VIOMUNDO

Diário da Resistência


Você escreve

Leandro Fortes: A nova direita


24/05/2010 - 19h24

A nova direita

Por Leandro Fortes, no Brasília Eu Vi

Três eventos distintos, separados em períodos esparsos, definiram nos últimos meses o arrazoado doutrinário e os modos da nova direita brasileira, remodelada em forma e conteúdo, mas não nas intenções, como era de se esperar. Aterrissaram em sua pista dourada intelectuais do calibre de Fernando Gabeira, Ferreira Gullar, Nelson Motta e Arnaldo Jabor, grupo ao qual se agregou, para estupefação do humor, o humorista Marcelo Madureira, do abismal Casseta & Planeta. Essa nova direita, cheia de cristãos novos e comunistas arrependidos tem no DNA um instinto de sobrevivência mais pragmático, gestado nos verdadeiros interesses em jogo, não mais na espuma do gosto popular. Não por outra razão, se ancora menos na ação parlamentar e mais na mídia, onde mantém brigadas de colunistas, e onde também atua, nas redações, de cima para baixo, de modo a estabelecer um padrão único de abordagem sobre os temas que lhe dizem respeito: dinheiro, liberdade irrestrita de negócios, dominação de classe, individualismo, acúmulo de riqueza e concentração fundiária.

Os três eventos aos quais me refiro causaram um razoável revertério na estratégia de comunicação social bolada por esse grupo neoconservador tupiniquim montado na rabeira da história dos neocons americanos. Senão, vejamos:

A surpreendente confissão de Maria Judith Brito, presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANJ)

“A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo.”

Judith, autora da fala acima, primeira mulher a assumir a presidência da ANJ, é diretora-superintendente do Grupo Folha da Manhã, responsável pela publicação do diário “Folha de S.Paulo”. Disse o que disse porque, como chefe da entidade, tinha como certo de que não haveria outra interpretação, senão à dos editoriais dos jornais que representa, todos favoráveis ao papel da imprensa anunciado por ela. Em suma, Judith Brito, embora não seja jornalista, representa bem um dos piores vícios da categoria, sobretudo no que diz respeito à cobertura política: falar exclusivamente para si e para os seus pares de ofício, prisioneira em um círculo de giz no qual repórteres escrevem para outros repórteres, certos de que uns irão repercutir os outros, escravos de uma fantasia jornalística alheia à realidade do mundo digital que está no cerne, por e xemplo, da decadência e no descrédito dos jornais impressos – não por acaso, fonte do poder e da autoridade de Judith Brito.

O acordo nuclear com o Irã, capitaneado por Luiz Inácio Lula da Silva e pelo primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan

O sucesso da diplomacia brasileira nesse episódio criou um paradigma de atuação profissional do Itamaraty até então considerado impossível. De forma pacífica e disciplinada, a operação que resultou no acordo foi conduzida com extrema leveza, a caminhar sobre os ovos de aves agourentas distintas que se odeiam desde as primeiras luzes. Incorporou à biografia de Lula essa aura dos que lutam pela paz, requisito fundamental para a seleção dos premiados do Prêmio Nobel da Paz. Mas, antes que isso aconteça, a mídia brasileira vai finalmente descobrir que o milionário Alfred Nobel inventou a dinamite.

O resultado concretamente político dessa ação no Oriente Médio, apesar da bem sucedida pressão da extrema-direita americana sobre Barack Obama a favor de sanções contra o Irã, foi a desconstrução do discurso conservador da diplomacia brasileira, todo ele montado sobre as teses de alinhamento automático aos Estados Unidos, reação acrítica de atos de barbárie cometidos por Estados ocidentais e a submissão pura e simples às regras financeiras ditadas pelas nações ricas. Nesse aspecto, a história do chanceler Celso Amorim será extremamente mais relevante do que a de seus antecessores, torcedores vibrantes pelo fracasso do ministro com ampla visibilidade nas matérias e programas de entrevista da velha mídia nacional. Entre eles, Celso Lafer, o ministro das Relações Exteriores de FHC que acatou a ordem de tirar os sapatos no aeroporto de Washi ngton, em 2002, para entrar nos EUA. Agora, Lafer acusa Lula de ter montado um palanque eleitoral no Itamaraty e encabeça a turma de ressentidos com a nova imagem do órgão, incomodado com a natural comparação entre tempos tão próximos. A ele se juntaram os diplomatas Sérgio Amaral, ex-porta-voz de FHC, e Rubens Barbosa, embaixador nos Estados Unidos à época em que Lafer se entregou à cerimônia do lava-pés da alfândega americana.

Também perfilado com eles está Luiz Felipe Lampreia, que odiava, com razão, ser chamado de “Lampréia”, nome de uma enguia sugadora com boca de ventosa. Isso significa que o ex-chanceler de Fernando Henrique deve estar também irritado com a reforma ortográfica, já que “lampréia” virou “lampreia” mesmo. Além de secar a gestão de Amorim, Lampreia se apresenta como “um dos 100 melhores palestrantes do Brasil” no site “palestrantes.org”. Justiça seja feita, trata-se de uma lista plural e, aparentemente, preparada a partir de parâmetros profissionais estabelecidos pelo site.

Interessante, contudo, é descobrir que Lampreia se apresenta, entre outros títulos, como membro dos conselhos consultivos de multinacionais e firmas de interesse ostensivamente americanos como Coca-Cola, Unilever, Council on Foreign Relations de Nova York, Inter-American Dialogue de Washington, e Kissinger MC Larty Associates, escritório de consultoria política montado pelo ex-secretário de Estado Henry Kissinger, primeiro chefe da comissão de investigação sobre os atentados de 11 de setembro de 2001, nomeado por George W. Bush. O outro sócio, Mack MacLarty, foi chefe-de-gabinete de Bill Clinton, na Casa Branca.  A banca de Kissinger e MacLarty é filiada ao Council of the Americas, uma agremiação de defesa da livre iniciativa intimamente ligada ao movimento neoliberal e neoconservador que tanto sucesso ainda faz entre tucanos e os liberais do DEM.

Fica fácil, portanto, de entender a birra de Lampreia com a política sul-sul, independente dos EUA, encabeçada por Celso Amorim. Da mesma maneira que ficou fácil entender por que, com Amorim, passamos a nos apresentar ao mundo de cabeça erguida, apesar de manchetes em contrário.

A adequação do Bolsa Família ao discurso da oposição e o refortalecimento do Estado

O PSDB apelidou o Bolsa Família de “bolsa esmola” por duas razões. A primeira, por vingança, porque “bolsa esmola” era justamente o apelido dado pelo PT ao programa “Bolsa Escola”, do governo Fernando Henrique Cardoso, que dava 15 reais por filho matriculado na escola, no limite de três por família. Atingiu, entre 2001 e 2003, cerca de cinco milhões de famílias. Era, de fato, uma merreca. A partir de 2003, o Bolsa Escola foi incorporado ao Bolsa Família, assim como outros programa assistenciais da confusa burocracia tucano-pefelista. Desde então, virou um programa de transferência de renda centralizado no Ministério do Desenvolvimento Social, condicionado à freqüência escolar e ao cuidado com a vacinação de crianças e adolescentes. Os pagamentos variam de 22 reais a 200 reais e beneficiam perto de 13 milhões de família, ou um quart o de todas as famílias brasileiras. Daí, a segunda razão do apelido: despeito.

O potencial eleitoral do Bolsa Família está intrinsecamente ligado ao poder de transferência do prestígio e da popularidade de Lula à candidata do PT, Dilma Rousseff. A oposição percebeu isso muito cedo, mas nada pôde fazer. Simplesmente, não combina com a doutrina neoliberal a intervenção do Estado de forma tão ostensiva no combate à pobreza e à miséria. Além disso, o movimento tectônico de classes sociais provocado pelas intervenções estatais na economia incomoda em demasia o establishment, trazendo para a classe média uma população até então tratada como escória pela mesmíssima classe média. Sem falar nessa história de pobre andar de avião e comprar geladeira.

De uma hora para outra, as críticas ao Bolsa Família sumiram. O emblema dessa nova postura da oposição foi a reação nervosa do candidato tucano José Serra à pergunta, feita por um repórter da TV Brasil, sobre o futuro do Bolsa Família em um eventual governo do PSDB. Desconfortável, Serra não consegue responder a essa pergunta de forma direta e convincente. Jamais vai conseguir. Confrontado, apela para o despiste, assume um comportamento rude com os repórteres e passa a responder fazendo perguntas, um expediente tão primário quanto constrangedor. Infelizmente, às vezes dá resultado: a presidente da Empresa Brasileira de Comunicação, Teresa Cruvinel, pediu desculpas (!) a Serra pela pergunta e prometeu um manual para cobertura das eleições. Eu pergunto, então, duas coisas:

1)   Será vedado aos repórteres da EBC (TV Brasil, Agência Brasil e Rádio Nacional) perguntar ao candidatos sobre o Bolsa Família? Sob que argumento?

2)   O que fazer com o Manual de Jornalismo da Radiobrás (atual EBC) lançado, em 12 de julho de 2006, pelo então presidente da empresa, Eugênio Bucci? Trata-se de um livro de 245 páginas construído em dois anos de trabalho com a participação de dezenas de grupos temáticos compostos por todos os funcionários da estatal. Esse manual perdeu a validade? E o protocolo de conduta da Radiobrás para eleições que ficava disponível na página da empresa na internet? Onde está?

E eu, ingênuo, pensei que José Serra é que devia desculpas ao repórter da EBC.





43 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

André Silva

25 de maio de 2010 às 17h20

Como disse o Beto São Pedro: "Parafraseando antigos companheiros, a nova direita é a velha burguesia." Como complemento: São só os filhos dos filhos…

Responder

    Pedro Ayres

    25 de maio de 2010 às 19h12

    Um país, quando se organiza e produz uma Constituição Federal, como é o caso do Brasil, procurou para a sua concretização pactual, na história nacional, nos mais legítimos e inspiradores princípios gerais do Direito e no próprio curso da vida humana as bases para a sua construção. Assim, quando a Assembléia Nacional Constituinte, que é o povo legislando acima de todas as leis, decidiu que no Brasil o poder se origina do povo, de que em seu nome ele será exercido pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, e que essa vontade será sempre manifestada através do voto, de referendos e plebiscitos, quis, exatamente, determinar os reais limites democráticos das estruturas que ela mesma estava criando.
    Agora, quando estamos na antevéspera de importantes eleíções federais e estaduais, surgem juízes da mais alta corte do país querendo que suas rabulescas interpretações, prevaleçam sobre a vontade política do Povo. É a ilusão constitucionalista da common law e da teoria dos precedentes que é praticada nos países anglo-saxônicos bem ao contrário da nossa mais funda tradição, cujas leis e normas são escritas e normatizadas em códigos.
    Enfim, há um Golpe de Estado em preparação e marketing. Já tem os ingredientes necessários para a autojustificativa, o simples e brutal uso da força como instrumento persuasivo, a mídia nacional e internacional, e agora um arremedo de pensar jurídico que, aliado ao conceito de democracia defendido e definido pelo Departamento de Estado como algo bem diferente do que se pensa, ou seja, não é o poder da maioria, mas de um grupo exclusivo de pessoas, como bem definiu Arturo Valenzuela, Subsecretário para América Latina, dá as cores jurídicas e políticas para o Golpe.
    O Brasil tem algum problema econômico ou social que o esteja instabilizando? A resposta é negativa. O problema é que o Brasil tem tudo aquilo que os Estados Unidos e as grandes corporações multinacionais precisam para adiar o resultado final da crise que estão a viver.

Beto São Pedro

25 de maio de 2010 às 16h25

Parafraseando antigos companheiros, a nova direita é a velha burguesia. Se há alguma diferença é em relação à natureza do golpe a ser tentado e que começa na judicialização do processo eleitoral. Mas desta vez não vão levar. Sobre a questão do acordo patrocinado pelo Brasil, com Irã e Turquia, foi interessante artigo assinado pelo imperial senador gaúcho Paulo Brossard, no ZH – o PIG de bombachas -, onde, entre outras coisas, ele reclama da quebra na tradição da política externa do país. Para o ex-ministro e representante da aristocracia "terra-teniente" gaúcha, o Itamaraty teria que continuar se arrastando tal qual uma "lampreia" adiante do império. Apoiador de primeira hora do golpe militar de 64, Brossard ainda não se deu conta que não foi só a tradição do Itamaraty quebrada nesse país, a própria lógica do poder está sendo quebrada. Na mesma edição que,de forma ironicamente, o antigo senador criticava Lula, Barack Obama admitia como importante o esforço Brasileiro enquanto uma tentativa de solução pacífica para o conflito. É, eles são mais realistas que os seus próprios reis.

Responder

MAURO RAMOS

25 de maio de 2010 às 16h20

NOVA DIREITA?
NOVA DIREITA BRASILEIRA COM JABOR,GULLAR,NERSO (mar)MOTTA,MADUREIRA ET CATERVA,NAO
PASSA DE UM BANDO DE PATETAS DECADENTES.
PREFIRO LER RAIMOND ARON,ALLAN BLOOM…!!!!ESSA E UMA DIREITA AO MENOS E BEM CULTA .

Responder

Maria Lucia

25 de maio de 2010 às 14h38

Um aspecto ameaçador da estabilidade democrática no país, fruto da ação da nova direita, é a nítida tentativa de "judicializacão" do processo eleitoral.
Já não dá mais para achar que essas falas dos juizes do STF, Gilmar Mendes, Marco Aurélio de Mello e agora da Vice-Procuradora Geral da República, Sandra Cureau, designada para atuar, em nome do Procurador Geral, junto ao TSE, falas essas devidamente ampliadas e super badaladas na mídia e blogs da direita, sejam procedentes ou "normais" em um processo pré-eleitoral.
Bom seria que o Poder Legislativo se manifestasse claramente a respeito dessas ocorrências que criam um clima impróprio para a estabilidade democrática e tumultuam o processo eleitoral.
Bom seria também que a OAB analisasse esses fatos e sobre eles se manifestasse.
E aos partidos políticos e movimentos populares, às entidades civis e aos cidadãos conscientes e patriotas resta constituir uma Cadeia pela Legalidade Democrática, para defesa da estabilidade política do país, ameaçada por uma mídia tendenciosa e pronunciamentos extemporâneos e despropositados.
Se não quisermos ver os nossos direitos usurpados cabe agir de pronto pois o Direito não protege a quem dorme.
Teremos tempo de sobra para dormir quando no túmulo.

Responder

antonio rodrigues

25 de maio de 2010 às 15h05

A lei de imprensa deveria garantir o direito e liberdade do jornalismo informar, mas proibir a pratica da desinformação. Simples.

Responder

william porto

25 de maio de 2010 às 12h08

esses judas querem na marra imitar nelson rodrigues e paulo francis, mas sem o talento dos dois, vejam que nelson rofdrigues, por exemplo, possuia um humor corrosivo, mas os novos direitistas sao apenas pretenciosos. jabor e um nelson rodrigues em compotas, e nelson moto um paulo francis mediocre e chaterrimo, seu texto e mediocre, jamais vai escrever um romance como cabeca de papel de francis. e gtabeira e apenas um velhinho ridiculo, um garoto propganda da canabis, quaanto ao humorista, eu preferia bussunga. nao existe nova direita, mas um grupo de assalariados e capachos da reacao. esse pessoal e como peido de feia, nao faz nem zoada, mas fede paca.

Responder

    MAURO RAMOS

    25 de maio de 2010 às 17h06

    CONCORDO COM VOCE!!

Gerson Carneiro

25 de maio de 2010 às 10h47

"…esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada" – Maria Judith Brito

Engraçado, a esquerda já esteve profundamente fragilizada (principalmente em 1964 e seguintes) e "esses meios de comunicação" não fizeram "de fato a posição oposicionista deste país".

Responder

Tweets that mention Leandro Fortes: A nova direita | Viomundo - O que você não vê na mídia -- Topsy.com

25 de maio de 2010 às 04h33

[…] This post was mentioned on Twitter by Alberto Kury , Lucas Santos, ACarlosMelo, Nelson Silva (CEN), Alexandre Porto and others. Alexandre Porto said: Leandro Fortes: A nova direita – http://tinyurl.com/2g2fsnz (via @viomundo) […]

Responder

antonio carlos

25 de maio de 2010 às 03h21

Acho que estava na hora de se criar uma lei para punir esses traidores da pátria.. fazem o que querem e dp vão trabalhar nas multinacionais, não só com todas as informações do governo, mas antes com o direcionamento do estado no interesse dos estrangeiros (leia-se, americanos)….

Responder

maria

25 de maio de 2010 às 02h57

Ódio contra o Brasil leva "Estadão" ao ridículo
http://esquerdopata.blogspot.com/2010/05/odio-con…

Responder

Messias Macedo

25 de maio de 2010 às 02h38

AINDA SOBRE OS DOIS NEOCORONÉIS, OUSADIA E DESPLANTE!

REFLEXÃO: ontem à noite, no programa ‘Canal Livre’ [TV Bandeirantes], o democrático e competente governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), formulou um enunciado lapidar, extraordinário: “O legado de ACM está nas mãos de Paulo Souto, ACM Junior e ACM Neto. Agora, a metodologia carlista está, sobretudo, impregnada na conduta e ações do ex-ministro da Integração Nacional!” [o tal neocoronel Geddel – adendo nosso!]

… Aqui, na Bahia, todo mundo sabe que, num improvável segundo turno, o ex-ministro de Lula [o tal Geddel] apoiaria o adversário do governador Jaques Wagner, o DEMotucano carlista roxo Paulo Souto. Desde já os DEMotucanos carlistas baianos festejam e contam com o apoio indefectível deste inescrupuloso adesista derrotado. E mais: ninguém duvide que o tal Geddel faça campanha para o candidato José (S)erra!

Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia, República de Nós Bananas

Responder

josé jotha

25 de maio de 2010 às 02h12

Como bem definiu uma jovem atriz, aspirante à Sandra Corveloni (melhor em Cannes em 2008), sobre o árduo caminho que percorre uma atriz, disse ela: "teatro é formação, tv para ganhar dinheiro e cinema é merecimento"). Fazendo uso desta frase e considerando o papel brilhante da atual gestão diplomomática brasileira, posso concluir que: Atuar como mediadora entre inimigos tão distintos é acima de tudo "MERECIMENTO" e coroa esse atual governo brasileiro e que a mídia nativa (segundo Mino Carta), não pára de bater sem dó.

Responder

Eduardo Lima

24 de maio de 2010 às 22h53

Os tucanos pensam que o Brasil esqueceu das privatizações criminosas que foram feitas por cima da vontade do povo. Eles não conseguem entender isso. Pintem o tucano de qual cor eles pintem, sempre vamos lembrar daqueles homens sorridentes batendo o martelinho, enquanto o povo apanhava da polícia nas ruas. Aquilo é a marca da era FHC.

Responder

    Jairo_Beraldo

    25 de maio de 2010 às 02h44

    Ainda bem, não é, Eduardo…pior, se nâo lembrassem..

Ubaldo

24 de maio de 2010 às 22h37

"De uma hora para outra, as críticas ao Bolsa Família sumiram." Leandro fortes

O lulismo intensificou o Bolsa Família e não há um só político na face da terra que conseguirá extinguir esse Programa que representa mais um peso para uma sociedade que cada vez menos produzem. Nesse raciocínio simplista, por que não estender o benefício a todos e com maiores valores?
A resposta é simples e óbvia: alguém tem de pagar a conta!!!!

Responder

    Carlos

    25 de maio de 2010 às 11h40

    "não há um só político…que conseguirá extinguir esse Programa que representa mais um peso para uma sociedade…"
    Mas as pessoas que recebem a ajuda não integram o que se chama sociedade?

    "…que cada vez menos produzem."
    ???

    Estender o BF para todos, inclusive para os '"necessitados" do Higienópolis, Jardins,…?

    Volte à frase do Leandro e explique o silêncio dos teus chefes em relação ao BF.

Augusto Gasparoni

25 de maio de 2010 às 01h23

Esse Leandro Fortes é realmente de se admirar. E quanta diplomacia ao listar as "qualidades" dos novos adeptos. Com todo o respeito ao Leandro, eu poderia resumi-las talvez em uma só expressão: total falta de escrúpulos.

Responder

dukrai

24 de maio de 2010 às 22h22

Esta nova direita está com um problemão, ela não gosta de ser chamada de direita porque isto é palavrão aqui na Sulamérica, inventaram até esta coisa de liberal ou neo-liberal pra se esconder e virou até nome de partido mas ficou mais sujo que poleiro de maritaca e teve até que mudar de nome, o que não mudou nada porque continuou cagado de urubu.
Pra piorar essa turma raivosa é muito ruim de câmara, ou tem cara de cafajeste, cafetão ou cafeteira, brincadeira, é só porque combinou rs eles se acham engraçados, mas vivem num baita mau humor, se acham inteligentes mas não tem argumentos e, muito ruim, são detestados por 99,9% das pessoas. Se vc não os conhece e encontra algum deles, seja claro no que diz, qualquer dúvida o indivíduo vai achar que vc está afim de sacanear e vai responder com irritação e muita desconfiança, isto aconteceu comigo.

Responder

O Brasileiro

24 de maio de 2010 às 22h01

Como teríamos acesso a tão lúcido texto se não fosse a internet, que trouxe a verdadeira liberdade de expressão para o mundo!
Liberdade de expressão com que o Senador Azeredo, do PSDB, quer limitar (leia-se, censurar de alguma forma!).

Responder

    Jairo_Beraldo

    25 de maio de 2010 às 02h42

    UFA!…finalmente acaharam o pai do mensalão…mas a casta, junto ao pai do audio sem grampo, com Dom Gilmar Dantas, o DEMostnes, o livrou da forca! ALELUIA! VIVA ACM!

Marco Aurelio

25 de maio de 2010 às 00h41

Segundo o Stanley Burburinho,Marcelo Madireira era dedo duro da ditadura no bandejão da PUC-RIO(aquela universidade carioca , onde fica o neoliberal departamento de economia que não dá um pio sobre o almoço grátis que a mantenedora da PUC desfruta com isenções fiscais).

Responder

Milton Hayek

25 de maio de 2010 às 00h38

Deixa de implicância com Dilma,mulher!!Você sabe que ela só fez o treinamento e NUNCA participou de ações de guerrilha.
Que mulher despeitada!!

Responder

    Karla Santos

    24 de maio de 2010 às 22h37

    Eu pensei que o Klaus fosse um homem, mas em todo caso, terrorista era a denominação que os militares usavam para classificar toda e qualquer pessoa ou grupo que fossem contrário a eles, então ser terrorista naquela época em que os direitos e garantias foram cerceados é um elogio e sinônimo de determinação e patriotismo.

    Antonio

    25 de maio de 2010 às 11h27

    Esta palavra é empregada por ignorância ou por má intenção deliberada. Uma coisa foram os grupos de esquerda que lutaram por liberdade em que alguns decidiram por uma forma de ação de guerrilha. Outra foram militares e policiais com ações verdadeiramente terroristas por meio de bombas, sequestros, prisões, cruéis torturas e assassinatos a serviço da ditadura militar.

Maria Dirce

24 de maio de 2010 às 21h09

Aos poucos vão aparecendo os podres de todos que tiveram os véus cobrindo as maracutais.Esse Lampreia nem respeito teve com a diplomacia brasileira detonou Amorim, e agora nesses texto do leandro fortes ficamos sabendo de suas ligações com multinacionais americanas.Que era cria do FHC ja sabíamos.

Responder

Mario Avila de Jesus

24 de maio de 2010 às 21h06

Já conversamos sobre isso aqui: o que diz essa Direita diante dos direitos individuais diante do Estado? O que costuma ser uma bandeira Liberal – liberais estão à direita, bem sabe-se. O que pensa essa gente do aborto, das drogas, da liberdade sexual, da reforma agrária? Simples: não pensa. Estão amarrados às igrejas, à propriedade da terra, ao direito de beber uísque no recesso do escritório, ao direito de ter amantes, desde que discretamente. Não há outro nome e é isso que nestes tempos de internet, tem dificultado suas vidas: hipocrisia.

Responder

Marat

24 de maio de 2010 às 20h56

Fortes continua forte. Nem há o que comentar. Apenas endosso o maravilhoso texto e desejo muita paz, saúde e perseverança desse monstro sagrado, para nos brindar de quando em quando…

Responder

Milton Hayek

24 de maio de 2010 às 20h45

http://resistir.info/crise/hudson_23mai10.html

"…………….É desnecessário dizer que a história do pensamento económico não será ensinada no Friedman Center. A primeira coisa que os Chicago Boys fizeram no Chile, quando lhes foi dado o poder após o golpe militar de 1973, foi encerrar todos os departamentos de ciências económicas do país – e na verdade todos os departamentos de ciências sociais fora da Universidade Católica que controlavam firmemente. Eles perceberam que os "mercados livres" para o capital exigiam controle total do curriculum educacional e da generalidade dos media culturais.

O que os adeptos do mercado livre percebem é que sem uma autoridade inquisitorial não podem ter um mercado livre "estável" – isto é, um mercado livre para os predadores financeiros os quais presumivelmente são visados como os principais doadores potenciais ao Friedman Center da Universidade de Chicago. A escola dos monetaristas de Chicago alcançou poderes censóreos sobre os conselhos editoriais das principais revistas de ciências económicas, publicação nas quais tornou-se uma pré-condição para o avanço de carreira de economistas académicos. O resultado tem sido limitar o âmbito da teoria económica à celebração da teoria da escolha racional do "livre mercado" e a uma estreita ideologia "lei e teoria económica" oposta às ideias de justiça moral e regulamentação económica que constituíram as bases tantas religiões ocidentais.'

Responder

klaus

24 de maio de 2010 às 20h36

Perguntas são só perguntas. Concordo que não tem problema nenhum perguntar ao Serra se ele vai acabar com o bolsa família. Basta ele responder que não e seguir em frente. Também não há problema também em se perguntar à Dilma Roussef se ela participou de um grupo terrorista. Ela sempre pode responder que não.

Responder

    Leider_Lincoln

    24 de maio de 2010 às 22h10

    Seguir em frente para decidir se vai apoiar a Marina Silva ou não no segundo turno, Klaus? E sim, ela participou de um grupo guerrilheiro. "Terrorista" é vocabulário neocon, sabe, aquele grupo que quebrou Estados Unidos, Europa e Japão, com suas ideias "jeniais"?" Não será chamando-a de "terrorista" que conseguirão levar o Serra para o segundo turno, meu caro. Isso só surte efeito entre os que já votam no Serra. É como chamar o lula de comunista ou sapo barbudo. Não adianta mais, só na cabecinha doente do Graeff e do Ruy Franco. .

    Augusto Gasparoni

    24 de maio de 2010 às 22h18

    Considerando os currículos de serviços prestados por cada um, suas propostas, e sua linha de conduta, qual seria o termo de comparação entre um fato supostamente ocorrido há mais de 40 anos e uma pergunta que diz respeito a planos de governo do próximo gestor? Vá em frente!

    Jairo_Beraldo

    25 de maio de 2010 às 02h36

    Ela deixou claro que participou, por ideologia. Tomou porrada de todo jeito, e aguentou firme…o seu Serra correu da peia feito coelhinho da toca…covarde, como sempre, na volta, teve a chance de se redimir…mas usa aqueles fardados(Einstein, disse que lhes bastava a coluna cervical, que nasceram com cerebro por engano), para bater em professores e estudandes…assassinar motobys de cor parda ou escura…

    Dimas de Padua

    25 de maio de 2010 às 22h59

    Dilma não foi terrorista.Dilma sim lutou contra um Estado Terrorista,o que vc ha de convir que é bem diferente.Porque o Estado Terrorista sequestrou,torturou e assassinou seus opositores.Dilma não tem vergonha de seu passado,ao contrario de um certo candidato que tenta desesperadamente esconder tanto seu passado recente,quanto distante.

Messias Macedo

24 de maio de 2010 às 20h32

ENTENDA DOIS NEOCORONÉIS, OUSADIA E DESPLANTE!
EPÍLOGO

… Bom, está dado o aviso: manda este neocoronel do estropício aterrissar na calva do (S)erra! Quem sobe em palanque de crápula não merece o apoio e o respeito do povo, venerando presidente Lula!

Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia, República de Nós Bananas

Responder

Messias Macedo

24 de maio de 2010 às 20h30

ENTENDA DOIS NEOCORONÉIS, OUSADIA E DESPLANTE!
PARTE II

E quanto a Lula? Distante dos microfones, **Geddel diz que o presidente “tem o direito de fazer o que bem entender”. Mas…
**neocoronel Geddel ACM Vive Vieira Lima, um inescrupuloso traíra militante, do time da DIREITONA OPOSIÇÃO AO BRASIL, fascista eterna, golpista!

…Mas [Geddel] condicionou seus gestos futuros ao modo como será tratado. Geddel resumiu o que pensa numa frase dita em telefonema trocado com um amigo:

“Se houver sacanagem no meio do caminho, ninguém vai poder dizer que fui desleal. Prefiro acreditar que o presidente adotará o melhor posicionamento”.

A FONTE das declarações dos peemedebistas “aliados”: blog do Josias de Souza , da Folha de São Paulo

Responder

Messias Macedo

24 de maio de 2010 às 20h29

ENTENDA DOIS NEOCORONÉIS, OUSADIA E DESPLANTE!

Em diálogo com um amigo, *Michel Temer, presidente do PMDB e virtual candidato a vice na chapa de Dilma, evocou o caso da Bahia.

“Se Lula gravar uma participação no programa [televisivo] do Jaques [Wagner, do PT] tem de gravar também para o Geddel [Vieira Lima, do PMDB]”.
(…)
*Michel TEMERoso, indivíduo perigosíssimo!

Responder

Gerson Carneiro

24 de maio de 2010 às 20h21

A direita está perdida. Não sabe o que atacar, e não tem novidades a apresentar.

O que o Serra tem de concreto em seu histórico recente que seja capaz de sobrepor as realizações do governo Lula?
Qual a novidade que o Serra tem para apresentar de projeto para o Brasil?

Nada. E é por isso que ele se perde e foge pela tangente quando questionado.

E quanto a esses meios de comunicação citados pela Maria Judith Brito em sua confissão, cada vez mais farão o papel do cachorro que late para o carro que passa.

Responder

Milton Hayek

24 de maio de 2010 às 20h20

http://resistir.info/crise/hudson_23mai10.html

Teologia e teoria económica neoliberal

por Michael Hudson
Muitos académicos receberam recentemente uma petição assinada por 111 membros da Universidade de Chicago, a qual explicava que "sem qualquer anúncio à sua própria comunidade, [a Universidade] contratou a Ann Beha Architects, uma firma de Boston, para transformar o edifício do Chicago Theological Seminary numa sede para o Milton Friedman Institute for Research in Economics (MFIRE) e renovou uma agressiva actividade de levantamento de fundos para o controverso Instituto".

Seria difícil encontrar uma metáfora mais adequada do que esta caracterização feita no press release de "conversão do edifício do seminário num templo da teoria económica neoliberal". Mesmo o acrónimo MFIRE parece simbolicamente apropriado. O M pode muito bem representar o Money na equação MV = PT (Money x Velocity = Price x Transactions) do Prof. Friedman. E o sector FIRE abrange finanças, seguros e imobiliário (finance, insurance and real estate) – o sector do "almoço gratuito" cuja riqueza os monetaristas de Chicago celebram……………………..

Responder

Paulo Maurício

24 de maio de 2010 às 23h05

"presidente da Empresa Brasileira de Comunicação, Teresa Cruvinel, pediu desculpas (!) a Serra pela pergunta e prometeu um manual para cobertura das eleições", D. Teresa ainda não percebeu que preside uma potencial opção à mídia golpista de onde ela veio. Talvez ainda acredite que o sr. Serra pode pedir a sua cabeça, ao Presidente Lula????
Fazer o quê? Os jornais da TV Brasil ainda são alimentados pelas agências golpistas e pouco se diferencia dos jornais do pig, usa os mesmos termos e as mesmas argumentações…..

Responder

Milton Hayek

24 de maio de 2010 às 19h55

A ideologia neoliberalóide,contrária até ao FMI atual,atrapalhando o Brasil:
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/05/24…

24/05/2010 – 17:24
A guerra surda na Secretaria do Tesouro

Há uma luta surda, travada no âmbito da burocracia pública, de modernização da cultura anti-Estado implantada nas últimas décadas. Especialmente no âmbito do Banco Central e da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

No BC, o Departamento Econômico – especialmente a parte que cuida do relatório sobre as metas inflacionárias – aboliu qualquer pensamento divergente. Subordina-se integralmente a uma visão supostamente técnica do mercado, que está sendo superada no próprio mercado. Quem não compartilha da cartilha, não tem espaço para subir na carreira.

No Tesouro, subsiste a tendência de dificultar qualquer medida de aprimoramento dos gastos. Joga-se diuturnamente na criação de problemas para a liberação de recursos, um anacronismo estúpido, filho direto dos sistemas de contingenciamento em linha que vigoraram dos anos 90 até quatro anos atrás.

Na STN, o boicote se dava através da burocratização desnecessária de procedimentos.

Tome-se, por exemplo, a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). As leis aprovadas são publicadas na Internet. Para atrasar a liberação de recursos, áreas da STN passaram a exigir a autenticação das leis, a obrigatoriedade das páginas de contratos serem rubricados pelo prefeito ou governador. Essas obrigações burocráticas iam sendo adicionados ao longo do tempo da preparação dos contratos, de maneira que os entes da federação sempre ficassem com questões pendentes, impedindo a liberação dos recursos.

Conforme o PAC foi avançando em seus diagnósticos, a área passou a ser obrigada a preparar um relatório diário sobre o andamento de todas as operações e dos motivos da não aprovação da operação. No início, as pressões era ad hoc sobre os projetos mais importantes. Depois perceberam o absurdo de algumas regras e o processo foi enxugado.

Além disso, há rumores internos de que o projeto do Fundo Soberano foi vazado com distorções por servidores, para gerar resistências na imprensa à sua aprovação.

O PAC ajudou a remover parte dessa burocratização, mas ainda persistem irracionalidades, principalmente devido ao fato da liderança do processo continuar com funcionários com cursos no FMI e cabeça contrária ao próprio Fundo Soberano – e que poderiam ser muito bem aproveitados em áreas mais afinadas com seu pensamento.

O resultado foi que muitos técnicos comprometidos com o novo papel do Estado acabaram deixando a STN em direção a secretarias mais arejadas no Ministério, como a SPE e SEAE, ou mesmo em outros ministérios.

Responder

Jairo_Beraldo

24 de maio de 2010 às 19h33

"Há uma diferença e uma harmonia fundamentais entre as idéias de liberdade e a de lei.Uma é ampla, geral e irrestrita. A outra a limita, especifica e restringe, para que todos possam igualmente exercê-la.Nem a liberdade pode viver sem lei, nem a lei pode viver sem a liberdade, sob pena de tornar-se apenas o édito da tirania.A ação seletiva e exacerbada do Judiciário em relação a considerar tudo o que manifestar preferência política como propaganda eleitoral está açulando os ânimos dos que querem usar uma interpretação draconiana da lei como ferramenta de supressão da liberdade."
E VIVA O IRÃ…..

Responder

Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding