VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Blogueiro da Forbes se enrola ao gozar brasileiros por preço de automóvel


13/08/2012 - 11h33

A versão Stealth do jeep que o blogueiro acha que não vale como símbolo de status (foto promocional)

Brazil’s Ridiculous $80,000 Jeep Grand Cherokee

Kenneth Rapoza, blogueiro da revista Forbes

sugerido pela MVM News

Alguém pode pensar que pagar 80 mil dólares por um Jeep Grand Cherokee significa que ele vem com asas ou frisos banhados em ouro. Mas, no Brasil, é o básico.

O Jeep Grand Cherokee 2013 custa aos brasileiros estelares R$ 179 mil, ou U$ 98.500. Impostos de importação e outras taxas fazem com que um brasileiro que compre um muscular Jeep Cherokee possa comprar três se estiver morando em Miami. Nos Estados Unidos, o Jeep Grand Cherokee vai custar U$ 28 mil. É perto da metade da renda média anual de um norte-americano, mas U$ 89,500 é anos-luz mais em relação à renda média brasileira.

Para não ser superado, o Grupo Chrysler vai lançar o Dodge Durango 2013 por mais que o preço do Jeep. O Durango será mostrado no Auto Show de São Paulo em outubro por legais R$ 190 mil (U$ 95 mil). Nos Estados Unidos custa cerca de U$ 28.500. Um professor de primeiro grau no sistema de escolas públicas do Bronx pode comprar um. Tudo bem, talvez não novinho em folha, mas com um ou dois anos de uso… certamente.

Não há outra razão que a taxação maciça de mais de 50% e ingenuidade do consumidor [brasileiro], que pensa que pagar o preço de uma BMW X5 é o mesmo que comprar uma Cherokee. Desculpem, brazucas… não existe status num Toyota Corolla, Honda Civic, Jeep Grand ou Dodge Durango. Não se enganem com o preço de concessionária. Vocês estão sendo enganados.

Pense da seguinte forma: é como se o seu amigo norte-americano te contasse que comprou um par de Havaianas por U$ 150. Você diria a ele que pagou muito caro. Lógico que as sandálias são sexy, da moda e chic, mas não valem U$ 150. Quando se trata de automóveis para conseguir status no Brasil, a classe alta está servindo Pitu e 51 nas caipirinhas e bebendo como se fosse bebida cara.

Para os que leem em português, chequem o Notícias Automotivas, um blog sobre automóveis no Brasil. Há um artigo explicando em detalhe onde a maior parte do dinheiro vai no preço de tabela do caro mercado automotivo do Brasil.

PS do Viomundo: Aparentemente o blogueiro da Forbes não leu o artigo que sugeriu aos leitores. O artigo, de Joel Leite, da Auto Informe, reproduzido pelo Notícias Automotivas, atribui os preços dos automóveis no mercado brasileiro à altíssima margem de lucro de montadoras/concessionárias, não apenas aos impostos.

Leia também:

Joel Leite: As margens de lucro astronômicas no mercado automotivo brasileiro

Gabriel Palma: “Um ato de vandalismo econômico sem igual”

Paulo Kliass: Brasil, importador de café moído

Brasil perde indústria antes de controlar tecnologia estratégica





47 comentários

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Alex Mendes

16 de agosto de 2012 às 12h06

E o Brasil deixou a GURGEL falir…

Agora fica dando mamadeira para multinacionais estrangeiras.

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Alex Mendes

14 de agosto de 2012 às 18h03

Azenha,

O que o blogueiro americano fez foi um grande serviço ao Brasil. Mostrou que a classe média alta é 100% manipulada.

Parabéns pro Kenneth Rapoza e pra Forbes!

Vejamos se a pseudo-elite brasieira acorda… Lendo Veja e PiG, acho que não.

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anac

14 de agosto de 2012 às 08h57

Brasileiro é tao bonzinho.
otarios

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Daniel

14 de agosto de 2012 às 08h35

Sejamos francos: O Brasileiro em geral é um otário, independente de classe social.

E como se isso por si só já não fosse ruim o suficiente, o nosso “capitalismo tupininquim” pouco mudou desde os tempos do Brasil colônia, aonde esta terrinha era vista como um buraco qualquer para ser sugado sem dó nem piedade. E continua sendo visto como um buraco à ser explorado à exaustão. Afinal, o povo é manso e aceita a exploração na boa.

Ainda não é ruim o bastante? Ainda temos o nosso estimado governo (e devo FRISAR que isso não vêm de agora, todos os nossos governos foram assim), que faz tudo que pode para isolar o consumidor brasileiro em um cercado aonde os exploradores fazem a festa, já que o brasileiro é praticamente proibido de ir buscar o que quer ou o que precisa em países aonde os preços não são ridículos como aqui.

O Brasil é um curral de gordas ovelhas cercado por lobos, aonde o pastor teve a mão molhada para não fazer nada…

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Jose Mario HRP

14 de agosto de 2012 às 06h36

CUIDADO TRABALHADOR DOS PORTOS!
DILMA VAI PRIVATIZAR O RESTO DOS PORTOS!
OS TRABALHADORES AVULSOS SERÃO DETONADOS!

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jd

13 de agosto de 2012 às 22h47

O preço do carro no Brasil está condizente com a realidade de um país que inventa um “carro popular” sem normatização séria e deixa as montadoras enchê-lo de badulaques para cobrar mais caro. Que ítem de segurança é opcional. Que não tem transporte de massa decente. Que abandonou os trilhos faz tempo.

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mucio

13 de agosto de 2012 às 22h46

A nossa elite econômica acha-se esperta por comprar produto de consumo barato do primeiro mundo, pelo preço do produto luxuoso do primeiro mundo. KKKKKKKKK

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Francisco

13 de agosto de 2012 às 21h48

È muito dificil defender a industria “nacional” porque ela simplesmente acabou.

Os governantes tiveram um papel nisso, mas a nossa elite (não cabe chama-la de burguesia, porque, conceitualmente, burguesias são nacionalistas) vive louca para viver de renda. A cachaça Ypióca (gente, até a cachaça!) foi vendida para uns gringos que nunca botaram o pé aqui.

Defender a industria nacional de veiculos. Que industria nacional? A Coéia do Sul (aquela tripinha do tamanho de meia Bahia) tem quatro (quatro!) industrias automotivas expressivas!

É desalentador…

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Mirela Maria Vieira

13 de agosto de 2012 às 21h16

O cara escreve pra revista símbolo da mediocridade, lista os “mais ricos” como se fosse um livro de James Joyce…a breguice dos endinheirados e dos que lambem suas botas como o tal blogueiro é absolutamente a mesma dos brasileiros que compram o tal carro. O roto falando do rasgado, em síntese.

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Alex Mendes

13 de agosto de 2012 às 20h36

Acho que todos aqui estão entendendo mal o que o blogueiro americano disse. Ele fala dos impostos, mas a crítica é que os brasileiros riquinhos bobos estão comprando gato por lebre. E ele está certo. A mania da classe média alta de exibir importado e desvalorizar o nacional leva a essas margens de lucro altíssimas. As montadoras internacionais dão gargalhadas com esses bobos exibicionistas, pois enchem os bolsos aqui.

Por fim falta as todos que aqui escrevem colocar que os grandes destruidores da indústria nacional foram o PSDB na era FFHH (R$200.000,00 p/ cada congressista pra comprar a reeleição e continuar destruindo o Brasil), o Collor e os generais da ditadura, que endividaram o Brasil com desperdícios como o processo fajuto alemão de enriquecimento de urânio e outros desperdícios como Itaipú: poderiam ter sido feitas duas usinas, uma em Sete Quedas (6.000 MW) e outra em Itaipú (7.000 MW), só que com 9.500MW brasileiros e 3.500MW paraguaios, o que seria uma grande vantagem para nos livrarmos das chantagens paraguaias (e americanas, que os incentivarão), chantagens que aumentarão daqui pra frente com o término do acordo de obrigatoriedade de venda da energia ao Brasil. Os militares armaram uma grande bomba para explodir depois de 40 anos.

Alex Mendes
engenheiro eletricista

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O JUIZ

13 de agosto de 2012 às 19h48

Ora ora, defesas de interesses à parte, a Elite pôdre deste País, precisa de diferenciais. Então, neste aspecto, creio que o garotinho da Forbes está mais é esculachando com os “Ricos Brasileiros”.
Equanto lá nos EUA, isso é carro para táxi, aqui os magnatas babacas acham que andando nessas merdas, serão mais importantes que os Garis que limpam a sujeira que os próprios magnatas jogam nas ruas, por serem privados de educação e respeito.
Essa Elite pôdre, merece ser homenageada dessa forma.

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    Alex Mendes

    13 de agosto de 2012 às 20h47

    Corretíssimo.

    A “elite” “brasileira” é burra e sem educação. Conheço uma pessoa que pagou US$3.000 numa geladeira americana GE na era Collor, que ao chegar aqui nunca funcionou e ficou sem assistência técnica.

    Ficou com o prejuízo de US3.000!

    O Brasil com a Brastemp e Consul era, e é, um dos maiores fabricantes de BOAS geladeiras. Foi tudo entregue para a americana Wirpool, ou algo assim… A Metal Leve, a Freios Varga, a Cofap, Toga, etc., todas foram destruídas nas eras Collor/FFHH/PSDB. Entregues todas para estrangeiras.

    E os paulistas ainda votam no PSDB! Vá entender esse masoquismo besta. É muito exibicionismo dar tiro no próprio pé: votar do PSDB e “aparecer”. Coitados. E ainda aprendem a louvar uma pseudo-revolução de 32 que visava a acabar com direitos mínimos dos trabalhadorese para as mulheres obtidos na Era Vargas.

Julio Silveira

13 de agosto de 2012 às 17h39

Vou parecer cricri, mas isso para mim é de qualquer forma vergonhoso, e reflete bem nossos “capitalistas”. Tem gente aqui, que critica o capitalismo e suas vicissitudes, baseado exclusivamente no sistema brasileiro de exploração colonial de cima para baixo. Quase do Induismo do passado, de castas. Que fez e continua fazendo escola. Que leva um cidadão explorado ao papel de explorador, esquecendo seu passado, assim que emerge a classe mais favorecida. Parecem buscar vingança sobre outros mais frageis do momento, despudoradamente, como se isso fosse capaz de lhes compensar. Cada vez que leio textos como esse me afloram muitas associações de casos e pessoas, inclusive aqui mesmo no blog. Lógico sempre tem excessões, raras mas tem.

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Wagner

13 de agosto de 2012 às 17h30

E, desde o Pedro Alvares Cabral, basta que a indústria automotiva ameace espirrar e os Governos a acodem com benesses mil.

Tive a oportunidade de assistir a comerciais televisivos de automóveis nos EUA e no México: você realmente se sente um idiota. A discrepância de preços é muito grande.

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Sagarana

13 de agosto de 2012 às 16h57

brasileiro é muito “bonzinho”!

Responder

RicardãoCarioca

13 de agosto de 2012 às 16h20

Simplificando: Muitos brasileiros vê no preço alto o valor do status.

Isso vai de carro a roupas. Está em todos os segmentos, comerciais e sociais.

Mas, paga quem pode; aproveita, quem tem o produto.

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Marcelo Rodrigues

13 de agosto de 2012 às 16h19

A mim não pegam! Enquanto for esta exploração de otários, só compro carros baratos mas que tenham um mínimo de conforto e dirigibilidade (por exemplo, ar condicionado, direção hidráulica, motor de ao menos 1600 cc).

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    Alex Mendes

    13 de agosto de 2012 às 20h59

    Cê tá certo Marcelo. Sem nhe-nhém!

    Comprando carro feito aqui, você fica livre de micos, tem maior valor e facilidade de revenda e não fica esperando chegar peça por 2 a 3 meses quando seu carro tiver defeito… Seja feito na China, nos EUA ou Alemanha.

    Agora, falta ao gov. do PT ter coragem a lançar o desafio de serem fundadas duas montadoras brasileiras genuínas. Os governos anteriores deixaram a GURGEL falir, enquanto o gov. Coreano subsidiou a Hyundai, a Kia e outras empresas. Dar subsídio pra estrangeiras é cavar um futuro de dependência e de evasão de divisas.

    Temos que fazer o mesmo que fizeram os japoneses e coreans. Capacidade nós temos, basta ver a Embraer. Poderiam ser estatais ou com participação estatal pra começar. Se é para subsidiar, que sejam empresas BRASILEIRAS DE VERDADE!

    Jaimão

    13 de agosto de 2012 às 22h14

    A Embraer é brasileira, mas a tecnologia, não. Lembram qdo os gringos vetaram a venda de aviões tucanos à Venezuela? Um pais sem tecnologia fica a reboque dos que tem. As multis de automóveis e outras só vem aqui pra levar nossas riquezas, nada mais.

    Alex Mendes

    14 de agosto de 2012 às 17h36

    Jaimão, você está totalmente desinformado e cheio de complexo de vira-lata incutido pela mídia PiG.

    A tecnologia dos aviões brasileiros ERJ 135/145, 170/175/190/195, Phenon, Tucano e Ipanema é 100% NACIONAL. Os aviões foram totalmente projetados no Brasil e grande parte é fabricada aqui. Você confunde tecnologia do todo com o de partes. Partes dos Embraer são fabricadas na Espanha, França, Inglaterra e Alemanha como é em toda a indústria mundial hoje: São feitas em vários países por questão de custos de produção e estratégia comercial. Se você pagar alguns carros americanos ou europeus verá que tem motor fabricado no Brasil. O mesmo ocorre com geladeiras, com o compressor feito aqui. O seu desdém é típico do brasileiro manipulado e induzido com o complexo de vira-lata fomentado pela Veja e resto da PiG.

    Outro erro seu é dizer que “qdo os gringos vetaram a venda de aviões tucanos à Venezuela” Mostra desconhecimento total. Ao contrário do que você diz, a Venezuela comprou aviões Tucano, AMX e ERJ-190/195. Os americanos não mandam mais na Venezuela desde Chávez. Antes faziam de gato-e-sapato aquele país, só exploravam o petróleo da Venezuela e pagavam preços baixíssimos na base de corrupção gigantesca. Não é à toa que a Venezuela continuou pobre mesmo tendo quantidade enorme de petróleo.

    Jaimão, você confunde Venezuela com Colômbia, esse sim país dependente dos EUA, que fez pressão para eles não comprarem aviões Embraer e sim os ultrapassados Hércules. Como a Colômbia e Chile são dependentes dos EUA, também na base de muita corrupção e sujeira, perdem a liberdade e dignidade.

    Não se deixe manipular pela PiG, Jaimão. Deixe da bobagem do complexo de vira-lata e conheça melhor seu país, se é que você é nascido aqui.

    Nós só não estamos melhor hoje porque o PSDB jogou o Brasil 8 anos pra trás. Quando o PSDB assumiu o Brasil era a 9ª economia do mundo e ele entregou o Brasil para os estrangeiros, causou gigantesco desemprego e nos levou para a 13ª posição, atrás da Espanha. O PT Assumiu e teve que refazer tudo e hoje somo a 6ª economia. Temos muito que avançar, mas se não fosse o desastre PSDB neoliberal, já era para termos superado a França e Alemanha. O PSDB foi A MAIOR ROUBADA DO BRASIL, sempre apoiado pela PiG.

claudio coimbra

13 de agosto de 2012 às 16h10

No Brasil tudo é caro, não é só carro: TV, pacote turístico, dinheiro, arroz, feijão, remédio, tudo!

Responder

Ferreira

13 de agosto de 2012 às 14h10

Em outras palavras o presidente da montadora chamou os brasileiros ricos de otários. Não deixa de ser verdade !

Responder

    Vlad

    13 de agosto de 2012 às 23h38

    Sim…os ricos são os otários; nós pobres é que somos os espertos.

    João-PR

    14 de agosto de 2012 às 00h49

    E por acaso você considera quem compra um Corolla rico?
    Caro, rico é quem pode andar de Ferrari ou Lamborghini. O resto, é classe média metida a besta. Eu mesmo, se quisesse, andaria de Corolla, Civic, Cherokee ou outra porcaria dessas, pois o banco vive me oferecendo empréstimo. Como não ostento (e não ostento mesmo, meu celular é um pré-pago sem 3G de R$ 140,00 – e só tenho porque preciso), passo longe desses “devaneios de classe média”.

    Vlad

    14 de agosto de 2012 às 10h18

    Exato.

Haroldo Ribeiro Gomes

13 de agosto de 2012 às 13h52

Certa vez, li em uma matéria sobre os preços exorbitantes dos veículos no Brasil — os produzidos aqui. Um executivo que não quis se identificar, respondeu quando questionado sobre a causa dos preços elevados em relação a outros países da América do Sul, inclusive dos veículos exportados do Brasil para estes países.
A resposta foi clara:
“Cobra-se caro porque há quem pague.”
Analisando por este ponto, o Mr. Rapoza tem razão em tirar onda com a nossa cara.

Responder

    Julio

    13 de agosto de 2012 às 14h38

    É simples assim… É que nem gente que paga 60 reais numa garrafa de cinho que custa 5 euros. Quer tirar onda? Paga caro.

    Pimon

    13 de agosto de 2012 às 15h44

    O artigo da Auto é bonzinho, mas falta a revisão por um economista.

    O lucro dos bancos também é, da padaria, da veterinária.

    Os preços relativos nacionais estão desequilibrados em função do mínimo mercado por culpa da distribuição de renda, histórica.

    Tá tudo errado… e o preço de um BIG MAC não é de 14 reais…. e o drawback… bom, é muita coisa.

    O Brasil, com seu iletrado povo, é um país fadado ao fracasso!

    Alex Mendes

    14 de agosto de 2012 às 18h00

    Pimon,
    Vc é mais um com complexo de vira-lata? O Brasil não está fadado ao fracasso, basta que a classe média pare de se deixar manipular pela PiG.

    É urgente termos uma Lei de imprensa que DÊ DIREITO DE RESPOSTA IMEDIATO e assim acabe com a manipulação piguiana.

    As coisas estão sendo feitas, meu caro. As vagas nas universidades foram aumentadas 250% desde 2002 com o PT. A verba para Educação do Fundeb aumentou 600%. A exigência das crianças irem para a escola está cada vez maior, inclusive com a obrigatoriedade da freqüência para se receber o bolsa família. FALTA AINDA AUMENTAR O SALÁRIOS DOS PROFESSORES de ENSINO BÁSICO e MÉDIO, responsabilidade dos Estados e Municípios.

    Dentro de mais uns 8 a 12 anos teremos um povo com mais escolaridade e com maior potencial. O URGENTE É MELHORAR o nível do ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO e isso será obtido com maiores salários para os professores.

    Mas não será com atitudes negativistas como a sua que iremos alcançar um patamar melhor. Não foi assim que os coreanos chegaram lá. Foi acreditando no país deles e protegendo a indústria deles, da mesma forma como os EUA, o Japão e a Europa fazem e sempre fizeram e, por isso, estão one estão.

    Só mesmo os bobos do PSDB acreditaram que desnacionalizando cresceríamos. Será que os tucanos acreditaram na lorota ou foi por outro motivo que entregaram tudo a preço de banana nas privatarias? Se tivéssemos Justiça SÉRIA nesse país saberíamos a verdade… Que eu sei, o Azenha sabe, o Amaury sabe e você deve suspeitar…

    Gregório

    13 de agosto de 2012 às 15h10

    É o típico “se colar, colou”. Jogam o preço lá em cima e se todo mundo pagar, vai baixar pra quê? É o mesmo raciocínio para qq produto de marca, produtos da Apple inclusos. Toooooooooooma brasileiro otário!!!

sergio mario

13 de agosto de 2012 às 13h51

“O carro no Brasil é caro porque os brasileiros pagam!” – a frase é de um presidente de montadora.

Responder

    Luís

    13 de agosto de 2012 às 14h43

    Presidente da Volkswagen, para ser mais preciso.

José BSB

13 de agosto de 2012 às 13h45

É o capitalismo à brasileira. O governo reduz o IPI, as empresas turbinam os lucros remetendo rios de dinheiro às matrizes e no final ameaçam os trabalhadores de demissão.
O grande patrocinador deste absurdo somos nós.

Responder

Fernando

13 de agosto de 2012 às 13h36

Um amigo de meu pai, já falecido, que foi executivo da GM por 25 anos, uma vez contou que em 86/87 pela baixa venda, o Opala Diplomata já estava decidido o descontinuamento de sua produção, no meio deste processo entrou um novo presidente ou diretor, não me lembro, que foi contra o descontinuamento e disse que dobraria as vendas em um ano, céticos, os outros diretores concordaram, mas não iriam fazer nenhuma injeção de capital. Este diretor colocou um novo spoler lateral, trocou a grade frontal e quase triplicou o preço, ele não só atingiu sua meta, como o Opala Diplomata foi produzido até 91/92

Responder

Julio

13 de agosto de 2012 às 13h35

Ou seja: a situação é muito pior do que a matéria da Forbes faz crer. O “Lucro Brasil” demonstar não apenas a necessiadde da reprodução simbólica de nossas desigualdades sociais como também a relação estreita entre montadoras (multi)nacionais e o govenro brasileiro.

Responder

Moacir Moreira

13 de agosto de 2012 às 13h23

Comprar carro barato e frequentar restaurantes por quilo é coisa de pobre, minha gente.

Quem pode paga, quem não pode, que dê um jeito de arranjar dinheiro, seja roubando ou emprestando.

É assim que funciona o brilhante raciocínio dos nossos ricos idiotas.

Aliás, de todos os ricos idiotas do mundo, os ricos brasileiros devem ser os mais idiotas.

Responder

    Luiz

    15 de agosto de 2012 às 13h51

    Infelizmente Moacir, não existem carros bons e baratos no Brasil, na verdade TODOS os carros vendidos por aqui são caríssimos. Basta olhar sites de carros do Chile, os preços e itens de série, e veremos que estamos sendo muito explorados.

LEANDRO

13 de agosto de 2012 às 13h20

Abra a importação com taxas realistas e force a concorrência. Rapidinho as instaladas aqui terão que ceder. Mas, o governo não enfrenta, sempre teve medo e não vai ser agora que irá mudar.

Responder

    lekoiko

    13 de agosto de 2012 às 16h30

    O Brasil já está se desindustrializando por conta da alta nos preços da commodities e o parco mercado interno nacional

    Se abrirem o país Às importações, aí sim que podemos dizer bau bau para nossas indústrias”

    LEANDRO

    14 de agosto de 2012 às 07h06

    Esse é o ponto. E porque aconteceu? Porque não se fez os investimentos e desonerações que nossa indústria precisa. Cade a reforma tributária? Cade a infraestrututra?

    Luís

    14 de agosto de 2012 às 08h12

    Se o Lula (que é o Lula) não teve peito para enfrentar as montadoras, pode ter certeza de que a Dilma (que é essa Dilma que todos nós estamos vendo) não fará isso.

Marcelo de Matos

13 de agosto de 2012 às 13h17

O texto do UOL é um pouco diferente: http://carros.uol.com.br/ultnot/2012/08/13/forbes-ironiza-precos-da-chrysler-no-brasil-e-quem-busca-status-em-carro-caro.jhtm
O Rapoza diz: “Sorry, Brazukas” (sic): “Não há status em comprar Toyota Corolla, Honda Civic, Jeep Cherokee ou Dodge Durango; não se deixe enganar pelo preço cobrado”. O UOL explica: “O que Kenneth Rapoza diz, no fundo, é que o consumidor brasileiro confunde preço alto com qualidade, e/ou atribui status a qualquer coisa que seja cara. O jornalista reconhece que vê esse “valor de imagem” em carros de Audi, BMW, Mercedes-Benz e grifes esportivas italianas, mas jamais em modelos do grupo Chrysler”. Então é isso: o Rapoza não gosta (ou não gostava) da Chrysler, hoje controlada pela Fiat.

Responder

Juan Henrique

13 de agosto de 2012 às 12h55

Azenha, mais não nos enganemos, Concerteza muita gente que tem condições de pagar essa fortuna nesse carro, paga por status, pra poder dizer que tem.

Responder

RicardãoCarioca

13 de agosto de 2012 às 12h25

Achei o texto muito espirituoso. Misto de crítica e humor sem cair na caricatura. É para se refletir. Quando ele descobrir nossos juros bancários para financiamentos, empréstimos, cartões de crédito…

Responder

jaime

13 de agosto de 2012 às 12h14

Preciso avisar o Mantega. Essa é uma daquelas partes da economia que abriga “os que não têm estabilidade” e por isso está sendo ajudada pelo “governo”.

Responder

Alan

13 de agosto de 2012 às 12h05

Eu entendi o recado, e é o seguinte: preço por preço é melhor comprar uma BMW do que uma fubeca americana.

Responder

Marcelo de Matos

13 de agosto de 2012 às 11h59

O que Mr. Rapoza ignorou é que com ou sem status pagamos caro pelo nosso carro. Ele está certo quando fala que brasileiro gosta de status. É verdade. Na Alemanha contratam designer brasileiro para saber qual é a nossa preferência em matéria de picapes. Iam produzir uma picape com parachoque pintado de preto porque o carro destinava-se a carregar porcos. Aí o designer brasileiro lembrou que no Brasil picape não é para carregar porcos, mas, para mostrar status. A Palio Adventure que eu comprei, mais cara, nada mais é que a Weekend maquiada. A maquiagem saiu cara. O problema maior, porém, é o lucro excessivo das montadoras, com ou sem status.

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