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Paulo Teixeira esclarece questões levantadas por leitores do Viomundo


03/11/2011 - 09h31

por Paulo Teixeira

Li com atenção os comentários postados no Viomundo a partir de entrevista que concedi à repórter Conceição Lemes. Eu gostaria de dizer que conheço bem a problemática da USP, pois estudei lá na década de oitenta. Essa discussão tem de ser feita com serenidade, à luz das evidências científicas. Das muitas contribuições dadas nos comentários, acho importante abordar quatro questões:

1) Eu creio que a segurança do campus tem de ser feita pela guarda interna da USP articulada com a PM. Agora, o policiamento do campus propriamente dito deve ser feito pela da guarda da universidade.

Trazer a PM para dentro da Cidade Universiária tem repercussões políticas: as negociações com os estudantes relacionadas ao ambiente universitário devem ser mediadas pela reitoria, pelas diretorias de cada unidade e não pela PM. Utilizá-la na mediação com os alunos tem sido um precedente perigoso, como aconteceu na Faculdade de Direito quando ocupada pelos movimentos sociais, na greve dos servidores e agora na prisão de três usuários.

À PM, em relação à segurança, cabem tarefas estratégicas, de inteligência e controle para garantir que aquele espaço esteja protegido da ação de criminosos. A polícia não pode se prestar a atividades que não tenham importância para a sociedade. Prender usuário de drogas é dispersar a atividade da polícia que deve se concentrar na proteção da vida das pessoas.

2) Não concordo que o consumidor alimente a atividade criminosa do tráfico de drogas.Quem organiza o crime em torno dessa atividade é a proibição que permite a proliferação de um mercado clandestino, capitalizado, armado e corruptor. A regulação teria o condão de esvaziar o crime, como foi feito com o álcool nos EUA na década de trinta.

3) Tal abordagem vale para qualquer pessoa, seja dentro da USP, seja na periferia de São Paulo ou em qualquer outro lugar no Brasil. Aliás, eu falei na entrevista que o jovem da periferia merece o mesmo tratamento do estudante da USP e não deve ser destinatário da abordagem policial.

Uma sociedade que requer segurança não pode conviver com a dispersão que o tema de drogas provoca no aparelho estatal. A polícia, em vez de cuidar de criminosos que atuam de forma permanente e representam ameaça à sociedade, perde seu tempo, ocupando-se de usuários.

Aliás, o Ministério Público que deveria se ocupar da diminuição do crime, igualmente dispersa sua atenção, tomando conta de usuários. Da mesma forma, o juiz que deveria julgar os grandes criminosos.

O aparelho do Estado acaba, assim, desviando sua atenção do verdadeiro foco do Estado que deve ser o de coibir a atuação do crime contra a pessoa, contra o patrimônio e da criminalidade organizada.

Os crimes relacionados às drogas têm provocado um efeito perverso no sistema carcerário brasileiro, que prende os pequenos usuários e os pequenos varejistas, que são recrutados pelo crime organizado para correr risco por ele. Tanto que o perfil dos condenados pela lei de drogas é de réus primários, sem antecedentes criminais e que agiram sem armas e sozinhos. Enquanto isso o dinheiro da droga é lavado na atividade lícita, pela economia formal.

4) Os países que tiveram políticas pragmáticas concentram seus esforços no crime organizado, para diminuir a violência. Há várias iniciativas bem-sucedidos na Europa.

Portugal, por exemplo, ao descriminalizar os usuários, conseguiu diminuir o poder econômico das redes que se ocupam da venda de drogas, a violência associada ao abuso de drogas e até diminuir o uso de drogas pelos jovens.

Experiências na Suíça, Holanda, Inglaterra, Alemanha e Espanha também dão luzes a este debate. É a política de redução de danos. Entre as três questões de preocupação social — a violência, o poder do trafico e a saúde do usuário –, a polícia se ocupa do combate ao tráfico e da diminuição da violência.

Em relação ao usuário, o Estado remete ao ambito administrativo, ficando os cuidados de saúde, educação, a cargo das diversas instituições sociais, numa relação administrativa e não como caso de polícia.

A política de guerra as drogas não deu resultados positivos onde foi implantada. O pior efeito dessa abordagem é possível ver nos EUA, que tem, proporcionalmente, uma das maiores populações carcerárias do mundo.

Paulo Teixeira é deputado federal (PT-SP) e líder da bancada na Câmara dos Deputados

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Lincoln Secco: A USP deve ter autonomia, sim!

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83 comentários

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Renan

12 de novembro de 2011 às 23h39

finalmente alguem que aborda de maneira racional esse assunto, de maneira pragmatica e concreta, nao ideologica e abstratamente como a grande maioria, mesmo nao sendo simpatizante ao partido politico de paulo teixeira sua opinião foi a mais elogiavel que encontrei sobre a tematica

Responder

Lousan

07 de novembro de 2011 às 17h48

vamos expandir um pouco isso e deixar também que a PM deixe de patrulhar as escolas públicas e deixar isso a cargo dos serventes e porteiros…aí sim fica tudo certo pros nossos filhos poderem ir pra escola tranquilos…

Responder

Gilberto Anonis

07 de novembro de 2011 às 09h33

Sou lulista , estou cada vez mais detestando os petistas e neste caso da USP acho que o Alckimin perdeu uma oportunidade de alavancar sua popularidade ao descer borracha nesses playboys maconheiros. A população de SP esta farta dessa turma louca da USP. Este caras vão ensinar nossos filhso mais tarde , que lastima.
Senhor Governador faça algo pelo bem da familia.

Responder

    MataTrolls

    07 de novembro de 2011 às 16h08

    Lulista? tá bom… Só se for 'anti'….

Rodrigo Giordani

07 de novembro de 2011 às 08h09

Impressionante como os discípulos de Reinaldo Azevedo e outros idiotas da Veja e da Folha resolveram encher o nosso saco aqui. Depois dizem que a blogosfera progressista não incomoda (risos).

1-Campus universitário não é lugar de polícia. Sobretudo os PMs de São Paulo, os mais truculentos do país, não sabem lidar com jovens. O fato de aventarem a possibilidade de agredir estudantes demonstra o fascismo do estado policial paulista e da PM, um entulho da ditadura que já deveria ter sido extinto. Até o coronel Nascimento, ídolo dos "pagadores de impostos" de Ipanema, o disse em alto e bom som. E historicamente a PM é inimiga da juventude, tendo sido mola mestra da barbárie contra o ME durante os anos de chumbo.

2-Universidade é um espaço de contestação, onde estão presentes movimentos sociais e outros atores do processo político muitas vezes com uma dinâmica de desobediência civil e/ou radicalização da democracia que bate de frente com o braço repressivo do Estado. Aqui no Rio, estou acostumado a ver o MST, os indígenas, os fanqueiros, os atingidos por barragens presentes em campi universitários. Assim deveria ser em S. Paulo. Para impedir o funcionamento da universidade como espaço de inquietação e contestação o governador tucano mandou pra lá a PM nazi-fascista dele.

3-Maconha não é droga pesada. É mais leve que o álcool. Já deveria ter sido legalizada há muito tempo. Sobreutilizar o aparato repressivo do Estado para reprimir usuários de maconha é o fim da picada.

4-O DCE local apresentou ótimas sugestões que deveriam ser acatadas já, como melhorar a iluminação e ampliar/instalar a guarda universitária, desarmada e treinada para um trabalho preventivo de segurança. Outra ótima ideia (tá esperando o quê, Kassab?) é aumentar a circulação de linhas de ônibus no campus, o que inibiria a prática de crimes – já que o campus seria sempre bastante frequentado – e melhoraria a integração da USP com a população que a sustenta.

5-O deputado Paulo Teixeira está de parabéns.

6-A PM deve ser retirada já da USP e nunca mais voltar pra lá.

7-Azenha, faça uma faxina urgente nos trolls.

Responder

    Pedro

    07 de novembro de 2011 às 17h58

    Amigo, quem não deve não teme. A PM deve e vai continuar, não adianta chorar. Os crimes diminuíram com a presença policial.

    "A PM deve ser retirada já da USP e nunca mais voltar pra lá. " Universidade não é estado independente.

José Carlos

06 de novembro de 2011 às 18h18

Eu só queria que me respondessem uma pergunta: nos países onde é permitida (ou não criminalizada, como acredito que deva ser) seria permitido fumar maconha, ou utilizar qq outra droga no campus da universidade???
Hein? A mim parece que não. Portanto, acho que a questão começou errada.

Responder

Souto Maior: Intransigência da Reitoria da USP em dialogar pode produzir um verdadeiro massacre | Viomundo - O que você não vê na mídia

06 de novembro de 2011 às 01h22

[…] Paulo Teixeira esclarece questões levantadas por leitores do Viomundo sobre USP, PM e drogas […]

Responder

cronopio

04 de novembro de 2011 às 19h38

Por ANTONIO CARLOS LACERDA

PRAVDA.RU

"Em 2011, a cidade de São Paulo teve 629 pessoas mortas, sendo que 128 foi a própria polícia que matou. Entretanto, para escapar da fama de 'polícia assassina', a própria corporação alega que 60% dos confrontos no período não tiveram mortos.

A aposentada Valquíria Marques dos Santos, que teve o filho de 15 anos assassinado por um policial militar diz que "Os policiais que levaram meu menino continuam na ativa".

De cada cinco pessoas assassinadas na cidade de São Paulo em 2011, uma foi morta pela Polícia Militar. Os dados fazem parte de relatório da Secretaria da Segurança Pública do estado.

Nos primeiros meses do ano, entre janeiro e julho, 629 pessoas foram assassinadas na capital paulista. Deste total, 128 registros foram feitos como "pessoas mortas em confrontos com a Polícia Militar em serviço".

O tipo de ocorrência, conhecido em outros estados como "auto de resistência", é um indicativo de revides da Polícia Militar a ataque de criminosos ou enfrentamento em ação policial.

Dez policiais militares estão sendo investigados através de vídeos que registraram a violência policial. Dez policiais militares estão presos sob a suspeição de não socorrer assaltantes baleados pela própria polícia.

Em todo o estado de São Paulo, no primeiro semestre de 2011, foram registrados 2.241 homicídios. Desses, 241 foram cometidos por policiais, o que dá uma proporção de um assassinato pela PM para cada 9,3 cometidos por outros cidadãos.

A proporção de um assassinato cometido pela polícia para cada cinco que acontecem na cidade de São Paulo faz da Polícia Militar da capital paulista uma das policiais mais violentas do mundo.

Nos Estados Unidos, em 2009, foram registradas 406 mortes causadas por policiais em um total de 14.402 homicídios, o que significa que de cada 34 assassinatos um foi cometido pela polícia norte-americana. Na Argentina, de acordo com o Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS), em todo o ano de 2007 – os últimos dados disponíveis -, a região metropolitana de Buenos Aires (que tinha, à época, 12 milhões de habitantes) registrou 79 casos de pessoas mortas em confronto com a polícia.

Neste mesmo ano de 2007, só na capital paulista – excluídas as cidades da Grande São Paulo -, a PM registrou 203 mortes "em confronto". Moram na capital 11 milhões de habitantes."

Responder

Raul Ravanelli Neto

04 de novembro de 2011 às 10h28

Paulo Teixeira… Político de verdade!

Responder

Maurício - Santos

04 de novembro de 2011 às 09h53

Mais uma vez sou obrigado a criticar as explicações do Sr. Paulo Teixeira.
Sr. Paulo, me parece que seu discurso, antes de se preocupar com a segurança dentro do Campus, preocupa-se em demasia com a questão da Droga.
Sr.Paulo, apesar de o Sr, já ter estudado na USP na Década de 80, creio que existe um abismo entre o índice de criminalidade naquela época e a ataulidade.A presença da polícia foi soliciatada em virtude disto:aumento da criminalidade.
Preste atenção Sr.Paulo, que a USP não é o Porto.A Guarda da USP não está preparada para atuar contra criminosos, e não estou falando aqui de quem gosta de dar um tapinha, estou falando de assaltantes armados, sequestradores e estrupadores.
Contra o crime Sr. Paulo só a Políca tem capacidade para lutar.
Veja, que seu discurso está sendo muito oportunista ao levanrtar a questão da Liberalização da Maconha, coisa que aliás não sou contra, pois acho que de drogas estamos cheios no mercado, não é mesmo? porém, aqueles que "Dormiram na Roda" não podem se furtar a serem encaminhados a delegacia, coisa que já aconteceu muito comigo em outros tempos, e nunca deu nada.E não é que lá vem vc de novo com esse papinho de Promotoria e Juiz?….poxa Sr. Paulo, até parece que vc não mora no Brasil.

Responder

Rubia

04 de novembro de 2011 às 09h28

A criminalização favorece o mercado clandestino, que como consequência gera a violência e, talvez, a busca pelo proibido, pelo diferente, mantendo os doentes da sociedade afundado em seus próprios problemas! Seria interessante para o gorverno a descriminalização?!

Responder

Gerson Carneiro

04 de novembro de 2011 às 08h20

OK, André Strider; João Barbosa; e EUNAOSABIA.

Na USP aplica-se a lei, arma-se todo esse circo, e a "PM está de parabéns".

Quem quiser fumar um baseadinho deve se dirigir à região da Cracolândia, área livre para consumo de qualquer tipo de droga inclusive as mais pesadas, aonda os governos Estadual e Municipal são inoperantes, incapazes de dar a demonstração de "força e ordem" demonstrada na USP, mesmo porque as lentes do Fantástico não estão apontadas para lá.

Responder

Raphael Tsavkko

04 de novembro de 2011 às 02h53

O Paulo comprova que mereceu meu voto e meu apoio.

Polícia Militar não traz segurança e, no campus (me atendo só a aquele local) traz insegurança.

Mas é fato que é preciso haver algum policiamento dentro do campus, mas não para vigiar e punir os estudantes, e sim para evitar que crimes, estupros e assassinatos ocorram. Função de segurança no campus é proteger os alunos e não torná-los criminosos, meter medo ou impor um tipo de respeito que ficou obsoleto ainda na Ditadura.

E não apenas policiamento, mas também um real comprometimento da reitoria com uma solução pros principais problemas de uma universidade gigantesca, mal iluminada, com mato espalhado e mal cuidado, com péssima sinalização e totalmente isolada da comunidade no entorno.

A universidade se fecha como um bunker para a comunidade, mas deixa entrar criminosos (PM entra aí em muitos casos) e trata os seus como criminosos.

A decisão da reitoria de "firmar parceria" com a polícia militar é calculada. Ao invés de se pensar seriamente numa melhora do ambiente e numa abertura do campus, entrega-se a segurança para quem não entende nada dela e, de quebra, garante o monitoramento constante dos estudantes, para que ajam como robôs controlados.

Mas há intransigência por parte dos estudantes também. E uma rebeldia deslocada, infantil (que de certa forma pode ser esperada).
http://www.tsavkko.com.br/2011/10/lugar-de-pm-e-n

Responder

SôniaG.

03 de novembro de 2011 às 23h06

Exatamente, Pyotr.
Há problemas gigantescos. gente querendo estudar e quebrando pedra e virando lixo.

Se eu estive no campus da usp e um pm me tratasse mal por causa do meu traje e/ou qualquer outra coisa, eu lhe diria que não era de sua conta. OK. Agora, houve um acordo, a pm no campus, ninguém se mexeu em razão do assassinato de um aluno. Foram bem vindos.

Dois ou três figuras fumam um baseado no campus em horário de aula; há uma associação natural para os pm que vivem isso, entre a droga – esta não outras – e o crime, por lei é crime. Não´dá outra. Detém os estudantes.
Pergunta-se: porque eles não fumam em suas casas? porque eles querem acintosamente, sabendo que há pm no campus (questão pendente, que deveria ser resolvida com a reitoria formalmente) ficar na 'sua'?
Vamos combinar? O sonho não acabou, necessariamente, mas o momento é bem outro.

Responder

    Maurício Santos

    05 de novembro de 2011 às 10h01

    Por isso que eu acho que esses 3 idiotas que foram pegos "dormindo na roda" tinha que tomar borrachada…

Rodrigo Falcon

03 de novembro de 2011 às 22h35

Seria hilário assistir o "novo deus" da descriminalização da cannabis, ungido pela estufada comunidade oca brasileira, sr. FHC, vir a público contrariar o governador de São Paulo, o sr. TFP Opus Dei, e exigir liberdade para os usuários da erva. Os meus familiares neo-integralistas da avenida paulista entrariam em parafuso. Aliás, cadê o novo Timothy Leary quando o assunto está na ordem do dia? Mudou de opinião, de novo?!

Responder

Gerson Carneiro

03 de novembro de 2011 às 21h05

Todo esse bafafá por causa de 3 baseados. E a mesma PM que dá por razão a prisão dos 3 baseados, recomendou à vítima de assalto que mude de bairro.

Responder

    Konstantin

    03 de novembro de 2011 às 23h07

    Não foi um PM.
    Foi um policial civil.

O Maldoror_

03 de novembro de 2011 às 18h57

Parabéns Paulo Teixeira por mais um pouco de lucidez neste debate seríssimo e urgente que é a legalização da maconha…no entanto é bom lembrar que o Brasil foi o último país a acabar com o Tráfico Negreiro…e tenho receio que em relação a maconha não vai ser diferente…

Responder

Fabio SP

03 de novembro de 2011 às 17h52

Algumas manchetes com um simples Google: (só coloquei Pernambuco)
"Homem é preso com 5kg de maconha na Universidade Rural de Pernambuco"
"7 set. 2011 – O estudante de medicina da Universidade Federal de Pernambuco … por tráfico de drogas, quando foi pego com 30 quilos de maconha e…"

Quem será que prendeu esses caras??? Deus? E o governador de lá? É do PSDB?

Responder

angelo

03 de novembro de 2011 às 17h15

Liberdade Sativa Lover: condenado sem provas. A lei não é clara, não define quantidade plantada que diferencie usuário de traficante. Policiais investigaram meses e não obtiveram nenhuma prova, nenhum depoimento.

Responder

RicardãoCarioca

03 de novembro de 2011 às 16h48

Três observações, deputado:

1) Não quero que meus impostos sejam utilizados para reabilitação de drogados, que se drogam devido à discriminalização dos usuários. Se o sr. quiser fazer bondades, faça com o seu chapéu. Quero meus impostos revertidos em saúde, educação, segurança e geração de empregos;

2) Criando um mercado formal de drogas, existirá outro clandestino, através de importações piratas, roubos de cargas ou o que for. Bandido é bandido, quer dinheiro fácil, rápido e não vai pagar impostos, tributos e contribuições;

3) Se um drogado matasse alguém da sua família em virtude do seu estado alterado de consciência? O sr. se satisfaria se a justiça fosse feita? E o seu parente que morreu? Não voltará mais! Por acaso o sr. pensa assim? Se matar, cadeia e está tudo resolvido? Para mim, não. Não quero perder familiares, parente e amigos nas mãos de vagabundos.

Responder

    angelo

    03 de novembro de 2011 às 19h04

    1. Seus impostos já são mal utilizados, desviando foco, contigente e recursos desnecessariamente.

    2. Então tem que parar de comercializar tudo. Pra cada mercado formal há outro paralelo. 73 milhões de brasileiros, portanto mais da metade do eleitorado, compra contrabando.

    3. Se, se, se…Ainda não inventaram o 'precop'. Viu o filme? Ainda não há como prever e/ou punir um eventual criminoso antecipadamente. Mas, a pedido de Paulo Teixeira, tentando manter a serenidade da discussão, tentarei acompanhar seu sagaz raciocínio: e se alguém morrer em queda de avião? Devo pedir proibição da aviação? E se alguém morrer por faca de cozinha? Deve-se cessar a fabricação de talheres?

    25% desenvolvem alcoolismo. Dos maconheiros, 9% se viciam psicologicamente. Álcool gera agressividade em muitos casos. Maconha não, pelo contrário.

    angelo

    03 de novembro de 2011 às 20h57

    Melhor dizendo, aviões podem ser usados em guerras ou para transportar pessoas; facas, ferramentas, praticamente tudo o que existe pode ser usado para o bem ou para o mal.

    A maconha e outras substâncias, opinião de muitos usuários, faz aflorar à pelo o quê há na alma. Então, se sua alma não vai bem, melhor não usar.

    Rodrigo Falcon

    03 de novembro de 2011 às 22h58

    Que benção é o anonimato, não?
    Psicopatia e sociopatia é pouco…

Guerrilheiro

03 de novembro de 2011 às 15h27

Sobre a questão da PM no Campus, acho que o Deputado foi bem claro, talvez alguns leitores do site estão com déficit de interpretação. Até parece que a presença da polícia evite assaltos, homicídios ou este tipo de coisa. O crime organizado NÃO está na USP, até porque NO BRASIL, onde o crime organizado existe e impera, a polícia NÃO ENTRA. E esta realidade não ocorre só em São Paulo, e sim em toda grande cidade do Brasil.

A maconha é uma droga que causa muito menos males do que o álcool ou o cigarro, isto é cientificamente comprovado. O debate em torno da descriminalização tem que existir, tem que passar a realidade, e o Sr., Paulo Teixeira, está de parabéns pela condução deste debate dentro da câmara. Qualquer pessoa que tenha preocupação com segurança pública sabe que o sr. defende a linha mais correta neste sentido.

Responder

_Rorschach_

03 de novembro de 2011 às 15h08

A questão, nobre Deputado, é que o uso de maconha ainda é tipificado como crime.

Porque V. Exa., que tem competência constitucional para tanto, não propõe um PL descriminalizando o uso?

Seu Governo tem maioria no Congresso. Aprovem o PL.

A Presidente é do seu partido: que sancione a lei.

Aí todos vão fumar seu cigarro do capeta sem medo da polícia.

Mas não.

Os encapuzados da USP não dizem nada sobre mudança da lei (porque a discussão necessariamente se daria em nível federal e não querem dor de cabeça para o Governo que apoiam).

É mais fácil xingar a PM paulista, o Governador, que simplesmente cumprem uma lei federal.

Ou seja, que continue sendo crime, mas que a polícia não reprima…

Nas Universidades Federais da Bahia e do RS o uso de maconha é liberado por acaso?

Responder

Jefferson

03 de novembro de 2011 às 14h54

Por enquanto a droga é ilegal, portanto é correta a ação da PM.Não estudo na USP, mas pelo que foi divulgado na imprensa a maioria dos estudantes aprovam a presença da PM no campus.Quanto a ocupação da reitoria, a PM está demorando para agir contra o vandalismo promovido por um bando de mauricinho, quando a uma ocupação de um terreno particular a polícia atira sem dó contra mulheres e crianças e ninguém fala nada.

Responder

    Rodrigo Giordani

    07 de novembro de 2011 às 08h23

    Maioria? Que maioria? Foi feito um censo com os estudantes para verificar quantos apóiam a PM no campus? Para de ler o que você chama de "imprensa". Eles não informam, como você pensa. Ao contrário, desinformam.

Pyotr

03 de novembro de 2011 às 14h43

Vale a pena ler o blog do Provocador, que desceu a lenha nos maconheiros…rsrsrs

Entre outras coisas, escreveu:
Ser juventude transviada não é para qualquer geração. Nem todos têm a cara limpa, muito menos a cara pintada com as cores da bandeira. Já a babaquice é atemporal, não precisa de preparo, basta rastejar e colher. Numa universidade pública, então, na melhor do país, é preciso um certo esforço para ser cretino. Parabéns a todos os envolvidos.
http://noticias.r7.com/blogs/o-provocador/

Responder

FrancoAtirador

03 de novembro de 2011 às 14h38

.
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Esta ação militar policialesca no espaço interno da Universidade, originada de um convênio da Reitoria da USP com o Governo do PSDB de São Paulo, tentou transformar a questão da segurança no ambiente acadêmico em um faroeste caboclo, como diria o saudoso Renato Russo, uma luta de Mocinho x Bandido, nos moldes das estórias em quadrinhos da Marvel Comics, tipo SUPER-RODAS x PETRALHAS.

Aliás, isso já é praxe em todo o estado de São Paulo e em especial na capital paulista, embora não seja a única unidade da federação com este "modus operandi".

Neste caso, ao prender estudantes que estavam em paz no seu canto fumando um cigarro de maconha,

que muitos ignorantes no assunto ou mesmo mal-intencionados dizem que tornam o indivíduo ameaçador ou violento, portanto suscetível a cometer crimes, como se somente por ser um usuário de cannabis fosse, por si só, um potencial estuprador ou assassino,
quando, ao contrário, o THC na verdade entorpece, isto é, causa torpor e altera os reflexos, porque é um depressor do sistema nervoso central,

o que o SUPER-RODAS escamoteia, em conluio com o SUPER-XUXU, é a intenção de promover de fato a repressão política às livres e constitucionais manifestações de estudantes, professores e funcionários, em número cada vez maior, contrárias aos interesses da atual administração da USP.

Chegará o momento, porém, que esses falsos super-herois terão sua real face revelada e assim se verá com clareza que não passam de VENONS FASCISTAS.
.
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Responder

pedro

03 de novembro de 2011 às 13h38

Os usuários não são culpados pelo tráfico? Me diga, se o traficante não vender a droga pra um usuário vai vender pra quem?

Ah então os receptadores de mercadoria roubada também não são culpados pelos roubos? já que um ladrão rouba pra revender a mercadoria a outra pessoa.

Nos dois casos trata-se claramente de um receptador de uma mercadoria ilícita que é oferecida ao arrepio da lei.

Não vejo lógica em se considerar diferenças entre os casos. Já que existem VICIADOS e USUÁRIOS.

Um viciado recorre a compra da droga por depender dela, um usuário recreativo usa porque gosta, mas ambos alimentam a cadeia produtiva do trafico.

Solução: Pro viciado CLINICA, pro usuário e pro traficante CADEIA.

Responder

    angelo

    03 de novembro de 2011 às 21h04

    E os burros vão pra onde?

    Fabio_Passos

    03 de novembro de 2011 às 23h40

    Vão ler revista veja e assistir jn da rede globo

    Felipe

    04 de novembro de 2011 às 12h03

    Leem sites progressistas… hahahahahaha

    angelo

    03 de novembro de 2011 às 21h26

    Jura dizer a verdade, somente a verdade? Seu windows é pirata? A venda de dvd pirata é usada pra quê? Pra compra de leitos de hospitais?

    Maurício Santos

    05 de novembro de 2011 às 09h52

    Vc toma uma cervejinha de vez em quando?Fuma um cigarrinho, gosta de um bom vinho?
    então, apesar de vc não estar fora da lei vc age como um viciado ….dá licensa!!!!!

    Hipócrita!!!!

Maria Fulô

03 de novembro de 2011 às 13h36

A verdade é que o PSDB comanda o Estado nos últimos 20 anos. A USP é comandada pelo governo do Estado. Com a ajuda sempre oportuna desta mídia ordinária de SP, querem que acreditemos que a culpa pela USP ter tantos problemas é de meia dúzia de maconheiros e da esquerda (entenda-se, o PT). É simplesmente inacreditável… esculhambaram um patrimônio do povo de São Paulo que paga impostos e recebem respaldo do PIG para tentar convencer o imaginário popular que a culpa é do PT, que jamais comandou este Estado. É o fim da picada…

Responder

    FrancoAtirador

    03 de novembro de 2011 às 14h51

    .
    .
    Exatamente, Maria Fulô.

    Há poucos instantes postei um comentário neste sentido.
    .
    .

    Pyotr

    03 de novembro de 2011 às 15h23

    E, pra piorar nossa situação, um deputado do PT ainda surge pra defender essa meia dúzia de maconheiros. Defendendo o que é errado ao invés de atacar a gestão PSDB.
    Vc foi direto ao ponto e abordou o assunto de modo mais coerente que o do deputado.

    will

    04 de novembro de 2011 às 00h19

    seria admitir politizar uma questão isolada e 3 cidadãos comuns. maconheiro até o psdb tem…

Polengo

03 de novembro de 2011 às 13h35

Parabéns ao deputado por fomentar o debate aqui neste espaço.
Precisamos muito disso, seja qual for o assunto.

Responder

Mario Asor

03 de novembro de 2011 às 13h33

Mudem a lei primeiro.
Não tem coisa mais odiosa do que "lei que vale aqui, não vale ali"

Responder

Marcelo de Matos

03 de novembro de 2011 às 13h19

O post aborda duas questões: liberação da maconha, inclusive no campus da USP, e atuação da PM na universidade. Na minha modesta opinião impedir a ação da PM no campus é uma atitude ainda mais grave que liberar a maconha no local. Quando volto do litoral depois das 9h30 e o Minhocão está fechado fico na dúvida: vou pela Avenida Brasil, pelo centro da cidade ou pela Paulista. A última opção é a preferida. Ontem passei pela Paulista e vi a PM em ação, usando motos. Aí fico tranquilo – dessa vez não serei assaltado. Não consigo imaginar como alguém pode defender o afastamento da PM do campus. Com ela já é difícil; sem ela a bandidagem tomará conta do terreiro.

Responder

Julio

03 de novembro de 2011 às 13h11

De certa maneira o consumo é bastante tolerado no Brasil.

Alunos de qualquer faculdade, quando querem fumar uma baseado, procuram um lugar mais ou menos escondido, fazem o que têm que fazer e se divertem o ano inteiro sem apanhar da polícia.

A Esquerdolândia das univeridades públicas do Brasil quer assoprar na cara do guarda, chamar de analfabeto, jogar pedra na viatura e ainda receber uma medalha.

A questão não é só a droga.

Responder

Marcelo de Matos

03 de novembro de 2011 às 12h49

Por ocasião das chamadas marchas da maconha ficou bem claro que o PIG é favorável à descriminalização das drogas. Nos partidos políticos há líderes francamente favoráveis, como FHC e Gabeira. No PT temos o deputado Paulo Teixeira que, por incrível que pareça, agora pode manifestar livremente suas opiniões. Se o PIG não tivesse saído do armário e declarado sua posição favorável à descriminalização, o deputado estaria em maus lençóis. Com certeza, seria mais uma das vítimas dos assassinatos de reputação promovidos pelo PIG. Pelo andar da carruagem, creio que as drogas serão descriminalizadas. Há um grande empenho do PIG, de lideranças políticas e interesse de multinacionais, como a Souza Cruz. O que o deputado deve deixar claro é como será feita essa descriminalização. A maconha poderá ser fumada em campus universitários? Em salas de cirurgia? Ficará restrita a locais apropriados? Com todas essas dúvidas fica apenas uma certeza: podemos ter uma frente ampla da esquerda, direita e PIG em prol da descriminalização.

Responder

Maldoror

03 de novembro de 2011 às 12h36

Cadeia para bandido? Sério? É sério que vocês ainda não perceberam que uma pessoa presa é alguém que vai ser sustentada pela grana do seu imposto sem te dar nada em troca? Alguém que poderia estar produzindo, pagando impostos direta ou indiretamente para tornar nosso país melhor? A que interesses obedecem um modelo penitenciário que não mantém a pessoa lá apenas o tempo suficiente para ela sair lá de dentro produzindo e pagando impostos? Alguém aqui sabe se a grana do seu imposto está sendo usada para converter nossa massa penitenciária em futuros pagadores de impostos? Ou vocês pretendem sustentar essa parcela da população indefinidamente?

Responder

Pyotr

03 de novembro de 2011 às 12h25

Por causa do trabalho eu viajo muito pelo Brasl e vejo coisas que até Deus duvida.
Um representante eleito pelo povo deveria se preocupar com coisa mais importante que defender fumeiros ou lutar pela legalização de drogas.
Esse deputado jamais teria meu voto.
Seu pocisionamento diante da esquadrilha da fumaça da USP é um absurdo. E eu posso falar com conhecimento de causa, pois fiz Poli e cansei de ver maconheiros por lá.
E quanto mais ele fala, mais se enrola…
Lamentável.
Pyotr

Responder

Pyotr

03 de novembro de 2011 às 12h24

Nós ainda somos um país com um pé ainda no terceiro mundo.
Aqui há problemas gigantescos, pessoas ainda passam fome, muitas mulheres sequer sabem usar um contraceptivo, muitos caminham quilometros para estudar, por mais que a Presidenta tente conter a corrupção ela grassa órgãos públicos como saúva em plantaçao. E mesmo no estado de SP há absurdos de terceiro mundo: ainda há lugares sem energia elétrica, crianças mal alimentadas, escolas caindo aos pedaços. A região do Vale do Ribeira é paupérrima, os sitiantes chegam a passar fome em períodos de estiagem. Clamam por atenção de deputados que não vejam o local apenas como curral eleitoral… mas não são ouvidos.

Responder

eunice

03 de novembro de 2011 às 12h17

Quem consome droga, não a consome apenas dentro da USP. entendeu?

Responder

FrancoAtirador

03 de novembro de 2011 às 11h58

.
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Com uma elite política como essa que governa São Paulo, o Brasil nunca será um país civilizado.
.
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Responder

    Daniel

    03 de novembro de 2011 às 15h49

    O Brasil nunca será um país civilizado.

    FrancoAtirador

    03 de novembro de 2011 às 18h40

    .
    .
    Não, se depender da elite paulista
    e dos cabos de vassouras eleitorais
    do PSDB, do DEM e do PSDemB.
    .
    .

    Daniel

    03 de novembro de 2011 às 20h19

    Se esqueceu do PMDB e do PT…
    E o Brasil não será civilizado de jeito nenhum. Quer apostar?

    FrancoAtirador

    03 de novembro de 2011 às 23h50

    .
    .
    Você deve ter sido criado num ambiente muito hostil para ser tão pessimista.
    .
    .

    Daniel

    04 de novembro de 2011 às 11h56

    Deixa pra lá. Qualquer coisa que eu disser não será levado em consideração. E ainda serei negativado. Parece a época do jardim da infância, rsss…
    Mas lembre-se do que eu falei daqui uns 20, 30 anos e verá que eu tenho razão. Se eu não tiver, o que espero do fundo do coração, sorte de nós todos.
    Abraço.

    Lu Busis

    04 de novembro de 2011 às 02h11

    Que horror! Quem disse que o Brasil nunca será um país civilizado? Olha, moçada, o complexo de vira-lata é um grande mal; fujam dele. Esse país com menos de 200 anos (antes de 1822 era apenas uma colônia), já é capaz de fazer inveja há muitos de milhares de anos de existência. Já procuraram saber quantos cursam faculdades na Itália, Espanha, Inglaterra, etc. Não é muito diferente daqui. Sem contar que por lá, o nível superior corresponde ao nosso nível médio. Faculdade é outra coisa. É um curso profissionalizante que pode ser curto ou longo, dependendo da profissão. Na saúde, eles também não estão muito melhores do que nós. Nos EUA estão é muiiiiito pior do que aqui. Lá, sem plano de saúde, morre-se mesmo, não tem perdão. Na Europa, alguns países tem uma boa assistência à saúde, mas, para o tempo de existência como civilização, deveriam estar bem melhor…Tratamento dentário, então, só ricos fazem. É uma vergonha!

    Lu Busis

    04 de novembro de 2011 às 02h19

    Desculpem o erro: onde se lê …há muitos de milhares de anos…, leia-se: …a muitos de milhares de anos…

Pedro

03 de novembro de 2011 às 11h35

Esse deputado só pode está de brincadeira, dizer que os os usuários não sustentam o trafico? E as drogas são conseguidas de graça? Depois que legalizarem a maconha vão legalizar a cocaína, a heroína tmb?

E pensar que pessoas assim tem imunidade parlamentar…

Responder

    angelo

    03 de novembro de 2011 às 19h09

    Já legalizaram até a burrice…por quê não maconha?

Carlos Oliveira

03 de novembro de 2011 às 10h47

É incrível, deputado, mas, não sei como o senhor pode afirmar que os usuários não financiam o tráfico. Quem compra drogas? E, mais, essa história de que a regulação do comércio de entorpecentes como maconha, cocaína, crack, etc, resultaria no que a gente vê com o álcool e o cigarro. Quantos famílias são destruídas pelos bêbados ao volante? Quantos milhares de pessoas morrem em decorrência do fumo? Quantos milhões o governo gasta todos dias em função dos acidentes de trânsito causado por beberrões? Pensemos bem: imagina quando os pobres viciados não tiverem dinheiro para comprar o baseado, a coca, etc. O comerciante dará a eles? Venderá fiado? O Estado financiará? Essa libertinagem, caro deputado, é o que corroi a nossa sociedade. Por fim, não há como comparar culturas e realidades completamente diferentes da nossa. Compare nações no mesmo nível de desenvolvimento e conhecimento político.

Responder

    Lorenzo Tozzi-Evola

    03 de novembro de 2011 às 12h57

    Meu caro Carlos, você não entendeu o argumento do deputado:

    1) Os usuários compõem uma demanda por um produto. Como esse produto é proibido de ser comercializado, cria-se um mercado paraelo para atender a demanda. Logo, houvesse uma regulação (o que está muito longe de libertinagem, recomendo informar-se), esse dinheiro iria, direta ou indiretamente, para as mãos do Estado, o qual, por sua vez, poderia investir em políticas para o tratamento de quem teve problemas com o que consumiu;

    2) Milhões morrem em decorrência do consumo de álcool e tabaco. Mas outros milhões morrem em decorrência do excessivo consumo de açúcar, por exemplo. O que fazer? Proibir o consumo de açúcar? É uma ilusão tremenda achar que proibindo se estará deixando de usar. Seria como dizer que, como é proibido sonegar impostos, ninguém sonegará. O correto seria o Estado assimilar esses problemas e criar políticas de saúde, dentre outras, de modo a diminuir o número de mortes (exemplos? Proibição da publicidade, de qualquer tipo, expansão da Política de Redução de Danos, uma campanha de conscientização dos danos físicos dos produtos acima etc.) Se a busca é por um mundo livre de usuários de tabaco, álcool, cannabis e outros, sinto muito, mas isso não ocorrerá. Ademais, as pessoas são livres para usarem o que quiserem, se o Estado tiver feito o que lhe cabe para previni-las;

    Vale lembrar que os debates em torno disso estão apenas começando. A proposta do FHC para a descriminalização não é a única, pois há aqueles que, se não querem as drogas proibidas pelo Estado, tampouco as querem na mão do mercado comum, das empresas. É preciso, mais do que nunca, informar-se.

    Saudações.

leandro

03 de novembro de 2011 às 10h41

A lei é uma só, não pode haver uma lei para a usp e outra para o resto do país. Tem que ser aplicada e quem financia a bala perdida que mata inocentes são os que compram drogas.

Responder

    angelo

    03 de novembro de 2011 às 19h08

    Errado. Quem financia a violência é quem é a favor da proibição. Já viu 'boca de cerveja' com vendedores armados? Se a guerra fosse no asfalto, rapidinho vc pediria o fim. Mas quem tem sua paz prejudicada são favelados, daí vc incentiva a continuidade. Bala nos outros é refresco para proibicionistas.

Roberto Locatelli

03 de novembro de 2011 às 10h39

O último parágrafo disse tudo: os EUA, com sua moralista "guerra às drogas", conseguiu esse resultado: uma das maiores populações carcerárias do mundo.

Se é para proibir as drogas, que se proíbam todas, inclusive o álcool, o tabaco, a cafeína e a teobromina (chocolate), entre outras. E não venham me dizer que "álcool é droga leve". Ao contrário, é uma das drogas mais pesadas.

O abuso de drogas é típico de uma sociedade opressiva, que empurra algumas pessoas para uma compensação. Existem várias formas de comportamento compensatório: usar álcool, maconha, comer compulsivamente, etc. Todas são prejudiciais à saúde. A sociedade, hipócrita, libera algumas e proíbe outras. A proibição das drogas é a típica atitude de "criar dificuldades para vender facilidades".

Responder

    Cibele

    03 de novembro de 2011 às 15h56

    Roberto, vamos convocar os grandes (e já "famosos") comentaristas do Viomundo para este post! Está inacreditável isto aqui…

rafael

03 de novembro de 2011 às 10h28

"2) Não concordo que o consumidor alimente a atividade criminosa do tráfico de drogas.Quem organiza o crime em torno dessa atividade é a proibição que permite a proliferação de um mercado clandestino, capitalizado, armado e corruptor. A regulação teria o condão de esvaziar o crime, como foi feito com o álcool nos EUA na década de trinta."

Mentira deslavada, o dinheiro do usuário vai para algum lugar, e esse lugar é para alimentar o tráfico e sua rede criminosa.De mais a mais, universidade é lugar para estudar, pesquisar e debater, quer se divertir usando drogas faça em casa ou em muitas das festas que existem por ai.

Responder

    Julio_De_Bem

    03 de novembro de 2011 às 15h31

    Concordo com tudo que o Rafael falou. Enquanto for proibido o usuário alimenta o trafico, que proporciona todo o festival de violência nas grandes cidades. Enquanto for proibido caro deputado, o drogado da dinheiro ao traficante, que abusa de menores, desencaminha muita gente e proporciona outros crimes. Negar isso é fechar os olhos pra realidade. Esse tipo de debate não deve ficar no campo das idéias, é preciso ir pra rua e ver, levantar a bundinha da cadeira do confortável gabinete e ir a qualquer praça ao meio dia.

    A mensagem do rafael é exatamente o que penso, e o que no fundo acontece, quer os maconheiros admitam ou não. Se querem a liberação, que façam isso, mas enquanto proibido for, vcs são coautores de crimes barbaros.

André Strider

03 de novembro de 2011 às 09h56

Criminoso tem que ir pra cadeia…vocês esquerdopatas são malucos…

Responder

    Aline C Pavia

    03 de novembro de 2011 às 10h42

    Sua opinião abalizada, eloquente e bem-fundamentada enobrece o debate. Parabéns. Estamos aqui diante de um luminar da sociedade esclarecida manifestando o supremo extrato de seu intelecto privilegiado. Uma salva de palmas.

    Francisco Niterói

    03 de novembro de 2011 às 10h42

    engraçado, quem sonega deveria ir pra cadeia?

    Pois não vejo nenhuma marcha de cansados contra a lei que diz que "se pagar o tributo devido" o crime de sonegação é perdoado.

    Assim, temos:
    se uma mãe rouba um litro de leite no supermercado, não adiante devolver….

    Se o empresário omite suas receitas, daí decorrendo sonegação de impostos, quando o mesmo é descoberto basta recolher o devido que suspende o processo criminal.

    Assim, me responda se a sua afirmação "Criminoso tem que ir pra cadeia" é para todos os casos ou se trata de retórica pra criar fumaça e desfocalização dos verdadeiros interesses da sociedade?

    A direita escolhe os crimes que melhor lhe apraz….

    Se vc acha que criminoso tem que ir pra cadeia, na próxima marcha vc poderia levar uma faixa pedindo a revogação da "suspensão do processo de sonegação fiscal em caso de recolhimento do tributo". Só para ser coerente, não?

    _Rorschach_

    03 de novembro de 2011 às 15h46

    Nesse exemplo do leite, o MP na esmagadora maioria dos casos pede arquivamento do IP pelo Princípio da Insignificância e atipicidade material da conduta. Pelo menos é a orientação aqui em SP.

    Só quando cai na mão de promotores/juízes nazistas (uma minoria) é que esse tipo de processo anda.

    Quanto à direita escolher crimes que lhe apraz, lembro que a esquerda já está há 9 anos no poder e :

    a) uso de droga continua crime;

    b) esbulho possessóorio continua crime;

    c) os interditos possessórios conntinuam existindo;

    d) as leis que preveem suspensão do processo nos crimes tributários continuaram sendo editadas (uma é de 2003).

    e) crimes de sonegação continuam a não ensejar processo por lavagem de dinheiro…

    Enfim: tirando o mimimi, com direita ou com a esquerda nossa legislação criminal continua a mesma.

    Francisco Niterói

    04 de novembro de 2011 às 07h48

    Sim, depois que a mãe passou por vários passos, inclusive procurando defensor publico. De todo jeito, vc não entendeu que foi uma comparação entre tratamentos diversos? E se o menino roubar no sinal de trânsito? Febem. O empresário sonega? Suspensão se pagar . E claro que a lei tem sido mantida neste 9 anos. Eu rebati o fato de ter sido dito, genericamente, criminoso tem que ir pra cadeia numa sociedade onde se escolhe QUEM DEVE IR PRA CADEIA. Vc, pela sua resposta, deve ser operador do direito. Assim, é lamentável vc não ter compreendido a contextualizacao do exemplo da mãe, que , repito, fica dependendo da boa vontade do MP e juiz. O empresário não precisa disto: a lei determina o perdão.

    EUNAOSABIA

    03 de novembro de 2011 às 10h45

    Se eles fossem apenas malucos, já seria uma benção.

    Oriundo

    03 de novembro de 2011 às 10h59

    Strider…..
    Se foi, eh ou será universitário,considera-se criminoso. Se não porque a ofesa.
    Antes de expor o seu pensamento REFLITA!!!!!!

    carlao75

    03 de novembro de 2011 às 11h06

    Não sabe ler? Ou a vc só interessa essa postura pueril de minha turma, sua turma?

    macmonteiro

    03 de novembro de 2011 às 11h18

    André, se você não percebeu, estamos discutindo a própria definição de crime.

    Joao Barbosa

    03 de novembro de 2011 às 14h15

    .
    A própria definição de crime já está descrita na Lei: "Portou drogas, vai preso!!!"
    .
    Mude a lei primeiro, aí você terá todo o direito de fumar os seus baseados.
    .
    Parabéns a PM de São Paulo pelo trabalho feito na USP.
    .
    É isso que dá a USP não adotar o Enem para selecionar os seus estudantes…
    .
    Só tem entrado aluno idiota e maconheiro.
    .

    Fabio_Passos

    03 de novembro de 2011 às 23h43

    A lei é estúpida.
    E seus defensores também.

    É uma lei caduca. Sustentada por ignorantes como silas malafaia, reinaldo azedo e outros reacionários sem caráter.

    Cláudia M.

    04 de novembro de 2011 às 10h38

    É isso aí, Fabio_Passos. Português mais claro impossível. Bravo!!!

    Glauco Lima

    03 de novembro de 2011 às 15h24

    Você, no caso, dever ser "dirieopata" ?

    cronopio

    04 de novembro de 2011 às 09h08

    Antes ser esquerdopata…

    do que psicopata.


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