VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Luisa Paiva e Lira Alli: A fascistização oculta da sociedade


18/11/2011 - 11h45

por Luisa Paiva e Lira Alli, em Brasil de Fato, sugestão de Ricardo Musse

A Universidade de São Paulo é conhecida internacionalmente pela excelência acadêmica. Todos os anos, rankings internacionais situam a USP na lista das melhores do mundo. Se houvesse, no entanto, um ranking que apontasse o caráter antirepublicano e antidemocrático das universidades brasileiras, a USP certamente ficaria em primeiro lugar.

A USP é a universidade mais antidemocrática do Brasil. Antidemocrática porque é dirigida por um pequeno círculo de poder, que se perpetua nas instâncias de decisão na base da troca de favores.

Antidemocrática porque restringe o acesso a milhares de jovens que vêm da escola pública, aptos a estudar na USP tanto quanto os jovens de classe média que nela estudam. Antidemocrática porque, salvo exceções, a pesquisa atende demandas privadas, alheias às reais necessidades da população. Antidemocrática porque nela o ensino é alienante e despolitizador.

Há quem argumente que uma universidade não pode ser democrática por causa do mérito acadêmico. No entanto, na USP, a eleição para Reitor não tem nada a ver com mérito acadêmico, mas sim com interesses pessoais de poder e prestígio. A eleição ocorre num colegiado onde têm direito a voto menos de 1% da comunidade universitária. O atual Reitor, João Grandino Rodas, sequer foi eleito nesse colegiado. Em 2009, ele ficou em segundo lugar. Tornou-se Reitor porque o então Governador José Serra o nomeou. Rodas é um interventor, representante de um partido político na Reitoria da USP.

Na condição de Reitor, Rodas teve a proeza de superar o autoritarismo de seus antecessores. Vale lembrar que Gama e Silva, Ministro da Justiça na ditadura e autor do AI-5, também havia sido Reitor da USP. Assim como Gama e Silva, Rodas foi diretor da Faculdade de Direito, cuja Congregação esse ano o agraciou com o título inédito de persona non grata, por todo o desserviço prestado e pelos atos arbitrários, tanto na diretoria da Faculdade como na Reitoria. Nem Gama e Silva recebeu tal título.

A lembrança de Gama e Silva é oportuna neste momento, na abordagem dos acontecimentos recentes. Ao contrário do que os grandes veículos de imprensa têm maliciosamente noticiado, a causa do protesto estudantil não é pelo direito de fumar maconha. Estigmatizar o movimento dessa maneira é mais do que antiético; é ridículo. A revolta surgiu de um sentimento de indignação contra os abusos e as arbitrariedades de uma estrutura de poder antidemocrática e antirepublicana, e que nas últimas semanas materializou-se para os estudantes, docentes e trabalhadores na prática dos “enquadros” policiais.

Como comprova a pesquisa de Denise Carvalho dos Santos Rodrigues, feita no âmbito do Núcleo de Estudos da Violência da USP, a abordagem policial “reproduz um padrão arcaico e discriminatório de classificação dos indivíduos”. Além de arbitrária, a abordagem policial é uma forma de tortura psicológica e é também a ante-sala da corrupção policial.

Embora a imprensa insista em apresentar dados manipulados, o fato é que, desde que a PM passou a fazer rondas ostensivas no campus Butantã, a única coisa que mudou é que os “enquadros”, sempre truculentos e arbitrários, tornaram-se recorrentes. Enquanto isso, a insegurança persiste no campus, porque as reais causas de insegurança não foram resolvidas: o campus permanece fechado à comunidade, com áreas desertas e mal iluminadas; a Guarda Universitária e a guarda terceirizada sucateadas e desarticuladas.

A greve estudantil tem demandas e reivindicações concretas. Mas, se olharmos bem, veremos que existe algo na revolta dos estudantes que vai além das reivindicações. No fundo, o foco do protesto estudantil é o caráter inconcluso da transição democrática no Brasil. São as estruturas mesmas da sociedade que estão sendo questionadas.

Saímos da ditadura, mas as relações e as estruturas da ditadura não saíram da universidade, da sociedade e das consciências. Esse é o ponto. Afinal, se estamos num regime democrático, por que a estrutura de poder da universidade concentra as decisões nas mãos de um pequeno círculo de poder?

Por que não há participação nas decisões? Por que o Reitor da USP é imposto por um partido político? Por que os conflitos são encarados como caso de polícia? Por que ainda existe a prática da abordagem policial? Por que a polícia é militar?

Essas questões apontam para o que Florestan Fernandes chamou em fins da década de 80 de “fascistização sem fascismo” da sociedade brasileira. Os estudantes tomaram consciência disso. Foram empurrados a questionar as estruturas arcaicas da sociedade e do Estado, da qual as maiores vítimas são os jovens pobres e negros que vivem nas periferias urbanas. Cabe agora ao movimento estudantil manter viva e levar adiante essa luta, em aliança com os movimentos sociais.

Luisa Paiva é estudante de Direito da USP e Lira Alli,  de Artes Cênicas.

Leia também:





38 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Klaus

21 de novembro de 2011 às 11h45

Como se dá a escolha de Reitor numa Universidade verdadeiramente democrática? Estou perguntando por que realmente não sei e gostaria de ver um exemplo, caso exista.

Responder

    cronopio

    22 de novembro de 2011 às 14h25

    Klaus, a USP não tem nem mesmo eleições paritárias…

    Lis

    25 de novembro de 2011 às 20h53

    Se dá com a escolha do reitor pela comunidade da universidade em questão, que inclui: docentes, discentes e trabalhadores. É parecido com a forma como se escolhe presidente, governador, prefeito…, dentre vários, o mais votado toma posse da reitoria; um reitorado compreende 4 anos, como uma presidência.
    Como exemplo temos a UnB, que desde fins da década de 80 conquistou esse direito com mobilizações dos estudantes, professores e servidores, como vem ocorrendo na USP.

A ideologia da Ditabranda (Folha de SP, não para ler – definitivamente) « LIBERDADE AQUI!

20 de novembro de 2011 às 14h41

[…] Luisa Paiva e Lira Alli: A fascistização oculta da sociedade […]

Responder

Cleverton_Silva

20 de novembro de 2011 às 12h04

Belo texto, Luiza e Lira! A matéria de vocês vai direto na ferida da direita burra e dos tucanos chuiços. Vivem falando que o os governos Lula e Dilma aparelham isso e aquilo, mas eles é quem fazem esse tipo de coisa, e pior, numa universidade. Para o pig e os farsantes demotucanos, o povo brasileiro em último lugar. O negócio deles é tirar os sapatos nos aeroportos dos EUA e se ajoelharem diante do presidente estadunidense de plantão.

Responder

Operante Livre

19 de novembro de 2011 às 08h16

Interessante esta pergunta: "Afinal, se estamos num regime democrático, por que a estrutura de poder da universidade concentra as decisões nas mãos de um pequeno círculo de poder?"

Democracia participativa só é interessante quando pode ser utilizada como ferramenta para manter os ditadores. Uma vez que percebam que não é mais útil abandonam as tais "práticas democráticas". Temos visto isto acontecer em diversas partes do mundo, e cada vez mais, inclusive em Wall Street. A palavra democracia está esvaziada. Precisamos substitui-la por um verbo: queremos participar.

O que incomoda não é a oposição e sim a eliminação das oposições que está na moda.

Responder

FrancoAtirador

19 de novembro de 2011 às 01h51

.
.
1968, O ETERNO RETORNO

Em meados dos anos 1970, sob o pretexto de promover a abertura política e a redemocratização do Brasil, os próprios ditadores militares prometeram ao povo brasileiro a implementação de um projeto de “distensão lenta, gradual e segura”, assim denominado pelo General Golbery do Couto e Silva, um dos principais mentores intelectuais do Golpe de 1964 e eminência parda durante todo o período da Ditadura Militar.

O povo brasileiro acreditou nesse engodo ditatorial, com o endosso de praticamente toda a classe política vinculada à ARENA e ao MDB, na época do bipartidarismo – outro golpe dentro do golpe.

Assim, já que aconteceria de forma "lenta, gradual e segura", ficamos esperando, sentados, por décadas que a Democracia nos fosse concedida, sem que fossem alteradas as estruturas de poder montadas fundamentalmente nas corporações estatais.

Paralelamente, em mais um golpe de mestre, a ditadura também "concedeu" uma anistia "ampla, geral e irrestrita", isto é, restabeleceu os direitos políticos às vítimas que haviam sido perseguidas, presas, exiladas e cassadas, sobreviventes do regime criminoso imposto pelas armas, ao mesmo tempo que isentou de punição todos os torturadores, assassinos e mandantes dos crimes mais bárbaros que se possam imaginar.

Esquecemos que Liberdade e Democracia não são concessões de verdugos déspotas, mas conquistas resultantes da luta popular, por sua vez decorrente da conscientização política e do engajamento ideológico da maioria da população.

Precisamente por isto, por faltar ao povo brasileiro a educação política, condicionante necessária à libertação do jugo opressor, que, enquanto perdurar, 1968 nos será indelevelmente um eterno retorno.
.
.

Responder

Emerson Sousa

18 de novembro de 2011 às 21h57

Pessoal,

O que tenho a dizer não tem nada a ver com a ocupação da USP, mas é sobre uma campanha que o Sr. Reinaldo Azevedo colocou em seu blog – "Acho que a Comissão da Verdade, sancionada hoje por Dilma, tem de ter um patrono. Meu candidato é Carlos Lupi. Por Reinaldo Azevedo" – a qual creio ser bastante desrespeitosa com a memória dos desaparecidos políticos. Por isso, solicito ajuda a fim de sensibilizar aquele escriba a retirar a enquete do ar, somente por uma questão de respeito, só isso. Vejam a mensagem que coloquei lá (ele nunca publica meus comentários). Me ajudem nessa

Senhor Azevedo,

"Não te preocupes, vou continuar a incomodá-lo! V.Sa. deveria ter, ao menos, respeito por aquelas famílias que sinceramente lutam para saber do paradeiro dos seus familiares desaparecidos durante a ditadura (não ditabranda!), independente do viés ideológico, pelo menos isso V.Sa. deveria! É uma chance, ainda que pequena, de acabar com essa dúvida (dor)! Mas fazer o que? Uma vez facista… Por sinal, parafraseando a paráfrase do Dr. Ulisses: Que inocência a minha, pedir aos sem senso um pouco de bom senso! Velho amigo reacionário, preciso ir. Boa noite e boa sorte!

P.S.: Essa, pelo menos, V.Sa. vai publicar, não vai? E faça o favor de retirar a enquete do ar!"

Responder

Roberto Locatelli

18 de novembro de 2011 às 21h20

Os teleguiados demotucanos que pululam por aqui acham que todos são como eles. Só porque eles recebem um sanduíche de mortadela e um suco de laranja (de máquina) para derrubar a qualidade dos comentários do VioMundo, eles acham que todos ganham para postar aqui.

Responder

    Coralina

    19 de novembro de 2011 às 14h02

    É impressionante mesmo, como pululam por aqui!…
    O que dizer, por exemplo, do comentário abaixo…? aarghh!!!…

Gustavo Pamplona

18 de novembro de 2011 às 21h09

Quem em sã consciência está se importando com isto e com um bando de estuandes vagabundos, já que fumam maconha, ou seja não estão lá para estudar….

Responder

Lu_Witovisk

18 de novembro de 2011 às 20h33

ALIENANTE mesmo!!!!! ai se eu falasse qualquer coisa além do ""cienitfico"" mesmo na hora de almoço!! Bom, eu era a doida, sempre. Terrível!! Aprendi muito, agradeço ao mestrado na USP, mas foi o inferno. Os professores se preocupavam com tudo: com a minha roupa (indiana até o pé, não era Geysi Arruda não!), com a minha alegria (na defesa escutei da banca: bom ver que alguem tão viva produz um trabalho de respeito! credo!), com tudo o que era superficial e acho que nunca enxergaram o que importava. Triste. Tanto preconceito, tanta formula pronta para "o pesquisador" e de vida real falam o que?? NADA. Nem com a Chauí ali do lado!! credo!

Responder

    Acauam

    26 de novembro de 2011 às 13h41

    A pós-graduação é um horror de alienação mesmo.. e vai ficando cada vez pior conforme voce vai subindo na hierarquia (mestre – doutor – pós-doutor). Não é a toa que nossos dirigentes sejam o que são.

alexandre

18 de novembro de 2011 às 19h30

O reitor da USP é nomeado pelo governador, que é o principal representante democrático da população do estado, a quem pertence a USP. Isso está correto. A razão é análoga àquela pela qual o presidente da república escolhe os ministros do Supremo Tribunal Federal no lugar de, digamos, o conjunto dos juízes e desembargadores. Excluir o governador do processo em favor da "comunidade universitária" enfraqueceria a participação democrática, ao contrário do que afirma o texto.

Responder

    Lu_Witovisk

    18 de novembro de 2011 às 20h46

    Nada a ver…. Quem está dentro é que sabe, não seguir a lista triplice é o auge da soberba ou do mal caratismo

    Cleverton_Silva

    20 de novembro de 2011 às 12h14

    Da chegada de Lula à presidência até hoje, qualquer decisão sujeita à lista tríplice tem como praxe a indicação de um primeiro colocado na eleição interna da instituição, representada por quem tem direito ao voto e que tem melhores condições de conhecer os candidatos. Não tem como correr: S(F)erra foi autoritário e desrespeitou a vontade da maioria da comunidade votante da USP. Isso sim enfraqueceu a participação democrática. Mas fazer o quê? Breve o Zé Alagão volta como candidato a prefeito de SP, prometendo cumprir o mandato até o final.

FrancoAtirador

18 de novembro de 2011 às 18h46

.
.
Extra! Extra!

XUXU aceitou a proposta de substituir o Rodas.

O próximo Reitor a rodar a baiana na USP será…

REINALDO AZEVEDO.
.
.

Responder

    Lu_Witovisk

    18 de novembro de 2011 às 20h40

    Boa!! o "Rei" (como os comentaristas da óia o chamam) estava mesmo precisando. Afinal, vai que a óia some, como o prometido: que titulos da abril sumirão… E ainda engloba o que o Civita quer: lidar com educação.

    FrancoAtirador

    18 de novembro de 2011 às 21h53

    .
    .
    Cara,

    Esses dias eu inventei de olhar aquilo lá…

    Me apavorei.

    Parece até aquela seita do Charles Manson.

    Depois não sabem como é que "do nada" surge um fanático,

    estilo norueguês, metendo bala em pessoas inocentes.
    .
    .

    Lu_Witovisk

    19 de novembro de 2011 às 00h35

    Também passei mal… os comentarios conseguem ser piores que as postagens. triste.

    O Maldoror

    21 de novembro de 2011 às 11h12

    …todos os dias mando um recadinho para o ReiNazi Azedo…mas nunca publicaram…hahahahaha…e realmente os comentários da plebe conseguem superar o Monarca….

Livia

18 de novembro de 2011 às 16h46

Bom texto.

PM dentro de universidade é a súmula de efeito vinculante que certos segmentos de nossa sociedade deseja. Se tem na USP devemos por em todas. Efeito dominó ? Não tenho dúvida. O DEM comanda o DCE da UnB. Veja só ! Pensei que morreria e não veria algo dessa envergadura acontecer. Dai para PM chegar lá…

O militares foram depostos do poder, mas o seu legado continua. Aliás, defendo que em 1ª de abril de 1964 morreu um país e nasceu outro. Esse que vivemos nasceu lá. Tudo ao mesmo tempo. O Brasil em que estamos hoje é o dos debates rasos, baixos. Da virulência, da difamação. Do aparentar SER culto, enquanto a alma deita na ignorância e no preconceito. Da tortura institucionalizada e aplaudida pela mídia e sociedade em geral. Mas só quando é contra "vagabundo, preto e nordestino". Branco não.

Mas há males que vêm para o bem. Chegamos ao fundo do poço? Não sei. Mas quando esses garotos se insurgem contra essa estrutura na USP. Quando temos um MST. Quando o último presidente veio da classe operária é porque no mínimo alguns pararam de cavar nesse buraco. Deus ajude que com isso estejamos em rota – consciente – de colisão com o nosso passado, pois é daí que virá a mudança. Na hora em que rompermos com esse legado do qual a ditadura é apenas a faceta mais recente.

Responder

    dukrai

    18 de novembro de 2011 às 18h23

    o movimento estudantil que derrubou um reitor por causa de uma lixeira de mil reais e apoiou um interventor é o mesmo que tomou posse do DCE na UnB. Essa direita estudantil é regurgitação de Sarney, Collor, Itamar e FHC, filhos bastardos da cruza do varão ideológico escravagista e a donzela liberal, gestados no leito da Redentora.

    edv

    18 de novembro de 2011 às 19h48

    E que não confundam a princesa Isabel de 13 de maio de 1888 com o 1 de abril de 1964…

ana

18 de novembro de 2011 às 15h26

a ditadura influenciou o seu cérebro, que virou essa massa amorfa

Responder

Candinho

18 de novembro de 2011 às 15h21

oculta??????????????????????

Responder

Regina Braga

18 de novembro de 2011 às 14h36

Perfeito o texto.Um dos melhores já apresentados. A transição não foi feita pelos governantes.Sampa,ainda vive a síndrome de estocolmo e a USP, é a sua mais fiel representação.Mas como colocou o curso de Psicologia…Pensar,Pesquisar,Possibilitar novas formas de ser ver problemas sociais é função da Universidade.Que chegue os novos tempos,64 já foi.

Responder

    Deusdédit R Morais

    18 de novembro de 2011 às 16h23

    E pensar que tivemos dois governos seguidos de "esquerda", e já estamos no terceiro, sem que esta necessária discussão sequer tenha sido posta em pauta, preferindo os nossos esquerdinhas festivas as benesses da boa vida burguesa aos embates realmente necessários para a real transformação da sociedade brasileira em uma sociedade democrática. Democracia não é só voto.

    Saudações

    Espantado

    18 de novembro de 2011 às 17h04

    Regina comenta sobre os governos anacrônicos de SP e você, cego pela ideologia, investe contra os governantes federais de maneira estapafúrdia. Acorda!

pedro

18 de novembro de 2011 às 14h17

Interessante como o pessoal da USP fala de ditadura, isso está sendo uma má influência pra eles, vejam o caso dos membros do DCE que acabam de dar um golpe adiando a eleição por medo da derrota eminente.

Isso é a ditadura influenciando "os meninos"…

Responder

    Carlos5

    18 de novembro de 2011 às 21h07

    amigo…

    não é "o pessoal da USP" q fala de ditadura… são meia-duzia, num universo de 80 mil alunos!!!!

    isso, graças a Deus, não representa o pensamento do "pessoal da USP"

FrancoAtirador

18 de novembro de 2011 às 12h55

.
.
DESTAQUES:

"…na USP, a eleição para Reitor não tem nada a ver com mérito acadêmico, mas sim com interesses pessoais de poder e prestígio.

A eleição ocorre num colegiado onde têm direito a voto menos de 1% da comunidade universitária.

O atual Reitor, João Grandino Rodas, sequer foi eleito nesse colegiado.

Em 2009, ele ficou em segundo lugar. Tornou-se Reitor porque o então Governador José Serra o nomeou.

Rodas é um interventor, representante de um partido político na Reitoria da USP"

"No fundo, o foco do protesto estudantil é o caráter inconcluso da transição democrática no Brasil.

São as estruturas mesmas da sociedade que estão sendo questionadas.

Saímos da ditadura, mas as relações e as estruturas da ditadura não saíram da universidade, da sociedade e das consciências.

Esse é o ponto.

Afinal, se estamos num regime democrático, por que a estrutura de poder da universidade concentra as decisões nas mãos de um pequeno círculo de poder?

Por que não há participação nas decisões?

Por que o Reitor da USP é imposto por um partido político?

Por que os conflitos são encarados como caso de polícia?

Por que ainda existe a prática da abordagem policial?

Por que a polícia é militar?"
.
.

Responder

    EUNAOSABIA

    18 de novembro de 2011 às 13h38

    Por que você existe?

    FrancoAtirador

    18 de novembro de 2011 às 13h56

    .
    .
    P'ra você ter seu ganha-pão.
    .
    .

    EUNAOSABIA

    18 de novembro de 2011 às 14h41

    O seu pão, é ganho com o quê?

    FrancoAtirador

    18 de novembro de 2011 às 15h08

    .
    .
    Sua desonestidade intelectual desautoriza a lhe dar qualquer satisfação.
    .
    .

    mfs

    18 de novembro de 2011 às 16h05

    Nossa, que cérebro! Não conseguiu passar no vestibular para universidade pública nem conseguiu ficar rico. Como compensa? Ofendendo as pessoas. Escondendo-se atrás do pseudônimo.

    ana

    18 de novembro de 2011 às 15h26

    por que VOCÊ existe. para não saber de nada, seria melhor desaparecer


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding