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Política

E os áudios da trama que derrubou Pagot?


18/04/2012 - 22h38

‘VEJA’: COMO TRABALHA; A QUEM SERVE

da Carta Maior

O dispositivo midiático demotucano  tem martelado em tom de condenação sumária que a construtora Delta — suspeita de ser uma espécie de caixa de compensação bancária do esquema Cachoeira/Demóstenes —  é a empresa com o maior volume de contratos junto ao PAC. Esse traço evidenciaria, sugere o tom do noticiário, um  comprometimento automático do governo e do PT com a quadrilha manejada por Cachoeira. Mais de 80% das licitações  vencidas pela Delta são de obras sob a responsabilidade do  Dnit, o Depto Nacional de Infraestrutura de Transportes.

Dos R$ 862,4 milhões pagos à construtora  em 2011, 90% vieram do órgão. Nesta 3ª feira, uma pequena nota escondida num canto de página da Folha, baseada em escutas da PF mostra que: a) o Dnit estava insatisfeito com a qualidade e irregularidades das obras tocadas pela Delta; b) desde 2010 o Dnit iniciou uma série de processos que poderiam levar a perdas de contratos pela construtora, ademais de submetê-la a investigações da PF e do Tribunal de Contas; c) o agravamento dos atritos levou a Delta a acionar  Cachoeira e seu grupo, que passaram a trabalhar pela queda do então diretor-geral do Dnit,  Luiz Antonio Pagot, uma indicação do PR, o Partido Republicano; d) em gravações feitas pela PF no primeiro semestre de 2011, Cachoeira diz a Claudio Abreu, diretor da Delta, que já estava fornecendo informações sobre irregularidades no Dnit para a revista “Veja”; e) a presidente Dilma Rousseff pediu o afastamento  de Pagot no dia 2 de junho, depois que ‘denúncias’ contra o Dnit  foram publicadas pela ‘Veja’, envolvendo suposto esquema de propinas que beneficiariam o PR; f) Pagot alegou inocência e resistiu até o dia 26 de julho, quando entregou a carta de demissão, em meio a uma crise que já havia derrubado toda a cúpula do ministério dos Transportes (incluindo o ministro) ligada ao PR ; g) o ex-presidente Lula tentou evitar sua queda, não por acreditar em querubins, mas preocupado com a rendição do governo ao denuncismo gerado por disputas entre quadrilhas consorciadas a órgãos de imprensa. Lula estava certo.

(Carta Maior; 5ª feira/19/04/2012)

PS do Viomundo: Sabemos, de boa fonte, que existem áudios capazes de reproduzir toda a armação contra Pagot, que cobrava a Delta a partir de seu cargo no Dnit. Antes, durante e depois. Independentemente de envolvimento dele ou não com o pagamento ou recebimento de propinas, seria necessário uma reconstituição completa, inclusive com a vibração final, de baixo calão, de Carlinhos Cachoeira. O curioso é que certa mídia acredita que conseguirá simplesmente engavetar o assunto. O momento vivido nas redações é surreal: é como se não houvesse uma multidão, lá fora, de olho. É o boicote do Diretas Já na Globo, tudo de novo, em pleno 2012! A diferença é que amanhã será instalada uma CPI e as versões cozidas às pressas serão eventualmente desmentidas.

Leia também:

Olhar Direto: Cachoeira tramou derrubada de Pagot e celebrou vitória

Walter Pinheiro: “Recuar é golpe. Por que não fizeram o título com isso?”



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14 comentários

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Café no Bue- MG

21 de abril de 2012 às 09h06

Vejam ai que absurdo uma quadrilha organizada conjuntamente com uma Revista de tiragem nacional em Conluio com a quadrilha achacando órgãos do Govero e funcionários Públicos. E o mais grave: Eles tinham informações de dentro da Polícia Federal (DoGuardião). Este pessoal são criminosos perigosos. A CPI tem de ir fundo nesta sujeira. Vejam que absurdo: Eles tinham na folha de pagamento deles! Delegados da Polícia Fedral, Delegados da Civil, Senadores (Du couto e Demostenes) Fora agentes da Civil como seis delegados. .Isto é só a ponta do Iceberg. Fora vários Governadores.

Responder

Rubens

19 de abril de 2012 às 13h31

Vazou mais um grampo da Operação Monte Carlo:

Mal o Professor desliga, o telefone toca novamente. É o Cláudio.
Professor: Que cê manda, PHD?
Cláudio: Pô, professor, o carinha do DNIT continua emperrando a máquina
Professor: Fica calmo, uai, que o Chico já passou a matéria pro Amendoim repassar pro Caneta.
Cláudio: Boa! Vamos festejar juntos a queda de mais um.
Professor: Claro, uai. Rapaz, tamo fazeno um bem do caralho pro Brasil. Tudo via Caneta
Cláudio: Porra, professor, eu sei quem é o “Chico”, o “Amendoim” e o “Caneta”. Mas quem é esse porra de “Brasil”?
Professor: Tá falando com o próprio, uai.

Responder

Manoel J. Santos

19 de abril de 2012 às 12h02

Veja a reportagem do Fantastico falava de um grande estado do nordeste e misturam com o Pará com o Mato Grosso do Sul depois falavam de 80 % dos Municipios de Pernambuco ai citaram dois municipios ,Verdejante com um traficante preso e Mirandiba com dois funcionários fantasma em Verdejante o prefeito mostrou a recisão de contrato quando soube que contratado estava foragido a justiça e em Mirandiba foi tamado as providência em relação aos dois funcionários. Em Verdejante R§ 700,00 e em Mirandiba dois salários Minimos eita Rede Globo esquisita ,mas fazer o que !!!!!

Responder

FrancoAtirador

19 de abril de 2012 às 11h33

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NÃO SE ESQUEÇAM DO LOBBY DAS DEMAIS CONSTRUTORAS*

CORRENDO POR FORA PARA ABOCANHAR SEU QUINHÃO NO PAC
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MP-SP denuncia 12 construtoras por fraude em licitação do Metrô de São Paulo

Diretores, executivos e representantes comerciais das empresas formaram cartel e fraudaram licitação para obras da Linha 5 – Lilás, aponta promotor

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) denunciou, na última quarta-feira, 14 executivos de alto escalão de 12 empreiteiras acusadas por formar cartel para fraudar a licitação para realização das obras de expansão da linha 5-Lilás do Metrô paulistano.

De acordo com o promotor de Justiça Marcelo Batlouni Mendroni, após dois anos de investigação, não há dúvidas de que as construtoras formaram um cartel para fraudar a licitação pública. Segundo ele o valor da fraude é de no mínimo, R$ 232,7 milhões.

“Os 14 funcionários denunciados são diretores, executivos e representantes comerciais das empresas”, segundo Mendroni. “São representantes de alto nível, porque alguém de baixo nível não teria condições de fazer este tipo de acordo”, ressaltou.

*As construtoras envolvidas na fraude são:

Andrade Gutierrez,
Camargo Côrrea,
Mendes Júnior,
Heleno & Fonseca,
Triunfo Iesa,
Carioca,
Christiani-Nielsen Engenharia,
Cetenco Engenharia,
Odebrecht,
OAS,
Queiroz Galvão,
CR Almeida Engenharia e
Consbem.

A denúncia foi encaminhada à 12ª Vara Criminal de São Paulo e cabe agora à Justiça processar os acusados. Caso a Justiça aceite a denúncia, os réus responderão pelos crimes de formação de cartel e fraude em licitação, cujas penas variam de dois a cinco anos de prisão (cada crime), ou o pagamento de multa.

Segundo o promotor, havia combinação para que a empresa vencedora oferecesse preço abaixo das demais no lote em que saísse vitoriosa. As outras construtoras ofereciam preços acima do limite estabelecido para o Metrô na licitação, de acordo com o promotor. Cada uma das empresas ou consórcios saíam, então, vencedores de um lote da expansão, pelo acordo denunciado pelo Ministério Público.

“Eu tenho certeza de que houve cartel e fraude na licitação”, ressaltou o promotor, pontuando que as provas apresentadas são indiretas, já que “é muito difícil os diretores deixarem documentos”. Porém são provas “robustas”.

PREJUÍZO
Segundo a denúncia do Ministério Público a fraude na licitação é de no mínimo R$ 232,8 milhões. O valor total da expansão está estimado em R$ 8 bilhões.

http://www.horadopovo.com.br/2012/03Mar/3042-28-0

Responder

Fabio SP

19 de abril de 2012 às 08h10

"PS do Viomundo: Sabemos, de boa fonte, que existem áudios capazes de reproduzir toda a armação contra Pagot,"

Como é que conseguiu saber isso… usou algum esquema parecido ao da Veja?

Responder

    Jairo_Beraldo

    19 de abril de 2012 às 10h48

    Como diz o redator chefe da "Veja", não interessa se a fonte é bandido ou não…fonte é fonte e correndo "corgo"abaixo, em grandes alturas pode virar cascata…ou Cachoeira.

    Vai catá coquinho Fabio SP…qual seu medo? De acabar sua boquinha nas redações dos detritos de colonistas?

    J Fernando

    19 de abril de 2012 às 11h00

    Seja mais esperto.
    Assim como Demóstenes Torres tem cópia do processo e repassa o que interessa a ele para a imprensa, ALGUMA OUTRA PESSOA que também tem acesso ao processo, repassa os contra argumentos para outros repórteres e blogueiros.
    Lembrando: repórteres da veja, folha, estadão, NÃO têm autorização para publicar NADA que favoreça o governo.

FrancoAtirador

19 de abril de 2012 às 01h48

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POR FALAR EM GLOBO ESCONDE…

O documentário do Channel Four britânico reproduziu um trecho
que demonstra como a Globo escondeu o comício das Diretas em 1984

[youtube 6fNIkMJJWOw http://www.youtube.com/watch?v=6fNIkMJJWOw youtube]

Responder

FrancoAtirador

19 de abril de 2012 às 00h49

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ANTES MESMO DA INSTALAÇÃO DA CPI, A FUMAÇA DA MÍDIA COMEÇA A SE DISSIPAR

Em entrevista exclusiva ao Olhar Direto, o ex-diretor-geral do Dnit [Luiz Antonio Pagot]

confirmou ter sido procurado por outros veículos da mídia nacional para repercutir o caso

e que, inclusive, um jornalista da revista Época colocou “a gravação” para ele ouvir.

https://www.viomundo.com.br/politica/cachoeira-arm

Responder

Gilson Rocha

19 de abril de 2012 às 00h05

Concordo plenamente.
E é muito sério que denúncia não seja vazia.
Aliás eu gostaria que nestes casos, as investigações
fossem muito rápidas.
Afinal denúncia contra servidores públicos é algo sério.
E espero que o sr. Luiz Antonio Pagot, já que afirma inocência,
venha a público e ao maior número de meios de comunicação
nos informar que tudo foi investigado e tudo não passou de denúncias
vazias.
Assim como também gostaria de saber, como a empresa Delta conseguiu
contratos tão vultuosos.
E além disso, como uma empresa é contratada até para obras que simplesmente
não tinha experiência nenhuma?
A Delta é acusada de irregularidades a muitos anos.
Mas isso não impediu em nenhum momento de continuar ganhando contratos
milionários e continuar com as irregularidades.
E isso por todo o Brasil.
Quantas mais existem por aí?Quantas mais fazem doações e depois cobram a fatura?
Até quando seremos roubados porque simplesmente os responsáveis em fiscalizar, investigar
e condenar são omissos?Ou lentos?Ou desinteressados?
Alguém pode me informar quantas construtoras com os mesmos problemas nunca mais
trabalharam para governo algum?

Responder

José DF

18 de abril de 2012 às 23h42

O senador Mario Couto (PSDB/PA), grande acusador do ex diretor do DNIT, hoje proferiu discurso defendendo a veja de supostas ameaças da CPMI. As peças vão se encaixando ao revelar outros integrantes do esquema.

Responder

    Jairo_Beraldo

    19 de abril de 2012 às 10h52

    O cerco se fecha….mas a oposição, ao contrario do PT e aliados, correram para abrir a CPI e confundir ainda mais a opinião publica, e parece que está ainda conseguindo. O grande problema do PT, é que eles só pegam no tranco, vivem com as baterias desligadas/descarregadas e teleguiados pelo PIG.
    ACORDA PT!!!!!!!!!!!!!

    Café no Bule- MG

    21 de abril de 2012 às 08h54

    Tem algo muito sintomático entre este Claudio Abreu e Cachoeira. A CPI precisa ficar de olho neste Senador do Pará Ducouto. Este cidadão faz parte de esquema Cachoeira Delta. Eu não sei onde ele se encaixa ai, mas que ele temo rabo preso isto é uma certeza!.
    Vamos lá CPI, investigar este Du Coutono caso da Demissão do Pagot! Debaixo destas cinzas, Ducouto (Senador) e Pagot haverá muitas revelações de estarrecer.

FrancoAtirador

18 de abril de 2012 às 22h44

.
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Mais peças do quebra-cabeças Civita-Cachoeira

Por Luis Nassif

A Folha tem dois bravos repórteres (sic) – Cátia Seabra e Rubens Valente – lutando com um braço amarrado.
É isso que explica o fato do lide da matéria sobre Cachoeira (a informação mais importante, que deveria estar na abertura) ter ficado no pé:

"Em conversas no primeiro semestre de 2011, Cachoeira disse a Claudio Abreu, diretor da Delta no Centro-Oeste, que estava fornecendo informações sobre irregularidades no Dnit para a revista "Veja" durante a apuração de uma reportagem".

Na verdade, a Folha (e a Globo) têm muito mais que isso. Pelas matérias divulgadas, a Globo teve acesso às gravações do Guardião – a máquina de grampo da Polícia Federal. A Folha tem acesso a relatórios da Operação Monte Carlo, provavelmente do material reservado que está no Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo o senador Demóstenes Torres e dois deputados federais.

Nesse relatório existem informações relevantes sobre a relação Veja-Cachoeira – que a Folha ainda não deu.

O primeiro, a íntegra das conversas entre Cachoeira e e o diretor da Delta, Cláudio Abreu, comprovando que estavam por trás da denúncia da Veja. O segundo, as negociações da Veja, Cachoeira e o araponga Jairo para combinar a invasão do Hotel Nahoum – na qual foram feitos vídeos ilegais de encontros do ex-Chefe da Casa Civil José Dirceu com políticos e autoridades.

A matéria da Veja sobre o DNIT saiu em 3 de julho de 2011. A diretoria estava atrapalhando os negócios da Construtora Delta. Foi o mesmo modo de operação do episódio dos Correios: Cachoeira dava os dados, Veja publicava e desalojava os adversários de Cachoeira.

Coincidiu com investigações que já estavam em curso na Casa Civil, alimentando algumas versões de que o próprio governo vazara os dados para a revista. Fica claro que era Cachoeira.

No dia 8 de julho, as escutas captaram a seguinte conversa de Cachoeira:

Cachoeira: – Não. Tá tudo tranquilo. Agora, vamos trabalhar em conjunto porque só entre nós, esse estouro aí que aconteceu foi a gente. Foi a gente. Quer dizer: mais um. O Jairo, conta quantos foram. Limpando esse Brasil, rapaz, fazendo um bem do caralho pro Brasil, essa corrupção aí. Quantos já foram, rapaz. E tudo via Policarpo.

A partir da divulgação da íntegra do relatório e das escutas, será possível entender alguns dados relevantes das negociações entre as duas organizações – a de Cachoeira e a de Roberto Civita.

Nas negociações sobre o DNIT, Policarpo se compromete a dar matéria em defesa do Bingo Online. A matéria do Bingo Online acabou não saindo na Veja (apenas no Correio Braziliense, em matéria de Renato Alves).

Provavelmente foi o não cumprimento do acordo que levou Cachoeira a se queixar amargamente de Policarpo e a aconselhar os comparsas a não passarem informações de forma descoordenada. Nas conversa, aliás, ele confessa ter sido ele quem aproximou os arapongas da revista Veja.

Cachoeira: – Não, Jairo, foi isso não. Deixa eu falar pra você. Se Dadá estiver aí pode pôr até no viva-voz. Olha, é o seguinte: a gente tem que trabalhar em grupo e tem que ter um líder, sabe? O Policarpo, você conhece muito bem ele. Ele não faz favor pra ninguém e muito menos pra você. Não se iluda, não. E fui eu que te apresentei ele, apresentei pro Dadá também. Então é o seguinte: por exemplo, agora eu dei todas as informações que ele precisava nesse caso aí. Por que? É uma troca. Com ele tem que ser uma troca.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/mais-pec

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