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Diário da Resistência


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Joel Leite: Venda de automóveis zero bate recorde, ainda com margens de lucro astronômicas


02/07/2012 - 19h41

por Luiz Carlos Azenha

Em 6 de agosto de 2011 o Viomundo publicou um texto.

No corpo do texto mencionava-se reportagem que havia sido feita com o jornalista Joel Leite.

Trecho:

O Honda City, fabricado em Sumaré, interior de São Paulo, viaja até o México, paga frete, tem que dar lucro para a revendedora, e tal. Bem, os mexicanos compram o carro pelo equivalente a R$ 25.800,00 enquanto os brasileiros desembolsam R$ 56.210,00 pelo mesmo modelo. Pelas contas do Joel, tirando toda a carga tributária, o lucro das concessionárias, e comparando com o preço no México, o fabricante tem um lucro de quase R$ 15.000, por unidade, no Brasil.

Joel é autor de uma investigação que demonstra que os preços astronômicos dos automóveis no Brasil não resultam apenas dos insumos mais caros ou da carga tributária: são resultado, também, do que ele batizou de Lucro Brasil, ou seja, grandes margens de lucro praticadas pelas montadoras.

Falar em Lucro Brasil é uma forma irônica de se referir ao chamado Custo Brasil, que empresários e jornalistas frequentemente usam para tentar vender reformas neoliberais — a redução de direitos trabalhistas, por exemplo — ou para justificar preços completamente divorciados da realidade.

Houve debate entre os internautas.

O Fábio Passos, por exemplo, argumentou que parte dos reclamos se devia à sobrevalorização do real. Sim, mas nem sempre, como notou o Luiz P, que respondeu:

“Acho que vc não entendeu a ideia do artigo. Lá diz que quando um produto que custa, por exemplo, US$100,00 nos EUA, e por aqui chega a R$500,00 é um caso de especulação. Cito o exemplo baseado em valores concretos de tênis de corrida.

Vamos ilustrar com dois cenários:
1 – Real com valor considerado normal US$1,00 = R$2,50
Pelo câmbio o tênis de US$100,00 deveria custar aqui R$250,00. Então quando ele custa R$500,00 está pelo dobro do preço.

2 – Real hipervalorizado US$1,00 = R$1,60
Pelo câmbio o tênis de US$100,00 deveria custar aqui R$160,00. Então quando custa R$500,00 está mais de três vezes mais caro.

Isso mostra que produto estrangeiro absurdamente caro em um quadro de supervalorização da moeda nacional só pode ser fruto de especulação desenfreada. Nesse quadro os produtos estrangeiros deveriam estar mais baratos. O que acontece por aqui é caso de polícia…”.

Tratando especificamente dos automóveis, destaco alguns comentários:

Marcelo de Matos disse que o problema é o cartel das montadoras; Felipe atribuiu os preços à falta de concorrência; Rodrigo aft disse que o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) não trabalha em defesa da concorrência; Ricardo Alves afirmou que falta ao brasileiro a paciência para pechinchar (ele mesmo diz ter obtido um abatimento de 7 mil reais na compra de um carro zero); Francisco Hugo afirmou que o fato de as montadoras terem suas próprias financeiras faz com que elas ajam também como ‘atravessadoras’; Sergio Navas, que conhece o ramo da siderurgia, alegou que o preço da tonelada de aço laminado longo é de U$ 1.600 no Brasil, contra U$ 830 nos Estados Unidos e U$ 750 na China; Alexandra Peixoto destacou a concentração da cadeia produtiva no Brasil e recomendou este artigo da economista Tânia Bacelar; o David Bonis recomendou a leitura do artigo de Pedro Kutney, do Automotive Business, chamado Os custos, os preços e os bobos.

Noir, num desabafo, disse que “os governos que o Brasil teve ao longo de sua existência foram Governos que governaram para os outros, notadamente os de fora”.

Disse mais:

Bem, sabemos que as coisas boas, somente são boas se funcionam; assim o “capitalismo brasileiro”, transformou-se em um “capitalismo de esgoto”, altamente explorador, selvagem, que não contribui com sua sociedade. Nosso capitalismo é exatamente a “política colonial ” empregada entre 1500 e 1900, extrativista. A diferença é que antigamente se extraia o pau-brasil, ouro, prata, manganês, quartzo, diamantes e no Brasil [de hoje] se extrai “dinheiro”.

O tom do desabafo da Noir me lembrou muito o do jornalista Lúcio Flávio Pinto, já que a ideia subjacente é a mesma: o Brasil como extraordinária fonte de lucros.

[Lúcio tratou do ritmo de exportação de minério de ferro de Carajás — crime de lesa Pátria, segundo ele –, lamentou a exportação de energia brasileira embutida em lingotes de alumínio destinados ao Japão e afirmou que a Amazônia brasileira está sendo transformada em uma subcolônia — primeiro, do Sudeste, depois de estrangeiros — para exportação de energia]

Com a notícia publicada pelo Estadão de que nos últimos três anos e meio as montadoras remeteram para as matrizes U$ 14,6 bilhões em lucros e dividendos, achei que tinha chegado a hora de entrevistar o Joel Leite a respeito, levantando com ele as questões mencionadas pelos comentaristas.

Outro motivo da entrevista: a venda de automóveis no Brasil disparou em junho, com a saída de até 20 mil veículos zero num único dia, recorde histórico.

Segundo Joel, as vendas bateram recorde mas não foi por conta da redução da margem de lucro. Pelo contrário, algumas concessionárias que haviam reduzido, aproveitaram para recompor sua margem de lucro. E nem todas as montadores teriam repassado o valor integral da redução do IPI aos consumidores.

O jornalista afirma que os preços de automóveis não caem abaixo de um determinado patamar e deu como exemplo do poder de fogo da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos) a sobretaxa que foi aplicada contra a suposta “ameaça chinesa”.

O Cherry QQ chegava ao Brasil, já com acessórios, a 12 mil reais, mas como ameaçava a produção das empresas instaladas aqui acabou sobretaxado por pressão das montadoras locais. Isso quando a Cherry e a JAC (outra montadora chinesa) detinham apenas 0,6% do mercado, contra 70% da General Motors, Fiat, Volkswagen e Ford.

Joel também comenta campanhas do gênero da Abaixo o Lucro Brasil, ativa no Facebook.

Ouçam a entrevista, enquanto a gente providencia a degravação:

joel 1

Viomundo: Quais são as últimas do mercado automobilístico?

Joel Leite: O mês de junho fechou com vendas recordes, aumento de vendas históricos. Para você ter uma ideia, o mês teve só 20 dias úteis, sendo que um deles  ainda foi espremido junto ao feriado, quer dizer, você pode considerar 19 dias úteis. Mas mesmo considerando 20, você teve 17 mil carros por dia vendidos. Para você ter uma ideia do que isso significa, nesses últimos anos, quando as vendas estão bombando, o mercado crescendo, as vendas tem sido de 13 mil carros por dia, 14, eventualmente 15 num mês muito especial. Neste mês de junho a média foi 17, na última semana foram 20 mil carros por dia. Isso resultado do que? Da redução dos preços em consequência da retirada do IPI para carro 1.0 e redução do IPI para carro acima de 1.0, que o governo fez no final do mês de maio. Quer dizer: abriu a mão do imposto e com isso vários carros, várias montadoras abaixaram o preço, não todos, por sinal, mas foi o suficiente para provocar essa corrida às revendas, foi realmente uma procura enorme, que é possível até que não se mantenha nos próximos meses, é um pouco artificial, mas contribuiu para isso, para ser o segundo maior mês da historia e a maior venda diária de toda a história da indústria.

Viomundo: Joel, praticando aqueles preços que você denunciou como sendo parte do Lucro Brasil ou não, ou os preços andaram caindo muito?

Joel Leite: Não, não, os preços cairam somente o necessário para reduzir… a consequência da redução do IPI. Ninguém participou mais, além do governo, dessa redução dos preços. Ao contrário, muitas montadoras mantiveram os preços ou tiveram uma redução abaixo do que seria o necessário com a redução do IPI. Ouvi de um dirigente do setor de distribuição… ele disse que muitas concessionárias estavam trabalhando com uma margem reduzida. Então, o que eles fizeram com essa redução do IPI? Recompuseram a margem. Ele falou claramente que em vez de repassar todo esse valor para o consumidor, eles acabaram acertando a vida deles aí, recompondo a margem, muitos carros tiveram uma redução [de preço] menor que o IPI [reduzido] provocou.

Viomundo: Nos seus textos você menciona que as montadoras instaladas  no Brasil muitas vezes são responsáveis por boa parte do lucro das matrizes. E aí tem uma notícia de hoje, do Estadão, do Iuri Dantas, dizendo que nos últimos três anos e meio elas remeteram 14,6 bilhões de dólares em lucros e dividendos. É uma informação que vem ao encontro do que você tem dito, né?

Joel Leite: Exato, isso é uma amostra de que… na verdade o que acontecia quando as montadoras reclamavam junto ao governo por uma redução de preço? O que elas queriam era manter a sua margem de lucro, que é bastante alta, solicitavam uma redução de imposto para poder baixar o preço, sem fazer a sua parte, esse é o grande problema. A gente sabe que a margem de lucro no Brasil é muito grande, foi comprovado isso, dito pelos próprios dirigentes internacionais das montadoras instaladas aqui, a margem de lucro é muito grande no Brasil, é maior do que em qualquer outro país. Quando eles querem incrementar a venda, em vez de reduzir essa margem eles acabam apelando para o governo, que dá guarida a isso, o governo acaba sempre atendendo. Aconteceu isso no início da crise de 2009, em dezembro de 2008, foi o que manteve o Brasil vendendo [automóveis] bem em 2009 e 2010. Aconteceu novamente agora. É possível que… o imposto é para voltar no mês de agosto, é possível que ainda isso se estenda até o fim do ano.

Viomundo: Joel, você disse que hoje o governo controla o mercado de automóveis. O que você quis dizer com isso?

Joel Leite:  Quando as marcas importadas chegaram ao Brasil mais fortemente, especialmente as chinesas, chegaram há dois anos com carro mais barato, carro totalmente equipado e ao preço de um carro básico brasileiro. O consumidor de um carro básico — Gol, Palio, Celta, esses carros pequenos — ele nunca teve a oportunidade de comprar um carro totalmente equipado, porque ele teria de pagar à parte vidro elétrico, o trio elétrico, air bag, direção hidráulica, ar condicionado, essas coisas que são básicas em qualquer carro do mundo, no Brasil não tem.

Para você ter uma ideia, Azenha, há muitos anos, quando o espelho retrovisor do lado direito não era obrigatório nos carros, as montadoras não equipavam o carro com espelho retrovisor [do lado direito], para você ter uma ideia. Um item absolutamente básico. Ele era considerado opcional, só passou a ser equipado [com o espelho retrovisor do lado direito] depois que a lei obrigou. É o que vai acontecer com o air bag e [o freio] ABS daqui dois anos, quando será obrigado.

Hoje, a montadora não coloca esse equipamento e faz ele [o comprador] pagar à parte. O que aconteceu, voltando ao raciocínio? O carro chinês, especialmente, chegou com esses equipamentos e começou a ganhar mercado. A pressão das montadoras fez o governo impor um IPI adicional de 30 pontos percentuais, praticamente inviabilizando a operação dessas marcas no Brasil. Se você pegar as duas coreanas, a Hyundai e a KIA, que já estão no Brasil há muito tempo e estavam conquistando seu espaço, também sofreram. A KIA, por exemplo, teve uma queda de 47% nesse semestre, no fechamento do semestre, em relação ao primeiro semestre do ano pasado. Culpa do aumento do imposto.

Por outro lado, a empresa que mais cresceu nesse semestre foi a Nissan, beneficiada com a importação… ela também é uma importadora, ela importa a maior parte dos seus carros vendidos aqui, ela foi beneficiada porque o governo aceitou… o México faz parte de acordo [automotivo] com o Brasil e não recolhe imposto de importação e também não recolhe o IPI adicional de 30 pontos. Quer dizer, o governo é que controlou esse mercado, é um mercado absolutamente artificial. O carro não está sendo vendido porque ele é mais bonito, porque tem o melhor desempenho, porque tem o melhor custo-beneficio ou porque a montadora fez uma grande estratégia de marketing. Está sendo vendido porque houve um controle artificial desse mercado através do imposto do governo.

Viomundo: O que você diz de certa forma concorda com uma de nossas comentaristas, Noir, que diz que essa margem de lucro é falta de governo…

Joel Leite: É a falta de governo. Você vê nesse relato que você acabou de dizer que saiu aqui no Estadão… da remessa de lucros. A remessa de lucros, o volume foi mais ou menos o mesmo volume do valor que o governo deveria ter recolhido de impostos neste período, nestes três anos depois da crise e que acabou abrindo mão em benefício das montadoras.

 Viomundo: O leitor Felipe disse que o problema é falta de concorrência, é verdade?

Joel Leite: Não é falta de concorrência. Nós temos hoje no Brasil mais de 40 montadoras, mais de 40 marcas, todas as grandes marcas mundiais e muitas pequenas estão operando no Brasil. Imagine você, o Paraguai vende carro mais barato que a gente, o Chile — que não fabrica nenhum carro — importa tudo, vende carro mais barato que a gente. Aí você vai dizer que o imposto lá [no Chile] é baixo. É verdade, é baixo, mas se você pega a Argentina, o imposto é menor que o do Brasil mas não tão mais baixo assim. E as diferenças de preço são absurdas, absurdas. Quer dizer, você compara o preço do carro no Brasil com países de primeiro mundo, onde tem uma realidade diferente — Estados Unidos, Europa, Japão — e compara com paises do terceiro mundo, com paises miseráveis, em qualquer comparação o carro brasileiro é mais caro. Não existe explicação… O custo Brasil, que eles consideram, o custo de operação, custo de logística, de transporte, de todos estes problemas que existem na operação industrial e comercial no Brasil… para o consumidor isso não é custo, é lucro [alheio]. Alguém lucra, se não é a montadora que tem essa maior parte do lucro, é a concessionária, é a oficina, é o transporte, é o cegonheiro, esse dinheiro se perde na cadeia e quem vai pagar o preço final é o consumidor, né?

Para a íntegra, clique no link de áudio 

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



132 comentários

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Jonas Aguiarj

16 de dezembro de 2012 às 14h59

Seria necessário um trabalho de defesa do consumidor que denunciasse este abuso de margens de lucro nos diversos setores, de modo que o consumidor pudesse escolher os produtos pelos quais são cobrados preços mais justos, e que o governo, mesmo preocupado com o nível de empregos, deixasse de proteger esses exploradores do povo!! Quer proteção para a “indústria nacional”, que trabalhem com margens de lucros decentes!!Mesmo que o serviço de analise de preços/margens de lucro fosse cobrado, acho que ainda seria vantajoso tais os absurdos comentados na reportagem!!

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La Nación: Artigos 45 e 161 da Ley de Medios são declarados constitucionais « Viomundo – O que você não vê na mídia

14 de dezembro de 2012 às 23h22

[…] As margens de lucros astronômicas, explicadas por Joel Silveira Leite […]

Responder

Joel Silveira Leite: Margem de lucro das montadoras no Brasil é três vezes maior que nos EUA « Viomundo – O que você não vê na mídia

14 de dezembro de 2012 às 13h14

[…] As margens de lucros astronômicas, explicadas por Joel Silveira Leite […]

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Blogueiro da Forbers se enrola ao gozar brasileiros por preço de automóvel « Viomundo – O que você não vê na mídia

13 de agosto de 2012 às 11h33

[…] Joel Leite: As margens de lucro astronômicas no mercado automotivo brasileiro […]

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José Manuel

31 de julho de 2012 às 18h16

Assim fica fácil ganhar algum.

Bom artigo

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Adriano Benayon: Brasil paga para se tornar pobre « Viomundo – O que você não vê na mídia

19 de julho de 2012 às 11h51

[…] As margens de lucros enormes nas vendas de automóveis […]

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HAMIL MT

09 de julho de 2012 às 14h33

Excelente artigo. Concordo em muitos pontos. Penso que existe mesmo o LUCRO BRASIL (um lucro absurdo nas costas do povo brasileiro); penso também que CABE AO GOVERNO ENFRENTAR ESTE CARTEL DAS MONTADORAS, que são multinacionais, a bem do povo brasileiro, como está tentando fazer com os Bancos, no caso dos juros.

Mas fica a pergunta: o GOVERNO BRASILEIRO tem condições e coragem de enfrentar as multinacionais????

Este assunto tem que continuar a ser debatido neste valoroso BLOG do Azenha. Parabéns.

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airton

09 de julho de 2012 às 10h04

Prestei atenção num detalhe: o dinheiro que o governo deixou de arrecadar é o mesmo (ou quase) o valor que as montadoras enviaram as suas matrizes. Ou seja, o governo tira do brasileiro pra dar de mão beijada aos de fora! E tome carro! Ruas, nada! Está virando um cáos. Tenho um bom carro e já não compensa mais usá-lo nos engarrafamentos. O transporte publico não funciona. Que diabo de lógica é essa?

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Fabio Passos

09 de julho de 2012 às 07h32

Os benefícios de gerir o valor da moeda segundo os interesses nacionais é evidente:

“Carro chinês avança nos emergentes
China representa ameaça a europeus, japoneses e americanos nos países em desenvolvimento”
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,carro-chines-avanca-nos-emergentes,897426,0.htm

Curioso que, ao mesmo tempo em que relata o estrondoso sucesso de nações com câmbio gerenciado, a mídia-lixo-corporativa defende ardorosamente o real hiper-valorizado, que recentemente quebrou o Brasil e continua arrasando a indústria aqui estabelecida.

Como é possível que os leitores da mídia-lixo-corporativa não percebam?

Com o dólar em 3 reais a Heloisa Villela vai tomar sustos vendo produtos brasileiros com preços competitivos… no exterior!

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Fabio Passos

08 de julho de 2012 às 11h20

Um bom artigo do Nassif apontando novamente o erro colossal de juros/câmbio:

“Do plano Real para cá, passando pelos dois governos de FHC e de Lula, a economia viveu um período de aumento da carga tributária, câmbio defasado, taxas de juros sem paralelo na história, burocracia e uma competição crescente dos produtos importados, especialmente asiáticos.”

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-luta-por-uma-economia-nao-cartelizada

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LEANDRO

05 de julho de 2012 às 13h01

Essa matéria é uma meia verdade, os estoques estavam altos e com a redução do imposto a venda aumenta tipo voo de galinha.
“Produção de carros no país tem queda de quase 10% no semestre.”

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Marcelo de Matos

05 de julho de 2012 às 08h06

Sancho Pança, personagem do Don Quixote, era apegado aos ditos populares. Hoje também acordei centrado na sabedoria popular. Diz o ditado que quem nunca comeu melado quando come se lambuza. Quem está mais sujeito a isso? Justamente quem nunca esteve por cima da carne seca. Aí entram os brics, em especial os dois primeiros da sigla, Brasil e Rússia. O primeiro é o atual vice e segundo o campeão mundial dos juros. Esses países não têm indústria automobilística nativa e seus cidadãos, encantados com as máquinas cheirando a tinta, chafurdam nos financiamentos a fim de levá-las para casa. Pode estar aí o estopim de uma nova crise. Não sou experto em finanças e, se conselho fosse bom, ninguém os daria. Digo por mim que já estou endividado. Podemos acelerar essas maravilhas, mas, com cuidado, testando os freios, senão a máquina vai para o brejo. Diz nossa amiga Miriam Leitão que o índice de endividamento no Brasil já está muito alto e, provavelmente, lá pelas estepes russas a situação vai ao mesmo embalo.

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    Marcelo de Matos

    06 de julho de 2012 às 11h05

    E.T.: Faltou um dito popular aí: podemos tirar o cavalo da chuva que não teremos uma indústria genuinamente nacional de veículos. Aqui como alhures a tendência é que só as transnacionais ocupem o cenário. O que talvez possa ser feito é negociação para reduzir os preços. Atualmente, se o governo fala em intervir nos preços das montadoras elas ameaçam ir para o México, por exemplo. Teria de haver unidade de decisão entre os países que acolhem as montadoras transnacionais para fixação de limites de preço. Uma espécie de cartel dos hospedeiros de montadoras. Aí, a ameaça de pular daqui para acolá poderia ser inócua.

Marcelo de Matos

04 de julho de 2012 às 11h13

O informativo da rádio Voz da Rússia diz: “Daqui a 2020, o mercado de carros de passeio russo será o sexto do mundo. Atualmente, a Rússia ocupa a décima posição. Dentro de 10 anos, serão aqui comerciados 4 milhões de máquinas por ano”. E acrescenta: “São os consórcios transnacionais que vêm surgindo aos poucos como os atores principais no mercado automobilístico russo. Muitos deles já instalaram suas unidades na Rússia. O caso da “Renault/AvtoVaz” é o exemplo mais feliz do processo de abandono da concepção de produtor nacional. De uma maneira geral, o mundo já não tem indústrias automobilísticas rigorosamente nacionais”. Esse é o ponto: as indústrias automobilísticas, aqui ou na Rússia, são transnacionais. O problema é como o país negocia com essas empresas, se permite ou não lucros estratosféricos. No nosso caso, pelo menos, os produtores conversam entre si e estabelecem o preço. O governo aceita e o consumidor suporta. Como diz o compositor Zé Ramalho, “É duro tanto ter que caminhar. E dar muito mais, do que receber”.

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Se projeto vingar, estrangeiro poderá controlar até ‘uma Suiça’ dentro do Brasil « Viomundo – O que você não vê na mídia

04 de julho de 2012 às 02h24

[…] Permite a montadoras que remetam um Bolsa Família e meio para as matrizes (U$ 14,6 bi) em pouco mais de três anos. […]

Responder

Fabio Passos

04 de julho de 2012 às 01h01

A recente desvalorização do real de 1,6 p/ 2,0 já reduziu a diferença entre os preços no Brasil e no exterior.
Se o governo continuar promovendo uma desvalorização até aprox. 3reais/1usd, não só os anuais preços serão competitivos, mas o Brasil voltará a ser possível plataforma de exportação de automóveis.
Quanto a lucros, o governo pode e deve moderar remessas filial-matriz e ainda pode definir em acordo com as transnacionais um percentual mínimo de reinvestimento.

Responder

    Willian

    04 de julho de 2012 às 11h37

    Quer dizer que foi o governo que fez o real se desvalorizar de R$1,60 para R$2,00? Diz aí como e, principalmente, como fazer para desvalorizar até R$3,00. Eu, e o mundo, estamos ansiosos pela resposta.

    Fabio Passos

    04 de julho de 2012 às 19h13

    hã… não há nação séria no mundo que permita deriva sem controle de sua moeda.

    Só no mundo bizarro dos adestrados pelo PIG se questiona realidade tão evidente.

    Ana Paula

    06 de julho de 2012 às 09h26

    O câmbio no Brasil é flutuante, pra se ter o controle cambial que o Fábio Passos quer precisaria mudar pra câmbio fixo de novo… o que determina o valor do real é o mercado, a entrada e a saída de dólares do Brasil e isso tudo é aberto. Num cenário de dólar a 3 reais grande parte dos produtos importados, considerando-se a taxação alfandegária, ainda teriam preços competitivos, pois o comerciante brasileiro pratica uma margem de lucro altíssima. No mercado de brinquedos, por exemplo, ouso dizer que com o dólar valendo 5 reais e a taxa de 60% (+ o frete) ainda compensa comprar no exterior. Infelizmente é a verdade, tomei um susto outro dia quando vi uma boneca que havia comprado por 19 dólares ser vendida numa loja do Dom Pedro por R$ 399,00.
    Já o Lego Loja de Departamentos (10211) que por aqui custa R$ 899,00 (Ri Happy) nos EUA sai em média US$ 149,00, ou seja, R$ 300,00. Com a taxa alfandegária de 60% e frete de R$ 100,00, o produto ainda custaria R$ 520,00. A importação feita pelas lojas com certeza é menos custosa e mesmo assim o produto é vendido por 3x o preço no país de origem…

    Fabio Passos

    06 de julho de 2012 às 13h18

    Errado, Ana Paula.
    Mesmo no Brasil onde o regime é câmbio flutuante a taxa de juros definida pelo governo é uma das mais importantes variáveis que afeta o fluxo de dólares, ou seja, o governo tem ação direta nos movimentos cambiais. Parte da recente desvalorização do real seguramente aconteceu devido a redução dos juros promovida pelo governo.

    Quanto a sua opinião… lembro que quando o dólar valia cerca de 3 reais o Brasil exportava muitos veículos, prova inequívoca de competitividade internacional. O dólar caiu até 1,60 e a tendência se inverteu. Passamos a importar.

    Ana Paula

    07 de julho de 2012 às 19h54

    Desvalorizar o dólar demais vai triplicar a dívida externa…

    De qualquer forma, o meu argumento foi que não importa quão desvalorizado o real esteja (suponhamos um cenário de 4 reais = 1 dólar), pois o comerciante brasileiro sempre vai aplicar uma margem de lucro altíssima que tornará vantajosa a importação. Até porque você está trabalhando com a suposição de que as pessoas optam por importar, quando na verdade não há opção em muitos casos. É assim com relação à indústria farmacêutica, de insumos agrícolas, computadores especiais (toughbooks e notebooks para uso médico), e-readers… você parte do pressuposto que de que houve completa internalização dos bens de capital no Brasil, o que também não é verdade. Afinal, com o dólar valendo 4 reais, vai custar o dobro do atual pra uma empresa importar peças de reposição para máquinas, tornos que não são fabricados no Brasil e outros equipamentos, prejudicando, no processo, inclusive a “”””nacional”””” indústria automobilística. De onde vêm as máquinas que fazem os carros? Do setor importador…

    Não é na canetada que se resolve tudo.

    Ana Paula

    07 de julho de 2012 às 21h05

    *Errata no comentário anterior:

    Onde lê-se: “Desvalorizar o dólar demais”

    Entenda-se: “Desvalorizar o real demais”

    Fabio Passos

    08 de julho de 2012 às 11h06

    Ana Paula, seus conceitos e premissas estão errados. Assim você não vai tirar conclusões corretas.
    – Há concenso de que o real está hiper-valorizado. Apenas neoliberais caricatos ainda defendem esta tese furada de “valor de mercado” para a moeda. Não ignore a evidente ação Estatal direta no fluxo de capitais em função de definição da tx de juros.
    – Atenção para o exemplo dos países com altas taxas de crescimento (China por ex) e câmbio controlado segundo os interesses nacionais. Nenhuma nação séria do planeta terra permite deriva sem controle de sua moeda.
    – É um fato que com dólar em 3 reais o Brasil exportava veículos em quantidade significativa. Evidente que o preço dos automóveis produzidos no Brasil era competitivo em níveis internacionais. Quando o dólar desvalorizou até 1,6 reais a tendência inverteu e passamos a importar. Foi assim que aconteceu. Isto independe de nossas opiniões.
    – Fique a vontade para criticar margens de lucro dos capitalistas. De minha parte, em relação as mega-corporações transnacionais, apóio a moderação Estatal para remessas de lucros matriz-filial e acordos em câmaras setoriais p/ tx de reinvestimento mínimo.

    Ana Paula

    08 de julho de 2012 às 14h14

    Fabio Passos, os conceitos não são meus. Internalização dos bens de capital e substituição de importações estão sendo discutidas desde os anos 50 na CEPAL e no Brasil pelo pensamento furtadiano. Sua “análise” tendenciosamente ignora variáveis e só pensa na indústria automobilística, desculpe dizer, mas me parece lobista. Assim não dá pra levar uma discussão a sério.

    Fabio Passos

    08 de julho de 2012 às 22h27

    Ana paula, o tema do post é preço de automóveis. Câmbio é preço.
    Não é a primeira vez nesta discussão que me acusam de “lobista”. Tentativa de desqualificar o interlocutor sem argumentos. Acho curioso… e engraçado. Imaginava que apenas leitores de veja chamariam de “lobista” alguém que defende moderação do Estado para remessas de luros. rsrs
    O Brasil exportava veículos em quantidade significativa quando o dólar valia 3 reais. É um fato. Se a realidade concreta te incomoda por não seguir sua opinião… que posso fazer?
    De qualquer forma um câmbio de um dólar p/ 3 reais seria excelente recomeço para todo o tecido industrial brasileiro arrasado nos últimos anos por esta irresponsabilidade de juros altíssimos e real hiper-valorizado.

Noir

04 de julho de 2012 às 01h00

Agradeço ao Azenha, a citação de meu comentário sobre o tema em tela.
Quero aproveitar para dizer que apreciei muito a entrevista com o Joel, e acrescentar alguns aspectos.
Não vejo problema no valor remetido na rubrica de lucros para o exterior, porém sim, vejo problema, quando esse valor corresponde a um número pequeno de veículos produzidos. Para se obter esse valor de remessa de lucro em outra economia seria em cima de uma produção que não existe nem na China,i.é, a margem de lucro por veículo é absurda.
O preço do aço no Brasil apresar de maior que no exterior não explica o valor dos veículos, pois sabemos que a energia subiu muito após a privatização, e mesmo assim os veículos já eram caríssimos usando um aço mais barato anteriormente.
Conforme expôs o Joel, não é o caso de falta de concorrência, pois quase com certeza o Brasil reúne o maior número de marcas produzindo no mesmo mercado.
O custo da mão de obra, também não explica, pois em muitos países os sindicatos atuam fortemente e os trabalhadores recebem outros benefícios distintos que não temos.
Estou convencido de que o ponto crucial foi a entrevista do Joel com alto funcionário da Mercedes, quando este explicou que “vende mais caro e o mercado compra”. Esse é o ponto. Esse tipo de ação é chamado de “preço de oportunidade” e vai em sentido contrário ao “ganho de escala”, que seria de se esperar.
A manutenção do uso do “preço de oportunidade”, se explica pelos seguintes motivos. Todos os fabricantes são estrangeiros e por conseguinte não possuem nenhum comprometimento com o país e a sociedade que aqui existe. Estão aqui como estiveram os portuguêses, explorando e nada deixando. Não possuímos “empresários nacionais”,pois o têrmo empresário implica compromisso com o mercado que explora; o que temos são “donos de empresas”. A professora Maria da Conceição Tavares, teve uma triste experiência com o grupo Votorantim durante o Plano Cruzado, quando após elogiar ao Ermínio de Moraes, por manter congelado o preço de seus produtos, descobriu que ele só vendida o cimento em operação casada com o transporte fornecido por ele.
O Brasil possui matéria-prima e tecnologia para produzir o veículo que quiser, mas não tem empresários.
Só nos resta a normatização do mercado comercial com regras claras e quem quiser produzir aqui que o faça e quem não quiser, que se vá. Esse é o momento de “peitar” as montadoras, pois elas não tem para onde ir e o mercado brasileiro continua em expansão.
Para isso, se faz necessário que a Presidenta Dilma, acabe com essa estória de “cumprir contratos”, pois sabemos que quando um contrato não é bom para à parte, deve ser denunciado e refeito em novas bases.
Bom, minha cerveja está esquentando e tenho que ir.
Abraços ao Azenha, ao Joel e a todos os companheiros que expressão suas opiniões no Viomundo.

Responder

renato

04 de julho de 2012 às 00h39

Eu sou aposentado e quero mais que a corrente produtora de automóveis pague inss, eu preciso ganhar, e comprar meu carrinho, afinal passei a vida inteira querendo comprar um carrinho zero.
Agora que chegou minha vez, tão de olho gordo nisto, sempre foi muito caro este troço.
Se alguém não tá gostando que se mude para França e compre um Renault, agora em liquidação lá, e fechando 2/3 da fabrica na Argentina
( p/manutenção).
Eu não quero nem saber, nunca vivenciei um congestionamento e não quero morrer sem ter que comentar esta façanha, comum para saopaulinos.
Deus o Nurenberg tá falando na Globo sobre a Industria de carros na Globo. Fui.Absurdo…

Responder

    tião medonho

    05 de julho de 2012 às 08h32

    só entendi a parte do…absurdo

Francy Granjeiro

04 de julho de 2012 às 00h02

Nao poderia deixar de registrar belissimo conto de fadas
Estão botando “coisas” na cabeça de Cachoeira Prova de que o humor de Cachoeira está à flor da pele
Motivos não faltavam para que Cachoeira estivesse fora de si . Ele sofreu varias derrotas: o “não” do Tribunal de Justiça do Distrito Federal a um pedido de habeas corpus por parte de sua defesa, que finalmente o libertaria de vez da prisão e informações que chegaram ao seu conhecimento, dando conta que sua “bela” esposa não tem passado as noites sozinha. Um amigo tem feito visitas sistemáticas à bela, deixando-a somente pela manhã…kkkkkkkkkkkkkkk
Postado por Oni Presente

Responder

Leonardo

03 de julho de 2012 às 23h23

Esse texto mostra todo o processo histórico e faz as pessoas entenderem como funciona o lobby das montadoras e o que sustenta sua margem de lucro:

http://leorossatto.wordpress.com/2012/07/03/o-brasileiro-e-apaixonado-por-carro/

Responder

Avelino

03 de julho de 2012 às 21h35

Caro Azenha
Tentemos de novo, o meu comentário anterior não foi postado.
Isso é o que eu chamo de lucro-aristocracia, da época do Brasil Casa Grande, onde os comerciantes estrangeiros,vendiam aos brasileiros ricos, produtos superfaturados e que depois foram sendo incorporados aos preços comuns que pagamos hoje.Por isso, esse disparate.
Saudações

Responder

Assis

03 de julho de 2012 às 21h04

Lucro Gigante…PIG automobilístico e o fanatismo ideológico de sempre…Mesmo depois do texto esclarecedor, ainda tem comentários falando do “custo Brasil” e os impostos (fanatismo ideológico 1), depois, tem aqueles que defendem o fim do automóvel ( vamos voltar para Albânia Comunista – fanatismo ideológico 2). Finalizando, o Pig automobilístico que na entrevista faz defesa das Coreanas (somente lembrando que uma delas e a maior anunciante do Pig , 1 bilhão de reais em 2011). Antes do aumento dos impostos dos importados o Sonata, a BMW serie 3 e a Mercedes Classe C eram vendidos na faixa de 110 mil reais. A lógica diz que com o aumento dos impostos os tres aumentariam, a BMW e a Merça foram param125 mil, o Sonata (da coitada Coreana) foi para 90 mil, ou seja, antes era lucro roubo Brasil. Alias, o Brasil era o único pais que um coreano custava o mesmo que um carro de luxo alemão. Mas, o Pig não fala isto, afinal vai falar mal do seu financiador.

Responder

assalariado.

03 de julho de 2012 às 20h25

Será que acertei como colar esta frase aqui?

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Responder

Paulo Nolasco

03 de julho de 2012 às 19h53

Li alguns comentários e governos foram citados como culpados bem como políticos e etc. poucos ou nenhum citou o consumidor, chega de procurar culpados onde nos somos os culpados, não temos uma formação cultural para lidar com a livre concorrência. Numa das guerras comerciais com os EUA, o café era o motivo e o boicote foi feito pelos consumidores, o café made in Brazil, encalhou nas prateleiras dos supermercados americanos.
Somos chamados de idiotas pelo fabricante e continuamos agindo como idiotas ao comprar o carro, até quando esse colonialismo vai nos fazer agir como idiotas? Certa vez chamaram minha atenção para uma imagem de São Jorge e me perguntaram se eu já tinha visto uma imagem de São Jorge desmontado, diante de minha negativa me foi mostrado que depois de encontrar um cavalo, são Jorge nunca mais andou a pé.
Até quando seremos os cavalos das montadoras estrangeiras Jorgeanas?

Responder

ton

03 de julho de 2012 às 19h30

Acabei de saber que o Google vai lançar seu novo tablet, 199 U$;
vai chegar aqui a R$ 1300; o governo vai apoiar o uso, para colocar cada um nas viaturas policiais,
escolar de barões e integração em carros luxuosos (que vem até com malogrobook);
o problema é essa simbiose mercado/governo/policia

Responder

Francisco

03 de julho de 2012 às 19h26

Porque os países de integração tardia à economia industrialista recorreram tanto aos modelos estatalizados?

Porque quando a industria é “importada” (multinacionais) ou “produto de laboratório” (antigas oligarquias da terra), o que se cria é monopólismo ou cultura do monopólio.

O que é necessário para as distribuidoras de gasolina no Brasil (daqui e de fora) venderem gasolina a preço decenete? Petrobras.

O que é que foi necessário para que se construissem habitações para trabalhadores a preços realistas? “Minha Casa, Minha Vida”.

O que foi necessário para os bancos privados (daqui e de fora) praticarem juros menores? Bancos públicos.

Alguma dúvida sobre o que é necessário para termos carros com preços racionais?

Alguma dúvida sobre como amestrar as demais cadeis produtivas estratégicas do país?

Alguma dúvida, PT sobre qual é (ou deveria ser…) a sua missão histórica?

Pois é.

Responder

    Pedro Malheiros

    03 de julho de 2012 às 21h30

    Concordo plenamente com voce Francisco. Já tivemos fábricas nacionais de veículos Gurgel, Engesa, Envemo; por último a Troller em Fortaleza; o destino é sempre o mesmo as montadoras multinacionais compram e fecham a fabrica. Só existe uma maneira de peitar as multinacionais, é o governo brasileiro se associar a uma montadora nacional e passar a fabricar carros. A Venezuela está sempre à frente do Brasil nessas questões, pois já tem uma montadora de carro fornecida pelo Irã.

    Eu queria ver o Brasil produzindo um carro por R$ 15.000,00 quem iria pagar R$ 30.000,00 por outra marca.

    O Brasil não tem cacife, para forçar as montadoras a mostrar sua planilha de custo.

    Abrir o mercado automobilístico para a China, é pular do fogo para a frigideira.

    Vamos lá Brasil, isso é questão de segurança nacional; afinal de contas todo ano as montadoras mandam US$ 15 bilhões de lucro para fora do Brasil. É ou não é uma sangria ?

    Assis

    03 de julho de 2012 às 22h06

    Detalhe não são 100 % Chinesas, os distribuidores / importadores exclusivos são empresários brasileiros e estrangeiros “abrasileirados”. Exemplo é a marca Chinesa com o garoto propaganda do Domingao, o dono no Brasil é um Francês distribuidor de outra marca de carros no Brasil ( uma multinacional Francesa). Ou seja os carros Chineses chegam no Brasil e recebem o adicional lucro/roubo Brasil. O carro sai da China por dois mil dólares e é vendido por náiade 10 mil aqui.

    Fabio Passos

    04 de julho de 2012 às 01h25

    O gurgel BR800 era parecido com os carros coreanos da década de 80. Em poucas décadas e com decisão e ação estatal, montadoras brasileiras teriam a capacidade de competir.

    Chirico

    04 de julho de 2012 às 00h29

    Cheguei à mesma ideia, Francisco. Só não acho que seja possível ao Estado criar do nada uma empresa automobilística, simplesmente porque não se trata de um produto, se não estratégico (convenhamos: o investimento estatal em transporte público, por exemplo, é mais estratégico), certamente “estatizável”. Seria preciso, assim, ou um capitalista brasileiro que liderasse o movimento, mas nesse caso, como já ocorreu, não haveria garantia de que a “empreitada popular” não seria traída; ou um empreendedor popular, capaz de mobilizar a um só tempo algo como um crowdfunding, tivesse visão estratégica para conduzir as etapas desse empreendimento e fosse institucionalmente consistente para conseguir recursos junto a, digamos, BNDES – além de suporte moral quando se iniciar a usual desmontagem da honra. Enfim, o que se desenha é um novo modo de produção. Bem: quem se habilita?

    Fabio Passos

    04 de julho de 2012 às 01h14

    É isso. O Brasil pode trabalhar para desenvolver montadoras nacionais. Como falamos em competição com mega-corporações é necessário suporte Estatal. Os exemplos da Coréia e mais recentemente da Índia e China são claros: antes tarde do que nunca.

carlos costa

03 de julho de 2012 às 19h21

o preço dos carros é apenas um dos itens onde os brasileiros sao explorados; as operadoras de cartao de credito cobram dos comerciantes taxa mais de tres vezes superior ao que cobram em paises da europa por exemplo; a telefonia celular é talvez a mais cara do mundo, e por ai vai;as vezes penso que somos mesmo um pais de otarios.

Responder

Avelino

03 de julho de 2012 às 19h10

Caro Azenha
Nós pagamos o preço aristocracia, da época da Casa Grande, quando um vendedor ingles, vinha para o Brasil e vendia somente para os ricos que pagavam o preço que o vendedor ingles queria, pois assim, o consumidor brasieliro, podia se exibir para o colega, que não deixava de passar por barato e compra uma coisa simiular por preços astronomicos e que depois, foi sendo passado para o povo, como preço comum.
Hoje, o povão ainda paga esse valor astronomico, que se chama lucro Brasil.
Faz parte de nossa tradição.
Preços lá em cima, salários lá em baixo e os impostos como desculpas e tudo bem.
Saudações

Responder

Marcelo de Matos

03 de julho de 2012 às 19h06

O que pesa mais: o preço do carro ou o financiamento? Na hora de comprar nos preocupamos, apenas, com a prestação, se ela cabe em nosso orçamento. Eu tinha um Vw Fox e troquei por um Palio Adventure. Dando o Fox como entrada, tomei R$ 35.000,00 emprestados no BB. A mensalidade parecia caber no meu orçamento: 60 prestações de R$ 865,79. Isso dava uma dívida de R$ 51.947,40, mas, não me mostraram esse número e eu só atentei para os R$ 35.000,00 que estava pedindo e o valor da mensalidade. Depois de pagar 19 prestações é que estou notando que ainda devo R$ 35.497,39, valor maior que o empréstimo. Com todos os incentivos que o Mantega vem dando para aumentar as vendas de carros e combater a crise, chegará um tempo em que muita gente estará endividada. Os juros para o consumidor não estão baixando. Se você tenta trocar o BB pela Caixa, não vão abater o valor dos juros que você está pagando. Os juros do consignado continuam muito altos. O governo só abateu os juros do BNDES para investidores, inclusive para contratos já firmados.

Responder

Duarte

03 de julho de 2012 às 18h14

Seria melhor a matéria ter sido assim: sobem as vendas de ônibus…

Responder

Maria Izabel L Silva

03 de julho de 2012 às 17h12

A questão da “remessa de lucros” é uma bandeira antiga. Desde a decada de 50 do seculo passado, que se debate essas coisa, relacionada ao capital multinacional. Qual é o governo que vai enfrentar a redução dos lucros de um setor tão poderoso quanto o setor automobilistico??? Qual é o governo???Eu ainda não vi nem ouvi qualquer politico, candidato a senador, deputadp federal ou Presidente, de qualquer partido, da extrema direita à extrema esuqerda dizer que vai encarar o setor automobilistico e derrubar os lucros das empresas. Esse maluco einda esta para nascer. O fato é que o carro é caro sim. Muito caro. Enquanto o consumidor brasileiro estiver disposto a pagar por isso, as coisas vão continuar assim. Aracaju, minha cidade, só tem carro novo, SUVs estupidamente caros por toda parte, parece uma praga …

Responder

trombeta

03 de julho de 2012 às 16h53

Até tú PSOL?

Pois é. Essa CPI do Cachoeira tem fogo para todo lado.

Veja o caso de Noelia Brito

Ela foi pré-candidata do PSol à prefeitura do Recife, mas teve sua candidatura retirada pela cúpula do partido, se desfiliou e anunciou apoio aos candidatos do PSTU em Pernambuco.

Em discurso durante a Convenção estadual do PSTU, Noélia acusou o comando nacional e estadual do PSol de envolvimento com o quê?

Com o esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Segundo Noélia, o presidente nacional do PSol, deputado Ivan Valente (SP), está protegendo o vereador goiano do partido Elias Vaz, amigo de Cachoeira e chefe da corrente que comanda o partido em Pernambuco, berço da Construtora Delta.

Noélia diz textualmente que o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) está na CPI para “blindar Elias Vaz” que deverá ser convocado a depor.

É a tal história: pau que dá em Chico, dá em Francisco…

Responder

abolicionista

03 de julho de 2012 às 16h41

Para falar a verdade, espero que os automóveis fiquem cada vez mais caros. Quem sabe assim a classe média mexe a bunda e começa a lutar por um transporte público amplo, barato e eficiente. O transporte público é a única solução viável econômica, ecológica e socialmente. Temos de protestar por um transporte publico decente e não por descontos em concessionárias. Quanto tempo vocês acham que as cidades aguentam com cada vez mais automóveis circulando nas ruas? É isso que chamam de democracia?

Responder

    Marta

    04 de julho de 2012 às 11h52

    Enfim um comentário inteligente.

    Pedro

    05 de julho de 2012 às 01h02

    Meu medo é o Brasil involuir e virar um país de motocicletas, com aqueles trânsitos caóticos que vemos em vídeos pela internet. Pior que já sinto isso acontecendo.

    E olha que sou motociclista, mas por paixão por moto mesmo. Ruim é o povo não ter opção de transporte e ter que apelar para as duas rodas, sem o menor preparo e aducação.

Carlos

03 de julho de 2012 às 15h46

Acho que está mais do que na hora de fazermos algo ! Não adianta somente reclamar ! Precisamos agir ! Já foi feito no ano passado uma campanha “NÃO COMPRE CARRO ZERO !!” .

Vamos espalhar essa e ver o resultado ? Não quero dizer que o único problema do Brasil sejam os carros. Longe disso. Concordo com todos que citaram vestuário, eletroeletrônicos, etc… Mas acredito que o carro teria um grande impacto de “marketing”. E antes que alguém reclame, não quero acabar com os empregos da cadeia automotiva. Apenas quero deixar de ser explorado. Mudar de país ? Não !! Vamos mudar o país. O povo não sabe o poder que tem. Tomemos como exemplo a “PRIMAVERA ÁRABE”. O povo foi para as ruas exigir mudanças nesses países dominados pelas ditaduras. E nós.

CAMPANHA “NÂO COMPRE CARRO ZERO”.. Vamos lá pessoal !!!

Responder

    Pitagoras

    03 de julho de 2012 às 18h30

    Essa eu já comecei…há 25 anos atrás. De lá para cá mantenho meu carro de 1ª mão em perfeito estado. Embora deteste automóveis, com o lixo de transportes públicos desse país, sou obrigado a lançar mão deste gerador ambulante de poluição e mortes. Mas não sou obrigado a sustentar essas montadoras e importadoras multinacionais. Façam o mesmo!

LEANDRO

03 de julho de 2012 às 15h27

Enquanto isso na pizzaria do planalto….já que esse assunto morreu por aqui, os progressitas nem tocam mais nisso…
“CPI da Delta rejeita pedidos para
ouvir Cachoeira, Bordoni e Perillo
Requerimentos foram barrados por deputados governistas nesta manhã.
Para três integrantes, contraventor deve ser ouvido em outro momento.”

Responder

PAULO CEZAR

03 de julho de 2012 às 15h02

Ai esta a explicação para a falta de crescimento do PIB brasileiro.

Ao invés da renda salarial ser revertida para compra de inúmeros outros bens e serviços.

A renda é transferida dos mais pobres para os mais ricos – e estrangeiros, sem pudores, e com ajuda do governo.

Responder

    Pitagoras

    03 de julho de 2012 às 18h32

    hehehe…é o país do Xerife de Nottingham. Ao contrário do Robin Hood, rouba dos pobres para dar aos ricos!

wille

03 de julho de 2012 às 14h16

Há dois meses estava pesquisando as opções para comprar uma câmera fotográfica.

O preço dela nos EUA estava em US$ 450.
Em lojas virtuais brasileiras custava por volta de R$ 2300.
Encontrei uma loja estadunidense que vendia para o Brasil e possuía a opção de já acrescentar no valor da compra o custo da taxa de importação e, surpresa, a câmera custaria R$ 1600, já com frete incluso!!!

Ou seja, é melhor comprar diretamente da loja no exterior que pagar a taxa de lucro das empresas brasileiras!

Responder

Sergio Navas

03 de julho de 2012 às 13h44

O lucro Brasil esta presente em toda cadeia, do minério de ferro até os principais semi- acabados,e os seus derivados.
A forma de se corrigir esta distorção é o governo tomar as seguintes medidas:
1- Taxar as exportações de minérios e seus príncipais derivados.
2- Diminuir proporcionalmente as alíquotas de importação desses mesmos produtos.
3- Taxar as importações ao máximo permitido dos manufaturados de ponta( entenda-se como máximo permitido o respeito aos acordos internacionais dos quais o País é signatário).
4- Incentivar ao máximo possível as exportações dos manufaturados de ponta.

Responder

Paulo

03 de julho de 2012 às 13h32

Outra fator importante é a aberração burocrática tributária brasileira, também impactante no custo Brasil. Um exemplo icônico disto é o ICMS-ST (Substituição Tributária) e sua burocracia derivada. Este talvez seja o único imposto no mundo que é cobrado antecipadamente ao ato do consumo na cadeia mercadológica. Quando ele foi instituído, justificava-se o mesmo pela deficiência do estado em fiscalizar a evasão fiscal, o que hoje, com a rastreabilidade dos produtos e com a informatização dos fiscos, não se faz mais necessário. Só esta anomalia tributária impacta bastante os produtos no Brasil e pior, induzem a majoração dos preços finais dos elencados sobre a mesma lei. Como a discussão séria sobre a reforma tributária não anda, empacada como sempre nas pequenezas dos nossos políticos, ficamos aqui só nos comentários.

Pelo lado do lucro Brasil, para o empreendedorismo brasileiro, vale citar a Índia como exemplo de adaptação aos seus recursos limitados.

Veja em: http://blogs.hbr.org/cs/2012/07/frugal_innovation_lessons_from.html

Esse artigo da HBR me fez lembrar do Gurgel(http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Augusto_Conrado_do_Amaral_Gurgel), que nunca foi entendido pelos políticos desenvolvimentistas pendurados em Brasília.

Responder

    ton

    03 de julho de 2012 às 19h11

    Muito triste este trecho:

    “A Gurgel acabou fechando as portas no final de 1994, por questões financeiras e derrotada pelas grandes multinacionais.
    Em abril de 2004, o empresário Paulo Emílio Freire Lemos adquiriu a marca Gurgel. O registro desta encontrava-se expirado no INPI desde 2003. Para tornar-se seu proprietário desembolsou o valor de R$ 850,00. A família Gurgel não foi consultada e por isso decidiu mover uma ação judicial contra o empresário.[5] A atual Gurgel nada tem a ver com a antiga fabrica de automoveis e trata-se de uma importadora que hoje tem em linha um triciclo rural e uma empilhadeira.”

Gilberto

03 de julho de 2012 às 13h13

As montadoras fazem chantagem com o governo. qualquer medida contra os interesses das montadoras termina em amea’ca de demissao… os governos obviamente nao querem pagar o onus eleitoral da demissao nas montadoras e assim as montadoras se auto regulam

Responder

João Vargas

03 de julho de 2012 às 12h51

Esta matéria me recordou o último carro zero que comprei(pálio 1997), fiquei assombrado quando abri o capô e vi os meus pés por baixo do motor, aí perguntei ao vendedor e ele me informou que a proteção do motor não estava incluída no preço que eu teria que pagar á parte…me senti o maior otário do mundo! Me sinto otário também quando abasteço…pago a gasolina mais cara do planeta e ainda tenho que ouvir que o brasil é auto-suficiente em petróleo, pré-sal, etc..

Responder

Fernando

03 de julho de 2012 às 11h42

O Brasil optou por este populismo consumista.

As indústrias optaram pela instrumentalização do desejo.

Carro é anti-ecológico, é a essência do individualismo.

Antigamente o Fusquinha durava a vida toda, e andava sempre carregado de gente.

Agora tem ´´o carro do ano“, e só viaja com o motorista.

Tá engarrafado, tá estressante, o planetinha sofre com tanto combustível fóssil e monocultura da cana.

Mas o PIB agradece!

Responder

    Pitagoras

    03 de julho de 2012 às 18h35

    PIB…Perfeito Idiota Brasileiro

    Pitagoras

    03 de julho de 2012 às 18h38

    Enquanto isso aqueles atrasadões dos holandeses, suiços, e outros povos bárbaros, avessos ao modernismo, insistem em andar de bondes, trens e similares…nós é que somos issssperrrtosssss! Para gáudio das montadoras multinacionais aqui instaladas…

damastor dagobé

03 de julho de 2012 às 11h36

a mim me parece óbvio, pagamos os preços mais altos do mundo por qualquer coisa pq antes de tudo somos classe media brasileira e o que pode ser pior pra nós? qual nosso maior pesadelo? o terror absoluto??? ser confundido com arghhhh…ecaaaaa….pobre. Então não reclamamos das extorsões que somos vitima a a todo momento pra que não pensem isso de nós..o que puserem na notinha (fria geralmente) nós pagamos sem pestanejar. Vc quer que pensem que vc é…arghhhh…ecaaaaa…pobre?????????

Responder

Yacov

03 de julho de 2012 às 11h34

E CADÊ os TRENS, meus amigos?!?!?!?! EU QUERO VIAJAR DE TREM COM A MINHA FAMÍLIA, PôRRA!!! Sem dizer que a utilização dos trens tornaria nossos produtos mais competitivos e forçaria a redução dos preços dos carros. E tem outra: começo a dar razão ao cerráquio e seus tucanalhas. Tem que encher as estradas de pedágios e cobrar pedágio até para entrar no centro de SP, mesmo!! Que sabe assim esse povo abestado passa a exigir transporte público de qualidade e pára de comprar carros superfaturados e de dar lucros monstruosos às montadoras insaciáveis. Dizem que a competição está na base do sistema capitalista, mas isso não é verdade. O que está na base do capitalismo são as pressões das corporações e a manutenção de seus mercados cativos e de seus lucros escorchantes. Estamos há mais de 10 anos com essa BOSTA de internet caríssima, e o PNBL não saim, nem a ANATEL toma alguma iniciativa para promover a queda dos preços e melhoria dos serviços. Somos massacrados com o preços aviltantes dos carros, mas o governo aumenta a carga tributária dos carros chineses e coreanos baratinhos que acabam por se tornar também super-caros… Estamos na MERDA!!!

“O BRASIL PARA TODOS não passa na gLOBo – O que passa na gloBO é um braZil para TOLOS”

Responder

    Pitagoras

    03 de julho de 2012 às 18h40

    Vade retro satanas! Entre a má qualidade dos produtos brazukas e os descartáveis chineses. Tamo é fu…

    Pitagoras

    03 de julho de 2012 às 18h49

    retificando, o magnífico empresário brasileiro nem mais produto ruim fabrica, prefere importá-los da China e colocar a etiqueta em português…lucro acima de tudo!

    Yacov

    03 de julho de 2012 às 21h37

    XÔ, VIRALATAS!!!

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”

Marcelo de Matos

03 de julho de 2012 às 11h06

O que há de comum entre o carro estrangeiro, os juros altos, o boi português e o burro nacional? Qualquer empreendimento requer dois itens básicos: capital e tecnologia. Diz a lenda que nos States e na Europa os juros são negativos. Como assim? Os bancos lá viraram entidades beneficentes? Tenho minhas dúvidas. Talvez estejam deixando de lucrar por lá para fazê-lo aqui. Há, também, outros países “emergentes” neste mundo globalizado onde os lucros ainda são possíveis. O capital, portanto, tem para nós um alto custo. A tecnologia, idem. Temos mais de vinte fábricas de automóveis espalhadas pelo país, embora a maior concentração seja em São Paulo. O consumidor brasileiro paga caro por essa tecnologia e pelo financiamento. Somos um país livre, mas, escravo da tecnologia e do capital alheios. Aí entra o boi, que segundo Eça de Queiroz, é um animal que em Portugal se sente livre porque não o metem ao carro, mas, o infeliz se esquece da canga. No nosso caso, os juros e custo da tecnologia são a canga que temos de carregar. E o burro? Vai bem, obrigado.

Responder

Julio Silveira

03 de julho de 2012 às 10h34

Automovel é so um dos itens altamente lucrativos para os grupos, com o diferencial de serem todos estrangeiros. E isso, ninguem me tira da cabeça, é por omissão, até mesmo culpa de “nossos” governos. Parecem preferir isso, e as compensações que as omissões trazem, a terem de enfrentar a estratégia de ataques sofisticadas, e as articulações dos grupos privados, feitas para conseguirem manterem-nos assim na defensiva, quase imobilismo. Mas não podemos dizer que a exploração é apenas estrangeira, por que não é. Poucos segmentos industriais brasileiros, se é que existe algum, não praticam lucros abusivos. A construção civil, por exemplo, também. os Bancos idem. Aliás os bancos são outro caso sério. Em plena abertura capitalista, no governo FHC,pensaram a estratégia de trazerem alguns bancos estrangeiros para cá , com a premissa da competição, para praticarem juros mais baixos, e assim ajudarem o governo a reduzir o juro para o consumidor, depois de algum tempo se verificou uma estratégia completamente fracassada. Talvez por ter sido desconsiderado os instrumentos do enquadramento para atuação no nosso mercado, e para mim, formadores de oligopolios, as grandes federações de todos esses grupos.

Responder

Hernán

03 de julho de 2012 às 10h34

A márgem dos vinhos a mesma coisa. Em lugar de ter confrária para degustação, eu quero uma para exterminar os parreráis brasileiros e importar vinhos a preços decentes! O livre mercado não existe, é uma ilusão, o capitalismo funciona com âmbitos privilegiados de acumulação (rent seeking)

Responder

O_Brasileiro

03 de julho de 2012 às 10h21

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1114209-movimento-recorde-nas-concessionarias-nao-reanima-industria-automotiva.shtml

“Preocupadas com o que consideram uma euforia passageira, as montadoras estão pessimistas e preparam demissões”

Responder

Daniel Campos

03 de julho de 2012 às 09h49

Eu tenho uma idéia diferente.

Simplesmente digo não ao carro.

Não sou otário para pagar o dobro do que um carro realmente vale (e mais, somos proibidos de ter carros de passeio movidos a Diesel, que é mais econômico para ter que usar álcool ou gasolina). Se preciso de um carro, pego um táxi ou um ônibus.

A família em si têm um carro porém usado, ainde não pagamos nem perto do ridículo preço do carro novo.

E não adianta importar porquê o governo, de joelhos para os interesses de quem têm muito dinheiro, faz tudo que pode para tornar praticamente impossível uma pessoa comum comprar diretamente de fora.

E como o Eduardo comentou, Vive-se no Brasil um “capitalismo” que não enxerga o amanhã, só o dia de hoje. A norma é ficar ríco o mais rápido possível com o mínimo de esforço para depois fugir para a “metrópole” (antes era Portugal, agora são os EUA e Europa).

E ninguém reage para valer porquê somos doutrinados desde cedo a agir como “bois mansos”, e aonde qualquer um que faça algo de concreto contra é imediatamente execrado pela mídia tupininquim ou literalmente eliminado quando se torna um “estorvo” para a turma da grana. Diabos, se você reclama os SEUS PRÓPRIOS PARES se levantam para dizer que o errado é você.

Estava considerando seguir o conselho de um amigo e tomar a atitude de abandonar essa legítima “republiqueta bananeira” e ir procurar um país sério para viver (Obs: Não nos EUA), mas agora com o mundo prestes à entrar em – mais um – colapso o jeito parece ser aguentar firme, armazenar mantimentos e armas e ver no que vai dar.

Responder

    Pitagoras

    03 de julho de 2012 às 18h47

    O diesel aqui é subsidiado com a inteçaõ original de baratear o custo dos transportes públicos. Resultado? A quem beneficiou? A uma casta de empresários de ônibus, poluentes, barulhentos, desconfortáveis. Tolheu o desenvolvimento de transportes de massa eficientes, como existem em outros países. estimulou a promiscuidade entre esses riquíssimos empresários e seus lacaios vereadores, que aumentam as tarifas para que aqules empresários voltem a contribuir para a reeleiçao daqueles, e manter tudo como está.
    E agora? a sociedade subsidia o diesel para que os barões queimem em seus mastondontes (SUV’s) importados às custas do PIB (perfeito idiota brasileiro). Pode? Aqui pode, sim senhor!

LEANDRO

03 de julho de 2012 às 09h45

“O IPI que incide sobre os carros no Brasil está na casa dos 40% ( o maior do mundo?). Nos EUA, por ex, é de 6%.
Além disso, o custo de se montar, fabricar, transportar etc no Brasil é significativo em função das nossas deficiências fiscal/trib e de infra-estrutura.
A nossa cultura fiscal é a de onerar e punir o trabalho e todo o setor produtivo, transferindo renda p/ setores não produtivos e p/ despesas correntes.”

Responder

    Pitagoras

    03 de julho de 2012 às 18h53

    Como carro no Brasil mata mais que as guerras, e atravancam a locomoção nas cidades, poluindo-as desmesuradamente, por mim os impostos sobre essas máquinas infernais deveria ser aumentado de 1000%!

    LEANDRO

    03 de julho de 2012 às 20h20

    Tudo bem. Mas enquanto não tivermos transportes públicos de qualidade, como fazer para se locomever? Se tivéssemos bons metros, vias e ônibus, ia adorar abrir mão do carro.

Willian

03 de julho de 2012 às 09h35

A questão da remessa de lucros para o exterior teria que ser discutida ANTES das montadoras se instalarem no país. Basta uma montadora insinuar que quer se instalar no país que os governos federal, estadual e municipal correm para ver quem dá mais inscentivos fiscais à empresa. Fiquei sabendo que a BMW quer se instalar no país. Quem dá menos?

Responder

Assuerum Marcaccini

03 de julho de 2012 às 09h32

Como dizia aquela personagem “americana” do programa A Praça é Nossa: brasileiro é bonzinho, non?! Na verdade, brasileiro é BOBINHO. Com o Congresso cheio de picaretas(o Lula tinha razão, lembram-se?) e os governos que morrem de medo das multinacionais, principalmente das poderosas montadoras de veículos, só temos mesmo é que amargar coisas ruins como o da reportagem abaixo. O Brasil precisa mesmo é de um Hugo Chaves ou uma Cristina Kirchner pra peitar essas transnacionais que têm a mídia, congresso e governo nas mãos pra deitar e rolar em cima da mão de obra e ignorância dos brasileiros. BRASIL, UM PAÍS DE BOBOS, esse é, com certeza, o slogan inconfesso de nossos exploradores

Responder

Renato

03 de julho de 2012 às 08h48

Que mal tem em querer lucrar em uma operação comercial?
O trouxa é quem paga por isso.

Responder

Willian

03 de julho de 2012 às 08h42

Esta história de cartel, se existe, é um caso a ser estudado. Temos montadoras dos EUA, Alemanha, França, Itália, Coréia, Japão, China e Índia instaladas no Brasil. Se existe um cartel, montadoras dos mais diversos países e culturas empresariais se uniram para combinar preços para roubar os brasileiros e, o mais interessante, só os brasileiros, pois automóveis vendidos na Argentina e México são bem mais baratos. A pergunta que deve ser feita é porque estes malvados decidiram formar um cartel para explorar única e exclusivamente os brasileiros e deixaram de fora o resto do mundo.

Responder

    Valter

    03 de julho de 2012 às 12h11

    Não é que as montadoras sejam “malvadas” ou tenham que ser “boazinhas”, elas simplesmente se aproveitam da ignorância da classe média brasileira que não reclama, não exige seus direitos e não faz nenhum esforço para estar melhor informada (só assiste a TV Globo e lê revistas de fofocas e sobre dietas para emagrecer)! Os brasileiros acham que ter carro é sinal de “status” e não importa o quanto cobrem, eles farão tudo para ter um, inclusive pagar o dobro que outros povos pagam! Qual a conclusão? Ou são idiotas ou ignorantes, ou as duas coisas, se sabem disso tudo e continuam a comprar… Seria interessante se essas informações fossem repassadas ao maior número de pessoas via Facebook, Twitter, e-mail, etc., talvez uns dois ou três se tornassem pessoas normais. Estarei sendo muito otimista?

    Willian

    03 de julho de 2012 às 13h40

    Quer dizer que a culpa é da classe média do Brasil que é ignorante? Esta é uma teoria econômica nova e merece estudo, principalmente pelo fato de envolver Rede Globo e revistas de fofoca no meio.

    Julio Silveira

    03 de julho de 2012 às 19h44

    É que aqui amigo, temos uma elite imperial, que luta com todas as armas para manter os cidadãos suditos. Para isso manter a ignorância da cidadania é questão de honra. Mas o mais perverso nisso tudo, é que a cultura dos que vem emergindo, os “novos richs”, é copiada. Apropriam-se do formato para serem aceitos nessa nova ordem, se enquadrando e buscando parecerem “in”. Percebemos isso toda hora. Perderam até o pudor e já se apresentam até na TV desfilando a mais completa ausência de principios éticos, valores deprimentes e a mais completa bossalidade. Isso, nessa busca par ir ao encontro do estilo de vida, pela palatabilidade entre os chamados ricos tradicionais, os juizes do estilo.

Mardones Ferreira

03 de julho de 2012 às 08h41

Sobre o Lucro Brasil.

No mês passado, eu comprei os móveis para meu apartamento. Tive problema com a cuba (pia) da cozinha que era menor que o balcão. Ambos comprados na mesma loja.

Ontem fui até a loja para tratar da troca da cuba. Pensei que teria de pagar a mais pela nova cuba, pois quanto maior, mais cara.

No entanto, para minha surpresa, o gerente disse que fará a troca por uma cuba maior sem custos.

Pesquisei no site da loja e de concorrentes e vi que a nova cuba é cerca de 20% mais cara do que a que tinha commprado.

Lendo sobre o Lucro Brasil e o quão caro pagamos pelos produtos e serviços aqui no nosso país, entendo porque o gerente vai trocar a minha cuba ”sem cobrar” a diferença no valor.

E mais, comprei nessa mesa loja uma máquina de lavar com capacidade de 10 kg e recebi um ”desconto” de R$ 100,00 do preço que estava sendo cobrado no dia da compra.

A falta de costume do brasileiro em discutir o preço é uma das causas do Lucro Brasil. E também demonstra que ainda somos imaturos nos assuntos de comércio.

Pior. Os mais pobres descobriram o que a classe conhece há algum tempo: A PARCELA.

Ou seja, se o consumidor pode arcar com a parcela, o preço é insignificante. Por isso, é raro encontrar uma loja que exiba o preço à vista das mercadorias.

Responder

Roberto Locatelli

03 de julho de 2012 às 08h27

O Brasil ainda tem muitas desigualdades. Louvamos a melhora da distribuição de renda, emprego, etc, conquistados por nós nos dois mandatos de Lula.

No entanto, se compararmos com a (r)evolução que ocorreu em outros países do Continente – Venezuela, por exemplo – veremos que ainda estamos muito atrás.

Um exemplo disso é o “Lucro Brasil” (aliás, expressão bem adequada) que faz com que muitos produtos tenham preços irreais em nosso país. É o caso dos carros e de outros produtos tecnológicos.

Enquanto tivermos governos que não enfrentam a ganância dos empresários, isso persistirá. Como a Dilma teve a coragem e ousadia de enfrentar os banqueiros, que são a fatia mais poderosa de nosso empresariado – se é que banqueiros são “empresários” – então há esperança.

Responder

    Horridus Bendegó

    03 de julho de 2012 às 10h36

    O QUE É O QUE É?

    O que 25 anos de Ditadura e programação da rede Globo de televisão diariamente dentro da casa dos brasileiros produziram?

    … resposta: O povo mais idiotizado do planeta. (pior até do que o mexicano)

    Pitagoras

    03 de julho de 2012 às 18h57

    num tô dizendo, sô? é o PIB (perfeito Idiota Brasileiro)

    Lucas Cardoso

    03 de julho de 2012 às 11h04

    Pior, programas como o Bolsa Família e o IPI reduzido aumentam o mercado consumidor para esses produtos, sem diminuir o Lucro Brasil. E como os impostos sobre fortunas não aumentam, esse dinheiro todo que as empresas ganham favorecidas pelo Estado não é revertido para elevar a qualidade de vida da população.

    Assim, o governo de Lula e Dilma, obcecados em aumentar o PIB, acabaram estimulando o oligopólio.

Zezinho

03 de julho de 2012 às 03h53

O brasileiro é um ser idiota, fútil e sem o mínimo senso de cidadania. É por isso que temos os governos que temos.

Agora não se pode culpar apenas o Lucro Brasil, o Custo Brasil é tao importante quanto e diria que o Custo Brasil é ainda maior.

Quando se comeca a cruxificar alguém por algum problema que temos a luz já se acende e mostra que há algo de errado. É muito fácil culpar a quadratura do círculo quando temos problemas.

Responder

    Roberto Locatelli

    03 de julho de 2012 às 10h11

    Zezinho, você é brasileiro?

    Zezinho

    03 de julho de 2012 às 11h14

    E vc? Mora e convive com brasileiros?

    Noir

    04 de julho de 2012 às 17h48

    Local, o cara é matemático.

Julio

03 de julho de 2012 às 03h42

Os sindicatos deviam se organizar e criar um “lucrômetro”, nos moldes do “impostômetro”. O “lucrômetro” marcaria quantos bilhões de reais foram para o bolso dos empresários à custa de trabalho alheio. Aliás, também estou pra ver uma matéria na tv que denuncie o quanto pagamos de mais-valia em um determinado produto, no molde daquelas que fazem com imposto.

Responder

    Alexandre Bitencourt

    03 de julho de 2012 às 09h39

    Muito boa idéia, deveriam mesmo criar o “lucrômetro” … queria ver a imprensona alardear lucros como alardeiam o imposto!

    Pitagoras

    03 de julho de 2012 às 18h59

    …além do sonegômetro é claro. Afinal para cada real arrecadado um é sonegado, pelos mesmos sacripantas que tanto deitam verborragia sobre o inferno tributário brasileiro.

Roberto Lima

03 de julho de 2012 às 01h11

O aumento do ipi para os importados tem como objetivo proteger as montadoras que geram emprego no Brasil. Todas são estrangeiras e mandam os lucros prá fora, mas as instaladas aqui, pelo menos, dão emprego e renda para brasileiros ao contrário das importadas em que nada fica aqui, nem o lucro nem o emprego. O ideal seria que tivessemos montadoras brasileiras, como já tivemos no passado a gurgel, mas por falta de apoio, investimento e interesse na época, sucumbiu à concorrência com as montadoras estrangeiras. Teríamos que criar um projeto Brasil para a área, desenvolvimento de tecnologia (e cópia também, claro), mas por enquanto ainda não temos. Se tivessemos, o cartel do “lucro Brasil estrangeiro” talvez pudesse ser quebrado.
Concordo plenamente que o acordo automotivo com o México prejudica a concorrência e favorece os importados de lá, sem contrapartida de preços mais baixos, como os chineses estavam oferecendo até então. Talvez o melhor, para ser mais justo, seria que este acordo seja rediscutido ou cancelado.

Responder

Pedro Henrique

03 de julho de 2012 às 00h41

O Brasil é um país de ricos, consegue pagar um carro 35 mil a 40 mil dolares, Consegue pagar seguro, Ipva, flanelinha, estacionamento, pneu, óleo, pedágio, peças, mão-de-obra de oficina a R$ 200,00 a hora. E o preço daspeças está nas nuvens. Consegue financiar o automóvel pagando o juros de agiotagem, e o pior o sistema funciona. Quem possui CNPJ, consegue comprar direto da fábrica com desconto de 8% a 15%. O consumidor comum não tem esse desconto.

Responder

Milani

03 de julho de 2012 às 00h29

Lendo uma matéria dessas, perguntem-se se ainda tenho algum resquício de ânimo por ter nascido nessa Terra de Ninguém… Não gosto de ser feito de idiota, mas como fugir da realidade? Mesmo dentro de casa, ao usar a televisão, estou pagando uma das contas de luz mais altas do mundo. Inimaginável um cenário desses num país cuja matriz energética é predominantemente sustentada por hidrelétricas… Aqui só se dá bem que é amigo do rei. De preferência amigo rico, que possa financiar as campanhas políticas da corte e cobrar a fatura depois. A Anfavea que o diga, né? Brasil, um país de Tolos. Assim sempre foi, assim sempre será!

Responder

Robin Weed

03 de julho de 2012 às 00h18

O plano é o seguinte: entre na concessionária e grite ‘pega, ladrão!’. Qdo todos saírem correndo deixando a loja vazia, vc pega um carro e leva de graça. Afinal, ladrão que rouba ladrão…

Responder

Vivi

03 de julho de 2012 às 00h12

Sobre esse assunto, uma vez fui dar a ideia de fazer boicote e quase fui linchada. Quem quer abrir mão de alguma coisa? Tudo é “o governo que tem que resolver”!! “Boicote” não existe no dicionário do brasileiro, parece…

Responder

    Marcio H Silva

    03 de julho de 2012 às 00h50

    Concordo.
    Quem quer boicotar os supermercados para dar sacola plástica?
    Quem quer boicotar shoping center para não cobrar estacionamento?

    Luís

    03 de julho de 2012 às 10h02

    É só ir de ônibus para o Shopping. É o que eu faço. :-)

    Pitagoras

    03 de julho de 2012 às 19h05

    mantenho umas sacolas velhas de mais de 40 anos no carro. Com elas faço as compras semanais no supermercado. Nunca senti falta de sacola plástica, ao contrário, não tenho de me livrar delas no meios ambiente. Não cai a mão nem me deixa humilhado…
    Quanto à shopping nas raras e desagradáveis vezes que tenho de ir a um desses templos do consumo, não vou àquele onde o estacionamento seja pago. Boicote faço há décadas, mas em meio a um povo estulto só serve prá dormir mais tranquilo!

abolicionista

03 de julho de 2012 às 00h00

E desde quando os capitalistas precisam justificar os lucros? O que importa é obtê-los. Agora, em relação aos fatores que permitem praticar um preço tão elevado, do ponto de vista do consumidor, acho que faltou acrescentar as péssimas condições do transporte público nos grandes centros urbanos, que tornam o automóvel um bem quase obrigatório para quem quiser livrar-se de situações vexatórias diárias. Isso sem falar no fato de que o horário de funcionamento do transporte público geralmente (esse é o caso de São Paulo, por exemplo) é restrito ao horário de trabalho, o que limita o acesso à vida cultural noturna da cidade. No caso de São Paulo, as linhas que atendem a periferia são ainda mais restritas e muitas não funcionam nos finais-de-semana. Quem quiser sair para ir ao cinema, ao teatro, paquerar e se divertir, deve comprar seu automóvel.

Responder

Jorge Portugal

02 de julho de 2012 às 23h42

Na verdade nunca viveremos uma crise financeira, pois, o brasileiro tem a mania de comprar sem perguntar antes o preço, será que é mania de grandeza? Não pechincha, não chora descontos, Como assim chora descontos? Os preços aqui são tão autos que mesmo um produto que custa R$ 100,00 e você chora desconto e se o desconto for de R$ 10,00 ainda está pagando caro. Uma vez precisei consertar uma maquina e estava precisando de um interruptor especial, em três lojas que eu entrei esse interruptor custava em media R$ 48,00, mas resolvi procurar mais um pouco. Depois de andar eu encontrei uma loja que vendia esse interruptor por R$ 1,50, achei que o comerciante errou o preço, e logo comprei isso foi em 1999. Hoje 2012 o preço do interruptor nesta loja continua R$ 1,80 e nas outras lojas, uma media de 55 reais. O pãozinho!!! Toda vez que o dólar sobe o pãozinho sobe e quando o dólar cai o pãozinho não, ai o dólar cai, cai, cai, e o pãozinho não cai, ai o dólar volta a subiu e o pãozinho sobe. Se for nesse ritmo o dólar sobe o pãozinho sobe o dólar desce e nada, o dólar vai ficar em R$1,60 e o pãozinho de 50 gramas 3 reais o quilo R$60,00. E o governo não pode fazer nada? O empresário adora um bom lucro. Mas quem não gosta? Se tenho um produto que posso vender a R$ 1,00, mas consigo vender a R$ 50,00 e compram, é bom de mais.

Responder

    strupicio

    03 de julho de 2012 às 08h28

    “preços autos” são preços altos de automóveis né??? sensacional trocadilho…antológico…genial.

    Jorge Portugal

    03 de julho de 2012 às 13h42

    É Verdade!!!! Esse auto foi fogo. Nem reparei!

francisco niterói

02 de julho de 2012 às 23h08

Azenha
Nos comentarios anteriores que vc citou no post, tem um em que alguem fala que” as montadoras tem suas proprias financeiras e funcionam como atravessadoras”.
Senti isso na pele.
Depois de muito pesquisar, me decidi por um certo modelo. Cheguei numa concessionaria, e o vendedor me disse que nao aceitavam financiamento externo e o deles dava uma parcela bem maior que a do BB. Achei um absurdo e liguei pra montadora e- pasmem- me disseram que isso era politica de cada unidade de venda. Salientei que uma concessionaria seguia regras contratuais e – acreditem- desligaram o telefone na minha cara.
Ja tendo perdido o meu tempo escolhendo o modelo, fui em outra concessionaria e aceitaram o meu financiamento do BB, mas ” me alertando que era mais demorado”. De lá pra cá, ainda nao peguei o carro, começaram a fazer atos tendentes a atrasar a entrega por “culpa do meu financiamento no BB”.
Armei um maior barraco e voltei pra montadora pra ouvir o “singelo discurso” que eles tinham que ser mais cuidadosos pois o financiamento era externo. Perguntei se eu era palhaço pois dei a metade do valor e o BB o resto, ou seja, a montadora ja recebeu tudo.
Como o ultimo contato com a montadora foi gravado e é onde ocorreu admissao explicita da VENDA CASADA, estou em duvida se vou ao CADE tendo em vista que neste ultimo contato a funcionaria foi muito elegante, ou seja, se eu denunciar vai sobrar pro lado mais fraco.
Fica a minha sugestao de abirdar mais esse fato de que todas as mintadoras tem financiadoras e ganham empurrando o seu financiamento a taxas maiores.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    02 de julho de 2012 às 23h12

    Francisco, você nos autoriza a tratar do seu caso com o CADE (no sentido de pedir uma resposta a eles)?

    strupicio

    03 de julho de 2012 às 08h34

    se for como O Banco Central (quando vc é ingenuo o suficiente pra ir la reclamar quando – sempre – o banco te rouba) já posso adiantar a “resposta”…
    estamos encaminhados sua correspondência ao reclamado e assim que eles derem alguma informação nós te comunicamos…etc..etc..etc”

Eduardo Guimarães

02 de julho de 2012 às 23h08

Não existe explicação plausível para os preços de determinados produtos tecnológicos que são vendidos aqui. Aliás, nada mais apropriado do que a expressão “lucro Brasil”. É esse um dos nossos principais problemas para disputar mercado lá fora. O empresário brasileiro faz cada negócio como se fosse o último e como se quisesse tirar dele tanto quanto possível. Não se cogita usar escala de vendas para lucrar. Aqui o empresário quer trabalhar e investir pouco e lucrar muito. É a mentalidade do empresariado brasileiro. Infelizmente.

Responder

    Baloteli

    03 de julho de 2012 às 04h06

    Sei.

    Willian

    03 de julho de 2012 às 09h41

    Por que o LUCRO BRASIL é maior que o Lucro Argentina, o Lucro Chile e o Lucro México? Por que, estes malvados capitalistas, exorbitam o lucro principalmente no Brasil? Pensemos um pouco: nos quatro países, os capitalistas são os mesmos; nos quatro países, o consumidor tende a querer pagar menos pelos produtos (ninguém, em sã consciência quer pagar mais); que fator, existente no Brasil, e que não é encontrado nos outros, determina o preço mais alto?

    Scan

    05 de julho de 2012 às 02h38

    A lingua!
    E, portanto, a colonização primeva.
    Depois o fluxo de imigrantes que vieram da Europa para esses países em maior ou menos quantidade.
    Comece por aí.

Regina

02 de julho de 2012 às 22h25

As margens astronômicas ficam mais evidentes no setor automotivo, apesar de ocorrerem em quase todos os setores. Se pudéssemos ter acesso às informações financeiras e contábeis das empresas, não os balanços publicados, mas o que dá lastro no dia a dia , certamente nos surpreenderíamos com o preço final que pagamos pelas mercadorias. Em tempos de terceirização e otimização da produção, os custos não devem ser assim tão altos. Certeza mesmo é que tanto as empresas nacionais quanto as multinacionais praticam a mesma política – a do lucro sem medida. Precisa é criar no consumidor o hábito de questionar, de comparar, ainda que as opções sejam poucas.

Responder

Pitagoras

02 de julho de 2012 às 22h13

Já que a grande maioria do povo brasileiro é de consumidores inconscientes, cidadãos politicamente desinformados e desengajados, inútil esperar uma reação coletiva aos absurdos que aqui ocorrem.
Já tivemos fábricas nacionais de veículos (Gurgel, Engesa, Envemo, etc.). Resistiram bravamente, mas acabaram sucumbindo às montadoras multinacionais que pautam a vida econômica do país e colocam de joelhos os sucessivos governos brasileiros.
Não muito tempo atrás até estimulavam um grande segmento de autopeças que gravitavam em torno delas, geravam muitos empregos e favoreciam o consumidor pela facilidade de peças para manutenção.
A febre do neoliberalismo e globalização e outras bobagens semelhantes fez com que sofrêssemos uma inundação de marcas, modelos importados que resultou em que as próprias montadoras tradicionais passassem a também importar peças e carros inteiros, tudo em nome do que corporações mais fazem com competência, a mximização de seus lucros. Empregos foram exportados para os países asiáticos, enquanto o consumidor míope se deliciava com marcas e modelos diferentes a cada dia.
A manutenção se tornou um pesadelo, particularmente se o consumidor pretender ficar com seu veículo por alguns anos. Daí trocar o carro em poucos anos.
Voltando ao início deste comentário, já que não dá para esperar reação coletiva de quem está inebriado com as “maravilhas” da globalização, mantenho meu automóvel por mais de 25 anos em excelente estado, transportando-me, quando necessário, da mesma forma que qualquer dos sofisticados carros pseudo-nacionais. Alimentar esse juggernaut é prolongar transportes públicos poluentes, barulhentos, o pior e mais letal trânsito do mundo, a deformação de nossas cidades onde o automével tem prioridade sobre tudo mais, paisagem, sossego, segurança, pedestres, sem falar da deformação de nossa base industrial, o lucro excessivo remetido para o exterior, a exportação de empregos e o sucateamento do parque industrial nacional.

Responder

    strupicio

    03 de julho de 2012 às 08h24

    ainda tem uma fabrica “brasileira”: a Troller..pelo preço de um Jipinho fuleiro deles quase da pra comprar um avião… já pensou quanto custaria um notebook “brasileiro”?? o preço de um apartamento de dois quartos…

strupicio

02 de julho de 2012 às 21h57

Em recente salão do automóvel diretor da VolksWagen, a mesma que usou e abusou de mão de obra escrava dos campos de concentração nazistas, o tal diretor foi perguntado porque os carros em nosso país são tão mais caros que no resto do mundo???? num acesso de sinceridade, talvez induzido pelo álcool, o executivo confessa..”porque os brasileiros pagam”…
e talvez a resposta sirva para todos os outros preços da economia que são extorsivos “porque os brasileiros pagam”…

Responder

Gilmar bueno

02 de julho de 2012 às 21h53

Ta bom não existe diferenças entre PTxPSDB,tá…De quanto era à relação crédito/PIB entre um e outro???Sabe ainda tem saudoso dos tempos que o dólar tava R$ 4,00,o risco Brasil tava 2.400%,tinha-se que racionar a tal energia elétrica,ministro das relações exteriores tirava sapatinho na terra do Pato Donald,a Base de Alcântara estava hipoteca aos Yankees, o FMI batia as portas do governo exigindo o pirez que havia/cedido.No último dia do Governo Fernando Henrique, um salário mínimo do trabalhador brasileiro equivalia a US$ 56.Cidadão foram uma Argentina que colocaram pra consumir em 8 anos de governo do Analfa.Sabe deve dá urticária em tucano saber que o país na mão de um falso-letrado caiu de quatro (quebrou)por 3 vezes nas crises dos subdesenvolvidos nos anos 90.Agora na crise dos ricos do 1º mundo em 2008…Dói,né!!!!

Responder

    Luís

    03 de julho de 2012 às 09h25

    Típico petista democrático que sabe bem receber uma crítica.

    Pitagoras

    03 de julho de 2012 às 19h12

    Tudo verdade Gilmar, mas estas verdades não ofuscam outras verdades novas e velhas.
    Quanto ao traidor-mór da pátria, fhc, o execrável,que queime no inferno!

trombeta

02 de julho de 2012 às 21h48

Vejam esta, que partido político venderia o serviço de água?

Uma operação do Ministério Público (MP) prendeu três pessoas suspeitas de participar de um esquema que fraudaria a licitação para privatização do serviço de água e esgoto em São Luiz Gonzaga, nas Missões. Entre os detidos, o ex-prefeito da cidade, Vicente Diel (PSDB), o ex-assessor jurídico da prefeitura, Cláudio Cavalheiro, e o ex-secretário de obras e candidato a prefeito pelo PSDB, Dilamar Batista.

O esquema começou a ser apurado em outubro de 2011, por acaso. A Polícia Civil investigava uma quadrilha suspeita de tráfico de drogas, quando interceptou um telefonema entre uma servidora da prefeitura de São Luiz Gonzaga. Na conversa, ela contava que Cavalheiro havia comentado na prefeitura que ganharia uma “bolada” caso o Consórcio Nova Missão vencesse a licitação.

Para o MP, era Cavalheiro quem estaria manipulando o esquema, e seria orientado pelo então prefeito Vicente Diel, afastado em abril deste ano pela Câmara de Vereadores após condenação criminal por tentar influenciar licitação de transporte escolar em 2005.

A licitação para contratar a empresa que substituiria a Corsan nos serviços de saneamento começou a ser realizada em 2009 e foi interrompida diversas vezes em função de irregularidades no processo. Este ano, foi reiniciada, mas novamente suspensa pelo atual prefeito, Mário Meira (PP), que assumiu o cargo com a saída de Diel.

– Flagramos diversos encontros entre representantes da prefeitura, integrantes da assessoria que organizava a licitação e representantes de empresas ligadas ao consórcio. Eles se comunicavam sobre todos os passos do processo. Foi uma licitação marcada – explica o diretor da Promotoria Especializada Criminal, Flávio Duarte.

Outros indícios foram apontados pelo MP. Uma advogada contratada pela prefeitura seria casada com o funcionário de uma empresa ligada indiretamente ao Consórcio Nova Missão. Além disso, após ser afastado do cargo, Diel teria procurado emprego em uma das empresas do consórcio.

– Descobrimos que o mesmo pode estar acontecendo em outros municípios, nas licitações para serviços de saneamento – afirma o promotor.

Computadores e documentos foram apreendidos na casa dos três suspeitos e nas sedes das empresas. Uma arma foi encontrada na casa de Diel, que também deve ser indiciado por porte ilegal de arma. A prisão temporária é válida por cinco dias, período que o MP usará para ouvir testemunhas. Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em Florianópolis, Bento Gonçalves e Porto Alegre.

Responder

Jaime

02 de julho de 2012 às 21h40

Sempre lembro de um episódio do tempo em que Ciro Gomes era ministro da economia, acho que do Itamar Franco, e houve uma corrida aos automóveis, com gente pagando ágio para ter um Fusca novo, ao que o ministro, quando entrevistado, disse: o consumidor brasileiro tem que deixar de ser otário. Parece que ainda não deixou.

Responder

    Vivi

    03 de julho de 2012 às 00h07

    Não sei se isso continua, mas até pouco tempo atrás, muita gente pagava a mais para ter um automóvel branco “porque estava na moda”!! É a nova leva de otários…

    Pitagoras

    03 de julho de 2012 às 19h14

    Soube de um amigo do Maranhão que pagou 20 mil para ter um “táxi” SUV, só por que o branco tá na moda…
    Insisto com o PIB (ver acima).

    Pitagoras

    03 de julho de 2012 às 19h15

    … 20 mil a mais, quis dizer!

oziel f. de albuquerque

02 de julho de 2012 às 20h59

Os economistas do PIG todos os dias fazem comentarios que o povo está individado, e que as medidas que o governo tomou não ir dá o resultado esperado. Portanto em um dia as concecionarias venderam 20 mil carros. por outro lado, quem está com a razão os economistas do PIG ou o senhor Joel Leito?

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renato

02 de julho de 2012 às 20h53

Ainda bem, posso deduzir que são carros zeros de outras marcas que não a Renault, pois parece estar paralizando setores na Argentina, pela queda nas vendas. O que para mim é pior, não queria que ela fechasse antes de arrumar o sistema de ar quente desrespeitoso que ela tem em seus veículos.Veja se o produzido na Argentina tem o mesmo problema- NÃO.

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Márcio Carneiro

02 de julho de 2012 às 20h11

Por essas e outras apenas os tolos acham que existe diferenças entre o governo do PT e o governo do PSDB.

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    abolicionista

    03 de julho de 2012 às 12h43

    O Serra presidente teria trazido a Venezuela para o Mercosul?


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A mídia descontrolada

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