VIOMUNDO

Diário da Resistência

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Jovens fazem atos contra torturadores, pela Comissão da Verdade


26/03/2012 - 11h37

do Movimento Levante da Juventude

Saímos às ruas hoje para resgatar a história do nosso povo e do nosso país. Lembramos da parte talvez mais sombria da história do Brasil, e que parece ser propositadamente esquecida: a ditadura militar. Um período onde jovens como nós, mulheres, homens, trabalhadores, estudantes, foram proibidos de lutar por uma vida melhor, foram proibidos de sonhar. Foram esmagados por uma ditadura que cruelmente perseguiu, prendeu, torturou e exterminou toda uma geração que ousou se levantar.

Não deixaremos que a história seja omitida, apaziguada ou relativizada por quem  quer que seja. A história dos que foram assassinados e torturados porque acreditavam ser possível construir uma sociedade mais justa é também a nossa história. Nós somos seu  povo. A mesma força que matou e torturou durante a ditadura hoje mata e tortura a juventude negra e pobre. Não aceitamos que nos torturem, que nos silenciem, nem que enterrem nossa memória. Não esqueceremos de toda a barbárie cometida.

Temos a disposição de contar a história dos que caíram e é necessário expor e julgar aqueles que torturaram e assassinaram nosso povo e nossos sonhos. Torturadores e apoiadores da ditadura militar: vocês não foram absolvidos! Não podemos aceitar que vocês vivam suas vidas como se nada tivesse acontecido enquanto, do nosso lado, o que resta são silêncio, saudades e a loucura provocada pela tortura. Nós acreditamos na justiça e não temos medo de denunciar os verdadeiros responsáveis por tanta dor e sofrimento.

Convidamos a juventude e toda a sociedade para se posicionar em defesa da Comissão Nacional da Verdade e contra os torturadores, que hoje denunciamos e que vivem escondidos e impunes e seguem ameaçando a liberdade do povo. Até que todos os torturadores sejam julgados, não esqueceremos, nem descansaremos.

ESCULACHO CONTRA TORTURADOR EM BELO HORIZONTE

O Levante Popular da Juventude denunciou na manhã desta segunda-feira (26) o torturador Ariovaldo da Hora e Silva. Cerca de 70 pessoas participaram do esculacho em frente à residência do torturador Ariovaldo da Hora e Silva, na rua Biagio Polizzi, 240, apto 302, bairro da Graça, Belo Horizonte (MG).

Além de portarem faixas, cartazes e tambores, os manifestantes distribuíram cópias de documentos oficiais do DOPS contendo relatos das sessões de tortura com participação de Ariovaldo, para conscientizar a população vizinha ao criminoso.

Ariovaldo foi investigador de polícia em exercício no Departamento de Vigilância Social (ligado ao DOPS) durante o período da ditadura militar, quando cometeu crimes contra a humanidade, em especial a tortura de Jaime de Almeida, Afonso Celso Lana Leite, Cecílio Emigdio Saturnino e Nilo Sérgio Menezes Macedo, entre outros.

A resposta da sociedade foi positiva à manifestação, segundo o militante do Levante Popular da Juventude em Minas Gerais, Renan Santos.

“No meio das organizações de direitos humanos ele é uma figura conhecida como torturador. Já foi denunciado outras vezes publicamente, só que hoje em dia ele vive como se nada tivesse acontecido. Ele tem denúncias de participação em assassinatos, intimidações e agressões físicas, por volta dos anos de 1969 e 1970. Sobre isso nós temos denúncias relatadas”, afirma Renan.

Alguns vizinhos ficaram surpresos. “Não sabia que o Seu Ari era um torturador. Tenho na família um caso de perseguido pela Ditadura e vou divulgar isso”, afirma um morador da região. O denunciado estava em casa e pôde ouvir e assistir à manifestação, tendo aparecido na janela por alguns segundos.

O Levante Popular da Juventude realiza simultaneamente em várias capitais do país ações de denúncia de diversos torturadores, que continuam impunes. Os manifestantes exigem a apuração da verdade sobre os crimes cometidos pela ditadura militar.

QUEM É ARIOVALDO DA HORA E SILVA

Ariovaldo da Hora e Silva foi investigador da Polícia Federal, lotado na Delegacia de Vigilância Social como escrivão. Delegado da Polícia Civil durante a ditadura, exerceu atividades no Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) entre 1969 e 1971, em Minas Gerais.

Ariovaldo  consta na obra Brasil Nunca Mais (Projeto A), acusado de envolvimento com a morte de João Lucas Alves e de ter praticado tortura contra presos políticos

Foram vítimas dele Jaime de Almeida, Afonso Celso Lana Leite e Nilo Sérgio Menezes Macedo, entre outros.

Na primeira comissão constituída para tratar do recolhimento dos documentos do DOPS ao Arquivo Público Mineiro (APM), em 1991, ele foi designado para representar a Secretaria da Segurança Pública do Estado de Minas Gerais (SESP). Em 1998, foi Coordenador de Informações da Coordenação Geral de Segurança (COSEG).

EM PORTO ALEGRE, ATO CONTRA ACUSADO PELA JUSTIÇA ITALIANA

Em Porto Alegre, cerca de 100 jovens estiveram hoje às 9h da manhã em frente à casa do Coronel Carlos Alberto Ponzi, ex-chefe do Serviço Nacional de Informações de Porto Alegre e um dos 13 brasileiros acusados pela Justiça Italiana pelo desaparecimento do militante político Lorenzo Ismael Viñas em Uruguaina (RS), no ano de 1980, para exigir justiça.

A rua aparentemente tranquila mudou com a chegada da juventude. Os muros antes brancos agora denunciavam: “Aqui em frente mora um torturador!”. Os gritos de ordem, cartazes e cantos chamavam a atenção dos vizinhos, que se amontoavam nas janelas para entender o que se passava. Durante os 40 minutos de manifestação, quem transitou pela rua soube que naquele prédio mora um torturador e que o povo está organizado para não deixar que seus crimes caiam no esquecimento.

A atividade seguiu com distribuição de panfletos e conversa no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

QUEM É CARLOS ALBERTO PONZI

Carlos Alberto Ponzi chefiou em Porto Alegre o Serviço Nacional de Informações (SNI), um dos braços da repressão do ditadura, que foi criado em 13 de junho de 1964 para supervisionar e coordenar as atividades de informações e contra-informações no Brasil e exterior.

A Justiça italiana abriu processo contra Carlos Alberto Ponzi, sob a acusação de assassinato. A denúncia, aberta em dezembro de 2010, abrange outros dez militares e civis brasileiros, que chefiaram unidades de repressão política no governo João Baptista Figueiredo. Carlos Alberto Ponzi não pode entrar em território italiano sob o risco de prisão pelo desaparecimento em Uruguaiana (RS) do ítalo-argentino Lorenzo Viñas, no dia 26 de junho de 1980.

O caso está com o juiz Giancarlo Capaldo, que presidiu um processo contra Pinochet pelo desaparecimento de cidadãos ítalo-chilenos em Santiago. “Queremos chegar às responsabilidades individuais”, diz Giancarlo Maniga, que representa as famílias das vítimas na Itália. “Eles desapareceram na Operação Condor”, afirmou Claudia Allegrini, mulher de Viñas, que foi subsecretária de Direitos Humanos da Argentina. As famílias de Viñas e Campiglia acusam o governo brasileiro pela responsabilidade.

Em dezembro de 2007, a Justiça da Itália pediu a extradição de Carlos Alberto Ponzi e mais 139 militares e policiais sul-americanos envolvidos em sequestro, tortura e morte de pelo menos 25 militantes políticos que foram alvo da Operação Condor e tinham cidadania italiana. Treze brasileiros foram acusados de participar do desaparecimento dos ítalo-argentinos Horacio Domingo Campiglia e Lorenzo Ismael Viñas. Dos 13, seis já morreram. Os que ainda permanecem vivos podem prestar esclarecimentos ao Ministério Público.

O coronel Carlos Alberto Ponzi sofre também acusação pelo desaparecimento de Viñas do Ministério Público Federal, que ajuizou representações em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Uruguaiana (RS), pedindo a abertura de inquérito contra ex-autoridades da ditadura militar acusadas de assassinato e sequestro. As ações foram movidas pelos procuradores Eugênia Augusta Fávero e Marlon Alberto Weichert.

EM SÃO PAULO, MANIFESTAÇÃO CONTRA ENVOLVIDO NATORTURA DE IVAN SEIXAS E SEU PAI

Cerca de 150 jovens do Movimento Levante Popular da Juventude realizam um protesto contra o torturador David dos Santos Araújo, o Capitão “Lisboa”, em frente a sua empresa de segurança privada Dacala, na Zona Sul da cidade de São Paulo, na Av. Vereador José Diniz, 3700.

Os manifestantes promovem um ato de escracho/esculacho contra David dos Santos para denunciar suas ações enquanto torturador do Regime Militar.

David dos Santos Araújo é assassino e torturador, de acordo com Ação Civil Pública do Ministério Público Federal. A ação registra o seu envolvimento na tortura e morte de Joaquim Alencar de Seixas. Em agosto de 2010, o Ministério Público Federal ingressou com ação civil pública pedindo o afastamento imediato e a perda dos cargos e aposentadorias do delegado da Polícia Civil paulista pela participação direta de atos de tortura, abuso sexual, desaparecimento forçados e homicídios em serviço e nas dependências de órgãos da União.

Araújo é delegado de Polícia Civil aposentado e dono da uma empresa de segurança privada, a Dacala. Nas ações de repressão, no Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operação de Defesa Interna (DOI-Codi), utilizava o nome de “Capitão Lisboa”.

O livro Dossiê Ditadura – produzido pela Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos – tem o registro de que Joaquim e seu filho, Ivan Seixas, foram presos em abril de 1971 e levados para o (DOI-Codi), onde foram espancados. Na sala de interrogatório, foram torturados um em frente ao outro.

Os assassinos de Joaquim Alencar de Seixas foram identificados por seus familiares e companheiros como o então major Carlos Alberto Brilhante Ustra, o capitão Dalmo Lúcio Muniz Cirillo, o delegado Davi Araújo dos Santos, o investigador de polícia Pedro Mira Granziere e outros conhecidos apenas por apelidos.

Em depoimento no Dossiê Ditadura, Ivan Seixas contou que na sala de tortura foi pendurado no “pau de arara”, enquanto seu pai foi posto na “cadeira do dragão”. Ambos foram torturados por uma equipe de umas cinco pessoas, dos quais conseguiu identificar, entre outros, David dos Santos Araújo.

O “Capitão Lisboa” também é acusado de abuso sexual, como declarou Ieda Seixas, que em depoimento ao Ministério Público Federal disse que foi prensada na parede por ele, que depois enfiou a mão dentro da sua roupa, falando obscenidades e fazendo ameaças.

David dos Santos Araújo é portador de 111 armas em situação ilegal, de acordo com investigação da Polícia Federal. A empresa de segurança Osvil, de propriedade de Araújo, perdeu por irregularidades o alvará de funcionamento como empresa de segurança que autorizava o registro de armas.

Com isso, as armas deveriam ser entregues à Polícia Federal. No entanto, essas armas se encontram extraviadas. Depois de perder o alvará, Araújo abriu uma nova empresa de segurança, chamada Dacala Segurança, que tem como clientes o grupo Anhanguera Educacional, Banco Itaú, Ford, Jac Motors, Banco Safra, Volkswagen, Banco Santander.

O processo da PF afirma que ao todo Araújo tem mais de duzentas armas ilegais, além de um arsenal de oitocentas regularmente registradas em nome da empresa Dacala, que é acusada também pelo emprego ilegal de armas de fogo na atividade de segurança privada, de acordo com a Polícia Civil.

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83 comentários

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Juíza anula expulsão de aluno da USP determinada por Rodas « Viomundo – O que você não vê na mídia

06 de junho de 2012 às 09h06

[…] Jovens fazem atos contra torturadores, pela Comissão da Verdade […]

Responder

Guanabara

27 de março de 2012 às 19h28

Tem comentarista por aqui com o rabo preso, rs.

Responder

E S Fernandes

27 de março de 2012 às 18h53

Muito bom!
Mas muito bom mesmo!
A meninada está de parabéns!
Temos que dizer quem foram os torturadores, onde moram, o que fazem hoje, qual o seu telefone, etc.
Se o torturador ainda não pode ser preso, deve, ao menos, ser desqualificado como tal.

Responder

Eduardo Di Lascio

27 de março de 2012 às 07h08

Conselho de Nelson Rodrigues aos jovens: "Envelheçam, envelheçam com urgência…"

Responder

    rafa

    02 de abril de 2012 às 18h48

    rejuveneço com vagar

    abolicionista

    08 de abril de 2012 às 23h29

    É o Nélson se arrependeu amargamente dessa frase quando viu o filho dele sofrer nas mãos da ditadura. Só então ele percebeu no que estava metido. Mas então já era tarde… pobre Nelson, maior dramaturgo brasileiro, desnudou como ninguém as perversidades de nosso povo "ordeiro"…

MANIFESTO LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE CONTRA TORTURA | Fragmentos Ativos

27 de março de 2012 às 06h11

[…] Do blog viomundo […]

Responder

Guanabara

27 de março de 2012 às 02h37

Eu tô gostando disso. Mais um sinal de que pouco a pouco o povo nota que os homens públicos que os deveriam representar só representam quem financia suas campanhas, e que se forem esperar algo do judiciário ou até do executivo, o máximo que ganham são classificações indicativas de programas de tv.

Essa, sim, é a verdadeira democracia.

Responder

    Eduardo Di Lascio

    27 de março de 2012 às 14h51

    Não existe a verdadeira democracia, é apenas um conceito.

_Rorschach_

27 de março de 2012 às 00h11

Assalariado: respeito seu comentário.

Mas eu sempre trabalhei com o Direito, como estagiário, advogado, servidor da Justiça Federal.

E já vi situações que você não pode imaginar.

Já vi pessoas entrando "condenadas por antecipação" num fórum e saindo absolvidas. Já vi pessoas insuspeitas sendo condenadas.

Experimente chegar numa rua qualquer, apontar para alguém e gritar “pedófilo!” O cara vai ser massacrado antes de poder se explicar.

Antes do Judiciário sentenciar em definitivo ninguém pode considerado culpado.

Gente, por favor. Isso não é blá, blá, blá. Trata-se de direitos humanos!!
De devido processo legal, de presunção de inocência!!!

Esses homens estão sendo esculhambados. E se tiverem netos, bisnetos sei lá e uma multidão lá fora xingando e pichando sua casa?

E se houver um engano e um deles – apenas um deles entre tantos – for inocente?

Acham difícil?

Pensem nisso!

Desrespeito às garantias individuais e aos direitos constitucionais abrigados pela Constituição é bandeira da extrema-direita.

Todo mundo, até o pior torturador do mundo tem direito a um julgamento justo.

Ou é mais fácil fazer como fizeram ao Bin laden?

Desculpem-me, mas é fácil defender direitos humanos para o sem-terra covardemente assassinado. Difícil é defender direitos humanos a alguém acusado de tortura.

Responder

    assalariado.

    27 de março de 2012 às 19h07

    Rorschach, obrigado pelo bom combate.
    Esta sua afirmação de que muitas pessoas inocentes que foram e podem ter sido condenadas por "x" motivos. Também já vi isto. Porém o que está em voga é a questão legal burguesa que nos é imposto o tempo todo segundo os criterios e necessidades das elites. Cadê o tal "Estado de DIreito" e seus tribunais burgueses que, na verdade nunca passaram de fabricadores de Habeas Corpos para os bandidos das elites do capital e, fabricadores de chaves de cadeia para bandidos pobres. Ou seja, está na cara que os tribunais estão dominados e são os quintais juridicos dos bandidos ricos, torturadores e dos senhores endinheirados. Afinal, os torturadores estavam e estão, a serviço de quem mesmo? Então que se abram os túmulos, e exponham seus algozes!

    Saudações Socialistas.

    rafa

    02 de abril de 2012 às 18h39

    tem razão.
    acho q a indignação´e o ato é pq parece q não vai haver revisão da lei d anistia.

Prof. Raimundo

27 de março de 2012 às 00h02

"Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia; para que também não te faças semelhante a ele." Provérbios 26:4

ou seja, não responda ao EUNAOSABIA.

Responder

Bley

26 de março de 2012 às 21h45

Muito bem vindo à nossa cena política este movimento contra os torturadores da ditadura! Desde já, entendo-o como um antídoto para os ovos de serpente que as forças udeno-piguistas insistem em chocar contra a nossa soberania nacional.

Responder

_Rorschach_

26 de março de 2012 às 21h22

Somos uma Nação de covardes.

Os milicos saíram do poder há quase 30 anos e nada fizemos.

Morreram os graúdos: Medicis, os Geisels, os Erasmos Dias, dentre tantos outros.

Agora – somente agora – surgem levantes irados contra os velhos carcomidos que ainda restam daquele período. Daqui a pouco vão fazer o "esculacho" na casa do Jarbas Passarinho, que se não morreu deve estar com uns 135 anos.

Sei que vou tomar uns 50 pontos negativos – ou mais – mas não posso me calar diante do que considero um retrocesso: a justiça com as próprias mãos, o linchamento moral…

Que os agentes governamentais que praticaram abusos na ditadura sejam processadas, jugadas e tenham as penas executadas pelo ESTADO.

Não creio que fazer Justiça com as próprias mãos seja motivo para comemorar. É simplesmente a confirmação de que nós falhamos como País.

Se nosso Governo ( no qual 100% daquelas pessoas que estão ali pichando, votaram) – é uma merda e coloca a Comissão da Verdade em fogo brando, esperando os torturadores morrerem de velhice, que a luta seja direcionada contra essa passividade.

Cobremos nossos Parlamentares. Cobremos a Dilma. Cobremos o STF.

Mas Justiça com as próprias mãos não.

O que difere essas pessoas daquelas que pedem o linchamento de "celebridades do crime" como os Nardoni? Ou que aplaudem o Massacre do Carandiru??

É estuprador??? Joga num cela para ser estuprado pelos presos…

Roubou?? Cortem as mãos…

Juro que nunca esperei ver esse tipo de atitude autoritária logo da esquerda brasileira, que, ainda que tenha me decepcionado um bocado nos últimos anosem, ainda é para mim fonte de esperança para um Brasil melhor.

Responder

    assalariado.

    26 de março de 2012 às 21h35

    Rorschach, geralmente gosto de seus comentários. Porém, não sou do tempo em que as rosas venciam os canhões. Achei seu comentário um tanto, falso moralista.

    Com todo respeito.

    Saudações Socialistas.

    _Rorschach_

    27 de março de 2012 às 00h16

    Escrevi uma resposta maior, mas fora deste campo de resposta e peço que leia.

    luis

    26 de março de 2012 às 21h39

    Meu caro, considero que estas fazendo comparações com incomparáveis!
    O governo Dilma está sim comprometido com a punição aos torturadores. Ocorre que você sabe tão bem quanto eu que esta questão não é de competência do executivo só. Depende sim basicamente do Congresso Nacional e do STF. E foi este último que disse não!
    Me parece que você está colocando questões de ordem partidária a frente das análises.
    Digo mais, é papel da sociedade organizada ajudar seus governantes. Pressão em cima do Congresso e do STF é legítimo sim!
    Quanto a terem sobrado meia duzia de milicos. Primeiro que não são meia duzia, muito menos só milicos. Segundo e mais importante é que possamos contar a nossa história de verdade! E para que isso ocorra é fundamental que passemos ela a limpo! E não sinalizemos como hoje ocorre, que a tortura é permitida, pelo menos aos pobres. Não é isso que ocorre nas delegacias do Brasil?
    só a estamos conseguindo fazer agora, porque na polícita é assim mesmo, andamos conforme as condições dadas.
    Parabéns aos nossos jovens!!!

    _Rorschach_

    27 de março de 2012 às 00h15

    Luis

    Eu escrevi : "Cobremos nossos Parlamentares. Cobremos a Dilma. Cobremos o STF. "

    Em nenhum momento desqualifiquei a cobrança sobre Congresso e STF. Aliás a incentivei.

    Só sou contra cercar a casa de um cidadão que não foi condenado por nada.

    rafa

    02 de abril de 2012 às 18h52

    nosso governo é apenas cauteloso.
    precisa dos da ativa, a despeito do corporativismo destes.
    a execração pública é o mínimo.
    os netos precisam saber.
    carcomidos, mas antes muito carcomedores.

marcio_cr

26 de março de 2012 às 19h07

Porque o meu comentário não foi publicado? só pq alertei a hipocrisia do movimento ao ignorar as centenas de pessoas que são torturadas atualmente nos porões de nossas delegacias e prisões?

Responder

    Conceição Lemes

    26 de março de 2012 às 21h08

    Marcio, nenhum comentário seu deixou de ser liberado. abs

    rafa

    02 de abril de 2012 às 18h41

    mas quem falou em ignorar?
    cada coisa a seu tempo.

Jovens fazem atos contra torturadores, pela Comissão da Verdade | vestibulandoemxerem

26 de março de 2012 às 18h54

[…] Jovens fazem atos contra torturadores, pela Comissão da Verdade […]

Responder

Aristoteles

26 de março de 2012 às 18h27

Manifestação foi ótima! Mas o "jovem" que segura a bandeira deve ter quantos anos, hem???

Responder

antonio b filho

26 de março de 2012 às 18h26

Enquanto Governo, Congresso, blogueiros progressistas, milicos de pijama, e tanta fauna, fica discutindo, a História avança.
Chega de trololó, diz a Juventude. E ela age, caramba!
Nós moderados e moderadores, preocupados com o emprego e com a defesa das "instituições", inclusive da blogosfera que já tem até Instituto, logo terá Academia, Devemos nos ajoelhar e pedir perdão por nossa cegueira.
Depois nos levantar e aplaudir em pé esses jovens. São eles que vão fazer o que nós, covardemente ou por falta de inteligência, não fizemos.
Por favor, não peçam moderação aos jovens, não me venham com papo de "cabo-anselmo"!

Responder

    Fabio_Passos

    26 de março de 2012 às 23h08

    Falou e disse!
    Estes jovens mostram que o nosso povo não tem sangue de barata e que demanda Justiça.
    É preciso mesmo dar um basta a impunidade destes monstros.

    _Rorschach_

    27 de março de 2012 às 00h18

    Mas Fabio, você não acha que a demanda por Justiça deve ser exercida noutro campo? Junto as autoridades???

    maria olimpia

    27 de março de 2012 às 18h53

    Aí está a resposta ao que o STF julgou erradamente.
    Quando a Justiça não funciona, toma-se outro rumo. Até agora, a execração pública, é um mal menor para aqueles que viviam "amoitados" numa vida de mentiras, tentando se esquecer do mal que fizeram, mas, chegou a hora da verdade e ninguém é capaz de fugir dela .

André Luiz Mattos

26 de março de 2012 às 18h21

Concordando com os atos, eu acho, meus caros amigos, que está na hora de cada torturador conhecido (que tenha sua participação comprovada) desse país ter uma manifestação pública na frente da sua casa, do trabalho, da empresa, manifestações de esclarecimento, de informação e de alerta.
Os seus vizinhos e a sociedade como um todo tem que saber que o "senhorzinho", boa gente ou ranzinza, mas bem quisto por todos os desavisados, passou anos da sua vida tendo coragem de pendurar um indivíduo no teto de uma sala, ligando fios elétricos no pênis ou na vagina dessas pessoas, apagando bitucas de cigarro nos seios das mulheres, estuprando e assassinando uma quantidade de pessoas que nós nem sabemos ao certo quantas foram.
Além de tudo, as pessoas tem que saber o quanto esses indivíduos continuam sendo covardes. Quando podiam, se revessavam para torturar pessoas amarradas, nuas e sem condições de reação. Depois, quando as suas vontades foram cerceadas, viveram de roubar documentos oficiais dos arquivos policiais, queimando documentos nas forças armadas, como já foi veiculado pela grande imprensa, removeram cadáveres tidos como desaparecidos.
É possível dizer que esses indivíduos não tinham consciência do que faziam? É possível afirmar que estavam apenas cumprindo ordens? Quem não tem consciência do seu ato ou só cumpre ordens não se preocupa em dar fim as provas de sua participação. Se não tivessem consciência do crime não teriam razão para sumir com as provas, e, se estivessem apenas cumprindo ordens, os documentos oficiais não precisariam ser roubados ou queimados, já que seriam as provas de que a vontade não foi sua, mas do outro.
E gostaria de ir além.
Todos sabem quais foram os empresários e as empresas que financiaram a preparação do golpe que deu origem a tudo isso. E depois de derrubada a democracia, quais foram as empresas que ajudaram a aparelhar salas de tortura, que doaram carros, maquinas de escrever, mesas, cadeiras… Que permitiram que os torturadores tivessem acesso aos seus arquivos de funcionários. No entanto, acho que essas empresas tem sair do anonimato, a imagem da "gente feliz" que elas mostram em suas propagandas tem que ser desmentidas ao público para além dessas listas, lidas por 100 ou 200 pessoas que trocam informações e debatem entre si. Foram empresas que colocaram panfletinhos "descompromissados" em botijões de gás: "64 é o ano do Brasil", empresas de aço e tantas outras.
Me lembro, e achei importante, quando a UNE e a UEE espalhou réplicas das placas de viadutos e ruas que continham quantas pessoas o homenageado matou. Mas essas ações não podem ser comemorativas, tem que ser permanente.
Todos sabem que pela grande imprensa essas informações são ignoradas todos os dias, e, infelizmente, mesmo em tempos de comunicação digital, isso só acontece quando se passa de casa em casa, na rua, apenas com o apoio dos meios virtuais.
Creio, no entanto, e acho isso importante, que um dos grupos que tem de gastar parte de suas verbas com pedidos públicos de desculpas, no horário nobre de suas propagandas, são as empresas, que em meios aos debates foram esquecidas, mas foram financiadoras desse passado assombroso do Brasil.

Responder

André Luiz Mattos

26 de março de 2012 às 18h20

Sobre os empresários que financiaram os movimentos de mobilização para o golpe, vejam no livro do René Dreifuss. No Centro de Pesquisa sobre a Ditadura, da UFRJ, há panfletos de algumas empresas sobre a questão.

Responder

Maria Clara

26 de março de 2012 às 16h26

O novo torturador de MG:
https://www.youtube.com/watch?v=Y_R76FD7fVg&f

Responder

jucemir

26 de março de 2012 às 15h54

Alguém aí tem lista dos empresários que financiaram a Operação Bandeirantes?

Responder

    PedroAurélioZabaleta

    26 de março de 2012 às 18h00

    Este é o verdadeiro motivo de não quererem que a Comissão da Verdade funcione. Os milicos foram os testa-de-ferro da ditadura. Quem tramou, armou e apoiou a ditadura foram as grandes empresas, algumas nacionais. O documentário "Cidadão Boilesen" mostra a ação da Ultragáz e da FIESP, e cita o nome de Amador Aguiar (OpusDei?), fundador do Bradesco. Os jornalões Folha de São Paulo e Estadão participaram ativamente no golpe e na Oban. A gLobo… bem, existe livro e documentário a respeito: "Muito além do cidadão Kane". A igreja católica, a instituição, também "tava na dança", como fez na Espanha, em Portugal, e em toda a América Latina.
    Foram os "grandes interésses internacionais", dizia o bravo Brizola.
    Foram totalmente apoiados pelos vendilhões nativos, lambedores de botas.
    Eu também quero conhecer a lista das empresas…

Adir Tavares

26 de março de 2012 às 15h50

Videoclipe com cenas perturbadoras captadas por moradores e profissionais no Pinheirinho http://goo.gl/g171f

Responder

Carlos

26 de março de 2012 às 15h41

Fico muitissimo feliz em saber que poderemos mostrar que jamais quisemos uma ditadura militar (imposta e apoiada declaradamente pelo imperialismo americano), fato comprovado pela eleição de Janio Quadros]João Goulart que eram a oposição ao que queriam os idealizadores da ditadura militar brasileira!
Parabéns pela iniciativa da mobilização!

Responder

trombeta

26 de março de 2012 às 15h38

Atenção torturadores e assassinos, a fatura chegou.

Responder

eduardo di lascio

26 de março de 2012 às 15h22

Lei da anistia é o nome popular da lei n° 6.683, que foi promulgada pelo presidente Figueiredo em de 28 de agosto de 1979, ainda durante a ditadura militar. A lei foi promulgada graças à Campanha da Anistia, que pedia a promulgação da lei, que estabelece:
Art. 1º É concedida anistia a todos quantos, no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexo com estes, crimes eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos servidores da Administração Direta e Indireta, de fundações vinculadas ao poder público, aos Servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário, aos Militares e aos dirigentes e representantes sindicais, punidos com fundamento em Atos Institucionais e Complementares …(vetado).
§ 1º – Consideram-se conexos, para efeito deste artigo, os crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política.

Responder

    Eduardo Di Lascio

    27 de março de 2012 às 09h36

    Não gostam de lei, façam pressão para mudá-la no Congresso Nacional. Ficar batendo bumbo na porta dos torturadores não tem efeito nenhum, além de ficar brincando de democracia. Militância é sempre patética.

    rafa

    02 de abril de 2012 às 18h48

    os netos dos torturadores não vão achar sem "efeito nenhum", nem os vizinhos, os (ex-)clientes, os empregados, a banquinha da esquina…

    Eduardo Ramos

    27 de março de 2012 às 10h43

    A lei de anistia foi negociada entre militares e forçar políticas que se intersssavam em continuar no poder após a falência do regime militar. Quase nada do que propunha o movimento pela anistia foi incorporada à lei. Sua visão é pobre, de viusão histórica curta e presa à meandros da lei criados para burlar a própria lei. Tortura é crime hediondo, por mais que você e o tal do eros Grau discordem.

    Eduardo Di Lascio

    27 de março de 2012 às 12h30

    Eduardo Ramos

    Eu acho que o regime militar foi uma das grandes desgraças que se abateu neste país. É nojento, vil e barato, é desonesto e covarde, é violento e grotesco. Bem, isso é o que eu acho do regime militar. É isso que deveria ser ensinado nas escolas fundamentais sobre o regime militar. Tá claro?
    Também não sou católico e não acho que vai haver nenhum castigo eterno para os torturadores.
    Alguns serão execrados em praça pública, outros vão se safar incólumes, mas infelizmente a vida é assim.
    O que me incomoda e se torna o motivo do meu tom ácido nos posts é que as pessoas esperaram 40 anos para se rebelarem contra um bando de velhinhos (do mal, mas velhinhos) que já não oferece mais perigo concreto a quem quiser matar aula para ficar batendo bunbo e pichando calçada.
    Respeito eu tenho com os rebeldes que deram a cara à tiro, não com essa molecada que se acha combatente da democracia, e que a maior coragem foi subir num carro de som.
    Quando vc me chama de defensor de torturadores e deseja o meu mal, isso sim me assusta. Se você leu os meus posts vai ver que a grande maioria é sarcástica e niilista, mas em nenhum deles eu fui agressivo com os colegas de Viomundo. Mas tudo bem, você deve ter seus motivos para se comportar assim e francamente, eles não me importam.

    Eduardo Ramos

    27 de março de 2012 às 10h45

    Vi agora seus outros posts e peço desculpas a mim mesmo: por que perder tempo com um defensor de assassinos institucionalizados como você? Não sou católico por isso posso lhe desejar sem arrependimento: tomara que você ainda frequente um pau de arara.

    Eduardo Di Lascio

    27 de março de 2012 às 11h54

    Sensacional.

    rafa

    02 de abril de 2012 às 18h46

    o clima à promulgação era assim:
    civis fatigados d surra.
    militares rejeitados querendo passar a bola e com medo d serem processados.
    a assinatura por parte d um dos lados foi como q "sob tortura".
    deve ser revisto.

Maria Amélia Branco

26 de março de 2012 às 15h21

Ufa,estamos parecendo com os nosso irmãos argentinos, antes tarde do que NUNCA. Vamos apoiar esse movimento.

de Brasília/DF.

Responder

eduardo di lascio

26 de março de 2012 às 15h15

Acabei de passar por um ato desses aqui em São Paulo, na Av. Vereador José Diniz. Uma garota esganiçada, totalmente estressada, berrando num carro de som palavras de ordem, como uma descontrolada. Um cena patética e esteriotipada, que não dá a mínima credibilidade à causa. Por mais que a grita seja justa, se a forma não está adequada, a mensagem nunca será assimilada. Nota zero para os pseudo-rebeldes.

Responder

    eujasabia

    26 de março de 2012 às 20h59

    Nota zero para você, pseudo-cidadão.

    Eduardo Di Lascio

    26 de março de 2012 às 23h45

    Eu não faço a menor questão de ser cidadão. Eu acho todos esses termos bonitos como "patriota", "cidadão", "democrata", "ético", de uma arrogância que beira a ingenuidade.

    Eduardo Di Lascio

    27 de março de 2012 às 00h04

    Nem sei porquê eu insisto em respeitar a faixa de pedestres…

    Taiguara

    28 de março de 2012 às 11h31

    Não se reprima agredindo o seu instinto de transgressor. Afinal, você já se define como um inimputável.

    abolicionista

    08 de abril de 2012 às 23h33

    O filho do Eike não respeita…

    eujasabia

    27 de março de 2012 às 19h08

    Ok. Retificando, então:

    Nota zero para você, pseudo-coisa-alguma! (sem qualquer arrogância ou ingenuidade, afinal, você mesmo que não faz questão de ser absolutamente nada).

    Assim sendo, abraços para o pessoal do planeta e povo de "Eduardo Di Lascio", pois, imagino que você não deve fazer parte da sociedade brasileira, não?

    Eduardo Di Lascio

    27 de março de 2012 às 21h05

    Olha, devo confessar que já fui mais entusiasmado com o ser humano.

    Marcio H Silva

    27 de março de 2012 às 01h02

    Eles são jovens, amadores e sem experiência. Mas com energia, coração aberto e muita vontade de mudar este país.
    Os Profissionais estão do outro lado. Tão profissionais que sequestraram, mataram e torturaram e ainda viraram "empresários" com polpudas aposentadorias……

    adhemir martins

    27 de março de 2012 às 11h50

    este movimento terá que ser estendido para os:
    politicos velhacos;
    juizes desonestos

    @Amalyn_NF

    30 de março de 2012 às 14h19

    Esganiçada significa o que? O tom da voz? Estressada? Óbvio, me surpreende que vc possa ser sereno diante de tamanha ultraje que é comemorar a tortura. Palavras de ordem não fazem de nós patéticos, mas agitadores de uma causa justa. O que daria "credibilidade" à causa? Para vc ainda não existem fatos suficientes que dão credibilidade à causa? Uma lei que anistia torturadores e torturados não merece credibilidade. A exigência social pela abertura dos arquivos da ditatadura não merece credibilidade? Basta para vc julgar uma menina que lutava, enquanto vc passava, para vc concluir que são pseudo-rebeldes? E vc? Já se rebelou algum dia, ou é um dos indiferentes, ou pior, um cúmplice e amigo dos crimininosos da ditadura?

Rogério Leonardo

26 de março de 2012 às 14h48

Sou favorável à manifestação e defendo ao menos a imputação moral dos crimes cometidos por estas abjetas criaturas denominadas torturadores (é o que a manifestação representa se ela for feita corretamente).

Porém, não acho razoável, por exemplo, a pichação da calçada do sacripanta, pois elimina o caráter pacífico e lícito do evento, uma vez que configura o crime de dano.

Na verdade dá munição para que o torturador pose de vítima de vândalos.

Os manifestantes devem ter cuidado para que o movimento não perca a legitimidade devido a abusos cometidos pelos manifestantes.

Podem gritar palavras de ordem, podem fazer cartazes e sair em passeata, mas, jamais partir para violência física ou depredação do patrimônio alheio.

Se for para fazer justiça com as próprias mãos, não precisamos de comissão da verdade.

Responder

    LULA VESCOVI

    26 de março de 2012 às 17h21

    O velho papo de responsabilizar os manifestantes e desviar a atenção para o que é secundário.

Antonio Sá

26 de março de 2012 às 14h45

Essa idéia do "escracho" público ao torturador é genial. Assim todo mundo fica sabendo quem são essas figuras que agora vivem escondidas e posam de "bonzinhos" pra vizinhança ignara. E não adianta argumentarem os torturadores que o que fizeram foi apenas cumprir ordens porque ninguém manda em sã consciência um subordinado estuprar uma presa indefesa. Fizeram porque quiseram se aproveitando da vulnerabilidade da vitima. Agora aguentem!

Responder

Felipe

26 de março de 2012 às 13h54

Outra coisa interessante seria esculachar as empresas grupo Anhanguera Educacional, Banco Itaú, Ford, Jac Motors, Banco Safra, Volkswagen, Banco Santander como empresas amigas da tortura, na porta de suas agências, concessionárias e faculdades. Todo meu apoio ao levante popular da juventude!

Responder

    pall kunkanen

    26 de março de 2012 às 19h30

    Concordo com vc Felipe, tem que escrachar estas empresas amigas dos torturadores.

    assalariado.

    26 de março de 2012 às 21h21

    Caros Felipe e Pall Kunkanen, não podemos nos esquecer que, muitos assalariados do campo e da cidade, engajados na luta pelo socialismo no Brasil, também foram torturados e executados pelos braços armados da burguesia capitalista. Que tal os sindicatos de trabalhadores ligados aos colaboradores destas empresas, irem as suas portas esclarecer aos assalariados e os demais transeuntes, um pouco mais das suas cruedades capitalistas, em busca de mais e mais lucros. Quantos aos escrachos nas portas das casas destes milicos torturadores é muito bem vindo. Os milicos, históricamente, nunca passaram de bucha de canhão das elites do capital. Quero ver onde vai parar o rotulo destas "empresas sociais." Com a palavra, os Senhores dirigentes sindicais. Vamos ficar de olho nestes lideres.

    Saudações Socialistas.

FelipeB

26 de março de 2012 às 13h47

É claro que esses caras cometeram um crime hediondo, mas isso é linchação em praça pública.
O que deveria acontecer é julgamento com júri popular, de maneira civilizada.
Não defendo o torturador, pelo contrário; mas vejo que é difícil o oprimido ter a grandeza de não se tornar opressor.

Responder

    Felipe

    26 de março de 2012 às 14h07

    Quando as instituições não funcionam mesmo frente ao clamor popular a única forma da sociedade expressar seu descontentamento é essa. Ninguém tá indo lá para bater ou torturar ele, apenas contar para seus vizinhos as atrocidades que o cidadão cometeu impunemente. Passar vergonha é o mínimo perto do que eles fizeram…

    RicardãoCarioca

    26 de março de 2012 às 16h29

    Pichar é ilegal.

    LULA VESCOVI

    26 de março de 2012 às 17h17

    E a tortura é o que?Ficar preocupado com a pichação ante um assunto como esse é no mínimo falta de sensibilidade.

    mim

    26 de março de 2012 às 17h45

    Transgressão cometida pra evitar outro mal maior = justificativa. Vizinhos precisam saber do perigo que correm.

    Eduardo Di Lascio

    26 de março de 2012 às 23h53

    Eles podem ser torturados por um senhor de 80 anos.

    Izabel

    27 de março de 2012 às 09h48

    Sr. Eduardo, algum ente querido seu foi torturado ou morto pela ditadura? Creio que não. Então deixe que as vitimas façam a sua justiça.

    Eduardo Di Lascio

    27 de março de 2012 às 12h37

    Isabel

    O post acima foi uma resposta ao perigo eu eles representam hoje em dia, por favor, não tire fora do contexto.

    pperez

    26 de março de 2012 às 19h04

    E dar telefones,pau de arara, arrancar as unhas,enfiar cabo de vassoura em qualquer orificio, afogamento na privada é o que????

    Eduardo Di Lascio

    26 de março de 2012 às 23h53

    Ilegal também. Qual a dúvida?

    rafa

    02 de abril de 2012 às 18h43

    ilegalidade fajuta.

    abolicionista

    08 de abril de 2012 às 23h32

    Torturar não é? Pois ainda acontece… O que é pior? Quer pedir ajuda aos universitários?

Felipe

26 de março de 2012 às 13h46

Que bom que finalmente estamos aprendendo com os "escraches" dos argentinos! Foi assim que eles conseguiram constranger os torturadores e mobilizar a sociedade pela sua punição! Não adianta ficar esperando a justiça fazer o que já deveria ter feito, é só com mobilização e pressão que esses canalhas vão ter a punição que merecem.

Responder

angelo

26 de março de 2012 às 12h58

Cerco fechando.

Militares da ativa se posicionando a favor da Verdade.

Acelera, governo, antes que os crápulas fujam.

PS: Papelão do dia fica por conta de Anhanguera Educacional, Banco Itaú, Ford, Jac Motors, Banco Safra, Volkswagen, Banco Santander.

Responder

marcio_cr

26 de março de 2012 às 12h44

Por que não há preocupação com os torturadores modernos? Todos nós sabemos que centenas de pessoas de baixa renda e afro-decedentes são massacrados nos porões de nossas delegacias e prisões. Eles não tem voz, o interesse é apenas na tortura politica.

Responder

FrancoAtirador

26 de março de 2012 às 12h23

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O golpe e a ditadura militar

Por Emir Sader, no Blog do Emir, na Carta Maior

O Brasil não era um país feliz antes do golpe de 1964. Mas era um país que dava sequência a um ciclo longo de crescimento econômico, impulsionado por Getúlio, como reação à crise de 1929. Nos anos prévios ao golpe era um país que começava a acreditar em si mesmo. Quem toma com naturalidade agora a Copa do Mundo de 1958 não sabe o quanto ela foi importante para elevar a auto estima dos brasileiros, que carregavam, desde o fatídico 16 de julho de 1950, o trauma do complexo de inferioridade.

Mas isso veio junto com a bossa nova, o cinema novo, o novo teatro brasileiro, um clima de expansão intelectual por grandes debates nacionais, pela articulação com grandes temas teóricos e culturais que começavam a preparar o clima da década de 1960.

O país nao foi surpreendido pelo golpe. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial militares que tinham ido à Italia tinham se articulado estreitamente com os EUA. Na sua volta, liderados por Golbery do Couto e Silva e por Humberto Castelo Branco, fundaram a Escola Superior de Guerra e passaram, a partir dali, a pregar os fundamentos da Doutrina de Segurança Nacional – concepção norteamericano para a guerra fria -, que cruzou a história brasileira ao longo de toda a década de 1950 até, depois de várias tentativas, desembocar no golpe de 1964 que, não por acaso, teve naqueles oficiais da FFAA seus principais líderes.

Durante a década de 1950 o Clube Militar foi o antro a partir do qual articulavam golpes contra o Getúlio – seu inimigo fundamental, pelo nacionalismo e por suas políticas populares e articulação com o movimento sindical. O suicídio do Getulio brecou um golpe pronto e permitiu as eleições de 1955, em que novamente os golpistas foram derrotados.

Fizeram duas intentonas militares fracassadas contra JK e elegeram Jânio, com a velha e surrada – mas sempre sobrevivente, até hoje – bandeira da corrupção. Se frustraram com a renúncia deste e naquele momento tentaram novo golpe, valendo-se do vazio da presidência e da ausência do Jango, em viagem para a China. A mobilização popular e a atitude do Brizola de levantar em armas o Rio Grande do Sul na defesa da legalidade, impediram e adiaram o golpe.

Mas os planos golpistas não se detiveram e acabaram desembocando em primeiro de abril de 1964 no golpe, que contou com amplo processo de mobilizações da classe média contra o governo, com participação ativa da Igreja católica, da mídia, das entidades empresariais, que desembocou na ação da alta oficialidade das FFAA, que liquidou a democracia que o Brasil vinha construindo e instaurou o regime do terror que passou a vigorar no Brasil.

Foi o momento mais grave de virada regressiva da história brasileira. Interrompeu-se o processo de democratização social, de afirmação econômica e política do pais, para impor a opressão econômica e politica, a subordinação externa, mediante uma ditadura brutal. O país, sob o comando dos militares, da Doutrina de Segurança Nacional, do grande empresariado nacional e internacional, do governo dos EUA, optou por um caminho que aprofundou suas desigualdades sociais, colocando o acento no mercado externo e na esfera de alto consumo do mercado, no arrocho salarial, na desnacionalização da economia e na opressão militar.

Completam-se 48 anos do golpe militar. Continua sendo hora de perguntarmos a todos: Onde você estava no momento mais grave de enfrentamento entre democracia e ditadura? Cada um, cada força politica, cada empresário, cada órgão da imprensa, cada igreja, cada militar. Os temas continuam atuais: denuncismo moralista a serviço do enfraquecimento do Estado, abertura escancarada da economia, resistência às políticas sociais e aos direitos do povo, uso da religião contra a democracia republicana e o caráter laico do Estado, uso da mídia como força politica da direita, etc. etc.

Que seja uma semana de reflexão e de ação politica. Que o governo finalmente nomeie os membros da Comissao da Verdade e que não passemos mais um primeiro de abril sem apurar tudo o que o regime de terror impôs pela força das botas e das baionetas ao país e que a democracia faça triunfar a verdade.

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostra

Responder

    Eduardo Di Lascio

    26 de março de 2012 às 17h39

    O golpe militar foi uma das maiores tragédias que aconteceu com o Brasil, a saber:

    1. A escravização dos negros sequestrados na África.
    2. O abandono de milhões de pessoas levadas à Amazônia para colher látex na segunda guerra mundial.
    3. O Estado Novo
    4. O Golpe Militar

    rafa

    02 de abril de 2012 às 18h58

    nintindi a sua ótica.
    samba do crioulo trans-histórico.

Azuir Filho

26 de março de 2012 às 12h21

É Questão de Humanidade e ninguém pode se omitir ou se Ausentar.
Não pode botar uma pedra em cima e ficar indiferente.
Deus está lá do alto olhando o nosso Comportamento, a nossa atitude e a nossa humanidade.
Com toda certeza todos seremos cobrado por isso e éla nossa Humanidade.

Abração Amigo para todos.

Responder

Miryam

26 de março de 2012 às 11h56

Viva a nova geração. Ainda são poucos mas é alentador que estão em mobilização.

Responder

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