VIOMUNDO

Professor Souto Maior alerta:”Intransigência da Reitoria da USP pode produzir massacre”

06 de novembro de 2011 às 00h50

por Jorge Luiz Souto Maior

Estão dizendo por aí que os alunos que ocupam a Reitoria da USP perderam a razão quando não aceitaram a deliberação da Assembléia. Querem dizer, então, por preceito lógico, que concordariam com a ocupação se a Assembléia a tivesse aprovado? Ora, se não concordariam nem assim, então, a deliberação da Assembléia é irrelevante e o ataque feito à ação dos estudantes e servidores por esse viés é totalmente despropositado.

As lutas sociais, ademais, não dependem de uma legitimação fixada em lei, do contrário não seriam lutas e, de fato, não teriam condições materiais de existir. Quaisquer pessoas podem se organizar, formar suas associações de direito ou de fato, para a defesa de seus interesses. Os movimentos sociais, normalmente, não possuem constituição jurídica formal. Assim, os estudantes mobilizados, que criaram uma forma de organização própria, não têm obstáculo jurídico para a defesa dos ideais que consideram importante defender.

Pode-se discutir, a bem da verdade, a legitimidade que possuem para responder por todos os alunos da USP, mas ao que se sabe os alunos ali mobilizados nunca reivindicaram esse título, ainda que a sociedade crie sobre eles uma generalização.

Quanto ao meio de luta eleito, a ocupação, há uma gama enorme de questões que o envolve. Fiquemos, no entanto, com o verso do senso comum de que se trata de uma ilegalidade porque representa tomar posse de um patrimônio público. Mas, cumpre, inversamente, reparar: o ato em questão não se trata de tomar posse para si e sim, em caráter provisório e precário, para o propósito de instituir um diálogo político, o qual visa à reconstrução da ordem estabelecida.

Ainda assim fiquemos com a noção de ilegalidade. Diante da situação posta o que resta à Reitoria? Restituir a legalidade? Diz a Administração da Universidade que está obrigada a resgatar a ordem e, desse modo, para devida defesa do patrimônio público, ingressou com ação de reintegração de posse. E obteve a liminar. Mas, novamente, faz-se importante ponderar. Qual o valor que a Reitoria está buscando preservar? Está preservando o patrimônio, ou seja, os bens materiais. Com isso, mais uma vez, está se furtando ao diálogo pelo uso da força, ainda que ancorada por decisão judicial e pretende utilizar essa força para repelir aqueles que chama de “invasores”, só que os tais “invasores” não são números, são pessoas, e mais, são alunos e servidores, que estão ali, mesmo que em ato de pretensa ilegalidade, para o exercício de uma ação política contra atos que acusam terem sido ilegalmente cometidos pela Direção da Universidade, sobretudo no que se refere à abertura, por represália, de inúmeros inquéritos administrativos contra alunos e servidores, trazendo consigo, também, a reivindicação do que chamam “Fora PM!”

Na onda “moral e cívica” que histericamente se formou, essas pessoas estão sofrendo um verdadeiro massacre público, sendo agredidas por todos os lados. Mas, são só pessoas querendo expressar o seu sentimento e elegendo um meio de luta para tanto. São jovens que podiam não se importar com que se passa com os servidores ameaçados de dispensa por justa causa. Podiam não se importar com o futuro da Universidade, pois estão de passagem pelo Campus e com o Diploma universitário podem estar prestes a se inserir, exitosamente, no mercado de trabalho. Podiam, simplesmente, estar por aí sem muitos propósitos na vida. Mas, não. Estão lá, lutando, exercendo cidadania, aprendendo a se organizar, produzindo saberes, adquirindo experiência de vida, aprofundando idéias e debates… Só isso já seria motivo relevante para que as admirássemos, mesmo sem concordar com suas bandeiras ou métodos, apontando-os como açodados, inoportunos, radicais etc. Mas, não se há de esquecer que foram atitudes tomadas mediante forte emoção, ditada por um sentimento de injustiça e no calor de efervescência política em um ambiente universitário. O fato é que somente a partir de pessoas questionadoras, conscientizadas, inteligentes e lutadoras, como as que ora se mobilizam, o Brasil poderá, enfim, solver os seus eternos problemas.

Mas o que a Administração da Universidade planeja fazer com essas pessoas? Submetê-las à força policial, assumindo todos os riscos daí conseqüentes, pois para a opinião pública, que fora forjada sobre o tema, vale mais a defesa do patrimônio que a preservação da integridade física ou mesmo da vida desses meninos contestadores de 17 anos ou um pouco mais e alguns servidores com vários anos de relevantes serviços prestados à Universidade.

Por que escrevo este texto? Porque me importo com a vida dessas pessoas. Porque me preocupa o cerco da força do poder contra uma mobilização reivindicatória. Porque não consigo dormir sossegado sabendo que a intransigência da Administração em estabelecer com estudantes e servidores um diálogo, ainda que difícil, longo e complexo, do qual, ademais, poderiam – e deveriam– participar as diversas inteligências da Universidade, que até agora, pesarosamente, ecoam um silêncio retumbante, pode produzir um verdadeiro massacre.

Não estou defendendo (nem condenando, por certo) a ação dos estudantes e servidores. Estou, meramente, rogando a todos, à sociedade, à mídia, à Administração da Universidade, ao Comando da Polícia Militar, e, sobretudo, à juíza que deferiu a liminar, para que repensem sua postura neste evento e permitam, enfim, o avanço do necessário diálogo a respeito das intrigadas questões que afligem, concretamente, a nossa Universidade.

Caso estes interlocutores não estejam dispostos a me escutar, volto-me, então, aos estudantes, aos quais chamo de alunos, se é que me concedem essa legitimidade, para pedir-lhes, então, que reflitam sobre as diversas outras possibilidades de manterem a mobilização, desocupando a Reitoria, até porque o anverso da escrita desse aparente verso triste pode ser a retomada do império da legalidade na Universidade em todos os níveis. Afinal, é possível difundir a todos os demais espaços essas e tantas outras reivindicações, não se restringindo apenas ao prédio velho e desconfortável da Reitoria!

Jorge Luiz Souto Maior é professor livre-docente da Faculdade de Direito da USP e membro da Associação Juízes para a Democracia (AJD).

Leia também:

Coletivo Universidade em Movimento: “Rodas administra a USP como a sua fazenda”

Pablo Ortellado: A cortina de fumaça da segurança na USP

 

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“Intransigência da Reitoria da USP pode produzir massacre”, diz Jorge Luiz Souto Maior « Ágora

06/12/2011 - 03h26

[…] da USP e membro da Associação Juízes para a Democracia (AJD) Originalmente publicado no blog VI O MUNDO, em 6 de novembro de 2011 às 0:50 Share this:TwitterFacebookLike this:LikeBe the first to like […]

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cronopio

08/11/2011 - 15h06

Por ANTONIO CARLOS LACERDA

PRAVDA.RU

Em 2011, a cidade de São Paulo teve 629 pessoas mortas, sendo que 128 foi a própria polícia que matou. Entretanto, para escapar da fama de 'polícia assassina', a própria corporação alega que 60% dos confrontos no período não tiveram mortos.

A aposentada Valquíria Marques dos Santos, que teve o filho de 15 anos assassinado por um policial militar diz que "Os policiais que levaram meu menino continuam na ativa".

De cada cinco pessoas assassinadas na cidade de São Paulo em 2011, uma foi morta pela Polícia Militar. Os dados fazem parte de relatório da Secretaria da Segurança Pública do estado.

Nos primeiros meses do ano, entre janeiro e julho, 629 pessoas foram assassinadas na capital paulista. Deste total, 128 registros foram feitos como "pessoas mortas em confrontos com a Polícia Militar em serviço".

O tipo de ocorrência, conhecido em outros estados como "auto de resistência", é um indicativo de revides da Polícia Militar a ataque de criminosos ou enfrentamento em ação policial.

Dez policiais militares estão sendo investigados através de vídeos que registraram a violência policial. Dez policiais militares estão presos sob a suspeição de não socorrer assaltantes baleados pela própria polícia.

Em todo o estado de São Paulo, no primeiro semestre de 2011, foram registrados 2.241 homicídios. Desses, 241 foram cometidos por policiais, o que dá uma proporção de um assassinato pela PM para cada 9,3 cometidos por outros cidadãos.

A proporção de um assassinato cometido pela polícia para cada cinco que acontecem na cidade de São Paulo faz da Polícia Militar da capital paulista uma das policiais mais violentas do mundo.

Nos Estados Unidos, em 2009, foram registradas 406 mortes causadas por policiais em um total de 14.402 homicídios, o que significa que de cada 34 assassinatos um foi cometido pela polícia norte-americana. Na Argentina, de acordo com o Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS), em todo o ano de 2007 – os últimos dados disponíveis -, a região metropolitana de Buenos Aires (que tinha, à época, 12 milhões de habitantes) registrou 79 casos de pessoas mortas em confronto com a polícia.

Neste mesmo ano de 2007, só na capital paulista – excluídas as cidades da Grande São Paulo -, a PM registrou 203 mortes "em confronto". Moram na capital 11 milhões de habitantes.
(…)

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Pedro

08/11/2011 - 14h44

A policia cumpriu a ordem. Mas uma vez os instrumentos democráticos funcionaram, não houve massacre algum. Parabéns à PM .

Responder

    cronopio

    08/11/2011 - 15h04

    Isso, Pedro, agora parabenize também a PM pelo excelente serviço que tem prestado nas periferias, mande também uma saudação toda carinhosa para o pessoal da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar, gente que faz por merecer. A PM de São Paulo é a mais violenta do mundo? e daí, enquanto ela não for violenta comigo, não é mesmo?

    Alexandre Hermont

    08/11/2011 - 22h16

    Boa!

Tobias Reis O. LLory

08/11/2011 - 13h01

a Reitoria foi desocupada e não houve massacre algum!

os 60 "ixtudantis" foram presos…

tudo certo!

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    cronopio

    10/11/2011 - 10h06

    Só falta convencer a garota que foi violentada, os estudantes que apanharam, o pessoal do crusp que foi impossibilitado de sair de casa. Fora isso, tudo certo…

Augusto

08/11/2011 - 02h36

Ola a todos;

Sempre concordei que quando um estado constituinte apela para agressão é porque ele não sabe dialogar, mas será que o outro lado sabe?

Muita gente vai dizer que os alunos e funcionários estão dispostos a conversar, com frases "só sairemos daqui quando o convenio com a PM terminar", isso é vontade de conversar?

Existem fatores que devem ser colocados:
1- Se a USP tem um decreto do tempo da ditadura, que não tem os moldes da nossa constituição então, por que não revindicar a mudança ou ao baixa do decreto?

2- Se a USP tem um reitor que eles falam que ele é ditador, porque ele foi eleito por vocês?
Essa resposta serve para quem não voltou nele e está na reitoria, você fez campanha para ele não está lá tão marcante quanto esse movimento?
Se não, então desculpa você merece o reitor que tem, afinal política não é só votar.

3- O estopim dessa briga foi a prisão de estudantes que usavam maconha, que isso (minha indignação), pode me chamar de careta, mas universidade tem um objetivo, que é formar pessoas, não é lugar para playboy fumar maconha. Sabemos também que junto com a maconha vem outras drogas mais fortes, vem tráfico, vem violência. E vem a pergunta, quem vai fazer a segurança do USP se for cancelado o convênio?
Empresa de segurança, que não tem poder de policia, essa seria a sugestão, sabemos que com o serviço terceirizado, o ambiente se tornar um paraíso para viciado e traficante, porque não existe o poder de polícia essas empresas.

4- Agora quando despachos estão deixando de ser dados, alunos que precisam viajar (intercâmbio), ou receber bolsa de estudos e precisam de assinaturas de pessoas que trabalham no prédio, esses alunos estão perdendo com tudo isso.

Dizer que tem um problema é muito fácil, chegar com uma solução que é o difícil.

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    naira

    08/11/2011 - 11h05

    ele não foi eleito, camarada. Informe-se!

juvena

07/11/2011 - 17h29

Quem esses caras acham que são? Só porque a maioria é filhinho de "papai " podem sair por ai quebrando tudo, por acaso estão acima do bem e do ma?!l,hoje é maconha, amanhã lsd ,cocaina ,extasy
e depois ja sabem crekusp-olandia. Tem pessoas sérias que queriam estar no lugar desses folgados mas não podem,porque infelismente convivemos em um pais com uma imensa desigualdade social,gerada por pessoas gananciosa que só visam o lucro pra si e sua família ;Eles querem fumar sua macoinha que fumem, mas não se esqueçam que a USP é pública ,onde todos tem direitos e deveres eu não posso dar uma baforada nesse ambiente pois do meu lado pode estar uma pessoa que não curte o bafo e ai!!!!!….e o respeito pelas diferenças,e a democrácia.Essa turma tem que ver que um abismo chama outro, ao inves dessas dessas briginhas vão estudar rapazida ,, superem os duzentésimo ézimo ézimo ezimo que vcs se encontram!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
.

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André

07/11/2011 - 12h26

Esses meninos não sabem fazer uma ocupação feito gente. Que aprendam como foi feita na cidade de Natal, na Primavera Potiguar.

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Ana Giulia Zortea

07/11/2011 - 12h04

Estou chocada com esta situação, sempre falamos eu e minha tia-madrinha que uma das universidades que eu quero fazer minha faculdade no futuro é na USP pois ela me explicou que é uma das melhores do país, por isso não posso deixar de falar o que acho. Na minha opinião o que está acontecendo ali é uma "guerra de poder", de um lado um diretor que quer fazer valer sua autoridade, de outro alguns estudantes que não aceitam serem tratados com autoridade. E todos os dois lados estão esquecendo que é assim que começa uma guerra. Os dois lados estão errado, porque não é na marra que se resolve as coisas. Os estudantes talvez tenham seus motivos, o diretor tem os dele, mas esta na hora de alguém ceder, para evitar danos maiores. Afinal as vezes é preciso perder a batalha para não perder a guerra, se é que me entendem. E outra coisa, não acredito que esta
confusão toda é por causa da maconha, acredito que tenha outros motivos. Por favor pessoal evitem que o uso da força seja usado, ninguém sairá ganhando com isso. Me desculpem se falei besteira mas é o que eu acho!!!

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El Gordo

07/11/2011 - 11h34

A direita de Pindorama clama por civilidade em um movimento social – como o Occupy New York. Mas um movimento social que não incomoda a direita nada mais é que a troca de bastão por dois compadres.

Esta guerra de atrito entre a Reitoria e os movimentos sociais, CAs e demais "esquerdistas" (termo emprestado de "La Derecha Rabiosa") foi reduzido a um simples baseado por nossa Proba Imprensa Gloriosa. Como se todos os problemas da USP estivessem atrelados ao cigarro de artista e a presença dos nossos amigos "Coxinhas". Que já estavam dentro da Cidade Universitária quando mataram o rapaz no estacionamento.

Ademais, se forem entrar na USP para tirar À borrachada os "maconheiros da FFLCH" da reitoria, por quê não fazem blitze da Lei Seca na Peruada e nas festinhas da Poli?

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Polengo

07/11/2011 - 11h23

Tenho uma sugestão aos estudantes.

A justiça determinou que eles saiam.
Eles saem, e no dia seguinte voltam. Aí vem outra liminar, saem e voltam…

Aí vai sair uma liminar do tipo "É proibido invadir o prédio do titio rodas".

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    Ana Giulia Zortea

    07/11/2011 - 14h39

    É uma boa ideia para evitar um massacre.

Marcius Cortez

07/11/2011 - 11h14

Compareça logo mais às 18 horas, na assembléia dos estudantes da USP em frente ao prédio da reitoria.Pronunciamentos de Chico de Oiveira e de Souto Maior. É necessário ir muita gente para inibir a truculência de policiais recalcados.O arremedo de democracia que vigora no Brasil permanece ameaçado. Proteste contra a Ditadura da Mídia, a Ditadura do aparato criminoso e corrupto da Justiça e das Forças Militares, a Ditadura do Ensino Burocrático, a Ditadura do Falso Moralismo.

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Pedro

07/11/2011 - 10h31

[URL =http://imageshack.us/photo/my-images/510/protestousp.jpg/]

O espirito da Revolução!

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marcio

07/11/2011 - 08h16

Quando você combate idéias com a força, isso não passa de ditadura. Um reitor que não tem liderança, não tem poder de convencimento, não pode ocupar tal cargo. Afinal convencimento se obtém com diálogo, mas se você é despreparado o que faz? Chama a polícia.

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    Ze Duarte

    07/11/2011 - 09h19

    Quando você é assaltado você dialoga com o meliante ou chama a polícia?

Sérgio Ferreira

07/11/2011 - 03h18

Asneira, asneira e mais asneira, o fato é que a PM não passa de um pretexto para justificar a medíocre luta
política entre os grupelhos da USP, Vaidades, chefia de departamentos, controle de orçamento, esta é a real motivação destes pernósticos. Cômico é o rebolado retórico de alguns para justificar o injustificável.
Imaginem tolinhos a seguinte e hipotética situação: 10 pessoas dividem uma residência onde só a um banheiro. Num determinado dia, 4 moradores, em protesto contra o zelador, decidem ocupar o banheiro da residência, papo vai, pão vem, o proprietário do imóvel implora a desocupação do banheiro. Em assembléia, os 4 ocupantes do WC decidem resolver a questão no voto, realizada a votação, o resultado são 3 votos pela desocupação e 1 contra. Beleza, situação resolvida, alguns vão pegar a toalha para tomar banho, outros papel higiênico para dar uma cagada, mas então se dão conta que o morador que votou contra a desocupação do banheiro se trancou no WC , e, a despeito do clamor geral, se recusa a sair do WC, e diz que enquanto o zelado não for mandado embora ele não sai do banheiro. Ante tal situação, você, um morador do imóvel é acometido por uma terrível dor de barriga, o que fará agora? Cágado no seu quarto? Cágado na calas? Ou puto da cara entra no banheiro e cobre aquele otário de porrada? Caso opte por cobrir o otário de porrada, vocé acha que o agressor esta errado? Eu acho, pois o correto éra ter enchido o otário de porrada já na hora em que se recusou a acatar a decisão da maioria.

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Igor

07/11/2011 - 03h03

"Por que não vão puxar a erva em casa? Papá e Mamã fazem a repressão mais terrivel de todas: tomam o carro e bloqueiam o cartão de crédito."
http://www.midiasemmascara.org/artigos/governo-do

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Raphael Tsavkko

07/11/2011 - 00h55

Ou8 seja, se qualquer grupo de 5 resolver invadir um prédio, é legítimo? MEsmo que, dentro do movimento, a maioria se oponha? Então liberou geral, cada indivíduo vale mais que o coletivo e luta só para si, fingindo lutar pelo coletivo! Não faz qualquer sentido!

Mais de mil estudantes votaram contra acontinuidade da ocupação e os insatisfeitos fizeram OUTRa assembléia e "ganharam", só que nem metade daqueles mil estavam presentes.

Ou seja, assembléia contrária não vale, mas a favorável vale?

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    Mário

    07/11/2011 - 12h22

    Matou a charada. O que o texto defende e que qualquer bandinho de 5 ou 6 pode fazer o que quiser porque não precisa buscar legitimidade alguma. Será que se invadissem a casa dele para protestar ele iria deixar de chamar a policia? O texto e imprestável, não passa de militância tentando se disfarçar de texto com conteúdo pseudojuridico, aproveitando-se da titulação do autor.

    cronopio

    10/11/2011 - 10h13

    Caro Raphael, uma pena utilizar argumentos que ajudam a justificar a ação da PM, esperava mais de sua capacidade de análise do fenômeno. Acho sintomático você insistir nessa história de "outra assembléia", o que deixa transparecer certo partidarismo. De todo modo, a partir do momento em que é instaurada uma polícia política dentro do campus, em que alunos são torturados e transformados em atrações de um espetáculo grotesco para o deleite do sadismo reacionário da audiência paulista, discutir esse tipo de questão me parece absolutamente secundário. O que precisamos agora, mais do que nunca, é unidade. Acorde, camarada. abs

O_Brasileiro

07/11/2011 - 00h09

E por falar em repressão… http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedhttp://youtu.be/vZIwviGfAzQ

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Daniel Alves

06/11/2011 - 19h55

É sempre mais fácil se alinhar com quem detem o poder, a força. Para se justificar basta alegar o cumprimento da lei.

Responder

Raphael Tsavkko

06/11/2011 - 19h32

Um grupo de ultraesquerdistas (MNN, PCO e LER), se apropriou das legítimas bandeiras e reivindicações dos estudantes e tomou para si a (ir)responsabilidade de manter a ocupação e a direção do movimento.

Mas, frente à possibilidade da PM intervir – à pedido do sempre ditatorial Reitor Rodas e da conivente justiça de São Paulo – muitos militantes passaram a dar seu apoio à ocupação.

Pois bem, eu discordo da forma e explico.

São coisas diferentes apoiar a ocupação em si (ilegítima) e apoiar a resistência dos estudantes frente à possibilidade de violência policial (legítima). É diferente dizer "apoio a ocupação" e "apoio a ocupação ENQUANTO houver ameaça de violência".

É preciso pontuar as condições que levam ao apoio (ameaça de violência) para que não se apsse a imagem de que um grupo pode falar por todo o coletivo a todo momento, sem consulta ou desrespeitando consultas.

Mas é preciso deixar ainda mais claro o repúdio à brutalidade policial que se avizinha e que também já foi sentida antes e à ditadura que Rodas impôs à universidade.

Me coloco junto àqueles que não apoiam a ocupação em si, mas defendem o direito dos estudantes se manifestarem e de exigirem que a PM se retire do campus e que, obviamente, não haja violência.

O ideal seria uma negociação entre reitoria e alunado, mas sabemos que há intransigência em ambos os lados, mas há também uma força policial por detrás de um deles, então caberia aos próprios alunos convencerem os intransigentes a compreender que manter esta ocupação em nada ajuda nas reivindicações estudantis. http://www.tsavkko.com.br/2011/11/legitimidade-ap

Responder

    cronopio

    06/11/2011 - 21h00

    Oi, Raphael. Pois é, mas não é tão simples. Embora você tenha razão ao dizer que um "grupo de ultraesquerdistas (MNN, PCO e LER)" encabeça a ocupação da reitoria, não é tão fácil dizer que sua atuação é ilegítimita ou que eles "passaram por cima da assembléia". Na assembéia em questão, o DCE se retirou-se ao perceber que iria perder uma votação. Uma garota do DCE que integrava a mesa declarou que a assembléia estava encerrada. Pois é, foi uma baita confusão. Só que a mesa não tem autoridade para encerrar uma assembléia. O DCE se retirou e os radicais ficaram livres para votar a ocupação da reitoria, o que eu considero um absurdo, afinal, não dá para votar uma coisa dessas sem todos estarem presentes. Só que o DCE tb errou feio ao se retirar, foi uma atitude autoritária e, ao que parece, um erro estratágico. Eles praticamente entregaram o ME na mão dos radicais, que fizeram o que eles sabem fazer: ou seja, radicalizar. De resto, concordo contigo.Enfim, acho que a ocupação foi equivocada, mas não tenho como dizer com certeza que ela não foi legítima. Um abraço.

    cronopio

    06/11/2011 - 21h29

    desculpe pelo "se retirou-se", escrevi com pressa, rs.

    Raphael Tsavkko

    07/11/2011 - 00h57

    Houve uma primeira votação. quinhentos e poucos votos contra quatrocentos e poucos (não lembro o numero exato) CONTRa a ocupação. Quando vários se retiraram, outra assembléia foi feita e, claro, ganhou a ocupação.

    cronopio

    07/11/2011 - 13h08

    Raphael, eu não estva lá mas, por favor, me diga: essa votação foi mesmo contra a ocupação da reitoria? Porque me disseram que foi contra continuar a ocupação da administração da FFLCH. Mesmo assim, fico com uma dúvida: por que o DCE se retirou? Pô, se a votação estava ganha, por que não ficaram lá? Enfim, acho que essa história está bastante enrolada…

    Raphael Tsavkko

    08/11/2011 - 01h35

    O DCE se retirou, segundo informações que eu tenho, DEPOIS da assembléia votar pela desocupçaõ.

    cronopio

    08/11/2011 - 14h03

    Pois é, Raphael, mas a assembléia continuou. Pergunta: por que o DCE se retirou? Argumento dos radicais "porque percebeu que iria perder a votação", argumento do DCE "porque tinha passado do horário". Em qualquer um dos casos, sou obrigado a achar que o DCE cometeu um erro estratégico. Que nenhuma assembléia acaba no horário marcado a gente está careca de saber (no meu caso, literalmente, entrei na USP em 2001), a questão é: não dá para deixar uma assembléia na mão dos radicais, ainda mais o DCE. Isso criou um paradoxo. Enfim, não vou continuar com a argumentação porque você deve discordar de mim, mas o fato é que ainda não consegui entender como isso aconteceu.

    Raphael Tsavkko

    10/11/2011 - 01h15

    A assembléia votou contra, acabou. Quem resolveu continuar foram os que se recusaram aceitar a decisão anterior.

    Daniele

    08/11/2011 - 08h58

    Porque já tinha passado da hora de acabar, já tinha estourado em muito o horário. Tudo deve ser feito dentro da ordem.

    cronopio

    08/11/2011 - 13h55

    Daniele, isso não é desculpa, sinto muito. Todo mundo sabe que nenhuma assembléia acaba no horário. Vi um vídeo do que aconteceu. Quando alguém da mesa declara que a assembléia estava encerrada, começa uma baita confusão e todo mundo do DCE se retira. Só que a mesa não tem autoridade para acabar com a assembléia, enfim… deixaram sim a assembléia na mão dos radicais…

    Daniele

    08/11/2011 - 08h57

    A sessão foi encerrada porque já passava do horário previsto para o término da Assembléia.

    cronopio

    08/11/2011 - 13h52

    Daniele, não acho que essa seja uma resposta válida, desculpe. Se a assembléia está se prolongando muito, era só colocar em pauta o encerramento da assembléia. O que todos me disseram, inclusive gente ligada ao DCE, é que eles se retiraram porque não aguentavam mais a atitude autoritária dos trotskistas. Acho que quem decide se uma assembléia deve ou não se encerrar são os seus componentes, não a mesa. Enfim, segundo minha leitura o DCE cometeu um erro estratégico, que foi deixar a assembléia na mão dos radicais que, pelo visto, não eram exatamente uma "minoria"…

    Alexandre hermont

    08/11/2011 - 22h18

    Melhor ainda!!

yacov

06/11/2011 - 19h30

Gozado… Fumar um baseadinho nos meandros da imensa USP não pode, mas fumar Crac, em plena luz do dia, na porta da Delegacia, na Cracolândia que existe há séculos no bairro da LUZ, onde tem PM, Polícia Civil e até Federal, tudo bem!! QUer dizer, os filhinhos de papai e o patrimônio da USP têm proteção da polícia até quando não querem e não precisam, já o povão, da polícia só recebe cacetada e achaques, quando não são completamente ignorados. MONDO CANE!!

"O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS"

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ricardo silveira

06/11/2011 - 19h24

E os demais doutores da USP, se fazem de surdos ou a mídia tucana não lhes dá espaço.

Responder

benevenuto nadal

06/11/2011 - 18h41

Aí está um acontecimento que realmente pode se tornar trágico, seja pela intransigência, seja por elementos infiltrados pelos conservadores, para recrudescer o movimento, seja simplesmente porque algumas pessoas que ocupam cargos, se sentem deuses.

Responder

benevenuto nadal

06/11/2011 - 18h20

Aí está um acontecimento que realmente pode se tornar trágico, seja pela intransigência, seja por elementos infiltrados pelos conservadores, para recrudescer o movimento, seja simplesmente porque algumas pessoas que ocupam cargos, se sentem deuses.
Todavia o que realmente importa, é que isso tudo não precisava estar acontecendo, bastava que as pessoas de São Paulo, buscassem mais informações a respeito de seus representantes, sejam prefeito, veradores, deputados, governador, etc., as informações estão disponíveis vinte e quatro horas por dia; na internet, nos blogs progressistas, e no dia a dia de cada candidato, ao longo da vida deles… Se as pessoas que gastam até quatro horas por dia vendo novelas do plim plim, lendo a Foia, a Oie, e outros órgão de mídia de massa, usassem pelo menos a metade desse tempo se informando de verdade, em veículos alternativos, aqueles que informam de verdade e não ficam enchendo suas cabeças com as crises infindáveis que só existem na mídia, a corrupão que está no Brasil há quinhentos anos, mas a mídia diz "mil vezes por dia" que só existe no pt, a violência que é fenômeno mundial, e que impera em São Paulo há décadas, e a mídia fala incessantemente que é culpa do pt, o caos que eles apregoam vinte e quatro horas por dia, e que não chega nunca. Com certeza São Paulo já estaria em mão de políticos mais sérios, honestos, e interessados de verdade no progresso e bem estar do povo, e não em enriquecer meia dúzia de empresários de olhos azuis, e com certeza não estaria acontecendo coisas como a ocupação da Universidade de São Paulo. Grand abraço.

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FrancoAtirador

06/11/2011 - 16h36

Tornou-se comum, no Brasil, ações policiais "espetacularescas", com prévio aviso às emissoras de TV. Homens vestidos de preto (acho que é para imitar a SWAT), com óculos escuros até durante a noite, fazem pose para as imagens de televisão.

Dentro desse contexto, surgem as situações normalmente atraentes de holofotes. E, se há mídia, os exageros são estimulados.

O uso de algemas não é permitido porque, via de regra, atenta contra a dignidade humana. As exceções estão descritas no art. 284 do Código de Processo Penal: quando indispensável no caso de resistência ou de tentativa de fuga do preso.

Fundamentos:

A Constituição Federal dispõe:

"Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

"III – a dignidade da pessoa humana;"

O Texto maior estabelece como Princípio a prevalência dos direitos humanos (artigos 1º, III e 4º, II). Mais adiante, no artigo 5º, ao tratar dos direitos e garantias fundamentais, assegura aos presos o respeito à integridade física e moral e que ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante (incisos III e XLIX).

A Lei de Execução Penal – Lei 7.210/84 — dispõe que o uso das algemas será disciplinado por Decreto Federal, que ainda não existe no Brasil após 22 anos da Lei. Fica valendo, então, sem restrições, o art. 284 do CPP.

O Código de Processo Penal descreve as exceções para o uso da força física:

"Art. 284. Não será permitido o emprego de força, salvo a indispensável no caso de resistência ou de tentativa de fuga do preso."

Este dispositivo vem complementado pelo artigo 292, que tem a seguinte redação:

"Art. 292. Se houver, ainda que por parte de terceiros, resistência à prisão em flagrante ou à determinada por autoridade competente, o executor e as pessoas que o auxiliarem poderão usar dos meios necessários para defender-se ou para vencer a resistência, do que tudo se lavrará auto subscrito também por duas testemunhas."

O Código de Processo Penal Militar dispõe:

"Art. 234 O emprego de força só é permitido quando indispensável, no caso de desobediência, resistência ou tentativa de fuga. Se houver resistência da parte de terceiros, poderão ser usados os meios necessários para vencê-la ou para defesa do executor e auxiliares seus, inclusive a prisão do ofensor. De tudo se lavrará auto subscrito pelo executor e por duas testemunhas.

"§ 1º- O emprego de algemas deve ser evitado, desde que não haja perigo de fuga ou de agressão da parte do preso, e de modo algum será permitido nos presos a que se refere o artigo 242."

Conclui-se, assim, que o uso de força física e, com muito mais razão, o de algemas, deve ser restringido a casos excepcionais, não podendo ser regra. Seu uso abusivo e sem critério é conduta ilegal. Também é criminosa, porque viola a Lei 4.898/65:

Lei de Abuso de Autoridade, Lei nº 4.898/65, artigos 3º e 4º:

"Art. 3º. Constitui abuso de autoridade qualquer atentado:

"i) à incolumidade física do indivíduo;"

E assim se posiciona a doutrina:

"Na contradição expressa entre uma lei ou qualquer outro ato normativo e a Constituição, tem o cidadão, assim como o administrador e qualquer servidor público, a obrigação de cumprir a Constituição. Esta lógica está presente em vários dispositivos legais infra constitucionais, como o Código Penal (…), que expressamente determina que o servidor não está obrigado a cumprir ordem manifestamente ilegal, o que implica, com maior razão, que o cidadão em qualquer circunstância em que se encontre, e em qualquer trabalho que exerça, inclusive o de servidor público e administrador público, não está obrigado, e mais do que isso, não pode descumprir a Constituição, mesmo que uma lei assim o determine, pois é a Constituição a lei maior, hierarquicamente superior, documento soberano que como tal condiciona toda a atividade estatal perante o ordenamento jurídico democrático, vinculando-se com as diversas formas de atuação do ser humano.

"Desta forma, diante de norma ou ato manifestamente inconstitucional, o cidadão, em qualquer situação em que se encontre, inclusive na de servidor público ou administrador público, pode negar-se a cumprir, devendo justificar sua negativa, levando-se a questão ao Poder Judiciário, para imediata solução do impasse, sem sanção para o cidadão que o fizer em defesa da Constituição, seus princípios, objetivos e valores."

(MAGALHÃES, José Luiz Quadros de. O controle de constitucionalidade e os princípios universais de direitos humanos)

Responder

Manoel Teixeira

06/11/2011 - 14h52

Desde quando fumar maconha é luta social?
Esta molecada que adora uma maconha sabe quanto custa em vidas ter a droga disponível para sua diversão?
Gente morre para garantir que a molecada, ao invés de estar estudando, matar aulas para fumar.

Responder

    cronopio

    06/11/2011 - 16h56

    Por favor, Manoel, a maconha nem mesmo é pauta do Movimento. Vamos procurar nos informar melhor antes de comentar, oK? Um abraço.

    Manoel

    06/11/2011 - 22h29

    Então é só a baderna, né?
    Os caras estudam de graça numa das melhores universidades do país, querem o que? Direito de fumar maconha quando e quiserem.
    O resto é lenga-lenga. É a mesma turma que é contra energia hidrelétrica, empregos e tudo mais.

    cronopio

    06/11/2011 - 22h49

    Ok, Manoel. Seus argumentos me convenceram, comprei um cassetete e amanhã mesmo vou sentar a lenha nesses vagabundos.

    Fabio SP

    06/11/2011 - 23h27

    Também não precisa tanto… corta o fornecimento da cheirosa por uma semana e eles vão embora sozinhos…

Julio Silveira

06/11/2011 - 14h46

São nessas pequenas nuances que se expoem os ditadores. Cada um em seus proporcionais poderes, mas nas personalidades estão lá, esperando a oportunidade de aflorar com prazer sua prepotência e dominação sobre o mais fraco.

Responder

Conservador316

06/11/2011 - 14h38

É exatamente isso que a esquerda universitária quer. Produzir um "mártir".
Vão provocar a policia, brigar, pra a policia ter que responder.
Depois os "estudantes" vão posar de vitimas, e depois os líderes vão se candidatar a vereador, ou deputado, pelo PT, PSTU, PSOL, etc.

Responder

    cronopio

    06/11/2011 - 16h57

    Por que não faz o mesmo, Conservador? Vai lá se martirizar pela TFP, valentão!

    Conservador316

    07/11/2011 - 20h44

    Eles não gostam de mim. Eu sou protestante.

    cronopio

    08/11/2011 - 01h24

    Que radicais intransigentes! Por isso a direita desse país não vai para frente…

FrancoAtirador

06/11/2011 - 14h37

Quem conhece de perto o tal Rodas confirma isso:

Tripé.

Quem conviveu com o reitor Rodas quando ele foi diretor da Faculdade de Direito do Largo São Francisco não se surpreende com os conflitos estimulados por sua gestão à frente da Reitoria.

O professor Marcus Orione Gonçalves Correia, que conheceu o reitor quando ambos davam aulas na Unesp de Franca, diz que a gestão dele, seja na São Francisco, seja na Reitoria, está baseada em um tripé programático :

“1) enxugamento, com o simples uso da 'racionalidade de cortes' da máquina estatal universitária;

2) atuação contundente para preservar a ordem, ainda que com a utilização da força policial;

3) intensa participação do setor privado nos destinos da universidade pública”.

http://www.adusp.org.br/revista/50/r50a12.pdf

Responder

    cronopio

    06/11/2011 - 16h57

    Excelente postagem!

    FrancoAtirador

    06/11/2011 - 19h41

    Caro Cronopio.

    Olha só esta então:

    USP abriga 30 fundações privadas

    Por Por Paulo Cavalcanti, no Luis Nassif OnLine

    Atuam hoje na USP trinta fundações de direito privado, segundo dados oficiais da Reitoria. Algumas delas com centenas de funcionários e orçamentos milionários. Embora sejam, por definição, sem fins lucrativos, as fundações são empreendimentos que usam a "marca" USP, a estrutura física e os professores formados pela universidade (na maioria contratados em regime de dedicação integral) para fins privados, através de prestação de consultorias a empresas e oferecimento de cursos pagos.

    Elas têm isenção de impostos, desde que sejam declaradas entidades de utilidade pública (Constituição Federal, artigo 150, inciso VI, letra "c"). As fundações precisam apenas requerer ao Ministério Público Estadual (MPE) a declaração de utilidade pública.

    A Fundação Paulo Vanzolini, é um exemplo típico instalado dentro da USP, se utilizando de toda a infra-estrutura de uma universidade pública, em benefício próprio, eu pelo menos desconheço qual é a contra partida que a Fundação fornece à universidade, em troca do uso dela, à não ser, beneficiar a própria Fundação.

    A jornalista Marlene Felinto, escreveu na revista "Caros Amigos" em 2008, um artigo, tratando a USP-LESTE, como "DASLUSP", uma alusão à grife dos granfinos Daslú, por conta de sua parceria entre a unversidade e uma tal "Casa do Saber" – empresa privada, que ministra cursos "rápidos", sobre filosofia, decoração, moda, pscologia, para"madames" – ao custo médio de R$ 600,00 – essa empresa, tem como conselheiro, ninguém menos que Gabriel Chalita, ex-secretário da educação do governo Alckmin (2003-2007) – que ajudou a falir o ensino público no Estado de S. Paulo.

    Detalhes em:

    http://migre.me/5FauN

Ze Duarte

06/11/2011 - 14h25

Ah sim, esqueci de dizer: e a parte intransigente é a reitoria da USP né? Me poupe

Responder

Ze Duarte

06/11/2011 - 14h22

Então os caras desobedecem uma decisão de assembleia, desobedecem ordem judicial, desobedecem lei fumando maconha, depredam patrimonio publico e eles tem razão… hmmm para o mundo que eu quero descer.

Não existe diálogo com gente assim. Eles não querem diálogo, querem virar mártires sem causa.

E quem escreveu isso é um juiz é? Preocupante…

Responder

    yacov

    06/11/2011 - 19h51

    Que Inversão total de valores… Que diálogo é este a que vc se refere??? Que diálogo tem o PSDB e seus cupinchas mantém com a sociedade, a Universidade e os movimentos sociais??? O Diálogo do caecetete e da bala de borracha. Vc quer é reduzir e desqualificar o movmento estudantil por causa de meia dúzia de maconheiros, e mostrar como eles são radicais e infensos ao diálogo, que os governos da direita reacionária tão gentilmente lhes oferece desde sempre. Me poupe!! isso é absurdo. O furo é bem mais embaixo. A questão central é a tentativa de misturar água e óleo, que é a Universidade e a Polícia Militar no mesmo espaço, a questão é a privatização e comercialização do espaço universitário para as Fundações e os Tim-Skol festivais e o escambau, a questão é o sucateamento daquela que já foi a maior e melhor Universidade da América Latina e hoje caiu para 64ª no ranking. Entendeu ou quer que desenhe???

    "O BRASIL PARA TODOS não passa na gloBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS"

    Clóvis

    07/11/2011 - 08h06

    Devem estar privatizando a USP mesmo, pq só em áreas privadas é que não cabe a livre entrada da polícia…

    EUNAOSABIA

    06/11/2011 - 20h41

    O cassetete democrático tem que cantar forte no lombo desses baderneiros partidários, esses porras loucas são todos bem nascidos, todos filhotes de pais abastados, esse grupelho está enchendo é a cara de muita birita dentro da reitoria, não tem nada a reivindicar.

    Não passam é de fascistas querendo impor na marra sua vontade medíocre e sem eco algum sobre a maioria esmagadora dos demais alunos.

Marcio H Silva

06/11/2011 - 14h17

Nestes novos tempos ditos democráticos, vemos cada vez mais distante a democracia.
No CE, o governo não dialoga com os professores em greve, impede sua entrada na assembleia legislativa local.
Em Minas gerais, governos não escuta, não recebe para diálogo e ainda agride os professores em greve.
No RJ, mesma situação com a greve dos professores, covardia com o pessoal da saúde querendo privatizar parte das UPA's e prisão dos bombeiros, onde até hoje não conseguiram sentar e conversar com o menino chorão.
Em Sampa, grave dos professores é tratada na porrada.
Ocupaçãp da USP tem que ter mandato judicial.
Em nenhum momento nenhum destes casos foram tratados com diálogo e bom sendo para o bem de todos.
Esta democracia atual, com estes governadores arrogantes está pior, muito pior, que a época da ditadura.
Todos eles quando chegam ao poder se tornam quadrilheiros, defendendo ols interesses somente de seu grupo.

Responder

Maria Fulô

06/11/2011 - 14h07

Exatamente, o Professor SM foi na costura do gomo. Parece que estão esperando matar um ou mais estudantes para só então a sociedade paulista interessar-se em saber o que realmente acontece na USP. Infelizmente não dá para tentar ficar informado por esta mídia ordinária e subserviente à ordem do discurso capitalista. Azenha e demais blogueiros progressistas, vocês não podem deixar este assunto sair da pauta. Cada dia fica mais claro que a intenção de Rodas e Serras é deixar a mídia amiga reportar as coisas que acontecem na USP como fruto apenas da baderna e caos produzidos por 3 maconheiros e esquerdistas. Isso vai acabar muito mal…

Responder

EUNAOSABIA

06/11/2011 - 14h02

E não é exatamente isso que vocês querem??? vocês não passam de um grupelho insignificante que não tem acolhida em lugar algum, a não ser na mente doentia de uns tresloucados de esquerda.

Até mesmo certos grupos de esquerdopatas já se deu conta que apoiar esses porras loucas é furada.

O pápi rico paga minha poupada mesada e eu posso brincar de revolucionário de meia pataca.

Vocês não enganam é ninguém.

Responder

    Mário

    06/11/2011 - 17h42

    Os caras foram fotografados de GAP, RAY BAN e entrando em carro KIA SOUL. Esses são a estrema esquerda da USP, alimentados por professores doutrinadores: quebram patrimônio publico num dia, vão fazer comprimias em New York no dia seguinte, porque ninguém e de ferro, revolução cansa muito…. E tudo muito patético.

    yacov

    06/11/2011 - 20h03

    Pelo tom do seu discurso vejo que tu é um belo de um ditadorzinho zé ruela de meia tigela. Mas isso todos nós já sabíamos, não é eunãosabia?! Ora, tudo bem que a grande maioria dos estudantes da USP são filhinhos de papai, mas são jovens e idealistas, e lutam por causas justas: Polícia Militar no campus, reitores autoritários, sem-representação da população universitária e pró-capital privado, que promovem o sucateamento sistemático da Universidade, de seu corpo docente e de servidores, são as questões centrais aqui, e não meia dúzia de fumetas, que simplesmente reagem à sistemática falta de diálogo que lhes é negado por parte das autoridades. Isso é que deve ser discutido. O resto é trololó de filhotes da ditadura que se acham muito machos com um cacetete ou uma caneta na mão.

    "O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS"

Jairo_Beraldo

06/11/2011 - 13h25

Li em algum lugar, pode até ter sido aqui no VIOMUNDO:

"Cansados da democracia, os mandatários resolveram mandar a polícia para cima do povo!"

Responder

Pedro

06/11/2011 - 12h37

Professor, ele perderam razão ao não respeitarem a vontade da maioria. A policia não ser responsabilizada pelo que venha a acontecer, pois estarão tão somente cumprindo uma ordem da justiça.

Responder

    luiz pinheiro

    06/11/2011 - 12h52

    Pedro, concordo com a primeira parte, que os estudantes ocupantes estão agindo mal, estão exagerando, radicalizando demais, podem por a perder uma causa justa, que é o fim do convênio da USP com a PM. Mas essa segunda parte, de que a "policia não pode ser responsabilizada pelo que acontecer", que história é essa? Quer dizer que se ela ferir, aleijar ou matar já vem perdoada de antemão? Que tipo de "justiça" é essa? A justiça do massacre? Um torturador também não "cumpre ordens"?

    Pedro

    06/11/2011 - 15h50

    Luiz, se vc fosse policial e tivesse de cumprir a ordem da justiça e os estudantes(?) jogassem pedras em vc, qual seria sua reação? A policial vai cumprir a ordem, cabe aos estudantes não oferecer resistência.

    cronopio

    06/11/2011 - 16h55

    Caro Pedro, algumas perguntas hipotéticas: se você fosse um soldado americano e recebesse ordens queimar uma aldeia de rebeldes vietnamitas, o que você faria? Se você fosse um oficial da gestapo e recebesse ordens para localizar um grupo de judeus em fuga, o que você faria? Se você fosse um piloto de avião da força aérea americana, durante a Segunda Guerra, e recebesse ordens para lançar uma ogiva nuclear sobre uma cidade japonesa, o que você faria?

    Os exemplos são gritantes, mas buscam deixar claro que a ética de um indivíduo não deve estar subordinada ao exercício de sua profissão. Pode parecer difícil de acreditar, mas muitos oficiais nazistas tinham razão quando diziam que estavam "cumprindo ordens" ao executar prisioneiros judeus. Ora, a única resposta que podemos dar a essa justificativa é: "pois não deveriam cumpri-las". Você pode até defender a ação policial na desocupação da reitoria, mas não com o argumento de que eles estejam cumprindo ordens, pois isso não justifica nada. Um abraço.

    Pedro

    06/11/2011 - 18h33

    Cronopio, vc quer comparar esses estudantes(?) com os Judeus ou vitimas de bombardeio? Vc sabe o que é estado de direito? Sabe que existem leis? Ocupar e depredar patrimônio público é crime, vc sabia disso?

    Se vc que tivesse que desocupar a reitoria e recebesse uma paulada na cabeça, o que vc faria?

    cronopio

    06/11/2011 - 19h29

    Se você estudou história, sabe que o nazismo não aboliu o estado de direito, pelo contrário, respeitaram a constituição de Weimar, aproveitando-se de uma brecha legal. Os nazistas foram, mais espertos: aboliram a constituição de fato (mas não de direito, veja só), com a "lei de autorização", que lhes permitiam prescindir da autorização do parlamento para passar seus decretos.

    A resposta a sua pergunta é simples: eu jamais me sujeitaria a servir como instrumento de repressão de movimentos que considerasse genuínos e nem tampouco colaboraria com o uso de violência como ferramenta de repressão política contra civis. Os movimentos sociais lutam por reivindicações que consideram justas e que muitas vezes implicam mudanças legais (caso contrário, eles nem poderiam existir). O próprio texto já diz isso: "As lutas sociais, ademais, não dependem de uma legitimação fixada em lei, do contrário não seriam lutas e, de fato, não teriam condições materiais de existir." acho que isso resume nossa discussão. Obrigado e um abraço.

    Clóvis

    07/11/2011 - 08h04

    Você então apoiaria ou seria leniente com um movimento nazista?
    A diferença básica entre as 2 situações é que Constituição de Weimar foi mutilada para permitir esses decretos, isso gerou a idéia da necessidade de Cláusulas Pétreas nas Constituições.
    Na USP não há mudança de lei alguma, há cumprimento de uma ordem de acordo com a ordem constitucional vigente desde 1988.

    No mais, essa linha do Professor Souto Maior é muito conveniente quando o movimento social é amigo. Lembre-se que há diversos fatos que se enquadram em crimes praticados pelo grupo.
    Apesar de concordar com a idéia centralizadora do Rodas que nem sequer parece escutar os professores, nesse caso se ele não agisse de forma a garantir a volta do funcionamento da universidade estaria falhando no cumprimento de seus deveres. É que ele é um administrador da coisa pública que tem um fim específico, não pode permitir que um prédio público fique ocupado de forma a ser desviado de atividades normais.

    cronopio

    07/11/2011 - 19h55

    A constituição não foi mutilada, ela continha em si própria a possibilidade de suspensão. É claro que a comparação é extrema, mas não é por aí que você desmonta a analogia. O artigo do estatuto que Rodas utiliza para perseguir estudantes e funcionários é de 1972 (ou seja, ainda estávamos sob a égide da ditadura, e não de 88, como você afirma), era letra para lá de morta e foi desenterrado e ressuscitado pelo nosso ilustre reitor, que é "persona non grata" na faculdade de direito. As atividades normais a que você se refere são a privatização via fundações (que já fez a Fea perder competitividade e qualidade acadêmica, dos 9 melhores cursos da USP, 6 são da FFLCH), terceirização de funcionários e sucateamento da infra-estrutura geral do campus. Eles exageraram ao ocupar a reitoria, concordo, mas é um absurdo e uma confissão de incompetência política chamar a PM para resolver um problema interno, que envolve apenas a clientela da USP.

    cronopio

    07/11/2011 - 19h57

    A perseguição política não é algo confessável à luz do dia, ao menos por enquanto. Em 2010, a COSEAS e a Reitoria instauraram diversos processos administrativos contra estudantes, por meio do Decreto nº 52.906, de 27 de março de 1972 (baixado durante a ditadura militar), no seu artigo 247 – “O Regime Disciplinar visa assegurar, manter e preservar a boa ordem, o respeito, os bons costumes e preceitos morais, de forma a garantir a harmônica convivência entre docentes e discentes e a disciplina indispensável às atividades universitárias”. Todos os processados são participantes do movimento estudantil. Em um documento anexo ao processo do Rafael, também integrante do movimento estudantil e ex-membro da AMORCRUSP – Associação de Moradores do CRUSP, Waldyr Antonio Jorge, coordenador da COSEAS, pede ao Procurador Geral da USP para acelerar a abertura dos processos administrativos “por se tratar de ex-aluno da USP invasor do prédio do serviço social (…)”, imputando-lhe, assim, um crime pelo qual nunca foi sequer julgado. Não há canais institucionais para a expressão de demandas do conjunto da comunidade universitária dentro da USP. Estamos sob uma estrutura de poder autoritária e centralizadora. Os que ousam atuar politicamente, apesar desse quadro, são perseguidos e criminalizados.

    no link: http://www.dceusp.org.br/2011/08/atos-contra-pers

    Pedro

    07/11/2011 - 10h14

    Cronopio, sua resposta é muita evasiva. Policiais tmb são trabalhadores, eles tem família para criar e contas para pagar. E não estão cometendo crime algum. Eles tem uma ordem judicial para cumprir. Basta os estudantes não oferecerem resistência, que nenhum ato violento vai ser cometido.

    luiz pinheiro

    06/11/2011 - 19h35

    Voce faria o que, se fosse o policial? Abriria fogo contra os estudantes?

    Pedro

    06/11/2011 - 13h27

    Professor, eles perderam razão ao não respeitarem a vontade da maioria. A policia não pode ser responsabilizada pelo que venha a acontecer, pois estarão tão somente cumprindo uma ordem da justiça.

    Ana Giulia Zortea

    07/11/2011 - 14h45

    Pedro a policia tem e deve ser responsabilizada sim, se ocorrer o massacre que eu tenho medo que aconteça. As pessoas envolvidas estão muito nervosas , e a policia não pode se abrigar sobre uma decisão policial, para cometer seus abusos. As coisas deveriam ser resolvidas na conversa. Os dois lados tem que entender isso. E o juiz deveria insistir nisto antes de mandar usar a força policial, que quase sempre acaba mal.

    Mário

    06/11/2011 - 13h29

    Por essa brilhante tese, Em que o título do autor só vem como argumento de autoridade para respaldar um discurso militante qualquer "movimento social" carece de legitimidade e pode fazer o que quiser. Como ninguém sabe qual a definição exata desse termo, quem vai definir qual movimento e social ou não e o próprio mestre a a linha ideológica que ele defende e a qual pertence. Alguns acham o direito na rua, esse aí e mais sofisticado e o encontrou em Gramsci.

Cenossaum

06/11/2011 - 12h33

Sobre baderneiros e coxinhólatras:

"O poeta é louco, porque aspira sempre ao impossível.

(…)

Deixai-o passar, gente do mundo, devotos do poder, da riqueza, do mando, ou da glória. Ele não entende bem disso, e vós não entendeis nada dele.

Deixai-o passar, porque ele vai onde vós não ides; vai, ainda que zombeis dele, que o calunieis, que o assassineis. Vai, porque é espírito, e vós sois matéria.

E vós morrereis, ele não. Ou só morrerá dele aquilo em que se pareceu e se uniu convosco. E essa falta, que é a mesma de Adão, também será punida com a morte.

Mas não triunfeis, porque a morte não passa do corpo, que é tudo em vós, e nada ou quase nada no poeta"

Almeida Garrett, Janeiro de 1853

Responder

miguel gouveia

06/11/2011 - 12h12

curioso como a classes politica, artística e jornalistica não estão nem ae para os acontecimentos na usp…agora, que esses poucos alunos estão abusando isso estão…

Responder

spadaccini

06/11/2011 - 10h00

Como sempre, o professor Souto Maior escreve de maneira lucida sobre os acontecimentos em nossa universidade. Mesmo durante nossa greve, em que tivemos a PM "mantendo a ordem", suas palavras foram sempre sobre a justica das nossas reinvidicacoes.
Quanto ao nosso atual REItor o que dizer? Fruto de 20 anos de psdb em SP. Isso explica?
Obrigado professor.

Responder

Paulo

06/11/2011 - 04h08

Os alunos optaram por uma ação às expensas da assembléia, e, segundo aqueles que o fizeram, consideram a ocupação legítima. É a escolha que fizeram. Mas, de certo modo, os apoios em relação à invasão estão se tornando mais uma questão humanitária do que da causa em si. É como se alguém se oferecesse em Holocausto. Evidentemente, em situações em que as forças são desiguais, são utilizadas as armas que se possui.

Porém, as duas últimas invasões (FFLCH e, anteriormente, na gestão da Suely Vilela, a Reitoria) mostraram o rescaldo: destruição do patrimônio público, furtos, prejuízos diversos. Na verdade, excluí a área de convivência, próxima ao MAC, parcialmente ocupada, mas depredada e pichada. Os processos movidos também tem esse peso: vários computadores da Reitoria foram formatados, perdendo algumas informações importantes, envolvendo andamentos administrativos, nada mais. Esqueceu-se que a mídia conservadora procura qualquer "pêlo em ovo" para falar mal. Esqueceram o "ethos": aja e gaste energia no essencial para a ação, o restante é secundário. Sem esquecer que levaram celulares do "achados e perdidos" da FFLCH, ou seja, de colegas de faculdade!

Na verdade, tudo o que se evitou foi a violência. A declaração pública da FFLCH – que não poupou PM e nem alunos – foi para medir em justa razão e negociar. Os que os ocupantes fizeram foi se negar a aceitar a postura da congregação da FFLCH – por outro lado, o texto da congregação da FFLCH aparece malandramente na página de Moções de Apoio (que divulgo por aqui), &lt ;http://ocupauspcontrarepressao.blogspot.com/search/label/>.

"Muitos dos que são perseguidos perdem a faculdade de reconhecer os próprios defeitos", Brecht.

Responder

    will

    07/11/2011 - 17h26

    tenso

rafael

06/11/2011 - 03h01

Não haverá violência na desocupação pelo simples motivo que muitos dos invasores são filhos da elite que sustenta o governo. E antes que venham me xingar pensem o que aconteceria se a reitoria fosse invadida por um movimento social, como agiria a polícia?

Responder

Adriana De Simone

06/11/2011 - 01h28

Me emocionei! Aonde estão os professores que tem algo a dizer? Conheço alguns que têm espaço para dizer, mas o que se vê é a apatia, e o confronto dos alunos que querem fumar maconha contra a força policial dominante (a discussão foi reduzida a isso?).

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    yacov

    06/11/2011 - 19h36

    Exatamente. Isso é cortina de fumaça para não debater os temas realmente importantes, que são a liberdade de expressão e de pensamento na Universidade. É como reduzir a discussão de uma campanha presidencial, a temas como aborto, ou se a presidenta pegou ou não em armas para combater a Ditadura há 40 anos atrás… Uma palhaçada!!

    "O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS"

Luciana

06/11/2011 - 01h26

O que vou escrever agora é horrível: se acontecer alguma coisa com esses estudantes, se a polícia militar se exceder (mais uma vez) e deixar o tradicional rastro de morte, esse governador f.d.p. e esse partido de [email protected] nunca mais se elegerão em SP. Não acho que o governo admitiria uma insanidade como essa…

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    Tobias Reis O. LLory

    09/11/2011 - 22h37

    Luciana, vc está coberta de razão…

    o q vc escreveu é realmente horrível!

    era melhor ter ficado quieta…

    rsrsrsrs

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