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Skaf acusa Cesp, Cemig e Copel: Estão jogando contra todos os brasileiros


07/12/2012 - 00h41

Paulo Skaf: Brasil não pode abrir mão do desconto de 20% na conta de luz. Foto: Wikipedia 

Nota à imprensa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), via e-mail

“O governo federal não deve reabrir negociações com quem não aderiu à antecipação de contratos prevista na MP 579, que possibilita o desconto nas contas de luz. Deve levar esses ativos a leilão no final dos contratos, e garantir a redução de 20% para todos. Não se pode frustrar o povo brasileiro trocando esses 20%, uma vitória de todos nós, por 16,7%.”

Essa foi a reação do presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, à notícia de que três estatais do setor elétrico – Cemig (MG), Copel (PR) e Cesp (SP) –  decidiram recusar a antecipação de contratos com desconto, proposta pelo governo federal.

“A presidente Dilma Rousseff anunciou 20% de desconto médio em rede nacional. As estatais que se recusam a aderir ao desconto vão ter que arcar com as consequências de frustrar os brasileiros e mais ainda: de não colaborar para que o Brasil se torne um país mais competitivo.”

Para a Fiesp, que há dois anos encabeça a campanha Energia a Preço Justo, o Brasil não pode perder a oportunidade de promover essa queda na conta de luz de todos os brasileiros.

Segundo a Fiesp, o governo federal deveria aumentar a redução de encargos de forma transitória, entre 2013 e 2015, para garantir o desconto de 20%. A partir dos novos leilões, com a queda no preço da energia, a situação poderia ser reequilibrada. “O importante agora é não abrir mão dessa conquista, que é de todos os brasileiros, ainda que essas estatais estejam jogando contra”, termina Paulo Skaf.

Leia também:

O embate entre Dilma e os tucanos nas contas de luz

Entidades sindicais e movimentos populares criticam Alckmin: É boicote à redução da conta de luz

Heitor Costa: Democratizar as decisões sobre o sistema eltétrico



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47 comentários

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O Marco Civil e a tentativa de fatiar e pedagiar a rede « Viomundo – O que você não vê na mídia

09 de dezembro de 2012 às 20h41

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Paulo Kliass: Por um imposto sobre as commodities « Viomundo – O que você não vê na mídia

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Heitor Costa prevê corte de pessoal nas elétricas « Viomundo – O que você não vê na mídia

09 de dezembro de 2012 às 17h12

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Líder do PT diz que oposição conspira para espalhar pânico « Viomundo – O que você não vê na mídia

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Saul Leblon: O jogral da mídia contra a política econômica « Viomundo – O que você não vê na mídia

09 de dezembro de 2012 às 16h53

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Tucanos acusam Dilma de adotar populismo chavista « Viomundo – O que você não vê na mídia

09 de dezembro de 2012 às 16h27

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Dilma Rousseff, Vandana Shiva, Tony Blair e os vira-latas « Ficha Corrida

09 de dezembro de 2012 às 14h33

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Chávez já pede a eleição de seu vice-presidente « Viomundo – O que você não vê na mídia

09 de dezembro de 2012 às 03h22

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GOVERNOS DO PSDB DE MINAS, SÃO PAULO E PARANÁ DEVEM ABRIR AS CONTAS DA CEMIG, CESP E COPEL E MOSTRAR OS RI(S)COS DO SETOR ELÉTRICO « Educação Política

08 de dezembro de 2012 às 12h52

[…] Segundo a Fiesp, o governo federal deveria aumentar a redução de encargos de forma transitória, entre 2013 e 2015, para garantir o desconto de 20%. A partir dos novos leilões, com a queda no preço da energia, a situação poderia ser reequilibrada. “O importante agora é não abrir mão dessa conquista, que é de todos os brasileiros, ainda que essas estatais estejam jogando contra”, termina Paulo Skaf. (Vi o Mundo) […]

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Emanuel Cancella

08 de dezembro de 2012 às 12h13

Espírito sem luz quer impedir diminuição no valor da tarifa

A presidenta Dilma decidiu diminuir as tarifas de luz, o que vai beneficiar a ampla e esmagadora maioria dos brasileiros. Alguns estados oposicionistas ao governo federal estão contra essa decisão, e, com ajuda da grande mídia, tentam justificar o injustificável. Inclusive a presidente Dilma está fazendo justiça, pois entre outras distorções na tarifa de luz existe até o subsídio a indústria pago pelo consumidor comum. A presente atitude desses estados oposicionistas coloca em suspeição os sucessivos apagões coincidentemente no período eleitoral. Será que esses apagões eram ação da oposição para desgastar o partido do governo? E agora, com a chegada das UPP’s, as operadoras de energia elétrica do Rio estão recebendo os valores das contas de luz dos moradores dessas comunidades, o que amplia em muito seu faturamento. Muito provavelmente as UPP’s vão se estender para todo o Brasil. As operadoras de energia na verdade não têm do que reclamar. Vamos denunciar “os espíritos sem luz” que querem beneficiar os acionistas e prejudicar a grande maioria dos brasileiros!

RIO DE JANEIRO, 07 de dezembro de 2012

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Lafaiete de Souza Spínola

08 de dezembro de 2012 às 12h12

Reforço o que já disse, para o bem do Brasil: PAÍS UNITÁRIO!

PAÍS UNITÁRIO III
Devemos discutir temas desse tipo. Discutir não é impor, é esclarecer, é apresentar sugestões, é enriquecer conhecimentos com o objetivo de construir uma sociedade mais justa.

Problemas na padronização do currículo escolar; problemas com o petróleo; divisão de estados para criar unidades só para satisfazer a vaidade de certos senhores, multiplicando gastos com as novas estruturas desses estados etc. Dificuldades com a implantação do código florestal.

Dificuldades para combater o crime organizado. Muitos, muitos problemas! Todos puxando a corda na direção dos seus interesses, quase sempre escusos, sem pensar no país. Às vezes pensei se não seria melhor uma só constituição; hoje, tenho convicção da necessidade de um país unitário, sem essa problemática federação, com uma só constituição.

Educação: muitas famílias da classe média baixa fazem o maior sacrifício para matricular seus filhos numa escola particular (que também deixa muito a desejar), pois a pública, em sua maioria, está abandonada há décadas. Passando por uma livraria, fiquei assustado em ver que os livros para a sexta e sétima séries estavam sendo vendidos, em média, a R$ 100,00. O problema principal é a variedade de edições, causando baixa tiragem. Se aumentassem a padronização, baixaria, radicalmente, o custo.

O certo é o país investir, já, pelo menos, 15% do PIB na EDUCAÇÃO pública. A descentralização está provando que não funciona: O desvio do dinheiro público é maior nas prefeituras e governos estaduais; fica mais difícil o controle e a fiscalização do emprego das verbas alocadas.

Deputados estaduais e vereadores não assumem a fiscalização, pois estão sempre atrelados ao executivo, planejando a reeleição. A solução seria lei única num país unitário, com mandato único em todos os níveis. Não se esqueçam: O congresso nacional nada mais é que um espelho do atual sistema!

Corrupção, crime organizado, lavagem de dinheiro: O atual sistema federativo dificulta o combate. Há um verdadeiro jogo de empurra, tanto do poder central, quanto dos estados. Esse é um assunto da maior gravidade que exige uma coordenação centralizada.

Como combater o tráfico e a lavagem de dinheiro com negociações do poder central com cada governador, como essa que está ocorrendo, agora, em São Paulo, num descabido e insano jogo de empurra que só estão realizando devido ao estado de verdadeira calamidade pública? O judiciário, também, está dividido em justiças federal e estadual, aumentando os custos e dificultando sobremaneira o trabalho do Conselho Nacional de justiça.

Tudo isso emperra o desenvolvimento igualitário do nosso país. Sou por um país unitário, com lei única, por um desenvolvimento mais uniforme entre as regiões, sem essa guerra fiscal que atende não ao povo e sim aos caciques regionais. Isso permitiria, é claro, uma maior repressão aos psicopatas que desenvolvem essas atividades perniciosas ao desenvolvimento econômico e social do nosso país.

Dentro de um país unitário só caberia o mandato único para todos os níveis, inclusive para as direções de partidos, de sindicatos etc. Deputados estaduais e vereadores assumiriam de fato as suas funções de fiscalização. Teriam só ajuda de custo. Não deixariam de ser o pedreiro, o médico, o comerciário, o engenheiro, o professor, o advogado etc.

Deixaria de existir, assim, a profissão “POLÍTICO”. Todo cidadão passaria a ser, de fato e de direito, um político. O número de deputados estaduais e de vereadores poderia, desse modo, até triplicar, permitindo o revezamento. Devem ser previstas em lei todas as condições para as denúncias públicas, através de todos os meios de comunicação, dos erros encontrados na aplicação dos recursos públicos.

País unitário para acabar com as desigualdades regionais, eliminando os absurdos incentivos fiscais oferecidos às multinacionais que passam décadas sem pagar impostos e ainda recebem empréstimos subsidiados, além de toda infraestrutura. Lembro-me de uma empresa que recebeu esses incentivos, faz muitos anos, saiu de São Paulo e instalou-se em Jaboatão – Pe. Depois de passar anos, sem pagar impostos; em 30/45 dias estava de volta a Sorocaba-SP; o tempo necessário para a manutenção periódica.

Está em pauta, neste momento, uma intensa discussão sobre o possível uso de uma aplicação uniforme da alíquota do ICMS, tendo como um dos objetivos a diminuição do custo Brasil. Nota-se uma reclamação generalizada. Como em qualquer outro tema, está muito difícil encontrar um consenso. E, caso cheguem a algum entendimento, nada garante que o acordo não será rompido mais tarde, pois os estados e prefeituras podem criar suas leis de acordo com os interesses dos caciques de plantão.

País unitário para um melhor planejamento da infraestrutura deste país, como agora: PLANEJAMENTO ELÉTRICO. O Brasil não encontrará o caminho do desenvolvimento com esses interesses mesquinhos de certos estados; hoje o problema elétrico, ontem o pré-sal e amanhã outro interesse particular qualquer. A FEDERAÇÃO não serve para o Brasil!

País unitário para acabar com essa guerra fiscal hedionda, cujos custos caem sobre o povo mal informado. Dão benesses às multinacionais, alegando incremento de meia dúzia de empregos e castigam os micros e pequenos empresários, criando impostos antecipados e substituição tributária; tornando sem efeito o Simples Nacional, quando se sabe que as pequenas empresas garantem 40% do emprego no país. Estes só não garantem o financiamento privado para as eleições daqueles que conquistam o poder só pelo poder.

País unitário para acabar com as abomináveis diferenças salariais regionais, atingindo, entre outras categorias, aos professores das nossas crianças.

Neste momento, estamos numa verdadeira guerra de interesses particulares, onde cada cacique luta por uma maior fatia das riquezas do PRE-SAL. Chega-se ao absurdo de querer tornar o mar em território estadual.

País unitário para permitir uma reforma tributária mais simples, prevalecendo a justiça social. Hoje, temos um sistema tributário antiquado, injusto, cheio de remendos que até os advogados da área têm dificuldades de lidar com as constantes mudanças e contradições. Como podem os pequenos empresários conviver nesse mundo absurdo? Procure investigar e entender o porquê de tanta informalidade que é maior do que se possa imaginar! Esses pequenos empresários estão mais para vítimas do que para infratores. Terminam sendo reféns desse sistema perverso que nada faz para combater os grandes delinquentes, onde a lavagem de dinheiro tem ampla liberdade.

Leia os livros do Juiz Fausto de Sanctis, atual desembargador e suas entrevistas. O nosso estado federativo não fornece as ferramentas necessárias para a investigação e a conseqüente dura punição para esses gigantes infratores. Muita gente aceita essa atividade de psicopatas, como sendo uma espécie de acumulação necessária para o desenvolvimento capitalista, sem considerar os estragos perpetrados no meio da nossa juventude. Você aceita esse tipo de sociedade? Os psicopatas, sim! Leia, também, o livro Gomorra do Roberto Saviano e entenda que no Brasil coisas semelhantes estão acontecendo.

Diga-me que parcela do povo brasileiro sabia das relações estreitas com o Cachoeira, mantidas por esse senador que foi cassado recentemente. O próprio Cachoeira, se quisesse, poderia ser um deputado. Dinheiro não seria problema. Seguramente, a atividade de financiador torna-se mais proveitosa. Quantos iguais a ele, ou mais poderosos, estão neste vasto território infiltrados em nossas instituições? Quanto mais estados tivermos nessa carcomida federação, tanto mais campo aberto para a atividade dessa gente.

País unitário, concomitante a partidos conforme esboçado em MOVIMENTO POR UM PARTIDO, representa um pesadelo para aqueles que pretendem a continuidade do modelo político existente no país, tendo como um pequeno exemplo aqueles vereadores de Rio Largo, em Alagoas, que em sincronia com o prefeito, venderam um terreno avaliado em 30 milhões por 0,7 de milhão. Vide nossa publicação sobre o assunto, em VEREADORES PRESOS! NÃO FISCALIZAVAM! BURLAVAM! Para executar essa mutreta, usaram a prerrogativa das prefeituras criarem suas leis, quase sempre, usadas em benefício próprio. Lei única para o nosso país!

Até as organizações mafiosas, na Itália, descobriram que a descentralização do crime passou a dificultar o trabalho da polícia e da justiça. A droga, hoje em dia, está muito difícil de ser encontrada com a pulverização dos estoques. Leiam o livro Gomorra de Roberto Saviano, sobre o tema.

País unitário não sob a égide de um ditador, um salvador da pátria. Quem leu MOVIMENTO POR UM PARTIDO; sem interesses particulares ou sob a influência daqueles que disseminam a ideia de que a descentralização, nos moldes atuais, é necessária; notou que propomos a participação do povo, real, em todos os níveis sem o controle de caciques, tudo democraticamente.

O sistema atual de caciques municipais e estaduais é a fonte, o criatório, dos caciques federais. Não existiriam caciques caso não houvesse uma reduzida, porém atuante, base de apoio. Tudo em torno de interesses pessoais com uma roupagem de finalidades sociais.

País unitário para que deputados estaduais e vereadores cumpram a sua missão de fiscalizar o poder executivo, denunciando, por todos os meios, os malfeitos. Por isso, proponho triplicar o número de deputados e vereadores com poderes amplos para a fiscalização.

País unitário com financiamento público exclusivo para as eleições. Lei rigorosa para coibir qualquer uso de dinheiro privado pelos partidos. Nada de lista única preparada pelas cúpulas. Os candidatos serão escolhidos, exclusivamente, pelas bases partidárias para todos os níveis.

ESCLAREÇO QUE MANDATO ÚNICO SIGNIFICA: O VEREADOR PODE SER CANDIDATO, APÓS O TÉRMINO DO MANDATO, A DEP. ESTADUAL, A DEP. FEDERAL, A PRESIDENTE; NUNCA REPETINDO A MESMA FUNÇÃO. QUANTOS VEREADORES, EM RIO LARGO, JÁ ESTAVAM NO SEGUNDO E TERCEIRO MANDATOS? O PREFEITO É NOVO? O POLÍTICO, ASSIM, TORNA-SE UM PROFISSIONAL. O PRÓXIMO PASSO É A CORRUPÇÃO ATIVA OU A SIMPLES CONIVÊNCIA PARA MANTER O CARGO. O CIDADÃO CONTINUA EM SEUS AFAZERES: O PROFESSOR CONTINUA LECIONANDO, O ADVOGADO NÃO ABANDONARÁ OS SEUS CLIENTES ETC.
O FINANCIAMENTO DAS ELEIÇÕES SERÁ, EXCLUSIVAMENTE, PÚBLICO. OS GASTOS PARA ELEGER UM DEPUTADO ESTÃO, HOJE, ENTRE 5 A 20 MILHÕES. QUEM BANCA EXIGE ALTO RETORNO. VEREADORES E DEP. ESTADUAIS RECEBERÃO, APENAS, AJUDA DE CUSTO.

AQUI, NÃO HÁ ESPAÇO PARA ENTRAR EM DETALHES, COMO, POR EXEMPLO, A VIDA DO DEP FEDERAL, DO PRESIDENTE AO TERMINAR OS RESPECTIVOS MANDATOS. É UM ASSUNTO QUE O NOVO PARTIDO, COMO SUGERIDO EM MOVIMENTO POR UM PARTIDO, DEVE DEIXAR CLARO. COM CERTEZA, TERÃO UMA VIDA DIGNA. ESSE NOVO PARTIDO IRÁ LEVAR AO POVO ESSAS PROPOSTAS E TERÁ QUE CONVIVER NO MEIO DA VELHA POLÍTICA COM ESSAS EXIGÊNCIAS DE MUDANÇAS PARA UMA NOVA POLÍTICA.
TUDO QUE TENHO PUBLICADO SEGUE UMA LINHA DE PENSAMENTO QUE PARA SER ALCANÇADO O OBJETIVO PROPOSTO, NECESSÁRIO SE FAZ (SOLUÇÃO):

PAÍS UNITÁRIO, LEI ÚNICA, CÂMARA ÚNICA E MANDATO ÚNICO.

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Dilma Rousseff, Vandana Shiva, Tony Blair e uma certa revista britânica « Viomundo – O que você não vê na mídia

08 de dezembro de 2012 às 11h29

[…] Skaf acusa Cesp, Cemig e Copel: Estão jogando contra todos os brasileiros […]

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Rafael

08 de dezembro de 2012 às 10h28

Nunca vi sinceridade nesse Skaf, parce um oportunista. As estatais não têm culpa, são os governadores que não quiseram aderir ao plano de redução. Dizer que são as estatais as culpadas é fazer campanha contra para depois tentar privatizá-las, bem com fizeram com as teles que dixaram os orelhão sucatear, começaram a prestar um serviço cada vez pior para depois privatizar.

Responder

Amaro

08 de dezembro de 2012 às 08h18

BETO RICHA DE RIXA COM A DILMA

Governo Dilma ‘politiza tudo’, diz governador do Paraná

ESTELITA HASS CARAZZAI
DE CURITIBA

“Líder emergente no PSDB e amigo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), o governador do Paraná, Beto Richa, diz que o governo federal está “politizando qualquer assunto” desde o fim da campanha eleitoral deste ano.

Em entrevista à Folha, Richa saiu em defesa dos Estados que não aderiram à renovação dos contratos de concessão do setor elétrico, proposta pelo Planalto”.

RICHA é apenas um da tríade de INIMIGOS do povo brasileiro. Os outros dois são ANTÔNIO ANASTASIA, Governador de Minas e também conhecido como Aécio entronado, e, como não poderia deixar de ser, o Governador de Sao Paulo, GERALDO ALCKMIN.

Portanto, decorem o nome da INFAME TRINDADE:

ANTÔNIO ANASTASIA
BETO RICHA
GERALDO ALCKMIN

Responder

José X.

08 de dezembro de 2012 às 07h44

Finalmente Dilma conseguiu acertar uma, politicamente: dividir a direita. E usando o caminho óbvio: o bolso. Porque, vem cá, empresário gosta de falar em “liberalismo”, de ser contra a “intervenção do estado na economia”, mas o que eles gostam mesmo é de mamar na teta do estado…

Responder

Gerson Carneiro

08 de dezembro de 2012 às 07h32

Huummm… tem gente que ficou sem palavras para comentar aqui.

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Messias Franca de Macedo

07 de dezembro de 2012 às 22h13

OS CRITÉRIOS PARA A COBRANÇA DO ICMS NAS MINAS GERAIS DO [DEMotucano] AÉCIO ‘NEVER’. ENTENDA

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Imposto onera as indústrias de água mineral no Estado

Alíquota de ICMS de 18% é maior que o da cachaça
Embora a letra da marchinha afirme que “cachaça não é água não”, em Minas Gerais as duas têm algo em comum. Ambas são classificadas, para efeito de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), dentro de uma mesma listagem que iguala a água às bebidas alcoólicas e industrializadas – a diferença fica apenas na tarifa. Enquanto as indústrias de água mineral pagam alíquota de 18% sobre a produção, a cachaça tem alíquota menor, de 12%. No Estado, somente a garrafa de 20 litros da água tem alíquota de 12%, conquistada no final do ano passado com uma alteração na lei.
“O ICMS, pela Constituição brasileira, deve ser cobrado de acordo com a seletividade, em razão da essencialidade. O que se vê, no caso, é uma inversão de valores, como se a cachaça fosse ‘mais essencial’ que a água mineral”, comenta o tributarista Ismail Salles, da Moura Tavares, Figueiredo, Moreira e Campos Advogados.
(…)

FONTE: http://www.mouratavares.adv.br/v1/index.php?option=com_content&view=article&id=1011:imposto-onera-as-industrias-de-agua-mineral-no-estado&catid=48:moura-tavares-na-imprensa&Itemid=72
Notícias – Moura Tavares na Imprensa
Escrito por Fellipe Assis Guimarães
Seg, 12 de Setembro de 2011 14:08

EM TEMPO: FHC APOIA AÉCIO ‘NEVER’: BYE BYE AÉCIO ‘NEVER’ ‘FOREVER’!

República da DIREITONA OPOSIÇÃO AO BRASIL, fascista eterna, MENTEcapta, aloprada, alienada, histriônica, impunemente terrorista, antinacionalista, golpista de meia-tigela, corrupta… ‘O cheiro dos cavalos ao do povo’!… (“elite estúpida que despreza as próprias ignorâncias”, lembrando o enunciado lapidar do eminente escritor uruguaio Eduardo Galeano)

Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Messias Franca de Macedo

07 de dezembro de 2012 às 22h12

“ÁGUA NÃO É MOLE, NÃO!” ENTENDA

… Ontem (06/12/12) à noite, em um programa do PIG, o representante do Ministério das Minas e Energia – e catedrático -, Maurício Tolmasquim, esclareceu aspectos importantes acerca da decisão do governo federal em baixar o custo da energia elétrica. Diante do truculento Secretário de Energia de São Paulo, [DEMotucano] José Aníbal, o eminente estudioso da área energética demonstrou, cabalmente, que, nas negociações relativas a adesão à proposta do governo federal, a Cesp “tucana” estipulou o preço do custo das Usinas por kWh (quilowatts-hora) de forma absurda! “Se nós concordássemos com estes valores astronômicos, o Ministério Público, a Procuradoria Geral da República, a Advocacia Geral da União, a Polícia Federal entrariam no caso e todo mundo iria parar na cadeia! Ademais, é totalmente despropositado o cálculo que vocês fizeram no sentido de estabelecer o *valor das Usinas paulistas, para efeito de indenização por parte da União!…”
*neste momento, ‘a âncora entre aspas’(!): [Olhando para o ‘Zé’ Aníbal!] “Quer dizer, então, que em São Paulo as usinas estatais estão superfaturadas?!” “Um momento mágico”, diria “o ex-supremo” Ayres Brito, o mesmo jurista que prefaciou a última OBRA-prima(!) do Merval “da ‘grobo’”!…
O doutor Maurício Tolmasquim prossegue: “… Ao contrário do que o senhor [José Aníbal] está dizendo, os acionistas destas Usinas também poderão perder! Consideremos o seguinte: daqui a dois, três anos, no término do período da concessão, o governo por força da Lei abrirá novas licitações, utilizando o mecanismo de leilões. Caso empresas concorrentes ganhem as disputas, as empresas que até então exploravam o setor perderão as receitas!… No setor elétrico, o maior custo está relacionado à construção das Usinas! Uma vez construídas e pagas, o custo de manutenção é baixíssimo!… Portanto – no momento em que todos concordam que o crescimento sustentado do Brasil depende da redução dos custos de produção e do aumento da produtividade -, é inconcebível a não adoção de medidas que tornem menos cara a energia elétrica em nosso país.” [A energia elétrica no Brasil é a terceira mais cara do mundo, apesar das nossas imensas riquezas hídricas, especialmente fluviais!]
Mauricio Tolmasquim aproveitou, ainda, para enunciar dados deveras interessante(!): “É engraçado, em Minas Gerais é cobrado 30% de ICMS na conta da energia elétrica paga pela população e pelas empresas; 25% de ICMS sobre cigarros, armas de fogo e munição; e, pasme, 12% sobre a cachaça e o aguardente!” (sic) Neste momento, o José Aníbal entrou em polvorosa, rosto vermelho lembrava um camarão, apontando o dedo para o interlocutor, esbravejava como se estivesse num palanque de campanha política!…

EM TEMPO: Mauricio Tiomno Tolmasquim é o atual presidente da Empresa de Pesquisa Energética, uma entidade afiliada ao Ministério de Minas e Energia.
Em 1981, se formou em engenharia de produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 1982, em ciências econômicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em 1984, concluiu o mestrado em planejamento energético pela UFRJ e, em 1990, concluiu seu doutorado em Socio Economie du Développement na École des hautes études en sciences sociales (EHESS) da França.
É professor associado licenciado da COPPE/UFRJ. Foi secretário executivo e ministro interino de Minas e Energia, onde coordenou o grupo de trabalho que elaborou o novo modelo do setor elétrico.
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mauricio_Tolmasquim

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Messias Franca de Macedo

07 de dezembro de 2012 às 22h04

… Uma humilde recomendação ao Paulo Skaf: por favor, converse com ‘o jornalista pós-douto em jornalismo jurídico e Constitucional’ (sic), Merval Pereira, e o senhor ficará convencido de que a razão absoluta(!) está com a Cesp, com a Cemig e com a Copel [“tucanas”!]!… Afinal, “jornalista imortal” – e da ‘grobo’! – *”mata no peito” qualquer assunto – por mais que seja complexa a temática, Merval Pereira “tira de letra – e coloca ‘o(a) assinante’ na cara do gol!”…
*diria “o **supremo do supremoTF” – e réu confesso (idem sic) -, Luiz Fux!…
**”supremo do supremoTF”: aspas monstruosas e letras submicroscópicas!

Viva o ‘Brazil'(!)… E os seus ‘jeniais’ ‘jornalistas amigos dos patrões barões da grande ‘MÉRDIA’ nativa!…

República da DIREITONA OPOSIÇÃO AO BRASIL, fascista eterna, MENTEcapta, aloprada, alienada, histriônica, impunemente terrorista, antinacionalista, golpista de meia-tigela, corrupta… ‘O cheiro dos cavalos ao do povo’!… (“elite estúpida que despreza as próprias ignorâncias”, lembrando o enunciado lapidar do eminente escritor uruguaio Eduardo Galeano)

Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Hildermes José Medeiros

07 de dezembro de 2012 às 15h37

Skaf queria o quê, vindo da oposição? Os tucanos estão mais uma vez enganando-se com a cor da chita. Esperavam com essa atitude política que o Governo ficaria emparedado com a decisão conjunta que tomaram? Façam-me o favor! Ainda mais nesse campo da energia em que são uma ampla vidraça, tendo dificuldades de recorrer ao seu braço midiático para defendê-los. Defender que os recursos que são do povo seja não base de cálculo para os rendimentos dos empresários do setor elétrico, mas revertidos no preço para o legítimo dono é usar o chapéu alheio para beneficiar terceiros? E mais: essa medida irá reduzir o famoso Custo Brasil tão falsamente defendido pela oposição e utilizado contra o governo. Sei, não? A impressão que dá é que vão dar com os burros n’água. Pagarão nos anos seguintes, quando do vencimento de suas concessões. Agora, que chateia, chateia essa de fazer política com os interesses do povo.

Responder

Rogério Correia: Cemig escolhe o lucro da Andrade Gutierrez e outros poucos « Viomundo – O que você não vê na mídia

07 de dezembro de 2012 às 15h14

[…] Skaf acusa Cesp, Cemig e Copel: Estão jogando contra todos os brasileiros […]

Responder

italo

07 de dezembro de 2012 às 14h22

Em qualquer lugar do mundo onde há Imprensa livre, nenhum PSDB sabotaria em 20% a conta de energia da população e empresas de todo País num dia, e não provocar qualquer barulho na noite do mesmo dia. Faça o teste de liberdade de Imprensa; Quem vc acha que se tornará a maior celebridade do momento, o Amaury ou a Rosemary?

Responder

Marcelo de Matos

07 de dezembro de 2012 às 14h10

Como se não bastasse a guerra fiscal que está tão difícil de superar, os tucanos criaram, agora, a guerra das estatais de energia elétrica. Ao invés de colaborar, em benefício de todos, eles querem criar problemas.

Responder

    maria olimpia

    07 de dezembro de 2012 às 18h38

    Concordo plenamente! E ainda querem pousar de “bons mocinhos”!
    Vai fundo Presidenta, não recue diante de chantagem desses vendilhões da Pátria!

RicardãoCarioca

07 de dezembro de 2012 às 12h47

No segundo mandato, a Dilma poderá dar o troco, não renovando as concessões dessas três empresas tucanas de energia elétrica. A Eletrobrás pode assumi-las perfeitamente. Tem quadros para isso.

Responder

    Roberto Locatelli

    07 de dezembro de 2012 às 14h18

    Ôpa, boa ideia. Geração de energia é estratégica demais para deixar nas mãos de rentistas e especuladores.

    anac

    08 de dezembro de 2012 às 00h00

    Querem apostar como vão recorrer ao Judiciario do Jbarbosa?
    O Skaff não faz parte do gurpo millenium que sabota o país?
    Gente, pode ser até balela desse Skaff que no final como qualquer empresario so pensa em lucrar e não repassará como não fez com a CPMF a redução da tarifa para os precos de seus produtos ou serviços, mas que a DILMA esta travando uma luta ingloria lá isso tá. Foi contra os Bancos com a redução da taxa de juros mais alta do mundo e agora com a tarifa da energia eletrica. Incrivel como tem gente que ainda defende juros e tarifas de energia estorsivos. Masoquista que sofreu lavagem cerebral do PiG.

Raul Bando People

07 de dezembro de 2012 às 12h31

Papo furado. Quanto baixaram as mercadorias após o fim da CPMF ? E a compra de empresas por outras maiores, ou multinacionais, que só causam demissões, aumento de preços e concentração de poder ?
O que estes empresários querem é moleza, dinheiro fácil, fim de direitos trabalhistas e crescimento do seu patrimônio.

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Roberto Locatelli

07 de dezembro de 2012 às 12h15

Putz, essa foi genial!! Presidente do PSDB Sérgio Guerra diz que “conta de luz já é barata”. via @ZehdeAbreu

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Roberto Locatelli

07 de dezembro de 2012 às 11h29

Rapá, se o joaquim batman não der um golpe de estado e houver eleições normalmente em 2014, o PSDB será massacrado, triturado e esmigalhado.

Veja-se o caso de SP: violência fora de controle, transporte público sucateado, saúde pública privatizada, educação pública estadual em frangalhos e, agora, essa decisão suicida de rechear a conta bancária de rentistas e especuladores tirando do nosso bolso.

E o Aébrio já avisou: vai entrar na justiça para defender os investidore$ amigo$. Ou seja, a dobradinha do bafômetro – Aébrio presidente, Luciano Huck vice – está fadada ao naufrágio.

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Luiz Otávio Tavares

07 de dezembro de 2012 às 10h56

Skaf. Sim! Queremos energia mais barata para população. Agora prejudicar a classe trabalhadora do setor elétrico que tem um história de luta e trabalho, que não é justo.

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    Marcelo

    08 de dezembro de 2012 às 08h03

    Se a Cemig para de gastar com publicidade inútil já seria uma boa economia pra compensar a reduçāo da tarifa.

Antonio Donizeti - SP

07 de dezembro de 2012 às 09h54

O que se esconde sob a negativa dos governadores tucanos em baixar a conta de energia elétrica? São o cumprimento dos contratos leoninos e lesa-pátria da privataria do governo FHC. Segue ótimo artigo publicado no Vermelho.

Saiu no Portal Vermelho:

O PSDB vai falar ao povo por que não quer eletricidade barata?

O que é que Fernando Henrique Cardoso e os tucanos vão dizer para o povo? Que é preciso respeitar os privilégios abusivos que os especuladores obtiveram com as regras que o governo tucano criou no momento da privatização da Eletrobrás e das empresas produtoras e distribuidoras de energia elétrica no Brasil?

Por José Carlos Ruy

O esforço do governo federal para reduzir as tarifas de energia elétrica em pelo menos 20% esbarra na intransigência dos governos tucanos de São Paulo (Geraldo Alckmin), Paraná (Beto Richa) e Minas Gerais (do PSDB de Aécio Neves), que não aceitaram negociar a renovação das concessões da Cemig, Cesp e Copel.

A consequência foi uma decepção geral, como reconheceu o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, nesta quarta-feira (5). A não adesão dos governos tucanos dos três estados levou ao anúncio de uma redução tarifária inferior, de 16,7%, pelo secretário executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Zimmermann.

Igualmente inconformada, a presidenta Dilma Rousseff declarou, durante um evento organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (5) que o governo federal vai manter o objetivo de reduzir a tarifa non nível que ela anunciou em 7 de setembro (20,2% no mínimo). “Reduzir o preço da energia é uma decisão da qual o governo federal não recuará, apesar de lamentar profundamente a imensa falta de sensibilidade daqueles que não percebem a importância disso”, disse. Para Dilma, a redução das tarifas elétricas é uma das ações mais importantes para a redução dos custos de produção na economia ao levar à diminuição dos custos de investimentos e ao crescimento sustentável do país.

Ela também atribuiu o valor anunciado hoje (16,6%) à intransigência das empresas concessionárias dirigidas pelos governadores tucanos de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. E anunciou que, em 2013, o governo vai redobrar os esforços para reduzir as tarifas, cuja queda, comparou , tem importância semelhante à redução da taxa de juros.

“Quando perguntarem para onde vão os recursos do governo, orçamentários do governo, uma parte irá para suprir a indústria brasileira e a população brasileira, aquilo que outros não tiveram a sensibilidade de fazer. Nós somos a favor da redução dos custos de energia no país e faremos isso porque é importante para o país”, disse a presidenta.

Especuladores resistem contra o corte de privilégios

O governo vem travando, desde setembro, um braço de ferro com as concessionárias de energia elétrica. O governo propõe renovar por até 30 anos as concessões de geração, transmissão e distribuição que vencem entre 2015 e 2017. Em troca deste alargamento do prazo de concessão, as empresas teriam que aceitar uma redução remuneração dos serviços que prestam.

Esta proposta foi materializada na MP 579/12, publicada no Diário Oficial da União em 17 de setembro, e que tramita no Congresso Nacional.

As empresas concessionárias, por sua vez, defendem os altos ganhos que vêm mantendo desde que foram privatizadas, no governo de Fernando Henrique Cardoso. Consideram baixa a remuneração prevista nas novas condições dos contratos de concessão (o governo fala em lucro médio de 10%, face aos atuais que vão de 15% a 25% ou mais), e reclamam também – e este talvez seja o braço de ferro – das indenizações previstas para a renovação dos contratos cujo valor deve ficar, no cálculo do governo, em 20 bilhões de reais. Estas indenizações se referem à amortização de investimentos feitos pelas empresas e à perda de receitas futuras.

O diretor geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Nelson Hübner, foi claro a respeito, e considerou “muito alta” a remuneração recebida atualmente pelas concessionárias, dizendo que elas “terão que se readaptar” às novas condições definidas pelo governo.

Hübner explicou que grande parte da tarifa cobrada aos consumidores (sobretudo indústrias e famílias) de energia elétrica inclui a amortização de investimentos feitos que, “uma vez amortizados, restam operação e manutenção”.

Na mesma linha de raciocínio, o secretário geral do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, defende que, uma vez amortizados, estes bens (os equipamentos e as instalações das empresas concessionárias de energia elétrica) pertencem à sociedade, não aos acionistas das empresas. Trata-se de um bem público concedido para a exploração privada por tempo determinado. “Não estamos propondo remuneração de ativos amortizados porque esse é um valor que tem de ir para a sociedade e não para o Tesouro Nacional, como aconteceu em situações anteriores”, disse em audiência pública no Senado. “Um ponto importante a ser considerado (envolve) a decisão de que esses valores sejam levados à sociedade, respeitando todo os contratos e não para acionistas de empresas que estão mudando princípios básicos para se apoderarem de recursos que são da União”.

O capitalismo sem risco dos tucanos

Entretanto, os ganhos especulativos se acumulam sobre estes ativos, explicou Hübner. “Tínhamos uma base de ativos totalmente depreciados e os retornos para os proprietários desses ativos eram enormes. Agora é a hora de levarmos o retorno disso para a sociedade que pagou por essa amortização de ativos”, disse. Isto é, as empresas continuam cobrando na conta de luz a remuneração de ativos que já foram amortizados, remuneração que deveria deixar de existir uma vez que o valor investido já foi reposto. Há situações em que as empresas cobraram duas ou três vezes o valor correspondente à construção da usina geradora de energia elétrica ou aos equipamentos necessários para sua distribuição.

É o capitalismo sem risco, e com ganhos exorbitantes, consolidado no Brasil pelo governo tucano de Fernando Henrique Cardoso.

Em outra audiência, na Câmara dos Deputados, Zimmermann referiu-se a este privilégio especulativo defendendo uma postura pública contrária a ele. “É importante que você não beneficie apenas meia dúzia de acionistas, mas sim toda a sociedade”, disse. “Não posso dar direito de um rio a uma concessionária para ficar eternamente remunerando e pagando duas, três vezes o investimento que ela faz”.

Outra reclamação das empresas diz respeito à base de cálculo das indenizações. O governo usa o valor histórico das concessões que vencerão em 2015 e 2017 – isto é, o valor investido pela concessionária quando venceu a licitação e assumiu o controle das empresas, calculado em 18,7 bilhões. As empresas querem o privilégio de serem contabilizadas pelo valor de mercado atual (de R$ 32,7 bilhões), e pleiteiam mais R$ 14 bilhões no cálculo da indenização. O governo não aceita pois os investimentos feitos, que geraram estes ativos, foram amortizados há muitos anos. Já estão pagos.

A enorme resistência que o governo enfrenta para reduzir as tarifas dá uma dimensão do vulto dos interesses especulativos envolvidos. A privatização promovida por Fernando Henrique Cardoso fatiou o sistema Eletrobrás e deu o controle da produção e distribuição da energia elétrica a grandes grupos capitalistas brasileiros e estrangeiros. Na esteira da privatização veio a mudança nos critérios de composição da conta de luz. Desde a década de 1970 eles incluíam a operação e manutenção das empresas, mais uma taxa de remuneração dos investimentos. Com a privatização, a conta de luz passou a incluir também os custos financeiros das empresas concessionárias, entre eles pagamentos de dívidas e juros. O custo da tarifa de energia elétrica deu um salto, colocando o preço deste bem – cuja produção, no Brasil, é muito barata – no topo entre as mais caras do mundo.

Os tucanos dificilmente levarão este debate para as ruas. Não vão falar disso para o povo; aliás, vão esconder. E, como sempre, defender o dogma do “respeito aos contratos” que, na verdade, significa, respeito aos ganhos exorbitantes do capital.

Mais honesta, neste sentido, foi a Associação dos Investidores no Mercado de Capitais (Amec). Na carta ao secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, defendeu que “não se pode admitir, com a devida licença, que o interesse público que justificou e autorizou a criação de uma sociedade de economia mista seja, posteriormente, transformado em interesse social como forma de justificar a prática por parte de sua administração de atos contrários ao interesse econômico da companhia”. Traduzido em bom português, os interesses do capital estão acima do interesse social!

Responder

    anac

    08 de dezembro de 2012 às 00h07

    Não poderiamos esperar nada diferente dos tucanos traidores da patria. Mais justo verissimo impossivel. Os tunganos governam para uma minoria e o povo que se exploda. E ainda há quem vota neles.Puro masoquismo do povo paulista, mineiro, goiano e paranaense.

Antonio Donizeti - SP

07 de dezembro de 2012 às 09h33

O PSDB vai ficar com a broxa na mão nessa questão da negativa em colaborar com o governo federeal para baixar os custos das tarifas de energia elétrica, pois o governo federal já disse que vai bancar essa diferença e depois levará essas concessões para leilão em breve. Vão ficar com a imagem ainda mais negativa em relação aos interessses nacionais, sem lucrar com nada, é incompreensível essa ação dos tucanos, parece que adotaram firme o rumo do suicídio político.

Com isso, estão dando de mão beijada um enorme palanque eleitoral para a Presidenta Dilma e o PT em 2014, mas os tucanos não podem fazer nada, afinal sofrem da famosa “síndrome do escorpião”, que no caso deles é sempre agir contra os legítimos interesses da população brasileira e do país.

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    RicardãoCarioca

    07 de dezembro de 2012 às 12h52

    Tamanha cara de pau desses tucanos vem do fato de eles contarem com a Rede Esgoto na desinformação e/ou ocultação das notícias.

    O PSDB só existe por causa da Rede Bobo.

    LuizCarlosDias

    07 de dezembro de 2012 às 16h55

    O PIG grantiu ao PSDB um golpe,
    sendo assim, recusaram apoiar o
    corte da luz, da esperança, mas
    Dilma garantiu baixar a conta e
    massacrar a oposição.
    Viva LULA/Haddad.

RicardãoCarioca

07 de dezembro de 2012 às 08h10

O Skaf quer que o governo federal faça mais renúncias fiscais para cobrir a não participação das empresas de energia elétrica de estados governados por tucanos?

Não vai nem fazer um apelo ao PSDB para parar de fazer politicagem barata em prol da população e das empresas?

E o PiG nada noticia sobre isso?

Ley de Medios, para que todos tenham acesso a todas as informações!

Responder

    Roberto Locatelli

    07 de dezembro de 2012 às 11h13

    O Skaf sabe que não adianta fazer apelo a tucano. A filosofia do PSDB é a de proteger os especuladores e rentistas, sempre.

    Na verdade, a FIESP tem denunciado, há muitos anos, que os espertalhões que são donos de usinas elétricas querem manter o negócio da China: cobrar a tarifa de energia produzida por usinas velhas (cujo investimento já foi recuperado) como se fossem usinas novas (aquelas cujos investidores ainda não recuperaram o dinheiro investido e, por isso, têm uma cláusula contratual permitindo a sobretaxa).

    Por isso nossa tarifa elétrica é uma das mais altas do mundo, embora a produção tenha custos muito baixos, se comparados a outros países, já que grande parte de nossa matriz elétrica e de geração hídrica.

    O PSDB compactua com essa falcatrua dos investidore$ amigo$. Em troca, eles financiam as campanhas do Zé Bolinha de Papel, do Geraldo Pinheirinho Alckmin e do Aébrio Neves.

    Então, ficamos assim: o Governo Federal quer reduzir a tarifa para estimular o crescimento, criar empregos e beneficiar o Brasil. Os demotucanos querem manter a tarifa alta para fazer caridade aos especuladores com o dinheiro da população e dos industriais(1).

    ___________________
    (1) Industrial é todo aquele (ou aquela) que curte mais ganhar dinheiro fabricando geladeiras do que especulando, mesmo sabendo que a especulação financeira dá menos trabalho e rende muito, muito mais.

    maria olimpia

    07 de dezembro de 2012 às 18h49

    É isso mesmo, Locatelli!

Luís Carlos

07 de dezembro de 2012 às 07h20

É o “intervencionismo” tucano, ou seja, intervir a favor dos acionistas especuladores pode, mas para favorecer o povo e o país não. Gerar mais emprego e desonerar famílias e empresas, segundo as aves e seus bonecos de ventríloquo como Sardenberg, é populismo.

Responder

    CNunes

    07 de dezembro de 2012 às 10h03

    Boa. Gostei da ampliação do conceito de ´intervencionismo´.
    É mais um conceito que é explorado de forma dual na narrativa midiática. Só é usado – e com juízo de crítica – quando atrapalha certos interesses.

    Julio Silveira

    07 de dezembro de 2012 às 11h17

    É meu caro, pegaste o ponto.
    Essa opinião, empurrada por nossa goela abaixo, pela midia militante é a mais perfeita expressão do uso da maquina privada midiatica para inverter valores e distorcer principios.

    CNunes

    07 de dezembro de 2012 às 11h24

    Complementando,
    Estadão repercutindo The Economist (roubei do Nassif)
    http://blogs.estadao.com.br/radar-economico/2012/12/06/the-economist-chama-pib-do-brasil-de-moribundo-e-sugere-demissao-de-mantega/
    “A publicação (…) chamou a presidente de ´intrometida-chefe´ (em referência às intervenções do Estado no mercado)”

    Roberto Locatelli

    07 de dezembro de 2012 às 12h10

    É mesmo, bem observado: é o intervencionismo “bom”. Esse pode. Agora, intervencionismo a favor da população, aí não pode.

    maria olimpia

    07 de dezembro de 2012 às 19h11

    Gosto da The Economist, mas quando o assunto é Brasil essa revista NÃO sabe de nada. Não é a primeira vez que ela é incorreta com os assuntos do País. Imagino que “seus” informantes sejam “globais e vejais”, só pode! O que também NÃO pode é se referir à nossa Presidenta e ao Ministro Mantega da mesma maneira dos tais informantes! Além de inaceitável, inapropriado é mentirosa! Como ultrapassamos a Grã Bretanha em economia (a Economist é inglesa), essa crítica enviesada, fica ainda pior…

Leonardo Câmara

07 de dezembro de 2012 às 01h46

Estatais, que estatais são essas, Sr. Skaf? Por que o Sr. não nome aos bois: as empresas administradas por governos estaduais tucanos.

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