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Cartas de Minas
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Brasileiros formados em Cuba: Saúde “rompe com ditadura do dinheiro”

29 de julho de 2013 às 22h11

Andreia Campigotto trabalha em Cajazeiras, no sertão paraibano

“Medicina cubana ensina a atender o povo com qualidade e humanismo”, afirma militante

29 de julho de 2013

Por José Coutinho Júnior

Da Página do MST

A saúde no Brasil tem sido tema de grandes debates nas últimas semanas, provocados tanto pelas manifestações das ruas, que exigem melhoras e mais investimentos na área, quanto pelas propostas recentes do governo em trazer médicos de outros países para trabalhar em regiões mais carentes.

Essas propostas, assim como a obrigação dos estudantes de universidades públicas em cumprir dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS), tem sido alvo de fortes críticas das associações de médicos, que afirmam que essas não seriam as soluções para os problemas.

A Página do MST conversou com Augusto César e Andreia Campigotto, ambos militantes do Movimento e formados em medicina em Cuba, sobre o tema.

Nascido em Chapecó e com 25 anos de vida, Augusto César ainda não exerce a profissão. Está estudando para fazer a prova de revalidação do diploma cubano e, assim, poder atuar no Brasil. Quando conseguir seu registro, pretende trabalhar na área rural, atendendo os Sem Terra e os assentados da Reforma Agrária.

Andreia Campigotto tem 28 anos e nasceu em Nova Ronda Alta (RS). Trabalha em Cajazeiras, no sertão paraibano, como residente em medicina da família em uma unidade básica de saúde, que atende uma comunidade de 4 mil pessoas.

Formato

O curso de medicina cubano dura seis anos. Para estudantes de outros países, ele se inicia na Escola Latinoamericana de Medicina, localizada em Havana. Depois de um período inicial de dois anos, os estudantes são enviados para as diversas universidades do país. Augusto e Andreia foram para a universidade da província de Camagüey.

O curso de medicina cubano não se difere muito do brasileiro, do ponto de vista curricular.

Augusto é de Chapecó e estuda para fazer o Revalida

“Os dois primeiros anos trabalham com as ciências médicas. Estudamos fisiologia humana, anatomia humana e desde o primeiro ano temos contato com os postos de saúde. Quando somos distribuídos para as universidades, vivenciamos o sistema público de saúde. Comparado com o Brasil, o nível teórico é igual, mas o nível de prática é maior”, afirma Augusto.

“Um estudo do governo federal mostra a compatibilidade curricular dos cursos de medicina de 90% entre Brasil e Cuba. Então, não há grandes diferenças teóricas”, conta Andreia.

A diferença principal entre os dois cursos está na concepção de medicina e de saúde na formação dos médicos. “O curso brasileiro é voltado para as altas especialidades. Tem essa lógica de que você faz medicina, entra numa residência e se especializa. Já em Cuba o curso se volta à atenção primária de saúde, para entendermos a lógica de prevenção das doenças e o tratamento das enfermidades que as comunidades possam vir a ter”, diz Augusto.

Em contrapartida, “saúde” e “medicina” no Brasil são sinônimos de pedidos de exames e tratamento com diversos medicamentos, calcados em sua maioria na alta tecnologia. Com isso, a medicina preventiva fica em segundo plano, alimentando uma indústria baseada na exigência destes procedimentos.

“No Brasil, temos uma limitação na formação do profissional, pois ela é voltada ao modelo hospitalacêntrico, que pensa só na doença e no tratamento. Em Cuba isso já foi superado. Lá eles formam profissionais para tratar e cuidar com qualidade, humanismo e amor cada paciente; aprendemos de verdade a lidar com a saúde do ser humano”, analisa Andreia.

Ela destaca que os médicos formados na ilha são capazes de atender a população sem utilizar somente a alta tecnologia, condição que não necessariamente limita um atendimento com qualidade à população que mais carece.

“É mais barato fazer promoção e prevenção de saúde. No entanto, isso rompe com a ditadura do dinheiro. Com isso, os médicos aguardam o paciente ficar doente para pedir um monte de exames e dar um monte de medicamentos”, afirma Augusto.

De acordo com ele, essa estrutura fortalece o complexo médico-industrial, que se favorece sempre que há alguém internado ou que precise tomar algum medicamento.

“Não negamos a necessidade de medicamentos e equipamentos, porque precisamos dar atenção a esse tipo de paciente. Mas não precisamos esperar que todas as pessoas fiquem doentes para começar a trabalhar a questão da saúde”, acredita Augusto.

Nesta série de reportagens, os dois relatam as diferenças entre os cursos e a concepção de medicina em Cuba e no Brasil, opinam sobre os problemas brasileiros em relação à saúde e defendem uma medicina que sirva para atender com qualidade o povo brasileiro. Na quarta-feira (29/07), Andreia e Augusto contam como é a prova de revalidação dos diplomas estrangeiros, e analisam a elitização da medicina nas universidades brasileiras.

Leia também:

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77 Comentários escrever comentário »

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Dr. Rosinha: Paciente é coagida a assinar abaixo-assinado contra o Mais Médicos - Viomundo - O que você não vê na mídia

14/08/2013 - 11h18

[…] Brasileiros formados em Cuba: Saúde “rompe com ditadura do dinheiro” […]

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Alex

01/08/2013 - 18h46

Ha anos que os conselhos federais de medicina se revoltam com o governo! Quando estudante participei de varias passeatas contra o sucateamento e voces desinformadps vem diZer que nao faziamos nada?? Que hipocrisia e ignorancia!! Acusar sem saber! Apenas se informe, ha diversas comissoes no congresso con participacao fe medicos, porem os governos nao escutam e nap fazem nada, o sus ainda nao entrou em colapso total por causa de muitos profissionais dedicados das varias areas da saude inclusive pelos medicos! Se fosse deixar exclusiventeo governo o sus inclusive do pt, o sus ja era…

Responder

George Maglhães

01/08/2013 - 02h23

Nada mais antiético e destrutivo para uma RMP que é um médico exibir em sua consulta preferencias religiosas, políticas , time de futebol… Um consultório nada deve espelhar. Estes formados na ELAM é que são os grandes humanistas? ah ah ah, certamente não leram isto : ” Não é coisa de somenos, as relações dos médicos com seus doentes, mas relações que requerem justiça, a do juízo e a da conduta”. Imagino o sofrimento dos pacientes não poderem falar de suas angústias, medos, pesadelos e de sua claustrofobia de morar em uma prisão, em que o mar que os cerca é menos aterrorizante que a indumentária do médico que o atende. Um perguntinha aos grandes humanistas e experts no decoro, quem escreveu a máxima acima?

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Augusto César: No Brasil, filho de sem terra estudar Medicina é uma afronta - Viomundo - O que você não vê na mídia

01/08/2013 - 01h04

[…] Na primeira reportagem da série, o enfrentamento da “ditadura do dinheiro” […]

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Maria

31/07/2013 - 22h57

O pior mesmo eh a criatura exibir a blusa do MST como se fosse a blusa do superman!
Nada mais manipulador de opinião!

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kalifa

31/07/2013 - 11h48

Quem tem vocação para ser médico vá para Cuba o Brasil está precisando de vocês!

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Cesar Monatti

31/07/2013 - 10h09

Mesmo sem discutir os méritos do movimento da categoria profissional dos médicos, algo se pode afirmar sem medo de errar: ao longo de décadas em que NÃO se fez nada para melhorar os serviços públicos de saúde, os médicos não se manifestaram como grupo, agora que um governo toma a iniciativa de FAZER algo a respeito do tema, eles vão às ruas!!!

Responder

    Francisco

    31/07/2013 - 14h34

    Esse é o ponto. Enquanto o contracheque (holerit) era pago sem exigir presença do médico no posto, reclama, reclama e não cobra nada.

    Ao fim e a termo, a briga é para:

    1) Manter a visão elitista da profissão.
    2) Manter a perspectiva individualista da função do cidadão.
    3) Não pegar “no batente”.

    Maria

    31/07/2013 - 23h09

    Gostaria de saber o que vc Francisco entende de saúde publica? Vestibular para Faculdade de Medicina tem todos os anos, viu? Sugiro que vc estude 10 anos de faculdade e especialização ( n estou contando mestrado e doutorado) e tente ganhar dinheiro “sem pegar no batente”.
    Diga o que diga eu não gostaria de ser atendida por profissional que só conseguiu virar medico porque era militante do PT ou amiguinho de sem-terra. Confio minha saúde nesses profissionais não.

Vieira

31/07/2013 - 08h45

Aqui em Recife, tem médico que recebe do serviço público (Hospital Getúlio Vargas) sem trabalhar, é diretor de hospital privado, aí ele trabalha.

Responder

gileno brito

31/07/2013 - 08h03

FHC vai dar uma palestra no congresso nacional no próximo dia 19 de agosto sobre o “gigante acordou”. Como FHC é o nosso Farol de Alexandria, ninguém melhor do que ele para palestrar e explicar o caos que ele levou o nosso país. O gigante não acordou no governo dele porquê não tinha universidade federal, não tinha salários, não tinha empregos, não tinha ministério público federal, não tinha STF e muito mais faltava ao nosso povo. Hoje nós temos empregos, temos ministério público, temos STF, temos polícia federal, temos renda, temos crédito educacional, temos crédito imobiliário e muito mais. Isto fez o gigante acordar.

Responder

    henrique de oliveira

    31/07/2013 - 14h53

    Querido Brito , na época de o povo não tinha nada mas as elites vagabundas do país em especial a paulista tinha o PIG que varria os escandalos para debaixo do tapete , e os coxinhas não tinham a concorrencia dos hoje classe média que naquela época eram os miseraveis , nos aeroportos e lojas do shoping nem se encontravam com o caseiro em Paris.
    FHC poderia dar a palestra que voce sugeriu , Como eu Ferrei meu país 3 veses sem crise nenhuma.

jotajota

31/07/2013 - 07h49

Efeito colateral do Mais médicos: Prefeitos do interior demitindo médicos do PSF de longa data para colocar os cubanos do governo e economizar, afinal, neste caso a grana vem direto do governo federal. A proposta do governo é clara: trazer os miliantes do MST/PT que estudam em cuba e não conseguem passar no revalida. É o trem da alegria da saúde!!! Cuidado, hoje os médicos amanhã pode ser a sua profissão a próxima a ser regulada e centralizada pelo governo.

Responder

    matheus

    31/07/2013 - 16h48

    Prefiro militantes do MST que estudaram em Cuba e não conseguiram passar no revalida que um mafioso inexcrupuloso que sugere planos para sabotar o SUS e o Mais Médicos, apenas porque esse pode prejudicar (ou não) o seu caviar de cada dia.

    Sugiro ao governo que tome realmente essa medida: faça uma parceria com o governo cubano para aí formar médicos, e vá expurgando os mafiosos de dentro do SUS. Processe sindicatos e médicos individuais por sua sabotagem, prejudicando os usuários do SUS.

    Que o fascismo de branco seja tratado com mão de ferro, pois já demonstraram todo o desrespeito que podiam demonstrar contra o povo.

    Edvaldo

    01/08/2013 - 00h07

    Apoiado. Jamais imaginei que a classe médica fosse tão reacionária. Impressionante que não existe uma oposição na classe para combater esses elitistas.

    Dr M

    03/08/2013 - 17h43

    Caro jotajota, o que você pensa disto:registros no Portal do CFM referendando a má distribuição de médicos no Brasil; entretanto o discurso tem sido na direção de críticas aos projetos do governo de enfrentamento, descritos como eivados de “achismos”, sem embasamento científico.
    >>Rumos da saúde pública em debate no segundo dia do II Congresso de Políticas Médicas Qui, 13 de Setembro de 2012 16:39 – “…professora Ligia Bahia abordou os problemas do subfinanciamento da saúde, dos leitos indisponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e do déficit da tabela de remuneração da saúde suplementar… a alegada falta de médicos no Brasil tem relação com as concentração dos profissionais em determinadas áreas e segmentos. “Faltam médicos na rede pública, mas não na rede privada…”
    http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=23235%3Arumos-da-saude-publica-em-debate-no-segundo-dia-do-ii-congresso-de-politicas-medicas&catid=3%3Aportal&Itemid=472

    >> Demografia médica no Brasil: Número de médicos nas capitais chega a ser quatro vezes maior que no interior dos estadosSex, 15 de Fevereiro de 2013 16:41
    Desequilíbrio na distribuição de médicos é ainda mais acentuado dentro dos próprios estados
    http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=23569%3Anumero-de-medicos-nas-capitais-chega-a-ser-quatro-vezes-maior-que-no-interior-dos-estados&catid=3%3Aportal&Itemid=472

    >>Demografia médica no Brasil: Dados sugerem insuficiência de médicos para atender todo o Sistema Único de Saúde Sex, 15 de Fevereiro de 2013 16:50
    55% dos médicos estão vinculados à rede pública: contingente insuficiente para atender toda a demanda do SUS
    http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=23570%3Adados-sugerem-a-falta-de-medicos-para-atender-todo-o-sistema-unico-de-saude&catid=3%3Aportal&Itemid=472
    Por último, penso que a colega Andreia Campigotto tensiona demais a questão quando atende com a camisa do MST (Obs.: sou eleitor de Lula desde 89, e da Dilma), porém minha opinião tem valor relativo, pois não vivenciei in loco as questões de conflitos agrários.

Alexandre Fontenele

31/07/2013 - 07h40

Acho estranho 8 mil médicos errarem o CRM. Muito possível que essas inscrições vieram de poucos computadores de entidades ou de pessoas com acesso a dados de médicos. Bom a Polícia Federal investigar pelos IPs das inscrições.

Responder

    matheus

    31/07/2013 - 16h52

    SABOTAGEM.

    Também estava circulando que queriam começar a pedir dezenas de exames inúteis para cada paciente que buscava tratamento.

    Bem, e não ir trabalhar… nem se pode cogitar, que já fazem isso há tempos.

    Agora essa greve que, por corporativismo tacanho, prejudica os usuários do SUS para impedir que o governo faça alguma coisa pela sáude dos pobres. Deve-se criminalizar isso. Já vi tantas greves criminalizadas, combatidas com cortes de pontos e pesadas multas… Por que não fazer os mafiosos e reacionários experimentarem o seu próprio remédio?

    Só sei que, quanto mais a máfia de branco demonstra seu desprezo por toda a dignidade humana e sua idolatria pelo lucro, mais me dão nojo, mais eu apoio a importação de médicos cubanos. Acho mesmo que deveria ser generalizada, acompanhada de expurgos contra os mafiosos de brancos, a parceria com o governo cubano.

    MÃO DE FERRO contra a máfia de branco.

JOTACE

31/07/2013 - 03h06

A visão mercantilista de uma grande parte da categoria médica brasileira e o preconceito político levam alguns dos profissionais a apresentarem uma espécie de cegueira em muitos dos seus comentários aqui feitos. Pois, deveriam considerar que se o ensino médico em Cuba fosse deficiente, não estariam hoje estudantes estrangeiros de 113 países (inclusive Brasil) a freqüentarem a Escola Latino-Americana de Medicina sediada naquele país. Nela também aprendem o verdadeiro sentido da profissão, que parece haver sido esquecido em nossas faculdades, que não vê diferenças entre as elites e os excluídos.

Responder

Davi

31/07/2013 - 01h23

Medicina no Brasil trata dos sintomas e não da causa. Quem nao ouviu falar em cooperativas de médicos brigando com os cooperados por pedir muitos exames. Ou médico que pensa se pede ou nao por causa do plano de saúde. Será que ele defere ou não. Os programas de auxílio cubano são reconhecidos no mundo inteiro por sua qualidade, oportunidade e presteza. E os médicos brasileiros são igualmente reconhecidos assim? Cuba tem maior biotecnologia que o Brasil, manda médico para dezenas de países. E o médico brasileiro? Já imaginou se ele tratasse a causa. Olha só este laudo aqui atesta que estas condições de trabalho são prejudiciais. Notifica o ministério público do trabalho. Quanto a exames vai ter de pedir mesmo pois o paciente está comprometido por dentro e ninguém vai abrir para ver o que é. Pois está tratando os sintomas e não a causa. E isso custa mais. Ainda, no Brasil, é chick a ressonância magnética do hospital tal. Os melhores sistemas de saude do mundo sao públicos. Vide Europa (vejam Inglaterra e França), Canadá ( que atende muitos americanos que passam a fronteira só para isso) e Cuba. Todos públicos. Na minha opinião o que acontece com essa discução é a entidade de classe falar mau dos outros para provar que é melhor. A questão do dinheiro é tão preponderante nesta classe que até a discussão que trazem é capitalista. Competem até com quem (aparentemente) não quer competir. Por acaso os médicos cubanos ou brasileiros são ruins? Por que até agora ouço que se um é bom o outro não é! Quanto a matéria é ótima, parabéns. E tbm gostaria de saber das experiências do companheiro acima convidado pela Conceição Lemos.

Responder

Rogério Becattini

31/07/2013 - 00h21

Artigo cartesiano, com opinião de um único lado, onde se repete que o médico formado em Cuba é humano, amoroso e mais preparado, quando comparado com o endiabrado médico brasileiro, hospitalocêntrico, tecnicista e ganancioso…. Mais um texto raso, em linha com o pensamento da elite dominante e determinado a demonizar com a categoria médica.

Responder

Ozzy Gasosa

31/07/2013 - 00h02

O Revalida para os médicos brasileiros deveria ser simples.
Ou passa na prova ou fica 4 anos no Programa mais médicos.
Simples assim.

Responder

Marcos

30/07/2013 - 23h36

Não idealize essa Cuba, ela já possuía uma Medicina boa antes do infeliz Fidel entrar com um golpe de estado e esta hoje em dia cada vez mais ribanceira abaixo. Duvidou leia esse site em inglês, não se assuste com as fotos, muitas piores que o piores lugares do Brasil (http://therealcuba.com/Page10.htm)E não me venha com dados fantasiosos repassados aos órgãos internacionais pelo “Governo” manipulador comunista de Cuba.

Acho engraçado é essa hipocrisia chula de muitos aqui. Alguns certamente formados ou acadêmicos de faculdades públicas que miram sempre seu futuro nos serviços particulares, simplesmente pela quesito rentabilidade, mas esqueci, a regra estúpida do “faz facu com meus impostos” não valem para vocês próprios (como se esquecêssemos dos mais de 40% de nossos salários que vão para o bolso do Estado).

Não, mas calma aê, vamos falar agora dos professores universitários esquerdistas que fizeram greve porque estavam insatisfeitos com seus 5, 10, 15 e pasmem, 21 mil reais, e que agora usam sua intelectualidade para chamar médicos de mercenários (e digo a este tipo de professor que só f*deu com meu calendário acadêmico, muitos outros foram dignos do meu apoio). Esses aí não são mercenários não, ao contrário dos médicos não recebem bolsa, mas salários, vinculo empregatício por CLT.

Você pode falar o que quiser, mas eu não levo nenhum familiar meu a um médico em que seu vestibular os quesitos de prova foram: filiação partidária por 2 anos, apadrinhamento político ou participação no MST!

Infelizmente, a grande ignorância de todos nós brasileiros faz ver todas as profissões da saúde como sacerdócio, curandeirismo, não como profissão, principalmente a Medicina. Falar mal de médico todos querem, mas dentre esses “juízes populares” ter uma rotina de trabalho de 12h por dia, 72h semana ninguém quer, abdicar da família no natal e ano novo para trabalhar, ninguém quer, estudar 5 anos no cursinho moendo para passar no vestibular, ninguém quer, estudar em média 10 anos para ser reconhecido como médico razoável no mercado de trabalho, ninguém quer, estar dentro do curso com maior índice de depressão e suicídio, ninguém quer, conviver com a morte e choro a todo momento e duramente ter que se resguardar disso, ninguém quer… Acho que chega, neh? Medicina no final das contas o que vale é o $$$ e por todos esses ninguém quer, mas o médico querer, ele tem mais é que se ferrar, é um inútil vagabundo que so pensa em dinheiro. Que venha estrangeiros e que muito breve tenhamos o EADmedicina para sanar o problema do sucateamento do SUS.

Responder

    matheus

    31/07/2013 - 16h54

    O mafiozinho cita um sítio de propaganda anticubana para se fundamentar.

    Quer saber como Cuba realmente era antes da Revolução?

    Olhe para o Haiti.

amfreire

30/07/2013 - 20h00

Muito Oportuno
Fazer bastante esclarecimento sobre este assunto – sempre comparando Brasil com outros países – Cuba especialmente, com brasileiros.
Quanto mais – Melhor para conscientizar os médicos e pacientes!
As diferenças são profundas, imensas, incomparáveis – deixando claro que a maioria dos médicos brasileiros ainda têm muito o que fazer sobre este assunto.
Esperamos que que mais tarde – tudo venha ser normalizado, sem prejuizos para a comunidade médica e os brasileiros!!!!!!!!!!!

Responder

Cibele

30/07/2013 - 19h08

Excelente post.

Responder

Marisa

30/07/2013 - 18h42

Y viva la revolución! Los doctores serán bienvenidos pues Brasil no los tienen en cantidad y calidad.

Responder

Sem frescura

30/07/2013 - 18h33

Quem sabe não tem medo de prova é muito simples. Quem não sabe, não quer fazer. Em medicina a segunda chance nem sempre existe, portanto estude antes, isso diminui sua chance de erro. O resto é tudo blablabla. Quem não gostou, que leve sua avó ou seu filho a alguem não certificado.

Responder

Luís Carlos

30/07/2013 - 18h12

70% dos municípios gaúchos aderiram ao Mais Médicos. Pena que maioria das inscrições de médicos formados no Brasil não se confirmaram. Certamente não está relacionado a suposta sabotagem de entidades médicas que rolou pela web nos últimos dias.

Responder

Sara Bentes

30/07/2013 - 17h21

Estou achando que o Padilha quer que os médicos dos Hospitais Universitários aprendam a como NÃO atender SUS porque o Sírio-Libanês deveria atender SUS e não atende. É credenciado pelo SUS para não pagar impostos. Mas quem é a clientela dele? Ainda exibe o certificado de Hospital Filantrópico e não paga impostos. Mas não atende SUS. Eu queria ver era a macheza do padilha pra cima do Sírio-Libanês. Ou paga impostos ou atende SUS! DU-VI-DO!!!!
O cursinho abaixo é a contrapartida ao SUS para não pagar impostos. Uma falta de vergonha. Será que o Padilha não sabe que a LÓGICA de um hospital privado não é replicável a um hospital PÚBLICO?

Padrão do Sírio-Libanês será replicado nos hospitais universitários
Por Priscilla Borges- iG Brasília | 30/07/2013 10:25-

Na primeira etapa de formação, a Ebserh gastará R$ 10 milhões com o programa de formação (incluindo passagens aéreas e hospedagem dos diretores). A partir da segunda fase, o projeto deve ser custeado com a verba de isenção fiscal que o Sírio recebe, já que é uma instituição filantrópica. De acordo com o governo, os recursos deste ano já estavam comprometidos com a capacitação do hospital feita para o Ministério da Saúde.

A proposta da parceria é que os gestores dessas instituições aprendam as estratégias e os padrões de atendimento e de formação do Sírio-Libanês para aplicá-los em sua própria realidade. “Não é uma receita pronta. Eles vão usufruir da capacidade do Sírio de solucionar problemas para definir seus próprios modelos de gestão e enfrentar os próprios problemas”, afirma o presidente da Ebserh, José Rubens Rebelatto.

Pela metodologia do curso idealizado com o Sírio, que já capacita profissionais do SUS por meio de parcerias com o Ministério da Saúde, os grupos de 10 representantes de cada hospital terão de elaborar um plano diretor para sua unidade hospitalar. Durante o curso, eles vão elencar os problemas que enfrentam, vão discuti-los com os companheiros de hospital e com outros gestores. A formação exigirá mudanças práticas no dia-a-dia já no decorrer do curso.

Os alunos terão encontros presenciais em São Paulo e outras atividades serão feitas pela internet. “O interessante da metodologia é que os grupos vão discutindo seus problemas e os dos outros e a aplicação de soluções faz parte do processo. As mudanças já vão acontecer durante os dez meses do curso”, afirma Rebelatto. Para o presidente, o importante é aproveitar a experiência do Sírio e se apropriar dos padrões convenientes.

“Queremos mudar o jeito de fazer assistência em saúde nos hospitais universitários, visando a excelência e, a partir daí, garantir locais de formação de profissionais de excelência”, diz o presidente da Ebserh. Entre 2009 e 2011, o Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa capacitou 30 mil profissionais da rede pública de saúde e, até 2014, vai capacitar mais 12 mil pessoas. Cada hospital formado se comprometerá a capacitar outros três hospitais da rede.

A Ebserh é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Educação, criada em 2011 para administrar os hospitais universitários e ajudar na coordenação do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf). Cada hospital universitário tem a liberdade de fazer parte da empresa ou não. Hoje, 34 unidades estão vinculadas à Ebserh. A parceria com o Sírio, no entanto, vai ser estendida a todos os 46 hospitais da rede federal.

Expectativas

Os diretores que vão participar do primeiro curso estão animados com a proposta. Luiz Antonio Resende, professor do Departamento de Clínica Médica da Universidade Federal do Triângulo Mineiro e superintendente do Hospital de Clínicas da UFTM, acredita que será um passo importante para qualificar a equipe gestora da instituição. “Esperamos, acima de tudo, nos modificar. Com novas idéias, novas propostas de trabalho, novos conceitos de gestão”, diz.

A equipe já planeja envolver os outros funcionários no processo de capacitação, organizando oficinas de trabalho, grupos de discussão. “Temos de envolver o maior número de pessoas neste processo. Não serão nove gestores que mudarão o hospital”, reconhece. Resende aponta os desafios a superar na região: a superlotação do hospital e o déficit de recursos humanos e de recursos de custeio.

Joyce Santos Lages, superintendente do Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), acredita que a capacitação na área de assistência ao paciente será um dos pontos mais ricos da formação. Para ela, os processos de trabalho no hospital precisam ser mais organizados. “O método é positivo, porque não nos prende à sala de aula, mas nos impõe um ritmo de aprendizado que não depende não apenas do instrutor”, comenta.

Para a Ebserh, entre as áreas em que os gestores serão capacitados – legislação de gestão de pessoas em saúde, gestão clínica e hospitalar, humanização do atendimento à saúde, adequação às normas e legislação do SUS, hotelaria hospitalar, gestão de obras e engenharia clínica e processos de regulação – há algumas prioridades. “A gestão da clínica, os planos diretores dos hospitais e o processo de gestão de compras são fundamentais”, diz.

“Os hospitais precisam desse apoio porque enfrentaram problemas, durante muito tempo, de financiamento a infraestrutura física, tecnológica e de gestão. Em um quadro como esse fica bastante difícil pensar em fazer um trabalho de excelência”, analisa Rebelatto.

Futuro

Os primeiros hospitais a participar da experiência serão os da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Universidade Federal do Maranhão (UFAM), Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Universidade Federal do Piauí (UFPI), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Em um futuro próximo, ainda no ano que vem, Rebelatto quer estabelecer parcerias internacionais para os hospitais universitários. A ideia é procurar instituições com sistema de atendimento parecido, que tenham passado por dificuldades parecidas de atendimento e formação de estudantes, para trocar experiências. Para o presidente da Ebserh, eles têm muito a colaborar no enfrentamento dos problemas advindos com o envelhecimento da população, que atingirá o Brasil em breve.

Responder

    tiago carneiro

    30/07/2013 - 18h00

    deveríamos todos tornar público esse fato do sírio-libanês ser um hospital safado, credenciado ao SUS apenas para nao pagar impostos.

    Maria Cristina

    30/07/2013 - 20h52

    É verdade! E isso é só um pingo no i de tantas outras coisas inacreditáveis que acontece com o dinheiro público. O Brasil pela arrecadação que tem deveria ter a saúde em 1ºlugar, mas falta coragem, falta honestidade, falta amor a pátria dos governantes em prol dos cidadãos brasileiros. Rombos, desvios de verbas, mordomias e altos salários de quem não faz nada e a falta de investimentos em pesquisas, leva o Brasil a essa mercantilização das doenças.

Jane

30/07/2013 - 17h11

O Nó do assunto é querer ser o BOM, o TAL. Médicos são seres humanos. Em todo o mundo. E como na sociedade há médicos, ruins, medianos e brilhates, oriundos de uma mesma escola. No mundo.
Ocorre que cada país diz e monta o seu Sistema de Saúde. Coisa de governos. Portanto são os governos quem dizem como deve ser a assist~encia. Ocorre que no Brasil o Padilha tira o dele da reta e joga nas costas dos médicos. É muito cara de pau.

Responder

Matheus

30/07/2013 - 16h11

Essa matéria é tendenciosa em alguns pontos. A medicina brasileira esta desde 1990, quando o SUS foi implantado, trabalho com base na Atenção Primária à Saúde. As faculdades hoje em dia não mais beneficiam a formação de especialistas, mas sim de clínicos gerais. Uma medicina mais humanizada é correto, mas não se faz medicina em qualquer lugar do mundo, com qualidade, sem que estejam disponíveis exames básicos, como radiografia, exame de urina e hemograma, coisas que faltam aos montes no interior do Brasil.

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    jotajota

    30/07/2013 - 17h15

    Pois é, querem dizer que os cursos aqui não são humanizados? E que porcaria de curso teremos sem exames? Vamos voltar a idade da pedra.

Brasileiro

30/07/2013 - 16h05

Eu só nao entendo uma coisa . Se a grade curricular de Cuba segundo o artigo acima, eqüivale a 90 % da grade brasileira, porque nao conseguem passar no Revalida ? Venham médicos estrangeiros da onde vcs quiserem mas passem no Revalida! Prova ridícula de facil !

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    Fernando

    30/07/2013 - 16h31

    Em minha opinião TODOS os médicos brasileiros ou não deveriam ser submetidos a um exame antes de começarem a trabalhar.
    Por que os bachareis de direito são obrigados a prestar exame da OAB e os bachareis em medicina não passam por um exame similar?
    Os bens defendidos pelos advogados são mais valiosos que os defendidos pelos médicos?
    Quando um advogado erra o cliente perde a causa, que pode ser sua liberdade.
    Quando um médico erra o cliente pode perder a vida.
    Mas as entidades médicas mais preocupadas com o corporativismo certamente serão contra um exame aos médicoa brasileiros. Por puro corporativismo.
    EXAME PARA TODOS e fim de papo

    Maria Cristina

    30/07/2013 - 20h55

    É isso mesmo Revalida para todos! Que vença os melhores!

    Marcelo

    30/07/2013 - 17h07

    Em um modelo similar ao Revalida, mas apenas em São Paulo, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) realiza desde 2005 uma um exame de avaliação dos formandos nos cursos de medicina no Estado. Porém, apenas desde 2012 a prova passou a ser obrigatória aos recém-saídos das universidades.

    O resultado da primeira prova obrigatória levantou um alerta: 54,5% daqueles que realizaram o exame não passaram no teste. A maioria acertou menos de 60% das 120 questões de múltipla escolha apresentadas pelo conselho.

    jotajota

    30/07/2013 - 17h16

    O governo já vai afrouxar o Revalida para eles passarem, pois do jeito que está não passam. O pessoal da UFRN passou em 80% dos casos, porque não passam?

    tiago carneiro

    30/07/2013 - 18h02

    Existe isso não. Depende da prova. Da mesma forma que quase NINGUÉM passa na OAB…

Luís Carlos

30/07/2013 - 14h33

Trabalhei com jovens médicos brasileiros formados em Cuba alguns anos atrás. Diariamente faziam do trabalho grande demosntração de compromisso social e dedicação à população. Optaram por trabalhar apenas na saúde pública. Não tinham consultório privado. Ficavam na unidade até o último usuário ser atendido. Atendiam populações rurais, semanalmente, viajando horas de carro por estradas não pavimentadas. Uma das médicas, fez parto no banco traseiro de um fiat Uno em movimento, por estradas rurais, em dia de neve no interior do RS, até chegar ao hospital mais próximo. Situação em que alguns médicos sequer colocariam a mão na gestante. Tinham didicação exclusiva ao SUS. Seguima a risca protocolos para pedir exames de imagem de maior complexidade, jamais desperdiçando recursos com exceços de exames. Foram perseguidos por entidades médicas, mesmo com liminar judicial a favor deles.
Sinto orgulho de ter trabalhado com eles, bem como com outros médicos formados aqui no Brasil que se dedicam diariamente ao SUS e à população brasileira.

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    Conceição Lemes

    30/07/2013 - 16h18

    Luís Carlos, vc não gostaria de fazer um texto pros leitores do Viomundo contando a sua experiência? Acho-a muito importante. abs

    Jane

    30/07/2013 - 17h14

    Que ótimo que vc convidou o Dr. Luiz Carlos para escrever. Ele vai escrever! Está doidinho para aparecer. Tá pedindo. Diz que é psicólogo, mas só comenta em post sobre médicos. Detona todo mundo formado no Brasil. Freud já disse tudo sobre gente assim como ele. Vamos ver como se sai como colunista.Talvez ele faça alguma coluna sobre a Psicologia no SUS. Uma beleza, diga-se de passagem. Nos CAPs nem se fal. Não querem psiquiatras lá de jeito nenhum.

    jotajota

    30/07/2013 - 17h38

    Pois é o problema do Luis é recalque . Talvez tenha tentado medicina e não tenha passado, hoje com as faculdades particulares seriam mais fáceis. Mas, gostei da idéia, quem sabe um mais psicólogos nos CAPS….

    Luís Carlos

    30/07/2013 - 22h28

    “Recalque”? Tentativa de diagnóstico? Quem sabe algum argumento sobre saúde pública ou epidemiologia? Algum argumento mais consistente para qualificar o debate? Fugir do foco do debate desqualificando quem discorda de vocês é muito pouco, mesmo que algumas vezes pareça funcionar para tergiversar e não falar do que realmente deve ser dito. Por exemplo, sobre a indústria farmacêutica e sua relação promíscua com determinados médicos e a influencia no modelo de atenção à saúde hegemônico e pouco resolutivo desenvolvido na formação e prática médica brasileira. Ou o possível nexo causal entre essa relação e hiatrogenias. Ou alguém defende de forma sustentada e consistente essa relação entre indústria farmacêutica e médicos como algo “inofensivo” e apenas técnico?
    Sobre psicólogos em CAPS? Sim já trabalhei na assitência à saúde mental. Os psiquiatras são bem vindos, mas somente aqueles que defendem a reforma psiquiátrica. Os demais, que defendem, por exemplo, lei da internação compulsória higienista e alienista, de fato, não queremos. Podem ficar com esses, por favor. Atrapalham bastante pois tem dificuldade em trabalhar em equipe e desconsideram princípios de saúde coletiva, além de comumente dedicarem pouco tempo aos CAPS, menos do que seus vínculos exigem, por terem seus consultórios privados.

    jotajota

    30/07/2013 - 17h18

    Para isso não precisa ser cubano, os coitados dos médicos brasileiros passam por coisas piores nas periferias das grandes cidades….

    JOTACE

    30/07/2013 - 18h07

    Belíssimo depoimento o seu, Luis Carlos!

pampas74

30/07/2013 - 14h19

Que belo exemplo!
Que sensibilidade com os oprimidos e necessitados!
Parabéns de coração!

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mbuff

30/07/2013 - 13h38

há necessidade de uma boa formação não é para atender o comum, mas para saber o que fazer com o incomum.

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    Luís Carlos

    30/07/2013 - 14h22

    As mortalidades infantil e materna, por exemplo, se dão por não saber lidar e não querer lidar com o “comum”. Não estão associadas maciçamente ao “incomum”. E no Brasil esses índices ainda são altos demais, no nível do “incomum”…

severino dantas fernandes

30/07/2013 - 13h29

Ótimo! Temos que ocupar todos espaços.Os movimentos sociais precisam levar este debate para os mais longincuos grotões, precisamos derrotar os piratas da medicina.E preciso ficar bem claro que não confundimos os milhares de peofissionais honestos com as cúpulas donos de clinicas, hospitais e até mesmo de tecnologias. Um sistema mercantilista determinado pelos interesses dos grandes laboratórios e da grande industria dos equipamentos hospitalares.

Responder

mbuff

30/07/2013 - 13h26

pague descentemente ao profissional que ele se dedica.
o padilha adora falar que nos eua tem mais médicos, na inglaterra tem mais médicos…, mas não fala do canadá, pois lá tem menos médicos (relação de 1,4/1000), pois lá tem carreira de estado de médico, o médico lá só trabalha para o estado, isso não interessa ao governo. saber fazer atenção primária é fácil, o problema é quando se depara com outra coisa que ele não saberá resolver.
quanto ao revalida ou oab sou favorável que tenha, pois tem muita faculdade ruim no pais a fora, formando muitos bucefalos por aí. para quem não sabe, o revalida foi “testado” com estudantes de medicina da UFRN do 6º ano, a aprovação foi de 70%.

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    Sr

    30/07/2013 - 15h13

    O inep realizou 2 anos seguidas o revalida, e o próximo esta para dia 25 de agosto de 2013, o que os estudantes da UfRN supostamente fizeram foi uma prova na instituição que misturou as perguntas das duas edições anteriores do revalida e aplicou a os internos, assim fica fácil, pois pensa comigo ” Se te digo que vou avaliar tua turma em 2 semanas com um exame semelhante ao Revalida o que você vai fazer? fara como todos fazem para as provas de residência medica, tu vai estudar e buscar as provas dos últimos anos para ver o nível da prova, para ver a tendencia de perguntas, para fazer as provas anteriores como simulados e corrigir teus erros, VERDADE!! isso e o que faz todos os candidatos a R1 e R3 todos os anos!! agora no dia da prova o que cai e somente a mistura de 2 provas aplicadas em 2011 e 2012 ,kkkkkkk fica fácil em jovem!!!! assim todo mundo deveria passar!!! e os 30% que reprovaram mesmo com essa facilidade, certamente nao usaram do metodo de revisão de provas anteriores, isso se faz pela internet mesmo. Esses 30% deveriam ficar sem direito de CRM pois são insuficiente para trabalhar no brasil segundo você!!!

Acássia

30/07/2013 - 12h19

Resposta para MBUFF

Mais claro que o sol de maio, como a presidenta está tentando diminuir a fila da prevenção…………….. com médicos estrangeiros.

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Jorge Santos

30/07/2013 - 12h01

Que exemplo.
Hipócrates respira aliviado.
Ainda há cura.

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anac

30/07/2013 - 11h46

Nossos doutores não têm razão de impedir quem queira trabalhar no interior, mesmo que praticando a medicina preventiva. Quanto ao revalida, acho que deve ser feito, mas que também sejam submetidos os médicos brasileiros a uma avaliação como o exame da OAB. E que este exame tenha o mesmo nível de cobrança do revalida.

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anac

30/07/2013 - 11h35

Nas ante salas dos consultórios dos médicos urbanos sem recibo quantas vezes não assistimos e esperamos a peregrinação dos representantes da Industria farmacêutica com suas indefectíveis malinhas?

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    jotajota

    30/07/2013 - 17h22

    E qual o problema? não tem representante de pipoca, de produto de limpeza, de comida, de tudo? Vai da relação do médico com a indústria. Medicamentos são um negócio que salvam vidas, mas é um negócio. Sem lucro não tem medicação e muitas doenças não serão tratadas.
    Se o médico quer receber representantes para se inteirar das marcas disponíveis para um produto, qualidade, etc, qual o problema?

    Luís Carlos

    30/07/2013 - 20h40

    Certamente os representantes não terão nenhuma influência, segundo seu raciocínio, nas prescrições feitas por esse médico/a? Não haverá indução nas prescrições feitas pelo médico/a? Os “prêmios” oferecidos pelas indústrias ou distribuidoras aos médicos, como viagens, reformas nos consultórios, equipamentos eletrônicos ou de informática, por exemplo, não tem relação alguma com as prescrições dos medicamentos, ou com metas a serem atingidas pelas empresas quanto às suas vendas? Que relação haveria entre metas de vendas/consumo de produtos da indústria farmacêutica, e intensa prescrição com hiatrogenia? Nenhuma? Teria o médico/a que prescreve, isenção total no momento da prescrição de um medicamento, após receber “incentivos” da indústria farmacêutica? O fato de alguns médicos insistirem com seus pacientes para tomarem medicamento da marca “X” e não das demais tem apenas fundamento técnico? Ou ainda, afirmarem para seus pacientes que medicamentos genéricos não surtem efeito, não ser motivado pela relação “íntima” e pouco transparente que mantém com a indústria?
    São apenas os políticos que devem retribuir as doações de campanha após beneficiados pelos doadores? Os médicos não retribuem à indústria os “mimos” que recebem para prescrever?

MBUFF

30/07/2013 - 11h33

eu nunca vi tanta baboseira. é óbvio que prevenir é melhor que remediar, mas no brasil não se pode obrigar ninguém a procurar atendimento antes de adoecer, até porque a fila é imensa.
a ditadura do comercio não é exercida por médicos, mas pelos grandes empresários da medicina (planos e hospitais, veja a entrevista do dono da amil o godoy). conheço inúmeros colegas que prefeririam trabalhar em um só lugar, ma s financeiramente é impossível, ou vocês acham que alguém gosta de trabalhar 60h por semana?

Responder

    Fernando

    30/07/2013 - 16h41

    É exercida por médicos sim senhor.
    Qualquer ortopedista ao realizar um procedimento de protese EXIGE que os materiais utilizados são os que ELE orienta.
    Alega que ele (o médico) tem um nome a zelar e não vai utilizar qualquer protese.
    Na verdade o médico esta em conluio com os fabricantes e distribuidores da protese. Ele indica a protese e recebe algum do fabricante ou distribuidor.
    Infelizmente muitos dos médicos que estão por ai têm como unica e exclusiva preocupação encher os bolsos de dinheiro.
    A vida e a saude das pessoas que se danem

    Luís Carlos

    30/07/2013 - 20h50

    Desconheces os inúmeros casos de “máfias de órteses/próteses” registrados em dezenas/centenas de relatórios de auditorias no SUS e em operadoras privadas? Nunca leste relatórios do DENASUS sobre auditorias relativas a medicamentos de maior complexidade? Não sabes de auditorias feitas pelo DENASUS sobre Glaucomas? A “ditadura econômica” tem no binômio médico/indústria seu par inseparável. Um produz e presenteia, outro prescreve.
    Quem não conhece a área de auditorias na saúde, especialmente na saúde pública, pode acessar a página do DENASUS e ler alguns dos relatórios de auditorias encerradas. Vale lembrar que auditorias se fundamentam em evidências, não em idéias ou desejos. Estão na página, basta escolher por estados e municípios, e ano.

Francisco Cavalcante Souto

30/07/2013 - 10h47

Esses dois depoimentos deveriam ser divulgados amplamente na grande mídia (como sou ingênuo). Já que jamais serão, vamos divulgar em todos os blogs “ditos sujos”. Parabéns!

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

30/07/2013 - 10h35

Medicina boa e barata!

Primeiro a preventiva.

Depois a curativa.

Não nos esqueçamos do criminoso bloqueio econômico!

Cuba investe cerca de 20% do PIB na educação.

E o Brasil?

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    JOTACE

    30/07/2013 - 18h18

    Continua a disputar o campeonato mundial do número de portadores de lepra (hanseníase)…Se não ganhou o título o ano passado, é o Vice!

Acássia

30/07/2013 - 10h13

Considerando tudo o que lemos sobre o assunto, já sei de que lado fico. Dos cubanos e do governo brasileiro.

E considerando o nível de sofisticação das máfias, acho que eles devem inclusive tomar cuidado com suas vidas.Sabiam que o controle da doença de Chagas já estava quase pronto quando um laboratório da Sucen foi assaltado e daniaficado pelas máfias?

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Mardones

30/07/2013 - 08h48

Muito boa essa iniciativa. Não é só em medicina que o Brasil é orientado para o mercado. Infelizmente, a lógica mercadista assaltou o país como um todo. E tudo se inicia com o financiamento das campanhas políticas. Reverter esse quadro só com uma revolução, mas não há disposição para isso no Brasil.

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    Julio Silveira

    30/07/2013 - 12h03

    Revolução não se faz só com armas, também se faz com persistência, perseverança e ideal e o exemplo vem de cima, mas não lá de cima de Brasília, me refiro ao exemplo desses jovens médicos.
    Revolução se faz com cobrança, com responsabilidade, com ética de verdade, sem apoio aos hipócritas que convivem conosco como amigos e que muitas vezes nos compram com pão.
    Revolução pode ser feita entendendo a cultura dominante e dando demonstrações claras de discordância de seus principio, revolução se faz se rebelando também pacificamente contra uma cultura nociva a cidadania. Na humanidade frutificam exemplos de homens que revolucionaram a cultura de seus países. Espero acreditando que teremos o mesmo por aqui um dia.

Caracol

30/07/2013 - 07h24

TAÍ!
COMPAREM ESSES DOIS JOVENS COM OS “HERÓIS” DO PEDRO BIAL NO BIG BROTHER E VEJAM QUEM SÃO OS VERDADEIROS HERÓIS DA JUVENTUDE BRASILEIRA.

(Desculpe, Conceição, eu sei que você prefere caixa baixa, mas é que eu queria gritar mesmo).

Responder

    Conceição Lemes

    30/07/2013 - 10h39

    Valeu, Caracol. Concordo. abs

    Luís Carlos

    30/07/2013 - 18h08

    Conceição
    Agradeço pelo convite e oportunidade. Dada a “curiosidade” e “incentivos” abaixo, estou inclinado a fazer.

Horridus Bendegó

30/07/2013 - 06h33

Grande matéria, Azenha!

Parabéns aos dois jovens médicos brasileiros!

Responder

Uelintom

30/07/2013 - 03h39

Esses médicos formados em Cuba tiveram seus diplomas validados no Brasil?

Responder

    Conceição Lemes

    30/07/2013 - 10h40

    Leia a matéria, Uelinton. abs

    Acássia

    30/07/2013 - 12h15

    Uelington

    leia o 4º parágrafo.

    matheus

    31/07/2013 - 17h08

    Quem não tem os diplomas revalidados são os médicos formados no Brasil…

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