nas quais o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem interesse direto, junto com o PT, em garantir vitórias para alavancar a sigla em 2014”.

    Merval: “nada impede uma nova denúncia”

    Mais uma vez, o circuito da “informação” funcionou e o assunto ganhou ampla repercussão pelos “formadores de opinião” de plantão.
    O funcionamento desse circuito é um tanto peculiar.
    Denúncias com base factual muito forte, como aquelas relacionadas às ligações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com a revista Veja, são solenemente ignoradas.
    Qualquer denúncia publicada pela revista Carta Capital recebe o mesmo tratamento silencioso.
    Mas qualquer denúncia da Veja é rapidamente repercutida.
    Os jornalistas citados acima sequer se dão o trabalho de dar alguma justificativa para esse comportamento seletivo.
    Ele parece estar inserido, para usar a tese cara a Merval Pereira ao “domínio final dos fatos”.
    Mas essas observações, é claro, são carregadas de uma certa ingenuidade.
    Não há razões para supresas nem espantos quanto ao funcionamento desse mecanismo de repercussões.

    O artigo de Merval Pereira não deixa nenhuma dúvida sobre o que seria esse “domínio final dos fatos”, ou melhor, quem seria: “Luiz Inácio Lula da Silva.
    O site Brasil 247 afirmou, na tarde de domingo, em texto intitulado “Globo antecipa próxima etapa do golpe contra Lula”:
    “No seu artigo deste domingo, Merval Pereira toma como verdade a “entrevista” de Veja com Marcos Valério, já negada pelo publicitário, e avisa: ‘Nada impede que uma nova denúncia seja feita mais adiante’.
    Ou seja: com alguns companheiros condenados e outros presos, Lula terá uma espada no pescoço”.
    Em outra matéria (“Civita deflagra operação para colocar Lula na cadeia”), o Brasil 247 sustentou que o objetivo da Veja é transformar Lula em réu no STF e impedir que ele volte à concorrer à Presidência da República.

    Cristiana Lôbo pede explicações a Noblat
    No início da noite de domingo, Cristiana Lôbo pediu a Ricardo Noblat, mais uma vez pelo twitter, para que ele explicasse em que pé estava o assunto:
    “Passei o fim de semana em Goiânia e não entendo mais a polêmica sobre a não entrevista de M. Valério. Você pode me explicar @BlogdoNoblat ?”
    E Noblat explicou do seguinte modo (em três tuitadas sucessivas), introduzindo uma novidade, a existência de uma suposta gravação com Marcos Valério:
    “Veja entrevistou Valério. O advogado dele foi contra. Combinou-se de apresentar a entrevista como conversas de Valério com outras pessoas. E assim saiu a matéria. Ocorre que o advogado de Valério desmentiu que ele tivesse dito o que a Veja publicou. Aí ficou parecendo que a Veja teria inventado coisas e atribuído a Valério. Por isso a direção da revista decide se divulga a fita”.

    Do ponto de vista político, a pauta da Veja, já devidamente abraçada pela oposição ao governo Dilma, parece ter um objetivo muito claramente definido.
    No momento em que Lula começa a voltar aos palanques, nas campanhas das eleições municipais, e em que o STF começará a julgar os réus do chamado “núcleo político do mensalão”, a tentativa é de colar uma coisa na outra.
    No final da noite de domingo, o Brasil 247 publicou a seguinte síntese sobre o caso, deixando um conselho para o ex-presidente Lula:
    “No momento em que retorna aos palanques, Lula é alvo de uma tentativa de golpe preventivo. O recado que os opositores transmitem é: “se voltar levará chumbo”.
    Diante do ataque organizado, o ex-presidente só tem uma alternativa, que é lutar para não ser devorado pelos adversários”.

    http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20898

    Bonifa

    18 de setembro de 2012 às 03h05

    Não há dúvida de que o julgamento do mensalão, onde meios ínvios são adotados procurando alcançar o fim pretendido pela imprensa oposicionista, ressucitou a revista Veja e deu sobrevida ao esquema habitual de baixaria política criminosa da mídia de esgoto.

Francisco de Assis

16 de setembro de 2012 às 16h25

SUPREMOS HIPÓCRITAS E ELÁSTICAS JURISPRUDENCIAS ?

O ex-presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha, foi denunciado por ter feito, através de sua mulher, uma retirada em conta de empresa do sr. Marcos Valério.

O ex-presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, foi denunciado por que, juntamente com sua mulher, recebeu de presente do advogado Sergio Bermudes, uma viagem a Buenos Aires, quando deixou a presidência do Supremo Tribunal Federal em 2010, como informado pela revista Piauí. Nesta viagem, foram acompanhados pelo próprio Sérgio Bermudes, dono de escritório de advocacia com interesses em decisões do STF, e que emprega, com alto salário, a própria mulher de Gilmar.

O ex-ministro José Dirceu foi denunciado porque sua ex-mulher, negociou um imóvel próprio e conseguiu um emprego em banco privado, através de pessoas relacionadas a Marco Valério.

O procurador-geral da República, sr. Roberto Gurgel, foi denunciado por omissão e por impedir, com a ajuda da própria mulher e durante anos a fio, investigação judicial sobre o ex-senador Demostenes Torres, solicitada em virtude dos mesmos fatos que, uma vez investigados pela ação do Senado, levaram à cassação deste político.

Estas quatro denúncias chegaram às mãos do STF, acrescidas de outros argumentos no mesmo sentido. Todas são graves denúncias-crime sobre “poderosos” agentes públicos. E, curiosamente, todas envolvem os agentes com suas respectivas mulheres, aqui entendidas latu sensu, pois no caso de Dirceu, a bem da VERDADE, é uma ex-mulher, de quem é separado há vinte anos. Mas, afinal de contas, a VERDADE é uma quimera, e bastante elástica, como está nos dizendo o próprio Supremo.

Pois bem, os ministros do STF resolveram agora formar nova jurisprudência sobre crimes que tais, os “delitos de poder”, nos quais, como argumentou a ministra Rosa Weber, “… quanto maior o poder ostentado pelo criminoso, maior a facilidade de esconder o ilícito”, concluindo que “.. disso decorre a maior elasticidade na admissão da prova de acusação”, frase que, em resumo, dita a nova doutrina. Ou, mais precisamente, como disse Roberto Gurgel, os “indícios” da denúncia passam a ser chamados de “provas tênues” no julgamento, e isto basta para colocar alguém na cadeia.

Naturalmente uma jurisprudência não se forma apenas no(s) julgamento(s) em si, mas através de todo o processo judicial, nas suas etapas de:
1. análise da denúncia
2. aceitação da denúncia
3. investigação processual
4. julgamento dos réus

Parece portanto que em relação a João Paulo e a José Dirceu, entre outros membros do Partido dos Trabalhadores, a incipiente doutrina está se aplicando. Mas, pergunta-se, tornar-se-á de fato em jurisprudência se o STF não aplicar sequer a etapa de análise das denúncias a Gilmar Mendes e Roberto Gurgel ?

A pergunta faz sentido porque nestes dois casos, as decisões provisórias atuais do Supremo proíbem até mesmo a análise inicial das denúncias dos “delitos de poder”, sendo as seguintes:

1. Por unanimidade de sete ministros presentes à sessão, o Supremo julgou a favor de arquivamento da denúncia contra Gilmar Mendes, SEM A ANÁLISE da mesma pelo órgão competente, o Senado Federal, como manda a Constituição.
2. Por decisão da ministra Rosa Weber, foi SUSPENSA A ANÁLISE da denúncia contra Roberto Gurgel, aberta pelo CNMP, O Conselho Nacional do Ministério Público.

A contradição do Supremo é evidente, e escandaliza quando se observa que o próprio ministro Gilmar Mendes e o PGR Roberto Gurgel estão sendo, no presente julgamento, sócios-fundadores de tal jurisprudência, com o mais nobre dos objetivos, como dizem, o de “acabar com a corrupção no Brasil”. Com tamanha pureza de espírito, no nível de uma Madre Teresa, certamente se consideram inocentes das acusações que sofrem, e portanto não deveriam impedir, como fazem, a aplicação da doutrina a si próprios, e não deveriam ir de encontro às sublimes palavras do próprio Gilmar Mendes, que em novembro de 2005, em entrevista ao site Consultor Jurídico, sentenciou a sua máxima sobre as democracias: “No Estado de Direito, não há soberano. Ninguém pode exercer suas atribuições de forma ilimitada, nem mesmo o STF. Temos de criar instrumentos de crítica, auto-regulamentação e controle externo”.

Assim sendo, é justo esperarmos que o Supremo Tribunal Federal reveja as decisões atuais sobre Gilmar Mendes e Roberto Gurgel, permitindo simplesmente que sejam investigados, até para que deixe de pairar a dúvida sobre a nova jurisprudencia e sobre tão importantes e “poderosos” agentes públicos e seus denunciados “delitos de poder”.

Caso contrário, ao final e ao cabo, teremos instalado no Brasil um Supremo Tribunal de hipócritas, e tão somente uma elástica emenda à mais infame e odiosa das jurisprudências nacionais, aquela que diz: “Cadeia no Brasil é para pobres, pretos e putas”.

Responder

Ary

16 de setembro de 2012 às 16h24

Com um detalhe cruel: Não há a quem recorrer. Em vez de julgar criminosos, o STF julga criminosamente.

Responder

José BSB

16 de setembro de 2012 às 16h02

O STF não resistiu à pressão e curvou-se aos anseios da mídia para julgar o mensalão em plena campanha eleitoral. A oposição, é claro, agradece.

Responder

Henrique

16 de setembro de 2012 às 14h52

Nosso STF está parecendo os de Honduras e do Paraguai: da elite para a elite. Agora estão ensebando denunciar, “julgar” e condenar o Lula. Depois será a vez da Dilma. E abre-se o poder para a volta de elite com o reconhecimento dos americanos, da OEA e da ONU! Agora só falta combinar com o povo brasileiro!

Responder

Rui

16 de setembro de 2012 às 14h30

A holofotofilia aguda é uma doença gravíssima. Ainda sem cura. O único tratamento, que diminui seus efeitos naqueles que rodeiam um infectado, é a terapia do tempo-traz-a-verdade. Fora isso, só o ostracismo.

Responder

Hélio Pereira

16 de setembro de 2012 às 14h20

O pior é que é a mais pura verdade!
Os ministros do STF se consideram popstars e esperam o aplauso da grande midia que vive a lhes “Bajular”.

Responder

Eliana

16 de setembro de 2012 às 14h11

Brilhante!
Esta foi na jucular.
Com a capa da Veja desta semana, o STF já está pronto para condenar Lula.
Se os “amigos” e os “parentes” do Marcos Valério falaram em seu nome, para que provas? A Veja tem as provas.
A peça acusatória já está pronta.
É só fazer o gol.Condenar, condenar ,condenar….
Aí a mídia os nomeará os deuses de todas as religiões.Do universo!

Responder

JULIO/Contagem-MG

16 de setembro de 2012 às 13h42

Com esta nossa justiça, inepta e partidarizada, para que este show televisi
vo,que transformou, o julgamento, num verdadeiro palco de circo mambembe ?
já que não se precisa de prova consistente, para condenar e votos já estao
pre definidos, vamos abreviar esta palhaçada, e fazer essas divindades do
STFede, trabalhar de verdade, já que existem milhares de processos a espera desses Deuses da nossa ¨JUSTI$$$$$$A¨

Responder

Jairo Beraldo

16 de setembro de 2012 às 13h20

…”Aqui, nossos ministros adoram o reconhecimento e não hesitam em se revelar. Amam os holofotes.”

E como adoram. Na sua leitura do voto contra os personagens do Banco Rural, o distinto ministro Marco Aurélio(esposo da imaculada juiza que tudo fez para absolver os playboy’s assassinos do indio Galdino Pataxó), iniciou dizendo – ” ansiosos que estão quem em toda a nação nos acompanham pela Rádio ou Tv Justiça, inicio meu voto”. É FANTÁSTICO!!!PAM!!!

Responder

josias favacho

16 de setembro de 2012 às 13h07

espetacular! na mosca!!!
se liga, galera, que a coisa tem lado!

Responder

FrancoAtirador

16 de setembro de 2012 às 12h57

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RELATÓRIO DA POLÍCIA FEDERAL NO INQUÉRITO 2280-2/140-STF
(“MENSALÃO” DO PSDB)

A presente investigação originou-se do desmembramento do Inquérito Policial n° 2245-4/140 – STF, tendo em vista a decisão do Ministro do Supremo Tribunal Federal NELSON JOBIM de ampliar o âmbito de investigação daquele procedimento pré-processual para o período iniciado no ano de 1998.

Desta forma, verificou-se a necessidade de adequação do alcance das investigações a determinado período de tempo, com a instauração de inquéritos específicos para cada foco momentâneo das ações delituosas capitaneadas pelo empresário MARCOS VALÉRIO FERNANDES DE SOUZA e por seus sócios.

Adotada tal metodologia de investigação, o mencionado Inquérito Policial nº 2245-4/140-STF teve por escopo apurar a utilização das empresas de MARCOS VALÉRIO na operacionalização do estratagema engendrado por membros do Partido dos Trabalhadores, a partir de janeiro de 2003, para a obtenção de recursos financeiros e seu repasse a outros partidos da “base aliada” do Governo Federal, bem como a diversos políticos, conforme conclusões do Ministério Público Federal em denúncia apresentada perante o Supremo
Tribunal Federal.

(!!!) Entretanto, analisadas as atuações dos investigados sob o ponto de vista histórico, foi possível delimitar o período anterior ao foco da denúncia apresentada no citado Inquérito Policial n° 2245-4/140-STF, quando MARCOS VALÉRIO e seus sócios estabeleceram conexões estruturais e funcionais com o poder público do Estado de Minas Gerais, na época governado pelo atual senador da República EDUARDO BRANDÃO DE AZEREDO, como estratégia necessária para garantir a eficácia e desenvolvimento de suas
atividades ilícitas, bem como para assegurar a manutenção e ampliação de seu poder financeiro.

A estrutura político-eleitoral criada no ano de 1998 por EDUARDO BRANDÃO DE AZEREDO para disputar a reeleição ao Governo do Estado de Minas Gerais
precisava implementar um esquema que visasse a legitimar todo o capital reunido para custear a referida campanha.
Assim, foi montada a estratégia para legitimar (lavar) os recursos que seriam empregados durante a dispendiosa campanha, tendo por base a utilização das empresas de publicidade de MARCOS VALÉRIO no desenvolvimento da sofisticada técnica conhecida por commingling (mescla).
Esta técnica consiste na utilização de estruturas empresariais legítimas para a reunião de recursos obtidos licitamente, a partir de atividades comerciais normais, com outros obtidos ilicitamente.
No caso analisado, tratavam-se de fundos públicos desviados das administrações direta e indireta do Estado de Minas Gerais e de valores repassados à coligação eleitoral por empresários, empreiteiros e banqueiros com interesses econômicos junto ao poder público daquela unidade da Federação.

Este relatório apresenta todo o conjunto probatório que o Departamento de Polícia Federal reuniu no decorrer das investigações, de caráter notadamente financeiro, com a demonstração da técnica utilizada por MARCOS VALÉRIO e por seus sócios para ocultar e dissimular a origem e o destino dos ativos financeiros ilícitos obtidos pela organização política, além da apropriada individualização da conduta e da responsabilidade de cada um dos envolvidos, com a separação em tópicos dos esquemas utilizados para desviar fundos públicos do Estado de Minas Gerais e arrecadar recursos eleitorais clandestinos.
Constatou-se a existência de complexa organização criminosa que atuava a partir de uma divisão muito aprofundada de tarefas, disposta de estruturas herméticas e hierarquizadas, constituída de maneira metódica e duradoura, com o objetivo claro de obter ganhos os mais elevados possíveis, através da prática de ilícitos e do exercício de influência na política e economia locais.
Desta forma, o conjunto probatório é formado por uma série de elementos que se combinam e se completam de forma sucessiva em um desencadeamento lógico, resultando em uma prova robusta que não pode ser contestada pela simples alegação de desconhecimento de determinados atos isolados.
Dentre estes elementos de prova destacam-se os diversos laudos periciais produzidos pelo Instituto Nacional de Criminalística do Departamento de Polícia Federal, que através de exames econômico-financeiros e contábeis demonstraram a natureza e o objetivo das diversas operações bancárias realizada por MARCOS VALÉRIO e por seus sócios.
Verificou-se que vários empréstimos obtidos por MARCOS VALÉRIO não passaram de procedimentos adotados para disfarçar a origem ilícita do dinheiro e para dificultar a reconstrução do caminho percorrido pelos recursos destinados à campanha de EDUARDO AZEREDO em 1998, tendo em vista que eram diluídos em incontáveis estratos e disseminados através de operações e transações variadas e sucessivas envolvendo uma
multiplicidade de contas de diversas empresas vinculadas ao publicitário, a resultar na ocultação do destino dado aos capitais reunidos pela coordenação financeira da campanha.
Ressalte-se, neste ponto, que a metodologia utilizada por MARCOS VALÉRIO buscava, na fase de integração, distribuir em espécie o capital processado, impossibilitando qualquer investigação da trilha do dinheiro (paper trail) pelas agências estatais de execução da lei.

Assim, demonstra-se evidente a similitude da técnica de lavagem de dinheiro utilizada por MARCOS VALÉRIO nos eventos investigados no presente procedimento com aquela usada no denominado “ESQUEMA MENSALÃO”, no qual os recursos repassados a partidos políticos tinham sua origem justificada em mútuos obtidos junto a instituições financeiras de Minas Gerais, notadamente o BANCO RURAL.
(!!!) Entretanto, diferentemente do apurado no Inquérito Policial n° 2245-4/140-STF, no presente caso foi observado o ciclo completo do procedimento ilícito adotado, que somente pode ser alcançado após o pagamento dos empréstimos, momento em que se revela a verdadeira origem dos recursos disponibilizados pelas empresas de MARCOS VALÉRIO.
Por conseguinte, fica evidente que tais empréstimos não passaram de adiantamentos que foram posteriormente cobertos com recursos públicos desviados ou com valores disponibilizados por empresários que possuem fortes interesses econômicos junto ao Estado.

(…)

DOS RESPONSÁVEIS PELA ESTRATÉGIA DE FINANCIAMENTO…

O PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA (PSDB) e o Partido da Frente
Liberal (PFL), atual DEMOCRATAS, formalizaram em 1998 uma coligação política para a disputa das eleições no Estado de Minas Gerais, tendo o então governador EDUARDO BRANDÃO DE AZEREDO concorrido à reeleição em chapa formada com CLÉSIO SOARES DE ANDRADE, candidato ao cargo de vice-governador.
Para custear as despesas dessa campanha eleitoral foi constituído um robusto caixa, com a arrecadação de fundos junto a diversas fontes. O ponto central desta investigação diz respeito à utilização das empresas de publicidade vinculadas a MARCOS VALÉRIO no processo de legitimação e distribuição dos recursos não declarados à Justiça Eleitoral pela
coligação, que necessitavam de uma via de trânsito legal para não serem detectados pelos órgãos de fiscalização e controle.
Os recursos disponibilizados por MARCOS VALÉRIO para a campanha de EDUARDO AZEREDO e utilizados no custeio das despesas eleitorais, bem como no
fornecimento de suporte a políticos que apoiavam tal candidatura, foram justificados pelos investigados como sendo doações eleitorais não declaradas.
Entretanto, os elementos probatórios reunidos comprovaram que, na verdade, MARCOS VALÉRIO em nenhum momento utilizou fundos próprios em tais repasses, tendo apenas realizado simulacões para legitimar (ODYDU) e dissimular a origem destes valores, que eram desviados de órgãos públicos
através de esquemas de superfaturamento e de simulação prestação de serviços publicitários ou repassados por empresários e por banqueiros em doações eleitorais não declaradas.

Íntegra em:

http://s.conjur.com.br/dl/relatorio.pdf

Responder

Marcelo de Matos

16 de setembro de 2012 às 12h47

(parte 2) E fazem festa, com champanhe e canapês patrocinados pelo governo, quando seus indicados são ungidos, como deve estar acontecendo agora com a indicação de Teori Albino Zavascki. Eu que leio informativos jurídicos desconhecia esse Teori. Imaginem Dilma que é economista e, em suas horas de lazer, entre outras coisas, deve ler sobre culinária mineira. Resumindo: os ministros do STF são indicados, na verdade, pela elite dominante. Se Lula fosse escolher indicaria Tarso Genro, ou Dirceu, mas, o ex-presidente já estava traquejado no trato com o PIG. Se o fizesse estaria comprando uma briga sem fim. Até Marco Aurélio Mello, indicado por Collor, foi, a princípio, refugado. Uma tríade de juristas fez um lobby, na Folha, em sua defesa: a “comunidade” jurídica o apoiava. E eu pensava que comunidade fosse esse pessoal que mora na periferia. O faxineiro do meu prédio, quando me desfaço de roupas velhas e outros trastes, diz que vai levar tudo para sua comunidade. Que tal usarmos o termo “elite jurídica” com relação a esse pessoal que indica ministros?

Responder

Marcelo de Matos

16 de setembro de 2012 às 12h47

(parte 1) Estamos cansados de ouvir platitudes como: a maioria dos ministros do STF foi indicada por Lula. A indicação desses ministros, porém, envolve sutilezas que nem todos conseguem compreender. Em primeiro lugar, é um ato administrativo complexo, ou seja, formado pela manifestação de vontade de órgãos diversos. O chefe do Executivo indica e o Senado sabatina e aprova ou rejeita. Saliente-se que o Presidente não sai por aí caçando candidatos a ministro da mais alta corte. Eles lhe são sugeridos. Por quem? Por algum jurista ligado ao governo que serve de ponte para com a “comunidade jurídica”. Que comunidade é essa? Sou um mero bacharel em direito e não faço parte de comunidade, nem de confraria alguma. Suponho que essa “comunidade” seja formada por juristas de renome que fazem parte do stablishment, isto é, da elite ideológica, econômica e política que constitui o substrato do Estado brasileiro. São eles que, na verdade, indicam os membros do STF.

Responder

[email protected]_2

16 de setembro de 2012 às 12h41

Caso ENCERRADO!

A LEI é o PIG. País SEM LEI.

:(

ps- e o PIG é a #MidiaBandida. Que “auspicioso”… que explendido futuro nos aguarda!

Responder

Willian

16 de setembro de 2012 às 12h39

Que especialistas acham frágeis as provas? Sem dar nome aos bois fica difícil de saber se levamos a sério ou não.

Incrível como todos os ministros do STF estão contra o PT, hein. Todos, pois mesmo Lewandoviski e Toffoli também não compraram a ideia de mero caixa-dois.

Tentaram antes do julgamento desqualificar o Procurador Geral, agora tentam fazer o mesmo com os ministros do Supremo. Mas fiquem tranquilos, hoje o petismo está no poder e no Brasil poderosos não vão para a cadeia. Darão um jeito e vocês não falarão de impunidade.

Responder

Gerson Carneiro

16 de setembro de 2012 às 12h35

Só uma pergunta: ter batido na ex esposa, com BO registrado na delegacia, não fere a tal reputação ilibada exigida para o cargo de Ministro do STF?

Pois tem um justiceiro do STF que carrega essa mancha no currículo.

E isso poderia pesar contra si caso fosse ele endereçado ao inferno.

Pode residir aí o seu temor e sua obediência à velha mídia.

Responder

    Gerson Carneiro

    16 de setembro de 2012 às 12h46

    Detalhe: esse fato foi levantado pela Veja quando o Mensalão do PSDB estava na mira do tal justiceiro. Hoje a mesma Veja eleva o tal justiceiro à categoria de heroi nacional.

    Willian

    16 de setembro de 2012 às 17h30

    a blogosfera progreçista fazendo o papel que é paga para fazer.

    RicardãoCarioca

    16 de setembro de 2012 às 18h28

    Willian, o único que parece ser pago para militar em blog progressista, sendo de direita, é você.

Ildefonso Murillo Seul Batista

16 de setembro de 2012 às 12h24

É isso. Os ministros do STF, nesse julgamento do Mensalão que, afinal, fica provado que não existiu de facto, prestam-se a fazer o papel designado a eles pelo PiG. É a explicação para as aberrações que estamos assistindo nas interpretações insolitas explicadas e festejadas pela mídia “nativa”, como diria o Mino Carta.

Responder

    Ildefonso Murillo Seul Batista

    16 de setembro de 2012 às 12h38

    Merece destaque no desempenho o Relator, Joaquim, o irascivel, que assumiu com o “fatiamento” o papel principal da encenação. Essa segmentação, como eles preferiram chamar o fatiamento, permitiu as análises mirabolantes dos “episódios” em detrimento do todo que seria o próprio objeto do processo: O Mensalão, pagamento mensal aos parlamentares para compra de apoio nas votações do Congresso. Julgando ponto a ponto eles escapam da impossibilidade de comprovar o conjunto e conseguem, com as “licenças juridicas” que utilizam, condenar, um por um, os reus, cumprindo direitinho a missão que receberam.

Marcelo de Matos

16 de setembro de 2012 às 11h34

Frases pinçadas no UOL e na Folha, ontem e hoje, dão o que pensar: 1.“Alckmin usa a mesma retórica dos matadores da ditadura”. “Quem não reagiu está vivo, disse o governador de São Paulo ao defender a ação da Rota na chacina que matou nove supostos bandidos numa chácara em Várzea Paulista, na última quarta-feira, dia 12”. 2. “Entre 2007 e 2011, o governo do Estado de São Paulo gastou R$ 608,9 milhões com publicidade. O valor equivale a cerca de 30% do total gasto pela União no período. Ou seis vezes o investimento da Secretaria da Cultura em 2011”. “O auge dos gastos foi em 2009 e 2010, quando o então governador José Serra, que hoje disputa a prefeitura, era candidato a presidente”. Estaria o grupo Folha fazendo um ensaio para abandonar o barco tucano? Já imaginaram Globo e Record no mesmo barco? De nada valerá, neste momento, a cobertura do processo do mensalão. Melhor seria se o julgamento parasse agora para recomeçar durante a próxima campanha presidencial. O abandono do barco tucano terá consequências que refletirão em 2014.

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Jcm

16 de setembro de 2012 às 11h32

A culpa é do Lula,do PT e da Dilma, que tratam a midia com a mesma esperanca de afagos desta, como os do STF. Quem mandou ser negligente com o poder que o povo lhe confiou. Agora tem de pagar pela negligencia. Merece tudo o que está passando.

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joao

16 de setembro de 2012 às 11h19 Responder

Messias Franca de Macedo

16 de setembro de 2012 às 11h14

UMA ACAREAÇÃO ENTRE OKAMOTTO E MARCOS VALÉRIO “PODERÀ FECHAR O CAIXÃO DO PIG”! – E, POR EXTENSÃO, DE UM TRIBUNAL DE EXCEÇÃO. ENTENDA

Marcos Valério, segundo a revista “Veja”, disse que o sr. o procurou para que ele não dissesse que Lula sabia do mensalão.
Paulo Okamotto – Vê se faz sentido o que ele está falando. As pessoas podem falar o que quiserem. Vou ficar discutindo coisa maluca? Eu o procurei, dei safanão na mulher dele… Que negócio maluco, né? Vou discutir com maluco?
(…)
O sr. veio a saber da existência de Valério quando Roberto Jefferson disse que ele existia, em 2005?
Depois que a imprensa começou a divulgar a figura dele foi que eu o conheci.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1154224-amigo-do-ex-presidente-lula-diz-que-marcos-valerio-e-maluco.shtml

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Jose Medida

16 de setembro de 2012 às 11h13

Apesar de tudo isso acontecendo contra o governo da situação, se não houver um golpe de estado ou a eliminação sumária do Lula, ainda assim, em 2014, a oposição tem grande probabilidade de ser derrotada mais uma vez nas urnas. A grande maioria não dá a mínima para o que a veja e seus congêneres publica e a globo, através do jornal nacional, antes da novela das oito, não convence muita gente com estas peças de ficção montadas para mudar as mentes do povo, que tem mais o que fazer do que pensar a respeito de questões tão complexas. Pois é, este povo néscio vai votar de novo na situação porque assim tá bom e antes não tava…

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    Mel

    16 de setembro de 2012 às 14h29

    Se isso tá acontecendo em eleição pra prefeito, imaginem o que vão fazer em 2014. Se preparem que eles estão dispostos a tudo. Com a colaboração do STF amigo pra nos condenar e absolver tudo o que eles fizerem.

oziel f. albuquerque

16 de setembro de 2012 às 10h48

Esse processo chamado mensalão, foi aberto para condenar o Zé Dirceu. Mesmo porque, STF Gurgel, e PIG são farinha do mesmo saco, A ordem é condenar mesmo sem prova.

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Messias Franca de Macedo

16 de setembro de 2012 às 10h48

… Vamos lá: 1- um Tribunal [Supremo(?!)], composto por supremos(?!) pedantes porquanto oniscientes, absolutamente ilibados (sic) e onipresentes… A supremacia de certos homens e mulheres a pairar sobre o restante da sociedade!… Dois habeas corpus notívagos em prol de um *banqueiro bandido e condenado; “um supremo” envolvido com um [inédito] ‘grampo sem áudio’!; “um supremo” acusado de crime fiscal por um ex-sócio dele…
… Bom, creio que o “Supremo” está metido numa encruzilhada, ‘supremamente’ encalacrado: se os indefectíveis juízes e juízas do STF, o PIG & o restante da DIREITONA oposição ao Brasil vislumbram – e se contorcem em sorrisos – as imagens de figuras a exemplo de João Paulo Cunha, José Genoíno, o próprio José Dirceu e outros atrás das grades… Recomendo a estes galhofeiros a prepararem o espírito do [DEMotucano] Eduardo AZARedo, da Mônica (S)erra, do Marconi ‘Periggo’, do José Roberto Arruda, do Joaquim Roriz, do Daniel Dantas, do Paulo Maluf, do DEMÓstenes Torres, do FHC pela compra de votos em favor da re-eleição dele… Ademais, as togas exigem renovadas gravatas; as magistradas podem encomendar novos ‘tailleurs’… “supremos e supremas” terão muitos holofotes pela frente, a bronzear-lhes os egos e os veredictos!

“… Se fôssemos como os Estados Unidos, onde os juízes da Suprema Corte são figuras inacessíveis, quase desconhecidas do grande público, seria uma coisa. Mas não somos. Aqui, nossos ministros adoram o reconhecimento e não hesitam em se revelar.” Marcos Coimbra

RESCALDO: configurado o Tribunal de Exceção, cabe recurso a uma Corte Internacional?! Com a palavra o julgamento do mensalão tucanoDEMoníaco mineiro, nascedouro do ‘Valerioduto’!…

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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    Messias Franca de Macedo

    16 de setembro de 2012 às 11h30

    … Ah!, faltou incluir o diretor da sucursal de Brasília da revista ‘Veja’, jornalista Policarpo Junior “dos Civitas”!…

    República de ‘Nois’ Bananas
    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

Alexandro Rodrigues

16 de setembro de 2012 às 10h41

Quem, quando ganhou a eleição em 2002, foi para a capa da Veja, todo sorridente, finalmente realizando o sonho patológico de ser “maior” que FHC e atacou os tais radicais do PT dizendo que eles teriam que se contentar com seu papel secundário no governo?

Quem todo sorridente foi “beijar a mão” da Poderosa na bancada do Jornal Nacional dizer que não ia ser um “menino levado”?

Figuras de qual partido durante estes 10 anos de poder, nunca se contiveram com os holofotes da mídia tradicional e sempre fizeram pose para aparecer visando voos políticos maiores com esta visibilidade?

Quem durante 10 anos de poder se afastou consideravelmente de sua base popular e adotou praticas com as quais sempre combateu?

Quem durante 10 anos de poder, não percebeu a importância de um sistema de informação público, crítico e que faça contraponto às forças da tradicional mídia que sempre trabalha para sabotar o país?

Bem, podemos falar o que quiser, mas Chávez e os Kirchnner sabiam que não teriam sucesso na implementação de suas políticas se não enfrentassem de frente o poder da quadrilha da informação. Fortaleceram sua TV Pública, organizaram o uso de dinheiro público com propaganda oficial asfixiando astutamente a veia sanguinária dos donos da informação…

Enquanto isso, no Brasil do PT, Dona Dilma recebe o Fantástico no seu palacete para “mostrar a rotina de uma presidenta”. Enquanto isso, no Brasil do PT, Dona Dilma tenta fazer omeletes sem quebrar os ovos no programa da esticada Ana Maria Braga. Enquanto isso, no Brasil do PT, Dona Dilma vai mais uma vez para capa da Veja, preocupada em manter sua imagem de rainha soberana…

Enquanto isso, no Brasil do PT, na raiz, na origem, nada mudou! Os donos do poder continuam os mesmos, o PT se acovardou! E está pagando agora o preço por sua covardia.

Bem feito!

Responder

    jaime

    16 de setembro de 2012 às 15h52

    Concordo com todas as colocações. Se a mídia é assim tão poderosa (e é – derrubou presidentes aqui, na Venezuela, em inúmeros lugares) o foco não é o Supremo mas a própria mídia. Mas a presidentA achou por bem colocar na área o Bernardo, um camarada com vocação para guarda-livos. Sim, bem feito!

Zezinho

16 de setembro de 2012 às 10h36

Quem sao os especialistas que afirmam que a denuncia é mais frágil que a de Fernando Collor????

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Julio Silveira

16 de setembro de 2012 às 10h09

Francamente. Acho vexatória essa posição de contestação quando se verifica haver puro interesse na partidarização da legislação. Fico inconformado com a inconveniencia de certos pronunciamentos que procuram desqualificar, por que não agrada, o resultado. Exaltando-o quando a conveniencia é agtendida em prol do interesse de quem se pronuncia. Todos os intrumentos legais existentes, estão aí para servir a todas as mãos e tem servido a diversos interesses, inclusive os oposicionistas quando eles serve também aos corporativos, Aí, trabalham em unissono. O caso Collor citado é exemplar. Então se há incompetência na utilização dos intrumentos do sistema, que não tem produzido os frutos desejados, como disse por pura incompetência, ou hipocrisia, isso para mim não passa de choro de perdedor.

Responder

    Julio Silveira

    16 de setembro de 2012 às 11h00

    Adendo necessário: Quando me referi a oposicionista me referia ao oposicionista à época, atuais governisstas.

    xacal

    16 de setembro de 2012 às 22h08

    Julio, Julio, Julio, meu caro…

    Em parte concordo com você:

    A “partidarização” das decisões, que em suma retira-lhes a necessária legitimidade para pacificação de conflitos é perigosa, tanto quando somos nós, tanto quando são vocês do tea party anauê.

    Há uma tendência de fragmentação perigosa do tecido social, onde a aplicação do direito de punir do Estado é um pilar importante.

    Mas veja que, neste caso, e no caso específico da justiça brasileira, há muito tempo a sociedade percebe que as tais “ferramentas” que você disse estar disponíveis não carregam em si a mesma eficiência.

    Ou seja, para alguns, um canivete, para outros, uma motosserra.

    Na esfera criminal é pior, tanto que nossas cadeias se destinam a uma classe(pobre e semi-analfabeta) e uma etnia (negros em maioria) bem recortadas, ou seja, ou assumimos que este pessoal tem uma tendência natural ao crime (como advogou Lombroso) ou nossa justiça considera que há “direitos” para uns poucos e o rigor da lei para outros tantos.

    E na contra-mão também se dá o mesmo processo, ou seja: Além de sofrerem os rigores da Lei, são os pobres e pretos que menos veem suas demandas satisfeitas na justiça, ou os crimes de que são vítimas resolvidos, pois a eficiência do aparato estatal (embora a elite odeie o Estado) sempre escolhe os “de cima”.

    Vamos ao caso da ação 470.

    Embora ali o conflito de classes, em sua forma tradicional, não esteja representado, este julgamento, menos que satisfazer a persecutio criminis estatal, visa prover a setores determinados da sociedade brasileira (mídia, elites, e os demotucanalhas) um capital político que eles não conseguem amealhar na instância própria para isto.

    O que denunciamos é a transposição da luta política (lato sensu)para a esfera maior de julgamento, a Corte Constitucional, que acaba por banalizar e prostituir suas sentenças neste jogo perigoso.

    Favor não cometer o deslize de dizer que como guardiã de um tratado político (a CRFB) a Corte se sujeite aos humores políticos da sociedade. Esta seria uma simplificação grosseira, e você parece inteligente.

    Pode até haver um sentido “político” das decisões, desde que dentro dos limites estritos da legalidade e desta Carta Magna,e não rasgando seus princípios e mais caros valores.

    Julgamento da Corte não pode servir a “populismo jurídico”

    Ninguém deseja que os crimes fiquem impunes, se eles existirem ou existirem.

    O que desejamos é um julgamento feito com decoro dos julgadores, com apego às provas, e a todos os princípios do estado de direito, sem desconsiderar, inclusive, o anseio de alguns setores da mídia pela condenação, embora este mesmo setor não seja rigoroso consigo mesmo e seus acólitos quando pegos em situações similares.

    Desejamos, enfim, que os mesmos pesos e medidas da Corte sejam aplicados em casos similares, embora eu reconheça: cada caso é um caso.

    Não dá para esperar este equilíbrio da mídia, pelos motivos óbvios, mas de servidores públicos mais bem pagos do país (o teto), não temos que esperar e sim exigir.

    Julio Silveira

    17 de setembro de 2012 às 08h27

    Prezado Xacal, gosto muito de provocar, para ver as reações. Veja, não sou partidarizado como muitos, que aqui chegam e palpitam desprovidos de cerebro apenas com coração. Mas tenho uma convicção humanista, que me torna, na visão dos que escolhem lados, um alinhado à esquerda, apesar de não fazer força para sê-lo, até me identifico com este lado teorico ideologico. Mas prefiro buscar coerência com o ideal humanista. Mas, voltando a teorização para meu intento de provocar; acredito que neste caso e em diversos outros, que se espera essa isonomia nos julgamentos, haja uma ingenuidade latente nesses grupos politicos, que se proclamam de esquerda, que esperam fazer revolução, sem mudar uma virgula nos instrumentos que fizeram o operadores da direita serem tão prevalentes, quando não governam, ainda assim comandam defendendo suas prerrogativas. Diferente da maioria, acredito que isso acontece por puro interesse, ou desinteresse, como preferirem, da propria dita “esquerda”. Ainda que ´muitos representantes desse conceito se insiram numa burguesia que fica evidente diante de uma leitura mais apurada desse estado ideologico e assim não poderiam serem qualificados como tal. Mas vá lá, esses “esquerdistas”, que eu qualifico como de araque, espertos para chegar ao poder, demonstram uma candura que beira as raias da burrice (digo isso como provocação aos leitores ingenuos, esses sim, por que sei os buscadores de poder não são), quando sequer pensam em atualizar o sistema quando chegam ao poder, e tem poder para isso, apesar de muitos ingenuos não acreditarem. Abdicam, e essa é a verdade, e isso que me indiguina, de seu papel reformador, acomodam-se, por que não buscam alterar aquilo que, todos sabemos, faz mal a sociedade e ao sistema. É esse o aspecto de minha critica. Se pudermos de forma critica e racional, olharmos para as oportunidades, pacificas, perdidas pelos governos mais alinhados com o ideario da esquerda, de fazer uma revolução legal, verificamos que nada fazem, apenas proclamar junto com seus porta vozes, as inconsistências do sistema. Ora, analisando a história aprendi, que mesmo em impérios, reis incompetentes não fazem dinastias, e geralmente quando isso acontece o povo paga por essas trocas de poder, que costumam nada trazer de bom para solidificar a estrutura social e criar uma verdadeira nação igualitária.

    xacal

    17 de setembro de 2012 às 13h44

    Ué, a razão ou a taxa de minha discordância com você é que me desqualifica ou não?
    Santa arrogância, humanista Batman…

    Veja que os 30% da minha discordância, até agora não contestadas por você (por falta de argumento ou interesse, que na verdade, revela desrespeito com o interlocutor) estão no eixo central do debate.

    Este negócio de “quantidade” e “índices” não cai bem em debates, ó humanista.

    Então vamos combinar, menos Júlio, menos, pois posso discordar 100% de você e manter minha cordialidade e minha inteligência intactas. ok?

    xacal

    17 de setembro de 2012 às 10h45

    Ok Julio,

    Eu compreendo, mas como eu aprendi lendo a orelha do Pierre Bordieu: o que falas eu fixo pelo meu ouvido, e não pela sua boca.

    Logo, seu discurso, em um blog como este, que tem como missão fundamental demarcar um campo político dentro do espectro da comunicação de massa, acaba por se situar em um espectro conservador, ainda que esta não seja sua intenção, como foi dito por você.

    Não dá para se queixar do resultado da sua “provocação”, até porque você, cinicamente (atenção: isto é um elogio) tinha intenção de se destacar do senso comum denunciado por você.

    Bom, dito isto, que fique claro: eu concordo que esta ingenuidade exista e seja instrumentalizada.

    Concordo ainda com a acomodação ou “domesticação” dos que só querem mudar para que tudo fique o mesmo, e o caso do estamento normativo estatal deixa isto claro.

    Mas quando você ironiza e coloca o termo “choro de perdedor”, cede a uma generalização que funciona tão bem a um dos lados que você diz não pertencer.

    O humanismo não é rótulo que o isente de ter lado (e você confirma isto), mas também de ser reconhecido e aceito ou repelido por estes lados, a não ser que você imagine uma categoria do pensamento humano que se despregue da realidade e o coloque acima dos conflitos.

    Outro ponto de sua fala que não concordo e você parece ter esquecido de replicar é que na sua visão “humanista” você considera possível que as ferramentas disponíveis estejam colocadas ao alcance de todos, de forma isonômica, o que sabemos, eu e você, não estão.

    Enfim, grato por ter replicado meus argumentos.

    Julio Silveira

    17 de setembro de 2012 às 13h12

    Fico contente que possamos conversar educadamente, visto que voce concorda com pelo menos 70% do que opino. Fico realmente feliz por isso, já que se fosse 100% diria que voce sequer teria senso critico para avaliar. Um abraço.

    xacal

    17 de setembro de 2012 às 14h50

    Ué, a razão ou a taxa de minha discordância com você é que me desqualifica ou não?
    Santa arrogância, humanista Batman…
    Veja que os 30% da minha discordância, até agora não contestadas por você (por falta de argumento ou interesse, que na verdade, revela desrespeito com o interlocutor) estão no eixo central do debate.
    Este negócio de “quantidade” e “índices” não cai bem em debates, ó humanista.
    Então vamos combinar, menos Júlio, menos, pois posso discordar 100% de você e manter minha cordialidade e minha inteligência intactas. ok?

    Julio Silveira

    17 de setembro de 2012 às 15h26

    Ué, não pretendi ferir sua sensibilidade, apenas busquei, de uma forma cordial, demontrar que temos alguma concordancia, que voce por achar que a vida é uma disputa, talvez tenha entendido em minha menção aos 70% como ofensa. Quiz dizer apenas que mesmo vindo de educação e culturas diferentes, temos alguma visão em comum, e que é natural divergencias. Mas saiba, que se buscas adversário para esgrimar com as palavras, tenha certeza que em mim encontrarás um. Portanto antes de ficar subindo em salto alto e ficar rodando a sua baiana, tenha compostura meu, que não quis te ofender.

    xacal

    17 de setembro de 2012 às 16h14

    Não há sensibilidade, nem baianas, nem salto, este tipo de provocação não cola…
    leia e releia o que você escreveu:
    “(…)Fico realmente feliz por isso, já que se fosse 100% diria que voce sequer teria senso critico para avaliar. (…)”
    A minha observação é justamente uma constatação que todo cuidado é pouco na internet, e logo você que reivindicou “bom senso” e que evitássemos julgamentos apressados.
    Este negócio de “cordialidade” é um problema, como já dizia o Sérgio Buarque de Hollanda, pois boa parte dos nossos conflitos são sublimados ao serem colocados em uma instância cordial (do coração).
    Bom, faça o que quiser da sua esgrima, pois não o reconheço como adversário para nada, passe bem!

    Julio Silveira

    17 de setembro de 2012 às 17h15

    Cada loco que me aparece. kkkkkk.

    xacal

    17 de setembro de 2012 às 22h11

    Ué, a divisa entre a loucura e a sanidade está em qual dimensão: Os que concordam com você em qual medida, 30, 70 ou 100%

    Tens razão, é cada louco que aparece…


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