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Najla Passos: Primeiro dia de julgamento expõe diferença de tratamento entre valeriodutos


02/08/2012 - 23h06

Foto Banco de Imagens do STF

Política| 02/08/2012 | Copyleft

STF expõe diferença de tratamento sobre ‘mensalões’ do PT e PSDB

O primeiro dia de julgamento da ação penal 470 escancarou a diferença de tratamento dispensada pela maior corte do país aos réus dos processos batizados como mensalinho do PSDB e mensalão do PT. Enquanto a ação penal movida contra os tucanos foi desmembrada para que somente o ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB), seja julgado pelo STF, em função do foro privilegiado pertinente ao cargo, os ministros indeferiram, por nove votos a dois, a questão de ordem que reivindicava o mesmo tratamento para os réus petistas e aliados.

Najla Passos, na Carta Maior

Brasília – O primeiro dia de julgamento da ação penal 470 escancarou a diferença de tratamento dispensada pela maior corte do país aos réus dos processos batizados como mensalinho do PSDB e mensalão do PT. Enquanto a ação penal movida contra os tucanos foi desmembrada para que somente o ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB), seja julgado pelo STF, em função do foro privilegiado pertinente ao cargo, os ministros indeferiram, por nove votos a dois, a questão de ordem que reivindicava o mesmo tratamento para os réus petistas e aliados.

Se aprovado, o encaminhamento permitiria que as denúncias contra 35 dos 38 réus fossem remetidas às instâncias inferiores. 

A questão de ordem foi levanta pelo ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, advogado do ex-diretor do Banco Rural, José Roberto Salgado. E reiterada pelos advogados do publicitário Marcos Valério e do ex-presidente do PT, José Genoíno. Bastos alegou “inconstitucionalidade do tribunal para julgar réus que não têm prerrogativa de foro”.

“O foro privilegiado é um direitos restrito. Não pode ser estendido”, sustentou. Ele reforçou que o pedido não visava adiar o processo, mas sim garantir que os réus comuns sejam julgados por mais de uma instância. 

O assunto gerou discussões acaloradas em plenário.

O ministro relator da ação penal, Joaquim Barbosa, chegou a afirmar que Bastos agiu de forma “irresponsável” ao solicitar o desmembramento. “Já percorremos um longo caminho de quase cinco anos de instrução processual. Já discutimos este assunto em três outras ocasiões. Nós precisamos ter rigor ao fazer as coisas neste país. O STF já decidiu”. Ele, que em 2006 foi favorável ao desmembramento, votou pela manutenção do julgamento conjunto, “em respeito à decisão colegiada anterior”.

Segundo a manifestar seu voto, o ministro revisor, Ricardo Lewandowsky, defendeu posição contrária. Segundo ele, há, no STF, fartos exemplos que primam pela tradição de desmembramento. Inclusive o do “mensalinho do PSDB”. Lewandowsky lembrou que, embora dotados de caráter ilibado e notável saber jurídico, os ministros do STF são humanos e, portanto, falíveis. Por isso, defendeu o direito dos réus à dupla jurisdição. 

O ministro Marco Aurélio Garcia acompanhou o ministro revisor.

“Se o Tribunal desmembrou o que se convencionou chamar de mensalinho, por que não desmembrar também o mensalão?”, questionou. Os demais ministros, porém, votaram com o relator, pelo indeferimento do pedido. A maioria deles se embasou no fato de que o tema já havia sido discutido pela casa, sem considerar o mérito da questão.

Advogados divergem 


Político, o presidente da OAB, Ophir Cavalncanti, se esquivou de comentar essa e outras polêmicas. Segundo ele, a Ordem decidiu não se manifestar sobre questões de mérito. “Nosso papel é defender princípios, e não casos concretos. Estamos aqui mais como fiscais da sociedade, para assegurar que o rito processual seja cumprido adequadamente”, comentou.

Os advogados dos réus, de fato, se dividiram. A maioria não gostou, embora muitos deles não tivessem convicção de que a estratégia de defesa pudesse vingar. “Eu não acreditava que o resultado fosse ser diferente. Já havia preparado minha defesa contando que meu cliente fosse julgado pelo STF”, admitiu o advogado Arnaldo Malheiros, responsável pela defesa do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares.

Já José Luiz Mendes de Oliveira, advogado do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, comemorou a decisão que evitou que seu cliente fosse isolado, mesmo que de forma muito discreta. Ele, que já havia se manifestado contrário aos desmembramentos, se recusou a dar entrevistas à imprensa.

“Tudo o que digo é desvirtuado mesmo”, rebateu frente a insistência de um repórter da TV Globo. Mas confidenciou que está satisfeito por ser o primeiro a se pronunciar no plenário, provavelmente na próxima segunda (6), dependendo do andamento dos trabalhos.

“O bom de ser o primeiro é que acaba logo a minha ansiedade, a ansiedade natural do meu cliente e nós poderemos acompanhar o julgamento com mais tranquilidade”. 

José Dirceu está acompanhando o julgamento de sua casa, em São Paulo. Segundo Oliveira, o ex-ministro está tranquilo e confiante. “As testemunhas, as provas, os autos, tudo indica que nunca ocorreu mensalão nenhum. Não há provas nos autos. Tenho convicção de que ele será absolvido”, acrescentou.

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34 comentários

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Jornal mineiro descumpre ordem judicial e não publica direito de resposta do PT « Viomundo – O que você não vê na mídia

17 de agosto de 2012 às 22h17

[…] Najla Passos: Primeiro dia de julgamento expõe diferença de tratamento entre valeriodutos […]

Responder

Mauro Alves da Silva

03 de agosto de 2012 às 14h42

Não concordo com a expressão “A maioria deles se embasou no fato de que o tema já havia sido discutido pela casa, sem considerar o mérito da questão”.

Em todas as votações anteriores, sobre “desmembramento”, foi debatido exaustivamente as implicações até mesmo constitucionais.

Pelos argumentos expostos pelo advogado Marcio Tomas Bastos, o STF seria suspeito ao julgar os chmados “mensaleiros”. Isto contraria até mesmo os princípios que regem os tribunais supeiores, os quais são tidos como menos influenciados palas questões paroquianas.

Na verdade, se este tipo de recurso fosse apresentado em um tribunal inferior, uma questaõ ja amplamente debatida e resolvida, o advogado e a parte seriam punidos por evidente protelação.

São Paulo, 03 de agosto de 2012.
Mauro alves da silva
Presidne4te do Gremio SER Sudeste – Promoção da cidadaniae Defesa do Consumidor.

http://gremiosudeste.wordpress.com/

Responder

Bruce Guimarães

03 de agosto de 2012 às 14h12

Já decidiram duas vezes em manter o julgamento no STF e agora querem desmembrar??? aí não…

Responder

Magda Maria Magalhães

03 de agosto de 2012 às 14h08

Entendo que, a decisão sobre o mensalinho do PSDB é que está errada.Decidiram politicamente, apenas para retirar o julgamento do foco do povo. Também considero o pedido do Márcio Thomaz intempestivo, isto é, fora do prazo. Tem que julgar logo e acabar com isto. Espero do STF um julgamento justo, de acordo com as provas. E não com a sanha da média brasileira.

Responder

Fabrício Alves

03 de agosto de 2012 às 13h10

Olavo de Carvalho com saudades de 1964.

http://www.youtube.com/watch?v=BAPp7SvG514&feature=g-u-u

Responder

RicardãoCarioca

03 de agosto de 2012 às 12h53

Fora de pauta. A Human Rights Watch é ou não é instrumento da direita?

Human Rights Watch cobra de Dilma violações de direitos na Venezuela

A ONG Human Rights Watch enviou carta à presidente Dilma, pedindo que o governo brasileiro observe o desrespeito aos direitos humanos do governo da Venezuela, o que contraria o protocolo do Mercosul, no qual aquele país ingressou. Na carta assinada por José Miguel Vivanco, da HRW, com cópia para o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, a entidade denuncia que “o governo do Presidente Hugo Chávez tem concentrado poder nas mãos do Executivo, deliberadamente minando a independência de outras instituições democráticas e eliminando controles essências contra o uso abusivo e arbitrário do poder do Estado. O impacto dessas ações nas garantias de direitos humanos na Venezuela tem sido dramático”.

http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2012/08/03/human-rights-watch-cobra-de-dilma-violacoes-de-direitos-na-venezuela-458547.asp

Responder

assalariado.

03 de agosto de 2012 às 12h31

Uma coisa é certa, o mensalão, leia -se caixa dois, do PT de 2005 é cria do mensalão do PSDB mineiro de 1998. O PT ‘socialista’ caiu na armadilha do capital, armada pelos seus lacaios/ soldados. Sim, o capital atua com varias faces dentro do Estado. As vezes aparecem de toga, isto quando não são os próprios, as vezes aparecem com cacetes nas mãos, (muitas vezes) aparecem como fazedores de ‘leis’ dentro dos legislativos, muitas vezes dirigindo estatais, … Enfim, o capital é o cafetão, e o Estado, seu puteiro, tal como sua cara. A burguesia capitalista, seja da banca, seja industrial do campo ou da cidade, continuam invisiveis aos olhos de 99% da sociedade. O que fazer? É camaleonismo puro! Haja hipocrisia!

Porém, o maior trunfo deste é, o Estado ser seu aparelho repressivo legal, chicote da classe domoninante de toda sociedade, nem percebemos! Seu nome fantasia é, Estado de direito, do direito das elites e dos donos do capital. Inclusive, devo alertar os navegantes, quando daquele caso que estourou como, o caso mensalão, até hoje a midia burguesa e nem a blogosfera tentaram descobrir quem deu aquele pacote de dinheiro para aquele corrupto dos correios. Quem é o seu corruptor? Esta palavra (corruptor), nunca aparece na imprensa burguesa, nem na boca de juizes. Por que será? Que neutralidade existe nos tribunais troiano? Desta vez, armados de togas.

Abraços Socialistas.

Responder

O DOUTRINADOR

03 de agosto de 2012 às 12h09

Um Supremo no qual um dos seus membros o “dantas”, foi preterido por 18,5%
dos senadores, com 15 votos contra, e 10 absteção, não tem moral para julgar nem o cachoeira. O que é bom nisso é que padim cerra continua ganhando até do gilmar dantas no quesito rejeição, 37% pra padim e 18,5 pra
gilmar dantas.

Responder

Maria Izabel L Silva

03 de agosto de 2012 às 11h27

Linchamento politico comendado pela midia golpista. Passa lá na TV Globo e na Veja para saber a sentença …

Responder

José Neto

03 de agosto de 2012 às 11h15

“Justiça Tucana” já tem seu primeiro preso político

Depoimento comprova que grupo do judiciário, a serviço de Azeredo, realizou fraude processual para desmoralizar e prender Nilton Monteiro

O declarado pelo advogado Joaquim Engler Filho, em depoimento prestado ao delegado Bel. João Otacílio Silva Neto, no Departamento Estadual de Operações Especiais da Polícia Civil de Minas Gerais, em 24 de janeiro de 2008, comprova o esquema montado para desmoralizar e justificar a prisão de Nilton Monteiro, responsável pela divulgação de diversos documentos que comprovariam o “Mensalão mineiro”, que culminou no processo criminal a que responde perante o Supremo Tribunal Federal o ex-governador de Minas, senador e atual deputado federal Eduardo Azeredo e outros envolvidos.

Monteiro foi igualmente responsável por trazer a público a famosa “Lista de Furnas”, comprovando o esquema montado por Dimas Fabiano, dirigente da empresa estatal, para favorecer e financiar candidatos e campanhas eleitorais do PSDB. Tal fato demonstrara que o grande operador do esquema em Minas fora Danilo de Castro, coordenador da distribuição dos recursos e a quem coube a apresentação da prestação de contas através de um relatório em papel timbrado da Secretaria de Governo de Estado de Minas Gerais.

Sem como se defender diante da documentação apresentada, lideranças do PSDB adotaram a estratégia de desacreditar os documentos e quem os apresentará.

Principal colaborador e sócio do ex deputado Sergio Naya, conhecido nacionalmente como o pai do “modelo político de resultados” implantado após a redemocratização do País, onde empresários entraram na política para defender seus interesses econômicos, Monteiro acumulou enorme conhecimento das práticas adotadas, por conviver com os principais atores do esquema. A clausula de sucesso, adotada nesta prática, teria trazido créditos financeiros com as principais lideranças políticas e empresariais participantes.

Monteiro e Naya formaram, principalmente em Minas Gerais e no Espírito Santo, o novo plantel de políticos que assumiram seus mandatos financiados e com o compromisso de defenderem os interesses de grupos econômicos nas Assembleias Legislativas, Câmara dos Deputados, Senado, Câmara Municipais, Prefeituras e Governo dos Estados. A partir da conquista do poder, Monteiro, se apresentando como consultor, foi no final da década de 80 e durante toda a década de 90 um dos principais captadores de recursos e financiamentos junto a organismos públicos, além de mediador de mega negociações como o ocorrido com a empresa Samarco.

Após a morte de Sergio Naya, estas “autoridades” resolveram não pagar suas dívidas e, comandada por Eduardo Azeredo, movido por vingança em função da atuação de Monteiro no caso do “Mensalão mineiro” e da “Lista de Furnas”, deram início ao esquema agora denunciado, para “explodir” Monteiro, como descrito por Claudio Mourão em diversas transcrições de conversas da “equipe” encarregada da execução do plano.

A “Justiça Tucana”, montada em 1994 para dar sustentação a eleição de Azeredo ao Governo de Minas, após ter cooptado integrantes do Ministério Público, precisava de alguém na estrutura da Polícia Civil para dar suporte na execução de seus planos. O principal envolvido na “Lista de Furnas”, Danilo de Castro supriu esta necessidade utilizando a influência de seu cargo no governo mineiro convocando o delegado Marcio Nabac que se apoderou de alguns dos originais da documentação de Monteiro, inclusive uma promissória de Danilo de Castro.

Preso, Nilton Monteiro em seguida, através da imprensa aliada e a serviço do Palácio da Liberdade, foi transformado em falsário. Tudo porque no processo relativo à “Lista de Furnas”, em tramitação no Rio de Janeiro, a Procuradora da República, com base na perícia da Polícia Federal que concluíra ser autêntico o documento, já pedira o indiciamento dos principais envolvidos no esquema, assim como no laudo da Polícia Federal, o TJMG absolvera Monteiro.

Nilton Monteiro foi preso a primeira vez por determinação da Vara de Inquérito da capital mineira e por sentença de uma juíza citada na transcrição de uma das reuniões do grupo criminoso. O que consta nos auto de “apreensão de documento” quando de sua prisão comprova qual era o objetivo da ação. Durante o período que esteve detido, Monteiro correu risco de morte por várias vezes, o que será objeto de outra matéria. Depois de solto, foi novamente preso, desta vez sob a acusação de que estaria ameaçando testemunhas. O que foi desmentido pela própria testemunha “ameaçada”.

As diversas matérias jornalísticas espalhadas pelo País contando a versão de que Nilton Monteiro era um falsário tiveram origem em um “release” divulgado pela Secretaria de Defesa Social do Governo Mineiro. Esta “Justiça Tucana” vem atuando em minas desde 1995, com estrutura paralela dentro do TJMG em conjunto com a alta direção do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, integrantes da PM2 e da Polícia Civil. Como “Guarda Pretoriana”, aterrorizando e perseguindo opositores dos ocupantes do Palácio da Liberdade.

Documentos que fundamentam esta matéria

Cópia do depoimento do advogado Dr. Joaquim Engler Filho, prestado em 24 de Janeiro de 2008 perante o delegado Bel. João Otacílio Silva Neto, no Departamento Estadual de Operações Especiais da Polícia Civil de Minas Gerais, em 24 de janeiro de 2008. Informando que a mesma foi conseguida junto ao inquérito 1027539/2007.

Release “amplo e detalhado” distribuído pela Secretaria de Estado e Defesa Social sobre a prisão de Nilton Monteiro, abordando estranhamente a lista de Furnas já investigada e periciada pela Polícia Federal

http://www.novojornal.com/politica/noticia/justica-tucana-ja-tem-seu-primeiro-preso-politico-30-07-2012.html

Responder

Ivonete

03 de agosto de 2012 às 11h06

Ophir Cavalncanti, mauricinho seboso, uma vergonha para a OAB.

Responder

Adilson C Fonseca

03 de agosto de 2012 às 10h28

Não tenho a menor dúvida sobre os seguintes fatos:

– o mesalão é uma armação, sem com isso querer dizer que não houve ilícitos

e

– Dirceu será condenado.

Responder

Willian

03 de agosto de 2012 às 10h26

O que mais me diverte é progressista reclamando de cerceamento de defesa. O discurso por aqui é que justiça no Brasil só prende pobre, pois os ricos podem contratar advogados caros e que conseguem usar dos meandros da lei para livrar a cara de bandidos ricos. Neste julgamento, todos os réus (sim, Gérson, réus)contrataram advogados caríssimos e que, logo de cara, começaram a tentar usar a lei para melar o julgamento ou pelo menos atrasá-lo. Mas aí, neste caso, a não aceitação destas chincanas jurídicas passa a ser “cerceamento de defesa”. Digam aí, é ou não é divertido? E olha que foi só primeiro dia, teremos muita diversão pela frente. Deixo claro que a diversão será aqui no blog, não no Supremo, ok?

Responder

    RicardãoCarioca

    03 de agosto de 2012 às 13h00

    Primeiro, qual dos 38 acusados é pobre?

    Segundo, quem não tem foro privilegiado ser julgado direto na última instância? Pode isso, Arnaldo? Fala sério.

    No mais, assim como o PiG, você já condenou os 38. No entanto, quem faz isso é a Justiça. Se ela absolver os 38 réus, você estará preparado para tamanha desilusão?

    Porque, quem é prudente e justo, espera a decisão da Justiça e não a força a tomar uma decisão de acordo com os seus interesses.

Verdade

03 de agosto de 2012 às 10h15

Eu não tenho nem tempo de acompanhar este embroglio DEMO/PFLISTA/TUCANALHA/DIREITOIDE/FASCISTA E neo “qualquer-coisa”.

Afinal o mensalão nunca existiu. é pura peça de ficção.

Responder

FrancoAtirador

03 de agosto de 2012 às 09h18

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NESSES CASOS JULGADOS PELA MÁFIA MIDIÁTICA

O QUE NÃO FALTA É CERCEAMENTO DE DEFESA
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Réu do “mensalão” pede para ser retirado do processo alegando cerceamento de defesa

Débora Zampier, Repórter da Agência Brasil

Brasília – O advogado Haroldo Rodrigues, que representa o ex-empresário Carlos Alberto Quaglia no processo do mensalão, entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a nulidade do processo para o seu cliente. Ele alega que houve cerceamento de defesa porque não foi convocado a defender o ex-empresário em etapas importantes do processo.

Quaglia era dono da corretora Natimar, empresa acusada de lavar dinheiro do esquema montado pelo publicitário Marcos Valério. O ex-empresário começou a ser defendido pelo advogado Dagoberto Antoria Dufau, que deixou o caso em 2010. Em abril de 2011, o ministro do STF Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão, entendeu que o réu não nomeou outro defensor e constituiu a Defensoria Pública da União como seu representante judicial.

No habeas corpus apresentado ontem (31) ao STF, divulgado apenas hoje, Haroldo Rodrigues alega, no entanto, que houve falha processual porque ele já havia sido nomeado para defender o ex-empresário quando a Defensoria Pública foi chamada.

Segundo a defesa, o réu alertou o Ministério Público sobre a substituição em seu próprio interrogatório, mas a mudança passou despercebida.

“A inexistência das intimações do advogado do acusado para apresentar suas quatro testemunhas de defesa também é nulidade absoluta, representada por cerceamento de defesa por parte do Poder Judiciário”, atesta trecho do pedido.

Edição: Aécio Amado

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-08-01/reu-do-mensalao-pede-para-ser-retirado-do-processo-alegando-cerceamento-de-defesa

Responder

FrancoAtirador

03 de agosto de 2012 às 09h06

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CONTRADIÇÃO EXPLÍCITA

A PEDIDO DO PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA (PGR), ROBERTO GURGEL,

STF DETERMINOU A REMESSA DO PROCESSO CONTRA DEMÓSTENES TORRES

PARA JULGAMENTO PELA JUSTIÇA FEDERAL DE GOIÁS (TRF1)

“…com a cassação do mandato de senador da República, o qual era exercido pelo investigado, cessa a competência originária criminal deste Supremo Tribunal Federal…”
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STF não processa Demóstenes e manda caso para tribunal local
01/08/2012 – 19h25
Justiça
Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O processo contra o ex-senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), acusado de ser o braço político do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, não será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada nesta quarta-feira (1º) pelo relator do caso, Ricardo Lewandowski, levando em conta a cassação recente do político.

“Merece acolhimento o pedido da Procuradoria-Geral da República, pois, com a cassação do mandato de senador da República, o qual era exercido pelo investigado, cessa a competência originária criminal deste Supremo Tribunal Federal”, explicou o ministro no despacho.

O caso saiu do STF e foi encaminhado ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). O processo não será analisado por um juiz de primeira instância porque Demóstenes é procurador do estado de Goiás e tem prerrogativa de ser julgado apenas pelo órgão colegiado.

Demóstenes também enfrenta um processo administrativo na Corregedoria do Ministério Público de Goiás (MP-GO), que pode implicar a perda de seu cargo, do qual estava afastado desde 1999 por se dedicar à vida política.

Edição: Rivadavia Severo

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-08-01/stf-nao-processa-demostenes-e-manda-caso-para-tribunal-local

Responder

    roberto

    03 de agosto de 2012 às 11h28

    Há um ponto positivo em não desmembrar o processo, qualquer que seja a decisão (condenação ou absolvição) não caberá recurso e o assunto estará esgotado em sí.
    Depois vem a melhor parte: “O mensalinho tucano” e a continuidade dos trabalhos da cpmi do “cascatinha”, pois ao que parece, diferentemente do Paulo “afrodescente”, foi largado a beira do caminho.

    Bonifa

    03 de agosto de 2012 às 12h19

    Acredito que sim. Depois de cumprir seu dever para com a mídia fascista brasileira julgando o seu bemamado mensalão, o STF dirá “UFA!”. E talvez passe a julgar os crimes tucanos, de interminável lista e escabrosa feição. Depois de julgar um, boi, passará uma boiada.

Almino

03 de agosto de 2012 às 09h05

O editorial da Folha de São Paulo online denomina-se: Largada sem brilho.

Quem estaria tirando o brilho da largada seria, segundo a Folha, o Toffoli, que segundo o editorialista deveria ter caído fora ontem mesmo. E eu pergunto: E O GILMAR DANTAS, PODE CONTINUAR?

Pelo jeito o editorialista não leu nada ainda sobre a Lista de Furnas e
no mínimo pode ser chamado de ignorante.

Isonomia é isso aí: Fica GILMAR DANTAS, mas fica também TOFFOLI.

Responder

RONALD

03 de agosto de 2012 às 08h44

Quando a justiça falta e ignora a constituição resta ao povo ir as ruas e colocar a guilhotina em praça pública para julgar os burgueses.

Responder

Almino

03 de agosto de 2012 às 08h37

Tratamento isonômico:

Fica o TOFFOLI, mas fica também o GILMAR DANTAS.

Responder

João Alexandre

03 de agosto de 2012 às 08h03

Tá aí a prova de que se trata de um julgamento político insuflado pela mídia golpista.

Responder

Antônio

03 de agosto de 2012 às 07h52

BAND-NEWS, A ESCROTICE EM PRIMEIRÍSSIMO LUGAR

Resumo da ópera bufa encenada pelo PIG:

– O PIG já condenou os réus; resta aos Juízes do Supremo participarem do julgamento na qualidade de coadjuavantes.

– O PIG está dando a oportunidade dos Juízes ficarem famosos, assim como ficaram famosos os persongens da novela Avenida Brasil.

– Quanto ao MENSALINHO (O MENSALÃO DO PSDB EM MINAS), o diminutivo não se deve ao montante de dinheiro desviado dos órgãos públicos para a campanha eleitoraL do Eduardo Azeredo. Mas ao fato do PIG esconder a insignificante quantia de 150 milhões de reais que teriam sido malversados. Nesse caso, a lei do uso e desuso passa ter o seguinte enunciado, SEGUNDO O PIG: aquilo que não sai na Globo diminui de tamanho até desaparecer, ou ganhar a terminação inho. Até o Ministro Marco Aurélio questionou o termo MENSALINHO.

A propósito, está no blog do Nassif que o PSDB contratou um tal de Mr. Moulina, de nacionalidade americana para contestar a Lista de Furnas. E o perito disse, claro, que a lista era uma falsificação grosseira. No curriculum vitae deste cidadão, contratado por 200 mil reais (cerca de 100 amil dólares) pelo PSDB, encontra-se que “O perito estadunidense foi afastado do laboratório forense do serviço secreto dos EUA após ser preso por ter cometido perjúrio (mentido) em um tribunal de Nova York, a respeito de… um laudo sobre falsificação de documento.Segundo o promotor apurou, foram outros peritos que periciaram os documentos, e ele depôs como se fosse o autor da perícia”.

Coitado do nosso Molina: está completamente desmoralizado. Até o PSDB prefere um perito estrangeiro no lugar dele. Que vergonha!

Responder

    RicardãoCarioca

    03 de agosto de 2012 às 13h04

    Quanta incompetência do PSDB. Até para achar perito estrangeiro! Se eu agisse com 1% da incompetência do PSDB na minha vida, não teria mais nem a minha sombra! Ah, se não fosse as muletas globais…

Ana Cruzzeli

03 de agosto de 2012 às 07h26

Esse Ophir é realmente um sabonete molhado de tão escorregadio
“Nosso papel é defender princípios, e não casos concretos. Estamos aqui mais como fiscais da sociedade, para assegurar que o rito processual seja cumprido adequadamente”

1-Quer dizer que os principios não foram violados, caro Sr. Ophir? Quer dizer que o não desmembramento não foge ao principio de que cada acusação tem que está em cada foro apropriado?
2-Quer dizer que o Marco Aurélio de Mello ao indagar um membro colegiado do STF de que deveria se abster de julgar o mensalão simplesmente porque foi assessor num passado distante de JD não feriu o principio de que ele ( Marco Aurélio) entrou na casa SUPREMA por nepotismo?

P.S.Espero que Toffoli se mantenha firme e não arrede o pé de votar esse GOLPE BRANCO, afinal ele trabalhou para um heroi nacional que lutou contra a DITADURA nesse país. Ele tem que justificar essa honra para com os torturados, mortos, estuprado,queimados no estado de exceção. Se ele se abster de julgar não merece sequer em ser magistrado,quanto mais ministro da alta corte judicial.

Já disse aqui, Azenha, e volto a dizer MIL VEZES:
Estão TORTURANDO NOVAMENTE, Dirceu ( fazer plastica é doloroso demais) e Genuino. O Gilmar se terminar esse processo ainda votando esse GOLPE BRANCO vai provocar ira contra o SUPREMO,ela já existe mais a tendencia é crescer e mudanças naquela casa vão acontecer mais adiante. O povo não se aquetará depois dessa usurpação da elite de tenta renovar o golpe em nossa nação

P.S.2 Esse ministros do STF tem a honra de ter diante de si dois legitimos herois nacionais. QUE NUNCA SE ESQUEÇAM DISSO.

Não me importa mais o resultado desse julgamento, os réus estão em desvantagem quando um membro do SUPREMO foi pego com a mão no dinheiro de FURNAS e outro que lá foi colocado pelo primo não tem VERGONHA NA CARA de mandar o Toffoli sair. Volto a dizer o Marco Aurélio de Mello não tem moral para falar de conflito de interesses ele já é uma bolha conflitante de interesses.

Responder

Guteri

03 de agosto de 2012 às 05h41

Não vi até aqui na rede comentários sobre a açodada negativa da segunda questão de ordem a advogado dos reus do mensalão pelo presidente do STF Ayres Brito. A mim ficou a impressão de que a peça fora ensaiada para abrir espaço a Thomaz Bastos, tão somente,como grande causidico e merecedor da deferência da corte. Será tal atitude indicio do papelão que fará a corte suprema neste julgamento e haverá corte nas togas já tão desgastadas pela sujeição dos magistrados ao assedio da midia?

Responder

Paciente

03 de agosto de 2012 às 02h05

Quem conhece direito, sabe: se houver condenados entre os que não teriam como foro natural o STF, eles poderão recorrer… a tribunais internacionais!

Um dos motivos (pouco confessados…) pelos quais autoridades de alto escalão são julgados na mais alta corte logo “de primeira” é evitar que o país fique institucionalmente paralisado por recursos entre instancias jurídicas. Se a pessoa não tem cargo, recorrer não trás qualquer prejuízo para o país. Talvez traga para o fechamento do Jornal Nacional…

Assim como o STF fez barbeiragem com a Lei da Anistia e fez desatino com os brasileiros assassinados sob proteção do Estado no Araguaia, mais uma lambança se anuncia. Será bonito ver algum réu condenado desse julgamento pedindo asilo em embaixada estrangeira – de novo!

Responder

Marcio H Silva

03 de agosto de 2012 às 01h15

O Ministro Joaquim Barbosa está roendo a corda e fazendo o jogo da mídia ou então prefere deixar todos juntos porque é mais fácil inocentá-los…..vamos ver o que vai dar…..

Responder

    Willian

    03 de agosto de 2012 às 10h32

    Joaquim Barbosa deve favores ao PT? Deve ele ser grato ao partido e fazer como o Ministro Lewandovski que, claramente, está atrasando o julgamento para beneficiar alguns réus?

    PedroAurelioZabaleta

    03 de agosto de 2012 às 21h39

    Willian… Bonner?

BEN

03 de agosto de 2012 às 01h06

Alguém pode explicar-me porque o mensalão do PT que é de 2005 está sendo julgado agora, e o que é do PSDB de 1998 ainda não?

Responder

    RicardãoCarioca

    03 de agosto de 2012 às 13h08

    Globo.

O_Brasileiro

03 de agosto de 2012 às 01h02

O tribunal de exceção do “mensalão” serve para o PT saber quem são seus verdadeiros aliados e quem são seus inimigos! Até porque o PT tem tratado os aliados como inimigos, e os inimigos como amigos!

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