VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Caio Toledo: Folha reabilita o ideólogo da ditabranda


19/11/2011 - 10h42

por Caio Navarro de Toledo

Os editores da Folha de S. Paulo sempre se regozijam com os resultados de pesquisas que asseguram que, do ponto de vista de sua formação escolar, os leitores do jornal seriam “altamente qualificados” (74% teriam cursado o ensino superior e 24% o ensino médio).

É possível afirmar  também que, desde o final da ditadura militar, o jornal passou a abrir suas páginas para uma colaboração regular de acadêmicos e intelectuais críticos (a “campanha das diretas já” talvez tenha se constituído em momento privilegiado do congraçamento com esses setores). Creio que os vínculos com a academia se acentuaram quando os editores e colunistas do jornal (com cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado) passam a ser recrutados nas várias unidades de ensino e pesquisa das universidades públicas paulistas, em particular da USP.

Por meio de seus editores, alguns intelectuais e acadêmicos – vários deles de esquerda e alguns, inclusive, de convicções marxistas – são convidados a escrever colunas semanais enquanto outros têm artigos, entrevistas e depoimentos publicados nas diferentes seções do jornal  (economia, política nacional e internacional, cultura, educação etc.); igualmente, escrevem cartas, têm seus livros resenhados, pedem que abaixo-assinados com fins acadêmicos e políticos sejam divulgados etc.(*)

Na inexistência de jornais ou revistas definidamente de esquerda e ampla circulação nacional – que poderiam servir de canal alternativo à grande mídia –, uma parte dos acadêmicos críticos e intelectuais socialistas acredita que é imprescindível travar o combate ideológico dentro dos meios de comunicação da burguesia. Embora possam ser críticos da linha editorial da Folha, muitos intelectuais e acadêmicos de esquerda não deixam de assinar o jornal e alguns destes colaboradores sentem-se prestigiados quando vêem seus textos ali reproduzidos. Assim, publicar na Folha ou ter seu livro ali discutido passa a ser uma prova de reconhecimento intelectual mais apreciada do que, inclusive, ver um texto ou uma resenha de livro divulgada em algumas revistas acadêmicas dirigidas por seus próprios pares.

Mas nem todos pensam assim. Sob uma outra perspectiva, existem aqueles, dentro das esquerdas, que são críticos da colaboração com a grande imprensa, particularmente com a Folha de S. Paulo posto que isso implicaria legitimar os aparelhos de hegemonia das classes dominantes. Em seu blog, a jornalista Elaine Tavares foi categórica:

“No que diz respeito aos jornalões nacionais como Globo, Folha de S. Paulo e Estadão, nunca houve dúvidas sobre o que eles defendem. Por isso sempre me causou espécie ver a intelectualidade brasileira de esquerda render-se ao feitiço da Folha, que insistiam em dizer que era o `mais democrático´ ou que `pelo menos abria um espaço para a diferença´” .

Embora o duradouro namoro entre a Folha e os acadêmicos de esquerda tenha sofrido um relativo abalo com o episódio do malfadado editorial “Limites a Chavez” (25/2/2009) – que denominou de “ditabranda” o período do regime militar pós-1964 –, alguns acadêmicos e intelectuais socialistas, talvez hoje em menor quantidade, continuam colaborando regularmente com o jornal. Importante lembrar também que o “episódio da ditabranda” provocou intensos protestos pela internet e uma expressiva manifestação de leitores, militantes sociais e blogueiros diante da sede da Folha; versões informam que centenas de assinaturas do jornal foram canceladas a fim de expressar o repúdio pela falsificação histórica e ofensa à memória de brasileiros e brasileiras mortos pela ditadura militar. (Um relato circunstanciado e analítico do episódio pode ser consultado AQUI)

Acredito que o recente caso da militarização do campus da USP poderá contribuir para lançar novas luzes sobre a ambivalente relação entre os intelectuais/acadêmicos e a Folha. Além da publicação de vários artigos de colunistas do jornal apoiando a presença da PM no campus da USP, deve-se destacar um fato: numa edição dominical, a Folha tomou a iniciativa de publicar um artigo de autoria de um jornalista que o conjunto da grande imprensa brasileira, nos últimos anos, havia decidido “colocar de quarentena”. Sabe-se que as editorias de O Globo, JB, O Estado de S. Paulo, Zero Hora, Veja, Época etc., hoje, dispensam os “bons serviços” do sr. Olavo de Carvalho. [Atualmente o ultradireitismo desse publicista é difundido em suas páginas na internet e reproduzido em blogs e sites inequivocadamente anti-esquerda (“Terrorismo nunca mais”, “Mídia sem Máscara” e outros), em artigos e livros de militares etc.]

Embora de orientação conservadora ou liberal, os maiores veículos de comunicação do país, entre outras razões, afastaram o “filósofo” pelos problemas criados por seu estilo de intervenção; além de substituir a argumentação racional pela desqualificação pessoal dos autores dos quais diverge, sempre adota em seus textos uma linguagem desabrida e utiliza a verrina como arma contra os adversários políticos e ideológicos.

Não cabe aqui examinar o caráter e o significado do panfletarismo arqui-conservador desse senhor. Temos nítida consciência da pertinente questão crítica que a nós seria feita caso cometêssemos este desatino: examinar os trabalhos do “filósofo de província” não seria pura vacuidade intelectual ou “render-se ao seu jogo”? Isto posto, cabe sublinhar que apenas nos interessa aqui indagar as razões da Folha reabilitar um autor que outras publicações da grande imprensa brasileira, de forma sensata, hoje ignoram.

Por que, agora, a Folha de S. Paulo – que exalta a sofisticação e o refinamento intelectual de seus colaboradores – reabilitou um jornalista cujos escritos não seriam aceitos por qualquer direção de jornal orientado por um criterioso manual de redação? No artigo que o jornal acaba de publicar (seção “Tendências e debates” , 13/11/2011), por exemplo, afirma-se a USP está controlada pelas esquerdas: ontem, “stalinistas, trotskistas, maoístas etc.”; hoje, “pela estratégia gramsciana, que integra como instrumentos de guerra cultural o ´sex lib´, a apologia das drogas e a legitimação da criminalidade como expressão do “grito dos oprimidos”. Tendo em vista que, hoje, “não existe direita no jornalismo brasileiro” (1964. 31 de março, p. 122), a conclusão desta catilinária não pode ser outra: o ideário presente na USP é, “a ideologia, em suma, da própria Folha de S. Paulo. Em suma, ficamos sabendo que a Folha de S. Paulo é um periódico de esquerda tal como o conjunto da elitista Universidade de São Paulo!

Deixando de comentar esta autêntica peça de ficção, é de se indagar se as razões da iniciativa da Folha não se explicariam em virtude das afinidades hoje existentes entre a direção do jornal e o “filósofo paulista” quando ambos examinam o regime de 1964. Como se desconhece uma autocrítica séria e consistente feita pela Folha sobre o emprego da noção “ditabranda” no editorial citado, deve-se reconhecer que continuariam existindo concordâncias entre a direção do jornal e o publicista sobre o assunto. Vejamos o que o jornalista, em várias ocasiões, escreveu:

“muita gente na própria esquerda já admitiu (…) a contribuição positiva do regime militar à consolidação de uma economia voltada predominantemente para o mercado interno – uma condição básica da soberania nacional. Tendo em vista o preço modesto que esta nação pagou, em vidas humanas, para a eliminação daquele mal (a ameaça totalitária representada pelo comunismo no pré-1964, CNT) e a conquista deste bem, não estaria na hora de repensar a Revolução de 1964 e remover a pesada crosta de slogans pejorativos que ainda encobre a sua realidade histórica?” (O Globo de 19/1/1999) (negrito meu).

É também esclarecedora uma alocução dele dirigida aos militares brasileiros em livro editado pela Biblioteca do Exército,

“Não temos que nos (sic) envergonhar do que foi feito de bom durante todo o período militar, e, sobretudo, ninguém que tenha participado do regime de 1964 tem que abaixar a cabeça perante esses criminosos (comunistas brasileiros, CNT) que são cúmplices do genocídio (…) Não devemos permitir que essa gente julgue ninguém, pois eles não têm autoridade. Nosso dever é mostrar exatamente como eles têm sido e como estão comprometidos com o mal”.  1964. 31 de março, 2003. p. 144.

Provavelmente, nenhum editorial da FSP – com exceção do trecho do “mal menor” ou do “preço modesto” – endossaria os candentes termos presentes nas citações acima. Mas a questão persistiria: conhecendo as radicais opiniões desse autor – apoiador incondicional dos (modestos!) “crimes da ditadura” –, por que a Folha apela para esta voz justamente numa conjuntura na qual acadêmicos e intelectuais pedem a desmilitarização do campus da USP?  Por que a Folha de S. Paulo apela para a voz deste proeminente ideólogo civil do regime militar de 1964, justamente numa conjuntura em que amplos setores da sociedade brasileira se mobilizam para que a Comissão da Verdade e Justiça consiga revelar e promover a verdade histórica sobre todo o período da ditadura militar, o esclarecimento dos fatos e as responsabilidades institucionais, à semelhança do que em ocorrendo no âmbito internacional?

Ao publicar o frágil e inconsistente “A USP e a Folha” – uma imposição de setores da ultra-direita brasileira (ou uma estratégica argumentativa visando reforçar a versão do “pluralismo das idéias” praticado pelo jornal) ? –, a pergunta se imporia: quem a Folha buscaria iludir?

Por último, é cedo para se saber se está em curso uma inflexão ainda mais à direita na Folha de S. Paulo. Pode-se, no entanto, concluir que a sistemática crítica aos estudantes e docentes da USP que resistem à militarização do campus – agora reforçada com a colaboração de um dos ideólogos da ditabranda – não é um bom sinal para os leitores progressistas e intelectuais de esquerda que aceitam colaborar com o jornal.

* Destaque-se, a este respeito, que, em setembro de 2005, sob o título “Intelectuais de esquerda criticam blindagem de Lula”, a FSP divulgou amplamente um abaixo-assinado organizado por acadêmicos marxistas da USP e da Unicamp.  O caráter polêmico do abaixo-assinado residia no fato de que ele admitia – logo no início do debate sobre o chamado “mensalão” – a hipótese da instauração de um processo de impeachment contra Lula da Silva. Sabe-se que outros intelectuais e acadêmicos de esquerda não apoiaram o abaixo-assinado; criticava-se o fato desta iniciativa pouco se distinguir da “campanha neoudenista” orquestrada por partidos e mídia conservadora.

Caio Navarro de Toledo é professor aposentado do Departamento de Ciência Política, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, da Unicamp.

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78 comentários

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Caio Toledo: Só falta a Folha convocar missa para saudar o “enraizamento da democracia” – bita brasil

11 de março de 2018 às 11h39

[…] Afinal, o jornal – ao lado de O Estado e O Globo – apoiou irresolutamente a “revolução redentora” que buscou “salvar o país”. Sem ter feito ainda uma consequente e digna autocrítica, o jornal, em editorial não denominou também o regime pós-1964 de uma ditabranda?  […]

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Caio Toledo: Só falta a Folha convocar missa para saudar o “enraizamento da democracia” | Poliarquia >

10 de março de 2018 às 22h57

[…] Afinal, o jornal – ao lado de O Estado e O Globo – apoiou irresolutamente a “revolução redentora” que buscou “salvar o país”. Sem ter feito ainda uma consequente e digna autocrítica, o jornal, em editorial não denominou também o regime pós-1964 de uma ditabranda?  […]

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Folha reabilita o ideólogo da ditabranda – Caio Toledo « Ágora

24 de dezembro de 2011 às 03h23

[…] Viomundo […]

Responder

marcosomag

22 de novembro de 2011 às 22h05

A esquerda não deve nenhuma ilusão com a mídia. Nenhuma colaboração com esta corja e descer o sarrafo nas análises críticas de suas manipulações. Entrevista, só ao vivo (jornal, tv, internet) ou por escrito com publicação integral das perguntas e respostas no site do entrevistado, além da obrigatoriedade do veículo da mídia corporativa citar o endereço do site do entrevistado no bojo da matéria.

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Ismar Curi

21 de novembro de 2011 às 22h14

Primeiramente, pelo que eu lembre o ideólogo da Ditabranda é o Marco Vila, da UFSCAR. Quanto ao Olavo Carvalho, sua figura me faz repensar se de fato não havia alguma razão nos exílios siberianos da antiga URSS.

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Folha reabilita o ideólogo da ditabranda « Ficha Corrida

21 de novembro de 2011 às 09h39

[…] […]

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FrancoAtirador

20 de novembro de 2011 às 23h17

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[youtube IlUwxYp7Ru0 http://www.youtube.com/watch?v=IlUwxYp7Ru0 youtube]

O discurso que não foi lido

Na sexta-feira, durante o ato de assinatura em Brasília, pela presidenta da República Dilma Rousseff, da lei que cria a Comissão da Verdade, estava previsto, entre outros, o pronunciamento de Vera Paiva, filha do ex-deputado socialista Rubens Paiva, assassinado e desaparecido durante a ditadura militar. Ela acabou não falando. Sua participação teria sido cancelada por pressão dos militares.

"Seguem as anotações da minha fala que foi cancelada, segundo os jornais, por pressão dos militares. Assim começa muito mal… Não fui desconvidada, simplesmente não falei! A minha volta diziam que a Presidenta Dilma tinha que viajar e encurtaram a cerimônia, que alguém tinha falado um tempo a mais. Sai para uma reunião na UNB, ainda emocionada com o carinho que dispensou aos familiares e ex-presos políticos, um a um. Agora entendo o pedido de desculpas da Ministra Maria do Rosário", "Assim começa muito mal… Não fui desconvidada, simplesmente não falei!", relata Vera Paiva, na Carta Maior.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

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Regina Braga

20 de novembro de 2011 às 17h43

A Falsa tbém serve pra absorver o óleo da Chevron,qdo chegar no Guarujá…E quem sabe, provocar uma reação dos seus leitores?

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FrancoAtirador

20 de novembro de 2011 às 16h51

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Para compor os quadros no Quartel General Fascista,

só falta a Oligarquia Famigliar Máfio-Midiática engajar

o capitão Curió, o coronel Ustra e o sargento Félix Maier.
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FrancoAtirador

20 de novembro de 2011 às 14h04

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Sobre o Fascismo

Por Ernest Mandel

O ascenso do fascismo é a expressão da grave crise social do capitalismo na sua idade madura, duma crise estrutural que, como nos anos 1929-1933, pode coincidir com uma crise econômica clássica de sobreprodução, mas que ultrapassa amplamente uma simples flutuação de conjuntura.

É fundamentalmente uma crise de reprodução do capital, isto é, a impossibilidade de continuar uma acumulação «natural» do capital dadas as condições de concorrência no mercado mundial (nível dado de salários reais e de produtividade do trabalho, acesso às matérias-primas e aos mercados de produtos transformados).

A função histórica da tomada do poder pelo fascismo é a alteração pola força e a violência das condições de reprodução do capital, a favor dos grupos decisivos do capital monopolista.

Íntegra em:

http://www.marxists.org/portugues/mandel/1969/fas

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    Félix Maier

    23 de julho de 2021 às 15h23

    Todo fascista que se preza gosta de chamar seus adversários de fascista. Assim como o movimento Antifa.

    Félix Maier

    23 de julho de 2021 às 15h28

    Quer aprender um pouco sobre o fascismo?

    Então leia os verbetes abaixo, disponível em A LÍNGUA DE PAU – Uma história da intolerância e da desinformação
    https://drive.google.com/file/d/1jfaOpIMbwzhlaQxspnA9hBnyHX8KX4_E/view?usp=sharing
    http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/05/a-lingua-de-pau-uma-historia-da_10.html

    Fascismo – Ideologia totalitária ocorrida na Itália sob a ditadura de Benito Mussolini. Em 1919, Mussolini organizou os Fasci di Combattimento (Combatentes do Fascio – machado rodeado de varas, símbolo da autoridade no Império Romano) e as Esquadras de Ação, movimentos nacionalistas, antiliberais e antissocialistas. “O fascismo é o sistema de governo que carteliza o setor privado, planeja centralizadamente a economia subsidiando grandes empresários com boas conexões políticas, exalta o poder estatal como sendo a fonte de toda a ordem, nega direitos e liberdades fundamentais aos indivíduos e torna o poder executivo o senhor irrestrito da sociedade” (Lew Rockwell, in “O que realmente é o fascismo” – http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1343). “Em 23 de março de 1919, Mussolini e seus amigos sindicalistas fundaram um novo partido. O programa era uma tomada parcial do capital financeiro, o controle do resto da economia por conselhos econômicos corporativos, o confisco de terras da Igreja, reforma agrária e a abolição da monarquia e do Senado. (…) Isso o tornou um nacionalista não apenas na tradição esquerdo-romântica de Mazzini, mas na tradição gananciosa dos antigos romanos, cujas ‘fasces’ transformadas em insígnia radical na Revolução Francesa passaram a ser, segundo ele achava, um símbolo útil, assim como Lênin havia escolhido a foice e o martelo dos antigos sociais-democratas. (…) Em 1919, o fracasso econômico de Lênin tinha afastado Mussolini da expropriação cabal da indústria. Ele agora queria usar e explorar o capitalismo muito mais do que destruí-lo. Mas seria, no entanto, uma revolução radical a que ele faria, baseada na ‘vanguard élite’ do pré-guerra do marxismo e do sindicalismo (o governo dos trabalhadores), que permaneceria até a sua morte como o mais importante elemento na sua política. (…) Parafraseando Marx, ele se empenhou em ‘fazer história e não tolerá-la’. Uma outra de suas citações favoritas era ‘vivre, ce n’est pas calculer, c’est agir’. Esse vocabulário era semelhante ao de Lênin, abundante em imagística militar e verbos fortes e violentos. Como Lênin, Mussolini ficava aflito para que a história acontecesse rapidamente – ‘velocizzare Italia’, diziam os futuristas de Marinetti. (…) Havia muitos mitos poéticos a seguir: o mito nacionalista do século XIX, de Garibaldi e Mazzini, o mito da ‘Realpolitik’ de Maquiavel (outro dos autores favoritos de Mussolini) e ainda o mito mais remoto da Roma e seu império, que esperava que fosse despertado de seu longo sono para marchar com suas legiões” (JOHNSON, 1994: 76-77). Na concepção de Mussolini, o Estado é corporativista e representa os interesses de todas as classes sociais. Em outubro de 1922, Mussolini organiza a marcha sobre Roma, ocupa a capital e se proclama Primeiro-Ministro. O Grande Conselho Fascista transformou-se num órgão do Estado, e os camisas-negras foram legalizados, trazendo ameaças para as eleições de abril de 1924, que resultaram numa maioria fascista. Em 1924, Giacomo Matteotti, o mais intransigente dos deputados de oposição, foi assassinado, colocando um fim nas ilusões de Mussolini, que queria permanecer no poder sendo reverenciado e amado. O início do terror fascista começou depois de um discurso de Mussolini, em janeiro de 1925: os jornais de oposição foram banidos, os líderes de oposição foram presos numa ilha, dentro da máxima: “Tudo para o Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado”. Foi adotada uma série de “leis fascistas”, algumas constitucionais, algumas punitivas, outras positivas, sendo as últimas as Leggi di riforma sociale, expressando a existência de um Estado corporativo. Em dezembro de 1925, Mussolini assume todos os poderes de chefe de Estado e se proclama o Duce. Mussolini definiu o Fascismo como “uma democracia autoritária, concentrada, organizada de forma nacional” (Mussolini, in “Opera Omnia”, XXIX, 2). Movimentos fascistas ocorriam em toda a Europa em meados de 1920. Em 1923, o regime camponês búlgaro de Aleksandr Stamboliski, praticante do “comunismo agrário”, foi derrubado por um putsch fascista. Com ambições expansionistas, Mussolini converte a Albânia em protetorado italiano. Na II Guerra Mundial, fica do lado dos nazistas e, em 1945, é morto por tropas da resistência, ao lado de sua amante, Clara Petacci. Junto com o Nazismo, o Fascismo teve reflexo no Brasil, seja dentro do governo getulista, seja junto ao integralismo. Tanto o fascismo quanto o nazismo foram tão satanizados pelos socialistas, em bem-sucedida campanha midiática mundial, de modo que hoje não passam de fantoches que são chacoalhados em público para meter medo na população. “O fascismo é o estágio atingido depois que o comunismo se revela uma ilusão, conforme aconteceu na Rússia stalinista, como na Alemanha pré-hitlerista” (P. Drucker, apud HAYEK, 1990: 51). “Desde 1944, ano em que foi publicado “The Road to Serfdom” [“O Caminho da Servidão”], de Friedrich von Hayek, o mundo sabe que o fascismo jamais foi uma reação contra o socialismo, mas ambos têm raízes comuns no planejamento econômico centralizado no Estado e no poder deste sobre os indivíduos. Por mais que as esquerdas acusem os liberais e conservadores de fascistas, como os idiotas na frente do Clube Militar, a história demonstra que o fascismo e sua versão nazista e o comunismo são gêmeos univitelinos, separados apenas por conveniência propagandística de Stalin após a traição de Hitler ao romper o pacto Molotov-Ribbentropp e invadir a URSS em 1941” (Heitor de Paola, in “1933-1945: Os (verdadeiros) anos de chumbo!”). Assim, satanizar o fascismo e o nazismo passou a ser um precioso álibi para quem defende uma ideologia funesta que matou 110 milhões de pessoas no século XX: o comunismo. Prova disso são as dezenas de filmes sobre o nazismo e nenhum sobre as ossadas de Pol Pot, a Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung, os gulags de Stálin e os campos de “reeducação” para homossexuais em Cuba. “Bolchevismo e fascismo são duas pseudoalvoradas; não trazem a manhã do amanhã, mas a de um arcaico dia, já usado uma ou muitas vezes; são primitivismo. E assim serão todos os movimentos que incorram na ingenuidade de entabular um pugilato com qualquer parte do passado, em vez de digeri-lo” (GASSET, 2006: 118). Com a ascensão do petismo no Brasil, um novo fascismo, o “fascismo alegre”, está perfeitamente representado na máquina administrativa e nos meios culturais, com a incubadora de “balillas” nos acampamentos dos sem-terra, além da cooptação de todos os setores da sociedade, que gravitam “alegres” em torno do Governo Central, a exemplo das falanges sindicais (CUT, Força Sindical), estudantis (UNE, UBES) e rurais (MST) – além do lumpenproletariat arrebanhado pelo Bolsa-Família, forma moderna de voto de cabresto -, os quais recebiam vultosas somas de dinheiro público durante os governos de FHC e do PT. Durante o governo do PT, até empresários da FIESP se apresentavam como “socialistas”, para abocanhar um bom naco do Estado. “No Brasil, como na Rússia e em outros países ainda em fase de transição para a modernidade, podemos apontar para o caráter claramente ‘fascista’, isto é, autoritário, estatizante, nacionalista, sebastianista e reacionário, da esquerda” (PENNA, 1994: 160). O modelo patrimonialista do Estado “Maria Candelária” é utilizado por velhos caciques como tradição e pela esquerda como ideologia. Depois da Proclamação da República, ocorrida no dia 15 de novembro de 1889, Rui Barbosa, Quintino Bocaiúva, Francisco Glicério foram promovidos a general, com direito ao soldo correspondente. “O monarquista Eduardo Prado reagiu com ironia: ‘O Quinze de Novembro não foi, portanto, um ato heroico; foi um bom negócio’” (apud GOMES, 2013: 326). Leia “As origens do fascismo: violência, descontentamento e medo”, de Vanessa Corrêa, em http://felixmaier1950.blogspot.com/2021/04/as-origens-do-fascismo-violencia.html.
    Fascismo alegre – Trata-se do fascismo brasileiro, de tempero gramscista, consolidado pelo sucessor de FHC, que eu chamo de gay fascism – obviamente, sendo a palavra gay apenas “alegre”. Nesse modelo, não existe oposição e todos os setores da sociedade, inclusive empresários, estão “alegremente” (gay) cooptados com as benesses do Poder Central. “O ‘pensamento’ de Marx (e de seus seguidores) continua a causar estragos e até a apresentar-se como ‘hegemônico’, sobremodo em algumas partes da descarnada América Latina. É puro ‘non-sense’. Mas pelo menos no Brasil é inquestionável a supremacia da dogmática marxista, pois o país tornou-se o espaço vital onde milhares e milhares de militantes esquerdistas, comandados por uma máquina bem-azeitada e nutrida o mais das vezes nos fundos públicos (subtraídos a muque do bolso do trabalhador e dos empresários contribuintes), atuam sistemática e proficuamente nas cátedras, parlamentos, púlpitos, quartéis, mídias, associações civis e militares, sindicatos, prisões, palcos, telas e até nos prostíbulos, com o objetivo único e irreversível de ‘socializar’ a nação” (PONTES, 2003: 42-43). “Na medida em que crescem, de forma galopante, as escorchantes tributações sobre os bens privados, do trabalhador e dos empresários, aumenta em proporção geométrica o número dos ‘excluídos’, pois uma coisa decorre da outra: é o Estado (com suas elites, suas agências, instituições e burocracia em geral) que se apropria, por força da violência legal (e da inércia ou ignorância da população), da riqueza produzida pela sociedade para usufruto diuturno de privilégios” (idem, pg. 43). No Brasil, “os antigos militantes da luta armada trocaram as selvas e os ‘aparelhos’ urbanos pelas vias democráticas: alguns tornaram-se parlamentares, ministros, membros do governo, ecologistas, professores, comentaristas da mídia, e outros transformaram-se simplesmente em líderes religiosos e integrantes ativos das ONGs, constituídas por vasto contingente de ‘intelectuais orgânicos’ muito bem remunerados com recursos do próprio governo e de grupos e empresas internacionais. A estratégia ‘democraticamente’ adotada para tornar o Brasil uma ‘República Popular Socialista’ é a da ‘revolução passiva’, extraída dos ‘Cadernos do Cárcere’ de Antonio Gramsci (1891-1937), um membro do Comitê Central do Partido Comunista italiano que discordava parcialmente das teses revolucionárias de Lênin e pregava a tomada do poder pela ação ‘hegemônica’ dos intelectuais infiltrados no aparelho do Estado e suas instituições” (idem, pg. 57). “O mercado não dá a menor bola para esse tipo de debate. Ele não quer saber qual é a ideologia do petismo. A sua pergunta sempre será a seguinte: o modelo rende? Rende. Então tudo está no seu devido lugar” (AZEVEDO, 2008: 138). “Somos mais governados pelo PT que não vemos do que por aquele que vemos. (…) A mina de ouro está nas diretorias e nos milhares de cargos das estatais. É aí que está alojado o PT. É por isso que eles lamentam tanto as privatizações do governo FHC. Imaginem se essa gente tivesse, por exemplo, a Telebrás nas mãos: 27 presidências regionais, mais os milhares de cargos de confiança. Mais a Vale, a CSN, a Embraer…” (idem, pg. 124-125). “O conceito fundamental da ciência social é o poder, da mesma forma que a energia é o conceito da física” (Bertrand Russell). “O poder é por sua própria natureza expansivo, não podendo deter-se senão ao chocar-se com outro poder mais forte” (Aldous Huxley).
    Fascismo de esquerda – O livro “Fascismo de Esquerda – A história secreta do esquerdismo americano”, de Jonah Goldberg, prova que os ensinamentos de Benito Mussolini continuam sendo acolhidos em protestos, discussões políticas e ações de muitos governos – especialmente os de esquerda. “Os políticos à esquerda, justamente os que mais costumam colar o adjetivo ‘fascista’ na testa dos outros, seriam os primeiros adeptos dessa nova expressão da ideologia. Para Goldberg, isso acontece porque eles nutrem uma crença maior nos direitos e poderes do Estado. ‘O que os une são seus impulsos emocionais ou instintivos, tais como a busca pelo ‘comunitário’, a exortação para se ir ‘além’ da política, uma fé na perfectibilidade do homem e na autoridade dos especialistas e uma obsessão com a estética da juventude, o culto da ação e a necessidade de um estado todo-poderosos para coordenar a sociedade no plano nacional ou global’, diz Goldberg” (Rodrigo Constantino – https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/artigos/fascismo-de-esquerda/). Segundo o Amazon, “Fascismo de esquerda oferece uma perspectiva nova e impressionante sobre as teorias e práticas que definem o fascismo. Jonah Goldberg analisa as figuras míticas de Hitler e Mussolini e conclui que, ao contrário do que pensamos, liberais como Hillary Clinton têm defendido políticas e princípios notavelmente semelhantes aos do nacional-socialismo. Um livro polêmico e esclarecedor que mostra as origens do fascismo no clássico pensamento esquerdista” (cfr. https://www.amazon.com.br/Fascismo-esquerda-hist%C3%B3ria-esquerdismo-americano/dp/8501082945. Goldberg é também autor de “O suicídio do Ocidente”, publicado no Brasil em 2020.
    Fascismo guasca – Fascismo criado pelo governo petista de Olívio Dutra no Rio Grande do Sul, descrito no livro “Vanguarda do Atraso – Ameaças à liberdade de expressão durante o governo do PT no Rio Grande do Sul”, de Diego Casagrande. Tal fascismo é também abordado no livro “Totalitarismo Tardio – o caso do PT”, de José Giusti Tavares (org.). Tarso Genro deu continuidade a esse fascismo guasca, com a instigação de jovens fanáticos do Levante Popular da Juventude – versão tupiniquim da orwelliana Liga Juvenil Anti-Sexo. Leia fichamento do livro em http://felixmaier1950.blogspot.com/2020/07/dias-de-fascismo-guasca-o-governo-do-pt.html.
    Fascisti della prima ora – (Italiano) “Fascistas desde a primeira hora”: ingressaram no Partido Fascista antes da “Marcha sobre Roma”, em outubro de 1922. A ditadura fascista foi estabelecida na Itália no dia 03/01/1925.

sergio

20 de novembro de 2011 às 13h30

A Folha não engana ninguem,é de direita, as pesquisas do Datafolha são manipuladas, que é inteligente não lê por sabedoria, quem é iletrado não lê, portanto, esse 74% de leitores são falaciosos.

Responder

FrancoAtirador

20 de novembro de 2011 às 12h23

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A oligarquia famigliar máfio-midiática montou um esquema
para derrubar um ministro de cada partido da base aliada,
para desarticular o apoio parlamentar no Congresso:

1) PT – Antonio Pallocci – Casa Civil.

2) PR – Alfredo Nascimento – Transportes.

3) PMDB – Wagner Rossi – Agricultura.

4) PDS* – Pedro Novais – Turismo.

5) PCdoB – Orlando Silva – Esportes.

6) PDT – Carlos Lupi – Trabalho.

Dos partidos com maior expressão,
faltam apenas o PSB e o PV.

*PDS=Partido Do Sarney.
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Responder

    Mário SF Alves

    20 de novembro de 2011 às 16h22

    ¡No pasarán!
    (La Pasionaria)

    ¡No pasarán! = lema internacional antifascista.

Marat

20 de novembro de 2011 às 11h29

A exceção de José Simão, o resto da folha é utilizada por mim, para limpar fezes de cães e para embalar lixo. Fiquei feliz em encontrar verdadeira serventia para a folha…

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Mauro Silva

20 de novembro de 2011 às 11h04

Creio que vi foto desse tal de Olavo de Carvalho como "colaborador" do exército invasor ianque no Vietname.
Ele 'sumiu' depois que levantaram essa lebre.
Otavinho "nos tornamos, verdadeiramente o que somos" Frias cuidou de trazê-lo para a sua cloaca máxima.

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Adalberto Ribeiro

20 de novembro de 2011 às 10h46

Prezado Azenha

Hoje a FaDSP publica (deve ser uma tentativa de construir um´'álibi') um mapa das emendas dos deputados da ALESP que considerei relevante diante da falta de transparência desta casa.
São informações desde 2007 até 2011.
Caso não seja feitas as devidas análises e comentários, as informações servirão apenas para isso mesmo, Álibi da Falha.
Particularmente me foi útil pois descobri que tem deputados (PSDB) que destinam verbas para 'suas' próprias 'instituições filantrópicas' e, principalmente, que as prefeituras administradas por este partido tem largo privilégio.
Veja o caso de Itapevi por exemplo: http://poder.folha.com.br/2011/emendas/paulistas?…

O endereço para a pesquisa é: http://poder.folha.com.br/2011/emendas/paulistas#

Na parte de baixo da página, é possível selecionar o município e/ou o deputado.

Forte e fraterno [email protected]ço

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mfs

19 de novembro de 2011 às 23h44

Dois dentistas e um profissional com formação superior em gastronomia defendiam as posições de Olavo de Carvalho, sobre a filosofia e a historia do Brasil, com dois estudantes da USP, um da filosofia e o outro da historia. Resultado, 3 cursos superiores completos x 2 estudantes, ou seja, Olavo de Carvalho 3 x 2 estudantes da USP. Essa é a conta da Foia.

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Jotage

19 de novembro de 2011 às 22h17

Caro Caio.
Realmente não sei de onde você tirou isto. Ninguém lê a Folha, só você. O que me importa ler a Folha, não acrescenta nada. Já parei de lê-la a muito tempo.
A gota d'agua se deu em 2002 quando num artigo do Mendonça de Barros (PSDB) ele criticava duramente a recém criada agricultura familiar, porque fora citado pelo governo que isto aumentava os excedentes de exportação.
Segundo o argumento do indivíduo, isto era uma falácia pois estes agricultores iam comer tudo que produziam.
Raciocínio lógico e direto: Basta não deixa-los comer e o que sobra para exportação é a mesma coisa.

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Pancho Villa

19 de novembro de 2011 às 20h54

Uma vez li um comentário sobre Olavo de Carvalho de que ele era igual àqueles soldados japoneses velhinhos abandonados em cavernas durante a II Guerra e que ainda hoje acham que a guerra não acabou.

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Guilherme

19 de novembro de 2011 às 20h52

a questão é: o discurso do "filosofo" (não tem formação), é baseado na deliberada a agressão e na desqualificação e em uma análise superficial dos fatos histórico, que atualmente um amigo meu denomina como: Datenização da sociedade. E a forma mais facil e prática do facismo, e aqui algo tem que ficar claro: Podemos ter intelectuais liberaris, neoliberais, sociais democratas, socialistas, anarquistas, dialogando, debatendo conceitos e ideias, isso é aconteceu mesmo dentro dos nichos ideologicos que eu citei. De alguma forma, mesmo eu discurdando, alguns pensam ser possível humanizar o capitalismo, outros que um estado poderoso pode ser pior que empresas poderosos, outros acreditam no coorporativismo, nas açoes comunitárias, podemos discordar sempre, e isso é bom é a chamada "crise" na filosofia, que dever sempre levar a outro lugar intelectual, metafisicamente, ao mais compreensão de suas proprias ideias ou o acrescento das ideias alheias. Otímo, isso deve sempre acontecer levando um rigos científico na análise dos fatos e dos dados, não vale manipula-los para balizar seus ideais, isso é a pior forma de ciência, mais utilizada pelos capitalistas do que por seus contrapontos, mas existe em ambos lados. Agora o que faz o "filosofo" é a anti ciência, e a defesa da força, do facismo, da violencia, da Morte de poucos (necessária), da perseguição das ideias, da covardia, em uma análise superficial e maniulada, isso é um mal a sociedade, cala-lo pode ser tão ruim quanto escuta-lo, mas o pior é vermos seus discurso ecoando aos quatro lados, sem nenhum fundamento histórico que lhe sustente, sem nenhuma fundação científica, nem nas humanas, nem nas biológicas. O pior é ver a ideia facista renascer para salvar o capitalismo e oprimir os que querem mudanças verdadeiras. Explico a meus alunos que existem varias possibilidades para a superação do capitalismo, nem todas levam a uma sociedade melhor, ao contrário, a maioria leva ao caos e ao facismo, e que isso seria defendido para salvarguardar algumas das relações do capitalismo, principalmente o Estado nação e seus derivativos (exercito, nacionalismo, eugenismo) e principalmente a apropriação do trabalho alhei em forma de lucro.

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SILOÉ-RJ

19 de novembro de 2011 às 20h43

Só os que se locupletaram com ela, os idiotas e os ignorantes, por razões obvias, podem não sentir vergonha da DITADURA. Página nefasta tão CUIDADOSAMENTE escondida da nossa HISTÓRIA.
Daí porque FSP e suas CORRELIGIONÁRIAS, fazem de tudo para manter o seus minguados SÉQUITOS iludidos, na vã esperança de um revertério.
Citando Gustave Le Bon, " A opinião das multidões tende a tornar-se cada vez mais a reguladora suprema da política".
E também Martin Vanbee," Uma grama de fatos significa mais que uma tonelada de argumentos".
Portanto, é só agora a ESQUERDA vasculhar OS PORÕES DA DITADURA, e arrancar as MÁSCARAS dessa CANALHA já em DECOMPOSIÇÃO.

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João-PR

19 de novembro de 2011 às 20h36

Até que enfim a Folha "saiu do armário"!
É muito bom o Tavinho explicitar o que seu jornaleco é!
Agora, o que me deixa entristecido é ver "intelectuais" USPianos ainda escreverem para a "Foia", enquanto tem a Carta Capital, o site Carta Maior, o Le Monde Diplomatique, entre outros excelentes locais para se escrever/ler.
Mas, como diria Thompson, a consciência vem pela experiência: intelectual que fica "intra muros" pode, muitas vezes, se contentar em ver seu nome publicado no pasquim do Tavinho (com todo respeito ao Pasquim, que era um combatente sério da ditabranda).

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Henrique Fernandes

19 de novembro de 2011 às 20h19

Para os que não conhecem (e seguramente são a imensa maioria) Olavo de Carvalho é uma espécie de Ronaldo Azevedo que esqueceu de tomar o remedinho. Sua obra é baseada em delirios paranóicos e teorias da conspiração (que fazem o macartismo parecer razoável) nas quais a culpa quase sempre acaba estranhamente atribuida a algum agente da KGB (sim, a velha KGB dos romances da Guerra Fria). E Olavo de Carvalho conta com uma pequena seita de admiradores / fiéis conhecidos como "olavetes". São poucos, mas devotados e barulhentos. Tem alguns por aqui nos comentários.

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Guilherme

19 de novembro de 2011 às 19h52

a questão é: o discurso do "filosofo" (não tem formação), é baseado na deliberada a agressão e na desqualificação e em uma análise superficial dos fatos histórico, que atualmente um amigo meu denomina como: Datenização da sociedade. E a forma mais facil e prática do facismo, e aqui algo tem que ficar claro: Podemos ter intelectuais liberaris, neoliberais, sociais democratas, socialistas, anarquistas, dialogando, debatendo conceitos e ideias, isso é aconteceu mesmo dentro dos nichos ideologicos que eu citei. De alguma forma, mesmo eu discurdando, alguns pensam ser possível humanizar o capitalismo, outros que um estado poderoso pode ser pior que empresas poderosos, outros acreditam no coorporativismo, nas açoes comunitárias, podemos discordar sempre, e isso é bom é a chamada "crise" na filosofia, que dever sempre levar a outro lugar intelectual, metafisicamente, ao mais compreensão de suas proprias ideias ou o acrescento das ideias alheias. Otímo, isso deve sempre acontecer levando um rigos científico na análise dos fatos e dos dados, não vale manipula-los para balizar seus ideais, isso é a pior forma de ciência, mais utilizada pelos capitalistas do que por seus contrapontos, mas existe em ambos lados. Agora o que faz o "filosofo" é a anti ciência, e a defesa da força, do facismo, da violencia, da Morte de poucos (necessária), da perseguição das ideias, da covardia, em uma análise superficial e maniulada, isso é um mal a sociedade, cala-lo pode ser tão ruim quanto escuta-lo, mas o pior é vermos seus discurso ecoando aos quatro lados, sem nenhum fundamento histórico que lhe sustente, sem nenhuma fundação científica, nem nas humanas, nem nas biológicas. O pior é ver a ideia facista renascer para salvar o capitalismo e oprimir os que querem mudanças verdadeiras. Explico a meus alunos que existem varias possibilidades para a superação do capitalismo, nem todas levam a uma sociedade melhor, ao contrário, a maioria leva ao caos e ao facismo, e que isso seria defendido para salvarguardar algumas das relações do capitalismo, principalmente o Estado nação e seus derivativos (exercito, nacionalismo, eugenismo) e principalmente a apropriação do trabalho alhei em forma de lucro.
A importancia imediata é a teoria, precisamos dela para balizar o futuro, nem corremos o risco de criar bases ao facismo novamente. Logo veremos que de fato defende uma sociedade mais justa e participativa, que defende a humanocracia ou a plutocracia (facista), pois a ideia de democracia liberal (ou neo) escorre pelo ralo da história.
Saudações

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Francisco Hugo

19 de novembro de 2011 às 19h49

Intelectuais de esquerda?
"… omnia vanitas!"
Esquerda?
O Marighella, morto crivado de balas, é História.
O motorista-segurança do Marighella é senador pelo PSDB.
Para Gramsci, todo homem é um intelectual e homo sapiens é homo faber.
Quem quer “exercer” a função de intectual se preste a organizar movimentos sociais ou a educar — sugere Gramsci do alto de seus oito anos de cárcere.
A literatura acadêmica de esquerda sobra.
No século XIX os anarquistas já proclamavam: esquerda e poder são excludentes!

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mfs

19 de novembro de 2011 às 18h45

O Olavão é direitaço. E daí? Deixa o cara escrever! Liberdade de imprensa é também liberdade para os que pensam diferente, dizia a Rosinha de Berlim e não dos Campos dos Goytacazes . A Foia usa o cara para destilar preconceitos da direita? Então a gente usa o cara para mostrar que ela dá corda pros direitistas. O que não dá é censurar. O Olavão é astrólogo e engraçado, se eu trouxer ele aqui em casa para dedetizar, vai deixar em paz as ratazanas e tentar exterminar todos os comunistas supostamente escondidos atrás de estantes de livros, revistas pornográficas (da Monthly Review à Europe echecs) e bebidas impróprias. É só um troll de papel, dinassauro ignorante e ressentido que às vezes até faz a gente rir. Protestar contra ela na Foia é chamar a atenção do cara sem que ele mereça o estardalhaço.

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Fabio_Passos

19 de novembro de 2011 às 18h22

inflexão ainda mais à direita na Folha de S. Paulo?

só se eles começarem a saudar george bush, franco, mussolini…
como não leio lixo eu não sei. começaram?

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RicardãoCarioca

19 de novembro de 2011 às 17h23

Já viram essa dos skinheads sobre a USP?
http://agenorbevilacquasobrinho.blogspot.com/2011

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FrancoAtirador

19 de novembro de 2011 às 16h31

.
.
Todos nos seus devidos lugares

Percival Puggina et caterva na ZH/RBS;
Arnaldo Jabor et caterva na Globo;
Reinaldo Azevedo et caterva na Veja;
José Serra et caterva no Estadão;
Olavo de Carvalho et caterva na Folha SP.

Sem contar as diversas celebridades fascistas,
ídolos de direitistas e neonazistas intelectualóides,
das redes de rádio e televisão espalhadas pelo país.
.
.

“Articulistas” da ‘Folha’, ‘Globo’ e ‘Estadão’ são informantes dos EUA, diz Wikileaks

Novos documentos vazados pelo WikiLeaks trazem à tona detalhes e provas da estreita relação dos monopólios de mídia no Brasil com os Estados Unidos. Vários comunicados oficiais sigilosos revelam encontros de membros do corpo diplomático com diversos jornalistas e representantes de grandes grupos midiáticos.

Um despacho diplomático de 2005, por exemplo, assinado pelo então cônsul de São Paulo, Patrick Dennis Duddy, narra o encontro em Porto Alegre do então embaixador John Danilovich com representantes do grupo RBS, afiliado à Rede Globo, que é descrito como “o maior grupo regional de comunicação da América Latina”.

Um dos pontos mais curiosos do relato diz respeito a uma entrevista concedida por Danilovich a veículos da RBS.

“O embaixador teve um almoço ‘off the record’ (cujo teor da conversa não pode ser divulgado) com a direção editorial do grupo RBS”.

Outro despacho de 2005 descreve um encontro entre Danilovich e líderes da comunidade judaica da capital paulista, dois meses antes da Cúpula América do Sul-Países Árabes daquele ano, em Brasília, que teve a presença de Abraham Goldstein, presidente da B’nai Brith do Brasil, e Henry Sobel, rabino chefe da maior sinagoga paulistana.

A conversa foi sobre uma campanha pró-sionista, na qual o jornal “O Estado de S. Paulo” se prontificou a ajudar, prometendo uma cobertura “positiva” para Israel.

Nos documentos, também há relatos de reuniões com os considerados “articulistas” da mídia. Carlos Eduardo Lins da Silva, ex-ombudsman da “Folha de S.Paulo”, participou de quatro encontros com diplomatas descritos nos telegramas.

Os despachos diplomáticos citam ainda três encontros de William Waack, apresentador do Jornal da Globo, com emissários da administração dos EUA.

Segundo os telegramas, o repórter especial de política da “Folha” e autor do blog UolPolítica, Fernando Rodrigues, teve pelo menos duas conversas com o assessor político da embaixada dos Estados Unidos.

(Hora do Povo)

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    Mário SF Alves

    05 de dezembro de 2011 às 10h40

    É "et caterva" que não acaba mais, hein, Franco?!! Se bem que pra mim et caterva mesmo são os próprios intelectuais citados. Assim, vendo a lista de "etcatervínicos" acima, imagino o quanto deve ser estranho e difícil para um intelectual sujeitar-se a esse espremedor de cérebros; a esse papel rídiculo de intelectual a soldo, intelectual soldado, intelectual mercenário, distorcedor da realidade. É… não deve ser fácil mesmo… ter de criar a partir do dado estalecido; daquilo que já foi perfeitamente criado. É blefe! É balé dançado para platéia previa e intencionalmente vendada. É ser anti-consciência consciente. É ser pelas metades, com prazo de validade! É ser sob circunstâncias.

dukrai

19 de novembro de 2011 às 14h47

a falha/UrinOL dá uma no prego da esquerda e dez na ferradura da tropa proto-fascista, esta é a tendência pluralista do jornaleco do otavinho geladas. os seus leitores de esquerda, como eu, ainda o leem pra saber o que o inimigo diz e estamos dando linha.

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Zé Brasil

19 de novembro de 2011 às 14h05

Tenho a esperança de que estes colaboradores da ditadura brasileira venham a ser arrolados em processos na Argentina e demais Países da América Latina, quando eles, ao enfiarem o braço no fundo das esterqueiras de suas ditaduras, pegarem alguns destes vermes brasileiros que com elas colaboraram na operação condor. Seria interessante vermos, dentre eles, o pessoal que emprestou suas peruas para dar suporte a ditadura, suas caras estampadas nos panfletos de procurados pela Interpol pelo mundo afora. Fariam uma boa companhia a Astiz na prisão.

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Urbano

19 de novembro de 2011 às 14h04

Desde quando nível mais alto de escolaridade é garantia para o indivíduo se desvencilhar da lorpa?

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Pedro Henrique

19 de novembro de 2011 às 13h20

Cacete a Folha dos Frias é a mesma que participou ativamente da Operação Bandeirantes suas peruas Ford de distribuição de jornais tranportavam brasileiros para serem torturados e mortos das masmoras.
Nas diretas fez jogada de markenting, para encobrir seu passado de aparelho ideológico da ditadura civil-militar.
Intelectual de "esquerda" não conhece a história da imprensa brasileira.
Intelectual de "esquerda" nativa é poltrão. O Uruguay com 3 milhões de habitantes tem jornal, rádio, semanário de Esquerda, e o Brazil com 200 milhões e nada. Não aguento mais ver críticas a Folha, Veja, Globo, Veja.
Já passou da hora de arregaçar as mangas e tirar a bunda da cadeira e colocar nas bancas ao menos um semanário nacional, ter uma rádio com outra visão.
A esquerda acha que está no poder, quanta ignorância política. Essa visão tem como consequência o abandono da decencia
e de suas caras bandeiras.
Que bom que a folha passou a publicar Olavo de Carvalho, explicita o que ela é. O seu lugar sempre foi neste
pasquim paulista. Quem está fora da casinha é os "esquerdistas" que se ajoelham para frequentar o jornal.
Olavo de Carvalho é muito melhor que muitos intelectuais que fluem ao sabor dos ventos,e voce nunca sabe quem são.
Olavo de carvalho representa o pensamento no mínimo de 40% dos paulistas. Aliás esses 40% são mais reacionários que Olavo. Chega de se autoenganar com nosso povo.
Pensem no exemplo uruguaio. E chega de se lamentar com nossa imprensa.
Chega de se cagar para a Globo, folha, Veja não é políticos do PT e aliados de esquerda.

Responder

    ines

    19 de novembro de 2011 às 19h07

    Perfeito Henrique! Há quanto tempo existe a tv Brasil e NBR? E as radios publicas? Em NENHUM destes veiculos vemos a defesa do governo nem as obras do mesmo, nao vemos debates e entrevistas com quem está fazendo a diferenca na via das pessoas sempe desassistidas do país, nao vemos jornalismo de qualidade nem a participacao do povo, interatividade com essas tvs e radios, nelas só assistimos deploravelmente a mesma programacao do PIG, repetem o que vemos nas tvs comercias e lesa patria com o agravante da imagem e som PODRES, sinal PODRE que nem sei em quantos povoados deve pegar, sei que no país todo nao alcanca de jeito nenhum. Agora assumiu um novo presidente da EBC, será que ele fará algo que atenda nossos anseios? Porque para repetir o que o PIG fala é melhor fechar as portas daquela josta logo e nos poupar da raiva de que chamem aquilo de tv publica, radio publica entao nunca ouvi falar, uma vergonha total.

    Marta

    21 de novembro de 2011 às 14h22

    Vc está por fora, Inês.

    Klaus

    19 de novembro de 2011 às 19h41

    Por que a Folha só explicita o que ela é ao publicar Olavo de Carvalho? O que ela explicita quando publica articulista alinhados com a esquerda? Explica aí, vai…

    Mário SF Alves

    19 de novembro de 2011 às 20h39

    Klaus, com todo o respeito, mas, é chegada a hora de você escolher seu lado. Afinal, de que lado você está? Do povo ou da elite Casa-Grande-Brasil-Eterna-Senzala? Aliás, é melhor deixar isso pra lá. Mesmo porque, no contexto de poder no Brasil, querer igualar as condições de disputa entre esquerda e direita é claramente definir um lado.

    Mário SF Alves

    19 de novembro de 2011 às 21h33

    Pois é, Klaus. Considerando seu raciocínio, qualquer um que desavisadamente tentar entendê-lo será imediatamente lançado ao pântano das argumentações falaciosas. Só mesmo um elitista é capaz disso, de tamanha desfaçatez, ou seja, equiparar esquerda e direita em termos chance de disputa de espaço na mídia. É o paradoxo do …

EUNAOSABIA

19 de novembro de 2011 às 13h04

Parece que o Lula não pensa como os senhores…

""Quem tem mais de 50 anos é se considera de esquerda precisa de tratamento médico"""…. com certeza… O Lula não pensa como vocês…

Tem mais, Lula não se cansa de elogiar o período militar, particularmente o Geisel, não foi nem uma nem duas vezes que eu vi Lula elogiando o velho general….

""Geisel era ditador, mas se fosse candidato seria eleito no primeiro turno, naquele tempo a gente ia procurar emprego na porta da Volks, e tinha um ônibus da Ford nos esperando para levar pra lá e pagando mais""…

Essas palavras saíram da boca de Lula…. vou repetir… Lula nunca foi de esquerda..é como disse Gilberto Carvalho na própria Folha: “A cabeça de Lula é a cabeça do peão de fábrica”. Lula apenas usa de forma muito inteligente essa pequena parcela da população brasileira em proveito próprio, proveito eleitoral, tornou essa ínfima plêiade cativa de si, como essa massa amorfa não encontra respaldo na maior parte do seio da opinião pública nacional, qualquer um que lhe acene com algum tipo de agrado, ou forma de pensar que lhes convém (na maior parte dos casos não passa de bravatas, Lula jamais pôs em prática nada do que ele mesmo pregou, como o suposto anti-americanismo por exemplo, era só gogó), conquista seus votos, vocês são órfãos de si mesmo, são um pequeno grupo de intelectuais que pregam um mundo justo e maravilhoso, vocês só não sabem como fazer isso, e onde isso foi posto em prática resultou em genocídio e todo o tipo de arbítrio e desmandos que se possa imaginar.

Ainda bem que o esquerdismo de Lula não passa mesmo de uma fantasia, retórica e oportunismo eleitoral em estado puro, Lula governou o país durante oito anos com os mesmos pilares macro-econômicos que herdou de Fernando Henrique, ortodoxia econômica pura, seus programas sociais já existiam, depois de quase nove anos ainda pagamos a maior taxa de juros do mundo (A Itália que está a beira do caos paga a metade que o Brasil Maravilha de vocês paga em juros), outra coisa e justiça seja feita, como eu falei antes, o esquerdismo de Lula e seu suposto anti-americanismo por exemplo, eram somente no plano do falatório de palanque, na prática nunca fez nada contra (coisa do hoje em dia andamos de cabeça erguida tal e bla bla bla), Lula também jamais atentou contra a liberdade de imprensa, Lula sabe que a imprensa no fundo o elegeu e trabalha pró, Lula jamais deixou de cumprir contratos, Lula jamais adotou uma postura de revanchismo com o passado do período militar, pelo contrário, sempre foi um conciliador e agiu com moderação e autoridade quando necessário.

É como eu falei, os senhores no fundo são órfãos de sua própria ideologia fracassada.

Em tempo: Vejam o que está acontecendo na Argentina hoje depois das eleições, sua presidente (que segundo alguns por aqui lhes causa inveja), já mudou tudo o que vinha sendo feito até então, era só mesmo para ganhar a eleição, já tem sindicalista proclamando greve geral, ninguém pode comprar dólar, todos os subsídios foram cortados e outras sandices…apesar de tudo, nos tivemos um Lula na presidência, e eu jamais vou invejar a Argentina por eles terem uma Cristina.

"BRASIL ACIMA DE TUDO!"

Responder

    yacov

    19 de novembro de 2011 às 16h20

    Sinceramente, não sei como o VIOMUNDO aguenta esse TROLL-LóLò… A única coisa que se aproveita dessa sua tese de doutorado da FAFUP ( Faculdade de Funilaria e Pintura) é a frase: "Lula também jamais atentou contra a liberdade de imprensa,"o resto é sandice, pura diarréia mental. Recomento um lacto-purga, urgente, que é para tirar esse monte de cáca que tu tem entre as orelhas. Pelamor…

    "O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS"

    Mário SF Alves

    19 de novembro de 2011 às 19h19

    Apoiado, Yacov. Mesmo porque o dito TROLL-LóLó parece não possuir nenhum neurônio capaz de auto- crítica. Como todo autoritário, não demonstra o menor respeito ao diálogo. Narcisista e sem honestidade intelectual, só quer aparecer (e que se dane a paciência dos outros). É o típico espírito de porco. Ou de PiG, quem sabe?

    dukrai

    19 de novembro de 2011 às 20h46

    a desonestidade de richard smith, intelectual que se saiba, é antropológica. um capiau suburbano soterrado com uma avalanche de questões que não consegue responder e espremido por uma massa emergente, espirra que nem batata no espremedor e cai no colo rijo que todo pequeno burguês aspira, da bela, dura e penetrante falange direitista. Daí dá asas à sua pobreza mental aqui no viomundo em tópicos de uma linha que pretende provocativos, mas nada além de ofensivos, alguns textos longos desarticulados com tópicos e, excepcionalmente, um texto mais elaborado, mesmo que num viés direitista, denunciado depois aqui como plágio. A desonestidade intelectual de ric precede no uso de vários codinomes, falsário multifacetado descartável, roto e esfarrapado.

    Mário SF Alves

    19 de novembro de 2011 às 23h22

    "um capiau suburbano soterrado com uma avalanche de questões que não consegue responder e espremido por uma massa emergente, espirra que nem batata no espremedor e cai no colo rijo que todo pequeno burguês aspira, da bela, dura e penetrante falange direitista".

    Moral da história: pequeno burguês politicamente realizado = frango assado. He! He! Imagino isso durante o III Reich. Não é à-toa que esticavam tanto os bracinhos.

    dukrai

    20 de novembro de 2011 às 13h09

    frango assado no espeto, a imagem é muito boa kkkkkkkkkkkkkkkkk

    Lucas Vila

    20 de novembro de 2011 às 00h03

    "Quem tem mais de 50 anos é se considera de esquerda precisa de tratamento médico"

    Lula

    dukrai

    20 de novembro de 2011 às 13h02

    obrigado pela participação, volte sempre.

    Marcos C. Campos

    19 de novembro de 2011 às 21h46

    Eu estou pulando os comentários do eunãosabia, são muito chatos, não tem um pingo de … inteligência somente preconceito, em suma EUNÃOSABIA = NÃOVALEAPENALER

    ZePovinho

    19 de novembro de 2011 às 16h46

    Já começo a achar que você também,EUNAOSABIA,tem taras recônditas por Lula.Fique à vontade.Ele está de capacete vermelho nessa performance:

    [youtube kTYEOAX3sjM http://www.youtube.com/watch?v=kTYEOAX3sjM youtube]

    RicardãoCarioca

    19 de novembro de 2011 às 17h25

    Lula e Dilma transformaram a vida dos entreguistas num inferno, né não?

    EUJASABIA

    19 de novembro de 2011 às 17h26

    O senhor que assina este comentário "crítico" acima, um cinquentão com idade mental de 5, deveria dar um passeio pela Grécia, ou pela Itália, para ver o "sucesso estrondoso" de sua ideologia, antes de escrever tanta baboseira.

    Ah, mas Richarde Smith, vulgo, 'EUNAOSABIA", reaça de direita que é, não consegue enxergar um palmo além de seus olhinhos.

    Não deve nem saber o que ocorre no mundo neoliberal e conservador que ele idolatra.

    E se falar pra ele que fracassada é a ideologia dele, ele não aceita, pois ele acredita mesmo é no Fukuyama.

    Coitado.

    Jotage

    20 de novembro de 2011 às 16h57

    O nome do cara é Richard Smith.
    Interessante, nós temos outros da mesma laia: Willian Boner, Willian Wlaack, … esses caras são brasileiros?

    RicardãoCarioca

    19 de novembro de 2011 às 17h29

    Outra coisa: Deve ser muito triste odiar Lula e não tirá-lo da cabeça, né não? Coisa mais triste, viu… dá pena, coitados…

    Nivaldo

    19 de novembro de 2011 às 17h43

    Eu aco que você está equivocado em sua análise. O LULA pode não ter sido de esquerda, mas fez muito em função da discussão"pela esquerda". Senão teria sido mais um. Você está reduzindo em muito a capacidade intelectual do LULA com esta análise. O governo LULA incorporou tese de esquerda pois estas teses são de INCLUSÃO SOCIAL. Eu, sincermente, NUNCA ouvi o LULA elogiar o Geisel. Quem elogia o Geisel está em outro campo ideoleogico. Por outro lado, os posicionamentos do LULA na época od Geisel eram sim "controlados" pois sabia na linha da faca que estava andando. Sua análse sobre a Argentina também é equivocada,,,eu tenho outras fontes… e não é bem assim. Dizer que o LULA governou com os mesmos planos do FCH é discurso de pesdebista. O FHC governou com controle de demanda interna, o LULA governou com mercado interno. O FHC governou com a redução do investimento público (terminou com taxa de 12% do PIB), Lula governou com ampliação do investimento (19% do PIB). Enfim o FHC (diga-se PSDB) pegou um país na 8ª economia do mundo e reduzi-a para a 15ª. O LULA pegou o país na 15ª e elevou para a 8ª economia mundial enfrentando uma MAIOR crise internacional que o FHC. Ora, cara! vem me dizer que o LULA não incorporou teses da esquerda, com todo respeito, ïsto uma miopïa de análise ou então é realmente saudosista do período militar ou de governos do PSDB (FHC). Sua anáise macroeconômica em relação aos juros também é reducionista. A Itália, Espanha… as próximas estão em crise por um motivo simples: fizeram políticas completamente contrárias ao governo LULA. Tem outras coisas, mas esquece, pois nem sei porque estou lhe contestando… não vai dar em nada. Agora, este linguajar de "esuqerdismo" me reporta a outros tempos que eu e o Brasil querem esquecer.

    Luiz

    19 de novembro de 2011 às 18h23

    Ai tá fumando o que!!!!!!!!!!

    Francisco de Castro

    20 de novembro de 2011 às 10h26

    Cara, essas drogas que você anda usando devem estar muuuuuito vencidas. Coitado de ti… Destruiram todo teu cérebro. Agora dá nissso, andas a defecar, digo postar, estas verdadeiras pérolas da fina flor do neovelhocanalhismo de sempre… Ah, outra coisa que talvez você também não saiba, você está totalmente perdido. Esse blog não é pra tua turma, a da massa cheirosa… Por fim, um aviso, troll: esse país vai mudar queira tu ou não, afinal somos uma nação de pouco mais de 500 anos, e, ainda vamos acertar as contas com todos os criminosos de 64 e sua descendência pestilenta, inclusive os jornalistas de merda da "imprensa brasileira" britância, americana, italiana, espanhola…

    Vinicius Garcia

    21 de novembro de 2011 às 08h59

    Nossa escreveu tudo isso? Quer postar comentário ou tese de mestrado? Se for, aviso que para tratamento psquiátrico não precisa disso não…

André Custódio

19 de novembro de 2011 às 13h02

Vamos aos fatos:

– O autor do artigo relata que o jornal abre cada vez mais espaço para a esquerda e acha tudo isso muito lindo; mas, quando o jornal publica um mísero artiguinho de um direitista, o Sr. Caio Navarro fica todo escandalizado.
Do mesmo modo, Caio Navarro diz que todos os jornais da grande imprensa fecharam espaço para Olavo de Carvalho, e acha isso a coisa mais linda do mundo.
Que senso de justiça é esse? Todo o espaço para a esquerda, nenhum para a direita!

– Caio Navarro mente quando afirma que Olavo de Carvalho é ideólogo civil do regime militar de 1964. Quando da época do golpe, Olavo de Carvalho era um moleque de 16 anos, membro, vejam só, do Partido Comunista. Nas décadas posteriores do regime, Olavo de Carvalhose afastou completamente de qualquer preselitismo político, dedicando-se ao estudo de temas como a astrologia, as artes liberal, o esoterismo islâmico e etc. Olavo de Carvalho só surge ao grande público na década de 90 com a publicação do Imbecil Coletivo. Simplesmente não há cabimento em afirmar que alguém é ideólogo de algo que não existe. Falar sobre o regime militar, que já desaparceu há mais de 20 anos é escrever sobre história e não fazer propaganda política.

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    OlavãoCarnavais

    19 de novembro de 2011 às 19h18

    Bem, então ficaria melhor colocado se atribuíssem ao douto articulista da Folha a alcunha de ideólogo póstumo do Regime Militar. Adoro o linguajar:" fato", "verdade" – coisas que as Olavetes estão sempre prontas para nos ensinar e que seu mestre interpreta de modo peculiar. Mas 16 anos em 1964 é sinônimo de 36 em 1984, nesse período o mestre foi astrólogo do Dr. Roberto, que me corrija seu biógrafo. Não sei se é um delírio esquerdista entender que mesmo o regime estando distante 20 anos no tempo existem esforços no sentido de validá-lo e que por se enquadrar entre os que se esforçam para isso Olavão é sim um ideólogo desse regime. Sobre o senso de justiça sei que Olavo tem bastante, tanto que foi para os EUA para evitar problemas com a mesma. O mais legal das Olavetes é que elas acham e querem convencer que só o quê o mestre diz é "direita" e que os meios de comunicação do mundo são todos de esquerda, por isso o mestre é tão "perseguido".

    Mário SF Alves

    19 de novembro de 2011 às 19h57

    Ha!Ha!Ha!Ha!Ha!Ha! Na veia, OlavãoCarnavais.

    Klaus

    19 de novembro de 2011 às 19h39

    O articulista é um democrata, André, não sabe o que é isto? Está aqui para defender a pluralidade de opiniões, desde que concorde com elas.

    Mário SF Alves

    19 de novembro de 2011 às 19h42

    Ih! A coisa é contagiosa. Mais um.

    Thiago M Silva

    20 de novembro de 2011 às 00h02

    "astrologia, as artes liberal, o esoterismo islâmico e etc" HAHAHAHA felomenal!! parei

José Vitor

19 de novembro de 2011 às 12h35

É, a Falha tá maus mesmo pra ter que apelar para o astrólogo de Virginia Beach, Olavo de Carvalho. Obs.: ele é astrólogo mesmo, ou pelo menos, se diz assim.

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Gersier

19 de novembro de 2011 às 12h30

Diploma de terceiro grau emoldurado e pendurado numa parede nem sempre sigfica que o nome nele impresso atesta a inteligencia e dicernimento do dono.
Conheço muitos que são uns verdadeiros topeiras.
Conheço muitos que mesmo com o diploma ,são presas fáceis dos manipuladores do PIG.
A indigencia de seus argumentos se baseiam quase sempre no que a vesga escreve e a famigerada globo divulga.

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Nivaldo

19 de novembro de 2011 às 12h21

Houve um período em que uma pessoa para obter informações nacionais recorria à Jornais de circulação nacional. Hoje, não é muito diferente, apenas que nesta questão de "noticias nacionais" os jornais regionais apenas reproduzem as notícias das agências nacionas controladas pela grande imprensa que "vendem" a informação. Eu acho que foi por aí um pouco a "preferência" pela FSP que, como "contrapartida" ao apoio ao regime de exclusão social e manutenção de privilégios das elites paulistas principalmente, dava espaço, limitado por certo, à artígos mais críticos. Atualmente a FSP não precisa mais disso, pois, além dos leitores históricos mais críticos buscarem informação de outras formas (blogs…principalmente), como sua concepção ideológica, sendo constantemente checada, se "obriga" a assumir realmente a linha editorial que sempre exerceu. Houve um período em professores universitários, no qual me incluo, faziam referência à reportagens ou mesmo opiniões publicadas na FSP. Eu hoje, bem pelo contrário, faço referência como um jornal que fornece apenas a pauta de assuntos nacionas, mas que a informação correta deve ser procurada em outros meios de comunicação alternativos. Por outro lado na produção do conhecimento, digamos na tentativa de universalização do conhecimento, muitos da "intelectualidade" ainda buscam estarem referenciados em uma publicação da grande imprensa, FSP em sua grande maioria. Aqueles colunistas que serviam de referência como críticos que somavam com a democratização do Brasil hoje não expressam mais suas análises construtivas sendo muito mais apenas "opicionistas" que atendem a linha editorial da FSP. A grande pergunta que a história pode hoje estar respondendo é: foram algum dia realmente críticos progressistas? ou nós é que os fizemos como tal? A ditadura produziu muitos "monstros" em todas as áreas que, muitas vezes com apenas um sopro de democracia, se revelam realmente o que foram sempre. O mundo todo está exigindo isto. A grande imprensa atualmente assume o lado que sempre esteve, pois, como se diz, é apenas uma empresa que vende um produto que precisa, formar seus consumidores.

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Marcio

19 de novembro de 2011 às 12h01

Extremistas também fazem parte do panorama. O fato dos grandes veículos "dispensarem" o autor mencionado não evoca qualidade editorial, e sim "apartheid moral". Há que se publicar todos, inclusive os Ahmadinejads de plantão. Existem muitos leitores que querem ver o confronto de posições também dentro dos "jornalões, revistões e televisões". Parabéns a Folha de S. Paulo.

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Caracol

19 de novembro de 2011 às 11h52

Sendo o mais explícito, direto, objetivo, abrindo mão de mumunhas e de gueri-gueris intelectualóides e utilizando-me de um dos slogans da ditadura, que tanto me ofenderam e insultaram:
Senhores: "Brasil: ame-o ou deixe-o".

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Lucas Vila

19 de novembro de 2011 às 11h51

Isso tudo é medo do Olavo de Carvalho?

Por que ao invés de atacá-lo covardemente o autor desse texto não contrapoe os argumentos do Olavo sobre a presença da PM na USP?

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    Maria Fulô

    19 de novembro de 2011 às 18h22

    Olavo de Carvalho, como bom dinossauro, deveria estar no pré-sal e não de volta ao jornalismo. Otavinho canalha… Folha canalhíssima!

    Lucas Secnaechia

    19 de novembro de 2011 às 19h27

    "Isto posto, cabe sublinhar que apenas nos interessa aqui indagar as razões da Folha reabilitar um autor que outras publicações da grande imprensa brasileira, de forma sensata, hoje ignoram." (leia o texto)

    Mário SF Alves

    19 de novembro de 2011 às 19h35

    Ôpa, Lucas. Presunção e mesmice conservadora costumam fazer muito mal. Não à ideologia PiG-Olaviniana, lógico; mas, ao intelecto, que de tão atrofiado, pode ficar em verdadeiro estado de coma.
    Ainda assim, sorte.

    P Pereira

    19 de novembro de 2011 às 21h00

    Não li o texto do OC, e nem vou ler.
    Agora, argumentos? Que argumentos? O cara fica falando palavras de baixo calão o tempo, ou seja, ele só faz ataques sem fundamentos e totalmente estapafúrdios. É por isto que mesmo a imprensa conservadora não dá espaço para o sujeito, ela precisa ao menos parecer que tem credibilidade.
    Só um exemplo dos delírios da figura: http://www.youtube.com/watch?v=Wr-jiSL83WM

    João-PR

    20 de novembro de 2011 às 02h22

    Cara, vai estudar um pouco. Conheça as origens da Universidade, na Idade Média, e você poderá entender (caso se disponha a ler um pouco) sobre o porque dessa Instituição ter autonomia.
    A Universidade não pode, e não deve, ficar ao sabor dos governantes. A Universidade é o lócus privilegiado onde se discutem os problemas da sociedade, e onde se acham as soluções para os mesmos.
    E quem é que te disse que temos medo do tal Olavo de Carvalho? Qualquer estudante sério da graduação de um curso das humanas põe essa figura no seu devido lugar. O que incomoda, a mim particularmente, é os jornais brasileiros não assumirem em seus editoriais sua linha política.
    Infelizmente tem gente que lê Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi e outros "intelectuais" que a direita tem (deve ser por isso que a direita brasileira está cambaleante).
    Enfim, não conheço (nem quero conhecer) o texto do tal Olavo. Contraponho o mesmo com qualquer texto histórico sobre a questão da autonomia na Universidade de Paris ou de Bolonha (as priemeiras fundadas no ocidente).

Eunice

19 de novembro de 2011 às 11h00

No Brasil, ainda, não temos que nos expôr para fotos, sob a bota de um militar, como no Ocuppy, mas temos que nos esfarelar a cada dia para escapar da sola da bota da mídia e dos "intelectuais".

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