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Urariano Mota: Deseja ser operado com ou sem dor?


05/01/2012 - 20h26

por Urariano Mota, em Direto da Redação

Atenção, mortais do Brasil, atenção, cuidado: não sofram acidente, não adoeçam, não padeçam de qualquer mal que passe por uma sala de cirurgia. Além do azar da queda, maior azar  vai ser a escolha entre a dor pura do corte em órgãos vitais e a dor da anestesia, no preço. Escolham, digamos, escolham: o corte a cru ou o corte na sobrevivência, caso consigam se levantar do leito. E não pensem por favor que falamos de uma desgraça aonde não chega a classe média. Não. Estamos falando de você, bem posto aí, a julgar que os pobres são os outros. Acorde, porque o seu plano de saúde cobra, mas não cobre anestesia, em mais de um caso, disfarce ou maneira.

À primeira vista, a culpa é da sua “cobertura” de saúde, se o leitor dispensa a ironia. É comum nos planos de saúde Bradescos, Unimeds da vida (nada contra a vida), prometerem uma coisa e realizarem outra. Você entra com os fundos e os planos com os cálculos do atuário. Entenda, atuário não é bem sinônimo de otário, ainda que com ele guarde semelhança e rima. Os cálculos do atuário medem a probabilidade de você morrer ou se fender com base nas estatísticas de mortos e fendidos em geral. Por isso à primeira vista a culpa é dos planos de saúde. Mas quando se pesquisa, aparece um comportamento pouco hipocrático, ou muito hipócrita dos senhores anestesistas. Ou anestesiologistas, como mais dignos preferem ser chamados.

Entendam. Em quase todo o Brasil os especialistas no combate à dor  estão organizados em cooperativas. Ótimo, nada contra. Eles, os anestesiologistas, aprovam tabelas pelo custo do serviço. Ótimo, ainda concordamos, meio engasgados. Os planos de saúde, por sua vez, negociam um preço justo pela injeção do anestésico. É natural. Os anestesiologistas não o aceitam, rompem-no, o acordo ou o paciente, sem aviso para você. Explico. Não é bem que antes da cirurgia, se houver tempo, o cirurgião não o informe de que os anestesistas estão fora da cobertura, total ou parcial do seu plano. O cirurgião fala, informa, mas com uma informação cortada pelo meio. Dizem-lhe, por exemplo: “você paga com um cheque para 30 dias, e o seu plano faz o ressarcimento”. Quem assim informa, insinua que o preço cobrado é igual ao preço devolvido. Ah, hora da dor, como não acreditar?

Olhe que você se encontra com a mãe, filho ou esposa já na maca, no momento em que tudo gira em torno de você. Quero dizer, antes que você desmaie, você assina o cheque, paga urgente o cobrado, porque deseja só a saúde do seu afeto. Pois é nesse exato instante que paciente, atuário e otário se confundem em uma só pessoa. Contam-se casos escabrosos, que não atingem o conhecimento do grande público, porque as histórias lembram os papa-defuntos, que todo o mundo sofre, mas sempre como um segredo particular. Por exemplo, uma pessoa, um otário?, que paga dois mil e seiscentos reais com um cheque para 30 dias, e sofre o saque no dia seguinte, com o ressarcimento de mil reais, um mês depois. Fala-se em cobranças abusivas de 4 mil reais por uma anestesia pagos – e quem há de não pagar? -, em total desacordo com qualquer tabela. Ao ser questionada, a direção da cooperativa dos anestesiologistas responde: “O profissional é autônomo, ele não é obrigado a seguir uma tabela”…

O que isso significa? – A entrega do mercado da dor a uma categoria profissional. Pois a vida e a sua fragilidade ficam à mercê da “tutti buona gente” de jaleco. O Ministério Público, em algumas cidades, já questionou as práticas abusivas que desobedecem até a lei da oferta e da procura, ao ser cartelizada a doença. E aqui, as regras da sobrevivência médica jogam em um só camburão os bons e maus anestesiologistas, que acabam por seguir a regra da manada. Entendam, é compreensível, todos precisam viver, se possível sem dor.

Em Pernambuco, estão sem cobertura para a anestesia os pacientes vinculados à Cassi, Caixa Econômica Federal, Golden Cross, entre outros. Até há pouco, faziam parte da lista os trabalhadores ligados à Petrobras, Unibanco e Infraero. Nos estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul a situação se repete, com uma ou outra adaptação de contrato, deixando à margem de cobertura as vítimas. E mais: quem hoje está a salvo, não pense que subiu ao céu e voltou com vida. A qualquer circunstância, os convênios podem ser de modo unilateral rompidos.

Em resumo: os planos de saúde alegam que não podem pagar os preços arbitrados pelos anestesistas. Estes, por sua vez, não levantam a voz, atacam de surpresa os responsáveis pelos pacientes na hora da cirurgia. Nesse cabo de guerra, o grande público é a corda. Ou melhor, os seus órgãos vivos é que são a corda. Puxados pelos anestesiologistas, que têm o domínio do sofrimento. Este é o livre mercado, amigos. O ilustre leitor que escolha: deseja ser operado com ou sem dor?

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59 comentários

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José Ricardo

14 de janeiro de 2012 às 15h02

Quantos médicos querem trabalhar no isolado município brasileiro de São Gabriel da Cachoeira-AM?
Lembro que essa reportagem informava que havia apenas uma médica pra cuidar de toda aquela população.
Sad but true… http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,…

Sinceramente, pelo que vejo, o que há é uma mercantilização da medicina por parte de muitos médicos, anestesistas em destaque, situação em que o dinheiro envolvido é mais importante que a missão máxima de ajudar as pessoas e salvar vidas. Médicos desumanizados?!

Responder

    Alex

    06 de julho de 2012 às 14h33

    Que texto é esse ???

    Diria, inicialmente que, com certeza, um anestesiologista enfrentou uma situação semelhante ao procurar o serviço de um advogado. “Tutti buona gente”, tenha a Santa paciência…

    Comparar o salário de um anestesiologista a de qualquer médico conveniado é uma falácia barata. Qualquer indivíduo realmente informado sabe que a administração destes convênios, seja por ambição ou incompetência (algumas vezes ambos) expõe profissionais especialistas a condições de trabalho péssimas com remuneração extremamente baixa.
    Lembrando o autor que falamos aqui de profissionais com 10 mil horas cursadas apenas no ensino superior durante a graduação, somadas à residência, mais 7 mil horas de trabalho (excedendo 8h/dia), quase um escravo não fosse pela importância de R$ 1800,00), além de cobrir escalas de plantão que podem exceder 24h (eia a realidade, sem teorias e é claro sem hora extra). Isso, é claro, sem falar daqueles que contam com mestrado, doutorado e pós-doc.
    Concluindo, ao autor diria que seu texto faz uma abordagem limitada e parcial do tema e usa generalizações dignas de um aluno de ensino médio com raros rebuscamentos pernósticos. Ao caro José Ricardo, realmente, talvez esses médicos sejam desumanizados pela carga horária imposta durante sua formação… seres humanos não suportariam tanto!

    PS: Um apelo aos demais leitores: não cometam o mesmo erro do autor, tendo uma visão generalizada da classe, a medicina vem sofrendo uma desvalorização muito injusta pela ação de ALGUNS bandidos de jaleco. Ao sentarem-se a frente de seu médico, tentem valorizar o esforço dele para alcançar a formação necessária que o habilitou a atendê-lo.

    Obrigado pela atenção, a quem chegou até aqui.

Urariano Mota: Quem não pode pagar, que se morda de dor | Viomundo - O que você não vê na mídia

13 de janeiro de 2012 às 13h30

[…] – Confesso que me havia prometido não voltar mais ao assunto do artigo da semana passada, publicado aqui. Até porque recebi um gentil email, que entre outras coisas ameaçava o colunista com estas claras […]

Responder

Giancarlo

07 de janeiro de 2012 às 00h20

O problema é só um: saúde (assim como educação) não deve e não pode ser privada. É um direito do cidadão, e portanto deveria ser garantida pelo Estado. É o que acontece nos países civilizados — o que inclui, por exemplo, a França ou a Alemanha, e exclui os Estados Unidos (integralmente) e o Brasil (parcialmente: aqui, pelo menos, tem o SUS, que para os norte-americanos é um sonho. Meu pai administrou por quase dez anos um câncer na bexiga, foi operado várias vezes, teve todo tipo de assistência e não pagou um centavo por nenhuma das cirurgias que teve que fazer (faleceu de outra coisa, ano passado). Isso, na Itália.
Aqui no Brasil, quando minha filha estava para nascer, no Rio de Janeiro (zona sul, claro) um médico pediu, para ele e sua equipe, algo em volta de R$ 14.000, mais os gastos do hospital — em 2010. O seguro de saúde da minha organização – internacional, absolutamente top de linha – achou acima do razoável: é mais do que, em dólares, seria cobrado nos Estados Unidos. Eu e minha mulher também achamos absurdo, e procuramos outro médico e outra equipe, que cobraram a metade.
Minha cunhada, em Paris, teve seu filho num excelente hospital público, com assistência impecável, não pagando rigorosamente nada — fora o que ela paga todo ano de impostos, naturalmente.
Uma consulta médica com um especialista de algum mínimo renome, no Rio, não custa menos de R$ 400 ou R$500. Em Paris, não passa de 60 euros, ou R$ 140, dos quais 20 euros são reembolsados pela seguridade social francesa.
O modelo de saúde privatista brasileiro é moralmente hediondo e economicamente insustentável para a população, beneficiando só os piratas dos planos de saúde.
A solução não é xingar os anestesistas, os dentistas ou qualquer outra categoria de especialistas: é estatizar completamente a assistência sanitária, oferecendo um SUS de qualidade para todos, e acabando com a mafia dos planos de saúde.

Responder

    beattrice

    07 de janeiro de 2012 às 12h46

    Sua análise é irretocável.
    E justamente por tudo isso é inaceitável o que vem ocorrendo na Espanha, na Italia e na França onde os satrapas de Berlin querem destruir a saude e a educação nestes países.

    Antonio Nunes

    13 de janeiro de 2012 às 18h12

    "A solução (…) : é estatizar completamente a assistência sanitária, oferecendo um SUS de qualidade para todos, e acabando com a mafia dos planos de saúde"

    ótima ideia! como ninguém pensou nisso antes?

    tem como dizer como isso seria possível?

    se vc souber, será eleito Presidente do Universo…

    mas se não souber, sua ideia não passa de uma vontade!

    eu queria acabar com a fome, com as guerras e queria paz aos homens de boa vontade… mas não tenho a menor ideia de como faze-lo!

Rogério Alencar

06 de janeiro de 2012 às 18h38

Médicos ganhando R$ 38, por hora? E descupinizador cobrando R$ 5.600, para descupinizar um guarda-roupa e um quartinho? Quem acredita nisso?

Responder

Renato Baldin

06 de janeiro de 2012 às 15h06

Não é tão difícil de entender. Na nossa sociedade, toda categoria que consegue se organizar e agir de forma unificada se impõe sobre demais setores. Com isso aumenta seus ganhos e inflige prejuízos aos demais. É a lei do mercado. Os anestesistas se organizaram e formaram monopólios em cada estado, azar dos pacientes. Os planos exercem seu poder econômico para maximizar lucros, azar dos pacientes e médicos. Não vejo mocinho nessa história.

Responder

O_Brasileiro

06 de janeiro de 2012 às 14h31

Não sei se é verdade, mas uma dessas "notícias" do Facebook denunciou que o Judiciário estaria obrigando um anestesista a trabalhar de graça para um hospital particular que não queria pagar o valor que o anestesista achava justo. Se a coisa continuar desse jeito, ninguém mais vai querer ser anestesista, como muita gente hoje já não quer ser patologista, ai a oferta vai ser cada vez menor, e ai voltaremos à idade média, como muitos comentaristas desejam…
Tem muito comentarista que prefere os mecânicos, os marceneiros, os encanadores, os jardineiros… pagam o quanto eles pedem… mas não querem se consultar com eles!

Responder

Paulo Lima

06 de janeiro de 2012 às 12h52

Os anestesiologistas estão certos, assim como os cirurgiões cardíacos, que também fizeram uma cooperativa e estão negociando um descredenciamento coletivo. Como nós, cardiologistas, também deveríamos fazer , se a classe fosse mais unida. E por que? Porque os planos de saúde, possuídos por um capitalismo selvagem , do tipo que tornou o dono da Amil um dos homens mais ricos do mundo ( sim, do mundo, e não do Brasil), cobrando caro dos pacientes e pagando preços miseráveis aos médicos, criou uma situação insustentável.
Chegamos a uma situação onde um rapaz que entrega papéis nas esquinas ganha dez reais a hora, e um médico, para atender urgências e emergências, ganha 38 reais por hora. Um encanador, um técnico de geladeira , um marceneiro, para fazer um serviço em domicílio, hoje não cobra menos de 180 reais por um serviço que demora no máximo meia hora para ser feito. Um desinsetizador fez um orçamento lá em casa, para descupinizar um guarda-roupa e o quartinho dos fundos ( veja bem, não é o apartamento inteiro ) colocou o preço de 5.600,00 ( cinco mil e seiscentos reais, isso mesmo). Cinco mil e seiscentos para matar uns cupins, e acham caro quatro mil por uma anestesia, onde o médico é responsável pela vida do paciente??
Mais: o SUS demora sessenta dias ou mais para pagar os médicos, a Golden Cross já atrasou mais de seis meses… na verdade, o sistema correto seria o paciente pagar diretamente ao médico e depois algum seguro ou convênio ressarcir os honorários. Porque o encanador, o eletricista, o técnico de geladeira, o dono do mercado, o padeiro, todos fazem o seu preço e não tem conversa.
POR QUE CARGAS D'AGUA COM O MÉDICO TEM QUE SER DIFERENTE?
No juramento de Hipócrates não existe nenhuma parte que diz que o médico tem que trabalhar de graça, principalmente porque os livros, materiais e equipamentos médicos custam caro e o médico tem que se alimentar e à sua família também.

Responder

    Breno Gonzaga

    06 de janeiro de 2012 às 15h10

    Paulo, até onde sei, nenhum médico é obrigado a trabalhar para as empresas de planos de saúde. Ninguém concorda que um médico deva trabalhar de graça. Também NUNCA, em meus 37 anos de vida, vi um médico pobre ou de classe média. Quando contratados pelo poder público mediante concurso, são os salários mais altos, 6x mais que muitos outros profissionais de nível superior. Não se pode comparar as responsabilidades de um médico com as outras profissões que não lidam diretamente com vidas humanas. VIDA NÃO TEM PREÇO! E por isto mesmo vocês, médicos, devem ser bem remunerados. O pior é que tenho visto mais médicos empresários e comerciantes do que médicos de fato, que exercem a profissão com amor e dedicação.

    Dudu

    06 de janeiro de 2012 às 18h01

    Como assim nenhum médico é obrigado a trabalhar para plano de saúde? Isso é óbvio, mas, como em muitas profissões o médico precisa tornar seu nome conhecido, e trabalhar no início de carreira em planos de saúde para tirar seu sustento. De fato, todo canto precisa de médico, e de fome um médico nunca morrerá. Mas a questão aqui é o longo tempo de formação, o alto nível de estudo e dedicação, para ter salários comparáveis a serviços de cabeleireira….
    A vida pode não ter preço, mas salvá-la tem seus custos…
    Engraçado, quando alguém presta um serviço, por exemplo, de advocacia, paga-se com gosto…
    Agora quando é médico, tem que fazer a precinho camarada? Às favas!
    E os melhores salários são do judiciário, meu querido, e não dos profissionais de saúde…bem como as melhores condições de trabalho.

    Breno Gonzaga

    09 de janeiro de 2012 às 15h01

    Prezado Dudu,
    "Engraçado, quando alguém presta um serviço, por exemplo, de advocacia, paga-se com gosto…" Discordo. Principalmente quando existem acordos ou o autor perde a ação. Na área penal, ai do advogado que não cobra antecipadamente para tentar colocar o réu em liberdade.
    Concordo que os maiores salários do funcionalismo público são do judiciário. Mas dentre aqueles do poder executivo, principalmente quando o concurso é municipal, os médicos ganham na proporção que indiquei no post anterior.

    Erico

    11 de janeiro de 2012 às 14h29

    Para efeito de informação, sou médico, trabalho no hospital do Mandaqui e ganho exatos 2450 reais por 20 horas de trabalho. O salário base é de 500 reais, portanto em caso de afastamento por doença, esse é o benefício pago.

    jones

    06 de janeiro de 2012 às 18h24

    elementar meu caro WATSON… SÃO DIFERENTES PORQUE SUA MASSA DE MANOBRA SÃO SERES SEMELHANTES A ELES… apesar de alguns se acharem acima dos mortais,,, por isso o verdadeiro médico…aquele que não é mercenário….pensa diferente de vc.

    tiago carneiro

    14 de janeiro de 2012 às 12h45

    Existe isso não, camaradinha, e quem não tem um real no bolso?

    Educação e saúde não pode ser mercadoria. Criaram uma categoria de patetas, que se acham deuses, que são chamados de ''doutores'', sendo tão ''doutores'' quanto um analfabeto, pois doutor é quem tem doutorado.

    Como já disseram aqui, esse ''endeusamento'' vem desde a hora que cursam medicina, que qualquer retardado, que paga alguns milhares de reais mensais pelo seu diploma, já é endeusado pela família.

    Alex

    06 de julho de 2012 às 14h41

    Excentente, todos já entendemos que seu primo deu mais orgulho à família que você! Você precisa de psicoterapia não de anestesia.
    Próximo…

Julio_De_Bem

06 de janeiro de 2012 às 12h37

Eu mesmo passei por isso a 3 meses atrás. cheguei na hora da cirurgia, venho anestesista todo legalzão, dai sem mais nem menos ele dispara. "São R$1500 amigo". Comecei a rir na hora, depois que me dei conta que era sério eheh. Falei pra ele que efetuaria o pagamento se ele me mantivesse vivo, se eu morrese eu não pagaria. Foi engraçado na hora, mas depois paguei(sim eu nao morri duhh). Meu convênio é golden cross, já foi demorado conseguir a cirurgia. Depois que paguei o anestesista, munido da nota fiscal, pedi reembolso que demorou 48 dias para vir. E venho errado, venho no valor de R$ 600,00 , ou seja, menos da metade do cobrado. Liguei para a ANS e em outros 20 dias a golden cross depositou o valor restante. A desculpa foi que eles seguiam uma tabela e não o preço do anestesista, que eu paguei o preço q ele pediu por que eu quis, é mole?

Outra coisa que acho um absurdo, são as opçoes as vezes para as cirurgias. Existem cirurgias que exigem procedimentos rudimentares e modernos, sendo que os modernos sempre são mais caros, porem com tempo de recuperação menor e que deixam marcas bem menores. As operadoras sempre exigem que os médicos apelem pro mais barato, a ponto de muitas vezes nao autorizarem procedimentos. Minha tia passou por isso em uma cirurgia da obesidade.

Responder

Eunice

06 de janeiro de 2012 às 12h29

Telefonem para 5 hospitais de cidades pequenas – principalmente em Minas – e perguntem se há soro anti-ofídico? ou antidoto para veneno de outrso insetos.
Enfermeiras? Ah…… Começa, que os sindicatos delas mesmas as abandonaram. Vejam-se os salários. Com salários tão baixos, forçando o exagero de horas e os 3 turnos em hospitais diferentes, quem é que quer seguir a carreira? Cada vez mais se recorre à escravidão, tanto em restaurantes como em hospitais. É a maldita falta de divisão da renda e falta de uma Lei de Salário Mínimo decente.

Responder

evandro

06 de janeiro de 2012 às 12h21

E de onde o autor tirou essa de "planos de saúde negociam preço justo", por que ele não aproveitou e publicou também que a tabela de honorários médicos que os planos pagam é de 1992, 1996, alguns com redutor de 20, 30%. Tem plano que paga R$ 80,00 bruto por uma anestesia de amigdala. Vocês acham isso um preço justo para um serviço em que você pega seu filho de menos de 3 anos do seu colo e tem que devolver melhor do que entrou na sala de cirurgia? Este é o preço justo que o autor menciona? Desculpe, Urariano, ou você virou lobista de plano de saúde ou tá muito mal informado… ou teve algum problema pessoal com um anestesista…

Responder

Caracol

06 de janeiro de 2012 às 11h58

Que tal falarmos mal de Cuba agora?

Responder

Luiz Oliveira

06 de janeiro de 2012 às 11h10

Esses açougueiros tinham que ser presos em flagante. Cadeia para a grande quadrilha de anestesistas. Bandidos fantasiados de médicos

Responder

Melinho

06 de janeiro de 2012 às 09h34

A enfermeira me perguntou "como vai a sua glicemia?"

-Sou pré-diabético – eu disse.
-Sem problemas – disse ela. Cerca de 6% da população tem glicemia alterada.

Depois então da cirurgia de sinusite eu passei a me alimentar de soro. Mas o soro era para pessoas não diabéticas. Como eu estava acordado, reclamei. Mandaram comprar numa farmácia mais próxima um soro adequado à minha situação. Levaram umas três horas para trazer o soro, e nesse período eu fiquei acordadíssimo. Se eu dormisse, uma outra enfermeira poderia injetar o soro inadequado.

Como um hospital não tem dois ou três sacos de soro apropriado para diabéticos ? E numa situação de emergência, como fica?

Não fica, o paciente parte.

Conversando com "as enfermeiras" perguntei se elas tinham curso de enfermagem. Nenhuma tinha. "Mas nós sabemos fazer muito bem o feijão com arroz de cada dia", me disse uma delas.

Que maravilha: finalmente um hospital sem enfermeiras mas com boas cozinheiras. Deveriam ter aberto um restaurante.

Quanto ao anestesista, a UNIMED cobriu.

Eu quero dizer com essa história é que os problemas de saúde no Brasil vão muito além da remuneração dos anestesistas. Em muitos casos é um problema de polícia.

Por exemplo, você nunca foi atendido numa clínica que lhe pediu que você assinasse um formulário em branco? Foi durante o preenchimento de um desses formulários que um homem deu a luz a uma criança no estado do Acre. Vocês já pensaram na gozação dos amigos?

Responder

    beattrice

    06 de janeiro de 2012 às 10h54

    E ele ainda tem que agradecer, se fosse hj…. o nome dele iria parar no cadastro nacional público e compulsório do padilha!!!!!!!!!!

Glauco Lima

06 de janeiro de 2012 às 09h19

Essa discussão está rendendo por um único motivo: isso afeta a "classe média" que tem como bancar um plano.
Se a coisa estivesse acontecendo no SUS, duvido que alguém aqui tivesse tempo para discutir.

Responder

Lu_Witovisk

06 de janeiro de 2012 às 08h02

Só temos bons motivos para acabar com esta máfia dos planos. Aí vai mais um:
http://limpinhocheiroso.blogspot.com/2011/09/dono

Essas pragas, só cobrem coisas mais serias se vc for à justiça. Tenho uma prima de 87 anos que paga suado quase mil reais mensais de plano. Lúcidíssima, ativa, saudável, parece que tem 65 com alegria de 20 e disposição de 18. Ainda faz tudo em casa, até o queijo, mas o joelho precisa ser "trocado". Resultado: causa ganha, mas na justiça. O plano usa este artificio, quem sabe ne?? no desespero, os filhos não vão a juri e pagam por fora…. triste.

Responder

Jonas

06 de janeiro de 2012 às 07h38

Um absurdo total. Cadê o ministro Padilha? Cruzando o Brasil de cabo a arabo pra dizer que é um ministro empreendedor

Responder

    Luísa

    06 de janeiro de 2012 às 10h58

    A propósito,
    segundo divulgado esta semana recebeu em 2011 a quantia de R$ 80.000,00 em diárias de viagem,
    alguém poderia informar qual o valor da diária ministerial?
    Para podermos calcular o número de dias de afastamento?
    Segundo consta seria de R$ 500,00.

    Marta

    06 de janeiro de 2012 às 21h44

    O empreendedor recebeu R$ 80.000, 00 em diárias de viagem em 2011, a R$ 500,00 a diária
    (alguém corrige aí se estiver errado), ele teria viajado… 7 meses? É isso mesmo???

charles

06 de janeiro de 2012 às 02h14

médicos, juristas e políticos: três categorias das menos confiáveis em nosso país! Médicos têm salários absurdamente mais altos que todos os outros profissionais de saúde, além de privilégios insanos como: os melhores quartos de descanso em hospitais, lanchinho exclusivo, mais flexibilidade de horário. São arrogantes com colegas de trabalho e com os pacientes, nos tratam (sou paciente, não sou profissional de saúde) como ignorantes inferiores. É uma postura de superioridade que vem sendo passada desde os tempos de estudante de medicina e que faz muito mal ao nosso sistema de saúde e à nossa sociedade. São "as zelite" profissional desse país, como diria nosso querido presidente Lula. Generalizo, porque é um comportamento geral, exceções são raras e eu as trato como exceções, nada mais.

Responder

    Dudu

    06 de janeiro de 2012 às 17h48

    ridículo sua generalização, fala como um enfermeiro recalcado que não passou para medicina.

    Erico

    11 de janeiro de 2012 às 14h32

    Interessante que o herói Lula se trata "nazelite", com médicos que cobram muito, muito mais do que 4500 reais.

Fabio_Passos

06 de janeiro de 2012 às 00h32

É o mercado se auto-regulando.
Anestesia apenas para quem pode pagar por fora, ora bolas.

A mão invisível está apertando o pescoço do pobre há muito tempo.
Tá na hora é de apertar o pescoço dos apologetas da mão invisível.

Responder

O_Brasileiro

05 de janeiro de 2012 às 23h45

Se o usuário achou o valor do reembolso medíocre, imagine o que o médico acha desse valor…
O cara pra ser anestesista teve que estudar loucamente pra passar no vestibular, depois, fez mais de 200 provas durante a faculdade, para as quais passou a metade dos 6 anos da mesma sem dormir. Ai ele entra tem que estudar ainda mais loucamente pra entrar na Residência Médica, pois a especialização é o ápice do funil, e na Residência, para se tornar um especialista, ele recebe por 60 horas semanais a metade do que um médico recebe por 20 horas semanais.
Ai, na hora de ser remunerado, o plano de saúde quer pagar a ele menos do que um mecânico recebe pra fazer um conserto simples…
Só no Brasil mesmo!

Responder

    José Ricardo

    14 de janeiro de 2012 às 12h42

    Escolheu estudar medicina por quê? Estudou tanto, não sabia que seria assim? Não conhecia o sistema de saúde brasileiro? Ah, vá declarar inocência e ingenuidade em outro planeta.

pap

05 de janeiro de 2012 às 22h43

O que esperar de uma classe(a médica, em especifico desses crápulas- não generalizando- na pele de anestesistas),
que fazem greve em sp capital e a população se lixa para eles? Sinal que a classe médica anda -muito- mal na fita.
Agora eu pergunto:

Qual a reação desses mesmos anestesistas diante de uma negativa de um colega ou então cobrar os tubos para
aplicar anestesia numa eventual cirurgia de emergencia num ente querido?

Senhores medicos, terdr house e dr hollywood como referencias, que roça!

Responder

Elton Maravalhas

05 de janeiro de 2012 às 22h40

Sacanagem da mais grosseira!

Responder

Paulo

05 de janeiro de 2012 às 22h19

Mercado, mercado e mais mercado. Impunidade e mais impunidade. Os dois andam juntos para o sistema funcionar?

Responder

beattrice

05 de janeiro de 2012 às 22h10

E o ministro da saúde, padilha, ao invés de se preocupar com estes e outros assuntos, a ele afeitos diretamente e dos quais tem responsabilidade, prefere dispender o seu tempo de funcionário da República preparando MPs contra os direitos humanos, caso da MP 557.

Responder

    Mauro

    05 de janeiro de 2012 às 23h18

    Desculpe-me Beattrice, Padilha não tem nada a ver com isto, se for para responsabilizar alguém, responsabilize os tucanos que criaram a ANS, pois são eles que decidem sobre os preços de aumentos de plano de saúde.

    Agora, a responsabilidade do governo está em não atender a rede pública como deveria atender. Enquanto isto, a rede privada está do mesmo jeito. Vá a uma emergência da Rede D or aqui no Rio, que monopoliza a saúde privada daqui e vc passará por uma triagem como se fosse rede pública.

    Monopólio não é bom em qualquer segmento, principalmente na saúde.

    Mauro

    05 de janeiro de 2012 às 23h21

    E tem mais, por plano de saúde, doente fica apenas trinta dias internado. Estas redes que monopolizam a saude, ficam com o doente o tempo necessário, quando veem que não tem mais jeito e que o infeliz é caso de morte, quando o doente entra pelo hospital, neste caso a emergência, e não a internação eletiva, ou seja, que o médico interna seu doente.

    Mas quando o doente é internado via hospital, eles ficam por lá enquanto for conveniente, quando não convém, quando não está redendo mais, dão alta ou então mandam para um hospital menor, pois sabem que o coitado vai morrer. E com isto, seus números de poucas mortes continuam e o leito é desocupado para outro.

    Mauro

    05 de janeiro de 2012 às 23h24

    E ainda tem as glosas dos convênios, os caras querem que médicos e hospitais trabalhem de graça para eles. Fiquem aí pensando que a rede privada é ceu brigadeiro. Por isso que a confiança do doente deve ser sempre no seu médico e esta relação ética entre médico e paciente não deve ser quebrada pelo convênio. Algo que tentam fazer e os CRMs fingem que não é com eles.

    Por isto que os anestesistas têm suas tabelas próprias e tratam direto com o doente.

    beattrice

    06 de janeiro de 2012 às 01h09

    Mauro,
    desculpe.
    As aves bicudas criaram a ANS,
    mas o PT governa há 9 anos, NADA rigorosamente nada justifica o que acontece a ANS
    Aliás, todas as distorções dos planos de saúde, que cobram muito do usuários e pagam ninharias aos profissionais de saúde, tratados como subempregados de um sistema distorcido e irresponsável, deveriam ser debatidas e corrigidas pela ANS.

    Mas o ministro da saúde reitero, faz cara de paisagem e pose de samambaia.
    Olha para o lado de lá e exerce seu abuso de autoridade sobre o lado mais fraco.
    Fala grosso com movimentos sociais e fala fino com as seguradoras de saúde.

    Lu_Witovisk

    06 de janeiro de 2012 às 07h36

    Falou tudo Beattrice!

    beattrice

    06 de janeiro de 2012 às 10h11

    Conceição
    quando for oportuno seria muito interessante podermos ter um panorama do que ocorreu na ANS pós-tucanato.
    Segundo consta, na atual fase há enorme descontentamento entre os profissionais de saúde e os médicos em particular com relação a diversas decisões do órgão.

    Antonio Nunes

    13 de janeiro de 2012 às 18h16

    responsabilizar os tucanos????????????????????

    cara, ACORDA!

    o PT está no governo há 9 anos… TODAS as diretorias das agencias reguladoras foram indicadas pelo PT e vc ainda vem com a desculpa de "culpar os tucanos"?

    me poupe, né!

    Fabio_Passos

    06 de janeiro de 2012 às 00h38

    O ministro deve achar que saúde é apenas uma mercadoria.
    Faz sentido, já que ele barganhou o útero de milhares de brasileiras com o lobby obscurantista-religioso.

Marcio H Silva

05 de janeiro de 2012 às 21h48

Desde que começei a trabalhar tenho plano de saude coletivo ( empresarial ). Passamos por vários planos, tais como Unimed, Blue Cross, Golden Cross, Bradesco Saúde e Sul America. Meus tres filhos nasceram por médicos conveniados. Em nenhum deles, desde a década de 80, eram cobertos por anestesistas. Sempre foi pago a parte, com cheque para trinta dias, e posteriormente fui ressarcido no mesmo valor. Meu primeiro filho nasceu com a Blue-Cross, o segundo pela Golden-Cross e a terceira pelo Bradesco Saude. Em todos eles tive que pagar o anestesista por fora, anestesista que fazia parte da equipe do médico, e em todos eles fui avisado com antecedencia do pagamento por fora. Nenhum anestesista me cobrou valor exorbitante, obravam o que constava de uma tabela dos profissionais da classe. Bem isto foi lá na década de 80 e inicio da de 90, hoje não sei como está a prática de cobrança. Graças a deus, eu e minha família ainda não precisamos de cirurgião.

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mariana

05 de janeiro de 2012 às 21h43

Por isso os anestesistas têm tabela prórpria e eles estão corretos. Se os cirurgiões agissem dessa maneira, talvez esta realidade de trabalhar como escravo para convênio já teria mudado. Mas isto começou com a Golden Cross, deixaram a coisa correr solta e a agora está aí o resultado.

TEm um monte de gente séria nisto aí, mas tem muita gente não séria também, seja nos convênios, seja na área médica. Não suporto a UNIMED

Responder

Mariana

05 de janeiro de 2012 às 21h40

Claro que muito médico picareta em qq profissão, mas o fato é que o capitalismo selvagem dos planos de saúde põem a vida de muitos doentes em risco. Plano de saúde é bom para hospital, não para médicos, estes com os planos, seguem a mesma lógica do capitalismo, trabalha como escravo e recebe como escravo.

Quer saber quanto um médico recebe por exemplo, por uma vídeolaparoscopia? Vejam na tabela da CBHPM das penúltimas edições recentes.

No caso CEF, BB que adotam a rede ciefas, se for por vídeo, multiplique 1032 chs X 2= 2074 vezes por exemplo, 0,70 de centavos. Disto, some 30% para o primeiro auxiliar, 20% para o segundo e 10% para o instrumentador. Aí vc terá o preço pago pela rede Ciefas neste exemplo aí. Mas nem sei se o CH já chegou a isto, fica como exemplo,então, este valor.

Bradesco tem tabela prória assim como Sulamérica. Mas há um grupo enorme que segue o CIEFAS. Então, há variação de reembolso, mas é sempre uma merreca.

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    tiago carneiro

    14 de janeiro de 2012 às 14h38

    A culpa é dos próprios médicos, que aliados a mídia golpista, e aos governantes neoliberais, viram nos planos de saúde a sua forma de ''ficarem ricos''. Por fim, se viram tão usados e lesados quanto a população.

Mariana

05 de janeiro de 2012 às 21h39

Outra coisa, os planos de saúde pagam uma merreca para os médicos e tem auditores que sequer são médicos. Vc já imaginou um cirurgião que vive mais de dez horas por dia num centro cirúrgica ficar operando com aquilo que o plano decide dar. Por exemplo, vc pede um cateter de colangiografia e o plano libera, lá no hospital um cateter para criança e quer que ele se vire?

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Mariana

05 de janeiro de 2012 às 21h32

Desculpem-me mas eles não estão errados. São a única classe médica que não estão submetidos aos planos de saúde. Anestesistas têm tabela própria e os planos sabem disto, se eles enganam seus usuários, isto não é problema dos anestesistas. Terminou a cirurgia, se for plano de saúde, o anestesista vai lá e deixa o recibo dele. Quando é particular, a cobrança da equipe cirúrgica quem faz é o cirurgião.

Os planos de saúde sempre souberam disto, se eles enganam seus usuários, eles não têm nada com isto. Aliás, tem alguns anestesistas que são credenciados de alguns, mas raramente vc verá isto. Aí o que acontece? O plano só ressarce aquilo que eles determinam e o restante o doente vai sempre bancar.

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    Lu_Witovisk

    06 de janeiro de 2012 às 07h40

    Pô, mas 4 mil como cita o texto é dose hein… sem querer desvalorizar o anestesista,longe de mim, mas puxa vida… é não ter noção.

    evandro

    06 de janeiro de 2012 às 12h28

    pois é amigo, já imaginou fazer uma anestesia para transplante de fígado, ou um de coração/pulmão, uma cirurgia de coluna, e ficar 10, 12h seguidas ou mais mantendo o paciente estável? quanto vale este serviço pra você, 100 pila? pense nisso…

    Lu_Witovisk

    06 de janeiro de 2012 às 18h39

    Não quis desvalorizar o serviço, de maneira alguma. Mas pense em termos de Brasil, muita gente tem $$; muita gente não tem, mas faz sacrificio e paga, ok. Agora o mal é cobrar generalizado. Já imaginou uma familia pobre, precisando do serviço e sem ter de onde tirar $$?? A função merece o $$, não tem preço, mas médico faz juramento e não deveria entrar em máfia. Cobrar de quem tem é uma coisa, de quem não tem é desumano.

    Evandro

    06 de janeiro de 2012 às 09h41

    e de onde o autor tirou essa de "planos de saúde negociam preço justo", por que ele não aproveitou e publicou também que a tabela de honorários médicos que os planos pagam é de 1992, 1996, alguns com redutor de 20, 30%. Tem plano que paga R$ 80,00 bruto por uma anestesia de amigdala. Vocês acham isso um preço justo para um serviço em que você pega seu filho de menos de 3 anos do seu colo e tem que devolver melhor do que entrou na sala de cirurgia? Este é o preço juso que o autor menciona? Desculpe, Urariano, ou você virou lobista de plano de saúde ou tá muito mal informado… ou teve algum problema pessoal com um anestesista…

Abdula Aziz

05 de janeiro de 2012 às 20h46

Tá na hora de romper com esse sistema. O povo não se dá conta de tanta sujeira. O negocio tá insuportavel, já não dá mais.

Responder

    Fabio_Passos

    06 de janeiro de 2012 às 00h35

    Este sistema está caindo de podre.

    O problema é que a "elite" branca e rica controla as instituições "democráticas" e é dona da mídia-corrupta que está atolada na lama até o pescoço.
    A podridão tem defensores muito poderosos.

    Nós é que precisamos pegar o diabo pelo chifre e derrubar este regime em que o ser humano é insumo e mercadoria.


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A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.