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Política

Jorge Viana: Prioridade do PT passa de inclusão a qualidade dos serviços públicos


29/10/2012 - 18h32

Vitória em SP amplia coesão e cacife de Lula no PT

Valor Econômico em 29/10/12

Por Caio Junqueira | De São Paulo

O prefeito eleito ontem por São Paulo, Fernando Haddad, subscreveu em 2005 uma espécie de manifesto intitulado Mensagem ao Partido. A elaboração do texto foi liderada pelo então presidente do PT, Tarso Genro, e propunha a refundação da legenda na sequência da crise do mensalão. Uma clara oposição ao grupo que ficou conhecido como Campo Majoritário, cujos principais protagonistas -José Dirceu à frente- estampavam à época as páginas dos jornais em meio às denúncias do mensalão. O manifesto também inaugurou uma nova corrente partidária considerada mais à esquerda na sigla.

Desde então, Haddad passou a ser considerado como integrante da “Mensagem” e nunca questionou essa avaliação.

Até que no início deste ano, em uma reunião da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), o novo nome do antigo Campo Majoritário, ele passou por uma espécie de sabatina. O ponto alto ocorreu quando o deputado federal Ricardo Berzoini (SP) disse que era importante ele se posicionar sobre sua tendência interna e garantir que em caso de vitória não iria favorecer nenhuma das muitas correntes que compõem e disputam o poder interno da sigla. “Minha tendência é o PT”, respondeu.

Ali, foram selados dois rumos para o partido que o resultado de ontem nas urnas em São Paulo irá reforçar. A diminuição dos embates internos petistas que tanto caracterizaram o PT ao longo dos seus 32 anos de história e a condução do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a uma posição de influência como nunca antes exerceu sobre a legenda. Tanto que, relatam petistas, o que mais se ouve hoje nas conversas sobre tudo referente ao partido e ao governo é: “Já falou com o Lula?”.

Por essa razão, o debate das eleições internas no segundo semestre de 2013 se coloca hoje com ares de consenso: será eleito quem Lula indicar. Afinal, ele elegeu dois técnicos desconhecidos — Dilma Rousseff e Haddad — para os cargos mais importantes em disputa, respectivamente, em 2010 e em 2012.

Assim, é certo que o PT se curvará a ele em 2013. “É o Lula que vai decidir a próxima eleição interna. O fato de ele ter ganho a presidência duas vezes, eleito a Dilma e depois o Haddad enfraqueceu todas as tendências. Esse palco de tendências vai ficar diluído”, disse o deputado Cândido Vaccarezza (PT), da CNB.

“As correntes ficaram muito parecidas. A definição dos postos estratégicos no partido passa por um acordo com o Lula”, disse o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), e integrante da PT de Lutas e de Massas. “Há um cenário de unidade. Lula tem faro político”, disse o deputado Paulo Teixeira (SP), da “Mensagem”.

A questão controversa é que, a despeito da idolatria a Lula, ninguém no partido concorda com a tese de que o PT, enquanto Lula existir, será partido de um homem só, moldado no caciquismo político. Os petistas prontamente rebatem a ideia, sob o argumento de que o que ali ocorre é que Lula, por ser quem é, consegue arregimentar um maior número de apoiadores para suas ideias que precisam estar em conexão com o pensamento médio da legenda.

No caso da eleição interna de 2013, a dúvida é se haverá uma consistente maioria do partido para avalizar a tese central de Lula já referendada por Dilma de que a aliança preferencial da campanha de 2014 é ao centro, com o PMDB, e não à esquerda, com o PSB. Ou, sob outra ótica, se os descontentes com a opção já feita pelos dois principais nomes do PT terão coragem e força suficiente para levar adiante a polêmica e a insatisfação com essa opção.

Tendo por base essa dicotomia, nomes começam a circular no partido. O atual presidente do PT, Rui Falcão (SP), é apontado como o que saiu na frente. “Rui é favorito. Dirigiu a eleição pensando o país, foi o presidente que mais percorreu os municípios neste ano, tratou a todos de maneira igual, independentemente de correntes internas, fez o jogo todo combinado com Lula e, na maioria dos Estados, tem quem articula para ele”, afirmou o vice-líder do governo e vice-presidente do PT, deputado José Guimarães (CE).

Em outra frente, circula o nome do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (RS), que deixa o cargo em fevereiro. Ele garante que isso não está em debate ainda, mas que a lembrança de seu nome é “natural”. “Deixo o cargo em fevereiro, serei um quadro “solto”, não há disputa eleitoral em 2013 e o fato de ter passado pela presidência da Câmara me dá uma condição nacional. Mas, ao mesmo tempo, não gostaria de participar de uma disputa, preferiria trabalhar por um acordo”, declarou.

A lógica pensada por seu grupo na bancada é reproduzir no partido as mesmas condições que o levaram a ser eleito presidente da Câmara: o apoio de integrantes de todos os Estados e de todas as correntes políticas internas do PT — o que também mostra como elas perderam a força de outrora — como forma de contestar o poderio do grupo paulista da CNB mais ligado às antigas lideranças partidárias que saem combalidas do julgamento do mensalão.

Além disso, há uma diferença crucial deste grupo em relação ao que se articula em torno de Rui: o sentimento de que a aliança de 2014 deve ser feita à esquerda. Em outras palavras: deve privilegiar o PSB e não o PMDB.

Mesmo pensamento do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, de quem Maia se aproximou nos últimos meses. “Alianças devem caminhar da esquerda para o centro. Não se trata de preferência a um ou outro partido, mas como fazer uma aliança mais equilibrada com o PMDB fortalecendo os nossos princípios. Se não fica mais difícil implementá-los no futuro”, afirmou Genro.

Para ele, essa ideia se baseia no fato de que a oposição, hoje enfraquecida, em algum momento vai se rearticular e propor uma alternativa à direita. E se o PT rumar por esse caminho em 2014, em um futuro próximo não terá mais condições de se diferenciar da oposição.

Ocorre que a preferência pelo PMDB, além de ser efetivada em Brasília, em fevereiro, com o apoio do Palácio do Planalto às candidaturas de Renan Calheiros (AL) a presidente do Senado e a Henrique Eduardo Alves (RN) a presidente da Câmara, também a partir de janeiro começará a ser configurada no governo Haddad.

Embora ninguém acredite que ele vá jogar o prestígio obtido nas urnas para entrar no jogo partidário — ao contrário de Marta Suplicy, que constituiu um grupo político no seu entorno –, é certo que o molde político que seu governo tomar, orientado por Lula, apontará tendências futuras no PT. São Paulo será o principal laboratório petista de políticas públicas para a nova classe média constituída no país nos últimos anos, egressa da pobreza e que anseia por serviços públicos de qualidade.

Durante a campanha, esse setor foi seduzido pelo candidato Celso Russomano (PRB) a ponto de quase tirar o petista do segundo turno. O governo federal tenta, mas ainda patina no olhar específico para esse eleitorado.

“A vitória do Haddad deve inaugurar um novo modelo petista de governar. Antes a prioridade era a inclusão, agora é a qualidade do serviço público”, disse o senador Jorge Viana (PT-AC).

Além disso, trata-se de um nome formado não na primeira geração petista, que fundou o PT. “A eleição do Haddad repercute nas ideias do PT. Vai haver um debate sobre as ideias do partido a partir de um novo patamar que são essas mudanças na economia e na sociedade”, disse o secretário-geral do PT, Elói Pietá.

PS do Viomundo: Políticas públicas sem higienismo, com a ajuda da USP, foi o que escrevi aqui. Vladimir Safatle observou, aqui, que os limites do lulismo haviam sido atingidos; que só a oferta de serviços públicos gratuitos de qualidade, especialmente na saúde e educação, permitiriam um avanço da chamada nova classe média para um novo patamar.

Leia também:

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24 comentários

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Lincoln Secco: PSDB e Eduardo Campos só têm chance em 2014 se houver “crise catastrófica” « Viomundo – O que você não vê na mídia

02 de novembro de 2012 às 12h26

[…] Jorge Viana: Prioridade do PT passa de inclusão a qualidade dos serviços públicos […]

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Fátima Oliveira: No município, governo de coalização é fracasso « Viomundo – O que você não vê na mídia

30 de outubro de 2012 às 17h52

[…] Kotscho: 2002, 2006, 2010, 2012… Jorge Viana: Prioridade do PT passa de inclusão a qualidade dos serviços públicos […]

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spin

30 de outubro de 2012 às 16h05

Como sou leigo em economia alguem poderia me tirar esta dúvida

Nos meses de julho, agosto e setembro a divída pulou de 46 para 60 bilhões de reais, ou seja, um aumento de R$ 14 bilhões

Em fevereiro deste ano a dívida de SP estava em R$40 bilhões

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-02-15/kassab-se-reune-com-dilma-para-discutir-divida-de-r-40-bilhoes

Em junho deste ano estava em R$ 46 bilhões

http://colunas.revistaepoca.globo.com/felipepatury/2012/06/16/no-prego-3-as-propostas-para-a-divida-paulistana/

Neste mês, outubro, esta em R$ 60 bilhões

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/10/kassab-quer-conversar-sobre-divida-impagavel-de-sp-com-haddad.html

30/10/2012 13h38 – Atualizado em 30/10/2012 14h27

Kassab quer conversar com Haddad sobre dívida ‘impagável’ de SPSegundo o prefeito, dívida com o governo federal supera os R$ 60 bilhões.
Haddad afirma que dívida será renegociada imediatamente.

Tatiana Santiago Do G1 São Paulo

5 comentários

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), disse na manhã desta terça-feira (30) que a dívida da capital paulista com o governo federal, estimada em mais de R$ 60 bilhões, é “impagável”. Segundo Kassab, este é o ponto mais crítico a ser debatido na reunião com o prefeito eleito, Fernando Haddad (PT), na sede da Prefeitura, nesta tarde. Será a primeira reunião entre os dois políticos para definir como será feito o processo de transição na Prefeitura de São Paulo.

Tatiana Santiago/ G1)Prefeito Gilberto Kassab (Foto: Tatiana Santiago/ G1)

“Todos sabem que a situação da Prefeitura não é uma situação fácil financeiramente. Os recursos são muito escassos”, afirmou o prefeito.

De acordo com ele, no geral, a população não entende quando ouve falar que existe dinheiro em caixa e a Prefeitura não pode gastar, pois esses recursos já estão vinculados e já estão destinados.

“A verba mais importante da gestão [municipal] é a verba do Tesouro. Esta é uma verba extremamente escassa hoje diante dos nossos compromissos, das nossas dificuldades”, disse. “Ela [a dívida] é impagável hoje”, completou o prefeito. De acordo com ele, os problemas com orçamento se devem ao pagamento da dívida federal. Desde 2000 foram pagos R$ 18,9 bilhões, sendo R$ 3,3 bilhões somente neste ano.

saiba mais

* Dívida com a União compromete futuro de SP, diz Haddad
* Haddad espera que bilhete mensal e isenção de inspeção valham em 2014

Mais cedo, Haddad afirmou em entrevista à Rádio CBN que a não renegociação da dívida do município com o governo federal compromete o futuro da capital paulista no longo prazo. Nesta segunda-feira (29), a dívida com a União foi um dos temas da conversa que Haddad teve com a presidenta Dilma Rousseff, em Brasília.

Haddad disse que a dívida será renegociada com o governo federal imediatamente. Segundo ele, já na próxima semana um grupo de trabalho será constituído para debater o assunto. Entretanto, segundo ele, a não renegociação da dívida não inviabiliza sua administração.

“Não inviabiliza, embora comprometa a longo prazo. Não posso trabalhar só para os paulistanos dessa geração. Então, [a não renegociação] inviabiliza o futuro de São Paulo e por isso eu não posso descuidar”, disse Haddad em entrevista à CBN.

Alianças
Apesar do namoro entre o PT e o PSD, que foi reatado recentemente, após a derrota do candidato José Serra (PSDB), que era apoiado por Kassab, o prefeito disse que o possível apoio não será discutido nesta terça e não informou a data em que deve ocorrer a negociação com os petistas.

“Não está na pauta da nossa conversa nenhuma ação política, nem teria sentido. A visita é protocolar do prefeito eleito para o atual prefeito e serão tratados temas administrativos.”

Sobre as críticas feitas pelo prefeito eleito durante a campanha eleitoral, Kassab disse que as críticas não foram pessoais, mas somente a sua administração. “Se ele não falasse mal, iria ser aliado do Serra”, ironizou.

Kassab também disse que ficou contente em saber que o presidente nacional do PT quer uma aliança nacional com seu partido. “Mostra o apreço que o PT tem pelo PSD, mas ainda é cedo para esse tipo de discussão, vamos deixar para o próximo ano”, disse.

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Mardones Ferreira

30 de outubro de 2012 às 15h38

Ninguém merece uma aliança entre o PT e o PMDB em 2014. Bem que poderia haver uma migração dos Petistas mais à esquerda para o PSB de Eduardo Campos.

Essa turma do PT que se alinha ao PMDB é igual a qualquer gente de direita. Esse imobilismo do PT em Brasília é fruto desse alinhamento com o PMDB.

Que a eleição do Haddad e as vitórias do PSB tragam mais esquerdistas para o poder. (E que as derrotas e Salvador, Fortaleza sirvam de lição ao PT que gosta do centro direita).

Responder

    Hélio Pereira

    30 de outubro de 2012 às 16h30

    Ora Mardones,em Fortaleza o PSB se aliou no Segundo Turno ao DEM e PSDB contra o candidato do PT,no Parana se uniu ao Direitista Beto Richa do PSDB e também ao DEM ,em BH se uniu a este mesmo DEM e ao PSDB alem do PR de Valdemar da Costa Neto e ao PP de Maluf contra Patrus Ananias,em São Paulo o PSB apoia Geraldo Alckmim e ajuda a engavetar todas as CPIs contra os Bicudos,em Recife Eduardo Campos se aliou a Direita Pernambucana,inclusive a Marco Maciel e Jarbas Vasconcelos pra derrotar o PT, então me diga Mardones,o que alguém de Esquerda no PT iria fazer no PSB que vive de Braços dados com a Direita?

    francisco niterói

    30 de outubro de 2012 às 18h36

    Concordo, helio

    A bancada inteira do PSB votou com o alckmin na questao de privatizar leitos do SUS.

    E O prefeito de campinas e seu projeto de trabalho infantil?

    No noroeste fluminense, os Demos, saudosos do poder e definhando, resolveram a vida facil-facil: foram todos pro PSB. Vi um candidato a prefeito numa cidade, ex demo, e agora “socialista” , atacando de MENSALAO.

    Destes esquerdistas, que a midia esta amando, quero distancia.

Vlad

30 de outubro de 2012 às 15h07

Noooooossssa!!! Essa é nova!
Priorizar a qualidade da educação pública e da saúde.
Nunca dantes isso foi prometido. Não com esse novo nome.
Boa idéia mudar o nome !!!

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alex

30 de outubro de 2012 às 14h43

ENTENDI QUE VOCÊ É UM JUIZ DE …!

No romance autobiográfico “Código da Vida”, o ex-ministro da Justiça Saulo Ramos conta como ajudou a nomear Celso de Mello para o STF e como rompeu com o ex-pupilo; o ministro havia dado um voto contra José Sarney, que o nomeara, por pressão da Folha de S. Paulo, mas apenas porque a votação já estava decidida em favor do ex-presidente; depois disso, ambos romperam e Saulo disparou: “Você é um juiz de …”

Confira trecho do livro:

“…a Suprema Corte estava em meio recesso, e o Ministro Celso de Mello, meu ex-secretário na Consultoria Geral da República, me telefonou:

E continua:

Veio o dia do julgamento do mérito. Sarney ganhou, mas o último a votar foi o Ministro Celso de Mello, que votou pela cassação da candidatura Sarney.

Deus do céu! O que deu no Garoto? Votou contra o Presidente que o nomeara, depois de ter demonstrado grande preocupação (o assunto do telefonema para o “padrinho”) com a hipótese de Marco Aurélio de Mello (primo do Collor) ser o relator.

Continuando a narrativa:

Apressou-se ele próprio a me telefonar, explicando:

– Doutor Saulo, o senhor deve ter estranhado o meu voto…votei contra para desmentir a Folha de São Paulo (que na véspera noticiou o voto certo em favor de Sarney)…

O Presidente já estava vitorioso e não precisava mais do meu…Mas fique tranquilo. Se meu voto fosse decisivo, eu teria votado a favor do Presidente…

O Senhor entendeu?

– Entendi.

ENTENDI QUE VOCÊ É UM JUIZ DE …!

Bati o telefone e nunca mais falei com ele.

Muitos advogados sabiam que Celso de Mello havia sido meu secretário na Consultoria da República e nomeado Ministro do Supremo por empenho meu. (fls. 169 /176 do livro Código da Vida)”.

Fonte:
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/10/30/como-vota-o-ministro-celso-de-mello/

Responder

Amaro

30 de outubro de 2012 às 11h44

CRÔNICA DE UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA
(Completamente fora de pauta)

TAM: Já começou a contagem regressiva para uma nova tragédia.

Contem neste últimos 3 mêses a quantidade de pequenos “acidentes” (foram 5, ao todo) envolvendo as aeronaves da TAM, e vocês notarão claramente que a empresa está se lixando para a manutenção preventiva de suas aeronaves. O que aconteceu ontem foi mais um aviso.

Vejam a notícia: Um avião de passageiros teve uma escolta inusitada durante o voo na quinta-feira. Um Airbus A 320 que operava o voo 3665 da TAM seguia de Aracaju para o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, quando perdeu contato com os radares da Força Aérea Brasileira (FAB) no meio do caminho. Segundo a Aeronáutica, houve um desvio de rota da aeronave e um espaço de tempo de mais de uma hora sem comunicação. Um caça F-5M da FAB foi enviado para acompanhar o Airbus até São Paulo.

Depois de sair de Aracaju, o avião deveria passar por Salvador, Porto Seguro, Belo Horizonte e Poços de Caldas até chegar a Guarulhos, segundo o plano de voo informado pelo piloto à Aeronáutica. O planejamento, porém, não foi seguido, e a FAB decidiu acionar o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra) e enviar, da Base Aérea de Santa Cruz, no Rio, o caça F-5M. Assim, o voo voltou a ser totalmente monitorado pela rede de radares da FAB.

A situação foi descrita como “anormal” pela Aeronáutica e o procedimento é conhecido como “socorro em voo”. “Se necessário, o avião da FAB poderia ajudar o voo da TAM a realizar o pouso em segurança”, disse o órgão, em nota. Não foi necessário: o Airbus pousou sem atrasos no aeroporto de Guarulhos às 17h da quinta-feira.

Segundo a TAM, o Airbus que fazia a rota Aracaju-São Paulo sofreu uma “falta de comunicação com os órgãos de controle aéreo durante parte do voo”, e o caça foi enviado para “prestar qualquer apoio eventualmente necessário”. A comunicação com os órgãos de controle aéreo foi reestabelecida e “em nenhum momento houve risco à segurança”, de acordo com a companhia. Os passageiros não tomaram conhecimento da escolta.

Responder

Zilda

30 de outubro de 2012 às 11h41

Ingenuidade pensar que o PSB é um partido de esquerda. Não é. Além do mais, esse partido tem projeto para o poder central, para já. Fortalecido como saiu das eleições municipais, provavelmente a primeira tentativa já será em 2014. O PMDB é um ônibus. Tem gente de centro-esquerda até direita. Mas não tem projeto de presidência como o PSB, até porque não tem nome que agregue todos os caciques. Quanto à postura do PT, talvez por opção do próprio governante, quando Lula, e agora, com Dilma, não tomam decisões mais ousadas, mais à esquerda, não porque o PMDB seja empecilho, mas porque ou falta coragem(em muitos casos, principalemnte nos governos Lula) ou condições políticas-correlação de forças insuficiente, para tal. Só vontade política nunca foi suficiente para implementar projetos polêmicos do ponto de vista político-ideológico, seja aqui ou na China. O pior é perder no NE como aconteceu agora, por culpa de disputas internas: Salvador(onde o governador é um coronel com pouca diferença de ACM) e Recife. Pior é em estados onde não temos opção, como Goiás. A primeira geração envelheceu, não ganha nem para vereador e não tem uma geração nova à vista. O atual prefeito é igual ao PSD: não é de esquerda nem de direita. É despolitizado mesmo.

Responder

assalariado.

30 de outubro de 2012 às 11h30

Êpa! Ôpa!

Será que entendi, a chamada principal do post:

Jorge Viana: Prioridade do PT passa de inclusão a qualidade dos serviços públicos.

E, no subtítulo diz: no governo Haddad em SP. (serviços públicos)

Em seguida abro a pagina, dou de cara com o seguinte: A chamada é a mesma porém, o Subtítulo diz:

Vitória em SP amplia coesão e cacife de Lula no PT.

Ou seja, diante de uma leitura do post, cheguei a conclusão que, na media, acabou por confundir, os internautas que, acabaram por dividir os comentários entre as prioridades dos serviços públicos e o que realmente trata no post, que é:

Vitória em SP amplia coesão e cacife de Lula no PT. (luta interna das tendencias dentro do PT).

Espero ter ajudado.

Abraços Fraternos.

Responder

J Souza

30 de outubro de 2012 às 09h53

Passadas as eleições, as análises retomam a lucidez. Tanto no texto, quanto nos comentários.
E também, muitos petistas subestimaram o Lula no passado, até num passado recente.
Eduardo Campos é mesmo a pessoa a ser “batida” em 2014. Acho difícil ele aceitar ser vice de Aécio. O mais viável politicamente seria o contrário.
O PMDB não é confiável, mas é fisiologista e não tem um nome forte para concorrer à presidência. Tenderá a apoiar Dilma, mais provavelmente, ou Aécio, menos provavelmente, em 2014.
Estava certo quem citou o transporte público como prioridade. É crucial para o trabalho e o estudo.
Assim como bolsa-isso, bolsa-aquilo não pagam planos de saúde, nem consultas médicas, nem exames, e nem escolas particulares ou faculdades para toda a família.
Concordo com todos que mudaram os paradigmas, do assistencialismo básico, de subsistência, para o assistencialismo de serviços públicos com qualidade.

Responder

    francisco niterói

    30 de outubro de 2012 às 11h04

    Souza
    Fui em quem citou o transporte publico abaixo. Saude e educacao é pra ontem, mas transporte publico apresenta resultado imediato, as cidades estao caoticas e vai ser mais facil fazer a classe media recorrer ao transporte pblico que à escola publica.

    Ando muito preocupado com lobbies neste setor. Mesmo no rio tao fazendo corredores de onibus, que sao bons mas tem deficiencias. Houve um episodio em cuiaba, sobre o VLT que eles queriam, acho, construir e a forma que o Globo entrou detonando o projeto que ficou claro os lobbies dos emoresarios dos onibus. Com VLT, com custo de implantacao maior, eles perdem espaco.

    Nao trabalho na area, nao tenho nenhum interesse mas gosto muto de ler sobre o assunto. Em macae, face a grana do petroleo, esta sendo implantado sistema desses. Tem um filmete da prefeitura que achei muito bom. Achei googlando. Nem sei quem governa a cidade, mas em passado recente era o PSDB. Ou seja, temos que aprender com todos. Se vc ver o filmete, vc vai ser como o impacto é imediato. Espero que eles concluam o projeto. Epor ser cidade media, que se espalhe pelo Brasil. O PT, com muitas cidades medias givernando, poderia pensar em VLT que é o nosso velho bonde modernizado. La fora, recomendo googlar o de estrasburgo na franca. Conheci e fiquei encantado. Parece que brasilia tem projeto tb. Mas acho que temos que espalhar pras cidades medias.

    J Souza

    30 de outubro de 2012 às 14h54

    Muito boa sua citação, Francisco.

Roberto Locatelli

30 de outubro de 2012 às 09h31

Este artigo vem do “Valor”, ou seja, do PIG. Então, é preciso um bom filtro.

– PMDB é de centro e PSB é de esquerda? Sen. Roberto Requião (PMDB-Paraná), quando governador, cancelou toda publicidade no PIG. Márcio Lacerda (PSB-MG) fez aliança com o PSDB.

– Ainda há milhões de brasileiros que não foram “incluídos”, ou seja, estão abaixo da linha da miséria. Espero que o PT batalhe para incluí-los como cidadãos.

– Nossa desigualdade ainda é enorme. É preciso cortar radicalmente os juros bancários, a taxa Selic, é preciso reduzir os impostos para os mais pobres e aumentá-los para os muito ricos. Urgente.

Responder

Marcos W.

30 de outubro de 2012 às 07h37

O problema é que o PSB de Eduardo Campos e dos irmãos Gomes não está tão à esquerda quanto alguns pretendem que esteja. Acredito que seja mais “liberal” que o PMDB! São muitas “novas idéias”, semelhantes as idéias do Aécio!

Responder

Eduardo Vieira Miranda

30 de outubro de 2012 às 01h09

Tá certo. Se incluiu tem de manter.
Se não tentar manter, acaba excluindo, como faz o PSDB.

Responder

Júlio Calbek

29 de outubro de 2012 às 22h31

Eu sempre acho interessante quando PT e articulistas debatem 2014.
É verdade que Eduardo Campos ainda é um político regional, baseado
no Nordeste. Mas isso não será obstáculo para suas pretensões políticas.
Em 2006 ele enfrentou Humberto Costa do PT para governador de Pernambuco,
apesar de Lula.
Agora, novamente, ele desafia Lula, se une a Jarbas Vascocelos e lança candidatos ainti PT em B. Horizonte, Recife, Fortaleza, Campinas, etc.
Venceu todas.
Ele trabalha com uma variável subjetiva própria “a hora que o cavalo passa selado”.
Semana passada lançou factóides contra a Dilma, cobrando providências em vários assuntos da alçada do Ministro Fernando Bezerra, como se esse não fosse do PSB.
Ou seja, se o PT ficar discutindo entre PSB e PMDB será surpreendido novamente, agora com a candidatura de Eduardo Campos para presidente.
Acompanhem os passos do candidato….

Responder

    Juerge

    30 de outubro de 2012 às 01h33

    Júlio, concordo com você: sou de um tempo que armávamos os palanques para os comícios (na maioria da vezes, em cima de caminhões!), pregávamos as banderolas, fotos,e vai por ai. Nossos coligados, os senhores do PSB só chegavam na hora dos discursos. Terminados, iam novamente os petistas desmontarem. Isso é emblemático. A Presidenta Dilma tem que aparecer mais em Pernambuco para lembrar aquele povo QUEM realmente lhes deu água, de excelente qualidade, para beber. Dizem que o PSDB está namorando o PSB. Temos que dizer ao PSDB que a moça em questão não é mais virgem…..

francisco niterói

29 de outubro de 2012 às 21h02

Viomundo

Alem de saude e educacao, incluiria tb o transporte publico nas cidades de porte media para cima.

A classe media utiliza transporte individual pela ineficiencia do transporte publico, aliado ao fato de que, culturalmente, esta mesma classe media reproduzia a logica da Casa Grande e portanto “nao se misturava”.

Mas os automoveis exlodiram e a lógica atual nao se sustenta mais. A classe media esta saturada das horas de trandito, coisa que no passado era “atributo” da periferia.

Assim, transporte publico seria uma solucao muito boa pra esse dialogo. Alem de metro, deveriamos debater mais o VLT e sua superioridade sobre os corredores de onibus. Nao que esses sejam ruins, mas em cidades medias e nas grandes, como alimentadores dos metros, acredito que o VLT é melhor.

Que tal discutirmos, por ex., no cinturao vermelho de SP projetos em comuns visando experiencias, custos, etc?

Responder

Bertold

29 de outubro de 2012 às 20h55

É preciso mais do que cobrir jornalisticamente o PT para entender o significado do funcionamento desse partido e seu enrraizamento na sociedade brasileira na qual demarca campos políticos e ideológicos muito claro. Qual os seus rumos e para onde vai? Se não viver internamente essa experiência, se não se valer da reflexões políticas e filosóficas mais avançadas da academia e da cultura, não vai dar conta mesmo a não ser essa especulação simplória.

Responder

    Juerge

    30 de outubro de 2012 às 01h36

    É porque, Bertold, esse povo não participa das reuniões do Partido. Se participassem veriam como é que a coisa anda e como as pessoas são formadas e formam as opiniões. Não pertenço, DE FATO, a nenhuma corrente. Sou simpatizante e apoiador de uma, que parece ser a mais próxima da realidade socialista que conheço. Mas, JAMAIS, usarei de correntes para impedir o projeto maior do partido. Respeitamos a todas, apesar de muitas vezes não entendermos direito seus objetivos. Mas uma coisa é certa: na hora do espetáculo democrático, nós estamos aí!

Hélio Pereira

29 de outubro de 2012 às 18h59

Jorge Viana sabe do que esta falando,seu irmão o Governador Tião Viana vem implantando no Acre o Programa Ruas do Povo que leva alem de Asfalto,Saneamento Básico e Água encanada a todos os Moradores de áreas Urbanas do Acre e vai tornar o estado campeão Nacional de Saneamento Básico.
O Acre também já implantou o programa Cidade Digital que leva a Internet Gratuita a milhares de Familias do estado.
Não custa lembrar que no estado do Senador o PT também lançou “um Poste” Marcus Alexandre candidato a Prefeito de Rio Branco,um Jovem de 35 anos que derrotou o “eterno” candidato do PSDB Tião Bocalom,que é parecido com Serra na aparência e nos métodos de fazer Politica!

Responder

Cibele

29 de outubro de 2012 às 18h47

Azenha, a primeira coletiva do prefeito Haddad não tem vídeo disponível?

Responder

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