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Diário da Resistência


Política

Emir Sader: O golpe de 64 e a ditadura militar


27/03/2012 - 11h30

O Brasil não era um país feliz antes do golpe de 1964. Mas era um país que dava sequência a um ciclo longo de crescimento econômico, impulsionado por Getúlio, como reação à crise de 1929. Nos anos prévios ao golpe era um país que começava a acreditar em si mesmo. Quem toma com naturalidade agora a Copa do Mundo de 1958 não sabe o quanto ela foi importante para elevar a auto-estima dos brasileiros, que carregavam, desde o fatídico 16 de julho de 1950, o trauma do complexo de inferioridade.

Mas isso veio junto com a bossa nova, o cinema novo, o novo teatro brasileiro, um clima de expansão intelectual por grandes debates nacionais, pela articulação com grandes temas teóricos e culturais que começavam a preparar o clima da década de 1960.

O país não foi surpreendido pelo golpe. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial militares que tinham ido à Italia se articulavam estreitamente com os EUA. Na sua volta, liderados por Golbery do Couto e Silva e por Humberto Castelo Branco, fundaram a Escola Superior de Guerra e passaram, a partir dali, a pregar os fundamentos da Doutrina de Segurança Nacional – concepção norteamericana para a guerra fria. A Doutrina de Segurança Nacional cruzou a história brasileira ao longo de toda a década de 1950 até, depois de várias tentativas, desembocar no golpe de 1964 que, não por acaso, teve naqueles oficiais da FFAA seus principais líderes.

Durante a década de 1950, o Clube Militar foi o antro a partir do qual articulavam golpes contra o Getúlio – seu inimigo fundamental, pelo nacionalismo e por suas políticas populares e articulação com o movimento sindical. O suicídio do Getúlio brecou um golpe pronto e permitiu as eleições de 1955, em que novamente os golpistas foram derrotados.

Fizeram duas intentonas militares fracassadas contra JK e elegeram Jânio, com a velha e surrada – mas sempre sobrevivente, até hoje – bandeira da corrupção. Se frustraram com a renúncia deste e naquele momento tentaram novo golpe, valendo-se do vazio da presidência e da ausência do Jango, em viagem para a China. A mobilização popular e a atitude do Brizola de levantar em armas o Rio Grande do Sul na defesa da legalidade  impediram e adiaram o golpe.

Mas os planos golpistas não se detiveram e acabaram desembocando em primeiro de abril de 1964 no golpe, que contou com amplo processo de mobilizações da classe média contra o governo, com participação ativa da IgrejaC atólica, da mídia, das entidades empresariais, que desembocou na ação da alta oficialidade das FFAA, que liquidou a democracia que o Brasil vinha construindo e instaurou o regime do terror que passou a vigorar.

Foi o momento mais grave de virada regressiva da história brasileira. Interrompeu-se o processo de democratização social, de afirmação econômica e política do pais, para impor a opressão econômica e politica, a subordinação externa, mediante uma ditadura brutal. O país, sob o comando dos militares, da Doutrina de Segurança Nacional, do grande empresariado nacional e internacional, do governo dos EUA, optou por um caminho que aprofundou suas desigualdades sociais, colocando o acento no mercado externo e na esfera de alto consumo do mercado, no arrocho salarial, na desnacionalização da economia e na opressão militar.

Completam-se 48 anos do golpe militar. Continua sendo hora de perguntarmos a todos: Onde você estava no momento mais grave de enfrentamento entre democracia e ditadura? Cada um, cada força política, cada empresário, cada órgão da imprensa, cada igreja, cada militar. Os temas continuam atuais: denuncismo moralista a serviço do enfraquecimento do Estado, abertura escancarada da economia, resistência às políticas sociais e aos direitos do povo, uso da religião contra a democracia republicana e o caráter laico do Estado, uso da mídia como força política da direita, etc. etc.

Que seja, uma semana de reflexão e de ação política. Que o governo finalmente nomeie os membros da Comissão da Verdade e que não passemos mais um primeiro de abril sem apurar tudo o que o regime de terror impôs pela força das botas e das baionetas ao país e que a democracia faça triunfar a verdade.

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28 comentários

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sara oliveira

07 de outubro de 2013 às 14h40

eu achei isso orrivel kkkkkk

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Julio Silveira

27 de março de 2012 às 19h21

A grande mentira do século vinte no Brasil foi durante muito tempo ver chamarem golpistas, atrelados aos interesses de nação estrangeira, de revolucionários. Esse homens envergonharam e aviltaram a cidadania brasileira, quando a titulo de defenderam "interesses nacionais" derrubaram um presidente constitucionalmente eleito. Tudo por que esse presidente ousou olhar as entranhas do Brasil e pretendia servi-lo de forma a encontrar soluções para seus problemas seculares. Mas isso não atendia aos interesses dos amigos do consenso de Washington. Que nunca pretenderam outra nação que pudesse rivalizar no continente. E, cujos cidadãos pudessem obter cidadania suficientes que ocassionasse questionamentos sobre o status quo que se pretendia, bem como o apoio de seus desvelados seguidores internos. Esses, nunca serão herois diante do povo, apenas para seus beneficiários.

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Ophelia

27 de março de 2012 às 18h16

Era uma jovem de 18 anos…e buscando compreender um buchicho que vizinho tal e fulano viajaram as pressas e com urgencia. Em 1968, chegavam em minha cidade os agentes da repressão para prender alguns jovens e, na Faculdade de Filosofia de Assis começava a desaparecer muitos colegas.

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mfs

27 de março de 2012 às 16h46

Os presidentes eram sempre generais, escolhido pelos generais.
Mas o comando da economia era sempre de civis, ex-executivos de multinacionais como Roberto Campos ou banqueiros como M. H. Simonsen, por exemplo.
O golpe foi articulado pelos governadores civis Ademar de Barros (SP, dono de várias empresas), Lacerda (na antiga Guanabara) e Magalhães Pinto (MG, dono do Banco Nacional).
Os governadores dos estados eram nomeados e aprovados pelos militares. Em geral, civis. Como Maluf, por exemplo.
No Congresso, a maioria era da Arena, partido que apoiava o regime, portanto deputados e senadores civis.
Também eram civis os prefeitos de capital, sem terem sido eleitos por voto popular, todos da Arena.
Nenhum grande empresário foi preso por motivos políticos. Nem torturado nos porôes da ditadura.
A renda concentrou-se mais ainda nas mãos dos ricos. Os que mais ganharam foram os burgueses e não os comandantes militares.
Portanto, apesar da importância dos militares, da hegemonia que a Doutrina de Segurança Nacional exerceu, a ditadura militar não foi uma ditadura de militares sobre todo a nação, foi uma ditadura marcada pela aliança entre militares, burguesia, antigos políticos e membros da nova burocracia.

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Vinicius Garcia

27 de março de 2012 às 16h38

É ditadura militar pois foram eles que tiveram a frente dos fatos mais marcantes, os civis que participaram desse golpe, tiveram apenas papel de coadjuvantes (não perdendo com isso sua parcela de culpa).
Não acredito também em efetividade na instauração de uma Comissão da Verdade, mas concordo de que seja necessário lutarmos por ela, os jovens que denunciam os torturadores fazem o procedimento correto. Se eles não enfrentam a prisão, que se sintam aprisionados em liberdade, sendo exposto e declarado os seus atos de crueldade, que sofram constrangimento ao sair de casa.

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bene bugrao

27 de março de 2012 às 16h21

Fala-se muito em golpe militar, todavia pouco se faz para limpar a mente da sociedade, e assim evitar um repeteco da desgraça que levou muito tempo debaixo dos nossos bigodes sendo articulada. E então eu pergunto: e agora, quando o mais tímido movimentos dos legítimos mandatários do país em remover essa caca que sobrou da ditadura, e ainda fede muito, assistimos; declarações, manifestos entim uma gritaria enorme dos protagonistas da barbárie, e nossas autoridades constituidas baixam as orelhas, enquato a maldita mídia de massa, sempre impunemente, faz um enorme trabalho de convecimento dos incautos, pra não dizer de desinformação dos menos preparados. E eu pergunto de novo: o que nossas autoridades legítimamente constituidas estão fazendo para que não se repita tudo de novo, sutuação em que ficaremos todos chorando como criança que perdeu o doce.
Todos sabemos que a grande guerra da desinformação, via mídia de massa e igrejas tradicionais, começou pouco tempo após a crise de 29, quando os estadunidenses pisaram em sua própria caca, e fizeram o mundo pagar com guerras mundiais. A gora no entanto não é tão diferente pois estamos vivendo uma nova crise produzida por ações inconseqüêntes dos mesmos.
E eu pergunto de novo: o que estamos fazendo para evitar que se repita a mesma desgraça de 1964? Por que nossas autoridades constituidas têm tanto medo de fazer o seu papél, que é governar? Porque ainda não temos um braço forte sobre a mídia e especialmente sobre esse CÂNCER chamado televisão? Porque ainda não fizemos um espurgo no STF(lembrem-se de Honduras), e nossos generais, ainda continuam fazendo lavagem mental no EUA? Porque ainda não temos nossa própria fábrica de caças? Porque nossas forças militares continuam tão defazadas? Será que o exemplo da China, não nos convence? Etc., etc., etc., Vivemos na era da inteligência, e ao que parece, ainda não aprendemos a usá-la… Grande abraço.

Responder

Conceição Lemes

27 de março de 2012 às 16h03

ZePovinho, teria mais dados sobre isso? abs

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ZePovinho

27 de março de 2012 às 15h02

Enquanto isso,os sionistas parece que vão explodir uma bomba nuclear tática dentro do Irã para chacinar a população de lá como já fazem com os palestinos:
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va…

FABRICATING A "SMOKING GUN" TO ATTACK IRAN? Israeli Spies Disguised as Iranian Soldiers on Mission Inside Iran

by Julie Lévesque

A report published in The Sunday Times on March 25 suggests that “Israel is using a permanent base in Iraqi Kurdistan to launch cross-border intelligence missions in an attempt to find ‘smoking gun’ evidence that Iran is building a nuclear warhead.” (Israeli spies scour Iran in nuclear hunt, The Sunday Times, March 25, 2012)

Western sources told the Times Israel was monitoring “radioactivity and magnitude of explosives tests” and that “special forces used Black Hawk helicopters to carry commandos disguised as members of the Iranian military and using Iranian military vehicles”. The sources believe “Iranians are trying to hide evidence of warhead tests in preparation for a possible IAEA visit”. (Cited in Report: Israeli soldiers scour Iran for nukes, Ynet, March 25, 2012)

The number of Israeli intelligence missions at the Parchin military base in Iran has increased in the past few months, according to the article. During that period, Tehran has been negotiating with the IAEA which had requested to visit Parchin. According to Iran's permanent representative to the IAEA, Ali Asghar Soltanieh, both parties had agreed in early February that the visit would take place in March. (Gareth Porter, Details of Talks with IAEA Belie Charge Iran Refused Cooperation, IPS, March 21, 2012)

The IAEA requested to visit Parchin in late January and late February, after having agreed to a visit in March. The IAEA thus requested to visit the military complex exactly at the same time Israel was intensifying its secret operations to allegedly search for a “smoking gun”.

A few years ago it has been suggested that Israel was the source of fake intelligence, a stolen laptop, related to Iran’s alleged nuclear program. The New York Times reported in 2005 on what was presented as “the strongest evidence” Iran was building nuclear weapons:

American intelligence officials called the leaders of the international atomic inspection agency to the top of a skyscraper overlooking the Danube in Vienna and unveiled the contents of what they said was a stolen Iranian laptop computer.

They presented them as the strongest evidence yet that, despite Iran's insistence that its nuclear program is peaceful, the country is trying to develop a compact warhead to fit atop its Shahab missile, which can reach Israel and other countries in the Middle East. (William J. Broad and David E. Sanger Relying on Computer, U.S. Seeks to Prove Iran's Nuclear Aims – New York Times, November 13, 2005)…………………..

Responder

    ijd

    27 de março de 2012 às 20h52

    Mais do mesmo:

    © Colagem "Voz da Rússia"

    Imprimir enviar por E-mail Postar em blog
    Israel tem efetuado, nos últimos anos, raids secretos ao Irã, em busca de informações sobre a criação de armas nucleares, escreve o semanário britânico Sunday Times.

    Segundo a edição, para isto é utilizada uma base permanente, no Curdistão iraquiano.Nos referidos raids utilizam-se os equipamentos mais sofisticados para a obtenção de dados sobre o teor da radiação e testes de explosivos. Ultimamente, serviços secretos israelenses têm prestado especial atenção às instalações militares de Parchin.

    O Sunday Times informa que no recente encontro de Barack Omaba e Benjamin Netanyahu, em Washington, este último forneceu “novos dados sobre o programa nuclear do Irã, parte dos quais foi obtida em consequência das operações das tropas especiais israelenses no território iraniano”.

    ZePovinho

    28 de março de 2012 às 01h38

    Eles são capazes de explodir um artefato nuclear dentro do Irã para fabricar um motivo para a guerra.

Gustavo Pamplona

27 de março de 2012 às 14h06

Queridos… isto aí não vai rolar…Comissão da Verdade… Qual verdade mesmo? Esqueçam!!!

Isto é como foi o Nazismo é para a Alemanha… ninguém hoje em sã consciência quer realmente saber daquele período e estou falando até a queda do Muro de Berlim, a tal da Guerra Fria, etc.

Foi… digamos… um período triste da história brasileira mas o fato é que estamos em 2012 e isto morreu em 1985… ou seja 27 anos atrás… somente quem tem mais de 50 hoje é que de fato chegou a viver naquele período.

Gente de 30…40 anos (nascidos na década de 70) não estão nem aí… afinal… eram crianças na época

A tal presidenta aí que vocês agora estão odiando porque ela anda "beijando" a mão demais do PORCO, voltou a beijar recentemente dando entrevista a Veja. Mas peraí? Não foi ela que dizia ser "barbaramente torturada" na Ditadura.

Amigos… tudo isto aí é trololó dela, parafreaseando o ultra-odiado José Serra (e ao que tudo indica vencerá novamente para prefeito de São Paulo), afinal… de acordo com ela mesma ela não pegou em armas realmente até porque usava um "fundo de garrafa" (óculos) e não dava mesmo.

Uma campanha presidencial se trata antes de tudo em "convencimento" e quem tem mais dinheiro… na última campanha o PSDB tinha mais dinheiro que o PT (de acordo com o TSE) mas falou miseravelmente na questão do "convecimento".

Outra coisa: Volta e meia o "Vi o Mundo" aqui reclama da segurança da Urna Eletrônica mas foi somente após a entrada da Urna Eletrônica que fez com um apedeuta intitulado Luis Inácio Lula da Silva ganhasse a presidência. A

Aliás… tem horas que eu vejo a choradeira do pessoal aqui em falar da "decepção" com a presidenta, eu pergunto o seguinte:

Vocês queriam o ultra-detestado José Serra na presidência hoje?

Acho que um dos motivos que não deverá haver uma CPI da Privataria Tucana… bom… vocês estão vendo que o PT agora está privatizando alguns setores… adivinhem?

Ambos os partidos tem seus "podres", (isto nós estamos já carecas de saber), mas como o PSDB tem o PORCO ao seu lado (afinal, soube ser mais inteligente comprando) o PT vai ficar sempre de mãos atadas.

No mínimo, no mínimo o PSDB/PORCO já sabem os negócios excusos da Privataria Petista e existe um acordo mais ou menos assim:

"Se você denunciar, eu te denuncio"

—-
Desde Jun/2007 comissionando a verdade no "Vi o Mundo"! ;-)
Fundador do PORCO – Partido de Oligarcas Representantes de Capitalistas Opressores (PIG)

Responder

    Miguel

    30 de março de 2012 às 12h38

    e eu continuo querendo saber qual a razao por tras desses comentarios infantilizados e sem sentido…

Luizão

27 de março de 2012 às 13h57

Bravo!
Pela democracia e pela justiça!
Que os responsáveis sejam julgados e condenados. E a mídia também deve ser julgada, porque teve participação direta. A mídia beneficiada deve ressarcir os cofres públicos.

Responder

eunice

27 de março de 2012 às 13h26

Os livros de história não mencionam essa parte da vida de Brizola. Onde estamos?

Responder

    Caracol

    27 de março de 2012 às 15h32

    No brejo.

    mfs

    27 de março de 2012 às 16h38

    É óbvio que mencionam, inclusive alguns livros escolares. De qualquer modo, reveja o documentário de Silvio Tendler sobre o Jango.

CLP

27 de março de 2012 às 13h16

Alias, por falar em mídia golpista de direita, não vai haver nenhum post sobre a enésima aparição de Dilma no PIG?A entrevista de Dilma a Veja não tem relevância? Ninguem se sente incomodado por isso?

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joão33

27 de março de 2012 às 12h59

sim a sociedade civil deve haver isso , mobilizar a todos e trazer os reais interresses da época , com certeza muitos inocentes uteis , principalmente os das marchas hoje , com a sabedoria da idade , voltem ao passado e digam que foram usados por uma bem orquestrada agenda dos donos do mundo e dos entreguistas da época.

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sergio mario

27 de março de 2012 às 12h43

48 anos! Eu era um moleque de 16 começando a entender o mundo adulto. Continuo tentando entender, entender porque até hoje não passamos a limpo aquele momento e os 22 anos subsequentes. Mas tenho fé que chegaremos lá! A Comissão da Verdade é o começo desse entendimento.

Responder

Luiz Eduardo

27 de março de 2012 às 12h28

Cada vez que leio "ditadura militar" me vem um certo mal-estar. O golpe foi preparado e articulado por civis — direita política e mídia à frente –, que acabaram conquistando a adesão de militares de alta patente. A ditadura instalada em consequência dele, se foi exercida pelos militares, foi amplamente apoiada por vários setores da sociedade: mídia, políticos, vastas camadas da classe média etc. Reduzi-la aos militares é lavar a cara desses seus sustentáculos sociais. Nenhuma ditadura é capaz de sobreviver 20 anos sem sólidos apoios na sociedade civil. Quando os perdeu, teve de se encerrar.

Responder

    Fernando

    27 de março de 2012 às 14h50

    Pois é.

    Chamar a ditadura apenas de ´´militar“ é inocentar Roberto Marinho, Sarney, Delfim e boa parte do DEM.

Valdeci Elias

27 de março de 2012 às 12h16

Completam-se 48 anos do golpe militar. Continua sendo hora de perguntarmos a todos: Onde você estava no momento mais grave de enfrentamento entre democracia e ditadura?
R. Na época do golpe, eu estava dividido. Metade estava no ovario de minha mãe, e a outra metade no testiculo de meu pai.

Responder

    Fernando

    27 de março de 2012 às 16h45

    Muita gente morreu e outras tantas sofrem até hoje, não é assunto pra se fazer piada.

    mfs

    27 de março de 2012 às 18h51

    Calma, a piada é inocente. Pode ser apenas um modo de dizer que era muito jovem.
    Acontece que este passado ainda está muito vivo. O que significa que mesmo os jovens que não eram nascidos na época também precisam se posicionar e agir. Por exemplo, responder a questões como: o que você faz hoje em relação aos crimes da ditadura? O que você faz hoje para evitar que haja um novo golpe no Brasil?
    Aí sim, os que apenas cruzam os braços, balançam os ombros e fazem piadinha, esses sim podem ser questionados com força.

    pperez

    27 de março de 2012 às 19h11

    Se o Valdeci ou alguem da sua familia tivesse sido pendurado pelo saco de cabeça para baixo, afogado no vaso sanitario ou levado um cabo de vassoura no fiofó, garanto que a posição dele em relação a este assunto, seria outra!


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