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Ministro Padilha, o erro não foi da ONU e sim do Estadão


22/02/2012 - 10h36

por Conceição Lemes

Em matéria publicada  domingo, 19,  em O Globo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, contesta dados da ONU sobre abortos no Brasil:

RECIFE – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, contestou informações divulgadas pela Organização das Nações Unidas segundo as quais 200 mil mulheres morrem anualmente no Brasil por causa de abortos de risco. Ele acredita que pode ter havido confusão com outro dado, já que cerca de 200 mil mulheres se submetem a curetagens por ano no Brasil, procedimento muito utilizado após o processo abortivo.

A ONU cobrou posição do governo brasileiro durante a 51ª sessão do Comitê Para a Eliminação de Discriminação Contra as Mulheres, que ocorreu essa semana em Genebra, quando a perita suíça Patrícia Schulz pediu esclarecimentos ao governo brasileiro, sem poupar críticas. “O que vocês vão fazer com esse problema político enorme que têm”?

O ministro Padilha pautou-se por esta matéria publicada pelo O Estado de S. Paulo para questionar os dados da ONU.

Só que os dados publicados pelo Estadão não correspondem aos apresentados  pela perita suíça Patrícia Schulz na 51ª sessão da Convenção Para a Eliminação de Discriminação Contra as Mulheres (Cedaw, sigla em inglês), da ONU.

A jornalista e cientista social Telia Negrão postou o seguinte sobre o assunto no Facebook:

Telia entende do tema e esteve em Genebra, participando da 51ª sessão da Cedaw. Integra o Conselho Diretor da Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos e o Conselho Consultivo da Rede de Saúde das Mulheres Latinoamericanas e do Caribe.

“Eu fui reportando exatamente o que os peritos iam informando”, acaba de me confirmar Telia Negrão. “Todos esses números, aliás, estavam disponíveis nos documentos das Nações Unidas divulgados na Cedaw.”

“Está evidente que houve um equívoco do jornalista do Estadão no uso dos dados sobre aborto no Brasil. A perita Schultz  falou em 200 mortes e 200 mil internações hospitalares, e sabia muito bem do que estava falando”, adverte Telia. “As experts do comitê se destacam justamente pela elevada qualificação e  por consultar o tempo todo os relatórios, atrás de fontes confiáveis. O nível dos debates não deixa nenhuma dúvida sobre isto, cobrando do Brasil a melhoria da qualidade das informações, indicadores mais claros e precisos quanto ao monitoramento das suas políticas, dados desagregados por raça, etnia, local de moradia, deficiência, entre outros.”

“Uma regra básica do jornalismo é checar os dados, o que não foi feito, lamentavelmente, incorrendo-se em equívoco e má informação”, observa Telia. “Meu post no facebook, elaborado online do plenário da sessão da Cedaw, inclusive com um erro de concordância pelo afogadilho online, dá os dois dados, como foram falados pela perita.”

Telia Negrão na 51ª sessão da Cedaw: a primeira (de óculos) da esquerda para a direita

Em português claro:  O Estadão e ministro Padilha se equivocaram. No caso do jornal, o engano pode ter sido do repórter, mas não é impossível que a falha seja de edição. O repórter apurou e passou os dados corretos, mas a informação foi alterada na redação.

Por ano ocorrem no Brasil cerca de 1.800 casos de mortes maternas. Desses, aproximadamente 11,4% se devem a aborto, o que significa 205 óbitos por aborto. Ou seja, 200, em números arredondados. Os 200 mil referem-se ao número de mulheres que buscam hospital por ano devido a aborto.

“O erro é grotesco mas intrigante. A  matéria foi escrita por um jornalista qualificado e traz  detalhes, inclusive cita trechos da fala da perita Schulz mas curiosamente se equivoca em relação às mortes por aborto”, observa  Sonia Corrêa, pesquisadora da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia) e co-coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política. “Também me parece inadequado, para não dizer muito descuidado, que o Ministro responda aos dados errados do jornal, sem antes verificar o que de fato teria dito o Comitê. É sobretudo preocupante e grave que use o dado errado para desqualificar o trabalho das expertas da Cedaw.”

“A perita suíça Patrícia Schulz, da  Cedaw, se pronunciou a respeito dos dados fornecidos pelo nosso governo, ou seja, uma estimativa anual de 200 mil internações hospitalares por abortamento e 200 óbitos por aborto”, reforça a médica Fátima Oliveira. “Logo, suas críticas e recomendações  estão baseadas no que apresentamos e  não podem ser vistas como decorrentes de análises de dados errados.”

Fátima então arremata: “O governo não pode se escudar em erros de dados veiculados pela mídia para se eximir de fazer o que deve: cuidar da saúde das cidadãs brasileiras com dignidade, coisa que  não tem feito parte do cotidiano das brasileiras”.

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127 comentários

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Mentiras sobre o aborto – Parte 01 | Portal Conservador

04 de junho de 2014 às 19h11

[…] Uma pessoa que supostamente a conhece postou no facebook a informação, como foi noticiado no site https://www.viomundo.com.br/denuncias/ministro-padilha-o-erro-nao-foi-da-onu-e-sim-do-estadao.html, ou seja, fonte não-oficial oriunda de terceiros, publicada em rede social. Atribuir algum […]

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As mentiras escondidas nos argumentos dos manipuladores pró-aborto - parte 1. | Vida sem Dúvida

24 de maio de 2014 às 09h43

[…] pessoa que supostamente a conhece postou no facebook a informação, como foi noticiado no site https://www.viomundo.com.br/denuncias/ministro-padilha-o-erro-nao-foi-da-onu-e-sim-do-estadao.html, ou seja, fonte não-oficial oriunda de terceiros, publicada em rede social. Atribuir algum […]

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ONGs denunciam desmonte do programa brasileiro de Aids « A SAÚDE que temos, o SUS que queremos.

28 de março de 2012 às 22h11

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Abortando a inteligência: blog “progressista” usa reportagem falsa para atacar feministas, petistas e o governo da presidenta Dilma Rousseff… | Blog do Mauro Alves da Silva

25 de fevereiro de 2012 às 04h33

[…] políticas, dados desagregados por raça, etnia, local de moradia, deficiência, entre outros.” (Ministro Padilha, o erro não foi da ONU e sim do Estadão, por Conceição Lemes, 22 de fevereiro de 2012 às […]

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Mauro A. Silva

25 de fevereiro de 2012 às 04h30

Abortando a inteligência:blog “progressista” usa reportagem falsa para atacar feministas, petistas e o governo da presidenta Dilma Rousseff…
Posted on 25 25UTC fevereiro 25UTC 2012 | Deixe um comentário | Editar

Sabe aquele blog” progressista”, que usou o termo feminazi (feministas=nazistas) para ofender as mulheres feministas? E que discrimina as feministas em “barraqueiras” e as “de bom nível”?
Pois bem. O dito site “progressista” aprontou de novo contra as feministas…
O dono do site publicou “Os números do aborto – Enviado por luisnassif, sab, 18/02/2012 – 18:41 – Por Jorge Nogueira Rebolla”, iniciando o texto com as seguintes pérolas:
“Fraudes e mentiras. A aliança entre a onu e o petismo.
Estatísticas fraudulentas de uma forte aliada a serem utilizadas na sanha mortífera do pt contra os nascituros.
“peritos” da onu acusam o Brasil por 200.000 mortes de mulheres a cada ano devido ao aborto ilegal. Para salvar estas vítimas pedem que o nosso país deixe de lado suas diferenças políticas e de opinião. Disseram tudo que a abortista e aborteira ministra eleonora menicucci, nomeada pela presidente petista dilma rousseff, pediu para ouvir”. (leia o artigo original aqui).

O blog “progressista” nem se deu ao trabalho de verificar se a “fonte” (Agência Estado) estava correta… usou um artigo publicado em um site reacionário (vermelhosnao.blogspot.com) para mais uma vez posicionar-se contra as feministas.

O fato é que a Agência Estado fez um “cozidão” da fala da a perita suíça Patricia Schulz, na 51ª sessão do Comitê Para a Eliminação de Discriminação Contra as Mulheres – da ONU, e misturou o dados divulgados: 200 mortes anuais e 200 mil curetagens). O fato da notícia mentirosa ter sido publicada no jornal O estado de são Paulo e repercutiu no jornal carioca O Globo não é surpresa, pois estas mídias conservadoras não perdem tempo na sua cruzada contra os petistas e contra um governo popular que prioriza questões sociais e de direitos humanos.

Vejam o que foi publicado no blog do jornalista Luis Carlos Azenha:
“Está evidente que houve um equívoco do jornalista do Estadão no uso dos dados sobre aborto no Brasil. A perita Schultz falou em 200 mortes e 200 mil internações hospitalares, e sabia muito bem do que estava falando”, adverte Telia. “As experts do comitê se destacam justamente pela elevada qualificação e por consultar o tempo todo os relatórios, atrás de fontes confiáveis. O nível dos debates não deixa nenhuma dúvida sobre isto, cobrando do Brasil a melhoria da qualidade das informações, indicadores mais claros e precisos quanto ao monitoramento das suas políticas, dados desagregados por raça, etnia, local de moradia, deficiência, entre outros.”
(Ministro Padilha, o erro não foi da ONU e sim do Estadão, por Conceição Lemes, 22 de fevereiro de 2012 às 10:36)

Mas, até a presente data, o blog “progressista”, que ataca as feministas, ainda não havia publicado qualquer retificação em relação à publicação ode dados falsos e nem aos ataques gratuito às feministas, aos petistas, à ministra Eleonora Meniccucci e nem ao governo da presidenta dilma Rousseff… talvez o sempre atarefado jornalista esteja aguardando o envio de um texto-resposta feito por uma “feminista de bom nível”…

São Paulo, 25 de fevereiro de 2012.
Mauro Alves da Silva
http://blogdomaurosilva.wordpress.com/

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Wildner Arcanjo

24 de fevereiro de 2012 às 13h02

Estou me lembrando de uma campanha tcheca de concientização para a redução de acidentes de trânsito. Campanha veiculada no meu trabalho, durante a semana que antecedeu o carnaval. Os vídeos são bem fortes, para o padrão de campanhas que temos aqui no Brasil. Cconversando com um amigo meu que tinha corrigido o palestrante, que disse que a campanha era Russa, mas que na verdade tcheca e o texto dizia algo como "Não penso, pago". Me perguntei e perguntei a ele: por que não fazem campanhas como estas aqui no Brasil? Logo, e depois de um debate no intervalo do almoço, chegamos a seguinte conclusão: as campanhas sejam elas governamentais, sejam elas públicas, os programas de TV, os textos jornalísticos do Brasil, enfim, a Imprensa e o Jornalismo Brasileiro é do tipo enlatado. Não faz o espectador pensar desenvolver idéias seja a favor ou contra a campanha. A ele é suprimido, negado o direito de pensar. Povo que não pensa paga.

Responder

Herminio

23 de fevereiro de 2012 às 22h04

Da parte do governo, ele poderia colocar a ONU no seu devido lugar, olhar para o que acontece na Siria e não buscar informações em jornal sabidamente contrario aos governos atuais, issoé mais cheiro de armação por parte do jornal irresponsável.

Responder

milton anesio

23 de fevereiro de 2012 às 20h14

Li diversas vezes este artigo para conferir se entendi corretamente a sua proposta, ou se me enganei.
Quanto mais penso no que nele está escrito, e principalmente no que está escondido em suas entrelinhas, mais conclusões aparecem.
Segundo o comunicado emitido pelos peritos da ONU, o governo brasileiro foi colocado na parede.
Estes peritos fizeram assim baseados em informações colhidas nos jornais,
Veja bem , peritos colhem informações, embora consideradas infidedignas pela perita Schul, ligada à própria ONU, e mesmo assim expedem comunicados?
Ora , um perito é treinado a antes de emitir qualquer conclusão, colocar a prova os dados que lhe chegaram as mãos.
Qualquer pessoa que queira ter bom senso, já teria argumentos para perceber que estão realizando trabalho altamente amadorista na ONU.
Mas porque então eles se dispuseram a emitir pareceres amadoristas ?
Eles já tem uma posição a seguir, comprovelmente.
A intenção é promover a qualquer custo o aborto.
Assim seria mais fácil tornar um povo entregue à lascívia, tal qual as questões da homossexualidade.
Povo lascivo, povo dominado por outro povo portador de clareza, concisão e harmonia.
Mas não se preocupem tanto com a ONU.
Dentro deste nosso governo, os otários são um perigo ainda maior.

Responder

JOSE DANTAS

23 de fevereiro de 2012 às 16h25

É uma conta muito fácil de fazer. Quantas mulheres morreram em consequência de aborto, assistido ou não, que seja do seu conhecimento durante toda a sua vida? Tente lembrar antes de me criticar! Tenho sessenta anos e não lembro de nenhuma. Fiz essa pergunta à minha esposa que tem 55 anos e ela também não lembra de nenhum caso. Já em relação a mulheres assassinadas pelos maridos e companheiros, assim como aquelas que morreram de parto, até com plano de saúde, conheço um monte de casos.Duzentas mil por ano, é como se a população feminina da cidade de Campina Grande, que tem quatrocentos mil habitantes, morresse a cada ano em consequência de abortos.Eu fico com as contas do ministro.

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Sex Politics » Blog Archive » Pelo mundo

23 de fevereiro de 2012 às 16h48

[…] Ministro Padilha, o erro não foi da ONU e sim do Estadão (Vi o […]

Responder

Aparecida

23 de fevereiro de 2012 às 13h18

Ai, ai… acabei encontrando:
Direto do Camarote da Prefeitura
20.fevereiro.2012 23:01:04

Haja saúde. Alexandre Padilha, em périplo pelos carnavais do País desde quinta-feira, foi um dos poucos políticos de peso no camarote de Eduardo Paese Sérgio Cabralna Sapucaí, domingo.
Antes de desembarcar no Rio, esteve em Florianópolis, Recife, Salvador e São Paulo. E seria político o motivo de tanta andança? O ministro da Saúde garantiu à coluna que não. Trata-se de esforço pessoal para campanha de prevenção à Aids promovida por seu ministério.
Bem-humorado, ao saber da piada que compara Ana de Hollanda a Ricardo Teixeira (“falam que cai, mas nunca cai”), saiu-se com uma ironia: “Acho que ia cair, mas não encontraram ninguém para pôr no lugar. Aí, desistiram…”
Antes de ir, seguiu para o camarote do Rio Samba, onde tirou fotos com convidados. Sempre exibindo camiseta com logo do SUS. E ainda ajudou a socorrer um integrante da bateria da Portela, que passou mal durante o desfile da escola. /PAULA BONELLI http://blogs.estadao.com.br/sonia-racy/direto-do-

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    Maria Helena

    23 de fevereiro de 2012 às 14h02

    Realmente um político de peso, ele precisa de dieta, ninguém ainda prescreveu uma?

Aparecida

23 de fevereiro de 2012 às 12h28

É, parece que o Padilha carrega uma misoginia atávica, pois na saúde da mulher ele nunca acerta. Só erra o passo. Deveria parar, fazer um mea culpa e colcoar na roda as discussões necessárias. Espero que a ministra Eleonora Menicucci consiga colocar os arreios nele

Responder

FrancoAtirador

23 de fevereiro de 2012 às 11h34

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RÁDIO VATICANO

Ministro Padilha: Campanha da Fraternidade é um presente para o SUS

Brasília (RV) – Foi aberta, na tarde desta Quarta-Feira de Cinzas, a 49ª Campanha da Fraternidade (CF), cujo tema é "Fraternidade e Saúde Pública", com o lema "Que a saúde se difunda sobre a terra".

A solenidade de abertura, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), foi dirigida pelo Secretário-Geral da entidade, Dom Leonardo Steiner, e contou com a participação do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha; do Secretário-Executivo da CF, Padre Luiz Carlos Dias, além de outros convidados.

"A Campanha da Fraternidade é um tempo especial para a conversão do coração, através da prática da oração, do jejum e da esmola, como processo de abertura necessária para sermos tocados pela grandeza da vida nova que nasce da cruz e da ressurreição", disse Dom Leonardo.

Em seu discurso, o Secretário-Geral da CNBB disse que houve "significativos avanços" nas últimas décadas da saúde pública no país, como o aumento da expectativa de vida da população, a drástica redução da mortalidade infantil, a erradicação de algumas doenças infecto-parasitárias e a eficácia da vacinação e do tratamento da Aids, elogiada internacionalmente.

Dom Leonardo também levantou pontos que ainda não foram completamente sanados pelo Governo em relação à saúde. "Com a Campanha da Fraternidade de 2012, a Igreja deseja sensibilizar a todos sobre uma das feridas sociais mais agudas de nosso país: a dura realidade dos filhos e filhas de Deus que enfrentam as longas filas para o atendimento à saúde, a demorada espera para a realização de exames, a falta de vagas nos hospitais públicos e a falta de medicamentos. Sem deixar de mencionar a situação em que se encontra a saúde indígena, dos quilombolas e da população que vive nas regiões mais afastadas", destacou Dom Leonardo.

O Bispo Auxiliar de Brasília ressaltou não ser exagero dizer que a saúde pública no país "não vai bem". "Os problemas verificados na área da saúde são reflexos do contexto mais amplo de nossa economia de mercado, hoje globalizada, que não tem, muitas vezes, como horizonte os valores ético, morais e sociais."

Sobre o corte de cinco bilhões de reais da área da saúde, Dom Leonardo destacou que esta decisão do governo preocupa e frustra "a expectativa da população por maior destinação de recurso à saúde" após a discussão da Emenda Constitucional 29.

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, agradeceu à CNBB, em nome do Ministério da Saúde, do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Conselho Nacional de Saúde (CNS), pela escolha do tema da Campanha da Fraternidade deste ano. "Agradecemos esse gesto da CNBB por trazer a saúde, em especial a saúde pública, como tema central de reflexão da Quaresma e durante toda a Campanha da Fraternidade. Sabemos que isso provoca um debate permanente durante todo o ano na Igreja Católica e nas comunidades. Não poderia ter presente maior para o SUS do que esta iniciativa da Igreja Católica", disse o ministro.

Segundo Padilha, a responsabilidade e os desafios de consolidar o Sistema Único de Saúde são enormes. "Primeiro pela dimensão de nosso país, desafio que nenhum outro país com mais de 100 milhões de habitantes assumiu. O Brasil assumiu em sua Constituição, colocando a saúde como dever do Estado. E depois assumiu o SUS, que tem como princípio levar saúde de forma integral e universal para toda a sua população. Sabemos que o desafio do SUS não é pequeno", destacou.

"Tenho a esperança de que nesta Campanha da Fraternidade cada uma das comunidades do país possa discutir o SUS 'real', aquilo que é a única porta para 145 milhões de brasileiros. É a partir desse debate que poderemos enfrentar os problemas que temos a sanar na saúde pública no país", observou o Ministro.

(BF-CNBB)

http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/articol

Responder

Sebastião Almeida

23 de fevereiro de 2012 às 11h18

Conceição Lemes , mais uma vez mostra como se faz jornalismo sério e engajado. Quanto ao ministro, tenho dó. Como pode a Dilma não exigir que le se retrate e contenha o seu machismo em relação á ministra da Cultura? Dá pra conferir machismo maior?

Responder

    Alberto

    23 de fevereiro de 2012 às 11h56

    Totalmente de acordo!

Aracy_

23 de fevereiro de 2012 às 04h20

Ministro Padilha, já ouviu falar no Datasus? Além dele, o Ministério da Saúde tem vários sistemas de bancos de dados sobre inúmeras questões de saúde no País. Não precisa apelar ao DataEstadão.

Responder

Magaly

23 de fevereiro de 2012 às 01h22

Muito bem observado, foi no laço, na hora certa!
Não seria por causa do carnaval que a cidadania não estaria em alerta. Muito bom! Parabéns, Conceição!
O Ministro Padilha zomba da ONU enquanto sua gestão afunda em trapalhadas.

Responder

    sonia

    23 de fevereiro de 2012 às 11h06

    Isso aí Magaly

P Pereira

23 de fevereiro de 2012 às 00h18

O DEMÓstenes, aquele senador da cabeça brilhante, também anda repercutindo os dados do estadão.

Responder

Jojô Black

22 de fevereiro de 2012 às 22h41

Gente, será que a presidenta Dilma sabe disto?

O doutor Padilha, elegante, fino, sincero, esteve, domingo, no camarote de Eduardo Paes e Sérgio Cabral, na Sapucaí. Lá pelas tentas, contagiado pelo ar do sambódromo e pelas companhias, sapecou esta:

“ao saber da piada que compara Ana de Hollanda a Ricardo Teixeira (“falam que cai, mas nunca cai”), saiu-se com uma ironia: “Acho que ia cair, mas não encontraram ninguém para pôr no lugar. Aí, desistiram…”

Deu na coluna da Sonia Racy, no Estadão ( http://blogs.estadao.com.br/sonia-racy/direto-do-

Pois esse é o doutor Padilha, batendo recordes: arregaçando com duas colegas ministras em menos de uma semana. Não é um fofo?

Responder

    Ricardo

    22 de fevereiro de 2012 às 22h50

    Mais boquirroto impossível e ainda quer passar por cima da Marta Suplicy para ser governador de São Paulo! Com a Benção do padim Lula!!!!

    beattrice

    23 de fevereiro de 2012 às 12h46

    Ele vai ser governador de SP no dia em que o Serra se eleger Presidente.
    Esses dois morrem pela boca.

    Samantha

    22 de fevereiro de 2012 às 23h58

    Jojô Black, bem que já tinha ouvido que o Padilha é chegado a ganhar no grito desde os tempos da Une.
    Não imaginava que chegasse a tanto. Acho que o pessoal da saúde não conhecia esse lado arrogante, prepotente e agora, também, fofoqueiro dele. É muito triste

    Paula

    23 de fevereiro de 2012 às 00h02

    Jojô Black, gostei da tua ironia. Padilha é a grossura em pessoa. Bota deselegância nas atitudes dele.

    Manoel N.

    23 de fevereiro de 2012 às 02h08

    Sou muito mais os ministros Adib Jatene, Temporão e Humberto Costa. O ministro Padilha não tem a devida postura pra um ministro da Saúde. E pensar que a saúde de todos nós brasileiros está nas mãos dele. Valei-me, Deus!

    Aparecida

    23 de fevereiro de 2012 às 12h48

    Jojô Black, acessei o endereço da Sõnia Racy indicado por voc~e e a resposta é NENHUM POST foi encontrado!!!! E agora? Retiraram ou nunca esteve lá! rsrsrsrsrsr
    Gostaria de saber.

    Aparecida

    23 de fevereiro de 2012 às 12h49

    Jojô Black, acessei o endereço da Sõnia Racy indicado por voc~e e a resposta é NENHUM POST foi encontrado!!!! E agora? Retiraram ou nunca esteve lá! rsrsrsrsrsr_Gostaria de saber.

Ricardo

22 de fevereiro de 2012 às 20h48

Pensando bem, o ministro Padiulha, mais uma vez, arrotou arrogância. Custava ele ter sido humilde, ter se recolhido ao seu lugar de quem não esteve na reunião da ONU e ter dito que só poderia se pronunciar depois de ouvir a ministra Eleoniora Menecucci que estava na reunião em nome do governo brasileiro.
Com sua arrogãncia o ministro pode ter criado um INCIDENTE diplomático até. Será que ele pensa que ainda está na UNE, onde ele deitava e rolava e nunca ganhou uma?

Responder

Morvan

22 de fevereiro de 2012 às 20h42

Boa noite.

Os ministros do Governo Dilma, são, em sua grande maioria, quotas. Anna de Holanda ArrECAD (quota da máfia do jabá); Padilha (quota da Santa (para eles) Inquisição), como exemplos. Padilha já mostrou não ter a menor condição de estar à frente de um ministério da envergadura do da Saúde, uma Pasta para cuidar de todos os brasileiros, sem distinção de credo, cor ou seja quais outros critérios. A sua teogonia mostra o quão incapaz de enxergar além do religiosismo [ele] o é.
No caso deste tabloide chamado Estadão, não dá para ter surpresa; só que a má fé destes energúmenos acabou suscitando um oportuno debate sobre a falta de cuidado para com as mulheres pobres. Sim, as mulheres que procuram tais procedimentos são pobres e dispõem de poucas informações.
Aí a pergunta fatal: porque não reconduziram o Temporão? Pressão dos bispinhos?
Temos assistido a retrocessos em várias áreas, no Brasil: Política externa, retroagimos à época do tira-sapatos; Saúde, a malfadada MP 577 já diz muito, fora a campanha de prevenção(?) de DST, aquela piada; Direitos Autorais, temos o ECAD, representado por D. Anna de Holanda.
O Torquemada já demonstrou que não tem condição de estar "ministrinho da çaúde". O problema é que Dilma não o tira, pois assim ela fica em má situação com a Congregação Medieval do Brasil, A CMB.

;-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

Alberto

22 de fevereiro de 2012 às 20h24

Para quem não entendeu TUDO:

1. A ONU recebeu os dados diretamente do governo brasileiro: 200 mil internações/SUS/ano por abortamento (aqui entram os espontâneos e os "provocados" – mulheres que realizaram CURETAGENS no SUS! + dessas, registrou o nosso governo: 200 morrem por ano devido à complicações de aborto!

2. Foi sobre os dados oficiais do governo brasileiro que a ministra Eleonora Menecucci foi arguida na ONU!

3. Foi sobre os dados e as explicações e justificativas que as experts da ONU se pronunciaram!!!!

ENFIM O JORNALISTA DO ESTADÃO PUBLICOU DADOS ERRADOS.

O ministro Padilha, que deveria conhecer o documento que a ministra Eleonora chegou com ele debaixo do raço na ONU, e que foi produzido pelo Governo, se de fato tivesse domínio deles, pois são dados de sua pasta, não teria acusado a ONU de distorção… O resto todo mundo já sabe. Uma vergonha!!!!
Cabia ao ministro CORRIGIR o erro do Estadão e não fazer firula, dando uma de macho pra cima da ONU!

Responder

    Sonia

    22 de fevereiro de 2012 às 21h10

    Alberto, adorei o seu comentário. Nota 1000 pra vc e pra Conceição Lemes

    Morvan

    22 de fevereiro de 2012 às 23h00

    Boa noite.

    Endosso, Sonia. Comentário-resumo: esclarecedor.

    ;-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Joaquim Pedro

    23 de fevereiro de 2012 às 02h01

    Alberto, é muito sério o que diz em seu comentário:

    "O ministro Padilha, que deveria conhecer o documento que a ministra Eleonora chegou com ele debaixo do raço na ONU, e que foi produzido pelo Governo, se de fato tivesse domínio deles, pois são dados de sua pasta, não teria acusado a ONU de distorção… Cabia ao ministro CORRIGIR o erro do Estadão e não fazer firula, dando uma de macho pra cima da ONU! "

    É o ministro Padilha está jogando contra o próprio governo?! E olhe que a ministra Eleonora é do PT, como ele. Que loucura! Obrigado pelos esclarecimentos.

    Wildner Arcanjo

    23 de fevereiro de 2012 às 14h15

    Onde é que existe, no texto atribuído ao Ministro qualquer afirmativa que possa levar a suposição de que ele diz que foram dados distrocidos da ONU. Para mim fica claro, na transcrição do texto, que ele não se referiu a ONU (ele nem fala em ONU!).

Sonia

22 de fevereiro de 2012 às 19h50

Muito obrigada, Viomundo, por nos esclarecer sobre uma questão tão delicada, de forma tão clara, didática, trazendo para o debate quem realmente realmente entende do assunto. Parabéns, Conceição Lemes, Azenha, parabéns, Viomundo. abraços

Responder

Sonia

22 de fevereiro de 2012 às 19h47

Gente, fico impressionada como tem gente que lê e inverte tudo o que está escrito. Parece conversa de surdo. O Padilha foi lábia do PIG. Perdeu. Errou, ainda jogou a ONU no fogo.

Responder

    beattrice

    22 de fevereiro de 2012 às 21h58

    Não é conversa de surdo, é prestação de serviços de tropa de choque padilhante.

Operante Livre

22 de fevereiro de 2012 às 18h59

IH! Ministro. O que o senhor tem a dizer?
Conceição, pergunte a ele.

Responder

Brasil Atual: OAB de SJ dos Campos extingue comissão de direitos humanos | Viomundo - O que você não vê na mídia

22 de fevereiro de 2012 às 18h34

[…] Ministro Padilha, o erro não foi da ONU e sim do Estadão […]

Responder

beattrice

22 de fevereiro de 2012 às 17h38

http://www.contraprivatizacao.com.br/2012/02/refl

"Debate: parece que, para o Ministro, é interessante presidir o órgão que o fiscaliza. Ou que não o fiscaliza… Vejamos: o ano de 2011 foi o ano em que um debate de anos por mais recursos findou com um acordão que privilegiou a agenda econômica e não a sanitária que o gerou; nunca antes nesse país se privatizou tanto na saúde, e a pandemia de OSs não implicou em nenhuma ação concreta da esfera federal nem do órgão que a fiscaliza; a 14a conferência, um sucesso e um fracasso simultâneo, nesse segundo quesito quando a maioria do conselho “seguiu o mestre” e lançou uma carta que a esvaziava e a todo o processo ascendente iniciado meses antes. Comunidades terapêuticas, decreto do SUS, MP 557, etc, etc, etc… cada um tem sua lista. E o debate no CNS de boa parte das políticas centrais federais vieram depois delas lançadas e pós chiadeiras, ou nem isso. Realmente, tem sido interessante presidir o órgão que o fiscaliza…"

Responder

beattrice

22 de fevereiro de 2012 às 17h37

As padilhetes poderiam aproveitar o embalo de baterem ponto para defender o Torquemada e explicar porque ele quer ser presidente do órgão que deveria fiscalizá-lo: http://www.contraprivatizacao.com.br/2012/02/refl

"a) ministro não encaminha as pautas do conselho; b) lança decretos, políticas, MPs sem debate no conselho; c) algumas das principais resoluções da 14a Conferência Nacional foram desconsideradas na conformação de políticas no curto interregno de sua plenária final e o dia de hoje

Responder

eraklito

22 de fevereiro de 2012 às 17h07

É por isso que o jornalão está com dos dias contados.

Responder

milton anesio

22 de fevereiro de 2012 às 17h04

Muito estranho a ONU emitir um comunicado ao nosso governo a partir de uma noticia de jornal.
Se a noticia fosse, ao contrário, desfavorável à tese defendida pelos abortistas da ONU, com certeza esta se calaria, ou emitiria um parecer de desconfiança ao noticiário.
Quando a noticia pode endossar os objetivos da ONU, ela a toma como certa.
Por aí, pode-se perceber o caráter duvidoso das emissões da ONU.
O correto não seria este órgão basear seus comunicados a partir de dados comprovados?
E não a partir de emissões jornalisticas que teriam que ser colocadas à prova?
Então a ONU toma decisões a partir de informações com baixa confiabilidade?
Ora , quem ler este meu comentário, por favor fique esperto com esta ONU.
Você está sendo enganado por ela.
Ela na verdade não interessa por você e sua família.
Só se interessa com seu apoio ao plano socialista de mudar todas as estruturas sociais que resultem na mudança da detenção do poder mundial, que seriam consignados a eles mesmos, os mentores deste plano maligno.
Você e sua família e tudo que você acredita ou acreditou, simplesmente não importa a estes planejadores doentes.

Responder

    Eudes

    22 de fevereiro de 2012 às 17h31

    Milton, de certeza você não é analfabeto funcional. Releia a notícia. É tudo ao contrário do que você entendeu, viu espertinho? Coisa feia, mais afobado do que o ministro Padilha

    milton anesio

    22 de fevereiro de 2012 às 18h52

    Bom, o comunicado da ONU acolheu a noticia do Estadão como certa.
    Ou não?
    Será que você entendeu meu comentário?

    Ricardo

    22 de fevereiro de 2012 às 20h59

    Caracas!!! Conhece um remédio bem antigo chamdo Memoriol? Vê se acha. Talvez te ajude, meu amigo!!! eheheheheheh

    Raquel

    22 de fevereiro de 2012 às 18h02

    Só para confirmar o cliche e o discurso, vc é daquela turma que acredita no tal do "arrebatamento" né?

luiz pinheiro

22 de fevereiro de 2012 às 16h30

A informação equivocada não foi da ONU, nem foi do ministro, Foi do Estadão, foi do PIG. O ministro apenas respondeu a pergunta de um reporter mau pautado (para variar), e o fez buscando esclarecer o equívoco. Fico besta de ver como o blog e alguns internautas culpam o ministro até por isso.

Responder

    Conceição Lemes

    22 de fevereiro de 2012 às 17h32

    Luiz, infelizmente, ministro se equivocou. Ele preferiu confiar na informação do Estadão, do PIG, como diz você, do que na da perita da Cedaw/ONU.

    E como o Ministério da Saúde não havia desmentido a informação do Estadão, a repórter de O Globo partiu da premissa de que a informação era verdadeira. Portanto, ela foi bem pautada.

    Se o ministro quisesse esclarecer o equívoco, teria de dizer COM TODAS AS LETRAS que o Estadão errou e não dizer que a perita da ONU teria feito confusão.

    Por que antes de responder a O Globo o que o Estadão disse ele não consultou ou não mandou um dos seus assessores ligar pro pessoal da Cedaw/ONU?

    Por que o ministro, mesmo antes de ter sido questionado pelo O Globo, não alertou para o fato de que a informação do Estadão estava errada?

    Meu compromisso é com a informação correta, com os fatos, com a saúde pública. abs

    Ou, então, por que não aproveitou a oportunidade da entrevista a O Globo e desmentiu o Estadão?

    Wildner Arcanjo

    22 de fevereiro de 2012 às 18h02

    Ele é Ministro da Saúde, não das Comunicações. Seria mais um embate entre Governo e ImPRENSA e como esse Governo morre de medo de imprensa (de direita e de esquerda) ficou a resposta no ar. Mas, para bom entendedor, meia palavra basta.

    Clarice

    22 de fevereiro de 2012 às 19h43

    Wildner, acorda! Embate, onde! O ministro simplesmente se equivocou ao achar que a informação do Estadao era correta. O Padilha, como ministro da Saúde, não só pode como tem o dever de corrigir toda informação errada que diz respeito à area. Do contrário, torna-se cumplice do erro.

    luiz pinheiro

    23 de fevereiro de 2012 às 16h48

    Olha, Conceição, este texto de O Globo, citado pelo blog, não mostra que o ministro culpou a ONU. É O Globo que diz que "o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, contestou informações divulgadas pela ONU". Não é o ministro que diz, é O Globo que interpreta. O ministro apenas respondeu a pergunta do reporter, e sua resposta é apenas encaixada no texto do Globo. Se há outro fato, outra declaração, que mostrem desconhecimento do ministro, então por favor nos indique quais são. Nesse texto aí de cima o ministro não acusa a ONU, apenas diz que ser equivocada uma informação que o jornal atribui à ONU.
    Esse negócio de cobrar desmentido do ministerio, voce já pensou direito nisso, Conceição? Seriam centenas de desmentidos todos os dias, tal é o grau de má-fé e/ou imprecisão dos nossos órgãos de imprensa.
    Insisto: grande equívoco é o do blog, que atribui indevidamente ao ministro uma interpretação errônea veiculada pelo PIG.

    Conceição Lemes

    23 de fevereiro de 2012 às 18h15

    Luiz, a matéria de O Globo é uma resposta à matéria do Estadão, onde foi dito que a informação é da ONU. E o ministro respondeu a isso. Por que ele não disse que a informação do Esatdão estava errada? Resolveria tudo aí. Aliás, considerando que é uma questão de saúde pública, o Ministério da Saúde tinha o dever, sim, de desmentir. É assunto da maior gravidade com contornos diplomáticos. Ou vc acha que o papel da assessoria de imprensa do Ministério da Saúde é só mandar releases pra nós, jornalistas? De modo algum.

    Aliás, soube há pouco que o ministro apresentou novos dados de morte materna no Brasil. Só que não mencionou uma vez as mulheres negras, disparadamente as que mais morrem. Entre outras causas, devido à hipertensão arterial, que é mais frequente nas negras e é fator de risco para mortalidade materna. Aí, não se trata de interpretação. É um fato que o Ministério ignorou. Não sei por quê. sds

Gustavo Pamplona

22 de fevereiro de 2012 às 16h10

Divulguem isto para a dona Monica Serra! A abortante que condenou a Dilma por ser a favor do aborto!

Por mim… as mulheres nem engravidariam mais… bom… já tinha contado isto aqui algumas vezes… já estamos em 2012 e já está passando da hora da humanidade inventar "úteros artificiais" e livrar as mulheres desta "obrigação".

Eu tenho 30, até hoje não engravidei e não pretendo engravidar ninguém… nunca quis ter filhos mesmo.

Vejam este link aqui: (É bem interessante)

[Brave New World: UK ethicist wants women to abandon motherhood, use artificial wombs]
http://www.lifesitenews.com/news/brave-new-world-

—-
Desde Jun/2007 libertando as mulheres de engravidar no "Vi o Mundo"! ;-)

Responder

    Wildner Arcanjo

    22 de fevereiro de 2012 às 17h50

    E vamos privatizar a sobrevivência da espécie humana…. Boa idéia (ou não)!

    Gustavo Pamplona

    22 de fevereiro de 2012 às 23h03

    Se a "ectogênese" viesse a ocorrer um dia eu veria dois cenários

    1 – Se fosse privada como o Sr. sugere… somente as endinheiradas teriam acesso… bom… nutrir um embrião por 9 meses numa clínica sei que é algo que demandaria muitos recursos.
    2 – Se fosse pública dependeria de mulher para mulher… muitas iriam preferir o método natural já que em muitas (na realidade a maioria) o instinto maternal fala mais alto e no fundo sentem vontade de engravidar mesmo.

    Se considerarmos que isto seria um benefício para todas as mulheres e para a humanidade e sabendo que muitas feministas iriam adorar a idéia… muitas delas acabariam trabalhando voluntariamente e não haveria custo algum.

    —-
    Desde Jun/2007 vendo cenários de ectogênese no "Vi o Mundo"! ;-)

    Wildner Arcanjo

    24 de fevereiro de 2012 às 13h08

    Mesmo?

    Duas coisas neste mundo eu aprendi:

    1 – Nada é verdadeiramente de graça, nem de boas intenções;

    2 – Quando se dá vantagem para um grupo humano ele sempre subjulga outros que tiveram menores vantagens (isto a história e a biologia comprovam cientificamente);

    Não queria pagar para ver esse tipo de coisa na mão de empresas…

    No final das contas, não somos tão diferentes das outras feras que nos rodeiam.

    Gerson Carneiro

    22 de fevereiro de 2012 às 17h56

    Smurf Ogênio, pesquise sobre o trabalho do médico baiano Elsimar Coutinho.

    Desde não sei quando dando dicas para o Smurf Ogênio no "Vi o Mundo"! ;-)

    Gustavo Pamplona

    22 de fevereiro de 2012 às 22h44

Carlos Ribeiro

22 de fevereiro de 2012 às 16h07

Chupa que a cana é doce Padilha! Continue confiando cegamente no PIG.

Responder

Maria Fulô

22 de fevereiro de 2012 às 15h16

Continuam tentando explicar via "equívoco" e "má informação" o que é apenas MALÍCIA. Da mesma forma que, no final, responsabilizarão Lula pela desorganização do Carnaval de São Paulo.

Responder

Alexandre Felix

22 de fevereiro de 2012 às 15h13

Bem, cada um de nós pode se posicionar a respeito do aborto…legal! Agora, quanto à manipulação de números de forma leviana, não há o que se discutir. Lamentável!

Responder

Glauco Lima

22 de fevereiro de 2012 às 14h51

Peraí:
Fala sério!
Alguém lê esse jornal fora da capital mundial da intolerância?

Responder

Wildner Arcanjo

22 de fevereiro de 2012 às 14h46

Pera ai, vamos a análise dos números.

– Do universo de mulheres que morrem por abortamento de 200, em 200.000 dá se um total de 0,01%. Sabe-se que abortamento é a quinta causa de morte de mulheres durante o período de gravidez e pós-gravidez. Mas corresponde a 11,5% dos casos. Se for levado em consideração os abortamentos que não são previstos por lei, cai esse total para em torno de 6% (em estimativa, mas mais ou menos isso);

– Claro que há uma subnotificação nos casos de abortamento, sobretudo nos casos de abortamento tratados como ilegais pela nossa constituição, mas o universo de informações, se tratados de forma estatística e séria, podem ser representatos pelo estudo oficial;

Tenho uma pergunta a fazer e que o texto não explica: assim como fora manipulado os dados informados pela comissão da ONU, será que o Ministro não estava respondendo ao que o jornal postou e não a ONU?

Onde está a referência ao texto completo da resposta do Ministro?

Uma questão que sempre levo em consideração é o obscurantismo que cerca a questão do aborto, tanto por parte daqueles que defendem, quanto daqueles que não o querem. Negam as informações de forma completa, imparcial, para análise daqueles que realmente são os interessados pelo assunto: a População. Querem sempre reduzir o debate aos seus feudos de idéias e ideologias e pouco se importam com o Povo. Nada de de Democracia. Cidadões, homens ou mulheres, pró ou contra, religiosos ou não, não importam. São só massa de manobra e precisam continuar assim.

Responder

    Conceição Lemes

    22 de fevereiro de 2012 às 15h26

    Wildner, por ano há cerca de 1.800 mortes maternas no Brasil, juntando todas as causas. As decorrentes de aborto — provocado ou espontâneo — somam 200. Quanto à integra do que o ministro disse na entrevista ao O Globo, clique no link. Ele respondeu aos números como se fossem da ONU. Do contrário, ele teria dito que a informação do Estadão estava errada. abs

    Wildner Arcanjo

    22 de fevereiro de 2012 às 19h21

    Conceição como eu disse, não espere embate entre este governo e qualquer meio de comunicação. Isto não vai haver. Ele respondeu da forma como poderia e deveria. Se foi evasivo? Acho que não. Foi técnico? Penso que sim! Agora, me faz um favor, posta os comentários que fiz, da forma como fiz, que eles explicam realmente o que quero dizer. Afinal de contas, se posso ser chamado até de burro – nada contra o animal que é para mim como um irmão (afinal de contas sou nordestino) e sabendo que ele é muito mais inteligente do que muitos seres humanos – por que não compartilhar minha "burrice" com os presentes? Acho que todos temos o direito de falar o que bem quisermos, inclusive nossas asneiras.

    Bruno T

    23 de fevereiro de 2012 às 00h34

    Conceição, acho que o ministro disse claramente que os números errados eram do Estadão.
    Veja só: "Primeiro que desconheço esse número de 200 mil mortes por ano decorrentes de aborto. Vi esse número apenas no jornal, e precisamos de mais detalhes a respeito desses dados. " Ou seja, além de afirmar que os números são estapafúrdios e que são do Estadão, ele já começa pondo em dúvida a pergunta do Globo: "desconheço".
    Pelo que entendi, quem creditou os números à ONU foi o Globo (além do Estadão, é claro).
    Intriga do Globo, só pra conseguir a manchete: Padilha põe números da ONU em dúvida.

    Ou você achou o ministro falando que a ONU tinha divulgado esse número sem noção?

    Ricardo

    23 de fevereiro de 2012 às 05h08

    Bruuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuno, acorda, véio! Qual parte você não entendeu? Leia o comentário do Alberto

    Wildner Arcanjo

    23 de fevereiro de 2012 às 17h36

    O comentário do Alberto não fala nada sobre o que o bruno postou. Ele pode falar sobre o número de notificações de curetagem que, para os valores absolutos de 200.000/ano, podem ser altos. Mas, sem os dados, quais os parâmetros que temos para debater? Aí eu me pergunto? Jornalistas de esquerda e direita agora deram pra fazer reportagens pela mentade? Onde é que vamos parar?!? Além do mais, onde estão os questionamentos da ONU (na íntegra) sobre estes números? Será que são verdadeiros? Será que são erroneamente estimados (para mais ou para menos)? Ou será que isto não é para nós (POVO) sabermos?

    Bruno T

    24 de fevereiro de 2012 às 00h16

    Ricardo, acho que você não percebeu o que o post do Alberto e da Conceição dizem:
    O Alberto disse: "O ministro Padilha (…) se de fato tivesse domínio deles (…) não teria acusado a ONU de distorção"
    A Conceição disse: "Ele respondeu aos números como se fossem da ONU. Do contrário, ele teria dito que a informação do Estadão estava errada."

    Eu simplesmente mostrei que o ministro refutou o Estadão, ele claramente coloca a responsabilidade "APENAS" no Estadão, não na ONU:
    "Primeiro que DESCONHEÇO esse número de 200 mil mortes por ano decorrentes de aborto. Vi esse número APENAS no jornal, e precisamos de mais detalhes a respeito desses dados. "

    Aí concluo o seguinte:

    "Ou seja, além de afirmar que os números são estapafúrdios e que são do Estadão, ele já começa pondo em dúvida a pergunta do Globo: "desconheço"."

    Você pede para que eu acorde, mas em nenhum momento o texto do Alberto ou o seu texto sequer abordam o meu argumento. O ministro diz com todas as letras que os números são do Estadão, "APENAS" do Estadão. Ele "DESCONHECE" essa informação. É suficiente pra você? O Estadão mentiu sobre o que a ONU teria dito. A quem cabe corrigir o Estadão? 1) À própria ONU que teve seus argumentos modificados pelo Estadão. Ninguém tá cobrando isso, né? 2) Talvez, ao ministro Padilha, se quisesse ajudar a credibilidade do Estadão, mas parece que ele não quer. Deveria?

    Afinal quem ainda acredita no Estadão ou na Folha? Ao simplesmente "desconhecer" informações inventadas o ministro nos ajuda. Não quero ministro babá de jornalzinho, não.

    Wildner Arcanjo

    24 de fevereiro de 2012 às 12h51

    Correto! Na mosca (esvoaçante ou não)!

    Wildner Arcanjo

    22 de fevereiro de 2012 às 17h32

    Uma correção é 0,1%.

    Outra, no texto ele diz (e isto pela pontuação deve ter sido transcrição de suas palavras):

    "Primeiro que desconheço esse número de 200 mil mortes por ano decorrentes de aborto. VI ESSE NÚMERO APENAS NO JORNAL (grifo meu), e precisamos de mais detalhes a respeito desses dados. Temos cerca de mil e oitocentos óbitos por mortalidade materna. E todas em idade fértil são investigadas sobre a mortalidade materna. Então, volto a lembrar: o que nós temos são 200 mil procedimentos de curategem no sistema público de saúde e não necessariamente mortes por causa disso – afirmou."

    Com relação a se ele fez referência a dados divulgados pela ONU ou divulgados no Jornal, não ficou bem explícito. Afinal de contas é praxe da nossa imPRENSA deixar vago, ambíguo, declarações…

    (http://oglobo.globo.com/pais/ministro-da-saude-contesta-dados-da-onu-sobre-abortos-no-brasil-4019839#ixzz1n8l8Z82c)

    No mesmo texto ele comprova conhecer os dados levantados, e prestados a ONU.

    Não é que eu queira defender o Ministro, não tenho necessidade nem quero fazer isso, mas sejamos realistas. Não dá pra procurar pelo em ovo, nem chifre em cabeça de cavalo.

    Ps. não sou bom e nem nunca fui em gramática, mas o básico eu sei (ou, ao menos acho que sei)… Mas acho que é dever saber interpretar textos.

Janah

22 de fevereiro de 2012 às 14h42

Mais um infiltrado!

Responder

betinho2

22 de fevereiro de 2012 às 14h37

Para alguns a verdade doi…ai tem de censurar…rsrs

Responder

    Conceição Lemes

    22 de fevereiro de 2012 às 14h46

    Betinho, o que está em discussão neste artigo é a informação incorreta sobre o número de óbitos por aborto no Brasil e não posições a respeito do aborto. Se fosse censura ao que vc pensa não aprovaríamos o teu comentário no post sobre o painel que acontecerá em Porto Alegre, concorda? Em respeito a todos os comentaristas, é importante não desviar o foco do debate. Obrigada. abs

    betinho2

    22 de fevereiro de 2012 às 15h06

    Ok Conceição, vou aceitar a reprimenda. Mas tem mais dois comentários meus no outro post. Vejamos o que acontece.

    Agora, quanto ao "fora de foco", concordo…mas porque comigo e não com outras dezenas de comentários em outras situações, que não essa do aborto?

    Almeida

    22 de fevereiro de 2012 às 19h23

    Coisa feia Conceição. Com o Betinho é outro peso na balança?

    David

    23 de fevereiro de 2012 às 23h30

    Eu sei que vou pentelhar agora, mas censura é censura. Essa também foi novidade pra mim, não sabia que o Viomundo cancelava comentários "fora de foco". Quase todos os posts tem um comentário da beatricce do tipo: "Dona Dilma e agora?". Esse comentário está sempre "dentro do foco"? Dona Conceição, e agora? Libera o comentário do betinho2! Libera! Libera! Libera! Ão, ão, ão, não à repressão! ;-)

SILOÉ-RJ

22 de fevereiro de 2012 às 14h36

Mais um tiro n'agua do estadão que se tornou benéfico.
Não fosse o erro grotesco proposital e criminoso, talvez o FATO principal passasse desapercebido.
A quem computar esse número desnecessários de mortes???
A igreja católica e as evangélicas deveriam ser responsabilizadas diretamente por isso, que com esses dogmas arcaicos em defesa de um embrião, preferem as mortes dessas mães, que por motivos vários, não querem ter esses filhos.
Negar o direito ao aborto assistido pelo estado, deixando dessa forma vários orfãos ao Deus dará, isso também não é crime???
Por enquanto: Para o estado o aborto é crime e para igreja pecado. Mas… por força das circunstâncias, quando começar a faltar alimento e água no mundo, só por questão de conveniência…" Farinha pouca meu pirão primeiro", logo logo, esse dogma cairá por terra.
Aí: CRIME e PECADO será por filhos no mundo.

Responder

Morvan

22 de fevereiro de 2012 às 14h25

Boa tarde.

Que houve erro da reportagem do Estadão, é patente. Aquele "jornal", até quando quer acertar, erra; erro – intencional ou não. Agora, que o ministrinho Padilha não tem condição técnica de estar à frente de tão importante Ministério, isso lá o é também. Padilha, mais do que nunca, mostra que não tem apreço pelas pessoas pobres. Estas estatísticas (sem o "erro" crasso do Estadão) incidem, na sua grande maioria, em pessoas pobres, sem acesso a saúde nem a informação. O que fica evidente, a cada dia, é que alguns ministros (caixa-baixa intencional) são quota de interesses espúrios ao país. Este sr. Padilha, vulgo Torquemada, deve ser da quota dos setores reacionários da madre (pra eles!) santa igreja. Bom, estamos lidando com saúde pública. Alguém precisa lembrar isso à Presidente. Ao Padilha não adianta. Ele sô lê pela ótica do PIG.

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

Aborto: Crime ou Direito? | Viomundo - O que você não vê na mídia

22 de fevereiro de 2012 às 14h19

[…] Leia também: […]

Responder

Ingrid Daniela

22 de fevereiro de 2012 às 14h07

Autoridade afobada sempre paga um preço. Triste demais. O boquirrotismo quando o assunto envolve religião é sempre uma mau conselheiro.

Responder

Operante Livre

22 de fevereiro de 2012 às 14h05

Alguém sabe informar quantas mulheres sobrevivem ao aborto e ficam severamente sequeladas?
Pergunto isto, porque, num universo de 200 mil que buscam hospitais, falar em 200 que morrem é menosprezar uma quantidade enorme que fica física e emocionalmente sequelada. Seguramente, parte significativa das mulheres sequeladas – que podem vir a morrer posteriormente em decorrência da falta de abordagem adequada – se deve ao peso de uma "ilegalidade" que se confunde com pecaminosidade, e acaba por condenar ao inferno em vida, milhares de mulheres, simplesmente porque são mulheres.

Responder

Rafael

22 de fevereiro de 2012 às 14h02

Eles continuam com esse assunto ainda. Cada vez mais em direção ao fundo do poço.

Responder

Nedi

22 de fevereiro de 2012 às 13h38

O Nassif fez uma crítica ao governo Dilma pela blindagem dele (governo).
Imagina um ministro desses com "autonomia" para sair falando sobre o que brota nas páginas do PIG.
MEUS DEUSES…

Responder

Nedi

22 de fevereiro de 2012 às 13h33

Num dia desse o Ciro Gomes disse que os assessores da Dilma são fracos…pois é.

Responder

    Jairo_Beraldo

    22 de fevereiro de 2012 às 16h22

    Se der um peteleco mais forte, estilhaçam todinho…e estranhamente não mexeram ainda com o fujão Zé Caridozo…vai ver é porque ele foi informante do PIG na epoca do mensalão.

    beattrice

    22 de fevereiro de 2012 às 18h03

    Ah… mas esse é da "folha" do Dantas, nem pensar que o PiG toca nele.

    M. S. Romares

    22 de fevereiro de 2012 às 17h12

    Certa noite dessa os assessores da Dilma disseram que o ciro não é nada confiavel. Descobriram a agua quente…

RicardãoCarioca

22 de fevereiro de 2012 às 13h28

Eu vivo repetindo que o governo só descobre as coisas se passar no PiG. A confiança e a preguiça de pesquisar são tamanhas que deu no que deu. Bem feito.

Responder

Gerson Carneiro

22 de fevereiro de 2012 às 13h18

A fonte de informação do Ministro Alexandre Padilha, do PT, é o PIG.

O mundo está de cabeça para baixo. É por isso que tem homem musculoso sendo Rainha de Bateria de Escola de Samba.

Responder

    Wildner Arcanjo

    22 de fevereiro de 2012 às 14h25

    Uê?!? Direitos iguais meu caro! Não que eu concorde com isso, mas se querem, toma!

    Fábio Rezende

    22 de fevereiro de 2012 às 17h04

    Tu é burro, viu?, meu filho. O cara está sacaneando as mulheres com corpos de homem por fazer uso de anabolizante.

    Fi_de_rapariga

    22 de fevereiro de 2012 às 17h22

    Pega leve

    Jairo_Beraldo

    22 de fevereiro de 2012 às 16h20

    Cunpadi Gersu, estão me chamando di infiltradu…comu pode homi, eu sê um deles?

    Gerson Carneiro

    22 de fevereiro de 2012 às 17h46

    É cumpadi, a labuta é braba.

    beattrice

    22 de fevereiro de 2012 às 17h58

    É a tropa de choque padilhante Jairo, braba mas sonsinha.

Carlos Lima

22 de fevereiro de 2012 às 13h17

O estado brasileiro não pode ser responsável pela a irresponsabilidade individual de cada cidadão, se fez aborto e é ilegal, cada um deveria pagar pela curetagem ou outro procedimento necessário. Ai está a hipocresia, quando você causa um acidente de transito e se você for responsabilisado, vai para a cadeia e tem que pagar o prejuizo causado. Primeiro o gozo, depois o arrependimento, depois o crime o aborto e logo após o prejuizo para todos os contribuintes o gasto do governo com curetagem e coisa mais. Que fazer aborto? Seria mais sensato evita-lo e soó fazer em casos extremamente perigoso ou oriundo de outro crime, essa tolice de ser a favor do aboro já esta e enchendo ….pacote. Misturaram o problema com religião e com ideologia e ninguem vai engoli uma joça dessas não. Quer ser a favo então pague as despesas.

Responder

    shirl

    22 de fevereiro de 2012 às 13h42

    Não se faz curetagem,necessariamente ,por se ter cometido um aborto ilegal! Curetagem é um procedimento
    que se pratica devido a algumas ocorrencias,como por exemplo,aborto ESPONTANEO!!!!
    A pessoa perde o bebê,sem querer,por N motivos outros, que não aborto voluntário.A curetagem é necessária e urgente .

    Dani

    22 de fevereiro de 2012 às 13h49

    Vai se catar sujeito. Claro que o Estado brasileiro é responsável por cuidados de saúde para todos os seus cidadãos e cidadãs. Aqui é SUS, de caráter UNIVERSAL. E assim o será cada vez mais. Está achando ruim? Então se muda de país, mestre. Procura uma teocracia. Vivemos numa democracia. Tenha vergonha na cara de advogar que se deve deixar gente morrer à míngua.

    Luiz Deschamps

    22 de fevereiro de 2012 às 14h58

    …puuuuuttttzzz!!!q bom seria se a tua mãe tivesse abortado, estúpido!!!!

Yarus

22 de fevereiro de 2012 às 13h10

Cerra ia vender a CEF e o BB mas teve que abortar…

Responder

Luiz

22 de fevereiro de 2012 às 13h00

O que me dá raiva é ver esses cabeçudos do governo tratando a mídia com luvas de pelica. Por que não diz logo que o Estadão mentiu ao invés de "se equivocou?

Responder

augusto

22 de fevereiro de 2012 às 12h52

E quantos bilhoes em dinheiro de tiranos e ladroes de grana publica na asia,africa etc. a SUIÇA nao guarda e protege , mais, dele se beneficia? Gente que causa em seus paises numeros muito mais horriveis?
Esta mais do que na hora de os suiços tirarem a mascara.

Responder

    beattrice

    22 de fevereiro de 2012 às 17h31

    Pra defender o ministrinho padilha desqualificam até o papa, JC que se cuide.

Gersier

22 de fevereiro de 2012 às 12h52

PQP,um Ministro da Dilma contestar dados baseados em informações do PIG?Tamos ferrados.

Responder

    Jairo_Beraldo

    22 de fevereiro de 2012 às 16h10

    Mais uma mosca esvoaçante soltando as asneiras e idiotices de sempre.Tás no blog errado.

rosa

22 de fevereiro de 2012 às 12h51

Posso estar enganada, mas parece que o ministro está mais preocupado em "salvar almas" que dignificar a vida das mulheres

Responder

beattrice

22 de fevereiro de 2012 às 12h28

O Torquemada aparentemente não se informa e não acompanha estatísticas do SUS,
e não somente no caso da mortalidade materna por aborto inseguro, mas também em outras áreas,
como naquela denúncia trazida ao blog sobre a situação de internações psiquiátricas em Sorocaba.
Fato é que sistematicamente volta as costas para a questão da saúde da mulher,
mais preocupado em atender os fundamentalistas de plantão que batem ponto no gabinete do ministério.

Responder

Márcia Lopes

22 de fevereiro de 2012 às 12h14

Uma coisa é mudar ou não mudar a lei. Quem muda a Lei é o Congresso Nacional, com vontade ou sem vontade de Dilma. Na teoria independe dela mesmo e compromisso dela foi a presidência da República não encaminhar nada para o Congresso nesse sentido. É bom lembrar ao Padilha isso. E também lembrar que isso não significa não cumprir os direitos já conquistados, como o aborto previsto em lei, que ele não moveu uma palha para aumentar os serviços e melhorar os já existentes (menos de 100 para 5 mil e quinhentos e tantos municípios); e o tratamento humanizado ao abortamento inseguro, o ministério da saúde praticamente esconde que há uma Norma Técnica para ser implementada e que não sabemos nem se há verbas para aprimorar tal atendimento.
O ministro tem de entender que o Ministério da Saúde não pode negar direitos conquistados.

Responder

Jorge Nunes

22 de fevereiro de 2012 às 12h03

No Brasil o problema do aborto é resultado de uma hipocrisia sem tamanho.

Quem pode pagar uma boa clínica, ótimo tudo resolvido.

Quem não pode pagar, toma medidas desesperadas e ou vão cair nas mãos de açougueiros.

E assim segue.

Responder

    Morvan

    22 de fevereiro de 2012 às 20h47

    Boa noite.

    Perfeito, Jorge Nunes.
    Isto que você falou é absolutamente verdadeiro e duplamente perverso para a mulher pobre, que precisa recorrer aos "práticos", curandeiros e congêneres e correr risco de morte.
    Ela é desassistida educacional e sanitariamente, graças à hipocrisia da sociedade, que finge que os problemas não existem.
    ;-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Fabio_Passos

    22 de fevereiro de 2012 às 22h34

    É isso.
    Quem pode pagar vai a uma boa clínica.
    Pobre cai nas garras do cão: malafaia, bergonzini, etc…

Pereira

22 de fevereiro de 2012 às 11h59

Não houve erro , houve sim foi manipulação da informação, o que não é de se extranhar.[

Responder

    Wildner Arcanjo

    22 de fevereiro de 2012 às 17h52

    Pois é, mas uma pergunta: A quem interessa a manipulação da informação e porquê?

Jairo_Beraldo

22 de fevereiro de 2012 às 11h30

O sinistéria da presidente Traíra está como ela – sem rumo. Só espero que não nos leve ao atoleiro em que se encontram europeus e estadunidenses.

Responder

    Gersier

    22 de fevereiro de 2012 às 12h54

    Mais uma mosca esvoaçante soltando as asneiras e idiotices de sempre.Tás no blog errado.

    Jairo_Beraldo

    22 de fevereiro de 2012 às 16h08

    Estou neste blog desde sua nascença, neo-petista Gersier!

    SILOÉ-RJ

    22 de fevereiro de 2012 às 14h42

    Cruzes!!! Ave de mau agouro!!!

Larissa Dias

22 de fevereiro de 2012 às 11h29

Conceição Lemes você foi na mosca! O ministro Padilha precisa se educar para responder questões de sua pasta de modo mais civilizado. E sem fazer juízo de valor do que ele não apurou. Caldo de galinha não faz mal a ninguém.
Para que servem aquela montanha de assessores que ele tem no Ministério da Saúde? Dizem que só na assessoria de imprensa são quase cinquenta jornalistas.
Por que ele não se preocupou em apurar a questão dos dados? E ainda respondeu o que não foi perguntado, justamente o que a ONU está batendo firme no Brasil, a desatenção ao abortamento inseguro.
" Esse é um governo que asumiu um compromisso, inclusive durante a própria campanha. O compromisso de que não tomaria nenhuma medida para mudar a legislação do aborto no país. Mas nós fazemos um grande esforço para organizar os serviços de saúde, para atender à gestante em qualquer intercorrência clínica que ela tenha ao longo da gravidez".

Responder

    beattrice

    22 de fevereiro de 2012 às 12h25

    Cinquenta jornalistas?
    isso pode ser confirmado Conceição?

    Jairo_Beraldo

    22 de fevereiro de 2012 às 16h17

    Se ele tem 50 jornalistas em sua assessoria de imprensa eu não sei, mas posso afirmar categoricamente que ele anda espalhando grana para governos DEMO/tucanos esculhambarem os prefeitos da base do governo federal. Estes neo-petistas são tão bobinhos….eles acreditam em papai-noel, mula-sem-cabeça,saci-perêrê, caipora, dentre outras figuras do folclore brasileiro.

    SILOÉ-RJ

    22 de fevereiro de 2012 às 20h12

    Acreditamos em tudo isso, menos em você.

    Jairo_Beraldo

    23 de fevereiro de 2012 às 10h39

    Grato…é fato que a verdade só está nos neo-petistas.

    João Carlos

    22 de fevereiro de 2012 às 12h44

    Se ele tem 50 jornalistas na folha eu não sei,
    mas que foi campeão de gastos em diárias batendo até a Ana de Amsterdam foi!

    Jacó do B

    22 de fevereiro de 2012 às 22h15

    Esse Ministro é muito fraco. Fez convênio até com rede de fast food para campanha de educação alimentar dirigidas às crianças e adolescentes. É outro Petista covarde que, se for preciso, encara o General Ustra mas não encara o Pig.


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