VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Danilo: “Nunca vi tanto prazer em espancar gente; é a segurança da impunidade”


07/12/2011 - 11h10

por Conceição Lemes

Danilo Paiva Ramos tem 30 anos, é antropólogo, faz doutorado na USP, onde é pesquisador. Domingo, 5 de dezembro, ele foi à casa de amigos assistir ao jogo Corinthians vs Palmeiras. Na volta, acabou espancado na Paulista por um PM.

Muito indignado, fez um boletim de ocorrência no 78º Distrito Policial e um relato da arbitrariedade e da violência daquele fim de noite e mandou, por e-mail, para muita gente (Veja aqui).

Ontem, terça-feira, 7 de dezembro, eu conversei com Danilo, entre a ida dele à Corregedoria e à Ouvidoria da Polícia Militar e o novo exame de corpo de delito, no Instituto Médico Legal. Ele deu mais detalhes do que aconteceu desde o instante em que desceu na estação Trianon-Masp, do metrô.  O que impressiona é a segurança da  impunidade por parte de autores e responsáveis.

Viomundo — Vocês estavam em quantos?

Danilo Ramos – Eu estava sozinho, voltando para casa! Desci no metrô Trianon-Masp e vi na calçada da Paulista um grupo tocando tambor, festejando o pentacampeonato, todos superpacíficos. Eu vestia a camiseta do Corinthians, parei para olhar.  Em questão de uns cinco minutos, já estávamos sendo espancados.

Eu não percebi que um grupo de policiais se formou atrás de mim. Quando vi, já estava apanhando.  Como eu estava um pouco distante do pessoal que batucava, fui um dos primeiros com que os policiais se defrontaram. Todos com cassetetes na mão, eles vieram “varrendo” a calçada da Paulista. Bateram primeiro na palma da mão, depois na barriga…É  pra não deixar marcas.

Viomundo — No seu relato, você diz que tentou conversar com o policial agressor, para saber por que estava apanhando. Depois, falou com um suposto sargento que estava no local. Gostaria que você repassasse esses momentos.

Danilo  Ramos — Na verdade, eu demorei um pouco para entender o que estava acontecendo.

Um soldado me agrediu mais de uma vez. Fiquei muito indignado. Perguntei o nome dele, que não respondeu. Continuou me xingando, me ameaçando.

Perguntei então por que estava fazendo aquilo. Respondeu que as pessoas da Paulista precisavam dormir, descansar.  Depois, atrás dele, veio outro PM, com cassetete, berrando que iria me espancar de verdade.

Nessa hora, vi um senhor mais alto, com quem  algumas pessoas da multidão estavam indo conversar. Reparei pela identificação que era sargento e fui questioná-lo: “Eu estou sendo espancado por um soldado seu e preciso saber o nome dele”.

“Me aponta quem é esse soldado”, devolveu-me. Apontei, porque era fácil reconhecê-lo pelo aparelho que usava nos dentes. “Eu não conheço esse soldado”, respondeu. “Se você quiser uma identificação, anota aí a minha.” Estava escrito 3 sgt LUIZ.

As pessoas já estavam correndo e um rapaz veio me tirar dali: “Sai, sai, que eles vão te pegar mesmo!”

Fui saindo com o pessoal. Daí,  sozinho, desci a Pamplona e fui para a minha casa. No caminho, tirei a camiseta, pois havia um monte de viaturas circulando e fiquei com medo de que me seguissem e me espancassem mais severamente.

Cheguei em casa, atemorizado, tremendo, conversei com a minha esposa e fomos ao 78º DP, na rua Estados Unidos.

Na delegacia, assim que comuniquei ao delegado que iria fazer um boletim de ocorrência contra um soldado que tinha acabado de me espancar na Paulista, ele alterou a voz, começou a gritar, insinuando que eu tivesse feito alguma coisa com esse soldado: “Polícia não bate à toa, você deve ter feito alguma coisa, você deve ter provocado”.

“Eu não provoquei”, rebati. “Eu tratei o soldado por senhor o tempo todo, enquanto ele me xingava. Eu tratei também o sargento por senhor o tempo inteiro…”

E prossegui: “Os PMs xingam para provocar até a gente perder a razão. Justamente por isso eu tratei todos como senhor. E o pessoal do grupo também não estava xingando, estava superpacífico, não estava fazendo nada demais. Agora se esse é modo com que o senhor trata as vítimas na sua delegacia, eu vou procurar outra”.

Aí, o delegado [Marcelo da Silva Zompero] disse: “Espera que eu preciso pegar o seu nome”.

Diante da intimidação, reagi: “O senhor vai me passar o seu nome também, porque ele vai constar no outro BO”.

Ele parou: “Então vou registrar o BO aqui para você”.  Daí em diante, ele começou a me tratar como vítima, foi muito cortês, fez todos os procedimentos necessários.  Inclusive disse que eu deveria procurar a Corregedoria da Polícia Militar.

Do 78º DP, ligaram para alguns batalhões e não conseguiram identificar quem estava fazendo a operação na Paulista naquele horário.

Viomundo — A que horas foi isso?

Danilo  Ramos –  A agressão, por volta da meia noite. A ida à delegacia, em torno da meia noite e meia.

Na madrugada de domingo para segunda, eu fui ainda ao IML [Instituto Médico Legal], para fazer exame de corpo de delito. Eu estava com a mão inchada — ainda está um pouco — e com dores fortes no abdômen, que eu ainda estou sentindo.

Fui atendido por uma médica que fez um exame que durou menos de 1 minuto. Ela simplesmente olhou pra mim, preencheu um papel e mandou que eu entregasse o protocolo na delegacia.

Hoje pela manhã [ontem, 7 dezembro] fui à Corregedoria da PM. Lá fui bem tratado, eles fizeram uma primeira pesquisa para saber quem que poderia ser o sargento, mostraram algumas fotos para eu identificar…

O soldado que me agrediu eu consigo mais ou menos identificar, mas o sargento, não.

Aparentemente para essas ações da PM eles formam um grupo com soldados de batalhões diferentes…

Eu registrei queixa por abuso de autoridade. Mas eles me disseram que houve também outra contravenção, que foi a prevaricação do suposto sargento. Porque eu lhe comuniquei que um dos seus soldados tinha me espancado e ele ignorou, fez como se não fosse problema dele também.  Na Corregedoria, pediram outro exame no IML que vou fazer agora à tarde.

Viomundo — E na Ouvidoria da PM, como foi?

Danilo  Ramos – Fui à Ouvidoria assim que saí da Corregedoria. Fiz uma solicitação para que acompanhassem o caso. Lá quem me atendeu foi o senhor Bira, que disse que a prática de os soldados trabalharem sem identificação está realmente muito comum e que isso foi usado recentemente na ação da PM na USP. Foi o senhor Bira, aliás, que acompanhou o caso da USP.

Ele chegou a dizer que, infelizmente, existe até uma conivência do governador com este tipo de ação. Há uma série de fatos que comprovam esse tipo de atitude da PM e que continua a ser praticada, pois eles têm a segurança de que não vai acontecer nada com eles.

Viomundo — O que mais te assustou nessa história?

Danilo Ramos — Eu tenho 30 anos. Participo do movimento estudantil, de passeatas, desde 2.000.  Trabalhei interior de São Paulo e no sul do Pará com o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), trabalho na Amazônia numa região de fronteira, onde tem exército, trafico de drogas.

Eu nunca vi tanto prazer em espancar, parecia que eles estavam brincando enquanto espancavam a gente. À medida que eu e outras pessoas questionavam, eles xingavam mais, batiam mais.

Prazer mesmo, sadismo puro, com a segurança da impunidade.  Ninguém ali podia fazer qualquer coisa contra eles… Fiquei superchocado, não consigo dormir direito, tenho pesadelos durante a noite, é um terror absurdo.

Viomundo – E agora o que vai fazer?

Danilo  Ramos — Fiz o texto, que vocês publicaram, estou tentando divulgar da maior forma possível. Eu quero identificar essas pessoas, eu quero que o soldado e o sargento sofram processo administrativo e criminal.

Por isso eu declarei na Corregedoria e te digo agora: eu quero uma resposta da PM, do governador, ou seja lá de quem for, sobre esse tipo de tática que os soldados estão utilizando.

Antigamente, você só ouvia falar de atrocidades da PM na periferia das grandes cidades, como São Paulo, no sul do Pará… Eles tiram os distintivos, espancam as pessoas, matam.

Agora, isso se tornou uma coisa rotineira. Se na avenida Paulista, com um monte de câmeras, eles fazem isso, é porque têm certeza de que nada vai lhes acontecer .

Pelo que a ouvidoria me explicou, todos os processos acabam arquivados. Portanto, de pronto, eu sei que isso não vai dar em nada. Agora, eu realmente faço questão de que o meu nome apareça, de que a minha instituição apareça. Se o Estado não der nenhuma segurança aos seus cidadãos, isso vai acontecer. De novo. E, de novo. E, de novo. É uma lógica muito perversa a gente  correr risco, porque o Estado garante a impunidade.


Leia também:

Antropólogo da USP é espancado por PM na avenida Paulista

Souto Maior: Depois da irracionalidade





67 comentários

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Walter Sales

10 de julho de 2014 às 16h50

Por que não vão embora da cidade, do estado, do país? Eu também não estou satisfeito com um monte de coisas, mas a baderna e destruição que pessoas dos movimentos que vocês apóiam causam só atrapalha ainda mais a vida de pessoas que precisam e trabalham. Sim, é diferente precisar trabalhar e trabalhar mesmo. Acaba não sobrando tempo pra tanta “filosofia” e poucas idéias, pouca ação construtiva. Mas destruir é fácil, até mais fácil do que deveria ser pra polícia inibir essa corja.

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Margareth Venci

08 de dezembro de 2011 às 15h30

Lembram daquela música do Chico diante das atrocidades policiais permitidas durante a ditadura brasileira que diz "… chame o ladrão, chame o ladrão … " O regime democrático não deve permitir tais acontecimentos. Nossa indignação é total !Por favor, Senhor Governador, reveja NOSSA DEMOCRACIA !

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marcia fernandes

08 de dezembro de 2011 às 13h21

http://youtu.be/3BbxzwCEb-E
"Deus me deu perna comprida e muita malícia/ Pra correr atras de bola e fugir da policia/Um dia ainda sou notícia" Partido Alto Chico Buarque/ por Cássia Eller

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Paulo Roberto Souza

08 de dezembro de 2011 às 10h18

Um estado que durante os últimos vinte anos vem sendo governado pelos pulhas do PSDB, poderia ser diferente? O problema não é a PM, cujas mazelas, incompetência, e absoluta impropriedade como instituição policial, todos estão cansados de saber, mas o núcleo duro do comando do Estado. Alguem tem alguma dúvida de que pessoas como Serra, Alckmim, Cassab e toda a corja de malfeitores de que se cercam, agiriam de outra forma quando investidos do poder que o maior e mais poderoso Estado da Federação lhes confere? Em outros estados, mais pobres até, onde a violência também ocorre, como consequência absoluta da terrível e perversa concentração de renda que é a marca do Brasil, não é comum ações tão bárbaras como amiúde ocorrem em S.Paulo. Enquanto o povo de S.Paulo não acordar e não banir definitivamente essas forças do atraso e da barbárie, fatos como estes continuarão a ocorrer.

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Gerson Carneiro

08 de dezembro de 2011 às 03h49

Danilo, é terrível falar isso mas você não foi o primeiro, e não será o último. Infelizmente.

Nesse vídeo, o prazer em espancar gente que você menciona. É a segurança da impunidade.

[youtube u9yOduSRjws http://www.youtube.com/watch?v=u9yOduSRjws youtube]

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nelson freitas

07 de dezembro de 2011 às 21h46

São Paulo é uma imundície, é terra do podre, do Bispo de Guarulhos, do Serra da bolinha de papel, da homofobia, do perito molina, da polícia sensitária que aborda preferencialmente moto e carro velho, do pessoal de higienópolis, da elite branca, do preconceito contra nordestino, terra do ódio implantado pelos 20 anos de governo tucano.

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mateus

07 de dezembro de 2011 às 21h35

Se alguém que for agredido, por um PM, conseguir pegar pelo menos um fio de cabelo, desse PM. Quais as chances de justiça obrigar aos PM fazem exame de DNA para ser identificado o agressor? Pode ser um fio de cabelo, ou fio do pelo do braço, qualquer pequena parte do corpo humano contem DNA. A vida humana não tem preço. Então fazer todo esse processo de identificação, acho eu que é totalmente necessário.

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marcia fernandes

07 de dezembro de 2011 às 21h22

Petição Contra a violência da Policia Militar:
criada por mim, assinem: http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=

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maria_do_carmo

07 de dezembro de 2011 às 19h31

O governador alkmim nunca me enganou, conivencia com soldados trabalhando sem identificacao, (bem opus dei) tudo pelo poder; nao servir o povo , e inadimissivel e gravissimo .
Atencao o sr kassab esta nomeando militares para as sub-prefeituras estao militarizando sao paulo !
Lamentavel e tragico o que aconteceu com o Danilo; infelizmente acontece com muitos outros cidadãos que saem da delegacia humilhados e sem forcas para lutar , parabens pesquisador Danilo orgulho dos brasileiros. e isso denunciar, pois quem cala consente. Esteja certo o sargento esta formando monstros. O momento melhor e cumprimentar a jovenzinha iluminada Ana Giulia Zorteia , que serve de exemplo de dignidade a todos.

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Wallyson Almeida

07 de dezembro de 2011 às 18h44

Até onde Brasil, até onde ?

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Daniel

07 de dezembro de 2011 às 18h22

Eu gostaria de saber o que a polícia que faz esse tipo de coisa vai fazer quando a população se cansar e reagir contra as agressões com pauladas, pedradas ou até mesmo na bala…

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Miron

07 de dezembro de 2011 às 17h47

A pergunta que fica é: Porque sempre em São Paulo? Ai não tem governador não ?
1 Assassiantos de jovens negros pobres da periferia pela PM de SP;
2. Cassetete em professor;
3. Cassetete em estudante (preferencialmente da USP);
4. Cassetete na própria polícia;
5. Assassinatos em série de moradores de rua;
6. Ataques e assassinatos de homossexuais;
7. Associação da PM com o tráfico;
8. Maior rede de corrupão da politica brasileira (1 bilhão Kassab/Controlar – 700 milhões Serra/Alckmin/Tietê – 9 milhões Alckmin/veja-isto-é-folha de são paulo-estado de são paulo).

etc, etc, etc, etc., etc……..

Responder

    Lu_Witovisk

    07 de dezembro de 2011 às 18h20

    Tem governador, claro! e aplaude alguns cacetetes, outros ele se omite e da corrupção ele diria: calúnia destes petistas, comunistas, terroristas da esquerda! :P

Antonio C.

07 de dezembro de 2011 às 17h44

Ué, agora, na Paulista não tem câmera? Com "protecionismo" e corpo mole por parte da Corregedoria, quem sabe, essas fitas não existam – a não ser que alguma tevê queira, certo?

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Julio Silveira

07 de dezembro de 2011 às 17h18

A questão aí é na seleção feita pelos Recursos Humanos da Policia. Quem decide o ingresso segue o perfil de quem decide. O sujeito para ingressar deve saber dizer duas palavras: Parede e porrada.
Demonstrar um nivel intelectual um nivel acima para que não lhes ocasione babar o tempo todo, apenas quando em serviço de agressão.
Esse é o nivel de exigencia ideal. Gentileza, educação, cultura, estão fora do cardápio, quem pretende ser assim logo será enquadrado, o pior é que isso vem de cima.

Responder

Osbourne

07 de dezembro de 2011 às 17h12

Não estou defendendo a atitude brutal da PM, mas o senhor Danilo Ramos deveria saber que pessoas vestidas com camisas de time de futebol (ainda mais a do corinthians), reunidas em grupo, fazendo barulho com tambores a meia noite em uma cidade violenta como São Paulo são verdadeiros pratos cheios para a PM ou torcedores de outros times mostrarem sua força (ou fraqueza). Se o senhor Danilo Ramos tivesse ido para sua casa sem parar em local algum ou visto o jogo em sua casa a chance desse imbrólio acontecer seria bem menor. Infelizmente é assim que a coisa funciona!

Responder

    murilo

    08 de dezembro de 2011 às 08h14

    olha obourne, pensei em responde,r mas preferi gonzaguinha:
    "Você deve aprender a baixar a cabeça
    E dizer sempre: "Muito obrigado"
    São palavras que ainda te deixam dizer
    Por ser homem bem disciplinado
    Deve pois só fazer pelo bem da Nação
    Tudo aquilo que for ordenado
    Pra ganhar um Fuscão no juízo final
    E diploma de bem comportado"

    Julia

    08 de dezembro de 2011 às 11h29

    É esse tipo de argumento que traz tantos problemas pra sociedade entender seus DIREITOS.

    cronopio

    08 de dezembro de 2011 às 12h10

    Esse argumento é escandalosamente sofístico. Vira e mexe, esse tipo de sofisma vem à tona nas discussões aqui do site. Na verdade é quase onipresente, ele aparece nos mais variados contextos. É uma espécie de maria-sem-vergonha discursiva. Resumidamente, esse sofisma consiste em culpabilizar a vítima pelo crime, retirando a responsabilidade do criminoso, ou, pelo menos, parte dela. Há diversas variações: "Uma mulher foi violentada e brutalmente assassinada? Ora, mas o que ela estava fazendo sozinha na rua à noite?". "Um morador de rua foi espancado por carecas neonazistas? Ora, todos sabem como as ruas são violentas, é lamentável… mas por que ele não estava no abrigo?". Minha avó, inclusive, getulista convicta, sempre nos presenteia com esse tipo de sofisma. No ano passado, por exemplo, meu primo sofreu um sequestro relâmpago enquanto voltava de um churrasco, domingo à tarde, na rua Teodoro Sampaio. Ao saber da notícia, minha avó emendou: "O Roberto foi assaltado, é? Que pena, coitado do Roberto…" a compaixão era só finta, logo em seguida, a marota concluiu, com um sorrisinho: "Bom, se ele estivesse na igreja, não teria acontecido nada." Enfim, acho que não é a primeira nem a última vez que veremos esse tipo de sofisma. Infelizmente é assim que a coisa funciona!

    Leonel

    09 de dezembro de 2011 às 18h51

    Muito boa Cronopio.Aqui no Rio Grande o secretário de segurança do governo tucano yeda crussius um tal de cel. mendes afirmava que os maiores responsáveis pelos altos indices de violencia eram as vitimas que "não tomavam os devidos cuidados". E,se tu me permite,o teu primo poderia dizer a vovó que o risco de ser assaltado na igreja também era grande quem sabe até maior.Abraço

marcia

07 de dezembro de 2011 às 16h02

e vem filhinho de PM aqui defender esses caras.

são, em sua grande maioria, pessoas que pouco pensam em coletivo, que quase nada sabem de liberdade ou papel do Estado.

são ainda homens com problemas de inferioriadade. precisam de muitos falos para repor tanta ausência.

enquanto os militares estiverem nas ruas, nao haverá paz.

Responder

Fabio SP

07 de dezembro de 2011 às 15h56

Quem apanhou foi um corintiano? Então o PM não sabia porque estava batendo, mas o corintiano sabia porque tava apanhando….SSSSSSSSSAAAAAAAAAAAAANNNNNNNNNNTTTTTTTTTTTOOOOOOOOOOSSSSSSSS!

Responder

    cronopio

    07 de dezembro de 2011 às 19h17

    Isso Fabio, continue demonstrando todo o seu respeito pela democracia, bem como sua maturidade. Seus comentários são sempre muito elucidativos. Meus parabéns!

RicardãoCarioca

07 de dezembro de 2011 às 15h25

O bom da imprensa é que ela denuncia esse tipo de coisa, coibindo este tipo de prática. Mas quando ela é cooptada, vendida, como é o caso entre PiG e oposição, a roubalheia e a repressão podem correr solta, pois tudo ficará quase totalmente ocultado. Este é o principal motivo de eu temer a volta dos tucanos ao governo federal. Eles virão virulentos, famintos de poder e jorrarão dinheiro nos faturamentos das empresas da grande imprensa, em troca do seu silêncio. O segundo motivo é que eles são entreguistas e o terceiro é que eles são corruptos. Corruptos por corruptos, como está, está bom.

Responder

Marcelo Brancucci

07 de dezembro de 2011 às 15h21

Desculpem por sair um pouco do assunto, mas uma estagiária de um colégio de elite de São Paulo (o Anhembi Morumbi) sofreu uma violência incrível: Negra, a moça foi orientada por uma superiora a alisar o cabelo. O motivo estaria na famigerada "boa aparência". Como é de esperar, a direção afirma que não é "bem assim" e tal, mas a jovem foi buscar seus direitos.

Gostaria que vocês apurassem este caso.

Responder

FrancoAtirador

07 de dezembro de 2011 às 15h00

.
.
"…Lá quem me atendeu foi o senhor Bira, que disse que a prática de os soldados trabalharem sem identificação está realmente muito comum e que isso foi usado recentemente na ação da PM na USP…
Ele chegou a dizer que, infelizmente, existe até uma conivência do governador com este tipo de ação…"

Coitado do Sr. Bira.
Tá ferrado!
.
.

Responder

emerson57

07 de dezembro de 2011 às 14h38

o ministro viajou no avião.
está errado.
rua!!!!!!!
…………………………….
o GOVERNADOR apoia formação de quadrilha: (soldados sem identificação, ordem de espancar a população, ações sem respaldo legal, falta de acompanhamento às ações da polícia contra a população, delegados que julgam, processos irregularmente arquivados, etc.)
pergunto: COMO É QUE FICA?

Responder

Rogério Tomaz Jr.

07 de dezembro de 2011 às 14h02

É ao mesmo tempo surreal e insano, beira o inacredtável, que São Paulo seja "protegida" por uma Polícia Militar como essa. E isso não seria assim se essa "pedagogia da violência" não tivesse a autorização e mesmo o estímulo por parte do governo estadual. São Paulo hoje é uma cidade protofascista. E o pior é que o ódio que geral esse tipo de "método" da Polícia Militar é alimentado por parte da população, no cotidiano, e chancelado eleitoralmente a cada eleição ganha pelos tucanos e seus aliados. Lamentável é o mínimo que se pode dizer desse caso e da situação de São Paulo hoje.

Responder

mucio

07 de dezembro de 2011 às 13h55

Enquanto a Polícia for Polícia Militar teremos essas aberrações. Pois estes caras estão num limbo em que não são policias e nem soldados.

Responder

Chico Nunes

07 de dezembro de 2011 às 13h44

Cada vez mais comum, atitudes truculentas por parte de policiais civis e militares.
É um alerta para a classe média, que está sempre a exaltar comportamentos truculentos contra parcelas desfavorecidas da sociedade. Policia deve agir dentro do limite da lei. Sem isso, todos estarão sujeitos a esses abusus repressores.

Responder

Geso S

07 de dezembro de 2011 às 13h34

Tornar cada vez mais visível isso
pode ajudar à conter esse tipo de violência
mas o que chama atenção aqui é a coragem e a persistência do Danilo

Responder

leandro

07 de dezembro de 2011 às 13h33

Tanta coisa acontecendo, queda de mais um ministro, estagnação do crescimento, outro ministro já sendo pressionado, aprovação do código florestal, guerra contra o crack e nada aqui.

Responder

    Glauco Lima

    07 de dezembro de 2011 às 14h47

    Procure outro blog!

    Marcelo

    07 de dezembro de 2011 às 23h24

    Glauco, pense melhor. É importante que ele fique aqui (apesar disso requerer um pouco mais de paciência da maioria dos visitantes). O ser humano aprende e ensina assim, né?

    leandro

    08 de dezembro de 2011 às 08h21

    Essa é a logica dos "progressistas", ou fala o que agrada ao governo ou não fala nada. Falta senso crítico, falta coerencia. E por falar nisso, o carro chefe da eleição da dilma tá abandonado. Transposição do São Francisco.

murilo

07 de dezembro de 2011 às 13h30

finalmente algpem se dignou a entrevistar o danilo., o g1 e a record publicaram uma matéria e usaram trechos do texto escrito pelo danilo como se fosse uma entrevista.
ninguém foi checar os dados, viram que houve certa repercussão ecriaram a notícia a partir das informações contidas no texto.

assim fica difícil confiar nos meios de comunicação. e o chato é que, assim que o assunto esfriar, continua a impunidade…

mesmo assim, fica registrado meu agradecimento ao viomundo e, sobretudo, à conceição lemes, pelo empenho na cobertura e divulgação da história.

Responder

Jair Bolsanacara

07 de dezembro de 2011 às 13h05

É uma pena, os paulistas deveriam refletir melhor antes de votar nesta corja herdeira da ditadura.
Eles querem estimular seus policiais a continuar com esta violência como se ainda vivêssemos na ditadura.
Covardes, são mandados por governantes fracos, que nada mudam esta situação.
A próxima parada dos que fazem passeata contra a corrupção deveria ser na Secretaria de Justiça e de Segurança Pública de Sâo Paulo.

Responder

Jairo_Beraldo

07 de dezembro de 2011 às 13h05

O delegado e a escrivã que atenderam ao Danilo, devem ter dado sonoras gargalhadas depois de lavrada a reclamação e ele ter ido ao IML…bobagem ocupar esta gente…são qual o PSDB – é quadrilha, não há um só que preste…

Responder

SILOÉ-RJ

07 de dezembro de 2011 às 13h04

Até que um dia sem saber, a policia pegar um dos seus.
Só assim, para mudar essa situação covarde e absurda.

Responder

    floyd

    08 de dezembro de 2011 às 19h29

    ja aconteceu no interior de sp

Edson F.

07 de dezembro de 2011 às 13h00

Como disseram trata-se de uma política de Estado. E São Paulo infelizmente tem seguido essa lógica perversa.

Responder

marcosomag

07 de dezembro de 2011 às 12h54

Alckmin e os seus Torquemadas.

Responder

Morvan

07 de dezembro de 2011 às 12h40

Bom dia.
Polícia para quem precisa. Torcedores, em tese, não necessitariam de. O problema é o mesmo, já useiramente aventado: a polícia de 1964, sem qualquer refrescamento de ideias, métodos e procedimentos. Não serve a uma sociedade de direito. Anacrônica. Feita para arrebentar, e não para proteger.
Sem uma reorientação completa na "lavagem cerebral" ocorrida dentro das instituições de formação (sic!) de policiais, não tem solução. Mas a pergunta é: "a quem interessaria, esta reorientação"?

:-(

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

Joselito

07 de dezembro de 2011 às 12h31

Impunidade. Essa é a palavra. Com a impunidade institucionalizada no Brasil como está, porque EU devo cumprir as Leis??

Esse é o sentimento do povo que, não raras vezes, prefere fazer "justiça com as próprias mãos" .
Voltemos ao código de Hamurabi.

p.s.: usar as forças do Estado para repreender dessa forma é coisa de forma de governo autoritaria, como ditadura. E o pior é que os membros dessa força são despreparados, e tão bandidos quanto aqueles que eles chamam de bandidos.

Responder

Julio

07 de dezembro de 2011 às 11h59

É bom a gente abrir o olho com essa ofensiva conservadora no Brasil (visto que muita gente apoia essas atitudes abusivas da PM, entre outras coisas). É bom cuidar, porque senão vem ai a "Revolução Democrática de 2014".

Responder

    Jairo_Beraldo

    07 de dezembro de 2011 às 13h08

    E a grande maioria que apoia, são os menos favorecidos. Adoram quando esses anacéfalos fazem um "estrago" no filho do vizinho, até que eles façam um estrago nos seus entes. Bobagem achar que só a elite apoia estas atitudes….tem maior ressonancia nas classes C,D e E.

    Daniela Schuster

    07 de dezembro de 2011 às 14h51

    Que preconceito de classe, hein, sr. Jairo! Esse seu comentário só reverbera os estereótipos que a dita "crasse" média tradicional alimenta contra a maioria menos favorecida. Classes C, D e E não são massas homogêneas que pensam da mesma forma. Existe pluralidade de opiniões e visões de mundo no nosso meio tb. Vc, talvez por um ato falho, deixou transparecer um traço fascista meio enrustido.

    Jairo_Beraldo

    07 de dezembro de 2011 às 18h30

    Sra Daniela, talvez não seja eu o facista…se olhe no espelho e deixe de hipocrisia!!! Mesmo porque, tenho presença nos comentarios há algum tempo e não me escondo nem em nome e nem em fotos…OK???

Marcelo de Matos

07 de dezembro de 2011 às 11h58

É utopia pensar que a polícia poderá ser reeducada e não mais cometer desmandos. Sempre haverá abusos. Algum tempo atrás houve rebelião de presos e um conhecido meu foi morto a tiro quando esperava a namorada em um ponto de ônibus. O clima de confusão em um jogo desse tipo faz emergir a animosidade latente, ou pouco dissimulada da tropa. As torcidas organizadas, também, deixam à mostra seu instinto selvagem nessas horas. O melhor que se faz é seguir o conselho de PHA: se um canal não está agradando faça como eu – mude de canal. Quero dizer: mude de esporte que futebol é baixaria. Costumo tomar cerveja em um bar próximo do Parque Antártica. Já cansei de presenciar cenas de violência de torcida organizada. Estou pensando em um tratamento psicológico para deixar a cerveja e o futebol.

Responder

    Marcelo de Matos

    07 de dezembro de 2011 às 12h00

    PS: já sei que meu comentário vai ser considerado "de direita". Segundo dizem, a diferença entre ser de esquerda e direita é essa: o de direita muda seu comportamento; o de esquerda quer mudar o mundo.

    bittersweetfilm

    07 de dezembro de 2011 às 12h59

    Mais correto seria dizer: o de direita quer cuidar só de si (e dos seus), o de esquerda preocupa-se com as demais pessoas do mundo.

    Conceição Lemes

    07 de dezembro de 2011 às 16h27

    Bitter, sabe quantos anos tem a Ana Giulia? 11 anos!!!!!!!! Que tal? A queridíssima Aninha é a leitora mais jovem do Viomundo. abs

    Morvan

    07 de dezembro de 2011 às 17h02

    Boa tarde.

    E, apesar da pouca idade, Conceição, de Posts muito felizes e eloquentes.
    E nunca vamos esquecer aquela traulitrada certeira que ela dera no sr. Aleluia. Bingo.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Conceição Lemes

    07 de dezembro de 2011 às 17h25

    Vc também é fã da Aninha, não é Morvan? A traulitrada no Aleluia foi a estreia dela aqui, lembra-se? NUnca vou me esquecer do e-mail que mandei pra ela: vc tem certeza de que tem 10 anos,rssr? Resposta, rsrsr, até maio, sim, pois aí faço 11. Grande menina. abs.

    Morvan

    07 de dezembro de 2011 às 17h30

    Boa tarde.
    Obrigado pelo retorno, Conceição. Se sou fã de Ana Zortea? Sou um dos maiores tietes do Blog, sem dúvida.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Davi Lemos

    07 de dezembro de 2011 às 17h03

    E ótima comentarista, diga-se de passagem. Ponderada, respeitosa, ela sabe se comportar neste espaço.

    Ana Giulia Zortea

    07 de dezembro de 2011 às 13h20

    Marcelo, se querer acabar com as injustiças e com as impunidade de quem deveria proteger o povo e manter a ordem de maneira pacifica e não abaixo de violência como vemos ultimamente os policiais fazendo, e se querer mudar o mundo é querer que todos sejam tratados com respeito e dignidade e se isso é ser de "esquerda" sinceramente já sei, serei uma ESQUERDISTA. Pois não vou nuca me conformar em lutar por justiça só para mim, ou mudar meus pensamentos e modo de agir para deixar estas injustiças acontecendo com outros. Talvez esta seja a grande diferença de quem é de DIREITA e de quem é de ESQUERDA. A direita pensa só em Sí, a esquerda pensa na sociedade como UM TODO.
    Ja pensou se todos pensassem como você?? Nada nunca mudaria e muitos horrores continuariam acontecendo.

    Morvan

    07 de dezembro de 2011 às 16h59

    Boa tarde.

    Salve, Ana Giulia Zortea.

    Se todos pensassem como nosso amigo postante, Ana Giulia Zortea, nós não precisaríamos (e nem deveríamos) ter descido das árvores…

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Glauco Lima

    07 de dezembro de 2011 às 14h51

    E você acha que o mundo está bom!
    Para mim o mundo está uma porcaria, eu quero mudá-lo!
    Se isto for ser de esquerda, você realmente, mais que de direita é um "reaça".

    cronopio

    07 de dezembro de 2011 às 19h15

    Desculpe, caro Marcelo, mas, para ser considerado de direita, seu comentário ainda precisa melhorar muito. Por enquanto, é puro confirmismo. Pois mesmo um direitista julga ser preciso agir, e age na direção do que considera ser o bem maior.

    Um grande filósofo cristão, como São Tomás de Aquino, consideraria que sua declaração, aliás, incorre em um pecado mortal. Não acredita? Veja o que ele declara a respeito da "acédia", ou seja, "o tédio de agir", ou simplesmente o que nosso Houaiss define como: "enfraquecimento da vontade; inércia, tibieza, preguiça". Mas passo a palavra ao próprio São Tomás de Aquino:

    "I. ― A acédia é pecado.

    A acédia é um tédio que acabrunha; i. é, que deprime de tal modo a alma do homem que não lhe apraz fazer nada; assim como tudo o que é ácido é ao mesmo tempo frio. Por isso, a acédia produz um certo tédio de agir, como claramente o diz a Glosa àquilo da Escritura (Sl 106, 18): A alma deles aborreceu toda a comida, que a acédia é um torpor da alma, que desiste de começar o bem.
    Em si mesmo, é mau o tédio quando causado por um mal aparente que é, em si mesmo, um bem, como quando se trata de um em espiritual e interior, que não pode ser um mal senão em aparência, enquanto contraria os desejos carnais. Mas, também o tédio causado por um mal verdadeiro é mau pelos seus efeitos, se acabrunhar o homem de modo a retraí-lo totalmente das boas obras. Por onde a acédia, designando o tédio causado pelo bem espiritual, é pecado.

    Contra a acédia, o remédio é a ofensiva pela meditação perseverante; pois, quanto mais pensamos nos bens espirituais, tanto mais se nos tornam agradáveis, e isso faz cessar a acédia.

    II. ― A acédia é um vício especial.

    Ela não o é enquanto faz o homem se entristecer com o bem espiritual, pois todo vício foge do bem espiritual da virtude oposta; nem tampouco por fugir do bem espiritual quando penoso ou molesto ao corpo, ou quando obstáculo para o prazer do mesmo. A acédia é um vício especial por se contristar com o bem divino.

    Todos os bens espirituais, concernentes aos atos de cada virtude, se ordenam a um bem espiritual, que é o bem divino, objeto da virtude especial da caridade. Por onde, a qualquer virtude é natural comprazer-se com o seu bem espiritual próprio; mas à caridade pertence especialmente aquela alegria espiritual pela qual nos comprazemos com o bem divino. E semelhantemente, a tristeza pela qual nos contristamos com o bem espiritual concernente aos atos de cada virtude particular não é própria a nenhum vício especial, mas o é de todos os vícios. Contristar-se, porém, com o bem divino, com o qual se alegra a caridade, é próprio de um vício especial chamado acédia.

    III. ― A acédia é pecado mortal.

    Chama-se pecado mortal o que nos priva da vida espiritual, fundada na caridade, pela qual Deus habita em nós. Por onde, é genericamente mortal o pecado que, em si mesmo, e por essência, contraria à caridade. Ora, tal é a acédia. Pois, o efeito próprio da caridade é o alegrar-se com Deus.

    Ora, a acédia consiste em nos entediarmos com o bem espiritual, enquanto bem divino.
    Se o movimento da acédia só existe na sensualidade, por causa da repugnância da carne e do espírito, então é pecado venial. Porém, se obtém o consentimento da razão, que consiste na fuga, no horror e no detestar o bem divino, e então é claro que a acédia é pecado mortal."
    (IIa IIae. q. XXXV, a. 1, 2 e 3)
    (P. D. Mézard, O. P., Meditationes ex Operibus S. Thomae.)
    Fonte: http://www.permanencia.org.br/drupal/node/1780

    Morvan

    07 de dezembro de 2011 às 16h55

    Boa tarde.

    Antes de tudo, Marcelo de Matos, futebol não é baixaria. Alguns o tornam isto, é verdade. Mas, com esta sua postura, o mundo não valeria a pena (para mim, bem explicado). O direito de ir e vir não dependeria mais de leis pétreas da Constituição, e sim de alguém considerar que algo seria bom ou [seria] vil. Se eu fosse a um vernissage e a polícia considerasse tal evento indigno, uma baixaria, seria tão difícil explicar a alguém que fora espancado por ter participado de uma baixaria (partida de futebol ou vernissage, não importa, ambos são indignos, para a polícia, nesta hipótese).
    Na verdade, a raiz de todo este comportamento não está na qualidade (qualidade é – via de regra – algo de cunho bastante subjetivo) do evento, e sim na formação, por assim dizer, dos policiais e na certeza de impunidade que eles têm, assim como os bandidos, de colarinhos ou não.
    A utopia é necessária. Sem utopia, caro Marcelo, a vida deixa de ter sentido.
    Sim, eu sonho. Sim, eu tenho utopia. E faço alguma coisa para tornar meus sonhos e minhas utopias menos utópicas e menos quimeras. É lembrar o grande Lênin, que nos dizia para sonhar e para adimplir a nossa parte, ou seja, sonhe mas faça algo que ajude o sonho a se tornar possível.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

baader

07 de dezembro de 2011 às 11h56

é uma política de estado, do Estado de SP? depois de ver o sr.ives gandra dizendo que guardas municipais (que são patrimoniais, segundo a CF88) estão certos nas suas ações repressivas contra os cidadãos, como se fossem mais uma força policial, o que esperar? além da impunidade, tornada impunibilidade, temos tb os que se acham elite, sabendo que não serão as vítimas, pois se escudam covardemente nos seus cargo/títulos. punição já!

Responder

Marcelo Taddeo

07 de dezembro de 2011 às 11h55

É assustador o que aconteceu com o Danilo. Até quando isso vai acontecer? A ditatura acabou mas a violência e perversidade dos militares ainda está longe de ser tratado. Eles são perversos. Ainda se assina papéis nas delegacias sob pressão psicológica todos os dias. A polícia existe só pra ganhar dinheiro com o jogo do bicho, o tráfico e segurança particular. Lamentável.

Responder

Gerson Carneiro

07 de dezembro de 2011 às 11h50

Governador Geraldo Alckmin, essa é sua aula de democracia?

Responder

Gerson Carneiro

07 de dezembro de 2011 às 11h46

Mês passado vimos todo aquele espetáculo na USP por causa de três estudantes que fumavam baseado. O governador Geraldo Alckmin, arrogantemente, se arvorou em cobrar dos estudantes aula de democracia. Taí governador Geraldo Alckmin, um estudante que não estava fazendo nada de ilícito na avenida Paulista e foi espancado por sua Polícia Militar. Essa é a aula de democracia que o senhor tem para ensinar?

Danilo, é o que eu disse em outro comentário: pega-se um miserável; coloca-o dentro de uma farda e dá-lhe um cacetete. Coloca-o em uma situação de vantagem em relação a um sujeito que nada tem a ver com a miséria dele e ele passa a se sentir o sujeito mais poderoso do mundo.

Eis aqui meu comentário em outro post:

Quando em todas as manhãs eu vejo viaturas estacionadas na frente das padarias chego a ter dó dos policiais em tal situação (parece cães em frente à máquina de assar frango, a famosa tv de cachorro), mas logo penso nessas situações em que eles nos repreendem, nos bate e nos humilham, e o que era dó vira imediatamente um sentimento prazeiroso de vingança saciada.

Penso que funciona assim: na PM, os miseráveis não têm nem ticket para refeição (vive de porta em porta de padaria mendigando um pingado com pão na chapa), são revoltados por isso, daí quando estão em grupo, perfilados sem identificação, com cacetete em punho, e com o aval do Governador para descer a porrada, descontam toda a ira contida em quem não tem nada a ver com a miséria deles. Por isso que eles batem e dão risada porque alí é o único momento em que se sentem superiores, com algum poder.

Responder

    marcia fernandes

    07 de dezembro de 2011 às 21h19

    O salário dos PMs é bem maior que o dos professores. Miseráveis por quê? Plano de carreira, 13º, plano de saúde, benefícios. Miseráveis morais, isso sim!

    Gerson Carneiro

    07 de dezembro de 2011 às 23h23

    Suposição minha. Pelo menos nunca vi professores em padaria mendigando pingado e pão na chapa. Acho isso muito humilhante.


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