VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Eleições em SP: Quem vai disputar os votos dos que não tem religião?


11/09/2012 - 01h45

do Estadão:

Conceição Lemes: O projeto que despertou polêmica no horário eleitoral de SP

Marilena Chauí: O mundo da classe média “ruiu”

André Singer: Neoliberalismo no Brasil é retardatário

Vladimir Safatle: O conservadorismo filho bastardo do lulismo

Requião: A privataria petista





17 comentários

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abolicionista

11 de setembro de 2012 às 18h11

Desde que não queimem gente e parem de influenciar na vida política, não tenho nada contra as igrejas. Só acho que as Igrejas, como todas as empresas com fins lucrativos, deveriam pagar impostos. Ou então que parem de cobrar dízimos e outros tipos de contribuições financeiras. Também acho que seria uma prova de boa fé que as empresas tornassem público seu balanço financeiro.

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abolicionista

11 de setembro de 2012 às 15h57

Nós ateus entendemos que as religiões atendem a demandas verdadeiras, embora elas não passem de fantasias mal-elaboradas e de um kitsch intragável, são um consolo possíveis para quem vive em um sistema opressor e alienante. Em um mundo cada vez mais insensato como o nosso é preciso inventar fantasias cada vez mais mirabolantes para justificá-lo. Mas não se preocupem com nossos votos, votaremos no candidato que apresentar um discurso mais coerente e mais afinado com nossas convicções.

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    Almeida

    11 de setembro de 2012 às 17h11

    Graças a Deus!!!

    Hélio Pereira

    11 de setembro de 2012 às 18h31

    amém.

PauloH

11 de setembro de 2012 às 13h49

Mas é bom lembrar que “sem religião” não é sinônimo de ateu, como muita gente costuma confundir. Sem religião é a pessoa que não pertence a nenhum credo institucionalizado. O que não quer dizer que essa pessoa não tenha seu próprio conjunto de crenças. Até entendo a tentação, mas não é correto tentar capitalizar esse um milhão de pessoas ao “voto ateu”. Porque não é a mesma coisa.

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    Cibele

    11 de setembro de 2012 às 15h13

    Muito bem colocado.

Hélio Pereira

11 de setembro de 2012 às 12h28

Uma coisa é certa,quanto mais um candidato procura apoio em Religiões,mais ele perde Votos dos Ateus!

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Narr

11 de setembro de 2012 às 11h35

A pergunta já é esquisita porque assume como dado que crenças religiosas automaticamente determinam os votos. Uma hipótese razoável é a de que o fato de Russomano ser evangélico apenas tranquiliza ou reforça a confiança do eleitor que é portador de inúmeras outras relações sociais além das que mobilizam sua fé. Ou seja, o eleitor de classe media baixa vota em peso em Russomano por diversos motivos, e apenas um deles pode ser a crença religiosa. Não é coincidência o fato de que os evangélicos que votam nele também compartilhem a situação e valores sociais. Quanto aos “sem religião”, é preciso levar em conta que no Brasil muitos indivíduos se consideram “ateus” porque não frequentam nenhum templo nem seguem doutrina específica, mas quando indagados geralmente revelam crenças religiosas em “Poderes Superiores”, “Energias”, etc. Ou seja, tecnicamente não são ateus.

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    Dialética

    11 de setembro de 2012 às 18h09

    A força de Russomano é sua presença bonitinha na TV e o bom mocismo para atender aos reclamentes ao Procon que não tiveram resultado. Esse é o perigo, mas sem geral não é mau. É apenas descolado da politica, o cara certo para ser comido pela direita.

Jaimão

11 de setembro de 2012 às 09h55

Como disse o comentarista Marcelo não dá para ter ideologia num Estado quase parlamentarista. Sabemos que sem apoio parlamentar nenhum governante leva a cabo seu mandato. Então entra em cena o toma-lá-dá-cá desavergonhado como um mal necessário.

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    Valdeci Elias

    11 de setembro de 2012 às 13h43

    O certo seria o chefe do Executivo impor sua vontade, sem negociar ocom nimguem ? Como numa Ditadura ?

Vlad

11 de setembro de 2012 às 09h07

Esses não aceitam cabresto. Escolherão em quem votar; não serão escolhidos.

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Roberto Locatelli

11 de setembro de 2012 às 07h56

A esquerda não deveria “disputar” eleitores. A esquerda precisa se enraizar no movimento popular para produzir uma transformação social. Principalmenteo PT, que é o maior partido (ainda) de esquerda.

Quando a meta é organizar a classe trabalhadora visando a conquista de uma sociedade mais igualitária, eleições são só um detalhe, uma luta a mais.

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    Carlos

    11 de setembro de 2012 às 22h07

    Roberto, concordo contigo, menos que o PT possa ser esse partido.

Marcelo de Matos

11 de setembro de 2012 às 07h31

Para disputar eleição o candidato tem de estar filiado a um partido. A maioria dos partidos, porém, está longe de representar qualquer tendência ideológica: é apenas o rótulo sob o qual se reúnem grupos empresariais, católicos, maçônicos, pentecostais, espíritas, futebolísticos, ruralistas, financeiros, etc. O PSB de São Paulo, por exemplo, reúne grupo espírita. O PV é o desaguadouro predileto dos sem religião. Não há nenhum impedimento legal para que se crie partido político ligado a determinada religião, ou partido dos sem religião, desde que seus “programas respeitem a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo e os direitos fundamentais da pessoa humana”. Dizem que o partido do Russomano é ligado à Igreja Universal. Para se ter uma ideia de nosso manicômio partidário basta dizer que, em Campinas, estão coligados PSDB, DEM, PPS e PCdoB, apoiando Donizete. O PT coligou-se ao PSD para apoiar Márcio Pochmann (PT) e Adriana Flosi (PSD). Aí se vê que o móvel dos partidos está longe de ser a ideologia.

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ejedelmal

11 de setembro de 2012 às 06h03

Quem ganhará os votos, dos ateus … dos espíritas, umbandistas, budistas, muçulmanos e outras minorias?
Quem ganhará os votos dos católicos que não suportam o Serra?
Quem ganhará os votos dos evangélicos que não suportam o Edir Macedo?

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Fabio Passos

11 de setembro de 2012 às 02h33

ninguém.
E o medo que fhc declare seu apoio? rsrs

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