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Vladimir Safatle: Esquerda sem medo de dizer seu nome


29/04/2012 - 16h24

por Vladimir Safatle, na Folha de S. Paulo, recomendado por Igor Felippe

Há alguns anos, o cientista político André Singer cunhou o termo “lulismo” para dar conta do modelo político-econômico implementado no Brasil desde o início do século 21.

Baseado em uma dinâmica de aumento do poder aquisitivo das camadas mais baixas da população por meio do aumento real do salário mínimo, de programas de transferência de renda e de facilidades de crédito para consumo, o lulismo conseguiu criar o fenômeno da “nova classe média”.

No plano político, esse aumento do poder aquisitivo da base da pirâmide social foi realizado apoiando-se na constituição de grandes alianças ideologicamente heteróclitas, sob a promessa de que todos ganhariam com os dividendos eleitorais da ascensão social de parcelas expressivas da população.

O resultado foi uma política de baixa capacidade de reforma estrutural e de perpetuação dos impasses políticos do presidencialismo de coalizão brasileiro.

No entanto é bem possível que estejamos no momento de compreensão dos limites do modelo gestado no governo anterior. O aumento exponencial do endividamento das famílias demonstra como elas, atualmente, não têm renda suficiente para dar conta das novas exigências que a ascensão social coloca na mesa.

É fato que o país precisa de uma nova repactuação salarial. As remunerações são, em média, radicalmente baixas e corroídas por gastos que poderiam ser bancados pelo Estado. Por isso, é possível dizer que a próxima etapa do desenvolvimento nacional passe pela recuperação dos salários.

A melhor maneira de fazer isso é por meio de uma certa ação do Estado. Uma família que recebe R$ 3.500 mensais gasta praticamente um terço de sua renda só com educação privada e planos de saúde. Normalmente, tais serviços são de baixa qualidade. Caso fossem fornecidos pelo Estado, tais famílias teriam um ganho de renda que isenção alguma de imposto seria capaz de proporcionar.

Entretanto a universalização de uma escola pública de qualidade e de um serviço de saúde que realmente funcione não pode ser feita sob a dinâmica do lulismo, pois ela exige investimentos estatais só possíveis pela taxação pesada sobre fortunas, lucros bancários e renda da classe alta. Ou seja, isso exige um aumento de impostos sobre aqueles que vivem de maneira nababesca e que têm lucros milionários no sistema financeiro.

Algo dessa natureza exige, por sua vez, uma mobilização política que está fora do quadro de consensos do lulismo.Porém a força política que poderia pressionar essa nova dinâmica ainda não existe no Brasil. Ela pede uma esquerda que não tenha medo de dizer seu nome.

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77 comentários

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Jorge Viana: Prioridade do PT passa de inclusão a qualidade dos serviços públicos « Viomundo – O que você não vê na mídia

29 de outubro de 2012 às 18h33

[…] públicas sem higienismo, com a ajuda da USP, foi o que escrevi aqui. Vladimir Safatle observou, aqui, que os limites do lulismo haviam sido atingidos; que só a oferta de serviços públicos gratuitos […]

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Jair de Souza: O legal e o justo na defesa de Cachoeira « Viomundo – O que você não vê na mídia

06 de maio de 2012 às 23h58

[…] Safatle: Esquerda sem medo de dizer seu nome […]

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Maria Inês Nassif e Najla Passos: O que vem aí na CPI « Viomundo – O que você não vê na mídia

01 de maio de 2012 às 23h32

[…] Vladimir Safatle: Os limites do lulismo […]

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E se o Clube Nextel tivesse controle do Senado? « Viomundo – O que você não vê na mídia

01 de maio de 2012 às 19h39

[…] Vladimir Safatle: Esquerda sem medo de dizer seu nome […]

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Hernani Lotufo Júnior

01 de maio de 2012 às 16h01

Noves fora as idéias que cada um tem sobre o que venha a ser esquerda (e direita) na política tupiniquim, vale a reflexão sobre o lado perverso do que significa promover inclusão pela via econômica. Fica evidente o quanto o crescimento da economia baseado em produção e consumo é insustentável. E quanto é conveniente manter a estrutura de poder do jeito que está. Mais acesso ao consumo de bens econômicos, não promove nem garante cidadania, muito menos desenvolvimento. No mais, está mais do que evidente que não há solução à direita (ou alguém tem dúvida de que a disputa de poder entre tucanos e petistas são variações sobre o mesmo tema? Mas concordo que será preciso (re)inventar a esquerda. Para começar, devolvendo-se poderes e direitos ao cidadão. Acorda, Brasil!!!

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Guilherme

01 de maio de 2012 às 14h49

O PT é a única esquerda de fato no Brasil. Ponto. Este é o ponto de partida para qualquer discussão realista. Se a estratégia de “Concertacion” do petismo não fosse levada a cabo, não haveria qualquer avanço nos últimos anos, pelo simples fato da Esquerda não possuir suficiente apoio eleitoral. Para entender isso basta olhar os resultados das eleições. PT, PCdoB, PSB, PSOL,PDT, não tem o apoio popular necessário, e nem a unidade ideológica, para promover uma revolução gradual no país.

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Francisco Hugo

30 de abril de 2012 às 23h04

Vladimir escreve para leitor da Folha.
Vou reler Gramsci.
Politik ist die Kunst des Möglichen.(*)
A frase é atribuída a Bismarck que, por via das dúvidas, desejava a paz preparando-se para a guerra.
O risco de se perguntar à esquerda seu (dela) nome é ouvir a resposta:
“Meu nome é Legião!”
Quem escreveu o livreto “Esquerdismo, Doença Infantil do Comunismo” foi Vladimir, o outro, também conhecido como Lênin.
……………………………………………..
* Política é a arte do possível.
Para o Lula, o possível é um filho de retirante nordestino de pouco estudo ser eleito presidente da república duas vezes, se tornar conhecido e respeitado em todo o mundo e agraciado com títulos de doutor honoris causa.
Graças a Deus!
Não é não, Vladimir/Singer?

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    Mário SF Alves

    01 de maio de 2012 às 00h53

    Afinal, é Francisco Hugo ou é Victor Hugo?

Gil Rocha

30 de abril de 2012 às 23h03

Tem gente que acredita que
no Brasil ainda existe esquerda.

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A laranja do Lula e a divertida leitura dos jornais velhos « Viomundo – O que você não vê na mídia

30 de abril de 2012 às 18h06

[…] Vladimir Safatle: Esquerda sem medo de dizer seu nome […]

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mineiro

30 de abril de 2012 às 16h59

eu li no tijolaço que estao querendo abafar a cip dos calhordas ,golpista ,malditos , racistas , facistas ,nazista do pig. sera o que o pt vai dar outro tiro no pe, ou sera convardia mesmo. submissao em troca de favores desses mesmo m…………. porque so pode , ate hoje ninguem enfrentou o pig mor e seus aseclas. nao é possivel que vao perder a oportunidade. que o pt , na minha opiniao deixou de ser um partido de esquerda , isso ja deixou faz tempo. mas se bem que uma esquerda representada num partido asqueroso como o psol , é melhor que nao seja mesmo. mas os ideais de luta , isso ja evaporou do partido faz muito tempo. mas se acorvardar diante de coisas que levou o pais a desgraça por muitos anos , nao da pra aceitar de geito nenhum. e outra coisa cade a cpi dos privateiros vendedor de patria , cade pt e base aliada?

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Claudio Gress

30 de abril de 2012 às 16h51

O texto motivo deste debate é muito bom , mas desconhece -ou quer desconhecer – a luta ideológica do PT desde sua fundação , incluindo o democrático embate entre as várias tendências internas ( embate esta sempre visto pejorativamente pelos jornalistas educados sob a ótica do comando central sem debate e que não compreendem o fundamental conceito do centralismo democrático ) .
Todas as ressalvas quanto a um esgotamento do modelo atualmente em curso são do conhecimento teórico e prático de Lula , Dilma e todas as lideranças do PT . Inclusive, a maior parte de nossos militantes tem noção profunda dos passos atuais e das possibilidades futuras .
Se é verdade, como sugere o texto do Safatle, a possível escolha por uma maior inserção do Estado na garantia dos direitos básicos de cada cidadão como forma de avançarmos na democracia ( ainda muito longe de um conceito tradicional de Estado socialista , infelizmente ) , é preciso considerar a outra hipótese ideológica em disputa , qual seja tentar encaminhar a nova classe média para valores puramente individualistas , consumistas e , em última instância , contrários à gênese desta nova classe C .
Negar o caráter reformista , mesmo revolucionário do PT , é fortalecer a hipótese contra – reformista que sustenta a esperança da direita brasileira .
O PT é o partido que possui em sua história e militância os princípios que inspiram a esperança de instalação de uma verdadeira social – democracia , sem o que há de pejorativo do modelo social – democrata europeu . O caráter democrático e socialista do PT é original e anterior à queda do muro de Berlim . Portanto , a esquerda tem nome : Partido dos Trabalhadores.

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    Gil Rocha

    01 de maio de 2012 às 00h02

    Vai sonhando amigo.
    Hoje é capaz de ter mais milionários
    no PT do que no restante dos partidos.
    Partido do Trabalhadores huehuehue, muito bom.

Lucas Cardoso

30 de abril de 2012 às 16h43

“O aumento exponencial do endividamento das famílias demonstra como elas, atualmente, não têm renda suficiente para dar conta das novas exigências que a ascensão social coloca na mesa.”

Isso é a parte essencial do artigo. O aumento do endividamento das famílias ocorre porque o salário não sobe rápido o suficiente para arcar com os gastos de um estilo de vida de classe média. A “classe C” então passa a financiar consumo (em 25 vezes “sem juros”) com empréstimos. Acaba acumulando dívida que não pode pagar.

Essa foi a principal causa da crise de 2008 nos EUA (exacerbada por fraude financeira dos bancos de investimentos). Se a renda das classes mais pobres não aumentar mais rápido, ou seus gasto não diminuírem, o Brasil vai pelo mesmo caminho. A questão é se existe algum movimento no Brasil capaz de bater de frente com aqueles que se beneficiam do status quo.

Responder

Regina Braga

30 de abril de 2012 às 15h50

Nem poderia ter medo…Com os recuos da pp, só serviu, para deixar a extrema direita mais forte.O momento é de debater propostas e ideologias,unir e mostrar ao povo…quem são, os falastrões.Que a inteligência movida pela estupidez,não leva a nenhum lugar.Ou melhor leva,ao nazismo.

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ricardo silveira

30 de abril de 2012 às 13h38

Quando o capitalismo faliu em meados do século passado um marxismo idiota, que Marx, obviamente negaria, dominou o socialismo como alternativa de organização social e, também, faliu. A volta da direita com o neoliberalismo não precisou de nenhum disfarce, mostrou o que era desde o início: egoísta e excludente, com o discurso de que a história havia acabado e que no mundo não havia lugar para todos. No Brasil, FHC não precisou de mais do que 8 anos para destroçar o país, reavivando, de quebra, as forças mais reacionárias que haviam sido afrontadas com a Constituição de 1989. Não é menos fácil, agora, retomar um projeto de uma sociedade solidária e com justiça social, mas, quando se fala de esquerda, penso que é preciso inventá-la. A que se conhece não serve.

Responder

assalariado.

30 de abril de 2012 às 13h13

Realmente, o lulismo, em última instancia, acabou por deixar o PT acéfalo (no sentido da discussão das idéias socialistas, como em sua nascente) e, por consequência, seus militantes/ assessores, hoje, não passam de militontos. Simples panfletários do partido. Falo isto porque -(mais uma vez)-, cruzei com um, na porta do super mercado. Estamos em ano eleitoral, agora sim, eles vem aqui para periferia. E para minha (NÃO) surpresa, disse para eu, num bate bola rápido que, o negócio do PT não é fazer politica, é sim, administrar. Será que isto tem a ver com o tal pragmatismo hoje em voga nas mentes pequeno burguesa petistas?

O pragmatismo ideológico de "esquerda" na pratica, como funciona? Sim, no pragmatismo o que vale é a ação concreta politica das idéias. Porém, esta ação pratica, nunca vai além do desenvolvimento do capital, que por sua vez, nos levou a um numero maior de assalariados que, por sua vez, acabou por desembocar numa massa salarial maior, devido ao numero maior de trabalhadores assalariados na ativa. Em outras palavras, vamos dar para vocês algumas migalhas "salariais" do baquete do capitalista. Ora, sabemos que o modo de vida consumista e a alienação politica é o objetivo central -(um modo, 'de ser humano' )-, da ideologia burguesa. Assim, em vez de formarmos massa de cidadãos, formamos uma geração de brasileiros alienados, que vivem arrotando consumismo.

Então qual será a solução? Sim, isto será obra de um partido de esquerda. Porém, pelo visto, este não é o problema central, da esquerda. Afinal, o que não falta neste país é partido que se diz de esquerda, que são pelo menos meia duzia. A verdade é a seguinte, o que falta, neste frente, é o que este post afirma: "esquerda sem medo de dizer seu nome." Eu digo mais, teremos que somar esta ideia de esquerda corajosa e, ( PRINCIPALMENTE), com a ideia pratica de aproximação com os assalariados nas portas das empresas, nas periferias, e da classe média, aliada política dos assalariados, e dos explorados pelo capital. Este casamento seria por demais perfeito para construção real da (agora sim, pragmática), sociedade/ Estado socialista no Brasil. Só dizer o nome não basta, isto já tem!

Saudações Socialistas.

Responder

    Mário SF Alves

    30 de abril de 2012 às 23h03

    Assalariado,
    Sobre seu comentário, gostaria de dizer que antes de o PT assumir a direção do Governo Federal, meu entendimento era o de que os problemas do Brasil não se resolveriam dentro Brasil, mas, sim, o contrário. Condição esta que, de modo algum, significaria cruzar os braços.
    Muito bem. Sem personalismos, sem culto à personalidade e sem Lulismos, o Lula veio. E com ele uma nova política externa; o Programa Fome Zero e a desconstrução da teoria e dos perversos resultados do Estado Mínimo imposto pelos dois governos imediatamente anteriores. E pouco a pouco o Brasil País de Todos foi se delineando. E junto dele nos foi possível compreender, na prática, as causas de nosso subdesenvolvimento. E ficou claro que as veias abertas continuavam abertas. E vimos claramente todos os inconfessáveis métodos empregados pela Casa-Grande para que o Brasil continuasse sendo sua contra-parte, a eterna Senzala. Vimos claramente uma imprensa corporativa assumir posição de partido político e dessa forma praticamente quebrar todas as regras do jogo institucional democrático. Só aí nos foi possível entender a razão de ser das reformas de base do Governo João Goulart e a essência do golpe de 64; e, agora, mais proximamente, as fortíssimas evidências da tentativa de desestabilização do Governo pela via da articulação entre crime organizado e segmentos dessa mesma imprensa. Transpor essa margem (e a condição de País marginal) não tem sido tarefa fácil. Mas, acredito, o barco foi bem fabricado e é conduzido com firmeza. E viva a América Latina!

    assalariado.

    01 de maio de 2012 às 11h54

    Mário, quando companheiros da luta me disseram, uns 15 anos atrás que, a transformação social necessária dependeria também da situação externa (politica e econômica),dei pulos de raiva. No 1º paragrafo você faz o resumo da ópera. Não podemos e nem devemos nos acomodar na história da luta de classes. Temos/ teremos que ser dialéticos, na teoria e na pratica. Caminhando e cantando, seguindo a canção. Rumo ao socialismo, …

    Saudações Socialistas.

    Mário SF Alves

    01 de maio de 2012 às 12h50

    Assalariado,
    Pois é. Estupraram o Estado e, dia após dia, vêem tentando mais e mais vilipendiar a democracia. A bronca é: historicamente, nem o Estado e nem a democracia são produto da exclusiva vondade da articulação econômica dominante. Conclusão: só nos resta uma saída, e é mais e mais DEMOCRACIA pra cima deles! À força das armas, a força das idéias!

Luc

30 de abril de 2012 às 12h48

Brizola Neto é o novo ministro do Trabalho do governo Dilma
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,O…

Vacina para se postar como comentário em notícias da Globo denegrindo Brizola ou seu neto:
http://www.youtube.com/watch?v=ObW0kYAXh-8

Responder

    Werner [email protected]_2

    01 de maio de 2012 às 14h29

    obrigado pelo video, Luc!
    Não me canso de assisti-lo.

    É vitamina contra eventuais desanimos perante dificuldades.

    É exemplo de luta contra o PIG. Lei de Meios, ainda que tardia…

    Valeu!

Valdeci Elias

30 de abril de 2012 às 11h48

A burguesia não tem porque reclamar. Esse dinheiro, que a classe média vai economizar, não vai desaparecer. Más ser gasto no shopping Center ,ou com carro, ou com viagens, ou com restaurantes etc. No fim ,a Burguesia ,vai ficar mais rica.

Responder

Bertold

30 de abril de 2012 às 11h27

Só uma coisinha. A tal esquerda "autêntica" não nasce de chofre, amigo, até porque ela é uma construção histórica que não pode ser apropriada por nenhum grupo político, nem metafisicamente, que queira se auto-representar como tal. O ideário dito "de esquerda" existe independente das formações políticas orgânicas. Agora, vamos ser francos, temporalmente falando, temos de admitir que o PT encarna objetivamente esse ideário e é nele que temos de disputar as tensões para um processo transformador mais coerente.

Responder

    Mário SF Alves

    30 de abril de 2012 às 23h19

    Bertold,
    Gostei de ver. E se estivere errado, pode ter certeza, não estará só, pois, estarei tentando ser tão errado quanto você.
    Abraço,
    Democracia sempre.
    Mário.

Bernardino

30 de abril de 2012 às 11h22

O MILLOR falou: EU pensava que a vontade do PT era combater a BURGUESIA

mas a vontade deles era ter uma FAZENDINHA,um DINHEIRINHO!!
Nao adianta fazer remendos melhorando um pouco da condiçao financeira da populaçao,sem fazer conscientizaçao politca!!logo,logo aparecera um COllor da vida e prometera CAVIAR para eles e eles cairao!!
A soluçao passa necessariamente pela taxaçao das grandes fortunas,fortalecimento do estado e Leidos medios com democratizaçao da Imprensa atual:Corrupta,manipulador e Antipatriota!!Por falar nisso
A REDE GLOBO vai Pra PARIS fazer a CAMPANHA DO SARKOZY representando o PIG!!

Responder

Richard

30 de abril de 2012 às 10h47

Safatle foi, mais uma vez, ao ponto. São inegáveis os avanços dos recentes governos. Não se deve perder de vista, entretanto, que vivemos num país com estruturas sociais arcaicas (coronelismo, trabalho escravo, corrupção, eliminação física de opositores, criminalização de movimentos sociais e oposicionistas etc). Num mundo desses qualquer quantia de oxigênio parece uma benção. Os governos Lula e Dilma representam esse impulso positivo. Porém, adesão cega, culto à personalidade (lulismo), que só se explicam por más intenções ou retardamento intelectual, não contribuem para o passo seguinte.
O passo seguinte, Safatle, indicou claramente. Tá na hora de a classe média para de pagar a conta. Os tubarões de todas as espécies que nadam em águas brasileiras nunca pagaram impostos, nunca responderam por seus crimes e nunca cuidaram do país e seu povo. Esta na hora de a conta ser repartida. É, por exemplo, urgente a aprovação do imposto sobre altas fortunas (poderia ser destinado especificamente para a saúde evitando uma nova CPMF) e um processo de distribuição de rendas, distribuindo de quem tem e não de assalariados para os que não tem. Uma reforma agrária e urbana de verdade. Mas, é claro, que "uma mobilização política que está fora do quadro de consensos do lulismo.Porém a força política que poderia pressionar essa nova dinâmica ainda não existe no Brasil. Ela pede uma esquerda que não tenha medo de dizer seu nome".

Responder

    Julião

    30 de abril de 2012 às 12h49

    Richard, excelente comentario que engloba o que tambem penso. Não basta achar o que foi feito até agora pelos governos Lula e Dilma como suficiente. Temos muito mais a fazer e não vejo nada sendo preparado, pois não podemos esperar dos governantes fazê-lo e sim somos nós, povo conciente que temos que forçá-los a avançar. Dilma no alto de seus 70 % de aprovação julga estar fazendo o melhor governo do mundo, quando isto não é verdade, e acomodou-se. A comparação com os governos do PSDB é falsa, pois estes foram péssimos.

    _Rorschach_

    30 de abril de 2012 às 12h54

    Cocordo plenamente com você Richard

    Werner [email protected]_2

    01 de maio de 2012 às 14h38

    Richard, permita-me discordar.
    A “classe média” sempre pagou a conta, junto com os pobres.

    Quem NUNCA paga, são os ricos – os de verdade, os que conseguem comprar apartamentos/casas de milhões, sítios/fazendas, carros importados de centenas de milhares/milhões de reais, vivem nababescamente, etc… será que o imposto deles ‘tá declarado direitinho? Será??

    E acho que os impostos deveriam ser simplificados/unificados dentro do possivel até que se chegasse a um imposto unico, tipo a CPMF. Seria mais justo. Tanto seria, é que a oposição federal é contra a CPMF…

Armando do Prado

30 de abril de 2012 às 10h44

O problema é que desde Lenine, primeiro se pensa na conciliação como prática de controle do poder, para depois se pensar em implantar políticas de equerda. É a NEP de Lenine com a governabilidade de Lula e assim segue la nave. Enquanto isso, a direita predadora acumula divisas e boicota qualquer avanço social sério.

Responder

mello

30 de abril de 2012 às 10h39

Acho que foi feito, no cenário atual, muita coisa boa. O Presidente, estadista reconhecido, enxergou as limitações do poder que conquistou democraticamente e executou a maior parte do que prometeu. Mas não dá para recuperar 500 anos de domínio de elite em 8, 12 ou até 16 ou 20 anos de poder ( com a limitação que o cenário político brasileiro impõe).
Enfrentar o combate incessante da mídia, das elites poderosas e da udenoesquerda ressentida não é fácil , não.

Responder

José Ruiz

30 de abril de 2012 às 10h33

Concordo também como diagnóstico, mas estimo que ele sofra pressão de todos os lados. A direita não quer nem ouvir falar em aprofundamento das reformas no sentido de universalizar ganhos do sistema capitalista (dividir lucros).. já a pseudo esquerda que assumiu o poder treme só de pensar em radicalização.. não é a praia deles.. só dá para pensar no surgimento de uma nova esquerda… mas a partir de onde? Da internet?

Responder

    assalariado.

    30 de abril de 2012 às 13h45

    Jose Ruiz, (da internet?), a médio prazo, acredito que sim. Isto se nenhum dos partidos social democratas resolverem virar a mesa. Neste caso, haveremos de esperar a reação da burguesia capitalista. Ou seja, um novo golpe de Estado. Advinha quem serão (como sempre) os seus braços armados? Afinal de contas o Estado burgues não está aí para garantir a ordem, a ordem capitalista?

    Rumo a construção de uma sociedade/ Estado Socialista.

    Saudações Socialistas.

José Ricardo Romero

30 de abril de 2012 às 10h23

Sim, principalmente pelo que disse o Jair e disse praticamente tudo, é hora do PT ser superado por uma organização popular, de esquerda, partidária que preencha os espaços que se abrem e que, vazios, dá uma sensação de orfandade e de desamparo a estas aspirações populares. O PT (e os outros partidos que se auto-intitulam de esquerda ou extrema esquerda muito menos ainda) não está à altura de preencher estes espaços. Não se mostrou capaz e sequer com vontade política para isso. Urge surgir uma oposição de esquerda que faça a crítica civilizada e com conteúdo, que seja propositiva e democrática. Que ganhe no voto e dê um "bypass" no PT, lulismo, dilmismo, o que for.

Responder

Tomudjin

30 de abril de 2012 às 10h05

Se o PT estivesse indo pelo caminho errado, não incomodaria tanto.
Não se pode ter medo de um Partido que é minuciosamente observado pela mídia de seu País. Me preocupa as legendas que nunca são denunciadas nesses mesmos ditos "maiores meios de comunicação" do País.

Responder

Fabio_Passos

30 de abril de 2012 às 09h54

Uma esquerda que combata a raíz dos problemas e não apenas os efeitos seria muito bem vinda.
Enquanto isso ouvimos rumores de que o governo, após a privataria nos aeroportos, vai promover a privataria nos portos. Já não tivemos roubalheira privata demais no Brasil?

Responder

Filipe Rodrigues

30 de abril de 2012 às 09h47

Antes de tudo o Brasil precisa de uma reforma política.
Na Argentina a eleição legislativa é feita pela lista fechada, qualquer presidente da república eleito tem maioria "confiável" no parlamento.
Lula cometeu graves erros em 2010, Dilma deveria saber antes que aliança com Michel Temer e o PMDB iria trazer problemas lá na frente.

Sarney foi mais inteligente que Lula, em 1986 aproveitou o curto sucesso do plano Cruzado para o PMDB fazer quase todos os governadores e a maioria da Câmara e o Senado.
Por quê Lula não aproveitou o bom momento econômico do país para fazer o mesmo com o PT e a esquerda em 2010?

Responder

Benedito

30 de abril de 2012 às 09h25

Não é preciso conhecer o Brasil. Basta dar uma volta pela periferia paulistana, que é enorme, imensa e parece não ter fim. Vê-se nesse "passeio" que muitos já tiveram acesso a bens de consumo não duráveis (celular, TV, DVD, computador), Mas vê-se também o quanto ainda precisa ser feito em termos de moradia, educação, saúde, transporte, segurança, equipamentos públicos de lazer. Esses moradores estão incluídos no conceito de classe média por renda. Mas estão longe, muito longe da dignidade cidadã. Vladimir Safatle ataca o ponto certo. A esquerda precisa levantar as bandeiras de esquerda. E isso inclui redistribuição de renda em prol de uma sociedade social e economicamente mais justa. A questão é: cadê essa esquerda?

Responder

Noir

30 de abril de 2012 às 09h06

Muito bom o post e comcerteza coloca o dedo na verdadeira ferida do Brasil.
Ao que escreveu o Vladimir, eu acrescentaria a questão dos transportes públicos e das energias do gás e elétrica.

Responder

Caracol

30 de abril de 2012 às 07h47

Citando o Jair de Souza em seu ótimo comentário:

"Para mim, é lamentável que a enorme massa de seres humanos que estão tendo significativas melhoras em seu nível de consumo não estejam recebendo educação política que lhes possibilite resistir à tentação de serem levados tão somente pelo espírito do individualismo consumista, sem nenhum ganho para o desenvolvimento da consciência social."

Concordo, Jair. Faço minhas as suas palavras, penso da mesma forma.
Além de divulgar este pensamento precisamos, ao mesmo tempo, ficar desmascarando certa postura muito fdp de uns e outros. Lembro-me que no tempo do Brizola um publicitário me declarou que tinha muita pena das criancinhas que iam estudar nos CIEPs, pois o Brizola as estava enganando. Quando elas saíssem dos CIEPs elas iam dar de cara com a realidade: elas eram feias, pobres, em sua maioria negras e, além disso, moravam longe, e que coisa alguma ia mudar isso. E que era por isso que ele tinha pena dessas crianças e era contra os CIEPs.

E eu fiquei olhando pra cara daquele fdp e lhe disse “pô cara, eu estou impressionado com o teu interesse, o teu carinho eminentemente cristão e a tua peninha em relação a essas criancinhas. Vai ser magnânimo assim lá na puta que o pariu”.

Responder

Rafael

30 de abril de 2012 às 05h51

Muito bom o texto. Só achei um pouco resumido. Não vejo o govern Lula somente como descrito pelo texto, relações exteriores mudou radicalmente, valorização das estatais que foram essencias para passagem pela fase crítica da crise de 2008. Isso que dizem que lulismo é um populismo para enganar alienados , que o governo Lula des migalhas nada mais é que inveja. Duvido que alguém tenha enganado mais na história do Brasil do que o gverno FHC. Falta muito e o principal é reforma agrária, acabar como o monopólio da imprensa e como é dito no texto aumento dos salários, presença estatal efetiva como saúde de qualidade, ensino de qualidade, policiamento adequado. Mas a questão é será necessário aumentar impostos para fazer isso?? Taxar fortunas, taxar lucros dos bancos ótimo, mas seguido de uma redução do imposto de renda por exemplo para quem recebe na faixa dos 4000 reais já seria um bom começo,

Responder

Teresa

30 de abril de 2012 às 00h16

Serra deu R$ 34 milhões à editora que publica
a revista Veja quando era governador de SP
Tucano escolheu um ex-jornalista da revista para assumir sua campanha à Prefeitura de SP
Do R7 Valter Campanato/ABr
Compra das assinaturas representava cerca de 25% da tiragem da Nova Escola

Um levantamento feito junto ao Diário Oficial do Estado de São Paulo mostra que o ex-governador José Serra, quando ocupava o cargo, pagou cerca de R$ 34 milhões ao longo de um ano ao Grupo Abril, responsável pela publicação da revista Veja.

A pesquisa feita pelo jornalista Altamiro Borges em 2010, do jornal Correio do Brasil, revela que o dinheiro era transferido do governo paulista para o grupo por causa da assinaturas de revistas.

Parte do dinheiro foi destinado para a compra de cerca de 25% da tiragem da Nova Escola e injetou alguns milhões nos cofres de Roberto Civita, o empresário que controla a Editora Abril.

Leia mais notícias no R7

Além disso, na época, o tucano também apresentou proposta curricular que obrigava a inclusão no ensino médio de aulas baseadas nas edições do Guia do Estudante, outra publicação do grupo.

Depois de vários contatos, o R7 aguardava o retorno prometido pelos assessores do ex-governador.

Caso Cachoeira e a Veja

Nesta semana, gravações feitas pela Polícia Federal, à qual o R7 teve acesso, mostraram que Cláudio Abreu , ex-diretor da Delta Construções, deu orientações a um dos redatores-chefes da revista Veja, Policarpo Júnior, para produção de uma reportagem sobre Agnelo Queiroz (PT-DF).
Dias antes, foi publicada uma denúncia sobre a atuação do governador na operação Caixa de Pandora, que derrubou o antecessor e rival José Arruda (ex-DEM).
Aparentemente, o grupo de Cachoeira tentava abastecer a revista com informações que interessavam a seus negócios.

Entre o dia 29 e 30 de janeiro, membros do grupo discutiram a repercussão da matéria e usaram a história para pressionar o governo pelo cumprimento de uma promessa não identificada pelo inquérito da PF.

Recentemente, Serra, atual pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, anunciou o jornalista Fábio Portela, ex-editor de Brasil da revista Veja, como coordenador de imprensa de sua campanha.

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maísa paranhos

29 de abril de 2012 às 23h08

Haveremos de evidenciar que as Reformas de Base que tanto Jango propunha, fazem parte da sustentação de um alargamento democrático.O histórico pacto social é efêmero, não pode haver pacto que perdure com interesses diametralmente opostos…As pressões deverão vir dos movimentos sociais efetivamente organizados e seus REAIS representantes…uma esquerda reinventada, talvez.

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Sagarana

29 de abril de 2012 às 22h16

O lulismo foi o fim do petismo.

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    Manjo Vocês de Longe

    30 de abril de 2012 às 12h46

    Perfeito, lembrando que o próprio Lula já disse que nunca foi de esquerda e que quem tem mais de 50 anos e se diz de esquerda precisa de tratameno médico.

    Lula apenas usou essa massa de ignaros e auto enganados em proveito próprio, e acabou se dando muito bem.

    Presidente de esquerda sendo recebido com tapete vermelho e eleito o "homem do milênio" pelos banqueiros espoliadores do couro dos pobres de Davos, isso é de esqueda onde mano?

    E ainda tem gente que acredita na farsa que este país viveu e ainda vive.

    Scan

    30 de abril de 2012 às 22h56

    Pronto: o NÃOSEIQUE assumiu outra identidade.

    abolicionista

    30 de abril de 2012 às 13h08

    E você é o fim da picada, fascistinha.rs

    Sagarana

    30 de abril de 2012 às 17h36

    … mas que o petismo acabou, acabou. Deram um cavalo de pau no programa do pt e ele capotou…

mfs

29 de abril de 2012 às 22h09

Os limites de quem, cara pálida?
Recordemos a Constituição do Brasil, Art. 150, I que estabelece que "é vedado aumentar ou exigir tributo sem que a lei o estabeleça".
Aumento de imposto, de iniciativa do Executivo, só com aprovação do Congresso.
Ora, o impostinho mixuraca da CPMF, que só teria onerado mesmo os mais abastados, e mesmo assim só um tiquinho, foi derrubado! E querem ver passar imposto pesado sobre ricaços?
A CPMF caiu para o gaudio até de um monte de babaquaras que sequer teriam pago nada caso ela fosse implementada!
E quanto os Marinho e os Civita deixaram de ganhar com esse troço, ou seja, escaparam de pagar ao fisco? Ah sim, não existe jornalismo em causa própria…
Voltando ao assunto.
Se o Código Florestal, que sensibiliza até as camadas medias e altas, vulgarmente refratários a qualquer política social, foi derrotado na Câmara Federal, fragorosamente derrotado, como então conseguir maioria para uma lei de tributos sobre grandes fortunas?
Como diz bem o Lula, se o povo me deu esse Congresso aí é com esse Congresso aí que eu vou governar.
Antes de falar mal de Lula, do PT e da esquerda que tem lidar com condições reais e não com sonho esquerdista inexequível, antes de sonhar com um governante que poderia fazer o que quisesse, sem respeitar limites institucionais, o tiranete que deixaria de ser tiranete só porque seria "progressista" (o Gulag do bem, suponho), seria melhor botar os pés nos chão (os dois ou, quem for o caso, os quatro).

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Micuim

29 de abril de 2012 às 22h08

O Lula fez o que era possível. Se tentasse mais do que isso, teríamos tido mais um golpe. Assim mesmo conseguiu resultados tão notáveis que o tornaram admirado no mundo inteiro. Falta educação política para o povo eleger um Congresso de melhor qualidade, mas isso não se consegue de uma hora para outra. Pois todos os pilantras que lá estão fomos nós, eleitores, que colocamos. Acho que ainda vamos ter que conviver muito tempo com as sequelas de nossa longa ditadura, que uma imprensa venal e golpista ajuda a perpetuar.

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Ismar Curi

29 de abril de 2012 às 20h21

O professor Valdir Quadros da Unicamp já versou sobre o tema e concluiu que a estrutura social continua a mesma, e que a única possiblidade de mudar isso no contexto atual é justamente pela atribuição do Estado dos custos de saúde e educação de qualidade, o que seria perfeitamente possível dada a capacidade econômica do país, seja pela taxação de quem tem de pagar, seja pelo redirecionamento de investimentos.

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Vasco Klinger Lima

29 de abril de 2012 às 20h19

Para essa esquerda poder atuar é preciso algumas mudanças prévias no modelo institucional: regulamentar a democracia participativa prevista no Parágrafo Único do art.1 da Constituição Federal:"Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou DIRETAMENTE, nos termos desta Constituição." Com o direito de o povo convocar, por iniciativa popular, plebiscitos (inclusive revogatório de mandato e para emendar a Constituição) teremos um elemento fundamental para resolver os impasses institucionais que certamente surgirão quando o Congresso quiser emparedar o presidente da República. É uma forma fundamental de evitar golpes de estado, pois o povo é que dará a última palavra. Sem isso, será impossível.

Responder

E S Fernandes

29 de abril de 2012 às 20h12

É necessário sim fazer uma crítica, pela esquerda, dos governos do PT.
Criticar tais governos não significa cair no engodo da direita, evidente.
Fizeram muito, quando comparado ao psdb. Porém a lógica destes governos vem esgotando-se.
É hora de descer mais em baixo: da esquerda dizer porque chama-se esquerda.
É hora de aumentar os ganhos do trabalho e diminuir a expropriação da mais valia.
Senão, daqui a pouco, estas parcas conquistas viram fumaça.
É preciso coragem Dilma. Deixa aquela menina, apanhada pela ditadura, aflorar em você.
É dela que precisamos.

Responder

Francisco

29 de abril de 2012 às 19h55

A história é o homem e suas circunstâncias… Sem o arranjo de forças do "lulismo" não teríamos nova classe média, nem o maior problema nacional seria a obesidade. Seria o inverso. A classe operária esta tendo condições de consumir e isto é ótimo, desde que quem ocupe este espaço de informação e formação não seja o último CD de Britney Spears.

Infelizmente a esquerda não esta ocupando esse lugar. Nem socialismo, nem trotskismo, nem capitalismo: consumismo. O consumo de livros despencou (isso mesmo!!!). O movimento social só pode culpar a si mesmo…

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Zhungarian Alatau

29 de abril de 2012 às 19h35

O Brasil vive um modelo misto, de presidencialismo e parlamentarismo. O Executivo é refém do Congresso. De modo que não adianta votar num Presidente cheio de boas intenções, se o Congresso está cheio de corruptos: a governabilidade passa pelo Congresso. Collor que o diga.

Viver numa democracia é difícil. Todos querem ter razão. Mas todos sabem que, para avançar, é preciso consenso. No final a corda arrebenta do lado mais fraco, mas as urnas podem virar esse jogo, dando ao mais fraco o direito de virar a mesa.

Então a equação é essa: ruim com Lula, pior sem ele. Essa é a percepção do eleitor. E se ainda não foi dado o golpe da direita, isso é graças às instituições democráticas e à força da internet. Nos tempos de Jango, não havia nem instituições fortes, nem internet ou algo parecido.

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sada akiyama

29 de abril de 2012 às 19h34

O filosofo ,cientista e professor Vladimir está correto pela propria logica da produção. A riqueza produzida por todos e concentrada nas mão de infima quantidade de pessoas, e o mais importante é o fato de isso ser fomentada e garantida pelo proprio Estado, e independe do conhecimento cientifico cultural desses privilegiados. Já pela lado do trabalho e da ação , a dependencia do conhecimento cientifico e tecnologico é diretamente proporcional a qualidade e extensão da riqueza produzida,
Dai é logico e é correto, até mesmo para garantia de riqueza dessa minoria privilegiada que se apropriou do trabalho de todos , que o Estado taxe pesadamente as riquezas concentradas. E as remetidas ao exterior com taxas ainda mais altas.

Quanto a indecência do seguro saude, seria bom o governo ao inves de distribuir dinheiro para clinicas prestarem pessimo antendimento, isso quando atendem, utilizar o dinheiro para garantir que medicos recebam dos pacientes pagamentos a vista de valores iquais aos recebidos das seguradoras com prazos de 30 ou mais dias. Não há razão para que os medicos aceitem receber trinta ou quarenta reais de cada consulta via seguro, para receber com trinta dias, mas cobrar duzentos reais por consulta particular dos pobres.

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tito

29 de abril de 2012 às 19h15

Gostei…agora vá convencer Sr e Sra Nababo que sobrevivem a séculos-seclórios e que são muito bem representados por boa parte dos parlamentares sujos que compõe o nosso cenário político, votando contra, vetando a esmo quando o assunto é reformar a política brasileira? Tomara que esse trapa-momento CACHOEIRA-PIG inaugure uma nova mentalidade que já se faz presente nas redes sociais Brasil afora onde o povo estrutura democraticamente um argumento. Vide o "DESOCUPA" em Ssa-Ba. Estamos a beira de uma revolução política-popular como a muito não se via. Hoje comemoramos sofrimentos do que se deu de henriquismos e lulismos…crescemos afinal!

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ricardo silveira

29 de abril de 2012 às 19h03

O que Lula fez foi importantíssimo, agora precisa de democracia plena e para isso precisa de espaço público livre, sem monopólio ou oligopólio dos meios de comunicações.

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Rogerio

29 de abril de 2012 às 18h41

Até o mundo mineral sabe que o Lulla deu foi uma migalha, tirando do trabalhdor, pois não tem coragem para combater a elite que domina há 500 anos.Sabemos quem é a direita, Demostenes, ACM Neto, Agripino, mas a coalização que o conciliador fez , é um time que não deve nada também a esta oposição.O PT virou refém e adorou o poder e a corrupção, pois, vai chover de e-mail, de que é o radicalismo do PSOL e do PSTU, só digo uma coisa não existe meio honesto.Ou tu é honesto ou tu não é.Conveniência e contínuismo.O Lulla é um cucuracha para o EUA e Europa.Esses elogios, lembram quando o ACM vivia elogiando o Genoíno e Zé Dirceu, sabia que poderiam ser cooptados a qualquer momento.

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    mfs

    29 de abril de 2012 às 21h44

    Quando um sindicato faz acordo com o patrão, após aprovação da assembleia dos trabalhadores, ele é conciliador ou não?
    Afinal, os proletários continuam a ser explorados.
    Então, o sindicato foi conivente com a exploração capitalista, foi conciliador com a burguesia, cooptado pelo capital?
    Concluimos então que somente o movimento operário que faz greve, ocupa fábricas e ruas até o fim, até a tomada do poder, até a revolução socialista é que pode ser levado a sério.
    Ora lá, rapaz, vá aprender a fazer mediações! Esquerdismo barato é do que não precisamos.
    O povo brasileiro NÃO elegeu Lula pra implantar o socialismo.
    Eu até lamento.
    Mas aprendi a respeitar a vontade da população. O contrário disso é a vida do Gulag.
    Então, Lula foi eleito para rearranjar as relações capital-trabalho. Dar uma melhorada social-democrata.
    O fato de dezenas de milhões teremo melhorado de vida e votado na Dilma mostra que nesse sentido foi bem-sucedido.

    LuizCarlosDias

    30 de abril de 2012 às 17h55

    Na verdade a direita perde espaço 1-poder público: tá mais livre e atuante. 2-politico: eleições municipais a direita vai perder muito. 3-econômicos: queda dos juros é um golpe aos ganhos absurdos.4- Internet: quebra do monopolio das noticias 5-CPMI nunca antes na história do país. 6-renda: ganhos maiores. 7- Educação: sem fronteiras, sempre evoluindo. 8-SUS: bem melhor. 9-Petrobras,Bndes,Banco central, Policia Federal alguma objeção/oposição?
    10-2014 – PT e PSB – Dilma presidente, vice Eduardo Campos.

    Reserva moral e imortal comandante Lula, viva o Brasil.e mais, Brizola neto

    Paulo Bertuzolini

    30 de abril de 2012 às 09h22

    Vai com calma Rogério…isso me parece uma baita simplificação…mais um pouco e deveríamos viver de sonhos. Mesmo do ponto de vista de julgamento emocional é uma grande falácia. Na realidade, assim como a honestidade, a desonestidade está dentro de cada um (são 2 polos opostos em convivência íntima). Simplificando, ser honesto com 500 reais é uma coisa, já com cem milhões é outra completamente diferente…Ah, não esqueça também, que quando o bicho pega, os ratos são os primeiros a abandonar o navio…isso vale tanto no mar quanto na luta política…

lulipe

29 de abril de 2012 às 18h33

O lulismo se traduz como o populismo para enganar os alienados!!!!

Responder

    Eduardo Mendes

    30 de abril de 2012 às 08h32

    Enganou tão bem que vc olha para os lados e vê progresso e melhoria das condições de vida, além da sua própria.

    Sagarana

    30 de abril de 2012 às 17h39

    e você acha que o lula fez tudo e a sociedade brasileira ficou só olhando? Talvez seja verdade, ficamos olhando os juros e a carga tributária nas alturas, ficamos olhando a instutucionalização da maracutaia, ficamos olhando os petistas espertos se refestelando com dinheiro público, ficamos olhando os petistas crentes adorando Edir Macedo…

    Manjo Vocês de Longe

    30 de abril de 2012 às 10h12

    Dado que ele faz isso muito bem, se conclui que o Brasil é um país de alienados.

    Um país onde se lê menos de três livros por ano…. esperar o que mesmo?

    Um país onde um programa como o BBB leva milhões para frente da TV todos os dias… esperar o que mesmo?

    Um país que ocupa a sexta posição do PIB (graças ao dólar criminoso, mas vá lá) mundial e é o 84 IDH do mundo.. esperar o que mesmo?

    Um país que é o penúltimo do mundo em investimento público… esperar o que mesmo?

    Um país que é o último do mundo em retorno do que se arrecada em impostos.. esperar o que mesmo?

    Um país onde em torno de 80% da população reprova a saúde, educação e segurança, mas dá 80% de popularidade (ainda que suposta, mas vá lá, é o que temos) para uma presidente que até agora não disse a que veio… esperar o que mesmo???

    Um país que não investe e se recusa a investir 10% em educação… esperar o que mesmo?

    Um país onde mais de 70% dos que lêem um texto não conseguem interpreta-lo.. esperar o que mesmo??

    Um país onde um presidente (agora ex), chama alguém pilhado em todo tipo de corrupção de "Grande irmão" lhe beija o rosto e se despede agradecendo aos "inestimáveis serviços prestados ao país" e ainda é tido como "popular."… esperar o que mesmo???

    Acabou velho.. ninguém agüenta mais essa gente.

    Scan

    30 de abril de 2012 às 23h04

    Guenta sim, NÃOSEIQUE.
    Tua trupe de fascistas vai ficar afastada do Governo Federal por mais 20 anos.
    Pelo voto e não, como vocês gostam de fazer, pelo golpe.

    Hoje os trolls impotentes estão com a corda toda, hein?

Jair de Souza

29 de abril de 2012 às 18h28

O diagnóstico da situação me parece correto. Na verdade, conforme expõe Márcio Pochman em seu recente trabalho, não se pode falar no surgimento de uma nova “classe média” tão somente em razão do aumento dos ganhos salariais de um parcela significativa dos trabalhadores. Para caracterizar-se com classe média há vários outros fatores que ainda não aconteceram. Concordo também que, para haver mudanças estruturais no modelo, será preciso ferir interesses de setores que vêm sendo privilegiados há bastante tempo: especialmente os dos setores financeiros e os do agronegócio. Só uma força verdadeiramente de esquerda terá condições de realizar (ou pelo menos de levar adiante) tal processo. No entanto, para existir, esta força não depende tão somente de sua auto-apresentação como “esquerda de verdade”. Se dependesse só disso, o processo já teria sido feito há muitíssimo tempo, seja pelo PSTU, ou pelo PCO, ou até mesmo pelo PSOL. O fato é que, para ser esquerda para valer e, assim, apresentar-se como esquerda abertamente, o mais importante é contar com forças populares organizadas e dispostas a encarar a dura batalha que significa enfrentar-se com os reais donos do poder, os quais, em última instância, recorrem também às forças militares. Quem reune tais condições na atual conjuntura brasileira? Nenhuma agrupação ou partido político! O PT é o que estaria em condições mais favoráveis para partir neste rumo. Para mim, é lamentável que a enorme massa de seres humanos que estão tendo significativas melhoras em seu nível de consumo não estejam recebendo educação política que lhes possibilite resistir à tentação de seremlevados tão somente pelo espírito do individualismo consumista, sem nenhum ganho para o desenvolvimento da consciência social. Minha principal crítica ao PT é devido a isto. Não estar agindo com esta preocupação primordial. Também considero que a gente de esquerda que saiu do PT recentemente, insatisfeitas pelo rumo que o partido estava tomando, acabou por tornar ainda mais difícil a realização do trabalho necessário. Alguns dos melhores quadros do PT abandonaram o Partido num momento em que a presença deles mais se fazia necessária. Infelizmente, eles pouco podem fazer nos lugares para onde foram.

Responder

    Werner [email protected]_2

    01 de maio de 2012 às 14h53

    “Para mim, é lamentável que a enorme massa de seres humanos que estão tendo significativas melhoras em seu nível de consumo não estejam recebendo educação política que lhes possibilite resistir à tentação de seremlevados tão somente pelo espírito do individualismo consumista, sem nenhum ganho para o desenvolvimento da consciência social. Minha principal crítica ao PT é devido a isto. ”

    ► a pergunta que não quer calar é: Querem essas massas que melhoraram notavelmente suas oportunidades de consumo, serem EDUCADAS em “consciência social”?

    Concordo quanto ao PT no poder ter negligenciado isto. Deveria ter investido mais em tvs publicas, na discussão de temas dentro das mesmas (não adianta me dizer que isto ocorre na NBR e eventualmente na tv Brasil/tv Camara, posto que tais redes em geral ainda só estão disponiveis em tv paga/parabolicas). E nas rádios. Quase todas nas mãos da direita/ultradireita e sempre, diuturnamente, “escolando” a população no seu “way of life”. Complicado, né?

    Me parece que retornar com o ensino de filosofia/sociologia/cidadania no primeiro e segundo graus (ensino básico e ensino médio, na denominação atual?) é mister e poderia ser aliado importante nesta tomada de “consciência social”.

    E então, como ficamos?

    Abraços e bom Dia do Trabalhador a todos os companheiros :D

Gustavo Pamplona

29 de abril de 2012 às 18h11

Legal! Então analisem este vídeo aqui:

[youtube Qv8XGbN2JaU http://www.youtube.com/watch?v=Qv8XGbN2JaU youtube]

Do site: http://www.avozdocidadao.com.br/

—-
Desde Jun/2007 analisando vídeos no "Vi o Mundo"! ;-)

Responder

    renato

    29 de abril de 2012 às 20h18

    Gostei da fala deste Sr.
    Concordo com ele,MAS a frente de todas as Instituições Democráticas eu quero o Cidadão LULA, ou quem represente ele.
    Instituições devem ser mecanismos que um governante use.E como mecanismo devem
    funcionar em favor da sociedade.Mas para o individuo deve haver um ou mais nomes a quem ele reconheça como um semelhante e cobre por isto ou aquilo.
    Exemplo:
    Não faço oração para a Igreja, mas agradeço a Deus.
    Não oro para o Papa, chefe da Instituição.

    Luiz Fortaleza

    29 de abril de 2012 às 21h37

    Demóstenes HERÓI? é uma PIADA.

    Richard

    30 de abril de 2012 às 21h25

    Essa análise não apresenta nada de novo. Repetiu os cliches de sempre.

jaime

29 de abril de 2012 às 18h06

Primeiro – não existe lulismo, dilmismo ou varguismo. No máximo, pode-se referir a uma era vargas, lula ou dilma, mas o que subjaz é a ideologia de esquerda, à qual se presta um grande desserviço ao personalizá-la porque as pessoas galgadas ao poder não inventaram a esquerda. Ela existe independente de quem esteja no poder.
Segundo – à parte a análise política, entendo que quando se quer estimular o consumo, quem tem que ser estimulado é o consumidor (salários) e não o crédito bancário (endividamento), como está acontecendo. Isso é política neoliberal travestida. Os banqueiros continuam agradecendo.
Terceiro – serviços públicos de qualidade de qualquer espécie, tendo que concorrer com as bancadas eleitas pelas escolas privadas, hospitais privados, empreiteiras, e ainda estimulando outras privatizações?

Responder

    francisco p. neto

    29 de abril de 2012 às 20h24

    Até que vc não está totalmente equivocado, viu Jaime.
    Eu só queria que vc refletisse sobre alguns aspectos da história política do país.
    Nos governos, digamos trabalhistas, de Getúlio inicialmente, as conquistas para o bem da nação e do povo foram obtidas de maneiras traumáticas, culminando com o suicídio do presidente.
    Quem que poderia ser contra tudo aquilo que Getúlio fez?
    Só poderiam ser a minoria oligarca que sempre atrasou o progresso do país como um todo em benefícios próprios. São os de sempre.
    Na era Lula, os avanços, embora vc faça as críticas, e com alguma justiça por beneficiar ainda grupos poderosos, e mesmo assim durante os últimos dez anos as forças conservadoras não deram trégua para Lula e nem para a Dilma, voce queria o que? Que Lula enfrentasse todo esse poder para levar o país numa conflagação?.
    O caso Demóstenes é um caso emblemático de como as forças conservadoras agem para desacreditar governos trabalhistas.
    Lula só não foi golpeado porque cedeu. Perdeu uma batalha, mas a luta continua com o governo Dilma que se continuar governando com sabedoria se reelegerá.
    Eles, os bandidos lesa pátria, dizem que o PT aparelhou o estado. O PT fez o que eles sempre fizeram quando estavam no poder. A chiadeira é porque eles não tiveram mais liberdade de transitar dentro de governos trabalhistas. E prova disso foram as operações da PF, principalmente a Satigraha, que Lula teve que abortar, baixar as orelhas para o bandido Gilmar Mendes, mancomunado com o banqueiro, também bandido, Daniel Dantas, o qual, o primeiro tem laços estreitos de amizade com o senador bandido Demostenes. Eles quase levaram o país a uma desordem institucional, imagina vc, com a participação do presidente do STF. Paulo Lacerda e o delegado Progenes foram afastados e a Satiagraha ficou "arquivada" debaixo da bunda o ex-miinistro Eros Grau.
    Agora as coisas começam a clarear e mesmo assim será difícil incriminar personalidades do judiciário e da grande mídia.
    Eu torço para estar errado. Se tivermos o afastamento dessas personalidades com influência nas decisões políticas já será um grande avanço.
    Pode ficar tranquilo que Lula está trabalhando direitinho para dar o troco nessa gente que quiseram derrubá-lo.

    Werner [email protected]_2

    01 de maio de 2012 às 14h56

    bem pontuado, francisco neto. Deus te ouça…


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