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Diário da Resistência


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João Negrão: As duas mortes do Toni


26/09/2011 - 18h03

As duas mortes do Toni

Por João Negrão, especial para o Maria Frô, no blog da Conceição Oliveira

26/09/2011

Quarta-feira, 21 de setembro de 2011, 19 horas, em Jackson, capital do estado da Geórgia, Estados Unidos, Troy Davis, um negro de 42 anos, recebeu a dose letal que o levaria à morte. Condenado por assassinato, Troy Davis deitou-se na maca para receber as injeções repetindo a mesma frase de 22 anos antes, quando foi preso e condenado: “Sou inocente”.

Quinta-feira, 22 de setembro de 2011, por volta das 23 horas, em Cuiabá, capital do estado de Mato Grosso, Brasil, Tony Bernardo da Silva, um negro de 27 anos, africano de Guiné-Bissau, estudante de Economia da Universidade Federal, recebeu um pontapé na traquéia e morreu. O golpe culmina uma sessão de socos e pontapés desferidos por dois policiais e um empresário que duraria em torno de 15 minutos.

Impossível não traçar um paralelo entre as duas mortes.

A primeira foi uma condenação legal, nos moldes da justiça norte-americana, que todos conhecemos, empenhada a condenar negros, ainda que, como é o caso de Troy, haja evidências de inocência. Inclusive depoimento de outro preso assumindo a autoria do crime atribuído a ele. Em vão: Troy não recebeu perdão, não teve a clemência do governador da Geórgia e muito menos direito a recurso na Suprema Corte, dado às evidências de sua inocência.

Difícil não imaginar que se trata de mais um caso de racismo como os que pontuam a crueldade do sistema jurídico e a sociedade racista dos Estados Unidos, especialmente nos estados sulistas como a Geórgia.

Como é difícil não suspeitar que o caso do Toni foi uma expressão pura e cabal de racismo.

Uma condenação prévia: um negro que adentra a uma pizzaria freqüentada por rapagões e moçoilas de classe média alta de Cuiabá, num bairro idem, embora predominantemente de repúblicas estudantis (o Boa Esperança fica ao lado do campus da UFMT) é um bandido. E ainda mais se este negro acidentalmente esbarra na namorada de um desses fregueses.

Afinal, aquele não é um lugar para negros. Pior ainda. Que atrevimento! Um negro que deveria estar na senzala não pode adentrar a uma casa grande dos pequenos burgueses e tocar a mulher branca do sinhozinho.

Então, eis seu crime. E está decretada a pena de morte. Não se sabe se os policiais e o empresário (sinhozinho) estavam armados. Se estivessem teriam desferido vários tiros?  Tenho dúvida. Não sei se não preferiram mesmo usar como instrumentos de execução os socos e pontapés. Afinal, esta na moda uma das marcas da intolerância: matar a porradas negros, homossexuais e todos que esses “bad boys” não toleram por serem diferentes deles, supostamente bem nascidos, bem nutridos e crentes da impunidade. E com um ingrediente macabro: eles se divertem.  E não raras vezes filmam e jogam em suas redes sociais.

Seguindo o mesmo “modelito” que a imprensa em geral aplica a esses casos, todos ciosos a dar voz e vez aos assassinos da elite, tentam desqualificar o morto. Versões diversas surgem por todos lados dando conta que ele tinha passagens pela polícia, era drogado, perdeu a vaga no convênio da UFMT e outras informações nefastas. Como sempre trabalham com meias-verdades, com deturpações dos fatos e a omissão de outros.

Essas versões são disseminadas por advogados e familiares dos assassinos, que encontram voz em veículos de comunicação que, deliberadamente ou não, as propagam sem questionar o contexto da vida do Toni e os depoimentos de amigos, colegas e ex-namorada, todos, unanimemente, testemunhando sua conduta passível e respeitadora.

É compreensível que os advogados e familiares tomem tal atitude. Mas não justifica a postura dos representantes da Universidade Federal de Mato Grosso, que qualificaram o Toni como um indivíduo de má conduta.

O setor da UFMT responsável pelo convênio entre o governo brasileiro e os governos dos países africanos de língua portuguesa, que permitem jovens daqueles países estudarem no Brasil, sempre foi omisso e racista com esses estudantes. Poderia desfilar aqui uma série de descasos, dificuldades criadas e declarações preconceituosas. Não é o caso agora.

Por enquanto fica o registro de que o Toni sempre buscou desesperadamente lutar contra o vício do crack e encontrou pouco apoio na UFMT. Seus amigos se mobilizaram, igualmente seus colegas e professores. Mas a instituição se agarrou na burocracia. Por ele não conseguir mais freqüentar as aulas, o desligaram do convênio, pura e simplesmente. E ficou por isso. Contudo não pouparam declarações cruéis, insensíveis e até irresponsáveis na imprensa.

Esta é a mesma instituição que ignora que drogas como o crack estão se proliferando dentro e na periferia do campus da UFMT do Boa Esperança. Foi ali mesmo que o Toni se viciou. Nas imediações da república em que ele morava, assim como nos corredores da UFMT, a droga e traficantes transitam livremente. Que providência a instituição tem tomado acerca disso? Prefere tapar os olhos e ajudar a condenar seus jovens alunos.

Foi-se o tempo em que o romantismo e a rebeldia de fumar um baseado faziam parte do cotidiano universitário. Agora o ambiente universitário é um dos mercados de drogas pesadas, assim como seu entorno. E a tragédia do crack, a pior delas, bate à porta de todos nós. Meus amigos e colegas, muitos deles vivendo esse drama familiar, sabem do que estou dizendo. Acompanhei esses dramas quando morava ainda em Cuiabá.

Eu mesmo o vivo bem de perto. Tenho um irmão que vive a perambular pelas ruas de Goiânia se consumindo pelo crack. Gilmar, um dos sete filhos adotivos de minha mãe, era um rapaz trabalhador desde criança. Estudou, casou, formou família. Suas três filhas e esposa não agüentaram viver aquela tragédia e o abandonaram. Desde então passou a viver nas cracolândias do bairro Vila Nova, na capital de Goiás.

Minha mãe, já com seus 74 anos e morando agora em Goiânia, acompanha seu infortúnio e, dentro de suas limitações, nos mobiliza a todos para tentar salvá-lo.

O Toni tentou sobreviver. Poucos meses antes de voltar para Brasília, o recebi na minha casa, a qual ele freqüentava com os demais estudantes guineenses. Minha mulher era amiga dele, chegaram de Guiné-Bissau juntos. Ele para curso Economia e ela, Publicidade. Éramos capazes de deixar nossa casa aberta para ele, junto com meus filhos. O Toni não era um bandido. Repito: era uma pessoa amável e respeitadora.

Naquela tarde fria de julho e Cuiabá melancólica devido à carência de seu sol escaldante, o Toni chegou desesperado. Primeiro pediu dinheiro emprestado. Depois, muito envergonhado, chorou no nosso colo. Pediu ajuda, implorou para que afastássemos aquela sua vontade incontrolável de querer consumir a droga. Então começamos a mobilizar os amigos, colegas e seus professores. Ele necessitava de tratamento para poder concluir os estudos e voltar para o seu país.

Dois meses depois voltei para Brasília. Mas acompanhamos daqui a vida do Toni. Ficamos sabendo que ele havia ido para o tratamento. Depois fomos informados que havia vendido tudo que tinha e foi obrigado a entregar toda a sua bolsa de estudos para os traficantes. Quando perdeu a bolsa, foi para a rua mendigar. Foi num desses momentos que entrou na pizzaria naquela noite do dia 22 de setembro.

O Toni é filho de uma família de classe média alta em Guiné-Bissau. Seu pai é agrônomo e possui uma pequena fazenda. Idealista, sempre quis que os filhos tivessem boa formação para ajudarem no desenvolvimento do país. Tem irmãos que estudam ou estudaram na França, Inglaterra e Portugal. Parte da família fez carreira nas forças armadas, onde um tio seu é um dos comandantes.

Certa vez o Toni foi flagrado pela polícia em Cuiabá carregando um botijão de gás que ganhou de um dos colegas, pois o seu ele havia vendido para comprar crack. A polícia o abordou, o levou preso, apesar de afirmar que o objeto era dele. Passou o dia inteiro na delegacia, jogado numa sala e só saiu de lá depois que acionou a Polícia Federal, jurisdição da qual estão os estudantes africanos.

Aqui abro um parêntese. Não foram poucas as vezes que a UFMT acionou a Polícia Federal para perseguir os estudantes africanos que, por um motivo ou outro, não estavam freqüentando aulas ou haviam formado e ainda estavam no Brasil tentando pós-graduações ou empregos.

Setores da imprensa de Cuiabá, motivados por advogados e familiares dos assassinos, utilizam este caso do botijão, entre outros sem gravidade, para propagar que o Toni tinha passagens pela polícia. Como se a tal “passagem” fosse uma sentença de morte.

Antes de continuar, peço licença para contar duas histórias:

Em 1980, um rapaz que faria 20 anos dali a poucas semanas, cursava Agrimensura na antiga Escola Técnica Federal de Goiás e fazia estágio numa cidade a 20 quilômetros de Goiânia. Numa tarde, como fazia todos os dias, entrou às 17 horas no ônibus que o levaria de volta para casa, quando dois policiais o abordaram, algemaram, jogaram no camburão e levaram para a delegacia. Lavraram um boletim e mal ouviram a versão do rapaz. Em seguida, para fazê-lo confessar que havia feito um assalto, os policiais deram-lhe tapas nos ouvidos, murros, beliscões no nariz, nas orelhas, cascudos e ameaçaram quebrar seus dedos com um alicate e queimá-lo com cigarros.

As sevícias duram até que um dos policiais sugeriu ao delegado que o rapaz fosse levado para que a vítima identificasse o assaltante. Àquela altura a cidade inteira já sabia da prisão. Ao chegar à casa da senhora assaltada, de onde foram levados um televisor, aparelho de som e uma bicicleta do filho, o carro da polícia encontrou uma multidão que queria linchar o “bandido”. Os policiais com dificuldade abriram um corredor para a mulher chegar até o carro. Quando ela olhou pelo pára-brisa foi logo dizendo: “Não, não é este. O ladrão é branco!”.

Em 2004, um homem de 44 anos foi abordado pela polícia próximo à sua casa. Estranhou o fato de os policiais o obrigarem a ficar ao lado da viatura, longe do seu carro. Então um dos policiais faz uma rápida revista e aparece com um revolver e um pacote do que seriam drogas. Imediatamente o homem protesta, denuncia a “plantação” e só não vai preso porque estava com a identificação de secretário-adjunto de Comunicação Social do governo de Mato Grosso e ameaçou denunciar os policiais, que imediatamente fugiram do local.

O homem e o rapaz de 24 anos antes é a mesma pessoa: eu. Poderia aqui contar outras várias histórias de arbitrariedades e prisões às quais fui submetido.  Por ser negro, tido como ladrão, drogado e traficante, tive passagens pela polícia. Infelizmente aquela piadinha infame que de vez em quando ouvimos por aí  é de fato uma máxima entre policiais: “Preto parado é suspeito, correndo é ladrão”.

Quantas passagens pela polícia justificam uma morte?

Mereceria eu morrer por ter cometido o crime de ter nascido negro?

Mereceria eu morrer pelo crime de provocar aos policiais a sanha assassina de quem ainda nos vê como escravos, como sub-raça, como seres desprezíveis?

Mereceria eu morrer porque há cinco séculos retiraram meus antepassados da África, jogaram num navio negreiro, atravessaram o Atlântico, os leiloaram, os submeteram a ferro e fogo, os jogaram nos canaviais, minas e fazendas, os subjugaram nas senzalas, colocaram no pelourinho, humilharam, sugaram seus sangues e suores, para depois, com a abolição, os jogarem as ruas como se fossem animais, sem direito a dignidade?

Deveria eu morrer por ser filho de Clarice Laura e José Orozimbo, neto de José e Regina e de Josefa e Pedro Alves, por sua vez netos e filhos de escravos?

Este é meu crime?

Por favor, se é este o meu crime, então que me matem! Mas me matem apenas uma vez. Não façam como estão fazendo com o Toni.

Depois de ser trucidado pelos “bad boys da intolerância”,  Toni corre o risco de ser massacrado, pisoteado, sangrando até a última gota da sua dignidade.

PS: O corpo do Toni ainda está no IML de Cuiabá aguardando resultados de exames pedidos pelo delegado que acompanha o caso e a chegada da família para liberá-lo. Dona Cecília, mãe dele, me informou que um de suas irmãs, que é arquiteta na França, deve vir ao Brasil. A Embaixada de Guiné-Bissau em Brasília também está acompanhando o caso e prestando apoio à família. O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, já se manifestou, repudiando o crime e pedindo desculpas à família e aos guineenses. Amigos e compatriotas do Toni estão se mobilizando em Cuiabá e aqui em Brasília, denunciando o assassinato e pedido para que seja tipificado como motivado por racismo.

Leia também:

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41 comentários

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Operante Livre

28 de setembro de 2011 às 07h38

Episódios desse tipo talvez sejam mais comuns do que imaginamos,junto com queima de indigentes e assassinatos de índios.A senzala atual tem gente de toda cor.

Mudando de assunto, e ainda no mesmo assunto, alguém sebe informar qual o percentual de policiais negros em SP.

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O_Brasileiro

27 de setembro de 2011 às 18h39

Brasil é o sexto país mais violento do mundo
Sábado, 05/06/2010 às 10:30:05 http://www.jornaldebrasilia.com.br/site/noticia.p…

"A violência existente no Brasil foi classificada como "bastante grave" em comparação com o cenário internacional, ocupando o sexto lugar entre os países mais violentos. A informação foi dada nesta semana pelo secretário-executivo da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Luiz Alberto Salomão, em palestra durante seminário no QG do Exército, intitulado Segurança Internacional: Perspectivas Brasileiras.

Para Salomão, a violência é um dos fatores de vulnerabilidade à segurança interna e ao atual desenvolvimento brasileiro. Na tabela apresentada durante o seminário, Salomão, com base em dados colhidos entre 2004 a 2007, mostrou que o Brasil é um país quatro vezes mais violento que os Estados Unidos (27º lugar), e está, neste quesito, atrás da Guiana (9º), do Paraguai (12º), da África do Sul (16º), do México (19º), do Chile (28º), da Argentina (32º) e do Uruguai (35º)."

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ZePovinho

27 de setembro de 2011 às 16h57

"PS: O corpo do Toni ainda está no IML de Cuiabá aguardando resultados de exames pedidos pelo delegado que acompanha o caso e a chegada da família para liberá-lo. Dona Cecília, mãe dele, me informou que um de suas irmãs, que é arquiteta na França, deve vir ao Brasil. A Embaixada de Guiné-Bissau em Brasília também está acompanhando o caso e prestando apoio à família. O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, já se manifestou, repudiando o crime e pedindo desculpas à família e aos guineenses. Amigos e compatriotas do Toni estão se mobilizando em Cuiabá e aqui em Brasília, denunciando o assassinato e pedido para que seja tipificado como motivado por racismo".

E o Governador do Mato Grosso,Azenha???????????Não disse nada????A Constituição de 1988 garante aos estrangeiros,entre outras coisas,a garantia de vida.A família desse rapaz deve ser indenizada pelo Governo do Mato Grosso!!!

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ZePovinho

27 de setembro de 2011 às 16h50

Eu ia até comentar,mas perdi a vontade quando olhei para meu braço mestiço e me lembrei das coisas que vi.

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Palmas

27 de setembro de 2011 às 15h26

Essa "tropa de elite" age dessa forma mesmo. Só existe a lei de fato para os pobres e marginizados desse país.Sim, o discurso que somos um povo multiracial, que respeitamos todos os povos na terra Brazilis é conversa da mídia e dos poderosos.Somos racistas mesmo, somos imigrantes que vieram para colonizar esta terra de "vagabundos" e índios.Tenho50 anos e sou flho de migrante italiano, e racista mesmo apesar de lutar contra ele dentro de mim mesmo.Mas vou viver mais um tempo e deixo meu filho que é racista também, que fala Negrage, que falta respeito pelos menores.Chega de hipocrisia, somos, fomos criados num ambiente de preconceitos,de grupos com interesses próprios, de uma elite que está aí para usar-nos como laranjas de suas negociatas, quer sejam públicas ou privadas.

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Bruna

27 de setembro de 2011 às 15h26

Triste, triste. Quanta transformação ainda precisa acontecer (ou "acontecermos").
(Execelente, emocionante texto)

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Aline C Pavia

27 de setembro de 2011 às 14h50

Um estudo divulgado aqui mesmo no Viomundo sobre as 119 mortes do Carandiru em 1992 culminou numa estimativa de mais de meio milhão de mortos – jovens, negros e pobres em sua quase totalidade -, mortos pela polícia do estado de SP nos últimos 20 anos.
Mortos pelo aparato público, que sustentamos com nossos impostos.

Até quando continuaremos com a hipocrisia e o raso do raciocínio de Datenas e Ratinhos?
Até quando essa barbárie continuará sendo tratada no mesmo balaio das estatísticas de criminalidade, onde todos somos meramente um número?

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Eudes H. Travassos

27 de setembro de 2011 às 12h31

Engana-se quem pensa que este é um problema só nosso, o racismo é mundial e cecular.

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Renato

27 de setembro de 2011 às 11h51

Estranho, nunca vi aqui no azenha, um editorial sobre tráfico de humanos. (mulheres-para exploração sexual,Homens para o trabalho escravo, Crianças(Para a exploração sexual, tráfico ilegal de orgãos e adoção comprada). Mas de descrimação racial e homofóbica isso vi aos montes.(Deixo claro que sou contras as duas coisas e acho que quem não respeita o próximo devido a raça e a orientação sexual devem ter bens desapropriados). Mas crítico a postura de Azenha, PHA, Viana entre os outros da BLogsfera de não denunciarem a forma mais brutal de exploração. Apenas o Sakamoto denuncia o trabalho escravo, mas ainda assim não cehga na qeustão do tráfico humano.

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    Gerson Carneiro

    27 de setembro de 2011 às 14h48

    Logo vai aparecer alguém achando estranho porque o Azenha e demais nunca escreveram sobre os escravos de Jó que eram obrigados a jogar cachangá.

Julio Silveira

27 de setembro de 2011 às 11h40

O mais intrigante para mim é não ter visto em nenhuma grande rede de TV qualquer menção a este assunto.
Também não ví nenhum comentário de nossos representantes sobre isso, aliás uma excelente oportunidade de tratar do tema e mostrar o quanto temos um sociedade dividida e excludente, apesar de alguns proceres da comunicação fazerem a negação da evidência. A morte desse rapaz macula toda a sociedade brasileira, essa que tem noção de sua miscigenação e que ainda não vestiu por completo o modelito racista da sociedade Yanke, como tanto grupos chamados de nacionais tentam impingir a nossa sociedade.
Talvez por isso, como estimulo a tão grande cumplicidade e capacidade de propagação de cultura sejam tão premiados por eles, modelos na assimilação cultural.

Responder

    pietro

    27 de setembro de 2011 às 15h13

    é porque, como diz o Kamel, "não somos rascistas"…

Eudes H. Travassos

27 de setembro de 2011 às 11h27

Eu não ouví falar nada na grande imprensa, nem mesmo nos portais do PIG na rede, alguem viu algo?

Responder

Eudes H. Travassos

27 de setembro de 2011 às 11h18

Nos Esatdos Unidos no final dos anos 70 ou era inicio9 dos 80 Bob Dylan compôs Hurricane, em nível de (in)justica, como era de se vislumbrar não deu em nada , mas o mundo tomou conecimento deste mais um episódio da democracia(farça) americana.
Aqui no Brasil, os militantes das qestões raciais(negras) da MPB parece que como alcançaram uma certa estabilidade na vida ($) cansaram de lutar por suas causas.
Sei que uma música não sensibilizaria nem um delegado, quanto mais um juiz nem o juri do MT, mas como vislumbro que estes assassinos os servís dos policiais e o bandido do empresário paguem pelo crime, no mínimo uma reação de grande alcance público deveria ter.
Adoraria ver o ex ministro Gilberto Gil fazer uma música de forma bem direta no estilo Hurrucane sobre o fato.

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As duas mortes do Toni » O Recôncavo

27 de setembro de 2011 às 11h10

[…] As duas mortes do Toni Por João Negrão, especial para o Maria Frô, no blog da Conceição Oliveira, por intermédio do Viomundo […]

Responder

Jairo_Beraldo

27 de setembro de 2011 às 11h09

Aproveitando a deixa, usuários de drogas (e coloco neste balaio o aborto) são "problemas" de saúde pública, não de polícia. Mas como criar centros de tratamento para estes "miseraveis" não dá retorno aos cofres públicos e "privados", fazem vistas grossas. Vi Dilma, com coragem, meter o dedo nesta ferida, mas também a vejo recuar em muitas coisas mais que declarou. A minha tristeza é esta…achei que ela era o início de uma reforma geral, mas vai só brincar de mocinho e bandido!

Responder

giovani montagner

27 de setembro de 2011 às 10h24

excelente texto, que tristeza ao lê-lo.

Responder

ZePovinho

27 de setembro de 2011 às 00h28

Vejam os filhotes do Zé Bolinha.Eles ainda estão ativos e querendo mais:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/os-novos…

FRASE DE DESTAQUE:" “Eles se dizem de extrema-direita mas o líder deles é vegetariano”.

Os novos conservadores
Enviado por luisnassif, seg, 26/09/2011 – 19:48

Paulo F

Novo CCC?

Do Ig.

Extrema direita universitária se alia a skinheads Jovens estudantes neo-conservadores fogem ao estereotipo de arruaceiros mas defendem ação violenta das gangues

Nara Alves e Ricardo Galhardo, iG São Paulo | 26/09/2011 07:00

Eles não são fortões, não lutam artes marciais, não usam tatuagens com suásticas e preferem os livros e computadores às facas e socos ingleses. Em vez de estações de metrô e shows de punk rock, seu habitat natural são as quitinetes apertadas do Crusp ou os vastos gramados da USP (Universidade de São Paulo). Eles são os neoconservadores, jovens universitários que defendem valores como o direito à propriedade e a fidelidade matrimonial.
À primeira vista, parecem mais universitários comuns, magricelas, com suas calças largas,
camisetas amarrotadas e a barba por fazer. Mas apesar de estarem longe do estereotipo do jovem arruaceiro, cerraram fileiras ao lado de skinheads musculosos nas marchas em defesa do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e na anti-Marcha da Maconha.

“Estamos aqui para batalhar tanto intelectualmente quanto fisicamente”, apregoa Celso Zanaro, 22 anos, estudante de Geografia da USP. “O que precisamos é de homens dispostos a morrer por seus valores”, completou.

Zanaro é um dos quatro integrantes do núcleo duro da União Conservadora Cristã (UCC), organização criada em julho do ano passado nos corredores da USP com os objetivos declarados de defender valores como o casamento, a fidelidade conjugal, direito à propriedade e combater o predomínio do pensamento marxista no meio acadêmico e político.

Pouco mais de um ano depois da criação, a UCC conta com 16 membros, 14 da USP e dois da Unicamp. Parece pouco mas nas eleições para o diretório central da USP, os neoconservadores ficaram em 5º lugar entre as dez chapas concorrentes.

“Na época da campanha fomos procurados pela juventude do PSDB mas não dá para fazer aliança aqui dentro”, disse Zanaro.

Em mais de duas horas de conversa, entre um cigarro e outro, o estudante citou pelo menos 15 autores conservadores, muitos deles nunca traduzidos para o português. Mas as principais referências do grupo são o jornalista Olavo de Carvalho (que defende a pena de morte para os comunistas), o integralismo (versão brasileira do nazismo) de Plínio Salgado e o ultra-conservadorismo de Plínio Correia de Oliveira, fundador da extinta TFP (Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade).

Sobre a ditadura militar, Zanaro diz: “Se negarmos com veemência a ditadura não estaremos fazendo nada a mais do que reforçar o discurso comunista. A ditadura foi necessária num contexto”.

Na verdade, ele lamenta a falta de pulso do comando atual das Forças Armadas por não intervir no governo Luiz Inácio Lula da Silva durante o escândalo do mensalão.

“A função das Forças Armadas é respaldar as instituições democráticas. O Legislativo é uma delas. A partir do momento em que existiu um esquema para comprar o Legislativo e as Forças Armadas não depuseram o presidente, elas não cumpriram seu papel”.

Para os jovens da UCC, a USP é um antro comunista, nenhum partido político é suficientemente conservador, a pedofilia na Igreja é fruto da infiltração de agentes da KGB, o sexo é uma forma de idiotização da juventude, Geraldo Alckmin colocou uma mordaça gay na sociedade paulista, Fernando Henrique Cardoso foi o criador de Lula e Lula é o próprio anticristo.

Embora tenha resistido à abordagem da juventude tucana, a UCC votou em massa em José Serra nas eleições presidenciais do ano passado, mas com ressalvas. “Serra é um sujeito que, embora tenha se aliado a setores conservadores e renegado uma postura mais virulenta de esquerda, não abandonou totalmente estes ideais”, justificou.

Os integrantes da UCC dizem ser contra qualquer tipo de violência mas não escondem a admiração pelos skinheads, aliados de ocasião. “Essa postura de combate me inspira muito. Uma inteligência que não está disposta ao combate é uma inteligência vazia”, disse Zanaro que, no entanto, faz questão de demarcar o território. “Eles se dizem de extrema-direita mas o líder deles é vegetariano”………………

Responder

    FrancoAtirador

    27 de setembro de 2011 às 11h10

    .
    .
    A ultradireita "norueguesa" é a mais perigosa.
    .
    .

Sr. Indignado

26 de setembro de 2011 às 23h56

O setor de convênios internacionais da UFMT ainda funciona?

Responder

beattrice

26 de setembro de 2011 às 22h30

Até quando vamos assistir essa vergonha que toma conta do país de ponta a ponta com crimes contra mulheres, negros, gays e demais minorias.
O BRASIL precisa de uma legislação específica para crimes de ódio, não de racismo ou de machismo ou de homofobia, crimes de ódio que tipificando TODOS estes impliquem em agravação da sentença e da pena.
O que impede que essa legislação ocorra é o fato de que não há mobilização do governo federal para tal e lamentavelmente duvido que haja, tendo à frente do Ministério da Justiça uma triste figura e um abominável personagem como o senhor dantas cardozo, com as menores minúsculas possíveis.

Responder

ricardo silveira

26 de setembro de 2011 às 21h55

Não é possível ficar quieto na cadeira? Tem-se a impressão que o banditismo tomou conta das instituições policiais, e não são uns poucos policiais, as exceções são raras e isso é apavorante. Ficarão impunes os assassinos desse caso? Esse é o problema que realimenta o preconceito e a boçalidade disseminada nas nossas instituições, num constante desafio ao estado de direito. Até a universidade, de onde se espera o esclarecimento, reproduz, no seu interior, a mesma boçalidade das ruas. A quem recorrer?

Responder

Gerson Carneiro

26 de setembro de 2011 às 21h51

Escrevo com uma certa dificuldade tomando cuidado para não ofender cuiabanos que gostam de sua cidade e não se enquadram no tipo prepotente que envergonha Cuiabá e o Estado do Mato Grosso.

Estive em Cuiabá em 2007 em visita a uma pessoa que morava lá. Fomos três vezes jantar em um local famoso da cidade, e nas três vezes preferi entregar a gorjeta de 10% diretamente ao simpático jovem que nos atendia. Na terceira vez, discretamente, o rapaz, com semblante triste que deu dó, me disse que não adiantava entregar a gorjeta para ele porque assim que eu saia o dono do restaurante mandava ele entregar a gorjeta ao caixa. Aquilo me deixou triste. Foi aí que a pessoa que eu visitava começou a me contar histórias.

Contou por exemplo que muitos, a maioria dos soldados que lutaram na Guerra (Brasil x Paraguai), eram negros que eram enviados para lá e empurrados para a carnificina. Muitos jaziam putrefatos a céu aberto.

Andando pelo shopping percebi decorações, e produtos à venda, de tema indígena.

Essa pessoa que eu visitava, em função do trabalho, viajava bastante pelo Estado do Mato Grosso. Mas uma vez ela me chamou atenção relatando situação constrangedora: enquanto no shopping víamos todas aquelas decorações sobre tema indígena, por onde ela andava no Estado, pessoas ofereciam cachaça, batiam e chamavam os índios de "vagabundos".

E tempos depois da minha visita a Cuiabá, lí reportagem na revista Carta Capital sobre o que se passa na cidade de Diamantino aonde o Gilmar Mendes é o xerife da cidade.

Tenho impressões ruins sobre o Estado do Mato Grosso. Peço até desculpas.

Para completar, no twitter chegou até a mim a declaração de uma pessoa de Cuiabá sobre os cuiabanos:

"Otaviano Costa é um dos poucos cuiabanos licitamente famosos" @adrianavandoni , em 23/09/2011.

Responder

    Alexandre Felix

    27 de setembro de 2011 às 11h40

    Caro Gerson.

    Há alguns anos vivia no norte do país, no estado do Amazonas. Tem lá a festa do Boi de Parintins, onde todo mundo se veste de índio. Um final de semana onde ser índio é o maior barato! No resto do ano, índios são os desqualificados da sociedade, os brutos, selvagens, bandidos…entendo o que você disse. Mas faço minhas as suas palavras, não quero ofender o povo amazonense que me recebeu tão bem, amo aquela terra. Mas acho importante mostrar que essas atitudes lamentáveis estão espalhadas por todo o Brasil.

    Grande abraço!

    Luci

    13 de outubro de 2011 às 09h37

    Gerson.A Guerra do Paraguai foi um dos instrumentos usados pelo poder para reduzir a população negra no Brasil.Foi difundido que os negros que fossem lutar na guerra, ao retornar obteriam liberdade e os já livres receberiam Terra.Quando chegava a convocação para o filho do fazendeiro, ele o escondia e no lugar do filho enviava cinco negros.Antes da guerra, em 1860, a população negra do Brasil era de 2.500.000 pessoas (45% do total da população brasileira).Depois da guerra, em 1875, a população negra do Brasil se reduz para 1.500.000 pessoas (15% do total da população brasileira).
    No fim da guerra, o comandante Duque de Caxias, escreve ao imperador, comunicando-lhe que era grande o número de negros vivos.Dizia que o negro era muito ágil e desenvolvia grande habilidade no manejo das armas.
    Onde está o Monumento aos Heróis Negros, muitos Voluntários da Pátria que lutaram e tombaram na Guerra do Paraguai?

Lu Busis

26 de setembro de 2011 às 21h42

Que coisa mais horrível! Para onde vamos, nós, seres humanos, que em pleno século 21 faz com os seus semelhantes o que fizeram com esse jovem? Se tinha um vício, ele precisava de tratamento e não da morte, (essa chega cedo ou tarde para todos, ninguém precisa antecipá-la para quem quer que seja). Quando vejo esses acontecimentos, pergunto-me se, caso não fosse branca, teria conseguido realizar as coisas que almejei na juventude e consegui, em grande parte realizá-las. É bem possível que não. Se esse jovem fosse branco, mesmo sendo viciado em crak como foi dito que era, possivelmente estaria vivo, tentando reabilitar-se, como deve acontecer com todos que tem o infortúnio de embrenhar-se pelos terríveis caminhos das drogas, porque os policiais o teriam tratado com mais cuidado e respeito. Infelizmente não foi isso que aconteceu e o resultado é essa vergonha …

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WitchDoctress/SP

26 de setembro de 2011 às 21h08

Olha, não há muito o que acrescentar a este texto, emocionante, contundente e impecável! Este e o post sobre a jornalista Fátima Souza, me fizeram pensar que a questão da impunidade e da parcialidade da Polícia e da Justiça precisam ser seriamente discutidas, porque as coisas passaram de todos os limites! Mesmo se o rapaz fosse um bandido, como assim dois policiais e um "filhinho de papai" espancam um ser humano, por 15 minutos, até matá-lo, no meio da rua, na frente de pessoas? O ano ainda não terminou e já são vários os casos de violência extrema, por parte da Polícia e civis protegidos pela tal "impunidade". Não dá mais pra aceitar isso!

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WitchDoctress/SP

26 de setembro de 2011 às 21h00

Olha, não há muito o que acrescentar a este texto, emocionante, contundente e impecável! Este e o post sobre a jornalista Fátima Souza, me fizeram pensar que a questão da impunidade e da parcialidade da Polícia e da Justiça precisam ser seriamente discutidas, porque as coisas passaram de todos os limites! Mesmo se o rapaz fosse um bandido, como assim dois policiais e um "filhinho de papai" espancam um ser humano, por 15 minutos, até matá-lo, no meio da rua, na frente de pessoas? O ano ainda não terminou e já são vários os casos de violência extrema, por parte da Polícia e civis protegidos pela tal "impunidade". Não dá mais pra aceitar isso!

"Ninguém vê onde chegamos / Os assassinos estão livres / Nós não estamos." (Renato Russo)

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FrancoAtirador

26 de setembro de 2011 às 20h38

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Bem que a Comissão da Verdade poderia estender até os dias de hoje

as investigações sobre os crimes de tortura e assassinato praticados por policiais.
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    lupi

    27 de setembro de 2011 às 10h52

    estou de acordo

    Adilson

    27 de setembro de 2011 às 14h51

    de acordo

    Elias SP SP

    27 de setembro de 2011 às 17h27

    Excelente observação! A Comissão da Verdade não pode restringir-se às décadas 1946 – 1985. Faz-se necessário chegar aos dias de hoje, 2011 e ad aeternum.

Uélintom

26 de setembro de 2011 às 20h34

E para o UOL, quem reclama de atitudes racistas é quem não sabe levar na brincadeira. Veja no trecho abaixo como concluem uma reporcagem sobre alunos americanos que criaram um "cardápio" racista:

"Outros souberam levar toda a questão na brincadeira. "Sendo negro, agora todos querem que eu compre bolos mais baratos", postou o estudante Raymond Stone na página do evento no Facebook."
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/inter…

Para o PiG, o brasileiro está perdendo o "senso de humor" ultimamente.

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    beattrice

    26 de setembro de 2011 às 22h37

    Quando o brasileiro eprder de vez a "paciência", ou a excessiva tolerância, vai ser bem melhor.

_spin

26 de setembro de 2011 às 19h36

Matar, torturar, é o normal da polícia, os torturadores do regime militar foram anistiados, de forma que a tortura se tornou rotina de trabalho
Tomara que isso aqui não vire o México, onde uma jornalista acabou de ser decapitada, sua cabeça foi colocada em meios a teclados, mauses e outras peças de computador, isto porque ela denunciava mafiosos na rede

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    beattrice

    26 de setembro de 2011 às 22h36

    A Argentina menemista (des-governada pelo Menem) queimava jornalistas, supostamente vivos em terrenos baldios.

Antonio

26 de setembro de 2011 às 18h49

É triste essa situação no Brasil, uma terra de mestiços. Policiais são mestiços. Muitos são negros. Mas quando você vê a polícia fazendo uma revista, na maioria das vezes sem necessidade alguma, os revistados são negros ou quase negros. Os brancos, que se orgulham de sua brancura, aqui no Brasil geralmente têm o pé na cozinha, como dizem. Mas o preconceito permanece vivo. Tem preconceito de todo tipo, contra mulher, negro, nordestino, homossexual, roqueiro, travesti. A cada dia se cria um preconceito. Além disso, temos muitos loucos – esses os mais perigosos – que têm voz na mídia, nas câmaras e no congresso nacional falando barbaridades que atiçam outros loucos que estupram, matam, batem e torturam em grupo covarde pelos mais idiotas motivos. A irracionalidade dos loucos comanda o show de atrocidades, que não pára. O que remexeram para surgiu todo esse esgoto?

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    beattrice

    26 de setembro de 2011 às 22h34

    Remexeram na campanha do Zé da Bolinha, foi daquela caixa de Pandora que aflorou essa desgraça.

    Vinícius

    27 de setembro de 2011 às 00h12

    Com todo o respeito, até hoje não vi ninguém provar essa teoria. Sinceramente, parece coisa de paulista, achar que tudo que acontece no mundo é por causa de alguém de São Paulo.

    Boyzinhos matando pedintes? Policiais matando negros'? Não, não aflorou ano passado não. Veja as agressões que o próprio João Negrão sofreu.

    Aliás, que triste uma pessoa que tentava se livrar do vício morrer de forma tão absurda. Alguém que no futuro poderia ser um exemplo de superação… não dá pra entender como a inércia da sociedade durou tanto tempo, e na verdade ainda dura, em relação ao crack. Que triste…

    Vinícius

    27 de setembro de 2011 às 00h04

    Nunca vi um só branco se orgulhar de sua brancura na minha vida.

    O racismo no Brasil é contra o negro, não é "a favor" do branco.

    Luci

    04 de outubro de 2011 às 10h30

    Vinicius olhe a seu redor, todos os espaços publicos são ocupados por quem: não precisa proclamar, o lugar na sociedade é para os que podem se orgulhar de serem tudo que quiserem.
    Leia no Vi o Mundo a entrevista de Marcio Pochmann, Presidente do IPEA, leia Florestan Fernandes.
    Lamento que voce não se sensibilizou com a morte de um cidadão africano da Guiné Bissau, lamento que voce não compreende que a violência foi a base da colonização, seguiu-se a escravização de seres humanos e segue esta violência que aprisiona todos nós. Lamento que voce não compreende que esta morte e centenas de outras aprisiona todos nós e nos remete a uma situação de barbarie.


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