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Maierovitch: O pau de arara da dupla Kassab-Alckmin


05/01/2012 - 20h03

5 de janeiro de 2012

O pau de arara da dupla Kassab-Alckmin na Cracolândia

Em seu blog no Terra Magazine

É inacreditável. Em tempos de Tribunal Penal Internacional e de luta sem fronteiras por respeito aos direitos humanos e contra a tortura, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e o governador do estado paulista, Geraldo Alckmin, adotam, na conhecida Cracolândia, violência contra dependentes de crack. A dupla de governantes acaba de oficializar a tortura.

Na quarta-feira (4), por determinação do prefeito da cidade de São Paulo e do governador do Estado, iniciou-se o denominado “Plano de Ação Integrada Centro Legal”. Esse plano, consoante anunciado, terá duração indeterminada.

O plano, como explicou o coordenador de políticas de drogas da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania, Luiz Alberto Chaves de Oliveira, consiste em obrigar os dependentes que vivem na Cracolândia a buscar ajuda, “pela dor e sofrimento” decorrentes da abstinência, junto às autoridades sanitárias ou redes de saúde.

Ao tempo do DOI-CODI, a tortura, como regra mestra, foi largamente empregada. A regra era torturar, física ou psicologicamente, para obter o resultado esperado.

Nos campos nazistas, a fome e o abandono levavam à morte. Auxiliavam na vazão, pois, eram insuficientes em número os fornos crematórios.

A tortura indireta posta em prática pela dupla Kassab-Alckmin tem o mesmo fundamento dos campos de concentração nazista. E a tortura imperava no DOI-CODI, de triste memória.

Em nenhum país civilizado emprega-se essa estratégia desumana a dependentes. Ao contrário, investe-se no convencimento ao tratamento e até nas salas seguras para uso de drogas.

As federações do comércio e da indústria da Alemanha apoiam os programas de narcossalas com 1 milhão de euros. E ninguém esquece a lição do professor Uwe Kemmesies, da Universidade de Frankfurt: “Podemos reconhecer que a oferta de salas seguras para o consumo de drogas melhorou a expectativa e a qualidade de vida de muitos toxicodependentes que não desejam ou não conseguem abandonar as substâncias”:

http://maierovitch.blog.terra.com.br/2011/12/12/novo-perfil-no-ministerio-publico-do-tribunal-penal-internacional-nao-agrada-defensores-de-direitos-humanos/

Desde os anos 90, a cidade convive com a Cracolândia e os governos são incapazes de adotar políticas adequadas. Nem as delegacias especializadas, tipo Denarc (delegacia de narcóticos), nem a polícia militar identificaram, até hoje, a origem do crack que é ofertado. Agora, numa ação policialesca, busca-se o cerco ao usuário para se chegar ao vendedor da droga. Vendedor que, evidentemente, não é o operador da rede de abastecimento de crack para as cracolândias brasileiras.

Uma questão sócio-sanitária, de saúde pública, não pode mais ser enfrentada com soluções torturantes, como pretendem Alckmin-Kassab.

Pano Rápido. Aguarda-se que a ministra responsável pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário,  tome medidas adequadas para suspender as torturas em São Paulo e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel,  inicie apurações criminais. E espera-se que a nova procuradora junto ao Tribunal Penal Internacional, Fatou Bensouda, natural de Gâmbia (África Ocidental), levante o que acontece na Cracolândia e enquadre as irresponsabilidades e desumanidades.

Wálter Fanganiello Maierovitch

Leia também:

Revista de História: A lista dos acusados de torturar

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97 comentários

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Carla

09 de janeiro de 2012 às 14h11

Só queria lembrar que o Maierovitch é o mesmo que foi insultado por muitos de vocês por considerar o Battisti um bandido.
E aí?

Responder

Luci

07 de janeiro de 2012 às 09h34

Despreparo, ineficiência, descumprimento de acordos e tratados internacionais, ausência de diálogo com entidades da sociedade civil para planejamento e implementação de políticas públicas que produzissem um resultado de respeito à dignidade humana que beneficiaria a sociedade.
Walter Maierovitch faz uma denuncia que se constata na foto da mensagem de Fabio Passos – a tortura como método, é mais que falência política é desumanidade, é violação de direitos humanos, é a política da força, é a policia no trato de questões sociais que não são crimes e precisam ser atendidas e não punidas, como bem ensionou Rui Barbosa em 1840.

Responder

Milton Quadros

07 de janeiro de 2012 às 07h23

Se coibirem o tráfico, os bandidos arrebentam São Paulo, como já fizeram uma vez até que os bandidos públicos fizeram acordo com os privados. Hoje o único lugar em que aparenta ter drogas é no centro. No resto da cidade e do estado, graças ao "acordo" entre bandidos públicos e privados, o tráfico de drogas parece não existir, para quem não mora nos locais onde ele ocorre.

Responder

malba tahan

06 de janeiro de 2012 às 21h35

O que me deixa mais furioso que é o irmão do Luciano Hulk promoveu uma baboseira, que passou nos cinemas há mais ou menos um ano, mostrando, num documentário, o ex-presidente FHC batendo perna na Europa e nos EUA, conversando com tudo quanto é celebridade e governante ( até o Bill Clinton que gostava de lhe fazer uns carinhos nas costas!) defendendo exatamente O FIM DA REPESSÂO POLICIAL aos usuários de drogas e cantando loas às políticas "iluminadas' de Portugal e da Holanda, a tal respeito. Alkmin ( apesar de seus envolvimentos com a Opus-Dei) é do mesmo partido político de FHC! Como se pode explicar esta verdadeira esquizofrenia política?

Responder

    Renato

    08 de janeiro de 2012 às 19h35

    Eles não são obrigados a pensar da mesma forma, apesar de serem do mesmo partido. Ou você compararia a coragem de Helio Bicudo, que no auge da ditadura militar denunciou o esquadrão da morte em SP, com qualquer outro petista atual ?

    malba tahan

    12 de janeiro de 2012 às 13h59

    meu caro:

    a)- Em questões estratégicas como essa, eu penso que sim, são obrigados a um mínimo de coer~encia. Não se pode baixar o sarrafo e pregar a toler~ãncia ao mesmo tempo! Só se for prá "ingl~es ver" como dizia minha avó!

    b)- Bicudo foi, de fato muito valente nos tempos do esquadrão da morte do Fleury e de quejandos. Infelizmente, nos últimos anos, não tem se comportado com a mesma consist~encia em outros casos notórios de abuso e violação de direitos humanos. (Assassinatos de sem terra no Pará , por exemplo). As suas posições, na campamha de Dilma Roussef, na minha opinião, macularam EM MUITO a sua biografia. Quanto aos petistas,de hoje, são menos valentes do que eu gostaruia, mas bem mais consistentes do que os políticos do DEM, do PSDB, do PMDB!

Yarus

06 de janeiro de 2012 às 17h29

Ingenuamente a Globo e Fundação Roberto Marinho cairam na pegadinha das ONGs do Min. do Turismo e meteram a mãozona em R$ 13,8 milhões, coitados!

Responder

PedroAurélioZabaleta

06 de janeiro de 2012 às 17h12

"Limpeza" é operação padrão para desgovernantes do PSDB.
Para eles "limpeza" é sinonimo de "exclusão para mais longe".
Claro que isso não tem nada a ver com o negócio imobiliário, não é?
outubro vem já, já…

Responder

Klaus

06 de janeiro de 2012 às 16h56

Acho que um lugar ideal para defender todas as ideias que a esquerda tem para São Paulo será o horário eleitoral gratuito. Só espero que, quando chegar a hora de defendê-las, não fujam da raia para não perder votos.

Responder

    Renato

    08 de janeiro de 2012 às 19h30

    A tal "esquerda" em SP não tem discurso para convencer uma população que, em sua maioria é conservadora. Vamos ter o PSDB pela frente por mais alguns anos …

Gabriel

06 de janeiro de 2012 às 16h24

Isso me faz lembrar, mutatis mutandis, o bom livro do Fernando Sabino, o Grande Mentecapto, bem na parte que se resolve criar, na cidade onde Viramundo foi parar, a Cidade Livre dos Mendigos!

Responder

Nego

06 de janeiro de 2012 às 13h58

Experimenta pela primeira vez quem quer, como dizer que droga e uma doenca, doenca surge sem voce querer, quem quer ficar doente? voce vai na esquina e compra um cancer? entao nao venha dizer que e uma doenca, faz o seguinte os demagogo pegue uma vam va ate a cracolandia e leve uns 12 para sua casa tive uma amiga minha estrupada por um usuario de crack que diz estar sob o efeito da droga e nao lembrava de nada. sao uns coitadinhos mesmo……………

Responder

waldir ferreira

06 de janeiro de 2012 às 13h27

a Policia poderia infiltrar policiais entre os dependentes,achariam os traficantes,
se quiser realmente acabar com uma boa parte do consumo de crak,
mas vendo estas ações, me parecem que não seria esta intenção,
e sim causar DOR e SOFRIMENTO entre os infelizes dependentes,
ai elogio o comentario do dr Mayerovith.,

Responder

    Jairo

    06 de janeiro de 2012 às 17h10

    Não sei se vão publicar, mas é certo que a polícia leva o crack até o centro da cidade, a 03º DP que fica na rua Aurora é o distrito mais corrupto de São Paulo, já ouvi falar que um investigador paga 50 mil reaIs para ser transferido para lá. E falando de um comentário acima… o Crack foi inventado na Alemanha e foi inserido em comunidades negras dos EUA, Jamaica e em todo o mundo, o Brasil está sendo devastado por essa droga genocida.

    Jairo_Beraldo

    06 de janeiro de 2012 às 18h08

    Xará, o mega traficante Juan Carlos Ramírez Abadía, vulgo "Chupeta", sempre disse que para acabar com o tráfico de drogas em São Paulo, bastaria fechar a DENARC paulista…

Xad Camomila

06 de janeiro de 2012 às 12h41

A MAQUIAGEM DA CRACOLÂNDIA
Dois fatores fizeram os governos Alckmin e Kassab desencadearem uma operação policial na Cracolândia paulistana que não passa de vigarice político-eleitoral: as eleições municipais e – segundo informações da Folha de São Paulo – o medo de que programa do governo federal previsto para começar em breve rotule prefeito e governador como “inoperantes”.

Segundo a surpreendente reportagem do diário chapa-branca paulista que há anos acoberta o descalabro administrativo na capital e no Estado de São Paulo, “O alvo de preocupação da prefeitura e do governo estadual é o lançamento do programa federal Consultório de Rua”, que terá “Transporte de equipes de saúde em vans, com a marca do governo Dilma”.

É assustador o nível de delinqüência intelectual do governador e do prefeito. É inacreditável como essa operação fajuta não gerou nenhuma reação à altura, seja da Justiça, seja do Ministério Público, seja da imprensa. Mesmo a reportagem da Folha que denuncia as razões de essa operação ter sido desencadeada de afogadilho é discreta e suave, quando deveria ser dura e largamente difundida.

O que Alckmin e Kassab estão fazendo é apenas maquiar o problema. Mandaram a truculenta Polícia Militar expulsar os zumbis da Cracolândia sem se importarem com o destino deles, o que já faz com que se dirijam aos bairros no entorno dos Campos Elíseos.

A irresponsabilidade do prefeito e do governador de São Paulo é assustadora porque grande parte desses viciados está em crise de abstinência de crack, o que, como se sabe, torna o indivíduo violento e desesperado, podendo levá-lo a cometer qualquer ato criminoso para conseguir dinheiro para comprar a droga.
A maioria dos infelizes paulistanos – uma massaroca social incapaz de votar com o cérebro por estar acostumada a usar os pés – está achando o máximo essa farsa que esses dois políticos caras-de-pau montaram. E continuará iludida, porque até que as urnas sejam fechadas, neste ano, a polícia tratará de impedir que se formem cracolândias pela cidade.

Devido à diáspora dos viciados e traficantes da Cracolândia original, a capital paulista, a esta altura, está infestada por centenas e centenas de pessoas desesperadas pela crise de abstinência, prontas a cometer qualquer atrocidade para conseguir meio$ de comprar a droga mortal.

Como bem estão dizendo os viciados que estão sendo expulsos, eles não têm para onde ir. E as autoridades estaduais e municipais reconhecem isso ao atribuírem “fases” ao processo que desencadearam, sendo que a primeira delas teria o objetivo de “sufocar” consumidores e desarticular o tráfico e só a segunda fase é que teria atendimento de saúde e social aos viciados.

Farsa, vigarice. É fácil expulsar os viciados. Difícil seria recolhê-los a centros de saúde e reabilitação que nem sequer existem. O importante, agora – para esses políticos sem-vergonhas –, é tirar a Cracolândia das vistas do eleitor e tratar de impedir que os viciados se reagrupem – pelo menos até as eleições. Depois volta tudo ao que era.

E se alguém pensa que o eleitor paulistano tem discernimento para perceber que só agora o governo do Estado – responsável primeiro pela Segurança Pública – e a prefeitura – segunda maior responsável – agiram, e ainda de forma inadequada, engana-se. Com ajuda da imprensa chapa-branca local, enganar esta cidade é o que há de mais fácil.
http://www.blogcidadania.com.br/2012/01/a-maquiag

Responder

Mancini

06 de janeiro de 2012 às 12h26

Azenha, o porque desse tipo política(fonte menor possível…) está muito bem explicada num artigo que linkei no meu blog: http://refazenda2010.blogspot.com . O autor faz uma longa análise donde o mote é: quanto menos políticas sociais, mais repressão policial!

Responder

Eunice

06 de janeiro de 2012 às 12h17

Isso é velho. Basta um mendigo começar a se "hospedar" perto de um comércio mais chiquetinho e já vem a polícia. Estou gostando desse Maierovitch. Se a Midia não gosta eu gosto. Vivam as vozes dissonantes do Brasil.

Responder

Rafael

06 de janeiro de 2012 às 12h16

Como esse pessoal da direita, psdb, dem e semelhantes, mantêm o ideal do regime militar, "porrada em quem não obedecer", parece os discursos do Figueiredo. Se porrada resolvesse alguma coisa hoje não existiria viciados. O Estado ao invés de previnir, de dar oportunidade para que todos tenham educação, saúde, cidadania e principalmnte emprego dá é porrada e acha qe vai resolver o problema. Os únicos que vão gostar disso são os saudosos do regime militar que acham tudo se resolvia na violência.

Responder

Regina Braga

06 de janeiro de 2012 às 11h39

Estão tirando todas as garantias dos pobres em Sampa…moradores de rua, foram acordados pela guarda metropolitana com cacetetes e spray de pimenta…bomba nos viciados…favelas queimadas…direito de ir e vir abolidos.Sei não,mas parece que Sampa,fechou as portas da sensibilidade e abriu as portas da eliminação…E o pior,com a omissão das instituições,que foram criadas com o objetivo de garantir os direitos das minorias.Estamos ou não, num estado ditatorial? Ministra Maria do Rosário,Sampa pode até não parecer,mas faz parte de uma federação.

Responder

Anderson

06 de janeiro de 2012 às 11h19

Deixa eu ver se eu entendi direito: Maierovitch, você critica o combate ao tráfico de drogas e o cerco feito nos últimos tempos na cracolândia, justificando que os usuários vão sofrer abstinência (inclusive comparando esta com as torturas dos tempos de ditadura e nazista) e no climax do texto propõe que a solução é oferecer um ambiente patrocinado e protegido pelo estado, para que estes viciados mantenham seu vício sem serem perturbados?

Acho que o calor destes últimos dias em São Paulo me fizeram compreender de forma errada o seu texto, pois, caso contrário, se este mesmo foi o objetivo da leitura, acredito que não foi a mim que o calor prejudicou o raciocínio.

Responder

    eduardo

    06 de janeiro de 2012 às 11h38

    Na verdade, Anderson, o seu problema é com a compreensão da vida. Não entender o texto é apenas um pormenor.

    Patricio

    06 de janeiro de 2012 às 12h26

    Entendeu sim, Anderson. Cuidado com o seu ar-condicionado. Ele também afeta o raciocínio.
    O objetivo do ser humano devia ser o de aliviar a dor dos outros. Se não oferecer um ambiente adequado àqueles que sofrem de um mal, o estado faz o caminho contrário, já que castiga quem sofre da dependência de um produto químico.
    Ditadura, nazismo são só eufemismos.
    Além de médico extraordinário, Alckmin é um mártir. Kassab é um santo, desde menino.

    Anderson

    06 de janeiro de 2012 às 23h02

    Caro,
    Obrigado por defender um ponto de vista contrário, apesar que insisto em acreditar não ter fundamento aqueles argumentos que defendem tal falta de raciocínio crítico e bom-senso.
    Sem apelo político por quem está administrando o projeto, acredito que é o caminho certo a ser seguido. Desestabilizar uma área de forte concentração de dependentes químicos e prender os traficantes.
    Afirmar que o caminho correto é acolher estes usuários e oferecer proteção e abrigo em um ambiente seguro para que estes continuem seu vício é imoral, antiético e sustentará o problema a custas dos contribuintes. É uma total inversão de valores!!
    O estado precisa sim é oferecer tratamento para aqueles que querem/precisam se reabilitar e não sustentar o vício deles, pois eles podem sofrer uma "tortura psicológica" pela abstinência. É como afirmar que um psicopata tem carta-branca para assassinar quantas pessoas ele quiser, só pelo fato de que pode ficar "deprimido" caso essa vontade seja reprimida.
    Não acompanho as ações do estado/prefeitura nesse aspecto mas sei que eles possuem oportunidades de reabilitação destas pessoas – Se funciona ou não eu não sei e nem ponho isso em pauta, uma vez que a discussão é se as ações atuais estão corretas ou não.
    Para finalizar reforço duas coisas: 1) Analiso a ação em si e não expressei minha opinião sobre o Alckmin ou Kassab, é importante separar as coisas. 2) O verdadeiro objetivo do ser humano deveria ser viver em plenitude e preservar a continuidade da espécie.

    Patricio

    07 de janeiro de 2012 às 20h35

    Anderson
    Sei que aqueles que se acham portadores da verdade se irritam facilmente com opiniões contrárias às suas. Mas contenha-se. Vou rebater apenas nas suas duas últimas colocações, porque as demais parecem tão moralistas que até a dupla dinâmica que governa São Paulo não as usa mais.
    1) Não existe "ação em si". Não é possível analisar um fato isolado dos demais.Todo ser humano adulto sabe que todas as ações humanas possuem uma relação entre si. Todas. Alckmin e Kassab estão intimamente ligados às práticas hediondas cometidas pela polícia contra os pobres da cidade.
    2) Não há um "verdadeiro" objetivo do ser humano, mas muitos. Aliviar a dor dos que sofrem a agressão de drogas é uma delas, pois nos humaniza e nos ajuda a buscar a plenitude de que você fala.
    Agora, "preservar a continuidade da espécie" é ambíguo demais para responder. Essa afirmação, por exemplo, cabe direitinho num discurso nazista. Você percebeu isso, ou desconhece os argumentos pseudo-científicos da eugenia?

    Anderson

    08 de janeiro de 2012 às 16h17

    Patricio,
    De maneira nenhuma me irrito. Agradeço por você sustentar a discussão e defender seu ponto de vista, apesar de ser uma ideia que vai contra ao que acredito, é uma oportunidade de entender outros pontos de vista e, porque não mudar de opinião?
    Mas agora entendi o centro da discussão e o objetivo do texto. Não era de fato fazer uma análise sobre as ações que devem ou não ser feitas para solucionar um problema social grave, é na verdade uma discussão política baseada que em todas as ações do governo atual são ruins, mal planejadas e repressoras independente de quais ações sejam.
    O fato de você só rebater minhas colocações políticas é uma prova disso. Não vi um argumento algum sobre como a situação deveria ser administrada até porquê não há argumento para quem apoia que o governo deve sustentar o vício de dependentes químicos. Em que ponto chegamos? Defender tal ponto de vista em razão de uma ideologia política?
    Como todo paulistano sensato, eu reprovo a administração do Kassab mas (apesar da forte tentação) isso não me faz pensar que todas as suas ações são falhas ou até mesmo pior: Que tudo o que ele faz é exemplo mundial de boa política. Vejo com discernimento que um governo ruim pode ter atitudes boas e governos bons podem ter atitudes ruins.
    Como informei desde o princípio, analiso a atitude do governo/prefeitura contra o tráfico de drogas e apoio. Não serei convencido que a melhor saída para o problema é o fornecimento de crack (pelo governo) aos víciados e afirmo ainda essa ser uma ideia completamente irresponsável.
    Se você quer fazer disso um ataque ao governo, você tem o seu direito. Mas o argumento que defende é falho.

    Patricio

    09 de janeiro de 2012 às 11h45

    Tudo é política, inclusive as ações "saneadoras" do governo. O seu argumento é o de condenar a distribuição de drogas aos viciados. Diz a voz moralista que isso não traz benefício público. Será mesmo? Se suprimir repentinamente o cigarro (tabaco) de um fumante, ele pode ter um mal estar grave. Que confirmem os ex-tabagistas. E se suprimir o crack de um viciado? Tem idéia do que isso pode causar? Quem faz uma coisa dessas não pode ser chamado de médico ou de terapeuta. Essa figura se aproxima mais dos torturadores da ditadura e às práticas nazistas de impor sua ordem moral. Não se humaniza ninguém através da sevícia.
    Não argumento para platéias, muito menos tenho vocação acadêmica. Tentei tocar a pedra que você tem no lugar do seu coração, só isso.

    Anderson

    09 de janeiro de 2012 às 18h34

    Fornecer drogas a usuários, internações voluntárias, criar ambientes seguros para consumo de drogas… Tudo isso é lindo sob sua ótica liberal mas não resolve o problema.
    Esta é nossa diferença! Você acredita que os direitos individuais destas pessoas são maiores do que o direito coletivo de nós cidadãos. Nossa segurança, nosso direito de ir e vir e nossa saúde pública é comprometida há anos por estes doentes e garanto que você não defendia com tanta veemência assim os SEUS direitos.
    Nem todos eles vão procurar tratamento voluntário e continuarão (as custas dos contribuintes e pessoas de bem) oferecendo um risco social, de segurança, de saúde pública e sustentando o tráfico e a violência da cidade.
    O caminho não é fácil, mas o tráfico tem que acabar. Assim como a miséria social, o medo e a falta de oportunidade e dignidade destas pessoas.

    Patricio

    10 de janeiro de 2012 às 18h45

    "Direitos individuais DESSAS PESSOAS versus direito coletivo de NÓS CIDADÃOS".

    É nessa barbaridade se resume todo o seu raciocínio: "Eles e nós". Não sou seu igual.
    Vamos ser claros. Você está do lado de quem reprime, eu não. Como cidadão do mundo, não concedo ao estado nenhum direito de praticar qualquer tipo de tortura contra outros cidadãos. Não aceito o argumento de que o tráfico deva ser combatido como num cenário de guerra, onde o inimigo está além das fronteiras. Os inimigos estão aqui, quiçá do seu lado, colados no seu uniforme. Os inimigos não são feios como os miseráveis que caíram na praga da droga. Neste momento, os verdadeiros inimigos estão com seus familiares, sadios, desfrutando do ambiente aconchegante que conseguiram explorando o sofrimento alheio. Os inimigos são os que inventaram essa droga, são os que mandam o dinheiro que roubam dos viciados para o mesmo banco que o tucanato envia suas propinas. Que não são outros senão os mesmos bancos que aceitam o dinheiro imundo dos capitalistas que roubam o trabalhador e a trabalhadora.
    Essa é a nossa diferença: não sou uma pessoa de bem. Meu direito de ir e vir não é impedido por dependentes químicos, mas por trogloditas vestidos de policiais.

    maria do carmo

    14 de janeiro de 2012 às 11h53

    Andersons ,eu nao queria responder ,mas nao da para calar, ninguem defende traficantes estamos falando de pessoas nossos iguais gente em situacao extrema,
    vulneraveis a dependencia qimica, chego a conclusao que os animais sao melhores
    que os humanos pois sao solidarios entre seus iguais, existem muitos exemplos, enquanto alguns humanos sao um poco de egoismo insensivel.

    Anderson

    06 de janeiro de 2012 às 23h40

    (LAMENTÁVEL EXCLUIR MEU COMENTÁRIO. PUBLIQUE! – EU NÃO OFENDO NINGUÉM E SÓ DEFENDO MEUS PONTOS DE VISTA)
    Caro,
    Obrigado por defender um ponto de vista contrário, apesar que insisto em acreditar não ter fundamento aqueles argumentos que defendem tal falta de raciocínio crítico e bom-senso.
    Sem apelo político por quem está administrando o projeto, acredito que é o caminho certo a ser seguido. Desestabilizar uma área de forte concentração de dependentes químicos e prender os traficantes.
    Afirmar que o caminho correto é acolher estes usuários e oferecer proteção e abrigo em um ambiente seguro para que estes continuem seu vício é imoral, antiético e sustentará o problema a custas dos contribuintes. É uma total inversão de valores!!
    O estado precisa sim é oferecer tratamento para aqueles que querem/precisam se reabilitar e não sustentar o vício deles, pois eles podem sofrer uma "tortura psicológica" pela abstinência. É como afirmar que um psicopata tem carta-branca para assassinar quantas pessoas ele quiser, só pelo fato de que pode ficar "deprimido" caso essa vontade seja reprimida.
    Não acompanho as ações do estado/prefeitura nesse aspecto mas sei que eles possuem oportunidades de reabilitação destas pessoas – Se funciona ou não eu não sei e nem ponho isso em pauta, uma vez que a discussão é se as ações atuais estão corretas ou não.
    Para finalizar reforço duas coisas: 1) Analiso a ação em si e não expressei minha opinião sobre o Alckmin ou Kassab, é importante separar as coisas. 2) O verdadeiro objetivo do ser humano deveria ser viver em plenitude e preservar a continuidade da espécie.

    Anderson

    06 de janeiro de 2012 às 23h45

    (LAMENTÁVEL EXCLUIR MEU COMENTÁRIO. PUBLIQUE! É O MÍNIMO QUE PODE FAZER SE É UM JORNALISTA ÍNTEGRO)
    Caro,
    Obrigado por defender um ponto de vista contrário, apesar que insisto em acreditar não ter fundamento aqueles argumentos que defendem tal falta de raciocínio crítico e bom-senso.
    Sem apelo político por quem está administrando o projeto, acredito que é o caminho certo a ser seguido. Desestabilizar uma área de forte concentração de dependentes químicos e prender os traficantes.
    Afirmar que o caminho correto é acolher estes usuários e oferecer proteção e abrigo em um ambiente seguro para que estes continuem seu vício é imoral, antiético e sustentará o problema a custas dos contribuintes. É uma total inversão de valores!!
    O estado precisa sim é oferecer tratamento para aqueles que querem/precisam se reabilitar e não sustentar o vício deles, pois eles podem sofrer uma "tortura psicológica" pela abstinência. É como afirmar que um psicopata tem carta-branca para assassinar quantas pessoas ele quiser, só pelo fato de que pode ficar "deprimido" caso essa vontade seja reprimida.
    Não acompanho as ações do estado/prefeitura nesse aspecto mas sei que eles possuem oportunidades de reabilitação destas pessoas – Se funciona ou não eu não sei e nem ponho isso em pauta, uma vez que a discussão é se as ações atuais estão corretas ou não.
    Para finalizar reforço duas coisas: 1) Analiso a ação em si e não expressei minha opinião sobre o Alckmin ou Kassab, é importante separar as coisas. 2) O verdadeiro objetivo do ser humano deveria ser viver em plenitude e preservar a continuidade da espécie.

henrique de oliveira

06 de janeiro de 2012 às 11h14

Pois é , mas a "elite" vagabunda de São Paulo adora aplude de pé e pede bis.

Responder

Xad Camomila

06 de janeiro de 2012 às 11h07

Extra! Extra!

O Estadão corrigiu a informação: “PM usa balas de borracha na Cracolândia”
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,polici

A PM não usou bomba! Usou bala de borracha!
Quer dizer, depois da “terapia pela dor e sofrimento”, melhor não usar bomba. Vamos abandonar a “Bombaterapia” e mandar bala! Realmente, é bem melhor resolver à bala, “Balaterapia”.

Mas o melhor na troca de “bomba” por “bala”, feita pelo Estadão, é o seguinte:
Em São Paulo, bala de borracha solta fumaça! Pelo menos é o que mostra a TvEstadão:
http://tv.estadao.com.br/videos,pm-usa-tatica-de-

Aos 00:40 do vídeo, logo depois da legenda dizendo que os policiais “usam balas de borracha”, aparece a fumaça na esquina da rua. E vai até os 00:46.

É o Estadão desmentindo o Estadão. kkkkkkkk!!!!
– Ah, PiG, me engana que eu gosto!

Responder

Paulo P.

06 de janeiro de 2012 às 11h03

Criança indígena de 8 anos é queimada viva por madeireiros
http://brasiliamaranhao.wordpress.com/2012/01/05/

Responder

Alexandre Felix

06 de janeiro de 2012 às 10h48

Tô falando que SP é o estado mais reacionário da federação! Tortura institucionalizada. Qual o próximo passo – Câmara de gás? Tem hora que me envergonho de ser paulistano…

Responder

Gui Milani (SP)

06 de janeiro de 2012 às 09h07

Que me desculpem os defensores de direitos humanos, mas enquanto a legislação brasileira tratar usuário de droga como coitadinho o problema só tende a se agravar. Quem financia o tráfico são justamente esses "coitadinhos". Fernandinho Beira-Mar deve amar seus "clientes", pois sem eles não teria o império que tem, nem tampouco reuniria condições de subornar autoridades e se manter no comando desse lucrativo negócio mesmo estando preso. Usuário, de coitadinho, não tem nada. Coitado sou eu, que sofro com a violência desses desocupados e ainda pago pela estrutura capenga que o Estado coloca à disposição deles. Bah!

Responder

    Paulo Roberto

    06 de janeiro de 2012 às 11h42

    Quem banca o tráfico não são os consumidores de crack, mas, sim, a elite que cheira cocaína nas altas rodas sociais. Mas isso não existe, não é mesmo?

    Alexandre Felix

    06 de janeiro de 2012 às 11h53

    Pois é, Paulo…sem falar nas "autoridades", que também lucram com propinas…

    Paulo Roberto

    06 de janeiro de 2012 às 16h17

    As "autoridades" lucram mais que os traficantes, pergunte ao Nem e ao Abadia…

    Gui MIlani (SP)

    06 de janeiro de 2012 às 12h05

    Tanto a elite quanto o "pé-rapado" que vive na cracolândia pagam 5 reais pela trouxinha de coca. A diferença é que o Mauricinho acha mais chique cheirar do que fumar. O dinheiro é mesmo, amigo, e o traficante agradece!

    Patricio

    06 de janeiro de 2012 às 13h36

    Coitadinho do Gui, o ofendido! Paga por tudo, sozinho, enquanto todos os demais só usufruem de seu rico dinheirinho. Manter um governo fascista e incompetente ficacaro, né? Guigui devia pedir tudo de volta e mudar para Israel. Lá não tem esse negócio de direitos humanos, a menos que você seja europeu.

    malba tahan

    06 de janeiro de 2012 às 21h30

    meu caro Gui:

    Sério mesmo? São estes infelizes que pagam R$ 2,00 a pedra? Ou aqueles que recebem cocaína via "tele-drogas" seguramente em casa nos "bairros Bons" para recepções ou uso pessoal? Chomsky, em 1997, avaliava o valor do tráfico mundial de drogas em algo da ordem de 600 BILHÕES de dólares AO ANO! Nos dias de hoje, contando-se a inflação do dólar e o aumento do consumo, não seria irreakl supor um volume da ordem de 800 bilhões a um TRILHÃO de dólares, ou seja, algo do tamanho do PIB do brasil, que é o sexto do mundo! Será que esta grana toda se leva nas cuecas, será que não existem policiais, juízes e banqueiros que "ajudam" na circulçação deste capital imenso? Acorda meu filho!!!!

Paulo P.

06 de janeiro de 2012 às 06h27

http://www.tijolaco.com/nossos-intelectuais-merec

05 JAN Nossos intelectuais merecem este nome?
Sei que estou comprando uma briga, e o faço em nome pessoal, sem sequer conversar sobre o assunto com o titular deste blog.

Porque jornalista que só escreve o que o chefe manda, é escriba, não jornalista.

Tão escandalizante quanto as declarações do sr. Dr. Laco, sem cedilha, chefe de política anti-drogas (?) do Governo paulista, de que usará “dor e sofrimento” como forma de levar os viciados em crack a buscarem tratamento, tão escandalizante quando a polícia paulista estar, esta tarde, atirando bombas contra os zumbis drogados que tentam voltar à Cracolândia é a falta de reação da “inteligência” paulistana e brasileira a este espetáculo dantesco.

Nós, que temos 50 anos, que convivemos na juventude com a generalização da droga, que podíamos ou podemos ter um filho ou uma filha ali, doentes e consumidos por uma situação assim, estamos assistindo silentes a este espetáculo terrível.

Segundo a Folha, diz a própria PM que “havia, na cracolândia da rua Helvétia, 60 crianças e 20 grávidas”.

É a eles, inclusive, que queremos impingir “dor e sofrimentos”, além de bombas?

Não vemos a OAB, o Sindicato dos Médicos, ninguém levantando a voz contra o fato de, segundo os próprios jornais, a dispersão dos viciados da Cracolândia estar sendo feita essencialmente com porretes – e digo que, aí, os policiais são até os menos culpados, porque eles próprios sabem que isso é uma pantomima – e não com assistência médica e social.

Os viciados da cracolândia podem agir como bichos irracionais, porque estão corroídos por uma dependência que lhes tira a razão e a ponderação. Nós é que não temos o direito de agir como bichos.

Muito menos se essa ação espalhafatosa é puro marketing, destinada a cenas no Jornal Nacional que produzam imagem de um “combate à droga” que é, antes, promoção da imagem da “autoridade” do que um ataque real ao problema.

Uma sociedade à qual falta a compaixão, à qual o medo de dizer que aquilo que fere a dignidade humana jamais pode ser feito por ninguém, mas muito menos pelo Estado, que a todos nos representa está mais doente do que aqueles pobres drogados.

Porque nós estamos lúcidos e sabemos discernir o certo do errado.
Ou não sabemos mais? Ou não somos mais viciados em amar o próximo?

Responder

Polengo

06 de janeiro de 2012 às 02h19

Ué, mas o guru fhc não era a favor da liberação das drogas?

O fhc é a favor da liberação das drogas porque segue a política de proteger seus semelhantes.

Responder

beattrice

06 de janeiro de 2012 às 01h42

A questão não se restringe a SP
e isso não é uma defesa da dupla Kassab+Alckmin
aquela que faz a alegria das corporações e do OPUS DEI.

O fundamento desse horror é a ideia de internação compulsória
defendida por vários des-governadores, inclusive o senhor cabral no RJ
e sustentada também an esfera federal pelo MS.

Em um país com a tradição ditatorial do BR, no qual o passado truculento não foi revisado e passado a limpo, pensar em internação compulsória só pode dar nisso ou em coisa pior.
Isso é uma transgressão do estado de direito, seja contra adultos ou menores.

Responder

Yarus

06 de janeiro de 2012 às 01h06

Cracolândia: efeito moral em uma política imoral

Polícia usa bombas de efeito moral na cracolândia, no centro de SP +

Sem centro de apoio, ação da PM espalha craqueiros em São Paulo

http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,polici
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1030145-se

Trata-se de uma política errática (e ineficaz) para ingleses e paulistanos ingênuos verem no jornal nacional.

Estes meninos nem tinham nascido quando o primeiro tucano assumiu o governo de São Paulo, alguns sequer tinham nascido no segundo governo Alckmin, façam as contas e decidam a quem atribuir a responsabilidade.

Jogam bombas, mas estão mesmo é jogando para a plateia das câmeras de TV e lentes da imprensa conservadora que lhes dá cobertura, tentando com o barulho do espocar das bombas de efeito (??) (i)moral, mostrar com isto que estão no controle. Mas no fundo estão perdidos.

Tratam gentes como se fossem mosquitos, espantam daqui, espalham para ali, empurram para lá, erraticamente e debaixo de nossos tapetes. Não controlam os focos, as razões e o futuro de uma população que merecia mais respeito e cuidado. Ainda que não assumam estão culpabilizando e punindo as vítimas que deveriam ser tratadas como doentes.

Até hoje não li nada sobre o que sabem ou o que estão fazendo para inibir a fabricação, a comercialização e a punição a quem – em nome da ordem – permite que a droga circule livremente.

A que se deve tudo isto ?
Não tenham dúvidas, ao valor que o mercado imobiliário já apostou na região no curto-médio prazo.
O Governo de São Paulo não tem uma política para a questão do crack.
Para eles não se trata de um problema de saúde ou social e sim imobiliário. http://advivo.com.br/blog/luisnassif/cracolandia-

Responder

    beattrice

    06 de janeiro de 2012 às 10h13

    Nas remoções do RIO também é possível detectar esse viés imobiliário ou por lá é remoção higienista na melhor tradição lacerda mesmo?

Yarus

06 de janeiro de 2012 às 00h57

Kassab/Alckmin achou pouco tratamento de choque, agora vai na BOMBATERAPIA.

Responder

    Jairo_Beraldo

    06 de janeiro de 2012 às 09h20

    Vai ver as "experiencias"dos estranhos incendios em pequenas favelas iluminaram suas mentes previlegiadas

maria do carmo

06 de janeiro de 2012 às 00h30

Kassab e Alkmin sao torturadores, e inadmissivel a policia com arma pesada, aterrorizando pessoas
doentes, que precisam de tratamento. Ministerio publico usem de suas atribuicoes, e urgente nao da
para esperar JUSTICA! Que horror a quem recorrer quando prefeito e governador nao assistem os
dependentes e aterrorizam. Ministerio da justica ajam e urgentissimo.

Responder

Luciano Prado

06 de janeiro de 2012 às 00h18

A que preço?

"Jornalaista" da Folha, Gilberto Dimenstein, no artigo “Crack coloca Alckmin na história?”: “… A estratégia está, em essência, correta. Mistura-se a repressão com tratamento médico e encaminhamento social. …”.

Responder

    Jairo_Beraldo

    06 de janeiro de 2012 às 09h17

    E diga-e de passagem,o Xuxu é médico…e se não fosse?

    beattrice

    06 de janeiro de 2012 às 10h51

    Aliás supostamente anestesiologista.

FrancoAtirador

06 de janeiro de 2012 às 00h12

.
.
CASA DE FERREIRO, ESPETO DE PAU

Uma juíza do TRT-RJ, chamou um servidor deficiente físico de "meio servidor"

"Ela quis dizer: ‘Você é meio ser humano!’ Quem deveria punir os que agem assim, fez pior! Nos sentimos indignados”.

O sindicato dos Servidores das Justiças Federais no Estado do Rio de Janeiro (Sisejufe) fez em maio do ano passado, uma mobilização contra o ato praticado pela juíza Evelyn Correa que teria chamado o cadeirante e servidor concursado, Felipe Gonçalves, de “meio-servidor”.

Segundo um dos diretores do sindicato, Roberto Ponciano, “um juiz tem que punir quem maltrata deficiente físico em seus locais de trabalho. E aqui em Petrópolis quem maltratou foi justamente uma juíza do trabalho – chamando um cadeirante de ‘meio servidor’.
Ela quis dizer: ‘Você é meio ser humano!’ Quem deveria punir os que agem assim, fez pior! Nos sentimos indignados”.
De acordo com ele, que falou ao microfone para a população e para os servidores do TRT, uma juíza não pode se colocar acima da lei e achar que tem um poder absoluto a ponto de agredir moralmente qualquer pessoa.
“Estamos aqui para denunciar esse fato e afirmar que vamos acompanhar o caso e exigir a punição dessa juíza. Não podemos aceitar no Judiciário pessoas com essa mentalidade, pessoas que acham que deficientes físicos são seres humanos menores. Ela é uma ‘aprendiz de Bolsonaro’.

De acordo com Ricardo de Azevedo Soares, também um dos diretores do sindicato, o Poder Judiciário ainda é muito “encastelado” e muitas vezes “se trata de um grande feudo em que alguns juízes, cada qual na sua célula de poder, acham que podem fazer o que bem entendem: assediar moralmente, destratar servidores e tudo ficar por isso mesmo.”

Segundo os sindicalistas a mesma juíza estaria obrigando os servidores a cumprirem jornadas de trabalho superiores às permitidas, além de serem coagidos a trabalhar aos sábados.

O servidor _ que trabalha há três anos no tribunal se sentiu agredido e denunciou o caso ao Ministério Público Federal que fez uma representação e encaminhou a denúncia a 2ª instância do Ministério Público, já que ela como juíza tem foro privilegiado. E deve ser julgada pelos desembargadores.

O servidor também informou que denunciou à corregedoria do Tribunal Regional do Trabalho, que, através de nota, informou apenas que “tomara” as medidas necessárias quando provocado”.

Será que esse será mais um caso que cairá no esquecimento? A juíza sofrerá alguma punição? Se nossa constituição diz que todos somos iguais perante a lei, então todos deveriam ter o mesmo tratamento.

http://www.deficienteciente.com.br/2012/01/uma-ju

Responder

Hiro

05 de janeiro de 2012 às 23h56

Acho q neofascistas consideram a deprimente frase da ditadura "Prende e arrebenta!",
panacéia, elixir para todos os males…

Responder

Jairo_Beraldo

05 de janeiro de 2012 às 23h24

Não esqueçeu de mencionar no artigo o comentarista contumaz da GloboNews os estranhos incendios em favelas paulistanas

Responder

silvia macedo

05 de janeiro de 2012 às 23h19

O mesmo que fizeram na usp, repetem na cracolândia. Essas duas autoridades vão passar para a história como figuras despódicas, sinistras e cruéis. Se a sociedade fosse de fato organizada nada disso estaria acontecendo. Como fazê-los retroceder, meu Deus?

Responder

    MARCELO

    06 de janeiro de 2012 às 11h08

    Silvia,pare de usar Deus.Isso é coisa de anciãs de direita que ficam idolatrando os Marcelos
    Rossis da vida.A religião é o ópio do povo.

    priscila presotto

    06 de janeiro de 2012 às 12h12

    Marcelo ,que é isso?As pessoas tem o DIREITO de se expressarem …..Se ela acredita em Deus e quer clamá-lo ,o problema é dela.Cada um na sua ,caro,o seu comentário leva ao preconceito e à intolerância…Futebol tb é o ópio do povo…

    MARCELO

    06 de janeiro de 2012 às 13h11

    Você não sabe qual é a seita do Alckmin?A Opus Dei.Lembra do Serra pedindo apoio do
    Malafaia e Diante do Trono?Esse seu trollzinho tucano não me engana.Já levou sua
    bola de papel na cabeça hoje?Mereceria

    priscila presotto

    06 de janeiro de 2012 às 15h50

    Calma Marcelo .Todos sabemos o que é Opus Dei ,tsabemos tb quem é Serra,mas vc exagera….E qdo exageramos perdemos a razão.Mantenha o foco e repito ,respeite opiniões contrárias as suas e as defenda de forma inteligente .É só…

    Paulo Roberto

    06 de janeiro de 2012 às 16h12

    A resposta simples, Sílvia, e não depende de Deus, não, mas, sim, do povo paulista/paulistano que há 20 anos vem votando nessas pragas.

Karlo

05 de janeiro de 2012 às 22h54

Muito bom o texto do Wálter Maierovitch. Mas alguém acredita que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, vai iniciar apurações criminais contra o o governador Geraldo Alckmin?
Na minha opinião não, assim como não apurou nada sobre a privataria tucana.

Responder

    MARCELO

    06 de janeiro de 2012 às 11h26

    Ainda bem que o Gurgel não apurou.Essa historinha de "privataria" só serve para os
    "cumpanheros" sentirem saudades das tetas e das boquinhas na Vale,Telebrás e outras estatais
    que só serviam de cabide de emprego.

Outro Antonio

05 de janeiro de 2012 às 22h45

Kassab, no início de seu governo ignóbil, tentou tirar os meninos de rua do centro de SP com jatos de água e cacetete. Agora ele e Alckmin tentam espalhar os dependentes pela Cidade sob clima de terror. Não há nenhum projeto de recuperação dessa gente. Eles só foram espalhados sob violência da polícia militar.

Responder

    priscila presotto

    06 de janeiro de 2012 às 12h17

    KKKassab ,fechou vários albergues .O caso da cracolândia e sua dimensão ,é culpa da omissão do estado(psdb,dem).Esta política de higienização é nazista…..E tb deve ter outros interesses ….Alkimin ,KKKassab ,um retrocesso para São Paulo.

    Geysa Guimarães

    06 de janeiro de 2012 às 12h47

    Bem lembrado, Priscila. Kassab, o desalmado, só sabe desalojar, mandar jogar água, construir rampas antimendigos, e "bondades" mais.

Aline C Pavia

05 de janeiro de 2012 às 22h33

Aquele substituto do Datena hoje estava estrebuchando de prazer ao mostrar a reportagem.

Responder

Fabio_Passos

05 de janeiro de 2012 às 22h23

O Tijolaço também mostra indignação com as atitudes do "professor de democracia" alckmim:

"Sorria, você está sendo curado" http://www.tijolaco.com/sorria-voce-esta-sendo-cu

<img src=http://www.tijolaco.com/wp-content/uploads/2012/01/r7.jpg>

Responder

maria_do_carmo

05 de janeiro de 2012 às 22h11

Dr Maierovitch que clareza

Responder

mqaria do carmo

05 de janeiro de 2012 às 22h09

Dr Maierovitch que clareza, analogia perfeita, me emocionou.
Vergonha para o estado de maior arrecadacao do Brasil.
Abaixo nazistas Alckmin e Kassab, carrascos insenssiveis.

Parabens, dr Maierovtch

Responder

Fabio_Passos

05 de janeiro de 2012 às 22h04

Alckmin é pródigo em usar a PM para causar dor e sofrimento. E quanto mais dor e sofrimento causam mais aplausos recebem da mídia-lixo-corporativa. Novamente uma "aula de democracia" da extrema direita que governa SP.

Aliás, polícia batendo e torturando parece ser a única resposta da "elite" branca e rica de SP para questões sociais. Não resolve nada mas satisfaz os pervertidos covardes que adoram violência policial.

Responder

João-PR

05 de janeiro de 2012 às 21h49

Por que será que não vemos nenhum grande traficante preso pela Polícia paulista?
Lembram-se do que o Abadia falou sobre o DENARC quando foi preso?
Sabem quanto ganha um Policial em São Paulo?
Dizem que custa ao delegado ser nomeado para uma delegacia importante.
Tudo isso somado….e as bombas caem sobre os usuários. Quanto aos traficantes?

Responder

Antonio

05 de janeiro de 2012 às 21h44

O atual governador é um importante membro da Opus Dei que vem a ser o que a igreja católica tem de mais atrasado, é preciso lembrar que a Opus Dei substituiu a Santa Inquisição de triste memória para a humanidade.
Uma vergonha que praticou crimes em nome de Deus.
Já o prefeito Kassab é mais um político medíocre e que em minha opinião carece de integridade. Por ocasião da morte do ex-prefeito Pitta, não compareceu ao velório apesar de ter sido seu secretário de planejamento. Não foi para não desagradar seu padrinho José Serra.
Na reeleição, o Kassab recebeu verbas da entidade que congrega as construtoras e corretoras de imóveis e mal tomou posse deu início ao "processo de recuperação" do que em São Paulo conhecemos como cracolândia. A prefeitura desapropria a área, as construtoras constroem e vendem pelo preço que quiserem.
Um excelente negócio para poucos.
Dias atrás, teve e continua com seus bens bloqueados em razão da negociata com a inspeção veicular.
Neste caso estão envolvidos a CCR, que vem a ser o bando que controla as rodovias, uma linha de metrô e a inspeção veicular, seu secretário de meio ambiente que deve entender de física quântica, mas de ambiente pouco entende pois o problema da poluição do ar em São Paulo é outro e o próprio prefeito.
Parece que combinou com o chuchu do Morumbi esta ação, uma ação com os mesmos objetivos daquela que fechou o Center Norte e que deu em nada.
Aliás a própria Cetesb não fala mais no assunto depois que a direção do Center Norte divulgou que a ordem de fechamento veio depois de trocarem a empresa que cuidava da emanação dos gases do sub-solo. A primeira era ligada a funcionários e ex-diretores da própria Cetesb.
Esta ação na cracolândia, além de criminosa serve para desviar o foco do assunto principal, ou seja, a maracutáia da inspeção veicular que envolve o prefeito o ex-governador Serra e o atual governador este último sempre interessado, juntamente com deputados do PSDB na Comissão de Transportes da AL de São Paulo, em privilegiar a CCR e as construtoras por trás dela.
Afinal, campanhas políticas são pagas como?

Responder

Gerson Carneiro

05 de janeiro de 2012 às 21h28

"Estamos assistindo ao desmonte de um conjunto de políticas modernas e revolucionárias na área da Saúde Mental e a reimplantação de um modelo cruel e historicamente falido. Vamos olhar a questão por uma lente grande angular: setores hipócritas da sociedade, uma mídia alarmista e políticas públicas equivocadas (quando não intencionais) estão usando o crack para criminalizar a pobreza e atacar os bolsões de populações em situação de vulnerabilidade com o eufemismo do “acolhimento involuntário”. Construção inconciliável, que nós, os que trabalhamos no campo da Saúde Mental, sabemos ser falsa: ou bem o acolhimento é voluntário ou, se involuntário, aí não é mais acolhimento, e sim recolhimento."

Por *Edmar Oliveira, em http://www.outraspalavras.net/2012/01/05/estamos-

*O psiquiatra Edmar Oliveira foi diretor do Instituto Nise da Silveira (RJ). É autor dos livros Ouvindo Vozes Vieira & Lent, 2009, RJ; e von Meduna, Oficina da Palavra, 2011, Pi, ambos sobre práticas em Saúde Mental

Responder

Xad Camomila

05 de janeiro de 2012 às 21h26

O pior é que o Chico Bicudo tem razão; acabo de passar pelo blog do Walter e vi os comentários deixados lá. Santa ignorância! Mas enfim…

Para quem não entendeu o texto (ou nunca ouviu falar em narcossalas), sugiro a leitura de outro artigo do autor:
http://maierovitch.blog.terra.com.br/?s=Uwe+Kemme

E para quem quiser “desvendar” a ideologia da “War on drugs”, sugiro o vídeo do programa Justiça e Democracia, da Associação Juízes para a Democracia (AJD):
http://www.ajd.org.br/multimidia_videos_ver.php?i

As drogas não constituem um problema em si. Foi a sociedade contemporânea que as transformou no grande vilão das fraquezas do grupo social, e das fragililidades das pessoas. Nestes tempos em que o mundo empreende uma inútil guerra às drogas, e que em nosso país são propostas políticas proibicionistas e medicalizantes de acentuado desrespeito à liberdade e à autonomia vital das pessoas, o programa Justiça e Democracia apresenta a entrevista com o Professor Henrique Carneiro, que ajuda a desvendar e desmistificar o tema.

Talvez ajude.

Responder

José BSB

05 de janeiro de 2012 às 21h23

Finalmente consegui compreender o significado da "aula de democracia" proposta pelo governador paulista.
Até agora não vi nenhum editorial enfurecido denunciando esta torpe agressão. O aparato repressivo do estado não tem legitimidade para atacar dependentes e usuários de drogas, ainda que as autoridades se esforcem para conferir algum resquício de legalidade à ação. Valores como cidadania e dignidade da pessoa humana pisoteados com a eterna cumplicidade da mídia.

Estado mais reacionário da federação. Eis um galardão merecido à SP.

Responder

    MARCELO

    06 de janeiro de 2012 às 11h56

    Só não é mais reacionário que o RJ que elege eternamente o Bolsonaro.E aí em Brasilia,
    Zé?Não tem o Roriz,Arruda….Tem cracolândia aí também,seu bocó.

    José BSB

    06 de janeiro de 2012 às 16h41

    Embora nefastas, as administrações de Roriz e Arruda não transformaram nenhum bairro ou rua da capital numa feira livre do tráfico e consumo de drogas. A Cracolândia é uma tragédia de responsabilidade do partido que governa o estado a quase 2 décadas.
    Esta "contribuição" lastimável ninguem tira do PSDB paulista e sua política higienista.
    A não ser que o sr. acredite que a culpa é do Evo Morales.
    Estou certo que o douto comentarista não conhece Brasília. Por aqui não há favelas em chamas e
    quando chove os alagamentos não param a cidade. Pedágios? Estamos livres desta praga.
    Se bem que não faltam "bocós" que pagam satisfeitos mas acreditam no "impostometro", não é mesmo?
    De resto, a ofensa é o último recurso daquele que prefere fugir do debate.

    MARCELO

    09 de janeiro de 2012 às 09h47

    O eleitor de Brasilia é também muito bocó.Trocou um Cristovam por um Roriz.A diferença
    é que existem cracolândias em Brasilia,principalmente na periferia.Lá,não vai Rede Globo,
    Veja,Folha,Estadão,etc.Entendeu ou quer que eu traduza?

    Klaus

    06 de janeiro de 2012 às 16h53

    Novo por aqui, Marcelo? De unha encravada à pobreza no Maranhão, tudo é culpa de paulista…rs

Moacir Moreira

05 de janeiro de 2012 às 21h22

Será possível que os nossos governantes não saibam que os verdadeiros donos da droga não moram na favela?

Por que a polícia não invade os condomínios de luxo onde moram os líderes criminosos?

Há interesses poderosos em jogo e dificilmente a dona Dilma irá tomar uma providência contra seus coleguinhas fascistóides de SP e RJ.

Responder

Sergio almeida

05 de janeiro de 2012 às 21h06

Sou medico. Não vejo na atitude do governo nada parecido com tortura. Levar o dependente a " fissura"'até que procure ajda ao sistema de saúde. Correto o governo. Crack bárato não faz ninguém procurar "salas".

Responder

    beattrice

    06 de janeiro de 2012 às 01h39

    O seu GPS está com defeito,
    por favor programe corretamente à direita e entre na "sala" REI.
    Ou O. DEI.

    iza

    06 de janeiro de 2012 às 02h25

    De quem é a responsabilidade depois de quase 20 anos de PSDB no governo?
    Do PT ou da Madre Tereza de Caucutá?

    Alexandre Felix

    06 de janeiro de 2012 às 10h43

    Mengele e ACM também eram médicos… :-P

    El Gordo

    06 de janeiro de 2012 às 13h53

    E não se esqueça – o Alckmin também é médico. E é pior que o Mengele.

    Patricio

    06 de janeiro de 2012 às 11h21

    Sérgio, vc não é médico. Consiga outro diploma.

    Paulo Roberto

    06 de janeiro de 2012 às 11h25

    Não me leve a mal, mas, a julgar pela sua ortografia (medico/médico; bárato/barato), duvido que vc seja médico. E a julgar pela sua opinião, vc é tão doente quanto os governantes que elegeu.

    Silvio - Sampa

    06 de janeiro de 2012 às 14h28

    Caro Sérgio, quando você diz "fissura" entendo como sinônimo de "tortura". Na faculdade de medicina aprendi que o tratamento a um doente deve ser feito principalmente com solidariedade

    Luci

    06 de janeiro de 2012 às 16h15

    Sergio Almeida: Refaça urgentemente seu juramento, reflita sobre ética, vida, justiça, democracia, republica, e Direitos Humanos.

    Lu Borges

    06 de janeiro de 2012 às 16h47

    Você é médico e o Cerra é economista. "Felis" 2012.

Fátima

05 de janeiro de 2012 às 20h50

O que estão fazendo é uma verdadeira limpeza étnica, provavelmente com aplauso da massa cheirosa.

Responder

Chico Bicudo

05 de janeiro de 2012 às 20h23

Caro Azenha, a reflexão é lúcida e mais que precisa. O lamentável – e preocupante – é que boa dos paulistanos concorda com a tortura e com as medidas higienistas, como é possível constatar em boa parte dos comentários postados no Blog do Walter. Publiquei texto sobre o tema em meu Blog – "O prefeito higienista e a limpeza da Cracolândia". Eis o link: http://bit.ly/xIL0fl. Se tiver um tempo, passe por lá. Será um prazer. Forte abraço.

Responder

    Renato

    05 de janeiro de 2012 às 22h47

    Chico, infelizmente, não são somente os paulistanos que concordam com este tipo de ação. Acredito que seja a maior parte dos brasileiros.


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