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Lindbergh denuncia “campanha de ódio” contra Lula


13/12/2012 - 19h07

PT ressalta legado de Lula. Lindbergh denúncia “campanha de ódio”

QUI, 13 DE DEZEMBRO DE 2012 14:43

do site PT SENADO

A “campanha de ódio” movida por setores conservadores e grandes veículos de comunicação contra o ex-presidente Luiz Inácio lula da Silva “empobrece a democracia” e revela-se o último recurso de forças políticas que, incapazes de gestar uma alternativa para o País, movem-se apenas pelo ressentimento. A avaliação é do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que ocupou a Tribuna do senado, nesta quita-feira (13), para repudiar as sistemáticas insinuações contra o ex-presidente veiculadas por parte da imprensa.

“Lula representa tudo o que eles mais odeiam. Lula é aquela pobre criança do sertão nordestino que deveria ter morrido antes dos 5 anos, mas que sobreviveu. Lula é aquele miserável retirante nordestino que veio para São Paulo buscar, contra todas as probabilidades, emprego e melhores condições de vida, e conseguiu”, apontou Lindbergh, que foi aparteado pelos petistas Paulo Paim (RS), Wellington Dias (PI) e pelo líder da bancada, Walter Pinheiro (BA).

Para Paulo Paim, os esforços do presidente para assegurar os direitos de tantos setores excluídos—como as mulheres e os negros, que ganharam secretarias de governo específicas, para promover políticas públicas — desagradam minorias acostumadas ao privilégios. Ele citou a política perene, instituída por Lula, para a valorização progressiva do salário mínimo, que deverá chegar a U$ 1 mil em 2023. “Por isso, tanto ataque ao Presidente Lula, uma liderança mundial”.

“Luiz Inácio Lula da Silva representa um projeto, no qual muitos ganham, mas alguns poucos perdem”, lembrou Wellington Dias. “Os que perdem, reagem. É portanto, claramente um ataque mais do que ao Lula, é um ataque a um projeto de país que hoje é destaque dentro do planeta. Mais do que isso: é um ataque daqueles que perdem na busca do poder a qualquer custo”, afirmou.

Para Walter Pinheiro, Lula é “figura extraordinária, que promoveu transformações profundas”. A maior delas, destaca o senador, foi a consolidação de instâncias e de processos democráticos. Ele lembrou que a Lei de Acesso à Informação, instrumento que fortalece a transparência, e a reestruturação das carreiras como as da Polícia Federal foram iniciativas do ex-presidente que muito contribuíram para que a sociedade pudesse conhecer as ações de governo. “Quando agridem o Lula, nesse atual quadrante da nossa história, não é para atingir a figura do Lula. O desejo, a ânsia é destruir o projeto que o companheiro Lula foi capaz de construir” para o País, afirmou Pinheiro.

Legado

“Lula é aquele sindicalista que não deveria ter liderado a sua categoria e rompido com o peleguismo, mas liderou e rompeu. Lula é aquele político que não devia ter criado, em plena ditadura militar, um novo partido independente de esquerda, mas criou. Lula é aquele candidato que não devia ter chegado ao poder, mas chegou. Lula é aquele presidente que devia ter fracassado, mas teve êxito extraordinário”, prosseguiu o senador fluminense, destacando o ódio de classe e o preconceito que inspiram os ataques ao ex-presidente.

“Lula é o excluído que devia ter ficado em seu lugar, mas não ficou. Lula é esse fantástico novo Brasil que ele ajudou tanto a construir. Lula não deveria existir, mas existe. É uma nova realidade sem volta, contra a qual não há argumentos racionais. Apenas o ódio espesso dos ressentidos”.

Lindbergh reconheceu que a política é uma atividade que desperta paixões, mas lembrou que nada justifica as tentativas de destruir a reputação do ex-presidente. “Não se procura a construção de alguma política, equivocada ou não, a consecução de um objetivo, meritório ou não, mas apenas a destruição do outro, a eliminação das alternativas, a derrubada de um projeto, sem a preocupação de colocar algo viável em seu lugar. Nessas circunstâncias, ocorre a inevitável deterioração da democracia e de suas instituições, que pode resvalar, em casos extremos, para o golpismo”, afirmou o senador.

Ele foi enfático na denúncia de “parte da oposição e da mídia conservadora”, que assumiram “de vez e irreversivelmente a feição de uma direita anacrônica, reacionária e profundamente intolerante”, que “cada vez mais, atrai o que há de pior na política nacional: fundamentalistas, membros da TFP e até mesmo, nos ataques de submundos da Internet, indivíduos que pertenceram à juventude nazista e aos órgãos de repressão da ditadura. É um monstro político que parece sedento de sangue”.

Lindbergh lembrou os principais feitos do governo Lula, que retirou da pobreza extrema mais de 30 milhões de pessoas, que impulsionou o crescimento econômico, ajudando a gerar 14,5 milhões de novos empregos com carteira assinada, que criou o maior programa social do planeta, o Bolsa Família, democratizou o acesso ao ensino superior, à casa própria, ao crédito e à energia elétrica. “Contrariando nossa triste tradição histórica, tão cara aos cultuadores do ódio a Lula, dessa vez crescemos distribuindo renda e oportunidades”.

“Lula mudou o Brasil. E não se trata de uma mudança abstrata e retórica. Foi uma mudança concreta, profunda. Ele mudou, para melhor, a vida de dezenas de milhões de brasileiros. Gente como ele, que não tinha nada ou muito pouco, e que agora come, mora, se educa e sonha. Brasileiros que se tornaram, enfim, cidadãos do Brasil”.

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65 comentários

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Athos Soares Sathler

15 de janeiro de 2013 às 17h58

Não existe nenhum preconceito contra o Lula ou sua forma de governar, nem se ele é nordetisno, de familia humilde etc.
A revolta é que se Lula não roubou para ele, como não há ainda provas, ele fez vista grossa aos ladroes que o rodeava, tipo José Dirceu, Genoino, Palocci e tantos outros.
Fazendo vista grossa, ele, principalmente ele como chefe maior da nação, torna-se cumplice e porque não chefe do mensalão.
Leiam o livro de IVO PATARRA e principalmente no cap. 06 onde tem um resumo das CPIs do Mensalão, Correios e do Jogo do bingo, e aí vcs terão uma avaliação melhor do que estava acontecendo no governo Lula e dentro do PT

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Sagarana

14 de dezembro de 2012 às 14h07

Pensar que por muito menos esse senador pintou a cara e foi para a rua… Triste!

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Gregório Bezerra

14 de dezembro de 2012 às 13h37

Lindbergh??? Putz, o Lula não merecia isso.

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Guilherme Scalzilli

14 de dezembro de 2012 às 13h26

Vamos ouvir os Vedoin?

Podemos até compreender a relevância jornalística de Marcos Valério e a repercussão midiática de suas denúncias. Afinal, alegam os jornalistas irresponsáveis (ou mal intencionados), registrar um depoimento não significa endossá-lo, por menos confiável que seja. Curiosamente, porém, esse espírito divulgador não serviu, e continua não servindo, para outros réus notórios de mesma estirpe delatora.

Os empresários Darci e Luiz Antônio Vedoin, acusados de encabeçar a famosa máfia dos Sanguessugas, afirmaram diversas vezes que possuíam documentos apontando a participação direta de José Serra e Barjas Negri, ex-ministros da Saúde do governo FHC, no esquema de compras superfaturadas de ambulâncias. Consta que a papelada apreendida com os tais “aloprados” petistas, em 2006, durante uma suspeitíssima ação da Polícia Federal, possuiria o mesmo teor bombástico.

A presteza mediúnica da PF enterrou as chances eleitorais de Aloízio Mercadante, mas o dossiê mergulhou no limbo da amnésia seletiva da imprensa. Escrupulosos e republicanos, os veículos decidiram não prestigiar as ilações de supostos malfeitores, pois não os consideravam fidedignos. E os Vedoin desapareceram da pauta, junto com as dezenas de autoridades indiciadas.

Será que eles não têm mais nada a declarar? Eis um bom teste para os novos padrões de relevância noticiosa do nosso combativo jornalismo.

http://www.guilherme.scalzilli.nom.br

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italo

14 de dezembro de 2012 às 13h22

Depois que o Lula soltou a PF para cima do crime organizado, ele tem reagido sob as mais diversas vozes, algumas inacreditáveis à olho nu.Para entender melhor, não se engane, tudo é sobre dinheiro público. Mas não pode falar na tv, sabe como é, eles tem atmosfera e cenários diferentes reservados para vc, querem que voce queira reconduzi-los à Presidência. Vai confiando no PIG, vai…

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italo

14 de dezembro de 2012 às 13h15

Quando o Lula falou em democratizar as comunicações, rompeu o pacto federativo do PIG com governos anteriores e passaram a jurar que a Imprensa no Brasil corre perigo de ter ameaçada sua liberdade, fala sério, isso é conversa para avançar sobre tetas públicas com pouco barulho. O povo conhece as falcatruas do PIG, é engraçado quando eles se irritam com distribuição de renda, parece que dói. E dói, democratizar comunicações significa dividir dinheiro público para mais empresas, e deixar de garantir 90% das verbas só para o PIG e 10% para o resto do Brasil.

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João Vargas

14 de dezembro de 2012 às 13h08

Marcos Valério: 40 anos de cadeia. PIG : Que ardam no fogo do inferno!

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Luc

14 de dezembro de 2012 às 12h41

Pedágios, contas de energia elétrica, São Paulo, Minas e Paraná se recusando a baixar o preço e o restante do Brasil pagando a conta!

Obrigado Brasil!

http://www.youtube.com/watch?v=JG-8D_Dc_z4&feature=em-uploademail

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Regina Braga

14 de dezembro de 2012 às 12h24

Ok,Senador…a ficha caiu! E agora?Vamos fazer como a Islandia?Ou só vamos falar de “alguns setores”,sem dar nome aos bois.Faz a Campanha que nós entramos.Não existe ódio contra o Lula…mas contra o Partido do Lula!Só que o Lula é um líder natural…logo…!

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Valcir Barsanulfo

14 de dezembro de 2012 às 11h37

Até que enfim o Senador Lindenberg apareceu; fiquei a pensar que a despeito dos amarelamentos do presidente do PT,o dep. RUÌM Falcão, Odair,Pimentel, e senador Viana entre outros, que o Ex presidente exemplar da UNE também estava prevaricando.
Força Senador, entre de vez nessa luta, porque esta é a sua característica.

Responder

FrancoAtirador

14 de dezembro de 2012 às 10h12

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A Mídia mafiosa não quer, o governo Dilma não quer, os partidos não querem…
MAS NÓS QUEREMOS: REGULAÇÃO JÁ !!!
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O AGENDAMENTO CONSERVADOR!

Por Saul Leblon, no Blog das Frases – Carta Maior

O dispositivo midiático conservador exercita há quatro meses o poder de pautar a agenda política do país. É um massacre.

A novela do chamado ‘mensalão’ revelou-se um cavalo de Tróia dos interesses contrariados pela ampliação do espaço progressista na sociedade brasileira.

Como fica a cada dia mais explícito, a reação conservadora cozinha nesse julgamento um cardápio inteiro para 2014.

Um dos pratos principais é a tentativa de dissolver Lula num caldeirão fervente de suspeição.

A meta é transformá-lo num frango desossado incapaz de equilibrar-se de novo, sobretudo num palanque.

Vivemos um ensaio desse banquete pantagruélico que atrai todas as bocas famintas de 2002, 2006 e 2010.

Avança-se em fatias, comendo o mingau pelas berbas na arguta percepção de que é preciso aleijar o corpo antes de atacar o coração.

Coisa de profissionais do ramo. O ramo do neogolpismo; aquele que arremete por dentro das regras institucionais, aliás invocando o papel de guardião daquilo que golpeia.

O novo ferramental não se dispensa dos artefatos do velho repertório.
Em certa medida, vive-se um revival do clima de 2002, quando a falta de respeito e o preconceito de classe ilustraram a que ponto pode chegar a polidez das elites quando o céu que as protege ameaça cair em mãos alheias.

Diariamente uma ração de manchetes, colunas e escaladas televisivas, ademais de sobrancelhas em pinça, esgares e olhares insinuantes destilam o mesmo e incontido ódio “à la 2002”.

Em qualquer guerra o bombardeio intenso não transforma a saturação em apoio ao agressor.

As três vitórias sucessivas do PT, nenhuma delas com apoio deles, evidenciam um limite a partir do qual o peso da realidade pulsa na formação da consciência social.

A brecha tende a se alargar à medida em que cresce o saldo positivo das gestões petistas — a palavra saldo não condensa uma evolução linear, nem isenta o percurso das contradições inerentes a governos policlassistas de centro esquerda.

Marmorizado no cotidiano do país, todavia, o legado da década petista forma um repertório que adensa a percepção de um país distinto do ecoado pelo bumbo conservador.

O atrito obriga o agendamento a radicalizar a narrativa.

Analistas de maior consistência são vencidos pelo alarido grosseiro do segundo escalão. A fotografia cede ao photoshop, literalmente e eticamente.

Tome-se o exemplo a página 2 da Folha, onde já escreveram progressistas como Antonio Calado e conservadores, como Oto Lara Resende, entre outros. Ambas as cepas de alto nível.

Tornou-se um rodapé intelectual.

Excetuadas honrosas exceções, respinga ali o suor inglório dos que brigam com as palavras para compensar a irrelevância com decibéis.

Isso para não falar de casos clínicos.

‘Veja’, que um dia foi dirigida por Mino Carta, é cada vez mais um desengonçado encadernamento de replicantes do Tea Party.

O efeito bumerangue é inevitável.

A forma como o panfleto da Abril rejeita a regulação da mídia é um testemunho da pertinência da regulação da mídia.

O conjunto expõe a armadilha que enredou o conservadorismo em uma contradição nos seus próprios termos.

Quanto mais espaço abre ao escalão beligerante , maior o fosso entre a percepção sensorial do país e o que as manchetes martelam.

Parece uma boa notícia. E uma parte do governo acha que resolve o embate dessa forma.

Engana-se. O outro lado também sabe que corre contra os ponteiros da história.

A radicalização observada neste momento não deve ser encarada como um hiato.

É um ciclo de tudo ou nada. E reserva pouco espaço à acomodação

O blog Grupo Beatrice (http://grupobeatrice.blogspot.com.br/) qualifica de forma interessante essa natureza ambígua do poder de agendamento conservador nesse momento.

Uma pesquisa feita por estudantes de jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi São Paulo discute a tese de que o dispositivo midiático já não tem mais o poder de eleger presidentes ou forçar impeachments.

Mas ainda é eficiente em estabelecer pautas e agendas como a do julgamento da AP 470.

No dizer do ‘Beatrice’, o aparelho de difusão conservador já não determina como pensar, mas retém o poder de prescrever ‘sobre o que’ pensar.
Metaforicamente, a condição de pautar a sociedade remete à modelagem totalitária de um mundo administrado no qual a ficção é a realidade, como no filme Matrix.

A diferença sutil entre ‘o que’ e ‘sobre o que’ tem implicações políticas nada desprezíveis.

A primeira é demonstrar que o poder antagônico não é absoluto. O que parece animador.

Mas envolve essa contrapartida virulenta de quem, repita-se, sabe que corre contra o tempo. E avança para o tudo ou nada, antes que seja tarde.

O lado oposto, o das forças progressistas –e o do governo– deve socorrer-se nas lições práticas que os momentos de intensa polarização histórica como esse deixaram.

A gravidade da hora impõe o dever de repetir incansavelmente : se o dispositivo midiático conservador mantém uma escala de difusão capaz de determinar sobre o que o país deve ou não pensar, não adianta ater-se ao manejo eficiente da economia para contrastá-lo.

Isso é indispensável, mas não é suficiente. E até para que ocorra é imprescindível afrontar o poder de alcance do monopólio difusor.

De duas formas.

Com um novo marco regulatório das comunicações, que resguarde o equilíbrio de pontos de vista requerido pela democracia; e, antes disso até, como pede o tique-taque do relógio político: propiciando à mídia progressista condições legítimas para expressar um ponto de vista que hoje, objetivamente, reflete os interesses históricos dos novos atores majoritários do país.

http://cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1155
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REGULAMENTAÇÃO DA PROPAGANDA NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO
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LIBERDADE DE EXPRESSÃO COMERCIAL? ISSO NÃO EXISTE!

Por Marinilda Carvalho, na REVISTA RADIS Comunicação e Saúde

O Ministério da Saúde empenha esforço e tempo na regulamentação da propaganda comercial de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias, como prevê o Parágrafo 4º do Art. 220 da Constituição.
Criada em 1999, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a quem cabe essa regulação, já conseguiu conter algum excesso na publicidade do cigarro e da bebida de alto teor alcoólico, mas a pressão da indústria, das agências de publicidade e dos veículos de comunicação a impedem de restringir anúncios de medicamentos, cerveja, alimentos insalubres e até os dirigidos a crianças.

Essa reação articulada atingiu seu clímax em julho, no 4º Congresso Brasileiro de Publicidade, organizado em São Paulo pela Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap).
Mas no ano passado já mereciam destaque na mídia os sambistas Zeca Pagodinho e Alcione, que reagiram com agressividade à crítica do ministro da Saúde a artistas que propagandeiam cerveja.
E os debates em torno da Consulta Pública nº 84, sobre restrições a anúncios de remédios, vêm desde 2005.

O objetivo dessa consulta era a alteração do atual modelo regulador da propaganda de medicamentos, estabelecido em 2000 por resolução da diretoria colegiada da Anvisa (RDC 102).
Resolução mais do que necessária: de 1995 a 2003, o Sistema Nacional de Informações Toxicológicas (Sinitox/Fiocruz) identificou nos medicamentos o principal agente de intoxicação humana em usuários do SUS.
Em menos de três meses (novembro de 2005 a janeiro de 2006), a Anvisa recebeu 857 sugestões oriundas de 250 diferentes setores, que organizaram seminários e debates sobre o tema. A Gerência de Monitoramento e Fiscalização de Propaganda, Publicidade, Promoção e Informação de Produtos Sujeitos a Vigilância Sanitária (Gprop/Anvisa) afirma em relatório que incorporou 226 ao regulamento, 87 delas parcialmente.

Na verdade, o novo regulamento pouco altera o anterior, repleto de fragilidades na opinião do pesquisador da Ensp/Fiocruz Álvaro Nascimento, representante da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco) na Câmara Setorial de Propaganda da Anvisa: a agência só atua após a veiculação da peça publicitária, ou seja, a população já foi exposta a risco sanitário; o artigo mais infringido é o que obriga a citação das contra-indicações do remédio; e as multas são irrisórias: a Anvisa recolheu em 18 meses o equivalente a dois anúncios em horário nobre da TV — 0,1% dos gastos em publicidade de medicamentos no período.

Mais: quando estampa ao fim do anúncio a frase “Ao persistirem os sintomas o médico deverá ser consultado”, a regulação estimula o consumo antes da consulta, o que é absurdo, já que lhe caberia educar a população para “antes de consumir qualquer medicamento, consultar um médico”. É o que prega a Política Nacional de Medicamentos.

“Esse modelo regulador beneficia o infrator”, afirma Álvaro, mestre em Saúde Coletiva pela Uerj e autor do livro ‘Ao persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado. Isto é regulação?’, originado de sua dissertação.

A Anvisa não só descarta a principal proposta dos sanitaristas, antiga de 20 anos, a proibição da propaganda de medicamentos para o grande público — que já queriam inserida na Constituição de 88 —, como nenhuma das fragilidades apontadas foi eliminada: a regulação continuará a posteriori, as multas permanecerão ínfimas, podendo ser repassadas aos preços, e a frase que estimula o primeiro consumo estará nele inalterada.

Segundo Álvaro, há até pontos inaceitáveis, como o art. 15, que permite a oferta de brindes a profissionais que prescrevem ou dispensam remédios.
Para o jornalista, será certamente desrespeitado o artigo 27, que determina que a publicidade em rádio e TV deixe claras indicações, contra-indicações, condições fisiológicas e disfunções orgânicas, cuidados e advertências.

“Alguém acredita que a indústria e as agências gastarão vários minutos para fazer isso de forma correta?”, pergunta.
“Não farão, como não fizeram nos últimos 30 anos de tentativas de regulação, porque isso entra em choque com o objetivo maior da publicidade, que é a divulgação ampla dos benefícios do produto”.

No congresso da indústria em São Paulo, esse objetivo óbvio da propaganda foi trocado pela defesa apaixonada de uma dita “liberdade de expressão comercial”.

A partir daí, regulação virou sinônimo de “censura”;
a proteção do Estado ao cidadão acabou qualificada como “mania de tutela”.

Em 10 de julho, a Agência Câmara já anunciava em Brasília uma Frente Parlamentar de Comunicação Social, com 198 dos 513 deputados federais (38,6% do total) e 38 senadores dos 81 (47%), muito festejada no jantar de abertura do congresso paulistano, com presença de parlamentares.
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) foi voz dissonante.
Ou há normas ou não se ganha a guerra pela educação, disse ao site Congresso em Foco.
“Educação é escola, família e mídia: tanto programas quanto propaganda influenciam na formação”.

OS RELEASES DO JN

“Foi sintomática a cobertura do congresso pelo Jornal Nacional e o Jornal da Globo”, avalia o pesquisador Rodrigo Murtinho, do Laboratório de Pesquisa em Comunicação e Saúde (Icict/Fiocruz).

“As matérias pareciam releases do congresso, sempre contrárias à regulação”.

Rodrigo estuda a história da radiodifusão brasileira para sua futura tese de doutorado na UFF, sobre TV Pública, e conta que o rádio ditou o modelo regulatório de nossa TV.

Da rádio-clube amadora passamos à comercial, que destinava 10% do tempo à propaganda.

Isso cresceu para 25% na era Vargas, quando se consolidou o modelo pelo qual não mais se distinguia o interesse público do privado — inclusive na Rádio Nacional, apesar da preocupação educativa de então.

Chegavam nessa época ao Brasil as agências de publicidade americanas, acompanhando as grandes multinacionais.

O modelo se transferiu para a TV, primeiro com Assis Chateaubriand, dos Diários Associados, donos da rádio e da TV Tupi, depois aprimorado pela Globo.

“O principal telejornal do país se chamava Repórter Esso”, recorda Rodrigo, que destaca: rádio e TV sempre foram concessões públicas.

O processo de outorga e renovação das concessões pelo Congresso — que os especialistas do Observatório da Imprensa classificam de “coronelismo eletrônico”, pelo qual políticos donos de emissoras decidem sobre as concessões, ou seja, legislam em causa própria — gera “briga de foice”, que se estende à Câmara Setorial da Anvisa.

ATÉ O FUSO HORÁRIO

Ali, Abap e aliados combatem toda tentativa de regulação, enquanto a Globo confronta, onde necessário, qualquer restrição de conteúdo, como se viu na “guerra” da emissora com o Ministério da Justiça contra a classificação indicativa de faixa etária da programação. “A classificação saiu em 2007, mas a pressão foi tamanha que o governo mudou o fuso horário da fronteira oeste”, ressalta Rodrigo. Ele se refere à lei que reduziu a diferença de horário do Acre e de 46 municípios do Amazonas em relação ao de Brasília de duas para uma hora.

“A submissão do Congresso e do governo ao poder das Organizações Globo parece não ter limites”, condenou o Observatório do Direito à Comunicação”, para quem o projeto foi aprovado para que a Globo não precisasse adaptar suas novelas à Portaria 1.220.

Apesar de tudo, a Anvisa regula — “Se considerarmos o exemplo da área de comunicação, a Anatel…”, compara Venício.

A agência sabe que o direito à liberdade de expressão assegurado na Constituição não se aplica à publicidade.

“Para nós é claro o que é liberdade de expressão e o que é propaganda:
as coisas não se misturam”, disse ao Congresso em Foco Maria José Delgado, que coordena a regulamentação da propaganda na agência.
Segundo ela, a publicidade se enquadra nos direitos econômicos constitucionais, e esse discurso “pode engessar o processo de regulamentação”.

Mesmo em se admitindo uma “liberdade de expressão publicitária” seria necessário avaliar o que é mais importante:
veicular a publicidade, garantindo a liberdade de expressão, ou proteger outros direitos e valores que podem ser prejudicados por ela, argumentam no artigo “Liberdade de expressão publicitária, uma falsa discussão” (Observatório da Imprensa, 22/7) a advogada Paula Ligia Martins e a jornalista Maíra Magro, do escritório no Brasil da Article 19, agência de defesa da liberdade de expressão (assunto do Art. 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU).

Com toda a pressão, o regulamento da propaganda de remédios acabou modesto, mesmo tendo a Anvisa reconhecido em 2005 que 90% da propaganda farmacêutica contêm irregularidades.

Venício lembra à Radis que “anunciantes, agências e mídia são o próprio capital”, e recomenda a quem se interesse em aprofundar o tema a leitura do artigo de Maria Eduarda Rocha “O canto da sereia — Notas sobre o discurso neoliberal na publicidade brasileira pós- 1990” (Revista Brasileira de Ciências Sociais, nº 64).
“O poder de pressão deles é fantástico”.
Tanto que “todos os argumentos da indústria foram incorporados”, diz Álvaro.
A proposta dos técnicos da agência visando “melhorar” a propaganda foi uma oficina para que publicitários e jornalistas se “conscientizem” dos males da propaganda farmacêutica enganosa e “resistam” em suas empresas aos interesses dos patrões, critica.

Íntegra em:

http://www.ensp.fiocruz.br/radis/revista-radis/73/reportagens/liberdade-de-expressao-comercial-isso-nao-existe

Responder

ZePovinho

14 de dezembro de 2012 às 09h58

Sem esforço algum – 13/12/2012 às 22:18h
Cassado no Senado, Demóstenes Torres recebe R$ 25 mil por mês

Esse valor é suficiente para comprar um carro popular por mês; foi afastado em outubro

O ex-senador Demóstenes Torres, cassado em julho deste ano por suspeita de envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, está em férias forçadas do MP-GO (Ministério Público de Goiás) há dois meses. Ele foi afastado do cargo de procurador da Justiça em outubro, continua recebendo o salário de R$ 25.753 e não deve voltar ao trabalho antes de fevereiro de 2013.

Esse valor é suficiente para comprar um carro popular por mês. Ainda que volte a trabalhar em fevereiro, Demóstenes ficará quatro meses sem trabalhar, mas com o salário pingando na conta todo fim de mês. No final, serão embolsados R$ 103 mil praticamente de graça.

A Corregedoria do MP-GO determinou que Demóstenes ficasse longe das funções até que fosse concluído o processo que investiga se a conduta dele, revelada pela Operação Monte Carlo, da PF (Polícia Federal), violou os princípios funcionais do cargo de procurador da Justiça. No entanto, as investigações estão paradas.

O processo está no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), a cargo do corregedor nacional, Jeferson Coelho. Ele pediu que as investigações fossem concentradas no órgão e que Demóstenes fosse afastado por 60 dias, que poderiam ser prorrogados por mais 60, até que o processo fosse concluído.

Mas, o ex-senador entrou com recurso contra todas as decisões e, por isso, o prazo nem começou a ser contado. Os embargos não foram julgados pelo CNMP e os efeitos da determinação estão suspensos.

O advogado de Demóstenes, Neilton Filho, foi procurado pelo R7, no entanto, não quis comentar o assunto.

— Não posso falar sobre isso, o processo está correndo em segredo de Justiça e eu tenho um contrato de sigilo com o meu cliente.

A última sessão do ano no CNMP foi realizada na última terça-feira (11). Os recursos de Demóstenes estavam na pauta, mas segundo a assessoria do órgão, não houve tempo para analisá-los. Os trabalhos no Conselho recomeçam somente no fim de janeiro, dia 29.

Até lá, Demóstenes continua sem trabalhar e recebendo os salários normalmente. O ex-senador retoma a função somente depois da conclusão das investigações. Em geral, o prazo para a apuração é de 120 dias.

Responder

Mardones Ferreira

14 de dezembro de 2012 às 09h30

Sem dúvida, a internete e os blogs ‘sujos’ estão fazendo a diferença no Brasil em prol da democratização da informação.

A reação dos blogueiros é sentida pelo PIG e ressoa nos parlamentares, que enxergam nesses novos difusores de opiniões uma alternativa ao jornalismo marrom que ainda é privilegiado no Brasil e protegido por Michel Temer e Miro Teixeira da vida, com a devida anuência da presidenta e seu Hibernando ministro.

Parabéns ao Lindenberg e aos demais petistas que perceberam a necessidade de usar a tribuna para denunciar o ódio de classe que mora no coração de brasileiros que sempre foram atendidos por governos conservadores e agora reclama de chegada de novos brasileiros ao palco da nação pelas mãos do povo e do governo do PT.

Responder

augusto2

14 de dezembro de 2012 às 09h22

se o texto for do L Farias, entao que dilma lhe dê o cargo-encargo de redator de seus discursos. Ela até ja fez discursos muito bons. mas LF faria melhor.

Responder

RicardãoCarioca

14 de dezembro de 2012 às 09h13

Alckmin já planeja demissões em massa na CESP
Deu na capa do jornal “O Globo” de hoje (7):

http://www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/12/alckmin-ja-planeja-demissoes-em-massa.html

Primeiro o governador Geraldo Alckmin (PSDB/SP) preferiu engordar mais os lucros dos acionistas da CESP (estatal de energia do governo paulista), em vez de beneficiar a população, pois não aderiu à redução de tarifas oferecida pela presidenta Dilma, para renovar antecipadamente a concessão das usinas hidrelétricas.

Em decorrência disso, a CESP planeja demitir em massa (até 43% dos empregados) para continuar garantindo os lucros gordos dos acionistas.

Não seria mais sensato diminuir o custo da eletricidade, atrair mais investimentos industriais que demandam energia, gerando emprego, como sugere Dilma?

Mas fazer o quê, enquanto o governo for tucano e privateiro?

A privataria e o arrocho à população está no DNA do PSDB e não mudam. Eles chamam esse ‘troço’ de “choque de gestão”.

Responder

Fabio

14 de dezembro de 2012 às 09h06

E o que o PT está fazendo para impedir isso?
Nada, pois está refém da midia golpísta.

Responder

RicardãoCarioca

14 de dezembro de 2012 às 08h45

Todos os dias pela manhã, passo no O Globo, site que, para mim, virou “O Diário do Golpe”. Batendo e denegrindo PT e Lula todos os dias. Já as maracutaias dos tucanos, todas não noticiadas.

Ley de Medios para que todos possam ter acesso a todas as informações!

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Luana

14 de dezembro de 2012 às 04h43

Lindbergh é um cretino, Azenha. Onde está a novidade nisto aí que ele está falando, descobriu a pólvora é?

Responder

Maria Izabel L Silva

14 de dezembro de 2012 às 03h12

Olha so. O depoimento do MV foi dado em setembro. Setembro. A PGR pilantra vazou e Veja publicou. Não adiantou pois Haddad ganhou a eleição em São Paulo.Ninguem prestou atenção nas patifarias do Valerio. Então era preciso requentar a noticia e publicar tudo de novo. Ai entrou o Estadão com a mesma ladainha.Algum fato novo?? Alguma coisa nova??? Algum misero rastro de prova?? Não. Nadica. Nadinha. Acontece que tem muita coisa acontecendo e a midia golpista precisa desviar a atenção do publico. Então joga o Lula na fogueira. Não importa que ele esteja na França assessorando mesiuer Holandé. Não importa as ultimas medidas economicas do governo nem a questão do setor eletrico nem o debate sobre os royaltes. O negocio da midia é colocar o Lula na cadeia por que se ele não for detido, ele ganha outra eleição. Tem também os interesses do Vazador Geral de Republica que colheu o depoimento do MV em setembro e, 3 meses depois não apresentou 1 fiapo de prova, mas inferniza a vida do governo e do PT com ameaças veladas de indiciamento. Resumo da ópera: que se montem as barricadas pois a coisa vai ficar feia.

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lindivaldo

14 de dezembro de 2012 às 00h55

Lindbergh Farias,
O PT do Pará está convocando a militância para uma manifestação de rua, em defesa do Lula, a ser realizada no início de 2013.
É uma iniciativa que, embora regional, reflete exatamente a vontade do povo em geral, que não suporta mais a letargia do PT diante dos algozes do ex-presidente.
Com certeza, a grande maioria dos paraenses, e não só os militantes do PT, estarão lá para manifestar um profundo repúdio aos ataques que a direita golpista vem desferindo covardemente contra o maior líder do País.
Aqui vai um apelo, em nome dos indignados, para que as lideranças nacionais do PT, em sintonia com os movimentos sociais, centrais sindicais e organizações estudantis, organizem também, com urgência, outras manifestações semelhantes, numa ampla mobilização nacional.

Responder

Jorge Portugal

14 de dezembro de 2012 às 00h24

Essa coisa da mídia golpista tentar derrubar a imagem do presidente Lula está indo longe demais, já é hora de um basta!!! Oh presidenta Dilma!!!! Pare de gastar dinheiro com a mídia golpista, sua propaganda é governar e bem.

Responder

prova de bala

14 de dezembro de 2012 às 00h16

o ódio ao LULA e ao PT, não é só da midia, é de setores da Policia Federal, do Procurador Geral da Republica….

O jogo começa assim, policia federal-ministério publico- vazamento de informação sigilosa…e por fim publicação na mídia, com um amplo espetaculo.

esse é o esquema , ou seja, a midia é a ponta do iceberg,,, devemos combater antes a origem do denuncismo, devemos combater o direcionamento de criminalizar o PT e seus membros.

Responder

sandro

14 de dezembro de 2012 às 00h05

Tem “troll ” aqui realmente afins de uma nova ditadura, seria a glória
deixar de ser “troll” e se tornanr “dedo-duro”.Sendo objetivo e sujetivo
sem provas mas por indícios o “Lulipe” é um deles pois detem o domínio do fato.

Responder

luiz pinheiro

13 de dezembro de 2012 às 23h49

Enquanto isso… O Fórum pelo Progresso Social – crescimento como saída para a crise, realizado nos últimos dias 11 e 12, em Paris, produziu um documento que convoca fundações políticas e institutos progressistas do mundo inteiro para debater uma nova governança global. A declaração é assinada pelo Instituto Lula e pela Fundação Jean Jaurès, as duas promotoras do encontro. O objetivo é uma articulação internacional que busque convergências e forme uma união que tenha influência nos destinos do mundo. A ideia vem da constatação de que a globalização atual divide, em vez de unir. A partir disso, a proposta é derrotar, no campo das ideias, o consenso obtido pelo neoliberalismo nas últimas décadas, cujo receituário foi ineficiente para poupar os países e suas populações dos efeitos da crise financeira pós-2008.

DECLARAÇÃO CONJUNTA DA FUNDAÇÃO JEAN JAURÈS E DO INSTITUTO LULA
A globalização é um imenso desafio com o qual se confronta a humanidade.
Ela tem um poder formidável de mudança para todas as sociedades: a mudança econômica, com a intensificação das trocas; a mudança cultural, pois essas trocas possibilitam a circulação de ideias e a transformação das práticas culturais e de costumes; a mudança política, já que a emergência de preocupações partilhadas exige uma vontade comum de agir e de superar conjuntamente as dificuldades.
No entanto, a globalização, da forma que ocorre atualmente, está longe de satisfazer as aspirações que legitimamente suscita.
A crise econômica internacional agrava a concorrência entre os países e as sociedades. Ela atinge os mais vulneráveis, particularmente os trabalhadores e os jovens. Ela afeta a todos os países, os que estão em recessão e os que estão em crescimento. Ela conduz governos a adiar as decisões necessárias para prevenir o aquecimento global, sendo que a exaustão e a degradação dos recursos naturais corre o risco de atingir um ponto de não-retorno devido à falta de uma ação planejada de forma conjunta.
Sejamos claros: hoje, a globalização divide ao invés de unir.
Isoladas, as políticas de austeridade mostraram seus limites para encontrar a saída da crise. A retomada ainda não esta garantida, ao mesmo tempo em que os direitos econômicos e sociais estão ameaçados. É imprescindível que sejam adotadas políticas de crescimento. Somente assim a globalização poderá garantir o respeito à coesão social e ao meio ambiente.
Uma nova governança é necessária para, de um lado, regular os conflitos entre as nações e garantir a paz e, de outro, permitir que cada nação realize o modelo de sociedade que escolheu. Os poderes públicos devem garantir que todos tenham oportunidades de desenvolver suas capacidades individuais. Devem também trabalhar em prol da perenidade do meio ambiente para as gerações futuras.
Mas um novo mundo está em gestação para responder aos desafios sociais, ambientais e políticos da globalização. A sociedade civil mundial se tornou uma realidade tangível. Políticas públicas inovadoras e outros modos de governar surgem em todos os continentes, particularmente nos países emergentes e em desenvolvimento. As instâncias multilaterais também estão se reconfigurando. A constituição do G20 reflete a mudança dos equilíbrios mundiais, mas seu impacto ainda limitado ilustra a dificuldade dos governos de chegarem a um acordo e de agir de forma concreta.
As respostas às questões colocadas pela globalização não se afirmarão espontaneamente. Elas se construirão pelo diálogo, pelo debate das opiniões dos estudiosos e pela mobilização dos atores e dos povos, no sentido mais amplo.
É por isso que, a partir deste fórum que se reuniu em Paris nos dias 11 e 12 de dezembro, lançamos um chamado para as outras fundações políticas e institutos progressistas do mundo inteiro: vamos constituir a iniciativa “Fundações pelo Progresso Social”. Fiéis à nossa vocação e à nossa missão, vamos nos reunir periodicamente para debater, escutar, propor. Vamos fazer emergir convergências e consensos; vamos nos unir para ter uma influência nos destinos do mundo.
Os riscos que atualmente ameaçam a humanidade são grandes demais para nos focarmos apenas em uma gestão de curto prazo destes problemas.
Fazemos uma conclamação em defesa da confiança na capacidade humana de se reinventar e do poder criador de nossa sociedade-mundo, para sair definitivamente da crise e construir as bases de um futuro harmonioso que possa ser compartilhado por todos.

Responder

Dilma da Silva

13 de dezembro de 2012 às 23h16

Alô galera, não esqueçam, amanhã a partir de 12:00h é tuitaço : #mexeucomlulamexeucomigo

Responder

Ramalho

13 de dezembro de 2012 às 23h05

O “convite” feito a FHC para depor no Congresso justifica-se inteiramente. O governo do PSDB-DEM-PPS, só ele, endividou o país em 34% do PIB. Pegou a dívida líquida em 26% do PIB, e deixou-a em 60%! FHC e trupe, só eles, contraíram uma dívida maior do que toda a dívida acumulada do Brasil na época. E o Brasil fez muita coisa com esta dívida módica, construiu-se, enquando aqueles ladrões e incompetentes do PSDB-DEM-PPS nada fizeram de útil para o país. A roubalheira perpetrada no governo FHC, que a preços e PIB de 2011 equivale a UM TRILHÃO E QUATROCENTOS E OITO BILHÕES DE REAIS, tem de ser explicada. FHC tem muito o que explicar no Congresso.

Responder

Denise

13 de dezembro de 2012 às 22h30

Eu tive minha vida revolucionada pelo Lula.

Responder

    Lilica

    14 de dezembro de 2012 às 11h01

    A sua eu não sei mas a minha sim, sou funcionária pública do governo estadual paulista e com o salário que o governo PSDBISTA me paga, jamais podeira pagar uma universidade como a PUC para a minha filha.
    Pois ela está estudando na PUC/PR, no curso de nutrição que custa R$1.484,00 a mensalidade, ou seja, bem mais que o meu salário.
    Minha filha é 100% bolsista pelo PROUNI.
    Só por isso para mim, LULA4EVER!

João Carlos

13 de dezembro de 2012 às 22h19

Até que enfim apareceu um correligionário do Presidente Lula para criticar a odiosa campanha que a minoria derrotada faz contra a pessoa do ex-Presidente. Sem surpresa, as grandes característica dessa campanha promovida pela velha mídia, representando os derrotados, é a covardia e a deslealdade. A covardia, porque não teriam coragem de caluniar o Presidente Lula se ele ainda fosse Presidente, a deslealdade porquê tentam difamá-lo exatamente quando Lula encontra-se no exterior divulgando a boa imagem que o Brasil conquistou desde que era Presidente. Em nenhum país civilizado do mundo sua mídia agride um ex-Presidente que se encontra fora do país. Por isso precisamos que a velha mídia seja civilizada não pelo convencimento, mas pela força da lei. E esta lei é que necessitamos com a máxima urgência é a da regulação da mídia, à imagem da Lei de Meios argentina.

Responder

Dilma da Silva

13 de dezembro de 2012 às 21h55

Alô galera, amanha a partir das 12:00 h é tuitaço : #mexeucomlulamexeucomigo

Responder

José Carlos Araújo

13 de dezembro de 2012 às 21h42

E…
O PT tem que convocar o Gurgel prá responder sobre os Vazamentos dos depoimentos no MPF.
E FHC e a Lista de Furnas…Tem Juiz do STF nessa lista.
Não pode dar moleza. Não pode ficar esperando.
Eles(PIG/PSDB/DEM/PPS/STF/MPF) estão fora do poder há 10(dez) anos, logo vão tentar de tudo. Eles não aguentam mais 6 anos. Vão tentar todo tipo de golpe.

Responder

J Souza

13 de dezembro de 2012 às 21h40

Os petistas do congresso acordaram… quer dizer, foram acordados!

Responder

José Carlos Araújo

13 de dezembro de 2012 às 21h34

Mais uma vez, digo: O PT tem que atacar…
1. O governo tem que Alterar a Divisão das Verbas de Publicidade do Governo e das Estatais;
2. O PT tem que apresentar Emendas para fazer uma Reforma Geral no Judiciário(abrir a caixa preta);
3. O PT tem que defender o Partido e o Governo. Quem não fizer isso ficará de fora em 2014;
4. O PT tem usar todos os meios(Redes Sociais, Blogs, TV, Jornais e Revistas) para espalhar que o PSDB/DEM/PPS/PIG/STF/MPF são contra a Diminuição da Conta de Energia Elétrica.
Só assim o PIG/STF/MPF recuará.

Responder

FrancoAtirador

13 de dezembro de 2012 às 21h21

.
.
Enquanto os petistas Lula e Dilma promovem o nome do Brasil na Europa,

a Mídia Mafiosa denigre a imagem de Lula, de Dilma e do próprio País,

para salvaguardar interesses políticos internos e financeiros externos.
.
.
QUADRILHA!
.
.

Responder

Emanoel

13 de dezembro de 2012 às 21h19

Vamos para o facebook, tenho notado que é no face onde eles disseminam o veneno contra lula, eu e vários amigos estamos curtindo o banner; Mexeu com lula, mexeu comigo, se não aceitarem os resultados das urnas vamos enfrentá-los nas ruas. Os demotucanos estão apavorados a quantidade de pessoas que já compartilharam.

Responder

saulo

13 de dezembro de 2012 às 21h07

Na verdade, o Marcos Velório espalha mentiras só para esconder as verdades do MENSALÃO TUCANO.

Responder

abolicionista

13 de dezembro de 2012 às 20h53

Ódio sim, mas ódio que deve ser combatido com todas as forças! Isso se chama luta de classes, e é o que move a história que, não à toa, está encarcerada num modo de produção irracional e autodestrutivo. Quem sabe a virulência da direita não acaba acordando a esquerda, que dorme em berço esplêndido. Deixe que tentem colocar o Lula na cadeia.

Responder

Rose PE

13 de dezembro de 2012 às 20h45

Sou uma cidadã deste país que tenho me beneficiado dessas mudanças concretas feitas por LULA. Esses setores conservadores e grandes veículos de comunicações desta nação só representa nosso atraso, representa setores das trevas. Lula é representa nosso estadista e dias melhores.

Responder

    Rogerio

    13 de dezembro de 2012 às 22h06

    Quando vi Lula pagar metade da divida externa: Ah que legal!
    Quando pagou tudo: Eita!
    Quando fez o Brasil emprestar ao FMI: Esse cara é de outro planeta!

    A divida e(X)terna era câncer e pagar seria um tabu, uma barreira de aço intransponível.

    Edno Lima

    14 de dezembro de 2012 às 11h26

    Caro desinformado, lamento informar-lo de que Lula não pagou a dívida externa brasileira. Pagou a merreca que deviamos ao FMI(era a dívida de menor custo, cerca de U$S 15.000.000);trocou-se uma dívida que tinha 4% de juros anuais por uma de 15% anuais .O que o governo Lula fez foi trocar boa parte da dívida externa por dívida interna. Mas esperar que um petista entenda isso, é pedir de mais!

Julio Silveira

13 de dezembro de 2012 às 20h31

Eu acho que a midia corporativa brasileira age como a mais vil das prostitutas. Eles vão para a cama com qualquer criminoso que lhes propiciem alguma vantagem. Mas, se a vantagem não for suficiente para atender as suas pretensões e expectativas, podem partir para navalhadas no dia seguinte.

Responder

    francisco pereira neto

    13 de dezembro de 2012 às 21h19

    Julio
    Não entendi porque estigmatizar as prostitutas.
    O que elas tem a ver com os escroques da política e da grande mídia?

    Julio Silveira

    14 de dezembro de 2012 às 08h00

    Você viu estigmatização, eu não, por que não foi essa minha intenção.
    Infelizmente prostituta é uma atividade ilegal no país, quer queiramos ou não, e a grande maioria dessas profissionais agem no submundo. Sugeitas a regras que não se aplicam a cidadãs comuns. E, se você observar bem perceberá que não generalizei quanto a vilania, essa expressão foi para destacar aquelas que aliam a sua atividade ilegal, ainda, uma cultura marginal, e não são todas.
    Interpretação de textos amigo, interpretação de texto. Um abraço.

    FrancoAtirador

    13 de dezembro de 2012 às 21h22

    .
    .
    A METÁFORA DO ANO.
    .
    .

Renato Kern

13 de dezembro de 2012 às 19h49

Quá, quá, quá. O cara acredita no Valério. mais um pouquinho vai querer que o cachoeira de sua opinião sobre o Lula. Estes tucanos adoram um criminoso.

Responder

    Vlad

    13 de dezembro de 2012 às 20h40

    Mas a partir de quando exatamente o Marcos Valério não é mais confiável para o PT?

    abolicionista

    13 de dezembro de 2012 às 20h54

    Desde que o Álvaro Dias começou a participar das reuniões do PSOL, mas ou menos nessa época.rs

    francisco pereira neto

    13 de dezembro de 2012 às 21h24

    Essa pergunta deve ser direcionada ao Aécio, Azeredo e PSDB.
    O que voce acha?
    Eu quero sim que o Valério fale. Mas fale tudo. Não só o que interessa a vc ao PSDB e a mídia vadia.

    Jairo Falcucci Beraldo

    13 de dezembro de 2012 às 21h54

    A partir do momento que os desavergonhados DEMotucanos, juntamente com a hipócrita elite e os ilustres “jornalistas”, acham que só os PPPP’s tem que pagar o pato…e o sapo(barbudo, voce deve ter imaginado), voces soltam nas manchetes de revirar o estomago…

    Luis Campinas

    13 de dezembro de 2012 às 22h45

    Meu caro, o problema não é o Marcos Valério. O problema neste caso se chama PGR. Se o MP estivesse encontrado relação da denúncia com provas teria e deveria ter encaminhado a denúncia. Não fez porque? Para não cair no descrédito, afinal de contas tem coisas que têm limites. Agora cometeu grave erro ao encaminhar a documentação para uso partidário. E é sempre assim. Foi assim com as matérias da Veja via Cachoeira e esta para o Estado e claro a Globo …Isso é papel da PGR em que país do mundo?
    Ele não cai e vai até o meio do ano porque tem na mão boa parte dos senadores, senão…Marcos Valério é só um carinha tentando ver o que é possível fazer, claro sem escrúpulo algum. Ele nunca foi confiável, até porque era apenas um operador de caixa dois, só isso! Agora quando operou pros tucanos teve dinheiro de estatais na jogada e até uma morreu gente na história.

    Neiva

    13 de dezembro de 2012 às 23h11

    E desde quando exatamente o Valério consegue rivalizar
    com o partido mais popular e mais votado do Brasil?

    O Valério tem o PIG
    O Lula tem o povo
    E você só tem dor de cotovelo.
    Passa um gelolzinho no teu cotovelinho que passa.

    augusto2

    14 de dezembro de 2012 às 09h30

    vlad: respondendo diretamente a tua pergunta: nao é mais confiavel a partir do momento em que o que um mesmo valerismo pro-PSDB nao é crime e pro PT passou a ser crime grave.

    LEANDRO

    13 de dezembro de 2012 às 22h10

    Esses caras são malucos de acreditar no Valério, um cara já condenado, igual ao dirceu e cia.

Bonifa

13 de dezembro de 2012 às 19h43

Quem faz a campanha não tem ódio, para eles “não é nada pessoal”, é “apenas business”. Seriam capazes de dizer isso ao próprio Lula, se tudo desembocasse numa ditadura, sonho dourado deles, e vissem então Lula cara a cara, amarrado ao tronco. A prisão de Dirceu vai ser quase isso. Mas o objetivo principal da campanha, uma campanha de guerra, é fazer nascer ódio nos corações desavisados de uma parte da classe média. Vocês têm uma idéia de quantas pessoas já foram agredidas físicamente por serem do PT?

Responder

André Lima

13 de dezembro de 2012 às 19h32

Nem ele, nem nehum outro presidente,empresário,militar, juíz, ministro….
Isto é óbvio lulipe, e conte outra.

Responder

lulipe

13 de dezembro de 2012 às 19h14

O que os petistas e jornalistas chapas-brancas precisam saber é que independentemente da história de lula, ele não se encontra acima da lei.Os fatos relatados pelo Marcos Valério precisam, sim, ser investigados e divulgados por toda a imprensa.

Responder

    sandro

    13 de dezembro de 2012 às 19h52

    FHC esta acima da lei, Jose Serra esta acima da lei,Gilmar Mendes não
    só esta como é parte dela, civita esta acima da lei.Voce naõ esta
    acima da lei, então não reclame pois não conhecemos sua história.

    Jairo Falcucci Beraldo

    13 de dezembro de 2012 às 20h02

    Mas tenho absoluta certeza, que voce é contra mostrar os crimes do governo FHC, jogados para debaixo do tapete pelo generoso engavetador geral Brindeiro Geraldo, primo do excelso vice Marco Maciel, que expropiaram e dilapidaram o patrimonio do povo brasileiro, como a Vale, empresas de Telefonias, de eletricidade, além da apuração da COMPRA de votos para votarem a favor da reeleição e sobre o mensalão tucano, não é verdade? DEMotucnos, estes sim, estão acima das leis,correto?

    João Paulo Ferreira de Assis

    13 de dezembro de 2012 às 20h06

    Só sobre o Lula? E porque o bandido MV não fala sobre a morte da modelo Cristiane Ferreira?

    Luís Carlos

    13 de dezembro de 2012 às 20h33

    Porque você defende a impunidade de tucanos, criminosos como Cachoeira e de jornalistas associados ao crime organizado? Porque esse ódio de classe mal disfarçado de sentimento de indignação e desejo de justiça? Porque tamanha parcialidade?

    lia vinhas

    13 de dezembro de 2012 às 23h25

    Porque é troll. E troll é troll, existe para tumultuar uma discussão inteligente com insinuações e acusações que apenas repercutem a sórdida mídia brasileira, uma vez que troll não tem capacidade de raciocinar sozinho, pois nasce descerebrado.

    abolicionista

    13 de dezembro de 2012 às 20h48

    Claro, pela lei do PSDB, né? Você acha que alguém ainda cai nessa conversa tucaninho? E a compra da reeleição? E a privataria? E a lista de furnas? e todas as CPIs embaixo da bunda do engavetador geral? Deixa de ser babaca. a propósito, nada disso vai tirar a reeleição da Dilma, que tem apoio popular. Essa pauta moralista só cola com a classe média, que já tinha fugido do PT antes de 2006.

    Chupa, fascistinha!

    francisco pereira neto

    13 de dezembro de 2012 às 21h33

    Pronto!!!
    Lá vem o bobalhão com essa história surrada de petistas chapa-branca.
    Muda o discurso cara.
    Voce advoga para a oposição?
    Apresente sugestões para o país melhorar. Apresente alternativas diferentes dos governos Lula/Dilma.
    Seus comentários idiotas para idiotas, que como voce percebe, aquí não é o lugar.
    Vá comentar e fazer coro lá no blog do Cabeça Furada da Veja. Preste solidariedade lá no espaço do Merval, do Noblat, do Augusto Nunes, do fracassado cineasta (cineasta? kkkkkk)Jabor.

    Mário SF Alves

    14 de dezembro de 2012 às 00h08

    Ah! Essa retórica… até quando lulipe, até quando? Lula jamais esteve ou se considerou acima da Lei, jamais. Quem se considera acima da Lei são aqueles que têm as costas largas blindadas pela oposição midiática; aqueles que servem de bedés do capitalismo subdesenvolvimentista brasileiro; aqueles que botam tanques nas ruas para reprimir greve de petroleiros. Tudo isso em plena democracia relativa, viu?

    ________________________________________
    Então? Que tal trocar o disco? Tá arranhado, amigo.


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A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.