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Diário da Resistência


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Reitor João Grandino Rodas entra com queixa-crime contra a diretoria da Adusp


19/03/2012 - 19h43

Cálice

do site da Associação dos Docentes da USP (Adusp)

E pensar que lutamos tanto  por liberdade de expressão, pelo direito de manifestar-se,  por não mais sermos obrigados a tolerar “tanta mentira, tanta força bruta…”

“Eliminação” de estudantes, presença cotidiana da PM no campus (e conflitos disso decorrentes), visitas da tropa de choque, demissões e processos contra funcionários… diante de tamanhas agressões, pode parecer até de menor gravidade o que a Reitoria reservou à Adusp.

Fomos brindados com uma “Oportunidade para a Adusp esclarecer a acusação de ‘desvio de verbas acadêmicas para construções’” ( USP Destaques 55, 2/3/2012). No texto a Reitoria informa que os diretores da entidade deverão esclarecer as afirmações feitas à imprensa ou se retratarem, “sob pena de ação penal de difamação”.

Do ponto de vista jurídico, trata-se de um “pedido de explicações” a todos os  diretores da Adusp. Afirma o texto da medida judicial (petição inicial) ter tido o reitor “sua honra violada, por meio de insinuações maliciosas possivelmente proferidas pelos requeridos, em conversas com jornalistas que trabalham no jornal O Estado de S. Paulo, que deram origem ao Editorial do referido jornal”, do dia 25/2/12, no qual se afirma que “as entidades docentes acusam o reitor Grandino Rodas de ter privilegiado a construção de novos edifícios, inclusive em bairros nobres da capital, transferindo para as obras verbas antes destinadas ao setor de recursos humanos”.

O pedido da inicial: “que sejam chamados a juízo os requeridos para darem explicações acerca dos fatos em questão, de forma que, se se recusarem a dá-las ou, a critério do juízo, não as derem de forma satisfatória, poderão ensejar a competente ação penal pública”

Repúdio

A Assembleia da Adusp de 14/3 aprovou manifesto — proposto inicialmente pela setorial da FFLCH e já aprovado pelo Conselho de Representantes da entidade — em repúdio a mais essa atitude que tenta calar, por meio de medidas judiciais absolutamente infundadas e injustificáveis, toda e qualquer voz que não faça coro às iniciativas e propostas da Reitoria. Esse manifesto (leia nesta página) será amplamente divulgado, podendo ser subscrito por colegas no site http://migre.me/8jmpp.

Vale lembrar que a Adusp já foi processada pelo reitor Flávio Fava de Moraes, que alegou ter sido injustamente acusado pela entidade de ter mentido. O pronunciamento do Ministério Público adotado pelo juiz que arquivou o processo, é peça digna de ser lida neste momento.

Representada por  suas sucessivas diretorias, a Adusp sempre balizou sua conduta e ação no interesse público, por meio do debate qualificado, da autonomia e da firmeza na defesa de suas posições e do direito de expressá-las.

Sempre foi assim, e não será diferente agora!

PS- Cá entre nós, como seria bom ter à frente da USP um reitor que tivesse como princípios norteadores de sua ação o “diálogo amplo, permanente, sistemático, transparente, democrático e responsável”. E aí, remexendo em não tão velhos papeis, descobrimos que nós temos (!?). Esses princípios faziam parte do programa do atual reitor e então candidato, João Grandino Rodas (Informe n° 2, Plano de Gestão, 5/10/2009).

*********

Abaixo-assinado pela liberdade de expressão na USP

Para: Sociedade Civil e Política

O presente manifesto foi proposto pela assembleia setorial da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, em 6/3/2012, aprovado pelo Conselho de Representantes, em 9/3/2012, e pela Assembleia Geral, em 14/3/2012, como posicionamento da Adusp frente aos últimos atos de intimidação contra a entidade, na figura de seus diretores.

Diante da informação veiculada pela reitoria da USP sobre interpelação judicial contra dez professores, todos eles diretores da Associação de Docentes da Universidade de São Paulo, em decorrência de supostas afirmações a eles atribuídas, publicadas no editorial do jornal O Estado de São Paulo, de 25/02/2012, acerca de como a atual administração emprega as verbas dessa instituição, declaramos nosso total repúdio a práticas que vêm instaurar um ambiente de intimidação, coibindo a livre expressão acerca da concepção de universidade que defendem. Para que existam garantias democráticas na universidade e para que a liberdade de pensamento prevaleça, condição fundamental para a criação científica de toda sorte, a administração precisa responder a críticas com argumentos e não com processos judiciais.

Os docentes da Universidade de São Paulo não podem estar submetidos a uma gestão que tenta criminalizar aqueles que não aprovam suas prioridades e metas. Em nome da liberdade de pensamento, condenamos veementemente mais esse ato de arbitrariedade da reitoria da USP.

Para  apoiar esse abaixo-assinado, CLIQUE AQUI.

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23 comentários

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Juíza anula expulsão de aluno da USP determinada pelo reitor João Grandino Rodas « Viomundo – O que você não vê na mídia

06 de junho de 2012 às 09h17

[…] Reitor João Grandino Rodas entra com queixa-crime contra a diretoria da Adusp […]

Responder

Estudantes, professores e trabalhadores da USP rebatem boletim da reitoria « Viomundo – O que você não vê na mídia

08 de maio de 2012 às 15h10

[…] A recente onda de arbitrariedades na USP começou com a violenta reação do reitor à ocupação da Reitoria por um grupo de estudantes como ato de protesto contra o convênio assinado com a PM ( ). Depois, foram os processos judiciais e administrativos contra estudantes, trabalhadores e até mesmo entidades como a Adusp. […]

Responder

abolicionista

26 de março de 2012 às 08h44

Pesquisem a respeito do convênio USP – Santander, um negócio escabroso que envolve milhões de reais e está no centro do projeto de desmanche da universidade.

Responder

Luc

20 de março de 2012 às 23h35

"Agência Pulsar – Diretores da Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp) lançaram um abaixo-assinado pela liberdade de expressão na Universidade. Eles acusam o reitor João Grandino Rodas (foto) de promover intimidação após fazerem declarações públicas.

Os diretores da Adusp estão sendo interpelados judicialmente por declarações que supostamente teriam dado ao jornal O Estado de S. Paulo sobre a maneira como a atual administração emprega as verbas da instituição.

Na última semana, a entidade aprovou a contratação de um escritório de advocacia para defender seus diretores. Também propôs a organização de um debate com juristas para discutir ações recentes da reitoria, como a expulsão de estudantes.

De acordo com nota lançada pelos docentes, “para que a liberdade de pensamento prevaleça, a administração precisa responder a críticas com argumentos e não com processos judiciais”. Os professores também acusam a atual gestão da USP de “criminalizar aqueles que não aprovam suas prioridades e metas”.

O abaixo-assinado foi proposto pela assembleia setorial da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas e aprovado pelo Conselho de Representantes e pela assembleia da Associação dos Docentes da USP (Adusp)."
http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=c…

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Fabio SP

20 de março de 2012 às 08h05

Ué, ele só foi a justiça e pediu para comprovarem o que disseram!
Não é isso que se pede sempre por aqui?

Responder

    abolicionista

    26 de março de 2012 às 08h42

    Claro, para a justiça da famíglia, a mesma que alivia em SP quando o PIG é processado, né?

Felipe

20 de março de 2012 às 06h20

http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2012/03…

Aprovada a Comissão da Mentira!
LEI 1º DE ABRIL DE 1964-2012

Cria a Comissão Nacional da Mentira no âmbito da República Autocrática Saudosista da 'Contra-Revolução de 64'

OS APARECIDOS POLÍTICOS, comissão autoproclamada, como em todo processo arbitrário, não faz saber ao Congresso Nacional e a nenhuma organização da sociedade civil:

Art. 1º É criada, no âmbito do imaginário saudosista de alguns militares da reserva, dos discursos esquizo-paranóicos dos militares de pijamas e dos grupelhos conservadores golpistas-midiáticos, a Comissão da Mentira com a finalidade de promover a moral e os bons costumes a fim de efetivar o direito à mentira, à injustiça e a falta de memória.

Art. 2º A Comissão da Mentira, composta de forma arbitrária, será integrada por quantos reacionários tiverem interessados (ou que conseguirem nos comprar), designados pela Comissão dos Aparecidos Políticos, identificados com os 'bons costumes' que ninguém sabe de onde vem, de reconhecida idoneidade humilhadora e com a defesa de condutas morais, morais e morais.

[ texto da "lei" se encontra na íntegra neste link: http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2012/03… ]

ESTE TEXTO É UMA OBRA HUMORÍSTICA DE FICÇÃO QUALQUER SEMELHANÇA HISTÓRICA OU CONTEXTUAL É MERO ACASO.

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souza

20 de março de 2012 às 00h51

as rodas foram e são um grande avanço para humanidade.
o rodas foi e é um atraso para usp.
por que tanto contraste?

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Luc

20 de março de 2012 às 00h04

"Pontos de ônibus lotados. Filas gigantescas no metrô. Não conseguir entrar no ônibus, ou só conseguir após ser muito apertado, empurrado e chacoalhado. Chegar e sair da universidade tem se tornado uma verdadeira prova de paciência e resistência física, tamanho o caos no transporte público na Cidade Universitária.

Contrariamente às expectativas dos estudantes, após se efetivar a ligação dos ônibus circulares da USP ao metrô Butantã (parte das reivindicações dos estudantes na mobilização de 2011), o transporte na Cidade Universitária está pior. Isso porque a reitoria optou não por ampliar o trajeto e a quantidade de ônibus circulares na universidade, mas entregar o monopólio do transporte no campus às empresas privadas ligadas à SPTrans. Desse modo, o oferecimento das linhas depende exclusivamente dos interesses dessas empresas. E a situação atual é calamitosa: a frota que hoje atende à USP é absolutamente insuficiente. Isso sem contar a grande quantidade de estudantes que não recebeu o seu Bilhete USP e agora tem que pagar para se locomover no campus e a população que tem o acesso ainda mais restrito à universidade."

Fonte: http://naovoumeadaptar.org/um-verdadeiro-caos-no-…

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João Carlos

19 de março de 2012 às 23h59

A propósito, vejam o que fez uma faculdade particular de SP com um professor que se licenciou por motivo de doença:

Cásper Líbero convida professor demitido a reassumir funções
Desligamento de Edson Flosi, que está com câncer, causou protestos de alunos e colegas

iG São Paulo | 19/03/2012 18:05 – Atualizada às 19:48

A Fundação Cásper Líbero e a Faculdade Cásper Líbero, tradicional escola de comunicação em São Paulo, convidou o professor Edson Flosi, demitido enquanto estava licenciado das aulas por causa de um câncer, a retornar à instituição. Na semana passada, o desligamento do docente procovou protestos de estudantes. Em solidariedade, o professor e jornalista Caio Túlio Costa pediu demissão da faculdade.
Nesta segunda-feira, em nota, a Cásper Líbero declarou que “em consideração ao trabalho desenvolvido pelo professor Edson Flosi na instituição e atendendo a demanda dos alunos, convida, publicamente, o docente a reassumir suas funções”. A Cáper Líbero agradeceu ainda as manifestações de apoio ao professor, em especial a de Caio Túlio Costa.
Flosi lecionava na Cásper havia 16 anos. Foi repórter por cerca de 30 anos, com passagens pela Folha de S. Paulo e Jornal da Tarde. No dia 13, lançou o livro Por trás da Notícia. Ele está incapacitado de dar aulas, mas exercia funções de assessor da diretoria. Após o convite da Cásper Líbero, publicou em seu Twitter a mensagem "Todo poder aos estudantes!"

*Com informações da Agência Estado

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Alberto

19 de março de 2012 às 23h38

Em São Paula medra de tudo. Há figuras só possíveis em São Paulo. Por que será? Mistério…

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professor3f

19 de março de 2012 às 23h34

Opa…. exceção da verdade… A ADUSP pede exceção da verdade… e temos aí A Privatria USPiana… roda Rodas…

Responder

Polengo

19 de março de 2012 às 23h17

Até quando a USP terá de aguentar esse covarde boçal?

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beattrice

19 de março de 2012 às 22h48

É lamentável que a sociedade civil esteja a tal ponto desmobilizada que não se organize em defesa dos princípios democráticos para defesa das universidades estaduais paulistas, a USP é a ponta do iceberg, mais visível, mais exposta, mas UNESP e UNICAMP seguem exatamente a mesma trajetória.

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    Maria S. Magnoni

    19 de março de 2012 às 23h33

    Na mosca Beattrice, a Unicamp e a Unesp estão indo para a mesma vala comum, e estou falando de coisas concretas que acabei de saber, mas que prefiro não colocar aqui. Na verdade a cultura acadêmica paulista está impregnada dos valores políticos, sociais e culturais do tucanato, uma verdadeira tragédia!! Pergunto eu, como cobrar mobilização da sociedade civil paulista em defesa de suas universidades se nem os seus professores, alunos e funcionários as defendem?
    Abraços.

Rios

19 de março de 2012 às 22h33

Isso é em São Paulo, né? Já imaginou isso em todas as universidades públicas federias do país?

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alex

19 de março de 2012 às 21h00

MÁFIA BRANCA?

Tá no Conversa Afiada

Saiu no site CNCardio:

(O Conversa Afiada editou trechos do texto original – PHA)

À Promotoria do Estado de São Paulo
Senhor Dr. Arthur, promotor da Saúde

Venho por meio deste denunciar o Professor Dr. Roberto Kalil filho, cardiologista, CRM: 62703, por … e tráfico de influência.
Há 2.5 anos venho acompanhando movimentos estratégicos do Dr. Roberto Kalil para garantir o cargo, já conseguido, de Professor Titular da Cadeira de Cardiologia da Universidade de São Paulo.
Esse senhor se faz valer de influências políticas para atingir objetivos acadêmicos e profissionais.

Uma verdadeira rede de pessoas o ajudaram na conquista de objetivos:

1- Prof. Dr. Fábio Jatene – Presidente do Conselho do Incor – recebe pacientes (indicação do Professor Dr. Roberto Kalil Filho) para operar em cirurgia particular no Hospital Sírio-Libanês. Em média, cada cirurgia custa … reais. O Professor Fábio Jatene é o principal cirurgião: vejam todos os pacientes operados pelo Fábio nos últimos 3 anos (mesmo antes do concurso para professor titular) …

2- Secretário de Saúde – Prof. Dr. Giovanni Guido Cerri – indicado pelo próprio Professor Dr. Roberto Kalil para assumir a secretaria do estado de São Paulo, este em troca o ajudaria no concurso … ;

3- Professor Dr. José Otávio Auller da Costa – após a saída do Professor Cerri, este ocupou o cargo de Diretor da Faculdade de Medicina da USP. O Professor Dr. Otávio tinha recebido um cargo no Hospital Sírio-Libanês (chefe da UTI) em troca de … Nunca … mas … Tem … com a indústria anestésica.

4- O Professor Dr. Roberto Kalil utiliza-se de … para manter pacientes internados no Hospital Sírio-Libanês por um tempo … prolongado. Utiliza-se … a expressão taxímetro por muitos colegas médicos da Instituição. Dessa forma … Tudo que escrevo é facilmente comprovável nos prontuários dos pacientes que foram internados nos últimos 5 anos.

5- (Kalil) Utiliza-se de … para inibir críticas das pessoas ao seu redor. Facilmente comprovável na Revista Piaui desse ano em reportagem feita…

6- Participei de Reunião em domicílio do Dr. Roberto Kalil (presentes Vera Salemi, Fernando Bacal, Carlos Rochitte e Dra Ludhimila) antes do concurso para titularidade. A Dra. Ludhimila afirmou ter corrigido a tese e currículo do Dr. Bachela…

7- O fato é que o concorrente, Dr. Carneiro, vencedor do concurso da cirurgia no HC, fez parte da Banca do Dr. Kalil, cuja vitória foi 5×0…

8- …

9- Utilizou-se de influência do Dr. … para conseguir votos na banca no dia do concurso. Agora irá ajuda-lo no Concurso …

10-Todos sabem que o Professor Kalil … foi trabalhar no Incor … Facilmente comprovável pelas câmeras da instituição do Incor …

10- Faz uso de exames radioativos em excesso – tomografia, cateterismo, cintilografia – de forma …

Dr. Leonardo Vieira da Rosa

Responder

    beattrice

    19 de março de 2012 às 22h46

    Ah as historias de Concurso para Professor Titular que o prédio da Dr. Arnaldo poderia contar,
    se falasse….

Laura

19 de março de 2012 às 20h57

O tucanato judicializa a política e judicializa agora, com esta medida da reitoria da USP, a discussão e debate acadêmicos. É assustador para onde as coisas estão indo junto ao tucanato, é uma espécie de estado de putrefação em emergência, onde valores cada vez mais estão presos a uma perene rigidez nascida da reação a diferença e mudanças do mundo. XÔ!

Responder

Ricardo F. Pirola

19 de março de 2012 às 20h52

Esse reitor tem ódio da universidade e da comunidade acadêmica. É preciso tirá-lo imediatamente do cargo que ocupa.

Responder

    will

    20 de março de 2012 às 01h40

    desculpe amigo, negatvei, mas na verdade, concordo com todas as letras com vc.
    FORA PSDB! FORA RODAS!
    VIVA A DEMOCRACIA!!!!!

    Polengo

    20 de março de 2012 às 01h43

    Sem esquecer que o fariseu que o colocou, o fez mesmo ele tendo sido o 2o colocado na lista.
    E que tal fariseu a gente conhece muito bem e sabe do que é capaz.

    Abdula Aziz

    20 de março de 2012 às 08h17

    Esse sentimento não é somente dele. É a expessão do sentimento de toda a elite conservadora paulista, do PSDB e da famigerada Opus Dei. Aqui nós somos os estrangeiros que invadiram as terras deles. E o pior que esse tipo de gente só faz crescer o ódio e todo o tipo de preconceito no estado.


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