VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Política

Greg Palast: Os urubus que pretendiam escolher o próximo presidente


07/10/2011 - 09h21

por Greg Palast, Truthout

O magnata dos fundos hedge Paul Singer gosta de comer carcaças em decomposição no café da manhã. O que ele mastiga e engole é de embrulhar o estômago, mas os convivas dele também provocam enjoo: os bilionários Ken Langone e os irmãos Koch, Charles e David.

Singer convocou reunião do clube dos meninos bilionários com o propósito de escolher o próximo presidente para nós. O estilo antigo de escolher presidentes – democracia, contagem de votos e tudo isso – nunca foi o favorito dessa turma. Posso falar isso com base nas minhas investigações sobre cada um destes cavalheiros para o The Guardian. Quando a Estátua da Liberdade tem pesadelos, ela sonha que esses caras vão se juntar para tomar a América através de um golpe de estado via dinheiro.

Benvindos ao pesadelo.  Singer, Langone e os Koch decidiram, no mês passado, eleger Chris Christie para nós. A pseudo-campanha do governador de Nova Jersey naufragou antes de decolar. Mas isso não importa. Agora que a Suprema Corte efetivamente acabou com os limites de financiamento de campanhas e permitiu contribuições secretas através das corporações, essa nova combinação de ultra ricos não deve ser vista como apenas como uma ameaça aos Democratas e sim à Democracia.

Deixe-me apresentar uma lista dos arquivos que cheiram a enxofre desse homens que querem dar as cartas.

Bilionário 1: Ken Langone

Langone gosta de ser identificado como o fundador do Home Depot, um sujeito simples, de avental  azul levando uma sacola de parafusos.

Mas ele também foi o homem, com seus colegas da extrema direita, por trás da Database Technologies (DBT). Foi na minha primeira investigação sobre o Langone, em 2000, que descobri que a DBT tinha criado uma lista de vários milhares de “criminosos” – quase todos negros, todos inocentes, todos eliminados das listas de eleitores da Flórida pela cliente da DBT, Katherine Harris. E a empresa do Langone sabia exatamente o que estava acontecendo.

O que qualifica o Langone para escolher nosso presidente? Nas palavres dele mesmo: “Eu sou doido, eu sou rico”.

Bilionários 2 e 3: David e Charles Koch

Você acha que já leu tudo sobre os irmãos bilionários. Bem, aqui vai mais:

Em 1996, Richard Elroy, agente do FBI, disse àminha equipe que petróleo havia sido roubado da reserva indígena Osage, em Oklahoma. Ele e outro homem filmaram o furto, segundo testemunhas pessoalmente encomendado por Charles Koch. Uns barris aqui, uns barris ali.

E foram somando: cerca de um bilhão e meio de barris de petróleo roubado, diz um especialista, um terço da fortuna dos Koch naquela época. David e Charles dividiram o produto do furto através da empresa privada deles, a Koch industries.

Bilionário 4: Paul Singer

Agora chegamos ao rei da carcaça, Paul Singer, conhecido como Singer O Urubu. Não fui eu que o apelidei. O nome Urubu foi dado a eles pelo primeiro ministro britânico e pelo Banco Mundial. Recentemente, o ex-enviado das Nações Unidas Winston Tubman sugeriu que eu perguntasse ao Singer ou aos sócios deles, “Você sabe que está provocando a morte de bebês?”

O que esse cara faz, bota veneno no leite das crianças? Pior: ele retira o leite.

O modus operandi do Singer é encontrar pequenas dívidas de nações pobres esquecidas (Peru e Congo estavam no cardápio dele). Ele espera os contribuintes dos Estados Unidos e da Europa perdoarem a dívida da nação pobre, depois espera um pouco mais pelas ofertas de ajuda em alimentos, medicamentos e empréstimos para investimentos. Aí Singer ataca. Legalmente, toma todos os recursos e todo o dinheiro que estava indo para o país em desespero. As trocas comerciais param, os fundos ficam congelados e toda a economia efetivamente se torna refém.

Singer, então, exige das nações que estão oferecendo ajuda que paguem regates monstruosos para permitir que as trocas comerciais recomecem. No programa Newsnight da TV BBC nós descobrimos que  Singer exigiu 400 milhões de dólares do Congo por conta de uma dívida que ele comprou por 10 milhões de dólares. Se ele não recebe seus 4.000% de lucro, ele pode efetivamente  matar a nação de fome. E eu não digo isso figurativamente – digo matar de fome, sem comida. No Congo-Brazzaville, no ano passado, um quarto de todas as mortes de crianças com menos de cinco anos de idade foram provocadas por má nutrição.

Para a BBC, tentei  fazer ao Urubu Singer a pergunta do diplomata sobre a matança de bebês, mas não pude ir além de George Gershwin. (Na torre de Nova York que abriga o poleiro do bilionário, um sósia de Gershwin, de fraque e cartola, toca canções em um piano de calda para a entrada triunfal de Singer).

E não são apenas pobres carcaças africanas. Durante as investigações para o meu livro “Vulture’s Picnic” (em português seria piquenique do urubu), descobri que o primeiro grande ataque de urubu do Singer foi às vítimas americanas de amianto.

Pano de fundo: Os executivos de três empresas – a operadora de minas WR Grace, a construtora de chapas para revestimento de paredes USG e a empresa de materiais de construção Owens Corning – sabiam que a exposição ao amianto em suas operações estava matando os trabalhadores. Quando foram pegas e processadas, as empresas entraram com pedido de falência e concordaram em dar quase toda a receita bruta das operações às pessoas que estavam morrendo ou que ficaram doentes por causa do amianto.

Mas o Singer teve uma ideia melhor. Essas empresas, como você pode imaginar, valiam quase nada e o Singer comprou a Owens Corning por uns trocados.

Se ele pudesse reduzir o montante pago às vítimas, Singer poderia aumentar muito o valor da Corning. Então, começou a campanha de relações públicas, atacando os trabalhadores que estavam morrendo, dizendo que todos estavam fingindo.

Um dos atacantes era um cara chamado George W. Bush.

Em Janeiro de 2005, o presidente organizou um encontro televisionado para promover um “especialista” que declarou que mais de meio milhão de trabalhadores que processavam a indústria do Singer eram mentirosos. Se os trabalhadores não podiam respirar, ele disse ao presidente, não era culpa do amianto.

O “especialista” não era um médico mas, notavelmente, sua “pesquisa” foi em parte financiada por… Paul Singer. Como Bush também foi. Depois da morte de Ken Lay, da Enron, Singer e seu bando de urubus do fundo hedge Elliot International se tornaram os maiores contribuintes do Comitê Nacional Republicano. É difícil medir com precisão sua generosidade porque parte desta ajuda chega por portas laterais. Por exemplo, Singer colocou dinheiro na campanha difamatória do Swift Boat, contra o adversário de Bush, John Kerry. (Nota do Viomundo: o anúncio, na televisão, distorcia a atuação de Kerry na guerra do Vietnã).

O ataque legal, político e de relações públicos aos trabalhadores a beira da morte reduziu as compensações que seriam pagas pelas empresas de amianto, aumentando seu valor. Singer então revendeu a Corning com o belo lucro de um bilhão de dólares.

É legal. É brilhante. É doente. É Singer.

Um dos meus gols favoritos do Singer foi a trama bem sucedida para legalmente roubar o Tesouro do Peru. Um dos advogados americanos do país me disse, de boca aberta, como o Singer deixou o velhaco presidente do Peru, Alberto Fujimori, fugir do país para escapar de acusações de assassinato. Singer tomou o avião de Fujimori. E o urubu deu seu preço: um dos últimos atos de Fujimori como presidente antes de fugir foi fazer com que sua pobre nação pagasse 58 milhões de dólares ao Singer.

Por que os bilionários precisam comprar a Casa Branca

Um executivo da Koch Industries (ele não sabia que estava sendo gravado) disse que perguntou a Charles Koch, que já tinha um bilhão de dólares de herança, porque Koch estava usurpando alguns dólares, por semana, dos índios americanos. Koch disse a ele: “eu quero a minha justa parte, e é tudo isso”.

Tudo isso, claro, inclui a Casa Branca.

Colocar Bush na Casa Branca valeu ouro para esses cavalheiros – mais, na verdade. E agora, os Koch, Singer e Langone se juntaram para escolher um candidato que, rezam, possa tomar de volta o imóvel 1600 da Avenida Pensilvânia.

Langone

A lista de “criminosos” da empresa DBT, do Langone, incluía apenas pessoas inocentes por isso, certamente, você não encontraria ali o nome do Langone. Em 2004, o Procurador Geral de Nova York, Eliot Spitzer, apresentou acusação formal contra o Langone de conspiração, acusando o bilionário de subverter as investigações de reguladores da bolsa de valores sobre negócios suspeitos do banco de investimentos do Langone.

Um detalhe técnico encerrou a ação civil de conspiração.

Mas agora, a reforma bancária e de ações do Obama, apesar de fraca, dá aos reguladores novos poderes para manter um olho independente sobre as travessuras no mercado de ações. Para Langone, escolher o presidente significa cerrar o olho regulador.

Os Koch

Elroy, o homem do FBI, disse aos nossos investigadores que o Departamento de Justiça iria permitir que o FBI algemasse Charles Koch por conta da acusação de roubo do petróleo dos índios Osage. Porém, diz Elroy furioso, os amigos bem financiados pelos Koch, na época senadores Bob Dole e Don Nickles, entraram em cena – e Koch saiu livre. Sem acusação.

Dennis DeConcini, senador do Arizona na época, quis saber por que acusações civis ou criminais nunca foram apresentadas contra os Koch. Essa não era uma pergunta muito sábia. O senador me disse que os Koch apeaçaram destruí-lo politicamente no comitê do Congresso que ele presidia se ele fosse adiante com as investigações a respeito do roubo do petróleo dos indígenas. Ele continuou, mas sua carreira política não.

Durante o governo Clinton, as indústrias dos Koch foram acusadas criminalmente por violarem a Lei da Água Limpa. Sob o presidente Bush, as acusações, mas não a água, foram lavadas.

Em outras palavras, o crime paga bem – se você escolher quem vai ser o xerife.

Paul Singer

Paul Singer apostou pesado na indústria de amianto e depois foi arrumar o cassino, ajudando a instalar Bush na Casa Branca. Ou seja, ele tinha um presidente disposto a bater nos trabalhadores de amianto e apoiar a chamada “reforma ilícita” que solapou as alegações das vítimas. O que as vítimas perderam, Singer ganhou.

Mas existem problemas no horizonte para Singer. Em 2007, o governo Britânico proibiu Singer e todos os especuladores-urubus de dívidas do Terceiro Mundo de coletarem suas libras de carne no Reino Unido. Outras nações europeias estão seguindo o mesmo caminho.

Vários congressistas americanos estão brigando por uma proibição ao estilo britânico das atividades do Singer. (Até mesmo a Corporação Chevron está reclamando dos ataques dos urubus. Quando a Chevron chama banqueiros de inescrupulosos, eles devem ser realmente muito inescrupulosos). Sem uma caneta de veto sobre o Congresso, Singer pode perder centenas de milhões de dólares.

Singer está jogando na defesa, mas é melhor no ataque: para coletar contra a Argentina, seus lobistas conseguiram aprovar no congresso uma lei que estrangulava as trocas comerciais com a nação da América do Sul. Obama e a Secretária Hillary Clinton bloquearam esse ato louco contra nosso aliado. Como resultado Singer não é um gaúcho contente. Vai haver sangue. Obama terá que pagar.

Todos eles

Existe uma coisa que todo bilionário quer: outro bilhão. E isso está ameaçado pelos planos do Obama de taxar os lucros hoje isentos.

Caras como Singer e Langone não pagam impostos como eu e você. Enquanto pagamos impostos sobre salários, os lucros de especulações tipo urubu e arbitragem são via de regra declaradas como “carried interest”, efetivamente não são taxados. É um benefício de um bilhão de dólares para os bilionários, e todos os candidatos republicanos juraram manter essa brecha na legislação aberta e garantir que eu e você paguemos os impostos para o Singer.

Infelizmente, para Singer, os Koch e Langone, os candidatos republicanos que estão beijando a bunda dos bilionários não parecem ser elegíveis.

Então, o Clube dos Meninos Bilionários instigou o Governador Christie, o bully de Jersey, a usar os músculos para entrar no Escritório Oval. Christi não decolou, o que não foi surpresa. Mas se eles vão escolher o candidato republicano ou recuar para a tática de difamar nos bastidores, uma frágil coisa chamada democracia tem poucas chances contra o poder de tsunami dos talões de cheques somados do quarteto.

As reportagens investigativas de Greg Palast são veiculadas no programa Newsnight da BBC.  O livro dele, “Vulture’s Picnic: in Pursuit of Petroleum Pigs, Power Pirates, and High-Fincance Carnivores” será lançado pela  Penguin USA no dia 14 de Novembro de 2011.

Leia também:

Ex-agente do FBI: Informantes agora armam ciladas para ‘produzir’ terroristas

Márcia Denser: A crônica não-anunciada do colapso neoliberal

Wallerstein: Sobre a decadência dos EUA

Paulo Nogueira Batista: Brasil tem munição contra a crise

Noam Chosmky: Os Estados Unidos em decadência

Emir Sader: A crise da hegemonia no Oriente Médio

Moniz Bandeira: “Sociedade norte-americana está dividida e desorientada”

Leandro Fortes: A nova direita

Fernando Morais: “Bloqueio é uma metralhadora apontada para Cuba”

Ajude o VIOMUNDO a sobreviver

Nós precisamos da ajuda financeira de vocês, leitores, por isso ajudem-nos a garantir nossa sobrevivência comprando um de nossos livros.

Rede Globo: 40 anos de poder e hegemonia

Edição Limitada

R$ 79 + frete

O lado sujo do futebol: Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!

R$ 40 + frete

Pacote de 2 livros - O lado sujo do futebol e Rede Globo

Promoção

R$ 99 + frete

A gente sobrevive. Você lê!


43 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Carlos Ribeiro

25 de dezembro de 2011 às 11h50

Greg Palast é muito bom. Pena que não tenha muitos artigos traduzidos para o português e que apenas um de seus livros tenha edição brasileira.

Responder

Luiz Carlos

09 de outubro de 2011 às 00h56

Como os investidores de lá não recebem benesses diretamente do governo, como no do Brasil, os que não são gênios partem para a rapinagem ou pilhagem de carcaças.
Os urubús de lá teriam um pouco mais de trabalho para ganhar bilhões pela simples intermediação de venda de telefonicas p/exemplo. E aquí não é preciso fazer investimentos de manutenção, é só deixar sucatear e a população chiar que o governo põe mais dinheiro. É só embolsar os lucros.
Os nossos urubus até recentemente exploravam bóias-frias, vendiam pipas d´água ao pessoal do agreste e os mais emplumados ainda pregam o terrorismo midiático para conseguirem seus benefícios.
Realmente o capitalismo sem moral corrompeu tudo a sua volta.

Responder

Bonifa

08 de outubro de 2011 às 21h38

Aqui, os que buscam controlar eternemente os políticos através do financiamento privado para campanhas eleitorais, ja têm, contando com o apoio maciço de sua imprensa, uma forma de enganar o povo para manter seu privilégio de comprar votos legalmente. Tratam-se das pesquisas e, no limite, de um plebiscito, onde a pergunta marota será: "Você é a favor de que se dê dinheiro público para candidatos fazerem campanha política?" Como o povo entende que política é coisa suja e só se deve gastar dinheiro público em coisas limpas, óbvio que responderá com um redondo "Não!" E estará, então, legitimando o fato de que os políticos eleitos, antes de pensarem em servir ao país e ao povo, têm o dever de servir aos interesses de quem os financia.

Responder

Eudes H. Travassos

08 de outubro de 2011 às 18h49

Cada dia me convenço mais que os Estados Unidos não passam de uma republiqueta de bananas. Com uma diferença em relação às demais republiquetas de bananas: possui o maior arsenal de armas de destruição em massa do planeta.
Meu caro, me permita, não é UEA que é uma farça, é este modelo que em qualquer lugar do mundo é uma farça.

Responder

Pedro Luiz Paredes

08 de outubro de 2011 às 11h01

Então quer dizer que se matar todos eles, os problemas citados desaparecem?
Ninguém é culpado sozinho de nada.

Responder

O_Brasileiro

08 de outubro de 2011 às 10h54

Ainda bem que isso não acontece no Brasil…

Responder

Rafael

08 de outubro de 2011 às 10h37

Por isso fica claro que é importante o financiamento público. Afinal nenhuma empresa no mundo "doa" por exemplo 10 milhões de reais para uma campanha sem saber que ali na frente vai recuperar o dinheiro investido e um pouco mais. Provado que neoliberalismo e democracia não combinam, aliás são opostos.

Responder

Fernando Souza Jr.

08 de outubro de 2011 às 09h10

Texto demolidor, e com muito humor, sensacional. Ótima leitura para os incautos que acreditam na fórmula "Obama e Republicanos são a mesma coisa". A questão que os EUA vão enfrentar em 2012, sempre com reflexos para o mundo, claro, é uma só: "ruim com Obama, mil vezes pior com um republicano".

Responder

Otaciel de Oliveira

08 de outubro de 2011 às 03h37

As revelações feitas por esta matéria são tão escabrosas que eu me nego a acreditar. Eu nunca me senti tão perplexo, tão desolado. Não tive coragem de enviá-la a nenhum dos meus amigos. É como se eu esperasse por um desmentido.

O relógio do computador marca 2:55 da manhã. Não estou conseguindo dormir. Logo eu que pensava conhecer todos as vilanias praticadas pelos capitalistas miliardários, pelos donos do mundo.

É como diz o autor da matéria: "É legal (???). É brilhante. É doente. É Singer." Eu diria que é amedrontador que exista um punhado, ainda que um punhado, de pessoas tão poderosas e tão degeneradas incrustada na carcaça da maior potência bélica de todos os tempos. E com poder de fogo para eleger deputados, senadores e até presidente dessa potência decadente. E também de declarar guerra a qualquer país do mundo, quando esta for lucrativa (as guerras são sempre lucrativas para a indústria bélica, entenda-se, para um punhado de bilionários).

Estou começando a concordar com um internauta que disse que "se a maioria das pessoas soubessem como funciona o mundo, elas enlouqueceriam".

Não é para menos.

Responder

Luci

08 de outubro de 2011 às 00h40

Estamos vivendo um momento mundial transformador, as verdades sendo apresentadas e os nomes dos que controlam os governos no mundo, estão revelados. Os cidadãos do mundo unidos na idéia e ação para garantia de liberdade e justiça sustentada, exigem de seus governos transparência nos gastos públicos e o fim de privilégios e distinções, as quais causam desigualdades, discriminações e pobreza.

Responder

FrancoAtirador

07 de outubro de 2011 às 23h20

.
.
A BARBIE DESMATADORA

Pressionada por Greenpeace, fabricante da Barbie anuncia ações contra destruição ambiental

Companhia norte-americana Mattel, maior indústria de brinquedos do mundo, anunciou medidas para eliminar fornecedores envolvidos com casos de destruição do meio ambiente na floresta tropical da Indonésia.
ONG diz que Disney e Lego estão envolvidas no problema.
Produtos também são vendidos no Brasil.

Por Marcel Gomes, na Carta Maior

SÃO PAULO – Quatro meses após as denúncias do Greenpeace, a norte-americana Mattel, maior indústria de brinquedos do mundo, anunciou nesta semana medidas para eliminar fornecedores envolvidos com casos de destruição do meio ambiente. Em junho, um estudo do Greenpeace revelou que a companhia, fabricante das famosas bonecas Barbie, usava em seus produtos papel produzido pela Asia Pulp and Paper (APP), companhia acusada de destruir a floresta tropical e áreas onde vivem os ameaçados tigres da sumatra, na Indonésia.

Na última quarta-feira (5), a Mattel anunciou a suspenção das compras de papel da APP, usados na embalagem dos brinquedos, e restrições a fornecedores que não usam madeira plantada, além de elevação do emprego de papel reciclado e cerfificado com o selo Forest Stewardship Council (FSC). Em comunicado oficial divulgado em seu site, a empresa diz que irá trabalhar para "implementar esses princípios fundamentais para conduzir nossos esforços e maximizar, ao máximo possível, o uso de materiais reciclados e a fibra sustentável".

Para provar a relação da APP com a Mattel, o Greenpeace comprou bonecas Barbie em diferentes países e providenciou exames laboratoriais sobre o tipo de fibra de madeira utilizada nas embalagens. Os resultados indicaram que a fibra provinha de árvores da floresta tropical indonésia, como a aurora.

De acordo com a ativista do Greenpeace Laura Kenyon, mesmo após perder o contrato com a Mattel, a APP não alterou suas práticas produtivas. "Nas duas últimas semanas, expedições realizadas pelo Greenpeace fotografaram a persistência da destruição causada pela empresa", disse ela. "Outras companhias, como a Golden Agri Resources, do ramo de óleo de palma, já provaram que é possível produzir utilizando técnicas mais sustentáveis".

O papel produzido pela APP é exportado para diversos países. A companhia, a terceira do mundo em produção, admitiu em 2010 que 20% de suas necessidades eram cobertas por árvores nativas das florestas indonésias – área de rica biodiversidade onde vivem animais de grande porte, como elefantes, tigres e orangotangos.

Após o sucesso de sua disputa com a Mattel, o Greenpeace pressiona agora outras empresas que usam a APP como fornecedor a exigirem o comprometimento socioamental dessa empresa. Além das Barbies da Mattel, o estudo indicou que outras companhias que vendem brinquedos, como Disney e Lego, também usam o papel fabricado pela APP em seus produtos.

Em 2007, a Mattel foi envolvida no maior recall de brinquedos da história, quando teve de retirar ao menos um milhão de unidades do mercado por uso de uma tinta tóxica que continha chumbo. A fábrica que produziu as peças, entre elas personagens da série de tevê "Vila Sésamo", ficava em Guangdong, na China. O episódio obrigou a companhia a aprimorar seus sistemas de controle, mas sem estendê-lo à área ambiental.

De acordo com Caio Magri, assessor da área de políticas públicas do Instituto Ethos, uma ONG que estimula a adoção de práticas de responsabilidade social corporativa, as empresas brasileiras no ramo dos brinquedos já adotam uma série de práticas de controle, como o selo de segurança do Inmentro. No entanto, práticas socioambientais sustentáveis não são objeto de ações setoriais, cabendo a cada empresa definir sua política nesse setor.

"Há algumas que usam papel de embalagem com selo FSC, mas não conheço nada além disso", disse ele à Carta Maior. Produtos importados e vendidos em lojas brasileiras, como os da Mattel, também devem seguir as leis nacionais, que não fazem qualquer exigência sobre a sustentabilidade da produção no exterior. "O problema é ainda mais grave com os brinquedos contrabandeados, que não passam por nenhum controle", afirmou Magri.

Responder

Jose Paulo

07 de outubro de 2011 às 21h48

Isso é a democracia.
Se lá é assim, imaginem por aqui.

Responder

Conservador316

07 de outubro de 2011 às 21h37

O texto esqueceu de mencionar o maior bilionário: David Rockefeller.

Ah, esqueci, Rockefeller é democrata.

Democrata é "progressista" e pode tudo.

Responder

Marcos C. Campos

07 de outubro de 2011 às 21h26

A jogada da dívida não ficou muito clara. Se tem treta aí, no caso da Arrentina, deve ter muita treta ai no caso de toda a AL, inclusive o Brasil.

Responder

    ana db

    08 de outubro de 2011 às 09h03

    O saudoso Brizola, gaucho dos pampas, denunciava que o pagamento da divida era um crime de lesa pátria. A Constituição Federal prescreve uma auditoria da divida jamais feita. Fomos e somos tungados pelos agiotas do mundo globalizado. O mal vence?

Roberto Locatelli

07 de outubro de 2011 às 20h21

Os EUA e o mundo estão diante de uma encruzilhada: ou transformamos nossa forma de viver, distribuindo as riquezas entre todos, como irmãos (pode chamar de cristianismo primitivo, socialismo ou o que quiser) ou o mundo mergulhará na barbárie. Inclusive barbárie ambiental.

Responder

Operante Livre

07 de outubro de 2011 às 18h59

Enquanto o dinheiro tiver dono (proprietário), pouca coisa mudará.

Responder

Regina Braga

07 de outubro de 2011 às 18h55

Quem sabe eles conseguiram um novo pré-candidato…Deus criou os EUA para comandar o Mundo,diz o republicano candidato a presidência…Mitt Romney,fez seu discurso polêmico – Deus não criou este país para que fosse uma nação de seguidores…Nunca,jamais,pedirei perdão em nome dos EUA. O discurso foi no Colégio Militar da Carolina do Sul -Opera Mundi(07/10/2011).Estão muito soltos os filhotes de cruz-credo…Mesmo enjoada,continuo amando os rebeldes.Pela desobediência civil,agora,mais que nunca!

Responder

Ana Cruzzeli

07 de outubro de 2011 às 18h54

A BBC é Linda, é muito linda mesmo.
Por que não falam das guerras da OTAN contra os povos em tantas décadas.
A OTAN simplesmente pavimenta o terreno para esses urubus andante, sem isso ele morreriam por falta de carniça.

Estou COMPLETAMENTE sem paciencia para com esses ¨JORNALISTAS ¨ europeus que fingem que o problema não é com eles. Acabem com a OTAN que 90% dos problemas do mundo estará resolvido.

Desculpe-me Azenha, mas é ser muito cinico não falar da Libia, é muito cinico mesmo. Muitas bombas cairam nos hospitais da Libia e esse senhor jornalista não fala dos urubus de seguros de saude ingleses, estadunidenses, espanhois. Não falam das industrias urubus farmaceuticas de mesma origem.

Não aguento mais tanta gente cinica junta, não aguento mais. GENTE NOJENTA são aquelas que fingem que não são com elas.

Responder

José de Almeida

07 de outubro de 2011 às 18h08

Cada dia me convenço mais que os Estados Unidos não passam de uma republiqueta de bananas. Com uma diferença em relação às demais republiquetas de bananas: possui o maior arsenal de armas de destruição em massa do planeta.

Responder

    Hell Back

    08 de outubro de 2011 às 14h14

    Sim; só que as bananas são atômicas.

Guanabara

07 de outubro de 2011 às 17h15

Eis a prova de que vivemos em uma Plutocracia. Impressiona como os EUA tentam caminhar para trás, enquanto nós, aqui, a duras penas, buscamos botar limites no financiamento de campanhas, eles lá querendo o tão sonhado "liberalismo" (o Estado só atrapalha, até um deles quebrar).

(Nessas horas, os nossos trollzinhos de estimação SOMEM do pedaço).

Responder

    Elza

    07 de outubro de 2011 às 20h12

    Espero q/alguns de nós aqui, ñ queira mais uma vez copiar os EUA nesse passo para trás.
    Dá até arrepio essas notícias.

Eudes H. Travassos

07 de outubro de 2011 às 15h20

Acho que nestes dois últimos séculos Habermas é quem tem alguma quando diz que não entramos totalmente na modernidade.
Tudo na sociedade contemporânea é moderno e pós moderno, menos a própria sociedade.

Responder

Urbano

07 de outubro de 2011 às 14h01

No caso, são autofágicos…

Responder

ZePovinho

07 de outubro de 2011 às 13h55

Eles matam a mãe ,por dinheiro e,além disso,não entregam o corpo da velha.

Responder

Marcos W.

07 de outubro de 2011 às 13h54

Beleza!Só não entendi o "Como resultado,Singer não é um gaúcho contente"!O que nós,gaúchos,temos com tudo isso?!Qual a razão do termo?De qual palavra foi traduzido?Gaúcho descontente gosta de sangue?Talvez,mas não do mesmo sangue que atrai o Sr. Paul Singer!

Responder

    Klaus

    07 de outubro de 2011 às 15h51

    Argentino também é gaúcho. No original esta GAUCHO.

    Marcos W.

    07 de outubro de 2011 às 21h27

    Agora sim!!!Abraço…

    tsk

    07 de outubro de 2011 às 15h56

    Marcos, o assunto no parágrafo é Argentina, daí…

    Marcos W.

    07 de outubro de 2011 às 21h27

    Claro,eu deveria saber,mas…Valeu!

    Hell Back

    08 de outubro de 2011 às 00h58

    Não que eu seja gaúcho, mas será que o Paul Singer escreveu mesmo isso?

Vivi

07 de outubro de 2011 às 13h27

A descrição das "maldades" de Singer soam como as de um personagem de ficção. É amedrontador.
Ler jornais há algum tempo é uma coisa capciosa, a cada dia é mais difícil saber em quem acreditar.
Quero crer na sinceridade de Greg Palast, mas será que posso? Devo?

Responder

    Hell Back

    08 de outubro de 2011 às 00h23

    Ás vezes, a verdade é mais surpreendente que a ficção!

Alexandra Peixoto

07 de outubro de 2011 às 12h45

O livro do Greg Palast "A MELHOR DEMOCRACIA QUE O DINHEIRO PODE COMPRAR" é excelente, ele é tão bom que não tem emprego nos USA, de tanto que os poderosos odeiam esse super jornalista investigativo. Esse livro que citei conta toda a história das eleições fraudadas por George Bush Jr. É leitura obrigatória.

Responder

Antonio

07 de outubro de 2011 às 12h37

Temos que acabar com esses urubus (é tão lindo o vôo do urubu e tão importante sua função na cadeia da vida, que chega a ser um pecado chamar esses carniceiros de urubus), pois se não acabamos com eles eles acabam com a raça humana. Esses coisos não estão nem aí. Ainda bem que nossos coisos estão naufragando.

PSDB, Exterminador do Futuro… E do Presente.

Responder

Eudes H. Travassos

07 de outubro de 2011 às 11h55

"uma frágil coisa chamada democracia tem poucas chances contra o poder de tsunami dos talões de cheques somados do quarteto".

No silêncio da leitura de todo texto, a única coisa que me occoria era a seguinte interrogação: Que democracia? Que mundo moderno?
A frase acima e a última do post , resume o que é capitalismo, liberalismo econômico, e democracia representativa.

"A vontade não se representa"
Jean Jacques Rousseau.

Responder

FrancoAtirador

07 de outubro de 2011 às 11h49

.
.
#OccupyWallStreet

RESGATANDO MANAHATA DO APARTHEID DA RUA DO MURO

A região dos Estados Unidos onde se situa a cidade de Nova Iorque era habitada originalmente por índios nativos americanos, principalmente pelo povo algonquiano das tribos Lenape.

Os algonquianos a chamavam de "Manahata", que significa "Ilha de Muitas Colinas".

Em 1609, Henry Hudson, um inglês a serviço dos Países Baixos (Holanda) localizou e desembarcou na ilha de Manhattan , e, naturalmente, os holandeses tomaram posse da área descoberta.

Eles nomearam a região de Novos Países Baixos.

Em 1613, o explorador e comerciante holandês Adriaen Block e sua tripulação tornaram-se os primeiros europeus a viverem na ilha de Manhattan, quando passaram o inverno deste ano na ilha, em pequenas cabanas de palha, devido a um incêndio que destruiu o navio em que eles viajavam.

No final do inverno, já em 1614, Adrien e sua tripulação construíram um novo navio, e saíram de Manhattan na primavera.

Em 1624, a Companhia Holandesa das Índias Orientais, uma empresa de comércio e colonização, mandou um grupo de assentadores à Manhattan.

Em 1625, tais assentadores construíram uma cidade e um forte chamado Forte Amsterdam, no sul da ilha.

No ano seguinte, o governador dos Novos Países Baixos, Peter Minuit, 'comprou' dos nativos algonquianos o terreno da ilha de Manhattan por produtos cujo valor total era de 24 dólares americanos, em valores atuais. (!!!)

A cidade construída na ilha de Manhattan logo foi nomeada de Nova Amsterdam.

Nova Amsterdam cresceu lentamente durante seus primeiros anos, por causa da péssima administração dos primeiros governadores mandados pela metrópole, para a administração Novos Países Baixos.

Mas, em 1647, com o competente Peter Stuyvesant assumindo este cargo, a colônia holandesa prosperou rapidamente.

Cerca de mil habitantes viviam na cidade por volta de 1650.

Em 1653, os colonizadores holandeses construíram uma muralha ao sul da cidade, por medo de ataques dos índios nativos americanos de Lenape e dos colonizadores Ingleses.

De fato, foi usada para manter constritos os escravos negros da colônia.

A parede foi demolida pelos Ingleses em 1699 e, em seu lugar, foi aberta uma rua, que posteriormente seria conhecida como Wall Street ou: Rua do Muro.
.
.

Responder

eunice

07 de outubro de 2011 às 10h51

A sociedade americana e talvez todas as sociedades folgam e deixam de ser vigilantes quando as coisas vão bem. E os urubus atacam. Quase perdemos as eleições. E isso nos sirva de alerta.

Uma das causas é também a falta de leitura e falta de capacidade de análise de fatos. Nisso, qualquer sociedade está fraca. As escolas não formam pessoas para a democracia, em nenhum país.

Responder

    Guanabara

    07 de outubro de 2011 às 20h08

    "As escolas não formam pessoas para a democracia, em nenhum país."

    Por isso mesmo que não há verbas para a educação aqui. Pra fazer obra e dar dinheiro pra empreiteiro que vai financiar a campanha, tem. Pra investir em escolas e professores, e botar o povo pra pensar, aí não tem.

    ana db

    08 de outubro de 2011 às 09h05

    Manter o povo na ignorancia é obra de seculos da elite para continuar se locupletando das riquezas produzidas pelo povo. Plano maquiavélico dos urubus.

FrancoAtirador

07 de outubro de 2011 às 10h44

.
.
Os Melhores Entre Nós
(The Best Among Us)

Por Chris Hedges, no TruthDig

“Não há mais desculpas.

Ou você se junta à revolta que tomou espaço em Wall Street e nos distritos financeiros de outras cidades pelo país

ou você está do lado errado da História.

Ou você obstrui a pilhagem da classe criminosa de Wall Street e a destruição acelerada do ecossistema que sustenta a espécie humana, da única forma que nos resta, que é a desobediência civil,

ou torna-se o agente passivo de um mal monstruoso.

Ou você prova, sente e cheira a inebriante sensação de liberdade e de revolta,

ou afunda no miasma do desespero e da apatia.

Ou você é um rebelde ou é um escravo.”

Íntegra do artigo, em inglês:

http://www.truthdig.com/report/item/the_best_amon

Responder

Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!