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Hildegard Angel: Nossos quixotinhos destemidos e desaforados diante do Clube Militar


30/03/2012 - 13h08

do Blog de Hildegard Angel, no R7

Foi um acaso. Eu passava hoje pela Rio Branco, prestes a pegar o Aterro, quando ouvi gritos e vi uma aglomeração do lado esquerdo da avenida. Pedi ao motorista para diminuir a marcha e percebi que eram os jovens estudantes caras-pintadas manifestando-se diante do Clube Militar, onde acontecia a anunciada reunião dos militares de pijama celebrando o “31 de Março” e contra a Comissão da Verdade.

Só vi jovens, meninos e meninas, empunhando cartazes em preto e branco, alguns deles com fotos de meu irmão e de minha cunhada. Pedi ao motorista para parar o carro e desci. Eu vinha de um almoço no Clube de Engenharia. Para isso, fui pela manhã ao cabeleireiro, arrumei-me,  coloquei joias, um vestido elegante, uma bolsa combinando com o rosa da estampa, sapatos prateados. Estava o que se espera de uma colunista social.

A situação era tensa. As crianças, emboladas, berrando palavras de ordem e bordões contra a ditadura e a favor da Comissão da Verdade. Frases como “Cadeia Já, Cadeia Já, a quem torturou na ditadura militar”. Faces jovens, muito jovens, imberbes até. Nomes de desaparecidos pintados em alguns rostos e até nas roupas. E eles num entusiasmo, num ímpeto, num sentimento. Como aquilo me tocou!

Manifestantes mais velhos com eles, eram poucos. Umas senhoras de bermudas, corajosas militantes. Alguns senhores de manga de camisa. Mas a grande maioria, a entusiasmada maioria, a massa humana, era a garotada. Que belo!

Eram nossos jovens patriotas clamando pela abertura dos arquivos militares, exigindo com seu jeito sem modos, sem luvas de pelica nem punhos de renda e sem vosmecê, que o Brasil tenha a dignidade de dar às famílias dos torturados e mortos ao menos a satisfação de saberem como, de que forma, onde e por quem foram trucidados, torturados e mortos seus entes amados. Pelo menos isso. Não é pedir muito, será que é?

Quando vemos, hoje, crianças brasileiras que somem, se evaporam e jamais são recuperadas, crianças que inspiram folhetins e novelas, como a que esta semana entrou no ar, vendidas num lixão e escravizadas, nós sabemos que elas jamais serão encontradas, pois nunca serão procuradas. Pois o jogo é esse. É esta a nossa tradição. Semente plantada lá atrás, desde 1964 – e ainda há quem queira comemorar a data! A semente da impunidade, do esquecimento, do pouco caso com a vida humana neste país.

E nossos quixotinhos destemidos e desaforados ali diante do prédio do Clube Militar.  “Assassino!”, “assassino!”, “torturador!”, gritava o garotinho louro de cabelos longos anelados e óculos de aro redondo, a quem eu dava uns 16 anos, seguido pela menina de cabelos castanhos e diadema, e mais outra e mais outro, num coro que logo virava um estrondo de vozes, um trovão. Era mais um militar de cabeça branca e terno ajustado na silhueta, magra sempre, que tentava abrir passagem naquele corredor humano enfurecido e era recebido com gritos e desacatos. Uma recepção com raiva, rancor, fúria, ressentimento. Até cuspe eu vi, no ombro de um terno príncipe de Gales.

Magros, ainda bem, esses velhos militares, pois cabiam todos no abraço daqueles PMs reforçados e vestidos com colete à prova de balas, que lhes cingiam as pernas com os braços, forçando a passagem. E assim eles conseguiram entrar, hoje, um por um, para a reunião em seu Clube Militar: carregados no colo dos PMs.

Os cartazes com os rostos eram sacudidos. À menção de cada nome de desaparecido ao alto-falante, a multidão berrava: “Presente!”. Havia tinta vermelha cobrindo todo o piso de pedras portuguesas diante da portaria do edifício. O sangue dos mortos ali lembrados. Tremulavam bandeiras de partidos políticos e de não sei o quê mais, porém isso não me importava. Eu estava muito emocionada. Fiquei à parte da multidão.

Recuada, num degrau de uma loja de câmbio ao lado da portaria do prédio. A polícia e os seguranças do Clube evacuaram o local, retiraram todo mundo. Fotógrafos e cinegrafistas foram mandados para a entrada do “corredor”,  manifestantes para o lado de lá do cordão de isolamento. E ninguém me via. Parecia que eu era invisível. Fiquei ali, absolutamente sozinha,  testemunhando  tudo  aquilo, bem uns 20 minutos, com eles passando pra lá e pra cá, carregando os generais, empurrando a aglomeração, sem perceberem a minha presença. Mistério.

Até que fui denunciada pelas lágrimas. Uma senhora me reconheceu, jogou um beijo. E mais outra. Pessoas sorriram para mim com simpatia. Percebi que eu representava ali as famílias daqueles mortos e estava sendo reverenciada por causa deles. Emocionei-me ainda mais. Então e enfim os PMs me viram.

Eu, que estava todo o tempo praticamente colada neles! Um me perguntou se não era melhor eu sair dali, pois era perigoso. Insisti em ficar, mesmo com perigo e tudo. E ele, gentil, quando viu que não conseguiria me demover: “A senhora quer um copo d’água?”. Na mesma hora o copo d’água veio. O segurança do Clube ofereceu: “A senhora não prefere ficar na portaria, lá dentro? “. “Ah, não, meu senhor. Lá dentro não. Prefiro a calçada”. E nela fiquei, sobre o degrau recuado, ora assistente, ora manifestante fazendo coro, cumprindo meu papel de testemunha, de participante e de Angel. Vendo nossos quixotinhos empunharem, como lanças, apenas a sua voz, contra as pás lancinantes dos moinhos do passado, que cortaram as carnes de uma geração de idealistas.

A manifestação havia sido anunciada. Porém, eu estava nela por acaso. Um feliz e divino acaso. E aonde estavam naquela hora os remanescentes daquela luta de antigamente? Aqueles que sobreviveram àquelas fotos ampliadas em PB? Em seus gabinetes? Em seus aviões? Em suas comissões e congressos e redações?  Será esta a lição que nos impõe a História: delegar sempre a realização dos “sonhos impossíveis” ao destemor idealista dos mais jovens?

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95 comentários

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Parentes de desaparecidos estranham “silêncio dos governantes” sobre denúncia em livro « Viomundo – O que você não vê na mídia

07 de maio de 2012 às 20h09

[…] Hildegard Angel: Nossos quixotinhos destemidos e desaforados diante do Clube Militar […]

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Razumikhin

05 de abril de 2012 às 15h59

Será que alguém pode ser tão naïve, a ponto de imaginar que se a guerrilha tivesse tomado vulto, uma guerra civil não teria acontecido?

Vocês acham que na guerra civil, naquele momento, o Brasil não teria se tornado palco – o nosso c* na reta – do confronto das superpotências da época? As tropas cubanas, que foram libertar Angola, não teriam vindo para cá? E, os americanos, iam deixar barato uma nova Cuba, do tamanho do Brasil?

Imaginem, o desdobramento, o dia seguinte da "libertação", da derrubada do regime militar. Quanto tempo duraria esse novo governo? Quantos mortos, quantos pelotões de fuzilamento? Quanta desgraça, em nome da felicidade.

Muitos que foram a favor da derrubada do regime militar, estariam entre as primeiras vítimas do governo comunista que se implantaria. Aconteceu assim na antiga URSS, consulte.

O povo brasileiro, como um todo, deveria bater palmas para aqueles que impediram o caos.

Àqueles que não são militantes *profissionais, o meu convite à reflexão. Às famílias das vítimas – de AMBOS OS LADOS – a minha total solidariedade. PAZ!

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    abolicionista

    07 de abril de 2012 às 17h24

    Os nazistas diziam a mesma coisa em relação aos espartarquistas. É como se esperassem que, repetindo uma mentira um milhão de vezes, ela se tornasse verdade. Quer dizer que os militares que torturavam, estupravam e matavam estavam salvando o Brasil, né? Você também gostaria de ser salvo dessa maneira?

    Mário SF Alves

    03 de maio de 2012 às 15h07

    Êpa! Guerrilha tomando vulto? Peraí, onde está comprovado que o Governo João Goulart iria transformar o Brasil numa república socialista? E, afinal, não foi o golpe de estado de 1964 que provocou a formação da dita guerrilha? E mais, sabendo-se que o Governo não pretendia enfiar o socialismo guela abaixo no Brasil, qual teria sido a causa do golpe, então?
    E qual foi a culpa daquele Governo, democraticamente eleito? As reformas de base; a Lei de remessa de lucros? E, desde quando, em qual Costituição Federal, consta que agir no sentido de romper com o atraso e o subdesenvolvimento do Brasil é crime?

rafa

03 de abril de 2012 às 00h17

texto lindo.
um ponto d discordância porém.
sim… muitos dos da antiga luta se bandearam bandidamente para a direita, como serra e fhc, o q é incompreensível.
outros estão na esquerda, no poder até.
mas não é fácil imaginar q figuras públicas políticas nacionais pudessem comparecer ali (ouvi q tarso genro estava)… dificilmente acontece algo assim – políticos graúdos em protesto em meio à multidão…
a multidão era multipartidária.
muitos são anti-governistas, por exemplo.
não se poderia esperar – e entende-se – a presença ali da presidenta, por exemplo.
mas estou certo d q apreciou o acontecido.

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regiane

02 de abril de 2012 às 02h50

Relato pungente e contundente da Hildegard, filha de uma das mulheres mais brilhantes e valentes da nossa História (no caso da Zuzu Angel, História com h maiúsculo!), como que uma "Anita Garibaldi do séc. XX" lutando com outras armas! Essa é a boa herança!!!
Porém, apesar das louváveis intenções, nesses tempos de "sociedade do espetáculo" dominado pela grande mídia, não acho muito eficaz em termos midiáticos cercar com um corredor polonês alguns idosos octogenários no caminho do metrô. A reação e o PIG podem deitar e rolar com essas imagens…Apesar da idade, ao menos esses "senhores" mostrados no vídeo estavam penosamente atrás de transporte público, enquanto outros participantes (que não aparecem) dessa malfadada reunião devem ter saído pela porta dos fundos, em SUVs e carrões com motoristas e seguranças!
Apesar dessas pequenas ressalvas, parabéns pelo post!

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Angélica, Zuzu Angel, Hildegard: tudo Angel « Ficha Corrida

01 de abril de 2012 às 11h10

[…] Hildegard Angel: Nossos quixotinhos destemidos e desaforados diante do Clube Militar | Viomundo &#82… Rate this: Sirva-se:Gostar disso:GostoSeja o primeiro a gostar disso post. Deixe um comentário […]

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maísa paranhos

01 de abril de 2012 às 01h15

Muito boa pergunta: aonde estão os remanescentes do Golpe? Onde estavam, que lá não estavam?

Responder

Lucas Costa

31 de março de 2012 às 22h45

O golpe não seria mais funcional para o interesse dos ricos. Cumpre lembrar que a Ditadura inclusive teve o fim apressado pela inconveniência do regime para o capital.

Não sei porque tanta reverência para com os militares. Que os que ainda estão vivos sejam responsabilizados pelos desaparecidos e ponto final, sem medo de golpe. Golpe hoje só existe na cabeça dos conformados com a injustiça.

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luana

31 de março de 2012 às 15h49

fotografaram a Hilde chorando http://pic.twitter.com/eAu6ReUz

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Werner_Piana

31 de março de 2012 às 12h59

Texto emocionante da Hilde.
Honrando o irmão Stuart e a mãe Zuzu. E a todos os demais nesta feliz coincidência.

Lágimas por aqui não faltaram, irresistíveis.

Um país sem História, é país sem presente, sem Futuro. Não adianta querermos nos enganar.

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    marcia brito

    31 de março de 2012 às 18h41

    Muito oportuno a Sra. Hilde vir com esse discurso agora. Porque durante o regime da ditadura militar, como colunista social de O Globo, sempre se mostrou conivente com o poder e com os militares. Os arquivos de O Globo estão abertos para pesquisas.

Regina Faustino

31 de março de 2012 às 12h09

Ontem, na minha faculdade, assistindo uma palestra, entendi o significado da palavra compaixão. Compaixão é você sentir dentro de você, a dor de seu semelhante. Foi isso que senti agora, lendo suas palavras e assistindo ao vídeo. Você ali, encolhida numa parede, observando toda a movimentação. Senti seus pensamentos e suas emoções naquele momento. Uma sensação de solidão misturada a uma sensação de agradecimento a todos aqueles jovens, que mostraram que nem tudo está perdido. Que nunca devemos esquecer nossos irmãos que morreram em defesa de nós. Minha imensa solidariedade a você neste e em todos os momentos de sua vida. Que você continue tendo forças para suportar a ausência de seus entes queridos.

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» Hildegard Angel no Clube Militar O Primeiro Abraço

31 de março de 2012 às 11h39

[…] do Viomundo, do […]

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Hildegard no Clube Militar: “Ele matou meu pai !” | Conversa Afiada

31 de março de 2012 às 11h02

[…] do Viomundo, do […]

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Fabio_Passos

31 de março de 2012 às 10h45

Que legal a juventude mostrando que não aceita estes torturadores e assassinos zombando e emporcalhando o Brasil.

Responder

Carlos Azevedo

31 de março de 2012 às 09h42

Cara Hildegard Angel é com muita dificuldade que escrevo esses comentário. Não por não querê-lo ou por alguma contrariedade, é que não consigo ler direito as teclas do meu teclado. As lágrimas me impedem de fazê-lo com a destreza de sempre. Muito obrigado pelas palavras e pela História.
Carlos Azevedo

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Jose Mario HRP

31 de março de 2012 às 06h37

Honrarás pai e mãe!
A Hildegard honrou sua mãe!
Que mãe!
Que Deus a tenha num belo lugar, ela merece!

Responder

    Maria Libia

    31 de março de 2012 às 11h16

    E seu irmãos Stuart Angel, que foi amarrado num jipee e arrastado até a morte. Essa mulher perdeu sua mãe, que fez um desfile, nos EUA, com roupas cheias de tanques e fuzis – e sempre lutou para saber sobre o filho. Foi morta, num "acidente de carro" provocado pelos militares. Maiores detalhes é só ler o livro Tortura nunca mais.

    Jose Mario HRP

    31 de março de 2012 às 11h46

    Me deram uma seta negativa?
    Ora ora!
    Zuzu Angel peitou generais na busca por seu filho!
    Se o negativo é por isso que vá a m……. voce e a seta!

Denise

31 de março de 2012 às 01h58

Este texto da Hildegard deveria ir para os livros didáticos de história

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André Oliveira

30 de março de 2012 às 23h57

Na próxima greve os PMs não venham dar uma de coitadinhos pedindo apoio dos movimentos sociais. Pior que os assassinos e torturadores são os que lhes servem como escudo e capacho..

Responder

Katia

30 de março de 2012 às 23h54

Hild, para você todo meu respeito e carinho. Lindo e emocionante seu texto.
Eu tenho uma filha de 16 anos que fez questão de estar lá.
Como mãe, tive um misto de orgulho e preocupação.
A causa era mais que nobre e justa, mas a polícia não foi lá muito gentil e minha menina quase passa mal e desmaia com gás lacrimogênio. Foi ajudada por uma funcionária do Centro Cultural da Justiça q que deu água e lugar para sentar.
Curioso essa mistura de sentimentos, só deveria existir o orgulho. Eu incentivei ela a ir, mas por dentro fiquei preocupada porque conheço nossa polícia e minha filha acabou de fazer 16 anos, é uma menina.
Sempre admirei sua família Angel e fiquei pensando no que sua mãe sentia quando o filho ia para o movimento e imaginei a preocupação dela, deve ter sido muito muito difícil.
Claro que hoje apesar de tudo estamos muito mais seguros. Muita coisa aconteceu.
Essa triste página da nossa história não está virada e há muito ainda o que esclarecer, só assim poderemos ter um pouco mais de tranquilidade.
Minha filha gritou nome de seu irmão e dos outros também. Eram as mesmas palavras e e músicas da época agora cantadas pelos nossos garotos, alguns muito jovens de 14, 15 anos e eles sabem tudo!
Pra minha surpresa te reconheceu. Era pequena quando passou o filme da Zuzu e agora ela quer assistir.
Estou muito orgulhosa dos nossos brasileirinhos quixotinhos. Bravos e corajosos.
Um grande abraço e carinho a você Hild!

Responder

Urbano

30 de março de 2012 às 22h15

É o tal negócio: quem não se dá ao respeito não merece respeito.

Responder

dukrai

30 de março de 2012 às 21h35

Angels, quando tivermos essa coragem ganharemos todas as batalhas.

Responder

pperez

30 de março de 2012 às 21h26

Não Hidelgard vc não passou com aquele carro e parou lá por acaso.
Foi Deus quem lhe colocou lá para testemunhar que desta mobilização juvenil renasce a esperança que esses monstros sejam julgados,processados e condenados pelos barbaros crimes que cometeram.
De uma coisa estou certo, a sociedade já os condenou ha muito tempo e agora eles pensarão mais de uma vez antes de comemorar novamente esta fatidica data ou emitir manifestos a respeito!

Responder

José A. Mesquita.

30 de março de 2012 às 21h23

Querida Hildegard, só a conheço pelas poucas notícias, histórias mal contadas e documentários não comerciais deste triste período negro. A sua luta parece que não cessa nunca, e o seu texto me levou as lágrimas.
A luta continua.

Responder

Regina Braga

30 de março de 2012 às 21h23

Lindo o teto…Linda a pessoa que escreveu o texto…Lindo os meninos e meninas de coragem…que fizeram uma homenagem para vc e para a sua família de fibra.

Responder

    Iracema de Alencar

    01 de abril de 2012 às 07h09

    lindo o céu, linda a lua, lindas as estrelas, lindas as casinhas na favela, lindos engarrafamentos, lindos bueiros explosivos..e por aí vai..

Ramalho

30 de março de 2012 às 21h02

Generais baderneiros amotinaram-se e traíram o Brasil. Perpetraram crime contra os brasileiros, o golpe de 1964, e afrontam hoje a Sociedade ao comemorarem o crime que cometeram contra a Nação. É um acinte.

Estes subversivos que desonraram o juramento de respeitar o Brasil, além do motim que derrubou um presidente legitimamente eleito, torturaram e mataram jovens inocentes. E se reunem hoje para comemorar os atos vergonhosos que praticaram.

Esta cambada toda, traidora do Brasil, maculadora da honra de nobres instituições como Marinha, Exército e Aeronáutica, deveria estar presa.

Responder

RicardãoCarioca

30 de março de 2012 às 20h30

E eu que trabalho na 7 de Setembro, perto da Rio Branco, a poucas quadras do Clube Militar, tive a sorte de vê-la recebendo o tal copo d'água, de passagem para o trabalho. Mal poderia imaginar que aquela cena, que eu não entendi bem na hora, dela e do protesto, viesse parar no blog que frequento sempre que posso.
Para todos que quiserem protestar, um conselho: sem depredações, sem constrangimentos ilegais, por favor. Porque assim vocês perderiam a legitimidade que esses protestos têm.

Responder

Milton Quadros

30 de março de 2012 às 19h37

Os velhinhos estão loucos. Onde já se viu comemorar algo que se quer esquecer. Se como o resto mundo, vamos processar os que torturaram e mataram para puni-los também em vida, temos que correr ou eles só pagarão no inferno. De lá, não escaparão.

Responder

ricardo silveira

30 de março de 2012 às 19h07

Depoimento emocionante de Hildegard Angel. Exemplo de cidadania, de dignidade dessa juventude que enche de orgulho qualquer brasileiro que quer justiça. Ao mesmo tempo, muita coisa vem à cabeça, sente-se um gosto amargo, uma tristeza que não vai embora. O Brasil precisa virar essa página e isso só vai acontecer quando os militares e os seus cúmplices pagarem pelos crimes que cometeram.

Responder

ZéTamandua

30 de março de 2012 às 18h47

Isso é vandalismo.chibata neles.

Responder

Marcio H Silva

30 de março de 2012 às 18h41

Lindo texto. Expressa uma amargaura pela violência sofrida, e ao mesmo tempo alegria por ver que os "quixotinhos" ainda estão aí, vivos e com disposição para mudar os rumos do país.

Responder

E S Fernandes

30 de março de 2012 às 18h40

É!
O melhor disto, para mim, é saber que a história não acabou.
Muita água ainda vai rolar debaixo da ponte
Quem sabe águas poderosas que voltem a mover o moinho das estruturas sociais e políticas, estagnadas.
Viva a juventude rebelde do Brasil
Viva o Brasil

Responder

Zé Alonso

30 de março de 2012 às 18h26

Parabéns Azenha por compartilhar esse emocionante relato de uma Brasileira que viveu na pele esse triste período do Brasil. Ainda é pouco esculachar esses senhores que torturaram Brasileiros e ainda desacatam a Presidente eleita, distorcem fatos, mentem, ironizam e desdenham da manifestação pública. Deveriam mofar em celas frias.

Responder

mariazinha

30 de março de 2012 às 18h20

Também eu, aqui presente, emocionada e feliz por ver que nossos jovens [QUIXOTINHO É DEZ] não são vândalos drogados pelas forças ocultas; não estão contaminados pela inércia E A LUXÚRIA de nossos representantes políticos e não vão na conversa da mídia alienígena brasileira. Ao contrário, sabem que liberdade é a coisa mais preciosa do mundo. Parabéns, meus amados jovens brasileiros; PENSEI QUE MORRERIA antes de ve-los novamente com sua pujança, a serviço da verdade e da justiça.

Responder

sam

30 de março de 2012 às 18h00

Eu estava lá, não mais tão jovem, no meio da estrada entre os 30 e os 40. Meio por acaso pois estava saindo de um trabalho e indo para o outro, tendo que, cruzar a cinelândia.
Apesar da besta truculência policial, do gás que irrita os olhos e tira o ar, dos "tiros de choque" – que é a nova moda dos porcos fardados – da pimenta no ar o tempo todo, posso dizer que lavei a alma e quero mais…..quero poder voltar a gritar na cara desses tarados torturadores covardes aquilo que a justiça já deveria ter escrito numa sentença: assassinos!
O sistema em que vivemos faz a gente experimentar um amargo sentimento de impotência, é desanimador e até mesmo depressivo, essa coisa de se sentir algemado diante de um cenário de injustiça….mas ali, no momento da verdade, na hora da verdade, percebi o quanto é incrível a força que acende dentro da gente quando sabemos que estamos lutando por algo nobre, por justiça verdadeira…..vi jovens virando leões, sem medo de algema, buscando ar qdo vinham os gases e voltando pra luta assim que o pulmão limpava…

Senhores torturadores e seguidores, saibam que é melhor torcerem pela justiça da toga do que esperarem pela verdade das ruas, pois não haverá medo, não haverá esquecimento e nas ruas senhores, não há anistia.

Responder

ZéTamandua

30 de março de 2012 às 17h59

As lagrimas não faltaram em cima do teclado do meu computador,quase morri de chorar de tanto rir dessa palhaçada.vão procurar oque fazer cambada de desocupados.

Responder

Luiz Aldo

30 de março de 2012 às 17h26

Respeito, gratidão e carinho por estes jovens!
Existe esperança no futuro do Brasil!

Responder

Luiz A. Barbosa

30 de março de 2012 às 16h47

Hidelgard em seu lugar, lugar que estaria Zuzú, Stuart, na calçada, na rua, com os "quixotinhos" como uma brasileiros de verdade que sempre foram. Hidelgard, tenho certeza que viram que "um filho teu não foge a luta" emocionado, verdadeiramente às lágrimas descrevo meu sentimento neste espaço do Azenha, a quem muito admiro.

Responder

Walter Decker

30 de março de 2012 às 16h37

Esses jovens já fizeram muito mais do que faria a Comissão da Verdade, lá nas salas com ar-condicionado de Brasília e cheia de cuidados para não “provocar” ou "constranger" os militares. Acho que os jovens cansaram de esperar pela sua instalação. Depois havia uma clara e óbvia provocação deles, dos militares. Pois o que eles provocaram foi uma reação da sociedade. Como é bom ver a vontade e iniciativa dos jovens. Esses mesmos jovens que poderiam ter mudado a História e eram os únicos que poderiam reagir ao golpe de 64. Mas como já contou o ator José de Abreu, a UNE era a ÚNICA organização de fato organizada, que tinha uma abrangência em todo o país e poderia iniciar uma reação da sociedade ao golpe. Mas o líder da UNE na época, JOSÉ SERRA, simplesmente fugiu, se mandou, e deixou os caras sem um líder bem no momento em QUE poderia haver uma reação aos milicos e as forças conservadoras que apoiavam o golpe.

Responder

Richard

30 de março de 2012 às 16h22

Depois de assistir a esse vídeo alguém aí ainda apoiaria uma greve desses vagabundos, ditos policiais.

Responder

Rui

30 de março de 2012 às 16h20

Emocionante. Tbem chorei

Responder

izabella

30 de março de 2012 às 16h03

Nossa! Fiquei muito emocionada, chorei bastante .
Parabéns pelo lindo texto!

Responder

priscila presotto

30 de março de 2012 às 15h58

Tem que ter logo a Comissão da verdade ,pois estes milicos estão pra lá de Bagda ….Matusalem é pouco

Responder

marisa

30 de março de 2012 às 15h42

Sabem por que os militares ainda comemoram essa data? Simples, Porque não fizemos a lição de casa ou seja, não conhecemos a história do nosso país. Temos o direito e o dever de conhecer nossa história e só então 'aniversário' como esse deixará de ser comemorado….

Responder

Flavio Lima

30 de março de 2012 às 15h39

VIVA VIVA VIVA a JUVENTUDE BRASILEIRA!!!!!
Não vamos deixar esses velhos fascistas em paz!!!!

Responder

Paulo Preto

30 de março de 2012 às 15h33

Como pode escrever um texto assim tão tocante e ter escrito aquela bizarrice sobre a morte da dona da Daslu?

Responder

Waldir Ferreira

30 de março de 2012 às 15h18

E a PM sempre opressora e fascista,não sei pra que Policia Militar em tempos de democracia,
devia ser só Policia,
ainda vamos eleger um Deputado ou Senador com coragem pra mudar isto no Congresso.

Responder

    rafa

    03 de abril de 2012 às 00h01

    grande urgência

Fernando

30 de março de 2012 às 15h12

A capital da república não pode ser Brasília.

Tem que ser numa grande cidade brasileira (Rio, Recife, Salvador etc) com alma.

Responder

Allan

30 de março de 2012 às 15h05

Emocionante…histórico…

Responder

Elton

30 de março de 2012 às 15h00

Que lindo! Nosso mundo esta mudando e mudará sempre que houver jovens de atitude.
Fiquei feliz com a leitura desse texto.

Responder

ZePovinho

30 de março de 2012 às 14h59

Acho que ela ficou com a impressão de que o Stuart estava lá,em espírito.No filme sobre a mãe dela tem algumas cenas (com ele) em passeatas.
Foi um momento pungente nessa loucura que tem sido esse fantasma da ditadura nas nossas vidas.Essa ferida só vai fechar quando soubermos tudo o que houve.
A verdade é o único remédio que vai nos curar.

Responder

Amira

30 de março de 2012 às 14h57

Eu juro que não estou entendendo… a quem serve um revival da ditadura??? Para que estão nos dividindo ainda mais dos nossos militares à essas alturas do campeonato? Quando deveríamos estar vivendo um momento de reconciliação, ainda que não com indivíduos, mas com nossa história? Quando nossa mandatária maior, chefa do nosso exército foi pessoalmente vítima do golpe? O que haverá por trás disso? Sinto medo, muito medo. Eles (militares) estão se prestando a um papel ridículo, a troco de que? Tem caroço nesse angu. E eu não consigo enxergar qual é. Por mais lindo que seja ver os jovens idealistas, também sinto medo de nossa ingenuidade ideológica estar prestando um serviço a quem nos quer dividir. E não sei se exise uma opção mais inteligente frente à essa provocação por parte deles… Tudo muito estranho.

Responder

    RicardãoCarioca

    30 de março de 2012 às 20h25

    Se você tivesse um ente querido morto por eles, continuaria querendo 'reconciliação'? O que está havendo é um fio condutor, a Comissão da Verdade, ligando as pessoas, aglutinando-as, a protestarem por algo que sempre quiseram, mas até hoje, tinham medo de fazê-lo.

    Amira

    30 de março de 2012 às 21h37

    Acredito q estou sendo mal interpretada e sinto medo de parecer do outro lado. Não quero reconciliacao com indivíduos nao. Quero que sejamos unidos como naçao – mas com a verdade, com abertura de todas as informacoes e punicao para culpados. Só nao entendo quem é que se interessa por plantar uma comemoracao dessas. A nós nao cabe outra coisa além de lutar contra mesmo. Estarei na manifestacao de sao paulo. Só estou com medo dos interesses que estão forjando essa comemoração. Não parece coisa espontânea. Sinto que essa comemoraçao é a ponta do iceberg, só isso. Mas não vejo outra saída pra gente a não ser protestar, mesmo, depois dessa desavergonhada provocação. Mas sim, sinto medo dos desdobramentos.

    Caracol

    31 de março de 2012 às 09h47

    Amira, nossas vidas, as vidas de todos os seres, é pautada por desdobramentos. A vida consiste num desdobrar de desdobramentos. Fugir deles é se recusar a viver. Como você, eu torço – e no meu caso tenho fé – que esses desdobramentos que você teme e pelos quais eu anseio vão desembocar num melhor “entendimento” da sociedade brasileira, a partir de uma evolução da cultura nacional na direção de um enfrentamento da realidade ao invés da atitude covarde de varrer nossas sujeiras pra debaixo do tapete.
    Considere também que a provocação não partiu destes jovens, mas sim de uma manifestação arrogante, intempestiva e insultuosa do Clube Militar. Não estamos em 64, hoje, o facão é mais embaixo.
    E se hoje o facão é mais embaixo, é graças a “desdobramentos”.
    A quem serve? Essa é uma boa pergunta, que deve ser feita diuturnamente, a cada momento de nossas vidas, principalmente no âmbito político e da imprensa. É uma pergunta que deve ser feita principalmente ao ler o PIG, não tanto em relação a seu conteúdo, mas sim em relação ao que eles queiram que nós acreditemos.
    Só assim evitaremos que 64 e seus “desdobramentos” se repitam. Se você correr dos “desdobramentos” eles te pegam. Se ficar contemplando os “desdobramentos” com medo… eles te comem.

    amira

    31 de março de 2012 às 20h12

    eu falei exatamente o mesmo q vc. onde no meu texto eu disse q a provocacao veio dos jovens?????????
    só que é tão absurdamente óbvio que é uma provocaçao… olhem para esses senhores caquéticos do vídeo… a gnte vai mesmo comprar a idéia de que eles, nessa altura da vida, resolveram montar uma balada pra comemorar as atrocidades que fizeram 20, 30 anos atrás? Sob os holofotes da mídia? Só pq são retardados???? Oras… Alguém tá querendo mesmo q haja confusão. Óbviamente ululante, ou não? Mas também disse, desde o primeiro post… Nào vejo se há uma alternativa mais inteligente do que botar a cara na rua mesmo. Mas que tem gente esperando exatamente essa reação da gente, isso tem. Foi só isso que quis dizer.

    Caracol

    01 de abril de 2012 às 10h42

    Eu não disse que você disse que a provocação partiu dos jovens.
    Leia novamente, por favor:

    "Considere também que a provocação não partiu destes jovens, mas sim de uma manifestação arrogante, intempestiva e insultuosa do Clube Militar."

    Ou seja: Considere também.
    Ou seja: Eu pedi para você CONSIDERAR TAMBÉM esse aspecto. Eu não disse que você disse o que você não disse.

    Transposto este obstáculo de Forma, sigamos considerando o Conteúdo.

    amira

    01 de abril de 2012 às 21h05

    Entao caracol… aspecto considerado e no centro do meu raciocínio desde o começo. Exatamente isso. Partiu "deles"… olhe bem para eles no vídeo. Estão todos mais pra lá do que pra cá… quem conseguiu arrancar esse povo de casa?? Mal conseguem andar. Pra comemorar ???? Nunca soube que militares fossem tão chegados à festas… Carnaval acabou de acabar, eles já estão com saudades? Tem coisa aí.

Pedro Soto

30 de março de 2012 às 14h56

Valeu, brava Hildegard!

Responder

Caracol

30 de março de 2012 às 14h53

Querida Hildegard, tendo privado da amizade e companhia de Zuzu Angel, conheci bem sua garra e seu espírito combatente naqueles tempos de chumbo. Por isso, posso garantir a você com segurança: você não passou lá "por acaso".
Abraço.

Responder

lia vinhas

30 de março de 2012 às 14h49

Onde estavam os que sobreviveram? Infelizmente, muitos deles viraram a asaca e se aninharam no berço da direita. entre esses há quem foi preso e torturado. Busco uma exeplicação para iso até hoje. O que diriam sobre ese comportamento aqueles que deram suas preciosas vidas pelo bem estar da nação?
Fiquei emocionada e feliz ao ver que o lono p´ríodo da Ditadura e os anos de uma incipiente democracia não impediram que se criassem novas geraçõies de jovens idealistas, corajosos e com os mesmos ideais da geração pré-golpe.

Responder

Ronald

30 de março de 2012 às 14h46

Não pensem que acabou! Apesar das ameaças, quero ver tentar comemorar esse troço(GOLPE) novamente!

Responder

Marcius Cortez

30 de março de 2012 às 14h26

Ali na calçada, recuada, seu coração viu tudo. Seu relato é precioso: os quixotinhos como o Cavaleiro De la Mancha fazem a história andar em direção da liberdade e da justiça social. Bom dia, brasileira Hildegard.

Responder

angelo

30 de março de 2012 às 14h23

Chamar de 'revolução' e ainda comemorar. Só a festa já era motivo pra cadeia. Afronta à nação. TEM QUE ADVERTIR O CLUBE MILITAR, MULTAR E EM CASO DE REINCIDÊNCIA, FECHAR E METER NA CADEIA.

Responder

    Denise

    31 de março de 2012 às 01h51

    A Dilma assinou uma lei ou decreto (não sei) proibindo comemorações para o golpe,mas eles estão fazendo isto para afrontá-la já que a torturada agora é a mandatário mor deste país, eleita pelo votos dos brasileiros.

    abolicionista

    07 de abril de 2012 às 17h25

    Por mim esses nazistas poderiam apodrecer na cadeia…

    rafa

    02 de abril de 2012 às 23h58

    foi insubordinação.
    a dilma tinha proibido.
    tb sou a favor d a pf prender.

antonio b filho

30 de março de 2012 às 14h20

Não há como não chorar, com o texto e com as imagens. Lágrimas de orgulho, de peito cheio de gratidão aos jovens, bravos jovens brasileiros! Depois de décadas de nhen-nhen-nhen e trololó de políticos, entidades, juízes, e logicamente da mídia cúmplice, nossos jovens tomam a História nas mãos, sem ódio e sem medo, e fazem o que tem que ser feito.
Tremam os ditadores de ontem e de sempre, não durmam os violadores dos Direitos do Povo: o Brasil tem sangue nas veias, e a Juventude não foi alienada por décadas de mentiras, censura e covardia.

Responder

jose antonio batata

30 de março de 2012 às 14h19

Este texto é lindo. É impossível não chorar depois de ler esta matéria. VIVA a juventude que foi para esta manifestação. Abaixo a Ditadura Militar..

Responder

Sabryna

30 de março de 2012 às 14h02

Liberdade é a liberdade de nossos adversários dizerem aquilo que não concordamos.

Responder

    Iracema de Alencar

    01 de abril de 2012 às 07h15

    mesmo? até te pendurar no pau de arara???

    abolicionista

    07 de abril de 2012 às 17h30

    Quer dizer que posso fazer um discurso em favor da pedofilia, por exemplo? Acho que você tem uma visão deturpada democracia, minha cara…

Horridus Bendegó

30 de março de 2012 às 13h56

O texto de Hidelgard mais as imagens vistas no vídeo merecem um Prêmio de Jornalismo!

A História do Brasil agradeceria.

Ver o déspota Cerqueira "esculachado" por jovens foi uma das mais gratifcantes imagens que já vi na vida!

Luiz Carlos Lamarca deve ter sorrido!

Responder

EUNAOSABIA

30 de março de 2012 às 13h54

Essa é a "democracia" dessa gente, imaginem se tivessem implantado o comunismo como era a intenção.

Democratas e tolerantes… ou seja… um ato ilegal é tratado pro alguns como um ato heróico.

VNEN.

Responder

    RicardãoCarioca

    30 de março de 2012 às 20h22

    Então, falou o tolerante a crimes, torturas e mortes do blog. Mas eu entendi o que quis dizer. O que a molecada fez foi protesto, ninguém saiu ferido, apesar dos ímpetos exaltados e até a testemunha ocular e narradora dos fatos recebeu atenção, um copo d'água, além conselhos sóbrios dos PM's que ali estavam. Atitude bem diferente de outras polícias que descem o porrete em pobre, joga gás de pimenta em criança, atira (ainda que com balas de borracha) em trabalhadores, sem coragem de agir assim com identificação, amestrados por uma cartilha obscurantista e reacionária dos seus chefes, não é mesmo? Esse tipo de polícia é só um gostinho de ditadura que, ao que parece, você e demais eleitores da oposição tanto querem de volta.

    Julio Silveira

    30 de março de 2012 às 20h46

    É impressioante Robo, tua sintese para o assunto é muito pertinente, apenas tua logica está invertida.

    Lucy

    31 de março de 2012 às 01h04

    Tenho um vestido vermelho novinho em folha, quer comprar?

    abolicionista

    07 de abril de 2012 às 17h26

    Demóstenes, o senhor por aqui?rs

André Lux

30 de março de 2012 às 13h49

Chorei lendo este texto.

Responder

    Nádia Ramos

    30 de março de 2012 às 14h22

    André, também não consegui segurar, chorei também. É muito lindo tudo isso…

RicardãoCarioca

30 de março de 2012 às 13h46

Mas não é uma falta de juízo 'celebrar', 'comemorar', sei lá o nome que deram, o golpe de 64? Quiseram sarnas. E acharam.

Responder

PEDRO HOLANDA

30 de março de 2012 às 13h42

Este seu relato, me fez reviver o filme sobre a sua mãe. E lágrimas não faltaram em cima do teclado do meu computador.

Responder

JULIO/Contagem-MG

30 de março de 2012 às 13h37

Prisão para todos milicos torturados de 1964, já !!!!

Responder

    rafa

    02 de abril de 2012 às 23h55

    torturadores vc quer dizer

    abolicionista

    07 de abril de 2012 às 17h26

    Poderia ser torturados se eles tivessem consciência, né? Mas a comemoração mostra que não têm…

Edmar

30 de março de 2012 às 12h29

Querida Hildegard, tô bem longe, aqui no Norte, e nem por todos os acasos poderia estar lá. Mas, só o seu relato do que viu já me levou às lágrimas e a reviver aqueles tempos heróicos e históricos que querem a todo custo esconder, apagar da nossa HISTÓRIA. Obrigado pelo relato emocionante. Só pelo seu relato vim a ter a certeza de que não foi um ato ensaiado pra dar pretextos a esse calhordas velhos e magros. E em mim reacendeu a esperança no futuro do nosso Brasil, que dependerá do despertar e do lutar dos nossos jovens.

Responder

    Felipe

    30 de março de 2012 às 13h42

    Eu que não vivi esses tempo também chorei com o relato…


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