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Wallerstein: Sobre a decadência dos EUA


14/09/2011 - 11h08

As consequências para o mundo do declínio dos Estados Unidos

Há uma década, quando eu e alguns outros falamos do declínio dos EUA no sistema-mundo, recebemos, no melhor caso, sorrisos condescendentes pela nossa ingenuidade. Não eram os Estados Unidos a única superpotência, com envolvimento em cada canto remoto do planeta, e impondo as suas posições na maior parte das vezes? Esta visão era partilhada por todo o espectro político.

Immanuel Wallerstein – Esquerda.net, sugestão do sgeral

Hoje, a opinião de que os Estados Unidos estão em declínio, em sério declínio, é uma banalidade. Todos o dizem, excepto uns poucos políticos norte-americanos que temem ser recriminados pelas más notícias da decadência se forem discuti-la. O fato é que hoje quase todos acreditam na realidade do declínio.

Mas o que se discute muito menos é quais têm sido e serão as consequências mundiais deste declínio. Este tem, evidentemente, raízes econômicas. Mas a perda de um quase-monopólio do poder geopolítico, que os Estados Unidos já exerceram, tem as mais importantes consequências políticas em todo o lado.

Comecemos com uma pequena história contada na secção de negócios do The New York Times de 7 de agosto. Um gerente financeiro de Atlanta “carregou no botão pânico” devido a dois clientes que lhe ordenaram que vendesse todas as suas ações e investisse o dinheiro num isolado fundo mútuo. O gerente disse que, em 22 anos como agente de negócios, nunca tinha recebido uma ordem como esta. “Isto não tinha precedentes”. O jornal observou que a ordem era o equivalente à “opção nuclear”. Ia contra o santificado conselho tradicional de uma “abordagem ponderada” às reviravoltas do mercado.

A Standard & Poor’s reduziu o rating dos Estados Unidos de AAA para AA+, o que também é “sem precedentes”. Mas tratou-se de uma ação bastante suave. A agência equivalente na China, a Dagong, já tinha reduzido a notação financeira, em novembro passado, para A+, e agora reduziu-a para A-. O economista peruano Oscar Ugarteche declarou que os Estados Unidos são uma “República das bananas”. Disse que os EUA “optaram pela política da avestruz, esperando com isso não afugentar as esperanças [de melhoria].” Reunidos em Lima, os ministros das Finanças da América do Sul tiveram um debate urgente sobre como se protegerem melhor dos efeitos do declínio econômico dos EUA.

O problema de todos é que é muito difícil isolar-se destes efeitos. Apesar da severidade do seu declínio econômico e político, os Estados Unidos permanecem um gigante na cena mundial, e qualquer coisa que lá aconteça ainda provoca grandes ondas em todo o lado.

É certo que o maior impacto do declínio dos EUA é e continuará a ser sofrido nos próprios Estados Unidos. Políticos e jornalistas estão a falar abertamente da “desfuncionalidade” da situação política dos EUA. Mas o que mais poderia ser, além de desfuncional? O fato mais elementar é que os cidadãos dos EUA estão atordoados pela simples existência do declínio.

Não se trata apenas de os cidadãos dos EUA estarem sofrendo materialmente com o declínio, e terem um temor profundo de virem a sofrer ainda mais com o tempo. A questão é que acreditavam profundamente que os Estados Unidos são a “nação escolhida”, designada por Deus ou pela história para ser a nação modelo do mundo. Ainda estão a receber a garantia do presidente Obama de que os Estados Unidos são um país AAA.

O problema para Obama e para todos os políticos é que muito pouca gente ainda acredita nisso. O choque para o orgulho nacional e a auto-imagem é formidável, e também é muito abrupto. O país está lidando muito mal com esse choque. A população está à procura de bodes expiatórios e a fustigar feroz e não muito inteligentemente os presumíveis culpados. A última esperança parece ser a de alguém ser culpado, e o remédio mudar as pessoas que têm autoridade.

Em geral, as autoridades federais são vistas como as únicas responsáveis –o presidente, o Congresso, os dois maiores partidos. A tendência é muito forte no sentido de haver mais armas a nível individual e uma redução do envolvimento militar fora dos Estados Unidos. Culpar de tudo os políticos de Washington leva à volatilidade política e a lutas intestinas locais cada vez mais violentas. Eu diria que os Estados Unidos são hoje uma das menos estáveis entidades políticas no sistema-mundo.

Isso faz dos Estados Unidos não só uma nação cujas lutas políticas são desfuncionais, mas também um país incapaz de exercer muito poder real no cenário mundial. Assim, há uma grande queda na credibilidade dos Estados Unidos e do seu presidente por parte de tradicionais aliados externos, e por parte da base política doméstica do presidente. Os jornais estão cheios de análises dos erros políticos de Barack Obama. Quem pode contradizê-los? Eu poderia fazer facilmente uma lista de dezenas de decisões de Obama que, na minha opinião, estavam errados, foram covardes, e às vezes francamente imorais. Mas pergunto-me: se ele tivesse decidido de acordo com o que pensa a sua base, o resultado teria sido muito diferente?

O declínio dos Estados Unidos não é o resultado de más decisões do seu presidente, mas de realidades estruturais no sistema-mundo. Obama pode ser ainda o indivíduo mais poderoso do planeta, mas nenhum presidente dos Estados Unidos é ou poderia ser hoje tão poderoso quanto os presidentes do passado.

Entrámos numa era de agudas, constantes e rápidas flutuações – nas taxas de câmbio da moeda, nos índices de emprego, nas alianças geopolíticas, nas definições ideológicas da situação. A extensão e a rapidez destas flutuações leva à impossibilidade de previsões a curto prazo. E sem alguma estabilidade razoável das previsões de curto prazo (três anos ou mais), a economia-mundo paralisa-se.

Todos terão de ser mais protecionistas e virados para dentro. E os padrões de vida vão cair. Não é uma imagem bonita. E, embora haja muitos, muitos aspectos positivos para muitos países devido ao declínio dos EUA, não é certo que, com o barco do mundo a balançar ferozmente, outros países sejam de facto capazes de lucrar aquilo que esperam desta nova situação.

É tempo de fazer análises de longo prazo muito mais sóbrias, de fazer julgamentos morais muito mais claros sobre o que a análise revela, e de realizar uma ação política muito mais eficaz no esforço de, nos próximos 20-30 anos, criar um sistema-mundo melhor do que aquele em que estamos todos enredados hoje.

(*) Tradução, revista pelo autor, de Luis Leiria para o Esquerda.net

Leia também:

Maria da Conceição Tavares: Vivendo a treva, nas mãos dos ultra-liberais

Naomi Klein: Canhões e balas de borracha

Nouriel Roubini: Danou-se, então, o capitalismo?

Vladimir Safatle: O “colapso moral” de David Cameron

Noam Chomsky:Os Estados Unidos em decadência





30 comentários

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sergio hungria

24 de setembro de 2011 às 19h48

E pensar que tudo isso começou em 11/9…

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Mário SF Alves

18 de setembro de 2011 às 12h15

Dois impérios tão intrinsecamente ligados, a queda de um só poderia dar nisso: a ruína do outro. E… por mais paradoxal que pareça, a salvação dos EEUU, o Grande Irmão (Caim) do Norte, é a reconstituição da URSS (igualmente caínica), do Leste. Ou isso, ou ninguém segura o novo Hitler que está a se engendrar nos laboratórios do Tea Party and Corp. Pensemos – não mais que um segundo – sobre isso.

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Sergio Cambara

18 de setembro de 2011 às 11h48

Veja faz campanha na capa para medicamento milagroso que faz emagrecer.

Anvisa avisa que é remédio pra diabéticos e faz mal pra quem não é.

Definitivamente a Veja faz mal a saúde.

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pperez

17 de setembro de 2011 às 17h11

Nada de anormal na queda de um imperio.
A história elenca uma infinidade deles ao longo dos ultimos 4000 anos.
O que + surpreende nos EUA é que cairá, mesmo tendo o maior poder belico do mundo!

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@lucasvazcosta

17 de setembro de 2011 às 12h02

Este estado de desânimo e incredulidade diante dos fatos atuais por parte do norte-americano médio é um perigo para a ordem mundial. Esse desalento é a força motriz do famigerado Tea Party e da submissão dos políticos tradicionais, como o próprio Obama, a uma agenda cada vez mais caracterizada pela intransigência. Os políticos só veem até dois palmos diante do nariz: até as próximas eleições. Com medo, os eleitores tendem a se radicalizar. E os políticos correm para abraçar o radicalismo. Vamos ver o que o futuro dos EUA nos reserva.

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carmen silvia

17 de setembro de 2011 às 02h33

Ser contemporâneo de um declínio desses é instigante.Somos testemunhas oculares desse debacle,coisa impensável a 10 anos atrás.A duração dos impérios estão se abreviando,isso pode significar o fim de um cíclo histórico longo onde um povo,um império dominavam outros,talvez esse modelo não se sustente mais.Espero que o devir seja mais interessante do que os milênios de roubos,assassinatos,destruição de culturas,genocídio e todo o horror que a história nos conta e a nossa própria experiência confirma.

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Erica

17 de setembro de 2011 às 01h36

É interessante notar, que no fim, os terroristas conseguiram exatamente o que queriam. Acertaram no calcanhar de Aquiles (a econômia) e parece que vão derrubar o gigante.

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Pedro

15 de setembro de 2011 às 19h26

Um dos elementos mais significativos para entender o empobrecimento dos Estados Unidos é a diminuição da "contribuição", via comércio e finanças, que quase todos os países do mundo lhes faziam. Esta "contribuição", que podemos também chamar de corvéia, está em crise. Os Estados Unidos estão à beira de uma falência ruinosa. O declínio americano insere-se na crise mais geral do capitalismo. Este não tem mais soluções positivas para a humanidade.

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Fabio_Passos

14 de setembro de 2011 às 19h30

credibilidade dos eua?

Os eua são uma ditadura asquerosa…

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Financial Times: Brasil propõe resgate internacional da Europa | Viomundo - O que você não vê na mídia

14 de setembro de 2011 às 18h09

[…] Wallerstein: As consequências da decadência dos Estados Unidos […]

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Maria Ferreira

14 de setembro de 2011 às 17h54

Eles sempre se acharam Deuses. Nunca se importaram com ninguém. Primeiro eles, segundo eles e terceiro eles também. Então quem pariu Mateus que balance.

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trombeta

14 de setembro de 2011 às 17h17

Precocupado com aspectos práticos da nova realidade do mundo, sugiro a infraero reorganizar o sistema de guichês nos aeroportos brasileiros, um guichê para países com estabilidade política e solidez econômica como Brasil, Argentina, Peru, China, Rússia e Índia; outro, muito mais rígido e criterioso, para republiquetas com grande índice de desempregados e desvalidos como EUA, Espanha, Grécia, Itália, Irlanda e Portugal.

Espero assim estar colaborando para o bom andamento do serviço aeroportuário brasileiro.

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Hans Bintje

14 de setembro de 2011 às 17h02

É uma série de erros realmente bestas ( http://www.cartacapital.com.br/internacional/o-er… ):

"Às vésperas do décimo aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001, a cotação média das ações nas bolsas dos Estados Unidos, segundo o índice S&P 500, é 39% inferior à do seu pico em 2000, descontada a inflação. A taxa de desemprego aumentou de 3,9% para 9,1%, enquanto o preço do barril de petróleo triplicou. No mesmo período, a participação da economia estadunidense no produto mundial caiu de 30,8% para perto de 23,5%, seu endividamento bruto cresceu de 57,6% para 96,8% e o líquido de 34,7% para 69%.

Pela primeira vez, os títulos de dívida de Tio Sam perderam sua classificação AAA. A Nasa, que por 50 anos foi vitrine da liderança tecnológica dos EUA, encerrou seu programa de voos tripulados e passou a depender da agência russa para enviar astronautas ao espaço. O serviço estadunidense de correios, outro tradicional símbolo de excelência, está a ponto de falir.

E por falar em símbolos, constrói-se no local do atentado em Nova York uma Freedom Tower, que terá a mesma altura das Torres Gêmeas (417 metros) e uma antena um pouco mais alta, mas área útil inferior a um terço do velho World Trade Center. Terá 541 metros com a antena (a anterior tinha 526), mas não retomará para os EUA a liderança em arranha-céus. Esta pertence, desde 2010, aos Emirados Árabes Unidos, cuja Burj Khalifa de Dubai tem 830 metros. Em 2017, poderá passar à Arábia Saudita, cuja Kingdom Tower deverá ser construída em Jeddah com mais de mil metros. Pelo Grupo Bin Laden."

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Operante Livre

14 de setembro de 2011 às 15h56

Sim, concordo em que "É tempo de fazer análises de longo prazo muito mais sóbrias, de fazer julgamentos morais muito mais claros sobre o que a análise revela, e de realizar uma ação política muito mais eficaz no esforço de, nos próximos 20-30 anos, criar um sistema-mundo melhor do que aquele em que estamos todos enredados hoje."

bonito Texto. Sinto-me como alguém que aprecia a beleza de um tsunami que vem chegando.
Linda paisagem. Nunca tinha visto. Só não sei o que fazer para que não seja minha última imagem bela da natureza que vejo. Melhor está o cachorro que corre atrás do rabo; diverte-se mesmo sem nunca pegá-lo.

Qual a sugestão de por onde/com quem começar?

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orides

14 de setembro de 2011 às 15h15

A natureza agradece!

O que acontece é só a evolução normal da humanidade.

Sem "terremotos" não haveria mudanças. Que me lembre, os terremotos nunca deixaram de existir.

O bem ou o mal que fazes aos outros (nações incluídas) determina o seu destino. Lei da ação e reação, também conhecida na física como para toda ação há uma reação igual e contrária. Não percebemos isso claramente porque sempre observamos as coisas no curto prazo.

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Jorge

14 de setembro de 2011 às 13h09

Concordo com Marat, com uma ressalva muito importante: fome e botões de armas nucleares não combinam. Temos que ter um cronograma para o desmonte do leviatã americano, a começar com o desmonte de seu parque de armas nucleares.

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    Marat

    16 de setembro de 2011 às 00h18

    Jorge, é preocupante um país que é movido a dinheiro e roubos seja tão poderoso. Que ele tome do mesmo veneno que ofereceu à URSS, e que vá a falência aos poucos, para que suas armas de destruição em massa fiquem protegidas por um corpo multinacional responsável!

    Marcio H Silva

    17 de setembro de 2011 às 01h16

    O que me preocupa neles é que são muito neuróticos.

luis aragão

14 de setembro de 2011 às 12h27

Essa política beligerante aliada a um forte preconceito,principalmente contra negros, e latinos,é sem dúvida uma das maiores responsáveis.Creia meu amigo que existem povos,e lógico já existiram,que possuem determinadas missões terrenas.Não a de Deuses gananciosos como Allah ou Javé,mas de uma ordem de justiça e solidariedade,e foi esse processo negado pelo religioso que levou a desastabilizar a Europa e os EUA,quando expulsaram os palestinos,apenas para exemplificar o moderno, com a alegativa da terra prometida.Há um preceito moral que emana de uma lei física;toda ação compreende uma reação de igual intensidade e sentido contrário.Egito,Roma,Grécia,MOngólia,Inglaterra,França,não são mais nem a sombra do que foram.A ciência um dia provará a lógica divina,essa que inexiste por causa do orgulho

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Genghis Khan

14 de setembro de 2011 às 12h16

Quando eles chegarem ao fundo poço, me avisem!! Quero abrir um vinho especial e saboreá-lo lentamente.
O começo do fim está próximo. O gigante tem pés de barro. Com a derrocada do tio sam, a geopolítica vai sofrer um grande revés. Os 'escolhidos' que se preparem para desocupar as terras roubadas dos palestinos. Quem viver, verá.

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    Alexandre Soares

    15 de setembro de 2011 às 21h45

    Não acho bom comemorar ainda. Não, não é que eu olhe os americanos com simpatia. É que algo me diz que, caso a ficha do declínio caia de forma efetiva e definitiva na cabeça do americano médio, alguma grande merda eles vão fazer. E a conta dessa merda quem vai pagar é o resto do mundo.

    @lucasvazcosta

    17 de setembro de 2011 às 20h24

    Nós que botemos nossa barba de molho. É preciso que repensemos nossa Estratégia de Defesa. Kadaffi dormiu no ponto nesta área e deu no que deu para a Líbia, que agora está quase pronta para o butim (não estou defendendo o dito cujo, frise-se). Esperamos que Celso Amorim tenha fôlego para inovar nesta área. Notaram que depois que RODRIGO VIANNA denunciou, via blog, a estratégia da Globo para "sangrar" o novo ministro, nunca mais falaram sobre "conflitos do titular da pasta com militares"??? Parece que a blogosfera tem lá seu poder, não é meus caros?!

    Mário SF Alves

    18 de setembro de 2011 às 13h56

    Valeu, @lucas. Penso assim também; se não fosse a blogosfera o pensamento único prevaleceria ainda com mais força e por mais tempo.

    Augusto

    16 de setembro de 2011 às 11h05

    Não é bom comemorar mesmo, pois com o armamento que eles tem podem facilmente arrumar um pretexto para brigar com alguém. Cada um joga com as cartas que tem. Espero que eles, os norteamericanos, não utilizem jamais esse recurso. Eles detêm um grande poderio bélico; O Brasil tem os recursos e um exército fraco. Já jogou Civilization V (ou qualquer outro da série) ? Se isso fosse um jogo, eu invadiria o Brasil e ficaria com os recurso. hahaha. Fora a brincadeira, isso é coisa séria e é bom para se pensar.

    Lucas

    17 de setembro de 2011 às 13h41

    Eu não vou comemorar ainda. Espero que a queda do Império Estadunidense seja como a queda do Império Britânico, que eles se tornem uma nação bem mais humilde, mas que mantenham uma boa qualidade de vida.

    No entanto, como a pobreza cresce por lá, parece que a queda vai ser mais como a do Império Soviético, com piora da qualidade de vida e a criação de um ou mais Estados controlados por cleptocracias autocráticas. Se isso acontecer, não vai ser motivo de comemoração.

Remindo Sauim

14 de setembro de 2011 às 12h00

Os EUA começaram seu declínio do império soviético e com o término da guerra fria. Sem o comunismo para ameaçar comer as criancinhas capitalistas, o mundo não precisava mais de um xerife. O resto foi achar que exportar empregos para o terceiro mundo era a solução para o capitalismo mundial.

Responder

    Carioca69

    14 de setembro de 2011 às 19h25

    Em alguns casos funciona no sentido inverso.
    Trabalho numa multi aonde algumas posições de trabalho do Brasil serão transferidas para um shared service nos EUA, ou seja, vão "exportar" nosso trabalho para garantir os empregos dos gringos…
    Que blz , não ? Por essa e muitas outras acho que eles tem mesmo que afundar no lamaçal que eles mesmos criaram.

    Abs

Marat

14 de setembro de 2011 às 11h45

Quando eles estiverem no fundo do poço (se não iniciarem uma guerra atômica), diversos países terão um vasto território para testar armamentos; outros contratarão serviçais; outros, quiçá, ensinarão bons modos e civilidade aos bárbaros que tantos males causaram ao mundo… Esse será um admirável mundo novo!

Responder

    Silvio I

    14 de setembro de 2011 às 13h33

    Marat:
    Sempre digo que aquele que comeu rato, se conforma a continuar comendo rato, agora quem sempre comeu caviar, não se conforma em ter que comer rato. Parece-me que os dois piores erros cometidos pelos EUA, foram ter levando toda sua indústria para a China, para aproveitar da mão de obra barata. E agora não adianta trazer as de volta, porque já tem a concorrência formada de antemão. A outra foi abandonar ao povo, a sua sorte para salvar Bancos porque os milionários eles não salvarão, porque seus capitais não foram tocados. Eles já, já, vão a ter uma guerra civil por estes motivos. E muito provável que ocorra, o mesmo que com a URSS que se formem vários países. Parece-me mais provável que Israel ante um ataque de os árabes, ou de Egito, ou de Turquia, possa usar a bomba atômica, antes de ser usada pelos EUA. Isso si eles sentir, que vão a ter que tomar os botes, para sair por mar. Observe a situação no norte de África e do Médio Oriente, não está nada boa. Agora se complicou com as medidas tomadas por Turquia.

    Marat

    16 de setembro de 2011 às 00h17

    Meu caro, é bem provável que Israel seja mais irresponsável que os EEUU. Não duvido que eles utilizem a bomba, se julgarem isso conveniente.
    Acerca da Turquia, fico contente que alguém se levante contra o autoritarismo de um estado arrogante. Espero que a Turquia não fique somente na retórica!


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