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Política

Supremo livra Perillo de depor à CPI do Cachoeira


19/11/2012 - 22h14

por Ricardo Brito, da Agência Estado

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu na manhã desta segunda-feira, 19, liminar para que o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, não seja obrigado a comparecer a uma convocação da CPI do Cachoeira. Mas a defesa do governador goiano quer usar essa mesma decisão para livrá-lo de um eventual indiciamento no relatório final da comissão parlamentar, que será apresentado na quarta-feira, 21, pelo deputado federal Odair Cunha (PT-MG).

A confusão em torno do futuro de Perillo, suspeito de ter favorecido o contraventor Carlinhos Cachoeira, se dá em relação ao alcance do recurso. No mandado de segurança impetrado no STF, os advogados pedem a concessão da liminar para determinar à CPI que “se abstenha de o convocar, conduzir, investigar ou indiciar”. No mérito do recurso, a defesa pede a confirmação da decisão liminar.

No despacho que assinou às 10h45 em sua casa, Marco Aurélio Mello acatou o pedido de liminar do governador tucano para assegurar a ele o direito a se recusar a comparecer à CPI do Cachoeira. Contudo, o ministro do STF deixou de se pronunciar na decisão sobre os demais pedidos feitos pela defesa de Perillo.

“Para mim, a decisão do STF compreende tudo. Se o governador não pode sequer ser convocado, o indiciamento dele seria em razão de uma convocação dos elementos colhidos em relação a isso”, afirmou o advogado Marcos Mundim, um dos defensores de Perillo. “Como se pode fazer mais, se não pode menos?”, questionou ele.

Entretanto, Marco Aurélio Mello afirmou ue o teor da sua decisão é preventivo. Para o ministro, Perillo pode se recusar a comparecer a uma convocação da CPI, porque, no seu entendimento, ela não pode impor a vinda de um chefe do poder Executivo ao Congresso. Marco Aurélio afirmou que, mesmo com a liminar, o governador pode sim ter o pedido de indiciamento feito no relatório final da CPI.

A defesa de Perillo discorda do entendimento do ministro do STF e disse que vai aguardar a apresentação do texto de Odair Cunha para decidir o que fazer. Caso o relatório peça o indiciamento do governador, Marcos Mundim disse que pedirá ao Supremo que esclareça o alcance da decisão liminar. Assessores do relator da CPI afirmam que, mesmo com a decisão do STF, Cunha manterá a sugestão de indiciamento de Perillo.

O governador de Goiás depôs à comissão no dia 12 de junho e, na ocasião, negou ter beneficiado Carlinhos Cachoeira na sua gestão. Posteriormente, um novo pedido de convocação dele foi aprovado pela CPI. “O propósito de indiciá-lo é político”, afirmou a defesa de Perillo.

PS do Viomundo: Alguém está surpreso? E se o governador fosse petista o tratamento seria igual?

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64 comentários

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CPI do Cachoeira adia leitura do relatório final « Viomundo – O que você não vê na mídia

22 de novembro de 2012 às 13h04

[…] CPI do Cachoeira pede indiciamento de Perillo, Lereia e Cavendish e investigação de Gurgel Najla Passos: Barbosa quer que STF decida pela cassação dos deputados Supremo livra Perillo de depor à CPI do Cachoeira […]

Responder

Relator da CPI do Cachoeira pede indiciamento de Policarpo Júnior e mais quatro jornalistas « Viomundo – O que você não vê na mídia

22 de novembro de 2012 às 01h49

[…] CPI do Cachoeira pede indiciamento de Perillo, Lereia e Cavendish e investigação de Gurgel Najla Passos: Barbosa quer que STF decida pela cassação dos deputados Supremo livra Perillo de depor à CPI do Cachoeira […]

Responder

Willian

21 de novembro de 2012 às 10h20

Perillo, Gurgel e Policarpo foram indiciados pela CPI. Agnelo não. Satisfeitos? tá de bom tamanho? Querem um cafezinho, um chá, ou foi o suficiente?

Responder

Marat

20 de novembro de 2012 às 15h41

Depois o Lula é que é safo…

Responder

Messias Franca de Macedo

20 de novembro de 2012 às 15h33

UM OUTRO TÍTULO CORRESPONDENTE AO TEXTO ACIMA!

*supremoTF livra [Marconi] ‘Periggo’ de depor na ‘CPI da fonte do Policarpo Junior “da **veja”‘!

EM TEMPO: Merval Pereira – “da ***globo” – está absolutamente correto: após o julgamento do mensalão [o mensalão do PT, revisor!] o ‘Brazil’… Continua o mesmo para alguns virtuosos!…

Viva o ‘Brazil’ de Merval Pereira, o desconstrutor de Claus Roxin, entre outras façanhas do ‘jornalista amigo dos patrões barões da “grande” mídia nativa’ – e comentarista pós-douto em Direito Penal (sic)!…

*;**;***leitor(a), considere os termos ‘supremo’, ‘veja’ e ‘globo’ grafados com letras microscópicas(!)…

Que país é este, sô?!…

Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

SILOÉ-RJ

20 de novembro de 2012 às 14h55

Como sempre os mesmos.
Gilmar Roger Dantas, Marcos Dority Perillo.
QUEM DÁ MAIS???

Responder

Zezinho

20 de novembro de 2012 às 14h05

Em relação ao PS: com o PT é muito melhor, basta olhar para Agnelo e Cabral.

Essa CPI foi o maior ludibriamento, uma cortina de fumaça.

Responder

Marat

20 de novembro de 2012 às 13h02

PSDB – Presepadas do Supremo da Direita Brazuca

Responder

Roberto Ribeiro

20 de novembro de 2012 às 11h53

Governador Marconi Perillo (PSDB de Goiás), nega ter favorecido Carlinhos Cachoeira, todos aqueles milhões desviados foram para Madre Teresa de Calcutá, Irmã Dulce, Frei Damião, Chico Xavier, Convento das Irmãs Pobres Carmelitas Descalças e Obras Cáritas dos Irmãos Pobres de São Francisco de Assis.
Amém! Governador Perillo! Amém!

Responder

Roberto Ribeiro

20 de novembro de 2012 às 11h52

Marconi Perillo é do PSDB, sendo assim tem imunidade na Imprensa e, principalmente no STF.

Responder

Mardones Ferreira

20 de novembro de 2012 às 11h32

Isso é para quem pode!

Ter um despacho de um ministro do STF de sua própria residência.

Viva o Brasil!!!

Imagina se o Lula tivesse um tratamento desse!!!!!!!!!!!!!!!

Responder

Filipe Rodrigues

20 de novembro de 2012 às 11h23

Congresso Nacional, cadê o impeachment do ministro do STF?

Responder

andre i souza

20 de novembro de 2012 às 10h12

Quem compraria um carro usado do STF?

Responder

La Fontaine

20 de novembro de 2012 às 10h04

Impressionante!!!! Pensei que já tinha visto de tudo e vem o Ministro Marco Aurélio com mais esta!
A propósito, o que é que um Ministro do STF, aliás, o Presidente do STF foi fazer no camarim da cantora Marisa Monte? Conversando com meu vizinho sobre o assunto ouvi dele “Ih rapaz! você é que está precisando se atualizar, estamos no século 21, sô!”
Acho que o meu vizinho tem razão.

Responder

Hilário

20 de novembro de 2012 às 09h56

As forças da reação estão cercando inexoravelmente o estamento social eleito. Depois não digam que não sabiam. Paraguai, Honduras já eram.

Responder

Claudio Almeida

20 de novembro de 2012 às 09h53

JUDICIÁRIO X PIG. Difícil é escolher o pior. É melhor marcar triplo.

Responder

Giordano

20 de novembro de 2012 às 09h35

A tucanalha não se emenda mesmo! Quer dizer, então, que no caso do Perillo “o propósito de indiciá-lo é político”? Na AP 470 não foi? Não tem “domínio do fato” aí, senhores da capa preta? Se fosse do PT, eles e a imprensa golpista estariam reverberando o bordão em vigor no “direito penal máximo”: na dúvida, pau no réu.

Responder

A Justiça mudou no Brasil? Ah! Conta outra, aqui só pobre, preto, puta e petista vão pra cadeia | Maria Frô

20 de novembro de 2012 às 09h35

[…] da Consciência Negra sem a menor cerimônia, sem virar meme no Facebook, sem ser atacado nas ruas o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar para que o gove…. A defesa do governador goiano fará uso da mesma decisão do STF para o livrar de um eventual […]

Responder

Mário SF Alves

20 de novembro de 2012 às 09h23

Começou… liminar para político do PSDB assinada em domicílio? É… o Brasil mudou… a Justiça mudou. Sim, mudou, ficou mais inflexível e inovadora, e exorbitante, pra os mesmos “pês” de sempre, claro; outra mudança sui generis é que agora incluiu de vez o outro “p”, o “p” de PT. E só.

____________________________________
E, como disse o Jacó do B,

“Que dá vontade de tirar o trazeiro da cadeira e “abraçar” o supreminho, ah! dá!”

Responder

Jose Mario HRP

20 de novembro de 2012 às 08h40

Liberado para roubar e tungar!
Valeu Marco Aurélio!
Esse é o nosso STF!
No domínio do fato!

Responder

Jorge

20 de novembro de 2012 às 08h39

Fora de Pauta

Violência em SP – por que não passa
Daniel Martins de Barros

A onda de violência que estamos testemunhando em São Paulo há mais de seis meses não dá sinais de arrefecimento – os policiais e os criminosos matam-se mutuamente, e o cidadão morre por vezes confundido com bandidos, por outras vítimas de acertos de contas espúrios. Afora questões de segurança pública, inteligência policial e políticas de combate ao crime, há outras razões, muito mais pessoais, que ajudam a explicar por que tal situação se arrasta há tanto tempo e não parece que irá diminuir tão cedo.

Em primeiro lugar, os crimes ainda estão circunscritos às regiões mais periféricas, relativamente distantes da classe média, que tem maior poder de pressão. Temos grande dificuldade – talvez até vergonha – em admitir, mas a morte nos bairros centrais choca muito mais do que na periferia. A distância mental que separa esses dois universos é ainda maior do que a geográfica, impedindo que a indignação se transforme em empatia genuína e leve a cobranças mais efetivas para que algo seja feito.

Independente da distância a que está da violência, no entanto, a população em grande parte acredita que a polícia não está de todo errada em recorrer à violência. Numa das maiores pesquisas já realizadas sobre o tema, menos da metade dos brasileiros achava que matar um criminoso depois de prendê-lo é uma ação sempre errada dos policiais. E quanto menor o grau de escolaridade (o que apresenta uma relação direta com as regiões onde os crimes se concentram) mais as pessoas tendem a apoiar essa atitude.

Por fim, a metáfora da guerra, que impregnou indelevelmente a atual escalada de assassinatos, levanta mais uma barreira mental para a busca de políticas que fujam da lógica da violência. Comprovadamente as metáforas que utilizamos para descrever cenários interferem com as saídas que antevemos: sujeitos a quem se apresenta um cenário de aumento de criminalidade comparado-a a uma epidemia pensam em soluções como prevenção e identificação das causas do crime. Já quando o mesmo contexto é comparado a um predador à solta, as medidas propostas são muito mais de repressão e encarceramento. Nós estamos agora pensando em guerra, e na guerra o objetivo nunca é apenas fazer prisioneiros.

O panorama é em tudo adverso para a busca de soluções: as pessoas menos afetadas, mas com maior poder de mudança, não se compadecem; as mais atingidas não condenam totalmente ações que perpetuam o problema; e todos achamos que o momento é de matar ou morrer. Para além das ações do poder público, creio que precisemos rever algumas atitudes privadas.

Link:http://blogs.estadao.com.br/daniel-martins-de-barros/

Responder

Fabio SP

20 de novembro de 2012 às 08h36

Nessa, o Agnelo se livrou também…

Responder

    francisco niterói

    20 de novembro de 2012 às 13h02

    houve alguma liminar para o agnelo?

    O agnelo fez algum pedido em consorcio com o oerilo? Se nao, esta liminar nao o alcança.

    Portanto, deixe de falar asneiras. Isso nao é compativel com a dignidade humana: falar babaquices e querer que isto se insira em contraditorio. Seja digno, vc nao deve ser nenhum ignorante pra nao entender isto.

trombeta

20 de novembro de 2012 às 08h35

Esse é o tribunal que condenou Dirceu sem provas, o tribunal da casa grande, o protetor dos ricos.

o STF é uma vergonha!

Responder

Pelika

20 de novembro de 2012 às 08h02

Só estão demonstrando, qual é o verdadeiro Poder que manda no Brasil, o ¨Paralelo¨.

Responder

    M. S. Romares

    20 de novembro de 2012 às 13h13

    Sei não, mas tá mais para parabellum…

Pedro luiz

20 de novembro de 2012 às 07h39

Supremo: supra-sumo da sociedade Brasileira.São doutores protegendo “doutores”, pagos ,pelo zé povinho.Bom eles não são povo, certamente.

Responder

Mário

20 de novembro de 2012 às 07h37

Ganha um doce quem entender o que a Folha quer com esta matéria cuja manchete é:

“Justiça livra Lula de ação que pedia R$ 9,5 mi de volta”

FLÁVIO FERREIRA
MATHEUS LEITÃO
ANDRÉIA SADI
DE BRASÍLIA

“A Justiça do Distrito Federal livrou ontem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro da Previdência Amir Lando de uma ação de improbidade administrativa que pedia a devolução de R$ 9,5 milhões aos cofres públicos.

O juiz Paulo Cesar Lopes, da 13ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, extinguiu a ação proposta pelo Ministério Público Federal em janeiro de 2011 por entender que houve erro técnico.

Segundo ele, o Ministério Público só poderia ter processado Lula durante o mandato –e por meio de outra ação, a de crime de responsabilidade. Para o magistrado, o MPF poderia ter usado ações civis comuns para ressarcimento dos danos, mas não a de improbidade administrativa, que pode acarretar na suspensão dos direitos políticos.

A Procuradoria da República no Distrito Federal acusava Lula e o ex-ministro de uso da máquina pública para realizar promoção pessoal e favorecer o Banco BMG, envolvido no esquema do mensalão, pelo envio de 10,6 milhões de cartas a segurados do INSS de outubro a dezembro de 2004.

Segundo a procuradoria, cartas assinadas por Lula e Lando informavam sobre consignados com taxas de juros reduzidas. À época, o BMG era o único banco privado que oferecia esse empréstimo, dizia a acusação.

O BMG vendeu em 2004 parte da carteira de crédito consignado à Caixa Econômica Federal por R$ 1 bilhão.

No caso do mensalão, o BMG foi acusado de abastecer o valerioduto com mais de R$ 30 milhões. A Procuradoria-Geral da República, responsável pelo processo do mensalão, preferiu desmembrar as acusações sobre a atuação do BMG no escândalo, e essa parte foi para a Justiça Federal de Minas Gerais.

Lula, em viagem, Lando e o BMG não foram encontrados para comentar a decisão.

Analisemos o primeiro parágrafo da matéria:

“A Justiça do Distrito Federal livrou ontem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro da Previdência Amir Lando de uma ação de improbidade administrativa que pedia a devolução de R$ 9,5 milhões aos cofres públicos”.

Uma das minhas perguntas é: Lula e Lando teriam roubado 9,5 milhões dos cofres públicos? De que maneira isto teria ocorrido? Ou melhor, em que consistiu a improbidade administrativa que justificaria a devolução da importância mencionada? Ou ainda: como essa importância foi calculada?

Outra questão relativa ao primeiro parágrafo: qual a explicação dada pela Justiça do Distrito Federal para livrar Lula e Lando da chamada “ação de improbidade administrativa”?

Segundo a Folha, o juiz Paulo Cesar Lopes, da 13ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, extinguiu a ação proposta pelo Ministério Público Federal em janeiro de 2011 por entender que houve erro técnico.

Agora vamos para o quinto parágrafo:
“Segundo a procuradoria, cartas assinadas por Lula e Lando informavam sobre consignados com taxas de juros reduzidas. À época, o BMG era o único banco privado que oferecia esse empréstimo, dizia a acusação”.

Quer dizer, não foi Lula e Nando que autorizaram o BMG a oferecer o tal empréstimo consignado: O BANCO JÁ OFERECIA. Mais uma pergunta: Cadê a carta original a partir da qual foram reproduzidas tantas outras? Ou será que Lula e Nando assinaram 10,6 milhões de cópias, uma por uma? Que tal reconhecer a firma das assinaturas de Lula e Nando na carta original? Que tal verificar se não ouve uma colagem de assinaturas e a reprodução teria mascarado tal colagem?

Responder

spin

20 de novembro de 2012 às 01h52

Do Eduardo Guimaraes:

Estudar desde o zero o processo do mensalão é uma tarefa gigantesca que, levada a cabo, poderia consumir meses, se não anos. São 50 mil páginas, mais de 600 testemunhas. Não se imagina que um homem de 82 anos, um influente dogmático do direito penal alemão que conquistou reputação internacional como Claus Roxin fosse assumir missão como a ventilada pela mídia, qual seja, fazer um parecer sobre o caso brasileiro.

Segundo emissários do jurista alemão, ele não criticou o uso que a maioria do colegiado do Supremo Tribunal Federal fez de sua Teoria do Domínio do Fato. Aliás, uma explicação inócua porque ele nem poderia fazê-lo. Como iria criticar um processo dessa envergadura sem tê-lo estudado? Seria uma leviandade que alguém que construiu tal reputação não praticaria.

Os pistoleiros da mídia saíram disparando que a blogosfera teria dito que Roxin criticou o Supremo Tribunal Federal. O desmentido que teria sido escrito por pessoas ligadas ao teórico alemão, sendo verdadeiro significaria que ele embarcou nessa versão deturpada do que se comentou sobre sua entrevista à Folha de São Paulo.

Desde os primeiros momentos após a entrevista do alemão à Folha, o que se destacou foi a parte em que ele rejeita que o Domínio do Fato seja usado sem se fazer acompanhar de provas sólidas, as quais, no caso do mensalão, de sólidas não têm nada porque se resumem a elementos circunstanciais ou viciados, como por exemplo o testemunho do maior inimigo de José Dirceu – Roberto Jefferson.

A introdução se faz necessária porque um site “jurídico” ligado ao conclave político-empresarial-judiciário que montou um tribunal de exceção para julgar a ação penal 470, bem como os Mervais da vida, deturparam o que se destacou das palavras do teórico alemão.

Não é esse, entretanto, o xis da questão. O xis é informação de fonte fidedigna que procurou o Blog para afirmar que a reação intempestiva de Roxin após mais de uma semana do fato que a gerou, não saiu do nada. Segundo essa fonte, um ministro do STF que fala alemão e tem influência na comunidade jurídica alemã fez chegar a Roxin um verdadeiro terrorismo sobre ele eventualmente se imiscuir no processo brasileiro.

Segundo as informações, Roxin teria sido “avisado” de que a imprensa brasileira passaria a levantar dúvidas sobre suas razões para assessorar a defesa de José Dirceu, podendo “surgir” denúncias como aquelas da Veja – sem áudio, sem vídeo e sem vergonha –, no sentido de que o dogmático ariano teria “se vendido” para produzir um parecer favorável aos réus do mensalão.

Tudo à toa. Não é preciso acrescentar nada ao que disse esse cavalheiro. Sua explicação sobre o Domínio do Fato é mais do que suficiente para nós, brasileiros, que sabemos que o STF contrariou toda uma história de jurisprudência a fim de condenar réus contra os quais não pesa nada mais do que o cargo que ocupavam à época dos fatos que desencadearam a ação penal 470, vulgo “mensalão”.

Responder

Marcos AC Lopes

20 de novembro de 2012 às 01h35

O que dizer da atitude do Ministro? Para mim isso já beira o envolvimento com o crime organizado.Quando são criminosos, com provas robustas dos crimes, eles (STF e PGR) liberam geral. Quando se trata de homens que lutaram contra a Ditadura, que contribuiram para melhorar o nosso país, que são acusados sem provas,então, é condenação, apreensão de passaporte, e vão logo levando para a cadeia. É uma lógica estranha e não dá mais pra suportar isso passivamente. Não basta só abraçar o supreminho, Jacó. É preciso mais do que isso. Do contrário vão continuiar agindo, sem a menor vergonha.

Responder

sandro

20 de novembro de 2012 às 01h30

Vai piorar e muito.
É a tal provocação tipo : Olhem ai! aqui quem manda somos nós!
Mas certamente é o primeiro “tiro no pé ” pos-mensalão, muitos
se seguirão.Eles querem um álibi, apenas mas se esqueceram que
estão dando muitos.

Responder

Marcos

20 de novembro de 2012 às 01h19

Cai a mascara do ministro! hipocrisia superior!! esse ser serve de admiração para algum imbecil!?!?!

Responder

francisco pereira neto

20 de novembro de 2012 às 01h15

Sempre esteve nas nossas caras o que nós achávamos que era impossível de acontecer. Afinal nós vivemos numa “democracia”. Ledo engano.
O retrato vai se revelando de uma forma que eu jamais poderia imaginar.
As decisões judiciais clamorosamente parciais protegendo os gângster da direita, porque o senhor Perillo é um gângster na acepção da palavra.
Não podemos conviver com um STF desse naipe. Eles estão gozando das nossas caras, pessoal. Isso é o fim do direito no país. Não existe nenhuma razão para que isso aconteça, sem ser um golpe em gestação avançada.
Sinceramente estou atônito com mais uma molecagem do senhor Marco Aurélio.
Ou nós tomemos de fato as rédias desse governo, se não a vaca vai para o brejo. Pudor nós já vimos que eles não tem mesmo. Se nós não tomarmos uma posição, eles vão até o fim rindo das nossas caras. E eu não aceito isso.

Responder

J Souza

20 de novembro de 2012 às 01h10

A culpa disso tudo é do PT, que para salvar o governo Lula deixou a mídia destruir a imagem do partido.
Só sobrou o Lula, que é a bola da vez da rede Globo…
Enquanto o governo Dilma for subserviente a essa corja, liderada pela Globo, e continuar fritando ovos e privatizando, nada acontecerá a ela. É uma rainha da Inglaterra! E o primeiro-ministro é o Ali Kamel!
Mas, se o governo ousar enfrentar a toda poderosa rede Globo, logo, logo esta “encontrará” algum escândalo no governo. E o Barbosa está onde a rede Globo quer…

Responder

Carlos

20 de novembro de 2012 às 00h55

Quando é do PSDB, a postura dos juízes do STF muda. Agora o cara não pode “ser investigado, initmado”…isso só pode ser piada, de muito mau gosto. Pobre país em que o Supremo Tribunal é, na verdade, Supremo Cabo Eleitoral…

Responder

Fabio Passos

20 de novembro de 2012 às 00h42

O stf é obediente ao dono: A “elite” branca e rica.
Só mostra os dentes p/ os 4 P’s.

Responder

lindivaldo

20 de novembro de 2012 às 00h18

Que coisa esquisita!
Apesar de todo mundo saber que tucano é inimputável, eis que ousadia e mistério!
Com a CPI do Cachoeira/veja já encerrada, relatório a ser apresentado em 21.11, não havendo mais nenhuma possibilidade de convocação, de repente, vem a defesa do Perilo e pede ao STF para que impeça a CPI de convocar, investigar ou indiciar o tucano.
Mais estranho ainda, Marco Aurélio, de pronto, concede liminar ao tucano para que ele não seja obrigado a depor.
Por que se pede a proibição de realizar algo impossível de se concretizar e este pleito, por absurdo que pareça, é atendido pela suprema corte do nosso País?
Por que o Perillo poderia ser convocado a depor, se a CPI já está encerrada? Qual é, afinal, a praticidade desse jogo inútil?
Finalmente, o que está nas entrelinhas?
Que a CPI deva saber, antecipadamente, que é inútil pedir o indiciamento do tucano porque ele é do lado de lá, e, portanto, inimputável? E, se, por um descuido, a PGR o indiciar, a denúncia não será aceita pelo STF?
Ou, na verdade, é mais uma maneira de provar a prevalência do Poder Judiciário sobre o Poder Legislativo?

Responder

    Mário SF Alves

    20 de novembro de 2012 às 09h01

    Excelente questionamenro, prezado Lindivaldo. É por aí que a bandinha deve tocar, E se a gente não dá conta de amarrar as pontas a coisa degringola de vez. Valeu.

Nielsen Holland

20 de novembro de 2012 às 00h08

Não foi esse governador que, lá no início da CPI, por lá apreceu como se fosse um senhor de escravos que não precisa marcar hora para ir à senzala( porque além da casa grande, a senzala também é dele), como se nada devesse, nada temesse?? O que será que ele teme agora? Ele já não tem a consciência limpa dos imaculados? O gesto do M. Aurélio Mello é só mais um entre tantos desatinos dele quando se trata de proteger os jogadores que atuam pela direita no campo da política. Vejamos tres exemplos entre tantos: Salvatore cacciola, assassino da Irmã Dorothy,e mais essa agora protegendo o governador que, no segundo ano do terceiro mandato, ainda não governa, a não ser para atender o interesse das elites. Vive de factóide e factóide. Será que o corajoso mosqueteiro de Goiás agora teme que o selo cataratas portentosas seja encontrado na pele dele??

Responder

Sérgio

20 de novembro de 2012 às 00h07

Mais uma nobre decisão do Supremo Tribunal de Berlim.

Responder

Cláudio Régis

20 de novembro de 2012 às 00h05

Isto é vergonhoso. O stf, sim com letras minúsculas, mostra que tem dois pesos e duas medidas.

Responder

Jacó do B

19 de novembro de 2012 às 23h46

Que dá vontade de tirar o trazeiro da cadeira e “abraçar” o supreminho, ah dá!

Responder

    Mário SF Alves

    20 de novembro de 2012 às 09h09

    Abraço de sucuri ou de tamanduá bandeira?

João Brasileiro

19 de novembro de 2012 às 23h33

Depois, querem que acreditemos que o STF não faz julgamento político!!!
Esse é mais um julgamento político!!
Se é dos meus é INOCENTE, se não é dos meus é CULPADO!!!
Assim, o STF continua desrespeitando a REPÚBLICA, pois, a REPÚBLICA só existe com a HARMONIA dos 3 PODERES: EXECUTIVO, LEGISLATIVO e JUDICIÁRIO!!
Um abraço.

Responder

Professor Hariovaldo

19 de novembro de 2012 às 23h06

Enfim o STF reconhece a dignidade de um Homem Bom!!!!!!!Alvíssaras!!!

Responder

Rose PE

19 de novembro de 2012 às 23h04

Isso era previsível, o homem é tucano, e tucano pode tudo! Esse STF se tornou uma vergonha nacional.

Responder

Eunãosabia

19 de novembro de 2012 às 22h56

Bye Bye José Dirceu.

Professor Claus Roxin.

Responder

    francisco pereira neto

    20 de novembro de 2012 às 01h42

    Eunãosabia
    Voce é um cara importante nesse espaço.
    Dá exatamente a dimensão de que existem pessoas das quais eu jamais pudesse acreditar que não existia.
    Hitler conheço pela história e voce on line.
    O apocalipse parece inevitável.
    Voce já se examinou o corpo todo e não viu nenhuma marca 666?

    Zé das Couves

    20 de novembro de 2012 às 11h06

    Que 666?
    Possivelmente sobre essas alvas nádegas repousam as rubicundas marcas alusivas ao seu real proprietário: PIG.
    O “eu não sabia” sabe que sabemos….

    francisco niterói

    20 de novembro de 2012 às 10h18

    Com parecer ou sem parecer, todos ja sabem, menos as mulas midiaticas, do mau uso.

    Nos embargos, e só questionar que eles vao ter que se pronunciar.

    Mas, pra que Roxin se temos uma medida como a do post acima?

    Este julgamento de excecao vai se consolidando.

    O caso Dreyfus levou mais ou menos dez anos para que todos, juizes, jornalistas, publicos, que fizeram o oba-oba passassem a ser canalhas.

    Na epoca da internet, o tempo com certeza será menor. Alias, no reverso da medalha, so consolida a imagem do PT de perseguido por se preocupar com os da senzala.

    Nao comemore nada, pois burro vc nao deve ser, so umBABACA QUE SEQUER SABE SE ATER AO POST.

Mariza

19 de novembro de 2012 às 22h47

Tenho nojo desse STF

Responder

Marcio H Silva

19 de novembro de 2012 às 22h45

Os caras tão ficando muito descarados…….

Responder

Mariza

19 de novembro de 2012 às 22h45

É a lógica do STF, com provas se absolve, sem provas condena-se.

Responder

    Geysa Guimarães

    19 de novembro de 2012 às 23h58

    Excelente definição, Mariza!

    andre i souza

    20 de novembro de 2012 às 10h10

    Excelente observação, Mariza. Dá excelente bordão, apesar de fazer corar até o diabo, mas dá.

    Muito bom!

José X.

19 de novembro de 2012 às 22h42

Por que não me surpreendo ? Agora só falta anular o julgamento do assassino da Dorothy Stang…tenho certeza que um dos Mellos ou Mendes resolvem isso logo logo.

Responder

    Mário SF Alves

    20 de novembro de 2012 às 09h14

    Peraí, a Dorothy Stang não era norte-americana? Ou será que ela, pela ação que desenvolvia, era persona non grata ao velho tio (deles) sam?

Gersier

19 de novembro de 2012 às 22h41

É tucano?
Ahhhhhhhhhh,tá EXXXXPLICADO
E ainda querem que os consideremos sérios esses de capa preta e cara de pau.

Responder

Orivaldo Guimarães de Paula Filho

19 de novembro de 2012 às 22h27

O supremo é fantástico!

Responder

    Mário SF Alves

    20 de novembro de 2012 às 09h15

    Fantástico e com direito a jagunços!

Erminio

19 de novembro de 2012 às 22h26

Perillo é do psdb,ta bom ou quer mais?

Responder

Marat

19 de novembro de 2012 às 22h25

Como pode um Supremo Tribunal Federal ser tão parcial assim? Isso é palhaçada, é o país da piada pronta, como diria José Simão… Quer dizer que se o cara é do PSDB, está acima do bem e do mal, sempre? Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, desde há muito, estão denegrindo o pouco que resta de dignidade de nossa Justiça!

Responder

cid elias

19 de novembro de 2012 às 22h24

Ué…mas eles queriam moralizar o BraZil

Responder

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