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Saul Leblon: O jogral da mídia contra a política econômica


09/12/2012 - 16h37

05/12/2012
Mídia omite a origem da crise e ataca o governo Dilma

por Saul Leblon, na Carta Maior

De repente, o Brasil virou o barnabé da hora aos olhos da crítica econômica conservadora.

A Economist, uma espécie de espírito santo do credo neoliberal, pede a demissão de Mantega e desqualifica os esforços contracíclicos do governo Dilma diante da terra arrasada criada pelos livres mercados no cenário mundial.

Assemelhados nativos tampouco afeitos ao pudor retiram a soberba do bau e voltam a pontificar como se a reforma gregoriana tivesse eliminado o mês de setembro de 2008 do calendário jornalístico. E com ele as ruínas legadas pela supremacia das finanças desreguladas.

Rapinosos homens de negócios dão a sua bicada: o problema do país é o custo da ‘folha’. Os salários aqui crescem o dobro da média mundial, emendam os editoriais. Por ‘média mundial’ entenda-se a situação do emprego na pujante economia da Europa hoje, onde a austeridade neoliberal ressuscitou a mais valia absoluta: corta-se o salário e estende-se a carga de trabalho de quem ainda trabalha. As refeições são feitas nas filas da Cáritas que distribui um milhão de pratos de comida por dia só na Espanha.

Governadores tucanos impávidos diante do incêndio global boicotam a redução no custo da tarifa elétrica proposto por Dilma como se não houvesse amanhã na economia dos próprios estados e no escrutínio das urnas.

O Tesouro vai cobrir a estripulia dos sapecas do PSDB. Mas jornalistas alinhados acodem em massa na sua especialidade.

O jogral que nunca desafina saboreia o PIB baixo e alardeia a primeira consolidação política do levante: tudo decorre da “ineficácia” do que chamam de ‘intervencionismo estatal excessivo do governo Dilma’.

O que, afinal, deseja a turma braba que jogou a humanidade no maior colapso do sistema capitalista desde 1929 — e só poupou o Brasil porque não pode derrubar Lula em 2005, perdeu em 2006 e foi às cordas de novo em 2010?

Simples: enquanto as togas cuidam do PT e de 2014 , trata-se agora de interditar o debate da crise e sabotar a busca de um novo modelo de desenvolvimento a contrapelo dos ‘mercados autorreguláveis’.

É a volta do garrote a cobiçar o pescoço soberano do país.

Compreender o papel que joga o monopólio midiático nesse estrangulamento é crucial para reagir com eficácia ao cerco.

Em que medida é possível fazê-lo sem um contraponto de vozes plurais a afrontar o monólogo conservador na formação do discernimento social? Mais que isso. Em que medida é possível restringir e vencer o embate no plano exclusivamente econômico sem alterar o desequilíbrio clamoroso na difusão das idéias? Vejamos.

O garrote da história: mídia interdita o debate e a solução da crise

Até que ponto o monopólio midiático é responsável pelo ‘consenso’ que jogou o mundo na pior crise do capitalismo desde 1929? A pergunta não é retórica, tampouco a resposta é desprovida de consequências políticas práticas. Imediatas, urgentes, imperativas.

Trata-se, por exemplo, de saber em que medida a formação do discernimento social, condicionado por esférica máquina de difusão de certos interesses, dificulta a própria busca de soluções para a crise.

Mais que isso. Se esse poder blindado que se avoca imune à regulação — como se constata em tintas fortes hoje na Argentina, mas não só — tornou-se um dos constrangimentos paralisantes dessa busca, um difusor de impasses e confrontos, como democratizá-lo?

É disso que trata o Especial de Carta Maior que emoldura o histórico ‘7 D’ argentino com a amplitude e a urgência que o tema encerra em nossos dias.

Medicada com doses adicionais da poção que a originou, graças ao receituário reiterado pelo dispositivo midiático, a desordem neoliberal arrasta a humanidade para o seu quinto ano de arrocho e incerteza.

A rigor, não há qualquer sinal otimista de convalescença ou superação.

A OIT estima que o mundo cadastrável chegará ao final de 2012 com um exército de 200 milhões de desempregados.

O estoque não foi acumulado integralmente na derrocada iniciada em 2008, mas é ela que o robustece e realimenta.

Ademais de gerar sucessivas massas de demitidos, a desordem neoliberal torna irrealizável a tarefa projetada pelo organismo da ONU que inclui a criação de 600 milhões de vagas nos próximos dez anos — duzentos milhões para zerar o saldo acumulado; mais 40 milhões de novos empregos anuais para atender às gerações que chegam ao mercado de trabalho.

A colisão de longo curso que esses números condensam desvela a raiz política de um impasse que expõe a natureza imiscível da supremacia financeira com os requisitos indissocipaveis da vida em sociedade. O emprego e tudo o que ele adensa em termos de direitos e dignidade é um desses pontos de tensão inegociáveis. Inclua-se ademais o principio do escrutínio democrático dos conflitos, do qual o capital a juro se isenta, bem como o acervo de direitos que revestem o cristal da civilização –patrimônio humanista que o atrapalha.

Em nenhum outro lugar do planeta essa incompatibilidade revela um ambiente de conflagração tão eloquente e pedagógico quanto no cenário desconcertante da zona do euro.

Se os mercados doentes deles mesmos são capazes de reduzir o berço do Estado do Bem Estar Social a um matadouro de direitos, em que a classe média recorre a instituições de caridade para não passar fome, como na Espanha de Rajoy, o que pode esperar o resto do mundo premido pela mesma lógica?

A Europa paga em libras de carne humana o ajuste de competitividade entre economias pobres e ricas cobrado pelo esgotamento do ciclo de crédito barato e irresponsável.

A paridade intocável do euro revela-se agora o pelourinho de uma unificação subordinada aos desígnios dos mercados — e sobretudo da exportação e da finança germânica Em respeito a esse ‘senhor’ — e a sua senhora, Angela Merkel — aciona-se o triturador de uma austeridade que reduz humanos a coisas, atribuindo-se às coisas a deferência que caberia aos humanos.

Saldo da reciclagem até o momento: mais de 19 milhões de desempregados na zona do euro; 119,6 milhões de pessoas — 24,2% da população — no limiar da pobreza em toda a Europa; US$ 1,3 trilhão entregues aos bancos europeus para salvá-los deles mesmos, depois de se esponjarem em estripulias tóxicas e ativos podres.

O custo humano da inversão de papéis não sensibiliza a mídia conservadora.

Ela continua a rezar pela cartilha da autossuficiência dos mercados, desautorizada nos seus próprios termos por cifras épicas como essas.

Para a lógica editorial predominante, vivemos sob a irrelevância das evidências. A narrativa hegemônica, ressalvadas as exceções de analistas honestos, não cede.

No Brasil criou-se uma fronteira sanitária esquizofrênica. O noticiário internacional da crise não dialoga com a pauta local que ainda não virou o calendário anterior a 2008. O empenho em desqualificar o ativismo estatal dos governos petistas continua intacto, auxiliado pelo radicalismo golpista das editorias de política.

Hoje, a ênfase editorial, já colada à campanha tucana de 2014, consiste em provar a ineficácia das medidas contracíclicas que redefiniram o tônus da política econômica herdada do ciclo tucano neoliberal.

Incluem-se no alvo, naturalmente, a derrubada dos juros — ainda altos para o padrão internacional, mas no menor nível da história; a intervenção estatal indireta na banca, induzindo-a a cortar spreads pela concorrência agressiva das instituições públicas; as desonerações e subsídios ao setor produtivo, da ordem de R$ 45 bi (1% do PIB); a persistência de incentivos ao investimento, ao crédito e à construção civil e, mais recentemente, uma turquesa nos lucros indevidos das concessionárias de energia elétrica — impondo-lhes um desconto tarifário proporcional ao valor das amortizações consolidadas.

Três estados da federação sabotaram a medida reivindicada, entre outros, por associações industriais, como a Fiesp, o bunker parronal e SP. Os três estão sob o comando de governadores do PSDB.

Palavras de um deles que ilustra a mórbida reafirmação de um passado posto em xeque pela crise, cuja reiteração conservadora sonega o direito ao futuro aqui e alhures:

“A presidenta Dilma Roussef está fazendo uma profunda intervenção no setor elétrico a pretexto de reduzir a conta de luz”.

A sentença dá pistas da sofisticação intelectual e do arrojado arcabouço político do novo delfim a suceder Serra na preferência conservadora à presidência da República em 2014, Aécio Neves.

Recapitulemos: estamos na maior crise do capitalismo em 80 ano, produzida pelo credo do Estado mínimo associado à celebração suicida dos mercados autorreguláveis.

Por ‘profunda intervenção’ entenda-se a prerrogativa do poder concedente de abrir o leque de alternativas à renovação de concessões, adicionando-lhes medidas de interesse do desenvolvimento do país e de sua gente em meio à hecatombe econômica mundial.

São esses os parâmetros de um confronto mediado por um dispositivo de comunicação todo ele alinhado ao atilado equipamento analítico do senhor Neves.

Transporte-se os mesmos personagens, o mesmo imperativo de redefinição regulatória, a mesma rebelião das naftalinas para a discussão de uma outra concessão estratégica a reclamar a atualização dos seus termos: a área das telecomunicações, cujo protocolo de funcionamento remonta a 1962.

Não se trata de um exemplo aleatório. O que está em jogo é um incontornável requisito à superação da crise, cuja origem — o corpo de interesses e idéias que a engendrou — teve no monopólio midiático um pregador de eficiência implacável.

Coube-lhe acionar a britadeira da desqualificação e disparar os mísseis do interdito contra agendas, políticas, lideranças, plataformas, governos e países recalcitrantes ou insubordinados.

Ação equivalente registra-se agora na deriva do ciclo histórico demarcada pela falência do Lehman Brothers,em 2008.

A urgência democrática é clara e corre contra o relógio da restauração em marcha.

Trata-se de afrontar a espiral descendente da recessão mundial com uma nova hegemonia de forças e políticas que afrontem e superem a desordem dos mercados desregulados em sua derradeiro cobiça: fazer do colapso o ‘novo normal’ sistêmico, às custas da exceção permanente de direitos e conquistas sociais.

Os interesses ameaçados por esse mutirão progressistas, do qual Brasil — com os seus limites, que não são poucos — é um dos protagonistas de peso, jogam hoje a rodada do vale tudo.

A expressão vale tudo descreve com fidelidade o que tem sido — e será, cada vez mai s– a rotina do noticiário não apenas econômico, mas político, judicial e policial dos últimos meses.

As ideias e interesses assim veiculados amplificam a sua força material graças à abrangência de um aparato de mídia sem rival no país — assim como acontece na Argentina pautada pelos interesses do polvo difusor que atende pelo nome de ‘grupo Clarín’.

A superação dessa usina de consenso asfixiante não se dará exclusivamente no plano da luta ideológica.

Os partidos e forças que evocam a democratização das comunicações tem a obrigação de dar o exemplo prático em casa.

Urge, entre outras iniciativas, materializar a democracia na vida interna das organizações e, sobretudo, na gestão participativa da sociedade sob o comando de administrações progressistas, como será a da capital paulista.

Mas o empenho beligerante com que o dispositivo midiático assumiu a defesa dos interesses associados à crise não pode ser subestimado.

Ilude-se ao ponto da irresponsabilidade suicida o governante que ainda acredita ser possível superar o círculo de ferro do colapso mundial no plano exclusivo do êxito econômico.

Política é economia concentrada.

O espessamento político da crise tem na sabotagem tucana à redução da tarifa elétrica, e na forma como ela é noticiada, uma tênue ilustração do horizonte escuro que se prenuncia.

Quem tem a responsabilidade de liderar o passo seguinte da história não pode conceder à regressividade narrativa o monopólio do diálogo político com a sociedade.

A lição é clara e vem se juntar a uma montanha desordenada de escombros históricos originários de desastres causados pela hesitação e o acanhamento político diante do dia D — como o ‘7D’ argentino, corajosamente agendado pela democracia do país vizinho.

Leia também:

O embate entre Dilma e os tucanos nas contas de luz

Entidades sindicais e movimentos populares criticam Alckmin: É boicote à redução da conta de luz

Heitor Costa: Democratizar as decisões sobre o sistema eltétrico

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53 comentários

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Julio Siveira

10 de dezembro de 2012 às 17h40

O problema do Dilma foi que ela quiz ganhar Belfor Duarte.
Com essa turma, como ela vai verificar, só rasgando no meio.

Responder

ZePovinho

10 de dezembro de 2012 às 16h03

http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5887

As estatais estrangeiras e o mercado nacional
Enquanto no Brasil é pecado o Estado meter-se em outras áreas que não sejam segurança, saúde e educação, países admirados por muitos como paradigmas de capitalismo avançado e do livre-mercado, asseguram a propriedade do Estado em áreas estratégicas da economia – e nem por isso o mundo vem abaixo.

Mauro Santayana

Com a intenção de “normalizar e simplificar a governança estratégica” do gigantesco grupo de armamentos EADS, “assegurando, ao mesmo tempo, que a Alemanha, a França e a Espanha, protejam os seus legítimos interesses estratégicos”, os governos dos três países acabam de fechar acordo para manter 24% das ações nas mãos dos estados francês e alemão e 4% sob propriedade do estado espanhol. Mantêm, assim, o domínio do grupo, que controla, direta e indiretamente várias empresas prestadora de serviços na área de defesa, no Brasil, como é o caso da Cassidian.

Enquanto no Brasil é pecado o Estado meter-se em outras áreas que não sejam segurança, saúde e educação, países admirados por muitos como paradigmas de capitalismo avançado e do livre-mercado, asseguram a propriedade do Estado em áreas estratégicas da economia – e nem por isso o mundo vem abaixo.

Vamos aos fatos. A participação da Espanha no capital da EADS (abreviatura da denominação, em inglês, da European Aeronautic Defense Space Company), mediante a CASA (Construcciones Aeronauticas S.A) deve ser conhecida. Embora tenha nascido da iniciativa privada, em 1923, a empresa foi sendo absorvida pelo estado espanhol, a partir de 1943, e, desde 1992, a participação estatal é de 99,2%.

Além da construção aeronáutica, o estado espanhol comanda as empresas ferroviárias, de construção, navais e de armamento. É com essas empresas que a Espanha quer invadir o mercado brasileiro, aproveitando o financiamento farto e barato no BNDES.

O instrumento dessa operação é uma instituição chamada SEPI – Sociedade Estatal de Participações Industriais. E atentem bem para a palavra estatal, A SEPI – a exemplo de organizações congêneres como as existentes na Alemanha, na França, ou na Itália, com o IRI – não está presente apenas como sócio temporário, mas exerce sua tarefa permanente de controle nacional dos setores estratégicos da atividade econômica.

No Brasil, esse é um assunto tabu. O BNDES pode financiar empresas estrangeiras, e até mesmo estatais, como é o caso da DCNS, que constrói o estaleiro onde serão construídos os submarinos que compramos à França. No entanto, não admitem que o Brasil possa ter uma empresa estatal para assegurar diretamente a presença do Estado onde ela é necessária, seja como controlador, seja como indutor do processo de desenvolvimento, como ocorre lá fora.

O temor da opinião dos “analistas” do “mercado” e de certa parcela dos meios de comunicação, já totalmente entregue aos interesses estrangeiros, chegou a um ponto que nos humilha.

É o caso, por exemplo, da projetada concessão operacional do Aeroporto do Galeão. Uma empresa controlada pelo Estado francês, a ADP (Aeroports de Paris) disse, claramente, que só entra no negócio se a INFRAERO (ou seja, o estado brasileiro) estiver em posição minoritária. E o governo brasileiro, como mostra a mudança no formato do modelo, obedece.

É preciso definir o modelo correto, para que o Brasil possa se desenvolver em ritmo acelerado e garantir sua autonomia, agora e no futuro, o respeito aos princípios de não alinhamento e não ingerência nos assuntos internos de qualquer nação.

Ao contrário do que aconteceu no passado, o BNDES só deve financiar empresas autenticamente brasileiras. Os estrangeiros que quiserem entrar no Brasil, principalmente no filé das obras de infraestrutura, que se submetam às nossas leis e condições – e tragam o seu próprio dinheiro.

Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.

Responder

Anibal Paz da Silva

10 de dezembro de 2012 às 15h13

O que é mais perigoso para o mundo : O monopólio das comunicações (falada e escrita ) ou a bomba atômica ?? E para algum universitário que quiser fundamentar uma tese, vai fazer com sucesso, usando a mídia no Brasil, fundamentando tamanha parcealidade. Um tremendo desrespeito pelo povo Brasileiro. Me pergunto, se orgãos internacionais não estão atentos, com o que acontece nesse Pais????

Responder

    assalariado.

    10 de dezembro de 2012 às 17h22

    Anibal Paz, estou achando que você precisa rever este seu conceito de organismos internacionais. Vou citar apenas 3, é muito mais.

    1) Onu (organização Internacional das Naçoes Unidas). Este orgão, na verdade, é controlado, por quem mesmo? Quem são o paises com poder de veto em caso desacordo mundial? Ou seja, 5 paises controlam o desejo das restantes 189 nações que fazem parte desse orgão. E agora?

    2) OTAN (Organização do Tratado do Atlantico Norte). Na atualidade, e não por acaso, seriam eles os braços armados dos colonizadores do capital internacional, para invadir os paises colonias das Americas, Europa, Asia, e no continente africano?

    3) SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), orgão esse que se reuniu em SP, no mes de Outubro/ 2012. Quem são os donos dessa central da industria da comunicação? Será que não são os mesmos, ideologicamente falando, que dominam todos os orgãos de negociação, do planeta. Isto é, são braços diferentes mas, representantes de uma mesma classe social que explora os assalariados e o planeta.

    4) É a luta de classes meu caro, Karl Marx explica.

    5) abraços, com respeitos.

anac

10 de dezembro de 2012 às 13h09

Que não volte as trevas com o PSDB.
FMI mandando novamente NUNCA MAIS.
Após os 08 anos de mandato de Dilma, o povo deve mais é dar uma virada radical para a esquerda. Torço que apareça alguem como o Leonel Brizola para a direita ter saudade do Lula e Dilma.

Responder

Mário SF Alves

10 de dezembro de 2012 às 13h08

“hoy se puede reparar al saber que existe la justicia legal y que ya no hay marcha atrás”. Madres de La Praça de Mayo

_______________________________________

Brincadeira séria: Please, “Don’t smile at me, Argentina.”

_________________________________________________
1) Brincadeira, por se tratar de realidades distintas, de países distintos.
2) Séria, por que o problema exige solução local
Obs.: A matriz da coisa, a cabeçuda, essa Hidra de Lerna, e os danos sociais e econômicos causados por ela são quase que universais, mas, ainda assim, em nosso caso, a solução tem de ser local, e não dada por um Hércules mitológico, mas, coletiva, óbvio.
__________________________________________________________

A Hidra de Lerna era uma serpente, com corpo de cachorro, com nove cabeças (uma das quais era parcialmente de ouro e imortal), que se reproduziam mal eram cortadas e exalavam um vapor que eliminava quem se encontrasse nas redondezas: homens, colheitas e rebanhos.

Segundo a tradição, o monstro fora criado num pântano, por Hera para que acabasse com Hércules e este acabou com a hidra cortando-lhe as cabeças enquanto o seu sobrinho Iolau impedia a sua reprodução cauterizando as feridas do animal com tições em brasa, vindos do incêndio que ele havia provocado numa floresta próxima.

Responder

Fabio Martins

10 de dezembro de 2012 às 12h52

Independentemente da minha formação acadêmica,recorro ao senso comum, ao bom senso, ao sumo da experiência e ao hábito existencial, aprendido seguramente ao longo de mais de 70 anos, dentre os atuais 83,para arriscar uns apostos mais rigorosos sobre o furioso matraquear de guizos oposicionistas, digo da esquálida, azinhavrada extrema direita do falecido neo-liberalismo, para identifica-lo como cérberos pós-apocalípticos, caricaturas de usurários, tipo personagens de Honoré de Balzac em Eugênia de Grandet. Mistos de lobisomens, de Frankensteins, de abutres e da pior tripulação que jamais capitaneou a mais vampírica Nau dos Insensatos.

Responder

Angela Liuti

10 de dezembro de 2012 às 12h35

Em que pese a minha ignorância, em que pese a crise internacional estar batendo ás portas, tenho comigo que o boicote ao governo Dilma/Lula/PT, Dilma já está acontecendo e há algum tempo. Os ricos não gostam de perder dinheiros nem os “empreendedores” locais e nem os internacionais.Acostumados a jogar o problema no colo dos povos, sobre as classes trabalhadoras,assim ,da mesma forma que aacontece na Europa.(perda de empregos, os bancos tomando as casas dos cidadãos, o povão pagando a fatura como smepre e os ricos cada vez mais ricos. Os setores dito produtivos estão orquestrados, não somam com o governo, não querem ajudar ap agar a fatura querem mesmo é LUCRO>por isto o indice baixo de crescimento a despeito dos esforços do governo federal. O cerco ao modelo implementado ppelo governo popular começou faz tempo. Dilma não baixe a guarda, quem muito se abaixa mostra a ….

Responder

MariaC

10 de dezembro de 2012 às 12h22

O PIG criou essa loucura e acredita nela. Dar golpe em Dilma. Para complicar entra o The Economist. E Cameron, sabemos que é aliado da máfia de lá e levou um contra de Mr.Levenson.

Hoje a manchete da Rolha já diz que a PF diz, e tal, e querem mesmo o pescoço de Dilma, mas não sabem o que vão encontrar. Pergunte aos pedreiros que estavam desempregados fazia 10 anos, de FHC. Eu já perguntei ao meu pedreiro.

Responder

Roberto Locatelli

10 de dezembro de 2012 às 11h01

Cresceremos pouco, mas cresceremos, enquanto o PIB da Europa cai. Ou, como prefere a mídia rentista, o PIB da Europa terá “crescimento negativo”.

Para que nosso crescimento seja maior em 2013, será preciso reduzir o chamado “custo Brasil”. Duas formas de fazer isso são:

1) reduzir ainda mais a taxa Selic. O Comitê de Política Monetária não pode permitir que o investimento em especulação seja mais rentável do que o investimento em produção.

2) reduzir os juros bancários. Caixa e BB têm que continuar forçando os juros para baixo.

3) reduzir a tarifa de energia elétrica residencial e, principalmente, industrial. É inaceitável que o Brasil tenha a energia elétrica de MAIS BAIXO CUSTO DE PRODUÇÃO DO MUNDO e tenha um preço dos mais altos do mundo pelo kilowatt-hora. FHC é o culpado disso, pois firmou contratos bem generosos com os “investidores” das usinas. FHC recheou a conta dos investidore$ amigo$ com nosso dinheiro.

4) reduzir custo dos transportes, recuperando a malha ferroviária brasileira, destruída por FHC.

Essas quatro medidas são fundamentais.

Outra medida que seria fundamental, mas que o PT não adotará, é a reestatização da Vale e da telefonia. O resultado disso é:

1- temos uma das telefonias mais caras do mundo, com um serviço péssimo. Resultado da privataria de FHC, que entregou a telefonia a gente como o banqueiro condenado Daniel Dantas.

2- a Vale vende nosso minério para a China a preço de banana e compra deles dezenas de “super-navios” a preço de ouro, navios cujo aço foi feito COM NOSSO MINÉRIO. Um verdadeiro negócio da China… para os chineses. Será que alguém está levando “um por fora” para fechar esses negócios?

Essas são apenas algumas consequências nefastas da privataria.

Responder

Horridus Bendegó

10 de dezembro de 2012 às 10h34

Gostaria de indagar aos melhores comentaristas do Blog:

Haverá solução para o confronto de classes (e ideológicos) e interesses fora da Guerra?

Um lado diminuto e poderoso domina as ações humanas e provoca a infelicidade do mundo?

Até quando?

Neste mundo contemporâneo, está claro que a democracia representativa é muito, mas muito menor do que a ganância latente dos homens.

Só a Guerra Liberta!

Responder

    Mário SF Alves

    10 de dezembro de 2012 às 12h51

    Bem diferente daquilo se tornou a democracia nos EUA, aqui, para muitos, consolidar a democracia no Brasil é a meta. Assim, talvez seja prudente considerarmos a hipótese dos norte-americanos adotarem o mesmo caminho, ainda que só como estratégia de reabilitação moral e superação da crise econômica que há mais década os abatem.

    abolicionista

    10 de dezembro de 2012 às 14h51

    Penso que a guerra de fato apenas ajuda a prolongar o “status quo”. Afinal, quando o EUA entram em guerra, o Estado americano torra (literalmente) milhares de dólares dos contribuintes (não falo apenas dos americanos, mas de todos os que, como nós contribuem “voluntariamente” para sua prosperidade). Com isso, a indústria de produção de armas, uma das maiores do mundo, aquece-se novamente, impulsionando a economia do país. Além disso, os EUA se aproveitam de qualquer conflito para vender armamentos ultrapassados, muitas vezes vendem a ambos os lados. A guerra é uma velha fórmula para salvar o capitalismo. Aliás, não são apenas os EUA que fazem isso, mas todas as grandes potências. No mundo em que vivemos sangue é dinheiro e desgraças são oportunidades.

    Bonifa

    10 de dezembro de 2012 às 19h53

    Não é assim, meu caro. Os Estados Unidos ou a Europa não gastam um centavo com a guerra. Os vencidos têm que pagar até a última bala, pelo dobro do preço. A conquista da Líbia foi um negócio fabuloso. “Um grande investimento”, como falou o ministro das finanças de Sarkozy.

    abolicionista

    11 de dezembro de 2012 às 01h15

    Não sei não, Bonifa. Acho que o Bush praticamente faliu os EUA com as guerras do Iraque e do Afeganistão. O Obama está cortando esses gastos, mas as guerras ainda pesam muito no bolso do contribuinte americano. Quem fatura alto com as guerras são os grandes capitalistas, por isso a afirmação do Sarkozy que você transcreveu. O que o faz pensar que esse “lucro” vai para a população?
    Desde que começou a luta contra o terror, os Estados Unidos entraram em duas guerras. Uma no Iraque e outra no Afeganistão. Custo até agora: 1,4 trilhões de dólares.

    “Guerras
    No orçamento apresentado, o presidente dos EUA propõe gastar quase US$ 110 bilhões no Afeganistão, indicando uma redução pequena da guerra dos Estados Unidos naquele país, apesar da exigência por um maior controle sobre os gastos domésticos.
    No orçamento para o ano fiscal de 2012, Obama propôs gastos de apenas US$ 16 bilhões no Iraque, uma queda significativa, enquanto diplomatas norte-americanos entram no lugar das tropas de combate sob um acordo de segurança entre os dois países.
    Obama previu um custo total para os EUA nas guerras em ambos os países em cerca de US$ 160 bilhões nos orçamentos propostos tanto para 2010 como para 2011.
    A solicitação do orçamento 2012 de Obama para o Departamento de Estado e para a Agência para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) ficou em US$ 47 bilhões, 1% maior em relação aos níveis de 2010.
    Os republicanos, que assumiram o controle da Câmara dos Deputados nas eleições de novembro, pediram por uma nova e dura revisão sobre os gastos não-militares no exterior em meio às exigências para que se controle o déficit federal do país.
    Obama também propõe manter a ajuda significativa ao Paquistão a fim de armar, treinar e equipar os militares do país para combater extremistas, com cerca de US$ 1,1 bilhão para o Fundo Paquistanês de Contra-Insurgência, praticamente o mesmo valor do ano passado.
    O ápice das despesas de guerra do país nos últimos anos ocorreu no ano fiscal de 2008, o último ano de George W. Bush na Presidência, quando os gastos com operações de guerra chegaram a 185 bilhões de dólares.
    No total, a guerra do Iraque ainda custou mais do que o conflito no Afeganistão iniciado depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 contra os EUA.
    (Fonte: Reuters)

    abolicionista

    11 de dezembro de 2012 às 01h17

    Correção: faliu o governo americano, não os EUA. Lembra de quando o governo ficou sem dinheiro para pagar as contas, logo no começo do governo Obama?

FrancoAtirador

10 de dezembro de 2012 às 09h56

.
.
ARGENTINA

FIESTA PATRIA POPULAR

Una multitud participó en la Plaza de Mayo
de los festejos por el Día de la Democracia y los DD.HH.

Más de 800 mil personas colmaron durante todo el día la Plaza de Mayo y distintos espacios públicos en todo el país para sumarse a los festejos por el Día de la Democracia y los Derechos Humanos.

http://www.telam.com.ar/notas/201212/661-una-multitud-participo-en-la-plaza-de-mayo-de-los-festejos-por-el-dia-de-la-democracia-y-los-ddhh.php

FIESTA DE LA DEMOCRACIA

Cristina:
“Es necesario que haya mayor independencia del poder económico y las corporaciones”

La Presidenta se refirió así a la Justicia por cadena nacional en la celebración por el Día de la Democracia en Plaza de Mayo y aseguró que los argentinos “demandamos mayor democratización en los tres poderes del Estado”.

http://www.telam.com.ar/notas/201212/704-cristina-es-necesario-que-haya-mayor-independencia-del-poder-economico-y-las-corporaciones.php

HOMENAJE

Madres de Plaza de Mayo

Para Taty Almeida, el dolor por las víctimas “hoy se repara con justicia”

La integrante de la línea fundadora de Madres de Plaza de Mayo, Taty Almeida, afirmó que el dolor por los familiares de detenidos desaparecidos que se reunían en la iglesia de la Santa Cruz, que fueron secuestrados y desaparecidos por un grupo de tareas “hoy se puede reparar al saber que existe la justicia legal y que ya no hay marcha atrás”.

http://www.telam.com.ar/notas/201212/653-para-taty-almeida-el-dolor-por-las-victimas-hoy-se-repara-con-justicia.php

REVOLUCIÓN: EL SUEÑO DE GUEVARA EN SU TIERRA NATAL

http://www.lafogata.org/che/nuevos/che_nuevo.htm

Responder

Jayme Vasconcellos Soares

10 de dezembro de 2012 às 08h35

O povo brasileiro precisa aprender a votar, identificando os seus inimigos,deputados e senadores, representantes das grandes corporações da elite, que incluem, donos dos grandes agronegócios, banqueiros, usineiros, concessionários de grandes empreendimentos multinacionais de mineração, empresários multinacionais, e travestidas de nacionais neoliberais com participação acionária, predominantemente, de capital estrangeiro, neoliberais, que atusam no Brasil; mas para isto é necessário uma mídia independente, que divulgue, com clareza e isenção, quem são estes falsos políticos, que só defendem seus interesses e projetos da elite e do imperialismo exógeno. Vê-se portanto que tudo recai na necessidade de uma lei de regulação da mídia, a única maneira de termos um País livre e com justiça social. Dilma, coragem, e proponha,imediatamente, a Lei de Regulamentação da Mídia!!!

Responder

    assalariado.

    10 de dezembro de 2012 às 10h17

    Caro Jayme V. Soares, enquanto ficamos aqui nos blogs ‘sujos’, por no maximo uma, duas horas por dia, o PIG, por sua vez, fala com o povo 24 horas por dia. Então pergunto eu: Como inverter esta goleada de 24 a 2, em favor da midia do capital?

    Abraços.

    Mário SF Alves

    10 de dezembro de 2012 às 13h22

    Bom, prezado assalariado,

    Só para efeito de raciocínio, se comparássemos a oposição midiática (esse arremedo de partido clandestino)e os respectivos danos socioeconômicos por ela causados à Hidra de Lerna, e, se comparássemos a resitência a tal estado de coisas ao Hércules, descobriríamos que nem Hércules trabalhou sázinho; teve ajuda de um sobrinho. Portanto, se queremos domar o monstro, a solução deve ser coletiva.

    assalariado.

    10 de dezembro de 2012 às 15h32

    Mário SF, é bom não esquecer que os danos economicos e sociais, ficam sempre com o Brasil e os explorados da nação. Ou seja, o capital não tem patria por isso a burguesia nacional e internacional nunca irão morar nas favelas quando as empresas quebram. Sim, a burguesia capitalista nunca perde, é jogo de soma/ soma, afinal a luta de classes, não é dos exploradores contra os explorados. A saida com certeza, não é procurarmos um heroi nacional de esquerda, é sim, como voce sempre diz. É a educação politica, estúpidos!

    Saudações fraternas.

LEANDRO

10 de dezembro de 2012 às 06h54

Tá certo, a mídia que produziu o pibinho. O governo da Bahia (PT) já tem planos de aumentar o icms para compensar a queda na conta de luz. A carga tributária aumentou nesse ano, DE NOVO, mesmo sem crescimento. A crise não pegou o México, o Peru, o Chile..e com menos inflação…mas a culpa é ba mídia.

Responder

    Mário SF Alves

    10 de dezembro de 2012 às 13h27

    A seguir, a pergunta que não se conforma em calar: quem se responsabiliza pelos malabarismos manipulatórios que impedem correlacionar aumento de impostos com dívida pública interna? Você saberia responder, Leandro?

marcosomag

10 de dezembro de 2012 às 00h36

Enquanto o 1533 manda em sp (já estão incendiando ônibus em plena luz do dia na capital) e a política de “segurança” do tucano Geraldinho “Opus Dei” não é questionada, o PIG tenta confundir a população com a velha tática de “saturação” de contra-informação para atrair o povo para a armadilha fatal que seria o retorno ao neoliberalismo. Dilma não tem nada de boba, mas acho que os malfadados releases da Radiobrás estão deixando a Presidente fora da realidade da campanha da mídia contra ela e também da enorme insatisfação com os recuos do Governo e do PT diante desta mídia suja. Então, acho melhor a militância entupir as caixas postais eletrônicas da Presidência com a sua insatisfação para ver se a Dilma acorda. ACORDA, DILMA!

Responder

assalariado.

09 de dezembro de 2012 às 23h08

Minha culta ignorância pediu para eu procurar no dicionário, o que é esta palavra garrote, sendo que o post não falava de animais. E o Sr. Saul Leblon, em curtas frases, expressa, que bicho é esse?

1) Um método de execução anteriormente praticado na Espanha, em que um colarinho de ferro apertados é usado para estrangular ou quebrar o pescoço de uma pessoa condenada.

2) Na Medicina, Laço de borracha ou de tecido utilizado para comprimir um membro. (Geralmente o garrote é utilizado para evitar uma hemorragia e deve ser retirado o mais rapidamente possível desde que obtida a hemostasia.) O mesmo que torniquete.

3) No Brasil, Bezerro entre dois e quatro anos.

A questão é entender o sentido dado a esse tal garrote, quando o Sr. Saul diz:

“É a volta do garrote a cobiçar o pescoço soberano do país.”

Ou seja, é a volta do perigo de (mais um), golpe aos moldes de 1964, que a burguesia capitalista e seus braços armados deram na democracia brasileira, nos governos Getúlio, jango, … São os mesmos de sempre, com a batuta única e exclusiva de seu braço partidário e ideologico. Eles, o capital, estão querendo,(mais uma vez) entregar o pescoço do Brasil e dos brasileiros para o imperialismo neoliberal do capital internacional.

Aqui o Sr. Saul diz:

“O garrote da história: mídia interdita o debate e a solução da crise.”

Cheguei a conclusão que o post fala do irracional, dos animais racionais. Tudo em nome de um tal deus mercado. Ideologia esta que, via PIG, os donos do capital vão cercando e aniquilando de forma calculada o direito de um povo viver com dignidade. O desejo final dessa tática das elites é, quando de governos com viéses populares e nacionalistas é (aos poucos), matar e estrangular os desejos de um país justo e soberano, mas que, o amor aos lucros das elites do campo e da cidade é, nos manter, o povo e a nação, sob o jugo do (Estado de Direto burgues) para que a classe dominante, que são os donos dos meios de produção, se fantasiem de judas juridico, para satisfazerem os anseios das elites que não passam de apenas, 5% da população.

O Sr. Saul, nessas altura do golpe, deixa uma frase obvia,

“Compreender o papel que joga o monopólio midiático nesse estrangulamento é crucial para reagir com eficácia ao cerco.”

Isto é, a tarefa de compreender esse colarinho de ferro que o capital e sua imprensa burguesa quer nos colocar, é papel de quem avisar o povo?

Saudações socialistas.

Responder

    Bonifa

    10 de dezembro de 2012 às 12h35

    Essa reação ao cerco da Mídia de que fala o Saul não deve e não pode ser o confronto. O confronto pode até se dar pelos blogs, mas não oficialmente pelo Governo, não neste momento. Ninguém se engane: A Mídia, (ou o Instituto Millenium, que alguns dizem que está agora a influir majoritáriamente na Mídia, engrossado com a adesão de grandes empresários sobretudo do setor financeiro, contrariados com a queda dos juros)a Mídia, ou sua fração mais radical de direita, deseja o confronto para tentar isolar o Governo. Este é um momento de jogadas sutis e inteligentes. O Governo deverá romper o cerco da Mídia avançando para cima e para dentro da própria Mídia, procurando-a em todos os momentos, dando a ela tantas satisfações quanto ela busque e mesmo que ela não as busque, convocando-a amistosamente para muitos esclarecimentos. Esta atitude está nas entrelinhas de um recente artigo de Delfim Neto, e quem a percebe, sente o arrepio do perigo que Delfim pressente. O Governo tem que romper o isolamento que desejam lhe impor a todo custo, já que a Mídia não é impermeável e tem muitas nuances e muitas faces. Não se iludam, companheiros. Enfrentar um dragão com um abaixo-assinado debaixo do braço é, a estas alturas, suicídio certo. Enquanto isso, a maior utopia que conseguimos vislumbrar neste momento com alguma chance de objetivar uma esperança, é cavocar condições para o surgimento de um grande jornal de papel, grande tanto quanto O Globo ou o Estadão, que venha a ter circulação nacional e tenha uma linha editorial mais independente, semelhante assim à revista Carta Capital.

    assalariado.

    10 de dezembro de 2012 às 15h20

    Bonifa, concordo contigo. Nessa luta do CAPITAL X TRABALHO, ainda não temos, nessa correlação de forças, a suficiente (HEGEMONIA) politica para derrotar o capital e os seus lacaios, em suas várias roupagem. Por outro lado é bom não esquecer que na história politica de luta da classes em nosso país, quando de governos populares, a burguesia das comunicações, industriais, banqueiros, latifundarios, … não dormiram no ponto. Colocaram o GARROTE em nossos pescoços mesmo quando governos, governando, com o rabo entre as pernas. Lembra disso?

    O que fico puto mesmo é, com esquerdas que tem mandatos legislativos que ganham um dinheirão, uma tonelada de assessores, não irem colocar os seus blocos nas ruas para avisar o povo. Tudo isso, para eu, é uma questão de honestidade politica e ideologica. Resta saber quais são as ideologias dessas tals de esquerdas. Confiar como?

    Saudações.

    Bonifa

    10 de dezembro de 2012 às 20h16

    Companheiro Assalariado, o governo é excelente para nossa burguesia. Mas nossa burguesia não é capitalista, não se move pelo impulso dos empreendimentos capitalistas e não se move também, pasme, sequer pelas doutrinas capitalistas, mesmo aquelas mais liberais. Nossa burguesia, ao se desenvolver além de certo ponto e ascender socialmente na pirâmide mundial, depressa entra em um clube onde faz um juramento de ficar até pobre, mas defender com o sacrifício da própria riqueza a condição de elite colonizada e predatória de seu povo e seu país, a serviço dos grandes capitalistas e banqueiros internacionais.

[email protected]_2

09 de dezembro de 2012 às 22h33

Saul Leblon, é CAMPEÃO!

Como um espaço pode ser tão bem utilizado para clarear idéias.
Concatená-las de forma objetiva e chegar à conclusão.
Excelente, excelente!

Responder

MTHEREZA

09 de dezembro de 2012 às 22h26

A crise se chama “queda de juros”. Vão trabalhar que o lucro aparece.
E vou começar uma campanha pela saída da helena chagas, que não faz nada, desmontou a distribuição de verbas para publicações pequenas e só quer saber de quem tem audiência (medida pelo ibope).
veta a helena, dilma!

Responder

    RicardãoCarioca

    10 de dezembro de 2012 às 08h08

    Helena Chagas saiu direto da Globo para o governo Dilma. Queria o quê?…

anac

09 de dezembro de 2012 às 22h15

Como Coimbra previu 2013 vair ser um ano terrível. Aqueles que tiverem o estomago sensivel que se preparem. O PiG vem com TUDO.
Excesso intervencinismo estatal: quem manda D. Dilma confrontar o sistema financeiros com os juros mais extorsivos, abusivos e imorais do planeta? Deveria deixar o povo da classe mrdia continuar pagando CARO pelo fato de ser brasileiro. Quem manda D. Dilma enfrentar as companhias de energia eletrica para baixar a abusiva tarifa de energia? A classe mrdia que se prepare para não mais poder viajar para Miami, New Iork, California, Disneyword, Paris, Londres, Madri, Roma em modicas prestações. A senzala esta a espera de seus antigos ocupantes. Não se surpreendam com o retorno triufante do FMI para ditar as regras de sobrevivencia do povo brasileiro.
E alguns aqui ainda dizem que o problema com o PiG é do PT e de Lula e Dilma. Comparem suas vidinhas na era FHC com a de Lula e Dilma que verão quem serão os maiores perdedores com o retorno do PSDB e PiG ao poder?

Responder

    anac

    09 de dezembro de 2012 às 22h22

    O PiG aposta tanto na sua capacidade de manipulação e na ignorancia e subserviencia do povo brasileiro que é capaz de defender o indefensável: taxa de juros abusivas e tarifa de energia eletrica extorsiva. Os que estão com o PiG so podem sofrer de complexo de vira-la ou são muito mal intencionados.

    De Paula

    10 de dezembro de 2012 às 08h20

    Que nada: Os “PIGUENTOS” pensam que ainda são os leões de outrora. Esquecem que, a mais de uma década, o povão deixou de ser aquela carneirada.

J Souza

09 de dezembro de 2012 às 21h05

O Clarín, digo, a Globo sabe que o PT entendeu que ela é o maior adversário do partido.
Então, agora só lhe resta partir para o tudo ou nada!
Dinheiro e poder sobre os juízes não lhe faltam…

Responder

FrancoAtirador

09 de dezembro de 2012 às 20h30

.
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No Brasil, infelizmente a ditadura se perpetua no coronelismo e no latifúndio, nos cartéis e nos oligopólios.

A casa grande e a senzala ainda estão em pé.

A democracia representativa pelo voto direto, por si só,

não é suficiente para uma mudança radical nas relações sociais.

É preciso uma ação governamental regulatória mais incisiva,

principalmente no que se refere às comunicações, à relação capital-trabalho

e à função social da propriedade, nos seus mais amplos aspectos.

Como disse um dia, e não cansa de repetir, o grande Pedro Casaldáliga:

“Não haverá paz na Terra, não haverá Democracia que mereça resgatar este nome profanado,
se não houver socialização da terra no campo e do solo na cidade,
da saúde e da educação, da comunicação e da ciência”.

E, para isso, não é preciso nenhuma revolução armada.

A Constituição Federal está aí, esperando por ser cumprida.

Para finalmente derrubarmos a casa grande e a senzala

e construirmos uma morada verdadeiramente democrática.
.
.
Constituição Federal – CF – 1988

Art. 5º – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

XXIII – a propriedade atenderá a sua função social;

Art. 170 – A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios:

I – soberania nacional;

II – propriedade privada;

III – função social da propriedade;

IV – livre concorrência;

V – defesa do consumidor;

Art. 220 – …
§ 5º – Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente,
ser objeto de monopólio ou oligopólio.

http://www.dji.com.br/constituicao_federal/cf220a224.htm

Responder

    FrancoAtirador

    09 de dezembro de 2012 às 21h14

    .
    .
    DEMOCRATIZAR O DINHEIRO, A TERRA, A PALAVRA

    Por Emir Sader, na Carta Maior

    O problema maior da transição da ditadura à democracia no Brasil é que a democracia se restringiu ao sistema político.
    Não foram democratizados pilares fundamentais do poder na sociedade: terra, bancos, meios de comunicação, entre outros.

    O Brasil da democracia teve assim elementos fortes de continuidade com os da ditadura.
    A política de meios de comunicação, por exemplo, nas mãos de ACM, o ministro de Sarney, completou a distribuição clientelística de canais de radio e televisão e favoreceu a consolidação do monopólio da Globo – os próprios Sarney e ACM, proprietários de emissoras ligadas à rede da Globo.

    Não se avançou na reforma agrária, nem foi tocado o sistema bancário.

    É como se a ditadura tivesse sido apenas uma deformação de caráter político aos ideais democráticos.

    Mas nem os agentes imediatos do golpe e sujeitos políticos do regime – as FFAA – foram punidos.

    Como se tivesse sido “um mau momento”, até mesmo “um mal necessário”, como diriam as elites políticas tradicionais, que seguem por ai.

    No entanto o golpe e a ditadura foram extraordinariamente funcionais ao capitalismo brasileiro.

    O processo que se desenvolvia de democratização política, econômica e social do país não interessava nem aos capitais estrangeiros, nem aos grandes capitais brasileiros.
    Estes, concentrados em áreas monopólicas, não se interessavam no enorme mercado popular urbano que o aumento sistemático do poder aquisitivo dos salários propiciava, nem no mercado popular rural, a que a reforma agrária apontava.

    O eixo da indústria automobilística no setor do grande capital industrial e outros setores que produziam para os setores da classe média, para a burguesia e para a exportação, se coligaram com os golpistas no plano político, para impor, mediante o golpe, um modelo que atacava duramente o poder aquisitivo dos salários.

    O golpe os atendeu imediatamente, com intervenção em todos os sindicatos e com a política de arrocho salarial.
    Foi uma “lua-de-mel” para os empresários, uma super exploração do trabalho, mais de uma década sem aumento de salários, sem negociações salariais. Bastaria isso para entender o caráter de classe do golpe e do regime e militar.

    A dura repressão aos sindicatos e a todas as formas de organização do movimento popular contaram com o beneplácito do silêncio dos órgãos de comunicação, que pregaram o golpe e apoiaram a instalação do regime de terror que comandou o país por mais de duas décadas.

    A democracia reconheceu o que os trabalhadores – com os do ABC na linha de frente – haviam conquistado:
    a legalização da luta sindical, junto ao direito de existência de centrais sindicais, a legalização dos partidos, o direito de organização dos movimentos populares, entre outras conquistas.

    Mas os pilares do poder consolidado pela ditadura ficaram intocados.

    Ao contrário, seu poder monopólico sobre a terra, o sistema bancário, os meios de comunicação, se fortaleceram.

    Esses temas ficam pendentes:

    quebrar o monopólio do dinheiro, da terra e da palavra – como algumas das grandes transformações estruturais que o Brasil precisa para construir uma sociedade econômica, social, política e culturalmente democrática.

    http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=488

    Valmont

    10 de dezembro de 2012 às 00h55

    Acrescente-se o nosso sistema tributário, que continua essencialmente o mesmo formulado pela Ditadura Militar na década de 1960. Pouco mudou. Mantém a mesma estrutura de favorecimento das classes abastadas em detrimento dos pobres. Espolia os trabalhadores e enriquece os rentistas e proprietários dos meios de produção.

    Sagarana

    10 de dezembro de 2012 às 07h59

    Opa, mas isso eh uma “democracia” comunista! Existe? Vou pedir uma ao Papai Noel pra mim.

    abolicionista

    10 de dezembro de 2012 às 10h33

    É isso aí, FrancoAtirador, são essas as pedras no caminho da efetiva democratização do país. Vale lembrar que a constituição de 89 fala, não à toa, em “processo democrático”. É preciso continuar e fortalecer esse processo, sem dar bola para o ladrar dos cães.

    Mário SF Alves

    09 de dezembro de 2012 às 21h54

    Pois é, Franco. É disso que se trata. Constituição Cidadã = CIDADANIA = implosão e superação da eterna relação Casa-Grande x Senzala = superação do eterno subdesenvolvimento = consolidação da democracia no Brasil.
    __________________________________________
    Historicamente, o contraponto dessa equação todo mundo já sabe, é: liberdade incondicional aos negócios, aos mercados, e aos meios de comunicação de massa.

Robynson

09 de dezembro de 2012 às 20h15

Já se passou da hora de regulamentar os meios de comunicação como está previsto na CF-88. Se os políticos não têm coragem, que a sociedade encaminhe um projeto estilo a Lei da Ficha Limpa para o “congresso”, minúsculo mesmo.

Responder

    Mário SF Alves

    09 de dezembro de 2012 às 22h11

    Congresso com letra inicial minúscula traduz bem a sua decepção. Mas, convenhamos, o Lula já havia nos prevenido quanto a isso desde quando revelou publicamente a existência de 300 picaretas no Congresso. É claro, o estelionato eleitoral ainda corre solto; pergunte a esses picaretas se lhes interessaria a aprovação da lei de financiamento público de campanhas eleitorais.
    __________________
    No mais, companheiro, francamente, é melhor a existência de um congresso com inicial minúscula do que Congresso algum; é melhor um partido político esquizofrenizado e insensível em relação à realidade socioeconômica brasileira do que partido algum; é melhor um partido de direita do que uma mídia antidemocrática exercendo ilegal e inconstitucionalmente o papel de partido político.

Apolônio

09 de dezembro de 2012 às 20h03

Temos que fazer a regulação e a democratização da mídia urgente. A mídia tem que ser plural, não monopolista. Temos que ir à luta. Acho que tem que haver um simpósio de todos os blogueiros progressista e lançar essa pauta, mas com a condicionante, chamar juristas amigos para fazer um projeto de lei de inciativa popular, aos moldes da lei de ficha limpa, tendo no bojo a democratização e regulação da mídia. Só lançar e colher as assinaturas, com milhões e levar para o Presidente da Câmara para que dê o trâmite necessário. Lógico, com a fiscalização da cidadania. Se assim fizermos, estaremos colocando a grande mídia numa sinuca de bico. Não adianta, ficar culpando o PT e a Presidente por não fazê-lo. Dilma não manda tal projeto, por saber que não tem maioria fiel e suficiente para assumir uma empreitada dessas. Nós é que temos que fazer. A grande mídia não poderá culpar o PT, nem a Presidente, pois, a inciativa, veio de baixo para cima. Todo esse processo tem que estar ajustados aos princípios constitucionais, aliás, bem ajustados, enxuto, claro, para não sermos surpreendidos com alguma disposição do STF. Vamos lá !

Responder

    Mário SF Alves

    09 de dezembro de 2012 às 22h17

    Agora a dúvida, por quê esperamos tanto tempo para conclur que o caminho é isse?

rita

09 de dezembro de 2012 às 20h03

aff quem manda em terras tupiniquins é veja…

Responder

Bonifa

09 de dezembro de 2012 às 19h49

A Mídia do Brasil desautorizou a Academia, como fez na Europa antes de subjugá-la politicamente*. O debate existe, mas não aparece. É como a música popular brasileira, que continua existindo, evoluindo e é riquíssima hoje, mas não aparece. É como se não existisse. Talvez amanhã, quando haja mais educação, estas coisas apareçam mais. Mas hoje, não. Não se debate mais o Brasil nos auditórios das Universidades, mas sim, o que se faz é apenas esperar o que o Globo, a Veja e mais alguns jornais sentenciam sobre todos os problemas nacionais, sentenças estas que são lidas categóricamente na tela da TV Globo. As mentiras descaradas, os eufemismos criminosos, as meia-verdades sorrateiras, transformam-se em verdades absolutas pelas páginas e telas da Mídia política/partidária que quer destruir o poder trabalhista no Brsil, nem que para isso seja preciso destruir também setores e processos vitais do próprio país. Com o Brasil semidestruído e seu povo ajoelhado, a Mídia está crente de que reinará soberana sobre os despojos de sua guerra. Até as mais altas autoridades judiciárias se guiam pela Mídia, se dobram a suas vontades nítidamente partidárias e temem desafiá-la. Alguns políticos se jactam de serví-la e ter alguma influência sobre ela. E algum jornalista de economia meia-boca, porém gritalhão, vale dez vezes mais que um grande economista neste momento do país, porque representa a opinião econômica que foi já simplificada e destilada como verdade.
.
Falaram muito que enquanto a economia do país for bem, o governo estará sólido. A Mídia disse, “Ah, é assim? Pois vamos convencer a todos de que a economia não vai bem. E vamos pedir auxílio de nossos aliados externos, o jornal Economist, no caso. Ele tem interesse nisso, porque a política de baixar juros está fazendo o dinheiro pingar menos no bolso de seus anunciantes. Se nós temos poder para conseguir o milagre de transformar um julgamento fajuto no ‘maior julgamento do século’, se nós conseguimos transformar acácios em heróis, podemos também convencer o povo de que o Céu é o Inferno, e vice-versa”.
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Diante destas constatações, que fazer? O que os progressistas do país devem fazer? Concordamos com quem fala que não temos condições de exigir uma Lei de Mídia civilizada, agora. Concordamos também com a posição do Governo, ele está totalmente certo quando encara nossa mídia como se ela fosse civilizada, independente, isenta e merecesse todo o respeito do mundo. Este respeito não é extensível à mídia de fora do país, como frisou a presidenta Dilma. Embora a espinafremos pela rede, não devemos oficialmente fustigar a Mídia em hipótese nenhuma, e achamos até que a Dilma, quando tenha oportunidade, deva sim, comparecer ao programa da Ana Maria Braga. Esta é a melhor posição. Não dizemos que a presidente da Argentina esteja errada, lá as coisas são diferentes. Mas aqui, desafiar a Mídia frontalmente seria o maior erro que o Governo poderia cometer agora. Ainda que convencione posições políticas uniformes sobre diversos temas, e tenha forte atividade sobre estas convenções, a mídia pode ser bastante permeável, com infinitas nuances e um bom número de tendências. Mas se for atacada em bloco, ou se sentir ameaçada em bloco, em bloco reagirá**, e parecerá normal para ela proteger dentro do bloco até mesmo algum jornalista criminoso, que em outras circunstâncias, ela mesma poderia tentar expelir. Mas isso não quer dizer que o Governo, como fez flagrantemente o Judiciário, tenha a obrigação de se pautar pela Mídia.
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O que se deve fazer, então? Além de trabalhar com a Mídia com uma interação inteligente, ser simpático a ela sem seguí-la, reclamar civilizadamente por alguma coisa, creio que, por mais tolo que pareça ser, por mais antiquado, ou atrasado, o que mais faz falta e o que mais poderia fazer uma diferença tremenda, hoje no Brasil, é uma coisa: Um grande jornal de orientação independente, ou mais independente. Um grande jornal de papel, de circulação nacional, que recupere positivamente para muitos brasileiros que se abstiveram disso, o hábito de sair para comprar pão e passar na banca para levar também o jornal para casa.
.
(*)A mídia na Europa teve, para tal, que criar seus próprios filósos, como os filósofos midiáticos André Glucksmann e Bernard Henry Levi. Aqui nem isso.
(**)Não foi por outra razão que os Marinho vieram a público para falar em defesa da editora Abril: “A Veja é imprensa. A Globo é imprensa.” Ou seja, mexam com a Veja e estarão mexendo com a Mídia, em bloco.

Responder

    Mário SF Alves

    10 de dezembro de 2012 às 13h40

    Prezado Bonifa,
    Seu comentário está a me dizer muito mais do que aquilo que até então era o nosso conceito sobre a mídia corporativa travestida de partido político clandestino; o que o seu comentário diz é que temos, sim, um governo paralelo. Não?

    Bonifa

    10 de dezembro de 2012 às 20h21

    Só posso lhe dizer que o poder da Mídia está acima de qualquer poder da República. E o STF nada mais faz que reconhecer este poder.

oziel f. albuquerque

09 de dezembro de 2012 às 19h43

Esta oposição que o governo do país tem, poderia se chamado dos terroristas do Brasil. mesmo porque, eles só fazem terrorismo.

Responder

Sagarana

09 de dezembro de 2012 às 19h33

Enquanto o pibinho da presidenta nao impressiona ninguém, o pibao do Peru cresce que eh uma beleza. Será que o cenário internacional lá eh outro?

Responder

jcm

09 de dezembro de 2012 às 18h30

Mas infelizmente fazer o quë? O governo só tem prazer quando apanha! A Dilma virou mulher de malandro.

Responder

sandro

09 de dezembro de 2012 às 17h05

Nada mais natural, acabou o caso “Rose” vem o caso Mantega carregado
com o velho e clássico complexo de vira-latas. E o PCC mandando em Sp.

Responder

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O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.