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Marcos Coimbra: Misturar para confundir


18/11/2012 - 10h22

por Marcos Coimbra, no Correio Braziliense

Com sua costumeira despreocupação com os fatos, os analistas mais engajados no combate ao “lulopetismo” têm se dedicado, nos últimos dias, a traçar paralelos entre o Brasil e outros países no tocante à corrupção e às estratégias para combatê-la.

Semana passada, a moda foi falar da China, onde é notório que o problema assume imensa proporção.

Discutir o “mensalão” como se fosse a manifestação brasileira do fenômeno que preocupa o resto do mundo é, no entanto, um equívoco. Salvo um ou outro caso, quando falam em corrupção, pensam em outras coisas.

Vê-se isso com clareza exatamente na China, agora que acontece a troca de guarda na liderança do Partido Comunista Chinês (que implica a sucessão na chefia do governo).

Lá, a corrupção é um dos principais desafios que confrontam o país e seu desenvolvimento.

Aqui, mesmo que seja grave e justifique atenção permanente da sociedade e do Estado, é totalmente diferente.

O que preocupa os chineses é a íntima relação que se estabeleceu entre partido, governo e economia. A interpenetração de interesses entre quadros partidários, autoridades governamentais e empresários tornou-se crescentemente disfuncional, gerando tensões e ameaçando o dinamismo da economia.

Formou-se, na China, uma elite que os críticos chamam “capitalistas vermelhos”, integrada por familiares de dirigentes partidários, que presidem as gigantescas empresas do governo e dirigem empresas privadas altamente lucrativas, criadas, aproveitando conexões privilegiadas.

A existência dessa “aristocracia vermelha” desmoraliza o partido, gera descontentamento (91% dos entrevistados em uma pesquisa do Diário do Povo acreditam que os “novos ricos” no país se beneficiaram de ligações com a liderança) e desencoraja o investimento, interno e internacional.

Embora alvo do lacerdismo crônico de nossa direita e apesar de ter sido pretexto para vários tipos de golpismo no Brasil, o problema da corrupção nunca chegou a ter esse tamanho entre nós, nem mesmo enquanto vivíamos o autoritarismo militar.

Não que seja secundário. Qualquer forma de desvio de recursos públicos em benefício privado é moralmente injustificável.

Mas dizer que a corrupção na China, o “mensalão”, a máfia italiana, a boss politics americana e os regalos recebidos pelo rei da Espanha, são “tudo a mesma coisa”, não faz sentido.

São problemas diferentes, que exigem soluções específicas.

A única coisa inequívoca no “mensalão” foi a arrecadação e a distribuição irregular de recursos destinados a uso eleitoral, de políticos do PT ou de partidos coligados. Fora isso, tudo é especulação, contas malfeitas, algum desconhecimento de causa e muita fantasia.

E o enorme fingimento de “esquecer” que é assim que nosso sistema político sempre funcionou – e continua a funcionar.

A fúria punitiva do julgamento do “mensalão” não soluciona a questão do financiamento da política no Brasil. Não é às custas de sentenças absurdamente longas que será resolvida – assim como a corrupção na China não acabou pelo fato de lá existir pena de morte.

Ou tratamos o problema real que o “mensalão” suscita ou vamos permanecer com ele. Mesmo que alguns juízes e parte da oposição estejam sorridentes com o castigo que infligiram a adversários.

Mais que um equívoco, misturar coisas diferentes serve apenas para naturalizar e atenuar o caráter político do julgamento. E ajuda a difundir a falsa ideia de que o episódio muda alguma coisa relevante no Brasil.

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31 comentários

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Lincoln Secco: O enésimo escândalo e a passividade bovina do PT « Viomundo – O que você não vê na mídia

14 de dezembro de 2012 às 19h34

[…] Marcos Coimbra: Misturar para confundir […]

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O exemplo de Cristiano Ronaldo (e o dos craques brasileiros) « Viomundo – O que você não vê na mídia

26 de novembro de 2012 às 20h56

[…] Marcos Coimbra: Misturar para confundir […]

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ANDRE

21 de novembro de 2012 às 00h36

O Partido dos Trabalhadores é uma Instituição aprovada pela grande maioria do POVO brasileiro, enquanto que a Instituição julgadora do PT não tem a aprovação da Nação Brasileira. O verdadeiro julgamento do PT se dará no proximo crivo eleitoral em 2014. E o POVO brasilero com certeza haverá de julgar com a sabedoria emanada pelo poder do Espirito Santo.

Responder

MariaC

19 de novembro de 2012 às 12h17

Pergunto ao Supremo e ao PIG, que pesquisem e me respondam.

1) É necessário um coquetel de posse no Supremo que custe aos pobres 120.000 reais, ainda que não seja muito?
2) Informo que esse valor é suficiente para fazer 3 casinhas boas só parede, 1 banheiro e telhas, para 3 favelados.
3) Pergunto: Na Inglaterra fazem coquetel para posses dos tribunais? Em algum outro país se faz?

Responder

João Ribeiro

19 de novembro de 2012 às 10h22

Os cidadãos precisam se mobilizar em torno de duas bandeiras: (1)fazer retornar ao Congresso o status de legislador, contra a pretensão de judicialização da política que ocorre e que o julgamento do mensalão é um bom indicador; (2) abrir a caixa-preta do judiciário e do MP.

E reforma da mídia já. Chega de monopólios!

Responder

abolicionista

19 de novembro de 2012 às 09h25

Como funciona a regulamentação da mídia na França:

A Lei de Imprensa mais antiga em vigor é a da França, de 29 de julho de 1881, que influenciou países como Itália, Espanha e Portugal.

Ela garante a liberdade de expressão, com a livre circulação de jornais sem regulação governamental. O mesmo vale para a internet. Mas a mesma lei coloca limites como a possibilidade de ações judiciais em casos de infâmia ou difamação (ou seja, a publicação de informações prejudiciais à reputação de alguém sem base em fatos reais).

Também é proibido o incitamento a cometer crimes, discriminação, ódio ou violência. Em casos de discriminação, a multa pode chegar até a 45 mil euros ou detenção. E pela lei nenhum grupo de mídia pode controlar mais de 30% da mídia impressa diária.

A rédea na França é ainda mais curta no caso dos meios audiovisuais. O país tem uma agência reguladora independente, o Conselho Superior do Audiovisual, que aponta diretores para os canais públicos e outorga licenças para o setor privado (de 5 anos para rádio e 10 para canais de tevê). Também monitora o cumprimento de obrigações pela mídia como a função educativa e a proteção aos direitos autorais, podendo aplicar multa. Dos nove conselheiros, três são indicados pelo presidente, três pelo Senado e três pela Câmara dos Deputados.

O CSA tem a missão de garantir que a mídia audiovisual reflita a diversidade da cultura francesa. Ele garante, por exemplo, que as outorgas de TV e rádio sigam o pluralismo político – há rádios anarquistas, socialistas e até de extrema-direita – e que representem os grupos minoritários. Outra frente é a preservação da língua francesa. Há uma cota de músicas francesas que têm que ser transmitidas pelas rádios e, pela lei, 60% da programação de TV tem de ser europeia, sendo 40% de origem francesa.

Gustavo Gindre, que atualmente trabalha na Ancine (Agência Nacional de Cinema), acha a regra positiva. “Com a reserva de conteúdo os canais têm que se abastecer de produtores pequenos, médios e grandes. Isso estimula a produção independente, mas também incentiva a produção de grandes grupos de comunicação, como o Canal Plus, que produz conteúdo francês para vender no exterior, garantindo uma expressão da cultura francesa no cenário global”.

Fonte: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/6654/debate+sobre+liberdade+de+imprensa+e+regulacao+da+midia+avanca+no+mundo.shtml

Responder

luiz pinheiro

18 de novembro de 2012 às 21h39

Supor que o STF deu um tranco na corrupção é como achar que a condenação do Assange tenha sido um golpe contra o assédio sexual. Mais ou menos isso.

Responder

Vlad

18 de novembro de 2012 às 14h42

Então na China há mais corrupção que no Brasil!?
Certo…e depois os outros é que querem confundir.
O dinheiro do mensalão não foi compra de votos e nem foi para o bolso dos parlamentares?!…certo, certo.

Responder

    Abel

    18 de novembro de 2012 às 23h38

    Meu caro vampiro Vlad, a diferença é que na China eles matam o corrupto com uma bala na cabeça e depois mandam a conta para a família. Imagine se ia sobrar alguém do PSDB aqui no Brasil, se a moda pegasse ;)

    RicardãoCarioca

    19 de novembro de 2012 às 08h46

    Eleitor demotucano demonstra toda a sua lavagem cerebral PiGlobal ao tentar argumentar que mensalão só existe o petista. Como se os mensalões do PSDB e do DEM não existissem.

    Esses três partidos empatam na corrupção.

    Os casos de roubo demotucanos são muito mais intensos, com cifras muito maiores, a diferença é a conivência da imprensa corporativa golpista que esconde o noticiário.

    Além do que, demotucanos não possuem nenhuma sensibilidade social.

    MariaC

    19 de novembro de 2012 às 12h14

    Caro Vlad,

    Se você tem as provas, corre lá, que é tudo que esquerda honesta e direita querem. Suponho que esteja especulando.

    Jacó do B

    20 de novembro de 2012 às 00h19

    Procure se informar (no Pig vc não vai conseguir!) sobre o padrão de vida classe média do Genoino, Deputado por mais de 20 anos, e compare com o padrão do Roberto Jeferson, José Serra, da “Privataria Tucana”, FHC, que dispensa comentários, Roberto Freire, pernambucano com cabide de emprego na Sabesp-SP e demais Demotucanalhas. O Roberto Jeferson, inclusive, é réu confesso! Ele surrupiou R$ 4.000.000,00 (quatro milhões!!!)do dinheiro de caixa 2 do valériodantas.

ZePovinho

18 de novembro de 2012 às 14h00

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-contra-golpe-de-11-de-novembro

dom, 18/11/2012 – 12:10
Durvaldisko

STF DEU GOLPE E ASSUMIU O PODER

Será que José Dirceu é culpado por ter contribuído à diminuição da desigualdade social no Brasil, à ascenção dos negros às escolas e universidades, à projeção do Brasil como sexta potência mundial? Ou de ter articulado a eleição à presidência de um operário quebrando a hegemonia das elites brasileiras?16-11-12 – 16:48 Correio do Brasil – Ano XII – Nº 4704 (http://correiodobrasil.com.br)

Rui Martins (Correspondente em Genebra-Suíça)

Não há dúvida, houve um golpe contra o governo petista e o STF assumiu o poder. O momento é de ditadura do Judiciário sobre o Executivo e Legislativo.

A mais recente tentativa de golpe pelo STF foi no julgamento do italiano Cesare Battisti, ameaçado de extradição a pedido do governo Berlusconi. Num artigo publicado na época, alertei quanto à tentativa de golpe pelo STF , O objetivo do Supremo, presidido então por Gilmar Mendes, era o retirar do presidente Lula o direito, que lhe era garantido pela Constituição, de decidir se Battisti seria ou não enviado ao governo italiano.
Antes disso houve, e o ex-ministro da Justiça Tarso Genro, denunciou diversas vezes, a inconstitucionalidade da decisão tomada pelo STF, ultrapassando seus poderes, de ignorar a decisão do ministro da Justiça negando expatriar Cesare Battisti. Gilmar Mendes e Peluso tudo fizeram para expatriar Battisti, julgando-se mais competentes na matéria que o Ministério da Justiça e, atingido esse objetivo, queriam se sobrepor ao direito do presidente Lula dar a última palavra. Essa tentativa de somar mais poder e desmoralizar o presidente se frustrou e Lula deu acolha ao italiano, que tinha passado mais de dois anos ilegalmente preso.
Porém ficou evidente – o STF era incompetente na questão Battisti, seu longo julgamento deve ser considerado nulo e desnecessário, pois a questão já havia sido resolvida pelo ministro da Justiça. Em todo caso, desrespeitando o princípio constitucional da equiparação dos Poderes, o STF decidiu por maioria de um voto pela extradição de Battisti sem dispor de provas, optando pela versão unilateral do governo italiano.

Não me lembro qual foi a posição do ministro Joaquim Barbosa quanto a Battisti, mas me parece não ter votado por estar em licença por doença.O jurista Carlos Lungarzo, que publica nos próximos dias um livro sobre o caso Battisti, demonstrou com base em documentos europeus a inconsistência dos argumentos italianos contra Battisti e a leviandade de ministros do STF em condenar sem provas o italiano à extradição. Mas nessa primeira tentativa do STF se sobrepor ao Executivo, um precedente foi criado – a última instância judiciária do país, em desrespeito ao princípio básico de Direito, de que não pode haver pena sem prova de crime ou delito, criou a perigosa jurisprudência de que se pode condenar sem provas concludentes.
Tal procedimento lembra os do Tribunal Especial na França ocupada e que consistia em dar a aparência de julgamentos legais a condenações pré-decididas pelo governo de Vichy contra personalidades francesas contrárias à Ocupação nazista. Uma constante é a de que toda vez que o Judiciário se prestou a maquiar perseguições políticas como julgamentos legais foi em obediência a ditaduras de direita ou de esquerda.Ora, no Brasil, ocorre uma diferença fundamental – a última instância do Judiciário assumiu autonomia própria e age inclusive contra o governo, com o intuito de desmoralizá-lo e de assumir suas prerrogativas e seu poder, para confiná-lo apenas na governança.

O exemplo mais recente de golpe legal, é o do ocorrido no Paraguai, onde o Parlamento, interpretando à sua maneira um texto da Constituição, decretou o impeachment do presidente eleito pelo povo, derrubou-o e passou o poder ao vice-presidente. Ou seja, o Legislativo, contanto com a complacência do Judiciário, deu o golpe no Executivo.
Agora no Brasil, a condenação do principal articulador do governo petista, José Dirceu, visa diretamente o governo e o PT, e é um recado claro do STF de que assume o poder, mesmo se seus ministros-juizes não foram eleitos pelo povo. A partir de agora, todas as questões importantes do governo poderão ser decididas pelo STF e não pela presidenta Dilma e isso pode implicar até na privatização de estatais, como a cobiçada Petrobras, como no impeachment de governadores, prefeitos e até numa inelegibilidade do ex-presidente Lula.E eu citava, como costumo citar, o exemplo suíço, país considerado dos mais honestos, onde existe uma versão legal de um tipo de mensalão. Todo deputado ou senador eleito recebe imediatamente o convite das grandes empresas suíças, desde bancos a laboratórios farmaceuticos, para ser vice-presidente do conselho de administração. O objetivo é o de evitar leis que prejudiquem tais bancos ou empresas e o de criar leis que os beneficiem. Trata-se de um compra indireta dos votos dos parlamentares, que poderia também ser considerada como lobby, mas que implica no pagamento de um salário mensal ao parlamentar.

O então presidente do equivalente à nossa Câmara Federal, Peter Hess, era em 2005, vice-presidente de 42 conselhos de administração de empresas suíças, o que lhe garantia mais de 400 mil dólares mensais. E isso sem qualquer escândalo.

A diferença é que, na Suíça, não é um partido que compra o voto de parlamentares mais ou menos honestos, porém as empresas privadas. O fato de na Suíça haver uma versão local de mensalão não justifica essa prática, mas pode lhe dar a verdadeira dimensão.
Talvez o Brasil ainda não tenha se curado dos repetitivos golpes e tentativas de golpe, constantes na história da República. Getúlio se matou porque havia movimento de tropas para derrubá-lo; Café Filho e Carlos Luz queriam invalidar a eleição de Juscelino e Jango; depois da renúncia de Jânio, Jango só assumiu com a criação do parlamentarismo, um golpe indireto para anular seu poder presidencial; mesmo assim, foi derrubado pelos militares para não concretizar as reformas de base; depois da ditadura militar corremos agora o risco de uma ditadura light ou soft ditada pelo STF?

Em todos esses episódios, os golpes e tentativas visavam governos populistas ou reformistas interessados em dar mais direitos aos trabalhadores ou excluídos e restringir os privilégios da elite dominante.

Extraido do blog ,Bolilerdo.

Responder

    Mário SF Alves

    18 de novembro de 2012 às 18h49

    “Não há dúvida, houve um golpe contra o governo petista e o STF assumiu o poder. O momento é de ditadura do Judiciário sobre o Executivo e Legislativo.”
    ______________________________
    É essa a adjetivação que faltava, ZePovinho: DITADURA DO JUDICIÁRIO. O único poder que se estabelece sem um único voto popular. O único que independe da soberania popular. Paradoxos, meu caro, o paradoxo do golpe antidemocrático.
    ___________________________________

    Enfim, coremo-nos de vergonha, pois o Paraguai é bem por aqui.

augusto2

18 de novembro de 2012 às 13h20

E a nossa querida Cantanhede?
Ela cantanha hoje um artiguinho na sua mesquitofolha dizendo que é melhor um mandato de prazo fixo no STF do que ser aposentado lá aos 70.
É uma tese.
Sinal de que a mecanica que sempre funcionou pró agora ameaça funcionar contra o sistema de la crème e contra o PIG.
Mas eu concordo com a articulista da barao de Limeira. Sim prazo fixo de oito anos por ex.. So que na condiçao de seja sejam eleitos pelo povo, diretamente. E exclusivamente com dotaçao publica, proibido quaquer financiamento privado de eventual campanha.

Responder

Messias Franca de Macedo

18 de novembro de 2012 às 12h26

LÁ VEM O MATUTO PIADISTA!

… [No script do PIGolpista/terrorista] Não ‘é plausível nem tampouco crível’ misturar ‘o domínio do fato’ do mensalão do PT com o do seu nascedouro, o mensalão tucanoDEMoníaco mineiro!… Porque… Bom, porque, aí, confunde ora o eleitor ora o telespectador “não-supremo” ora o assinante…

Que “jornalismo” é este, sô?!…

LEI DOS MEIOS JÁ [passou da hora]!…

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Rafael

18 de novembro de 2012 às 11h40

Acredito que os únicos que são influenciados por colunistas da globo, abril, folha, estadão são os próprios tucanos, falam para eles mesmos. Merval e outros só convencem seus semelhantes, aqueles que odeiam qualquer partido que seja ou tenha alguma relação com a esquerda. Grande maioria não se informa, não forma opinião pelo que esses colunistas(calunistas) escrevem. É muita asneira.

Responder

Messias Franca de Macedo

18 de novembro de 2012 às 11h29

A visão autoritária de Merval Pereira
Por Altamiro Borges
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
http://altamiroborges.blogspot.com.br/

Merval Pereira não gostou das críticas do PT à “partidarização” do julgamento da Ação Penal 470 no Supremo Tribunal Federal (STF)…

LÁ VEM O PITACO DO MATUTO ‘BANANIENSE’, FUNCIONÁRIO DO ATERRO SANITÁRIO MAIS PRÓXIMO(!)

… *’MERDAL’ Pereira se confunde com a ‘PRIVADAria Tucana’! Diria o José (S)erra: “‘Merdal’ é um lixo! Portanto, eu não comento sobre… Lixo!… ‘MERDAL’ Pereira é de onde?!”
Repórter interpelado: ‘MERDAL’ Pereira é “da Globo”!
Surpreso, (S)erra refuta: “Seu(ua) **$#$%¨*()_)(¨%$#&&$$¨%$%¨%$

*No exercício prodigioso da “suprema” função de ‘jornalista pós-douto em Direito Penal’ (sic), ‘MERDAL’ Pereira – e aquela [indefectível] cara de criança chupando pirulito – se auto-declarou mais Claus Roxin do que o próprio Claus Roxin!…
Viva o ‘Brazil’ do ‘MERDAL’(!)
**trecho impublicável(!)

Que cara-de-pau de madeira contrabandeada da Amazônia é esta, sô?!…

Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Julio Silveira

18 de novembro de 2012 às 11h22

Não é de se estranhar esse algo estranho incrustado no pensamento nacional, que é a falta de consciência interna, onde se ignora analises como base em nossos proprios conceitos, para valorar o pensamento e conceitos alheios passando a fazer analises a partir dai. O que minha intuição me diz é muita gente não entende, e acho que até petistas, é que esse partido surgiu fruto da esperança de muitos brasileiros de fazer a transformação politica sedimentando uma base cultural diferente da de até então. Foi fruto, para muitos, justamente de uma resposta e cresceu como uma contraponto a essa estrutura já bastante sedimentada não só pela direita, mas também pelos grupos “esquerdistas” trabalhistas, de filosofia patrimonialista, onde um acordo de cavalheiros prevalece já de longa data, e que fornecia e fornece a visão de que a politica prescinde de um nome, um idolo, e não de normas éticas e ideologia associadas. Ao sucumbir a tentação de não consolidar o discurso retirando-o do papel, ao abdicar da necessária luta pela mudança grandiosa para o país, por interesses menores de poder mais imediato o partido forneceu intrumentos para sua desmistificação. E quando digo isso o faço com tristeza, por que por mais que seus mais ardorosos defensores possam tentar, ele caiu na tentação de seguir pelo lado mais facil, perdendo muito de sua caracteristicas e portanto sua identidade original. O PT hoje tornou-se o partido do presidente Lula, com todas suas vantagens temporarias e frágilidades futuras, seus adversários sabem disso. O Receio anti petista não mais se justifica, nisso o conservadorismo tem consciência, o que a oposição faz e tentar abreviar o fim do mitologia que a imagem do Lula ainda associa, como já o fizeram com outros, nada mais que isso, assim como o PDT foi do Brizola, o PTB do Vargas. No futuro o PT pode ter o mesmo destino destes, siglas coadjuvantes, no cenário politico nacional. Tudo por que trocou ideias e ideiais por alguns preferidos. O atual PT também não resoverá os problemas nacionais é sim um pouco melhor um pouco mais de social está entre suas prioridades assim como já foi dos governos militares, mas hoje esse partido é mais do mesmo com roupa e maquiagem nova.

Responder

    Mário SF Alves

    18 de novembro de 2012 às 18h57

    Até a estrela desbotou, não é mesmo, Júlio?

    Julio Silveira

    19 de novembro de 2012 às 09h49

    Desde o momento em que deixaram de usá-la exclusivamente vermelha, alí estava a mensagem. Agora entendo.

Helenice

18 de novembro de 2012 às 11h14

Essa mistura lembra o discurso das socialites paulistanas
http://www.youtube.com/watch?v=H2Qu3kwNVcM

Responder

    francisco pereira neto

    18 de novembro de 2012 às 14h02

    Ohhhh!!! Helenice
    Voce poderia nos poupar desse conluio de meia dúzia de velhotas asquerosas.
    Será que nenhuma delas, com todo esse roupante de pretensa moralidade, nunca deram uma enganadinha, por exemplo nos seus impostos de Rendas?
    Quero ser um mico de circo, se isso não for verdade. Principalmente da falastrona que não sabe nem o que é STF, confundindo com STJ.
    Aparece no vídeo que ela é pscanalista e portanto com muita chance de ser profissional liberal.
    Convenhamos. Qual profissional liberal não vende recibos para abater no imposto de renda?
    E vem falar em moralidade!!!

    Helenice

    18 de novembro de 2012 às 16h46

    Desculpe, Francisco. Quis apenas lembrar que a mistura que a mídia faz e que é denunciada pelo Marcos Coimbra é a mesma que essa “intelectualidade” leitora de “Veja” tem na cabeça.
    O chato é que estamos vivendo sob o signo dessa “sabedoria” pós-moderna. Ou seria pré?

Willian

18 de novembro de 2012 às 11h07

A defesa dos petistas agora é dizer que o partido é igual aos outros. Quanta diferença de tempos atrás, quando se diziam vestais.

Responder

    Ricardo JC

    18 de novembro de 2012 às 12h19

    Só você que pensa assim. Continuo afirmando, o PT é muito diferente dos outros, porém está sujeito às agruras de quem exerce o poder. A diferença é que, pelo menos, durante o governo do PT, não há aparelhamento do judiciário e do MP (vide Geraldo Brindeiro) e a PF pode investigar à vontade, o que não ocorria nos tempos tucanos. Além do mais, em termos de políticas públicas, o PT é infinitamente superior à qualquer governo que já tenha passado, recentemente, em Brasília. Como você vê, as diferenças são grandes…não é à toa que o partido permanece no poder central e vai ampliando sua atuação em todas as esferas. O povo reconhece os bons governante, mesmo com o bombardeio diário da mídia vendida e de gente como você.

    francisco pereira neto

    18 de novembro de 2012 às 14h18

    Voce queria que o PT ficasse naquela utópica idéia de purismo na política, como se todos os seres humanos fossem iguais. E em se tratando de partido político isso jamais vai acontecer, em que pese a existência minoritária dentro dos partidos de personalidades com ideais republicanos.
    Mas voce quebrou a cara, porque o PT dançou a música que voces sempre dançaram sozinhos com a devida proteção das forças poderosas da mídia corrupta e empresários não menos corruptos. Por isso voces amargam dez anos fora do poder, e podem ficar pelo menos mais oito fora.
    O deputado Genoíno que foi condenado, é um exemplo do que acabei de dizer. Se voce é tão aplicado na defesa da moralidade da política, faça uma pesquisa e constate o patrimônio dele em comparação com o resto dos políticos.
    Já disse e repito. Não é conversa para boi dormir não. Conheço, quero reforçar, CONHEÇO político que era pé de chinelo, e hoje é milionário.
    Voce também conhece, mas dá uma de joão sem braço.

    Mariza

    18 de novembro de 2012 às 18h10

    O PT continua e sempre será diferente, é por isso que estamos atentos as armações desses outros partidos, que já não podem ganhar no voto, querem ganhar na marra. Mas não ganha não, os brasileiros agora sabem distinguir o mel do fel.

    Mário SF Alves

    18 de novembro de 2012 às 19h03

    Aí, Willian, aproveita o embalo, dê um clique na inteligência, e bota um partido melhor na roda. Quem sabe, a gente não vira a folha (ou a página)?

    ____________________________________
    Só não perca seu tempo em indicar nada ideologizado pelo seu ídolo, Olavo, o que lava mais branco.

Marcos Coimbra: Misturar para confundir | Mesa do Futepoca | Scoop.it

18 de novembro de 2012 às 10h42

[…] Falar que a corrupção na China, o “mensalão”, a máfia italiana, a boss politics americana e os regalos recebidos pelo rei da Espanha, são “tudo a mesma coisa”, não faz sentido.  […]

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