VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Dr. Rosinha: Coação para assinar abaixo-assinado contra o Mais Médicos


14/08/2013 - 11h12

por Dr. Rosinha, especial para o Viomundo

Uma conceituada cidadã curitibana, viúva de um médico, me telefonou na semana passada. No momento do telefonema estava indignada com o que acabara de acontecer com ela. Tinha acabado de sair de um consultório médico e, perplexa, me conta o ocorrido.

Relata que na sala de espera, antes de entrar para a consulta ortopédica, foi “convidada” a assinar um abaixo-assinado contra o Programa Mais Médicos, do Ministério da Saúde.

Coloco a palavra “convidada” entre aspas porque ela sentiu-se ameaçada pelo “convite”. Disse-me: “se assino, sou bem atendida. Se não assino, quem me garante que serei bem atendida, ou serei discriminada?”

Fez a opção de não assinar, até por que concorda com o programa do Ministério da Saúde. Mas, ao não assinar, surpreendeu a secretária, que disse: “mas todos que aqui vêm assinam. Já são quase mil pessoas que assinaram e a senhora é a única que se nega a fazer isso”.

Assim que acaba de relatar, me pergunto: será que os outros sabiam o que estavam assinando? Ou assinaram ignorando o significado? Ou assinaram por se sentirem coagidas?

Apesar de ela saber — pois por muitos anos viveu com um médico, que além de ser um profissional sério, honesto, ético e competente, sempre teve compromisso com a cidadania e na defesa da saúde pública —, procurei acalmá-la dizendo que, acima de tudo, o médico tem o compromisso com a ética, com a saúde e com a vida. Que jamais um bom e humano profissional, independente da área que atue, vai usar da profissão para fazer maldades. Que, no caso, o profissional jamais faria isso. Mas, sinceramente, “convidar” o paciente a assinar um texto que convém ao profissional e não ao povo, é motivo para sentir-se coagido.

Na mesma semana passada, 5 de agosto, me senti constrangido. Compareci, como todos os médicos deveriam comparecer, ao Conselho Regional de Medicina (CRM-PR) para votar. Havia eleições para a nova direção do CRM e concorriam duas chapas.

Escolher entre as duas chapas não ameaça ninguém. O que me deu constrangimento foi que, após depositar o voto na urna, sob o olhar de candidatos e fiscais de ambas as chapas, fui convidado a assinar o abaixo-assinado contra o Programa Mais Médicos. Se assino, estou de bem com a grande maioria dos médicos do Brasil, mas principalmente com aqueles que presenciaram o convite. Se não assino, como fiz, o que posso esperar?

Esta pergunta não é inocente, pois eu sei o nível (da agressividade) das mensagens que li e que recebi na internet. Uma delas, de um cidadão que se identifica como médico e professor da Universidade Federal do Paraná, me obrigou a denunciá-lo à Polícia Federal.

Como não gosto de votar sem conhecer o programa de trabalho dos candidatos e das chapas, fui lê-los e qual não foi a surpresa: nenhum deles tinha a proposta de defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) ou de qualquer outro sistema público de saúde que garanta ao cidadão o que está disposto na Constituição.

Ao observar a ausência de defesa do direito à saúde, é mais fácil compreender a posição da entidade de se colocar contra o Programa Mais Médicos. Mas, não custa fazer uma pergunta: quando os médicos farão manifestações de rua, passeatas e abaixo-assinados contra os planos de saúde que tanto os exploram?

Na semana que passou também ocorreu o Encontro Nacional de Entidades Médicas (ENEM). Tal Encontro divulgou uma nota que não difere da ladainha rezada desde o primeiro dia da divulgação do programa Mais Médicos. Na nota, entendo que demagogicamente, reafirmam a disposição em contribuir com a saúde pública sem “compactuar com propostas improvisadas e eleitoreiras”.

Chama de proposta eleitoreira oferecer o atendimento médico ao cidadão e a cidadã. Atendimento este feito por profissional médico brasileiro, e caso não haja número suficiente, aí sim a contratação de médico estrangeiro.

Mas o ENEM, não divulgou, e era a oportunidade, nenhuma nota contra os médicos em geral que burlam o ponto e não cumprem o horário de trabalho, bem como aqueles que prestam serviços ao SUS e cobram “por fora”.

*Dr. Rosinha, médico pediatra é deputado federal (PT-PR) e presidente da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. No twitter: @DrRosinha

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57 comentários

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Luís Carlos

16 de agosto de 2013 às 12h06

Esses médicos que “pedem” assinaturas nesse tipo de abaixo assinado são os mesmos que querem residências médicas como “capitanias hereditárias”, ou seja, nas quais só entram médicos com determinados sobrenomes, filhos/as ou parentes? Não reclamam nem fazem abaixo assindo sobre isso? Claro que não. Serve aos seus interesses da privatização da coisa pública por famílias ou grupos restritos, impedindo médicos/as de outras origens de disputar as vasgas, diga-se de passagem, bem raras, até então. Cito, por exemplo, as da área da radioterapia ou hemato, não só aqui no RS mas em vários outros estados… …Em Poto Alegre, em um prestador específico, até poucos anos atrás, não existia residência em radioterapia, só tinham alunos “cursistas”, geralmente ligados a mesma família que detinha os serviços.
O Mais Médicos também contribuirá para acabar com essa limitação extrema de vagas em residências médicas, inclusive ao acesso VIP que alguns grupos ainda mantém.
“Feudos” e “capitanias hereditárias” estão sendo desfeitas, finalmente.

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Joice

16 de agosto de 2013 às 00h00

Dr. Rosinha, depois que o senhor se formou, e eu sei que é um menino da roça, filho de gente pobre, o senhor trabalhou quantos anos no inteiror? Depois foi para a capital por que?

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H.92

15 de agosto de 2013 às 22h10

Além de faltar médicos falta Humanidade.

Parece máfia, ninguém tá obrigando os ilustres doutores a irem atender os pobres brasileiros dos rincões, periferias ou favelas, apenas que parem de boicotar a contratação de doutores, sejam daqui ou do exterior, de desejam fazer isso.

É de uma crueldade e safadeza esse abaixo assinado forçado, chega a revoltar e embrulhar o estômago de indignação.

Ah se um doutor desse me ‘pede’ pra assinar uma porcaria dessa…

As associações de médicos que boicotam o Mais Médicos não valem nada, bando de politiqueiros, querem deixar a população mais necessitada e que não pode pagar morrer!

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J Souza

15 de agosto de 2013 às 21h42

Dizer “contratação de médicos” é má fé!
De acordo com a medida provisória, o governo não vai contratar médicos, ele vai dar BOLSAS TEMPORÁRIAS para os médicos desse programa.
E, se o governo pretende prorrogar indefinidamente as BOLSAS, ao invés de fazer concurso público, ai é má fé do governo também.

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    J Souza

    15 de agosto de 2013 às 21h46

    E o “prestativo” governo federal, que nem pensa em eleições (!?), só na saúde da população (!?), e que investe maciçamente em saúde (!?), levou “mais médicos” para municípios que “nunca viram” médico antes: São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Belo Horizonte…
    Só para lugares onde os médicos brasileiros formados no Brasil nunca quiseram ir (!?)…

    H.92

    15 de agosto de 2013 às 22h13

    Mas nem passa pela cabeça dessa corja sentar e negociar, querem boicotar, que venham os médicos estrangeiros, cubanos de preferência, porque além de ter uma Medicina comprovadamente competente, ainda são mais Humanos que os nossos, que só querem dinheiro, dinheiro DINHEIRO!

    Isso quando vão trabalhar…

nigro

15 de agosto de 2013 às 20h32

Que exagero. Coação?
Se não quer assinar não assine.
Eu sou médico e favorável a UM PROGRAMA DECENTE DE SAUDE PUBLICA. Este é apenas eleitoreiro, para tentar dar musculatura à candidatura do Padilha em SP (ousado), como “resposta” aos “protestos” de junho.
Essa coisa de médico do serviço público não trabalhar, bater ponto fantasma, é antiga. POSSO ME ORGULHAR de NUNCA ter prestado serviço ao SUS, depois da residência. Sim, pois não sou hipócrita. Todos querem a mamata do SUS, para ter um garantido… Eu não faço isso nem nunca farei.
Agora, um programa como esse, feito às pressas, com clara vocação eleitoreira, base legal fraca, pouca discussão com a sociedade, tem tudo para dar errado.
Quem dera o problema da saúde fosse a falta de médicos! chega a ser cômico! Um povo que tem alimentação ruim, mora na beira de córrego, índios em aldeias imundas (sim, imundas. Não são mais aldeias, são um fantasma de aldeias), come mal, criança que trabalha, não tem noção de higiene, de prevenção de doenças… O Médico é só mais um componente deste cenário.
Mas o pior é a história do serviço civil obrigatório para médicos… Vai dar muita discussão jurídica. Pior é inventar que o curso médico passa a ter 8 anos, para burlar a lei trabalhista e obrigar os moleques a trabalhar.
Paguem bem o médico, como fazem com os juízes, e você vai ver que não faltarão candidatos de primeira categoria para os cargos. Pode apostar!

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Perda do CRM e Cadeia Para quem Coagir pacientes

15 de agosto de 2013 às 18h55

“Mais Médicos e menos Mauricinhos e menos Patricinhas!” Vão trabalhar! Se me coagir faço BO na hora e peço prisão imediata. Médico exigir qualquer coisa em troca, na hora de atender alguém, é coação. Cadeia! Perda do CRM!

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Valentina

15 de agosto de 2013 às 18h55

Está assim, mesmo.

Acho que o animal humano está já lutando pela sobrevivência. Eu é que sou boba e respeito, e peço licença, e deixo passarem à minha frente, e ouço, e agradeço.Vai ver não estou percebendo que vou sobrar para a fome.

Não é normal o que vejo todo dia. Educação? Boas maneiras? Respeito?

Que coisa mais fora de moda!

A música que ouvem, também, é de dar arrepio. Mas é moda geral.Não é coisa de pobre, não. Para mim o mundo acabou.

Responder

Vilson Tosatti

15 de agosto de 2013 às 18h29

Em minha opinião, se deve realmente avançar com esse projeto Mais Médicos, temos que concordar que atualmente no Brasil não se falta médicos competentes para o trabalho, mais sobram médicos exigentes! Com essa aumenta de médicos no Brasil e no mercado, todos irão ficar menos exigentes. A população nacional depende desses profissionais…
Deve ser falado também de outro assunto relacionado aos médicos e o aumento no tempo do curso. Não concordo que deve aumentar, porque se neste tempo de estudo formaram médicos competentes, não tem necessidade de aumentar mais!

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Tales-Cunha

15 de agosto de 2013 às 17h02

Já pensou você chegar na delegacia de polícia para registrar um B.O. e o escrivão primeiro lhe apresenta um abaixo-assinado pedindo qualquer maluquice que só visa beneficiar a categoria em detrimento da sociedade. Como você se sentiria? Coagido? Normal? Não assina e depois como é que vai ser atendido? Esse médicos-coxinas são uma piada pronta de muito mau gosto.

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Waldir

15 de agosto de 2013 às 16h54

No inicio da década de 90, se não me engano, um prefeito da cidade de Caxias, Maranhão, o sr. Paulo Marinho, implantou, talvez de forma pioneira no Brasil, um programa de saúde usando médicos cubanos. Eles atendiam, da forma que podiam mas com a maior boa vontade, a população carente do interior do município. Foi um grande êxito, na época.
No entanto,após terrível pressão dos CRMs estadual e federal, ele teve de desistir do programa e devolver os médicos a Cuba. Resultado: a população carente voltou a ficar sem assistência médica, porque os mesmos doutores que fizeram pressão obviamente não quiseram ir para os povoados do interior caxiense.
Atender pobre não é com eles. E pelo visto, não mudaram o modo de pensar.

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Ester Nolasco

15 de agosto de 2013 às 13h29

E o Dr. Rosinhas estava fazendo o que nos anos ateriores, desde que entrou para o PT, que só acordou agora? Trabalhou como médico no Paraná profundo? E por que não? E por que não mora no Paraná profundo? A coerência exige que more no Paraná profundo.

Responder

    Valentina

    15 de agosto de 2013 às 18h58

    Acho que você é livre para se candidatar.

    H.92

    15 de agosto de 2013 às 22h16

    Meu Deus!

    Já não basta os reacionários vendidos que estão nas câmaras municipais, estaduais e federais? No senado? kkkkk

    H.92

    15 de agosto de 2013 às 22h15

    Eita, que jogo de empurra-empurra sórdido!

    “Vai lá vc, atender aquela gente pobre…”

    Clovis Carvalho

    15 de agosto de 2013 às 23h34

    Simplesmente ridículo esse seu argumento. Quer dizer que para poder opinar sobre esta questão é necessário ser médico e ter trabalhado no interior? Engenheiro da capital tem direito a opinar? E o pipoqueiro da esquina e o resto da população usuária do SUS podem??? Quanta soberba e arrogância!!! E tem mais… se não tem nada a dizer que possa desqualificar a trajetória política e profissional do DR. Rosinha, limitando-se a esse tipo de divagações sem nenhuma consistência, entendo o seu comentário como um elogio a alguém que você inveja e admira.

Fernando Fidelis Vasconcelos

15 de agosto de 2013 às 12h30

São 387 mil médicos no Brasil (79.811 com mais de 60 anos) segundo o CFM em Relatório de Pesquisa – Fevereiro de 2013. Destes, 275.311 nas regiões Sudeste e Sul, ou seja, 70,95%. O que sobra para as demais regiões é 112.704 médicos, ou seja, 1 médico por 629 habitantes, contra 1 médico por 443 habitante no Sul/Sudeste. (http://www.cremesp.org.br/pdfs/DemografiaMedicaBrasilVol2.pdf). Considerando-se que os médicos das ricas regiões não se mudarão para as demais regiões, faltam 64 mil médicos nas regiões menos favorecidas, faltam 98 mil médicos no Brasil. Pelo amor de Deus, sejam sensatos, senhores doutores!!!

Responder

Fernando Fidelis Vasconcelos

15 de agosto de 2013 às 11h51

São 387 mil médicos no Brasil (79.811 com mais de 60 anos) segundo o CFM em Relatório de Pesquisa – Fevereiro de 2013. Destes, 275.311 nas regiões Sudeste e Sul, ou seja, 70,95%. O que sobra para as demais regiões é 112.704 médicos, ou seja, 1 médico por 629 habitantes, contra 1 médico por 443 habitante no Sul/Sudeste. (http://www.cremesp.org.br/pdfs/DemografiaMedicaBrasilVol2.pdf). Considerando-se que os médicos das ricas regiões não se mudarão para as demais regiões, faltam 64 mil médicos no Brasil. Pelo amor de Deus, sejam sensatos, senhores doutores!!!

Responder

Susane

15 de agosto de 2013 às 11h32

Eu só gostaria de destacar um único ponto em todo esse discurso pró-programa Mais Médicos: os médicos que virão de fora trarão consigo macas, luvas, gaze, fio de sutura, medicamentos, infra estrutura, equipamentos de uso padrão como Raio X, ultrassom, eletrocardiograma, eletroencefalograma? Eles trarão tantos conhecimentos e soluções que serão responsáveis por SARAR os problemas da precária saúde brasileira? Se a medida é tão emergencial assim, onde estava o governo nos últimos 3 mandatos (todos do PT e de continuidade Lula-Dilma?)? Onde residiu a emergência no resto desse governo?
Se quiserem debater mesmo sobre Saúde, porque não observam que o governo não gastou toda a verba que tinha destinado para a Saúde? Sim, isso mesmo, nos últimos anos têm sobrado dinheiro do que é destinado à Saúde. O que estão fazendo nossos queridos e seletos governistas para melhorar a saúde?
Eu lhes digo, estão querendo mascarar sua administração precária e corrupta culpando toda uma classe de trabalhadores. Eu me pergunto se o problema da educação também é falta de professores?
Hipocrisia é exigir do médico sacerdócio enquanto nossos governantes corruptos apenas aumentam seus salários e seus bens. Quantos de vocês que estão aqui julgando os médicos “classistas” e “mauricinhos” já viram um paciente morrer na sua frente por falta de adrenalina injetável? Ou falta de vaga na UTI? Ou falta de serviço nas salas de cirurgia por falta de gaze?? Sabem quanto custa a gaze? Sabem quanto custa uma injeção de adrenalina?
Não se sintam envergonhados por verem médicos lutando por melhores condições de trabalho, sintam-se envergonhados por engolir aquilo que a mídia e os maus políticos lhes fazem acreditar, suas mentiras vis e inescrupulosas. Sintam-se com VERGONHA por dizer que Medicina é coisa de riquinho que quer ganhar dinheiro e “quer distância de pobre” porque viber para cuidar das pessoas nunca vai fazer sentido na visão restrita de vocês. Eu estudo todos os dias parame tornar a melhor médica possível. O SUS é uma PIADA porque o governo tem o Sírio Libanês para recorrer e não porque os médicos não gostam de “pobre”.
Quantos dos nossos representantes recorrem ao SUS para cuidar da saúde de seus familiares?
NÃO CULPEM OS MÉDICOS PELA INCOMPETÊNCIA DE ADMINISTRAÇÃO POLÍTICA.
Uma pergunta: o que dizer sobre as prefeituras que estão demitindo médicos que já trabalham em municípios cuja saúde é precária para substituí-los pelos médicos do Programa? As prefeituras querem “cortar gastos” e se aproveitar do pagamento federal aos médicos do programa.
Não acho que alguém vá ler esse comentário, mas que fique registrada minha indignação com a população de acomodados que, ao invés de cobrar melhorias REAIS da saúde, se escora na lastimosa frase: é culpa da falta de médicos. NÃO FALTAM MÉDICOS, FALTAM PESSOAS QUE TENHAM CORAGEM DE SAIR DA INÉRCIA DA PREGUIÇA PARA LUTAR PELOS SEUS DIREITOS.
#vergonhadospoliticos

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    Luís Carlos

    15 de agosto de 2013 às 13h52

    “O SUS é uma piada”? Então você estuda diariamente para ser a melhor médica possível, fora do SUS?
    A mesma estrutura que é exigida do SUS por entidades médicas parece não ser problema quando se trata de planos privados de saúde para as mesmas entidades médicas? Vínculos também não, pois as cooperativas médicas que contratam sem direito algum, seja por CLT ou por estatuto, não são problemas para as entidades médicas? Talvez por serem cooperativas médicas, aí vale ficar em silêncio pela precarização feitas pelas próprias entidades médicas? Os médicos que atendem e fazem procedimentos em hospitais filantrópicos, que vínculo têm com o hospital? Concurso? CLT? Nada, respondo. Nenhum vínculo. Apenas usam os estabelcimentos do hospital sem que tenham vínculo algum. Muitas das vezes o hospital constrói um “centro clínico” ao lado do próprio prédio, ou mesmo com ligação àquele para oferecer como facilidade/comodidade aos médicos, mas vínculo?? Nenhum. São autônomos, sem carteira assinada, sem carreira, apenas usando as dependências e estrutura hospitalar e recebndo pelos procedimentos, muitos deles custeados pelo SUS (o mesmo que é uma “piada”). Repito: na prática privada dos médicos brasileiros ou que fazem procedimentos pelo SUS em hospitais filantrópicos esses mesmos médicos tem nenhum vínculo ou carreira. Agora, do SUS querem ter carreira de estado, sem dedicação exclusiva. Porque? Porque não tem médicos suficientes no país, e aí, poderiam ter carreira de estado paga pela sociedade civil e ainda continuar seus outros múltiplos vínculos na área privada, continuando a fazer da saúde pública um “bico” já que o “SUS é uma piada”.
    Quantas manifestações contra as operadoras privadas feitas por entidades médicas, por não incluirem procedimentos feitos pelos SUS (que é “uma piada”) há décadas? Ou pelas operadoras privadas não terem dispensação farmacêutica, e aí os médicos instruirem seus clientes a “trocarem a receita no SUS” para ter os medicamentos prescritos, entupindo as unidades de saúde públicas para bancar planos privados médicos que ficam com os lucros e repassam os prejuízos para o SUS e a população pagar? Quantas manifestações das entidades médicas sobre isso? Nenhuma!! Silenciam.
    Não é difícil entender isso. Essa prática é fundamentada no RELATÓRIO FLEXNER!! As entidades médicas nada falarão sobre isso, pois querem fugir desse debate de todas as formas. O Relatório Flexner sustentou e sustenta ainda hoje a prática e formação médica no Brasil e no ocidente, desde 1910. Toda a formação e prática médica hegemônica e que vem sendo denunciada por pessoas nesse blog desde junho é originado nesse documento.
    O Relatório Flexner é documento produzido pelo Prof. Abraham Flexner, em 1910, encomendado pelo Fundação Carnegie, que tem esse nome em homenagem a Dale Carnegie, que entre outras coisas escreveu o livro “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”. A Fundação Carnegie tinha objetivo claro: saber como utilizar as principais áreas à época, segundo a própria Fundação, direito, teologia e medicina, para influenciar pessoas e comportamentos sociais.
    O relatório produzido pelo Prof. Flexner dá a nova linha para a medicina a ser praticada nos EUA e, por consequência em todo mundo ocidental, desde 1910. Biologicista, tecnicista, especialita, centrada em hospital, de alta complexidade tecnológica, elitista, e centrada na cura abandonando o cuidado, entre outras coisas. Esse último ponto, centrada na cura em abandono ao cuidado, é o elemento central para o abandono da clínica enquanto método da prática médica, tão denunciado por vários autores. Daí decorre a extrema dificuldade de médicos trabalharem centrados na clínica e não em equipamento de alta tecnologia, como ocorre ataualmente no Brasil, ou ainda a dificuldade de estabelecer e manter vínculos efetivos e qualificados com os cidadãos, seus pacientes. TAlvez decorram daí, as famosas consultas de 3 minutos . O biologicismo em contraste à deteminação social em saúde (trazida pelo materialismo histórico). No biologicismo, as causas das doenças e agravos são de responsabilidade individual e não se estabelece o nexo causal e processual dos agravos e doenças, não ralcionando-as, por exemplo, com o processo de produção e modo de vida capitalista, descontextulizando-os da materialidade das relações econômicas e sociais.
    O SUS não é uma piada. Piada é a tentativa de prender a população a modelo de atenção fracassado, não resolutivo e refém do mercado, sem sequer impactar em indicadores epidemiológicos nacionais, como por exemplo, reduzir as mortalidades materna e infantil a apenas um dígito.

    Alencar

    15 de agosto de 2013 às 22h29

    Agora as pessoas ficam doentes por causa do capitalismo !
    Ideologia em questões técnicas é achismo

    Luís Carlos

    16 de agosto de 2013 às 06h27

    Alencar

    Não ficam? Ficam por vontade divina?
    As condições materiais de vida das pessoas são fruto do que? De prova a que está sendo submetida por Deus? As condições de moradia são fruto do que? De transporte? De trabalho? De alimentação? De acesso a informação? Me diga? São fruto exclusivo da vontade individual?
    O modo de vida é simplesmente opção minha ou sua, sem influência alguma do processo de produção capitalista e dos meios de dominação hegemônica, sem influência dos aparelhos ideológicos? Tomemos a “simples” desnutrição infantil. Como se origina? Do “desleixo” materno ou da “vagabundagem” dos pais? Nenhuma relação com concentração de renda extrema, falta de acesso a informação, por exemplo? O a cárie? Seria apenas origem da “gulodice” e “falta de hábito” da escovação? Nenhuma relação com alimentos ingeridos e “ofertados” pela indústria, difundidos pelos meios de comunicação e modo de vida capitalista?
    A dependência química? Pesquise sobre o alcoolismo na Rússia, por favor. Antes da queda do muro de Berlim e após. Os números explodiram com a economia de mercado adotada. Talvez aqui vocé até possa crer que de fato se deve a “influência divina” dado o extremo empenho do Vaticano na derrocada do sistema de economia planejada, desde que realmente acredite que João Paulo II era de fato representante de Deus na Terra.

    Valdeci Elias

    15 de agosto de 2013 às 16h44

    No fundo, se resume, a luta pelo destino da verba publica. Se ela vai ser usada pra melhorar o salário dos medicos que já estão trabalhado, ou se vai ser usada pra contratar novos medicos e atender quem atualmente não tem médico.
    Eu defendo que o Estado gaste o dinheiro, levando médico a quem não tem.

Antonio Sousa

15 de agosto de 2013 às 11h16

Que lindo protesto! Que foto representativa! Jovens bem cuidados, trajando imaculados jalecos, com os olhos protegidos do sol inclemente pelas lentes de óculos de grifes estrangeiras e portanto faixas bem escritas e de excelente material. Fiquei deveras emocionado com sua condição de penúria!

Responder

renan

15 de agosto de 2013 às 11h08

deixem de ser inocentes , o governo faz o povo de massa de manobra e voces abaixam igual patinhos . NAO FALTAM MEDICOS , o medico sozinho sem uma infraestrutura basica sem equipamentos para exames laboratoriais , acesso a farmacias , equipamentos de urgencias , leitos , quartos, agua encanada …. nao importa se é brasileiro, cubano , portugues , espanho , marciano , nenhum , NENHUM podera exercer a profissao dignamente , sem risco de levar um processo nas costas !

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Rui

15 de agosto de 2013 às 11h07

O que impressiona é a carneirice dita de esquerda. Abaixo-assinados fazem parte do processo democrático. Ou só quem se acha de esquerda pode pedir assinatura para abaixo-assinados?
Besteira demais. Eu, particularmente, odeio assinar abaixo-assinados, seja lá para o que for. Acho chato, mas que é legítimo pedir assinaturas, isso é.

Responder

    Julio Silveira

    15 de agosto de 2013 às 13h00

    Ao sábio da direita, cumpre dizer que sabe-se ser livre os abaixo assinados, mas que os assinantes estejam muito bem informados do que se trata o assunto e que não possam se tornar vitimas de represália por uma negação em apoia-los.
    Também pode ser considerado caneirice aceitar tudo que propunham como bem intencionado, sem a devida consideração de a quem irá fazer o bem, se de fato atenderá ao interesse do assinante.

Julio Silveira

15 de agosto de 2013 às 10h57

Acho que essa denuncia é grave e como tal o Ministério Publico deveria ir atrás, já que há uma coação sendo produzida contra consumidores do serviço médico. E que ainda coloca os interesses da cidadania em geral nitidamente dependente da prestação do serviço a interesses classistas.

Responder

Yrez

15 de agosto de 2013 às 10h35

Infelizmente,relato que mais uma vez no Paraná, na cidade de Maringá, também meu marido passou por algo semelhante. Ao entrar na numa conceituada clínica para fazer exames foi-lhe pedido que assinasse uma abaixo-assinado no qual não trazia nenhuma informação sobre quem é que era responsável pelo mesmo e não explicava a ninguém o que significava sua assinatura, o que possivelmente fazia com que muitos assinassem sem saber o que realmente estavam assinando.
Meu marido ficou irritado e então resolveu perguntar para a atendente porque só tinha abaixo-assinado contra o programa mais médicos, porque não tinha abaixo-assinado a favor, porque ele era a favor e queria assinar que era a favor. A pobre moça só respondeu que só tinha aquele.
Ele chegou em casa indignado.

É uma coisa revoltante, mas concordo com o comentário da Ana Cruzzeli
“Padilha teve peito… A história lhe será muito generosa”.

Responder

SILVIO MIGUEL GOMES

15 de agosto de 2013 às 08h52

Estou terminando a leitura do Livro “Holocausto Brasileiro – Genocídio: 60 mil mortos no maior Hospício do Brasil” de Daniela Arbex.
Os Médicos que denunciaram a genocídio foram processados pelo CRM.
O Hospício servia para dar emprego a canalhas que se tornaram “coronéis da política brasileira”.
Eu votei em Médico na minha cidade. Eles quase nem precisam fazer campanha para eleições a Prefeito e Vereador. Milhões de eleitores votam em Médico porque são Médicos e prometem sistema de saúde excelente. Quando são eleitos vão engordar a bancada ruralista e assemelhadas.
Deviam formar a bancada da saúde, mas se transformam em Mr. Hyde.

Responder

    Luís Carlos

    15 de agosto de 2013 às 13h17

    Silvio

    Boa dica de leitura. O texto da Jornalista Daniela Arbex é extremamente esclarecedor da prática médica imposta ao Brasil e ao ocidente pelo Relatório Flexner, desde 1910, ainda mais se tranado de saúde mental. Destaque para seu registro do lastimável papel desempenhado pelo CRM, absolutamente esclarecedor de posições adotadas por entidades médicas.

Marat

14 de agosto de 2013 às 22h07

Bem que os médicos-mauricinhos, os que odeiam cuidar de pobres e desassistidos, podiam chamar o Félix, da novela, para ser seu garoto propaganda…

Responder

Ceiça Araújo

14 de agosto de 2013 às 21h00

Vergonhosamente deplorável a conduta desses profissionais que fazem o juramento de Hipócrates no ato da colação de grau!

Responder

Kadu

14 de agosto de 2013 às 20h29

O Dr. Rosinha só faltou dizer que é crime pedir assinaturas em abaixo-assinado. Será que ele esqueceu que não é? Ou está tão afastado de qualquer luta que nem se lembrava mais do que é um abaixo-assinado?

Responder

    luiz carlos

    14 de agosto de 2013 às 21h56

    Estou deveras impressionado com a argúcia do teu argumento. Muito impressionado.

    Fabio Barros

    14 de agosto de 2013 às 22h31

    Concordo plenamente contigo, Luiz Carlos. É impressionante!!! (rsrsrs)

    Mário SF Alves

    14 de agosto de 2013 às 23h13

    Kkkkkkkkkkkkkkk………….

    Emilio

    15 de agosto de 2013 às 06h06

    Realmente, ou vc é figura, ou está apenas vestido. Pedir é uma coisa, pedir antes de um atendimento, ou em público é outra coisa. Me lembra a campanha de coleta de assinaturas contra o fim das PMs, durante a elaboração da Constituição de 1988, que era feita por soldados fardados.

Luís Carlos

14 de agosto de 2013 às 20h09

Ficaria surpreso se as entidades médicas agissem diferente. Se pautam pelo velho Relatório Flexner. É essa defesa que fazem, e para isso ameaçam e coagem, seja pacientes ou colegas médicos que “ousam” desobedecer suas ordens. Estão cada vez mais isolados, pois os cidadãos não abraçaram a farsa patrocinada por elas.

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M.Cruz

14 de agosto de 2013 às 19h49

Atos assim por parte dos médicos e mais as tentativas tomadas pelos conselhos para bloquear a vinda e o registro dos médicos estrangeiros só expõem toda a crueldade e desumanidade dessa classe para com os milhões que sempre foram excluídos neste país.
Se as medidas do governo para amenizar os problemas da saúde do Brasil não estão corretas, que chamem atenção do poder público e que conquistem a sociedade para si, com debates e soluções factíveis e urgentes. E não com atitudes que revelam elitismo, corporativismo e ofício mercenário.

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Fabio Passos

14 de agosto de 2013 às 19h26

Repugnante.

A “elite” branca e seus fiéis lambe-botas – parte da classe média idiotizada pelo PiG – estão tentando sabotar iniciativa que pode finalmente garantir atendimento digno de saúde para milhões de brasileiros pobres e desasistidos.

Não consigo imaginar atitude mais mesquinha e vil.

A existência de figuras tão desprezíveis entre nós brasileiros ajuda a explicar e entender as razões do nosso subdesenvolvimento e da abissal desigualdade social.

Parabéns ao Dr Rosinha pela denúncia e por honrar os votos de seus eleitores!

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    Mário SF Alves

    14 de agosto de 2013 às 23h12

    Concordo. Só acrescentaria o seguinte:

    Dr. Rosinha honra bem mais que os votos de seus eleitores. Ele honra toda a espécie. A começar pelo desconforto manifestado publicamente por ele em relação à máfia oficial dos transgênicos e agro-químicos, especialmente aquela sucursal norte-americana chamada Monsanto. E, que, por mais incrível que pareça, é questão ainda muitíssimo mais grave, mais deplorável, do que esta insensatez posta pelos ditos e referidos médicos corporativistas.

João Vargas

14 de agosto de 2013 às 18h55

A questão da medicina no Brasil é a seguinte:
1- médico é profissão de rico
2-sou médico, não sou rico, sou frustrado.
3-para ser um médico rico e não ser frustrado tenho que evitar os pacientes pobres e o SUS.

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Urbano

14 de agosto de 2013 às 17h35

Realmente é público e notório que falta condições de trabalho, pois o que se vê é um verdadeiro escárnio à população dependente do sistema. E foi agravado ainda mais em decorrência dos bandidos da oposição ao Brasil, que por mau caratismo cancelaram a CPMF. No entanto, o que há de gente na área que não leva o profissionalismo a sério…
Há uns quatro anos, acompanhando um irmão meu, passei por uma situação em que fiquei só esperando que o médico viesse nos tratar como estava tratando às demais pessoas. O Anjo Guardião dele, ou o meu, foi muito competente, pois na nossa vez ele mudou radicalmente o mau comportamento, senão iria dar certinho pras pilhinhas do rádio dele, pois naquela época eu não me encontrava nada zen.

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    Urbano

    14 de agosto de 2013 às 21h22

    Corrigindo: ‘… que faltam condições…’.

Mardones

14 de agosto de 2013 às 16h27

No dia em que os órgãos de classe no Brasil defenderem a Constituição e os direitos dos cidadãos, em detrimento dos privilégios da minoria associada, o saci cruzará as pernas e o morcego doará sangue, como diz a canção.

O CFM está com anúncio sobre a responsabilização civil dos médicos que aderiram ao Mais Médicos. Uma clara ação classista que agride o direito do cidadão a uma saúde digna. Uma ameaça de quinta categoria.

Cabe ao governo seguir em frente com o programa e fazer os devidos e esperados ajustes para que o SUS seja fortalecido e cumpra sua função.

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    Mário SF Alves

    14 de agosto de 2013 às 23h25

    O SUS deveria ser administrado apenas pelos usuários e tocado apenas por médicos, estrangeiros ou não, cuja formação fosse condizente com a dos médicos cubanos.
    _________________________________
    Em cinco anos a questão da saúde pública no Brasil se reabilitaria.

Gerson Carneiro, do Haiti: Revivendo infância em cidade pobre da Bahia - Viomundo - O que você não vê na mídia

14 de agosto de 2013 às 15h20

[…] Dr. Rosinha: Coação para assinar abaixo-assinado contra o Mais Médicos […]

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Maria Francisca

14 de agosto de 2013 às 14h15

Os médicos não explicam também porque muitos ao se formarem aceitam trabalhar com planos de saúde, no caso do Ipasgo em Goiás. Depois que formam boa clientela, conquistam boas condições de vida, embora muitos já as gozem antes de se profissionalizarem deixam de atender alegando falta de condições, atrasos e condicionando o atendimento ao pagamento de consultas. É problema de gestão de planos de saúde, mas também de ética médica. Ou esse valor perdeu a validade?

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Adriano

14 de agosto de 2013 às 14h13

Os principais culpados por Planos de Saúdes faturarem mais de 90 bilhões de reais por ano e os serviços de saúde publico, estarem cada vez mais precário, chamam-se: TODAS AS ENTIDADES MÉDICAS (Conselho, Associação, Sindicato, Federação)!

Enquanto esses grupos políticos continuarem no poder, a população pagará caro por uma prestação de serviços e infraestrutura que não tem.

Se o CFM orienta o médico, a infringir o Código de Ética, que diz no Capitulo V, Artigo 65: é vedado ao médico aproveitar-se de situações decorrentes de relação médico-paciente para obter vantagem física, emocional, financeira ou política.

O que mais podemos esperar dessas classes? Para quem essa cidadã ira denunciar esse ato de infringir o código de ética?

Essas entidades são os verdadeiros inimigos da saúde pública do Brasil. É hora do Governo Federal intervir na sua Autarquia Profissional. Ou seja, o CFM é um Ente da Administração Pública Indireta. Logo, reitero, uma intervenção pode corrigir certos desvios.

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Aline C Pavia

14 de agosto de 2013 às 13h39

Livre-me Deus da medicina que das doenças livro-me eu.

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    nigro

    15 de agosto de 2013 às 20h39

    Ah claro. Veja a evolução da expectativa de vida, tanto global quanto após diagnóstico de doenças graves, que terá a prova científica clara e cabal da eficácia da moderna medicina hipocrática-científica.
    Todos merecem ser tratados com respeito.
    a discussão é sobre a saúde. Não adianta querer discutir a “medicina” que ela deve ser mais “humana” e etc. Isso até tem sentido, mas é para conversa filosófica. Mesmo em sistemas de saúde socializados como no Canadá ou Inglaterra os médicos tem o mesmo perfil, a única diferença é que empregador é o governo. E aí, sabe como é, deu sua hora, bate o cartão e tchau.

renato

14 de agosto de 2013 às 13h18

Quando for consultar, e prefiro consultas pagas com o respevtivo recibo para o IR, perguntarei ao médico se ele assinou a lista. Se assinou, procuro outro, até achar um profissional.
E quando os mais antigos diziam que tinham medo de lidar com médico eles sabiam o que estavam falando.
Meu tio era enfermeiro graduado para atender salas de cirurgia, e era negro,e sempre nos pedia que não queria ir a um hospital, que queria morrer em casa.
Por que será.
Mas Tem uma rapaziada aí muito boa, dignos..

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Leandro_O

14 de agosto de 2013 às 12h54

O que você diria para um médico, que atendeu meu avô de 93 anos e está com dificuldades para caminhar depois de ocorrida uma situação de falta de oxigênio no cérebro, que disse que meu avô já andou muito na vida, que não tem muito o que fazer???? Por essas e outras que dou cada vez mais valor para as ocupações alternativas, esses ao menos sabem dar mais valor para o ser humano.

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Ana Cruzzeli

14 de agosto de 2013 às 12h41

Doutor Rosinha
Sei o que senhor está passando, pois passei o mesmo dessabor com minha categoria.Fui chamada por ela de

TRAÍRA,TRAÍRA E TRAÍRA

Nunca fui ameaçada, apenas esculachada, afinal sou da educação e defendia o SUS ao contrário da maioria dos meus colegas que queria economizar com seus seguros de saúde mequetrefes que tinham e com dinheiro dos impostos do GDF favorecer.

Aqui em Brasilia a coisa foi feia, foi tão feia que deixou sequelas que até hoje sofro suas consequencias. Minha vida teve uma ruptura depois de 2011. Não vou contar os detalhes sordidos, mas hoje em dia e me 2009 e 2011 mais ainda, quem defendia e defende o SUS é um párea eu ainda sou uma párea para muitos dos meus colegas.

Há interesses financeiros monstruosos por trás disso e vocês que são da área de saúde publica terão uma luta horrorosa pela frente, mas terão na sociedade esclarecida todo apoio.

Quem tiver medo de fazer inimigo, por favor não entrem nessa briga, mas aqueles que sabem que no final a vitoria é certa, pois é justa, não temam que essa briga é das boas.

Pago um boi para não entrar numa discussão, mas quando entro não saio nem por uma boiada. Essa discussão dos programa do Padilha vai ficar na historia, o dia em que a saúde publica teve uma virada.

Padilha teve peito e está tendo muito estomago para aguentar tantos hipócritas no caminho. A história lhe será muito generosa, quanto aos hipócritas? Eles passam, eles sempre passam.

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francisco niterói

14 de agosto de 2013 às 11h32

O ENEM nao divulgou nota contra medicos que burlam o ponto, prestam servicos ao SUS e cobram por fora sao pontos muito bem lembrados pelo post.
Porem, outras coisas tb faltam ser lembradas, entre as quais a grande sonegacao efetuada pelos medicos que, dessa forma, empurram para a sociedade parte de suas obrigacoes tributarias.

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