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Ex-diretores do Programa de Aids: Posição do MS pode agravar epidemia


12/06/2013 - 23h48

Pedro Chequer, Paulo Teixeira e Alexandre Grangeiro foram diretores do Programa Nacional de Aids em diferentes períodos entre 1996 e 2006

Aids: entre a ousadia e o retrocesso

12 de junho de 2013 | 10h 05

PEDRO CHEQUER, PAULO TEIXEIRA E ALEXANDRE GRANGEIRO O Estado de S. Paulo

Os vetos do Planalto e do Ministério da Saúde a campanhas de aids e material educativo escolar ressuscitam uma polêmica superada há décadas: a de que é possível controlar a epidemia sem quebrar tabus e enfrentar preconceitos. A experiência mundial mostra que, quando as ações não tiveram por base os direitos humanos, a evidência científica, a garantia do acesso universal à saúde e a priorização de grupos sociais mais atingidos, a epidemia cresceu, mais pessoas morreram e os custos com a saúde aumentaram.

É um engano achar que a epidemia de aids é causada somente por um vírus e bastam informações para que todos adotem medidas de prevenção. A epidemia é bem mais complexa. Já na década de 1980, a Organização Mundial de Saúde alertava que o preconceito, a discriminação e as desigualdades sociais eram as principais causas do alastramento da doença no mundo. São eles que impedem mulheres de negociar o uso de preservativo, os homossexuais de exercer sua sexualidade de forma segura e as prostitutas de enfrentar as situações de violência que as expõem com maior intensidade ao HIV.

Foi com base nesse entendimento, na capacidade de estabelecer diálogos francos com a sociedade e na adoção incondicionada do princípio constitucional da laicidade que a política de aids avançou nesses 30 anos. E não foram poucas as conquistas.

Há mais de 20 anos, as primeiras campanhas sobre o preservativo foram assistidas pelas famílias brasileiras no horário nobre, as primeiras seringas foram distribuídas aos usuários de drogas e as primeiras aulas sobre sexualidade e aids foram ministradas em escolas. E por que não se lembrar da ousadia de enfrentar o lobby da indústria e adotar a licença compulsória de medicamentos antirretrovirais?

Agora, a posição governamental aponta para uma perigosa mudança de caminho, afastando-se da experiência bem-sucedida e do conhecimento técnico. Abre-se assim a possibilidade real de um agravamento da epidemia no País.

A censura à campanha para homossexuais no carnaval de 2012 deixou de abordar o segmento mais atingido pela doença no País, com taxas de infecção 11 vezes superiores à da população geral.

A proibição do uso de material educativo escolar endossado pela Unesco e Unaids, no início deste ano, poderá contribuir para criar uma geração inábil para lidar com a prevenção da aids.

E a recente censura à campanha dirigida a prostitutas deixa no limbo um grupo que representa entre 10% e 15% das mulheres infectadas pelo HIV no País. Mais do que isso, essa censura sinaliza para a sociedade a intolerância com o exercício da prostituição, aumentando a marginalização e as situações de violência contra esse segmento.

As consequências serão negativas para toda a sociedade, incluindo os clientes e companheiras e mulheres dos clientes.
Isso ocorre em um momento em que a aids dá sinais de que volta a crescer no País, uma situação que contrasta com o cenário internacional. As Nações Unidas, em seu último relatório, chamaram a atenção para o fato de que tecnologias altamente efetivas e disponíveis podem levar ao fim da epidemia ainda nesta década.

Diante disso, o Ministério da Saúde deverá decidir de que lado estará. Um programa de aids influenciado por um lobby conservador e interesses políticos terá pouca chance de sucesso e representará uma ruptura com as experiências bem-sucedidas e com a sociedade brasileira.

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30 comentários

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Fátima Oliveira: Os legados contraculturais de Norma Benguell e Gabriela Leite - Viomundo - O que você não vê na mídia

21 de outubro de 2013 às 16h52

[…] Ex-diretores do Programa de Aids: Posição do MS pode agravar epidemia […]

Responder

João Vargas

13 de junho de 2013 às 18h06

Se alguém aqui neste Blog tiver coragem de dizer que não se importaria que sua filha fosse prostituta, desde que fosse feliz, aí eu vou acreditar que não existe preconceito quanto à profissão. Caso contrário é só balela.

Responder

Lopes

13 de junho de 2013 às 16h29

A profissão deveria ser regulamentada para garantir a segurança de profissionais e de usuários.

Deveriam contribuir com INSS para terem direito a aposentadoria especial em virtude das características típicas do trabalho.

O Brasil é muito hipócrita e finge que não vê a situação dessa classe tão marginalizada pela sociedade.

Já avançamos em relação aos trabalhadores domésticos mas ainda há muito a ser feito.

Responder

Elias

13 de junho de 2013 às 13h11

“SOU PUTA SOU FELIZ” é o clamor de uma profissão que existe há milênios e até hoje não é regulamentada. Os conservadores fazem uma leitura moralista da frase. Mas a frase é uma contestação. É um pedido de respeito de uma categoria que existe e não é reconhecida pelo Estado. Que mal há em assumir uma verdade que existe em todo território nacional? Aliás, não há lugar no mundo onde não se encontra uma puta, uma simpática e atenciosa puta. Chega de hipocrisia. Legalize-se logo tal profissão e inclusive seus locais de trabalho, essas casas onde cafetões as exploram por culpa de governos comprometidos com votos de religiosos retrógrados. Que essas casas paguem impostos e direitos trabalhistas às profissionais que lá atuam diuturnamente.

PS: A revolução “fome zero”, “minha casa, minha vida”, tem também de atingir horizontes estranhos a reacionários de toda ordem.

Responder

    Vilma Brandão

    13 de junho de 2013 às 16h50

    Elias, com a sua licença, faço minhas as suas palavras

Silvio I

13 de junho de 2013 às 12h56

Moral e um problema de kilómetros, o seja que cada povo no mundo tem diferentes pontos de vista com respeito à moralidade. Neste caso em particular apenas nos mostra o poder que está tomando religiões obscurantistas ao extremo, que explora o desconhecimento e tem intere de manter os povos o máximo possível baixo sua influencia. E para isto e necessário em o possível que os integrantes do povo, que sejam analfabetos, e desinformados.Já este país que sua Constituição diz, que e Laico, mais que em a realidade não o é,com isto se acaba com o pouco de laicidade que tem. Em quanto ao Ministro não sei si de esta forma vai a ter mais votos de essa parte do povo, que segue essa corrente religiosa fundamentalista. O que podemos afirmar sim ( porque ele e médico,e médico não pode tapar o sol com a peneira,deve chamar as coisas por seu nome) e que e de uma hipocrisia sem tamanho.

Responder

Alê M.

13 de junho de 2013 às 11h06

Tudo isso por causa do “Sou puta e sou feliz”? Ahhhh vá!!!

Responder

Mardones

13 de junho de 2013 às 09h59

Esse governinho que patina, cedendo aos interesses moralistas dos religiosos, marca mais um gol contra a laicidade da nossa repúlblica incipiente. E dá um tapa na cara naqueles que lutam pela saúde pública com valores humanistas e democráticos.

Dilma, o PT e seus descasos moralistas.

PQP!

Responder

Carlos Lima

13 de junho de 2013 às 09h33

O mais curioso desse episódio é que um cartaz da prostituta feliz parece que era a vacina contra a AIDS, Gente, o que vou escrever já parece nostalgia, estão todos indo embora para PASÁRGADA e em pasárgada não tinha AIDS, O panfleto era de extremo mau gosto e sem noção, ninguém que viu aquilo gostou, só uns gatos pingados nostálgicos de Manuel Bandeira. Pessoal já não basta a globo e mídia maluca o tempo inteiro querendo destruir o Brasil e o gov. Dilma, agora o fogo amigo dos senhores da razão e da verdade sem questionamento, os metralhadores sem consenso, são eles os novos alardeadores de uma espécie de INFLAÇÃO DA AIDS em comparação com a “INFLAÇÃO DOS TOMATES”, Isso parece uma coisa combinada e se olharem o DNA tem alelos de gente ex. amiga que esta ensaiando trair e é das bandas do nordeste. E os blogs e a esquerda cega perderam o bastão e o cão guia, é simplesmente isso, ou aceitem a PROSTITUTA FELIZ ou a AIDS e as doenças sexualmente transmissíveis irão roer os 39 ministérios do governo DILMA. A DILMA é uma pessoa séria e muito bem formada, esse joguinho mesquinho que infla a direitona, parece sem estratégia, parece coisa de amador, ou de comandado que se achava maior do que o comando. A direitona bater nisso até cansar é e era esperado, agora os blogs que se dizem progressistas isso soar coisa de criança. Governo que vira refém das minorias é governo fraco, governo que não protege as minorias também é fraco, mas governo que democraticamente não escuta as maiorias cai e se cair não pode defender as conquistas bem avaliadas e nem as melhorias já conseguidas para povo brasileiro, o certo é que a esquerda sectária esta fazendo o jogo da direita parece um par ou ímpar com os braços do mesmo corpo, estão alimentando o dragão com gasolina para cuspir fogo nas eleições de 2014. Gente manera né, este cartaz da prostituta feliz não era vacina contra a AIDS, este cartaz da prostituta feliz parecia mais uma alusão que a PROSTITUIÇÃO INFANTIL era um curso para ser feliz no futuro. Vamos ter bom senso pessoal, desespero foi moda em 73 como dizia Belchior.

Responder

    juca

    13 de junho de 2013 às 12h01

    Concordo com você. A campanha tem que ser direcionada para que os homens não procurem prostitutas e prostitutos (as mulheres também. Mas ainda acho que tem uma outra coisinha que muita gente esquece, o mundo não é aquele mundo que eu idealizei um dia lá na minha infância. Que adianta eu não gostar de travesti na rua em que eu passo, ninguém vai deixar de ser travesti por isso; minha ojeriza com maconheiro, perda de tempo, vai ter sempre quem acenda um baseado; gay em passeata, acho ridículo, mas e daí, eles não estão nem se importando com o que eu penso; puta na esquina, no bordel ou nos sites da internet, acho uma imundície, mas e aí? O que muda, acho que nada não é mesmo… Então se existir um meio eficaz para que todos esses de quem falei, diminuam seus riscos de pegar AIDS, embora seja com campanhas totalmente bizarras e de mau gosto como o cartaz do Ministério da Saúde, eu ficaria mais feliz, então, talvez só por esse aspecto eu seria igual aquela puta baranga.

    Silvio I

    13 de junho de 2013 às 13h37

    Esquece-se de que a prostituta e a primeira profissão do mundo. Esquece-se de que o sexo e uma necessidade fisiológica muito importante e que as religiões principalmente querem esconder, e não dar a importância devida. Não vamos a analisar porque u homem procura a prostituta, existem muitas razões para isso. Você não pode idealizar um mundo em sua infância. Porque não se tem em essa idade conhecimentos como para compreender uma coisa que e muito complexa. Porque você não gosta de travesti ou de Gay essa pessoa nasceu assim e não te faz mal nenhum, a você. Essa pessoa trabalha, paga seus impostos, e tem o direito de viver sua vida, e ser respeitado como qualquer outro cidadão. A puta na esquina, ou no bordel, e uma mulher como qualquer outra. O por casualidade faz alguma coisa diferente, as outras mulheres?

    Urbano

    13 de junho de 2013 às 12h20

    Olá Carlos Lima. Eu sempre corro desses temas controversos e montados em tabus, mas com o seu comentário, não foi possível me ausentar, até por concordar com a sua ideia central. É o tipo da coisa, Carlos, em que não há a mínima necessidade de escrachar para se transmitir uma ideia. Agora por que eu digo isso? Ora, aqui no Brasil o que se obedece mais é ao berrante. E isso se falando de adultos. Agora imaginem um pai com a filha na sala assistindo televisão, e ela já com a ideia de felicidade, dissesse: “quando eu crescer, eu quero ser prostituta”.

    Urbano

    13 de junho de 2013 às 18h21

    Corrigindo: … e ela já com a ideia de felicidade dissesse…

    fernanda

    13 de junho de 2013 às 13h04

    Este comentário diz tanto, mas tanto, como é difícil encontrar nesta internet e eu assino embaixo e agradeço porque uma leitura assim esclarece e argumenta com propriedade. Também acho que a esquerda com esta campanha a favor da liberação do aborto está histérica e até é grosseira quando fala do feto como um amontoado de células. Parece a campanha anti feto, parece que a mulher não tem nenhum compromisso com o fato de ter engravidado, quando sabemos que meios para isso existem. E sobre o estatuto do nascituro, eu li e não me parece claro sobre se quem engravida por etupro pode ou não abortar. Diz que todos os direitos serão assegurados ao nascituro, mas eu posso entender como direitos caso a gravidez seja desejada pela mulher. Me parece que estão torcendo os fatos. Logicmante eu não concordo com a criminalização da mulher, até porque ela não fez o filho sozinha, o homem então também é responsável.

Mauro Assis

13 de junho de 2013 às 08h57

Por mais que eu leia a respeito, não consigo entender o que tem a ver com o combate à AIDS um cartaz dizendo “Sou puta e sou feliz”.

Responder

    Antonio Soaress

    13 de junho de 2013 às 09h45

    Também acho que a frase foi totalmente inadequada. Foi de uma falta de inteligência total.

J Souza

13 de junho de 2013 às 08h47

Parabéns ao Viomundo!
Se fosse para “dançar conforme a música” do governo, então melhor seria ir logo atrás de patrocínio da Caixa, do Banco do Brasil, da Petrobrás, dos Correios…

Responder

Ana Cruzzeli

13 de junho de 2013 às 07h33

O grande problema no uso de camisinha foi o coquetel anti-viral. Ele deu a falsa impressão que a doença se curava. Depois do coquetel o numero de doente cresceu exponencialmente, não sei como está agora, mas a população não vê com tanto medo como antes a AIDS no Brasil.

Talvez a maior contribuição nos últimos tempos para o controle das DSTs quem vem dando são pessoas como Michael Douglas ao dizer que desenvolveu câncer de garganta com sexo inseguro. O que esse cara fez não tem preço, teve muita coragem. O ministerio da Saude dos EUA deveria usar esse depoimento para ajudar todo o controle de doenças contagiosas por sexo inseguro no seu pais.

Sem puritanismo, o Ministério da Saude vem vacinando as meninas contra esse virus tão maligno que é o HPV, logo logo teremos uma vacina contra a AIDS só precisamos tirar as industria farmaceuticas do caminho.

Talvez Cuba seja hoje a maior referencia para definitivamente erradicar a AIDS do mundo. O ministro da saúde teve grande coragem em abrir essa porta em favor dessa parceria, afinal a vacina contra o cancer de pulmão quem desenvolveu foram os cubanos e olha que a industria de tabaco e maconha nem agradeceram a essa nação caribenha, afinal as toxinas na fumaça são o que detonam o cancer em toda o sistema respiratorio.

Ingradidão é um M.. , deixa pra lá

Sou a favor da discriminação da maconha, agora que a fumacinha da maconha dá tanto cancer quanto o cigarro já há provas disso. Para uso em tratamentos vários a maconha em uso oral de jeito nenhum deve ser o cigarrinho e sim com o sistema de vaporização ou outra coisa melhor.

Enfim o ministerio da saúde, ou como bem Sócrates, o jogador, dizia deveria ser ministerio das doenças para muitos, afinal só se vê o ministerio com curativo e se esquece que prevenção de doenças é a função primordial. No caso da AIDS ainda continuará essa polemica até um dia que um filho de deus ( que pelo visto será cubano) descobrir a vacina. Nesse dia trataremos a AIDS como a poliomielite, tão tratável que poderá até ser em gotinhas.

P.S. As industrias farmaceuticas estão interessadas numa vacina contra a AIDS?

Responder

    Alexandro Rodrigues

    13 de junho de 2013 às 18h16

    Pelo seu racicionio, seria melhor pessoas continuarem morrendo do que ter o acesso ao ARVs? Assim chocaria mais, causaria panico e serviria como forma de prevencao?

    So pode ser moradora de Higienopolis…

Alexandro Rodrigues

13 de junho de 2013 às 02h45

Caos urbano, custo de vista nas alturas, saúde pública entregue ao veto moralista para não atrapalhar a reeleição, crescimento econômico pífio, infra estrutura 50 anos atrasada, privatizações/concessões dá no mesmo, guerra civil nas cidades (50 mil mortes ao ano), farra das empreiteiras na Copa e nas Olimpíadas, educação pública fundamental totalmente fora das prioridades do país…

Não, o que descrevi acima por incrível que pareça não foi um governo tucano. Estou falando da Magnífica, da 2ª mais poderosa do mundo, da Miss Controle Remoto, da parceira de omelete da Ana Maria Braga, estou falando da herança maldita que Lula deu ao país: Dilma Rousseff!

Responder

    Silvio I

    13 de junho de 2013 às 14h05

    Alexandre Rodrigues:
    Você nasceu ontem? Esquece-se de que isto que se chama Brasil tem já mais de 500anos?E que durante este tempo tem tido uma quantidade de governos, onde cada um tem deixado alguma coisa. Mais que nunca se preocuparam pelo bem estar do povo, e que governarão, para uma pequena parcela da sociedade. Por esta razão se deve pensar que não se pode nem mudar nem fazer em pouco tempo, aquilo que não se fez em 500 anos. Observe, Brasil, assim você não enxergue, mudou.Temos quantas universidades a mais, quantas escolas técnicas a mais,quantos estudantes a mais, estão em as Universidades, quantos estudantes estão no exterior, estudando com bolsas de estudos.Quanto tem melhorado a saúde .Que existem problemas sim existem, mais olhe para o mundo e veja quantos povos e com o tamanho do Brasil, tem essa saúde chamada SUS,e quantos países tem escolas, programas como o Bolsa Família, que tem sido copiado por quarenta países no mundo.

    Alexandro Rodrigues

    13 de junho de 2013 às 18h14

    Silvio eu conheco muito bem a historia de atrasado da presence do Estado na garantia dos servicos publicos do pais. Claro que isso nao comecou com a Dilma, com o Lula e muito menos com o politico que eu mais detest no Brasil, FHC.

    Porem o PT ja governa o Brasil a quase 12 anos. Nao espero mudancas revolucionarias, mas o embriao de algo, o tal Segundo salto do PT por enquanto e so propraganda. A garantia de acesso a populacao de servicos publicos de qualidade, principalmente saude e educacao, e tarefa de um verdadeira/a Estadista, nao desse fantoche gordo chamado Dilma Rousseff.

    Alias, aproveito aqui para parabenizar o Viomundo por nao se transformer num Conversa Afiada da vida. Aqui, os erros do governo tambem sao apontados e podemos debate-los. Se prestarem atencao, os militantes mais aguerridos do PT estao perdendo o `tesao` de defender este governo. Por que sera?

    Ao contrario do que dizem nao sou tucano. Sempre votei no PT. E como eleitor tenho todo direito de expresser meu descontentamento com a tal presidenta.

    Dilma e uma fraude!

    Silvio I

    14 de junho de 2013 às 03h14

    Alexandre Rodrigues:
    Em quanto no país não se faça a Reforma Política estaremos em esta chuva que não molha. Qualquer mudança de fundo não se pode fazer, por não se ter o apoio político. As Leis foram feitas para que o Executivo tenha que conversar muito com muitos partidos para conseguir o apoio e para isto sô consegue com o toma lá e da cá. Você como simpatizante do PT sabe que ainda este partido, não tem a maioria, e depende de fazer alianças, inclusive com aqueles, que não tem a mesma ideologia.Concordo com você de que o PT tem perdido brios.Tem deixado de lado as bases.E necessário que esse partido volte a apoiar se nas bases como já o foi num tempo.

Gildásio

13 de junho de 2013 às 00h19

Falaram e dissera bem! Toma prumo Padilha! Aprende com quem sabe, seja humilde.

Responder

Rasec

13 de junho de 2013 às 00h13

Mas vocês foram reproduzir o pessoal do FHC e o povo ressentido que já foi do governo? Pelo amor de Deus. Assim, fica difícil colaborar com vocês né? Queria essa dedicação com programas que funcionam e esse funciona, sim. E pela voz do Estadão? Tenham santa paciência!

Responder

    Conceição Lemes

    13 de junho de 2013 às 01h16

    Rasec, desculpe-me, vc não sabe do que está falando.

    Eu como repórter na área de saúde cubro a epidemia de aids desde o comecinho. E posso te garantir: Pedro Chequer, Paulo Teixeira e Alexandre Grangeiro estão entre os médicos ajudaram a construir o programa brasileiro de enfrentamento da aids, tão elogiado no mundo. O dr. Dirceu Greco, que acaba de ser demitido do Ministério da Saúde, faz parte desse grupo corajoso, audacioso, competente e solidário.

    Todos eles começaram a atuar na aids, quando não se conhecia a doença direito, não havia remédio e as pessoas morriam rápido. O ministro Padilha ainda não estudava medicina, quando eles já estavam na luta contra aids. Era horrível. Doloroso demais.

    Por isso, sugiro que releia o artigo deles com menos desdém e arrogância. Eles REALMENTE SABEM do que estão falando. Aproveita e leia a legenda da foto. Eles pegam também o governo Lula. Ou será que o mandato do ex-presidente Lula começou só em 2006 e apenas vc foi informado disso? sds

    Silvio I

    13 de junho de 2013 às 14h22

    Conceição Leme:
    Meus parabéns. O pessoal acredita ainda que as doenças se combatem escondendo a cabeça em um buraco como o avestruz. Não pensam o não sabem que esse microcosmo onde moram protozoários, bactérias, vírus, fungos, e mico plasmas, podem nos atacar, em qualquer momento e levar-nos a morte, mais rápido do que imaginam. E não e querendo não chamar as coisas por seu nome, com hipocrisia, vamos a solucionar o problema. Ocorre que como e uma doença esta, principalmente transmitida sexualmente, temos que tratar ela em segredo. Isso porque o sexo para estes moralistas, e um segredo muito grande. Como e porque eles estão no mundo?Será que nascerão baixo de alguma alface?

    Alice Matos

    13 de junho de 2013 às 01h29

    Rasec, a sua ignorância não tem limites. Fiquei envergonhada por você. Quando a gente não sabe das coisas, é melhor calar. Pedro Chequer, Paulo Teixeira e Alexandre Grangeiro são pessoas a quem o Brasil deve muito. Se informe.

    Ulisses

    13 de junho de 2013 às 10h48

    O que tem haver um cartas escrito “Sou Puta e sou feliz” com o programa contra a AIDS? Não seria melhor um assim. “Sou puta por que me prostitui menor de idade por que minha família era miserável, sem dinheiro para até comer e não havia programas sociais para que eu não fosse obrigada a entrar nesta profissão indigna. Quero apenas respeito pela minha condição e usar meios de evitar doenças transmissíveis”. Será que é tão difícil assim mudar uma frase idiota como a anterior?

    Janaina

    13 de junho de 2013 às 18h04

    E quem disse que esse é o caso? A frase não foi dita pelo MS e sim pela própria prostituta da foto. Profissão indigna? Indigno é seu preconceito!


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