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Coletivo DAR: Da USP ao Grajaú, o fascismo em dois atos


02/11/2011 - 16h12

do Coletivo DAR (Desentorpecendo a razão)sugestão de Raul Nin

“Não imagine que seja preciso ser triste para ser militante,
mesmo que a coisa que se combata seja abominável.
É a ligação do desejo com a realidade
(e não sua fuga, nas formas da representação)
que possui uma força revolucionária”
Michel Foucault

CENA 1

Cidade Universitária, zona oeste de São Paulo. Quinta-feira, 27 de outubro de 2011. Três estudantes da faculdade de geografia da USP são flagrados pela Polícia Militar preparando um baseado no estacionamento. Confiscam seus documentos pessoais e desejam levá-los para a delegacia. Um grupo de estudantes se mobiliza, cerca os policiais e os estudantes flagrados numa atitude de resistência à ação policial. A PM, então, chama reforço e desloca um enorme aparato (14 viaturas, dezenas de policiais e motos). Os estudantes resistem deixando claro que ninguém será levado à delegacia.

Os policiais lançam mão do armamento dito “menos letal” para tentar dispersar, sem sucesso, as centenas de estudantes que se juntaram em solidariedade. Tentam entrar no prédio da faculdade de Ciências Sociais em busca dos estudantes flagrados que se retiraram ali, mas são  expulsos do prédio pelos estudantes. O confronto continua com bombas de gás lacrimogêneo, gás de pimenta e balas de borracha. Os estudantes retrucam com paus e pedras e, após mais de 4 horas, a PM se retira do local. Os rapazes flagrados foram espontaneamente à delegacia e em seguida liberados, após assinar um termo circunstanciado pelo delito de porte de entorpecente.

O episódio é a gota d’água de um processo de ocupação intensiva da PM no campus da USP, desde a assinatura de um convênio há quase dois meses entre a reitoria e a PM para intensificar a “segurança”, após um estudante ter sido morto no campus. Desde então, relatos de revista dos estudantes, patrulha comportamental a casais gays e abordagens constantes sem justificativa em diversos espaços do campus (CRUSP,  ECA, POLI, Letras, Biblioteca…) dão conta de que, como previsto pelo movimento estudantil, a PM não está na USP para garantir sua segurança, mas para ameaçar e coibir qualquer manifestação contrária às práticas e pensamento fascista, voltando-se contra os estudantes. Vale lembrar o ocorrido em 2009, quando a polícia invadiu a USP e transformou o campus numa praça de batalha, para reprimir uma greve de funcionários.

A iluminação no campus e a abertura para a comunidade em volta, fazendo deste um espaço habitado todo o tempo, com uma guarda universitária bem treinada, não terceirizada e com aumento no efetivo, seriam maneiras alternativas de melhorar a segurança no campus sem a sua militarização pela PM. Esta “operação saturação” no campus parece ser o que mobilizou e juntou centenas de pessoas, entre estudantes, professores e funcionários, no estacionamento da faculdade de história e geografia naquela noite.

A morte do estudante de ciências contábeis, na verdade, apenas serviu de pretexto para a instalação de uma política fascista que tomou força ultimamente na sociedade brasileira. O reitor  Grandino Rodas, indicado pelo ex-governador José Serra, é criticado desde sua gestão como diretor da faculdade de direito do Largo de São Francisco por suas atitudes truculentas, por exemplo, ao convocar a tropa de choque para expulsar militantes do MST e estudantes do largo que promoviam um ato na faculdade. Sua gestão na reitoria, igualmente autoritária, é marcada pela absoluta falta de transparência, ausência de diálogo e aparelhamento da estrutura da universidade por setores reacionários.

É evidente que a PM não é bem vinda no campus da Universidade de São Paulo por aqueles que historicamente lutaram contra a ditadura militar e conquistaram a autonomia universitária. Como é sabido e o professor de história da USP Henrique Carneiro nos lembra, “A PM no Brasil é um entulho autoritário do período da ditadura militar, é uma polícia militarizada com foros privilegiados que se constitui na força policial mais violenta do mundo.” Vale lembrar que é uma instituição que, em seu site, manifesta orgulho de ter participado como órgão de repressão política na ditadura militar.

E o que as drogas têm a ver com isso tudo?

A política de guerra às drogas tem se revelado desde sua origem como artífice para perseguição de determinados setores da sociedade, justificada  pelo discurso da segurança e saúde. Na onda da reorganização de setores neofascistas que temos assistido nos últimos tempos, o reforço das práticas e discursos punitivos encontram terreno fértil para se estabelecer. Assiste-se, então, a constituição de um Estado Penal, de um fascismo em trajes democráticos.

A reação estudantil à apreensão dos três colegas volta-se para a defesa da autonomia universitária e revela os desatinos desta política de segurança pública que tem na proibição das drogas o caminho para a intervenção punitiva e o controle político de corpos e condutas. O uso da cannabis ao ar livre, conduta que não afeta ninguém exceto quem a usa e que já não é punida com prisão pela lei brasileira, é prática disseminada há milênios entre milhões de usuários não apenas na USP, mas em todo o mundo.

O papel da polícia na coerção de práticas culturais recreacionais e de estilos de vida característicos da juventude e das camadas populares, a torna um veículo de distúrbio da paz social e uma fonte de corrupção devido às extorsões comumente praticadas contra usuários de substâncias ilícitas. É descabida a intervenção do estado na autonomia individual. Ahistória mostra que quando o Brasil criminalizou a cannabis, em 1830, visava coibir uma prática associada a escravos negros em rituais religiosos, o que escancara mais uma faceta desta política de drogas: ela é racista. Embora discursos reacionários e moralistas tentem difundir o proibicionismo por um mundo “livre de drogas”, sabemos que se trata de um artifício, de uma cortina de fumaça para esconder a questão de fundo, que envolve toda uma rede de interesses dos setores conservadores, representados pelo sistema financeiro, a indústria farmacêutica, a chamada indústria de controle do crime (armamentista e de segurança), e setores religiosos, etc.

Longe do que a imprensa marrom faz parecer, não se trata da defesa de um “território livre” fora da lei, mas de uma luta política contra o totalitarismo das forças de segurança contra certos grupos. O discurso midiático que tenta se mostrar como neutro (isento de ideologia) busca apenas legitimar esse avanço conservador sobre o território sempre resistente da universidade. Fenômeno este correlato ao que W. Reich observou em seu Psicologia de Massas do Fascismo: parte da população desejava o fascismo e constituiu o caldo fértil para a ascensão de Hitler na Alemanha.

Nesse sentido, lamentável a avaliação de parte da esquerda moralista no sentido de que ainda não é o momento para uma luta política sobre o tema das drogas. As drogas são o grande dispositivo de poder que viabiliza estratégias de guerra contra pobres, adolescentes, jovens adultos, punks, mulheres, gays, estudantes, grafiteiros, rebeldes e marginais do nosso tempo. O que aconteceu ontem na USP rememora o que Raul Zibechi disse sobre a guerra às drogas e a América Latina: “Não importam as drogas, como não importava o comunismo”. O que importa é a possibilidade de controle e repressão de determinados grupos sociais, pelo medo, pelo achaque, pela constante vigilância.

CENA 2

Antes da PM

Casa de Cultura Palhaço Carequinha, Pq. América (Grajaú), extremo sul da cidade de São Paulo. Sexta feira, 29 de outubro de 2011. O Coletivo DAR, o Coletivo Imargem, o CDHEP e o CEDECA Interlagos promovem um cine-debate sobre o documentário Cortina de Fumaça com jovens do bairro. O espaço cultural e a praça que fica em frente são rodeados por várias escolas públicas. O local, então, é ponto de encontro e espaço público de convivência de adolescentes e jovens estudantes, onde se reúnem para se divertir.

No debate os jovens manifestaram os efeitos perversos que a política de guerra às drogas produz sobre a periferia territorial dos centros urbanos. Mostraram ainda o quanto o assunto é veiculado como tabu pelas famílias, pela mídia e até mesmo nas escolas, no que pode servir de exemplo o PROERD – Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência, apontado como único programa público que se propõe a debater questões relacionadas; entretanto, por meio de  policiais militares fardados que entram nas escolas para falar sobre drogas. Os jovens sentem falta de mais debate e informação sobre o tema, pois veem nas fontes mencionadas um discurso moralista e alarmista.

Acabada a discussão, por volta das 22h, saímos na praça e nos deparamos com o ensaio da bateria de uma escola de samba local. A praça estava, como de praxe, lotada de jovens bebendo e conversando descontraidamente. Por volta das 22h30, os grupos rapidamente se dispersaram num sentido único, o que causou estranheza para alguns de nós ali presentes. Ao buscar saber o que acontecia, vimos policias militares “tocando” os jovens como se fossem gado aos gritos de “vai pra casa!”, “saiam daqui!”. Tratava-se de um verdadeiro toque de recolher promovido pela polícia militar a fim de “resguardar a ordem e a salubridade públicas”, palavras essas do comandante da operação, que segurava uma espingarda calibre 12.

Depois da PM

Estarrecidos e indignados com a cena, fomos depois descobrir detalhes sobre o que se passava. Um morador relatou que há algumas semanas o clima piorou bastante na região, depois que a polícia militar intensificou ações supostamente para coibir o uso de álcool e outras drogas entre os adolescentes que se reúnem ali. Numa sexta-feira, dia em que o local está mais cheio de jovens, a polícia militar chegou dispersando os grupos de jovens com o uso de bombas de gás lacrimogêneo e bala de borracha. Mandaram também fechar o comércio, ameaçaram e achincalharam moradores que afirmaram: “a gente sabe lidar melhor com os nóias do que com esses aí”, referindo-se aos policiais. Desde então, a polícia se faz presente ostensiva e diariamente, por meio da GCM e da PM, de forma a transformar a praça pública num espaço vazio, “limpo”, nas palavras dos PMs. Questionados sobre a arbitrariedade da ação, o tenente respondeu: “não foi usada violência, não demos nenhum tiro, a simples presença física foi suficiente para limpeza da área”.

O toque de recolher é prática que vem ganhando força nos últimos anos na esteira do recrudescimento do estado penal. Em 2005, na cidade de Fernandópolis, no interior de São Paulo, um juiz da infância e juventude, com base no alegado poder discricionário, estabeleceu por meio de uma portaria judicial o “toque de recolher” dos jovens nos espaços públicos urbanos a partir das 22h. Justificando-se na prevenção da ocorrência de crimes, entre os quais o do uso de drogas, a prática é ancorada num discurso hipócrita da tutela, de “proteção” dos jovens, quando busca, de fato, o controle político dos corpos jovens e de suas condutas marginalizadas na periferia do capitalismo.

No estado de São Paulo, a prática foi copiada por diversos outros municípios, tais como: Ilha Solteira, Itapura, Mirassol e Cajuru. Há, hoje, na Assembleia Legislativa, projeto de lei que pretende estender a medida para todo o estado. Ora se utilizando da via judicial, ora de leis municipais, sabe-se que a medida já foi posta em prática em outros 19 estados brasileiros, em pelo menos 72 municípios.

Um breve inventário de tal prática nos levaria à Alemanha nazista, à Itália fascista, ao apartheid estadunidense e sulafricano, bem como às recentes ocupações de praças públicas na Tunísia e no Egito, além da ocupação da Palestina pelo estado de Israel. No Brasil, a única situação permitida constitucionalmente para a restrição da liberdade de locomoção com medidas desta natureza consiste na decretação de estado de sítio pela presidência da república. Ou seja, estão tratando os adolescentes como inimigos do estado.

Vê-se então que a política de guerra às drogas serve de justificativa para a ampliação do Estado Penal e o estrangulamento dos direitos civis em nome das ditas “segurança e salubridade públicas”. Como diz Nilo Batista a respeito da proibição das drogas, a noção de certas coisas como ilícitas remonta à própria inquisição, um “caminho para o poder punitivo chegar mais rapidamente ao corpo do sujeito criminalizado”. Atualmente, servem à prática corriqueira da polícia militar de enquadrar jovens pobres e negros como traficantes de drogas ou perturbadores da ordem pública, portanto, como inimigo público que deve ser encarcerado, se não exterminado.

Além do campus da Universidade de São Paulo e da praça pública no Grajaú, bem como em tantas outras quebradas da cidade, as consequências desastrosas da política neofascista de segurança pública e de guerra às drogas pode ser vista no centro da cidade, no território conhecido como cracolândia. Celebrando a união da Associação Brasileira de Psiquiatria e setores reacionários da medicina com especuladores imobiliários, o governo municipal e o poder judiciário ensaiam, cada qual a seu tempo, a implantação da medida que ficou conhecida na cidade do Rio de Janeiro como internação compulsória. Visam retirar e enclausurar jovens miseráveis, usuários de crack e a população de rua como um todo.

Usando também da falácia da tutela, julgam todos os frequentadores daquele espaço como incapazes e sem discernimento para tomar as próprias decisões, devendo, por isso, ser encarcerados para tratamento em comunidades terapêuticas. Aqui, o discurso penal se traveste de proteção da saúde dos jovens, mas não passa de um novo intento higienista. Segundo os ditames da Reforma Psiquiátrica, a prática da internação é o último recurso a ser utilizado, quando os extra-hospitalares tiverem se mostrado insuficientes. A internação em massa, assim, não protege a saúde pública, mas esvazia o território da cracolândia para a ocupação do setor imobiliário e esconde o problema da precariedade das políticas de atenção àqueles que abusam de drogas. Tal como o toque de recolher, a internação compulsória é prática que mobiliza o uso de drogas para colocar em prática o estado de exceção, a criminalização e punição de populações marginalizadas.

A discussão sobre a legalização de todas as drogas não é uma luta menor de uma juventude burguesa: é questão que precisa entrar na pauta dos movimentos sociais e na luta cotidiana de todos nós. Trata-se daquilo que disse a juíza aposentada carioca Maria Lucia Karam: Muitas pessoas estão abdicando do desejo de liberdade. Há propostas que vem sendo crescentemente aceitas de troca da liberdade por segurança. Quando uma sociedade aceita trocar a liberdade por segurança, está aceitando trocar a democracia pelo totalitarismo”. Por drogas e pessoas livres, nem prisão, nem manicômio!

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54 comentários

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Mauro Santayana: Vivo pega 3 bilhões do BNDES mas quer usar seu caixa para recompra de ações | Viomundo - O que você não vê na mídia

11 de novembro de 2011 às 11h48

[…] Coletivo DAR: Da USP ao Grajaú, o fascismo em dois atos […]

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Gabriel Félix

11 de novembro de 2011 às 00h26

Mais uma vez, mesmo aqui nestes comentários, a questão virou maconha!
O debate não é sobre maconha, é sobre democracia!

Responder

Jefferson

09 de novembro de 2011 às 17h04

Nossa, não consegui nem ler até o fim, tal matéria, vamos partir do início, quanto mais policiado o campus estiver, maior a segurança para os alunos e funcionários, agora se o cidadão de bem é abordado pela Polícia Militar, esse deveria ficar feliz pelo fato de ver que com sua contribuição(impostos) está sendo realizado um trabalho para o seu bem, mas para isso tal cidadão tem que ser legalista, a partir do momento em que ele é um infrator da lei é óbvio que se sentirá ofendido com a presença da PM ou qualquer outro orgão que estaja ali para manter a ordem pública.
O que mais me assusta nisso tudo é que futuros lideres do nosso país estão ali agindo como marginais transvestidos de "estudantes"!

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06 de novembro de 2011 às 13h04

[…] Coletivo DAR: Da USP ao Grajaú, o fascismo em dois atos […]

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04 de novembro de 2011 às 19h56

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Eduardo

04 de novembro de 2011 às 16h40

Pra muitos a universidade não passa duma "escapadinha da vida normal" por alguns anos. Cansei de ver gente -principalmente na faculdade de jornalismo- com baseado na mão o tempo todo e assim que se formou foi parar nesses programas de TV e jornais "espreme que sai sangue" ou excluindo de seus perfis na internet qualquer apologia, qualquer alusão a qualquer festa que saia do limite tolerável a qualquer um "dessa idade" ou trabalhando para "essa empresa." Não sou de São Paulo, mas tenho colegas aí e o caminho deles de entrada foi o Agora. Muitos trabalham pra Folha; e bastante, pro Estado. De pouco adianta ser vanguardista só enquanto se está na faculdade. O texto, muito bem elaborado, pincelou algumas prováveis causas para a proibição das drogas. Mas quase sempre o discurso se esvazia no campo das liberdades individuais, algo tão abstrato que pode ser usado a nosso bel prazer (naquela velha afirmação oca de que o direito de um termina quando começa o do outro). Sei que eles atacaram uma entidade considerada sacrossanta por todos, a universidade. Que pena que pra muitos estudantes a aspiração "libertária" vale só enquanto se está ali. Depois, é hora de conseguir emprego, enfim, de "levar a vida real".

Responder

cronopio

04 de novembro de 2011 às 13h37

Parte X: A atuação da polícia no campus da USP não é um problema sobre como adequadamente combater crimes comuns – é um problema sobre liberdades individuais e sobre a organização política da instituição. A única solução para a conturbada vida política da universidade é a democracia. O resto é apenas cortina de fumaça."

Responder

    mfs

    04 de novembro de 2011 às 21h18

    Tão querendo transformar a questão em maconheiros x PM. E não é bem assim. Ora bolas, eu sou ateu, mas também protestaria se a polícia quisesse fechar terreiro de candomblé ou prendesse evangélicos. O fato é que ninguém quer ser assaltado ou morto, e a PM teria o que fazer no campus se ele fosse treinada (educada) para isso. Ora, eles tão lá para combater bandido e só dão dura em estudante? Prendem 3 alunos fumando um, querem levar em cana duas moças que se beijam e mantêm a nobre tradição de revistar o estudante só porque ele é negro? Fala sério. Esses PM tão achando que são heróis de filme Tropa de Elite 3, e saem caçando estudante? Qualquer um que conheça o quotidiano de delegacia sabe que a polícia não perde tempo em enquadrar estudante que fuma um. Então, a questão fulcral é de princípio sim. Não sou usuário de drogas e nem por isso devo concordar com ações policiais repressoras deste tipo. A polícia deve estar na USP para proteger a comunidade e não para hostilizá-la. Se ela não consegue cumprir essa tarefa (eu não sou preconceituoso a ponto de achar que policiais não conseguem ser educados para esse propósito), então que saiam.

    visitante

    05 de novembro de 2011 às 05h56

    sim,a policia não perde tempo para prender viciado,mas sim para pedir "contribuição".E viva os coxinhas"

cronopio

04 de novembro de 2011 às 13h36

Parte XIX: Quando ainda era apenas diretor da Faculdade de Direito, o atual reitor usou a força policial para expulsar o MST do prédio da faculdade e, noutra ocasião, fechou o prédio e suspendeu as aulas para impedir que uma passeata de estudantes entrasse no edifício. Ele também foi o principal articulador da entrada da polícia no campus para desocupar a reitoria em 2009, o que resultou numa abusiva ação policial que feriu professores e estudantes. Pois é exatamente este reitor que está agora autorizando a atuação ilimitada da polícia no campus o que, dado o seu histórico, não pode deixar de ser visto como uma ameaça do uso deste contingente para reprimir as únicas formas efetivas de atuação política do movimento estudantil e dos sindicatos.

Responder

cronopio

04 de novembro de 2011 às 13h35

Parte VIII: É um jogo marcado, viciado e sem qualquer espaço para que a comunidade de oitenta mil alunos, quinze mil funcionários e cinco mil professores consiga se manifestar ou influir efetivamente nas decisões. Essa forma institucional excludente e arcaica empurrou as forças políticas para atuar por meio de greves, piquetes e ocupações de prédios, já que simplesmente não têm outra maneira efetiva de atuar.
Para complicar ainda mais a situação, nem mesmo esses injustos procedimentos de eleição de reitor foram honrados, já que na última eleição o governador escolheu o segundo colocado na lista tríplice. E esse segundo colocado, o reitor João Grandino Rodas, tem tido uma gestão fortemente confrontativa, impondo decisões injustas e ameaçando a dissidência com o uso de força policial.

Responder

cronopio

04 de novembro de 2011 às 13h34

Parte VII: Guardadas as grandes diferenças de contexto histórico, essa é uma excelente explicação para a conturbada vida política da Universidade de São Paulo. Ao contrário das outras grandes universidades públicas, como a Unicamp ou as federais do Rio, Minas e Rio Grande do Sul, a gestão da USP é incrivelmente não democrática, o que, com os anos, empurrou todos os setores não alinhados com o grupo no poder para ação extra-institucional – simplesmente por falta de opção. As eleições para reitor na USP são definidas por um colegiado de apenas cem pessoas – dessas, há um representante dos professores doutores (que compõem a maioria dos docentes), quatorze representantes dos estudantes e apenas três dos funcionários. Os demais são representantes dos órgãos de direção que, com poucas exceções, se autoperpetuam no poder. Todas as comissões estatutárias são compostas pelas mesmas vinte ou trinta pessoas que se alternam nas diferentes funções há pelo menos duas décadas.

Responder

cronopio

04 de novembro de 2011 às 13h33

Parte VI: liberdades políticas

Mas o elemento importante, ausente no debate, é a ameaça de uso da força policial para reprimir o movimento estudantil e o movimento sindical. Permitam-me uma breve digressão para argumentar como as duas coisas se juntam.

Maquiavel, teórico da política, defendia numa obra famosa (os Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio) que a causa da intensa e fratricida violência política da cidade de Florença era a não institucionalização dos seus conflitos. Em Florença, dizia Maquiavel, cada partido (os guelfos e os gibelinos, os negros e os brancos, os nobres e o povo) consolidavam a vitória com a expulsão do partido adversário da vida política da cidade – de maneira que só restava ao grupo derrotado atuar de fora do jogo político estabelecido, preparando um golpe de estado. O resultado era uma vida política violenta e sanguinária, sem estabilidade política e sem paz interna.

Responder

cronopio

04 de novembro de 2011 às 13h33

parte V: Uma amostra do que está por vir aparece nos relatos de estudantes da Faculdade de Filosofia que reclamam de operações nas quais se abordam e revistam dezenas de estudantes que entram ou saem do prédio para ir às aulas.
É esse tipo de atuação da polícia, abusiva e lesiva de direitos que gera protestos. Não faz qualquer sentido discutir a atuação da PM no campus universitário fora deste tipo de caso. A polícia nunca foi impedida de agir no campus para coibir crimes comuns. O que havia, era um acordo para que a proteção do patrimônio fosse feita predominantemente pela guarda universitária e que a polícia não atuasse ostensivamente, por exemplo, fazendo abordagens individuais não motivadas por fatos concretos. Foi essa acordada limitação da atuação policial que se reviu, a pedido do reitor, após a comoção gerada pelo morte de um estudante durante um roubo de veículo.

Responder

cronopio

04 de novembro de 2011 às 13h32

Parte III: O primeiro, aconteceu com um estudante do meu curso, negro. No final da aula, ele saiu para o estacionamento e notou que tinha esquecido o celular. Quando voltou para a sala para buscá-lo foi abordado por um policial. Ele se identificou, apresentando a carteira de estudante e explicou que voltava para buscar o celular. O policial considerou-o suspeito porque caminhava no sentido contrário dos outros estudantes (e talvez também porque era negro e estava na USP) e, por isso, foi submetido a uma vexatória revista na frente dos colegas. O segundo fato, foi a ação de uma policial feminina que deteve duas estudantes homossexuais que se beijavam na hora do intervalo por “atentado ao pudor”. Note que esses são episódios testemunhados por um só professor, num período de poucos meses, pois, com a repercussão destes e outros casos, o posto da PM foi transferido para fora do campus. O que acontecerá com a presença massiva de policiais com esse tipo formação atuando de maneira permanente?

Responder

cronopio

04 de novembro de 2011 às 13h30

parte II: liberdades individuais
O primeiro mal-entendido a desfazer é que não há objeção, que eu conheça, à atuação limitada e específica da polícia para reprimir crimes comuns, como assaltos a banco. Tanto não há objeção que antes do recente convênio firmado entre a reitoria e a polícia militar, ela já atuava nesses casos, sem que tivesse surgido qualquer tipo de protesto.
Todo problema começa quando ela começa a atuar de maneira abusiva no cotidiano deste espaço que é o lugar por excelência da liberdade de expressão e discussão. Para que essa alegação não pareça abstrata, gostaria de dar dois depoimentos e fazer referência a um terceiro. Os meus dois depoimentos são do ano 2006, quando a administração da minha unidade (a Escola de Artes, Ciências e Humanidades) decidiu instalar um posto da PM dentro do campus. Naqueles meses que se seguiram à decisão, testemunhei dois episódios que ilustram o despreparo da força policial para atuar no ambiente universitário (na verdade, demonstram seu despreparo para atuar numa sociedade democrática).

Responder

cronopio

04 de novembro de 2011 às 13h30

Parte I: A cortina de fumaça da segurança na USP
Por Pablo Ortellado (Prof. Da EACH – USP)
A detenção de três estudantes da Faculdade de Filosofia da USP que fumavam maconha gerou protestos que terminaram num conflito com a polícia militar e a subsequente ocupação da administração da faculdade e do prédio da reitoria. Esse episódio soma-se a outros ocorridos nos últimos anos que envolveram piquetes, a ocupação de prédios administrativos e a atuação repressiva da polícia militar. Em todos os casos, um acalorado debate opôs defensores da atuação (mais ou menos rigorosa) da polícia e defensores da autonomia universitária (que limitaria ou impediria a atuação policial no campus). Acredito, no entanto, que os termos do debate estão mal-colocados e a questão de fundo relevante, completamente ausente.

Responder

cronopio

04 de novembro de 2011 às 12h41

Por ANTONIO CARLOS LACERDA

PRAVDA.RU

Em 2011, a cidade de São Paulo teve 629 pessoas mortas, sendo que 128 foi a própria polícia que matou. Entretanto, para escapar da fama de 'polícia assassina', a própria corporação alega que 60% dos confrontos no período não tiveram mortos.

A aposentada Valquíria Marques dos Santos, que teve o filho de 15 anos assassinado por um policial militar diz que "Os policiais que levaram meu menino continuam na ativa".

De cada cinco pessoas assassinadas na cidade de São Paulo em 2011, uma foi morta pela Polícia Militar. Os dados fazem parte de relatório da Secretaria da Segurança Pública do estado.

Nos primeiros meses do ano, entre janeiro e julho, 629 pessoas foram assassinadas na capital paulista. Deste total, 128 registros foram feitos como "pessoas mortas em confrontos com a Polícia Militar em serviço".

O tipo de ocorrência, conhecido em outros estados como "auto de resistência", é um indicativo de revides da Polícia Militar a ataque de criminosos ou enfrentamento em ação policial.

Dez policiais militares estão sendo investigados através de vídeos que registraram a violência policial. Dez policiais militares estão presos sob a suspeição de não socorrer assaltantes baleados pela própria polícia.

Em todo o estado de São Paulo, no primeiro semestre de 2011, foram registrados 2.241 homicídios. Desses, 241 foram cometidos por policiais, o que dá uma proporção de um assassinato pela PM para cada 9,3 cometidos por outros cidadãos.

A proporção de um assassinato cometido pela polícia para cada cinco que acontecem na cidade de São Paulo faz da Polícia Militar da capital paulista uma das policiais mais violentas do mundo.

Nos Estados Unidos, em 2009, foram registradas 406 mortes causadas por policiais em um total de 14.402 homicídios, o que significa que de cada 34 assassinatos um foi cometido pela polícia norte-americana. Na Argentina, de acordo com o Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS), em todo o ano de 2007 – os últimos dados disponíveis -, a região metropolitana de Buenos Aires (que tinha, à época, 12 milhões de habitantes) registrou 79 casos de pessoas mortas em confronto com a polícia.

Neste mesmo ano de 2007, só na capital paulista – excluídas as cidades da Grande São Paulo -, a PM registrou 203 mortes "em confronto". Moram na capital 11 milhões de habitantes.
(…)

Responder

Mourolandia

04 de novembro de 2011 às 12h30

Concordo com o Francisco: porque os 3 usuários de maconha não foram logo à delegacia assinar o termo e pronto? A polícia não deslocou 'centas' viaturas e 'trocentos gambés' pra prender 3 usuários de maconha… mas pra conter os tais 500 alunos que queriam impedir o cumprimento da lei. "Dura Lex, Sed Lex". querem teorizar sobre a legalização da maconha ou a ação da força militar dentro do "espaço sagrado da Universidade"? Isso cheira mesmo a 'entulho acadêmico' como disse alguém aí, mas é, sem dúvida, produção de conhecimento. Mas todo esse auê só desvia os olhares do fato simples: os 3 estudantes usuários de maconha são três muleques: não foram homens pra assumir seus atos. É esse tipo de acadêmico que estamos formando?

Responder

Pedro

04 de novembro de 2011 às 10h56

Mas o autor do texto procurar saber se a violência com a presença da policia diminuiu?

Responder

nilauder

03 de novembro de 2011 às 11h52

Não dá pra banir esse baderneiro facista do EUNAOSABIA não?

Responder

    Cláudia M.

    04 de novembro de 2011 às 10h22

    APOIADÍSSIMO!!! Já que ele gosta tanto de enquetes, façamos aqui uma: VOCÊ QUER BANIR O ANÔNIMO E FASCISTA EUNAOSABIA? SIM OU NÃO?

    mfs

    04 de novembro de 2011 às 21h11

    Não tem que banir ninguém. Basta não perder tempo com ele. O cara lê a Veja, a Época e o Narloch e depois vem brincar de adolescente contestador da direita. Tá se achando o Danilo Gentili 2. Deixa pra lá. Coisa de garoto bobo querendo aparecer, só isso. Quando finalmente conseguir arrumar namorada ele provavelmente vai parar.

EUNAOSABIA

03 de novembro de 2011 às 09h50

Vocês não passam de uma minoria insignificante que não tem a menor acolhida e representatividade na sociedade…. …..essa palavra "fascista" virou doce na boca de vocês…. vocês não representam ninguém, a não ser a si mesmo…. a PM não impede ninguém de estudar ou pensar livremente… se eu vou para a universidade estudar e me educar, não vou fazer nada de ilegal.. por que devo temer a PM? pelo contrário.

Outra coisa, vá se informar, não é armamento "menos letal" (note que aqui ele quer dar um ar de maior gravidade a coisa), esse armamento é ""NÃO LETAL"…rapaz…

""como de praxe, lotada de jovens bebendo e conversando descontraidamente""…. Quer dizer então que estavam todos na praça enchendo a cara de birita??? como seu eu não soubesse disso…até tudo bem, beber e ficar bêbado não é ilegal…não se pode reprimir….

Me responda uma coisa, quantos desses mauricinhos porras-loucas – desculpem esta expressão por favor, já que nem todos têm esse perfil – sacam suas chaves do bolso e entram em seus Audi, Gof, SUV e outros carrões de luxo (eu sei do que falo) e saem dirigindo de forma perigosa e irresponsável pelas ruas da cidade após esses sessões de bebedeiras, supostamente descontraídas??? ou será que volta todo mundo de ônibus ou táxi para casa??? não estou acusando ninguém, é apenas uma curiosidade.

Sugestão… alou alou PM.. alou alou PM…. faça uma blitz do lado de fora com campus da USP com o teste do bafômetro…. vamos ver quantos desses humanistas de meia pataca e socialista do dinheiro alheio respeitam a vida humana do próximo…ou será que isso será uma atitiude "fascista" também???

Porque não fazem uma votação na USP perguntando a todos se são a favor ou contra a presença da PM no local??? têm medo de tomar uma surra de opinião? façam uma votação… vamos ver quantos vocês são de verdade….

Vocês não enganam é ninguém.

Responder

    Amira

    03 de novembro de 2011 às 11h41

    hahahaha, claro que os jovens na praça do Grajaú tem audi… kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Claro que quem tem grana se droga, se embebeda na rua…
    Logicamente dentro dos condomínios de luxo e baladas da Vila Olímpia é que eles não vão…
    Os caras tão na vizinhança de casa, gente boa. E tudo a pé.
    É muita "ingenuidade" ….

    Lorenzo Tozzi-Evola

    03 de novembro de 2011 às 12h35

    "Porque não fazem uma votação na USP perguntando a todos se são a favor ou contra a presença da PM no local???"

    A USP não é democrática, na acepção que se quiser. O colégio que elege o leitor é restritíssimo e, ainda por cima, sujeito ao Governador.

    Quando interessa os liberais que apoiam o reitor, como você, a consulta democrática, por outro lado, é legal. Por que não democratizar tudo, então, começando, por exemplo, com a escolha do reitor?

    Caso contrário, estar-se-á criando uma espécie de democracia seletiva, ou seja, uma democracia na qual o povo pode dar sua opinião quando convem aos do poder.

    Em termos de enganação, você está fraquinho.

    Mas concordo numa coisa: uma blitze fora do campus com bafômetro seria bem-vinda.

    EUNAOSABIA

    03 de novembro de 2011 às 13h14

    Em termos de enganação, você está bem forte… acima de tudo a si mesmo, se é que me entende.

    Lorenzo Tozzi-Evola

    03 de novembro de 2011 às 15h00

    Não esperava resposta diferente.

    Raul Nin

    03 de novembro de 2011 às 12h57

    De "não letal"esses armamentos não tem nada… Há casos relatados de pessoas que tomaram tiro de bala de borracha no peito numa distância de 10 metros e morreram com ataque cardíaco… Além disso, o gás lacrimogênio, por exemplo, comprovadamente pode provocar câncer. Sabemos que o uso de certos termos tem denotam certos posicionamentos políticos. Dizer que são menos letais mostra que eles podem sim ser letais, além de diversos outros problemas que podem causar..
    Sobre o tema das drogas, os comentários em geral mostram como a mídia de maneira geral apenas desinforma: serve apenas para espalhar o pânico moral. O usuário de maconha é visto como uma espécie de demônio perigoso que deve ser tratado da pior forma possível.
    A PM, por outro lado, é vista como uma instituição respeitável… Engraçado, esquecem (ou fazem questão de esconder) que a PM mata e tortura…. O que está acontecendo com o Marcelo Freixo no RJ é uma amostra do caráter desta instituição.
    Sobre as críticas ao uso do termo fascismo: de fato, historiograficamente, o fascismo é um fenômeno dos anos 1930/1940. Qualquer uso fora desta contexto pode ser criticado. Agora, o que temos assistido com a militarização na repressão às drogas, ou melhor a certas populações da periferia (jovens pobres e negros), e práticas como o toque de recolher são bastante semelhantes as práticas instaladas nos regimes fascistas na alemanha e na itália. É preocupante a situação, polis como esses comentários atestam, mesmo entre aqueles que não se informam apanas na globo/veja/cia, parte da população legitimas tais práticas, exatamente como W. Reich descreve no psicologia de massas do fascismo… não será uma surpresa a oficialização de uma nova ditadura no país….
    Seguiremos lutando e denunciando essas posturas autoritárias e fascistas!!!!

    EUNAOSABIA

    03 de novembro de 2011 às 13h12

    Raul Nin, seu comentário é respeitável mas equivocado.

    Quanto a letalidade, fumar também seria letal, usando sua mesma lógica.

    Ataque cardíaco??? meu amigo morreu de ataque cardíaco vendo um jogo da copa do mundo.. nem precisou tomar um tiro de borracha a menos de 10 metros e morreu.

    Provocar câncer??? como eu disse…. cigarro é letal, e causa câncer… até mesmo fumaça de carros e caminhões são letais e causam câncer.

    Essas armas não são letais, pela sua lógica… "faca de cozinha" é altamente letal também…

    Vivemos num país democrático e com instituições em plena vigência, anos luz do que foi dito por vós micê.

    Todo o resto da sua fala é inaproveitável.

    Saludo.

    Raul Nin

    03 de novembro de 2011 às 14h33

    respeitável ou inaproveitável??!!!
    pela grosseria e raiva com que posta seus comentários, parece que vc se sente bastante atingido pelas análises feitas, não é mesmo? é gambé? fascista certamente…
    é contra canalhas como vc que seguiremos lutando….sempre!

Francisco

03 de novembro de 2011 às 01h14

Fico assombrado com a lógica das pessoas…

Dizem: "Proíbem a maconha, mas o álcool, algo que provoca mais danos, assim como a nicotina, é liberado, etc…"

Eu evito usar qualquer coisa que faça mal a min e à sociedade, não bebo, não fumo (coisa alguma) e evito pegar a mulher dos outros. Sou ateu, apenas sou sensato: um mal não é desculpa para outro.

A não ser que se seja viciado….

Nesse caso, argumentar usando a lógica não produz efeito algum, certo?

Perguntinha tola: porque os rapazes não foram logo à delegacia assinar o termo e ser liberados? Não seria mais… adulto?

Responder

    dukrai

    03 de novembro de 2011 às 10h24

    evito pegar a mulher dos outros kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk nóis também

    cronopio

    04 de novembro de 2011 às 11h49

    De fato, faz mal à saúde! esses Trolls me matam!

    mfs

    04 de novembro de 2011 às 20h16

    A não ser pelo fato de que quando a mulher está conosco ela deixa de ser, por definição, mulher dos outros, não é mesmo? Hahahahaha! Que coisa, a gente discutindo a repressão facista na USP e vem o tal de Francisco choramingar que não pega mulher.

will

03 de novembro de 2011 às 00h30

ótimo texto.
péssima realidade.
incerto futuro

Responder

Operante Livre

03 de novembro de 2011 às 00h00

Estado de sítio = estado de cerco = estado de assédio = contenção = calado =quieto= fila indiana= deitado= pelo corredor = sim senhor=…
Impor liberdades é privar de liberdade os movimentos de nossos corpos e ideias. A Universidade, neste caso a USP, é sim, um espaço diferenciado, à parte, sagrado, e como tal deve ser preservado, como uma ilha de diversidade, debates, criação, revolução. De contenção, nem os espaços sitiados do trabalho fazem bem, em que são cercados corpos, ideias e se aliena nosso bem maior = nossa personalidade.

Responder

    EUNAOSABIA

    03 de novembro de 2011 às 09h28

    O senhor iria até uma boa de fumo comprar maconha para o seu próprio filho?? sim ou não?
    Se o senhor soubessse que seu filho está fumando maconha o senhor o apoiaria? sim ou não?

    Se suas respostas forem sim, até dá para entender sua posição.

    Mas se forem não, então o senhor não passa é mesmo de um baita de esquerdopatra hipócrita.

    Me diga, SIM ou NÃO?

    Operante Livre

    03 de novembro de 2011 às 12h11

    Não costumo ler suas postagens. Abri um exceção.
    Você quer que eu responda sim ou não para te agradar?

    Posso te dizer que estou muito mais preocupado com esta assepsia que você parece defender, que costuma justificar a invasão de universidades e países em nome de Deus ou do Diabo.

    Pedro

    04 de novembro de 2011 às 10h55

    Responde a pergunta do cara, nao tente sair pela tangente.

    Pedro

    04 de novembro de 2011 às 14h42

    Vamos montar uma UPP e tá tudo resolvido. Ah! o que acontece nos morros do Rio também é um ato contra a democracia.

    Visitante

    05 de novembro de 2011 às 06h07

    que eu saiba não tem traficante de fuzil(só o ignorante da transamérica nas rádios aqui e ali)por ali.Existe na USP a acadepol,quartel da pm na entrada,o 16ºBPM atrás da USP.Por que acontece assaltos ali?É por que a polícia é coxinha!E não venham culpar a SRemo.por que os moradores,apesar de serem gueto geográfico,costumam entregar invasores que ali tentam se refugiar.

    mfs

    04 de novembro de 2011 às 20h12

    Será que meu filho de 18 anos deveria fazer sexo com as namoradas de idade compatível? Sou obrigado a responder (não é esse o estilo? Responda!) : eu iria até as meninas perguntar qual delas quer fazer sexo com meu filho? Sim ou não? Se eu soubesse que ele está fazendo sexo antes do casamento, eu apoiaria ou não? Se as respostas forem sim, dá para entender minha posição: sou um esquerdopata hipócrita. Entendeu? Ah, sim, nós petistas temos dificuldades com o raciocínio.

    Visitante

    05 de novembro de 2011 às 06h00

    nós petistas não somos nazistas:as coisas são como eu quero ou eu mato e arrebento!
    hipocrisia é a VEJA mentir com mensalão e achar que o mensalão de alesp é bate boca !

    mfs

    04 de novembro de 2011 às 21h09

    Não vem com essa não. Quem você pensa que é, o promotor de Law and Order? Então você é que decide que a pergunta é essa e que a reposta só poder ser sim ou não? Ah, vai ver sua televisão e sonhar com seu mundo e deixe os adultos resolver os problemas complexos.

Fabio_Passos

02 de novembro de 2011 às 23h43

É esta análise que é negada a população pela mídia-lixo-corporativa no Brasil.
O fato é que esta "guerra" contra as drogas é um terrível equívoco e um enorme fracasso.

Responder

    macmonteiro

    03 de novembro de 2011 às 08h50

    Equívoco e fracasso, do nosso ponto de vista.

    Tem muita gente ganhando dinheiro (e o mais importante: poder de controle social) com tudo isso.

Ronaldo Luiz

02 de novembro de 2011 às 21h10

Sempre foi assim: existe o Bem e existe o Mal. A sociedade tem que lutar contra o mal. No dia em que a sociedade capitaular, o mal vence. Não é apenas um baseadozinho aqui e ali. É o princípio da tolerância com o mal. Não querem proibir o fumo (de cigarros)? cOMO JUSTIFICAR A MACONHA?

Responder

    macmonteiro

    03 de novembro de 2011 às 08h57

    Os que proíbem a maconha são os mesmos que querem proibir o cigarro… Amanhã, vai ser qualquer outra coisa.

    Agora me diga,. Ronaldo, como vai ser no dia que proibirem algo que você gosta, só porque alguma "autoridade médica" disse que "faz mal à saúde"?

    Pode ser a gordura da carne, a cerveja do fim de semana, as batatas fritas com hambúrguer… Já pensou?

    Julio_De_Bem

    04 de novembro de 2011 às 18h24

    Amigão a maconha não vai ser proibida, a maconha É PROIBIDA. Não pode fumar e acabou. Se você fuma maconha, comete um crime. É criminoso e financia o tráfico, e não adianta vir com papo que se não fosse proibida e bla bla. Por enquanto é assim e vc não tem argumento pra dizer o contrario. Onde tu compra tua maconha (ou quem compra pra vc, ja que muitos mauricinhos tem medo de ir na favela comprar) ?

    mfs

    04 de novembro de 2011 às 21h20

    Peralá. A proibição do fumo é necessária porque morrem 5 milhões de fumantes passivos por ano. Você quer se matar de fumar problema seu, mas não pode querer me matar ou matar o garçom do bar onde você empesteava o ar com a fumaça.

Zé Bolinha de Papel

02 de novembro de 2011 às 18h07

Fico pensando no artigo… Mesmo ao falar de situações sociais, a linguagem cheira a "entulho acadêmico". Desse "fascismo" vocês ainda não se livraram, apesar de ajudá-los a escrever. Aposto que não tinham pensado sob esta ótica e duvido que achem necessário. Foucault é como Shakespeare: você coloca um trecho ou frase e tudo cai bem. Até.

Responder

    Zé Bolinha de Papel

    02 de novembro de 2011 às 23h17

    Sabe, o pessoal lê (se é que lê) Marcuse, Deleuze, Guattari, Foucault, Huxley, Chomsky até, mas parece que simplesmente ignoram a manipulação da linguagem como expressão de poder. O pessoal pede que se exerça saber-poder e que se use a nota de rodapé como argumento de autoridade, senão, desgostam ou passa por tolice. Apenas fiz um apontamento, dei um toque sob um ponto de vista que, pelo visto, não possuem. Só esqueci de comentar que cheira a quem faz "análise" de fora, "objetiva", mais ou menos como explicar a um jacobino como foi a Revolução Francesa. Mas beleza, o texto é ótimo e, agora, vejo que o mundo igualzinho a alguns de vocês, bem fechado no universo de locução, e como "a linguagem é a expressão do Dasein" (Heidegger), não tem nuances, é preto e branco… mas a escolha é sua! Passar bem!

    Cláudia M.

    04 de novembro de 2011 às 10h35

    Querido, o que você chama de "entulho acadêmico" significa rigor científico. Na academia não se pratica ciência "declaratória", tipo postulações baseadas no achômetro. Na academia, dialogamos com os autores para sustentar argumentos, desconstruir consensos, construir novas hipósteses. No mais, de tão confuso e vazio, simplesmente não consegui entender a crítica…


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