VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Fátima Oliveira: A máfia em nossas fuças


24/04/2012 - 11h10

Desdenhar da grande experiência camaleônica de Sarney é ignorância
Como funciona a moral mafiosa no tocante a dinheiro

por Fátima Oliveira, no Jornal OTEMPO

Médica – [email protected] @oliveirafatima_

Sussurram em versos e trovas nas alcovas, no breu das tocas, nos botecos; e anda nas cabeças e nas bocas que o senador amapaense José Sarney teria dito: “Renan e eu conhecemos o Demóstenes gordo e o Demóstenes magro”, quando especularam se o senador surtou de repente.

Ou seja, para Sarney, ele é isso aí! Se a idade não deu sabedoria a Sarney, experiência ele tem de sobra. Nunca deixo de prestar muita atenção no que ele fala, nem que seja só para discordar com conhecimento de causa. A fala de Sarney faz sentido. Não se trata de uma sociopatia não criminosa (nem todo sociopata é criminoso!).

A dica de Sarney é quente e em si um aviso, ainda que quase camuflado, mas nas entrelinhas aponta que é hora de rever dois grandes filmes-subsídio para entender o momento político brasileiro: o épico “O Poderoso Chefão” (1972), a saga da família Corleone em três filmes de Francis Ford Coppola, adaptação do romance de mesmo nome, de Mario Puzo; e “A Honra do Poderoso Prizzi” (1985), de John Huston, baseado no livro de mesmo nome de Richard Condon.

É de bom tom revê-los com um novo e mais apurado olhar para apreender como funciona a moral mafiosa no tocante a dinheiro, que, tal qual o capital financeiro internacional, tem origem, mas é apátrida. O desnudamento de relações siamesas do senador Demóstenes Torres, assim como a capilaridade em quase todos os partidos políticos, vai explicitando que quem os chefia, em sua ânsia de controlar e subalternizar os Três Poderes brasileiros, não é um exército de um homem só.

Suas práticas, desde Waldomiro Diniz, corroboram um princípio: a máfia não sobrevive nem prospera sem um ponto de apoio no governo instalado, daí porque exige ter aboletado em um dos Três Poderes, ou em todos, um setor serviçal ou, usando palavra mais apropriada, um setor fâmulo – um criado com vínculos de subordinação absoluta. Não importa de qual partido. Não é de admirar que o senador Demóstenes Torres não apenas religiosamente preste contas do que faz, caladinho, ao “capo”, como recebe pitos homéricos sem piar!

E obedece, pois descumprir o juramento do silêncio (“omertà”) é sentença de morte, como disse o ex-mafioso Tommaso Buscetta: “A sentença de morte da máfia é sempre cumprida, cedo ou tarde. A máfia não esquece nunca”. O senador foi eleito para cumprir o papel de representante de interesses escusos, nada a ver com dupla personalidade (é aí que Sarney acerta!), o que corrobora o dito por Wálter Fanganiello Maierovitch: “Parecem eternas as ligações da criminalidade organizada com o chamado clientelismo político e a subserviência de muitos ao poder econômico representado pelas máfias” (“Máfia e política: crises vocacionais”).

Em cenário político sob a batuta mafiosa, há um elemento crucial a ser considerado na hora do voto nas próximas eleições. Para quem não é do ramo nem simpatiza, trata-se de avaliar o envolvimento ou não da candidatura, por mais inocente que ela possa parecer, com práticas mafiosas, conhecidas desde 1875 e tornadas públicas pelo procurador geral de Palermo (Itália), Diego Tajani: “Posso afirmar que a máfia prospera por motivos políticos e só é forte na medida da proteção recebida das autoridades”, por ter comprovado que “a máfia siciliana colocava grana e influência nas campanhas, elegia os seus políticos e escolhia os seus representantes nos governos” (IBGF/WFM, em “Máfia, política, jogos de azar e Cachoeira). Agora é aqui. Em nossas fuças.

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31 comentários

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Elias

25 de abril de 2012 às 14h25

Incrível como Fátima Oliveira vai ao cerne das questões. Ela cita um verbete que eu desconhecia: (omertá). E por desconhecer, fui humildemente procurar tal palavra. E por que negar? Fui ao Google. E o que encontrei no Wikipédia acabou por resumir meu entendimento.

(omertá) “No geral, é um consenso, que implica em nunca colaborar com as autoridades (polícia). Muito comum no sul da Itália em que a Máfia, 'Ndrangheta e Camorra é poderosa. Pode ser entendido como um "voto de silêncio" entre mafiosos. Caso esse juramento seja violado, a punição, na maioria das vezes, é a morte.”

As gravações transcritas e sonorizadas no Jornal Nacional me deram agora a nítida impressão do subserviente diante do capo. Por mais que Demóstenes sugere falar de igual para igual, nota-se o cúmplice, o servil que fala com o capo expondo sua condição de inferior.

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    Geni

    25 de abril de 2012 às 18h37

    Elias, o seu comentário só fortalece o artigo de Fátima Oliveira, que para os menos desavisados não contém novidades. Eu o achei especial por colocar na roda a Máfia real, aquela em que o vocábulo não é banalizado. Claro que a ação da Máfia difere das dos políticos corruptos e entender tal coisa é muito necessário e importante. Para mim foi. Um artigo de análise política iluminada, ao quel devemos prestar bastante atenção, pois ele explica muito do contexto político.

Marat

25 de abril de 2012 às 10h03

Demóstenes gordo, Demóstenes magro… belas analogias. Seria ele uma versão moderna e tupiniquim dos Drs. Jekyll & Hyde, ou seria ele magrinho, um Sansão, que perdeu a pose? – rsrsrsrsrsrsrs

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FrancoAtirador

24 de abril de 2012 às 23h36

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A ARMAÇÃO

Um senador corrupto
celebrado pela mídia demotucana como símbolo da ética,
uma revista fraudulenta,
um bicheiro
e o então presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes;
juntos, quase levaram o país a uma crise institucional, em setembro de 2008,
simulando um grampo da PF que não existiu.
Do que mais eles seriam (serão) capazes?
(Luis Nassif)
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Como preparar uma crise institucional

No dia 1º de setembro de 2008, três ministros do STF (Gilmar Mendes, Cezar Peluso e Carlos Ayres Britto) foram até o presidente Lula exigir, sem apresentar qualquer prova, "apuração e punição" no episódio da suposta conversa grampeada entre Mendes e o senador Demóstenes Torres.
O país esteve à beira de uma grave crise institucional devido a uma conspiração envolvendo Demóstenes Torres-Carlinhos Cachoeira, a revista Veja e, direta ou indiretamente, o ministro Gilmar Mendes.

O artigo é de Luis Nassif, na Carta Maior*

No dia 1º de setembro de 2008, os Ministros Gilmar Mendes, Cezar Peluso e Carlos Ayres Britto saíram da sede do STF (Supremo Tribunal Federal) atravessaram a Esplanada dos Ministérios e entraram no Palácio do Planalto para uma reunião com o presidente da República, Luiz Ignácio Lula da Silva.

Foi uma reunião tensa, a respeito da suposta conversa grampeada entre Gilmar e o senador Demóstenes Torres. Os três Ministros chegaram sem nenhuma prova concreta sobre a autoria ou mesmo a existência do tal grampo. Mas atribuíam-no irresponsavelmente à ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) e exigiam de Lula providências concretas.

No auge da reunião, Gilmar blasonou: “Não queremos apenas apuração, mas punição”.

Bastaria Lula ter perdido a paciência e endurecido o jogo para criar uma crise institucional sem precedentes, entre o Supremo e o Executivo. Sua habilidade afastou o risco concreto de uma crise institucional, à custa do sacrifício do diretor-geral da ABIN, delegado Paulo Lacerda, afastado enquanto durassem as investigações.

Tanto no Palácio como na Polícia Federal e no Ministério Público Federal sabia-se que o grampo, se existiu, não havia partido da ABIN nem da Operação Satiagraha, já que nenhum dos dois – Demóstenes e Gilmar – eram alvo de investigação.

Foi aberto um inquérito na PF que concluiu pela não existência de qualquer indício, por mínimo que fosse, de que o grampo tivesse existido.

O país esteve à beira da mais grave crise institucional pós-redemocratização devido a uma conspiração envolvendo Demóstenes Torres-Carlinhos Cachoeira, a revista Veja e, direta ou indiretamente, o Ministro Gilmar Mendes.

Pouco antes do episódio, o assessor da presidência, Gilberto Carvalho, foi procurado por repórteres da revista com a informação de que ele também havia sido grampeado. Descreviam diálogos que teria tido com interlocutores.

A intenção era criar um clima de terror, passar ao governo a impressão de que a ABIN e a Satiagraha haviam saído de controle e estavam espionando as próprias autoridades. E, com isso, obter a anulação da operação que ameaçava o banqueiro Daniel Dantas.

É bem possível que os tais diálogos de Gilberto tenham sido gravados pelo mesmo esquema Veja-Cachoeira que forjou um sem-número de dossiês, muitos deles obtidos de forma criminosa e destinados ou a vender revista, impor o medo nos adversários, ou a consolidar o império do crime do bicheiro.

Durante anos e anos foi um festival de assassinatos de reputação, de jogadas pseudo-moralistas visando beneficiar o parceiro Cachoeira.

A revista tentou se justificar, comparando essas jogadas ao instituto da “delação premiada” – pelo qual promotores propõem redução de pena a criminosos dispostos a colaborar com a Justiça. No caso de Cachoeira, suas denúncias serviam apenas para desalojar inimigos e reforçar seu poder e o poder da revista.

Esses episódios mostram o poder devastador do crime, quando associado a veículos de grande penetração.

É um episódio grave demais, para ser varrido para baixo do tapete.

*Publicado originalmente no Blog do Nassif (http://www.advivo.com.br/luisnassif)

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos…

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FrancoAtirador

24 de abril de 2012 às 23h03

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Pesquisa Datafolha: De Lula a Dilma, os mesmos 5% do contra

Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho, via ESCREVINHADOR

O número que mais me chamou a atenção no Datafolha divulgado domingo, em que Dilma bate mais um recorde de aprovação e Lula aparece como o favorito para as eleições de 2014, foi o índice de “ruim e péssimo” registrado pela pesquisa: 5%.
Pode chover ou fazer sol, a bolsa e o dólar subirem ou caírem, a economia ir bem ou mal, o país melhorar ou piorar, que este contingente de insatisfeitos com o governo não muda de tamanho.
Dentro da margem de erro, um ponto a mais ou a menos, a turma do contra permanece imutável há anos.
Podem até mudar seus integrantes, mas o contingente é o mesmo.
Desde o segundo mandato de Lula, me chama a atenção a permanência deste índice de 5% de “ruim e péssimo”, ou seja dos que desaprovam o governo.

Na primeira vez em que escrevi sobre este assunto, já faz algum tempo, por mera curiosidade jornalística, sugeri que se fizesse uma pesquisa sobre o perfil destes insatisfeitos, saber as razões deles, entender o pensamento de quem acha tudo ruim ou péssimo.

A pesquisa até hoje não foi feita por nenhum instituto, mas estou desconfiado de que há uma relação direta entre estes 5% e as pessoas que se informam apenas pelo que lêem nos principais jornais e nas maiores revistas do país.
Fiz umas contas e cheguei à conclusão de que o contingente é mais ou menos o mesmo.
s 5% do contra representam uns 10 milhões de brasileiros.
Dez milhões é aproximadamente o total de exemplares destes jornais e revistas que circulam durante toda uma semana.
Como a imprensa não fala da imprensa, e parece haver um pacto entre os donos da grande mídia reunidos no Instituto Millenium, raramente um veículo critica ou sequer cita o outro.

O silêncio foi quebrado esta semana pela revista “Época”, que citou nominalmente a sua concorrente “Veja”, em meio à matéria ”Fui afastado pela negociata de uma enpreiteira e um contraventor”, uma entrevista com o ex-diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, demitido durante a crise que levou à demissão do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, no ano passado.
Trecho da reportagem de Murilo Ramos:
“O afastamento de Pagot, bombardeado por acusações de cobrar propinas, foi comemorado pela turma de Cachoeira. Quase dois meses depois de ter ouvido de Cachoeira que a imprensa recebera material contra a diretoria do Dnit, Abreu (diretor da empreteira Delta) telefonou para o bicheiro. Em tom de galhofa, diz durante a conversa que a presidente Dilma Rousseff ordenara ao então ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, a afastar todos os citados em reportagem publicada pela revista Veja. Naquele momento, Abreu e Cachoeira dividiram elogios entre eles e enalteceram a força de sua associação”.

Associação para quê? Entre outras coisas, certamente, para plantar notícias na imprensa.

De fato, foi uma reportagem da revista “Veja” que detonou a cúpula do Ministério dos Transportes.

Em sua defesa prévia, a maior revista semanal do país, também na última edição, publica uma espécie de “vacina” sobre as denúncias de Pagot.
No meio da matéria “O primeiro round”, que trata da CPI do Cachoeira, a revista escreve:
“Na semana passada, Luiz Antonio Pagot, ex-diretor do Dnit demitido no bojo do episódio que levou à queda do ministro Alfredo Nascimento, se disse vítima de uma trama que teria sido tecida contra ele exatamente por ter oferecido obstáculos aos interesses da Delta no órgão. Estranha linha de defesa. Foi na gestão de Pagot que a Delta mais do que dobrou seu faturamento em contratos com o Dnit, alcançando 658 milhões de reais em 2010″.

Como escrevi aqui na segunda-feira passada, a imprensa está se empenhando em transformar a CPI do Cachoeira na CPI da Delta, trocando o protagonismo de Demóstenes Torres e seu amigo Cachoeira por Fernando Cavendish, dono da Delta.

Alguns leitores discordaram da minha análise e sugeriram que a CPI do Cachoeira, já chamada “do submundo” ou de “todo mundo”, seja também transformada na CPI da Mídia, o distinto quarto poder que pode condenar livremente todos os outros e se acha inimputável como os índios e as crianças.

Afinal, se a presidente da Associação Nacional dos Jornais, Judith Brito, já afirmou publicamente que a imprensa foi obrigada a assumir o papel de oposição ao governo em razão da fragilidade dos partidos, seria bom investigar se, além de divulgar fatos, a imprensa não estaria também criando os próprios fatos, em defesa de interesses políticos e econômicos de uns em detrimento de outros.

Concordo neste ponto com os colunistas da chamada grande imprensa:
agora tem que investigar todo mundo, inclusive os bravos homens do “jornalismo investigativo” e seus honoráveis veículos.

http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/d…

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Alice Matos

24 de abril de 2012 às 23h00

Ao sair do hospital, Sarney disse que a CPI do Cachoeira será um tempo de “muitas revelações e muitas turbulências”. Segundo ele, o trabalho da CPI deve ser muito “sistemático” e não tem delimitação exata:
– Toda CPI tem uma rotina, e acho que essa vai ter uma grande importância, porque a abrangência que ela tem é muito grande. Naturalmente, nós vamos ter algum tempo de muitas revelações e muitas turbulências.
Questionado sobre as movimentações de petistas e peemedebistas para evitar que as investigações da CPI respinguem no governo, Sarney disse que esse não é um problema dele.
– Esse é um problema que já não vai ser meu, vai ser das lideranças – afirmou. http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/04…

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FrancoAtirador

24 de abril de 2012 às 22h44

<img src="http://img19.imageshack.us/img19/1711/vejaafontedeesgoto.jpg">

Responder

    Mário SF Alves

    21 de maio de 2012 às 21h40

    Prezado Franco,
    O link acima não tá abrindo não.

Eduardo Souto Jorge

24 de abril de 2012 às 22h31

Depois de ler o exelente artigo da sempre brilhante, Fatima Oliveira, e os comentarios dos internautas, vou meter a colher nesse angu tambem. Tenho absoluta certeza que outros Cachoeiras , e outras Mafias, ja existiram na vida dos Tres Poderes , Digo isso sem medo de errar. A diferenca e'que , tirando o Governo Vargas, JK e Jango, os outros foram defendidos bravamente pela grande midia. Assim, Cachoeiras , viravam corguinhos, Mafia , virava mafia. E a vida ia seguindo com muito rock,samba e futebol. A partir de 2003, com a eleicao do Lula, ate' peido de acessor dentro do elevador virou manchete e derrubou ministro. No final, bom para o Brasil, ate' os malfeitos do governo Lula e Dilma vao servir para melhorar a vida politica brasileira. O que "ELES" nao contavam e' que um dia a "faxina" fosse p'ra valer, e tendo como lixo principal a VEJA e provavelmente o Sistema Globo.

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FrancoAtirador

24 de abril de 2012 às 21h28

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O senador amapaense [do Maranhão] José Sarney teria dito:

“Renan e eu conhecemos o Demóstenes gordo e o Demóstenes magro”

O ROBERTO CIVITA TAMBÉM CONHECE.

Taí a explicação para a capa da Revista Veja desta semana.

<img src="http://4.bp.blogspot.com/-USBeF9FQZ6o/T5KNEMQBdrI/AAAAAAAAHBM/WY_0-qHYGIM/s320/veja_baixinhos.jpg">

Responder

    Marat

    25 de abril de 2012 às 10h03

    Essa foi perfeita!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

pperez

24 de abril de 2012 às 21h19

Quanto mais se meche neste merdario todo, mais ele fede, acho que uma carreta com 30000 litros de desinfetante não será suficiente.
Vamos ter que meter esta corja toda na prisão fedendo mesmo!

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Bonifa

24 de abril de 2012 às 18h29

Jamais pensei que se chegasse a conhecer um mafioso como Cachoeira. O caso Daniel Dantas, com obstrução escancarada do trabalho da polícia e da justiça comum pela própria polícia e pela própria justiça de escalões superiores, me fez pensar que jamais conheceríamos em profundidade o terrível metier de mafiosos como Cachoeira. A sensação que tenho é muito boa, agora. Horrível é saber que existem tais organizações e que elas zombam do cidadão comum, que não têm sequer o direito de afirmar que elas existem, quanto mais o direito de saber como agem. Exterminar com tais organizações aumenta enormemente o sentimento de segurança do cidadão.

Responder

Mari

24 de abril de 2012 às 17h53

Um artigo alto padrão em análise. As coisas ficaram claras. Sarney é oligarca e não mafioso. São duas pragas distintas. O artigo é muito bom porque separa a corrupção endêmica do Estado, quase sempre praticada pelas oligarquias, daquela representada por Cachoiera e seus fâmulos (Fátima adorei o vocábulo) que visam à subordinação do Estado aos seus interesses. Cachoeira é "capo" e não "dom"; e Demóstenes é soldado

Responder

Caracol

24 de abril de 2012 às 17h01

É isso mesmo, Fátima.
Olha, no meu modo de ver, a coisa funciona assim:
Antigamente os poderes do político e do dinheiro (estou falando em DINHEIRO, e não merreca) não se misturavam: um não se metia no terreiro do outro. Exemplos: Silvio Santos não se elegeu. Antonio Ermírio de Moraes também não. No outro lado, quando o PC Farias juntou 2 bilhões em dois anos centralizando o pedágio da corrupção, neutralizaram ele rapidinho. Assim, cada macaco no seu galho.
Aí veio a globalização, e o capitalismo alucinado que já era doença virou patologia muito mais séria e passou a patrocinar a perseguição do Poder Político pelo do dinheiro. Político passou a correr atrás de grana a qualquer custo enquanto os zilionários pensaram: “Ué! Por que é que nós mesmos não assumimos tudo ao invés de tratar com esses bolhas políticos?” Aí deu no que deu: misturou tudo. O Bush (magnata do petróleo) foi eleito e reeleito junto com seu o sinistro vice (magnata da indústria farmacêutica) pra administrarem eles mesmos a corrupção, os Demóstenes da vida meteram atabalhoadamente os pés pelas mãos fazendo essa cagada toda e hoje todo mundo corre atrás pra comprar seu iate, mesmo não gostando de cheiro de maresia.
No duro no duro, não sei pra quê, vai todo mundo mesmo morrer seco com a boca cheia de formiga…

Responder

Gilson Rocha

24 de abril de 2012 às 15h38

Com certeza levar em conta o que Sarney fala
é importante.
Ninguém melhor que ele para dar o exemplo.
O Maranhão que o diga, esse é um exemplo de
como as coisas devem ser feitas.
Claro que ter gente poderosa do seu lado, sempre
ajuda muito…

Responder

    Ricardo

    24 de abril de 2012 às 17h51

    Cara vc não entendeu nem lhufas e nem bulhufas. Uma pena. Dá pra ler outra vez o artigo?
    "Se a idade não deu sabedoria a Sarney, experiência ele tem de sobra. Nunca deixo de prestar muita atenção no que ele fala, nem que seja só para discordar com conhecimento de causa. A fala de Sarney faz sentido. "

Cancão de Fogo

24 de abril de 2012 às 15h17

Esse combate da máfia é uma briga de menino grande! Tudo começou quando Lula/Dilma assumiram o poder. Antes a máfia deitava e rolava! Agora, como não conseguem apoio da chefia do executivo (ministro e outros auxiliares…,não arrisco botar a mão no fogo), estão comendo o pão que o diabo amassou. Por isso a mídia que possui vínculos profundos com os mafiosos combatem diuturnamente o executivo federal. Aos pouco vai se espalhando os malfeitos pelas comunicações eletrônicas. Por que ficamos oito anos de FHC e esses grupos não foram descobertos? Haviam casos escabrosos que foram logo abafados pela mídia. Agora a mídia tenta abafar e não consegue competir com o poder da internet. Vamos em frente que tem muito mais a ser descoberto…e, lutemos para não permitir que a mídia volte ligar a cuscuzeira!

Responder

M.Magalhães

24 de abril de 2012 às 14h58

O problema aqui é o conceito de Máfia, e o que a difere dos demais criminosos e ladrões.
Na Wikepedia tem um razoável: A Máfia é uma organização criminosa cujas atividades estão submetidas a uma direção colegial oculta e que repousa numa estratégia de infiltração da sociedade civil e das instituições. Pode-se também falar de sistema mafioso. Os membros são chamados mafiosos (no singular: mafioso).
O termo máfia, com a inicial minúscula, é frequentemente utilizado para designar toda e qualquer organização criminosa, mas sabemos que nãos e aplica.

Responder

Cibele

24 de abril de 2012 às 14h49 Responder

betinho2

24 de abril de 2012 às 14h47

Os Céus de Nova York e algumas capitais da Europa, "falarão", em breves dias.
A Grande Mafia mundial e suas congêneres afinarão e serão faxinadas.
Aguardem.

Responder

    Carlinhos

    24 de abril de 2012 às 21h16

    O que vem por ai:
    http://despertando.me/2012/03/09/ascensao-da-terr…

    É a isso que te referes caro Betinho?

    betinho2

    25 de abril de 2012 às 01h03

    Correto Carlinhos. É isso ai e muito mais. As informações agora são diárias, como creio que sabes por ter captado minha intenção.
    Mas aproveito para comentar o seguinte: Temos visto a constante indignação dos prezados comentaristas neste e noutros blogs, sempre que se apresentam artigos sobre as "Máfias", sempre pedem e desejam prisão para seus membros, assim como nos outros. Porém a frustração e o sentimento de impotência que nos toma o âmago tem sido a tônica, pois nada acontece. E ai vem meu questionamento, pois o que escrevi acima e o link que você colocou devia ter levado os comentaristas pedirem algum esclarecimento, pois tem ali informações que trarão a grande virada, a derrota definitiva e a prisão do pessoal pertencente à Cabala, no plano Espiritual, por nos mais conhecidos por NOM, Illuminati, A Banca, PIG e outras instituições.
    O fato será amplamente noticiado, já tem uma rede de Mídia informada e pronta para noticiar sem nada mais esconder.
    Guando falei dos "Céus" e "falarão", me referi a aparição definitiva e incontestável de Naves Galácticas, como presumo que também sabes. Será o aviso da grande transformação, com o compromisso imposto a OBAMA, de fazer um pronunciamento bombastico e revelador, para que as coisas transcorram de maneira mais tranquila. Porém mesmo que OBAMA se omita, nada muda, pois o plano "B" será posto em marcha.
    E vamo que vamo.

Tião Medonho

24 de abril de 2012 às 14h28

a politica é "apenas" o ramo mais lucrativo do crime organizado…não tem esse negocio de "votar bem", como prega o TRE em época de eleição…achar o bom politico é como achar o bom nazista… políticos, como todos os vocacionados para a busca e perpetuação do poder são malfeitores inescrupulosos como condição prévia. Quem diz o contrario é apenas o membro de uma facção, que, por minoritário que seja, lucra algo com a defesa de seu bando. O poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente.

Responder

Gerson Carneiro

24 de abril de 2012 às 13h05

"Mantenha os amigos por perto; E os inimigos mais perto ainda." – Don Vito Corleone.

Responder

    Ronaldo Marques

    24 de abril de 2012 às 14h46

    Originalmente, o autor dessa frase parece ter sido Nicolau Maquiavel no livro O Príncipe.

Mariac

24 de abril de 2012 às 12h53

O problema no Brasil é criar o conceito exato de máfia. Se os ingênuos pensam que ela é explícita, eu não penso não.

Aqui há a suavidade. Um banqueiro mafioso não será conceituado assim. Um reitor mafioso não será conceituado assim. Um contador mafioso não será conceituado assim. Um advogado mafioso não será considerado assim. Um juiz mafioso não será considerado assim. Um jornalista mafioso se escondeu bastante tempo sob outro conceito. Haja filtro.

Responder

    M.Magalhães

    24 de abril de 2012 às 15h03

    Não confunda Máfia com apelido de máfia. A coisa séria e a Máfia não deve ser banalizada

RONALD

24 de abril de 2012 às 12h27

Só discordo de uma coisa no texto: 'Agora é aqui. Em nossas fuças.'
Os problemas de vários entes políticos defendendo somente o seu interesse financeiro, aqui no BRASIL, já vem de muito tempo.
Quem não se lembra da globo + collor ?
Quem não sabe da relação promíscua do psdb de SÃO PAULO com globo, folha, estadão, veja, utilizando verba de educação para assinaturas com o único proposito de engordar bolsos para posteriormente obter apoio político?
Nosso problema mafioso já vem de muito tempo atráz. Não é de agora.

'

Responder

    Julio Silveira

    24 de abril de 2012 às 14h37

    Concordo. Mas fique certo que o fato só está vindo a publico por que a informação não está centralizada nas mãos das meia duzia de familias que detinham o poder das organizações midiaticas. O Internet encurralou-os. Gente como o Azenha, o PH e outros verdadeiros guerrilheiros da noticias, incluindo gente como voce e eu, ajudamos na propagação da informação que vem de espaços como esse. Acabou-se o tempo do coronelismo midiatico. Por isso eles tremem.

    Alberto

    24 de abril de 2012 às 14h50

    Ronald, eu entendi o artigo de modo diferente. A roubalheira de dinheiro público existe de há muito. Nada a ver com máfia. Tal roubalheira continua. O que Cachoeira instalou no Estado brasileiro é de outra natureza, como disse Fátima: aboletar nos 3 poderes sua gente, ou seja, diferentemente dos ladrões habituais que sempre estiveram por aqui.
    Cachoeira, como disse Fátima Oliveira, não é um exército de um homem só e nem defe ser o mafioso principal.


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