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Diário da Resistência


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Boris Vargaftig: Reitoria instala clima de perseguição na USP


21/10/2011 - 12h32

por Boris Vargaftig, no blog DoLadoDeLá, sugestão do Gil Teixeira

O clima é de retrocesso na USP.

Não bastasse as placas chamando a ditadura militar de 1964 de “revolução”, não bastasse à perseguição implacável à Faculdade de Direito, a Reitoria tem instalado um clima de terror quando o assunto são as manifestações internas da comunidade.

O último episódio foi a criação de uma Comissão Disciplinar para demitir 6 funcionários que teriam participado de uma manifestação às 7 horas da manhã do dia 24 de março. Os acusados se manifestavam justamente contra a demissão apressada e ilegal de funcionários grevistas ocorridas em janeiro 2011. Ao grupo dos 6 funcionários foi associado um estudante que, não podendo ser demitido, incorre “à pena disciplinar de eliminação”. Tudo isso usando um velho decreto criado no auge da ditadura militar. Decreto que, instalada a democracia, foi deixado de lado por motivos óbvios.

A atmosfera é da mais refinada perseguição. Ao ponto de uma das funcionárias acusadas, Ana Mello, foi incluída sem que tenha estado presente no local à hora dos supostos fatos. Ana esteve no local duas horas depois e, ali, tratou de defender a dignidade de uma colega que estava sendo ofendida em sua moral por um chefe. Como essas perseguições abrem espaço para vinganças pessoais, o referido chefe tratou de incluir Ana como uma das que participava da manifestação das 7 da manhã. Foi o único a dizer que Ana estava entre os participantes da manifestação, importando mais as perseguições exemplares do que a verdade.

Se as demissões forem aprovadas – sem um procedimento verdadeiramente justo, público e correto – a USP reinstalará em seu microcosmo, a ditadura que cassa o direito democrático. Em pleno século XXI, com o país tendo superado seu passado autoritário mais retrógrado, apelamos à Reitoria da USP que anule as medidas em curso e nunca mais utilize o decreto do entulho autoritário que vem usando contra seus funcionários e alunos.

Boris Vargaftig é professor titular aposentado do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP

Leia também:

Professor Caio Toledo: Vitória simbólica sobre a ditadura pós-1964

Petrobras: Nome do projeto que patrocina é outro



48 comentários

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Caio Toledo entrevista Boris Vargaftig: Encontro do professor e o cientista | MANHAS & MANHÃS

16 de setembro de 2014 às 13h08

[…] Boris Vargaftig: Reitoria instala clima de perseguição na USP […]

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Caio Toledo entrevista Boris Vargaftig: Encontro do professor e o cientista « Viomundo - O que você não vê na mídia

16 de setembro de 2014 às 11h15

[…] Boris Vargaftig: Reitoria instala clima de perseguição na USP […]

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cronopio

28 de outubro de 2011 às 09h54

Fonte: Causa Operária Online

Neste mês um estudante foi abordado pela PM quando passava pela Praça do Relógio. Ele foi acusado de ser uma pessoa “suspeita” pelos policiais por supostamente ter “olhado feio” para eles. Além de totalmente subjetivo, o julgamento dos policiais, isso não seria um verdadeiro motivo para revistar uma pessoa.

Após passar pela Praça do Relógio, o estudante foi seguido por duas motos que pediram para que parasse. Segundo os policiais seria uma “abordagem de rotina”.

Perguntaram ao estudante se era a favor da presença da polícia na cidade universitária, na tentativa de intimidá-lo.

A arbitrária decisão da burocracia universitária da USP de colocar mais policiais militares para vigiar e reprimir o movimento estudantil não tem o objetivo de garantir a segurança da comunidade universitária. O estudante é ligado a Escola de Comunicação e Artes (ECA), mesmo local em que recentemente ocorreram roubos no Centro Acadêmico e atlética.

O convênio entre a reitoria e a Secretaria de Segurança Pública foi arpovado pelo Conselho Gestor do Campus da Capital. O portal da USP informa “O convênio terá a duração de cinco anos – com possibilidade de renovação, seguirá o conceito de policiamento comunitário participativo, no qual cerca de 30 policiais farão o policiamento na Cidade Universitária em carros, motos e haverá a instalação de duas bases móveis da PM para ajudar nas ações de patrulhamento da Guarda Universitária.”

Esta ação será conjunta com um “mapeamento digital” do campus pela polícia com a ajuda dos diretores de unidades.

A universidade está sitiada e monitorada por um órgão que responde diretamente ao governo do Estado de São Paulo. Além de ter o reitor indicado pelo governador, agora também é monitorada 24 horas pelo órgão de repressão do estado, a polícia.

Assim como a sua função fora da universidade é defender a manutenção do regime, na cidade universitária a polícia tem a função de impedir tentativas de mudanças no controle do regime universitário e intimidar os estudantes, setor que tem poder de transformação na universidade.

O “aumento dos crimes” é um problema social que não será diminuído com o aumento da PM. A colocação da PM após o assassinato de um estudante na USP foi apenas uma desculpa, pois já foram várias as tentativas de estabelecer a entrada da PM na USP. A aprovação desta medida ocorre dois anos depois do enfrentamento entre o movimento estudantil e a polícia. A polícia foi colocada na USP para impedir o piquete dos funcionários em greve, motivo pelo qual os estudantes em 2009 também aprovaram uma greve com a reivindicação de “fora PM”.

No dia 9 de junho de 2009, durante uma manifestação, os estudantes estavam expulsando a PM e foram atacados pela Tropa de choque. Os estudantes revidaram e a polícia os atacou dentro da cidade universitária, passando pela reitoria e a Faculdade de História e Geografia. Foram jogadas bombas no prédio, coisa que não aconteceu nem mesmo na ditadura militar brasileira.

A selvagem repressão da polícia causou repúdio em todo o país e até internacionalmente. Uma das mais importantes universidades da América Latina foi bombardeada pela polícia militar para impedir uma manifestação da comunidade universitária.

É uma medida com o claro objetivo de aprofundar da repressão nas universidades para poder colocar em prática o plano de privatização das universidades públicas brasileiras.

Houve um aumento da PM da realização de operações com os bloqueios e revistas e a colocação de bases e o ocorrido com este estudante demonstra que nada tem a ver com a segurança dos estudantes, mas pelo contrário, é colocá-los com a constante e regular arbitrariedade da PM.

Esta decisão de Rodas de permitir a entrada da PM e consolidar sua presença na universidade com o pretexto da segurança é uma ameaça permanente ao movimento estudantil.

Em nenhum lugar a PM tem a função de garantir a segurança da população, mas sim garantir a imposição de medidas impopulares para a maioria. No Rio de Janeiro, a polícia e o exército invadiram o morro para retirar a população e favorecer a especulação imobiliária.

A Polícia Militar dentro da USP é um dos principais instrumentos de Rodas para garantir que a principal universidade do País seja entregue ao capital privado.

O movimento estudantil deve organizar uma ampla campanha para a expulsão da PM da USP que está criando um clima de terror e perseguição contra os estudantes.

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Renato Cordeiro

25 de outubro de 2011 às 10h37

Endosso plenamente a carta do Prof. Boris Vargaftig.
E lamentavel que a maior universidade do Pais assuma posturas adotadas pela Ditadura militar , que levaram as cassacoes dos 10 cientistas da Fundacao Oswaldo Cruz e de varias Universidades brasileiras. E fundamental que a Reitoria da USP interrompa imediatamente este processo.
Renato Cordeiro
Pesquisador Titular da Fundacao Oswaldo Cruz
Ex-Presidente da Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapeutica Experimental".

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Renato Cordeiro

25 de outubro de 2011 às 10h15

Endosso plenamente a carta do Prof. Boris Vargaftig.
E lamentavel que a maior universidade do Pais assuma posturas adotadas pela Ditadura militar , que levaram as cassacoes dos 10 cientistas da Fundacao Oswaldo Cruz e de varias Universidades brasileiras. E fundamental que a Reitoria da USP interrompa imediatamente este processo.
Renato Cordeiro
Pesquisador Titular da Fundacao Oswaldo Cruz
Ex-Presidente da Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapeutica Experimental

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Teresa Machado

23 de outubro de 2011 às 23h05

É inconcebível que a Ana esteja sofrendo uma perseguição desse tipo. Conheço a sua integridade e a seriedade do seu trabalho.

Responder

Marcello Barcinski

23 de outubro de 2011 às 23h02

Sou Professor Titular aposentado da USP e Especialista Visitante da Fiocruz. Solidarizo-me com o Boris. É inconcebível que um retrocesso dessa gravidade inicie-se em um universidade pública. Conheço a Ana Melo há muitos anos e sei da seriedade do seu trabalho em prol da educação infantil e do direito universal à creche

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Gilberto Silva

23 de outubro de 2011 às 09h03

São Paulo não pertence ao Brasil e a USP não é nada mais do que uma universidade Burguesa.
Espero que as verbas e patrocinios federais minguem para esta pseudo universidade que em quase 100 anos não conegue ficar entre as melhores do mundo.
Se não houvesse esta porcaria que serve de comparação para outras instituições, estaria muito melhor o ensino no Brasil.

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Operante Livre

22 de outubro de 2011 às 21h43

São Paulo parece mais um primeiro mundo em decadência, desesperado, resistindo.
Não demora e chamam a OTAN, se faltar apoio de Brasília, é claro.
Acho que perdi o trem da história.

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Cleverton_Silva

22 de outubro de 2011 às 12h29

É uma pena ver a USP decair desse jeito. O atual Reitor não foi o 1º mais votado da lista tríplice entregue a Zé Alagão e foi nomeado (atitude despótica), o memorial que estão construindo não é dedicado às vítimas, mas sim dedicado à "Redentora revolução" (coisa linda a auto análise dos golpistas…). Coloca a PM pra descer cassetete em alunos e professores ocupantes da reitoria, mas não dá conta dos crimes praticados em áreas do Campus (mais um ponto para a tucanoDEMocracia). Não é à toa que está caindo no ranking das universidades! Não tem teoria nem ciência que aguente contra essas práticas!

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H Aljubarrota

22 de outubro de 2011 às 09h34

A verdade é que tem que jogar uma bomba na Cidade Universitária e construir outra… Aquilo é o que de pior tem uma burocracia; corporativismo, protecionismo, carreirismo, individualismo e nenhum tipo de compromisso com a formação do aluno. O que mais se vê no dia a dia é Professor desmotivado, não vendo a hora da aula acabar pra poder faturar seu dinheiro fora usando, é claro, a "chancela" USP que ainda é muito valorizada por quem não a conhece por dentro. Tá tudo errado… mas tentar reconstruí-la com a mentalidade tucana que aí está, pouco vai adiantar. É triste o futuro da USP…

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Adriano

21 de outubro de 2011 às 21h24

Para quem avaliar que é justo apoiar uma avaliação mais isenta da situação, há um abaixo assinado em apoio aos funcionários e ao aluno:
http://www.change.org/petitions/usp-perseguies-na

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Augusto

21 de outubro de 2011 às 21h01

Empregado do BB, vivi tambem nas trevas demo-tucanas de FHC, Cerra & Cia, Eram tempos negro da Idade Média brasileira, com fogueiras e crucificações. Ví empregados chorando pelo corredor, guardas armados postados na entrega de documentos de um setor a outro, demissões, preseguições, soube de suicídios, depressões, reuniões em que o interventor demo-tucano exigia nomes para demitir (havia uma meta a ser atingida), coações morais, diminuições de salários. Bastava alguém não "ir com sua cara" para poder ser demitido, transferido para outro estado, destruição de famílias. É o médoto demo-tucano de governar, espalhando ódio e a desunião. O que mais doi no governo petista é que NINGUÉM foi punido por assim proceder, a revelia da lei civil, penal, trabalhista. Os que estavam sempre servil as trevas continuam livres para nela voltar. As leis e normas de repressão continuam a existir, apesar de esquecidas e adormecidas. Um exemplo é o "interdito proibitório" utilizado pelos bancos nas greves, inclusive pelo BB e CEF do PT. Peço a voces que não desanimem, que permaneçam unidos, pois o demonio vai ser derrotado. Força!

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Eliane

21 de outubro de 2011 às 20h44

O fato é que para a jornada de trabalho dos ecetistas, a cada 06 (seis) dias trabalhados os mesmos têm direito a uma folga de 35 (trinta e cinco) horas, ou seja, 11 (onze) horas entre o 6º e o 7º dia e 24 (vinte e quatro) horas determinadas pelo art. 67 Consolidado.

Responder

Eliane

21 de outubro de 2011 às 20h13

O fato é que para a jornada de trabalho dos ecetistas, a cada 06 (seis) dias trabalhados os mesmos têm direito a uma folga de 35 (trinta e cinco) horas, ou seja, 11 (onze) horas entre o 6º e o 7º dia e 24 (vinte e quatro) horas determinadas pelo art. 67 Consolidado.

Os ecetistas estão executando jornada compensatória desde o retorno da greve, trabalhando DIRETO. Assim, após o 6º dia trabalhado DEVERIAM desfrutar do intervalo legal de 35 horas.

Responder

Eliane

21 de outubro de 2011 às 20h11

Não é só na USP, no governo petista a ordem é perseguir grevistas, está acontecendo nos correios.

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Roberto Locatelli

21 de outubro de 2011 às 20h09

São Paulo está pagando por suas opções políticas…

Responder

cronopio

21 de outubro de 2011 às 19h32

O único consolo é que esse tipo de atitude despótica está pouco a pouco minando a qualidade da USP que, com o tempo, deixará de ser a referência nacional para dar lugares a outras universidades instaladas em estados menos corrompidos. Quando a ocupação da reitoria terminou, a então reitora Sueli escorpião disse que não haveria perseguições políticas, mesmo nas gestões posteriores. Qual não foi a nossa surpresa quando os estudantes que participaram da ocupação começaram a ser perseguidos com base em uma cláusula criada no tempo da ditadura. O Rodas é essa porcaria que está aí mesmo, com ele a USP volta a ser um brejo rapidinho. Agora, sem o apoio do povo de São Paulo, vilipendiados pela mídia, os professores, funcionários e estudantes da USP têm pouco a fazer…

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    dragoni

    21 de outubro de 2011 às 20h29

    meu amigo, isso é um verdadeiro disparate! é um consolo uma coisa dessas minar a qualidade da usp, a melhor universidade da america latina?? Precisa minar a qualidade da usp pra melhorar a qualidade das outras é isso?

    é bom continuar assim mesmo, assim tiramos a usp da lista das 500 melhores do mundo e ficamos sem nenhuma! pra frente brasil!

    e além disso, quais sao os estados menos corrompidos mesmo? no brasil?

    cronopio

    22 de outubro de 2011 às 02h13

    dragoni, acho engraçado que você ficou indignado com meu comentário sobre a perda de qualitativa da USP mas não disse nada sobre "o que" está acarretando essa perda de qualidade. Não acho que a USP tenha de perder qualidade para que as outras universidades federais melhorem (em algum momento eu disse isso?). Falo isso como estudante da USP. Fico feliz, por outro lado, que o comentário tenha despertado indignação, era essa a intenção. Se você quer mesmo salvar a Universidade de São Paulo, ajude a derrubar o déspota que a rege. Mãos à obra! Rodas sequer foi eleito pela universidade (isso em entrar no mérito da questão de como são realizadas as eleições!), mas imposto por José Serra. Isso não ocorria desde o regime militar. A entrada da PM na USP também foi trazida de volta por José Serra (desde o fim da ditadura ela respeitava a autonomia da instituição) como ferramenta para repressão de movimentos por melhores condições de trabalho, mais professores, etc. Resultado: os docentes da USP estão recebendo menos do que os docentes das Universidades Federais. O consolo é saber que outras universidades, construídas em estados que não são ditatorialmente governados pela elite rentista, muito mais democráticos e interessados em produzir e distribuir riqueza (e o conhecimento é parte dessa riqueza) estão crescendo mais do que a USP, mas muito mais. Consulte qualquer tabela de desempenho nacional e você vai perceber que é uma questão de tempo, mantidas as coordenadas atuais (eu torço para que isso não aconteça), é uma questão de tempo até a USP ser superada…
    Sobre a questão de estados mais ou menos corrompidos, isso não vale nem a discussão, mas lhe pergunto: existe alguma licitação pública realizada em São Paulo que não tenha um vencedor pré-escolhido? A pergunta, caro dragoni, é retórica, e visa apenas demonstrar que, nessa discussão de corrupção, o buraco é muito, muito mais embaixo mesmo.

    dragoni

    25 de outubro de 2011 às 15h30

    acho fantastico o sistema de avaliaçao das respostas nesse site, parece um massacre.

    vc é um estudante da usp que entra no coro dos que criticam a usp e seus alunos como algum tipo de raça de arrogantes que merece ser derrubada. Nao me alegra nem um pouco a situaçao do governo de sao paulo e muito menos o senhor rodas, mas o que eu quero é que ela melhore, ao inves de piorar.

    Eu nao disse nada sobre "o que" està acarretando a perda de qualidade porque essa nao era a questao, eu questionei o seu posicionamento sem nem saber que vc era aluno. Voce diz que sem o apoio do povo, vilipendiado pelas midias, os alunos nao tem muito a fazer. Pois se voce que é aluno nao apoia a universidade e se CONSOLA com o seu fim realmente nao tem soluçao. Eu nao me consolo, eu me entristeço e muito.

    Eu nao sei como funciona esse pensamento tao brasileiro de dizer que o pais nao presta, a uniersidade nao presta, eu quero mais é que desmorone pra eu poder sair logo daqui. Engraçado como a elite que queria mais era sair do paìs e morar na europa decidiu ficar agora que o paìs melhorou, sendo que essas pessoas nao moviam uma palha pra que isso acontecesse.

    Mesmo discurso aqui. As pessoas por algum motivo preferem ver a usp pegar fogo do que ver seus problemas resolvidos. Qual é a logica disso? Porque esse preconceito contra a usp, esse odio, esse rancor? O posicionamento da veja eu entendo, eles jamais vao aceitar a linha politica das associaçoes dos alunos que vao contra o rodas, contra o serra. Mas aih de vez em quando eu vejo esse discurso ecoando por todas as bocas…de ca e de la. Do lado da usp mesmo nao tem ninguém.

    cronopio

    27 de outubro de 2011 às 14h28

    Caro Dragoni, acho que você não entendeu meu comentário (talvez eu não tenha sido claro), eu disse literalmente que "torcia" para que a USP não se mantivesse no mesmo rumo. Em todo caso, reitero: não desejo que a USP se arruíne, mas como não quero vestir o manto de carpideira, fico animado com o crescimento vertiginoso de outras universidades federais, localizadas em estados mais democráticos do que São Paulo, onde o governo age de forma clara no sentido de acelerar o sucateamento do patrimônio público. Cuidado para não distorcer os argumentos do seu interlacutor, ok?

    cronopio

    27 de outubro de 2011 às 16h32

    PS: Caro Dragoni, não dê bola para a avaliação das perguntas, eu vivo sendo negativado, já me acostumei. Acho que esse recurso nem deveria existir, mas tudo bem… O importante, acredito, são os argumentos.

Celestina

21 de outubro de 2011 às 17h53

Tem alguns professores da USP que são tntáculos da Igrja Católica , mas não posso falar !!!

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Ari

21 de outubro de 2011 às 17h51

Não é esse reitor aí que é biônico?

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marcosomag

21 de outubro de 2011 às 17h39

Isso é que o dá o inacreditável povo de SP votar em tucano. Ainda mais, Opus Dei.

Responder

Fabio

21 de outubro de 2011 às 16h04

Tipico desse estado (São Paulo), não me espanta esse tipo de atitude vindo de um lugar que é (des)governado a 20 anos pelo psdb. Cada um tem o que pede (ou vota).

Responder

Luis Armidoro

21 de outubro de 2011 às 15h55

Como ex-politécnico, só posso lamentar o caminho rumo aos portões do Inferno que a USP percorre, pelas mãos de um sujeito indicado pelo pior governador que o estado de SP já teve (aquele mesmo, vítima de bolas de papel assassinas)

Responder

JC SOUZA

21 de outubro de 2011 às 15h37

Também depois que o DataFolha fez uma pesquisa para a Folha , mostrando que " 80 % " aprovam o comportamento do jornal , esperamos o fim. Mas isto acontece pelo simples motivo do voto por interesse próprio da população , que troca favores no período da eleição e depois esquece do que fez.

Responder

José Eduardo Camargo

21 de outubro de 2011 às 15h15

Digo e repito: a turma da Opus Dei e o "numerário" dessa organização cripto-fascista, o governador Alckmin, são os principais responsáveis por essa situação na USP. Pois além da mídia empresarial, escolas e universidades são os principais alvos dessa organização.

Responder

    marcosomag

    21 de outubro de 2011 às 17h40

    Também buscam "aparelhar" o Judiciário.

    José Eduardo Camargo

    21 de outubro de 2011 às 18h36

    Bem lembrado! Foi um lapso meu. Afinal, o Judiciário é outro alvo privilegiado.

Alexandre Felix

21 de outubro de 2011 às 14h50

Não é só na USP, enviei há pouco um e-mail para vocês detalhando a situação dos professores grevistas do Instituto Federal de São Paulo. O senhor Eliezer Moreira Pacheco, secretário do MEC, solicitou uma "lista negra" com os nomes dos grevistas e a suspenção do pagamento dos dias parados…bem aos moldes do terrorismo praticado há anos nesta terra…só que desta vez por um governo que se diz ao lado dos trabalhadores.

Responder

Ricardo - SP

21 de outubro de 2011 às 14h47

CADE O GREMIO? CADE OS CARAS-PINTADAS? CADE A JUVENTUDE USPIANA?
SERA QUE SOFRERAM LAVAGEM CEREBRAL?
SERA QUE FORAM ATINGIDOS PELO VIRUS TUCANO?
SEI NAO, SAO PAULO JA ERA!!!

Responder

    Conceição Lemes

    21 de outubro de 2011 às 16h03

    Ricardo, letras minúsculas nos próximos comentários, por favor. Norma do Viomundo. abs

    cronopio

    27 de outubro de 2011 às 19h28

    Estão com medo de serem perseguidos e serem excluídos da USP. Essa ameaça aconteceu nesse ano com oito estudantes que tinham recebido garantias de que não sofreriam perseguições políticas. É claro, não deveriam ter acreditado na palavra da reitoria. Hoje mesmo, dois estudantes da USP saíam da biblioteca e foram abordados acintosamente por policiais militares, que pediram seus RGs e NºUSP. Quando indagados sobre o motivo da batida, os policiais responderam, "ordens da reitoria".

Antonio

21 de outubro de 2011 às 13h52

Ué, qual a novidade? Quem é o governador de SP, senão um filhote malcriado da ditadura? Dá nisso votar nessa gente. A direita brasileira exala corrupção e autoritarismo, para continuar na corrupção. Veja o que fez o Supremo: está tentando dar o golpe nas eleições, sem contagem, sem rastros. É a direita em ação, tentando não perder as tetas governamentais e também tentando não ir para a cadeia, como qualquer mortal que pilha o Estado e o povo.

Responder

Gerson Carneiro

21 de outubro de 2011 às 13h51

Aonde o José Serra se mete só dá merda como resultado. Não sai coisa boa de jeito nenhum.O careca tem um talento pra fazer merda que Deus nos livre.

Responder

Leider_Lincoln

21 de outubro de 2011 às 13h43

E viva são paulo, a "locomotiva" da Nação!

Responder

    Ricardo_Alves

    21 de outubro de 2011 às 21h00

    a lacomotica da re.

Glauco Lima

21 de outubro de 2011 às 13h36

Insistindo no assunto:
É…
… São Paulo que, em tese é o estado mais desenvolvido da união, mostra-se a cada dia, a meca do atraso e do retrocesso.
E olha que estamos falando da USP!
Da USP!!!!!!!!!

Responder

Polengo

21 de outubro de 2011 às 13h32

Isso, graças ao reitor que não foi o 1o colocado na votação, empurrado goela abaixo pelo felizmente nunca presidente josé serra.

Responder

Nilberto

21 de outubro de 2011 às 13h25

Mudando um pouco de assunto, gostaria de saber dos eventos no país referentes à Semana Internacional pela Democratização da Mídia (17/10 a 21/10) e a lavagem da calçada em frente à Rede Globo, planejada para anteontem (19/10).
O evento é organizado pelo RioBlogProg, Fale-Rio, UNE, UEE-RJ, DCE Facha, DCE Uezo, DCE UVA, UJS, CTB, Unegro, UBM, Dacos Leonel Brizola, Dadir João Cândido e Datur João Amazonas.

Alguém sabe como foi?

Responder

    ronald

    21 de outubro de 2011 às 13h41

    Provavelmente não foi…já viu brasileiro se reunir pra qualquer coisa que não seja futebol?

    snd

    23 de outubro de 2011 às 00h48

    ver o blog http://grupobeatrice.blogspot.com/2011/10/ocupe-d
    aproveite e ajude a denunciar
    Os trabalhadores e usuários do CAISM da Água Funda, indignados com a intenção do governo do Estado de privatizar a unidade, divulgam manifesto denunciando o projeto e buscando o apoio da sociedade para evitar mais um golpe contra a saúde pública no estado de São Paulo
    http://www.sindsaudesp.org.br/noticia.asp?acao=ve

Marat

21 de outubro de 2011 às 13h15

Reitor imposto por Serra, que age à la Serra: despoticamente!

Responder

    Rios

    23 de outubro de 2011 às 11h36

    Já imaginou o Cerra presidente? esse mesmo comportamento da USP em dezenas de universidades e Institutos Federais?

ana

21 de outubro de 2011 às 12h50

quem escolheu o reitor? é preciso dizer algo mais?

Responder

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