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Aluna da USP: “Escrevi ditadura e massacre; placa me agrediu muito”


04/10/2011 - 20h12

por Conceição Lemes

Nessa segunda-feira, 3, o Viomundo denunciou: A USP homenageia as vítimas da “Revolução de 1964″?

Na placa do monumento  às vítimas da ditadura na USP, que está em construção na Praça do Relógio, ao lado do bloco A do CRUSP, estava escrito: “Monumento em Homenagem a Mortos e Cassados na Revolução de 1964”

A ministra Maria do Rosário, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, indignada, detonou no twitter:  Essa placa na USP é um absurdo.

Em seguida, a sua assessoria de imprensa nos enviou e-mail a sua posição:  Farei contato com o reitor para mudar imediatamente a inscrição na placa“.

A Petrobras, também por e-mail, nos informou que o nome do projeto que patrocina é outro

A reportagem foi postada às 16h40. Nas horas seguintes a placa foi pichada.

“Quando eu passei por lá à noite, já estava escrito golpe”, conta Alana Marquesini, 23 anos, estudante de Ciências Políticas da USP. “Aí, escrevi ‘ditadura!’. Voltei hoje  e acrescentei ‘massacre’.”

“Escrevi ditadura e massacre, porque  me agrediu muito como cidadã, brasileira, estudante de Ciências Políticas”, prossegue Alana, que viu a placa pela primeira vez na terça-feira da semana passada. “Fiquei indignada e fui levando outras amigas. Só quando as pessoas viam é que se davam conta do absurdo. Um erro crasso. ”

Alana mora perto da USP com mais duas amigas, uma delas é a blogueira e cyberativista Alexandra Peixoto, do Boca no Trombone.

“Agora resta saber quem teve a iniciativa provocadora de mandar confeccionar uma placa dessas”,  protesta Alexandra. “É um verdadeiro insulto a todos os estudantes e professores que foram perseguidos e mortos durante os anos de chumbo. Já não basta a militarização ostensiva que a USP sofre atualmente, mais essa agora. É de lascar…”

Alana fez a segunda pichação por volta das 11h de hoje. Voltou lá em torno das 13h. A placa tinha sido retirada. Estava jogada no chão. A retirada  foi feita pela Scopus Construtora e Incorporadora por uma solicitação da USP hoje cedo.  A Scopus tem muitas obras na USP e o seu dono é quem assina como engenheiro responsável pela obra do monumento.

REITORIA DA USP: “HOUVE UM ERRO NA INSCRIÇÃO DA PLACA”

Agora à tarde, Adriana Cruz, assessora de imprensa da Reitoria da USP, nos enviou por e-mail, o seguinte esclarecimento:

“Houve um erro na inscrição da placa. O nome correto é: Monumento em Homenagem aos Mortos e Cassados no Regime Militar. Trata-se de um projeto do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP. A correção da placa será feita o mais breve possível.

Por favor, peço a gentileza de que inclua este esclarecimento em sua matéria, pois o NEV é um grupo de pesquisa reconhecimento nacional e internacionalmente e não pode ser exposto dessa forma por um erro na placa da obra.

Também gostaria de acrescentar que não há nenhum tipo de ligação entre esse Monumento e o fato de a Congregação da Faculdade de Direito ter deliberado o reitor como persona non grata da Unidade. Desculpe-me, mas foi uma associação bastante infeliz”.

Como ficaram  várias dúvidas, solicitei à Assessoria de Imprensa da Reitoria da USP que as esclarecesse para o Viomundo:

1) Pela placa a obra começou em 16 de agosto. Por que decorridos quase 50 dias ninguém da reitoria ou da coordenadoria do espaço físico havia percebido o erro?

2) Quem foi o responsável pela feitura da placa?

3) Como foi contratado o projeto? E a sua execução?

4) Na placa são citadas Petrobras, Scopus, Dezoito Arquitetura e Coordenadoria do Espaço Físico (Coesf). A Petrobras vai financiar o projeto, qual o papel dos demais?

5) Normalmente obras desse porte em órgãos públicos exigem licitação. Será que nessa foi preciso? Que tipo de contrato foi feito? Se foi feita licitação, qual o número?

6) Qual a viagem dos 89 mil reais? A Petrobras passou para a FUSP que repassou para quem?

7) Como é efetuado o pagamento? Mensal? No final da obra?

8) O memorial vai ficar pronto na data prevista?

A assessoria de imprensa respondeu  parcialmente essas questões, comprometendo-se a buscar as informações que faltavam. Porém, não houve retorno até a hora da postagem desta reportagem. Todas elas serão publicadas em outro texto.

Clique aqui para ler A USP homenageia as vítimas da “Revolução de 1964″?

E aqui, Petrobras: Nome do projeto que patrocina é outro

E aqui, a reação da ministra Maria do Rosário no twitter

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79 comentários

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Caio Toledo: O marxismo continuará vivo enquanto as iniquidades do capitalismo perdurarem - Viomundo - O que você não vê na mídia

15 de setembro de 2013 às 09h43

[…] Aluna da USP: “Escrevi ditadura e massacre; placa me agrediu muito” […]

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Estudantes, professores e trabalhadores da USP rebatem boletim da reitoria « PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE

09 de maio de 2012 às 11h24

[…] sequência, a denúncia de irregularidades nesses processos e a recusa do monumento na Praça do Relógio em homenagem às vítimas da ditadura na USP Relógio acabaram levando à consolidação no início deste ano do Manifesto pela democratização da […]

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Estudantes, professores e trabalhadores da USP rebatem boletim da reitoria « Viomundo – O que você não vê na mídia

08 de maio de 2012 às 17h02

[…] sequência, a denúncia de irregularidades nesses processos e a recusa do monumento na Praça do Relógio em homenagem às vítimas da ditadura na USP Relógio acabaram levando à consolidação no início deste ano do Manifesto pela democratização da […]

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cronopio

05 de outubro de 2011 às 20h08

Só digo uma coisa, se essa placa não tiver proteção armada 24h, ela não vai durar muito… quem se anima para praticar um vandalismo ético?

Responder

will

05 de outubro de 2011 às 18h16

realmente, depois de um resumão no wikipedia e alguns links,pude compreender mais aquele momento sombrio.
termo indignada, foi até suave.
agora descobri um audio integral sobre a reunião que decretou o AI-5.
"A Reunião do Mal" : http://www1.folha.uol.com.br/folha/treinamento/ho

Responder

Luana

05 de outubro de 2011 às 14h01

Achei o comunicado da assessora Adriana Cruz arrogante, pra dizer o mínimo.
Primeiro, o tom fugiu do profissional, como se levasse para o lado pessoal. "Desculpe-me, mas foi uma associação bastante infeliz”. Ãh!? que tipo de assessoria escreve isso? não bastava esclarecer profissionalmente sem incluir sua opinião pessoal? Não é isso que ensinam aos jornalistas?
Antes disso, ela escreveu "…o NEV é um grupo de pesquisa reconhecimento nacional e internacionalmente e não pode ser exposto dessa forma por um erro na placa da obra."
Como assim "não pode ser exposto?". Quem se acha no poder de determinar o que pode e o que não pode? A USP? a assessora da USP? não bastava informar profissionalmente que a entidade é respeitada internacionalmente e não "gostaria" de ter a sua imagem associada ao fato?

Responder

    beattrice

    05 de outubro de 2011 às 20h46

    Esse tipo de argumento,
    o argumento da "autoridade" ou da suposta e pretensa autoridade
    é muito comum na academia e na USP ele é lei.
    A, B, ou C,
    têm autoridade porque…
    "… têm reconhecimento nacional e internacionalmente"…
    rsssssssssssss
    Tá bom.
    Não esquece de combinar com quem não reconhece tal argumento.
    Senão não vai dar derto.

Go Oliveria

05 de outubro de 2011 às 13h44

O NEV é um grupo de pesquisa reconhecimento nacional e internacionalmente e não pode ser exposto dessa forma por um erro na placa da obra.

Estes esclarecimentos não vão limpar a cara do NEV, porque se não concordava, deveria ter aberto a boca logo que a placa foi colocada. Onde estava a turma do NEV que não se mexeu para evitar a aberração da qual se dizem contra? Depois que alguém botou a boca no trombone, vem reivindicar o reconhecimento que dizem ter!

Nem sempre é fácil tirar o cavalinho da chuva. OUVIU, NEV?

Por favor, peço a gentileza de que inclua este esclarecimento em sua matéria, pois

Responder

Osvaldão

05 de outubro de 2011 às 13h22

Hehe, e a falha linguistica continua. "REGIME militar, fora de quartel, não existe minha gente. Quem foi ou é militar vai concordar. O que existiu nos anos de chumbo foram "governos militares", que impuseram a ditadura para todos, inclusive aos civis. Portanto, as expressões Não são a mesma coisa. A USP é o grande espelho de uma oligarquia política e econômica que pensa como a metrópole(EUA) e que tentam impor o pensamento do colonizado a todos nós. Vamos à luta, COMRADES.

Responder

    beattrice

    05 de outubro de 2011 às 20h47

    Excelente observação, manda para o Ari.

Jean ena

05 de outubro de 2011 às 13h12

Vão ao menos devolver o dinheiro pago pela placa?

Responder

Antonio

05 de outubro de 2011 às 12h13

A USP é comandada pela direita. Claro que eles tentariam dar um golpe nessa história.

Responder

Antonio

05 de outubro de 2011 às 11h53

Para muitos foi um Regime muito penoso. Ficaram tão magros com esse "Regime Militar" que ainda hoje não se encontraram seus ossos.

Foi Golpe, massacre, imposição pela força e pelas armas, com a ajuda da Folha de São Paulo, da Globo, vários outros empresários, com a alegria da classe média e para o triunfo da elite, da Opus Dei, da TFP, de parte da Igreja Católica. De lá para cá essa elite azeitou a roubalheira e o saque que faz do Estado, através de seus políticos e das leis de licitação que eles mesmo inventaram. Depois vieram as privatizações, as terceirizações para aprofundar a corrupção.

Responder

Rogério Floripa

05 de outubro de 2011 às 11h39

Já sei, o pessoal da Reitoria fumou umzinho e esqueceu. :)

Documentário – O Dia que Durou 21 Anos
A conspiração que derrubou o presidente João Goulart – http://alturl.com/d5yu8

Responder

Rogério

05 de outubro de 2011 às 11h37

ERRADO DE NOVO! O CERTO É "Monumento em Homenagem aos Mortos e Cassados PELO Regime Militar"

Responder

    Thiago_Leal

    05 de outubro de 2011 às 18h36

    Muito pertinente. Já que a História "imparcial" que se tenta vender por aí é que os opressores foram as vítimas. O certo então deve ser "Monumento em Homenagem aos Mortos e Cassados pela Ditadura Militar (1964-1985)".

Alvaro Tadeu Silva

05 de outubro de 2011 às 11h35

Quem escreveu a placa, só pode ter sido sob ordens de quem manda na USP, isto é, o Magnífico Reitor. A deposição do presidente constitucional foi através de um golpe militar com apoio civil. O governo militar foi a Ditadura Militar. Sempre grafo em maíúsculas, como o Holocausto. Quem chamou o Golpe de "Revolução", são os netos da tortura, da delação, das prisões sem mandado, da tortura de capuz pelos covardes que temiam ser reconhecidos. Quem herdou essa podridão toda foi um partido em SP, PSDB. O avô de Alckmin foi ministro do STF nomeado pela Ditadura. Um tio dele foi vice do Castello Branco. O reitor foi noemado pelo Serra. Quanto à placa, ninguém lê placa de obras. Um dia, alguém passou e percebeu a barbaridade. Todos que tinham competência, tomaram as providências necessárias, mesmo sob pressão.

Responder

augusto

05 de outubro de 2011 às 09h51

Escrever isso em outro lugar e contexto , nada a objetar. Nao é crime.
Porem botar monumento com ISSO , dessa forma na USP não. Ali onde anos a fio eram dores, gritos, prisões. Diariamente o pavor de alunos e professores serem presos e torturados SEM MAIS NEM MENOS como de fato acontecia…Os dois sentimentos predominantes eram o medo e a raiva e não é dificil
entender isso.
Então tire a placa, eu mesmo guardo como peça de museu para exemplificar "alienaçao e descaso" e vamos combinar uma coisa: Nao cante "Hava naguila " em Gaza, nao fale em KW nuclear no nordeste do Japão… e jamais mencione "revoluçao de 64" na Usp.

Responder

alicio

05 de outubro de 2011 às 09h32

Bolsonaro deve estar rindo à toa. Regime militar: os que se meteram no caminho em pouco tempo estavam magrinhos por causa do regime. Mortinhos da silva.

Responder

virginia langley

05 de outubro de 2011 às 09h24

é ..essas placas de hoje em dia andam muito agressivas mesmo…ninguem pode com elas.

Responder

    beattrice

    05 de outubro de 2011 às 20h51

    Esse "Langley" é em homenagem à sede do FBI???
    No estado da VIRGINIA?

eunice

05 de outubro de 2011 às 08h34

Democracia é sofrida, cidadania também. Estejamos alertas e sejamos corajosos. E não deixemos que as novas gerações ignorem os fatos. Os fatos têm sumido dos livros.

Responder

Julio Silveira

05 de outubro de 2011 às 08h19

O ridiculo nesta história é, para mim, a percepção tardia do governo sómente acordando para o fato após a grita dos incomodados. Agiu mais por auto preservação que por sensibilidade. Ao fazer dessa forma dá razão, ainda no meu entendimento, àqueles que percebem uma mudança de viés politico nas orientações do partido. Ainda que relutem em acreditar as viuvas do antigo PT. É como disse, a grana deve estar sobrando.
Sendo um cidadão que pauta suas posições politicas em principios e orientação de esquerda tenho que reconhecer que há razão na opinião do Gustavo Pamplona, se não na revelação da foto há nos contornos.

Responder

Gerson Carneiro

05 de outubro de 2011 às 07h04

Em Salvador, no Forte São Pedro, próximo ao Campo Grande, há no lado externo, no muro, uma placa com a inscrição: "Homenagem aos Heróis de Canudos".

Alguém certa vez pichou ao lado: "Heróis de Canudos são 5 mil miseráveis massacrados pelo exército".

Se tivesse oportunidade de ir até essa placa na USP tenho certeza que a criatividade rebelde que mora em mim teria uma ideia genial e faria um estrago.

"As pessoas vão ver que estão sendo roubadas
Vai haver uma revolução
Ao contrário da de 64
O Brasil é medroso
Vamos pegar o dinheiro roubado da burguesia
Vamos pra rua!
Vamos pra rua!
Vamos pra rua!
Vamos pra rua!
Pra rua, pra rua! "

Burguesia – Cazuza

Responder

    Maria

    05 de outubro de 2011 às 09h10

    Lindão.

    Gerson Carneiro

    05 de outubro de 2011 às 10h21

    Carmen, quem gosta de você é o ócrinho. Não posso trair o meu amigo.

Marat

05 de outubro de 2011 às 07h02

Zé Simão tem razão: aqui é o país da piada pronta (PPP), só que no caso, essa piadinha é de humor nigérrimo!

Responder

Mauro Silva

05 de outubro de 2011 às 06h45

Que "regime militar"?
E, ainda em maiúsculo …. "Regime Militar"!
Foi ditadura mesmo!
Essa mania de escamotear a história; colocar panos quentes sobre a ação criminosa dessa horta de patifes; de ladrões que deram um golpe de estado para assaltar o poder e roubar o patrimonio público; do povo.
Ladrões! Os golpistas de 64 eram TODOS ladrões! TODOS bandidos!

Responder

laura

05 de outubro de 2011 às 06h20

Eles não foram mortos ou cassados NA "Revolução de 64" ou NO "Regime Militar ".Foram mortos e cassados PELA Ditadura. Fomos presos PELA ( eu fui, como aluna da USP) Ditadura.

Responder

Pedro Henrique

05 de outubro de 2011 às 03h41

A USP não cometeu nenhum erro, esse aparelho da repressão armada, e há varios lustros sob mando tucano, conforme vontade dos e das paulistas sempre denominou o Golpe civil-militar de "Revolução de 64".

Durante cinquenta dias sob os olhares de milhares de alunos e professores e jornalistas da Folha, Veja, Estadão concordaram e apoiaram tacitamente o termo empregado. Agora a USP disse que houve um erro. Que erro cara pálida, se nessa escola se apoiou abertamente a ditadura golpista.

Foi o Espírito Santo que mandou fazer essa placa?

Essa Maria do Rosário só tomou conhecimento cinquenta dias depois, fechem esse órgão de mentira que foi criado, para se ajoelhar diante dos civis e milicos com as mãos sujas de sangue.

Que a Argentina sirva de exemplo como devem ser tratados os apoiadores e membros de ditadores.

O Golpe de 64 atrasou o país em cem anos.

A USP é uma vergonha. Agora uns caras disse que a mesma é a melhor universidade da A. Latina, rsrs.

Responder

    beattrice

    05 de outubro de 2011 às 20h54

    A Argentina com todo o mal que representou a Ley do PUNTO FINAL virou o jogo pela segunda vez no governo Kirchner.
    O Brasil decepciona.

    Lóki

    09 de outubro de 2011 às 14h29

    Caro Pedro, não cometa o erro da generalização.
    No mais, é apenas MAIS UMA VERGONHA, que se junta a tantas, que nós Paulistas e Paulistanos temos que suportar dia-a-dia.
    As mídias que não falam da sujeira do governo Paulista.
    A polícia que matava e continua matando só os pobres.
    continua…

    Lóki

    09 de outubro de 2011 às 14h30

    continuação…
    A "financeirização" da moral, onde tudo, mas TUDO mesmo, é punido com multas, ou se é amenizado com compensações financeiras.
    Vide o Rodízio de Veículos, onde quem é rico não precisa respeitar, é óbivo.
    Vide as multas de trânsito, que os ricos não estão nem aí, e ainda colocam seus pontos em seus funcionários "laranjas".
    É o tal de "Controlar", inventado para tirar os carros de pobres das ruas.
    Foi no governo FHC o racionamento de Energia, que os ricos cagavam e andavam…
    continua…

    Lóki

    09 de outubro de 2011 às 14h31

    continuação …
    e por aí vai.
    Essas são as soluções Tucanas.
    Não são soluções de cidadania, que obriga a TODOS a participarem, mas sim OBRIGA e PUNE a quem NÃO tem condições financeiras.
    Quem tem, PAGA e está tudo bem !
    E o pior, é que se dizem os mais PREPARADOS ! É preparados para nos massacrar.
    E se prepare, pois ainda vem mais ! Como vimos no episódio do Lula recebendo o prêmio de Dr. Honirs Causa, a Casa Grande está BRAVA !

iza

05 de outubro de 2011 às 00h49

Já "CANSEI" da CANALHA!

Responder

Thiago_Leal

05 de outubro de 2011 às 00h48

Esse "erro" não se desculpa com trocar "Revolução de 1964" por "Regime Militar". É preciso que conste lá a palavra "Ditadura". "Regime Militar" me lembra Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto. Em 1964 não foi somente um "regime militar", mas "ditadura", isso precisa ser gritado!

Responder

    Cláudio

    05 de outubro de 2011 às 10h02

    É verdade! Concordo plenamente. Muito bem esclarecido e esclarecedor o seu comentário, que subscrevo na íntegra.

    Fabio SP

    05 de outubro de 2011 às 15h07

    É isso mesmo, igual ao que fez Getúlio Vargas em 1930…

    Thiago_Leal

    05 de outubro de 2011 às 18h43

    São Paulo não tem monumentos nem homenagens para Getúlio Vargas, Fabio. Mas tem monumentos e homenagens para "o golpe de 64 que não deu certo", ou seja, a grande patacoada da também chamada de "revolução", a "constitucionalista" de 1932. Mais justiça à História faríamos se a definíssemos como "golpe paulista", ou ainda "golpe do café sem leite".

    beattrice

    05 de outubro de 2011 às 20h41

    Não querendo desviar o foco da discussão, mas Deodoro e Floriano também deram um golpe na monarquia, o governo civil da época, e ainda inscreveram a luta contra ela como cláusula pétrea.

João de Maio

05 de outubro de 2011 às 00h43

Azenha, tenho umas perguntas que precedem às suas. A placa da obra não é o mais importante. Interessante como o assunto chega à tona… por meio de uma placa de obra! Tá muito obscura esta democracia USPiana. Vamos lá:
Quem sabia da obra?
O que motivou a construção do monumento?
Que instâncias deliberaram sobre esta obra?
Quem são os interessados?
QUAL É O PROJETO ARTÍSTICO?
Vai que a motivação seja, de fato, uma mensagem de "ditabranda"…!
Tá certa a máxima "follow the money", mas se seguirmos o processo decisório, possivelmente chegaremos a coisas mais escabrosas.

A respeito da ilação com o caso da Faculdade de Direito, realmente não entendi. Assunto este, aliás, super bem abordado em http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-trucul

Responder

Leonardo

05 de outubro de 2011 às 00h28

Se essa placa foi um erro, foi um erro crasso e atacou a memória de muita gente.
Alô deputados estaduais Carlos Gianazzi, Adriano Diogo, e deputados anti-ditadura, de todos os partidos democráticos, vão permitir essa humilhação à história da universidade do povo paulista e brasileiro? Acorda assembléia legislativa!

Responder

    GilTeixeira

    05 de outubro de 2011 às 12h05

    hehehe, a Assembléia Legislativa está parada, meu caro! O barbieri ta deixando todo mundo louco por lá!

    beattrice

    05 de outubro de 2011 às 20h48

    Está chamando a ALESP?
    Esquece.
    Dorme em berço esplêndido.

Eduardo Raio X

05 de outubro de 2011 às 00h07

Azenha me explica uma coisa porque de vez enquando os piguentos lá da Drobo diz ditadura militar, corrigindo para quem teve muitas regalias e mordomias com os milicos de 1964/1985 o apropriado e certo seria regime militar que tanto amei e dei a maior força?!?! Estou certo ou errado?!

Responder

    GilTeixeira

    05 de outubro de 2011 às 12h10

    Eduardo se você ouve a CBN ( não ouço há quase seis anos) deve ter observado o seguinte quadro: Na época em que investigavam a corrpção feita pela dupla Maluf/Pitta na construção de uma avenida quando a CBN tocava no assunto dizia que era o super faturamento na construção da Avenida das Águas Espraiadas, terminada a matéria vinha o boletim de trânsito: a avenida Dr. Roberto Marinho está com trânsito lento… Pra quem não é de Sampa, Roberto Marinho é nome que recebeu a a dita Avenida das Águas Espraiadas.

Leonardo

04 de outubro de 2011 às 23h48

Associação bastante infeliz é associar as Arcadas com o caça às bruxas, jacobinos e clima de revolução francesa. Redação bastante infeliz e agressiva é o Boletim USP Destaques de 27/09/2011, um amontado de despautérios dirigidos a provocar a comunidade acadêmica franciscana. Bastante infeliz é a forma pela qual a Reitoria da USP tem sido tratada por esses últimos dois reitores – reitor e reitora , que entregaram à polícia a tarefa repressiva sobre a comunidade uspiana como solução final para evitar a democratização da universidade.
Demasiadamente infeliz é a forma com a qual o atual Reitor da USP tratou os movimentos sociais em 2007 quando ele ainda estava na diretoria da Faculdade de Direito.
Rocambolescamente infeliz a confecção de um projeto que planta uma placa para afrontar CRUSP e a comunidade da USP como forma de homenagem à estrambótica "Revolução" de 1964, quando é sabido que o que houve foi um golpe de estado. Isso beira ao absurdo, é dantesco, é ofensivo, é um acinte à História do Brasil.

Responder

beattrice

04 de outubro de 2011 às 23h00

Conceição,
desculpe, mas continua errado!
"Homenagem aos Mortos e Cassados no Regime Militar"???????
Que regime cara pálida?
Ditadura só é regime no dicionário do Tavinho e da TFP.
Continua um absurdo verba federal patrocinar essa ressureição da extrema direita dentro do campus da USP, sob os auspícios dos bicudos do Bandeirantes.

Responder

    Conceição Lemes

    04 de outubro de 2011 às 23h14

    Concordo, Beattrice. Já havia percebido. Só não acrescentei na lista de perguntas que publiquei nesta matéria, porque notei depois de ter encaminhado as minhas dúvidas à assessoria de imprensa. Logo, não seria legal eu publicar o que eu não perguntei. Mas é mais um questionamento que farei amanhã à Reitoria. bjs

    Bruno

    05 de outubro de 2011 às 10h34

    Conceição
    Parabéns por lavar nossa honra! São jornalistas como você que exemplificam o valor do bom Jornalismo.
    A assesora de imprensa devia ficar muito grata a você por ajudar a consertar essa afronta à memória nacional.

    Ari

    05 de outubro de 2011 às 09h03

    Como ditadura não é regime? Então o único regime político que existe é o democrático? Não vamos confundir regime político com forma de governo (república ou monarquia), sistema de governo (presidencialismo ou parlamentarismo) e forma de estado (unitário ou federativo). Regime pode ser democrático, totalitário, autoritário etc. No caso, a ditadura brasileira era um regime autoritário, beirando às vezes o totalitarismo. Em todo caso, é um absurdo chamar o golpe de "revolução" ou a ditadura de "ditabranda".

    dukrai

    05 de outubro de 2011 às 11h54

    Ari, não tergiversa, daqui a pouco regime militar vira dieta bélica rs

    beattrice

    05 de outubro de 2011 às 20h43

    Se depender dele já virou.

    Fabio SP

    05 de outubro de 2011 às 14h23

    Tivemos vários golpes militares aqui no Brasil
    Republicano, Getulista e de 64.

    beattrice

    05 de outubro de 2011 às 20h44

    Desculpe, não era regime,
    nem tecnicamente, nem eticamente.
    Não era.

Polengo

04 de outubro de 2011 às 22h57

Essa pixação foi em nome de milhões, que queriam fazer (e teriam feito) o mesmo.
Nem sempre a pixação é vandalismo, às vezes o vandalismo vem antes.

Responder

Bruno

04 de outubro de 2011 às 22h54

A placa agrediu todo mundo que tem um mínimo de informação histórica e não é alienado.
Alguém escreveu os dizeres dessa placa. Que seja identificado e se explique.
Já perdemos aquela inocência de achar que essas coisas acontecem por acaso… Há muito tempo.
E onde é que está o alto nível intelectual dos alunos e professores da USP, que passaram 50 dias convivendo com essa placa bandida e nada estranharam? Analfabetos funcionais?

Responder

Gustavo Pamplona

04 de outubro de 2011 às 23h42

Vocês viram esta?

"O governo então recua, acomoda-se, lamentou mais uma vez Mino. Para ele, é uma dinâmica semelhante àquela que resultou na criação da Comissão da Verdade. “É difícil acreditar que, do jeito como foi concebida, poderá mesmo revelar alguma coisa”. E fulminou, sem tergiversar: “O problema é que o poder, inclusive o petista, adora aparecer na TV Globo e dar entrevistas para as páginas amarelas da revista Veja”.
http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/10/04/m

Bom… é a realidade… eu já acordei faz tempo… o PT hoje é um partido de direita… mas vocês não querem enxergar isto… não é mesmo.

A partir do momento que um mesmo partido fica no poder por muito tempo ele se torna um partido direita e logo, logo vão surgir grupos de esquerda querendo derrubar o governo.

Responder

    Scan

    05 de outubro de 2011 às 01h09

    Menos, Pamplona, menos.
    "vão surgir grupos de esquerda querendo derrubar o governo".
    Tradicionalmente no Brasil quem derruba governos é a direita.
    A esquerda ASSUME democraticamente o poder.
    Ou você tem contra exemplos?

    Thiago_Leal

    05 de outubro de 2011 às 18h39

    Pode procurar no Hobsbawm (Era dos Extremos): não há nas Américas um único exemplo de ditaduras "de esquerda" derrubando democracias. Já o contrário abunda. Mas mesmo assim, por algum mistério, Cuba é a única "ditadura de verdade". O resto é mais ou menos tolerável… ninguém se lembra… fazem força para esquecer… por quê?

    Maria Fulô

    05 de outubro de 2011 às 06h19

    Por favor, GP… explique isso ao PIG. Só assim eles aliviam um pouco, né não?

    Diego Rafael - DF

    05 de outubro de 2011 às 20h16

    "Partido de Direita"… Todo mundo que faz acontecer, sem radicalismo, é chamado de Direita. Pra ser esquerda tem que ser raivoso, radical, atacar o sistema financeiro, agredir as liberdades individuais, né?
    Tsc tsc. Enquanto isso, 50 milhões de brasileiros ascenderam socialmente, mas essas coisas não importam, não é?

    Matheus

    19 de outubro de 2011 às 19h55

    Não existe projeto de Comissão da Verdade no Brasil. O que vemos aí é uma Comissão de Meias-Verdades. Por favor, antes de julgar o que eu disse, leiam com cuidado o projeto, e ficará claro que o governo federal e seus aliados reacionários querem nos impôr uma farsa. A Comissão de Meias-Verdades não possui NENHUMA autonomia: é absolutamente dependente do presidente da república, que define o seu orçamento e pode nomear e demitir os comissários à vontade, o que, no contexto brasileiro, significa que a Comissão ficará 24 horas por dia sob pressão dos reacionários da "base aliada", de generais de pijama, do patronato e da sua mídia golpista, muitos destes filhotes e viúvas da ditadura militar. Ela terá 7 pessoas e dois anos para investigar um período de 40 anos. E, por fim, é proibida de divulgar as informações que obter: isso mesmo, você não leu incorretamente, a Comissão das Meias-Verdades manterá todos os dados em segredo, trabalhará em segredo, e só divulgará o que quiser, ao cabo de dois anos. Isso viola não apenas a idéia de uma Comissão da Verdade, que serve exatamente para esclarecer os crimes de regimes ditatoriais e disponibilizar informações para os pesquisadores e tribunais, como também de toda administração pública, que deve ser transparente. Podem chiar a espernear o que quiserem, pelegos, mas para mim, quem ajuda a acobertar crimes é CÚMPLICE, e o PT, à partir de agora, é cúmplice de milhares de assassinatos, torturas, sequestros e estupros executados pelos agentes da ditadura militar.

CLÁUDIO LUIZ PESSUTI

04 de outubro de 2011 às 22h41

Pois é , este é o pessoal "reaça" da USP…As vezes, parece que tens umas pessoas que não podem ver o nome São Paulo pela frente que já saem falando bobagem.Este estado, como todos da federação, tem seus problemas.Mas, ultimamente, tenho visto , travestido de luta contra a "direita", o "Pig", os "tucanos", uma desculpa para alguns desfiarem seus recalques contra o estado.Bem, pelo que sei, para Lula despontar como líder sindical, não encontrou guarida em Pernambuco, Ceará, Paraíba, Rio ou Minas.Encontrou foi em São Paulo, aqui no meu ABC.As pessoas precisam ter um pouco mais de calma antes de criticarem.Parece que a busca por "joinhas" as vezes pode descambar.

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Emille Ishida

04 de outubro de 2011 às 22h35

item 6, acredito que seja 89 mil reais, nao?

Responder

    Conceição Lemes

    04 de outubro de 2011 às 23h17

    É 89 mil, sim, Emile. Jà corrigi. Obrigada. bjs

Vlad

04 de outubro de 2011 às 22h25

Conceição…são 89 mil reais pelo que estava escrito na finada placa .

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    Conceição Lemes

    04 de outubro de 2011 às 22h28

    Já corrigi, Vlad. Obrigadíssima. abs

Alexandre Maruca

04 de outubro de 2011 às 22h17

Esta placa que deveria tratar do Golpe foi a maior vergonha da história da Usp. Impossível ninguém saber, não acredito nesta hipótese. Como diria o Graciliano, revolução a puta que o pariu.

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    Aline C Pavia

    05 de outubro de 2011 às 12h42

    Endosso inclusive o palavrão.

Roberto Ribeiro

04 de outubro de 2011 às 22h04

Então tá, aquele horror foi "Regime Militar"?
Da na mesma, "Revolução de 64", "Ditabranda", "Regime Militar".
A Direita se acha no direito de escarnecer.

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Robson Porto

04 de outubro de 2011 às 21h47

É claro que tem a digital de Rodas e, por extensão, o DNA de Serra…

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Luiz Fortaleza

04 de outubro de 2011 às 21h33

31 de março de 1964 foi golpe, ditadura, assassinato da democracia, introdução do nazismo no Brasil, censura, perseguição, sequestro, morte, tortura, mentiras, caluda, proibição, fascismo… tudo o que não presta….

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Juliana Paiva

04 de outubro de 2011 às 21h22

não são 89 mil, Azenha?

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    Conceição Lemes

    04 de outubro de 2011 às 22h26

    Obrigadíssima, Juliana. Vou corrigir. bj

Regina Braga

04 de outubro de 2011 às 21h18

Alexandra,muito bem.Vamos resgatar o papel da USP,no golpe de 64….Mostre ao mundo,o erro,cometido…Mas fala sério,a quem interessa um erro desses?Dou uma dica,perderam as penas,perderam o ninho,mas mantém o bico comprido e podem indicar o reitor…além de colocar muitos e muitos políciais dentro do campus? Turminha do perdi, o trem da história e quero recomeçar.Mas nem com monumento vão conseguir.

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_spin

04 de outubro de 2011 às 21h02

Ah sei, a reitoria cometeu um lapso de memória, tá precisando tomar memoriol

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    Jairo_Beraldo

    04 de outubro de 2011 às 21h42

    Recomendo algo melhor: VERGONHOL…encontrado nas melhores formadoras éticas e morais.

    ana

    05 de outubro de 2011 às 11h33

    ou quem sabe trocar a peruca


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