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Joaquim Palhares: TV Cultura, uma nova privataria em curso


20/03/2012 - 09h49

por Joaquim Ernesto Palhares

A ninguém mais é dado o direito de supor que o colapso da ordem neoliberal conduzirá, mecanicamente, à redenção da esfera pública na vida da sociedade. O que se verifica em muitos países, sobretudo na Europa, é que o pior pode acontecer. A imensa reconstrução a ser enfrentada ainda espera por seus protagonistas históricos. Em muitos casos, sequer existe o que recuperar. A crise realçou carências antigas; respostas nunca antes contempladas de fato, aguardam uma equação inovadora.

Esse é o caso, por exemplo da democratização da mídia. Em São Paulo, nesse momento, o esfarelamento da TV Cultura, uma emissora pública que nunca assumiu integralmente a sua vocação, é uma referência dos desafios a superar.

A exceção de um pequeno hiato nos anos 80, quando, inclusive, alcançou índices de audiência de até 14 pontos, a televisão pública paulista teve seus objetivos desvirtuados pela asfixia, ora financeira, ora política. Ou, como acontece agora, espremidos pelo duplo torniquete de constrangimentos institucionais e econômicos.

Dela pode-se dizer que até hoje não superou uma crise de identidade que conduz à permanente oscilação entre ser um canal estatal, um veículo público ou um arremedo amesquinhado de emissora comercial.

A longa agonia da TV Cultura de São Paulo está longe de ser um problema apenas financeiro, como se alardeia, e menos ainda de natureza técnica. Nichos de qualidade indiscutível comprovaram a capacidade dos profissionais que ali passaram de gerar uma programação diferenciada, irretocável competência. Suas raízes são políticas, agravadas pelo peso de uma agenda histórica que hoje definha. Aqueles que decretaram a irrelevância da esfera pública na construção da sociedade brasileira e de seu desenvolvimento não poderiam jamais ter um projeto coerente de emissora de televisão, voltada para os interesses gerais da cidadania.

Esse é o cerne da montanha-russa vivida pela TV pública paulista nas últimas décadas. Ele explica por que, no Estado mais rico da federação, uma emissora criada há 45 anos, ainda não sabe a que veio; não tem laços orgânicos com a cidadania; não dispõe de estrutura estável de financiamento e, sobretudo, continua a mercê do arbítrio de governantes de plantão que nomeiam e cortam cabeças ao sabor de suas conveniências fiscais e, pior que isso, eleitorais.

A crise da TV Cultura, é forçoso repetir, alinha-se a um processo corrosivo que, por quase três décadas, hostilizou, desdenhou, induziu ao sucateamento e estigmatizou aos olhos da opinião pública tudo o que não fosse mercado; tudo o que não fosse interesse privado, que não refletisse uma eficiência medida em cifras e valores negociados em bolsa, foi desqualificado e loteado.

Nesse funeral da coisa pública, seria um milagre se a emissora de TV do Estado que se notabilizou como a trincheira ideológica desse credo, tivesse outro destino que não o recorrente arrastar de demissões, o liquidacionismo de acervos, programações e talentos. Tudo a desembocar num eterno e desairoso recomeço rumo a lugar nenhum.

A essa montanha desordenada de impulsos irrefletidos agrega-se agora um novo golpe: o loteamento da grade de programação pública aos veículos de mídia privada, alinhados à doutrina e aos interesses dos ocupantes do Palácio dos Bandeirantes.

Reconheça-se a pertinência de um espaço ecumênico de debate jornalístico numa televisão pública, como contraponto à insuficiência – para dizer o mínimo – do noticioso oferecido pela maioria das emissoras comerciais.

Não é disso, porém, que se trata. Quando se concede, unilateralmente, a uma corporação midiática, caso da Folha de São Paulo, 30 minutos semanais, em horário nobre, o que se sugere é uma apropriação do sinal público pela endogamia de interesses que não são os da sociedade.

A construção de uma verdadeira emissora pública de televisão em São Paulo -e no Brasil – não é um capricho ideológico, mas uma necessidade da democracia brasileira. Trata-se de um serviço que a lógica privada do lucro não se dispõe, nem tem condições de atender.

Não é fazendo da TV Cultura um anexo do ‘jornalismo amigo’ produzido na Barão de Limeira que esse objetivo será alcançado.

O desmonte da TV Cultura tem que ser interrompido. Mais que isso, hoje ele tem condições de ser contrastado. O colapso da hegemonia neoliberal reforçou o discernimento da sociedade para a urgente necessidade de se construir exatamente o inverso do que se arquiteta sob as asas da Fundação Padre Anchieta. Ou seja, substituir a dominância dos interesses privados pela regulação democrática das demandas e aspirações da sociedade.

Em São Paulo, o primeiro passo nessa direção tem que ser dado agora. É preciso impedir que uma privatização anômala do sinal público seja consumada na TV Cultura.

Joaquim Ernesto Palhares –Diretor de Redação de Carta Maior

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37 comentários

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Ronald

21 de março de 2012 às 20h54

Falou, falou…E na prática?? O que está sendo feito para impedir?

Responder

FrancoAtirador

21 de março de 2012 às 11h29

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A tiragem turbinada de Veja

Por DiAfonso, no Luis Nassif OnLine, via Vermelho

Como não tenho competência para falar sobre o tema, solicitei informações a alguns profissionais de São Paulo acerca da queda nas vendas da revista Veja.

Não demorou muito e algumas valiosas informações, quanto aos boletins divulgados pelo IVC e a relação com a perda de leitores pela Veja, foram-me repassadas.

Segue-se conteúdo de e-mail enviado por um desses competentes profissionais, cujo anonimato será preservado por questões óbvias:

Caro amigo, como você não é do ramo, informo: esses boletins do IVC são "auditorias juradas", ou seja, não foi feita auditoria do IVC.
Essas informações "juradas" podem ser auditadas e precisariam de confirmação, em até seis meses depois, por parte do IVC, mas nem sempre acontece.

De toda forma, o que quase nunca aparece nos boletins é o retorno do reparte, ou seja, o que os jornaleiros devolvem por não ter havido vendas.
Repare nas bancas, fale com um jornaleiro de uma grande banca.
Ele recebe, digamos, 100 ou 200 exemplares na semana, e vende só 20 ou 30.
No sábado, quando adquire a edição seguinte, o jornaleiro devolve só a 1ª capa da edição anterior, amputada do exemplar, para não fazer peso, e destina a revista para reciclagem.

Já os exemplares de circulação têm uma enganação perversa no mercado, tudo para aumentar a tiragem do semanário mentiroso: assinaturas são vendidas aos milhares para secretarias de estado, especialmente SP, e nos estados onde o PSDB tem governador.
Sem medo de errar, eu diria que mais de 30% da tiragem da "Revista Óia" destinam-se a assinaturas pagas pelos governos.

Outra grande mentira diz respeito aos exemplares enviados a nomes de listagens, de cartão de crédito e até de condomínios, como se fossem assinantes, o que inflaciona a tiragem total, e esta é a régua das agências para colocar publicidade na "Óia", cuja página indeterminada de anúncio custa, na tabela, R$ 140.000,00 por uma inserção.

Qualquer publicitário, de maior ou menor trânsito no setor, sabe disso… Abs!

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia…

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    LuisCPPrudente

    21 de março de 2012 às 15h13

    Essa revistinha conhecida por soltar detritos de maré baixa já enviou muita porcaria para a minha caixa de correspondência. Quando sinto um cheiro fétido na caixa de correio já sei que ali foi colocado uma revista da famiglia Civita.

    FrancoAtirador

    22 de março de 2012 às 11h16

    .
    .
    Em compensação,
    a sensação de bem-estar,
    de jogar a Veja no lixo,
    é incomparável.
    .
    .

Jose Luis Tenorio

21 de março de 2012 às 09h25

Pessoal,

Um aviso importante, a Soninha Fracine estará sendo entrevistada pelo portal Terra.

Que tal mandarmos algumas perguntas para a moca? afinal devemos saber o que pensa a candidata a Prefeita da nossa cidade, né?

http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2012/notici…

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Jociel Domingos

21 de março de 2012 às 01h10

Esses tucanos miseráveis vivem falando de alternância no governo federal, mas esquecem que já são mais de 20 anos de tucanato no estado, e pensam que tem mandato vitalício.
Já estou de saco cheio desses caras. E depois dessa com a TV Cultura, pra mim foi o fim.
O pior é ler comentários de alguns tucanos que de tanto lerem a veja não conseguem enxergar além do próprio umbigo e acham que estão com a razão.

Responder

Alexandro

21 de março de 2012 às 00h45

Postei um texto que fiz sobre essa história do Thor Batista. Foi um desabafo, desculpem… se puderem publicar…

Responder

Alexandro

21 de março de 2012 às 00h42

Constituição Federal do Brasil

Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade…

Os Dois Brasis

O Brasil de Thor Batista, branco, loiro, olhos azuis, herdeiro da 7ª maior fortuna do planeta é um país de sonhos. No Brasil de Thor Batista não existem limitações. O Brasil de Thor Batista não trabalha, não sua, não precisa passar por estas privações da vida cotidiana. O Brasil de Thor Batista é moderno, é rico, esbanja saúde. É belo, é próspero, é cheiroso e não tem razões para duvidar que o seu futuro, tão mais do que seu maravilhoso presente, será espetacular. No Brasil de Thor Batista não há submissão às leis. O Brasil de Thor Batista não fala português. O Brasil, não só desse, mas dos milhares de privilegiados de "Thors", espalhados pelos guetos ricos do país já é, há 512 anos o país do futuro. Neste Brasil a justiça não é cega. Ela vê, ouve e fala a língua dos privilegiados. Neste Brasil não há lei que se submeta a um patriarca bilionário… Este Brasil não é só dos Batista. É também dos Ermírio de Moraes, dos Marinho, dos Dantas, dos Frias, dos Setúbal… O Brasil de Thor Batista ou, no Brasil dos 5% de ultra-biolinários, é o tapa na cara diário, insistente, humilhante naquele outro Brasil que teima a persistir.

O Brasil de Wanderson Pereira dos Santos, negro, pobre, ajudante de caminhoneiro, é o país da dor. No Brasil de Wanderson, a combinação de nascer negro e pobre, é um atalho para a morte. As periferias do Brasil de Wanderson são pintadas de negro… Neste Brasil, milhões de "Wandersons" são vítimas dos instrumentos de Estado que deveriam zelar por sua dignidade. A polícia do Brasil de Wanderson é uma máquina de matar jovens pobres e negros. A justiça do Brasil de Wanderson não enxerga a cor preta. Viver no Brasil de Wanderson é um atestado de força. É uma batalha vencida a cada dia, numa guerra sem fim. E, se um um dia, algum Wanderson ultrapassar a barreira que o separa do outro Brasil, o Brasil do Leblon, da Barra da Tijuca, dos Jardins , Morumbi ou Higienópolis ele o fará, mas terá que renegar a sua origem, terá que submeter ao status quo. Mas isto não é fácil. Quem dera nós podermos ter pelo menos este direito. No Brasil de Wanderson a morte e o esquecimento é o triste fim daqueles que um dia ousaram sonhar que um único Brasil seria possivel.

SOMOS TODOS WANDERSON PEREIRA DOS SANTOS! DESCANSE EM PAZ.

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    beattrice

    21 de março de 2012 às 23h06

    Excelente uma análise de Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo
    reproduzida no blog do Rodrigo Vianna,
    "Quando Thor encontrou Wanderson".
    "Os dois têm, em comum, o nome estranho e improvável e a nacionalidade brasileira.
    Thor e Wanderson.
    O resto são diferenças que jamais os levariam a se encontrar" http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/q…

Elias

21 de março de 2012 às 00h30

A TV Folha comemorou o fato de levantar a audiência da TV Cultura em 1 ponto (60 mil residências). Há controvérsias, dizem que não chegou a tanto. Caso seja verdadeiro então foi mesmo uma proeza, afinal, no horário ocupado pela Folha, domingo à noite, a emissora costuma dar traço. Quanto a "impedir que uma privatização anômala do sinal púbico seja consumada na TV Cultura", não vejo como chegar a tal impedimento enquanto o PSDB mandar em São Paulo. Inclusive porque a meu ver essa emissora se autoprivatizou ao longo dos últimos anos. E aqui entre nós, nenhum negócio dá certo com um banner na porta: SOB NOVA DIREÇÃO. O melhor programa da Cultura é Sr. Brasil, com Rolando Boldrin. Sem ironia.

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Vanderlei Prado

20 de março de 2012 às 22h47

É tudo questão de controle, não tem Estado, não tem nada, somente o povo trabalhando como louco pra sustentar tudo isto e não receber quase nada, é muita sacanagem, o Brasil ainda não nasceu como nação de verdade, esta tudo muito devagar, porque querem assim, vai seguir assim, até que este povo acorde de seu sono torpe e vire tudo do avesso.

Responder

Paulo P.

20 de março de 2012 às 20h32

Isso porque está na Globo

Divulgada na noite de segunda-feira, 19 de Março, a tabela do Campeonato Brasileiro de 2012 terá o Globorínthians como o time com mais jogos transmitidos pela TV Globo. O protegido da mídia, vulgarmente chamado de Flamengo, é o segundo que mais aparecerá na TV, dando sequência no esquema de transformar o torcedor em uma completa besta alienada que só vê “Framengo”.

Ambos recebem a maior fatia do novo contrato com a Rede FlaGlobo, assinado no ano passado, no golpe entre Globorínthians/CBF/Globo que ajudou a daruma rasteirano Clube dos 13 e na Rede TV, a real vencedora da licitação. Enquanto isso, o Palmeiras terá apenas uma partida e mesmo assim, quando jogar contra o Corinthians.

Conforme notícia, “a soma leva em conta apenas o primeiro turno do torneio, já que a CBF não detalhou datas, horários e transmissões da meta de final do Nacional.”

O Corinthians, conhecido nos corredores da Globo como futuro Flamengo de São Paulo, terá 10 jogos na TV aberta (sendo três clássicos), o Flamengo terá nove (dois clássicos) e o São Paulo terá sete (1 clássico).

Botafogo e Vasco serão os esquecidos. Ficam empatados com quatro (mas o alvinegro com um clássico justamente contra o rival rubro-negro), seguidos por Santos com dois (sendo um clássico contra o Corinthians) e Fluminense também com dois. (sendo um clássico)

Ou seja, nada de diferente. Parece que Ricardo Teixeira antes de sair, já deixou pronta a tabela.

Mas isso não é nada. O que realmente é problema, é que a torcida não entende que isso é melhor pra ela. Melhor pro clube.

Vá ao estádio torcedor!! Vá pra porcaria do estádio!!!

Esqueça a TV, desliga essa meleca de Globo!!

Seu clube precisa que você vá ao estádio, que leve seu filho pra ver o jogo, pra conhecer os jogadores, pra estar perto, sentir o calor, aprender a amar o clube em vez de ficar vendo um merda acabado e sem moral, sem capacidade, sem sentido e sem senso de ridículo chamado Ronaldinho Gaucho ser transformado em ídolo, esperança e craque eterno. Isso somente porque está no Flamengo?

Não… Isso porque está na Globo.

Agradecimento à Sergio Zacarias, um amigo e parceiro numa luta sem futuro. A de ver um futebol livre da máfia…

Divulgue esse artigo http://aqipossa.blogspot.com.br/2012/03/isso-porq…

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José DF

20 de março de 2012 às 16h26

O loteamento da programação da TV Pública paulista levada a cabo pelo PSDB não se justifica por razões óbvias. A privatização de um meio de comunicação público para fins político-partidários é grave afronta aos princípios da moralidade e impessoalidade, não obstante o pretexto risível de ofertar aos telespectadores nova opção de entretenimento.
Não custa lembra que a TV Brasil foi criada pela canetada do ex presidente Lula, via medida provisória. Um claro vício de iniciativa. Entretanto, o aparelhamento da Cultura pelos tucanos esta proximo de transformar a entidade num "Granma" das massas cheirosas.

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sergio

20 de março de 2012 às 15h30

Serei bem claro: esse abraço de afogados resultará no fechamento da TV Cultura, se esse rescaldo fosse para valer a Globo já estaria bradando, aguardemos o final infeliz dessa parceria espúria.

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Milton

20 de março de 2012 às 15h23

Por que será que toda vez que se quer travar debate sério sobre assuntos de interesse público, como esse da privatização de espaços da TV Cultura somente para veículos “privilegiados”, alguém quer desqualificar o debate apontando que no outro lado (TV Brasil) as mesmas mazelas também ocorrem?
No momento, o que se discute aqui é o desmonte de um patrimônio público do estado de São Paulo, que já teve muita qualidade e audiência de até 14 pontos, e que agora se tornou, descaradamente, num canal porta-voz do governo do estado, basta ver o Jornal da Cultura.
E que contradição é essa que, ao mesmo tempo em que demite dezenas de profissionais, praticamente entrega de forma gratuita espaços à imprensa amiga, imprensa essa extremamente crítica a tudo que é estatal, menos o que é relacionado aos atos e feitos do executivo estadual
No que a TV Cultura se diferencia hoje das demais TVs, se até comerciais e propagandas são os mesmos?
Aliás, se é para comentar sobre a TV Brasil, demonstrem claramente que ela não aceita opiniões contrárias ao governo patrocinador e que não cede espaço a adversários, como é o caso da TV Cultura.

Responder

trombeta

20 de março de 2012 às 13h45

Típica ação tucana no governo: entregar patrimônio público à iniciativa privada.

Roteiro clichê.

Responder

André

20 de março de 2012 às 12h27

Pois é, mais um patrimônio público sendo entregue sem nenhum benefício para a sociedade, fico pensando o que será que ainda tem para eles venderem? E qual o resultado dessa liquidação de bens públicos? A vida do povo mudou alguma coisa? Ou só os bolsos dessa corja é que se encheram de benefícios?

Responder

    beattrice

    20 de março de 2012 às 13h24

    As Universidades, falta venderem as universidades públicas paulistas, que já sofrem um processo de degradação e desmonte através da ditas "fundações".

    Elton

    20 de março de 2012 às 15h33

    De fato enquanto que em Campina grande a situação é outra.
    http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/03/1…

FrancoAtirador

20 de março de 2012 às 12h19

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Pobre cidade de Ção Paulo…

Pobre estado de Ção Paulo…

Pobre braZil…
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Responder

Julio

20 de março de 2012 às 12h01

Prezados, por favor, não seria o caso de encaminhar este problema para a análise do Ministério público?

Responder

    beattrice

    20 de março de 2012 às 13h25

    Em São Paulo???

    RicardãoCarioca

    20 de março de 2012 às 14h39

    MP em SP está mais para Maior Puleiro de tucanos.

Edson Augusto

20 de março de 2012 às 11h34

Será agora?
Instalada a CPI da Privataria:
– Agora é inexorável. A CPI já foi instalada. Não tem mais como voltar atrás. O que se discute são os nomes dos integrantes, mas há uma pressão muito grande, por parte de setores conservadores na Casa, na oposição e em parte do PMDB, para que os trabalhos comecem mesmo somente depois das eleições – afirmou Protógenes Queiroz. http://correiodobrasil.com.br/serra-trabalha-para…

Responder

    pperez

    20 de março de 2012 às 21h31

    Só acredito vendo!
    Acho que sai somente após as eleições em SP!
    Lula vai retardar para cacifar Haddad.

marcio_cr

20 de março de 2012 às 10h43

kkkkkkk.
Aeroportos = Concessão.
TV Cultura = Privataria.

O que o partidarismo é capaz de fazer.

Responder

    Rodrigo Leme

    20 de março de 2012 às 12h14

    Pior:

    Dispensa de licitação na Cultura = privataria
    Dispensa de licitação na TV Brasil = justo

    Contratar amigo do governo em SP = privataria
    Contratar amigo do governo no federal = justo

    Jorge Leite Pinto

    20 de março de 2012 às 13h36

    Fico pensando nestes retardados que fazem comentários "autistas" sobre assuntos sérios em blogs como este…
    Será que são pagos? Ou só retardados mesmo? Pela foto não parace criança de 11 anos…

    Rodrigo Leme

    20 de março de 2012 às 14h49

    Pq comentários autistas? Eu estou fazendo uma defesa da plualidade nas TVs públicas!!

    Se sou autista, sou autista junto com o autor deste texto, o dono desse blog…PLURALIDADE PARA TODOS, PÔXA!

    LuisCPPrudente

    20 de março de 2012 às 23h47

    Rodrigo, eu acho que é a segunda opção!

    Você pode explicar melhor como é este seu conceito de pluralidade para "todos"? Este "todos" se resume aos seus amigos do PSDB?

    Rodrigo Leme

    21 de março de 2012 às 07h28

    Sim! TV CUltura, TV Brasil…não tenha dúvida. Pq vc não questiona o conceito de pluralidade do autor do texto? Pq não questiona a TV Brasil ter jornalista pró-governo contratado com dispensa de licitação?

    Marcelo Lincoln

    20 de março de 2012 às 12h14

    Márcio, volta para o tio Rei

    laisfraga

    20 de março de 2012 às 12h22

    Como assim, o que vc tá querendo comparar? Mas já que vc citou, pq então essa mídia nojenta quiz desqualificar a concessão dos aeroportos, e disso não se fala uma vírgula? Analisa aí e veja realmente quem está agindo com partidarismo, essa tucanada é tudo igual, qualquer coisa que se fale deles, já colocam o PT no meio, é muito mimimimi pro meu gosto, saiam do armário se assumam como picaretas conservadores e medrosos, o Brasil está mudando cambada ne nó cegos, só São Paulo que não vê.

    beattrice

    20 de março de 2012 às 13h25

    De acordo, tudo é privatização e entrega do patrimonio publico.

    RicardãoCarioca

    20 de março de 2012 às 14h37

    marcio_cr:

    Aeroportos = Concessão = Teve edital + concorrência transparente + venceu o melhor preço.
    TV Cultura = Privataria = Não teve edital + convidou só os amigos + impediu a participação dos demais.

    Reaça faz mais partidarismo, você é a prova disso.

    Rodrigo Leme

    20 de março de 2012 às 21h51

    Essa TV Cultura está parecida com a TV Brasil, não?

    LuisCPPrudente

    20 de março de 2012 às 23h53

    No meu simples entender Concessão ficou igual a privatização.

    Eu queria que o Governo Federal privatizasse o aeroporto de Cuiabá, de Campo Grande, de Palmas, por exemplo. Aí então eu poderia dizer que aeroportos era igual a concessão, mas o que o Governo Federal fez foi privatizar os aeroportos lucrativos, enquanto os aeroportos deficitários o Governo Federal fez uma concessão para o erário público administrar.


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