VIOMUNDO

Diário da Resistência


Denúncias

Estudante da USP diz que policial perguntou: “Você conhece o porco?”


29/11/2011 - 01h01

Estudante da USP: “A única visão que eu tinha era das botas”

Uma estudante da USP denuncia, em depoimento, que foi agredida e ameaçada por PMs na ação de reintegração de posse da reitoria. Ela tentou registrar as agressões na polícia, mas não conseguiu. “Um deles pegou na minha nuca, bateu minha cabeça no chão várias vezes, na parte do couro cabeludo, para não deixar hematoma. Nisso passou um repórter da Globo, o primeiro a chegar no local. Quando eu o vi achei que era minha salvação: comecei a gritar e falar o que estava acontecendo. O repórter olhou com o maior desprezo e passou direto”.

por Raphael Ken Ichi Sassaki, na Carta Maior, sugerido pelo Christian Schulz

Nadya Krupskaya (nome fictício), 25, é professora de filosofia na rede estadual e estudante da USP. Ela foi uma das detidas após a reintegração de posse da reitoria da universidade. Na operação, conduzida no dia 8 de novembro, participaram cerca de 400 policiais, com carros, cavalos e helicópteros. Para desarmar os possíveis protestos de alunos, PMs impediram a saída de moradores do Crusp (conjunto habitacional da USP) durante a ação, usando inclusive bombas de gás para tal fim.

Nadya afirma que não estava na reitoria durante a operação e que foi presa e levada para dentro do prédio por PMs, após tirar fotos da operação. Ela está sendo indiciada, junto a mais de 70 pessoas, por desobediência à ordem judicial e dano ao patrimônio público.

Dentro da reitoria, ela alega ter ficado sozinha por 30 minutos com policiais homens, que a teriam agredido e ameaçado. Na delegacia, diz que tentou registrar as agressões, mas segundo a delegada que ouviu os detidos, não era possível registrar tal depoimento.

Segundo advogados que representam os estudantes detidos, o relato dela será a base de uma denúncia que deve ser feita ao Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana), após o resultado dos exames de corpo de delito, ainda não finalizado.

Depoimento dado a Raphael Sassaki:

Eu ocupei a reitoria, participei do movimento, mas na noite da reintegração de posse, eu não dormia lá. Eu estava no meu apartamento no Crusp, quando acordei assustada com os barulhos dos helicópteros iluminando meu quarto. Em seguida, desci pra ver o que acontecia, muitos amigos estavam na reitoria.

Lá embaixo, PMs impediam as pessoas de sair, inclusive as que tinham que ir trabalhar ou pessoas que tem que acordar de madrugada para tocar pesquisas nos instituto, e também, claro, quem queria ir para a reitoria ver o que acontecia. Ainda estava bem escuro.

Eu desci junto com essas pessoas e, passado alguns minutos vendo aquela situação, começamos a sair por uma lateral do prédio.

Chegando próximo à reitoria, eu comecei a tirar fotos em frente ao cordão de isolamento da polícia, para registrar o que acontecia. Nisso apareceu um policial por trás de mim, apontando uma arma de grosso calibre. Eu fiquei paralisada; na minha frente o cordão de isolamento e atrás um cara armado.

Ele me pegou , me disse que eu estava detida e me mandou deitar no chão. Chegaram mais dois PMs, que já me jogaram no chão para me imobilizar; eu comecei a gritar, já que eu não estava lá dentro e eles não tinham justificativa legal para me deter, eu só estava filmando.

Foi quando um deles falou: “É melhor levar ela pra dentro”. Na delegacia falaram que eu tentei entrar na reitoria. Como eu vou entrar em um lugar cheio de polícia, passando pelo cordão de isolamento?

Eles me levaram arrastada pra frente da reitoria, quebraram o vidro e entraram. Era uma sala escura, não havia nenhum aluno, só policiais homens.

Lá, me colocaram de pé e mandaram deitar no chão. Como eu não fiz imediatamente o que me pediram, eles chutaram minha perna, que ficou roxa. Acredito que isso conste no exame de corpo de delito.

Quando me jogaram no chão, um homem sentou nas minhas pernas, próximo ao meu bumbum, e dois no meu tronco, pressionando com o joelho meu corpo no chão. Havia vários em volta fazendo uma roda, porque como estavam ao lado do vidro, se alguém estivesse passando poderia ver.

A única visão que eu tinha era das botas. A sala estava toda escura. Devia ter uns 12 homens ali, algo descomunal para imobilizar uma mulher. O que me chocou e o que os advogados querem caracterizar como crime de tortura foi que nesse momento os policiais apertaram meu pescoço e taparam minha boca e meu nariz.

Eu sou asmática e quase desmaiei. Eles são sarcásticos, riam de mim, falavam que eu não ia sair dali. Eu gritava e batia as mãos no chão, e eles falavam “você está pedindo arrego?”

Um deles pegou na minha nuca, bateu minha cabeça no chão várias vezes, na parte do couro cabeludo, para não deixar hematoma. Eu tentei reagir e mordi a mão do PM que segurava minha boca. Quando fiz isso, eles me falaram: “Você conhece o porco?”.

O porco é uma bolacha de plástico que enfiaram na minha boca e me impedia de falar e dificultava minha respiração, pois sou asmática. Eu fiquei com isso na boca enquanto eles falavam: “é melhor ficar quieta senão vai ser pior”.

Eu pensei que não havia mais ninguém lá dentro, que todo mundo já havia sido retirado e que iam fazer o que quisessem comigo. Depois eu soube que tinha uma sala ao lado, onde as meninas ouviram tudo o que aconteceu ali, elas são minhas testemunhas. Onde eu estava, não tinha uma mulher, ninguém.

Depois de vários minutos dessa situação, me prenderam com um lacre, com as mãos pra trás. Apertaram isso muito forte e me levantaram pelos cabelos do chão; tiraram o ‘porco’ da minha boca e me levaram pra outro lugar, mais iluminado.

Eu reclamava do meu braço, que ficou roxo; isso não saiu tanto no corpo de delito, já que ele foi feito às 2h da quarta-feira, e a reintegração foi às 5h do dia anterior.

Eu reclamava que meu braço doía muito quando passou um repórter da Globo, o primeiro a chegar no local, o que fez toda a cobertura da desocupação. Quando eu o vi achei que era minha salvação: comecei a gritar e falar o que estava acontecendo. O repórter olhou com o maior desprezo e passou direto.

Mas os câmeras filmaram um pouco, tanto que as imagens estão no Jornal Nacional, onde eu reclamo da minha mão. Eu falando o que tinha acontecido eles não colocaram. Um cara [PM] ainda me falou “viu, não adianta nada você reclamar”.

Eu não conseguia ficar de pé, mas eles me forçavam; um PM pegou o cassetete e apertou contra a minha garganta pra eu ficar em pé, junto à parede.

Eu estava assim, quando chegou uma policial mulher, uma loira, que imagino que eu possa identificar no processo — foram 25 mulheres presas e apenas 3 policiais mulheres, que contamos, essa era a única loira.

Eu achei que ela fosse ter o mínimo de sensibilidade. Eu falei [para o PM] ‘você vai me bater de novo?”. Nisso a policial mulher chegou, tirou ele de lá e falou: “Ele não pode te bater, mas eu sou mulher e posso” e pegou na minha blusa e me jogou duas vezes contra a parede. Eu reagi e dei uma cotovelada; ela saiu.

Eles continuaram em volta de mim. Essa loira reapareceu com minha máquina dentro da caixinha; achei delicado terem guardado, somente para ver depois que a máquina estava quebrada e sem o cartão de memória.

A policial [mulher] ainda me falou: “Se você colaborar eu vou te levar junto das meninas, senão, você vai ficar aqui com os meninos [os PMs] viu?”.

Me levaram para a sala, onde todas as mulheres estavam sentadas no chão com vários policiais, que tampavam o vidro com escudos para que não pudessem vê-las.

Tinha mais polícia do que meninas, como se fossem oferecer grande risco. Elas disseram que eles falaram: “Não se preocupem com os gritos, é procedimento normal”. Ainda disseram, ‘não é nada, é só uma louca que entrou gritando’. Depois, soube que foram 30 minutos aproximadamente que eu fiquei sozinha com os PMs.

Ficamos um bom tempo nessa sala e começaram a me ligar. Eu atendi e disse que estava lá dentro; ninguém entendeu o que eu tava fazendo lá. Eu disse que passava mal, que precisava da minha bombinha. Aí sim os policiais acreditaram que eu tinha asma e 20 minutos depois me trouxeram minha bombinha, que meu namorado levou.

Depois mandaram eu desligar o celular e ficamos incomunicáveis. Havia vários policias sem farda, à paisana, filmando nossos rostos. Todos os PMs estavam sem identificação, dentro e fora. Reclamamos disso e a PM que me agrediu disse: “O que você entende de Polícia Militar pra saber o que PM pode ou não?”.

Fomos levados para a sala principal, onde ficam os quadros dos reitores. Colocaram a gente na parece e nos obrigaram a sermos fotografadas, armados e ameaçando, vestidos com roupa normal e sem identificação. Sem identificação por quê? Porque se acontecesse algo muito sério ninguém poderia ser punido?

Eles sabem onde eu moro, sabem meu nome, por isso não me identifico. Eu estou visada por que eles sabem que o que fizeram foi irregular. Eles têm imagens nossas, de perfil, de lado, fizeram um ‘book’ da gente. Estávamos todos assustados, porque não sabíamos o que ia acontecer.

Nos levaram para a delegacia, onde ficamos mais de 20 horas. Durante o interrogatório, nos perguntaram nosso número USP. Por que isso importa? Pra reitoria nos perseguir?

Eles disseram que íamos somente assinar um termo circunstancial e ser liberados, mas depois de um ligação recebida, mudaram e decidiram nos imputar os crimes, inclusive formação de quadrilha e crime ambiental, que depois foram desconsiderados.

Fui atentidada pela delegada [Maria Letícia Camargo], tentei falar para ela sobre a violência que praticaram comigo; ela me disse que o questinário partia do pressuposto que eu estava lá dentro, e que não havia uma lacuna onde ela pudesse relatar o que que queria falar.

Então resolvi declarar em juízo. Quando eu saí, tinha um policial gordinho de olhos azuis, que quis botar as meninas que estavam fumando para dentro do ônibus. Como questionamos isso ele me disse: “É pra você acatar, que você já conhece minha força”; Eu disse ‘então você estava lá, seu filha da puta, você me agrediu’. Depois disso ele desapareceu e eu não o vi mais.

Eu tentei fazer o boletim de ocorrência, mas a delegada se negou a registrar.

E é por isso que eu estou dando esta entrevista, porque ela teve a pachorra de dizer depois, em entrevista, que nenhum estudante alegou ter sido agredido.

O Movimento

Havia uma comissão para fazer material, outra para falar com a imprensa. Tinha a comissão de segurança, para garantir que não entrassem PMs nem imprensa, e que não fotografassem as pessoas. Tinha comissão de cultura, música, dança. É um absurdo falar que era um movimento de traficantes. Acha que tantas pessoas se organizaram dessa forma pra defender somente o direito de fumar maconha?

Ninguém ali está lutando pelo direito individual, polícia tem em todo lugar. Defendemos o direito de ter uma universidade de fato pública e aberta, para que as pessoas não tenham suas bolsas revistas e sejam punidas por crimes que não cometeram.

Agora os policiais estão ali, sabem onde eu moro, e podem me intimidar para eu não denunciar. Você pode achar um exagero, mas na USP há um programa de vigilância, com câmeras escondidas e funcionários do Coseas registrando as pessoas, inclusive relatórios da vida íntima e política das pessoas.

É estranho a mídia nos tachar de burguesinhos, porque se de fato fôssemos, o que íamos querer era justamente polícia pra nos proteger ‘dos favelados’.

Eu já fui babá, monitora escolar, bóia fria, frentista de posto de gasolina, trabalhei em fábricas, em telemarketing, no comércio.

Hoje sou professora na rede pública estadual, dou aulas de filosofia para crianças. Quando eu voltei para a escola os alunos falaram: “Êba, a professora foi solta!”. Eles já sabem que as coisas não são como mostram.

Eu nasci no sul do país, meu pai era militante e coordenador do MST, já morei em acampamento e isso sempre foi natural. Eu vim para a USP porque aqui me parecia um lugar livre, onde tinha moradia estudantil e jovens podiam pensar livremente; tudo engano.

Desde criança sempre tive um veia crítica sobre as coisas; eu não sou direita, mas também não sou xiita ou radical, como falam.

Sou só uma estudante que se indigna, que quer uma universidade que não seja só para ela; a USP pra mim foi um sonho, e eu queria que outras pessoas pudessem compartilhar isso.

Não queremos universidade para a elite, mas para os trabalhadores e filhos de trabalhadores, algo que o reitor tenta impedir, bancado pelo governo.

Sou apenas uma indignada, que gosta de estudar, fazer política e morar no Crusp. Espero que eu não seja jubilada e possa prestar concurso para dar aula como professora efetiva, sem sofrer nenhuma represália, principalmente da própria universidade.

O outro lado

A Polícia Militar disse não ter conhecimento sobre os fatos relatados pela professora e disse que a Corregedoria da PM está aberta para denúncias contra a ação policial.

A PM também afirma que nenhum detido durante a operação foi ferido, segundo o resultado do exame de corpo de delito.

Negando isso, a Secretaria de Segurança Pública disse que o laudo do exame fica pronto em 30 dias a partir do pedido e que não é possível consulta antes deste prazo.

A Polícia Militar ainda afirma que todos os homens da corporação devem usar identificações durante as operações, mas ressalta que é possível que a identificação tenha sido dificultada por causa dos coletes táticos usados, que encobririam o nome.

Segundo a PM, as pessoas levadas para dentro da reitoria foram presas pois depredaram viaturas.

O delegado Dejair Rodrigues, titular da 3ª Delegacia Seccional, disse que “entre as perguntas formuladas pela Polícia Civil aos estudantes, uma delas abordava a questão de possível agressão durante a desocupação, entretanto, todos os jovens manifestaram o desejo de somente se manifestar em juízo; e tudo foi acompanhado pelos advogados.”

Leia também:

O manifesto pela democratização da USP

USP: Privatização e militarização





201 comentários

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Nikolai

09 de dezembro de 2011 às 01h44

Vídeo da reportagem do JN onde a moça entrevistada, apareçe aos 3,24 seg: http://www.youtube.com/watch?v=yhX5lhDmAOU

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Jorge

07 de dezembro de 2011 às 12h16

Devia se chamar porcoração e não corporação.

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Lucas

01 de dezembro de 2011 às 19h22

Honestamente, impossível de acreditar numa estória dessa, visto que tem inúmeros erros de cronologia e física.
Povo que se acha entendido mas é apenas alienado, não pela mídia comum, mas pela mídia informal que ataca a tudo e a todos que demonstrem algum tipo de poder, sendo ele utilizado corretamente ou não.

Mais um caso de se aproveitar da situação, dessa revolta passiva que se encontra a população, para criar casos inexistentes, afim de agredir a imagem que se tem atualmente.
Mais incrível perceber que todos os posts em que se põe em dúvida a vericidade do depoimento estão com pontos negativos, enquanto os que apenas criticam aleatoriamente tanto o Governo, quanto a polícia ou o que mais quiserem implantar, possui pontos altíssimos, apenas confirmando o falso entendimento e a alienação que se encontra o povo brasileiro.

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02 milico brabo

01 de dezembro de 2011 às 17h12

Como é possível alguém duvidar da truculência dos militares? Não conhecem nem um pouco da história do próprio país… lamentável.
Apenas quem nunca foi a um jogo de futebol, a um show, ou qualquer outra atividade que seja vigiada pelos militares não sentiu ou viu isso ainda.
"Quem não se movimenta não sente as correntes que o aprisionam" (Rosa Luxemburgo)

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Julio_De_Bem

01 de dezembro de 2011 às 09h44

É fato que nesse post, onde apresentei o controverso, não recebi nenhuma informação ou dado relevante que me fizesse repensar o que atualmente penso. Tudo que recebi foram ataques pessoais, covardes. Nada de argumentos. Descobri muitos machões online, mas nenhum com cérebro. Pedi argumentos, recebi xingamentos. É essa a democracia que queremos?

Eu entro nesse site para ampliar minha gama de informações, e formular meus conceitos. Posto a minha opinião contando que vou ler algo construtivo e teria o enorme prazer de muda-la caso o oposto fosse convincente.

No mais, ainda espero alguém que queira discutir esse assunto no campo das idéias, como fiz com o inteligente cronópio em outro post sobre o mesmo tema.

Se quiserem sair do campo das ideias e os machões gorduchos da internet quiserem resolver na porrada, sou de Porto Alegre – RS Bairro Vila Farrapos

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Alexandre Oliveira

30 de novembro de 2011 às 21h20

Só duas perguntas: Qual o nome do repórter da Globo, já que ela afirma que ele trabalha lá? Será que ela não poderia identificar este repórter, já que se lembra "do gordinho", o policial de olhos azuis que se escafedeu após ser chamado de filho da puta?

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Dinha

30 de novembro de 2011 às 17h06

Parece até que estou lendo o testemunho do pessoal do livro Brasil, tortura nunca mais!

Responder

Marat

30 de novembro de 2011 às 12h00

Um porco apresentando outro porco! Grotesco. Parece que retrocedemos aos anos negros dos 60-70… Lastimável!

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El Gordo

30 de novembro de 2011 às 11h05

Estes são os coxinhas-passa-fome que vão cuidar da segurança dos cheiradores de cocaína de carteira gorada da Poli. E achacar o resto dos estudantes.

Responder

Marat

30 de novembro de 2011 às 10h56

Gostaria de saber quem foi o repórti da globo, conivente com os ton ton macouts do Governo…

Responder

    Lu_Witovisk

    30 de novembro de 2011 às 20h36

    Isso deve ser facil descobrir, se era o que fazia a cobertura na USP ta la no youtube…. se eu achar ponho aqui.

    Lu_Witovisk

    30 de novembro de 2011 às 20h43

    Achei da globo, mas era uma moça.

    Marat

    30 de novembro de 2011 às 22h40

    Temos que saber, até para o(a) imbecil aprender algo que presta!

francisco.latorre

30 de novembro de 2011 às 09h39

tortura.

precisa ser muito covarde.

pra aplaudir.

..

se consideram humanos.

seres humanos.

sei não.

há controvérsia.

..

Responder

    Klaus

    30 de novembro de 2011 às 11h35

    se verdade.

    for..

    não.sei

    ????…

    francisco.latorre

    30 de novembro de 2011 às 23h54

    aplaudiu.

    ,,

    CC.Brega.mim

    30 de novembro de 2011 às 23h59

    carapuça?

    se é verdade..
    então..

    quem é desumano?

    francisco.latorre

    01 de dezembro de 2011 às 00h12

    aplaudiu,

    ,,

francisco.latorre

30 de novembro de 2011 às 09h28

alô trolhas.

vendidos mal pagos.

vão dar.

..

Responder

    Klaus

    30 de novembro de 2011 às 11h38

    homofobia…

    manifesta-se.

    várias maneiras…

    quem dá… homossexual?

    motivo de vergonha?

    parece que sim…

    já que xingamento


    virou.

    francisco.latorre

    30 de novembro de 2011 às 23h55

    vendido. mal pago.

    ..

sergio

30 de novembro de 2011 às 08h52

O governo de SP com a anuência de parte da mídia bancou esse violência relatada pela professora, a mídia jogou um papel decisivo para criminalizar o movimento. O preço que o governo do chuchu vai pagar é altíssimo.

Responder

Marat

30 de novembro de 2011 às 08h48

Nós estamos em 2011 ou em 1969?

Responder

    Morvan

    30 de novembro de 2011 às 11h48

    Bom dia.

    Boa pergunta, caro Marat.
    Nós estamos em 2011. A vanguarda do atraso, que manobra São Paulo há quase vinte anos, e muitos paulistas parecem achar normal, ainda não sabe nada sobre o fim do AI-5.
    É a Opus Dei em ação.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    carlos5

    30 de novembro de 2011 às 23h43

    o Sr esteve em 1969?

    se esteve, sabe como a sua "duvida" é sem sentido e mal intencionada!

    Marat

    01 de dezembro de 2011 às 22h40

    Carlos, será que vc não entendeu que o governo de SP e sua polícia agem de modo muito parecido com os governantes de 1969???

CC.Brega.mim

30 de novembro de 2011 às 02h14

o porco é o repórter da globo..

Responder

beattrice

30 de novembro de 2011 às 02h01

Excelente relato… para acabar de vez com qualquer ilusão dos desinformados que acreditam que este país seja uma democracia.
E nunca vai ser, com a Comissão da Meia Verdade, pois tudo isso é fruto de uma árvore envenenada,
a impunidade dos torturadores e assassinos na Ditadura MILITAR que assolou o Brasil.

Responder

Fernando

29 de novembro de 2011 às 22h54

Um dia depois da desocupação da reitoria pela polícia, eu acordei de manhã, tomei meu café-da-manhã, e liguei a TV para assistir as notícias.
No Globo News, vi uma matéria falando sobre a USP, com um repórter na frente da reitoria, e ao fundo, uma viatura da PM.
No mesmo dia, tive que ir à USP resolver algumas pendências, e fiquei por lá por volta de 40 minutos, de carro, e circulei por boa parte do campus.
Não vi uma viatura da polícia sequer, nem sequer um policial militar.
A única pessoa de segurança que eu vi foi um integrante da guarda-universitária, e só (claro, sem contar os que ficam nas portarias do campus).

Até comentei com um colega meu, que também estava por lá, "acho que a Globo filmou a única viatura da PM que existe no campus".
Quem vê pela TV, fica com a impressão de que a PM encontra-se massivamente na Universidade de São Paulo.
Quem circula por lá, quase não vê policial.

Ou seja: num dia, dezenas de homens, helicópteros, viaturas, etc, para coibir estudantes.
No outro dia, quando estudantes, professores e funcioários estão lá, vivendo suas vidas e realizando suas atividades: não se vê policial.

Responder

Morvan

29 de novembro de 2011 às 22h40

Boa noite.

– “Você conhece o porco?”

– Não; seria, por acaso, vosso comandante?

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

Christian Schulz

29 de novembro de 2011 às 22h22

Polícia Militar morre de medo do PCC, mas UMA professora com uma câmera a PM encara.]

Ô se encara!

Responder

    Morvan

    30 de novembro de 2011 às 11h51

    Bom dia.

    Bem lembrado, Christian Schulz. E só necessita de uns vinte meganhas para constranger e torturar a moça. Antigamente, eles requisitavam toda a tropa…

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

Luc

29 de novembro de 2011 às 21h46

Ótima matéria essa sobre a USP, realmente é o que vc não vê na mídia. Pessoal do Viomundo, depois deem uma olhada nisso tbm:

EUA e Europa decidem punir Facebook. Após acusação sobre violação da privacidade dos usuários, rede social ficará 20 anos sob vigilância do governo americano. Na Europa, Facebook não poderá vender dados para fazer anúncios. Opine

Eu acho que agora é que acabou a privacidade do Facebook (se é que tinha), uma decisão dos EUA farão com que os EUA possam violar os dados de usuários de todo o mundo??? é isso ??? do site IG

Responder

Luiz Antonio

29 de novembro de 2011 às 21h32

Dizem que Globo já mandou esse reporter ir atrás dessa moça, parece que querem contratá-la para escrever a próxima novela das nove.

Responder

flavio cunha

29 de novembro de 2011 às 21h01

Todo governo do PSDB é assim, aqui no RS quando a maluca Yeda Crusius desgovernava era a mesma coisa. A polícia só era enérgica e violenta contra os movimentos sociais.

Responder

edson

29 de novembro de 2011 às 20h07

Espero que os alunos entrem com uma representação no Tribunal Penal Internacional do qual o Brasil é signatário.

Responder

    Klaus

    29 de novembro de 2011 às 20h42

    Baseado em…?

    Christian Schulz

    29 de novembro de 2011 às 22h15

    Baseado em tortura e prisão política, mané.

    Klaus

    30 de novembro de 2011 às 11h51

    Provadas como?

    francisco.latorre

    01 de dezembro de 2011 às 13h38

    dã..

    ..

    Ze Duarte

    29 de novembro de 2011 às 22h46

    baseado em…. baseado!

Mitsuo Kobayashi

29 de novembro de 2011 às 19h26

Entrevista fake.
Inventada de cabo a rabo.
Infantil como os comentaristas que acreditaram nela.

Responder

    cronopio

    29 de novembro de 2011 às 20h50

    Imbecil fake.

    Fascista de cabo a rabo.

    Desejo anal reprimido.

    Saia do armário e seja feliz.

    Klaus

    30 de novembro de 2011 às 09h29

    Fico imaginando como um comentário homofóbico e infantil destes passa aqui…Triste! Quer dizer que para os moderadores de Viomundo chamar alguém de homossexual é ofensa? Juro que não entendo…

    cronopio

    30 de novembro de 2011 às 11h32

    Não é homofóbico, não, meu querido.

    É libertário. Sair do armário é muito bom….

    O problema é quando reprime…

    Aí vira fascismo, paranóia, trava mental.

    Entendeu agora?

    Daniel

    30 de novembro de 2011 às 12h15

    Se o comentário for feito pela claque, passa.

    cronopio

    30 de novembro de 2011 às 16h41

    Você já ouviu falar em "temperamento anal"? Leia Freud e vai descobrir que neurose higienista é fixação na fase anal mal-resolvida.

    Sugiro que resolvam isso…

    leandro

    30 de novembro de 2011 às 15h58

    Isso funcionou com voce?

    cronopio

    01 de dezembro de 2011 às 09h21

    Funcionou sim. Com certeza.

    andre i souza

    30 de novembro de 2011 às 09h39

    "Entrevista fake".

    Mitsuo Kobayashi, um comentarista colonizado. Esperar o que???

kaccira

29 de novembro de 2011 às 18h22

Acho que o policial era palmeirense e queria apenas saber se a estudante conhecia o mascote do time.Agora falando sério, quero parabenizar a PM que agiu, cumprindo uma ordem judicial, de forma correta, transparente e profissional.Lugar de estudante é na sala de aula, não fazendo baderna ou brincando de revolucionário.

Responder

Antonio

29 de novembro de 2011 às 18h15

É a degradação total do Governo Demotucano, há 16 anos arrazando SP e sua gente com corrupção, que gera violência, para encobrir e perpetuar a corrupção, além da formação genética da direitona brasileira, que tem violência na veia. Ah, eles também gostam de Piscinão. SP já virou um. É a competência administrativa tucana. Pena que o povo de São Paulo, por um lado seja analfabeto político e por outro lado seja tão carneiro. Se fossem espanhóis, já teriam, aos pontapés, mandado o Chuchu e o Zé Bolinha irem plantar batata. Vota no PSDB, vota. Vota no DEM.

Demotucanos, Exterminadores do Futuro … E do Presente.

Responder

    Daniel

    29 de novembro de 2011 às 18h57

    E o resto do país que está um lixo também? A culpa é de quem?

    tulio

    29 de novembro de 2011 às 19h10

    Azeredo, a Surucucu sorrateira colocou o AI-5 DIGITAL para votacão AMANHÃ enquanto todo mundo está envolvido em outras polemicas, a Surucucu sorrateira agindo sempre nas sombras como é de seu feitio age: LINK: http://www.camara.gov.br/internet/ordemdodia/orde

    NÃO AO AI-5 DIGITAL!

    Mário SF Alves

    30 de novembro de 2011 às 01h44

    Não seria surucucu sorrateira (ah! ah! ah!) CHOCOU o ovo da serpente, o AI-5 DIGITAL?

    Mário SF Alves

    30 de novembro de 2011 às 09h21

    Cara, surucucu sorrateira é demais; é imagem cômica demais. E só para melhorar, em lugar de "colocou o AI-5 DIGITAL", bem poderia ser "quase chocou o ovo da serpente AI-5 DIGITAL."

    Vibola

    29 de novembro de 2011 às 20h06

    citando V de vingança "Se você procura um culpado, basta olhar no espelho"

    Fabio_Passos

    29 de novembro de 2011 às 21h03

    O depoimento é impressionante.
    Mostra que além da truculencia a polícia praticou tortura contra estudantes da USP.
    Polícia corrupta e covarde trabalhando para reprimir violentamente as manifestações contrárias aos interesses atrasados da "elite" mofada de SP.

    O governo(???) do estado de SP faz acordo com o crime organizado, tolera e incentiva grupos de extermínio que assassinam jovens pobres e agora sabemos que manda a polícia torturar estudantes.

    E o "jornalista" da rede globo que viu a garota denunciando a tortura e ignorou?
    Mais uma vez está claro que esta mídia-corrupta não é mais do que a máquina de propaganda do atraso.

Fabio SP

29 de novembro de 2011 às 17h54

Já teve estudante que desapareceu…

Agora, esta que foi "espancada"….

Daqui uns 2 meses começam a aparecer os primeiros "fuzilados"…

Responder

    Maurício Santos

    29 de novembro de 2011 às 18h25

    Qui desapareceu o que rapa!!!!….ela tava na casa da tia comendo bolo.tu não leu não…..faça o favor.

Fabio SP

29 de novembro de 2011 às 17h52

E continua a história de recuperar no tapetão os 3 pontos perdidos na invasão…

Não tem jeito!!!

Responder

KNeto

29 de novembro de 2011 às 17h32

Quantos policiais militares nunca levaram 10 merréis de um garoto com um baseado no bolso? De um camarada com a carteira de motorista vencida? Com o IPVA atrasado? Quantos nunca comeram um lanchinho "de graça" no boteco da esquina?

Responder

AJD exige que governo de SP proíba parto de gestantes algemadas | Viomundo - O que você não vê na mídia

29 de novembro de 2011 às 16h53

[…] Estudante da USP denuncia: PM perguntou, “você conhece o porco?”   […]

Responder

Edson

29 de novembro de 2011 às 15h46

“Você conhece o porco?”
Talvez ele estivesse procurando por um colega…. No sul, quando eu era adolescente, chamávamos os PMs de ¨pé de porco¨ ou simplesmente ¨porco¨.

Responder

FrancoAtirador

29 de novembro de 2011 às 15h34

.
.
O nosso amigo Morvan fez ótimas colocações em seu comentário

e deixou alguns questionamentos abertos a respostas.

As primeiras indagações do comentarista foram as seguintes:

"1) A quem interessa, este modelo de polícia? A toda a sociedade? Duvido."

Este modelo de polícia interessa à estrutura da própria corporação montada pela ditadura militar para eliminar qualquer possibilidade de resistência ao regime instaurado pelo Golpe de 1964.
É sempre bom lembrar que, em meados da década de 1970, os ditadores militares lançaram o slogan da "Abertura Lenta, Gradual e Segura" para designar uma suposta transição para um regime democrático.
Na realidade, esta transição, ditada unilateralmente pelo regime repressor, foi tão lenta, tão gradual e tão segura – para os ditadores militares e seus comandados torturadores – que ainda hoje vivemos nela.
E foi desta forma que nos restou esta ferida aberta pela ditadura militar que se perpetua principalmente nas ações planejadas pelos governos, principalmente de direita, e executadas pelas polícias estaduais, cujas práticas continuam as mesmas desde que foram instituídas pelo regime de exceção como aparato repressor às entidades representativas dos múltiplos segmentos da sociedade organizada, a saber: os partidos de esquerda, os sindicatos de trabalhadores e, em geral, todos os movimentos sociais que lutam contra a discriminação preconceituosa sob qualquer forma que se apresente no interior da sociedade.
Assim é que temos em vigência no Brasil uma Constituição Federal de vanguarda, cidadã, que impõe, por seus dispositivos, uma ampla proteção aos Direitos Humanos, individuais e coletivos, pressupostos essenciais a uma Democracia real e permanente, mas infelizmente não temos em nosso País instituições estatais estruturadas para dar efetividade no cumprimento das normas estabelecidas por esta mesma Constituição cidadã.
.
.

Responder

cronopio

29 de novembro de 2011 às 15h17 Responder

    Ze Duarte

    29 de novembro de 2011 às 17h09

    Claro, por conta do que fizeram de errado antes, tudo o que fazem é erraDO

Sérgio

29 de novembro de 2011 às 15h12

Azenha, a Folha de S.Paulo terá que indenizar jornalista acusado de corrupção em reportagem. http://observatorionline.blogspot.com

Responder

Vlad

29 de novembro de 2011 às 14h40

Devia ter feito o B.O.
Em caso de recusa é só ir ao MP, que então requisita a lavratura, e propõe a ação penal por prevaricação, se for o caso.

Responder

cicero

29 de novembro de 2011 às 14h33

O sujeito que escolhe ser policia é porque não consegue nada mais digno.

Responder

CLÁUDIO LUIZ PESSUTI

29 de novembro de 2011 às 13h35

Policiais são assim mesmo, folgados, acham que podem tudo porque têm uma arma na mão.Ainda mais com apoio do governador e da população desinformada e desatenta, aí então , ficam mais ainda.

Responder

Ze Duarte

29 de novembro de 2011 às 13h14

Ah sim: e ela estava com CELULAR e não gravou nada? Nem audio, nem video nem foto???

Ah tá…

Responder

eujasabia

29 de novembro de 2011 às 12h44

"A única visão que eu tinha era das botas."
Fez-me recordar a fala de um dos personagens de Orwell, no eterno "1984":
“Se quer uma visão do futuro, imagine uma bota pisando num rosto humano para sempre”

Responder

    Morvan

    29 de novembro de 2011 às 22h22

    Boa noite.

    Muito bem frisado.
    É isso mesmo; estamos em plena distopia orwelliana.
    "A única visão que eu tinha era das botas" e o paredão humano feito pelos próprios policiais mostra a sofisticação dos "métodos de dissuasão", por assim dizer, deles.
    Polícia nos moldes de 1964, sem qualquer refrescamento de ideias, "Comissão da Meia Verdade", dá nisto, sem dúvida.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

EUNAOSABIA

29 de novembro de 2011 às 12h35

Daqui a pouco vai aparecer uma menina dessas aí dizendo que viu um ET dentro da reitoria e publica aqui.

Cadê as provas do que está escrito acima???

É tudo na base de "depoimentos" sem prova alguma…. a turma vai ao delírio…

Na boa… isso é pior do que o PIG, miseravelmente, se igualam ao PIG que vocês criticam.

Responder

    Alvaro Tadeu Silva

    29 de novembro de 2011 às 14h07

    você não sabe de nada mesmo? é só procurar com seus amigos policiais quem foi a loira (provavelmente, exigenada) que ameaçou a estudante da Filosofia. simples assim.

    asno

    29 de novembro de 2011 às 17h12

    claro, a policia tem sempre razao, afinal eles sao nossos protetores, sem eles, seriamos uma Cuba. deus me livre e guarde

    Voce sabia sim mané

    29 de novembro de 2011 às 17h28

    As provas são as palavras dela e a pm sempre foi TRUCULENTA sim

    mfs

    29 de novembro de 2011 às 22h52

    Como é que é o negócio, então você argumenta que Violência policial contra o cidadão comum é tão incrível quanto a existência de um ET dentro da Reitoria?

    Mário SF Alves

    30 de novembro de 2011 às 01h36

    Uau! Beleza de argumento!

a lesma lerda

29 de novembro de 2011 às 12h16

"pegou com a mão pela nuca e bateu com o couro cabeludo no chão para não deixar marcas"… como seria isso possível??? se pego pela nuca pra bater com a cabeça no chão o que vai tocar o chão é o nariz, o rosto..a menos que se trate de alguém com uma anatomia muito peculiar…muito estranha.

Responder

maísa paranhos

29 de novembro de 2011 às 11h56

É espantoso se dar conta que o aparato repressivo e os métodos utilizados durante a ditadura estão intactos, prontos para agir. E o fazem, quando o comando lhes é dado. Isto é muito sério e exige uma intervenção federal, dos Tres Poderes que existem hoje para defender o Estado Democrático de Direito, ou não?

Responder

Paulo Villas

29 de novembro de 2011 às 11h43

Os paulistas vem tomando êsse caldinho de cultura há mais de vinte anos. Para alguns êle é servido quentinho e doce, para outros vem frio e amargo , mas todos bebem e gostam , pois repetem a dose.

Responder

    beattrice

    30 de novembro de 2011 às 02h03

    Na verdade há 28 anos para ser exata.

Morvan

29 de novembro de 2011 às 11h26

Bom dia.

Estarrecedor, o relato da torturada.
O que não causa espécie é o nazismo já de há muito praticado pela polícia. Polícia ou recanto do recalcado. O problema é que não há perspectiva, pois a sociedade vê tudo isso como "normal" e essa polícia, nos moldes que se encontra, desde o golpe militar, é o retrato de uma polícia não federativa, sem qualquer noção de cidadania e sempre pronta a investir contra aqueles que lhes pagam o seu salário.
Usam expressões chulas para designarem métodos de tortura, utilizam técnicas fascistas de silenciar os torturados, e tudo isso em plena democracia (?).

A quem interessa, este modelo de polícia? A toda a sociedade? Duvido.
Quem coloca o guizo no pescoço da fera? Quem ousa sequer propor uma nova polícia, onde o cidadão não seja o inimigo a ser massacrado e dentro dos quarteis se discutam, pelo menos, noções de civilidade?

Polícia para quem precisa de.

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

    FrancoAtirador

    29 de novembro de 2011 às 15h40

    .
    .
    Caro Morvan.

    Importantes seus questionamentos.

    Tentarei discorrer sobre o assunto em comentário próprio.
    .
    .

Daniel Alves

29 de novembro de 2011 às 11h19

Como se vê, todos estão muito preocupados com a educação no pais.

Responder

Aline C Pavia

29 de novembro de 2011 às 10h51

O nível dos comentários está entre 1939-1945. Vou ficar só no post. Vocês são muito bons em atirar pedras.

Responder

Julio_De_Bem

29 de novembro de 2011 às 10h50

Sim, o que ela fala é a verdade absoluta. Engraçado que, pelo jeito, os estudantes ficaram mudos diante dos policiais né?

Aqueles gritos de "Mortos de fome" Porcos pau mandados" eram policiais disfarçados gritando pra gerar tumulto né ? Esse maconheiro aqui tbm foi implantado ? Os molotovs foram implantados tbm? O prédio depredado o portão arrebentado, foram policiais infiltrados?

Esse aqui é um policial a paisana…
<img scr "http://infograficos.estadao.com.br/uploads/galerias/1507/14144.JPG ">

Façam o favor…o Viomundo segue dando visibilidade pra um movimento que se tornou vazio por culpa de vândalos, drogados que circulavam livremente entre os que tinham algo a reclamar.

Responder

    Scan

    29 de novembro de 2011 às 11h52

    Retificação: O Viomundo segue dando visibilidade e a PALAVRA a imbecis do teu jaez.
    Conceição e Azenha, quosque tandem?

    Julio_De_Bem

    29 de novembro de 2011 às 16h26

    }Grande contribuição para o debate!!! Belas idéias e argumentos postados!

    Daniel

    29 de novembro de 2011 às 18h21

    Desista, ideias e argumentos aqui, só os clichês de esquerda de sempre…

    marcia

    29 de novembro de 2011 às 16h48

    Qualquer leitura de Ensino Médio de História e Sociologia lhe seria muito útil.

    Julio_De_Bem

    29 de novembro de 2011 às 18h02

    MArcia, eu gostaria de argumentos, se vc não os tem. Então por favor não ataque a minha pessoa. Ah não ser que essa seja sua defesa…

Alessandro

29 de novembro de 2011 às 10h38

Tenho um amigo policial que me disse:Alessandro,polícia no Brasil é cuidadora de patrimônio não de pessoas.Somos babás de trecos.Na época eu questionava-o sobre a ação truculenta da polícia para a desocupação da Paulista por parte dos professores.E ainda ele completou:somos capitães-do-mato da pós modernidade.Esse amigo é bem lúcido,fez mestrado em ciẽncias sociais etc.É uma exceção realmente.

Responder

    Mário SF Alves

    30 de novembro de 2011 às 02h00

    É… é lúcido, mesmo.

Fernando

29 de novembro de 2011 às 10h14

O que é bizarro nesse tudo é que o policial militar normalmente é um negro morador de comunidade que ganha 800 reais, e o estudante da USP normalmente é um branco de classe média de Higienópolis.

Responder

Desconfiado

29 de novembro de 2011 às 09h44

“Um deles pegou na minha nuca, bateu minha cabeça no chão várias vezes, na parte do couro cabeludo, para não deixar hematoma…."

quando eu era criança, bati com a cabeça 1 única vez no chão… na parte do couro cabeludo… nasceu um galo enorme!

esse papo de "bater sem deixar marcas" é ótimo!

sem marcas e sem testemunhas fica "meio" dificil de acreditar, né?

a não ser q se parta do pre-suposto q a policia mente SEMPRE e q os estudantes são inocentes SEMPRE…

Responder

    Alexandre Bitencourt

    29 de novembro de 2011 às 12h24

    Aprendeu rápido hein: "… sem marcas e sem testemunhas fica "meio" dificil de acreditar, né? … ".
    Este é o método utilizado pela polícia desde os tempos da ditadura, agir na ilegalidade e sem testemunhas, de preferência, porque sempre vai aparecer alguém dizendo: "Confio na polícia porque não tem testemunhas". Com a Globo ajudando, fazer a polícia parecer boazinha é como tirar doce de criança.

    Desconfiado

    29 de novembro de 2011 às 18h45

    já achei um q acha q policia mente sempre…

    viu?

    é só procurar!

    cronopio

    29 de novembro de 2011 às 20h52

    A polícia agindo honestamente:
    http://www.youtube.com/watch?v=MrE9TxWyjxU&fe

    O pior. Telespectadores pediram para a emissora não mostrar mais vídeos que "denegrissem" a imagem da PM.

    mfs

    29 de novembro de 2011 às 22h50

    A não ser q se parta do pre-suposto q aos estudantes mentem SEMPRE e q os policiais são inocentes SEMPRE…

    andre i souza

    30 de novembro de 2011 às 09h33

    Partindo do pressuposto que você bateu a cabeça uma única vez, quando ainda era criança, e pelo que escreve hoje, a batida foi forte, hein? (estragos irreversíveis, para a medicina moderna, não sei a futura, mas espero).

    Chavez

    01 de dezembro de 2011 às 18h14

    esse Desconfiado nunca saiu na rua, todo mundo que ja tomou uma geral da polícia sabe que eles batem sim com as costas da mão quase sempre na cabeça (nuca), atraz das orelhas e aplicam tapas sempre no mesmo local para ferir e naum deixar ematomas… o galo fica inchado no maximo meia hora depois que vc é agredido..

    Eles batem na costela e na boca do estomago também. E agridem o rosto sempre com a mão aberta.

eduardo di lascio

29 de novembro de 2011 às 09h43

A atitude do policial tem que ser investigada pela corregedoria.
A atitude do jornalista da Globo tem que ser exposta, quem é o cara ao qual ela se refere?

Responder

emerson57

29 de novembro de 2011 às 09h41

qualquer movimento público,
qualquer aglomeração,
devem ser feitos com inteligência.
a primeira coisa é documentar.
gente deve ser escalada para filmar, gravar e observar à distância.
devem ser previstos plantões de advogados.
e pelos dois lados. polícia e público.
a chefia da policia é politica e tem lado.
o registro é útil inclusive para proteger os bons policiais.

Responder

Lu_Witovisk

29 de novembro de 2011 às 09h37

Tem gente ruim e psicopata em toda parte, na PM não é diferente. Mas se "a chefia" prestasse, eles ficariam pianinho… SP esta perdida na mão do chuchu-opus-dei.

Responder

    Mário SF Alves

    30 de novembro de 2011 às 02h07

    A propósito, você se lembra daquela situação quando aconteceu aquele sequestro da filha do Abravanel? Pois é, naquela ocasião o dito xuxu estava lá, de corpo presente, comandando pessoalmente a ação policial.
    E, afinal, isso era o papel dele?

    Lu_Witovisk

    30 de novembro de 2011 às 20h31

    Olha, o xuxu (com x é melhor, poupa o vegetal do homonimo indesejavel :P) é isso ai… o Abravanel é "importante", ai tem que ver de perto. Igual o Eduardo Paes que manda a escavadeira para cima das casas no "caminho da copa" e declarou que as desapropriações vali$a$ ele cuidara pessoalmente.

    É o poder do $$ sobre esses caras.

    macmonteiro

    30 de novembro de 2011 às 11h03

    É regra: os psicopatas mais perigosos chegam, naturalmente, ao topo.

    Lu_Witovisk

    30 de novembro de 2011 às 20h33

    Sim, pq eles são 100% racionais. Sabem ate fingir sentimentos para manipular as pessoas. Estamos nas mãos desses merdas. Mas são só 4% da população mundial. Ainda tem os 96%. :D

augusto

29 de novembro de 2011 às 09h32

O partido tucano dono da Universidade de s paulo. Isso é o retrato deles.
Odio.
Vamos arrebentar com eles na proxima eleiçao estadual.

Responder

    Jairo_Beraldo

    29 de novembro de 2011 às 10h39

    Falácia….paulista é chique, gosta da Globo e da direita…mesmo os que são vítimas desta gente…

Klaus

29 de novembro de 2011 às 09h29

Hummm….PM de São Paulo e repórter da Globo na mesma denúncia. Bastante conveniente não ter dito o nome do repórter, hein? Fica no ar a denúncia e ele não tem como se defender. Isto é jornalismo.

Responder

    Jairo_Beraldo

    29 de novembro de 2011 às 10h41

    Talvez estejamos aprendendo com o PIG..a Veja faz denuncias toda semana…qual a fonte? Anonima, por ética jornalístia…

    Klaus

    29 de novembro de 2011 às 12h39

    Uai, mas estas denúncias vem com provas, tanto que em razão delas vários ministros caíram e os dois que estão aí na corda bamba vão dançar no próxima reforma ministerial. Mas eu não estou discutindo a fonte da denúnia, eu estou discutindo é que a denúncia é genérica, pois não dá o nome do jornalista. A fonte da notícia é clara, é a denunciante.

    mfs

    29 de novembro de 2011 às 22h54

    Mas aí é que está. Passa a ser reportagem quando levantarem o nome do cara. Por enquanto, é só o depoimento da moça!

    augusto

    29 de novembro de 2011 às 10h46

    o klaus nao entende direito a grobo. O reporgrobo está la pra registrar o que faz o home da lei e que seja "mostravel" no jn.
    A profa./aluna apenas teve um lapso de memoria pensando q a globo registra o outro lado tambem, o que apanha da policia. Mas necas, isso grobo nao faz. SE não faz ja por principio há tempos, NAO TEM PORQUE precisar se defender, Herr Klaus.

    Klaus

    30 de novembro de 2011 às 09h25

    Seu texto parece estar escrito em português, mas não tenho certeza.

    mfs

    29 de novembro de 2011 às 22h53

    Leia direito. Não é uma reportagem. É um depoimento. Mas há pistas. Por exemplo, o exame de corpo de delito. E provas testemunhais têm validade sim.

    francisco.latorre

    30 de novembro de 2011 às 09h26

    sujeito burro.

    além de mau caráter. e covarde.

    se acha inteligente.

    mané. covarde.

    e patético.

    ..

    Klaus

    30 de novembro de 2011 às 11h41

    Sumido…

    te soltaram?

    Saudades…

    escrita de vanguarda…

    libertária!

    quase português…

    quase intelegível…

    francisco.latorre

    30 de novembro de 2011 às 23h57

    sujeito burro.

    ..

Sr.Indignado

29 de novembro de 2011 às 09h08

Bandidos torturadores fantasiados de policial. É preciso retirar da polícia paulista, cidadãos despreparados para a democracia.
Eles conseguiram provar que não podem ficar na USP. Não tem preparo, não tem inteligência, não tem estratégia, não tem vergonha. Eles podem tudo e isso é incompatível, e a reitoria não vê isso? Ou vê e é justamente isso que ela deseja, repressão, tortura, violência, todo mundo marchando enfileiradinho no sete de setembro?
Tem que coibir as contravensões, é claro, é preciso cumprir a lei, mas infelizmente a polícia paulista está longe estar preparada para a democracia.
Mas pode-se tirar uma lição: se na USP eles são assim, imagine nas favelas, imagine com os cidadãos menos esclarecidos.
No mínimo, no mínimo, secretário de segurança e reitor deverião pedir demissão e serem investigados pelo ministério público federal. Isso sim é democracia!

Responder

    Jairo_Beraldo

    29 de novembro de 2011 às 10h44

    Na verdade, tem-se que tirar desta casta o título de autoridade, outorgardo a estes anacéfalos pela ditadura militar. São um bando de anarfas de pai e mãe (esta a quem juram contra sua honra), vagabundos na acepção exata da palavra.

    Antonio Nunes

    29 de novembro de 2011 às 17h35

    Acho que você usa de palavras extremamente fortes para designar pessoas que são trabalhadoras, pais de família e de origem humilde. Acho que usar adjetivos como despreparados ou mal-treinados seria o mais pertinente.
    Sua generalização, tal como a de estudantes como maconheiros e vagabundos, só mostra a intolerância que existe tanto da esquerda com a direita como o contrário. Ter divergências de opiniões é natural, mas partir para usos de palavras para desmerecer pessoas, não é compatível com a democracia. O embate de idéias seria mais salutar para ambos os lados, não a agressão recíproca que existe.

    Reynaldo M Hortensi

    29 de novembro de 2011 às 18h50

    Ser pai de família não torna uma pessoa melhor do que outra que não é e não quer ser.

sonia dugich

29 de novembro de 2011 às 09h07

Eles fazem isso com estudantes, que no minino são esclarecido dos seus direitos , imagina o que se passa por ai, quando prende pessoas comuns sao destruidos fisica e psicologicamente, por isso nossa cidade de sao paulo esta esse caos, as pessoas vao perdendo a humanidade .

Responder

Julio_De_Bem

29 de novembro de 2011 às 09h06

Sim, foi uma ironia…

Responder

Gersier

29 de novembro de 2011 às 09h05

"Nisso passou um repórter da Globo, o primeiro a chegar no local. Quando eu o vi achei que era minha salvação: comecei a gritar e falar o que estava acontecendo. O repórter olhou com o maior desprezo e passou direto”.
Pois é,fosse a policia de um estado governado por petista tenha certeza que vc estaria no tal bom(?)dia Brasil,na ana maria brega,no tal jornal hoje,no tal jornal das mentiras e o WC estaria entrevistando vc e sua família na última dose diaria de pessimismo que o câncer do Brasil tenta impingir nos brasileiros,o tal jornal das trevas,que eles chamam de jornal da noite.

Responder

strupicio

29 de novembro de 2011 às 08h43

que horror…nem em Treblinka, Buchenwald ou Sobibor nenhum nazista fez isso: perguntar ao preso se ele "conhece o porco"…onde vamos parar com uma coisa dessas????

Responder

    Fabio SP

    29 de novembro de 2011 às 22h29

    Muito menos deixar o namorado levar a bombinha de asma pra ela!

    Klaus

    30 de novembro de 2011 às 09h26

    Ninguém entendeu a piada…rs

    carlos5

    30 de novembro de 2011 às 19h39

    entender textos "um pouco mais" irônicos não é o forte desse pessoal…

    rsrsrs

RicardãoCarioca

29 de novembro de 2011 às 08h36

Estado aparelhado + imprensa cooptada = facismo. Vote nos demotucanos e leve isso para o seu estado você também!

Responder

    luiz carlos s. matos

    30 de novembro de 2011 às 11h46

    Vamos dar o troco nos demotucanos nas eleições municipais e staduais,è isso Aí!!!!!

Rodrigo Leme

29 de novembro de 2011 às 08h34

Ah, então estamos tomando o depoimento como verdadeiro? Entendi…tem muita substância mesmo.

Responder

    Jairo_Beraldo

    29 de novembro de 2011 às 10h45

    Talvez os depoimentos dos "informantes" da Veja, Folha, Globo e outros esgotos PIGueanos sejam os que se devem levar a sério.

    Marcelo Fraga

    29 de novembro de 2011 às 10h57

    Entre ficar com uma professora ou com um policial membro de uma força que já provou ser truculenta e antidemocrática, prefiro ficar com a professora.

    Rodrigo Leme

    29 de novembro de 2011 às 13h02

    Como se o sindicato dos professores e essa gente que invade prédio sendo minoria não fossem truculentos e antidemocráticos.

    Quem ano passado estava impedindo alunos de terem aula? A sua professora democrática estava lá, certamente.

    cronopio

    29 de novembro de 2011 às 15h15

    Ze Duarte

    29 de novembro de 2011 às 17h08

    ah é, isso tem tudo a ver com o que ocorreu na USP, inclusive com os mesmos policiais…

    Ze Duarte

    30 de novembro de 2011 às 08h55

    Claro… porque depois da favela naval a polícia está sempre errada! É cada uma

    Marcelo Fraga

    30 de novembro de 2011 às 02h41

    Eu ainda não vi esses professores/alunos truculentos apontado armas de fogo, espancando e humilhando outros alunos/professores.

    "Quem ano passado estava impedindo alunos de terem aula? A sua professora democrática estava lá, certamente."
    A tropa de choque da polícia com suas bombas de efeito moral e seus sprays de pimenta estava colaborando com a retomada das aulas, é claro.

    Mário SF Alves

    30 de novembro de 2011 às 22h29

    Tabula rasa! Até quando perdurará este "equívoco" de tratar como iguais os diferentes? Fazer prevalecer a ideologia dominante, é isso que importa não é, Rodrigo? Cadê a honestidade intelectual, cadê a honestidade de argumentos?

Romanelli

29 de novembro de 2011 às 07h59

BEM .se verdade o que foi narrado, há inúmeras irregularidades e crimes cometidos ..PAU nos responsáveis

Agora, sobre alguns fatos:

é de conhecimento de todos que o movimento extrapolou ..que desobedeceu ordem judicial que não lhes era favorável ..que inclusive desrespeitaram a opinião da maioria dos seus colegas que hoje apoiam a presença da PM pra que se sintam mais seguros ..eles meio que querem ganhar no berro e no grito

é de conhecimento de todos também (e ainda bem que não negaram) que o prédio da reitoria, prédio público, que custou muito em imposto tirado de TODOS, é de conhecimento de todos que parte dele foi destruído e dilapidado, e que seu dano precisa ser reposto por quem se atreveu a atacá-lo

..e mais, é de conhecimento de todos que essa molecada não para ..que são mimados, que gostam de ritos sumários, que não gostam da democracia quando esta ela lhes diz não ..pois se não assim, eles não teriam se ATREVIDO a infernizar e a prejudicar a vida de outros tantos inocentes com os recentes protestos que pararam mais uma vez as "nossas" ruas e avenidas

ou seja, pra mim, a Cesar o que é de Cesar, que os estudantes PAGUEM SIM pelo dano causado (inclusive pela interrupção do tráfego que precisa ter um fim) e que os PMs criminosos também respondam com celeridade e severidade por seus atos

quanto a PM na USP, reitero, prefiro eles preparados e pagos por nossa sociedade (cobrados e fiscalizados democraticamente), a ter que ver traficantes e marginais passeando e assaltando livremente, tirando uma com a cara da gente

Responder

Ze Duarte

29 de novembro de 2011 às 07h01

Diz que o braço estava roxo, mas não saiu no corpo de delito, mas diz que o outro roxo aparecerá no corpo de delito…

Diz que os policiais queriam o número USP… pra que se foram todos detidos e identificados?

Enfim, relato fantasioso, como sempre com uma desculpa esfarrapada pra não ter qualquer prova disso. Incrível que ninguém conseguiu uma mísera imagem de celular!!!!

Quem sabe se não tivessem quebrado as câmeras né? Como ela disse, pra ninguém ser punido.

E chega a ser irônico que os encapuzados reclamassem dos policiais sem identificação!

Responder

francisco.latorre

29 de novembro de 2011 às 06h10

covardia.

é o padrão. desde sempre.

..

polícia. da ditadura.

abusa.

tortura mata esfola.

vergonha.

se a polícia é a mesma.. nada mudou.

ditadura. deu certo.

vergonha.

..

Responder

EUNAOSABIA

29 de novembro de 2011 às 04h32

Agrediram fisicamente um professor dentro da sala de aulas nas Letras, bateram num professor em pleno exercício da profissão, parece que vocês estão saindo de controle…. parece que o nós contra eles virou uma caixa de pandora…..o "nós contra eles" virou algo mais sério e muito mais perigoso que um movimento político eleitoral de uma ditadura de uma minoria sem representatividade e que quer ganhar no grito e na marra.

Agrediram um professor fisicamente na USP dentro da sala de aula, lugar de gente asssim é na CADEIA, essa gente precisa de polícia mesmo e não de professor, isso é crime minha gente.

Vocês já criaram os "camisas negras" dentro da USP?

Responder

    Jairo_Beraldo

    29 de novembro de 2011 às 10h47

    Xuxuzinho, bela aula de democracia….

    Felipe

    29 de novembro de 2011 às 11h04

    Qual professor foi agredido? Onde posso encontrar mais informação sobre isso?

    Klaus

    29 de novembro de 2011 às 12h44

    Marcelo Barra. Mais informações com os estudantes da USP. Mas parece que o cara era só um estudante maluco que pegou o mestre pelo colarinho.

george

29 de novembro de 2011 às 02h22

Policia fascista. Capitães do Mato. Só serve pra proteger a vida e a propriedade dos ricos. Mario Covas queria acabar com esse exercito paralelo integrando as polícias.
Aguardem. O golpe está se orquestrando e nao será percebido pq serão açoes contra direitos humanos em favor da segurança durante a copa.
Passado a copa, voltaremos a viver os dias da Ditadura Escancarada.

Responder

    EUNAOSABIA

    29 de novembro de 2011 às 04h46

    Quando tu tiver no barro, tu vai ligar pra o 190 pedindo ajuda ou pra onde??? tu vai ligar pro o 190 e chamar os "fascistas" ou tu vai pra alguma maconheiro te defender de bandidos?

    Luiz Reis

    29 de novembro de 2011 às 12h46

    Que tipo de argumento é esse? Então isso dá o direito ao policial fazer o que quiser? Que loucura, que mala!!! Vá morar no quartel, dar banho em coronel, babaca! É uma questão de respeito ao cidadão, marcar a sua atuação pelos limites legais, se o relato for verdadeiro, é uma atitude de fascistas sim! Se eu precisar de polícia vou ligar para o 190 que é para isso que eles servem e para isso que EU pago seus salários e os equipo, não é para atuarem como polícia de tempos de excessão contra professores e alunos, que loucura! Nem acredito que estou perdendo meu tempo com um ignorante desses… agora já foi.

    Marcelo

    29 de novembro de 2011 às 10h53

    E adianta integrar as polícias,George?O Mário Covas entregou SP pro PCC e os Marcolas da vida.
    E pensar que no tempo do Maluf não tinha PCC,nem pedágios e a TV Cultura era bem melhor.
    Golpe se orquestrando,cara?De onde você tirou essa asneira?

    beattrice

    30 de novembro de 2011 às 02h06

    Mario Coveiro?
    Aquele que mandou bater em professores e os tratava aos berros no meio da rua?
    Aquele que perpetuou a "tradição tucana" herdada de Montoro?
    Aquele que delegou toda a privataria tucana em SP ao Alckmin OPUS DEI?
    Aquele que escolheu como sucessor um prelado auto-intitulado médico?
    Sei.

Daniel GD

29 de novembro de 2011 às 02h11

é por isso que eu gosto da nossa polícia: porque ela é sempre preocupada em cumprir a lei, com todo o seu rigor, nos seus mínimos detalhes. "A Polícia Militar ainda afirma que todos os homens da corporação devem usar identificações durante as operações, mas ressalta que é possível que a identificação tenha sido dificultada por causa dos coletes táticos usados, que encobririam o nome." Quero que alguém prove que a PM não usa identificação em suas operações (como na ALESP (2007?) ou na marcha da maconha, por exemplo).
Único adendo: a PM esqueceu de afirmar que é o papai Noel quem entrega os presentes, salvo em dias de tempestade muito forte na Lapônia.

Responder

Julio_De_Bem

29 de novembro de 2011 às 01h35

Policiais, o grande mal do brasil. Vamos acabar com eles, são todos iguais. Vamos por traficantes do naipe do NEM para cuidar da nossa segurança. Afinal ja li comentários por aqui de que ele é um cara bem lúcido…

Responder

    Augusto G. Sperandio

    29 de novembro de 2011 às 02h53

    Após um relato denso desses, um comentário tão profundo de sentido é de se emocionar. Sim, ou não. Bi-polar. Binário. De ficar estupefato com a quantidade de sinapses produzidas por tão poucos neurônios para produzir belíssima análise e surpreendente e admirável conclusão.

    Zé Francisco

    29 de novembro de 2011 às 10h12

    Pra que responder para um infeliz deste naipe?

    luiz pinheiro

    29 de novembro de 2011 às 15h12

    Essa sua pergunta, Zé Francisco, na verdade deveria ser para o Azenha e a Conceição, que sempre procuram abrir os comentários com algum fascista falando asneira, só pelo gosto de ver as respostas que sóem aparecer.
    Não seria melhor usar o espaço para uma conversa séria sobre o que fazer pelo Brasil e pela democracia?

    Julio_De_Bem

    01 de dezembro de 2011 às 10h44

    Outros belos argumentos construtivos. Suas opiniões realmente contribuem muito pro debate. Show de inteligência em cada palavra.

    Vagabundo

    29 de novembro de 2011 às 03h06

    Por favor né.Essa policia é facista com certeza, mas ficar propondo isso mesmo de brincandeira é idiotice, só pode estar de ironia.
    Esse acontecimento relatado pela aluna é extremamente lamentável.Conheço bem esse tipo de atitute da policia, acontece no Rio, Minas, em todo Brasil.É a estrutura repressora da ditatura que herdamos, vejo pela net milhares de comentários defendendo esse tipo de atitute da policia.Eu não sei se choro, fico com ódio, ou se resolvo acabar logo com minha vida, pois há algo dentro de mim que não aceita participar de um mundo que legitima atitutes como essa.É triste, muito triste.

    francisco.latorre

    29 de novembro de 2011 às 06h02

    porco. com porco se esfrega.

    ..

    ana

    29 de novembro de 2011 às 08h35

    A policia militar é filha dileta da ditadura. Vamos pressionar os parlamentares para mudar a Constituição Federal e extinguir a PM.

    Klaus

    29 de novembro de 2011 às 12h47

    Taí uma boa plataforma para o candidato do PT à presidência em 2014: prometer a extinção da PM em todo o Brasil. Ganha no primeiro turno. Façam uma campanha neste sentido.

    cronopio

    29 de novembro de 2011 às 15h13

    Cuidado, caro Klaus, esse apelo constante à maioria foi uma da vigas-mestras do nazi-fascismo. Hitler foi uma figura tremendamente popular, quase uma unanimidade, eu diria. Há indícios de que a maior parte dos brasileiros também apoiou a ditadura.

    Mário SF Alves

    30 de novembro de 2011 às 19h58

    Tinha de enfiar o PT nessa né não, Klaus? Isso é que é viver à cata de oportunidade, hein?

    Samyra

    29 de novembro de 2011 às 09h48

    Mas colega, o que tem a ver aquele depoimento lá em cima com esse comentário seu? Não entendi.

    Sempre tive dificuldades com as pessoas de bem, não importa se são policiais ou traficantes. Todos acham que estão fazendo aquilo que devem sem se importar muito com os meios que usam e muito menos com os outros.

    Troca esse apelido aí, babe. É literalmente narcísico e egocêntrico. Pega bem mal.

    Julio_De_Bem

    29 de novembro de 2011 às 11h22

    Querida Flor, De Bem é meu sobrenome. Me Chamo Júlio De Bem, vindo de uma família de policias militares que sempre respeitou o País, nunca pegou dinheiro de traficante nenhum e com a ajuda de um monte de bunda mole vândalos (muitos eram isso mesmo lá)sem propósito esta tendo a imagem distorcida. Eu não defendo a repressão aos movimentos sociais. Eu defendo a repressão contra drogados financistas do tráfico e contra vândalos. Não queiram comparar um protestos destes beócios com protestos legítimos de professores por melhores salários. Se eles querem tirar o Reitor do comando, que façam política decente e respeitem as instituições. A USP não é desses caras aí, A USP é patrimônio do POVO. Eles não representam o POVO, representam somente seus interesses, não tem direito de quebrar nada, muito menos tomar um prédio público.

    Alessandro

    29 de novembro de 2011 às 12h05

    Sou professor Julio, posso afiançar que a mesma truculência usada na USP"para combater vândalos",como você o diz,eles usaram contra a gente na greve por melhores salários.Eles não separam ação,logo estás enganado.Se fosse um protesto de padres ou monges,agiriam da mesma forma.E o que é pior,que ganham muito,mas muito mal para terem orgulho de uso de força.

    Julio_De_Bem

    29 de novembro de 2011 às 13h45

    Sim alessandro, isso que falei em outros comentários, e quando a polícia age contra movimentos como o dos professores por exemplo, tem que saber com quem está lidando. E deve agir com cautela.

    Agora os professores também não podem simplesmente destratar os policiais que estão ali pra cuidar de todos. Já ví com meus próprios olhos, professores ofendendo policiais que pediram pra aliviar um pouco o espaço que estavam ocupando na rua proximo a UFRGS aqui em porto alegre. O policial que foi designado para fazer este pedido levou uma cusparada na cara e respondeu a paulada. Devo condenar uma reação dessas? Se alguem me cospe no rosto, eu respondo na hora com um murro.

    Sempre apoiei professores, 4 vizinhas minhas de prédio eram professoras da rede estadual. A dona Clemi por exemplo, convocou a gurizada do prédio para apoiar, eu fui um dos poucos que fui, e olha que eu estudei em escola particular. Mas é preciso ter limite em tudo. Pode protestar a vontade, sem agredir a ninguém.

    marcia

    29 de novembro de 2011 às 17h01

    Julio, de duas uma. Oi vc tem seu pai/familiares como heróis e por isso tem uma visão alienada da presença da policia nas manifestações populares, ou vc é um conservador a la Geisel, Médici, e Cia.

    Sou professora da rede pública, tenho familiares ligados ao exército e à PM, já presenciei agressões de militares à amigos em manifestações de professores em SP e em Curitiba. Não havia nenhuma manifestação ligada à eles, eles nao foram agredidos verbalmente em momento algum.

    Porém.;… ainda que fossem. O fato de um aluno me xingar de puta me dá o direito de bater nele? Ou melhor, o fato de uma aluna me agredir fisicamente, me dá o direito de "resposta" fisicamente?

    marcia

    29 de novembro de 2011 às 17h08

    Continuo.

    Dou aula na periferia de uma cidade metropolitana e é unanime o relato de maus tratos por parte da PM. Quando vamos discutir violência de gênero, todas as alunas e alunos que presenciam a violência doméstica dizem que já ligaram diversas vezes e a PM NUNCA aparece, alegando que é briga de família. No primeiro semestre desse ano, uma aluna perdeu o bebê depois de ser espancada pelo pai bebado, os vizinhos e a mãe chegaram a ir até o plantão da delegacia mas o delegado alegou que não havia viaturas.

    Alunos que ficam perambuilando pelo bairro e de certo fumando maconha contam relatos aos montes de viaturas parando e batendo, chutando boca, estomago. Ah é, mas eles são "drogados", né, Julio. Desculpa.

    Fato é que a PM age impunimente junto à uma população sem voz ativa. Quando tentam fazer com grupos minimamente organizados, eles tem visibilidade.

    Julio_De_Bem

    29 de novembro de 2011 às 17h52

    Marcia, quem da dinheiro pro traficante comprar arma e aliciar menores para o tráfico é o drogado. A menininha de 12 anos viciada em crack se prostitui por culpa das drogas. O problema maior nessa questão das drogas são justamente os drogados. Eu não comento com emoção ou qualquer outro sentimento. Eu comento com a minha visão das coisas, não sou conservador mas se a minha posição de atacar as drogas através dos drogados é conservadora, então eu sou sim. Minha opinião nao é questão para você ficar questionando o que sou ou deixo de ser. Eu só peço para me darem argumentos suficientes pra acreditar que esse protesto dos alunos da USP realmente tem fundamento que não político. Por quê, nós da blogosfera, achamos ridícula a marcha dos indignados e essa é salutar? Por que a blogosfera progressista que combate a vizão única das coisas, enxerga na marcha dos indignados um protesto armado pela oposição e pela mídia e o protesto da USP é algo salutar? Pra mim ambos são protestos políticos de pessoas oportunistas. Professor não é policial, policial não é professor. Se o aluno xinga uma professora de puta, deve ser expulso. Se você cospe num policial, apanha e é preso. E é assim que tem que ser. Estou aberto ao debate, o que acho ridículo é um bando de alienados mentais que ao invés de apresentar idéias e argumentos vem atacar a minha pessoa. Coisa mais ridícula. Frequento o Viomundo a uns 6 anos e foi aqui que aprendi a ouvir o outro lado. E a polícia não tem espaço aqui, não a de SP, pois é de um governo do PSDB, que é o partido que todos odiamos, porém temos que respeitar. Eu não teria medo algum em mudar de opinião, muito menos vergonha, mas eu gostaria de argumentos claros. Não peço muito.

    cronopio

    01 de dezembro de 2011 às 21h53

    Caro, Júlio, o argumento é simples. As críticas não são endereçadas aos indivíduos que trabalham como policiais, mas à instituição da Polícia Militar. É sobre essa instituição, sobre suas diretrizes, suas funções e sobre sua atuação que devemos discutir aqui. Dizer que todos os policiais são corruptos é um erro, com certeza, bem como utilizar argumentos ad hominem. Quanto a insituição da PM, estou plenamente convicto de que ela é um obstáculo à instauração da democracia no Brasil. Uma instituição que homenageia, inclusive, o golpe militar. No site da PM há inclusive uma homenagem à Milicia Bandeirante, um grupo que existia antes da abolição da escravidão e que se dedicava, entre outras atividades espúrias, à caça de "negros fujões". Colaboraram, inclusive, com o massacre de Palmares. Além disso, o fato de o 1º batalhão de choque ter nomeado como capitão um dos réus do massacre do Carandiru, há vinte anos à espera de um julgamento, não constitui exceção: o relatório da OEA aponta em detalhes o fato de a PM como um todo promover sistematicamente policiais acusados de cometer torturas e execuções (tanto no exercício da profissão como em grupos de extermínio). Não é à toa que no texto sobre as funções da ROTA consta o "combate à guerrilha urbana", a instituição da PM de São Paulo passou incólume pelo fim da ditadura, foi criada por um governador eleito indiretamente Roberto Abreu Sodré e aparelhada pelo DOI-CODI. O próprio fato de uma polícia "militar" atuar na esfera civil merece ser questionado. Os militares promovem ações que dizem respeito à soberania nacional. São utilizados contra outros militares, não contra estudantes que ocupam um edifício público. De todo modo, com um histórico espúrio como o da PM, dá para entender por que a antipatia acaba por atingir os políciais enquanto indivíduos e não enquanto membros da intituição anti-democrática de que participam, embora seja um equívoco.

    Julio_De_Bem

    02 de dezembro de 2011 às 10h32

    Tudo que relatou são fatos do passado, nada tem haver com a realidade atual. As polícias são totalmente comandadas pela política. Os policiais que hoje atuam, tem na média seus 28 – 32 anos e não tiveram nenhuma vivência da ditadura.

    A instituição em sí já se atualizou, embora ainda exista remanescentes, mas que não gozam de nenhum poder especial. Isso, de condenar a polícia a todo plano, é de fato um revanchismo, a polícia que vocês odeiam hoje, não é a mesma polícia odiável do passado. É como vc odiar o filho, por uma desavença com o pai.

    A polícia militar, que atua na esfera civíl, é totalmente preparada para isso. Os desvios de conduta não são aprendidos no treinamento. Não há nichos de treinamento como "Como espancar um professor" " Como torturar um civíl". Há treinamento para lidar com os civis, que outra alternativa vc sugere para termos como polícia? O que você mudaria? Ou simplesmente remover a polícia militar das ruas por que no passado torturou pessoas em um regime de ditadura?

    Se depender da história a polícia vai ser sempre hostilizada pelos radicais, só que a roda da história gira e as instituições se atualizam. O comunista de 1980 não é o mesmo comunista de 2011. O PT de 2011 não apresenta as mesmas idéias da sua fundação em 1980. Até a direita mudou, oportunamente tentando se mostrar amável aos pobres em prol de votos. Antigamente era descarado o preconceito, agora é disfarçado (lembremos do pessoal da massa cheirosa).

    Não posso condenar o fato de que algumas pessoas odeiam a PM pelos crimes cometidos no passado (isso mesmo, o que ocorreu durante a ditadura foram crimes que merecem punição), mas eu posso discordar dessa atitude e achar que não passa de revanchismo contra uma instituição que se modernizou e aprendeu a viver de uma forma democrática (entenda-se democrática qndo é coordenada por políticos…).

    Ps.: Cronópio, citei em outro comentário uma boa discussão que tivemos em outro tópico, para falar dos argumentos que eu achava que as pessoas deveriam postar ao invés de ficar me xingando, porém foi censurado pela moderação. Engraçado que os que me chamaram de otário e imbecil passaram tranquilamente.

    cronopio

    02 de dezembro de 2011 às 13h33

    Caro Julio. Primeiramente, tenho de elogiar sua disposição para o debate. Embora discorde de quase todos os argumentos que você expôs em relação à PM, não vejo motivo para agredi-lo verbalmente. Isso, aliás, só demonstra que não há disposição para o diálogo, fundamento democrático por excelência. Cabe a todos nós primar sempre pelo diálogo, sem dúvida.

    Bom, vou tentar resumir ao máximo meu ponto de vista. Ao contrário de você, não acho que a PM tenha se transformado o bastante, pelo menos não a ponto de conviver com o Estado Democrático de Direito. A polícia como um todo, no Brasil, ainda comete ilegalidades sistematicamente (entre elas, tortura e extermínio). Como eu posso afirmar isso? Minha principal referência são os relatório das entidades de defesa dos direitos humanos, como a OEA. Vou postar um trecho do terceiro capítulo do "Relatório sobre a situação dos direitos humanos no Brasil", que trata da violência policial (como o relatório foi traduzido pelo google, o português está ruim):

    "13. As explicações dadas pelas autoridades sobre esses casos tornam evidente que, apesar das profundas transformações políticas por que passou o país desde o fim do governo militar, a polícia "militar" continua a seguir o modelo repressivo desse governo, motivo pelo qual os membros dessas polícias orientam-se no sentido de atuar de maneira violenta, a fim de prevenir ou aniquilar possíveis movimentos então considerados subversivos. Daí o fato de que muitos policiais "militares" cometam atualmente no desempenho de suas funções abusos que são notados inclusive quando, do exame das vítimas, se infere que foram mortas por disparos fatais em partes vitais do corpo ou nas costelas, verificando-se claramente que as mesmas não tentavam resistir, estando em muitos casos desarmadas."

    O link: http://www.cidh.oas.org/countryrep/brazil-port/Ca

    Obs: Confio nos relatórios da OEA porque eles possuem uma pesquisa empírica sólida e porque não possuem comprometimento sectário (são uma organização internacional).

    Além disso, a PM de SP cultiva a história da instituição (a que chamam de "corporação"). O site oficial da PM de São Paulo é uma afronta à democracia.
    Entre no site e veja com os próprios olhos: (http://www.cidh.oas.org/countryrep/brazil-port/Cap%203.htm) Clique no link "A corporação" e depois no link "brasão de armas". Lá estão o lema da milícia bandeirante e a descrição das 18 estrelas, uma delas em homenagem à ditadura, outras tantas dedicadas a momentos vergonhosos da história nacional, como o massacre de Canudos, fim da Guerra dos Farrapos, contenção da revolta da Chibata, etc. Esse tipo de cultura corporativa é um veneno para a democracia.

    Há, portanto, muito a ser modificado, a começar pelo site e pelo brasão. A polícia deveria abandonar o uso de violência necessária, parar de promover policiais envolvidos em assassinato de civis (como ocorre sistematicamente, segundo a OEA). Não dá para ter como capitão do 1º batalhão de choque alguém cujo lema é “bandido bom é bandido morto”, isso em um país que não tem pena de morte oficial. Ainda pior é colocar em seu lugar um policial que é réu no julgamento um dos maiores massacres policiais da história nacional: o massacre do Carandiru. A polícia também não pode continuar a ser “militar”, é preciso unificar as forças policiais. Além disso, é preciso urgentemente tirar a Rota das ruas, que não são lugar adequado para uma instituição que se orgulha de efetuar menos prisões do que execuções. Enfim, de um modo geral, eu diria que é preciso “civilizar” a polícia no sentido amplo do termo.

    Julio_De_Bem

    02 de dezembro de 2011 às 16h13

    Você citou mudanças importantes que poderiam ser feitas. Estamos no terceiro governo federal de esquerda que supostamente deveria ter uma preocupação com estes pontos. Mas falta vontade política para tal. A segurança não parece ser uma prioridade do governo, muito menos uma segurança de qualidade. Inclusive com melhor remuneração para os policiais e melhor aparato bélico.

    Não conheço muito a realidade da PM-SP, mas sei que não são como era na época da ditadura como querem colar aqui. Essa comparação inclusive é muito ruim para os guerreiros que lutaram naquela época contra uma polícia realmente bandida acorbertada pelo estado.

    marcia

    02 de dezembro de 2011 às 09h22

    O policia, Julio, é tão funcionário público quanto eu. Pare e pense por um unico minuto.

    Sou cidadã. Qual o contrato eu faço com o Estado? Não pode existir Estado sem eu. Logo, eu pago impostos e espero que o Estado me assegure. Se, e tão somente SE, eu nao agir em conformidade da lei, eu serei submetida à julgamento, com direito à defesa, e, caso condenada, deverei cumprir a pena cabivel.
    Não fiz um contrato em que o Estado me domina, ou me pune antes de eu ser julgada. Isso, meu caro Julio, é violação de direitos humanos. Se eu cuspir em um policial, devo responder judicialmente por isso. Por desacado, agressao moral, etc. Não há um Estado democrático se a policia tem mais poder que a lei.

    Sobre os drogados, ao longo da Historia evidenciou-se que a repressão ao uso de drogas nao funcionou. O usuário de craque é fruto do meio, 90% deles filhos da desigualdade social ou violência doméstica (ultima pesquisa da SEAD). Vc inverte o jogo colocando ele como o culpado pelo trafico ou pela criminalidade. Pq será, meu caro Julio, que em países onde a distribuição de renda é mais equitativa (Irlanda por ex) a criminaldiade é infima se comparada ao Brasil. Enquanto a divisão de riqueza for tão desigual, será a fonte de indignação, de revolta, de violência e de barbárie. O Usuário precisa de tratamento (quando quiser) nao de repressão. Repressão precisa o estuprador, o marido violento, o vândalo, o agressor, o racista, o homofóbico, o ladrão. Sua visão nao é conservadora, ela é medieval, me perdoe. Vc volta antes da Revolução Francesa para construir seus argumentos. Por isso causa tanta indiganação nos que não entendem Estado como vc. Nós, cidadãos contemporâneos, não vamos abaixar a cabeça e colocar nossas vidas nas mãos do Estado e muito menos da Polícia. Principalemente num país como o nosso que ficou 21 anos sob os desmandos de militares vendidos.

    Julio_De_Bem

    02 de dezembro de 2011 às 16h03

    Minha querida Marcia, nasci e me criei em uma favela de porto alegre. Ví a droga rodando na minha frente. Permaneci nessa favela os meus primeiros 16 anos de vida e nunca, em nenhum momento consumi nenhuma droga por conta das dificuldades financeiras que minha familia tinha. Ou seja, não fui obrigado por ninguém a usar droga. Assim como nenhum drogado é obrigado a consumir drogas. O faz por que quer, colocar culpa em outros fatos, sendo que o drogado sabe qual a consequencia das drogas, é tapar o sol com a peneira. Pesquisas que falam de violência domestica e bla bla bla, levam em consideração o relato dos próprios drogados. E quem disse que não é uma desculpa (que eu julgo esfarrapada) para se utilizar de drogas? Ja perdi amigos de infancia pra droga, e pro tráfico, e alguns deles tinham situação financeira muito melhor que a minha. Portanto, usar ou não droga, não depende de onde vem ou se apanhou do pai. É questão de educação, conscientização, um trabalho conjunto que tem que ser feito na familia e na escola através dos professores. É fato que o usuário deveria sim passar pelo constrangimento de algumas horas de cadeia. O trauma talvez faria usar o cérebro pra pensar um pouco. E não só querer "curtir o barato e as alucinações". Se fosse por tal besteira, todos pobres seriam drogados, pois é la na favela que a droga rola. Você ve a vida de uma forma muito romantica e tem minha opinião como medieval pois o que você vive/viveu está escrito nas linhas de uma folha e não nas marcas da pele.

    Quanto ao cuspe na cara e responder judicialmente, você só pode estar de brincadeira comigo. Vou levar um cuspe na cara e ligar pro meu advogado? Quem sabe eu espero ele sentado com o catarro escorrendo pela minha face e faço o corpo de delito? O policial, assim como professor, quer respeito, o mesmo imposto que paga o teu salário, paga o do policial. Saia um pouco do mundo das idéias.

    A vida não é um romance, muitos gostam de se fazer de coitadinhos para esconder a própria falta de princípios, força de vontade e falta de consciencia coletiva.

    marcia

    03 de dezembro de 2011 às 18h13

    digo e repito, vc nao tem embasamento algum pros teus argumentos. o fato de vc nao ter cedido à pressao, Julio, nao significa que todos assim o farão. qualquer aula medíocre de humanas ensina isso, meu caro.

    seu discurso é arcaico nao no sentido de rigido, tive professores de direta com discurso rigido, porem com argumentações fieis. vc peca na ausencia total de leitura. o acordo que vc se propoe a fazer com o Estado é do da mais alta ignorancia que existe.
    vc nao é capaz de entender.

    Julio_De_Bem

    04 de dezembro de 2011 às 05h30

    Marcia, primeiro, se você quer recomendar leituras, escreva com um portugues correto. Sua pontuação é tão ruim quanto sua falta de argumentos e sustentação do que prega. Qual acordo falei, meu deus do céu?! estamos falando do mesmo assunto? Quero crer que você se enganou de tópico. E ainda espero argumentos e idéias, não ataques, se é que você consegue…no reino animal, é sabido que a presa, uma vez acuada, se mostra agressiva e ataca para ter uma sobrevida.

    Julio_De_Bem

    02 de dezembro de 2011 às 16h19

    Outra coisa, nesses países que você citou, a educação é prioridade. Faça como muitos drogados do Brasil. Você não precisa ir longe. Vá ao meio dia em alguma praça pública. Se você faz isso na Irlanda, é cadeia.

    Julio_De_Bem

    03 de dezembro de 2011 às 10h34

    Correção: Vá ao meio dia em alguma praça pública desse País. Vc vai ver um monte de drogados usando drogas tranquilamente. Se fizer isso na irlanda é cadeia.

    Mário SF Alves

    30 de novembro de 2011 às 09h10

    É isso, Márcia. Você tem razão. De fato, para essa corporação ideologicamente formada e/ou condicionada pelo regime militar, tudo se resume a desacato à autoridade. É síndrome e reflexo daquele Estado fascis-forte.

    Alvaro Tadeu Silva

    29 de novembro de 2011 às 14h02

    Durante a Ditadura Militar, a Congregação do Instituto de Geociências da USP recusou-se a renovar o contrato de um dos professores mais aplicados e respeitados do Departamento de Geologia Geral. Em protesto, os alunos iniciaram uma greve que evelouiu para ocupação do prédio por um mês. Nem o diretor do Instituto, nem o reitor da USP da época tiveram coragem de chamar a polícia para nos desalojar. Somente no regime tucano o campus foi invadido e os estudantes tratados com violência e desfaçatez.

    Rodrigo

    29 de novembro de 2011 às 16h36

    Então você não tem idéia do mundo, muito menos do país, ou da sociedade em que vive e quer passar sua visão maniqueísta (com mil desculpas a Mani pelo mau uso de seu nome) feita sob medida na escola das américas há setenta anos atrás.

    André T.

    29 de novembro de 2011 às 16h53

    Esse tá bem interado, deve ter Visto 'Tropa de Elite'

    Scan

    30 de novembro de 2011 às 10h15

    Este é o argumento do sujeito sobre a existência de policiais "de Bem": a família dele faz parte da corporação.
    Forte e irrespondível argumento….

    Jairo_Beraldo

    29 de novembro de 2011 às 10h37

    Julio_De_Bem, essa puliça que voce defende é a mesma que "dá segurança" aos bandidos como o que voce citou e que agridem as pessoas de bem…faça uma analise mais profunda que verá que é bem isso!

    Julio_De_Bem

    29 de novembro de 2011 às 17h55

    Tem aluno bandido que matou professor a facadas dentro da faculdade. Todos alunos são bandidos?

    Tem professor que abusou sexualmente de alunos do ensino fundamental. todos professores são pedófilos?

    Tem políticos que roubaram muito dinheiro do povo, todos políticos são ladrões?

    Tem jornalista corrupto que aceita propina pra não divulgar determinadas matérias, todos jornalistas são assim?

    Acho que vc precisa tirar a viseira. Se quer separar a policia por classe (a policia que eu defendo é a mesma que o tráfico contrata), que o faça com todas profissões.

    Mário SF Alves

    30 de novembro de 2011 às 20h08

    Ah! essa visão fragmentada da realidade. Até onde se chega com isso, com esse enfoque televisivo da realidade, com essa compartimentalização/esse engavetamento positivista do Brasil?
    Lá no PiG dá para entender; afinal os caras têm de selecionar, de enquadrar e de tratar ideologicamente os fatos. Tudo ali tem de ser dito sempre naquela perspectiva grana-tempo-mídio-golpista. Mas, aqui, não, caro Julio.

    Julio_De_Bem

    01 de dezembro de 2011 às 09h36

    Ou seja, os policias podem ser generalizados. As outras profissões não. Vc realmente concorda com isso?

    marcia

    02 de dezembro de 2011 às 09h00

    na realidade vc nao tem leituras pra entender o que todo mundo fala. é simples.

    Julio_De_Bem

    04 de dezembro de 2011 às 05h25

    marcia, tenho pena de um aluno seu que não saiba algo sobre determinada matéria. Pela sua falta de argumentos, ao ser perguntada de algo, deve constrange-lo perante os colegas. Dái ele acaba te chamando daquilo que tu falou que podem te chamar :). Aliás vc pontua suas frases e usa maiúsculas e minúsculas de uma forma deprimente.

    O Maldoror

    29 de novembro de 2011 às 10h59

    De_bem não tem nada.

    Luiz Reis

    29 de novembro de 2011 às 12h39

    Essa é a visão do idiota… ou um ou outro, o maniqueísmo que sustenta débeis mentais que não tem o mínimo de inteligência para pensar sobre as alternativas entre essas. E ainda se diz Do Bem… o que quer dizer isso? Provavelmente Bem Imbecil… desculpe a agressividade, estou ficando de s… cheio de gente idiota que se recusa a pensar um pouco que seja. Existe um relato de denúncia que precisa ser investigado, mas quem investigará? Os mesmos que são acusados. E você vem querer desqualificar o relato simplesmente porque não se pode imputar responsabilidade a um policial?Saudade de um coturno no pescoço? Vá lá no quartel e peça para ser usado como campo de testes de tortura, ora…

    Mário SF Alves

    30 de novembro de 2011 às 01h50

    Julio_De_Bem?!! De bem com o quê?

    mfs

    30 de novembro de 2011 às 11h14

    Se eu reclamo do qualidade do pão eu por acaso sou contra as padarias? Padeiro é sempre sinônimo de cara que não faz pão direito? Então, se eu reclamo da falta de higiene do padeiro é porque sou a favor da fome e da miséria? Então, por analogia: policial=torturador? Quem está dizendo isso é você quando caracteriza os que protestam contra a truculência policial de serem a favor do crime. Ninguém é contra a polícia, o que se trata é de exigir que a polícia também siga a lei, o que significa que não podem torturar.


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