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Mulheres Negras: Este Ministério da Saúde não nos representa


07/06/2013 - 15h01

Nota da AMNB em repúdio à decisão do Ministério da Saúde

A ARTICULAÇÃO DE ORGANIZAÇÕES DE MULHERES NEGRAS BRASILEIRAS, repudia o cancelamento da campanha “Sou prostituta e sou feliz”, que culminou com a demissão do Diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais e sua equipe. Tal gesto injustificável por parte do Ministro da Saúde reafirma seu descompromisso com o direito à saúde das populações excluídas. Ao mesmo tempo, traduz sua opção por uma gestão conservadora e privatista da saúde pública.

Ao ignorar a diversidade social e romper com um dos pilares da promoção de saúde que é o empoderamento [email protected] sujeitos a quem as ações se destinam, o Ministério da Saúde trai uma das grandes conquistas da sociedade civil brasileira, que é o direito à participação, a representar e ser representado. E desrespeita o fato de que as prostitutas são parte importante desta sociedade que lutou e conquistou a democracia, o SUS e a Política Nacional de HIV/AIDS que, antes da atual gestão, foi um exemplo para mundo.

Ao atender mais uma vez às ordens de setores religiosos extremistas e conservadores, o Ministério da Saúde subjuga a determinação constitucional por um estado laico a seus interesses eleitoreiros menores.

Este Ministério da Saúde que considera a indiferença a melhor forma de enfrentar o racismo institucional no SUS, abandona a Política nacional de Saúde Integral da População Negra e ignora as necessidades de saúde das mulheres negras, permitindo a continuidade das altas taxas de mortalidade entre nós, que propaga o sofrimento e a perseguição como tratamento para usuários de crack, que entrega bens públicos ao mercado e, que desrespeita as decisões da XIV Conferência Nacional de Saúde NÃO NOS REPRESENTA!

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28 comentários

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10 de junho de 2013 às 13h50

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Carlos Lima

10 de junho de 2013 às 13h31

Vamos ser sinceros e despolitizar a atitude do ministro, não é possível levar adiante uma campanha com mídia definida daquela forma, olhem o problema que aquelas cartazes poderia provocar: Fazem campanhas permanentes contra a PROSTITUIÇÃO INFANTIL, imaginem uma criança já na escravidão da prostituição olhando dois cartazes em um posto de gasolina numa estrada qualquer, um cartaz diz o seguinte “PROSTITUIÇÃO INFANTIL É CRIME, DENUNCIE NO TELEFONE 0800XXXXX”, e no outro cartaz dizendo o seguinte, “SOU PROSTITUTA E SOU FELIZ”, ai a criança vai seguir qual cartaz? o que pede até pelo amor de Deus para ela não se prostituir ou o que induz ela a pensar que se ela for PROSTITUTA vai ser feliz? Gente tem assuntos que não existe esse negócio de PROGRESSISTA E CONSERVADORISMO, tem que haver bom senso, ai um monte de blogs começa a politizar o assunto e que fulano e beltrano que ninguém conhece pediu demissão e transformam um assunto de relevância de saúde pública ou de assistência social para uma disputa que até nem existe mais esse troço de DIREITA E ESQUERDA. Transformaram os esquerdistas autênticos em lixo ideológico e os direitistas em espertos que estão perdendo muito dinheiro, sendo que o que importa é a razão para o desenvolvimento de uma sociedade com justiça social e não com justiça ideológica, não há mais espaços para antagonismos ideológicos que não levam a nada, como esquerdista ajudei a leva-los ao poder e não me arrependo de tudo, como esquerdista são sei mais se farei alguma coisa para defende-los, pois nos deixou a beira da estrada com estratégias de afastar-se das bases e portanto acho que acharam que não éramos mais importantes para suas metas e assim entendemos. Más voltando ao assunto da ESCRAVIDÃO DAS PROSTITUTAS, a campanha era de extremo mau gosto e completamente sem noção o ministro nessa agiu corretamente, bom senso né pessoal.

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Fabio Passos

09 de junho de 2013 às 21h33

As criticas ao “ministro da saude” sao justas e a tendencia e o problema se agravar.

O fundamentalismo religioso esta atacando os direitos humanos e a saude publica sob olhar complacente e cumplice do governo Dilma.

O governo esta rasgando compromissos historicos do PT e das forcas progressistas… e promovendo retrocessos que sao inadmissiveis.

Nao conseguir avancos e muito ruim… mas promover o atraso e prova cabal de que erro na estrategia politica.

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Joe

09 de junho de 2013 às 00h42

Olá a todos.
A campanha pendeu o foco. A questão da demissão é justificada(talvez não justa)
porque a campanha estava sob sua supervisão e houve um erro grotesco na campanha, que foi aprovada. Essa é a questão. Triste, parece que o demitido, Dirceu Greco, fazia um trabalho muito bom, mas assinou uma bomba. A foto não é boa, e a questão não é “maquiar” alguma coisa, a questão é que uma campanha publicitária, que tem um recursos e foco específico(como falou o Xacau abaixo).
Assisti o Dirceu Greco no “Entre cAspas”, e me pareceu mais justo ainda. Falta de foco total. A campanha não deveria estar sob sua supervisão, e a agencia é co-culpada.

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    Carina

    09 de junho de 2013 às 09h55

    Joe, realmente vc não sabe o que faz. A questão é que sob o Padilha o MS virou um feudo talibã. Somos uma República democrática laica. Então o que o Padilha faz encastelado lá? Pela volta imediata do prof. Dirceu Greco!

    Joe

    09 de junho de 2013 às 14h00

    Carina, vocês está enganada, ou ansiosa demais em defender seu pondo de vista, que me parece justo, mas desfocado.
    “Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”
    Sei sim o que faço, e até concordo com você. Mas a questão não está no “Talebã” (acho um pouco raivosa a comparação) no MS, ou no fato das influencias das bancadas religiosas, cada vez mais afrontarem o estado de direito.
    Está no fato de que e campanha é um desastre, e foi aprovada. Como disse antes, isso em qualquer situação, custa uma cabeça. E foi o que aconteceu.

    xacal

    09 de junho de 2013 às 14h01

    Os fundamentalistas bolcheviques atacando os supostos talebãs.

    Esta panaceia de Estado laico (que eu concordo, inclusive) retira das pessoas a capacidade de enxergar que as pessoas continuaram a expressar suas culturas políticas (e religiosas) dentro da administração do Estado, e seus entes de representatividade.

    Ou seja, o fato de buscarmos um Estado afastado dos preceitos religiosos, não significa dizer que os religiosos não busquem no Estado a representação de seus interesses, e mais:

    Haverá, em alguns casos, uma convergência destes princípios religiosos com a agenda de de promoção dos direitos humanos e outros direitos, como a luta contra tortura, dentre outros.

    Os ultra-esquerdalhas se esquecem, por conveniência é óbvio, que tornar o Estado mais laico (totalmente nenhum Estado do planeta é) não apagará a influência das superstições sobre este Estado, e que esta luta se dá antes na sociedade.

    Façam o dever de casa, se organizem, tenham uma base parlamentar pró Estado laico que dê ao governo a sustentação necessária para implementar suas agendas, e pronto!

    No grito, não dá!

    Jair Almansur

    09 de junho de 2013 às 13h09

    Você está certo Joe. Quero acrescentar. Essa campanha mais parece feita para arregimentar pessoas para a profissão doque qualquer outra coisa. Sou ateu, sou a favor da legalização da prostituição, inclusive a de cafetão, mas repudio essa campanha de ‘país da puta feliz’. O lugar do cara que faz essa campanha é mesmo o olho da rua. Em tempo: Também não apoio o ministro.

    Conceição Lemes

    09 de junho de 2013 às 14h08

    Almansur, esta campanha é destinada às prostitutas e não à população em geral como muita gente está pensando. Tanto que se não tivesse havido o veto do ministro da Saúde, ficaria restrita a elas. abs

    Joe

    09 de junho de 2013 às 14h39

    Mas ai é que está a questão, a campanha não trata da felicidade, mas de DST(definitivamente, trabalho não traz felicidade).
    Que ficou em segundo, terceiro plano. Temas misturados.
    Os problemas com religiosos, que não são pouco, e como dito acima não vão acabar(ótimo, bem vindo a democracia !), não podem servir de desculpa para o mau uso do dinheiro público. Nem vou entrar na questão da direção de arte da campanha, porque é evidente que não existiu.
    Não entendo a bronca, se fosse no trabalho de qualquer um daqui que ocorresse o equivalente, cabeças rolariam e ninguém falava nada.

Ilce

08 de junho de 2013 às 22h10

Falar em DST e,publicitar uma campanha onde não contemplam genericamente a proposta,é estigmatizar.O alvo é infinitamente amplo.É pra todos os humanos viventes,com atividade sexual.Não é preciso classificar gênero,profissão,raça,credo,partido e seu perfume predileto.A campanha foi infeliz,sim. Estamos falando de saúde pública. Perdeu-se o foco e tá essa celeuma todo.Ah,sou à favor das prostitutas profissionais

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mandella is my hero

08 de junho de 2013 às 20h09

porque meus comentarios nao sao aprovados? sera que quebra a hegemonia direita e esquerda ? sera que prova que a uniao é mais forte que a separacao?

Responder

Fabio Passos

08 de junho de 2013 às 10h45

E inadmissivel que um ministro da saude bloqueie acoes de saude publica porque sua igreja ficou melindrada. E ainda faz declaracoes que reforcam estereotipos e o preconceito social.

Ao inves de sabotar iniciativas de combate a AIDS o ministro deveria ir rezar e pedir perdao a Deus por atirar pedras em pecadores.

Responder

Paulo Guedes

08 de junho de 2013 às 07h57

QUER MUDAR BRASÍLIA? COMECE LIMPANDO TEU MUNICÍPIO.
No município estão presentes todas as mazelas da administração pública nacional. É no município que corruptores agem à sotaina. Livres, leves e soltos sob o olhar complacente da população.
Varra ineptos e corruptos de seu município. Em algum momento a limpeza chegará a Brasília.

Responder

    Vlad

    08 de junho de 2013 às 17h52

    Exatamente.

Jose Mario HRP

08 de junho de 2013 às 07h51

Francamente , achar que viver de vender sexo dá felicidade é demais para mim!
Prostituição é algo muito delicado para ser elevado a profissão e ter sua existencia romantizada e endeusada.
Óbvio que se a pessoa ganha o pão nosso de cada dia dessa forma não devemos tratá-la como inferior, mas entender o porque ainda se precisa vender sexo ao invés de explorar nossos talentos intelectuais e artisticos.
Numa sociedade ainda tão injusto é claro que compreender tudo isso é de bom senso e cuidar da saúde de todos é um dever do estado e um ato amoroso por parte de todos na sociedade, mas glorificar é demais.
Já sei que vai chover pancada e xingamento mas romantizarmos as coisas, cada vez mais aquela coisa arcaica do MR 8 gritando “O povo unido jamais será vencido” ficará mais e mais ridicula!
KKKKKK…

Responder

Marcelo de Matos

07 de junho de 2013 às 20h47

Nem tudo está perdido: na área da educação as mulheres e os pardos estão em vantagem: http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/06/07/candidato-do-enem-2013-e-mulher-pardo-e-fez-ensino-medio-regular.htm

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    Jose Mario HRP

    08 de junho de 2013 às 07h56

    Pardos também terão cotas?
    Aliás, se o Obama fosse brasileiro ele seria o que?
    Aliás II, Obama foi gerado por uma mãe branca e um pai negro, o que o classifica como?
    Tá faltando espiritualidade gente!
    Todos somos humanos, para alguns como eu, todos são filhos de Deus.
    Não estaria na hora de nos tratar como gente e não como cotistas????
    E por ultimo:
    A grande maioria do nosso povo é mestiço, graças a Deus!
    Esse papo racista de todos os lados já deu!

Elias

07 de junho de 2013 às 18h47

Líderes religiosos extremistas e conservadores, não têm influência direta nas decisões do povo brasileiro. O povo sabe distinguir o bem e o mal à revelia daqueles que se dizem seus representantes. Não é uma exatidão comprovada que tais líderes possam convencer frequentadores de seus templos a ponto de fazê-los eleger este ou aquele candidato. Por isso acho um desatino, um baba-ovismo gratuito o Governo se curvar aos caprichos retrógrados desses senhores medievais.

Responder

José Alcestes

07 de junho de 2013 às 18h13

Saudações a quem tem coragem!

Pense e Dance
Barão Vermelho
Compositor: Dé / Frejat / Guto Goffi
Ano de lançamento: 1988

penso
como vai minha vida
alimento todos os desejos
exorciso as minhas fantasias
todo mundo tem um pouco
de medo da vida

pra que perder tempo
desperdiçando emoções
grilar com pequenas provocações
ataco se isso for preciso
sou eu quem escolho e faço
os meus inimigos

“saudações a quem tem coragem”
aos que tão aqui pra qualquer viagem
não fique esperando a vida passar tão rápido
a felicidade é um estado imaginário

não penso
em tudo que já fiz
e não esqueço
de quem um dia amei
desprezo
os dias cinzentos
eu aproveito pra sonhar enquanto é tempo

eu rasgo o couro com os dentes
beijo uma flor sem machucar
as minhas verdades
eu invento sem medo
eu faço de tudo
pelos meus desejos

pense, dance, pense, pense, dance
de olho no lance

Link: http://www.vagalume.com.br/barao-vermelho/pense-e-dance.html#ixzz2VZDCBfRn

Responder

xacal

07 de junho de 2013 às 16h46

Não se trata de saber se são ou não são felizes, ou de utilizar o suposto mote da “auto-afirmação vence o preconceito” para vincular a uma campanha de saúde pública pelo uso do EPI(equipamento de proteção individual) destas trabalhadoras, até porque, pelo viés sanitário e de segurança no trabalho, pouco ou nada importará o estado de ânimo do trabalhador, seja ela uma médica ou uma prostituta.

A campanha retirada pelo MS não servia para nada, a não para este bisonho debate sobre orgulho e DST/AIDS.

Então as infelizes podem trabalhar sem prevenção?

O que está em jogo não é este problema, nem outros temas relevantes de saúde pública, mas uma luta (legítima) pela pasta da saúde, que repercute o corte das disputas internas do PT e aliados.

O problema destes interlocutores é contrabandear esta luta nestas críticas sem sentido, usando a chantagem dos Direitos Humanos e as lutas setoriais dos movimentos das minorias.

Responder

willian

07 de junho de 2013 às 16h21

Tá bom, as prostitutas são extremamente felizes. Satisfeitos?

Responder

    renato

    07 de junho de 2013 às 19h07

    De novo Willian, você tem razão!
    Isto é pior que o evento, achar que prostituta é feliz!
    Pergunte para o PSDB, o que eles acham disto, são felizes
    ou não.
    Mas entendi o recado, você está certo.
    Então agora Prostituição é uma saída viável?
    É uma faculdade, se formado…
    Isto é exclusão social seu PT.Meu PT.

    FRANCISCO HUGO

    07 de junho de 2013 às 22h18

    Willian, você é Deus? Prazer, sou um pobre mortal.
    Quem você pensa que é para questionar a felicidade de alguém?
    Felicidade é um estado (ou qualidade).
    Na gramática, substantivo abstrato.
    Quer dizer, precisa de alguém ou de algo para existir.
    O máximo que você pode fazer, referendado até pela Declaração de Independência dos Estados Unidos da América (1776) que norteou a constituição norte-americana — “Consideramos estas verdades por si mesmo evidentes, que todos os homens são criados iguais, sendo-lhes conferidos pelo Criador certos Direitos inalienáveis, entre os quais se contam a Vida, a Liberdade e a BUSCA DA FELICIDADE” — é cuidar da sua e só da sua.
    Estudar é uma maneira de cuidar da própria felicidade.


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