VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Bob Fernandes: As supostas relações de Demóstenes e Gilmar


05/04/2012 - 14h17

Leia também:

Maria Inês Nassif: O caso Demóstenes e as raposas no galinheiro

Leandro Fortes: Oban cabocla nos rincões dos Mendes





49 comentários

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Yarus

08 de abril de 2012 às 08h53

Pois é, o Bob Fernandes mostra como é simples fazer Jornalismo, explicar os fatos, respeitar a verdade e o público.
É tudo tão fácil, tão natural para qualquer jornalista honesto. Por que será que no PIG ninguém faz o básico da profissão?

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valcir barsanulfo

07 de abril de 2012 às 15h40

E o grampo sem áudio, será que a conversa foi sobre o Cachoeira, em se trantando do DEMOstenes e Gillmalla tudo é possivel. O ex-presidente do supremo não é nada diferente dessa súcia, só de aceitar os favores do escritório do Bermudes EM VIAGEM AOS ee.uu. e empregar a esposa em escritório de advogado já merece um IMPEACHMENT.

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Marat

06 de abril de 2012 às 02h16

Esse é um bob que desenrola. Agora quem enrolou (e muito) foi o embusteiro Demóstenes. Acho até que muito mais pessoas (poderosas) devem estar enroladas com o arauto da honestidade…

Responder

Sidnei Brito

06 de abril de 2012 às 02h03

Bob Fernandes foi no ponto.
Pelo mal que fez ao Brasil, a "contribuição" de Demóstenes na história do grampo sem aúdio foi muito mais deletéria do que suas armações com o tal Cachoeira.
Como dito, a função daquela palhaçada de 2008 era deixar os órgãos de investigação e controle na defensiva, dar um chega-pra-lá no "estado policial" petista. Para alegria de corruptos, Demóstenes e Veja conseguiram seu objetivo.
Cheguei a brincar sobre isso, dizendo que "grampo planejado é muito pior do que cozinha planejada".
E a propósito de todo esse imbróglio de Demóstenes, uma pergunta: quando será que voltarão as famosas marchas anticorrupção, hein?!

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Walter Cesar

06 de abril de 2012 às 00h00

Cá pra nós, um país como Brasil sexta economia do mundo e coisa e tal, vítima dessas coisas de Casa Grande ?

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souza

05 de abril de 2012 às 23h41

não ha mau que sempre dure.
fora perillo.
fora demostenes.
fora gilmar.
fora globo.
fora veja.

Responder

FrancoAtirador

05 de abril de 2012 às 22h47

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Dezembro 2010

Desmascarada a farsa da VEJA, Gilmar Mendes e Demóstenes Torres

Do Blog do Len, via Contexto Livre

Eu não sei mais se sinto pena ou desprezo pelo leitor da Veja.
Eu consigo separar seus leitores em alguns grupos: tem aqueles que se acham super intelectuais, mas que na verdade jamais entraram em contato com o contraditório, são os maridos traídos últimos a saber; tem aqueles que são completamente alienados, mas compram a revista para deixar no revisteiro de casa ou da empresa como símbolo de status, só vêem as figuras, e tem aqueles conservadores que odeiam o PT, e independente da lavagem que lhe enfiarem goela adentro, vão se esbaldar, são as viúvas inconsoláveis.
Todos eles têm uma coisa em comum, ajudam a financiar o jornalismo desonesto, vergonhoso e “quanto tempo dura?” que a revista se propõe a fazer.

Com a intenção de salvar a pele de Daniel Dantas, grande financiador da revista, Roberto Civita escala o que existe de mais venal na sua folha de pagamentos para criar mais uma farsa que a empresa se especializou em produzir nos últimos anos.
A farsa jornalística tinha a dupla função de desmoralizar a operação Satiagraha, onde o banqueiro foi preso, e ao mesmo tempo afastar do caminho Paulo Lacerda, um dos responsáveis pela realização da operação.
Só que a revista estava com o prestígio desgastado depois de barrigas anteriores, então eles iriam precisar da participação das “vítimas” do crime falsificado pela revista.

O lance era arriscado. Não tinham uma prova sequer das suas acusações, não tinham como apontar uma fonte, já que a história estava baseada em uma farsa.
Não creio na inocência do senador Demóstenes Torres, nem do ministro Gilmar Mendes.
Ambos tiveram reação virulenta desproporcional que é comum a quem tenta dar credibilidade a um depoimento, tomando como verdadeiras as alegações da reportagem sem que houvesse qualquer investigação apontando a credibilidade da hipótese levantada, o que é muito estranho em se tratando de um Procurador da República e o presidente do poder judiciário.
O ministro Gilmar Mendes quase criou uma crise institucional por desrespeito ao chefe de um outro poder ao afirmar que iria chamar o presidente da república às falas, e por causa de uma reportagem que não apresentou uma única prova da acusação que fazia.

A farsa montada pela revista Veja e endossada pelo presidente do STF e por um senador da república serviu para que fosse afastado da ABIN o correto delegado Paulo Lacerda, e serviu de desculpa para uma pregação coordenada da velha mídia no sentido de que existia no Brasil insegurança jurídica e que teriam ocorridos excessos na investigação que prendeu o banqueiro, justificando as ações de um juiz ligado a Gilmar Mendes, Ali Mazloum, de suspender a condenação de Daniel Dantas, perseguir o juiz de Sanctis e bloquear os efeitos da Operação Satiagraha.

Nessa semana a Polícia Federal concluiu, depois de meses de investigação, que não houve grampo no episódio, comprovando o que esse e vários outros blogs e publicações de respeito afirmaram que a farsa montada pela revista não passava de ficção. Por causa da blindagem vergonhosa que a velha mídia faz com assuntos que as empresas que a compõem não se interessam em divulgar, não veremos ou ouviremos quaisquer explicações dos envolvidos nos próximos dias, embora a farsa montada possa ser considerada como comunicação falsa de crime, com pena prevista no código penal, com o agravante da participação de autoridades públicas.

Se nós tivéssemos em nosso país uma imprensa livre e independente em vez dessa corporação que age por interesses escusos, no dia seguinte teríamos uma campanha vigorosa para que o Procurador Geral da República iniciasse uma ação para impeachment do ministro Gilmar Mendes, perda do mandato do senador Demóstenes Torres e responsabilização legal da editora que publica a revista por participarem dessa fraude e tentarem sabotar a segurança nacional, mas em vez disso teremos o mais ensurdecedor silêncio conivente, afinal a velha mídia vem se especializando em fraudes jornalísticas e não é mais uma exclusividade da revista Veja, como no caso da fraude que a TV Globo montou para salvar a pele do Serra no vergonhoso episódio da bolinha de papel.

Como no Brasil o Ministério Público Federal é fortemente pautado pela velha mídia, esse caso caminha lamentavelmente para a impunidade de seus envolvidos, o que dá inevitavelmente o sentimento de injustiça e a perspectiva que o uso desse recurso desonesto provavelmente vai continuar a ser usado.

http://contextolivre.blogspot.com.br/2010/12/desm

Responder

Luc

05 de abril de 2012 às 22h42

Bob Fernandes, sempre ótimo!

Responder

RicardãoCarioca

05 de abril de 2012 às 22h30

Essa é ótima:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/defesa-d

Já tem gente achando que Cachueira terá o mesmo destino de PC Farias se abrir o bico, com direito a mesma armação do PiG e tudo…

Ah, se ele fala quem são seus chefes, ou os graúdos do esquemão!

Responder

Regina Braga

05 de abril de 2012 às 21h55

Nunca tinha ouvido falar em juíz capanga…Mas foi capanga da cachoeira goiana,tbém do inferno de dante…Volta Lacerda!

Responder

Gerson Carneiro

05 de abril de 2012 às 20h55

É soda com PH esse Bob Fernandes.

Mais um pouco e ele chega no patamar do meu ídolo Azenhão.

E é baiano naturalizado, hein!

Bem… eis aqui dez frases de Demóstenes Torres. Destaco a seguinte:

"Podem me grampear à vontade. Não vão encontrar nada. Isso não vai me intimidar".

Como ele confiava no Nextel, hein!
http://noticias.uol.com.br/album/2012/04/03/relem

Responder

marisa

05 de abril de 2012 às 20h54

Lula deve desculpas ao Paulo Lacerda e talvez a Dilma possa reintegrá-lo como… Ministra da Justiça?! Penso que seria um excelente nome para esse ministério, né não?

Responder

    Lenin

    05 de abril de 2012 às 22h57

    Lula deve desculpas,marisa?!

mateus

05 de abril de 2012 às 20h44

Bob Fernandes devia estar fazendo comentários em rede nacional. Não é o primeiro nem vai ser o último comentário dele que é bem feito. É claro, direto e amplo.

Responder

RicardãoCarioca

05 de abril de 2012 às 20h02

Pessoal, urgente:

"REPORTAGEM DA BAND ABRE A CAIXA PRETA DA PM EM SP"
http://noticiasdapc.blogspot.com.br/2012/03/repor

Responder

RicardãoCarioca

05 de abril de 2012 às 19h55

Todo o conteúdo da operação Monte Carlo para download:
http://www.leidoshomens.com.br/index.php/noticias

Bom proveito a todos.

Responder

FrancoAtirador

05 de abril de 2012 às 19h21

HISTÓRIA DO BRASIL (Lição 1)

21/06/2002
Diário de Cuiabá (MT) – Edição nº 10324

Mendes já é ministro do Supremo

Em uma breve Sessão Solene na qual não houve discursos, conforme é praxe, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Marco Aurélio, deu posse ontem ao novo ministro, Gilmar Mendes, que assumiu a vaga deixada pelo ministro Néri da Silveira, que se aposentou compulsoriamente ao completar a idade de 70 anos, no dia 24 de abril. As informações são da assessoria do STF.

A sessão começou às 16h, durou 20 minutos e foi transmitida ao vivo para todo o país pela NBR – canal de TV a cabo da Radiobrás. A TV Nacional também transmitiu a cerimônia para o Distrito Federal. Gilmar Mendes é o 154º ministro a ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal e foi levado ao Plenário pelos ministros Ellen Gracie, que é a mais nova e Moreira Alves, o mais antigo da Casa.

Depois que o novo ministro prestou juramento, o Diretor-Geral do Supremo, Francisco Silvino de Jesus Ferreira Matos, leu o termo de posse e o presidente, ministro Marco Aurélio, declarou-o empossado.

Entre os ministros que representaram o Poder Executivo vieram o da Fazenda, Pedro Malan, da Educação, Paulo Renato, da Defesa, Geraldo Quintão, da Agricultura, Pratini de Morais e da Controladoria-Geral da União, Anadyr Mendonça.

Também compareceram os governadores do Distrito Federal, Joaquim Roriz; de Mato Grosso, Rogério Salles; e do Tocantins, Siqueira Campos, além de representantes dos governos do Rio de Janeiro, Alagoas, São Paulo, Maranhão e Rio Grande do Sul.

Em entrevista à imprensa depois de empossado, Gilmar Mendes disse que o cargo de ministro do Supremo será um “desafio”. “Sem dúvida, é uma marca extremamente importante na minha biografia e na minha atuação. Eu venho neste momento para aprender. Eu tenho que, na verdade, participar de um novo espírito, que é um espírito de colegiado”, declarou.

O ministro vem hoje a Cuiabá proferir uma palestra na faculdade Unirondon, que lançará sua revista jurídica. O evento está marcado para às 20h, no auditório da OAB.

Presente à posse, o senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) disse que a posse de Gilmar Mendes no STF representa “o resgate da cultura jurídica mato-grossense”.

“É um fato histórico para Mato Grosso. É o reconhecimento da capacidade jurídica de Gilmar Mendes. Ele vai honrar a toga”, frisou. (LA)

http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=

15/07/2003

Pingo no I

A revelação
Dia tenso para o senador Antero de Barros (PSDB) e assessoria. O tucano viu duas versões suas caírem por terra na segunda-feira. A primeira, relacionando as denúncias de que recebeu dinheiro da VIP Factoring em sua campanha eleitoral ao fato de ter assumido a presidência da CPI do Banestado, que deverá também investigar João Arcanjo Ribeiro e Luiz Alberto Dondo. A denúncia de Dondo, em manuscrito, é anterior a questão da CPI.

A revelação-II
Outra versão de Paes de Barros que caiu por terra: de que jamais manteve qualquer relacionamento com João Arcanjo. Em 86, agendou um encontro entre Arcanjo, na época sócio de Roberto Razuck na exploração do jogo do bicho em Mato Grosso, com o então candidato a governador Carlos Bezerra. Na época não houve acordo para financiamento de campanha, é bom que se diga: o PMDB estava com as burras cheias.

http://www.24horasnews.com.br/evc/index.php?tipo=

Responder

    FrancoAtirador

    05 de abril de 2012 às 22h25

    HISTÓRIA DO BRASIL (Lição 2)

    Abril de 2004
    PRESIDENTE DA CPI DA LOTERJ ENCONTRA-SE COM ANTERO PAES DE BARROS

    Reunião aconteceu em Brasília e definiu parceria com CPI do Banestado Duas CPIs, uma federal e outra estadual, podem ter, no final de seus trabalhos, conclusões em comum.
    Em torno deste objetivo o deputado estadual Alessandro Calazans (PV), presidente da CPI da Loterj/Rio Previdência, e o senador Antero Paes de Barros (PSDB), presidente da CPI do Banestado, se reuniram em Brasília por uma hora, na tarde desta quinta-feira (29/04) e firmaram um acordo de cooperação entre as duas comissões.

    A CPI do Banestado foi criada para investigar a remessa ilegal de dinheiro por meio de contas CC-5 (de não residentes no Brasil), entre 1996 e 1999. O desvio teria sido feito via uma agência do Banestado em Foz do Iguaçu para contas do banco em Nova Iorque. A intenção do acordo, segundo Calazans, é elaborar uma lista de todas as pessoas ligadas ao caso CPI Loterj e fazer o cruzamento com as contas CC 5.

    A CPI da Loterj/Rio Previdência tem informações de depósitos em contas no exterior em nome de Armando Dilli, ex-assessor de Waldomiro Diniz e de Carlos Cachoeira.

    – Vamos remeter os nomes de pessoas que estão ligadas às apurações e verificar se mandaram dinheiro para o exterior via estas contas – disse Calazans.

    Ele também recebeu do senador alguns documentos sigilosos que deverão embasar a investigação em torno do nome de Waldomiro Diniz.

    O senador foi responsável pela divulgação da fita [gravada em 2002] com a conversa entre Waldomiro Diniz e Carlos Cachoeira.

    (http://www.alerj.rj.gov.br/common/noticia_corpo.asp?num=8272)

    16 setembro 2004
    Juiz determina busca e apreensão em escritórios do PSDB em MT

    O juiz Julier Sebastião da Silva, da 1ª Vara Federal de Mato Grosso, determinou a busca e apreensão de qualquer material — agendas, anotações, armas, equipamentos eletrônicos, computadores — nos escritórios do PSDB no estado, capaz de comprovar que membros do comitê financeiro do partido efetuaram transações com a Vip Factoring durante o período de campanha eleitoral de 2002. A medida atende a pedido do Ministério Público Federal.

    A Vip pertence ao empresário e ex-policial João Arcanjo Ribeiro, conhecido como "Comendador", condenado a 37 anos de reclusão por crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro. Arcanjo está preso no Uruguai.

    Consta do pedido de busca e apreensão que laudo pericial feito em computadores de Arcanjo mostraram que, entre os meses de agosto a outubro de 2002, foram movimentados R$ 240 mil entre o comitê financeiro do PSDB em Mato Grosso e a Vip Factoring.

    Segundo o juiz, o laudo mostra que as transações foram feitas "utilizando-se de cheques de doadores para as campanhas do Senador Antero Paes de Barros ao Governo do Estado e de Dante Martins de Oliveira ao Senado Federal".

    Para Julier, "as operações retratadas no laudo citado configuram, em tese, crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha por parte dos membros do Comitê Financeiro do PSDB Estadual e de João Arcanjo Ribeiro, sem prejuízo das implicações delitivas eleitorais pertinentes".

    A Polícia Federal está cumprindo o mandado de busca de apreensão nesta quinta-feira (16/9), no escritório político do ex-governador Dante de Oliveira, no edifício American Center, na Avenida do CPA; no Diretório Regional do PSDB e na residência de Dante de Oliveira.

    Íntegra da decisão judicial em:

    http://www.conjur.com.br/2004-set-16/juiz_determi

    FrancoAtirador

    05 de abril de 2012 às 23h58

    HISTÓRIA DO BRASIL (Lição 3)

    O CAMINHO DA CITCO

    Quem ensinou o caminho da Citco foi o ex‑tesoureiro de campanhas de José Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, artesão dos consórcios que disputaram as estatais.
    Escritório especializado em abrir, acolher e operar offshores, a Citco é representada nos Estados Unidos por David Eric Spencer. Advogado norte‑americano, casado com uma brasileira e fluente em português, Spencer trabalhou com Ricardo Sérgio no Citibank.
    Com o exemplo dado pelo tesoureiro do pai, Verônica Serra também rumou para a Citco.
    E também seu marido, Alexandre Bourgeois.
    E mais o ex‑ assessor de Ricardo Sérgio no Banco do Brasil e seu braço direito na Previ, o fundo de previdência do BB, João Bosco Madeiro da Costa.
    Todos mandaram dinheiro para o mesmo escritório. A grande maioria enriqueceu pós‑privataria…

    Uma década depois da avalanche privatista, são proprietários de empresas no Brasil e no exterior, possuem gordas contas bancárias, moram em mansões e são donos de terras.
    Fecharam empresas, sofreram processos judiciais e devassas fiscais, mas permanecem empresários de sucesso. Não é para qualquer um.
    Tudo gente de fino trato, que jamais comete gafe na hora de escolher o vinho ou o talher.

    Lástima que tenham que conviver com outros clientes da Citco nas Ilhas Virgens Britânicas, caso de JOÃO ARCANJO RIBEIRO, alcunhado “O Comendador”.
    Chefão do crime organizado em Mato Grosso, Arcanjo Ribeiro é acusado de sonegar R$ 840 milhões em tributos e de ter ordenado sete assassinatos.
    O que não tolheu a iniciativa da Assembleia Legislativa mato‑grossense de obsequiá‑lo com o título de Comendador”.

    A mesma lavanderia prestou serviços ao narcotraficante Fernandinho Beira‑Mar.
    E também, é claro, ao banqueiro Daniel Dantas e a Ricardo Teixeira.
    Os documentos levantados pela CPI da Nike evidenciam que o presidente da CBF valeu‑se da offshore caribenha Ameritch Holding para encobrir a compra de uma casa de luxo na Praia de Búzios. Dessa vez, além dos parentes, Teixeira usou os serviços de ex‑ sócios e advogados. Inicialmente, Otávio Koeper, um dos donos da Swap, corretora que operava para a CBF, simula a venda da residência para a offshore caribenha por míseros US$ 14,5 mil. Um ano depois, o mesmo imóvel foi repassado para uma corretora de familiares do megacartola do futebol brasileiro por R$ 500 mil.
    O uso das duas empresas — a offshore e a corretora — além de tentar sonegar a informação de que Teixeira era o feliz proprietário da mansão, ajudou a esconder a provável origem do dinheiro da compra: a própria corretora que prestava serviços para a CBF.
    O interminável presidente da CBF sempre negou ter empresas em paraísos do gênero, mas por causa de um ato falho, acabou pagando uma dívida de R$ 18 mil em impostos contraída pela Ameritch.
    Isso prova o óbvio: ele é o verdadeiro dono da offshore caribenha.

    (Amaury Ribeiro Jr, A PRIVATARIA TUCANA, páginas 57-59)
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    FrancoAtirador

    13 de abril de 2012 às 12h09

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    HISTÓRIA DO BRASIL (Lição 4)

    A OPERAÇÃO ARCA DE NOÉ

    STJ
    25/10/2004

    Procurador da República no MT conta detalhes da "Operação Arca de Noé"

    Uma história envolvendo fatos e cifras impressionantes, que mais parece uma ficção cinematográfica. Assim foi o relato do procurador da República em Mato Grosso, José Pedro Taques, sobre a Operação "Arca de Noé", que resultou na condenação de João Arcanjo Ribeiro (o "Comendador") e de outras nove pessoas envolvidas em suas operações criminosas. O caso foi relatado hoje (25) durante o Encontro Nacional sobre o Combate e a Prevenção à Lavagem de Dinheiro, no auditório do Conselho da Justiça Federal (CJF). "Não adianta ficarmos discutindo doutrina e teoria, temos de discutir casos práticos", afirma Taques. João Arcanjo Ribeiro é um ex-agente da Polícia Civil, no Mato Grosso, que veio a se tornar um banqueiro do jogo do bicho e dono de empresas de "factoring" e de uma rede de hotéis. Taques participou da megaoperação montada pelo Ministério Público do MT, com a participação da Polícia Federal, para indiciar o João Arcanjo e desmontar sua organização criminosa. Na operação, foram mobilizados 160 policiais federais, trinta policiais rodoviários federais, três procuradores da República, vinte promotores de justiça e seis fiscais federais. "Fizemos buscas em vinte lugares diferentes e reunimos uma série de documentos que comprovaram a prática do crime de lavagem", conta Taques. A prisão de Arcanjo foi decretada pelo juiz federal Julier Sebastião da Silva, da 1ª Vara Federal de Mato Grosso. O criminoso encontra-se preso no Uruguai. Dentre os bens de Arcanjo já apreendidos na operação, constam nada menos dos que 2.303 imóveis, sendo 1.384 apartamentos em construção e outros 710 já prontos; uma fazenda de piscicultura com 3.768 hectares e outra de soja, com 8.260 hectares; um "shopping center"; três hotéis no país e um em Orlando, nos Estados Unidos. Além dos imóveis, foram apreendidos uma aeronave Cessna Citation, no valor de US$ 6 milhões; trinta outros veículos, 105 bens móveis, dentre jóias e barras de ouro; e mais de seis mil itens correspondentes a ativos financeiros no país, que totalizam mais de R$ 38 milhões. Foram indisponibilizados também cerca de R$ 8,6 milhões que estavam depositados em contas correntes bancárias no país em nome do criminoso. As autoridades envolvidas na Operação "Arca de Noé" estão tentando tornar indisponíveis outros bens e valores de Arcanjo no exterior. Arcanjo Ribeiro, em sociedade com sua esposa, Silvia Chirata, é dono de duas empresas offshore no Uruguais, a Lyman e a Aveyron SA. Essas empresas recebiam dinheiro de atividades ilícitas e utilizavam esses valores para garantir empréstimos feitos por bancos no Uruguai às empresas de Arcanjo em Cuiabá. As autoridades também foram diversas vezes aos Estados Unidos para tentar indisponibilizar outros bens localizados naquele país, mas ainda não tiveram sucesso, segundo Taques. Apenas na Suíça elas já conseguiram tornar indisponível cerca de US$ 1 milhão.

    Íntegra em:

    http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engin

    FrancoAtirador

    13 de abril de 2012 às 19h40

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    HISTÓRIA DO BRASIL (Lição 5)

    02/05/2006

    Comendador Arcanjo confirma :"financiou" campanha do PSDB

    Por Helena, em Os Amigos do Presidente Lula

    João Arcanjo Ribeiro, condenado a 37 anos de prisão por comandar o crime organizado em Mato Grosso, afirmou ontem à Folha que o senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) foi à sua fazenda em Cuiabá, em 2002, pedir dinheiro para a campanha eleitoral.
    Arcanjo afirmou ainda que está disposto a fazer uma acareação com o senador, caso o tucano negue o encontro, porque houve testemunhas segundo ele.

    Luiz Alberto Dondo Gonçalves, ex-contador de Arcanjo, disse que a empresa Confiança Factoring liberou R$ 5,7 milhões para bancar a campanha de Antero por meio do Grupo Gazeta.
    A operação teria sido um caixa dois. O senador tucano, que presidiu a CPI do Banestado.
    A PF (Polícia Federal) abriu inquérito para apurar o suposto caixa do PSDB em Mato Grosso nas eleições de 1998 e 2002.
    Nesse último ano, Antero disputou e perdeu o governo do Estado.

    Preso em Cuiabá desde março, após ser extraditado do Uruguai, Arcanjo falou com a Folha sob escolta de cinco policiais militares armados com fuzis na sala da administração do presídio Pascoal Ramos.
    Ele foi condenado em 17 de dezembro de 2003 pelo juiz Julier Sebastião da Silva, da 1ª Vara Federal de Cuiabá, a 37 anos de prisão por comandar organização criminosa, lavar dinheiro e praticar crime contra o sistema financeiro.

    http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2

    FrancoAtirador

    13 de abril de 2012 às 20h44

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    HISTÓRIA DO BRASIL (Lição 6)

    A OPERAÇÃO LAS VEGAS

    21/07/2009

    Exploração das caça-níqueis em MS copiava organização de ex-bicheiro de Mato Grosso

    Por Celso Bejarano Jr, no MidiaMax

    Lá como cá: o esquema de exploração das máquinas caça-níqueis em Campo Grande, desmantelado no mês passado durante a operação Las Vegas, agia como cópia da trama criminosa que infernizava a cidade de Cuiabá, a capital do vizinho Mato Grosso, até dezembro de 2002.

    Lá, como aqui, a quadrilha contava com a participação de policiais, estabelecia regras aos envolvidos que mexiam com as máquinas e ameaçava de morte seus desafetos.

    E a semelhança deste enredo policial não para por aqui: o major expulso da Polícia Militar de MS, Sérgio Roberto de Carvalho, tido como o chefe da organização daqui está detido no presídio federal de Campo Grande, morada desde 2007 do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, apontado como o chefe da organização criminosa de lá.

    Outro parecido: os dois bandos foram abatidos pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), braços fortes dos Ministérios Públicos daqui e de lá.

    Arcanjo, o comendador, como era conhecido antes de preso, comandava o jogo do bicho, redes de factorings, hotéis, fazendas, shopping, era dono de cassino e ainda segundo investigação da polícia mato-grossense, chefiava a exploração das máquinas caça-níqueis.

    A polícia de lá, segundo investigação do Gaeco, não importunava a vida de comerciantes que mantinham em seus negócios as máquinas caça-níqueis, cuja exploração é proibida por regra nacional. Com uma condição: desde que nos aparelhos de jogos fosse anexada a marca das empresas de João Arcanjo, a figura de um colibri.

    A imagem do pássaro era a garantia do negócio, uma digital que legalizava a contravenção, disseram os investigadores do caso. Em troca, Arcanjo recebia um percentual pelo arrecadado por cada máquina.

    Enganar a organização era o mesmo que desafiar a morte: tanto que no presídio federal de Campo Grande, cumprem prisão ao lado de Arcanjo os ex-PMs Célio Alves, que era soldado, e o cabo Hércules Agostinho, donos de uma agência de pistolagem. Os dois matavam os desafetos de Arcanjo, segundo o Gaeco de MT.

    Em setembro de 2002, o fundador do jornal Folha do Estado, de Cuiabá, Sávio Brandão, fora morto fuzilado por Hércules. Antes, o jornal de Sávio havia estampado esta manchete: Arcanjo, o Alcapone de Mato Grosso.

    Hércules e Célio, já condenados, respondem por ao menos uma dúzia de assassinatos. Arcanjo cumpre pena por crimes fiscais e ainda é processado por ao menos cinco mortes.

    Além dos pistoleiros, Arcanjo tinha como parceiros major, capitão e coronel da PM, além de delegado aposentado da Polícia Civil. Os oficiais eram sócios no negócio.

    Em MS

    Já aqui em Mato Grosso do Sul, em maio passado, durante a Las Vegas, conduzida pelo Gaeco, a polícia prendeu o ex-major Sérgio Carvalho, o capitão PM Paulo Roberto Teixeira Xavier e o cabo Marco Massaranduba e outras 16 pessoas acusadas de participar do esquema de exploração de máquinas caça-níqueis.

    Xavier, segundo as testemunhas ouvidas até agora, agia como uma espécie de segurança de Carvalho. Era dele a missão de ir atrás do percentual arrecadado com o jogo. E ainda o de impor medo aos que desafiavam em usar máquinas fora do domínio do major.

    Xavier também deve ser levado para o presídio federal, morada de Arcanjo e do major Carvalho. O cabo fora posto em liberdade.

    Jogo do bicho

    Lá em Mato Grosso é preso todo cambista que explora o jogo do bicho, desde 2002, quando a Polícia Federal desencadeara a operação Arca de Noé. Já aqui em Mato Grosso do Sul,
    embora tido como contravenção, o jogo é anotado por cambistas de ponta a ponta no Estado sem o incômodo das investidas policiais.

    http://www.midiamax.com.br/noticias/520340-explor

    FrancoAtirador

    13 de abril de 2012 às 23h09

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    HISTÓRIA DO BRASIL (Lição 7)

    A OPERAÇÃO MONTE CARLO

    REPETE-SE A RELAÇÃO BICHEIRO-TUCANO

    03/03/2012

    'Comendador' & Dante; 'Cachoeira' & Marconi

    Por Marcus Vinícius, em seu Blog

    A quebra da banca de Carlos Augusto “Cachoeira” em Goiás mostra que essa não é a primeira vez que um governo do PSDB é envolvido num escândalo ligado à contravenção.
    A tentação dos caça-níqueis do “Comendador Arcanjo” seduziu os governos tucanos de Dante Oliveira no Mato Grosso.
    O dinheiro fácil do jogo do bicho abasteceu campanhas tucanas naquele estado.
    Em Goiás há evidências de que recursos do jogo também irrigaram estruturas políticas.
    A comprovação pela Operação Monte Carlo da Polícia Federal de que o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, tinha uma rede de atividades ilegais em setores da administração do governador Marconi Perillo (PSDB), confirma aquilo que se comentava há muito nos bastidores da politica em Goiás: a existência de um poder paralelo no governo. Um Estado dentro do Estado, em que os agentes públicos perdem espaço para grupos privados, muitos deles alheios ao interesse coletivo, como mostram as investigações em curso.
    Seis meses de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça confirmaram que Cachoeira tinha grande influência na Secretaria de Segurança Pública de Goiás, sendo suspeitos de participar do esquema de proteção aos jogos de azar (cassinos, caça-níqueis) 6 delegados, 30 policiais militares, oficiais da PM e agentes da Polícia Civil, além de dois delegados da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.
    O trabalho da PF e do Ministério Público Federal evidenciam que o poder do grupo coordenado por Carlos Augusto Ramos vai além, se estendendo à Secretaria de Indústria e Comércio e outros cargos na máquina administrativa, suspeitando-se de ramificações também no Detran-GO.
    No Mato Grosso, nos idos de 1998, ninguém tinha dúvidava que João Arcanjo Ribeiro, conhecido como “Comedador”, era um homem temido, perigoso e influente no governo do tucano Dante OIiveira.
    Nos oito anos da administração Dante Oliveira (1995-2002) o crime organizado ditava ordens.
    “Autoridades e bandidos coabitavam nos mesmos nichos sociais.
    O estado paralelo ameaçava o Estado Democrático de Direito.
    Cambistas da Loterias Colibri vendiam pules do jogo do bicho nas portas dos quartéis, delegaciais e fóruns.
    Os cassinos da Colibri funcionavam ostensivamente e os resultados das extrações do bicho eram divulgados pelo rádio e televisão.
    O homem que comandava a jogatina e factorings com relações mais que incestuosas com políticos era João Arcanjo Ribeiro, pomposamente chamado de 'Comendador' por obra e graça de uma comenda que recebera da Câmara Municipal de Cuiabá".
    João Arcanjo caiu quando a PF deflagrou a Operação Arca de Noé, que prendeu o “Comendador” e seus “tenentes”. O curso das investigações revelou uma intrincada relação de João Arcanjo com o governo do tucano Dante Oliveira.
    Além da influência no setor de Segurança Pública do Mato Grosso, o Comendador foi também um dos principais financiadores de campanhas do PSDB.
    As investigações feitas à época pela Polícia Federal e pelo Ministério Público revelaram que o total dos recursos repassados por Arcanjo para o caixa 2 das campanhas do senador Antero Paes de Barros (PSDB) e do governador Dante de Oliveira (PSDB) ultrapassaram a monta de R$ 6,4 milhões, em valores não atualizados, entre os anos de 1998 e 2002. (ver matérias “Citações de Arcanjo derrubam mascara do tucanato" em: http://migre.me/89AMJ).
    Em Goiás, a Operação Monte Carlo, por meio de interceptações telefônicas e na internet, comprova que Carlos Cachoeira conversava frequentemente com parlamentares da base de governo e com membros da alta cúpula, como o governador Marconi Perillo, o senador Demóstenes Torres (DEM), o líder do PTB na Câmara Federal, Jovair Arantes, e o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara Federal.
    Segundo as investigações, a casa onde Cachoeira foi preso, em Goiânia, pertenceu ao próprio Marconi, que alí residiu entre 2007 e 2010. Declarado à Justiça Eleitoral pelo valor R$ 417.816,13 o imóvel foi vendido por R$ 1,4 milhão ao empresário Walter Paulo (Faculdade Padrão).
    O intermediário da negociação foi o ex-vereador Wladmir Garcêz, que é investigado na Monte Carlo como um dos integrantes do esquema de Cachoeira.
    Conforme noticiado no jornal O Popular, o Juiz Paulo Augusto Moreira Lima, da 11ª Vara da Justiça Federal, em sua decisão, alerta:
    “Carlos Cachoeira é por demais habilidoso na arte de corromper agentes públicos, além de ter muito dinheiro para isso. Sua imensa teia de contatos políticos chamou atenção nos diálogos constantes”.

    http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/2012/03/03

Nelson Menezes

05 de abril de 2012 às 18h43

O governo Dilma tem obrigação moral de recoduzir o delegado Paulo Lacerda ao seu antigo posto de onde não deveria de ter sido expulso.

Responder

    RicardãoCarioca

    05 de abril de 2012 às 21h13

    Pra quê? Tem 77% de aprovação! CPI da privataria? Do Cachoeira? Da Veja? Ley de Medios? Precisa? Nada!
    Votei na Dilma, faço parte dos 77%, mas sei também que enquanto ela estiver na crista da onda, não irá querer fazer nenhuma manobra radical pra galera.
    O que seria necessário para todas essas coisas saírem? Em minha opinião, somente quando seus índices de aprovação caíssem para abaixo de 50%.

    grilo

    05 de abril de 2012 às 21h46

    Concordo com o RCarioca. Com essa aprovação popular ela vai levar tudo no banho-maria, aliás, como também fazia o Lula. O premio pela tortura que sofreu ela já recebeu. Vai querer mais o quê…

    Carlos

    05 de abril de 2012 às 21h52

    Reconduzir sim, depois de REPATRIAR.

FrancoAtirador

05 de abril de 2012 às 17h58

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2008

Demóstemes confirmou, em entrevista à TV Brasil, que a transcrição divulgada pela revista Veja é realmente de uma conversa entre ele e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, e considerou "grave" e "ilegal" o grampo que teria sido feito pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

“É preciso restabelecer a ordem dentro da Abin porque é um serviço imprescindível ao país. Não dá para ficar sem esses serviços porque detecta focos de guerrilha, narcotráfico. Agora, a Abin não pode ser usada para fins menores, para bisbilhotagem”, afirmou.

De acordo com a matéria da revista, a Abin teria gravado a conversa telefônica de Mendes com o senador no dia 15 de julho.

A reportagem traz a transcrição do diálogo e diz que teve acesso aos documentos por meio de um servidor da agência, que pediu anonimato.

A assessoria de Gilmar Mendes confirmou a conversa com Demóstenes Torres.
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2009

Enviado por Ricardo Noblat – 1.7.2009 | 16h38m

Deu na Folha de S. Paulo
PF conclui caso sem achar grampo no STF

Sem encontrar áudio de suposta interceptação telefônica de Mendes e Demóstenes, polícia não deve indiciar ninguém
Dez meses depois de aberto, inquérito terá resultados divulgados nos próximos dias; para a PF, não se pode dizer que não houve grampo

De Lucas Ferraz:

Sem encontrar o áudio e sem identificar o responsável pela eventual gravação, a Polícia Federal concluiu a investigação que apurou o suposto grampo no presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes.
Para os delegados William Morad e Rômulo Berredo, responsáveis pelo inquérito aberto há dez meses, não houve crime, não há "corpo", ou seja, não foi encontrada a suposta gravação. Segundo apurou a Folha, para a PF é impossível afirmar que não existiu o suposto grampo em uma ligação entre Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). O resultado oficial deve ser divulgado nos próximos dias.
Não haverá, portanto, nenhum indiciamento, nem do delegado Protógenes Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha, nem de nenhum funcionário da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).
A revista "Veja" atribuiu a autoria da suposta interceptação ilegal a agentes da Abin que atuaram na Satiagraha. A operação foi conduzida por Protógenes e, em julho do ano passado, prendeu o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity.
A Folha apurou que, no relatório, os investigadores devem fazer referência ao sistema de telefonia do país, muito vulnerável a interceptações ilegais.
De acordo com a investigação, o sistema telefônico do Supremo é menos vulnerável a grampo que o do Senado. Os sistemas dos órgãos passaram por perícia, assim como as companhias telefônicas.

(Comentário meu [Ricardo Noblat]: Só há uma possibilidade de não ter havido grampo: a VEJA ter conseguido a cumplicidade do presidente do Supremo Tribunal Federal e de um senador para forjar a história. Isso não me parece crível.
O que contam o ministro e o senador?
Que a revista os procurou em separado levando a transcrição de uma conversa supostamente travada por eles. Os dois confirmaram que de fato haviam conversado por telefone naqueles termos.
Ou seja: os dois avalizaram o material que a revista disse ter recebido de um araponga da Agência Brasileira de Informação (ABIN).
É possível, sim, que o grampo não tenha sido feito pela ABIN. Há arapongas de mais na praça e segurança de menos na rede telefônica.) !!!

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/07
http://www.dci.com.br/demostenes-diz-que-senado-d

Responder

FrancoAtirador

05 de abril de 2012 às 17h39

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CADÊ O VÍDEO, DATADO DE 11/06/2008, QUE MOSTRA UM MISTERIOSO JANTAR JURÍDICO,
NO RESTAURANTE "ORIGINAL SHUNDI", COM OVAS DE PEIXE VOADOR E FILHOTES DE ENGUIAS?

Ofício de procuradora a restaurante de Brasília mostra que o Ministério Público Federal
investiga jantar de advogados de Daniel Dantas com assessores do presidente do STF

Na tarde da terça-feira 23, durante aproximadamente uma hora, a procuradora Lívia Nascimento Tinôco conversou com repórteres de ISTOÉ na sala da assessoria de imprensa da Procuradoria da República no
Distrito Federal.
Ela faz parte de um grupo de três procuradores que atua no Controle Externo da Atividade Policial no DF e investiga o caso da interceptação telefônica ilegal que gravou uma conversa do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).
Durante a conversa, a procuradora relatou que o delegado Protógenes Queiroz, responsável pela Operação
Satiagraha, após um depoimento formal, lhe mostrou uma série de fotos que seriam de um jantar reunindo assessores do ministro Gilmar Mendes e um dos advogados do banqueiro Daniel Dantas, o principal investigado
pela Satiagraha. Segundo a procuradora, Protógenes disse que as fotos foram feitas com a câmara de um telefone celular.
O delegado teria afirmado ainda que aquelas fotografias não foram incluídas no inquérito porque não identificara todos os presentes ao jantar, entre eles uma mulher loira aparentando ter cerca de 25 anos.
Quando perguntada sobre o paradeiro das fotos, a procuradora Lívia foi enfática: "Não fiquei com as fotos porque não é de minha competência investigar esta reunião", afirmou. "Gilmar Mendes é competência do procurador-geral."

Na verdade, porém, a procuradora Lívia está sim empenhada em descobrir quem participou do encontro e o que foi tratado durante o jantar com ovas de peixe voador e filhotes de enguias.

Na quinta-feira 25, ISTOÉ teve acesso à cópia do ofício número 33/2008 – MPF/PRDF/LT (leia facsímile na pág.36) da Procuradoria da República no Distrito Federal, assinado pela procuradora Lívia na terça-feira 16 de setembro – portanto, uma semana antes de ela ter negado à ISTOÉ que estivesse investigando assessores de Gilmar Mendes.
O documento é dirigido ao gerente do restaurante Original Shundi, uma sofisticada casa de gastronomia japonesa na quadra comercial 408 Sul, em Brasília, inaugurada há cerca de quatro meses. No ofício, em apenas seis linhas,
a procuradora faz dois pedidos.
No primeiro, solicita que seja apresentado o nome completo, o CPF e o endereço atualizado do gerente que trabalhou ali até o início de agosto deste ano.
No segundo, requisita o vídeo do circuito interno de tevê do dia 11 de junho de 2008, desde as 18h30 até o fechamento do restaurante.
Na semana passada, o disco rígido do computador que administra o sistema de segurança do restaurante foi remetido à procuradora.

O ofício assinado por Lívia é a prova de que existe no Ministério Público Federal uma investigação sobre o encontro que teria ocorrido entre assessores do ministro Gilmar Mendes e advogados do banqueiro Daniel Dantas.

A direção do restaurante Original Shundi encaminhou ao Ministério Público o disco rígido do computador que controla o sistema de segurança da casa, com as imagens da noite de 11 de junho.

Em 11 de junho, data do jantar agora investigado pela procuradora Lívia, os advogados de Daniel Dantas já tinham conhecimento sobre o andamento da Operação Satiagraha e na sede do Grupo Opportunity corria
a informação de que a prisão temporária do banqueiro e de seus sócios poderia ser pedida a qualquer momento pelo delegado Protógenes ao juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara da Justiça Federal em São Paulo.

Com o objetivo de procurar evitá-la, naquele dia os advogados de Dantas entraram com um pedido de habeas-corpus preventivo no Supremo Tribunal Federal.
Até 8 de julho, quando Dantas foi preso, o recurso não havia sido julgado.

À noite teria ocorrido o encontro entre os assessores do ministro Gilmar Mendes e os advogados de Dantas.
O presidente do STF nega que tal encontro tenha ocorrido.
Nesse caso, então, as gravações digitais feitas pelo sistema de segurança do restaurante poderão lhe dar razão. Segundo informações da direção do restaurante Original Shindu, o disco rígido encaminhado à procuradora Lívia não foi manipulado nem copiado, o que, asseguram, poderá ser comprovado por qualquer perícia.

http://newsgroups.derkeiler.com/Archive/Soc/soc.c

Responder

Noir

05 de abril de 2012 às 17h10

O pedido do leitor acima, Juan, faz sentido, é coerente, necessário e o Executivo deve ao Sr, Paulo Lacerda, um grande pedido de desculpa.
Falando do comentário do Bob Fernandes, o que será que os "pares" do Ministro Gilmar Mendes, estão achando de tudo isso ?

Responder

FrancoAtirador

05 de abril de 2012 às 17h00

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2008

Juízes federais fazem ato em SP questionando Gilmar Mendes

A conduta adotada no Caso Daniel Dantas pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, gera crescentes questionamentos.

Os juizes federais de São Paulo fazem nesta segunda-feira (14/7), às 17 h, um ato de desagravo em solidariedade ao Juiz Fausto De Sanctis.

O ato ocorrerá em frente ao Fórum Criminal de São Paulo (Pedro Lessa), na Rua Ministro Rocha Azevedo, centro da capital paulista, e tem como bandeira a defesa da independência do Judiciário. Confirmou presença o procurador da República Rodrigo de Grandis, responsável pelas investigações que deflagraram a Operação Satiagraha da Polícia Federal. Também estará presente o presidente da Associação dos Juízes Federais de São Paulo, Ricardo de Castro Nascimento.

"Indignação" e "discordância"
O ato também irá reunir os juízes que assinaram o manifesto da última sexta-feira, em apoio a De Sanctis, que decretou as duas prisões do sócio-fundador do banco Opportunity, Daniel Dantas. A lista, que na sexta-feira contava com 121 assinaturas, já teve a adesão de 154 juízes federais da 3ª Região; acredita-se que durante o ato o número subirá para 180.

O apoio ao comportamento de De Sanctis manifesta "indignação" e "discordância" com o comportamento de Gilmar Mendes face ao escândalo. Em duas ocasiões, o banqueiro teve a prisão decretada por De Sanctis mas foi solto com inusual presteza em razão de habeas-corpus concedido pelo presidente do Supremo.

Além de Daniel Dantas, também foram presos pela Polícia Federal, mas libertados em seguida, o especulador Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.

Castro Nascimento avalia que o episódio revela um "momento delicado" do Judiciário brasileiro. Ele alerta que qualquer ameaça à independência de agir do magistrado representa risco à democracia. Destaca que nenhum juiz pode ser punido por sua independência funcional.

O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, Mozart Valadares Pires, a condução do procedimento disciplinar contra Sanctis ao Conselho Nacional de Justiça. Para o presidente da AMB, trata-se de "um ato censurável".

"Desrespeito" em discussão
"Prestamos, pois, nossa solidariedade ao colega Fausto de Sanctis e deixamos clara nossa discordância para com este ato do ministro Gilmar Mendes, que coloca em risco o bem tão caro da independência do Poder Judiciário", diz o texto, que ganhou novas assinaturas com o passar do dia.

Ao determinar a nova soltura de Dantas, o presidente do STF afirma que a "fundamentação utilizada pelo juiz (de Sanctis) não é suficiente para justificar a restrição à liberdade do paciente (Dantas)". Quando concedeu o segundo habeas corpus, Mendes afirmou que a segunda ordem de prisão expedida pelo magistrado era "nítida via oblíqua de desrespeitar a decisão do Supremo Tribunal Federal".

Procuradores pedem impeachment
Já o movimento de procuradores da República, em vários estados, estão endossando uma representação contra o presidente do Supremo por "crime de responsabilidade". Caso prospere, o pedido levará o Senado a julgar um eventual impeachment do ministro Gilmar Mendes, que é a mais alta autoridade do Poder Judiciário.

O pedido se baseia no artigo 52, inciso II da Constituição Federal, que dá ao Senado a competência para julgar o impedimento de ministros do Supremo. Para aprová-lo, é necessária uma maioria de dois terços.

A sessão seria presidida pelo presidente do Supremo. Como no caso a representação é contra o ocupante deste cargo, a sessão seria presidida pelo vice, Cézar Peluso. A aprovação implicaria em inabilidade do ministro impedido por oito anos – equivalente da inelegibilidade que atingiu o ex-presidente Fernando Collor de Mello quando este sofreu impeachment.

"As instituições democráticas brasileiras foram frontalmente atingidas pela decisão liminar que, em tempo recorde, sob o pífio argumento de falta de fundamentação, desconsiderou todo um trabalho criteriosamente tratado nas 175 (cento e setenta e cinco) páginas do decreto de prisão provisória proferido por juiz federal da 1a instância, no Estado de São Paulo", dizem os 45 procuradores que assinaram nesta sexta-feira uma nota de protesto.

http://www.vermelho.org.br/ce/noticia.php?id_noti

Responder

    Noir

    05 de abril de 2012 às 23h41

    Esperamos que prospere a destituição desse incompetente.

RicardãoCarioca

05 de abril de 2012 às 16h52

Sério, estou sentindo uma certa pena da Nextel. Acho que ela poderá vir a ser forçada a colocar a seguinte frase nas embalagens dos seus chips: "Nossas linhas não são à prova de polícia".

Responder

FrancoAtirador

05 de abril de 2012 às 16h52

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2008

Pedidos de impeachment

Procuradores Regionais da República, membros do Ministério Público Federal, estudaram fazer um abaixo-assinado solicitando o impeachment de Mendes.

O senador Demóstenes Torres, promotor público de carreira, taxou de “ridículo” o movimento dos procuradores. “Um pedido de impeachment significaria que ele é suspeito.
O Ministério Público está extrapolando.
O Gilmar Mendes sempre foi uma pessoa não querida pelo Ministério Público”, afirmou o parlamentar.
Para o senador de Goiás a chance de um processo como esse prosperar na Casa “é zero”.
Segundo ele, "trata-se de uma atitude política, que só tem como objetivo constranger o ministro”, disse Demóstenes Torres.

Já o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), considerado pela revista Veja como "parte de uma bancada sensível aos interesses do dono do Opportunity" qualificou a atitude do Ministério Público como "precipitada".
Acrescentou que julgar um eventual pedido de impeachment contra Gilmar Mendes "não é como ir a uma esquina e comprar limão".

A Central Única dos Trabalhadores (CUT/DF) do Distrito Federal protocolou, dia 18 de julho de 2008, na Secretaria-Geral do Senado, o pedido de impeachment do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes.
O pedido alega que o ministro tomou decisões "de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções, ao agir de forma não esperada por um magistrado".

O pedido de "impeachment" acabou sendo arquivado pelo presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), em 22 de julho de 2008.
No despacho encaminhado à Secretaria-Geral do Senado, Garibaldi recomendou o arquivamento do pedido porque ausentes "elementos jurídicos".

http://pt.wikipedia.org/wiki/Gilmar_Mendes
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2008-07-1

Responder

abolicionista

05 de abril de 2012 às 16h41

O uso do adjetivo "dantesco" (que remete tanto a Dante quanto a Dantas) foi muito bom! Vamos ver se o PT vai usar isso como moeda de troca ou dar o merecido golpe de misericórdia nesse panfleto enrustido e nojento que é a revista Veja.

Responder

FrancoAtirador

05 de abril de 2012 às 16h41

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O juiz amigo de Demostenes e Cachoeira
Enviado por luisnassif, qui, 05/04/2012 – 06:44

Do Poder Online

Demóstenes, Cachoeira e o encontro com "um juiz muito importante" em Berlim

O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) prevê que surgirão novas revelações, caso a defesa de Demóstenes Torres insista em anular, no Supremo Tribunal Federal, as provas do envolvimento do senador com o bicheiro Carlinhos Cachoeira já obtidas pela Polícia Federal :

– O que Demóstenes precisa é revelar, antes que uma CPI o faça, os nomes de todos os que se aproveitaram da malha de poder e dinheiro do Cachoeira.
Inclusive contar detalhes daquela viagem que ele e Cachoeira fizeram à Alemanha, na qual esteve presente um juiz muito importante do Brasil. (!!!)
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As viagens de Demóstenes e Gilmar
Enviado por luisnassif, qui, 05/04/2012 – 08:04

Em Construção

Os dados abaixo são meros indícios, sem valor de denúncia. Vamos usar o trabalho colaborativo da Internet para construir essa matéria.

Há enorme possibilidade de que sejam apenas algumas coincidências, que possam ser desmanchadas com novas informações.

De qualquer modo, aí vai:

1. De 14 a 19 de novembro de 2008 (logo após a farsa do "grampo sem áudio"), o Ministro Gilmar Mendes esteve em um evento na Alemanha
(http://stf.jusbrasil.com.br/noticias/181789/agenda-do-presidente-do-stf-ministro-gilmar-mendes-em-viagem-a-alemanha-de-14-a-18-de-novembro).

2. De 30 de outubro a 10 de novembro de 2008, o senador Demóstenes Torres esteve em outro evento, em Nova York
(http://www.senado.gov.br/senadores/dinamico/paginst/senador3399b.asp).

3. Embora o evento de NY tivesse se encerrado em 10 de novembro, o senador só retoma as votações no Senado no dia 25 de novembo
(http://rl.senado.gov.br/reports/rwservlet?legis&report=/forms/parlam/vono_r02&paramform=no&p_ano_votacao=2008&p_cod_parlamentar_i=3399&p_cod_parlamentar_f=3399&p_cod_partido_i=0&p_cod_partido_f=99999999&p_sgl_uf_i=AA&p_sgl_uf_f=ZZ&p_break_order=VEXE.NOM_PARLAMENTAR).

Entraremos em contato com a assessoria do Senado e do senador para saber de seu paradeiro nesse período.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/as-viage
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-juiz-a

Responder

Sr.Indignado

05 de abril de 2012 às 16h32

Uma torre caiu. Estou na maior ansiedade para ver quando cairem o cavalo e o bispo. Enquanto isso ficamos a ver os peões pulando fora.

Responder

FrancoAtirador

05 de abril de 2012 às 16h18

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MINISTRO JOAQUIM BARBOSA DIZ O QUE O POVO TEM VONTADE DE DIZER
[youtube sIUdUsPM2WA http://www.youtube.com/watch?v=sIUdUsPM2WA youtube]

Gilmar Mendes – Se vossa excelência julga por classe, esse é um argumento…

Joaquim Barbosa – Eu sou atento às conseqüências da minha decisão, das minhas decisões. Só isso.

Gilmar Mendes – Vossa excelência não tem condições de dar lição a ninguém.

Joaquim Barbosa – E nem vossa excelência!
Vossa excelência me respeite!
Vossa excelência não tem condição alguma!
Vossa excelência está destruindo a Justiça desse país e vem agora dar lição de moral em mim ?!?
Saia à rua, ministro Gilmar! Saia à rua! Faz o que eu faço!

Gilmar Mendes – Eu estou na rua, ministro Joaquim.

Joaquim Barbosa – Vossa excelência não está na rua, não!
Vossa excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário Brasileiro!
É isso…
Vossa excelência quando se dirige a mim não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar!
Respeite!
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Responder

FrancoAtirador

05 de abril de 2012 às 15h49

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Após ligação de Serra, Gilmar Mendes pára sessão sobre documentos para votar

MOACYR LOPES JUNIOR e CATIA SEABRA, FSP

Após receber uma ligação do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra,
o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, interrompeu o julgamento
de um recurso do PT contra a obrigatoriedade de apresentação dos dois documentos
na hora de votar.

Serra pediu que um assessor telefonasse para Mendes pouco antes das 14h,
depois de participar de um encontro com representantes de servidores públicos em São Paulo.

A solicitação foi testemunhada pela Folha.

Após pedir que o assessor ligasse para o ministro,
Serra recebeu um celular das mãos de um ajudante de ordens.

O funcionário o informou que o ministro do STF estava do outro lado da linha.

Ao telefone, Serra cumprimentou o interlocutor como "meu presidente".

Durante a conversa, caminhou pelo auditório onde ocorria o encontro.

Após desligar, brincou com os jornalistas: "O que estão xeretando?"

No fim da tarde, Mendes pediu vista, adiando o julgamento.

Sete ministros já haviam votado pela exigência de apresentação
de apenas um documento com foto, descartando a necessidade do título de eleitor.

<img src="http://f.i.uol.com.br/folha/poder/images/10273141.jpeg"&gt;
<img src="http://3.bp.blogspot.com/_XmPb41jI7Cc/TKTf8OMFYSI/AAAAAAAAE9w/XR7SS44P1sQ/s400/gilmar_mendes_jose_serra_foto_gil_ferreira_stf.jpg"&gt;
<a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/806923-apos-ligacao-de-serra-gilmar-mendes-para-sessao-sobre-documentos-para-votar.shtml” target=”_blank”>http://www1.folha.uol.com.br/poder/806923-apos-ligacao-de-serra-gilmar-mendes-para-sessao-sobre-documentos-para-votar.shtml

Responder

    Gerson Carneiro

    06 de abril de 2012 às 03h56

    Aliás, o Serra implantou um Nextel habilitado em Miami. Ele carrega um ponto no ouvido e um botãozinho secreto que fica dentro do nariz. Discretamente ele aciona quando quer manter esse tipo de contato.

    <img src=http://farm5.static.flickr.com/4032/4606713580_224bfba98d.jpg>

    FrancoAtirador

    06 de abril de 2012 às 17h00

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    Agora tá explicado o fato de o Cachoeira

    apelidar o Nextel do Serra de SINUSITEL:

    Pra grampear, só se for médico otorrino.
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FrancoAtirador

05 de abril de 2012 às 15h37

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A Associação dos Juízes Federais do Brasil – AJUFE, entidade de âmbito nacional da magistratura federal, vem a público, uma vez mais, manifestar sua veemente discordância em relação a afirmações feitas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, as quais demonstram desrespeito para com magistrados federais.
Ao ser entrevistado pelo jornal “Folha de S. Paulo”, Sua Excelência diz que o momento mais dramático de sua gestão foi por ocasião da decisão sobre o habeas corpus impetrado em benefício do banqueiro Daniel Dantas, ocasião em que “houve uma decisão do STF. E menos de 24 horas depois já havia uma outra ordem de prisão em claro descumprimento à decisão do STF. Daí ter sido dado um novo habeas corpus. Depois os fatos vieram a revelar o envolvimento político da polícia. Envolvimento de Ministério Público e juiz. E talvez coisas que não saibamos e que serão reveladas”.
Em outro momento da entrevista, Sua Excelência, ao dizer que os conflitos às vezes são necessários, afirma que “ali se mostrou que havia um tipo de conúbio espúrio de polícia, juiz e membro do Ministério Público. As investigações provaram que os juízes estavam se sublevando contra pedido de informação feito por desembargador”.
Pois bem. Nenhuma dessas afirmações procede.
Como a AJUFE já se manifestou anteriormente, conquanto se reconheça ao ministro o direito de expressar livremente sua opinião, essas afirmações são desrespeitosas aos juízes de primeiro grau de São Paulo, aos desembargadores do Tribunal Regional Federal da Terceira Região e também a um ministro do Supremo Tribunal Federal.
Ocorre que, em relação aos habeas corpus concedidos ao banqueiro Daniel Dantas, especialmente o segundo, jamais houve qualquer afronta ou sequer tentativa de afrontar-se decisão monocrática do senhor ministro presidente do Supremo Tribunal Federal.
Tanto isso é verdade que o ministro Marco Aurélio, um dos membros mais antigos e respeitados da Corte, denegou a ordem, reconhecendo a existência de fundamento para a decretação da prisão.
Portanto, rejeita-se com veemência essa lamentável afirmação.
No que toca à infeliz menção ao comportamento de juízes quanto a pedido de informações de desembargador, a AJUFE lembra que proposta de abertura de procedimento disciplinar contra cinco juízes federais que atuavam em varas federais criminais de São Paulo foi rejeitada pelo Órgão Especial do Tribunal Regional Federal da Terceira Região, pela amplíssima maioria de 15 votos a um, restando isolado o Corregedor-regional da Justiça Federal da Terceira Região.
Esses juízes federais tiveram suas defesas promovidas pela AJUFE, que demonstrou a impertinência do procedimento. Ao contrário do que afirma o ministro Gilmar Mendes, nenhuma investigação confirmou que juízes estivessem se sublevando contra pedido de informação de desembargador. Isso ficou evidente no julgamento…
Ao relembrar esse triste episódio, o ministro Gilmar Mendes, apartado da realidade, mais uma vez ataca desnecessariamente a magistratura federal. Se ele sabe de qualquer fato, que o diga claramente, mas não ponha em dúvida o comportamento de honrados juízes e juízas federais com evasivas e afirmações desprovidas de provas.
Além disso, é imperioso lembrar que quando o Corregedor-regional da Justiça Federal da Terceira Região quis abrir investigação sobre o procedimento de 134 juízes que subscreveram manifesto em favor da independência funcional da magistratura, por ocasião da decretação da prisão e soltura do banqueiro Daniel Dantas, o então Corregedor-Geral da Justiça Federal, ministro Hamilton Carvalhido, atendendo a requerimento da AJUFE, trancou essa iniciativa, tão absurda que era.
É importante lembrar, ainda, que o próprio ministro Gilmar Mendes, em troca de correspondência com a AJUFE, afirmou que ao encaminhar cópia de sua decisão para o Conselho Nacional de Justiça e para a presidente do Tribunal Regional Federal da Terceira Região o fazia apenas para fins estatísticos.
As afirmações do ministro Gilmar Mendes de que havia um “conúbio espúrio [sic] de polícia, juiz e membro do Ministério Público” deve ser repelida com veemência, pois além de ser desprovida de comprovação fática, é atentatória à garantia da independência da magistratura, a qual o senhor ministro, por ser presidente da mais alta Corte de Justiça do País, deveria defender.
Volta-se a repetir que, se o ministro reconhece, como o fez ao ser sabatinado pela Folha de São Paulo há um ano, que suas manifestações servem de orientação em razão de seu papel político e institucional de presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, deve reconhecer também que suas afirmações devem ser feitas com a máxima responsabilidade.
Brasília, 22 de março de 2010.
Fernando Cesar Baptista de Mattos
Presidente da AJUFE

http://www.conjur.com.br/2010-mar-23/ajufe-tambem

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ARTUR

05 de abril de 2012 às 15h26

Oportuno. Oportuníssimo comentario. O Senador Demóstenes que nunca popou os supostos autores de mal feitos em seus contundentes discuros e entrevistas às TVs e Jornais TV, sempre à sua disposição, paladino da moral que era, recebe agora. de Bob Fernandes o beneficio da dúvida já que, por enquanto, não existem provas definitivas de sua associação com o bicheiro de Goiás. Grande lição de isenção e democracia. Parabéns.

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Flavio Lima

05 de abril de 2012 às 15h20

Suspeição? Ta cheio de dedos… pisando em ovos. Tem prova sim! E o Lacerda era chefe da PF.

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ZePovinho

05 de abril de 2012 às 15h13

http://correiodobrasil.com.br/perillo-contrata-ha

Perillo contrata hackers para bloquear oposição nas redes sociais, denunciam ativistas

5/4/2012 11:59, Por Redação – de Goiânia

Na esteira dos escândalos que atingiram o governador de Goiás, Marconi Perillo, ativistas do movimento Fora Marconi Perillo denunciaram ao Correio do Brasil, nesta quinta-feira, a ação de hackers na página mantida por eles em uma rede social como forma de mobilizar a população goiana para a série de movimentos em curso no Estado em favor do impedimento do atual chefe do Executivo. A prática da interceptação de mensagens eletrônicas foi uma prática adotada por Carloso Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com o qual Perillo e o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) estariam envolvido para a prática de crimes, segundo investigações da Polícia Federal……………………………………………….

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FrancoAtirador

05 de abril de 2012 às 15h13

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Brilhante Resumo da Ópera dos Malandros:

"Dantesco" enredo de dois grampos:

Um grampo que ninguém ouviu,

O outro que está todo mundo ouvindo.
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!!! QUADRILHA !!!

VEJA/DEMÓSTENES/MENDES/PERILLO/CACHOEIRA

!!! CPI JÁ !!!
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Responder

Joao Goiano

05 de abril de 2012 às 15h06

Além da já conhecida manobra de Demostenes tentar ir para o PMDB, a Epoca mostra uma conversa que encrimina o Governador Siqueira Campos (PSDB-TO), ex-governador do Tocantins e fala sobre a tentativa da quadrilha de conseguir um negócio multimilionário em relação ao transporte coletivo no DF, governado pelo PT. A Revista liga a quadrilha ao STF.

***

De acordo com as gravações, o STF já era alvo de ações de Cachoeira. Na mesma conversa em que fala sobre Dilma, ele pede a Demóstenes para tentar influenciar uma decisão do ministro Luiz Fux, do STF. Estava na mesa de Fux um recurso do ex-governador do Tocantins Marcelo Miranda, impedido de assumir uma vaga para a qual fora eleito no Senado, por ter sido condenado por “abuso de poder político” na eleição de 2006. “Ele (Miranda) é um cara nosso”, afirma Cachoeira a Demóstenes. Miranda recorreu ao STF, e Demóstenes prometeu atender ao pedido de Cachoeira e ajudar. O ministro Fux afirma não ter sido procurado por Demóstenes. “O senador não falou comigo sobre isso”, disse Fux a ÉPOCA. “Se ele tivesse me procurado, eu o teria recebido, sem nenhum problema.” Em uma primeira decisão, Fux deu ganho de causa a Miranda. Dez dias depois, mudou sua decisão e cassou o registro da candidatura. “Depois que fui informado de que ele havia sido cassado na Justiça Eleitoral por abuso de poder político, e não pela Lei da Ficha Limpa, eu modifiquei a decisão”, afirmou Fux.

Outra gravação revela que, entre uma e outra decisão de Fux, houve tempo para a turma de Cachoeira comemorar a vitória parcial. A conversa ocorreu entre Cachoeira e Cláudio Abreu, diretor agora afastado da Delta Construções, apontado pela polícia como sócio de Cachoeira numa empresa. Num papo cheio de intimidades, um empolgado Abreu chama Cachoeira carinhosamente de “viado” e “desgramado”. Ele o avisa da decisão sobre Miranda. “Chefia, o Marcelo Miranda é senador”, diz Cláudio. “O bom é que eu sei que ele vai ser procurador seu e meu, né?”

Na mesma conversa, Abreu e Cachoeira emendam outro assunto de estratégia político-empresarial no Tocantins. Abreu defende que a parceria com Miranda não represente uma ruptura com o adversário dele, o ex-senador Eduardo Siqueira Campos. Eduardo é secretário de Relações Institucionais no governo chefiado por seu pai, José Wilson Siqueira Campos, conhecido como Siqueirão. Cachoeira questiona se vale a pena continuar apostando em Eduardo Siqueira. “Eduardo também é bom, Carlinhos. Não pode falar mal dele não, cara”, diz Abreu. “Ele mandou dar o negócio pra nós lá: a inspeção veicular do Tocantins.”

"Em outra conversa captada pela polícia, Cachoeira e Abreu discutem a possibilidade de a Delta Construções obter um contrato na agência do governo de Brasília responsável pelo transporte público, a DF Trans. Cachoeira queria que a Delta fosse agraciada com um contrato de R$ 60 milhões para atuar no sistema automatizado de cobrança de passagem nos ônibus. Segundo ele, seria possível aumentar o valor do contrato em 30%. Cachoeira pede a Abreu que fale em nome da Delta porque “aí pesa mais”. A Delta afirmou que desconhece qualquer assunto relativo ao DF Trans e afirma não ter contratos com a estatal."

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/tempo/noticia/2012/….

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PedroAurelioZabaleta

05 de abril de 2012 às 14h57

Claro como água de cacimba.
Bob Fernandes é muito bom!

Responder

Juan

05 de abril de 2012 às 14h45

Que tragam de volta então o Paulo Lacerda.

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