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Paulo Nogueira: Internautas antevêem o futuro de Serra


24/07/2012 - 16h47

A ‘campanha nazista’ contra Serra na internet

por PAULO NOGUEIRA, 21.07.2012, no Diário do Centro do Mundo, via Nassif

Nazismo na militância do PT na internet?

Serra cometeu um exagero. O que existe, essencialmente, é uma antipatia dos internautas por Serra. Não especificamente por ele, mas por tudo o que represente o sistema, o estabelecimento, a ordem tradicional.
Serra se enquadra aí.

O internauta é apenas um pedaço da sociedade. Mas o que lhe falta em quantidade sobra em ‘qualidade’. Ele é a vanguarda: está duas curvas adiante da manada. Você pode ver hoje, pelo internauta, o que a média dos brasileiros vai pensar e vai fazer amanhã. Ele antecipa as tendências. É o clássico formador de opinião.

Muitas vezes ele dá sustos. A Globo provavelmente foi surpreendida pelo vigor de uma campanha no twitter contra Galvão Bueno na Copa de 2010. É difícil imaginar que em qualquer pesquisa da Globo houvesse sido registrada uma aversão tamanha a Galvão – até porque, se a empresa tivesse ciência disso, ele não teria sido escalado para narrar a Copa.

A maior parte dos telespectadores gostava, ou gosta, de Galvão. Mas aquela fração do twitter era e é a parte mais exigente e influente entre os telespectadores. A minoria do twitter que mandou Galvão calar a boca fatalmente se transformará em maioria.

O internauta desconfia do que não pertence à internet. No universo da mídia, isso torna especialmente complicada a travessia das grandes empresas rumo ao futuro digital. O internauta desconfia delas. Prefere o Wikileaks, ou o Huffington Post.

Acredita mais neles do que no conteúdo das grandes corporações, nas quais enxerga “interesses inconfessáveis”, ou coisa que o valha.

Não é a militância petista na internet que não gosta de Serra. É o internauta. Isso não quer dizer muito em termos eleitorais. A eleição para prefeito de São Paulo não vai ser decidida na internet. Mas a mensagem é clara: a parcela mais ativa, mais informada e mais conectada da sociedade – os internautas – não vai com a cara de Serra.

Paulo Nogueira é jornalista e está vivendo em Londres. Foi editor assistente da Veja, editor da Veja São Paulo, diretor de redação da Exame, diretor superintendente de uma unidade de negócios da Editora Abril e diretor editorial da Editora Globo.

 

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36 comentários

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Dr. Rosinha: Liberdade de expressão vs. liberdade de mercado « Viomundo – O que você não vê na mídia

02 de agosto de 2012 às 23h43

[…] Paulo Nogueira: Internautas antevêem o futuro de Serra […]

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Procuradoria manda arquivar ação do PSDB contra “blogs sujos” « Viomundo – O que você não vê na mídia

01 de agosto de 2012 às 13h31

[…] Paulo Nogueira: Internautas antevêem o futuro de Serra […]

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Fabio Marins

28 de julho de 2012 às 22h34

Afirmo. Reafirmo: não é aplauso de claque. Nem concodismo, qualquer coisa desse jaez. Apenas registro: este escrito de Paulo Nogueira vale como exatas luvas, na medida adaptada a todas mãos que possam, queiram ou devam usa-las.

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Rafael Castilho: A liberdade de expressão como privilégio dos ricos « Viomundo – O que você não vê na mídia

27 de julho de 2012 às 18h58

[…] Paulo Nogueira: Internautas antevêem o futuro de Serra […]

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Guteri

26 de julho de 2012 às 05h22

Em meio à cerração de mentiras, de fraudes, de logros, de dossies, enganação, má gestão, descaso com a coisa pública, carreirismo, a serra desaparece…

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Altamiro Borges: Mais um assassinato de reputação impune « Viomundo – O que você não vê na mídia

25 de julho de 2012 às 19h35

[…] Paulo Nogueira: Internautas antevêem o futuro de Serra […]

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Willian

25 de julho de 2012 às 12h04

O internauta não se deixa ser enganado pela mídia tradicional; mas aceita ser enganado pela mídia da internet, desde que vá ao encontro de sua opinião. O que ele quer não é informação, mas conforto para que suas convicções encontrem eco na mídia, qualquer que sejna. Assim, ele procurará e dará credibilidade àqueles veículos que correspodam ao seu pensamento. E estes veículos sabem disto e se aproveitam do internauta.

Responder

Prego

25 de julho de 2012 às 11h04

De fato, a eleição não será decidida na internet, mas na midia corporativa, como sempre. Antes fosse pela internet onde todos temos a chance de opinar sobre os candidatos. Dia virá, espero, que isso mude, mas até lá vamos ter de engolir os candidatos das famiglias midiáticas.

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    MARCELO

    25 de julho de 2012 às 15h50

    Na internet,só tem pornografia,pedofilia,baixaria entre militantes
    políticos,etc.Como diz o Pondé,acreditar que a internet vai
    resolver todos os problemas do planeta é meio cínico.

    Martha

    31 de julho de 2012 às 22h54

    Poizé, Pondé! Agora me aparece esse tal Pondé… pseudointelectual fuleiro que não sabe elaborar duas frases conexas… fala besteira até doer a alma… e ainda tem quem goste e cite!!!!

Wladimir

25 de julho de 2012 às 10h43

Na verdade, o que ocorre com o Serra, é que como ele não reflete no espelho, não está acostumado a ver-se como realmente é, e a internet e os internautas mostram sua verdadeira fisionomia; e isso deve realmente assustá-lo muuuuuito!

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Vinicius Garcia

25 de julho de 2012 às 10h39

Essa conversa que toda crítica que o PSDB sofre é fruto de petista chega a irritar, quer dizer que só existe dois lados o deles e o do PT?
No universo deles há apenas duas únicas correntes filosóficas, isso é coisa de quem tem pobreza de raciocínio e lógica. O internauta é crítico, tanto ao PSDB quanto ao PT, o texto pega no crivo certo, aquele que não é petista, acaba se simpatizando por esse lado devido a rotulagem que lhe é imposta.

Responder

FrancoAtirador

25 de julho de 2012 às 08h16

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A velha tática do Cartel Midiático:

Para suprimir fatos relevantes,

criam-se factóides impactantes.
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FATO (I)

Conselho de Comunicação Social: Movimentos sociais excluídos, parlamentares ignorados
O que teria levado o presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney (PMDB-AP), depois de quase seis anos, a colocar em votação, de forma inesperada e antidemocrática, a escolha de novos membros do Conselho de Comunicação Social?

Por Venício Lima, na Carta Maior

(*) Artigo publicado originalmente no Observatório da Imprensa.

Em fevereiro de 2009, dois anos depois da desativação deliberada e ilegal do Conselho de Comunicação Social (CCS), escrevi neste Observatório artigo com o título “Por que o CCS não será reinstalado” no qual cometi erro primário de avaliação: subestimei a capacidade ilimitada de velhas “raposas políticas” brasileiras de se reinventarem na burla das reais intenções da lei em benefício próprio.

A aprovação pelo Congresso Nacional – na noite de terça-feira (17/7) – da nova composição do CCS, previsto no artigo 224 da Constituição e regulamentado pela Lei nº 8.389/1991, é o último exemplo de mais um desses casos.

Reivindicado por movimentos sociais e pela Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito a Comunicação com Participação Popular (Frentecom), que reúne 194 deputados federais e mais de 100 entidades da sociedade civil, a nova composição do CCS foi aprovada em sessão às vésperas do recesso parlamentar, convocada com um único ponto de pauta – o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias – sem qualquer discussão e sem o conhecimento da maioria dos parlamentares. [Ver aqui a composição e vínculosdos integrantes do novo CCS.]

Indignada, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), coordenadora da Frentecom, afirmou:

“Lamentavelmente, depois de seis anos, o Conselho ressurge da forma mais autoritária, unilateral e ilegítima que se poderia esperar. Numa sessão do Congresso, embutiram entre as matérias extrapauta a aprovação de nomes estranhos aos segmentos que lutam por essa causa e ficamos perplexos” (ver aqui).

As regras do jogo
O § 2º do artigo 4º da Lei nº 8.389/1991 reza:

§ 2° Os membros do conselho e seus respectivos suplentes serão eleitos em sessão conjunta do Congresso Nacional, podendo as entidades representativas dos setores mencionados nos incisos I a IX deste artigo sugerir nomes à mesa do Congresso Nacional.

Não há, portanto, obrigatoriedade do Congresso Nacional de escolher nomes “sugeridos” por entidades representativas dos diferentes setores e da sociedade civil organizada que devem fazer parte do CCS.

O “espírito” da lei, todavia, por óbvio, é de que sejam eleitos nomes com algum vínculo efetivo com as entidades e com a sociedade civil organizada. Quando esses nomes, todavia, indicam a possibilidade de que eventuais ações futuras do CCS possam contrariar interesses dos atores dominantes no setor de comunicações, eles são ignorados por quem tem o poder de facto de conduzir o processo.

Foi exatamente o que aconteceu.

Ofício da Frentecom indicando sete nomes para ocupar as cinco vagas de representantes da sociedade civil (inciso IX do artigo 4º), resultado de ampla consulta realizada junto a 105 entidades, protocolado na Presidência do Senado em 8 de fevereiro de 2012, não mereceu sequer resposta. (Um dos sete nomes indicados aparece na relação de membros eleitos como representante da categoria profissional dos jornalistas.)

Tanto a Frentecom como o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) emitiram notas públicas de repúdio à forma pela qual o Congresso Nacional procedeu à eleição dos novos membros do CCS [ver abaixo a íntegra das notas].

Improbidade administrativa
O que teria levado o presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney (PMDB-AP), depois de quase seis anos, a colocar em votação, de forma inesperada e antidemocrática, a escolha de novos membros do CCS?

Duas notas publicadas na coluna “Rosa dos Ventos”, assinada por Maurício Dias na revista CartaCapital(nº 706, data de capa de 18/7/2012), talvez contenham a explicação. Está lá:

Crimes de conduta I
Faz um ano que Fábio Konder Comparato enviou representação ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, contra o presidente do Congresso Nacional, José Sarney, por não eleger os membros do Conselho de Comunicação Social desde 2006.

Gurgel, a exemplo de Sarney, sentou em cima em vexaminoso gesto de desrespeito à sociedade e, também, a um dos mais notáveis advogados brasileiros. Ou essas referências não importam a esses dois senhores?

Crimes de conduta II
Comparato desdenha sobre ele próprio e prefere constatar aborrecido para, em seguida, ironizar: “O presidente do Congresso Nacional está em mora de convocar eleição para o preenchimento dos cargos naquele Conselho. Terá esquecido esse seu dever de ofício? Nenhum assessor o advertiu a respeito?”

Sarney e Gurgel incorrem em atos de deslavada improbidade administrativa.

Aparentemente, o risco concreto de ser processado por improbidade administrativa teria obrigado o presidente do Congresso, finalmente, a agir.

Ademais, permanecem válidas observações que fiz ao final do artigo acima mencionado, publicado em 10 de fevereiro de 2009:

“O Congresso Nacional e, sobretudo, o Senado Federal abriga um grande número de parlamentares que têm vínculos diretos com as concessões de rádio e televisão. O CCS é um órgão que – mesmo sendo apenas auxiliar – pode discutir questões que ameacem os interesses particulares desses parlamentares e dos empresários de comunicação, seus aliados. (…)

“A recondução de José Sarney (PMDB-AP) à presidência do Senado Federal e, portanto, do Congresso Nacional, não deixa dúvidas sobre o futuro próximo não só do CCS, mas de projetos no interesse da democratização das comunicações. Além de ser o exemplo emblemático do ‘coronel eletrônico’, José Sarney já reconheceu publicamente que é concessionário (de rádio e televisão) por motivos políticos: ‘Se não fossemos políticos, não teríamos necessidade de ter meios de comunicação’, afirmou numa entrevista à revista CartaCapital (…)

Registre-se ainda que o cenário existente no Congresso Nacional se reproduz nas assembleias estaduais e justifica, em boa parte, as imensas dificuldades para instalação dos conselhos estaduais de comunicação, até hoje só existente na Bahia, apesar de estar previsto há décadas em pelo menos dez constituições estaduais e na Lei Orgânica do Distrito Federal (ver “Conselhos Estaduais de Comunicação – Onde estamos e para onde vamos”).

O que fazer?
A explicação para o poder que a grande mídia ainda consegue articular em torno de si mesma talvez decorra do fato de seus interesses estarem de tal forma imbricados com aqueles de setores empresariais e das oligarquias políticas – locais, regionais e nacionais – que permanecem intocáveis.

Há, todavia, um importante fenômeno acontecendo em nosso país. Escrevi, um ano atrás:

“O que a grande mídia não consegue mais controlar é o aumento da consciência sobre a importância do direito à comunicação nas sociedades contemporâneas. (…). Para além do entretenimento culturalmente arraigado – simbolizado pelas novelas e pelo futebol – cada dia que passa, aumenta o número de brasileiros que se dão conta do imenso poder que ainda está nas mãos daqueles que controlam a grande mídia e que, historicamente, sonega e esconde as vozes e os interesses de milhões de outros brasileiros” (ver “As mudanças virão das ruas”).

Está no caminho certo o FNDC, que prepara uma Campanha Nacional em Defesa da Liberdade de Expressão para Todos, a ser lançada ainda em 2012,com o objetivo de conscientizar e mobilizar a população brasileira em torno do direito à comunicação (ver aqui).

Na Terra de Santa Cruz, as mudanças no setor de comunicações só acontecerão se partirem das ruas.

A ver.

***

Nota da Frentecom

Frentecom repudia método de composição do Conselho de Comunicação Social
A Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito a Comunicação com Participação Popular (Frentecom) recebeu, na manhã de hoje, com estranheza e perplexidade a informação de que o Congresso Nacional aprovou na sessão de ontem (17/7) a nova composição do Conselho de Comunicação Social (CCS), desativado há quase 6 anos por omissão da Presidência do Congresso.

A votação dessa matéria se deu numa sessão do Congresso convocada com um único ponto de pauta, ou seja, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias, às vésperas do recesso parlamentar. O item sobre o CCS deve ter sido incluído como extra-pauta, sem discussão e à revelia da maioria dos parlamentares, provavelmente com o conhecimento apenas dos líderes de bancada presentes à referida sessão.

Considerando tratar-se de uma questão de grande interesse da sociedade e que consta da agenda de trabalho da Frentecom que, inclusive, encaminhou em fevereiro de 2012 ao Presidente do Senado indicação de nomes da sociedade civil para compor o conselho, sem ser atendido, manifestamos nosso veemente repúdio pela forma desrespeitosa e antidemocrática como o Presidente do Senado tratou, neste caso, os parlamentares e representantes de mais de cem entidades da sociedade civil que integram a Frentecom.

A Frentecom reitera o firme compromisso de continuar lutando por um CCS plural e representativo que corresponda aos reais anseios democráticos da sociedade brasileira, esperando contar com o apoio das senhoras e senhores Parlamentares para reverter esse grave equívoco do Congresso Nacional.

Brasília, 18 de julho de 2012

Dep. Luiza Erundina de Sousa / Coordenadora da Frentecom

***

Nota do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC)
O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) recebeu com surpresa a notícia da reativação do Conselho de Comunicação Social (CCS), e vem a público manifestar seu repúdio e indignação quanto à nomeação antidemocrática e preconceituosa realizada pelo Congresso Nacional.

A inclusão do Conselho de Comunicação na Constituição Federal de 1988 foi fruto tanto da luta política e da mobilização de diversos segmentos sociais quanto da articulação da sociedade com o Parlamento, fato que não se repetiu agora quando da composição do Conselho. Não houve diálogo sequer com a Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação, subscrita por mais de 180 parlamentares, com forte representação da sociedade civil, que no ano passado encaminhou sugestões para a composição.

O CCS foi regulamentado em 1991, mas só teve sua primeira indicação em 2002, e estava parado desde 2006, numa interrupção ilegal e inconstitucional. Embora tenha caráter consultivo, ele pode cumprir papel importante de fomentar debates sobre os temas da comunicação social, e servir como impulso para o Congresso regulamentar os artigos constitucionais sobre comunicação que estão há 24 anos sem definição legal – como o que proíbe monopólios e oligopólios e o que aponta para a complementaridade dos sistemas público, privado e estatal.

Contudo, as indicações realizadas na reativação do CCS foram completamente arbitrárias, sem diálogo com a sociedade civil organizada com atuação no campo, que foi atropelada justamente no momento em que busca contribuir com o avanço da democratização da comunicação e com a efetiva liberdade de expressão para todos e todas. A demonstração do nosso acúmulo e compromisso se dá cotidianamente para quem acompanha a pauta, e foi mais do que comprovada durante a I Conferência Nacional da Comunicação (Confecom), realizada em 2009 e praticamente ignorada pelo Congresso Nacional, com honrosas exceções.

Nas vagas fixas reservadas a trabalhadores, foram mantidos representantes de entidades do movimento, como a Fenaj, mas a indicação dos radialistas se deu sem diálogo com a atual gestão da Fitert e a dos artistas privilegiou um único sindicato, com forte ligação com o setor patronal, em detrimento da associação nacional.

Já nas indicações das cadeiras da sociedade civil foram privilegiados setores conservadores (inclusive empresários do setor) e ligados às igrejas, com claro favorecimento a cidadãos com relações pessoais com o presidente do Congresso Nacional. A exceção positiva foi a indicação de pessoas com ligação com a pauta da cultura digital, que ainda assim não contempla as perspectivas do movimento pela democratização da comunicação.

Além destas incoerências, é grave a constatação de que todos os 13 nomes indicados para a titularidade da representação são de homens, desprezando a diversidade e a pluralidade da sociedade ao alijar completamente a participação feminina, algo inadmissível para a construção de uma sociedade democrática.

Um Conselho que deveria servir para auxiliar o Parlamento, e que reúne entre suas funções avaliar questões ligadas à liberdade de manifestação do pensamento, da criação, da expressão e da informação, além de emitir pareceres e recomendações ligadas à produção e programação de emissoras de rádio e televisão, não deve – e não pode jamais – prescindir da participação de uma representação coerente da sociedade civil à altura de tão complexas e estratégicas responsabilidades.

Conclamamos os nobres parlamentares a desfazerem esse grave erro e reabrirem o diálogo. Este tipo de prática arbitrária afronta os direitos do povo brasileiro e afeta o caráter democrático do Conselho. [18/7/2012]

*Venício A. de Lima é jornalista, professor aposentado da UnB e autor de, entre outros livros, Política de Comunicações: um balanço dos Governos Lula (2003-2010). Editora Publisher Brasil, 2012.

http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5702

Responder

    FrancoAtirador

    25 de julho de 2012 às 08h47

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    FATO (II)

    A TESE DE QUE OS RECURSOS DO MENSALÃO VINHAM DAS BONIFICAÇÕES DE VOLUME PAGAS ÀS AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE DE MARCOS VALÉRIO ERA TOTALMENTE ESTAPAFÚRDIA;
    SE FOSSE VERDADEIRA, A GLOBO, QUE PAGA O MAIOR BV AOS PUBLICITÁRIOS, SERIA A ORIGEM DO ESCÂNDALO

    BRASIL247

    O blogueiro [boneco do ventríloquo Civita] Reinaldo Azevedo está histérico.
    Diz que a ministra Ana Arraes, do Tribunal de Contas da União, agiu de forma vergonhosa para livrar a cara de mensaleiros. Tudo porque tomou uma decisão, acompanhada por vários ministros do TCU, que, na verdade, repara uma injustiça. Ela reconhece a legalidade dos contratos de publicidade firmados pelo Banco do Brasil com as agências DNA e SMPB, do empresário Marcos Valério de Souza.

    Antes dessa decisão, prevalecia outro parecer do TCU, que condenava a apropriação, pelas agências, da “bonificação de volume”, o chamado BV.

    O BV é um termo técnico, usado por publicitários, que na verdade torna o mercado brasileiro um dos mais distorcidos do mundo.

    FAZ COM QUE HAJA UMA CONCENTRAÇÃO EXCESSIVA DOS RECURSOS PUBLICITÁRIOS NAS MAIORES EMPRESAS, COMO GLOBO E ABRIL, MAS ESPECIALMENTE A GLOBO, QUE DEVOLVEM A MAIOR PARTE DOS RECURSOS DAS CAMPANHAS PUBLICITÁRIAS ÀS AGÊNCIAS.

    Em geral, o BV é de 20% do valor anunciado.

    Como os espaços na Rede Globo são os mais caros, essa devolução dos recursos às agências as incentiva a concentrar a veiculação na emissora, a despeito dos critérios técnicos.

    Esta prática nunca foi exclusiva das agências de Marcos Valério, nem do setor público.

    NA VERDADE, É PAGA PELA GLOBO E OUTRAS EMPRESAS DE MÍDIA A TODAS AS AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE. E NUNCA HOUVE UMA AGÊNCIA QUE DEVOLVESSE ESSES RECURSOS AOS CLIENTES.
    Esta é uma receita dos publicitários, o que reforça a distorção do mercado brasileiro.

    A DNA e o governo federal

    Marcos Valério prestou serviços de publicidade ao governo federal entre 2000 e 2006. Foi levado a Brasília pelas mãos do amigo Pimenta da Veiga, ex-ministro das Comunicações do governo Fernando Henrique Cardoso. Venceu algumas licitações e prestou serviços a empresas como Banco do Brasil e Correios, além de alguns ministérios.

    AS CAMPANHAS FORAM VEICULADAS, OS VEÍCULOS DE IMPRENSA RECEBERAM OS RECURSOS E ALGUNS DELES – ESPECIALMENTE A GLOBO – DEVOLVERAM O BV À AGÊNCIA.

    PORTANTO, SE ESTE FOSSE O MENSALÃO, SERIA O DA GLOBO EM RELAÇÃO ÀS AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE…

    http://brasil247.com/pt/247/brasil/70947/Gurgel-vai-ignorar-parecer-do-TCU-sobre-mensal%C3%A3o.htm

    FrancoAtirador

    25 de julho de 2012 às 09h14

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    FATO (III) ou O FACTÓIDE DO SÉCULO
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    STF: imprensa prepara espetáculo da carta jogada

    Por Gilson Caroni Filho*, na Carta Maior

    O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, e o jornalista Merval Pereira tocam instrumentos diferentes, mas nada impede que atuem na mesma fanfarra quando o assunto é a proximidade do julgamento do chamado “mensalão”.
    Anos a fio, cada qual no seu campo específico, foram companheiros da banda de música do consórcio demotucano.
    Não surpreende, assim, a total semelhança entre o artigo do colunista, publicado no jornal O Globo, em 12 de junho, e a declaração de Guerra sobre uma suposta ofensiva do PT e do ex-presidente Lula contra o Supremo Tribunal Federal (STF), que representaria uma ameaça ao regime democrático.

    “Vivemos um momento grave. Uma crise institucional. A democracia no Brasil está ameaçada. O Lula e o PT ameaçam o STF e o Procurador-Geral da República. Isso nunca aconteceu na história do país” (Sérgio Guerra, no encontro de pré-candidatos da legenda).

    “Alegando que o “monopólio da mídia” quer condená-lo a qualquer custo, Dirceu exige um “julgamento técnico”, mas, no discurso, diz que “este julgamento é uma batalha política” que “deve ser travada nas ruas também”, marcando não apenas a contradição entre suas palavras e atos, mas, sobretudo, uma ameaça de pressão ilegítima de forças do aparelho partidário sobre o Supremo Tribunal Federal nunca vista antes”(Merval Pereira, em sua coluna de 12/06, no diário da família Marinho).

    O jornalista, um imortal sob encomenda, toca violino e o deputado arrisca no bumbo. O jornalista tenta lidar com o vernáculo simulando fluência e elegância, esgrimindo sua cantilena com graciosa malignidade. Já o estilo do deputado está mais para manifesto udenista às vésperas de golpe. Mas o colunista e o parlamentar estacionam na mesma calçada da crítica veemente aos que insistem em denunciar o enredo midiático do “escândalo” e seus melancólicos intérpretes.

    Fica a impressão de que ambos se apressam a dizer o que os outros querem ouvir com sofreguidão de primeiro da classe na hora da prova da chamada oral. Mas esta lição aprende-se depressa, como veremos abaixo. O jornalismo, como já definiu Bernardo Kucinski (2000:173), “é intervenção, é conhecimento em ação: implica escolhas, opções, direções a seguir, com diferentes consequências”. E bem conhecemos as escolhas da nossa imprensa partidarizada e seus métodos.

    Bem mais que os 300 volumes da Ação Penal 470, estão novamente em questão a imprensa e seu poder de agenda. As regras do xadrez determinam que o rei não pode ficar em xeque e, para escapar à ameaça do mate, a mídia corporativa terá de se movimentar com intensidade no tabuleiro político.

    Voltam à ribalta os arrazoados de seus Torquemadas, repletos de incongruências, adjetivações fáceis e contorcionismos de estilo. Ressurge uma sucessão de relatos que nunca comportaram o princípio do contraditório. Em suma, o que os ministros da mais alta Corte do país têm que superar é, acima de tudo, produto de um jornalismo de ilações e invenções, obra de manipulação contextual e de acusação sem apuração.

    Uma farsa que, como já tive oportunidade de escrever aqui mesmo, espera averbação judicial que legitime sua narrativa. Ou melhor, uma força que pretende legislar, submetendo o Judiciário aos mesmos constrangimentos impostos ao Executivo e ao Legislativo.

    Querer não é necessariamente poder. E é justamente na distância entre esses dois verbos que repousam, agora, as preocupações do baronato midiático. Dela darão conta, além de Merval Pereira e outros articulistas, cientistas políticos e juristas de viés ideológico conhecido. O que teremos em telas e páginas? A intensificação de processos conhecidos. Métodos de desinformação que decorrem de uma escolha ético-política.

    Teremos a multiplicação dos títulos inexatos ou tendenciosos para uma notícia fielmente escrita; uso tendencioso de aspas e adjetivos; editorialização do noticiário; distorção de fatos, mantendo uma parte da verdade, de modo que a inexatidão proposta pelo resto da notícia pareça verossímil; simulação de objetividade e desequilíbrio de informações.

    A grande imprensa não só exerce a desinformação como também a utiliza como um código, uma gramática normativa dessa prestidigitação diária. Os nossos bravos “cães de guarda” sabem que devem se ater a esse conjunto de normas que sofre permanentes reajustes e atualizações. Disso depende o prestígio no campo jornalístico e a própria manutenção do emprego. Sabem que o verdadeiro diploma que o patronato quer é um atestado diário de fidelidade à ideologia das corporações.

    Merval Pereira, o nosso “imortal” de coletânea, teria, como seus pares, condições para ser cidadão da modernidade.
    No entanto, como fiéis súditos de Macunaíma preferem alimentar o discurso primitivo de um Sérgio Guerra qualquer.
    No fundo, todos se merecem.
    Conluiados no propósito de desestabilizar o governo, nos próximos dias estarão empenhados em sair do ridículo e reinventar a roda.
    Um exercício inútil.

    *Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

    http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5696

    Willian

    25 de julho de 2012 às 13h49

    A Globo devolveu o dinheiro como faz com todos os clientes, o que este cliente faz com o dinheiro não é da conta dela. Se comprou parlamentar ou foi para o caixa-dois do PT, quem tem que se importar é a Justiça. Cara, não finja que é mais sonso do que você é, mesmo o pessoal daqui que está do seu lado não vai cair nesta história.

    FrancoAtirador

    25 de julho de 2012 às 09h25

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    FATO (IV)

    Serra ‘cria uma conspiração’ ao processar blogueiros.

    Pedido de investigação de blogues críticos a campanha do tucano tenta justificar alta taxa de rejeição do candidato em São Paulo(37%).

    Por Sarah Fernandes, da Rede Brasil Atual

    São Paulo – O pedido do PSDB de investigar blogues e páginas da internet considerados críticos à campanha de José Serra à prefeitura de São Paulo é uma maneira de tentar justificar a taxa de rejeição do candidato, a maior entre os doze postulantes ao cargo. Essa é a opinião do vereador Antonio Donato, coordenador da campanha de Fernando Haddad, nome petista na disputa.

    O PSDB entregou ontem (23) à Procuradoria Geral Eleitoral um pedido de investigação de blogues e sites considerados críticos a Serra. Para o partido, é preciso apurar “a utilização de organizações, blogs e sites financiados com dinheiro público, oriundo de órgãos da administração direta e de estatais”, de acordo com o texto, que vê o PT como beneficiário do trabalho desempenhado por colunistas e jornalistas na internet.

    “Isso é um factóide que Serra criou para tentar justificar a taxa de rejeição dele”, diz Donato. “Em vez de ver como uma crítica ao governo de Gilberto Kassab, ao abandono da prefeitura e à incapacidade de fazer a cidade avançar, ele prefere entender que é uma conspiração de alguns blogueiros e twitteiros que se opõem a ele.”

    Na última pesquisa de intenção de votos do instituto Datafolha, divulgada sábado (21), a taxa de rejeição de Serra era 37%.
    Quase todo o eleitorado paulistano (99%) conhecia o candidato.

    A ação cita especificamente os blogues Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, e o Dinheiro Vivo, de Luis Nassif, mas pede que a Procuradoria Eleitoral apure as páginas críticas a Serra em geral.

    “Se fôssemos investigar dinheiro público para financiar jornalismo com posição política, tínhamos de investigar o que o governo do estado [de São Paulo] e a prefeitura [de São Paulo] investiram em revistas claramente a serviço do projeto de oposição ao governo Lula e Dilma”,

    avalia Donato, em referência às assinaturas de milhares de exemplares da revista Veja, do Grupo Abril, feitas pelos governos Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab.

    http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/2012/07/serra-cria-uma-conspiracao-ao-processar-blogueiros-diz-coordenador-da-campanha-do-haddad

Mário SF Alves

25 de julho de 2012 às 06h38

“Um candidato de direita, apoiado pelos setores mais reacionários, homofóbicos, racistas e conservadores da sociedade brasileira a chamar seus opositores de nazistas. Antes fosse só uma piada de mau gosto.“ Leandro Fortes.

É, de fato, e tem coisa mais bizarra do que certos neoliberais alucinados e suspeitos de pirataria contra o patrimônio público ensaiando nos impor a pecha de nazistas. E logo eles que tëm o mesmo DNA ideológico dos que estão a quebrar a Europa e a infligir medo em populações inteiras. Estamos diante da mais completa e tosca inversão da realidade. Diante da impossibilidade histórica de nos estigmatizar como comunistas, apelam e se agarram ao mais absoluto e cretino nonsense.

Responder

Paciente

25 de julho de 2012 às 04h27

O texto é corretissimo. Os “blogs sujos” batem em Serra e nas ARENAs do Brasil afora. Masos “blogs sujos” cobram pesado, pesadíssimo de Lula, de Dilma, do PT dos “aliados”…

Serra não “lê” essa cobrança, porque é uma cobrança de que Lula da realidade se pareça mais com o Lula do imaginário, seja mais ousado, anti-burguês. Idem de Dilma.

Pessoalmente, eu cobro de Lula/PT/Dilma pelo menos uma vez por semana a Lei de Mídia. Serra COM CERTEZA não me dará o que Lula/PT/Dilma talvez me deem, se eu “aperta-los” muito.

O internauta quer páginas novas, erros novos, fracassos novos, propostas novas, capitulos novos, remoer latifúndio, ódio ódio a comunista, carolismo a essa altura do campeonato… me poupe!

Responder

SILOÉ-RJ

25 de julho de 2012 às 03h01

A ojeriza do Serra aos blogs sujos deve-se ao fato de que: tudo que diz ou faz é mostrado sem maquiagem, sem cortes, sem editar, exatamente do jeito que ele é, e convenhamos, para quem näo está acostumado, isso deve ser muito duro.

Responder

Rose

25 de julho de 2012 às 00h51

O que esta faltando no povo brasileiro e coragem.
Coragem de acabar com a rede globo de uma vez e libertar o Brasil.

Responder

Eduardo Guimarães

25 de julho de 2012 às 00h08

Outro texto na mosca. Excelente

Responder

ricardo silveira

24 de julho de 2012 às 22h43

Há algumas práticas, comportamentos, que podem até serem aceitos ou tolerados no âmbito privado, mas no público não. Bajular o Lula e depois agredi-lo, ir fazer tomografia por causa de uma bolinha de papel, ser contra o aborto, mas praticá-lo em família, são coisas intoleráveis, pois, por mais que as pessoas gostem de levar vantagem, ninguém aceita que levem vantagem sobre elas. Em política ninguém tolera mentira.

Responder

Geysa Guimarães

24 de julho de 2012 às 22h37

Mal começou a campanha e já se pode ver a especialidade do Serra: jogar lixo de sua casa no quintal dos outros.
Nazismo da militância petista na internet?
Cadê o Graeff?

Responder

ZePovinho

24 de julho de 2012 às 22h27

Lock out com greve de caminhoneiros te lembra de onde,Azenha??????Eu sou paranóico,mas ainda não tomo gardenal:

http://www.pstu.org.br/movimento_materia.asp?id=14419&ida=0

PSTU repudia locaute da General Motors em São José dos Campos (SP)

O objetivo da GM é intimidar os trabalhadores, aterrorizar a cidade e impedir a mobilização dos operários

Direção Nacional do PSTU

É necessário apoiar a luta dos metalúrgicos pelo emprego

• Os trabalhadores da General Motors em São José dos Campos (SP) foram surpreendidos, na manhã desta terça-feira, 24 de julho, ao serem impedidos de entrar na empresa para trabalhar. Durante a madrugada, a empresa deu ordens aos trabalhadores do terceiro turno para que deixassem a fábrica antes mesmo do término de seu horário de trabalho.

A ação realizada pela GM caracteriza-se como um locaute (greve patronal), prática proibida pela legislação brasileira, e é uma resposta covarde da empresa às mobilizações dos trabalhadores.

Desde o final de 2011, a GM vem demitindo trabalhadores nas plantas de São José dos Campos e São Caetano. Recentemente, a empresa fechou o segundo turno do MVA (Montagem de Veículos Automotores) na planta de São José, setor da fábrica responsável pela produção de veículos comerciais leves, como, por exemplo, o Corsa. Agora, a intenção da empresa é fechar todo o setor do MVA, o que implicaria em aproximadamente 1.500 demissões. Um desastre social para São José dos Campos e a região do Vale do Paraíba.

Desde o início deste processo o PSTU tem apoiado as mobilizações dos trabalhadores e a campanha pela manutenção dos postos de trabalho realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José, filiado à CSP-Conlutas. Esta campanha ganhou mais força e visibilidade nas últimas semanas com a realização de passeatas, caravana a Brasília, paralisações e uma greve de 24 horas.

Para esse dia 24 estavam programados uma assembléia com os operários da empresa, assim como um ato nacional que contaria com a presença de representantes de inúmeros sindicatos, centrais sindicais e partidos políticos.

Utilizando-se da desculpa de proteger a integridade física dos trabalhadores, a GM veiculou uma nota que não consegue esconder os reais motivos do locaute. Ao citar as razões pelos quais optou por esta ação, a nota da empresa afirma que “considerando as fortes evidências de mobilizações internas na Fábrica de São José dos Campos nas últimas horas” a empresa optou por conceder licença remunerada a todos os funcionários.

A nota veiculada pela empresa não deixa margem para dúvidas: por mais que a GM busque esconder estamos perante um locaute patronal cujo objetivo é impedir a organização democrática e a mobilização dos trabalhadores. E isso reforça a preocupação de que a empresa queira demitir 1500 trabalhadores sem que haja reação.

O PSTU repudia a ação vergonhosa da empresa. O objetivo da GM é intimidar os trabalhadores, aterrorizar a cidade e impedir a mobilização dos operários e do sindicato em defesa do emprego.

Esta atitude antidemocrática é ainda mais grave, pois ocorre um dia antes da realização de uma reunião entre o sindicato, a empresa, o Ministério do Trabalho e a prefeitura, reunião esta marcada com o objetivo de avançar nas negociações para evitar as demissões. O locaute da GM demonstra a completa intransigência da empresa e sua enorme irresponsabilidade social.

Dilma deve garantir a estabilidade no emprego
A ação da GM é ainda mais irresponsável se levarmos em conta que a empresa tem recebido vultuosos benefícios fiscais do Governo Federal, como a isenção do IPI, o que tem gerado generosos lucros para seus acionistas. Somos contra a isenção fiscal para as empresas que, como já dissemos, só beneficiam as empresas e não garantem nada para os trabalhadores.

O PSTU apóia a luta dos trabalhadores da GM em defesa da manutenção dos postos de trabalho. Exigimos da presidente Dilma que ela utilize seu poder de pressão sobre a empresa, garantindo a estabilidade no emprego para os trabalhadores da GM de São José.

Chamamos a todos os sindicatos e movimentos sociais do país para uma campanha de apoio à luta dos trabalhadores da GM e contra as demissões. Outros ataques estão sendo feitos pelas grandes empresas contra o emprego dos trabalhadores. Unifiquemos nossa luta contra as demissões na GM e em todo o país.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1125154-caminhoneiros-prometem-paralisar-transporte-a-partir-da-meia-noite.shtml

24/07/2012 – 18h43
Caminhoneiros prometem paralisar transporte a partir da meia-noite

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AGNALDO BRITO
DE SÃO PAULO

O MUBC (Movimento União Brasil Caminhoneiro) promete iniciar à meia-noite desta quarta-feira uma mobilização nacional para paralisar o transporte de carga em todo o país.

A categoria protesta contra mudanças regulatórias e legais no transporte rodoviário aprovadas no Congresso Nacional e implementadas pela ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre).

Dividido, lideranças sindicais e de associações criticaram a convocação de greve da MUBC. Segundo a CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos), a iniciativa representa um retrocesso em relação a mudanças que foram implementadas nos últimos anos, como o fim da carta-frete e a criação do controle de jornada de trabalho.

O fim da carta-frete é apontada por alguns como uma das principais medidas para dar liberdade ao caminhoneiro. A carta-frete é uma forma de pagamento do autônomo, o que o obriga a consumir produtos apenas de postos que reconhecem os créditos da carta.

Com o cartão-frete, toda a contratação de frete terá de ser oficial e os valores depositados na conta do caminhoneiro. Dessa forma, as operações informais de contratação de frete não poderão mais existir. A MUBC alega que essa imposição levou à exclusão de autônomos do mercado por alguns transportadores.

Já a lei 12.619, que institui o controle de jornada, determina que todo caminhoneiro cumpra intervalo de 11 horas de descanso ininterrupto a cada 24 horas. A medida busca eliminar jornadas longas de até 20 horas ao volante e assim reduzir o número de acidentes. Alguns transportadores que adotaram a prática afirmam que a mudança reduziu acidentes nas estradas…………..

Responder

Marat

24 de julho de 2012 às 22h05

O PSDB só existe devido ao PIG. Toda vez que algum meio de comunicação que não se curva ao status-quo, é um alarmismo grotesco e estúpido.
Serra e o PSDB/PFL são partidos que lambem ditaduras (econômica e a de 64-85), dai terem tanto medo daqueles que pensam diferente!

Responder

FrancoAtirador

24 de julho de 2012 às 21h16

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PSDB: O Estado-anunciante e a liberdade suja

Por Saul Leblon, no Blog das Frases – Carta Maior

A representação do PSDB ao Procurador Geral Eleitoral contra blogs que criticam suas lideranças e agenda partidária, é um pastel revelador.
O recheio exala as prendas do quituteiro; a oleosidade da fritura qualifica o estado geral da cozinha.
Na primeira mordida fica explícito que a referência de ‘bom’ jornalismo do PSDB é a revista VEJA, uma ferradura editorial adestrada para escoicear três dimensões da sociedade: agendas progressistas; lideranças que a representem; governos que lhes sejam receptivos.

Curto e grosso, o poder tucano pleiteia a asfixia publicitária – com supressão de publicidade estatal -de qualquer outra forma de imprensa que não se encaixe no tripé que o espelha.
A singular concepção de pluralidade afronta boa parte dos sites e blogs alternativos que se reservam o direito de exercer a crítica política da sociedade e do desenvolvimento de uma perspectiva não conservadora.
‘São blogs sujos’, fuzila a representação tucana, cuja coerência não pode ser subestimada.
Há esférica sintonia entre a forma como o PSDB se exprime e o higienismo de uma prática que São Paulo, a ‘cidade limpa’, conhece bem.

O tema da publicidade estatal mereceria um discernimento mais amplo do que o foco do PSDB quer pautar.
O Estado deve se comunicar com a sociedade.
A comunicação deve se pautar pelo interesse público.
Campanhas educativas e institucionais não podem ser confundidas com propaganda partidária, nem servir aos seus interesses, sejam eles quais forem.
Dito isso, resta o ponto sensível ao PSDB: quem merece veicular tais mensagens de pertinência pública reconhecida?

O PSDB e certos ‘especialistas em comunicação’ parecem concordar que a mídia alternativa deve ser alijada dessa tarefa.
O ‘Estado anunciante’, uma corruptela do vocabulário neoliberal ‘Estado interventor’, teria atingido, asseguram, uma hipertrofia perigosa; deslizamos a poucos centímetros do abismo anti-democrático.
No país que tem um dispositivo com o poder da Rede Globo, insinua-se o risco de o Estado impor um ‘monologo’ à sociedade.

Passemos.

Evitar essa derrocada exigiria então um veto cabal a toda e qualquer publicidade oriunda da esfera pública? Em termos.
Na verdade, não seria bem essa a malha do coador tucano.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo esclarecedor no ‘Estadão’, de 3 de junho último, foi ao ponto:
“Será que é democrático deixar que os governos abusem nas verbas publicitárias ou que as empresas estatais, sub-repticiamente, façam coro à mesma publicidade sob pretexto de estarem concorrendo em mercados que, muitas vezes, são quase monopólicos? (…) O efeito deletério desse tipo de propaganda disfarçada não é tão sentido na grande mídia, pois nesta há sempre a concorrência de mercado que a leva a pesar o interesse e mesmo a voz do consumidor e do cidadão eleitor. Mas nas mídias locais e regionais o pensamento único impera sem contraponto.”

É isso. O grão tucano adiciona nuances no ataque ao Estado anunciante.
Na ‘Veja’ e sucedâneos, não haveria risco de influencia editorial.
Ali a ‘voz do consumidor e a concorrência’ preservam a ‘isenção do jornalismo’. “Mas nas mídias locais e regionais…’
Quais?
Sobretudo aquelas que incomodam ao engenho e à arte tucana de governar e fazer política.

‘Especialistas em comunicação’ com passagem pelo governo Lula – experiência descrita como ‘traumática, mas de uso conveniente nos salões conservadores – reivindicam, é bem verdade, uma intolerância mais abrangente contra o ‘Estado-anunciante’.
No limite, advertem, o uso da máquina publicitária instrumentalizaria um poder de coerção de tal forma desproporcional que ameaçaria a própria alternância no poder.
A evocação colegial de um ambiente quase-nazista tem auditório em certos meios e salões.
Mas o libelo anti-totalitário tropeça nos seus próprios termos ao não adotar idêntica ênfase na denúncia de uma oligárquica estrutura de propriedade do sistema de comunicação que instituiu um verdadeiro diretório paralelo no país, arvorado em corregedor das urnas e da economia.

A hipocrisia que perpassa esse descuido pertence a mesma matriz ideológica que inspirou agora a representação tucana contra os ‘blogs sujos’.
Contra ela Brecht resolveu cunhar um dia a metáfora:

‘O que é assaltar um banco, em comparação com fundar um banco?’

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1040

Responder

Abel

24 de julho de 2012 às 21h16

Enquanto isso, o Instituto Millenium (do Bial e da Cora Rónai, entre outros) faz inserção sobre “democracia” durante o JN da Globo. Aí tem coisa…

Responder

    Aline C. Pavia

    25 de julho de 2012 às 09h31

    O Bial devia ter ficado no filtro solar.

Hélio

24 de julho de 2012 às 20h55

Seguindo essa linha de pensamento do José Serra, ele irá encontrar “nazistas” até mesmo dentro de seu próprio partido, pois o cara é um tremendo de um desagregador.

Responder

Fabio Passos

24 de julho de 2012 às 20h06

Só o PIG e os idiotizados pelo PIG vão com a cara de josé serra.

Quem está na rede já sabe muito bem que josé serra é um ladrão.

Eu quero saber quando é que o ladrão josé serra vai devolver o dinheiro roubado do povo na Privataria Tucana?

Responder

    PedroAurelioZabaleta

    25 de julho de 2012 às 10h43

    A Privataria é agenda para 2013.
    O “coiso” já está enredado na Cachoeira.
    A CPMI da Privataria vai pescar tubarões maiores do que o “coiso”.

josaphat

24 de julho de 2012 às 17h28

Taí mais um que usa lentes.
Essa gente não entende mesmo.
Internautas não são vanguarda. São, talvez, uma porção mais estudada, mais atenta ou mais esclarecida, e que não cai no velho conto do vigário, que, hoje, se escuta mais na telinha que nos púlpitos das igrejas.
Talvez seja verdade que o povo goste do Galvão.
O povo, muito deseducado ainda, gosta de muita porcaria.

Responder

    Raimundo

    24 de julho de 2012 às 18h06

    Aqueles que buscam informações na internet percebem as manipulações dos fatos cotidiano pela grande mídia, por isso foi fácil perceber a Proteção dada ao candidato Serra em 2010. Exemplo, o episodio da bolinha de papel.


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